9 de setembro de 2026 20:21

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Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino e retira Moraes de relatoria

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André Mendonça manda soltar filho do “Careca do INSS”

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Pisa: desempenho dos estudantes brasileiros segue abaixo da média dos países mais desenvolvidos

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Ruas vazias, bares cheios, novela no telão: relembre como Brasil parou para ver o último capítulo de ‘Avenida Brasil’

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BTG/Nexus: Lula lidera no Nordeste e Sudeste, enquanto outros quatro candidatos testados têm vantagem nas demais regiões, no 2° turno

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FPM 2027: apenas 49 municípios devem aumentar coeficiente, apesar de 3,2 mil cidades apresentarem crescimento populacional

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Gastos dos municípios com saúde superam em piso constitucional em 7,2% e sobrecarregam cofres locais

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El Niño muito forte tem 90% de chance de ocorrer entre setembro e novembro

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Projeto aprovado no Congresso flexibiliza regras fiscais para benefícios e repasses a municípios

Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino e retira Moraes de relatoria

Tentando conter a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, proferiu duas decisões na tarde desta terça-feira (9). A primeira decisão foi relativa ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada; já a outra retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news.

Polícia Federal

O presidente do STF suspendeu a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, e, por conseguinte, suspendeu a decisão do ministro Flávio Dino de reintegrar os diretores. O mérito do processo será analisado pelo plenário do STF na próxima terça-feira (15), às 10h, e os diretores seguem no cargo.

“Considero necessária a suspensão das decisões ora analisadas, porquanto, para além de qualquer juízo meritório sobre o afastamento ou não de autoridades, o qual será realizado oportunamente, cumpre obstar quadro de conflitos e sobreposições processuais que, por si só, configuram lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal”, disse Fachin na decisão.

Ainda segundo o presidente do Supremo, “é grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência”.

Inquérito das fake news

Edson Fachin também determinou a retirada do ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news e passou a análise das informações para a própria presidência do STF. Moraes seguirá, apenas, com a relatoria das ações penais que estão em curso.

Os demais desdobramentos das fake news serão analisados pela presidência. Fachin pediu, ainda, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a autoridade policial se manifeste sobre um possível arquivamento ou continuação das investigações.

diariodepernambuco

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André Mendonça manda soltar filho do “Careca do INSS”

   O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) a soltura de Romeu Carvalho Antunes, investigado na Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos associativos de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Antunes estava preso preventivamente desde 18 de dezembro de 2025, quando foi alvo de uma fase da operação INSS. Ele é filho do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que segue preso.

A prisão de Romeu Antunes foi substituída pelo uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de deixar o país e a entrega do passaporte. O investigado também ficou proibido de manter contato, direta ou indiretamente, com outros investigados e testemunhas da Operação Sem Desconto.

Mendonça determinou ainda que Romeu não frequente entidades associativas com as quais tenha mantido relação e não tenha acesso às instalações do INSS e da Dataprev, empresa pública que administra o banco de dados da autarquia.O ministro estabeleceu que o investigado permaneça na comarca de sua residência e que qualquer deslocamento para fora dela dependa de autorização judicial.

“No caso de Romeu, entendo que a segregação física integral não mais se mostra necessária na intensidade anteriormente reconhecida. A análise atual deve considerar, cumulativamente, o estágio alcançado pela investigação, a possibilidade de controle objetivo dos deslocamentos do investigado, sua retirada dos ambientes institucionais diretamente associados aos fatos apurados, a vedação de interlocução com investigados e testemunhas e a manutenção de sua vinculação à jurisdição nacional”, apontou o ministro, na decisão. A situação de saúde de Romeu também pesou na análise do magistrado. Segundo informações apresentadas pela defesa e mencionadas na decisão, ele foi internado em junho no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília, após apresentar cólicas intensas, febre e vômitos provocados por cálculos renais, incluindo um cálculo no ureter direito com obstrução.

O incidente ocorreu em junho. No pedido de soltura, André Mendonça afirmou que as condições de saúde “denotam fragilidade a demandar cuidados médicos” e considerou o quadro um elemento adicional para a substituição da prisão. A concessão de liberdade a Romeu não contou com aval da Procuradoria Geral da República (PGR), que reafirmou a gravidade das condutas imputadas ao investigado e avaliou que soltura representaria um risco à ordem pública e à instrução processual.

Soltura de ex-procurador do INSS
O ministro André Mendonça também determinou nesta quarta a soltura de Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS e indiciado pela Polícia Federal (PF) por participação no desvio de contribuições associativas em aposentadorias e pensões.

A prisão foi substituída pelo uso de tornozeleira eletrônica, além da proibição de se comunicar com outros investigados ou acessar as dependências do INSS ou da Dataprev.

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Pisa: desempenho dos estudantes brasileiros segue abaixo da média dos países mais desenvolvidos

    A principal avaliação internacional da educação mostrou que o Brasil avançou pouco nos últimos dez anos.

   O Pisa é aplicado em 91 países. A prova, realizada a cada três anos, avalia o desempenho de estudantes de 15 anos de idade e mede, principalmente, a capacidade de usar o conhecimento adquirido nas escolas para resolver problemas do cotidiano e gerar inovação.

  Em 2025, o Brasil atingiu a mesma pontuação em matemática do ano de 2015. Nesse mesmo intervalo, o país cresceu só um ponto em leitura. O maior avanço foi em ciências. Apenas 28% dos estudantes alcançaram o nível mínimo esperado para matemática. Por exemplo, resolver situações simples como comparar a distância total entre duas rotas ou converter preços para uma moeda diferente.

  Nas três áreas, o Brasil ficou abaixo da média da OCDE, organização internacional que reúne principalmente países desenvolvidos. Entre todos os países ou regiões analisados, o Brasil ficou na posição 71 em matemática, em 52 em leitura e em 67 em ciências.

O Ministério da Educação afirmou que o Brasil foi um dos países que mais avançaram no desempenho dos estudantes nos últimos 20 anos. Os resultados do Pisa mostram uma queda nos países mais ricos do mundo, que tiveram o pior desempenho da história, principalmente em leitura e matemática.

Pisa: desempenho dos estudantes brasileiros segue abaixo da média dos países mais desenvolvidos — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Pisa: desempenho dos estudantes brasileiros segue abaixo da média dos países mais desenvolvidos — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Pela primeira vez, o Pisa avaliou a capacidade dos alunos de resolver problemas usando ferramentas digitais, como a programação. Nessa nova categoria, o Brasil obteve 406 pontos, também abaixo da média dos países da OCDE, de 500 pontos. O diretor do Todos pela Educação, Gabriel Correia, disse que a década sem avanço mostra que o Brasil precisa de mudanças profundas no ensino.

“Valorizar e melhorar a formação dos professores e todo o apoio que é dado para esses profissionais em sala de aula, melhorar a gestão das escolas e pensar na política pública para que o trabalho de sala de aula, para que a pedagogia, para que o ensino seja de melhor qualidade, é muito importante. O Brasil conseguiu resolver, nas últimas décadas, o problema do acesso, de garantia de vaga. Agora é a hora da aprendizagem”, diz Gabriel Correia, diretor de Políticas Públicas do Todos pela Educação.

Uma escola pública em Brasília criou clubes de leitura e de matemática para os estudantes, uma iniciativa para fixar o conteúdo além da sala de aula.

“O estudante que tem apreço pela literatura vai ter um vocabulário melhor, vai se portar de maneira mais sagaz mesmo, uma pessoa mais observadora, porque quando ela lê, cria capacidade de abstração do que aquele que não lê”, afirma Brenda Lopes da Silva, professora de Língua Portuguesa.

“A leitura é um hábito que faz a gente praticar mais a paciência, a atenção. Então, acho que leitura é meio de nós aliviarmos mais a ansiedade que está tão presente na nossa sociedade, principalmente com nós, jovens. Eu acho que a leitura me ajuda bastante a dar essa relaxada, a espairecer”, diz a estudante Júlia Souza.

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Ruas vazias, bares cheios, novela no telão: relembre como Brasil parou para ver o último capítulo de ‘Avenida Brasil’

  Nesta terça-feira (8), a TV Globo revelou o nome da próxima novela das 9: “Avenida Brasil 2” vai suceder “Quem Ama Cuida” na faixa. A estreia será em janeiro de 2027.

  Exibida em 2012 e atualmente no “Vale a Pena Ver de Novo”, a novela escrita por João Emanuel Carneiro foi um dos maiores sucessos da teledramaturgia brasileira.

  Era sexta-feira, dia 19 de outubro de 2012. À noite, ruas e avenidas vazias em todo o país. Nos bares e restaurantes, nada de música. Bate papo entre amigos teve, mas o assunto era um só: o final de “Avenida Brasil”. O Jornal Nacional mostrou que a exibição do último capítulo da novela parou o país.

Este texto e o vídeo acima são parte da série Arquivo JN no g1, que relembra coberturas importantes relacionadas a temas atuais.

“Durante sete meses, o Divino foi o bairro mais próximo dos brasileiros. E o desfecho da história dos moradores daqui e do lixão hipnotizou, apaixonou, capturou a atenção de milhões de brasileiros no Brasil e no mundo. Um fenômeno que definitivamente deixou marcas”, contou o então repórter Flávio Fachel.

“Foi um ano de muita entrega, de muito amor nessa novela linda. João Emanuel, muito obrigada para o resto da minha vida”, festejou a atriz Adriana Esteves, a Carminha.

g1.globo

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BTG/Nexus: Lula lidera no Nordeste e Sudeste, enquanto outros quatro candidatos testados têm vantagem nas demais regiões, no 2° turno

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as simulações de 2° turno nas regiões Nordeste e no Sudeste, mas fica atrás dos adversários nas regiões Norte/Centro-Oeste e Sul. Os dados são da pesquisa BTG/Nexus, sobre as intenções de voto para a Presidência da República nas eleições de 2026, divulgada no dia 31 de agosto.

   O levantamento também mostra que, no 1° turno, Lula (PT) aparece com 39% das intenções de voto, contra 33% do senador Flávio Bolsonaro (PL), que recuou 4 pontos em comparação com o levantamento anterior. Já Augusto Cury (Avante) cresceu nove pontos, em relação à semana passada, e tem 11%, na terceira colocação.

  A pesquisa também identificou que entre os grupos ideologicamente mais identificados – sendo lulistas  e bolsonaristas – o eleitorado segue convicto de que o voto não deve mudar ao longo do período eleitoral. A decisão segue consolidada para 86% dos lulistas e 86% dos bolsonaristas.

  Os dados também identificaram que a consolidação das preferências eleitorais permanece alta. No entanto, houve uma pequena redução na atual rodada da pesquisa. Entre os entrevistados que escolheram algum candidato no primeiro turno, 78% afirmam que a decisão de voto já está tomada e não deve mudar até o dia do pleito, marcado para 4 de outubro de 2026.

  Já outros 21% dizem que ainda podem mudar de escolha, enquanto 1% não soube responder. O percentual de decisão consolidada havia chegado a 80% na pesquisa anterior.

Recorte regional: cenários de 2° turno analisados

  A pesquisa também testou quatro cenários de eventual segundo turno entre Lula (PT) e os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) , Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Em todos os cenários, Lula lidera no Nordeste e no Sudeste, enquanto os adversários aparecem à frente no Norte/Centro-Oeste e no Sul.

  Na divisão regional do eleitorado, considerando o cenário Lula contra Flávio Bolsonaro no 2° turno, o petista lidera com 59% das intenções de voto no Nordeste e 47% no Sudeste. Já o senador atingiu 35% entre o eleitorado nordestino e 43% dos moradores do Sudeste.

  No entanto, Flávio Bolsonaro lidera no Sul, com 62% das intenções de voto, ante 32% do petista. Já no recorte Norte/Centro-Oeste, o senador marca 52% e Lula 38% das intenções de voto do eleitorado brasileiro.

  Considerando o recorte regional para um eventual 2° turno entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), 56% dos respondentes da Região Nordeste votaria no candidato petista, já 36% em Caiado. Lula também lidera nas intenções de voto no Sudeste, com 46% ante 42% do adversário. 

  Nas demais regiões do país, o candidato do PSD aparece à frente. Ele lidera entre os eleitores que participaram da pesquisa no Norte/Centro-Oeste, com 55% das intenções de voto, contra 35% de Lula; e no Sul, com 52% das intenções ante 32% marcadas pelo candidato do PT.

  No cenário contra Romeu Zema (Novo) no 2° turno das eleições, Lula mantém vantagem regional no Nordeste e no Sudeste. Já nas regiões Sul e Norte/Centro-Oeste, Zema lidera.

Confira o percentual por região, considerando Lula X Romeu Zema: 

  • Nordeste: petista registra 58% das intenções dos participantes ouvidos, contra 31% de Zema;
  • Sudeste: Lula alcança 46%, ante 41% do candidato do Novo;
  • Sul: Zema lidera, somando 52%, ante 31% de Lula;
  • Norte/Centro-Oeste: Zema aparece com 49%, ante 39% de Lula.

  Já em um eventual segundo turno contra Renan Santos (Novo), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também mantém vantagem regional apenas no Nordeste e no Sudeste. Na Região Nordeste, o petista registra 58% das intenções de voto, contra 30% de Renan Santos. Já no Sudeste, Lula aparece com 48%, ante 38% do candidato do Novo. 

  Renan Santos, por sua vez, lidera nas demais regiões brasileiras. No Sul, Renan alcança 47%, ante 32% do candidato do PT. Já no recorte mapeado pela pesquisa, que considera Norte/Centro-Oeste, o candidato do Missão alcançou 45% contra 39% de Lula.

Pesquisa BTG/Nexus

Para a pesquisa, foram entrevistados 2.005 eleitores por telefone, entre os dias 28 e 30 de agosto de 2026. O levantamento ouviu eleitores em todas as 27 Unidades da Federação, com distribuição proporcional por região.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-08900/2026.

 Brasil 61

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FPM 2027: apenas 49 municípios devem aumentar coeficiente, apesar de 3,2 mil cidades apresentarem crescimento populacional

  Um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que 3.245 municípios tiveram aumento populacional entre 2025 e 2026, mas apenas 49 cidades devem transformar o avanço em ganho de coeficiente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 2027. Na outra ponta, 31 municípios podem perder coeficiente, embora a redução dos repasses seja limitada pelas regras de proteção previstas na Lei Complementar (LC) 198/2023.

  O levantamento foi elaborado a partir da publicação da Portaria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 1.649/2026, que estima a população dos municípios. Os dados mostram que a população brasileira passou de 213,8 milhões em 2025 para 214,2 milhões em 2026.

 Conforme a publicação, o crescimento ou recuo da população não indica, necessariamente, uma alteração efetiva nos repasses do FPM. Ou seja, apesar do aumento populacional, o resultado não deve impactar, na mesma proporção, em aumento dos repasses no ano que vem.

  Pelo estudo, as atualizações das estimativas populacionais de 2026 afetarão o FPM caso os acréscimos levem os municípios a mudarem de faixa populacional. O documento aponta que o que garantirá uma maior fatia do FPM é se a proporção de quotas se elevou de um ano para o outro. Nesse caso, ganhos de coeficiente, em geral, garantem aumento de repasses. 

Ganhos e perdas populacionais dos municípios

Segundo o levantamento, 3.245 municípios, ou 58% do total, tiveram aumento de população entre 2025 e 2026. Outros 1.841 perderam moradores e 485 mantiveram exatamente a mesma população registrada na estimativa anterior – sendo 406 municípios somente no Rio Grande do Sul.

Mesmo com o crescimento populacional em milhares de cidades, apenas 49 municípios devem avançar de faixa e ganhar coeficiente do FPM-Interior em 2027, conforme os dados. Entre esses municípios estão: Barbalha (CE), Cidade Ocidental (GO), Lagoa Santa (MG), Careiro (AM), Canaã dos Carajás (PA), Buenos Aires (PE), Pacaraima (RR), Brusque (SC), Caraguatatuba (SP) e Campos de Júlio (MT).

A possibilidade de ganho de coeficiente para Careiro, no Amazonas, pode passar de 1,8 para 2,2; Urucurituba, também no Amazonas, pode mudar de 1,4 para 1,8; e Canaã dos Carajás, no Pará, de 2,8 para 3,0.

Já cidades como Brusque, em Santa Catarina, podem chegar ao coeficiente máximo de 4,0 e Caraguatatuba, em São Paulo, pode passar de 3,6 para 3,8.

Outros 4.920 municípios devem manter o coeficiente atual. Já 31 municípios aparecem na estimativa da CNM com possibilidade de perda, com destaque para municípios localizados no Amazonas. Coari, por exemplo, aparece com redução do coeficiente de 4,0 para 2,6. Benjamin Constant pode passar de 3,0 para 2,0, enquanto Manaquiri pode cair de 2,0 para 1,0.

Confira a lista dos municípios que podem ter perda de coeficientes em 2027:

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Gastos dos municípios com saúde superam em piso constitucional em 7,2% e sobrecarregam cofres locais

  Os gastos dos municípios com a área da saúde superaram o piso constitucional em 7,2% em 2025, estabelecido pela Emenda Constitucional (EC) 29/2000 e fixado em 15%. O dado integra a segunda edição de um relatório da Confederação Nacional de Municípios (CNM), baseado em dados declarados ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops).

  O estudo destaca um panorama do impacto da Média e Alta Complexidade (MAC) do Sistema Único de Saúde (SUS) e aponta que, em 2025, os municípios brasileiros aplicaram, em média, 22,2% da receita resultante de impostos e transferências constitucionais em ações e serviços públicos de saúde.

  O levantamento aponta que a elevação nos gastos dos municípios com saúde gera sobrecarga orçamentária nas administrações locais. Na avaliação da CNM, a sobrecarga financeira às cidades relacionada à área da saúde tem sido um dos principais desafios para a gestão municipal. 

  Em nota, o presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski, disse que os desafios vão além dos problemas com recursos. “Além da pressão orçamentária, a gestão municipal enfrenta o desafio de novos modelos de remuneração por “pacotes” e a fragmentação do financiamento via programas federais, como o Programa Agora Tem Especialistas (Pate)”, destaca.

Comprometimento orçamentário

O relatório ainda indica que 1.448 municípios reportaram aplicação superior a 25% de suas receitas próprias em saúde, ou seja, mais de 10 pontos percentuais acima do piso obrigatório. Conforme o estudo, dessas cidades, 445 aplicaram valores equivalentes ou superiores ao dobro do valor constitucionalmente obrigatório. 

Confira os maiores percentuais médios de aplicação de recursos em saúde observados por UF:

  • São Paulo: 25,1%;
  • Ceará: 24,8% e 
  • Rio de Janeiro: 24,6%. 

“Esses dados evidenciam um padrão de elevado comprometimento orçamentário dos entes municipais, com potenciais repercussões sobre a sustentabilidade fiscal local”, diz um trecho da publicação da CNM.

Segundo a entidade, a ampliação contínua da aplicação municipal em saúde demonstra que os governos locais têm assumido uma parcela crescente no financiamento do SUS, mesmo em um cenário de restrições fiscais e aumento da demanda por serviços públicos.  Os dados declarados ao Siops indicam que 99,6% dos 5.560 municípios que prestaram informações ao sistema em  2025 cumpriram o limite mínimo constitucional de aplicação em ações e serviços públicos de saúde.

Principais despesas

A principal despesa municipal em saúde foi com Assistência Hospitalar e Ambulatorial. A participação no total dos gastos foi de 43,5% em 2020 para 45,8% em 2025, alcançando R$ 155 bilhões. 

Em seguida aparece a Atenção Primária à Saúde (APS), que aumentou de 34,6% para 36,2% no período e totalizou R$ 122 bilhões em 2025.

De acordo com o levantamento, de cada R$ 100 aplicados em saúde, cerca de R$ 82 foram destinados à Assistência Hospitalar ou à APS.

A CNM defendeu, em nota, medidas que readequem o modelo de financiamento do SUS.

“É imprescindível o desenvolvimento de medidas estruturantes que promovam a recomposição e readequação do modelo de financiamento do SUS, garantindo uma participação mais equitativa entre a União, os estados e os municípios”, destacou Ziulkoski, em nota.

Brasil 61

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El Niño muito forte tem 90% de chance de ocorrer entre setembro e novembro

   De setembro a novembro, o Brasil tem 90% de probabilidade de enfrentar um episódio de El Niño muito forte. A previsão é do Centro de Previsão Climática, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (CPC/NOAA), divulgado no início de agosto de 2026. Segundo boletim divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em parceria com outras instituições, a previsão indica temperaturas acima da média em quase todo o país. 

   Há possibilidade de chuvas que superem a média histórica na Região Sul e de um trimestre mais seco nas regiões Norte e Nordeste.

   O Boletim nº 3 do Painel El Niño 2026-2027 aponta que a combinação de calor e estiagem prolongada nas regiões Central e Norte do país pode implicar em um problema adicional: as queimadas. Conforme o boletim, o cenário aumenta o potencial de propagação de queimadas, especialmente se o início da estação chuvosa atrasar – o que, segundo o Inmet, já é considerado provável.

A publicação é realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em parceria com o Inmet, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

El Niño intenso pode atrasar chuvas 

   O boletim também informa que, geralmente, o trimestre  marca a transição da seca para o período chuvoso na Amazônia Legal e no Pantanal. No entanto, diante de um El Niño mais intenso e prolongado, pode existir atraso neste processo. 

   Segundo o instituto, projeções do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) indicam chuvas abaixo da média em nove estados, sendo: Amapá, Roraima, Pará, Maranhão, Amazonas, Acre, norte de Mato Grosso e nas porções norte e central do Tocantins e Rondônia. O fenômeno também deve impactar as temperaturas, que devem ficar acima da média em toda a região.

   Na prática, isso pode prolongar as condições típicas de estiagem durante parte da primavera, mantendo o solo mais seco e a vegetação mais suscetível ao fogo por mais tempo do que o habitual.

   O alerta dos pesquisadores da NOAA é de que, historicamente, eventos de El Niño mais intensos não significam automaticamente impactos mais severos. Mas aumentam a probabilidade de que ocorram.

   Em nota, o Inmet reforçou a necessidade de monitoramento contínuo das condições meteorológicas nas próximas semanas, tanto em escala de curto prazo quanto sazonal, com o objetivo de identificar as áreas mais vulneráveis a secas, ondas de calor e episódios de chuva intensa com antecedência.

 Brasil 61

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Projeto aprovado no Congresso flexibiliza regras fiscais para benefícios e repasses a municípios

  Já aprovado pelo Congresso Nacional, o Projeto de Lei Complementar 74 de 2026 aguarda sanção presidencial. A matéria estabelece exceções a algumas regras fiscais com o intuito de permitir a execução de benefícios tributários e despesas previstas para este ano, desde que sejam observadas as condições previstas na legislação.

   Entre as medidas estão incentivos voltados para áreas de livre comércio, produção de bens de capital e instalação de data centers no Brasil, por meio do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, o Redata. A proposta trata, ainda, de despesas relacionadas à ampliação da licença-paternidade e do salário-paternidade.

Pequenos municípios

Além disso, o texto flexibiliza as condições para que municípios endividados com até 65 mil habitantes recebam transferências voluntárias. Em algumas situações, pendências tributárias ou creditícias não poderão impedir o acesso a esses recursos. O intuito é evitar que haja interrupção de repasses para políticas públicas.

  Para os benefícios que reduzam a arrecadação, a exceção será possível quando a perda de receita já tiver sido considerada no Orçamento de 2026 ou quando houver uma medida de compensação. As iniciativas também deverão ser compatíveis com a meta de resultado primário do ano.

Despesas relacionadas ao ressarcimento de tributos por desonerações 

  O texto aprovado pelo parlamento também inclui despesas relacionadas ao ressarcimento de tributos por desonerações assumidas contratualmente pelo Brasil e amplia benefícios destinados a ações de apoio a pessoas com câncer e pessoas com deficiência, por meio do Pronon e do Pronas.

  Também estão incluídas propostas de desoneração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, o IRPJ, e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, a CSLL, para sociedades resseguradoras locais.

  Além disso, o texto alcança benefícios tributários concedidos em 2026 para áreas de livre comércio e para a produção de bens de capital. A aplicação dessas medidas fica condicionada à compatibilidade com a meta de resultado primário e às demais regras fiscais previstas para o exercício.

  O projeto foi aprovado por unanimidade pelo Plenário do Senado na quinta-feira (3). O texto já havia sido analisado pela Câmara dos Deputados. Com a aprovação nas duas Casas, a proposta foi encaminhada para sanção presidencial.

Brasil 61

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Eleições 2026: Lula e Flávio Bolsonaro travam disputa regionalizada pela Presidência

   As regiões Nordeste e Sul apresentam cenários opostos na disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026, segundo a edição mais recente da Pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8). Enquanto Lula (PT) lidera com ampla vantagem no Nordeste, Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente no Sul. No Sudeste, o pleito está mais equilibrado.

Nordeste 

No Nordeste, Lula mantém a liderança no primeiro turno, com 54% das intenções de voto, ante 23% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 11%, enquanto os demais candidatos não ultrapassam 4%Em um eventual segundo turno, Lula também vence na região, com 59% das intenções de voto, contra 32% de FlávioO Nordeste concentra os indicadores mais favoráveis ao governo federal. De acordo com a pesquisa, 60% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula. Na avaliação do governo, 49% consideram a administração ótima ou boa, 18% a classificam como regular e 33% como ruim ou péssima

A região também registra a maior proporção de eleitores que se declaram “lulistas convictos”, com 35%, e a menor taxa de rejeição ao atual presidente, de 31%

Sul

Em sentido oposto ao Nordeste, o Sul é a região onde Flávio Bolsonaro apresenta a maior vantagem sobre Lula no primeiro turno. O candidato do PL reúne 50% das intenções de voto, contra 22% do petista. Os demais candidatos não ultrapassam 8%No segundo turno, Flávio amplia a vantagem e alcança 65% das intenções de voto, enquanto Lula registra 26%O Sul também concentra os indicadores mais negativos para o governo federal. A desaprovação à gestão chega a 72%, e 68% dos entrevistados classificam o governo como ruim ou péssimo. A região apresenta ainda a maior proporção de eleitores que se declaram “bolsonaristas convictos”, com 34%, além da menor taxa de rejeição ao bolsonarismo, de 30%

Sudeste

No Sudeste, a disputa aparece mais equilibrada. No primeiro turno, Lula registra 39% das intenções de voto, quatro pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro, que soma 35%. Augusto Cury aparece em terceiro, com 9%, enquanto os demais candidatos não ultrapassam 4%Em um eventual segundo turno, a diferença entre os dois é ainda menor. Lula tem 45% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro, configurando empate técnico dentro da margem de erro. Na avaliação do governo federal, a desaprovação supera a aprovação na região: 43% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 52% a desaprovam. Na avaliação qualitativa, 33% consideram o governo ótimo ou bom, e 47%, ruim ou péssimoO Sudeste também reflete a polarização do cenário nacional. Entre os entrevistados, 25% se declaram “lulistas convictos”, enquanto 27% se identificam como “bolsonaristas convictos”

Norte e Centro-Oeste

No bloco formado por Norte e Centro-Oeste, Flávio Bolsonaro lidera o primeiro turno, com 42% das intenções de voto, contra 31% de LulaÉ também a única região em que Ronaldo Caiado (PSD) aparece na terceira posição, com 9%, à frente de Augusto Cury, que registra 7%Em um eventual segundo turno, Flávio amplia a vantagem para 53%, enquanto Lula chega a 38%Na avaliação do governo, 45% dos entrevistados aprovam a gestão, contra 51% que a desaprovam. Além disso, 33% classificam o governo Lula como ótimo ou bom, enquanto 46% o consideram ruim ou péssimo

Cenário Nacional

No cenário nacional para o primeiro turno, Lula lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35%. Em comparação com a rodada anterior, Lula manteve o mesmo percentual, enquanto Flávio avançou dois pontos

Augusto Cury aparece em terceiro lugar, com 9%, seguido por Ronaldo Caiado e Renan Santos (Missão), ambos com 4%. Romeu Zema (NOVO) registra 1%Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o cenário permanece tecnicamente empatado, mas com inversão na liderança. Flávio aparece com 46% das intenções de voto, contra 45% de Lula

Em relação à rodada anterior, Flávio Bolsonaro avançou um ponto percentual, enquanto Lula recuou de 46% para 45%

A Pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026. A amostra foi composta por 42% de entrevistados do Sudeste, 28% do Nordeste, 16% do Norte/Centro-Oeste e 14% do Sul. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06790/2026
Brasil 61

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Supercomputador: Brasil ganha novo modelo de previsão do tempo

   O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), começou a operar um modelo computacional próprio de previsão do tempo. O Modelo para Previsões de Oceano, Terra e Atmosfera (Monan), desenvolvido nos últimos três anos, está rodando no supercomputador Jaci, instalado no centro de dados do Inpe em Cachoeira Paulista (SP).

Segundo o ministério, a acuidade das previsões meteorológicas brasileiras passa agora a estar no mesmo patamar de precisão de órgãos de referência dos Estados Unidos e da Europa. O Monan opera com cobertura global, resolução de 10 quilômetros e atualização duas vezes ao dia, gerando previsões com até 11 dias de antecedência.

Um modelo de previsão do tempo é um programa computacional que simula o comportamento futuro da atmosfera a partir de equações físicas, alimentado por dados coletados em tempo real por satélites, radares e estações meteorológicas. Quanto mais moderno o modelo e mais potente a estrutura de processamento, mais refinados são os resultados.

Supercomputador com 24 vezes mais capacidade

O Jaci substitui o antigo supercomputador Tupã e tem capacidade de processamento 24 vezes superior ao equipamento anterior. Instalado na unidade do Inpe em Cachoeira Paulista, o novo sistema transforma dados como vento, umidade, temperatura e pressão em cálculos complexos processados em poucos minutos, permitindo gerar a previsão do dia seguinte com mais agilidade.

Aplicações para agricultura e alertas de desastres

Além de ganhos de precisão, o Monan deve ajudar a antecipar alertas de tempestades, frentes frias e secas severas, contribuindo para respostas mais rápidas da proteção civil. A ferramenta também deve auxiliar o planejamento de plantios e colheitas, mitigando prejuízos causados pelas oscilações do clima tropical, e gerar estimativas mais detalhadas sobre o volume de chuvas nas bacias hidrográficas do país.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, afirmou que a iniciativa garante ao Brasil soberania sobre os próprios dados climáticos, com um modelo pensado para as especificidades tropicais da América do Sul o que, segundo ela, se traduz em decisões públicas mais rápidas e em apoio ao desenvolvimento econômico.

Próximas etapas

O Inpe já planeja as próximas fases do projeto: um modelo regional para a América do Sul, com resolução de 5 quilômetros, capaz de captar variações climáticas em recortes menores, além de ferramentas de nowcasting, previsões de curtíssimo prazo, válidas por até seis horas.

Brasil 61

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Senado aprova reforma do Seguro Rural que segue para sanção presidencial

Apesar de ganharem mais espaço no debate público, o fim da escala 6×1 e da “taxa das blusinhas” não foram as únicas discussões relevantes no Congresso Nacional na última semana de esforço concentrado antes da eleição. Na quinta-feira passada (3), o Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 2.951/2024, que cria um novo marco para o Seguro Rural no Brasil

A tramitação foi acelerada nesta semana para que as modificações passem a valer neste ano agrícola. Em Mato Grosso, principal estado produtor de grãos, por exemplo, o plantio da safra de verão de soja começa em meados de setembro e o produtor precisa contratar a apólice antes do plantio para ter direito à cobertura. Sem a aprovação nesta janela, a nova legislação só valeria a partir da safrinha de 2027.

De autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS), o texto retornou à casa em maio deste ano após mudanças feitas pela Câmara dos Deputados. A votação nesta reta final do esforço concentrado contou com relatoria do senador Jaime Bagattoli (PL-RO), que manteve a maior parte do texto aprovado na Câmara. Com a aprovação, o projeto segue agora para sanção presidencial.

Novidades

Entre as principais mudanças, o projeto aperfeiçoa o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), reduz taxas de juros e amplia a prioridade em operações de crédito rural amparadas pelo seguro. O texto também passa a permitir que o contrato de seguro rural componha as garantias de operações de crédito, com cláusulas específicas como cessão fiduciária e definição da instituição financeira como primeira beneficiária da indenização em caso de sinistro.

Outro eixo central da proposta é a operacionalização do chamado Fundo Catástrofe, previsto em lei desde 2010 mas nunca implementado por falta de regulamentação e de aportes contínuos. O texto autoriza que seguradoras, resseguradoras, cooperativas e empresas do agronegócio participem como cotistas do fundo, que poderá ser composto por ações de estatais, imóveis e outros ativos da União, além de instrumentos como resseguro e Letras de Risco de Seguros. O projeto também fixa prazos para o processo de indenização: até 15 dias para o processamento do pedido, quando não houver necessidade de vistoria técnica presencial, e até 30 dias para o pagamento, contados da entrega dos documentos ou da vistoria. Além disso, proíbe o contingenciamento de despesas ligadas à subvenção do seguro rural e torna obrigatória a execução orçamentária dessas verbas, ainda que restrita ao montante previsto na Lei Orçamentária Anual. Das mudanças feitas pela Câmara, o Senado manteve o detalhamento das cláusulas que permitem usar o seguro como garantia em empréstimos rurais, mas retirou o dispositivo que autorizava remanejar sobras do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) para a subvenção do seguro. O relator também incluiu a exigência de que as despesas com subvenção sejam condicionadas a medidas de compensação orçamentária, com compromisso do governo de enviar Medida Provisória ou projeto de lei específico para regulamentar o tema.

Panorama

A aprovação ocorre em um cenário de baixa adesão ao seguro rural no país: dados  do Ministério da Agricultura apontam para 3,2 milhões de hectares assegurados em 2025, 3,3% da área plantada, uma queda de 55% em relação a 2024, e o pior desempenho nos últimos 10 anos.

A falta de recursos empenhados é vista como a principal causa da baixa adesão. De R$ 1,15 bilhão em 2021, ano do maior montante destinado e executado à subvenção, os valores caíram para R$ 565,3 milhões no ano passado, menor nível desde 2019, segundo o Atlas do Seguro Rural, plataforma do Ministério da Agricultura. Para este ano, o orçamento disponibilizado para o programa foi de R$ 1,01 bilhão. Bem abaixo dos R$ 4 bilhões apontados por entidades do setor agropecuário como necessários.

Brasil 61

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BFEST BRILHOU NO DESFILE DE 7 DE SETEMBRO EM AFOGADOS DA INGAZEIRA!

  Uma noite marcada por grandes apresentações, emoção e muito talento! A Banda Fanfarra BFEST, da EREM Santa Terezinha, mais uma vez mostrou por que vem conquistando seu espaço e se destacando entre as grandes bandas do Pajeú.

Com brilho próprio, musicalidade, disciplina, energia e uma performance contagiante, a BFEST encantou o público e levou para as ruas de Afogados da Ingazeira um espetáculo repleto de força e emoção.

Cada toque, cada movimento e cada integrante representaram o resultado de muito trabalho, dedicação e amor pela música e pela cultura.

   

🎺🥁 A BFEST não apenas desfilou — fez história!

A apresentação deste 7 de Setembro reafirma, mais uma vez, a BFEST como uma das grandes bandas do Pajeú, levando o nome da EREM Santa Terezinha e de nossa região cada vez mais longe.

🔥 BFEST — brilho, musicalidade e excelência!

🇧🇷 7 de Setembro — Afogados da Ingazeira
🎶 Banda Fanfarra BFEST – EREM Santa Terezinha
💙 Uma história que continua sendo escrita com música, dedicação e paixão!

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7 de Setembro: Entre memórias, emoção e orgulho de ser Brasileiro

   Santa Terezinha, Pernambuco, viveu um momento de emoção, alegria e patriotismo neste o 7 de Setembro que foi comemora neste dia 04/09. As avenidas da cidade foram tomadas pela população, que saiu de suas casas para prestigiar uma das datas mais importantes da história do Brasil: a celebração da Independência. Ao longo do percurso, o que se viu foi uma verdadeira demonstração de orgulho pela nossa Pátria. Crianças, jovens, famílias e moradores se reuniram para acompanhar de perto o desfile, transformando as ruas em um grande cenário de celebração, respeito e emoção.

   Os pelotões deram um brilho especial ao momento, apresentando organização, dedicação e entusiasmo. As bandas e fanfarras, com seus ritmos e sons marcantes, envolveram o público e fizeram da celebração um espetáculo ainda mais emocionante. A cada passagem dos grupos, aplausos, sorrisos e olhares emocionados revelavam o sentimento de quem acompanhava aquele momento.

  Mais do que um desfile, o   representa a oportunidade de relembrar a nossa história, valorizar a cidadania e refletir sobre o significado de ser brasileiro.

  Em Santa Terezinha, a Independência ganhou vida pelas ruas. A população mostrou que a história não permanece apenas nos livros: ela também é vivida, lembrada e celebrada pelo povo.E, quando as avenidas se enchem de gente, as bandas tocam, os pelotões passam e a bandeira do Brasil tremula, fica uma mensagem que ultrapassa o tempo: O Brasil tem uma história para lembrar, uma identidade para preservar e um futuro que precisa ser construído por todos.

Santa Terezinha celebrou o 7 de Setembro que foi comemora neste dia 04/09 com alegria, emoção e o coração verde e amarelo.

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EREM SANTA TEREZINHA DESFILE CÍVICO DO 7 DE SETEMBRO

BANDA MARCIAL

1º PELOTÃO

A VERDADE VALE UM CLIQUE: SEJA INCRÍVEL NA INTERNET

O pelotão retrata a velocidade da informação no mundo contemporâneo, que muitas vezes ocorre mais rápido do que o próprio pensamento, exigindo que as pessoas aprendam a pausar e refletir.
É necessário questionar o que se lê, verificar o que se compartilha e escolher a verdade em meio a tantas vozes.
É possível transformar um simples clique em consciência, responsabilidade e respeito.
É fundamental compreender que ser incrível na internet não é apenas aparecer, mas deixar marcas de humanidade.
Que cada clique seja uma escolha pela verdade, cada palavra carregue respeito e cada atitude ajude a tornar a internet um lugar mais incrível.

 Organização: Alexandra Quirino, Aécio Gomes, Érick Matias, Dalvaneide Vasconcelos, Francisca Paes, Geysa Lidiane, Petrônio Meneses e Verônica Samara

2º PELOTÃO

TECNOLOGIA E TRABALHO: TRANSFORMAÇÕES E DESAFIOS PARA O FUTURO.

O pelotão representa a evolução do mercado de trabalho diante dos avanços tecnológicos. Ao longo da história, a tecnologia transformou a forma como vivemos, substituindo profissões que antes eram essenciais e criando novas carreiras que exigem criatividade, inovação e conhecimento digital.

Nossa apresentação faz um contraste entre o passado e o futuro: homenageia as profissões que foram praticamente extintas pelo progresso tecnológico e destaca as novas oportunidades que nasceram com a era da inteligência artificial, da internet e da automação.

o futuro não pertence às máquinas, mas às pessoas capazes de aprender, se adaptar e inovar.

Organização: Ana Caroline, Diego Oliveira, Eliane Alves, João Lopes, José Geilson, Marília Gabriela, Marcelo Oliveira, Maria Claudeci, Nitienne Muniz, Sandreana

3º PELOTÃO

VOZES DO FUTURO: PROTAGONISMO JUVENIL E DEMOCRACIA DIGITAL

O Pelotão traz a reflexão sobre o contexto das mídias digitais que nos influenciam o tempo todo. Trazemos aqui alguns influenciadores digitais usam as redes sociais para espalhar conhecimento, cultura, ciência, etc. em diversas áreas do conhecimento e que tem milhões de seguidores em suas plataformas.

Depois trazemos para o debate o acesso universal à tecnologia como direito cívico, sem barreiras de classe ou região para todos os cidadãos, que usando sua é ampliada pelas mídias digitais.

Por fim, o Voto e a Voz na Era Digital, no qual o foco é o exercício ativo da democracia, usando a internet para fiscalizar e participar ativamente nossos políticos por mais justiça social em nosso país.

Organização: Edivan da Costa, Janaina Raquel, Luciana Mércia, Márcia Oliveira, Soraya Naelcia.

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Escola Municipal José Paulino de Siqueira DESFILE CÍVICO 2026

Secretaria Municipal de Educação e Esportes  Escola Municipal José Paulino de Siqueira

 

DESFILE CÍVICO 2026

EMA: LEITORES CONECTADOS AO MUNDO DIGITAL

1º PELOTÃO: REDES SOCIAIS — VOZES QUE CONECTAM

(Professores e cuidadores do 4º ano: Marcelo, Yale, Micherlane, Kátia, Adria, Francimeire e Sandra).

Vivemos em um mundo cada vez mais conectado.
Com apenas um clique, podemos compartilhar ideias, conhecer pessoas, aprender e transformar informações em conhecimento.

As redes sociais aproximam quem está longe e dão voz a milhões de pessoas. Mas estar conectado também significa ter responsabilidade.

Precisamos aprender a usar a tecnologia com consciência, respeito e segurança.
Antes de compartilhar, devemos pensar.
Antes de acreditar, devemos verificar.
Antes de comentar, devemos respeitar.

2º PELOTÃO: MUNDO DIGITAL – LEITURA EM LIVRO

(Professores e cuidadores do 4º ano: Marcelo, Yale, Micherlane, Kátia, Adria, Francimeire e Sandra).

No mundo digital, tudo está ao alcance de um clique.

Ler é viajar sem sair do lugar.
É conhecer outros mundos.
É aprender a pensar.
É transformar informação em conhecimento.

Hoje, livros e tecnologias caminham juntos.

Do papel à tela, da biblioteca ao mundo digital, a leitura continua sendo uma poderosa ferramenta para transformar vidas.

Porque a tecnologia nos conecta, mas a leitura nos transforma!

3º PELOTÃO: EUGÊNIA E S ROBOS

(Professores e cuidadores do 5º ano: Adriana, Thata, Gisele e Camila ).

Eugênia é uma menina de 11 anos muito inteligente e apaixonada por mecânica, eletricidade e aparelhos eletrônicos. Ela passa grande parte do tempo em seu quarto, transformado em um verdadeiro laboratório de invenções.

Com sua inteligência, ela cria robôs para serem seus amigos.

Mas Eugênia descobre que nenhuma máquina consegue substituir completamente a amizade, os sentimentos e a convivência humana.

A tecnologia pode criar máquinas incríveis.
Mas são os sentimentos que nos tornam humanos.

4º PELOTÃO: FAKE NEWS — CUIDADO COM O QUE COMPARTILHAMOS!

(Professores e cuidadores do 5º ano: Adenilson, Clevi e Aline   ).

Uma notícia pode informar.
Uma mentira também pode se espalhar.

Na era digital, uma informação falsa pode alcançar milhares de pessoas em poucos segundos.

Por isso, antes de curtir, comentar ou compartilhar, precisamos parar, pensar e verificar.

Nem tudo que aparece na tela é verdade!

Informação exige responsabilidade.
Compartilhar exige consciência.

Contra as fake news, a melhor defesa é o conhecimento!

5º PELOTÃO: CULTURA AFRICANA

(Professores e cuidadores do 5º ano: Adriana, Thata, Gisele, Camila).

A África é berço de histórias, saberes e tradições que atravessam gerações.

Sua cultura está presente na música, na dança, na arte, na culinária e na formação do povo brasileiro.

Valorizar a cultura africana é reconhecer nossas raízes, respeitar a diversidade e combater o preconceito.

África: memória, resistência, identidade e riqueza cultural!

6º PELOTÃO: EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA

( Rúbia, Vânia, Alessandra, Luciene, Arisseixas, Iolanda)

Do fogo à eletricidade,
do rádio ao computador,
da máquina de escrever ao celular,
a tecnologia transformou nossa maneira de viver.

Cada invenção abriu novos caminhos para a humanidade.

Evolução tecnológica: do passado, construímos o presente e projetamos o futuro! 

7º PELOTÃO: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

( Josy, Elivanda, Carla, Natalia, Jeilson, Manoel, Júlia, João).

A inteligência artificial já faz parte do nosso cotidiano.

Ela aprende, cria, transforma informações e nos ajuda a encontrar novas soluções.

Mas a tecnologia precisa estar a serviço das pessoas.

Usar a inteligência artificial com ética, responsabilidade e consciência é construir um futuro melhor.

Inteligência Artificial: tecnologia que transforma, conhecimento que inspira, futuro que construímos juntos!

8º PELOTÃO: A MATEMÁTICA POR TRAZ DO MUNDO DIGITAL

( Mara, Gabriel, Valmir, Vanilson, Edson e Carlos)

Por trás de cada celular, computador e tecnologia, existe a matemática.

São números, cálculos, códigos e algoritmos que fazem o mundo digital funcionar.

A matemática está presente em cada clique, cada conexão e cada inovação.

Ela transforma números em possibilidades
e ideias em soluções.

Matemática: a linguagem que ajuda a construir o mundo digital e o futuro!

7 DE SETEMBROUMA HISTÓRIA QUE VIVE EM NÓS

  ” Hoje não celebramos apenas uma data. Celebramos a memória de um povo, a identidade de uma nação e o sonho de um Brasil livre.
   Há datas que passam pelo calendário.
   E há datas que atravessam gerações.
   O 7 de Setembro é uma delas.
   Às margens do Ipiranga, em 1822, um grito entrou para a história: “Independência ou Morte!”
 Mas aquele grito não ficou preso às margens de um riacho. Ele atravessou o tempo, chegou aos nossos dias e continua nos fazendo uma pergunta:
  O que estamos fazendo com a liberdade que recebemos?
  Porque independência não é apenas romper com um domínio estrangeiro.
  Independência é ter coragem para construir o próprio caminho.
  É levantar a cabeça diante das dificuldades.
  É defender a dignidade de um povo.
  É acreditar que uma nação pode crescer sem perder sua identidade.
  É compreender que liberdade não significa ausência de responsabilidade.
🇧🇷 O Brasil é muito maior do que suas dificuldades.
 É a terra de um povo que trabalha, que sonha, que luta, que cai e se levanta.
 É a voz do estudante que acredita no futuro.
 É o professor que transforma vidas através da educação.
 É o trabalhador que acorda cedo para sustentar sua família.
 É o agricultor que planta esperando a colheita.
 É a mãe que sonha com um futuro melhor para seus filhos.
 É cada brasileiro que, apesar das dificuldades, continua acreditando.
 Esse também é o Brasil.
   Por isso, quando olhamos para a nossa bandeira, não devemos enxergar apenas quatro cores.
 Devemos enxergar história, memória, esperança e responsabilidade.
 O verde nos lembra a nossa terra.
 O amarelo, as riquezas que Deus e a natureza nos permitiram receber.
 O azul nos faz olhar para a imensidão do nosso céu.
 E o branco nos lembra um desejo que jamais deveria desaparecer: a paz.
 Mas nenhuma bandeira será suficientemente bonita se não houver, por trás dela, um povo disposto a construir uma sociedade melhor.
 Hoje, mais de dois séculos depois da Independência, talvez o maior desafio não seja conquistar uma nova independência.
Talvez seja aprender a preservar a liberdade que já conquistamos.
 Liberdade para pensar.
 Liberdade para falar.
 Liberdade para escolher.
 Liberdade para acreditar.
 Liberdade para sonhar.
Mas, acima de tudo, liberdade para fazer o bem.
Que o 7 de Setembro não seja apenas um desfile.
  Que seja um despertar.
  Que desperte em nós o amor pelo Brasil.
  Que desperte a consciência cidadã.
  Que desperte o respeito pela nossa história.
  Que desperte a esperança em dias melhores.
 Porque uma pátria não é construída somente por aqueles que aparecem nos livros de história.
 Ela também é construída por pessoas comuns que, todos os dias, fazem a sua parte.
 E talvez essa seja a maior homenagem que podemos prestar ao nosso país:
não apenas dizer que amamos o Brasil, mas demonstrar esse amor através das nossas atitudes.
🇧🇷 Brasil, que a tua independência continue sendo lembrada.
 Que a tua história nunca seja esquecida.
 Que os teus filhos tenham orgulho de dizer:
 “Esta é a minha terra. Esta é a minha pátria. Este é o meu Brasil.”
 E que, olhando para o futuro, possamos dizer com esperança:
“O Brasil que queremos construir começa com a responsabilidade de cada um de nós.”

Viva o Brasil! 🇧🇷
Viva a liberdade!
Viva a nossa história!

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Aos 29 anos, ex-BBB reflete sobre participação no reality show

cantora sertaneja Gabi Martins relembrou a época em participou do Big Brother Brasil, em 2020. A famosa comentou que, durante a sua entrada no reality show, estava passando por um momento conturbado em relação a sua saúde mental.

“Hoje eu decidi abrir uma coisa particular minha, que é uma coisa que eu queria compartilhar com vocês, que mexeu muito comigo na época e tem mexido muito comigo esses dias também. Resolvi falar, que foi a minha participação do Big Brother”, contou ela em suas redes sociais.

“Como eu sei que muitos de vocês me acompanham desde essa época, queria me abrir com vocês. Por muito tempo, o Big Brother, pra mim, ele foi uma dor muito grande e, até hoje, eu não consegui ver, me machucava muito, porque eu enxerguei a minha participação como um fracasso”, destacou a ex-BBB.

“Sei que muitos de vocês acharam que eu fui uma planta e isso me magoou muito, por muitos anos. Mas pra quem não sabe, na época, eu estava passando por um momento de depressão e ansiedade. Tive que interromper um tratamento com remédios, porque vi que era uma grande oportunidade de me reconectar”, completou a famosa.

Gabi admitiu que, por mais que quisesse entrar no programa, não entendeu a dinâmica do jogo e foi prejudicada na ocasião. “Lá dentro, gente, foi muito difícil pra mim. A pressão é enorme, as pessoas ficam se beliscando o tempo todo pra brigar e eu não sou disso, gente. Acabei realmente não entendendo o jogo e não me saí muito bem”, destacou a ex-BBB.

Ela refletiu sobre o sucesso de sua profissão e destacou que, apesar de não ter se dado bem naquela edição, o reality ajudou a impulsionar sua carreira como cantora. “Então, por que eu fui um fracasso? Sendo que a vida é exatamente assim, a gente precisa ressignificar vários momentos de dor que a gente tem e eu aprendi a ressignificar essa fase, que foi um machucado pra mim, uma cicatriz. Mas, a cicatriz faz parte do meu processo”, explicou a ex-sister.

caras

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Julia Guedes lança ‘Álbum Vermelho’ em show nesta quinta (20) em Belo Horizonte

   Há algo de simbólico no encontro entre Julia Guedes e o palco do Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec. no Centro de Belo Horizonte. De um lado, “Álbum Vermelho”, disco de estreia que marca o início de uma nova fase na trajetória da cantora, compositora, multi-instrumentista, produtora musical e artista visual mineira. Do outro, as tradicionais cadeiras vermelhas da sala, como se o próprio teatro já estivesse preparado para receber o universo criado pela talentosa neta de Beto Guedes.

É nesse cenário que Julia apresenta, nesta quinta-feira (20), o show de lançamento de “Álbum Vermelho”. A apresentação, marcada para as 19h, inaugura a circulação do trabalho, lançado pelo selo dobra discos, com distribuição da Altafonte Brasil.

No palco, Julia leva as 12 faixas do álbum e amplia a experiência com releituras de músicas de seu avô, Beto Guedes, e de outros compositores ligados ao Clube da Esquina. Mais do que um show de lançamento, a noite promete ser uma espécie de passagem: o universo que nasceu no disco ganha corpo, luz, movimento e presença diante do público.

Um álbum que virou universo

“Álbum Vermelho” carrega a personalidade de Julia em praticamente cada detalhe. A artista participou de todas as etapas da construção do projeto e assina a produção musical ao lado de Antonio Neves, com coprodução de Paulo Emmery. Também estão sob sua responsabilidade a direção criativa, a direção de arte e o design do álbum.

Das 12 músicas, 11 são composições de Julia. A exceção é “A Página do Relâmpago Elétrico”, canção de Beto e Ronaldo Bastos, que aproxima ainda mais o trabalho de suas referências familiares e musicais.

Julia também assina o cenário e o figurino do espetáculo, concebidos como extensões do álbum. Mas, para além da cor, o espetáculo pretende traduzir a intensidade presente no álbum.

A voz e as teclas de Julia estarão acompanhadas por Pedro Abujamra, nos teclados e sintetizadores; Pedro Fonseca, no baixo; Thiago Caldas, na guitarra e no violão; e Ciro Trevisan, na bateria. A equipe técnica é formada por João Myrrha, no som; Maria Drummond, na iluminação; e Gabriella Lemos, na produção.

Serviço
O quê. Julia Guedes — Show de lançamento de “Álbum Vermelho”
Quando: Quinta-feira (20/8), às19h
Onde. Teatro de Câmara  do Cine Theatro Brasil Vallourec (avenida Amazonas, 315, Centro)
Ingressos:  a partir de R$ 30. Venda na bilheteria e pela Eventim

otempo

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MP Eleitoral recomenda a igrejas que não façam propaganda eleitoral

 O Ministério Público Eleitoral recomendou que entidades religiosas de Rondônia não realizem, promovam ou permitam propaganda eleitoral em templos, pátios, anexos ou qualquer outro espaço vinculado às instituições.

 A orientação abrange manifestações favoráveis ou contrárias a pré-candidatos, candidatos, partidos, federações e coligações nas eleições de 2026.

 A Recomendação nº 9/2026, assinada pelo procurador regional eleitoral Leonardo Trevizani Caberlon, também determina que pastores, ministros, sacerdotes, pregadores e demais líderes sejam orientados a não utilizar cultos, celebrações, reuniões ou outras atividades religiosas para fazer propaganda eleitoral, seja de forma verbal, audiovisual, digital ou impressa.As instituições ainda devem impedir o uso de sua estrutura física, organizacional, financeira, de pessoal ou de comunicação para promover ou prejudicar candidaturas.

A restrição também alcança a influência e a autoridade exercidas por líderes religiosos sobre os fiéis.

 Medida alerta que propaganda em templos pode configurar abuso de poder e resultar em cassação e inelegibilidade.Magnific

Atos proibidos

  A recomendação considera irregulares tanto as propagandas explícitas quanto as realizadas de maneira dissimulada.

 Entre as práticas mencionadas estão pedidos de voto, exaltação de candidaturas, manifestações de apoio, agradecimentos públicos e distribuição ou exposição de material de campanha.Também ficam vedados o uso de faixas, cartazes, camisetas, adesivos, símbolos e outros recursos destinados a influenciar a escolha dos eleitores. As restrições valem para manifestações favoráveis ou contrárias a candidatos e grupos políticos.O MP Eleitoral recomendou ainda que o documento seja amplamente divulgado entre os membros das instituições religiosas, especialmente aqueles que sejam pré-candidatos ou candidatos em 2026.Os dirigentes devem adotar medidas para assegurar o cumprimento da legislação, sob risco de responsabilização conjunta por eventuais infrações.

Templos são considerados bens de uso comum

A recomendação cita a Lei das Eleições, que impede partidos e candidatos de receberem, direta ou indiretamente, doações em dinheiro ou estimáveis em dinheiro provenientes de entidades beneficentes ou religiosas.

A proibição inclui publicidade de qualquer espécie realizada por essas instituições.

O documento também destaca que templos religiosos, inclusive seus pátios, são considerados bens de uso comum para fins eleitorais. Por isso, não podem ser utilizados para veiculação de propaganda. O responsável por permitir a prática pode ser multado em valores que variam de R$ 2 mil a R$ 8 mil. A proibição de doações eleitorais por pessoas jurídicas, estabelecida pela Lei 13.165/2015 e por decisão do Supremo Tribunal Federal, reforça a impossibilidade de igrejas financiarem direta ou indiretamente campanhas eleitorais.

Abuso de poder pode levar à cassação

Segundo o MP Eleitoral, a realização de propaganda por entidades religiosas, inclusive de forma velada, pode caracterizar abuso de poder econômico.Nesses casos, o candidato beneficiado pode ter o registro ou o diploma cassado, enquanto os envolvidos na conduta ficam sujeitos à inelegibilidade.A recomendação menciona entendimento do Tribunal Superior Eleitoral segundo o qual o uso da estrutura e da autoridade religiosa pode configurar abuso de poder político ou econômico quando houver desvio de finalidade e impacto na igualdade da disputa.O ilícito pode ser reconhecido mesmo sem pedido explícito de voto. Conforme o TSE, devem ser considerados elementos como promoção pessoal, referência às eleições e instrumentalização da fé dos eleitores.

Liberdade religiosa não afasta regras eleitorais

Caberlon afirma no documento que “a liberdade religiosa não constitui direito absoluto”.

Segundo o procurador, a manifestação de religião ou convicção, em espaços públicos ou privados, não pode ser usada como justificativa para atos proibidos pela legislação.A recomendação tem como fundamento o princípio da igualdade da disputa eleitoral, segundo o qual candidatos devem concorrer em condições justas e equilibradas.O texto também cita a proteção constitucional à liberdade de consciência, de crença e de culto, além da Declaração Universal dos Direitos Humanos.Após o recebimento do documento, os dirigentes das entidades serão considerados formalmente cientes das restrições e poderão ser responsabilizados por infrações futuras decorrentes de omissão.O MP Eleitoral informou ainda que a recomendação não encerra sua atuação e que outras medidas poderão ser adotadas. O documento será encaminhado aos dirigentes de entidades religiosas de Rondônia e aos promotores eleitorais do estado, responsáveis pela fiscalização em suas respectivas circunscrições.

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Pernambuco é o segundo estado com mais denúncias de irregularidades eleitorais no início da campanha

Pernambuco aparece como o segundo estado com maior número de denúncias de irregularidades em propaganda eleitoral registradas nos primeiros dias da campanha para as eleições de outubro.

De acordo com dados da Justiça Eleitoral, foram contabilizadas 106 ocorrências no estado por meio do aplicativo Pardal, ficando atrás apenas de São Paulo, com 193 registros.

Ao todo, a Justiça Eleitoral recebeu 1.103 denúncias em todo o país desde o início da campanha. Depois de Pernambuco, os estados com mais registros são Paraná (102), Rio Grande do Sul (95) e Minas Gerais (89).

    As denúncias envolvem casos de propaganda irregular em bens públicos, divulgação de propaganda antes do período permitido, realização de showmícios com artistas e disseminação de notícias falsas na internet.

  O recebimento das ocorrências é feito pelo aplicativo Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral disponível gratuitamente para dispositivos Android e iOS.

    Para utilizar o sistema, o cidadão deve fazer login com a senha do e-Título ou da plataforma Gov.br. A Justiça Eleitoral informa que a identidade do denunciante é mantida em sigilo. Após o envio, as denúncias são encaminhadas aos órgãos responsáveis pela apuração, entre eles o Ministério Público Eleitoral e os juízes eleitorais.

  A campanha eleitoral teve início no último domingo (16) e, desde então, candidatos estão autorizados a realizar carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico entre 8h e 22h.

  As atividades devem também respeitar uma distância mínima de 200 metros de sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, tribunais, quartéis militares, hospitais, escolas e igrejas e podem ocorrer até 3 de outubro, véspera do primeiro turno. Já os comícios estão autorizados entre 8h e meia-noite e poderão ser realizados até o dia 1º de outubro.

  A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão será veiculada entre 28 de agosto e 1º de outubro.

 O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

  O segundo turno poderá ocorrer em 25 de outubro para os cargos de presidente e governador, caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, excluídos os votos brancos e nulos.

diariodepernambuco

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Ensino fundamental melhora nas redes municipais

   A educação nas redes municipais registrou avanços nos anos iniciais do ensino fundamental. Os resultados mais recentes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) apontam o melhor desempenho da série histórica nessa etapa, que abrange do 1º ao 5º ano, e ajudam a traçar um panorama da aprendizagem dos estudantes e do fluxo escolar nos municípios brasileiros.

O Ideb é o principal indicador utilizado para medir a qualidade da educação básica no país. O índice combina o desempenho dos alunos em avaliações nacionais com dados de aprovação escolar, permitindo acompanhar a evolução do ensino ao longo do tempo.Criado em 2007, o índice reúne informações sobre o desempenho dos estudantes nas avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e dados de aprovação obtidos a partir do Censo Escolar.Na prática, isso significa que o resultado não considera apenas quanto os estudantes aprenderam. O indicador também leva em conta o fluxo escolar, permitindo observar conjuntamente aprendizagem e progressão dos alunos ao longo da educação básica.

Melhor resultado da série histórica

O principal destaque está nos anos iniciais do ensino fundamental. As redes municipais alcançaram o melhor resultado desde o início da série histórica, reforçando uma trajetória de avanço nessa etapa da educação.Os anos iniciais concentram uma parcela importante da atuação dos municípios na educação básica e abrangem um período decisivo da formação escolar, com a consolidação da alfabetização e de conhecimentos fundamentais em áreas como língua portuguesa e matemática.Já nos anos finais, do 6º ao 9º ano, os resultados permitem observar outro momento da trajetória dos estudantes e os desafios enfrentados pelas redes para manter a evolução da aprendizagem ao longo do ensino fundamental.

Município cearense alcança nota 9,3

Entre os destaques dos resultados está Deputado Irapuan Pinheiro, município de cerca de 9 mil habitantes no sertão central do Ceará, que alcançou nota 9,3 nos anos finais do ensino fundamental, a maior entre as redes municipais do país. O resultado ficou quatro pontos acima da média nacional, de 5,3.O desempenho acompanha uma trajetória de crescimento da rede municipal. A nota nos anos finais passou de 5,1, em 2017, para 5,4, em 2019; 7,0, em 2021; 8,8, em 2023; e 9,3, em 2025.A rede atende 957 estudantes da educação infantil e do ensino fundamental em quatro escolas, todas de tempo integral. Entre as estratégias adotadas estão o acompanhamento contínuo da aprendizagem, formação de professores, reforço escolar e aulas de computação no contraturno.

Afinal, o que esses números medem?

Para entender os resultados, é importante saber que o indicador combina duas dimensões da educação: aprendizagem e fluxo escolar.O desempenho dos estudantes é medido pelo Saeb, avaliação realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Tradicionalmente, são avaliadas habilidades de língua portuguesa, com foco em leitura, e matemática, com foco na resolução de problemas.Essas médias de desempenho são combinadas com informações sobre aprovação, reprovação e abandono escolar obtidas pelo Censo Escolar. Dessa forma, uma rede não consegue melhorar seu indicador apenas aumentando a aprovação dos estudantes: é necessário que essa progressão esteja acompanhada de aprendizagem.

Por que acompanhar os resultados?

Mais do que estabelecer uma nota para escolas e redes de ensino, os dados permitem acompanhar a evolução da educação ao longo do tempo e identificar onde estão os principais avanços e desafios.

Os resultados podem servir de subsídio para que gestores municipais avaliem políticas educacionais, identifiquem dificuldades de aprendizagem e direcionem estratégias e investimentos. A metodologia do Saeb também permite comparar o desempenho das redes e escolas entre diferentes edições.

Como consultar os resultados?

O resultados educacionais são disponibilizados pelo Inep e podem ser consultados por diferentes recortes, incluindo Brasil, estados, municípios e escolas. Dessa forma, é possível verificar o desempenho da rede municipal e acompanhar sua evolução ao longo das diferentes edições do indicador.

Brasil 61

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Hemorroidas: saiba o que são

  As hemorroidas são veias na região do reto e do ânus que, quando incham ou saem do lugar, causam dor, coceira, desconforto ao evacuar e até sangramento.

Isso costuma acontecer por causa de prisão de ventre, esforço ao evacuar ou ficar muito tempo sentado. Apesar do incômodo, a condição não costuma ser grave e, na maioria dos casos, pode ser tratada sem cirurgia.

Beber bastante água, consumir fibras, praticar exercícios e evitar fazer força ao evacuar são atitudes que ajudam muito. Banhos de assento com água morna e o uso de pomadas ou cremes também aliviam os sintomas.

Em casos mais avançados, há procedimentos simples no consultório, como a ligadura elástica. O importante é procurar um médico para avaliar e indicar o melhor tratamento.

Veja ao vídeo com a explicação do especialista:

Brasil 61

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Brasil registra quase 30 mil focos de incêndio em 2026; aumento de temperatura levanta alerta de risco para Amazônia, Cerrado e Caatinga

   O Brasil já registrou 29.618 focos de incêndio em 2026, até a última quarta-feira (12), segundo os dados disponibilizados pela plataforma Terra Brasilis, desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Juntos, os estados de Mato Grosso, Tocantins, Bahia, Maranhão e Pará concentram os maiores números, somando mais de 18 mil ocorrências. O cenário acende alerta, considerando o período mais seco em grande parte do país e o fortalecimento do fenômeno El Niño, que pode alterar o regime de chuvas e elevar as temperaturas nos próximos meses.

No ranking estadual, Mato Grosso aparece na primeira posição, com 4.553 focos, seguido por Tocantins, com 4.141, Bahia, com 3.256, Maranhão, com 3.121, e Pará, com 3.112. Os cinco estados respondem, juntos, por cerca de 62% dos focos registrados no país no período – de 1° de janeiro a 12 de agosto de 2026.

Os dados mostram, ainda, uma concentração das ocorrências no Centro-Oeste, no Matopiba e na Amazônia. 

Confira o ranking dos focos de incêndio por estado em 2026:

  1. Mato Grosso: 4.553
  2. Tocantins: 4.141
  3. Bahia: 3.256
  4. Maranhão: 3.121
  5. Pará: 3.112
  6. Minas Gerais: 1.767
  7. Roraima: 1.695
  8. Piauí: 1.202
  9. Goiás: 904
  10. Ceará: 750
  11. Mato Grosso do Sul: 674
  12. Amazonas: 587
  13. Paraná: 491
  14. Santa Catarina: 482
  15. Rio Grande do Sul: 436
  16. Pernambuco: 411
  17. São Paulo: 394
  18. Espírito Santo: 325
  19. Rio de Janeiro: 219
  20. Alagoas: 200
  21. Rondônia: 191
  22. Rio Grande do Norte: 183
  23. Paraíba: 147
  24. Sergipe: 131
  25. Acre: 121
  26. Distrito Federal: 63
  27. Amapá: 62

El Niño ganha força e acende alerta para o segundo semestre

A preocupação para os próximos meses está relacionada também à evolução do El Niño, um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico equatorial. 

Em boletim divulgado na quinta-feira (13), a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) informou que o fenômeno está se fortalecendo e apontou mais de 90% de probabilidade de um evento muito forte durante o outono e o inverno do Hemisfério Norte de 2026/27. 

de outubro a dezembro, a agência estima 69% de chance de um evento histórico, com intensidade superior à dos episódios registrados anteriormente, datados de 1950.

No Brasil, os efeitos esperados do El Niño são diferentes entre as regiões. A meteorologista Andrea Ramos aponta que o fenômeno tende a alterar tanto a temperatura quanto a distribuição das chuvas:

“Para o Brasil, isso tende a aumentar a probabilidade de temperaturas acima da média em grande parte do território e de uma distribuição mais irregular de chuvas. De modo geral, o Sul apresenta uma maior tendência de chuvas acima da média, enquanto que setores do Norte, Nordeste e parte central do país podem enfrentar períodos mais secos ou com precipitação irregular”, pontua.

O Boletim nº 2 do Painel El Niño 2026-2027 aponta que a previsão climática para o trimestre de agosto a outubro de 2026 é de chuvas acima da média em áreas do Sul e abaixo da média no centro-norte do país entre agosto e outubro. Além disso, há uma alta probabilidade de temperaturas acima da média no segundo semestre. O documento alerta que essa combinação pode aumentar a ocorrência de ondas de calor e incêndios florestais.

A publicação é realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM).

El Niño e queimadas

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima apontou, em julho, que o fenômeno El Niño continuaria se intensificando ao longo dos meses, com perspectivas de atingir intensidade forte ou muito forte entre agosto e dezembro.

A pasta alertou para um aumento do perigo de incêndios entre agosto e outubro, especialmente na Amazônia, no Cerrado e na Caatinga. Entre os estados indicados como áreas de maior probabilidade de ocorrência de fogo estão Amazonas, Pará, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, com abrangência especial para a Amazônia e parte do Brasil Central.A meteorologista Andrea Ramos explica que o El Niño não é responsável diretamente por provocar incêndios. No entanto, o fenômeno pode criar condições mais favoráveis para a propagação das queimadas e que, na maior parte das situações, o início do fogo está relacionado à ação humana. Andrea elucida que o fenômeno climático atua principalmente sobre as condições ambientais que determinam o grau de secura da vegetação e a facilidade de propagação das chamas.

“Quando temos vários dias sem chuva, temperaturas elevadas, baixa umidade do ar e redução da umidade do solo e da vegetação, o material vegetal fica mais seco e inflamável. Se houver uma fonte de ignição, o fogo encontra condições para se espalhar com mais rapidez e intensidade, principalmente na presença de vento”, frisa a especialista.O consultor climático e meteorologista Francisco de Assis destaca que o risco de queimadas ao longo do trimestre não está restrito a uma única região.

“Condições de queimadas podem ocorrer tanto no centro do Brasil como também em parte da Região Norte, no interior do Nordeste, na Bahia. Além de Minas Gerais, Tocantins, Amazônia, Rondônia, Acre e Mato Grosso, são estados propícios às condições de queimadas e incêndios durante esse período do segundo semestre”, afirma Assis.Os especialistas apontam que o cenário evidencia atenção especial para o Centro-Oeste e áreas do Nordeste, além do Cerrado, e as regiões leste e sul da Amazônia, sobretudo durante a fase mais crítica da estação seca – entre agosto e outubro.“Estados como Mato Grosso, Pará, Tocantins, Amazonas e Maranhão merecem atenção especial, além de setores de Rondônia, Goiás e Mato Grosso do Sul. Os prognósticos climáticos também mostram temperaturas acima da média em grande parte do país, o que pode intensificar a perda da umidade do solo e da vegetação”, analisa Andrea Ramos.

Previsões para 2027

O Boletim nº 2 do Painel El Niño 2026-2027 aponta, ainda, 100% de probabilidade de permanência do fenômeno até, pelo menos, o início de 2027, com altas chances de ocorrência de um El Niño muito forte entre a primavera e o início do verão de 2026.

Na avaliação dos especialistas, os efeitos do El Niño podem continuar em 2027, principalmente sobre as temperaturas, a distribuição das chuvas e a disponibilidade hídrica. Porém, a permanência dos efeitos climáticos do fenômeno não significa que “o maior pico de queimadas ficará para o próximo ano”, afirma Andrea. “De forma geral, o cenário exige atenção, porque estamos combinando uma estação seca, já naturalmente favorável às queimadas, com o El Niño em fortalecimento e temperaturas acima da média. O risco maior não está em um único fator isolado, mas na sobreposição entre calor, baixa umidade, ausência prolongada de chuvas, vegetação seca e o vento”, diz a meteorologista.

 Brasil 61

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Estados e municípios recebem mais de R$ 400 milhões em royalties da mineração

  Mais de R$ 400 milhões arrecadados com a exploração mineral foram repassados recentemente a estados, ao Distrito Federal e a municípios produtores. Os recursos correspondem à Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), conhecida como royalty da mineração, arrecadada em julho e distribuída pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

Do valor total, cerca de R$ 90 milhões foram destinados aos estados e ao Distrito Federal. Os municípios ficaram com mais de R$ 350 milhões. Entre os estados, Minas Gerais lidera o recebimento dos recursos, com mais de R$ 40,3 milhões, seguido pelo Pará, que recebeu mais de R$ 37,5 milhões.

Um relatório divulgado pela ANM disponibiliza a relação completa dos valores distribuídos por estados e municípios.

Nova plataforma

O mês de julho deu início à transição do sistema de arrecadação da CFEM, que passou a ser operado pela Plataforma de Gestão de Recursos Minerais (PGRM) no dia 7 de julho de 2026. Segundo a ANM, a nova plataforma foi responsável por 88,92% da arrecadação total.

A modernização também incluiu o Pagtesouro, sistema para pagamento de pix, como modalidade de pagamento disponível. A ferramenta registrou 1.129 operações, o que representa 11,55% das transações do período.

Regras para a utilização dos recursos da CFEM

Pela legislação, os recursos da CFEM não podem ser empregados no pagamento de dívidas, exceto aquelas contraídas junto à União ou a entidades federais. Além disso, os valores também não podem ser usados para custear despesas permanentes com pessoal.

No entanto, há uma exceção para a área da educação. Nesse caso, os recursos podem ser aplicados em despesas educacionais, incluindo o pagamento de professores da rede pública, principalmente os que atuam na educação básica em tempo integral.

A norma também determina que, preferencialmente, pelo menos 20% da arrecadação seja utilizada em iniciativas voltadas à diversificação econômica, à exploração mineral sustentável e ao desenvolvimento de pesquisas científicas e tecnológicas.

Transparência 

Estados, Distrito Federal e municípios que recebem a compensação devem divulgar anualmente a forma como os recursos foram utilizados. A exigência segue as regras da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011).

Os valores detalhados dos repasses podem ser consultados nos portais da Agência Nacional de Mineração e do Banco do Brasil.

Brasil 61

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Propaganda eleitoral: veja o que é permitido e o que é proibido para os eleitores

  Eleitoras e eleitores podem participar da propaganda eleitoral em favor dos candidatos que disputarão as Eleições Gerais de 2026, desde que respeitem as regras estabelecidas pela legislação. Além disso, também podem denunciar irregularidades, como compra de votos, uso da máquina pública e propaganda ilegal, e adotar medidas para evitar a disseminação de informações falsas

  A propaganda eleitoral já está permitida desde o último domingo (16), inclusive na internet. Por isso, é importante que o eleitorado conheça seus direitos e deveres, além das vedações, penalidades e orientações relacionadas à participação no processo eleitoral. 

  As regras estão previstas na Resolução nº 23.759/2026, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e no capítulo 8 do Manual do Eleitor 2026

Distribuição de panfletos 

A distribuição de panfletos é permitida. Também é possível colar adesivos em carros, bicicletas, motocicletas e janelas de residências, respeitados o limite de até 0,5 metro quadrado. No caso de veículos, eles podem ocupar todo o vidro traseiro, desde que sejam microperfurados

A manifestação deve ocorrer de forma espontânea. Ou seja, o eleitor não pode receber dinheiro ou qualquer outro tipo de benefício para exibir propaganda eleitoral.  Já os veículos cadastrados em aplicativos de mobilidade urbana (Uber, 99 e outros) não podem circular com adesivos de candidatos nos vidros, portas ou em qualquer outra parte do automóvel.  Para efeitos legais, os carros de aplicativo são considerados bens de uso comum. Por isso, não podem veicular propaganda política de qualquer natureza. A mesma regra vale para os táxis, que operam por meio de concessão pública. 

Propaganda eleitoral na TV, no rádio e na internet

Eleitoras e eleitores também podem participar dos programas de rádio e televisão destinados à propaganda eleitoral gratuita, observadas as regras previstas pela Justiça Eleitoral.  Nas redes sociais e em páginas pessoais, é permitida a livre manifestação do pensamento, incluindo elogios e críticas a candidatos, partidos, federações e coligaçõesNo entanto, a liberdade de manifestação encontra limites na legislação eleitoral, civil e criminal. Ofensas à honra ou à imagem de candidatas e candidatos, partidos, federações ou coligações, assim como a divulgação de fatos sabidamente inverídicos, podem resultar em punições

Manifestação silenciosa no dia da eleição

No dia da votação, eleitoras e eleitores podem manifestar individualmente e de forma silenciosa sua preferência política. É permitido, por exemplo, o uso de broches, adesivos, bandeiras e camisetas com referências ao candidato ou partido.  Por outro lado, são proibidas práticas como a boca de urna e a formação de aglomerações de pessoas com roupas padronizadas, que possam caracterizar manifestação coletiva.

Canais para denúncias 

Eleitoras e eleitores que identificarem possíveis irregularidades na propaganda eleitoral realizada nas ruas podem encaminhar denúncias por meio do aplicativo Pardal, ferramenta oficial da Justiça Eleitoral. O aplicativo permite o envio de fotos, vídeos e outros elementos que possam auxiliar na apuração dos fatos. conteúdos publicados na internet que sejam notoriamente inverídicos ou apresentados fora de contexto, com potencial para comprometer o equilíbrio do pleito ou a integridade do processo eleitoral, podem ser denunciados por meio do Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), canal permanente do TSE. 

Além dos canais da Justiça Eleitoral, as plataformas e redes sociais devem oferecer mecanismos para que usuários denunciem irregularidades em propagandas eleitorais divulgadas por meio do impulsionamento pago de conteúdo

Como identificar notícias falsas 

O TSE recomenda alguns cuidados para verificar a veracidade de informações e reduzir a disseminação das chamadas fake news. Entre as orientações estão: 

  • conferir a autoria da publicação e a autenticidade do perfil responsável pelo conteúdo;
  • observar se a publicação apresenta erros de escrita ou outros sinais que indiquem possível falsidade;
  • verificar se veículos de imprensa reconhecidos divulgaram a mesma informação.

Antes de compartilhar um conteúdo, o eleitor também deve se perguntar: 

  • Quem publicou essa informação?
  • O perfil é oficial ou confiável?
  • Quando a publicação foi feita?
  • A informação foi divulgada por veículos de imprensa confiáveis?

Também é possível verificar conteúdos relacionados ao processo eleitoral na página Fato ou Boato, iniciativa do TSE que integra o Programa de Enfrentamento à Desinformação

Brasil 61

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