20 de abril de 2024 05:00

freitasnews16

O MINISTÉRIO DA IGREJA

O CORPO DE CRISTO
Origem, Natureza, e Vocação da Igreja no Mundo

O QUE ESTUDAREMOS?
Nesta lição, veremos a natureza do ministério sacerdotal praticado entre os hebreus na Antiga Aliança, bem como do exercício ministerial na Nova Aliança. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.


TEXTO ÁUREO – COMPARANDO TRADUÇÕES
Foi ele quem “deu dons às pessoas”. Ele escolheu alguns para serem apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e ainda outros para pastores e mestres da Igreja. (Ef 4.11 – NTLH). Alguns de nós recebemos um talento especial como apóstolos; a outros Ele concedeu o dom de serem capazes de pregar bem; alguns têm a habilidade especial de ganhar pessoas para Cristo, as ajudando a crer nEle como seu Salvador; outros, ainda, têm o dom de cuidar do povo de Deus, como um pastor faz com seu rebanho, e dirigi-lo e ensiná-lo nos caminhos de Deus. (Ef 4.11 – VIVA).
• Contexto referencial. Ora, vocês são o corpo de Cristo e, individualmente, membros desse corpo. A uns Deus estabeleceu na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, os que têm dons de curar, ou de ajudar, ou de administrar, ou de falar em variedade de línguas. (1Co 12.27,28 – NAA). Devemos começar nossa explanação fazendo uma distinção entre dons ministeriais e cargos eclesiásticos. Há pessoas que têm o cargo eclesiástico de pastor, mas possuem o dom ministerial de evangelista ou profeta. Em contrapartida, há pessoas com o dom ministerial de pastor, mas exercem a função de presbítero ou diácono. O inverso também é verdadeiro, há pessoas que ocupam o cargo eclesiástico, mas não manifestam nenhum dom ministerial. Os dons ministeriais são concedidos por Jesus, conforme Paulo afirma: “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres”. (Ef 4.11). Porém, as funções ou cargos eclesiásticos são definidos pelo governo/liderança da igreja. Uma evidência disso é que o cargo de presbítero não é um dom ministerial, mas uma função atribuída pelo governo da igreja a homens fiéis e piedosos, como relata o historiador Lucas: “Depois de escolherem presbíteros para cada igreja, orando e jejuando, eles os entregaram ao Senhor, em quem haviam confiado”. (At 14.23 – KJA).


VERDADE PRÁTICA
Os dons ministeriais foram dados com o objetivo de edificar a Igreja e promover a maturidade de seus membros. A importância dos dons ministeriais é vista no texto bíblico que diz: com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. (Ef 4.12-14 – NVI).

INTRODUÇÃO
A LIÇÃO DIZ: Nesta lição, veremos o ministério em suas diferentes funções e ofícios, bem como as qualificações que, biblicamente, são exigidas para o seu exercício. Primeiramente, mostraremos que, de modo bíblico, todo cristão exerce um ministério sacerdotal que o habilita a ministrar diante de Deus. Nesse sentido, não há diferença entre o membro e a liderança. Todos são sacerdotes de Deus. Por outro lado, as Escrituras mostram claramente que Deus escolheu determinadas pessoas para funções e ofícios específicos. Esses ministros chamados por Deus têm a função de servir à Igreja de Cristo e trabalhar no aperfeiçoamento dos santos. Vamos analisar o texto da introdução em partes e comentar cada uma delas de forma breve:
• O texto aborda o tema do ministério cristão em suas diversas formas e requisitos, baseandose na Bíblia como fonte de autoridade e orientação.
• O texto destaca o aspecto universal do sacerdócio cristão, que implica que todos os crentes têm acesso direto a Deus e podem oferecer-lhe culto e serviço. Nesse aspecto, não há distinção entre os membros e os líderes da igreja. Ou seja, não dependemos da mediação de um líder espiritual para termos acesso a presença de Deus.
• O texto também reconhece o aspecto particular do ministério cristão, que envolve o chamado e a escolha de Deus para algumas pessoas exercerem funções e ofícios específicos na igreja. Essas pessoas têm a responsabilidade de servir ao corpo de Cristo e contribuir para o seu crescimento e maturidade. Todos podem exercer a função sacerdotal, mas não são todos recebem os dons ministeriais.

I. O MINISTÉRIO SACERDOTAL DE TODO CRENTE
O comentarista parte do geral para o especifico. Primeiro, ele vai abordar o ministério que deve ser exercido por todos os crentes. Em seguida, tratará dos dons ministeriais que são concedidos a um grupo seleto de homens com o propósito de edificar os santos.
1.1 O Sacerdócio no Antigo Testamento.
A LIÇÃO DIZ: A prática do sacerdócio é bem antiga entre os hebreus. Ela saiu da esfera familiar para se tornar uma complexa prática cerimonialista. Dessa forma, a evolução do sacerdócio na Antiga Aliança é como segue:
• no princípio, quando surgiu a necessidade de se oferecer sacrifícios, os cabeças das famílias eram seus próprios sacerdotes (Gn 4.3; Jó 1.5);
• Assim, na era dos patriarcas, encontramos o chefe da família exercendo essa função (Gn 12.8);
• Israel, como nação, foi posta como sacerdote para outros povos (Êx 19.6);
• no Monte Sinai, o Senhor limitou a prática sacerdotal à família de Arão e à tribo de Levi (Êx 28.1; Nm 3.5-9).
Em sua forma mais complexa e restrita, o sacerdote, no Antigo Testamento, era o ministro divinamente designado, cuja principal função era representar o homem diante de Deus. A principal função do sacerdote era mediar a adoração em Israel. Mas diretamente conectada a essa função religiosa principal, havia também a função social dos sacerdotes. Além do serviço no Tabernáculo e posteriormente no Templo, basicamente os sacerdotes também tinham de se ocupar
com questões administrativas, jurídicas, educacionais, civis e sociais. Qual é a natureza e quais são os deveres do ofício sumo sacerdotal?
• O sumo sacerdote precisava descender diretamente de Arão, o primeiro sumo sacerdote
levítico.
• Não podia ter defeitos físicos (Lv 21.16-23).
• Não podia contrair matrimônio com viúva, estrangeira ou ex-meretriz, mas somente com uma virgem israelita (Lv 21.14). Mais tarde isso foi modificado, permitindo-lhe casar-se com a viúva de outro sacerdote (Ez 44.22).
• Ele tinha de dedicar-se a seu trabalho, não podendo abandoná-lo nem mesmo ante a morte de um membro de sua família, como pai ou mãe (Lv 21.10-12).
• Estava obrigado a observar regras de dieta, acima dos israelitas comuns (Lv 22.8).
• Precisava lavar mãos e pés antes de servir (ver Êx 30.19-21).
• Originalmente, ele queimava o incenso sobre o altar de ouro, como um de seus deveres; posteriormente, porém, isso ficou ao encargo de outro sacerdote (Lc 1.8,9).
• Repetia, a cada manhã e a cada tarde, a oferta de manjares que ele oferecera no dia de sua consagração (ver o capítulo 19 do livro de Êxodo).
• Cumpria-lhe efetuar as cerimônias do grande Dia da Expiação, entrando no Santo dos Santos uma vez por ano, a fim de fazer expiação pelos pecados do povo (ver o capítulo 21 do livro de Levítico).
• Cumpria-lhe arrumar os pães da apresentação a cada sábado, consumindo-os no Santo Lugar (Lv 24.9).
• Precisava abster-se das coisas santas se ficasse impuro por qualquer razão, ou se contraísse lepra (Lv 22.1-7).
• Qualquer pecado que ele cometesse teria de ser expiado por sacrifício oferecido por ele
mesmo (Lv 4.3-13).
• Por igual modo, oferecia sacrifício pelos pecados de ignorância do povo (Lv 22.12-16).
• Cumpria-lhe proferir a validade da lepra curada (Lv 13.2-59).
• Cabia-lhe certo direito legal de julgar casos (Dt 17.12), especialmente quando não houvesse juiz disponível.
• Deveria estar presente quando da nomeação de algum novo governante, intercedendo subsequentemente em seu favor (Nm 27.19-20). Havia ainda outros deveres secundários que ele compartilhava com os sacerdotes.
1.2 Uma doutrina bíblica confirmada no Novo Testamento.
A LIÇÃO DIZ: O Novo Testamento apresenta o sacerdócio da Antiga Aliança como um tipo de Cristo (Hb 8.1) que operou o derradeiro sacrifício pelos pecados do povo. Assim, não mais uma família, tribo ou nação é detentora do sistema sacerdotal. Agora, é a Igreja que constitui o sacerdócio universal de todos os crentes (1 Pe 2.5; Ap 5.10; cf. Jr 31.34). Logo, se debaixo da Antiga Aliança o sacerdote era um ministro do culto, agora, sob a Nova Aliança, como sacerdotes, oferecemos o próprio corpo em sacrifício vivo (Rm 12.1,2); ministramos o louvor como fruto de nossos lábios (Hb 13.15); intercedemos pelos outros (1 Tm 2.1; Hb 10.19,20); proclamamos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1 Pe 2.9); e mantemos comunhão direta com Deus (2 Co 13.13). Desde os tempos do Antigo Testamento Deus já revelava seu propósito acerca do verdadeiro sacerdócio de seu povo. Por isso o profeta Isaías profetizou: “Mas vós sereis chamados sacerdotes do SENHOR, e vos chamarão ministros de nosso Deus […]” (Is 61.6).Ainda antes disso, através de Moisés o Senhor falou: “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa” (Êx 19.5,6). Já no Novo Testamento, o apóstolo Pedro aplicou o cumprimento dessa promessa à Igreja. Ele escreve: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamares as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pe 2.9). Também é interessante notar que o apóstolo fala da eleição e do sacerdócio real do povo de Deus como fundamentado na eleição e no sacerdócio celestial de Cristo: “Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” (1 Pe 2.4,5). O livro do Apocalipse igualmente relaciona o sacerdócio de Cristo ao sacerdócio real dos crentes: “Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra” (Ap 5.9,10). Portanto, alguns pontos importantes dessa doutrina são:
• A exclusividade e suficiência de Cristo como mediador entre Deus e os homens.
• O acesso direto e pessoal de todos os cristãos a Deus por meio de Cristo.
• A vocação e o dever de todos os cristãos de servir como sacerdotes, oferecendo sacrifícios espirituais a Deus.
• A igualdade e a solidariedade de todos os cristãos como membros do corpo de Cristo.
• A autoridade e a capacidade de todos os cristãos de julgar segundo as Escrituras e de rejeitar todo ensino que contradiz a Palavra de Deus.
1.3 Uma doutrina bíblica resgatada na Reforma Protestante.
A LIÇÃO DIZ: No catolicismo romano, o sacerdócio é limitado à figura dos padres. Não há a função sacerdotal para os membros da igreja. Nesse caso, o Papa é considerado o vigário de Cristo na Terra. Por isso, cabe destacar aqui que o resgate da doutrina bíblica do sacerdócio universal dos crentes, tal qual se encontra no Novo Testamento, foi uma obra da Reforma Luterana do século 16. Por muito tempo, a doutrina do sacerdócio de todos os crentes foi abafada pela ênfase na ordenação de homens a cargos eclesiásticos. A maior contribuição de Lutero à eclesiologia protestante foi a sua doutrina do sacerdócio de todos os cristãos. Ele rompeu decisivamente com a divisão tradicional da igreja em duas classes, clero e laicato. O sacerdócio de todos os cristãos é tanto uma responsabilidade quanto um privilégio, um serviço tanto quanto uma posição. É importante pontuar pelo menos duas distorções acerca do significado do sacerdócio real universal dos crentes. A primeira delas é aquela que diz que o sacerdócio real desencoraja a vida da Igreja como comunidade. Já a segunda é aquela que reprova o exercício do ofício ministerial de alguns cristãos.

II. A ESTRUTURA MINISTERIAL DO NOVO TESTAMENTO
2.1 O ministério quíntuplo.
A LIÇÃO DIZ: O texto de Efésios 4.11 diz que Deus pôs na Igreja apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Essa relação é descrita comumente como “ministério quíntuplo” da Igreja.
• Apóstolo. Alguém enviado em uma missão (Mt 10.2; Lc 22.14; At 13.2). Alguns requisitos podem ser destacados para alguém ser um apóstolo: Ter estado com o Senhor Jesus (At 1.21,22); ter sido uma testemunha da ressurreição de Jesus (At 1.22); ter visto o Senhor (At 9.1-5); ter operado sinais e maravilhas (2 Co 12.1-5). Assim, no Novo Testamento, o apostolado pode ser visto mais como uma função do que um ofício. O termo apóstolo tem três significados principais no Novo Testamento. Apenas uma vez parece ser aplicado a cada cristão, quando Jesus disse que um mensageiro (apostolos) não é “maior do que aquele que o enviou” (Jo 13.16). Então, todo cristão é, ao mesmo tempo, servo e apóstolo. Além disso, havia apóstolos das igrejas (2Co 8.23), mensageiros enviados por uma igreja como missionários ou para outra incumbência. Por fim, havia os apóstolos de Cristo, consistindo dos Doze, Paulo, Tiago, o irmão do Senhor, e possivelmente um ou dois outros escolhidos e autorizados por Jesus. Parece que Paulo está usando o termo nesse último sentido, pois é assim que ele usou a palavra em sua carta, referindo-se a si mesmo (1.1) e aos seus companheiros apóstolos como o fundamento da igreja (2.20, 3.5). Nesse sentido, não há apóstolos hoje. Podemos, no entanto, defender aqueles com ministérios apostólicos de um tipo diferente, incluindo jurisdição episcopal, trabalho missionário pioneiro, implantação de igrejas, liderança itinerante e assim por diante.
• Profeta. O profeta era alguém inspirado e autorizado para falar em nome de Deus. Nesse aspecto, ele era um porta-voz de Deus. No Novo Testamento, o profeta exortava e consolava (At 15.32) e trazia revelação do futuro (At 11.27-29). Contudo, a Escritura distingue o ministério de profeta do dom da profecia. Assim, somente alguns eram chamados para ser profetas (Ef 4.11) enquanto todos poderiam exercer o dom da profecia (1 Co 14.5,31). Destacamos que não existe mais profetas canônicos e que toda profecia deve ser julgada pelas Escrituras. Diferença entrem dom espiritual de profecia e dom ministerial de profeta. a) O ministério profético não é para todos. “São todos profetas?1Co 12.29. Em Éfesios 4.11, Paulo diz que Deus “deu uns” para profetas. O dom espiritual de profecia, ao contrário, é para todos: “Todos podereis profetizar”, 1Co 14.31.

b) O dom de profecia é uma capacitação sobrenatural do Espírito Santo concedida a uma pessoa da congregação, do povo, para transmitir a mensagem de Deus. O ministério profético resultante do respectivo dom ministerial é, por sua vez, exercido através de um ministro dado por Deus à Igreja.

c) A profecia no ministério profético, como aqui abordado, não é a pregação comum. É uma mensagem divina revelada no momento, ao passo que a pregação habitual é estudada, preparada (1Tm 5.17b).
Evangelista. É alguém cujo ministério é centrado na salvação de almas (At 8.5; 21.8). O conceito. “De maneira geral, todos temos a obrigação de pregar o Evangelho. Mas, entre os santos, ALGUNS SÃO ESCOLHIDOS para fazê-lo de forma mais dinâmica e eficiente” (ANDRADE, 2006, p. 177). O autêntico ministério de evangelista é concedido por Jesus, nunca imposto pelos homens. Pelo fato de certos “evangelistas” não terem esse ministério, os tais usam de malabarismos, trejeitos, mecanicismo, emocionalismo e até truques diante do povo. (Gilberto, 2011). O ministério de Evangelista é um dom de Deus, concedido através da capacitação espiritual e ministerial para a propagação do evangelho de Cristo a todas as pessoas. O Evangelista é, por excelência, o pregador das boas novas. Apêndice: Existem três tipos de evangelistas:

1. Todos os crentes que evangelizam e falam do amor de Cristo para as pessoas.

2. Um ministro que desenvolve um trabalho evangelístico, mesmo que não seja a sua vocação.

3. O evangelista vocacionado com o dom ministerial.

• Pastores e mestres. O pastor possui a função de apascentar (Jo 21.16) enquanto o mestre, a de ensinar (Rm 12.7).
A função do pastor, como ministério recebido de Deus, compreende:
a. Dirigir, presidir e administrar o rebanho do Senhor: Sem isso, as ovelhas se desviarão.
b. Doutrinar: Para isso, o pastor precisa ser um estudante dedicado da Palavra de Deus, especialmente no que concerne à Teologia Sistemática. Um grande segredo do progresso no ministério pastoral está em doutrinar. Aqui, é preciso cuidado para não instituir “doutrinas de homens” (Cl 2.22). O pastor, pela natureza do seu trabalho, está muito ligado ao ensino bíblico (At 21.15-17).
c. Proteger: Se o pastor não fizer essa parte, muitas ovelhas cairão vítimas de todo tipo de males.
d. Tratar das ovelhas: Muitas caem doentes espiritualmente.
e. Alimentar as ovelhas: Uma ovelha faminta segue qualquer outro líder, além de outros males que lhe atingem.
f. Visitar: É outra função, exercida diretamente ou através de comissões.
g. Disciplinar: O termo disciplina envolve primeiramente o sentido de instrução, admoestação e correção, e não o de castigo e punição. Para fazer tudo isso, o pastor precisa estar sempre cheio do amor de Deus pelas ovelhas, pelos perdidos, pelos fracos e faltosos, por todos. O conceito. “…O dom de mestre é a capacidade especial que o Espírito Santo concede a alguns discípulos, dando-lhes a função de saber e ensinar, a fim de transmitirem conhecimentos por meio de uma didática que possibilite o aprendizado fácil e eficiente…” (ROCHA, Jormicézar Fernandes). Ou seja, O mestre é aquele que foi escolhido pelo Senhor para promover o discipulado contínuo dos servos de Cristo Jesus.
a. Sanar a superficialidade bíblica. A cerca do problema da falta de profundidade bíblica no meio da igreja, escreve Donald Stamps: “Não são poucos os crentes que, por não conhecerem a Palavra de Deus, estão sendo destruídos pelos costumes mundanos.” (STAMPS, 2006).
b. Dirimir a infantilidade espiritual. O crente permanece infantil quando tem uma compreensão inadequada das verdades bíblicas e pouca dedicação a elas.
c. Combater os falsos mestres e as doutrinas heréticas. “Contudo, assim como surgiram falsos profetas entre o povo de Israel, também surgirão falsos mestres entre vocês. Eles ensinarão astutamente heresias destrutivas e até negarão o Mestre que os resgatou, trazendo sobre si mesmos destruição repentina.” (2 Pe 2.1 NVT). O mestre desmascara os falsos ensinos, bem como os seus expoentes.
2.2 O serviço de diáconos e presbíteros.
A LIÇÃO DIZ: O Novo Testamento mostra como o diaconato foi instituído (At 6.1-7). O sentido do verbo grego diakoneo é “servir” e ocorre 37 vezes ao longo do Novo Testamento. Todo o crente, sem exceção, deve exercer a diaconia na igreja. Não podemos cair no conceito errado de que o serviço, o qual corrobora para o bom funcionamento da igreja é dever exclusivo dos oficiais da igreja, diáconos, presbíteros, evangelistas e pastores. Por exemplo, ajeitar um relógio que está quebrado, ficar na portaria enquanto o escalado não chega, pegar o nome dos visitantes, zelar a igreja, etc. Há uma diferença entre diaconia e diácono. A diaconia é o serviço que todos os crentes devem realizar. O diaconato é o exercício de um oficio de liderança. Todos devem diaconisar, mas nem todos podem fazer parte do diaconato.
A LIÇÃO DIZ: O presbyteros, traduzido como “presbíteros”, ocorre 66 vezes no texto grego do Novo Testamento. Ele era alguém que supervisionava, presidia ou ainda exercia alguma função pastoral. De forma genérica e resumida, os termos “Bispo”, “Ancião” e “Presbítero” são sinônimos. Ou seja, são palavras usadas para nomear a mesma função ministerial. A palavra “presbítero” é uma palavra de origem grega, a saber, “presbyterous” (πρεσβυτερους), cujo significado outro não é senão “mais velho”. Assim, a palavra “ancião” e a palavra “presbítero” têm exatamente o mesmo
significado, ou seja, de “pessoas mais velhas”, de “pessoas mais maduras”. O termo “bispo” é tradução de outra palavra grega, a saber, “épískopos” (έπίσκοπος), cujo significado é o de “observador”, “aquele que olha sobre os demais”. Em suma, o bispo, presbítero, ancião é um ministro cristão investido de suficiente autoridade para administrar e orientar a igreja local (1 Tm 3.1-17).

Apêndice –

1) Apesar de Bispo, presbítero e ancião serem termos intercambiáveis, adotamos a nomenclatura de presbítero para caracterizar a função eclesiástica.

2) O presbítero, necessariamente, não é um senhor velhinho de cabelos brancos. O termo refere-se a homens, que apesar de pouca idade, sejam maduros na fé e preencham os requisitos bíblicos exigidos para o cargo.



III. AS QUALIFICAÇÕES PARA O MINISTÉRIO
Devido à posição que o presbítero exerce no meio da igreja, ele deve preencher alguns requisitos para desenvolver bem a sua função. Por isso, vamos usar as qualificações necessárias para esse cargo como requisito para o ingresso no ministério.

• Vida familiar.

a) O presbítero precisa ter uma única esposa (1 Tm 3.2).

b) O presbítero é alguém que governa bem a sua casa (1 Tm 3.4,5).
• Área financeira.

a) O presbítero não pode ser um homem avarento (1 Tm 3.3).
• Relacionamentos interpessoais.

a) O presbítero não pode ser violento (1 Tm 3.3).

b) O presbítero deve ser inimigo de contendas (1 Tm 3.3).

c) O presbítero deve ser hospitaleiro (1 Tm 3.2).

• Reputação pessoal. a) O presbítero precisa ser irrepreensível (1 Tm 3.2).

b) O presbítero precisa ter bom testemunho dos de fora (1 Tm 3.7).

• Domínio próprio.

a) O presbítero ser temperante (1 Tm 3.2).

b) O presbítero ser sóbrio (1 Tm 3.2).

c) O presbítero precisa ser modesto (1 Tm 3.2).
• Maturidade espiritual. O presbítero não pode ser novo convertido, imaturo na fé (1 Tm 3.6).
• Área pedagógica. O presbítero precisa ser apto para ensinar (1 Tm 3.2).

CONCLUSÃO
Ufa! Terminamos. O subsidio ficou enorme. Portanto, em nossa conclusão, quero apenas recapitular os pontos mais importantes que aprendemos nesta lição:
• A doutrina bíblica do sacerdócio universal do crente é um fato na Nova Aliança. A Igreja constitui o sacerdócio universal de todos os crentes.
• Deus pôs na Igreja apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres.
• Há qualificações claras para o exercício do ministério na Igreja de Cristo.

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