27 de junho de 2026 23:26

A REALIDADE BÍBLICA DO CASAMENTO

O PADRÃO BÍBLICO PARA A VIDA CRISTÃ
Caminhando Segundo os Ensinos das Sagradas Escrituras

O QUE VAMOS ESTUDAR?
O casamento não é solução para deixar a casa dos pais, ou para melhorar na vida financeiramente, galgando uma nova posição ou status sociais, o casamento é algo sério e divino. É uma aliança entre um homem e uma mulher perante o Criador. O matrimônio é divino e para toda a vida; depois da conversão é a decisão mais importante da vida de uma mulher e de um homem. Nesta lição, estudaremos sobre a Realidade Bíblica do Casamento.

TEXTO PRINCIPAL
6 Mas no princípio da criação Deus ‘os fez homem e mulher’.7 ‘Por esta razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, 8 e os dois se tornarão uma só carne’. Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. 9 Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe”. (Mc 10.6-9 NVI). Ao falar tais palavras, Jesus estava evocando, dois textos registrados no livro do Gênesis. Então disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão”. Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. (Gn 1.26,27). Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne. (Gn 2.24). Definição de casamento – “O casamento é uma aliança heterossexual exclusiva entre um homem e uma mulher, ordenada e selada por Deus, precedida por um deixar público dos pais, consumada na união sexual, resultando numa parceria permanente e mútua, e normalmente coroada pelo dom de filhos.”

IMPLICAÇÕES
1. O casamento foi criado e estabelecido por Deus. Portanto, quem define o que é o casamento
e como ele deve funcionar, não é a mídia, os artistas, a cultura ou estado.
2. O casamento foi planejado para não acabar.
3. O casamento é fruto do coração amoroso de Deus. O divórcio é fruto do coração endurecido
do homem.
4. O homem e a mulher deixam pai e mãe para se unirem matrimonialmente, mas não podem
deixar um ao outro.

RESUMO DA LIÇÃO
O casamento é uma bênção planejada por Deus para o homem e para a mulherO casamento é de origem divina, pois Deus é o seu idealizado. Dentro daquilo que o Senhor planejou para o casamento, estão incluídas varias benção como: diversidade e complementaridade, filhos e famílias; crescimento e santificação; companheirismo e parceria; unidade e intimidade; alegria
e realização.


I. O QUE É O CASAMENTO
1.1 Uma definição.
A LIÇÃO DIZ: O casamento pode ser definido como a união entre um homem e uma mulher, que decidem formar uma família, apoiando-se mutuamente e demonstrando amor e respeito um pelo outro, por meio de um acordo perante Deus e a sociedade. Reiteramos que a Palavra de Deus requer que essa união seja feita entre um homem e uma mulher, pois tal perspectiva vem da própria criação divina, que fez um homem e uma mulher para que se ajudassem e se completassem. Sempre que há um casamento, ele é realizado com a presença de três participantes: Deus, o Criador, o homem e a mulher – seres criados.
Pontos complementares:
• O casamento é demonstração da graça imensurável de Deus, criado com o propósito de nos fazer experimentar um relacionamento de igualdade, amor, comunhão e complementaridade. O Senhor Deus disse: “Não é bom que o homem esteja sozinho. Farei alguém que o ajude e o complete. (Gn 2.18 – NVT).
• O casamento é uma prática fundamentada nas Escrituras e não existiria a parte delas. Foi o próprio Deus quem celebrou o primeiro casamento quando, no princípio, criou homem e mulher e estabeleceu as regras para que ambos se unissem: “Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne.” (Gn 2.24 – ARC).
• O casamento é antes de tudo um ato de fé. Somente pela fé podemos confiar que dois pecadores conseguirão permanecer juntos até a morte. Somente pela fé obedecemos a ordem de deixar o conforto e comodidade da casa de nossos pais para nos dedicarmos a luta e ao esforço necessários para construir e manter um lar. Sem fé é impossível
permanecer casado, pois as lutas e tentações são constantes. Somente tendo a convicção de que o casamento é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus para homens e mulheres é que nos lançamos na vida a dois.
• Não há maior inspiração para os casais do que Cristo Jesus. Somente por meio de Cristo podemos compreender o real sentido do casamento. Somente olhando para o sacrifício dele na cruz homens e mulheres podem encontrar motivação para sacrificarem-se uns pelos outros. Somente olhando para o amor de Cristo um homem encontra forças para amar sua esposa e entregar a própria vida por ela se preciso for. Somente olhando para a humildade de Cristo que sendo igual a Deus se esvaziou de sua glória e se submeteu a vontade de seu pai vindo morrer em favor de pecadores é que mulheres conseguem perceber a beleza e a grandiosidade da submissão bíblica. O casamento deve ser um reflexo do relacionamento de Cristo com sua igreja, e somente mantendo os olhos e corações fixos em Cristo homens e mulheres poderão vivenciar o amor verdadeiro.
1.2 Deus e o casamento.
A LIÇÃO DIZ: O profeta Malaquias, em seus dias, retratou uma realidade vergonhosa entre os seus contemporâneos. Os homens traziam suas ofertas e se derramavam em lágrimas diante de Deus, mas o Eterno os rejeitava. E você sabe qual o motivo da rejeição de Deus para os homens do povo? “[…] Porque o SENHOR foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher do teu concerto” (Ml 2.14). Aparentemente, os homens estavam se divorciando de suas esposas e se casando com mulheres mais novas, e isso foi abominação diante do Senhor. Não adianta uma pessoa casada ser desleal com seu cônjuge e tentar se achegar a Deus seguindo os protocolos do culto, como se isso fosse lhe garantir a bênção divina. Deus é o arquiteto, o fundamento e o sustentador do casamento. Ele está presente como a testemunha principal. O casamento foi instituído por Ele e é feito na presença Dele. Em toda cerimônia de casamento, é costume os nubentes convidarem testemunhas. Muitas vezes essa prática não passa de uma convenção social. Essas pessoas ilustres, acabada a cerimônia, voltam à sua rotina e não mais acompanham a vida do casal. Todavia, Deus é uma testemunha sempre presente. Nada acontece no relacionamento conjugal sem que Ele saiba. Ele vela pelos cônjuges, reprova a infidelidade e odeia o divórcio. Por que Deus Odeia o Divórcio? O divórcio é a quebra de uma aliança feita na presença de Deus. O divórcio é a apostasia do amor, é a rejeição de alguém que foi intensamente desejado. O divórcio nunca é festejado, pois é momento luto, dor, tristeza.
• Quebra da Aliança: O divórcio rompe a aliança feita diante de Deus. Ele valoriza a fidelidade e a permanência.
• Dor e Sofrimento: O divórcio causa dor emocional, não apenas para os cônjuges, mas também para os filhos e a família.
• Testemunho Público: O casamento é um testemunho público da graça e do amor de Deus. O divórcio pode prejudicar esse testemunho.
1.3 A bênção de Deus para aqueles que se casam.
A LIÇÃO DIZ: Da união do primeiro casal, Adão e Eva, propagou-se a humanidade. A Palavra de Deus fala que Adão e Eva tiveram dois filhos: Caim e Abel. Esse foi um sinal da bênção de Deus para o primeiro casal, ou seja, poder manter a perpetuação da família por meio de descendentes. Apesar de em nossos dias vermos pessoas não crentes que defendem o aborto, a Palavra de Deus nos diz que ter filhos é um sinal da bênção de Deus (Dt 28.11). Na atualidade, os filhos continuam sendo “herança do SENHOR, e o fruto do ventre, o seu galardão” (SL 127.3).
Atente para o texto bíblico:
27Assim Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 28E Deus os abençoou e lhes disse: — Sejam fecundos, multipliquemse, encham a terra e sujeitem-na. Tenham domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. (Gn 1.27,28 NAA). As bênçãos de Deus sobre aqueles que se unem em matrimônio:
• Multiplicação e Frutificação. “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra” (Gn 1.28). Esta é uma bênção de procriação, onde Deus abençoa o casal com a capacidade de gerar vida, refletindo a criatividade de Deus.
• Domínio. “Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todo animal que rasteja pela terra” (Gn 1.28). Deus deu ao casal a responsabilidade de cuidar e administrar a criação, refletindo a soberania de Deus.

II. O TRATAMENTO ENTRE O CASAL
2.1 Aliança diante do altar.
A LIÇÃO DIZ: Como vimos, para o Cristianismo, o casamento é um evento celebrado diante de Deus. O que é um casamento? Casamento é um vínculo/aliança sagrado entre um homem e uma mulher, instituído por Deus, firmado diante dEle e dos homens, consumado pela relação sexual e indissolúvel. Timothy Keller, no seu livro “O significado do casamento”, diz que a aliança matrimonial é firmada diante de Deus e dos homens de maneira extraordinária. “Este é o motivo pelo qual tantas cerimonias de casamento de tradição cristã têm um conjunto de perguntas e um conjunto de votos. Os noivos devem por exemplo responderem a perguntas como essas:
“_____, você se dá totalmente para amar a_____ procurando fazer o que estiver ao seu alcance para ajudá-la a sentir-se feliz e segura tratando-a com gentileza, compreensão e respeito até que a morte os separe?” Os noivos, inicialmente, respondem ‘sim’ ao ministro que lhes faz as perguntas. Na realidade, eles fazem um voto a Deus antes de se voltarem e fazerem promessas um ao outro. Eles escutam o parceiro se comprometer diante de Deus, da família e das instituições investidas de autoridade: a igreja e do Estado, fazendo votos de lealdade e fidelidade. Em seguida, eles fazem promessas um ao outro.
2.2 O trato com a esposa.
A LIÇÃO DIZ: Deus estabeleceu princípios para que o homem convivesse com sua esposa. Dentre eles, destacamos: amor, honra e proteção.
• Amor. O primeiro conceito que desejo discutir é que o amor vai além de um simples sentimento. Trata-se de uma decisão de se doar! Se o amor, especialmente o amor conjugal, fosse algo puramente espontâneo – como muitos entendem a paixão – não haveria necessidade de uma ordem divina para amar a esposa. Se Deus ordenou (e estamos, portanto, obrigados a obedecer) amar, é porque podemos fazer isso por escolha, por decisão. Aprecio uma declaração de John Stott que expressa bem isso: “O amor cristão não é vítima de nossas emoções, mas servo de nossa vontade.” Aqui está o mandamento divino: “Maridos, amem suas esposas, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela, para santificá-la, purificando-a com a lavagem da água pela palavra.” (Ef 5.25). Note que o padrão estabelecido por Deus é que o marido não apenas ame sua esposa, mas o faça seguindo o mais alto padrão de entrega: “assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela”. Portanto, para entender como o homem deve amar sua esposa, é necessário refletir sobre como Cristo amou a Igreja. Cristo amou a igreja de forma sacrificial, providencial e abnegada.
• Honra. No contexto do casamento, a honra pode ser definida como um profundo respeito e apreço pelo seu cônjuge. Isso envolve reconhecer o valor de sua esposa como pessoa e comprometer-se a trata-la com gentileza, amor e compreensão. A honra no casamento também implica em fidelidade e lealdade a sua mulher.
• Proteção. Quando se fala de proteção, muitos machões pensam só no aspecto físico desta responsabilidade e já se imaginam dando uma surra em quem “mexer” com sua mulher. Mas o dever do marido de proteger sua esposa (e filhos) começa pela responsabilidade de exercer devidamente seu papel de governo espiritual e estender cobertura de oração pela sua casa. Também envolve o papel de ensinar sua casa a andar na Palavra de Deus e, assim, protegêlos da influência do mundo e do pecado (Dt 6.7 e 1 Co 14.35). Além da proteção espiritual, penso que o homem ainda deva proteger sua esposa no âmbito emocional, sem excluir a proteção física.
2.3 A mulher e o trato com seu esposo.
A LIÇÃO DIZ: A esposa deve honrar seu marido, respeitando-o e sendo submissa. A submissão tem o sentido de estar debaixo da mesma missão. A palavra “submissão” que foi traduzida do original grego é “hupotasso”, e significa: 1) organizar sob, subordinar; 2) sujeitar, colocar em sujeição; 3) sujeitar-se, obedecer; 4) submeter ao controle de alguém; 5) render-se à admoestação ou conselho de alguém; 6) obedecer, estar sujeito. E, de acordo com o Léxico de Strong, ainda há uma importante observação acerca do uso desta palavra na época: “Um termo militar grego que significa ‘organizar [divisões de tropa] numa forma militar sob o comando de um líder’. Em uso não militar, era ‘uma atitude voluntária de ceder, cooperar, assumir responsabilidade, e levar uma carga’.” Quando olhamos para o conceito da palavra submissão, pode parecer exagerado e até assustador (mais para as mulheres do que para os homens). Mas devemos lembrar que a mulher deve se sujeitar ao marido como a Igreja se sujeita à Cristo (Ef 5.22-24). Em contrapartida, o marido deve governar e exercer sua autoridade como Cristo! E quando olhamos para a liderança de Jesus não vemos uma atitude de domínio, mas uma liderança servidora. Não é difícil ser submissa a um ,homem que ama lhe ama como Jesus amou a igreja. Por isso, você não pode ser precipitada em sua escolha e nem ser guiada por aparências.

III. OUTRAS QUESTÕES SOBRE O CASAMENTO
3.1 A morte encerra o casamento.
A LIÇÃO DIZ: O casamento é uma aliança com o Eterno que só termina quando um dos cônjuges falece. Nos dias do Apóstolo Paulo, como também acontece nos nossos, havia casos de viuvez, e ele recomendou que se a mulher viúva quisesse se casar novamente, estava livre para isso, desde que se casasse no Senhor. A escolha da pessoa com quem vamos nos casar é de nossa responsabilidade, entretanto devemos seguir os princípios da Palavra de Deus. Quando um homem e uma mulher se casam, Deus os une como uma só carne (Gn 2.24; Mt 19.5-6). A única coisa que pode quebrar o vínculo matrimonial, aos olhos de Deus, é a morte. Se o cônjuge de uma pessoa morrer, o viúvo/a viúva estará absolutamente livre para se casar novamente. O apóstolo Paulo permitiu que as viúvas se casassem novamente em 1 Coríntios 7.8-9 e encorajou as viúvas mais novas a se casarem novamente em 1 Timóteo 5.14. Casar-se novamente após a morte de um cônjuge é absolutamente permitido por Deus. O texto da lição também enfatiza que a escolha de um cônjuge é uma responsabilidade pessoal. Cada indivíduo deve fazer essa escolha com sabedoria, considerando não apenas seus próprios desejos e sentimentos, mas também os princípios da Palavra de Deus. Isso pode incluir considerações como o caráter da pessoa, sua fé e seu compromisso com os valores cristãos.
3.2 O divórcio.
O divórcio não é, e nunca será, conforme a vontade de Deus. Sabendo disso, Satanás investe intensamente nessa área, com o objetivo de desmantelar os casamentos. Ele emprega as seguintes estratégias:
• Pornografia. Por diversas razões, a pornografia é altamente nociva ao casamento. Ela promove falta de confiança, degradação da mulher, egoísmo, insatisfação conjugal, deterioração da vida sexual, bem como é a porta de entrada para o adultério.
• Mídia negativa. Novelas, sites, vídeos de humor, musicas, filmes e seriados exaltam as relações extraconjugais e incentivam a traição banalizando o casamento e a fidelidade conjugal.
• Pessoas profanas. Cuidado com esse tipo de gente que não valoriza o casamento e procurando sabotar o casamento dos outros. Isso pode incluir parentes e até mesmo alguns dos nossos chamados amigos.
• Negligencia das responsabilidades conjugais. Dentre as muitas responsabilidades que poderíamos citar, faço a menção da ausência de afeto e sexo entre os cônjuges. Satanás é tão sutil, que as vezes, ele consegue banalizar o sexo dentro do ambiente do casamento. Por exemplo: a prostituição doméstica. Esse tipo de trivialidade acontece quando o sexo se se torna uma moeda de troca entre o casal.
• Infidelidade conjugal. O sexo extraconjugal é a quebra de um pacto feito diante Deus. O Adultério é a quebra de uma aliança que tem como base a fidelidade, é desonrar o cônjuge e o próprio corpo. No entanto, Satanás tem transformado essa prática pecaminosa em uma aventura normal e excitante.
• A dureza de coração. Muitos casamentos são desfeitos devido a incredulidade e dureza de coração. Pregamos e cremos que Deus transforma o pecador, realiza milagres e maravilhas, mas somos excitantes quando o assunto é a restauração de um casamento falido. Deus pode mudar a história de um casamento fracassado.
3.3 Morar juntos.
A LIÇÃO DIZ: Lamentavelmente, o casamento vem sendo considerado dispensável por muitos jovens e adultos de nossa sociedade, que optam por “morar juntos”. Há até aqueles que dizem que “amigado com fé, casado é”, e que “o casamento é somente um papel onde as pessoas assinam, pois que o papel aceita tudo”. A verdade é que quando um casal decide viver junto, sem um ato formal diante de Deus e da sociedade, está vivendo em fornicação, pois estão praticando o ato sexual de forma que desagrada a Deus. Morar juntos significa viver em um mesmo espaço, como marido e mulher sem estar casados, inclusive tendo relações sexuais. Embora a Bíblia não faça uma declaração explícita sobre a convivência antes do casamento, isso não significa que ela seja completamente silenciosa sobre essa questão. Em vez disso, precisamos reunir várias Escrituras e extrair delas o princípio de que qualquer relação sexual entre um homem e uma mulher fora do casamento é considerada pecado. Existem inúmeras Escrituras que declaram a proibição de Deus da imoralidade sexual (At. 15.20; 1 Co. 5.1; 6.13, 18; 10.8; 2 Co. 12.21; Gl. 5.19; Ef. 5.3; Cl. 3.5; 1 Ts. 4.3; Jd. 7). A palavra grega traduzida como ‘imoralidade sexual’ ou ‘fornicação’ nesses versos é ‘porneia’, que significa literalmente ‘luxúria ilícita’. Como a única forma de sexualidade lícita é o casamento entre um homem e uma mulher (Gn. 2.24; Mt. 19.5), então qualquer coisa fora do casamento, seja adultério, sexo antes do casamento, homossexualidade ou qualquer outra coisa, é ilícita, ou seja, pecado. A convivência antes do casamento definitivamente se enquadra na categoria de fornicação – pecado sexual.
3.4 A bigamia, a poligamia e o concubinato.
• Bigamia é o ato de contrair um novo casamento sem que o anterior tenha sido legalmente encerrado.
• Poligamia é quando uma pessoa tem mais de um cônjuge ao mesmo tempo. Embora seja permitida em alguns países, a poligamia não reflete a vontade de Deus.
• Concubinato, nos tempos bíblicos, ocorria quando mulheres eram compradas, raptadas ou se tornavam prisioneiras de guerra, e eram obrigadas a se tornar esposas de um homem já casado. No Brasil, o concubinato é a relação entre duas pessoas que não podem se casar por impedimento legal, tornando essa relação ilegítima. Deus não promoveu esses modelos de relacionamento. Desde a criação, o plano divino foi que um homem e uma mulher demonstrassem amor e fidelidade um para com o outro, em uma relação heterossexual e monogâmica. Qualquer forma de relacionamento que se desvie desse plano original, seja bigamia, poligamia ou concubinato, não está alinhada com a vontade de Deus. Portanto, ao considerar o casamento, é crucial buscar a orientação de Deus e seguir os princípios bíblicos. Isso inclui respeitar a santidade do casamento e evitar qualquer forma de imoralidade sexual. Lembre-se sempre de que o casamento é uma representação do amor de Cristo pela igreja e deve ser tratado com o respeito e a honra que merece.

CONCLUSÃO
De acordo com os ensinamentos do Cristianismo, fundamentados na Bíblia, o casamento é uma união monogâmica, estabelecida entre um homem e uma mulher que estejam disponíveis e tenham o desejo de se unir em matrimônio. Ambos os parceiros têm responsabilidades perante Deus e um ao outro, que são essenciais para o sucesso dessa união. Além disso, a decisão sobre com quem se casar deve ser guiada não apenas por sentimentos, mas também por princípios espirituais. Ampliando essas ideias, podemos concluir que o casamento, na visão cristã, é muito mais do que um contrato legal ou uma simples união de duas pessoas. É uma aliança sagrada, um compromisso de amor, respeito e fidelidade. Cada cônjuge tem o dever de honrar e cuidar do outro, colocando as necessidades do outro acima das suas próprias, assim como Cristo fez pela igreja. Além disso, a escolha do cônjuge não deve ser baseada apenas em atração física ou compatibilidade de personalidade. Deve-se considerar também a fé e os valores espirituais do potencial cônjuge. Casar-se “no Senhor” é um princípio bíblico que enfatiza a importância de compartilhar a mesma fé e buscar juntos a vontade de Deus. Portanto, o casamento é uma decisão séria que deve ser tomada com oração e orientação divina. E quando conduzido de acordo com os princípios bíblicos, pode ser uma fonte de bênçãos, crescimento espiritual e alegria.

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