11 de dezembro de 2025 09:40

Especialistas alertam para os riscos do vazamento de dados de 223 milhões de CPFs

Especialistas alertam para os riscos do vazamento de dados de 223 milhões de CPFs
                                  Especialistas alertam para os riscos do vazamento de dados de 223 milhões de CPFs

Milhões de brasileiros tiveram dados expostos na internet. Foi o maior vazamento da história no Brasil. O Jornal Nacional ouviu especialistas sobre os riscos que isso representa para os cidadãos.

São dois vazamentos. Um envolvendo 223 milhões de CPFs, com dados de pessoas que até já morreram. Foram expostas as identidades, data de nascimento, também informações de 104 milhões de veículos e de 40 milhões de empresas – com CNPJ, razão social, nome fantasia e data de fundação.

Um outro vazamento, bem mais amplo, revelou informações detalhadas de 140 milhões de pessoas, como telefone, formação acadêmica, salário, endereços, se a pessoa mudou de cidade e até fotos.

Thassius Veloso, colunista da GloboNews em tecnologia, alerta que os dados foram expostos em sites de troca de informação e que podem ter sido vendidos e usados para fins criminosos. “Os primeiros a participarem desse esquema colocam na internet; alguns outros hackers começam a comprar e aplicar os seus golpes; e, nessa hora, vira meio que um efeito dominó, porque uma vez que caiu na rede, é muito difícil de conseguir recuperar esses arquivos”, explica Thassius Veloso, colunista da GloboNews em tecnologia.

Esses são os maiores vazamentos de dados de todos os tempos no Brasil, segundo especialistas. As informações ficaram expostas durante meses ou anos e não é possível saber quantas vezes foram compartilhadas e vendidas.

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A polêmica do leite condensado expôs como cada ideologia usa os dados em busca de um viés

Na esteira da polêmica do leite condensado, item de supermercado tão consumido pelos brasileiros e que se tornou estrela da recente controvérsia envolvendo gastos do governo federal, surge um produto de prateleira exposto na gôndola da comunicação: o jornalismo de dados. Artesanal, custoso e por vezes sofisticado, entrou, recentemente, no cardápio das redações brasileiras.

O levantamento de dados pode ser um dos mecanismos mais eficientes para ajudar as pessoas a compreenderem contextos, interpretarem circunstâncias, compararem realidades. Quando bem utilizada, essa ferramenta é poderosa, porque parte de fatos incontestes: os números. E costumamos aprender nas primeiras séries escolares que não há o que tergiversar quando a conta é matemática. O clássico dois mais dois somam quatro.A matéria foi produzida pelo núcleo de dados do Metrópoles: uma editoria que poucos veículos de comunicação mantêm sistematicamente em suas estruturas, porque é cara, trabalhosa e difícil de reunir gente especializada.

A base da reportagem que pautou as redes sociais nas últimas 72 horas são os números. Não quaisquer números. Mas os oficiais, disponíveis no Portal de Compras, que fica abrigado na página do Ministério da Economia.

O volume de informações de uma burocracia do tamanho do governo federal é gigantesco. Há uma infinidade de consultas e de recortes possíveis. E, por isso mesmo, o próprio sistema oficial oferece uma série de filtros e caminhos que qualquer cidadão pode percorrer até encontrar os números.

Com experiência em jornalismo de dados, a perspicaz e competente repórter Rafaela Lima garimpou as informações que viraram base para a matéria sobre o carrinho de compras do governo federal. A jornalista tem como rotina esse tipo de pesquisa. Dedica-se sistematicamente a buscar dados em plataformas oficiais. Já produziu, ao lado de seus colegas de editoria, centenas de matérias a partir dessas planilhas. Muito bem, o que se viu nos últimos dias é democrático. Cada um lê o que quer, interpreta como quer e faz uso como achar mais conveniente. O que não significa que seja honesto. A matéria do Metrópoles contém dados inquestionáveis. Todos devidamente comprovados com prints do próprio sistema do governo. A reportagem explica didaticamente que os valores achados referem-se a todos os gastos pagos pelo governo federal com alimentação nos anos de 2019 e de 2020.

Disputa ideológica

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Faustão deixará Globo depois de 32 anos no ar

O apresentador Faustão deixará a TV Globo em dezembro. A informação foi antecipada pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo, nesta segunda-feira (25). Faustão, no ar na emissora há 32 anos com o seu “Domingão do Faustão”, definiu sua saída neste fim de semana, segundo Lauro Jardim. Ele seguirá normalmente com o programa até o encerramento do contrato.

A informação da saída de Faustão da Globo logo foi confirmada por outros colunistas especializados em televisão, como Patrícia Kogut, também de O Globo. Segundo Kogut, além de Faustão, o diretor artístico do “Domingão”, Jayme Praça, se desligará da emissora já no próximo dia 1º de fevereiro. Para o lugar de Jayme, a Globo deve apostar em Cris Gomes, atual diretor geral do programa.  A Globo ainda não decidiu se irá colocar outro apresentador no programa, no lugar de Faustão, ou reformular a grade. Atualmente, o programa vai ao ar das 18h às 20h, sucedendo as transmissões do futebol e antecedendo o “Fantástico”. Com 70 anos, Faustão chegou à TV Globo em março de 1989. O apresentador fez muito sucesso com o “Perdidos na Noite”, na TV Gazeta, Record e Band.  Quadros como “Olimpíada do Faustão”, “Arquivo Confidencial”, “Se Vira nos 30” foram grandes atrações do dominicial, que atualmente exibe formatos como “Dança dos Famosos” e “Ding Dong”.

exame

Caminhoneiros cogitam greve para 1º de fevereiro: “Categoria está na UTI”, diz líder

Em 2018, Brasil viveu a maior greve de caminhoneiros da sua história
Em 2018, Brasil viveu a maior greve de caminhoneiros da sua história – Agência Brasil

O presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou ao Brasil de Fato que uma nova greve dos condutores — similar à de 2018 — é possível nas próximas semanas. A articulação é para que a paralisação ocorra em 1º de fevereiro, como vem sendo noticiado pela imprensa desde o início do ano.

“Estou levantando para ver a adesão. Clima tem, a categoria está no limite e teremos mais um aumento de combustível agora”, explicou Chorão.

Segundo a liderança, a categoria está insatisfeita com o governo de Jair Bolsonaro (sem partido). “Estamos sangrando. Agora, está pior que em 2018, a categoria está na UTI”, alerta Chorão. Para ele, o presidente traiu a categoria. “Eu sou uma pessoa que vestiu a camisa dele [Bolsonaro], apoiei ele e fiz campanha para ele. Hoje, eu não faria”, afirma Chorão. “Se ele tiver um pouco de respeito por uma categoria que trabalhou de graça para ele, do Oiapoque ao Chuí, colocando adesivo em toda traseira de caminhão, vai nos receber”, conclui. greve dos caminhoneiros de 2018 parou o país. Durante dez dias, a categoria travou as principais rodovias brasileiras e interrompeu o fluxo de mercadorias no território nacional. A paralisação enfraqueceu o governo do presidente Michel Temer (DEM) e deu fôlego à campanha do então candidato Jair Bolsonaro, que teve o apoio dos condutores. A medida derradeira para a insatisfação é o Projeto de Lei 4199/2020, chamado de BR do Mar, que favorecerá o transporte de carga por navios, e que foi elaborado pelo Ministério da Infraestrutura. A matéria foi aprovada na Câmara dos Deputados e está na agenda do Senado para ser votada em 2021. “Esse projeto favorecerá os grandes empresários e acabará com a categoria, não tem como o transportador autônomo sobreviver”, alerta Chorão, que se recusa a dialogar com o Ministério da Infraestrutura. “Eu não converso mais com o ministro Tarcísio [Gomes Freitas], já conversei muito com ele. Eu só converso com o presidente Bolsonaro agora. Foram desleais com a categoria. Eu sempre venho falando o seguinte: ‘Presidente Jair Bolsonaro, ouça a categoria, nós somos o Brasil’”, encerrou.

Isenção para importação de pneus

O governo esperava que a isenção para importação de pneus, publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (21), fosse bem recebida pela categoria. “Que transportador autônomo compra pneu lá fora? Isso é para favorecer os amigos dele, como o dono da Havan. Isso não cola”, respondeu Chorão.

brasildefato

Renegociação de dívidas com fundos regionais permitirá a retomada de investimentos no Norte e no Nordeste

A dívida das empresas com as carteiras de debêntures dos Fundos de Investimentos das regiões Norte e Nordeste é de R$ 27,3 bilhões.  Desse total, R$ 27,2 bilhões são dívidas do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) e R$ 5,7 milhões do Fundo de Investimentos da Amazônia (Finam). A inadimplência alcança 99%.  As informações estão na Nota Econômica, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que contém o diagnóstico da situação e destaca a importância da renegociação das dívidas para corrigir distorções criadas por sucessivas mudanças nos contratos de investimentos e permitir o equilíbrio das contas das empresas que tomaram os recursos.  Há, atualmente, quase 900 empresas que receberam benefícios dos fundos de investimentos regionais e têm dívidas vencidas na carteira de debêntures. Por isso, a CNI adverte que, mantidas as condições dos contratos assinados nas escrituras de emissão dos títulos, as empresas não terão condições de pagar as dívidas. Isso trará prejuízos para todos os envolvidos: os fundos de investimentos, os bancos operadores, as empresas e o governo federal. Na avaliação da CNI, a renegociação pode ser feita dentro das condições previstas no Projeto de Lei 5992/2016, do deputado Jorge Côrte Real (PTB/PE). O texto, em tramitação na Câmara, prevê, entre outras condições, a redução de 40% do valor devido para as empresas que pagarem a dívida à vista e desconto de 25% da dívida para pagamento parcelado em até 10 anos.

Além disso, estabelece a conversão do saldo devedor em ações preferenciais nominativas e o resgate das debêntures não conversíveis mediante uma nova emissão de debêntures conversíveis em ações preferenciais. “O projeto de lei corrige as distorções provocadas pela mudança das regras no meio do jogo”, avalia o empresário Nilo Simões. “A renegociação das dívidas permitirá o pagamento dos débitos e a consequente recomposição dos fundos, abrindo o caminho para novos empréstimos e a ampliação dos investimentos. “Todos esses fatores permitiriam um avanço das atividades produtivas nas regiões favorecidas, mitigando, assim, os desequilíbrios regionais”, diz a Nota Econômica. De acordo com a CNI, o Norte e o Nordeste necessitam de políticas especiais de atração de investimentos para se desenvolverem em função dos gargalos de infraestrutura e logística, entre outras limitações. Ademais, as rendas per capita de ambas as regiões seguem abaixo da média nacional.  

DESEQUILÍBRIO FINANCEIRO 

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Filha de Flordelis admite ter pago R$ 5 mil para irmã matar pastor

 (Foto: Reprodução )

A filha biológica da deputada federal Flordelis (PSB-RJ), Simone dos Santos Rodrigues, revelou nesta sexta-feira (22) ter dado dinheiro para que sua irmã Marzy Teixeira, matasse o pastor Anderson do Carmo em junho de 2019. Ela admitiu ter colaborado no assassinato de seu padrasto durante o interrogatório dos acusados depois do recesso do Judiciário. O valor pago a Marzy seria de R$ 5 mil. Simone disse que sofria muitas investidas sexuais de Anderson quando ela foi diagnosticada com câncer, em 2012. “Ele sempre demonstrou (interesse), mas começou a dar a entender em 2012, quando ele começou a pagar meu tratamento. Ele falava para eu olhar para ele com carinho. Disse que se eu não andasse na cartilha dele, ele não pagaria meu tratamento”, contou a filha da parlamentar em depoimento. Simone revelou ainda que chegou a flagrar Anderson se masturbando no pé de sua cama. Ela relatou também que o pastor subia ao seu quarto “de manhã e de noite” e disse que sentia medo de ser violentada. “Não havia um plano (do assassinato). Só estava desesperada. Todos os dias, ele subia no meu quarto de manhã e à noite. Mas eu nem acreditava que ela (Marzy) teria coragem de fazer isso de fato. Entreguei a ela o dinheiro e depois não soube de mais nada”, revelou ela. Interrogada se Flordelis sabia da intenção de matar Anderson, Simone afirmou que a deputada não sabia de nada, nem mesmo das investidas do pastor. Ela negou que estivesse em casa na noite do crime e negou participação nas tentativas de homicídio.

Celulares jogados no mar

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Críticas a Bolsonaro crescem no Congresso e oposição quer CPMI do coronavírus

São necessários 27 apoios no Senado e 171 na Câmara para ingressar com pedidos de CPMI no Congresso Nacional – Arquivo/Agência Brasil

As críticas ao governo de Jair Bolsonaro (sem partido) na condução da pandemia ganharam novos contornos nesta terça-feira (19), em Brasília. Os líderes da Rede no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e da bancada do PSB na Câmara dos Deputados, Alessandro Molon (RJ), iniciaram uma coleta de assinaturas para apresentar pedido de instauração da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do coronavírus. O objetivo é apurar a postura da gestão no enfrentamento da covid-19, que já matou mais de 210 mil brasileiros e infectou um contingente de 8,5 milhões de pessoas. A argumentação dos parlamentares pela abertura das investigações recai especialmente sobre a crise de falta de oxigênio hospitalar em unidades de saúde. Na semana passada, dezenas de pacientes morreram por conta da carência do produto em Manaus (AM). Nesta quarta (19), outra notícia chocou o país: sete pessoas de uma mesma família faleceram em uma unidade básica de saúde na zona rural do município de Faro, interior do Pará, também por falta de cilindros de oxigênio. No domingo (17), em documentos oficiais encaminhados pela Advocacia-Geral da União (AGU) ao Supremo Tribunal Federal (STF), o governo admitiu que teve conhecimento do desabastecimento de oxigênio na capital amazonense em 8 de janeiro, mais de uma semana antes das mortes registradas na cidade por falta de estoque do produto.

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Ford sobreviveu 100 anos no Brasil, mas não resistiu a Paulo Guedes e Bolsonaro

Esta semana, os trabalhadores do setor bancário e automobilístico foram atingidos por mais notícias bombásticas, resultado da política de gafanhotos do governo Bolsonaro, capitaneada pela política demolidora de Paulo Guedes. A missão de Guedes é servir ao grande capital e para isso não importa o quanto destrua a economia brasileira e sua capacidade de recuperação.

Na segunda, o ministro da depressão econômica anuncioufechamento de 361 agências, postos e escritórios do Banco do Brasil, com a eliminação de 5 mil postos de trabalho. A Caixa Econômica Federal, que ontem completou 160 anos e é o único banco inteiramente público do país, também está na mira da privatização. Também na última segunda (11/01), com Bolsonaro afirmando que o “país está quebrado”, a Ford, uma indústria centenária no Brasilfechou suas plantas e anunciou que pararia de produzir no país. Só de empregos indiretos que eram gerados cadeia produtiva da Ford, o saldo do fechamento de suas últimas 3 plantas no Brasil resultará em mais de 50 mil desempregados que se somarão aos índices recordes de desemprego no Brasil.

Ford do Brasil não resistiu a Bolsonaro

A Ford foi a primeira fabricante de automóveis a chegar no Brasil, em 1919. A diretoria da Ford Motor Company aprovou a criação da filial brasileira no dia 24 de abril, com o capital inicial de US$ 25.000. Em 1º de maio de 1919, a empresa iniciou a montagem do Modelo T em um galpão na Rua Florêncio de Abreu, em São Paulo, com peças importadas. A Ford sobreviveu um século no Brasil, mas não resistiu aos gafanhotos Guedes e Bolsonaro que, como Midas ao contrário, destroem tudo o que tocam. Na última terça-feira (12/01), o canal da Fórum entrevistou o Secretário Geral da Industriall, Valter Sanches e o Secretário Geral da CUT- SP, João Cayres, ambos metalúrgicos, sobre este quadro de desalento gerado pela política ultraneoliberal do inepto Paulo Guedes, assista:

Entidades dos metalúrgicos afirmam: Brasil sem rumo, sem indústria, sem governo, sem futuro

Ontem (12/01), as Confederações dos Metalúrgicos da CUT e Força Sindical, juntamente com a Industriall do Brasil soltaram uma nota corrosiva onde apontam Bolsonaro e a política destruidora de Guedes como responsáveis pela desindustrialização, desinvestimento, depressão econômica, desemprego e falta de qualquer perspectiva futura para o país. Para nós trabalhadores o que nos resta é nos organizar, sobreviver, resistir e lutar para reconstruir o Brasil.

BRASIL SEM RUMO, SEM INDÚSTRIA, SEM EMPREGO, SEM GOVERNO, SEM FUTURO

O anuncio de fechamento de todas as fábricas da Ford no Brasil (a planta de SBC já havia sido fechada, em 2019) confirma as piores previsões e avisos do movimento sindical sobre os rumos da economia nacional. Novamente de forma unilateral, a Ford informa que irá encerrar suas atividades no país, com o fechamento das plantas de Camaçari-BA, Taubaté-SP e Horizonte-CE. A ação da empresa global é consequência da completa ausência de um projeto de retomada da economia brasileira, que contemple a reindustrialização do país. O governo despreparado e inepto de Bolsonaro e Guedes finge ignorar a importância da indústria como motor do desenvolvimento nacional, não apresenta qualquer estratégia para a atuação da indústria no Brasil e condena o país a uma rota de desindustrialização e desinvestimento, como vínhamos alertando há tempos. Não só alertamos como fizemos propostas, como o Inovar-Auto. É incontestável a desconfiança interna e internacional e o descrédito quanto aos rumos da economia brasileira com este governo que aí está; não se toma uma decisão empresarial como essa sem considerar a total incapacidade do governo Bolsonaro. No momento em que a indústria automobilística global passa por uma das mais intensas ondas de transformação, orientada pela eletrificação e pela conectividade, assistimos à criminosa omissão, e até boicote do subserviente governo brasileiro à indústria, com consequências nefastas para a classe trabalhadora, ante um presidente incapaz de conduzir qualquer diálogo sobre a inserção do país no cenário que se configura rapidamente. A Ford “foge” do Brasil deixando um rastro de desemprego e desamparo, após ter se valido durante muitos anos de benefícios e isenções tributárias dos regimes automotivos vigentes desde 2001, e que definiram a instalação da empresa em Camaçari, bem como a permanência das suas atividades no Ceará. A decisão da empresa significa cerca de 50 mil empregos na cadeia produtiva em torno das três plantas desativadas, mas a ausência de compromisso e respeito aos trabalhadores e à sociedade por parte da Ford não é surpresa. A tragédia é ainda evidentemente maior considerando o conjunto de plantas fechadas, ou com anúncio de fechamento desde 2019, e o impacto sobre os diferentes setores da indústria brasileira, que rebaixam nossa posição econômica no cenário global de forma acelerada e dramática. O desgoverno afunda ainda mais nossa população no roteiro de precarização, desemprego, desalento e pobreza. O desastre na condução da economia se casa e se completa, tragicamente, com a crise sanitária.

Reverter esse descaminho é mais do que urgente. É nossa luta.

Toda solidariedade aos trabalhadores/as e famílias afetados.

Estamos juntos nessa luta!!!!!!!!

Aroaldo Oliveira da Silva, presidente da INDUSTRIALL Brasil

Paulo Cayres, presidente da CNM-CUT Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT

Miguel Torres, presidente da CNTM-Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos da Força Sindical Força

revistaforum

Ford anuncia fim da produção de veículos no Brasil e fechará três fábricas em 2021

Ford já havia suspendido operações no país durante a pandemia

Um ano e meio após encerrar atividades na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), a multinacional estadunidense Ford anunciou nesta segunda-feira (11) que não produzirá mais veículos no Brasil.

As fábricas de Camaçari (BA), com cerca de 3 mil trabalhadores, e Taubaté (SP), com 700, fecharão as portas imediatamente. A unidade de Horizonte (CE) permanecerá em atividade até o 4º trimestre de 2021. A empresa, que já havia suspendido parte das operações no país em função da pandemia, disse que trabalhará em colaboração com os sindicatos para “minimizar os impactos do encerramento da produção”. O Brasil de Fato entrou em contato com o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau). Segundo a assessoria de comunicação, a entidade foi surpreendida pela notícia e convocou uma assembleia emergencial com os trabalhadores para as 17h30. Somente após essa reunião, serão divulgadas informações ou posicionamentos oficiais à imprensa. “Sabemos que essas são ações muito difíceis, mas necessárias, para a criação de um negócio saudável e sustentável”, disse Jim Farley, presidente e CEO da Ford, em nota.  Em 2020, a Ford registrou queda de 39,2% nas vendas, quase 11 pontos percentuais acima da queda geral do setor automobilístico. Mesmo assim, a empresa anunciou um plano de investimento de cerca de US$ 580 milhões – o equivalente a R$ 3,2 bilhões – na Argentina até 2023, para produzir o novo modelo da caminhonete Ranger. O fechamento de unidades produtivas no Brasil parece ser uma tendência do setor. Há menos de um mês, a Mercedes Benz anunciou o fechamento de uma fábrica em Iracemápolis (SP), com 370 trabalhadores. A alta do dólar, que encarece a importação de peças para montagem dos automóveis foi considerada um elemento decisivo para o encerramento das atividades.

” Um grande prejuízo para o Brasil”

Trabalhadores da Ford protestam contra fechamento de fábrica em Camaçari

Trabalhadores da Ford protestam contra o fechamento da fábrica da montadora em Camaçari, região metropolitana de Salvador, na manhã desta terça-feira (12). Na segunda (11), a montadora anunciou que encerrará a produção de veículos em suas fábricas no Brasil após um século.Depois do protesto na sede da fábrica, o grupo seguiu em carreata para o Centro Administrativo de Camaçari. De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia, Júlio Bonfim, durante uma reunião com o presidente da Ford na América do Sul, a empresa informou que a decisão de encerramento da produção foi tomada por causa da instabilidade econômica do país.

Funcionários da Ford iniciaram protesto em Camaçari — Foto: Reprodução/TV Bahia

Funcionários da Ford iniciaram protesto em Camaçari — Foto: Reprodução/TV Bahia

“Ontem eu tive uma convocação por parte da Ford e nessa reunião, eu esperava que a tratativa era referente aos 460 trabalhadores da Ford que estavam suspensos por contrato em lay-off [suspensão temporária]. Mas fomos surpreendidos por um anúncio, por parte do presidente América do Sul, informando da instabilidade econômica do país e a incerteza econômica do país por parte do governo federal, isso dito pelo próprio presidente América do Sul da Ford. E também a questão do coronavírus impactou diretamente no encerramento das atividades da Ford”, contou Júlio. Por meio de nota, o Ministério da Economia afirmou que lamenta a decisão global e estratégica da Ford de encerrar a produção no Brasil. Disse ainda que a decisão da montadora destoa da forte recuperação observada na maioria dos setores da indústria no país; que muitos registram resultados superiores ao período pré-crise.

5 pontos: Ford encerra produção no Brasil

Com o encerramento das atividades no Brasil, a Ford também fechará as fábricas de Taubaté (SP) e Horizonte (CE), além de Camaçari. De acordo com o presidente do sindicato, o impacto será da perda de emprego de 12 mil trabalhadores diretos. No entanto, a Ford alega que serão cinco mil empregos afetados. “O que a Ford tá fazendo hoje é um atrocidade com mais de 12 mil trabalhadores. Por que eu falo isso? A Ford está mentindo quando ela fala que são, simplesmente, cinco mil trabalhadores que estão sendo desligados. Nós temos um acordo coletivo aqui, em que empresas parceiras de autopeças produzem nas mesmas condições como trabalhador direto Ford. Então só somando essas empresas são oito mil, mais quatro mil trabalhadores de empresas satélites que fornecem diretamente para a Ford”, disse. Júlio Bonfim falou ainda sobre os empregos dos trabalhadores indiretos, de empresas que prestam serviço à montadora. Segundo ele, esses empregos indiretos somam 60 mil trabalhadores.

Trabalhadores da Ford protestam contra fechamento de fábrica em Camaçari — Foto: Reprodução/TV Bahia

Trabalhadores da Ford protestam contra fechamento de fábrica em Camaçari — Foto: Reprodução/TV Bahia

São 12 mil trabalhadores diretos, e para cada um trabalhador direto demitido, são cinco trabalhadores indiretos. Estou falando de quase 60 mil trabalhadores indiretos que perdem seus empregos e 12 mil diretos. São 72 mil trabalhadores. Isso é uma camuflagem que a Ford está fazendo, para retirar a responsabilidade social dela, referente a essa atrocidade que ela está fazendo no país e na Bahia, impactando diretamente na economia do PIB baiano e na região metropolitana como um todo, nessa grande massa de trabalhadores que vão ser desligados”, pontuou. Ao todo, a Ford possui 6.171 funcionários no Brasil e fechou 2020 como a quinta montadora que mais vendeu carros, com 7,14% do mercado nacional. Em comunicado divulgado para a imprensa, a fabricante diz que a decisão foi tomada “à medida em que a pandemia de Covid-19 amplia a persistente capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, resultando em anos de perdas significativas”.

Funcionários da Ford iniciaram protesto em Camaçari — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Funcionários da Ford iniciaram protesto em Camaçari — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Primeiro FPM do ano será repassado nesta sexta-feira, R$ 5,4 bilhões

07012020 arte CNM FPMO primeiro repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de 2021 será feito na próxima sexta-feira, 8 de janeiro. Serão repassados aos cofres municipais R$ 5.400.014.834,63, valor nunca antes visto, desde de 2003, quando a Confederação Nacional de Municípios (CNM) lançou a série de levantamentos mensais do fundo.

Mesmo com a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), a transferência de R$ 4.320.011.867,70 representa um crescimento de 53,83% em relação ao mesmo período do ano passado. Os números são divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e são influenciados pela arrecadação do final do ano. Geralmente, o primeiro decênio representa quase a metade do valor total repassado. Dados da CNM mostram que, em janeiro de 2020, as prefeituras receberam R$ 8,9 bilhões, sendo R$ 3,5 bilhões na primeira transferência do mês.+ 49,49% 
Ao aplicar a inflação do período, a transferência que abre o FPM do ano ainda será 49,49% maior que o valor repassado há um ano. Dos mais de R$ 4 bilhões, Municípios com coeficientes 0,6 ficarão com R$ 1.063.645.382,22, enquanto 168 prefeituras de coeficientes 4,0 receberão R$ 710.997.395,70 do total a ser transferido.

Conforme ressalta o levantamento da CNM, o FPM é a principal receita de grande parte dos Municípios, por isso a entidade divulga os repasses descendais, além de disponibilizar plataforma para o acompanhamento dessa e das demais Transferências Constitucionais. A entidade ainda não tem explicações assertivas sobre o crescimento tão fora do parâmetro, apesar de notícias divulgadas no final do ano passado apontarem desempenho histórico da arrecadação nacional. 07012220 grafico fpm

Sazonalidade

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Paulo Câmara diz que a colaboração dos prefeitos será importante para a meta de reduzir índices de violência

 (Foto: Aluísio Moreira/SEI)
O governador Paulo Câmara afirmou nesta quinta-feira que a colaboração dos prefeitos será importante para a meta de reduzir os índices de violência, garantindo a segurança e tranquilidade para a população de Pernambuco. Ainda nesta quinta-feira, foi realizada a primeira reunião de 2021 do Pacto Pela Vida – Programa do governo do estado de Pernambuco que tem como finalidade reduzir a criminalidade e controlar a violência. O programa foi implantado pelo Governo de Pernambuco em maio de 2007. Para Paulo Câmara, a primeira reunião do ano foi um momento importante para o planejamento de 2021. Segundo ele, para que o estado possa continuar a ser referência numa política consistente, de diminuição de criminalidade e diminuição da sensação de insegurança, neste ano há muito o que ser trabalhado. “Teremos muito que fazer para melhorar a segurança de Pernambuco”, pontuou.
 O governador também afirmou que seguirá dando prioridade ao Pacto Pela Vida. “Se tornou modelo nacional de gestão em segurança pública. Em 2020, mesmo com a pandemia do novo coronavírus, conseguimos manter em queda os índices de violência no Estado”, frisou. O prefeito de Recife, João Campos, foi convidado pelo governador para a primeira reunião do ano do Pacto Pela Vida. João Campos expressou satisfação em fazer parte do momento. Ele garantiu o compromisso do Recife no Programa. João também fez questão de frisar que o Pacto Pela Vida é um programa de excelência, “premiado internacionalmente, e que é responsável por indicadores importantes na gestão da segurança do nosso estado. E mais do que isso, como o nome já diz, é responsável pela preservação de vidas no nosso estado”, disse João, que firmou compromisso com ações de prevenção social, como novas unidades do Compaz e iluminação em LED.
Também estiveram presentes na reunião, Alexandre Rebelo (Planejamento e Gestão), Humberto Freire (Executivo de Defesa Social), Cloves Benevides (Políticas de Prevenção à violência e às Drogas), Mauro Alencar de Barros (Desembargador do TJ), Francisco Dirceu Barros (Procurador-Geral de Justiça), Henrique Seixas (Defensor Público Geral em exercício), Luis Sávio (MPPE), Murilo Cavalcanti (Secretário de Segurança Cidadã do Recife), entre outros. Algumas pessoas estiveram presencialmente, porém, a maioria participou por videoconferência, devido a pandemia. Este formato híbrido acontece desde julho de 2020.
DP

Gás de cozinha vai ficar 6% mais caro a partir desta quinta, informou a Petrobras

Preço do botijão de gás vai aumentar a partir desta quinta-feira (6) — Foto: Reprodução/TV TEM

Preço do botijão de gás vai aumentar a partir desta quinta-feira (6) — Foto: Reprodução/TV TEM

A Petrobras vai elevar o preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, em 6% a partir desta quinta-feira (6), informou a petroleira nesta quarta-feira (5).

Com o reajuste, o valor praticado pela Petrobras irá a R$ 35,98 por 13kg.

Em nota, a empresa reiterou que desde novembro de 2019 igualou os preços de GLP para os segmentos residencial e industrial/comercial, e que o produto é vendido pela Petrobras às distribuidoras a granel.

Petrobrás anuncia mais um aumento no gás de cozinha

Petrobrás anuncia mais um aumento no gás de cozinha

“Por sua vez, as distribuidoras são as responsáveis pelo envase em diferentes tipos de botijão e, junto com as revendas, são responsáveis pelos preços ao consumidor final”, frisou a empresa. A Petrobras afirmou ainda que os preços de GLP praticados por ela tem como referência o valor de paridade de importação, formado pelo valor do produto no mercado internacional, mais os custos que importadores teriam, como frete de navios, taxas portuárias e demais custos internos de transporte para cada ponto de fornecimento, também sendo influenciado pela taxa de câmbio.

g1

Com acordo da Lei Kandir, estados e municípios recebem R$ 3,1 bilhões

A União vai repassar R$ 3,119 bilhões para 3.851 municípios, 19 estados e o Distrito Federal nesta quinta-feira (31). O repasse é referente à Lei Complementar nº 176/2020, que institui transferências obrigatórias da União para estados, municípios e o Distrito Federal visando compensar as perdas de arrecadação dos entes em virtude da Lei Kandir, de 1996.A lei complementar, sancionada ontem (29) pelo presidente Jair Bolsonaro e publicada em edição extra do Diário Oficial da União, atende ao acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF), após décadas de disputa judicial.As primeiras unidades da Federação a receberem os recursos foram as que assinaram declaração de renúncia à disputa judicial até as 11h desta quarta-feira (30). Para as demais, até o prazo de dez dias úteis a contar da publicação da lei, o repasse será feito em janeiro de 2021.No caso dos municípios, 69% recebem amanhã. Do total de estados contemplados, além do DF, 74% terão os recursos creditados nesta quinta-feira.

Entenda

No artigo 1º, a lei prevê o repasse total de R$ 58 bilhões aos entes federados. São cerca de R$ 4 bilhões ao ano entre 2020 e 2030, montante reduzido em R$ 500 milhões ao ano até 2037, data do último pagamento.

Também há previsão de repasse de R$ 4 bilhões, condicionado à realização do leilão de petróleo dos blocos de Atapu e Sépia, na Bacia de Santos (SP).Outros R$ 3,6 bilhões, o que totalizaria os R$ 65,5 bilhões, serão distribuídos caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo seja aprovada. Os estados ficarão com 75% dos recursos, e os municípios com os 25% restantes.

Detentor dos direitos da foto original, IMS tenta derrubar montagem de Léo Índio com Bolsonaro

O Instituto Moreira Salles (IMS), através de suas redes sociais, divulgou nesta quarta-feira (30) uma nota de repúdio à montagem feita pelo bolsonarista Léo Índio, assessor parlamentar e sobrinho do presidente Jair Bolsonaro.

Em tom de deboche, Índio postou em seu Instagram, na terça-feira (29), uma montagem na qual o presidente Jair Bolsonaro é retratado como um agente policial da Ditadura Militar. O sobrinho do mandatário utilizou uma das fotos símbolo da repressão durante o regime ditatorial, e agregou uma foto do seu tio durante o amistoso beneficente que ele disputou nesta segunda-feira (28), em Santos, fazendo parecer que ele agride um manifestante e o faz cair no chão.A foto original manipulada por Léo Índio foi feita pelo fotógrafo Evandro Teixeira, e foi tirada em 1968, durante uma manifestação contra a Ditadura Militar, ocorrida na Cinelândia, no Rio de Janeiro. O Instituto Moreira Salles, por sua vez, é titular dos direitos patrimoniais de autor da obra.“O IMS informa que está tomando as providências necessárias para que a imagem produzida a partir da obra, deturpada em seu sentido e intenção originais, seja imediatamente retirada das plataformas e meios digitais em que está sendo divulgada”, diz um trecho da nota divulgada pelo Instituto.“A foto de Evandro Teixeira, que na época trabalhava no Jornal do Brasil, mostra um estudante sendo perseguido por policiais na Cinelândia, no Rio de Janeiro, em 21 de junho de 1968, em ato contra a ditadura militar. Nesse dia, que depois ficou conhecido como ‘sexta-feira sangrenta’, a repressão da polícia militar levou à morte 28 pessoas. Evandro Teixeira é um dos mais renomados fotojornalistas do Brasil e sua obra completa, de mais de 150 mil imagens, integra hoje o acervo do Instituto Moreira Salles. A preservação de seu legado como artista e fotógrafo é nosso dever absoluto, seja em relação à integridade de seu trabalho autoral como também ao significado histórico e cultural de sua obra para o país”, completa o IMS.

A montagem feita por Léo Índio foi publicada no mesmo dia em que Bolsonaro debochou dos torturados durante a Ditadura Militar, especialmente a ex-presidenta Dilma Rousseff, dizendo “traz o raio-x para a gente ver o calo ósseo”.

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