5 de setembro de 2026 01:05

Destaque Educação

EREM SANTA TEREZINHA DESFILE CÍVICO DO 7 DE SETEMBRO

Celebridade Destaque

Aos 29 anos, ex-BBB reflete sobre participação no reality show

Celebridade Destaque

Julia Guedes lança ‘Álbum Vermelho’ em show nesta quinta (20) em Belo Horizonte

Destaque Notícias

MP Eleitoral recomenda a igrejas que não façam propaganda eleitoral

Destaque Política

Pernambuco é o segundo estado com mais denúncias de irregularidades eleitorais no início da campanha

Destaque Educação

Ensino fundamental melhora nas redes municipais

Destaque Saúde

Hemorroidas: saiba o que são

Destaque Meio Ambiente

Brasil registra quase 30 mil focos de incêndio em 2026; aumento de temperatura levanta alerta de risco para Amazônia, Cerrado e Caatinga

Destaque Verbas da União

Estados e municípios recebem mais de R$ 400 milhões em royalties da mineração

EREM SANTA TEREZINHA DESFILE CÍVICO DO 7 DE SETEMBRO

BANDA MARCIAL

1º PELOTÃO

A VERDADE VALE UM CLIQUE: SEJA INCRÍVEL NA INTERNET

O pelotão retrata a velocidade da informação no mundo contemporâneo, que muitas vezes ocorre mais rápido do que o próprio pensamento, exigindo que as pessoas aprendam a pausar e refletir.
É necessário questionar o que se lê, verificar o que se compartilha e escolher a verdade em meio a tantas vozes.
É possível transformar um simples clique em consciência, responsabilidade e respeito.
É fundamental compreender que ser incrível na internet não é apenas aparecer, mas deixar marcas de humanidade.
Que cada clique seja uma escolha pela verdade, cada palavra carregue respeito e cada atitude ajude a tornar a internet um lugar mais incrível.

 Organização: Alexandra Quirino, Aécio Gomes, Érick Matias, Dalvaneide Vasconcelos, Francisca Paes, Geysa Lidiane, Petrônio Meneses e Verônica Samara

2º PELOTÃO

TECNOLOGIA E TRABALHO: TRANSFORMAÇÕES E DESAFIOS PARA O FUTURO.

O pelotão representa a evolução do mercado de trabalho diante dos avanços tecnológicos. Ao longo da história, a tecnologia transformou a forma como vivemos, substituindo profissões que antes eram essenciais e criando novas carreiras que exigem criatividade, inovação e conhecimento digital.

Nossa apresentação faz um contraste entre o passado e o futuro: homenageia as profissões que foram praticamente extintas pelo progresso tecnológico e destaca as novas oportunidades que nasceram com a era da inteligência artificial, da internet e da automação.

o futuro não pertence às máquinas, mas às pessoas capazes de aprender, se adaptar e inovar.

Organização: Ana Caroline, Diego Oliveira, Eliane Alves, João Lopes, José Geilson, Marília Gabriela, Marcelo Oliveira, Maria Claudeci, Nitienne Muniz, Sandreana

3º PELOTÃO

VOZES DO FUTURO: PROTAGONISMO JUVENIL E DEMOCRACIA DIGITAL

O Pelotão traz a reflexão sobre o contexto das mídias digitais que nos influenciam o tempo todo. Trazemos aqui alguns influenciadores digitais usam as redes sociais para espalhar conhecimento, cultura, ciência, etc. em diversas áreas do conhecimento e que tem milhões de seguidores em suas plataformas.

Depois trazemos para o debate o acesso universal à tecnologia como direito cívico, sem barreiras de classe ou região para todos os cidadãos, que usando sua é ampliada pelas mídias digitais.

Por fim, o Voto e a Voz na Era Digital, no qual o foco é o exercício ativo da democracia, usando a internet para fiscalizar e participar ativamente nossos políticos por mais justiça social em nosso país.

Organização: Edivan da Costa, Janaina Raquel, Luciana Mércia, Márcia Oliveira, Soraya Naelcia.

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Escola Municipal José Paulino de Siqueira DESFILE CÍVICO 2026

Secretaria Municipal de Educação e Esportes  Escola Municipal José Paulino de Siqueira

 

DESFILE CÍVICO 2026

EMA: LEITORES CONECTADOS AO MUNDO DIGITAL

1º PELOTÃO: REDES SOCIAIS — VOZES QUE CONECTAM

(Professores e cuidadores do 4º ano: Marcelo, Yale, Micherlane, Kátia, Adria, Francimeire e Sandra).

Vivemos em um mundo cada vez mais conectado.
Com apenas um clique, podemos compartilhar ideias, conhecer pessoas, aprender e transformar informações em conhecimento.

As redes sociais aproximam quem está longe e dão voz a milhões de pessoas. Mas estar conectado também significa ter responsabilidade.

Precisamos aprender a usar a tecnologia com consciência, respeito e segurança.
Antes de compartilhar, devemos pensar.
Antes de acreditar, devemos verificar.
Antes de comentar, devemos respeitar.

2º PELOTÃO: MUNDO DIGITAL – LEITURA EM LIVRO

(Professores e cuidadores do 4º ano: Marcelo, Yale, Micherlane, Kátia, Adria, Francimeire e Sandra).

No mundo digital, tudo está ao alcance de um clique.

Ler é viajar sem sair do lugar.
É conhecer outros mundos.
É aprender a pensar.
É transformar informação em conhecimento.

Hoje, livros e tecnologias caminham juntos.

Do papel à tela, da biblioteca ao mundo digital, a leitura continua sendo uma poderosa ferramenta para transformar vidas.

Porque a tecnologia nos conecta, mas a leitura nos transforma!

3º PELOTÃO: EUGÊNIA E S ROBOS

(Professores e cuidadores do 5º ano: Adriana, Thata, Gisele e Camila ).

Eugênia é uma menina de 11 anos muito inteligente e apaixonada por mecânica, eletricidade e aparelhos eletrônicos. Ela passa grande parte do tempo em seu quarto, transformado em um verdadeiro laboratório de invenções.

Com sua inteligência, ela cria robôs para serem seus amigos.

Mas Eugênia descobre que nenhuma máquina consegue substituir completamente a amizade, os sentimentos e a convivência humana.

A tecnologia pode criar máquinas incríveis.
Mas são os sentimentos que nos tornam humanos.

4º PELOTÃO: FAKE NEWS — CUIDADO COM O QUE COMPARTILHAMOS!

(Professores e cuidadores do 5º ano: Adenilson, Clevi e Aline   ).

Uma notícia pode informar.
Uma mentira também pode se espalhar.

Na era digital, uma informação falsa pode alcançar milhares de pessoas em poucos segundos.

Por isso, antes de curtir, comentar ou compartilhar, precisamos parar, pensar e verificar.

Nem tudo que aparece na tela é verdade!

Informação exige responsabilidade.
Compartilhar exige consciência.

Contra as fake news, a melhor defesa é o conhecimento!

5º PELOTÃO: CULTURA AFRICANA

(Professores e cuidadores do 5º ano: Adriana, Thata, Gisele, Camila).

A África é berço de histórias, saberes e tradições que atravessam gerações.

Sua cultura está presente na música, na dança, na arte, na culinária e na formação do povo brasileiro.

Valorizar a cultura africana é reconhecer nossas raízes, respeitar a diversidade e combater o preconceito.

África: memória, resistência, identidade e riqueza cultural!

6º PELOTÃO: EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA

( Rúbia, Vânia, Alessandra, Luciene, Arisseixas, Iolanda)

Do fogo à eletricidade,
do rádio ao computador,
da máquina de escrever ao celular,
a tecnologia transformou nossa maneira de viver.

Cada invenção abriu novos caminhos para a humanidade.

Evolução tecnológica: do passado, construímos o presente e projetamos o futuro! 

7º PELOTÃO: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

( Josy, Elivanda, Carla, Natalia, Jeilson, Manoel, Júlia, João).

A inteligência artificial já faz parte do nosso cotidiano.

Ela aprende, cria, transforma informações e nos ajuda a encontrar novas soluções.

Mas a tecnologia precisa estar a serviço das pessoas.

Usar a inteligência artificial com ética, responsabilidade e consciência é construir um futuro melhor.

Inteligência Artificial: tecnologia que transforma, conhecimento que inspira, futuro que construímos juntos!

8º PELOTÃO: A MATEMÁTICA POR TRAZ DO MUNDO DIGITAL

( Mara, Gabriel, Valmir, Vanilson, Edson e Carlos)

Por trás de cada celular, computador e tecnologia, existe a matemática.

São números, cálculos, códigos e algoritmos que fazem o mundo digital funcionar.

A matemática está presente em cada clique, cada conexão e cada inovação.

Ela transforma números em possibilidades
e ideias em soluções.

Matemática: a linguagem que ajuda a construir o mundo digital e o futuro!

7 DE SETEMBROUMA HISTÓRIA QUE VIVE EM NÓS

  ” Hoje não celebramos apenas uma data. Celebramos a memória de um povo, a identidade de uma nação e o sonho de um Brasil livre.
   Há datas que passam pelo calendário.
   E há datas que atravessam gerações.
   O 7 de Setembro é uma delas.
   Às margens do Ipiranga, em 1822, um grito entrou para a história: “Independência ou Morte!”
 Mas aquele grito não ficou preso às margens de um riacho. Ele atravessou o tempo, chegou aos nossos dias e continua nos fazendo uma pergunta:
  O que estamos fazendo com a liberdade que recebemos?
  Porque independência não é apenas romper com um domínio estrangeiro.
  Independência é ter coragem para construir o próprio caminho.
  É levantar a cabeça diante das dificuldades.
  É defender a dignidade de um povo.
  É acreditar que uma nação pode crescer sem perder sua identidade.
  É compreender que liberdade não significa ausência de responsabilidade.
🇧🇷 O Brasil é muito maior do que suas dificuldades.
 É a terra de um povo que trabalha, que sonha, que luta, que cai e se levanta.
 É a voz do estudante que acredita no futuro.
 É o professor que transforma vidas através da educação.
 É o trabalhador que acorda cedo para sustentar sua família.
 É o agricultor que planta esperando a colheita.
 É a mãe que sonha com um futuro melhor para seus filhos.
 É cada brasileiro que, apesar das dificuldades, continua acreditando.
 Esse também é o Brasil.
   Por isso, quando olhamos para a nossa bandeira, não devemos enxergar apenas quatro cores.
 Devemos enxergar história, memória, esperança e responsabilidade.
 O verde nos lembra a nossa terra.
 O amarelo, as riquezas que Deus e a natureza nos permitiram receber.
 O azul nos faz olhar para a imensidão do nosso céu.
 E o branco nos lembra um desejo que jamais deveria desaparecer: a paz.
 Mas nenhuma bandeira será suficientemente bonita se não houver, por trás dela, um povo disposto a construir uma sociedade melhor.
 Hoje, mais de dois séculos depois da Independência, talvez o maior desafio não seja conquistar uma nova independência.
Talvez seja aprender a preservar a liberdade que já conquistamos.
 Liberdade para pensar.
 Liberdade para falar.
 Liberdade para escolher.
 Liberdade para acreditar.
 Liberdade para sonhar.
Mas, acima de tudo, liberdade para fazer o bem.
Que o 7 de Setembro não seja apenas um desfile.
  Que seja um despertar.
  Que desperte em nós o amor pelo Brasil.
  Que desperte a consciência cidadã.
  Que desperte o respeito pela nossa história.
  Que desperte a esperança em dias melhores.
 Porque uma pátria não é construída somente por aqueles que aparecem nos livros de história.
 Ela também é construída por pessoas comuns que, todos os dias, fazem a sua parte.
 E talvez essa seja a maior homenagem que podemos prestar ao nosso país:
não apenas dizer que amamos o Brasil, mas demonstrar esse amor através das nossas atitudes.
🇧🇷 Brasil, que a tua independência continue sendo lembrada.
 Que a tua história nunca seja esquecida.
 Que os teus filhos tenham orgulho de dizer:
 “Esta é a minha terra. Esta é a minha pátria. Este é o meu Brasil.”
 E que, olhando para o futuro, possamos dizer com esperança:
“O Brasil que queremos construir começa com a responsabilidade de cada um de nós.”

Viva o Brasil! 🇧🇷
Viva a liberdade!
Viva a nossa história!

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Aos 29 anos, ex-BBB reflete sobre participação no reality show

cantora sertaneja Gabi Martins relembrou a época em participou do Big Brother Brasil, em 2020. A famosa comentou que, durante a sua entrada no reality show, estava passando por um momento conturbado em relação a sua saúde mental.

“Hoje eu decidi abrir uma coisa particular minha, que é uma coisa que eu queria compartilhar com vocês, que mexeu muito comigo na época e tem mexido muito comigo esses dias também. Resolvi falar, que foi a minha participação do Big Brother”, contou ela em suas redes sociais.

“Como eu sei que muitos de vocês me acompanham desde essa época, queria me abrir com vocês. Por muito tempo, o Big Brother, pra mim, ele foi uma dor muito grande e, até hoje, eu não consegui ver, me machucava muito, porque eu enxerguei a minha participação como um fracasso”, destacou a ex-BBB.

“Sei que muitos de vocês acharam que eu fui uma planta e isso me magoou muito, por muitos anos. Mas pra quem não sabe, na época, eu estava passando por um momento de depressão e ansiedade. Tive que interromper um tratamento com remédios, porque vi que era uma grande oportunidade de me reconectar”, completou a famosa.

Gabi admitiu que, por mais que quisesse entrar no programa, não entendeu a dinâmica do jogo e foi prejudicada na ocasião. “Lá dentro, gente, foi muito difícil pra mim. A pressão é enorme, as pessoas ficam se beliscando o tempo todo pra brigar e eu não sou disso, gente. Acabei realmente não entendendo o jogo e não me saí muito bem”, destacou a ex-BBB.

Ela refletiu sobre o sucesso de sua profissão e destacou que, apesar de não ter se dado bem naquela edição, o reality ajudou a impulsionar sua carreira como cantora. “Então, por que eu fui um fracasso? Sendo que a vida é exatamente assim, a gente precisa ressignificar vários momentos de dor que a gente tem e eu aprendi a ressignificar essa fase, que foi um machucado pra mim, uma cicatriz. Mas, a cicatriz faz parte do meu processo”, explicou a ex-sister.

caras

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Julia Guedes lança ‘Álbum Vermelho’ em show nesta quinta (20) em Belo Horizonte

   Há algo de simbólico no encontro entre Julia Guedes e o palco do Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec. no Centro de Belo Horizonte. De um lado, “Álbum Vermelho”, disco de estreia que marca o início de uma nova fase na trajetória da cantora, compositora, multi-instrumentista, produtora musical e artista visual mineira. Do outro, as tradicionais cadeiras vermelhas da sala, como se o próprio teatro já estivesse preparado para receber o universo criado pela talentosa neta de Beto Guedes.

É nesse cenário que Julia apresenta, nesta quinta-feira (20), o show de lançamento de “Álbum Vermelho”. A apresentação, marcada para as 19h, inaugura a circulação do trabalho, lançado pelo selo dobra discos, com distribuição da Altafonte Brasil.

No palco, Julia leva as 12 faixas do álbum e amplia a experiência com releituras de músicas de seu avô, Beto Guedes, e de outros compositores ligados ao Clube da Esquina. Mais do que um show de lançamento, a noite promete ser uma espécie de passagem: o universo que nasceu no disco ganha corpo, luz, movimento e presença diante do público.

Um álbum que virou universo

“Álbum Vermelho” carrega a personalidade de Julia em praticamente cada detalhe. A artista participou de todas as etapas da construção do projeto e assina a produção musical ao lado de Antonio Neves, com coprodução de Paulo Emmery. Também estão sob sua responsabilidade a direção criativa, a direção de arte e o design do álbum.

Das 12 músicas, 11 são composições de Julia. A exceção é “A Página do Relâmpago Elétrico”, canção de Beto e Ronaldo Bastos, que aproxima ainda mais o trabalho de suas referências familiares e musicais.

Julia também assina o cenário e o figurino do espetáculo, concebidos como extensões do álbum. Mas, para além da cor, o espetáculo pretende traduzir a intensidade presente no álbum.

A voz e as teclas de Julia estarão acompanhadas por Pedro Abujamra, nos teclados e sintetizadores; Pedro Fonseca, no baixo; Thiago Caldas, na guitarra e no violão; e Ciro Trevisan, na bateria. A equipe técnica é formada por João Myrrha, no som; Maria Drummond, na iluminação; e Gabriella Lemos, na produção.

Serviço
O quê. Julia Guedes — Show de lançamento de “Álbum Vermelho”
Quando: Quinta-feira (20/8), às19h
Onde. Teatro de Câmara  do Cine Theatro Brasil Vallourec (avenida Amazonas, 315, Centro)
Ingressos:  a partir de R$ 30. Venda na bilheteria e pela Eventim

otempo

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MP Eleitoral recomenda a igrejas que não façam propaganda eleitoral

 O Ministério Público Eleitoral recomendou que entidades religiosas de Rondônia não realizem, promovam ou permitam propaganda eleitoral em templos, pátios, anexos ou qualquer outro espaço vinculado às instituições.

 A orientação abrange manifestações favoráveis ou contrárias a pré-candidatos, candidatos, partidos, federações e coligações nas eleições de 2026.

 A Recomendação nº 9/2026, assinada pelo procurador regional eleitoral Leonardo Trevizani Caberlon, também determina que pastores, ministros, sacerdotes, pregadores e demais líderes sejam orientados a não utilizar cultos, celebrações, reuniões ou outras atividades religiosas para fazer propaganda eleitoral, seja de forma verbal, audiovisual, digital ou impressa.As instituições ainda devem impedir o uso de sua estrutura física, organizacional, financeira, de pessoal ou de comunicação para promover ou prejudicar candidaturas.

A restrição também alcança a influência e a autoridade exercidas por líderes religiosos sobre os fiéis.

 Medida alerta que propaganda em templos pode configurar abuso de poder e resultar em cassação e inelegibilidade.Magnific

Atos proibidos

  A recomendação considera irregulares tanto as propagandas explícitas quanto as realizadas de maneira dissimulada.

 Entre as práticas mencionadas estão pedidos de voto, exaltação de candidaturas, manifestações de apoio, agradecimentos públicos e distribuição ou exposição de material de campanha.Também ficam vedados o uso de faixas, cartazes, camisetas, adesivos, símbolos e outros recursos destinados a influenciar a escolha dos eleitores. As restrições valem para manifestações favoráveis ou contrárias a candidatos e grupos políticos.O MP Eleitoral recomendou ainda que o documento seja amplamente divulgado entre os membros das instituições religiosas, especialmente aqueles que sejam pré-candidatos ou candidatos em 2026.Os dirigentes devem adotar medidas para assegurar o cumprimento da legislação, sob risco de responsabilização conjunta por eventuais infrações.

Templos são considerados bens de uso comum

A recomendação cita a Lei das Eleições, que impede partidos e candidatos de receberem, direta ou indiretamente, doações em dinheiro ou estimáveis em dinheiro provenientes de entidades beneficentes ou religiosas.

A proibição inclui publicidade de qualquer espécie realizada por essas instituições.

O documento também destaca que templos religiosos, inclusive seus pátios, são considerados bens de uso comum para fins eleitorais. Por isso, não podem ser utilizados para veiculação de propaganda. O responsável por permitir a prática pode ser multado em valores que variam de R$ 2 mil a R$ 8 mil. A proibição de doações eleitorais por pessoas jurídicas, estabelecida pela Lei 13.165/2015 e por decisão do Supremo Tribunal Federal, reforça a impossibilidade de igrejas financiarem direta ou indiretamente campanhas eleitorais.

Abuso de poder pode levar à cassação

Segundo o MP Eleitoral, a realização de propaganda por entidades religiosas, inclusive de forma velada, pode caracterizar abuso de poder econômico.Nesses casos, o candidato beneficiado pode ter o registro ou o diploma cassado, enquanto os envolvidos na conduta ficam sujeitos à inelegibilidade.A recomendação menciona entendimento do Tribunal Superior Eleitoral segundo o qual o uso da estrutura e da autoridade religiosa pode configurar abuso de poder político ou econômico quando houver desvio de finalidade e impacto na igualdade da disputa.O ilícito pode ser reconhecido mesmo sem pedido explícito de voto. Conforme o TSE, devem ser considerados elementos como promoção pessoal, referência às eleições e instrumentalização da fé dos eleitores.

Liberdade religiosa não afasta regras eleitorais

Caberlon afirma no documento que “a liberdade religiosa não constitui direito absoluto”.

Segundo o procurador, a manifestação de religião ou convicção, em espaços públicos ou privados, não pode ser usada como justificativa para atos proibidos pela legislação.A recomendação tem como fundamento o princípio da igualdade da disputa eleitoral, segundo o qual candidatos devem concorrer em condições justas e equilibradas.O texto também cita a proteção constitucional à liberdade de consciência, de crença e de culto, além da Declaração Universal dos Direitos Humanos.Após o recebimento do documento, os dirigentes das entidades serão considerados formalmente cientes das restrições e poderão ser responsabilizados por infrações futuras decorrentes de omissão.O MP Eleitoral informou ainda que a recomendação não encerra sua atuação e que outras medidas poderão ser adotadas. O documento será encaminhado aos dirigentes de entidades religiosas de Rondônia e aos promotores eleitorais do estado, responsáveis pela fiscalização em suas respectivas circunscrições.

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Pernambuco é o segundo estado com mais denúncias de irregularidades eleitorais no início da campanha

Pernambuco aparece como o segundo estado com maior número de denúncias de irregularidades em propaganda eleitoral registradas nos primeiros dias da campanha para as eleições de outubro.

De acordo com dados da Justiça Eleitoral, foram contabilizadas 106 ocorrências no estado por meio do aplicativo Pardal, ficando atrás apenas de São Paulo, com 193 registros.

Ao todo, a Justiça Eleitoral recebeu 1.103 denúncias em todo o país desde o início da campanha. Depois de Pernambuco, os estados com mais registros são Paraná (102), Rio Grande do Sul (95) e Minas Gerais (89).

    As denúncias envolvem casos de propaganda irregular em bens públicos, divulgação de propaganda antes do período permitido, realização de showmícios com artistas e disseminação de notícias falsas na internet.

  O recebimento das ocorrências é feito pelo aplicativo Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral disponível gratuitamente para dispositivos Android e iOS.

    Para utilizar o sistema, o cidadão deve fazer login com a senha do e-Título ou da plataforma Gov.br. A Justiça Eleitoral informa que a identidade do denunciante é mantida em sigilo. Após o envio, as denúncias são encaminhadas aos órgãos responsáveis pela apuração, entre eles o Ministério Público Eleitoral e os juízes eleitorais.

  A campanha eleitoral teve início no último domingo (16) e, desde então, candidatos estão autorizados a realizar carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico entre 8h e 22h.

  As atividades devem também respeitar uma distância mínima de 200 metros de sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, tribunais, quartéis militares, hospitais, escolas e igrejas e podem ocorrer até 3 de outubro, véspera do primeiro turno. Já os comícios estão autorizados entre 8h e meia-noite e poderão ser realizados até o dia 1º de outubro.

  A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão será veiculada entre 28 de agosto e 1º de outubro.

 O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

  O segundo turno poderá ocorrer em 25 de outubro para os cargos de presidente e governador, caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, excluídos os votos brancos e nulos.

diariodepernambuco

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Ensino fundamental melhora nas redes municipais

   A educação nas redes municipais registrou avanços nos anos iniciais do ensino fundamental. Os resultados mais recentes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) apontam o melhor desempenho da série histórica nessa etapa, que abrange do 1º ao 5º ano, e ajudam a traçar um panorama da aprendizagem dos estudantes e do fluxo escolar nos municípios brasileiros.

O Ideb é o principal indicador utilizado para medir a qualidade da educação básica no país. O índice combina o desempenho dos alunos em avaliações nacionais com dados de aprovação escolar, permitindo acompanhar a evolução do ensino ao longo do tempo.Criado em 2007, o índice reúne informações sobre o desempenho dos estudantes nas avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e dados de aprovação obtidos a partir do Censo Escolar.Na prática, isso significa que o resultado não considera apenas quanto os estudantes aprenderam. O indicador também leva em conta o fluxo escolar, permitindo observar conjuntamente aprendizagem e progressão dos alunos ao longo da educação básica.

Melhor resultado da série histórica

O principal destaque está nos anos iniciais do ensino fundamental. As redes municipais alcançaram o melhor resultado desde o início da série histórica, reforçando uma trajetória de avanço nessa etapa da educação.Os anos iniciais concentram uma parcela importante da atuação dos municípios na educação básica e abrangem um período decisivo da formação escolar, com a consolidação da alfabetização e de conhecimentos fundamentais em áreas como língua portuguesa e matemática.Já nos anos finais, do 6º ao 9º ano, os resultados permitem observar outro momento da trajetória dos estudantes e os desafios enfrentados pelas redes para manter a evolução da aprendizagem ao longo do ensino fundamental.

Município cearense alcança nota 9,3

Entre os destaques dos resultados está Deputado Irapuan Pinheiro, município de cerca de 9 mil habitantes no sertão central do Ceará, que alcançou nota 9,3 nos anos finais do ensino fundamental, a maior entre as redes municipais do país. O resultado ficou quatro pontos acima da média nacional, de 5,3.O desempenho acompanha uma trajetória de crescimento da rede municipal. A nota nos anos finais passou de 5,1, em 2017, para 5,4, em 2019; 7,0, em 2021; 8,8, em 2023; e 9,3, em 2025.A rede atende 957 estudantes da educação infantil e do ensino fundamental em quatro escolas, todas de tempo integral. Entre as estratégias adotadas estão o acompanhamento contínuo da aprendizagem, formação de professores, reforço escolar e aulas de computação no contraturno.

Afinal, o que esses números medem?

Para entender os resultados, é importante saber que o indicador combina duas dimensões da educação: aprendizagem e fluxo escolar.O desempenho dos estudantes é medido pelo Saeb, avaliação realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Tradicionalmente, são avaliadas habilidades de língua portuguesa, com foco em leitura, e matemática, com foco na resolução de problemas.Essas médias de desempenho são combinadas com informações sobre aprovação, reprovação e abandono escolar obtidas pelo Censo Escolar. Dessa forma, uma rede não consegue melhorar seu indicador apenas aumentando a aprovação dos estudantes: é necessário que essa progressão esteja acompanhada de aprendizagem.

Por que acompanhar os resultados?

Mais do que estabelecer uma nota para escolas e redes de ensino, os dados permitem acompanhar a evolução da educação ao longo do tempo e identificar onde estão os principais avanços e desafios.

Os resultados podem servir de subsídio para que gestores municipais avaliem políticas educacionais, identifiquem dificuldades de aprendizagem e direcionem estratégias e investimentos. A metodologia do Saeb também permite comparar o desempenho das redes e escolas entre diferentes edições.

Como consultar os resultados?

O resultados educacionais são disponibilizados pelo Inep e podem ser consultados por diferentes recortes, incluindo Brasil, estados, municípios e escolas. Dessa forma, é possível verificar o desempenho da rede municipal e acompanhar sua evolução ao longo das diferentes edições do indicador.

Brasil 61

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Hemorroidas: saiba o que são

  As hemorroidas são veias na região do reto e do ânus que, quando incham ou saem do lugar, causam dor, coceira, desconforto ao evacuar e até sangramento.

Isso costuma acontecer por causa de prisão de ventre, esforço ao evacuar ou ficar muito tempo sentado. Apesar do incômodo, a condição não costuma ser grave e, na maioria dos casos, pode ser tratada sem cirurgia.

Beber bastante água, consumir fibras, praticar exercícios e evitar fazer força ao evacuar são atitudes que ajudam muito. Banhos de assento com água morna e o uso de pomadas ou cremes também aliviam os sintomas.

Em casos mais avançados, há procedimentos simples no consultório, como a ligadura elástica. O importante é procurar um médico para avaliar e indicar o melhor tratamento.

Veja ao vídeo com a explicação do especialista:

Brasil 61

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Brasil registra quase 30 mil focos de incêndio em 2026; aumento de temperatura levanta alerta de risco para Amazônia, Cerrado e Caatinga

   O Brasil já registrou 29.618 focos de incêndio em 2026, até a última quarta-feira (12), segundo os dados disponibilizados pela plataforma Terra Brasilis, desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Juntos, os estados de Mato Grosso, Tocantins, Bahia, Maranhão e Pará concentram os maiores números, somando mais de 18 mil ocorrências. O cenário acende alerta, considerando o período mais seco em grande parte do país e o fortalecimento do fenômeno El Niño, que pode alterar o regime de chuvas e elevar as temperaturas nos próximos meses.

No ranking estadual, Mato Grosso aparece na primeira posição, com 4.553 focos, seguido por Tocantins, com 4.141, Bahia, com 3.256, Maranhão, com 3.121, e Pará, com 3.112. Os cinco estados respondem, juntos, por cerca de 62% dos focos registrados no país no período – de 1° de janeiro a 12 de agosto de 2026.

Os dados mostram, ainda, uma concentração das ocorrências no Centro-Oeste, no Matopiba e na Amazônia. 

Confira o ranking dos focos de incêndio por estado em 2026:

  1. Mato Grosso: 4.553
  2. Tocantins: 4.141
  3. Bahia: 3.256
  4. Maranhão: 3.121
  5. Pará: 3.112
  6. Minas Gerais: 1.767
  7. Roraima: 1.695
  8. Piauí: 1.202
  9. Goiás: 904
  10. Ceará: 750
  11. Mato Grosso do Sul: 674
  12. Amazonas: 587
  13. Paraná: 491
  14. Santa Catarina: 482
  15. Rio Grande do Sul: 436
  16. Pernambuco: 411
  17. São Paulo: 394
  18. Espírito Santo: 325
  19. Rio de Janeiro: 219
  20. Alagoas: 200
  21. Rondônia: 191
  22. Rio Grande do Norte: 183
  23. Paraíba: 147
  24. Sergipe: 131
  25. Acre: 121
  26. Distrito Federal: 63
  27. Amapá: 62

El Niño ganha força e acende alerta para o segundo semestre

A preocupação para os próximos meses está relacionada também à evolução do El Niño, um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico equatorial. 

Em boletim divulgado na quinta-feira (13), a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) informou que o fenômeno está se fortalecendo e apontou mais de 90% de probabilidade de um evento muito forte durante o outono e o inverno do Hemisfério Norte de 2026/27. 

de outubro a dezembro, a agência estima 69% de chance de um evento histórico, com intensidade superior à dos episódios registrados anteriormente, datados de 1950.

No Brasil, os efeitos esperados do El Niño são diferentes entre as regiões. A meteorologista Andrea Ramos aponta que o fenômeno tende a alterar tanto a temperatura quanto a distribuição das chuvas:

“Para o Brasil, isso tende a aumentar a probabilidade de temperaturas acima da média em grande parte do território e de uma distribuição mais irregular de chuvas. De modo geral, o Sul apresenta uma maior tendência de chuvas acima da média, enquanto que setores do Norte, Nordeste e parte central do país podem enfrentar períodos mais secos ou com precipitação irregular”, pontua.

O Boletim nº 2 do Painel El Niño 2026-2027 aponta que a previsão climática para o trimestre de agosto a outubro de 2026 é de chuvas acima da média em áreas do Sul e abaixo da média no centro-norte do país entre agosto e outubro. Além disso, há uma alta probabilidade de temperaturas acima da média no segundo semestre. O documento alerta que essa combinação pode aumentar a ocorrência de ondas de calor e incêndios florestais.

A publicação é realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM).

El Niño e queimadas

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima apontou, em julho, que o fenômeno El Niño continuaria se intensificando ao longo dos meses, com perspectivas de atingir intensidade forte ou muito forte entre agosto e dezembro.

A pasta alertou para um aumento do perigo de incêndios entre agosto e outubro, especialmente na Amazônia, no Cerrado e na Caatinga. Entre os estados indicados como áreas de maior probabilidade de ocorrência de fogo estão Amazonas, Pará, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, com abrangência especial para a Amazônia e parte do Brasil Central.A meteorologista Andrea Ramos explica que o El Niño não é responsável diretamente por provocar incêndios. No entanto, o fenômeno pode criar condições mais favoráveis para a propagação das queimadas e que, na maior parte das situações, o início do fogo está relacionado à ação humana. Andrea elucida que o fenômeno climático atua principalmente sobre as condições ambientais que determinam o grau de secura da vegetação e a facilidade de propagação das chamas.

“Quando temos vários dias sem chuva, temperaturas elevadas, baixa umidade do ar e redução da umidade do solo e da vegetação, o material vegetal fica mais seco e inflamável. Se houver uma fonte de ignição, o fogo encontra condições para se espalhar com mais rapidez e intensidade, principalmente na presença de vento”, frisa a especialista.O consultor climático e meteorologista Francisco de Assis destaca que o risco de queimadas ao longo do trimestre não está restrito a uma única região.

“Condições de queimadas podem ocorrer tanto no centro do Brasil como também em parte da Região Norte, no interior do Nordeste, na Bahia. Além de Minas Gerais, Tocantins, Amazônia, Rondônia, Acre e Mato Grosso, são estados propícios às condições de queimadas e incêndios durante esse período do segundo semestre”, afirma Assis.Os especialistas apontam que o cenário evidencia atenção especial para o Centro-Oeste e áreas do Nordeste, além do Cerrado, e as regiões leste e sul da Amazônia, sobretudo durante a fase mais crítica da estação seca – entre agosto e outubro.“Estados como Mato Grosso, Pará, Tocantins, Amazonas e Maranhão merecem atenção especial, além de setores de Rondônia, Goiás e Mato Grosso do Sul. Os prognósticos climáticos também mostram temperaturas acima da média em grande parte do país, o que pode intensificar a perda da umidade do solo e da vegetação”, analisa Andrea Ramos.

Previsões para 2027

O Boletim nº 2 do Painel El Niño 2026-2027 aponta, ainda, 100% de probabilidade de permanência do fenômeno até, pelo menos, o início de 2027, com altas chances de ocorrência de um El Niño muito forte entre a primavera e o início do verão de 2026.

Na avaliação dos especialistas, os efeitos do El Niño podem continuar em 2027, principalmente sobre as temperaturas, a distribuição das chuvas e a disponibilidade hídrica. Porém, a permanência dos efeitos climáticos do fenômeno não significa que “o maior pico de queimadas ficará para o próximo ano”, afirma Andrea. “De forma geral, o cenário exige atenção, porque estamos combinando uma estação seca, já naturalmente favorável às queimadas, com o El Niño em fortalecimento e temperaturas acima da média. O risco maior não está em um único fator isolado, mas na sobreposição entre calor, baixa umidade, ausência prolongada de chuvas, vegetação seca e o vento”, diz a meteorologista.

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Estados e municípios recebem mais de R$ 400 milhões em royalties da mineração

  Mais de R$ 400 milhões arrecadados com a exploração mineral foram repassados recentemente a estados, ao Distrito Federal e a municípios produtores. Os recursos correspondem à Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), conhecida como royalty da mineração, arrecadada em julho e distribuída pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

Do valor total, cerca de R$ 90 milhões foram destinados aos estados e ao Distrito Federal. Os municípios ficaram com mais de R$ 350 milhões. Entre os estados, Minas Gerais lidera o recebimento dos recursos, com mais de R$ 40,3 milhões, seguido pelo Pará, que recebeu mais de R$ 37,5 milhões.

Um relatório divulgado pela ANM disponibiliza a relação completa dos valores distribuídos por estados e municípios.

Nova plataforma

O mês de julho deu início à transição do sistema de arrecadação da CFEM, que passou a ser operado pela Plataforma de Gestão de Recursos Minerais (PGRM) no dia 7 de julho de 2026. Segundo a ANM, a nova plataforma foi responsável por 88,92% da arrecadação total.

A modernização também incluiu o Pagtesouro, sistema para pagamento de pix, como modalidade de pagamento disponível. A ferramenta registrou 1.129 operações, o que representa 11,55% das transações do período.

Regras para a utilização dos recursos da CFEM

Pela legislação, os recursos da CFEM não podem ser empregados no pagamento de dívidas, exceto aquelas contraídas junto à União ou a entidades federais. Além disso, os valores também não podem ser usados para custear despesas permanentes com pessoal.

No entanto, há uma exceção para a área da educação. Nesse caso, os recursos podem ser aplicados em despesas educacionais, incluindo o pagamento de professores da rede pública, principalmente os que atuam na educação básica em tempo integral.

A norma também determina que, preferencialmente, pelo menos 20% da arrecadação seja utilizada em iniciativas voltadas à diversificação econômica, à exploração mineral sustentável e ao desenvolvimento de pesquisas científicas e tecnológicas.

Transparência 

Estados, Distrito Federal e municípios que recebem a compensação devem divulgar anualmente a forma como os recursos foram utilizados. A exigência segue as regras da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011).

Os valores detalhados dos repasses podem ser consultados nos portais da Agência Nacional de Mineração e do Banco do Brasil.

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Propaganda eleitoral: veja o que é permitido e o que é proibido para os eleitores

  Eleitoras e eleitores podem participar da propaganda eleitoral em favor dos candidatos que disputarão as Eleições Gerais de 2026, desde que respeitem as regras estabelecidas pela legislação. Além disso, também podem denunciar irregularidades, como compra de votos, uso da máquina pública e propaganda ilegal, e adotar medidas para evitar a disseminação de informações falsas

  A propaganda eleitoral já está permitida desde o último domingo (16), inclusive na internet. Por isso, é importante que o eleitorado conheça seus direitos e deveres, além das vedações, penalidades e orientações relacionadas à participação no processo eleitoral. 

  As regras estão previstas na Resolução nº 23.759/2026, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e no capítulo 8 do Manual do Eleitor 2026

Distribuição de panfletos 

A distribuição de panfletos é permitida. Também é possível colar adesivos em carros, bicicletas, motocicletas e janelas de residências, respeitados o limite de até 0,5 metro quadrado. No caso de veículos, eles podem ocupar todo o vidro traseiro, desde que sejam microperfurados

A manifestação deve ocorrer de forma espontânea. Ou seja, o eleitor não pode receber dinheiro ou qualquer outro tipo de benefício para exibir propaganda eleitoral.  Já os veículos cadastrados em aplicativos de mobilidade urbana (Uber, 99 e outros) não podem circular com adesivos de candidatos nos vidros, portas ou em qualquer outra parte do automóvel.  Para efeitos legais, os carros de aplicativo são considerados bens de uso comum. Por isso, não podem veicular propaganda política de qualquer natureza. A mesma regra vale para os táxis, que operam por meio de concessão pública. 

Propaganda eleitoral na TV, no rádio e na internet

Eleitoras e eleitores também podem participar dos programas de rádio e televisão destinados à propaganda eleitoral gratuita, observadas as regras previstas pela Justiça Eleitoral.  Nas redes sociais e em páginas pessoais, é permitida a livre manifestação do pensamento, incluindo elogios e críticas a candidatos, partidos, federações e coligaçõesNo entanto, a liberdade de manifestação encontra limites na legislação eleitoral, civil e criminal. Ofensas à honra ou à imagem de candidatas e candidatos, partidos, federações ou coligações, assim como a divulgação de fatos sabidamente inverídicos, podem resultar em punições

Manifestação silenciosa no dia da eleição

No dia da votação, eleitoras e eleitores podem manifestar individualmente e de forma silenciosa sua preferência política. É permitido, por exemplo, o uso de broches, adesivos, bandeiras e camisetas com referências ao candidato ou partido.  Por outro lado, são proibidas práticas como a boca de urna e a formação de aglomerações de pessoas com roupas padronizadas, que possam caracterizar manifestação coletiva.

Canais para denúncias 

Eleitoras e eleitores que identificarem possíveis irregularidades na propaganda eleitoral realizada nas ruas podem encaminhar denúncias por meio do aplicativo Pardal, ferramenta oficial da Justiça Eleitoral. O aplicativo permite o envio de fotos, vídeos e outros elementos que possam auxiliar na apuração dos fatos. conteúdos publicados na internet que sejam notoriamente inverídicos ou apresentados fora de contexto, com potencial para comprometer o equilíbrio do pleito ou a integridade do processo eleitoral, podem ser denunciados por meio do Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), canal permanente do TSE. 

Além dos canais da Justiça Eleitoral, as plataformas e redes sociais devem oferecer mecanismos para que usuários denunciem irregularidades em propagandas eleitorais divulgadas por meio do impulsionamento pago de conteúdo

Como identificar notícias falsas 

O TSE recomenda alguns cuidados para verificar a veracidade de informações e reduzir a disseminação das chamadas fake news. Entre as orientações estão: 

  • conferir a autoria da publicação e a autenticidade do perfil responsável pelo conteúdo;
  • observar se a publicação apresenta erros de escrita ou outros sinais que indiquem possível falsidade;
  • verificar se veículos de imprensa reconhecidos divulgaram a mesma informação.

Antes de compartilhar um conteúdo, o eleitor também deve se perguntar: 

  • Quem publicou essa informação?
  • O perfil é oficial ou confiável?
  • Quando a publicação foi feita?
  • A informação foi divulgada por veículos de imprensa confiáveis?

Também é possível verificar conteúdos relacionados ao processo eleitoral na página Fato ou Boato, iniciativa do TSE que integra o Programa de Enfrentamento à Desinformação

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CNI critica votação sobre fim da escala 6×1 durante período eleitoral

  O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, divulgou uma nota à imprensa sobre o encaminhamento de três propostas consideradas prioritárias para análise das comissões, entre elas a que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1

No entanto, para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), não é razoável levar o tema à votação em meio ao período eleitoral. A entidade defende que uma eventual mudança nas regras trabalhistas seja discutida com base em critérios técnicos e com a participação dos diferentes setores envolvidos

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que esse debate precisa ser aprofundado, mas considera inadequado que a discussão seja influenciada pelo calendário eleitoral

“Esse debate com a sociedade e os setores da economia precisa ser feito e aprofundado, mas não neste momento. Após as eleições teremos condições de discutir com a moderação que o assunto requer. Não é correto que esse processo sofra pressão de momentos eleitorais, porque sabemos que as decisões não virão equilibradas”, enfatiza.   

Para Alban, a negociação coletiva deve continuar sendo o principal instrumento para a definição de jornadas e escalas de trabalho, permitindo soluções mais adequadas às diferentes realidades de trabalhadores e empresas

Debate técnico e plural

O presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI, Alexandre Furlan, também defende que o tema seja discutido com seriedade e profundidade. Segundo ele, uma decisão dessa dimensão deve considerar dados técnicos e os impactos econômicos, sociais e produtivos da medida, sem a influência do calendário eleitoral e da polarização política

“O Brasil possui uma economia diversificada, e as relações de trabalho não são iguais em todos os setores. A realidade da indústria é diferente da realidade do comércio, da saúde, dos serviços, da agricultura ou de tantas outras atividades. Existem diferentes jornadas, modelos de operação, níveis de produtividade e necessidades específicas que precisam ser considerados”, destaca. 

Furlan defende a ampliação do debate, com a participação dos diferentes setores envolvidos e uma análise detalhada dos possíveis efeitos sobre o emprego, a produtividade, os custos, a competitividade e a organização da produção

“O objetivo deve ser encontrar uma solução equilibrada e sustentável para o país. Uma mudança estrutural das relações de trabalho não pode ser transformada em instrumento de disputa eleitoral. Deve ser resultado de um debate técnico, responsável e plural, capaz de considerar a complexidade e a diversidade do mundo do trabalho brasileiro”, pontua. 

Impactos econômicos

Segundo estudo da CNI, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas pode elevar em até R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais no país. O valor representaria um aumento de até 7% na folha de pagamento das empresas. 

Projeções da entidade apontam impactos entre 6% e 9% em diferentes setores da economia, com reflexos sobre alimentos, serviços e vestuário, entre outros segmentos.

Na indústria, o impacto estimado chega a cerca de R$ 88 bilhões, o equivalente a uma alta de 11% nos custos do setor

Além disso, estimativas da CNI também indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) do país terá queda de 0,7%, caso a jornada de trabalho seja reduzida de 44 para 40 horas semanais. O percentual equivale a uma perda de R$ 76,9 bilhões para a economia brasileira.

O que prevê a PEC

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 já foi aprovada na Câmara dos Deputados e aguarda apreciação dos senadores. Pelo texto aprovado, 60 dias após a promulgação da PEC, passariam a valer as seguintes regras: 

  • adoção da escala de cinco dias de trabalho e dois dias de descanso
  • redução imediata da jornada de 44 para 42 horas semanais, sem redução salarial

Após um ano, a carga horária seria reduzida novamente, passando de 42 para 40 horas semanais.

Em nota divulgada na última sexta-feira (14), Davi Alcolumbre informou que participou de reuniões com o governo para discutir as prioridades do Executivo e a agenda legislativa considerada relevante para o país. 

Nesse contexto, o presidente do Senado determinou o encaminhamento da PEC 221/2019 e de outras duas propostas prioritárias às comissões competentes. Segundo Alcolumbre, as matérias são consideradas de alta complexidade e seguirão o rito ordinário e regimental no Senado, com espaço para análise e aprofundamento necessários

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Banda Fanfarra EREM Santa Terezinha Celebra Aniversário com Encontro Regional de Bandas.

   Neste sábado dia 25.08, a Banda Fanfarra EREM Santa Terezinha (BFEST) comemora mais um ano de trajetória, reunindo 18 bandas de cidades circunvizinhas para o 1º Encontro de Bandas Marciais e Fanfarras. Fundada em 2016 na Escola EREM Santa Terezinha, a BFEST nasceu com o propósito de promover a integração dos alunos por meio da música, do civismo e da disciplina, além de fortalecer a identidade cultural e representar a instituição em eventos culturais e cívicos locais e regionais.

   A sigla BFEST é uma homenagem à escola, traduzindo o legado de dedicação, união e amor pela arte transmitidos a cada integrante. A fanfarra iniciou suas atividades com um grupo modesto de 20 alunos e poucos instrumentos, mas, ao longo dos anos, cresceu em número, qualidade e relevância para a comunidade escolar.

  O fortalecimento da BFEST deve-se também ao apoio de gestões comprometidas. A gestora Sandra Lustosa foi fundamental na fase inicial, promovendo a estruturação do grupo. Na gestão de Acidália Pessoa, a fanfarra recebeu mais recursos financeiros e instrumentos musicais, ampliando seu potencial. Atualmente, a administração de Edson Murilo e equipe mantém o apoio institucional, garantindo a continuidade do projeto.

  Sob a direção musical do maestro Cleyton Gomes e a coreografia do Evanilson Lima, a BFEST desenvolve um repertório cada vez mais elaborado, incluindo desde 2022 coreografias que valorizam a expressão artística e visual das apresentações. Com participação destacada em desfiles cívicos e competições, a banda já conquistou prêmios relevantes, como o 2º lugar em categorias competitivas, reafirmando seu papel de destaque cultural.

  Hoje, a cidade de Santa Terezinha receberá 18 corporações musicais de diversas regiões, incluindo Solidão, Brejinho, Floresta, Quixaba, Carnaíba, Custódia, Tuparetama, Ouro Velho, Água Branca, Afogados da Ingazeira e Taperoá. A programação do evento está organizada conforme a ordem de apresentação disponibilizada pela coordenação do encontro, com a BFEST homenageada em destaque na oitava posição.

  O encontro foi encerrado com um jantar especial para as Bandas participantes do grande evento na EREM Santa Terezinha – PE , local que abriga e inspira essa expressão artística que é motivo de orgulho para toda a comunidade.

 

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BFEST – Encontro de Bandas

20 bandas • Música • Cultura • Tradição”, 

  Santa Terezinha será palco de um dos maiores encontros de bandas da região. Um espetáculo de talento, disciplina e emoção que reunirá músicos, famílias e visitantes em uma grande celebração da cultura. Neste 15 de agosto (Sábado),16h, Pátio do João Pedro – Santa Terezinha – PE.  Traga sua família, convide seus amigos e ven ha prestigiar esse grande evento!

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O BECO DE TEREZINHA SEMPRE MOSTRANDO UM POUCO DA CULTURA TEREZINHENSE.

  O Espaço Cultural de Beco de Terezinha tem se tornado um verdadeiro marco na valorização das nossas raízes. Ali, vozes da cultura popular, repentistas, violeiros e cantores, se encontram com a comunidade, reacendendo memórias e inspirando novas gerações. A iniciativa tem sido conduzida com dedicação pelos padre Luizinho e pelo padre Maciel, que compreenderam o valor de investir na cultura como ferramenta de educação, integração e fortalecimento social. O crescente número de visitantes mostra que a população reconhece essa importância. Mais do que entretenimento, o espaço cultiva identidade e preserva a história. Iniciativas assim merecem ser aplaudidas e fortalecidas, pois são sementes de pertencimento e orgulho pela nossa cultura. 

  Homenagear pessoas em vida ou relembrar quem já fez tanto pela comunidade é uma forma de manter a história viva, né? Esse tipo de reconhecimento aproxima as gerações e mostra que cada contribuição importa. Acho que isso amplia ainda mais o valor do evento.

   A cultura não se sustenta sozinha. Ela precisa de público, de incentivo e de reconhecimento. Quando a comunidade participa, valoriza e apoia, ela não só prestigia um evento, mas fortalece um processo contínuo de preservação da identidade e da memória coletiva. Apoiar quem organiza é garantir que esse trabalho não pare, que novas vozes tenham espaço e que a cultura siga pulsando como parte viva da comunidade. É um gesto de cuidado com o presente e compromisso com o futuro.

  Quando a juventude é incluída nesse processo, ela deixa de ser apenas espectadora e passa a ser parte ativa da continuidade cultural. Essa troca entre gerações ajuda os jovens a compreenderem de onde vieram, a respeitar quem construiu caminhos antes deles e, ao mesmo tempo, a perceber que também têm um papel na construção do agora. Cultura não é só passado lembrado, é também presente vivido e futuro preparado.     E quando líderes criam pontes para isso, estão plantando consciência, pertencimento e responsabilidade coletiva.

  Valorizar a cultura é reconhecer quem somos. Cada gesto de apoio, cada presença, cada incentivo é uma forma de manter viva a nossa história. Que a comunidade siga de mãos dadas com quem promove a arte, a memória e a identidade. Porque somente com participação e união é que a cultura deixa de ser lembrança e se torna vida em movimento. Um espaço de cultura (ou espaço cultural) é um local feito para guardar, mostrar e ensinar arte e tradições. Ele serve para unir as pessoas e valorizar o que a comunidade tem de melhor.

Pe. Luizino (E) a (D) Pe. Marciel.

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Emendas de vereadores já alcançam quase metade dos municípios brasileiros

  Quase metade das prefeituras brasileiras já convive com emendas impositivas de vereadores, mecanismo que, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), tem gerado desafios para a gestão orçamentária local e levado parte dos municípios a complementar com recursos próprios projetos inicialmente financiados por esses instrumentos.

O estudo, realizado com 3,2 mil entes locais de todas as regiões do país, aponta que 47% dos prefeitos afirmaram possuir emendas impositivas de vereadores. Para a CNM, esse percentual pode alcançar 60% nos próximos anos.

As emendas parlamentares são instrumentos que permitem ao Poder Legislativo participar da elaboração do orçamento público. Por meio delas, deputados estaduais, deputados federais, senadores e vereadores podem direcionar recursos previstos no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para ações e projetos considerados prioritários.

De acordo com a pesquisa, 85% dos municípios que adotaram o mecanismo já incluíram as emendas na Lei Orgânica municipal, o que torna sua manutenção praticamente definitiva. Entre os prefeitos ouvidos, 52% afirmaram precisar complementar com recursos da própria administração os valores destinados pelos vereadores para garantir a execução de obras e serviços.

A insuficiência de recursos, segundo o levantamento, está relacionada principalmente ao fracionamento das emendas sem a definição de um valor mínimo. Esse fator foi apontado por 53% dos gestores consultados. 

O estudo também indica que a adoção das emendas tem dificultado o cumprimento de metas previstas nos orçamentos municipais. Com base na extrapolação dos dados coletados, a CNM estima que aproximadamente 2,6 mil prefeituras brasileiras já possuam emendas impositivas de vereadores.

Em cerca de um terço dessas cidades, o percentual destinado às emendas ultrapassa o limite de 1,55% da Receita Corrente Líquida estabelecido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF). A pesquisa ainda identificou a existência de emendas de bancada em mais de um terço dos municípios que possuem previsão de emendas parlamentares — o equivalente a até 915 prefeituras na projeção realizada pela entidade. A legalidade desse modelo está sendo discutida na Justiça e deve ser analisada pelo STF.

Recursos insuficientes 

Outro dado apontado pelo levantamento é que 44% dos gestores que responderam à pesquisa consideram os recursos destinados às emendas insuficientes para a execução das obras e serviços previstos. Nesses casos, as prefeituras acabam assumindo parte dos custos para viabilizar os projetos.

Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, o avanço desse modelo amplia as dificuldades financeiras enfrentadas pelos governos locais.

“A existência de emendas municipais tem agravado ainda mais o subfinanciamento da esfera local, pois, além de manter intacto o duodécimo do Poder Legislativo, fragiliza a realização de políticas públicas efetivamente estruturantes. A repetição, em nível local, de mecanismo existente na esfera federal, desconsidera as assimetrias federativas e a profunda disparidade entre o excesso de arrecadação por parte da União e a histórica deficiência financeira identificada nos Municípios”, ressalta o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

Diante desse cenário, a entidade pretende ampliar o debate sobre os impactos das emendas impositivas com a sociedade e com os poderes Executivo e Legislativo municipais. O objetivo, segundo a CNM, é discutir as atribuições de cada poder e buscar maior eficiência na implementação de políticas públicas.

Aumento no volume de emendas 

O estudo também mostra o crescimento do volume de emendas parlamentares nos últimos anos. Somadas as esferas federal e estadual, os recursos passaram de R$ 56,7 bilhões em 2024 para R$ 63 bilhões em 2026. 

Desse total, R$ 49,9 bilhões correspondem às emendas federais e R$ 13,2 bilhões às estaduais. A participação dos estados nesse montante aumentou de 15,6% para 20,9% no período analisado. 

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FPM: municípios recebem R$ 8,9 bilhões no 1° decêndio de agosto; valor será repassado nesta segunda-feira (10)

   Nesta segunda-feira (10), os municípios brasileiros recebem mais de R$ 8,9 bilhões referentes ao primeiro decêndio de agosto do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor é cerca de 17% maior do que o repassado no mesmo período de 2025, quando a transferência foi de R$ 7,39  bilhões.

O especialista em orçamento Cesar Lima avalia que, apesar da alta da inflação e do aumento dos preços dos combustíveis, o resultado do FPM deste decêndio mostra um cenário positivo para os municípios em 2026.

“O valor é 17% maior do que o mesmo período do ano passado, consignando um bom resultado este ano para os municípios que recebem o Fundo de Participação. Temos uma alta inflacionária no período, um aumento em relação ao preço dos combustíveis por conta do cenário internacional, mas ainda que tiremos esses fatores da conta, nós teremos um bom resultado para o ano de 2026”, destaca Lima.

São Paulo concentra o maior volume de recursos neste primeiro decêndio de agosto, com mais de R$ 1,1 bilhão. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses estão Atibaia, Bragança Paulista e Rio Claro, cada um com valores superiores a R$ 4,8 milhões.

Na sequência aparece Minas Gerais, com pouco mais de R$ 1 bilhão. No estado, Betim, Contagem e Divinópolis estão entre os municípios que recebem os maiores valores, todos acima de R$ 5 milhões. 

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Veja tudo o que se sabe sobre o terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia

 

   Pelo menos 111 pessoas morreram depois que um forte tremor atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10), segundo o presidente Abelardo de la Espriella. A Colômbia declarou estado de desastre nacional após o tremor de magnitude 7,4. Foi o mais forte registrado no país na última década, segundo Julio Fierro Morales, diretor do Serviço Geológico Colombiano. Vídeos mostram prédios desabando e cabos de energia balançando.

Aqui estão as últimas informações:

Onde ocorreu: o epicentro foi localizado em San José del Palmar, no departamento de Chocó, no noroeste do país, a cerca de 280 quilômetros a oeste de Bogotá. O tremor também foi sentido em partes da Venezuela, país que ainda enfrenta as consequências dos dois terremotos de 24 de junho.

Danos: Dilian Francisca Toro, governadora de Valle del Cauca, disse que a “situação é grave” e que há “desabamentos em algumas áreas”. Em Pereira, um vídeo mostra a queda de um prédio de quatro andares e o desabamento parcial da fachada da igreja de San José. No aeroporto internacional Matecaña, em Pereira, várias pessoas buscaram abrigo enquanto escombros caíam ao seu redor.

Resposta: o Exército da Colômbia está mobilizando cinco pelotões de soldados de resgate para áreas do país que podem precisar de assistência. Bogotá, que não sofreu as piores consequências do tremor desta segunda-feira, também está enviando equipes de resgate para as cidades afetadas.

Comitê de emergência: o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, convocou um comitê de emergência para lidar com os danos causados ​​pelo tremor, segundo informações divulgadas.

Reações: líderes internacionais dos Estados Unidos, da América do Sul, da Europa e do Oriente Médio ofereceram reforço às operações de resgate. O prefeito de um município do departamento de Chocó, no oeste da Colômbia, disse à Caracol Radio que o tremor foi o “mais forte de toda a nossa história”.

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A SUFICIÊNCIA DA GRAÇA NA CIDADE DE CORINTO

 A IGREJA DOS GENTIOS
Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos

INTRODUÇÃO
Nesta lição, acompanharemos Paulo em Corinto, cidade próspera e cosmopolita, marcada pela idolatria e imoralidade. Após as perseguições  enfrentadas em Filipos, Tessalônica e Bereia, o apóstolo chegou ali “em fraqueza, temor e grande tremor” (1Co 2.3). Mesmo assim, permaneceu firme no trabalho missionário. Deus lhe deu a companhia de Áquila e Priscila, abriu uma nova porta na casa de Tício Justo e levou muitos a crer, entre eles Crispo, chefe da sinagoga. Ao longo do estudo, veremos como a graça de Deus sustenta seus servos em ambientes desafiadores. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO
pois estou com você, e ninguém vai lhe fazer mal ou ferilo, porque tenho muita gente nesta cidade”. (At 18.10, NVI). porque eu estou com você. Ninguém poderá lhe fazer nenhum mal, pois muitas pessoas desta cidade são minhas. (At 18.10, NTLH). Paulo estava desencorajado e cheio de medo. Ele prontamente admite isso posteriormente numa carta a Corinto: “E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós” (1Co 2.3). Os cidadãos de prestígio de Corinto o consideravam como uma pessoa sem força, influência e privilégio por causa de seu ofício como fabricante de tendas. Eles colocavam Paulo no nível de um escravo. Os judeus queriam que ele parasse de pregar ao povo sobre Jesus, e a ameaça à sua segurança pessoal era constante. A aparente interminável oposição ao ministério de Paulo começou a ter um efeito deprimente sobre sua vida espiritual. Quando Jesus aparece a Paulo numa visão à noite, Paulo o reconhece imediatamente (comparar com
9.10,12; 22.18; 23.11; 27.23-24). Jesus falou diretamente dos problemas que Paulo enfrentava e deu-lhe três curtas ordens: Não tenha medo. Fale. Não se cale.
• A primeira razão para a ordem tríplice de Jesus é que ele estava em Corinto com Paulo (veja Mt 28.20). Ele assegura a Paulo que ninguém vai colocar as mãos nele ou causar-lhe qualquer dano. Paulo não irá experimentar as agruras físicas que caracterizaram sua estada em Filipos, Tessalônica e Bereia.

• Jesus dá uma segunda razão para dar as três ordens a Paulo: “pois tenho muito povo nesta cidade”. Que encorajamento para Paulo! O próprio Jesus garante que o trabalho de Paulo em Corinto dará frutos.

VERDADE PRÁTICA
A graça de Deus é suficiente para sustentar o crente em meio às adversidades. Embora a palavra “graça” não apareça em Atos 18.1-17, seus efeitos podem ser percebidos em toda a narrativa. Deus aproximou Paulo de Áquila e Priscila, supriu suas necessidades, deu-lhe um novo espaço de pregação na casa de Tício Justo, salvou Crispo e muitos coríntios, fortaleceu o apóstolo por meio de uma visão e o protegeu diante de Gálio. A graça divina lhe deu o sustento necessário para continuar o trabalho missionário. Anos depois, Paulo escreveu aos coríntios: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co 12.9). Embora essa experiência pertença a outro período de sua vida, essa declaração resume uma verdade confirmada durante todo o seu ministério: a graça é suficiente porque o poder de Deus age mesmo quando seus servos se sentem fracos.

  1. PAULO CHEGA A CORINTO (At 18.1-6)
Pergunta chave: Que desafios Paulo encontrou em Corinto?
Ideia central do ponto: Paulo chegou a Corinto, cidade de grande riqueza material, mas marcada por profunda decadência moral. Embora carregasse as marcas das perseguições anteriores e sentisse temor diante do peso do peso de sua responsabilidade, ele não recuou. Começou pregando na sinagoga, mas a resistência dos judeus o levou a continuar o trabalho missionário em outro lugar.
1.1 Corinto: riqueza material e miséria espiritual.
  Verdade central: Corinto tinha grande importância econômica e política, mas era marcada pela idolatria e pela imoralidade. Paulo
chegou ali consciente do desafio que teria pela frente.
  Para refletir: Paulo deixou Atenas e seguiu para Corinto, onde enfrentaria novos desafios no trabalho missionário. Deus também envia seus servos para trabalhar em ambientes difíceis.
  A LIÇÃO DIZ: Após deixar Atenas, Paulo chega a Corinto, capital da província romana da Acaia desde 27 a.C. A cidade havia superado Atenas em importância política e comercial, tornando-se um dos maiores centros econômicos do mundo romano. Cosmopolita e estrategicamente localizada, Corinto reunia povos de diversas culturas, mas também se destacava por sua profunda decadência moral. Templos pagãos, especialmente o de Afrodite, marcavam a vida religiosa da cidade, associando culto e prostituição ritual. Depois do trabalho realizado em Atenas,
Paulo seguiu para Corinto, andando mais ou menos 80km a oeste, durante sua segunda viagem missionária (At 18.1). A cidade ocupava uma posição geográfica privilegiada, numa estreita faixa de terra que ligava o Peloponeso (península montanhosa) ao restante da Grécia. Seus dois principais portos, Lequeu e Cencreia, recebiam embarcações de várias regiões do Império Romano. Como a navegação ao redor do Peloponeso era longa e perigosa, muitas mercadorias atravessavam o istmo (faixa estreita de terra que conecta duas grandes massas terrestres) por terra, e até pequenas embarcações podiam ser transportadas por uma via pavimentada chamada diolkos. Esse movimento fez de Corinto um importante ponto de comércio entre o Oriente e o Ocidente. A Corinto dos dias de Paulo era uma cidade relativamente nova. Destruída pelos romanos em 146 a.C., foi reconstruída como colônia romana por Júlio César em 44 a.C. e, mais tarde, tornou-se a capital da província da Acaia. Sua prosperidade atraía comerciantes, marinheiros, trabalhadores e viajantes de diversas partes do império. Embora tivesse forte influência romana, a língua grega continuava sendo amplamente usada entre seus habitantes. Apesar da riqueza e da importância política, Corinto era marcada pela idolatria e pela imoralidade. Entre os gregos, o verbo korinthiazesthai, que significava “viver como um coríntio”, era empregado no sentido de levar uma vida imoral. A presença de templos dedicados a divindades como Apolo, Afrodite e Asclépio revela a diversidade de cultos praticados na cidade. Havia também uma comunidade judaica organizada, com uma sinagoga, onde Paulo começou a anunciar que Jesus era o Cristo (At 18.4-5). Corinto oferecia uma grande oportunidade para a expansão do evangelho, pois pessoas de muitas regiões passavam diariamente pela cidade. Ao mesmo tempo, apresentava enormes desafios: a mistura de crenças, o apego ao dinheiro, a desordem moral e a oposição dos judeus. Foi nesse ambiente próspero, influente e espiritualmente corrompido que Paulo recebeu a missão de pregar o evangelho e estabelecer uma igreja.
  1.2 Temor humano e dependência da graça.
Verdade central: Paulo reconheceu que esteve em Corinto com fraqueza, temor e tremor. Sua fragilidade o conduziu a depender ainda mais da graça de Deus.
Para refletir: Minhas limitações me afastam daquilo que Deus tem para mim ou me levam a depender mais da graça de Dele?
A LIÇÃO DIZ: O apóstolo traz consigo as marcas das perseguições sofridas em Filipos, Tessalônica e Bereia (At 16.22-24; 17.5-10,13), além da constante preocupação pastoral com as igrejas já fundadas (2Co 11.28).

  Paulo chegou a Corinto depois de um percurso marcado por sucessivas perseguições. Em Filipos, ele e Silas foram acusados injustamente, despidos, açoitados e lançados na prisão, onde tiveram os pés presos no tronco (At 16.19-24). Ao recordar o episódio, Paulo afirmou que havia sido maltratado e insultado, mas recebeu de Deus coragem para continuar anunciando o evangelho em meio a grande oposição (1Ts 2.2). A passagem por Tessalônica também terminou de maneira dolorosa. Alguns judeus organizaram uma multidão, provocaram desordem na cidade e atacaram a casa de Jasom. Paulo e Silas precisaram sair durante a noite, deixando para trás uma igreja recém-formada e exposta à perseguição (At 17.5-10). O apóstolo desejou retornar, mas foi impedido, e descreveu aquela separação como se tivesse sido arrancado dos irmãos (1Ts 2.17,18). Os opositores de Tessalônica seguiram Paulo até Bereia e agitaram novamente a população. Para protegê-lo, os irmãos o enviaram para Atenas, enquanto Silas e Timóteo permaneceram na Macedônia (At 17.13-15). Preocupado com os tessalonicenses, Paulo enviou Timóteo para fortalecê-los e preferiu permanecer sozinho em Atenas (1Ts 3.1-5). Naquela cidade, viu a idolatria por toda parte e enfrentou o escárnio
de parte dos ouvintes quando anunciou a ressurreição (At 17.16,32)

  Quando partiu de Atenas para Corinto, Paulo carregava as marcas dos açoites de Filipos, da fuga de Tessalônica, da perseguição em Bereia, da solidão em Atenas e da preocupação com as igrejas que havia deixado. Por isso, sua afirmação aos coríntios deve ser levada a sério: “Foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vocês” (1Co 2.3). O apóstolo chegou a Corinto emocionalmente desgastado e abatido. Sim, o maior missionário da igreja estava desanimado e esgotado. A chegada de Timóteo a Corinto trouxe boas notícias sobre a fé dos tessalonicenses. Paulo escreveu que havia sido consolado em meio a toda a necessidade e tribulação que enfrentava (1Ts 3.6,7). A declaração confirma que o apóstolo atravessava um período difícil. O relatório de Timóteo trouxe alívio, mas as lutas continuaram: Paulo trabalhou com as próprias mãos e enfrentou a dura resistência dos judeus Corinto (At 18.3,6). O ministério pastoral e a obra missionária podem impor grande desgaste físico, emocional e espiritual. Quem serve a Deus enfrenta cansaço, perseguição, solidão, preocupações constantes e dores que nem sempre são percebidas por quem observa de fora. Cumprir a vontade de Deus é um privilégio extraordinário, mas não devemos romantizar o chamado, como se a obediência a Deus nos livrasse do sofrimento. As dificuldades nem sempre indicam que alguém se afastou da vontade divina. Algumas surgem justamente porque decidimos obedecer e permanecer no lugar em que Deus nos colocou. Quem abandona o ministério nunca saberá o que é sofrer por Cristo e carregar em seu corpo suas marcas. As dificuldades que enfrentamos por sermos fieis revelam nossa fragilidade e nos ensinam a viver na dependência da graça de Deus.
1.3 O início do ministério e a oposição na sinagoga.
Verdade central: Paulo trabalhou com Áquila e Priscila na fabricação de tendas e pregava aos sábados na sinagoga. Com a chegada de Silas e Timóteo, intensificou a pregação da Palavra, mas enfrentou forte resistência.
Para refletir: Tenho valorizado as parcerias e o trabalho em equipe no serviço a Deus, ou tenho tentado fazer tudo sozinho, desprezando a importância da comunhão e do apoio mútuo?
A LIÇÃO DIZ: Como era seu costume, Paulo inicia sua obra na sinagoga, anunciando que Jesus é o Cristo prometido. Nesse período, encontra Priscila e Áquila, judeus expulsos de Roma pelo decreto do imperador Cláudio. Trabalhando com eles como fabricante de tendas, Paulo une sustento próprio e missão, estabelecendo uma parceria que seria decisiva para a igreja em Corinto (At 18.2,3). Com a chegada de Silas e Timóteo, trazendo notícias animadoras e apoio das igrejas da Macedônia, Paulo passa a dedicar-se integralmente à Palavra (At 18.5).

  Vamos ao texto bíblico:
 Depois disso, deixando Atenas, Paulo foi a Corinto.Lá, encontrou um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, recentemente chegado da Itália, com Priscila, sua mulher, porque o imperador Cláudio havia decretado que todos os judeus deviam sair de Roma. Paulo aproximou-se deles. E, como tinham o mesmo ofício, passou a morar com eles e ali trabalhava. O ofício deles era fazer tendas. E todos os sábados Paulo falava na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos. Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo se entregou totalmente à palavra, testemunhando aos judeus que Jesus é o Cristo (At 18.1-5, NAA). Ao chegar a Corinto, Paulo conheceu Áquila e Priscila, um casal judeu que havia saído recentemente de Roma por causa do decreto do imperador Cláudio. Lucas não informa que eles tenham se convertido por meio da pregação de Paulo, o que torna provável que já fossem cristãos quando chegaram à cidade. O apóstolo encontrou neles irmãos na fé, companheiros de profissão e futuros cooperadores na obra missionária.

  Áquila e Priscila são sempre mencionados juntos no Novo Testamento. Paulo utilizava o nome formal Prisca, enquanto Lucas preferia o diminutivo Priscila. Em quatro das seis referências ao casal, o nome dela aparece primeiro, algo incomum para os costumes daquele período. Não há provas de que essa ordem indique maior posição social ou cidadania romana. A explicação mais aceita é que Priscila alcançou considerável reconhecimento por sua atuação na igreja cristã. Sem diminuir o ministério de Áquila, o Novo Testamento mostra que ela exerceu um serviço relevante ao lado do marido. Áquila e Priscila foram muito importantes no ministério de Paulo. Eles o acompanharam até Éfeso, ajudaram Apolo a compreender com maior precisão o caminho de Deus e abriram sua casa para reuniões da igreja. Paulo os chamou de “cooperadores em Cristo Jesus” e afirmou que arriscaram a própria vida por ele (At 18.18,26; Rm 16.3-5). Seu exemplo mostra como um casal pode colocar a profissão, a casa e as suas vidas a serviço do evangelho. Abrindo um rápido parêntese, acho oportuno destacar como Deus levanta pessoas determinadas pessoas para nos animar quando estamos com vontade de desistir. Com certeza, esse casal  foi um presente de Deus para Paulo. A expulsão dos judeus de Roma ocorreu provavelmente por volta do ano 49 d.C. O historiador Suetônio atribuiu a medida de Cláudio a constantes tumultos provocados por alguém chamado “Chrestus”. Muitos estudiosos entendem que ele confundiu Chrestus com Christus e se referia a conflitos entre judeus causados pela pregação de que Jesus era o Messias. A identificação é provável, mas não pode ser considerada certa. De qualquer modo, o registro indica que a mensagem cristã já havia alcançado Roma antes da chegada de Paulo à capital imperial.

  A profissão comum aproximou Paulo do casal. Lucas os chama de skēnopoioí, palavra geralmente traduzida como “fabricantes de tendas”. O termo também poderia designar trabalhadores que produziam objetos de couro. Outra possibilidade é que trabalhassem com o cilicium, tecido resistente feito de pelos de cabra e utilizado na fabricação de tendas. Como esse material estava associado à Cilícia, região natal de Paulo, o apóstolo pode ter aprendido ali o ofício. Podemos afirmar com convicção que Paulo tinha uma profissão e durante suas viagens missionárias trabalhava para suprir suas necessidades e a de seus companheiros. A prática estava de acordo com o ideal judaico de que um estudante da Lei deveria aprender uma profissão. Paulo também possuía razões missionárias para trabalhar. Em uma cidade frequentada por oradores itinerantes que buscavam sustento entre seus ouvintes, ele evitava qualquer suspeita de que pregava para obter lucro. Embora defendesse o direito dos ministros ao sustento, abriu mão desse direito entre os coríntios para não criar obstáculo ao evangelho (1Co 9.12-15). Durante a semana, Paulo trabalhava com Áquila e Priscila; aos sábados, dirigia-se à sinagoga e procurava convencer judeus e gentios tementes a Deus. Os verbos empregados por Lucas indicam uma atividade contínua. O apóstolo dialogava, apresentava argumentos e buscava persuadir seus ouvintes de que Jesus era o Messias prometido. A chegada de Silas e Timóteo alterou a rotina do apóstolo. Timóteo trouxe boas notícias sobre a igreja de Tessalônica, trazendo consolo em meio às tribulações de Paulo (1Ts 3.6,7). Os irmãos também parecem ter trazido uma contribuição das igrejas da Macedônia, provavelmente de Filipos, permitindo que Paulo diminuísse o trabalho manual e dedicasse mais tempo à pregação (2Co 11.9; Fp 4.15,16). Atos não menciona diretamente a oferta, mas as cartas de Paulo sustentam essa conclusão.

  A tradição textual seguida pela Almeida Revista e Corrigida afirma que Paulo foi “impulsionado pela palavra”. Manuscritos antigos apresentam a ideia de que ele passou a dedicar-se inteiramente à Palavra. Em ambos os casos, Lucas destaca a intensificação do testemunho apostólico. Paulo anunciava de maneira direta que Jesus era o Cristo. Alguns ouvintes compreenderam o conteúdo da pregação, mas se recusaram a aceitá-lo. Paulo, então, sacudiu as vestes e declarou: “O sangue de vocês caia sobre a cabeça de vocês! Eu estou limpo” (At 18.6). O gesto expressava repúdio à resistência oferecida por seus opositores e indicava que o apóstolo havia cumprido sua responsabilidade. A linguagem utilizada recorda a imagem do atalaia em Ezequiel. O profeta deveria advertir o povo; depois de transmitir fielmente a mensagem, não seria responsável pela decisão de quem a rejeitasse (Ez 3.17-19; 33.1- 9). Paulo continuava procurando os judeus porque reconhecia sua responsabilidade de lhes anunciar que Jesus era o Messias. Quando a resistência tornava impossível a pregação entre os judeus, dirigia-se aos gentios. Na cidade seguinte, porém, voltava novamente à sinagoga. A declaração “desde agora, vou para os gentios” dizia respeito ao trabalho em Corinto e não ao abandono definitivo dos judeus.
A obra de Deus em Corinto não foi realizada por Paulo sozinho. Áquila, Priscila, Silas e Timóteo participaram do avanço do evangelho. Nenhum obreiro possui todos os dons ou consegue atender sozinho a todas as necessidades da igreja. O ministério saudável valoriza a cooperação mútua e reconhece a importância de cada pessoa.
• Paulo exerceu seu ofício ministerial sem considerar o trabalho secular incompatível com o seu chamado. Sua profissão garantiu o sustento necessário naquela ocasião e preservou a credibilidade de sua pregação. O trabalho honesto também pode servir aos propósitos de Deus e abrir oportunidades para o testemunho evangelho.

  • A resistência dos judeus não levou Paulo a abandonar Corinto. Depois de anunciar a verdade com clareza,ele deixou a sinagoga e continuou pregando em outro lugar. Quando uma frente de trabalho se fecha, o obreiro não deve insistir movido pelo orgulho nem desistir por causa da frustração. É preciso discernir a direção de Deus e prosseguir fielmente na missão recebida.
Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 1):
1. Quais características de Corinto tornavam o trabalho missionário desafiador?
2. Como Paulo descreveu sua condição emocional entre os coríntios?
3. Quem foram Priscila e Áquila e qual foi sua importância para o ministério de Paulo?
4. Como a oposição na sinagoga preparou uma nova etapa da obra missionária?

 

 

  2. A CONTINUIDADE DA MISSÃO E O ENCORAJAMENTO DIVINO (At 18.7-11)
Pergunta chave: Como Deus encorajou Paulo e qual foi o resultado da perseverança do apóstolo?
Ideia central do ponto: Diante da oposição na sinagoga, Paulo não abandonou Corinto. Passou a pregar na casa de Tito Justo, onde muitos creram, entre eles Crispo, o chefe da sinagoga. Em meio ao medo, o Senhor apareceu ao apóstolo em uma visão e prometeu estar com ele e protegê-lo. Fortalecido por essa promessa, Paulo permaneceu dezoito meses na cidade, ensinando a Palavra de Deus.
2.1 A casa de Justo e o avanço do Evangelho.
Verdade central: Ao sair da sinagoga, Paulo passou a pregar na casa de Tito Justo. Muitos coríntios creram, incluindo Crispo e sua família.
Para refletir: Quando uma oportunidade se fecha, continuo atento aos novos caminhos que Deus pode abrir?
A LIÇÃO DIZ: Expulso da sinagoga, Paulo não abandona a cidade. Um gentio temente a Deus, Tito Justo, oferece sua casa — localizada ao lado da sinagoga — como novo espaço para a pregação. Essa mudança estratégica amplia o alcance do Evangelho e confere visibilidade positiva à nova comunidade cristã.
  A Bíblia diz:
Saindo dali, entrou na casa de um homem chamado Tício Justo, que era temente a Deus; a casa dele ficava ao lado da sinagoga. Crispo, o chefe da sinagoga, creu no Senhor, com toda a sua casa; também muitos dos coríntios, ouvindo, creram e foram batizados (At 18.7-8, NAA). Tício Justo era um gentio “temente a Deus”, expressão empregada em Atos para identificar pessoas que reverenciavam o Deus de Israel e frequentavam a sinagoga, embora não pertencessem ao povo judeu. É provável que ele já tivesse ouvido a pregação de Paulo e crido no evangelho. Ao abrir sua casa para o trabalho do apóstolo, ofereceu um espaço adequado para o ensino da Palavra e a reunião dos novos convertidos. A casa de Justo tornou-se, ao que tudo indica, o primeiro local de reunião da igreja em Corinto. Lucas, contudo, não afirma que Paulo tenha deixado a residência de Áquila e Priscila para morar com ele. É possível que o apóstolo continuasse hospedado e trabalhando com o casal, enquanto utilizava a casa de Justo como base para a pregação e o ensino. Como a residência ficava ao lado da sinagoga, Paulo pôde manter contato com judeus e gentios interessados nas Escrituras. A mudança do local de pregação não significou o abandono daqueles que ainda poderiam ouvir o evangelho. A conversão de Crispo mostra que a mensagem do Evangelho continuou alcançando pessoas ligadas à sinagoga, pois ele creu no Senhor com toda a sua família. Crispo exercia uma função importante na administração da sinagoga e na organização de suas reuniões. Sua conversão teve um significado especial por se tratar de um homem conhecido pela comunidade judaica. Paulo recordou posteriormente que o havia batizado pessoalmente, assim como Gaio e a família de Estéfanas (1Co 1.14-16). A adesão de um líder tão conhecido certamente deu maior visibilidade ao testemunho do Evangelho. O crescimento da igreja, porém, não ficou restrito à família de Crispo. Lucas informa que muitos coríntios ouviam a mensagem, criam e eram batizados. A sequência dos verbos descreve o avanço contínuo do evangelho: as pessoas ouviam a Palavra, respondiam com fé e declaravam publicamente essa fé por meio do batismo. Embora tivesse encontrado resistência na sinagoga, Paulo continuou pregando, e uma igreja começou a se formar em Corinto.

Tício Justo, Crispo e muitos outros coríntios possuíam histórias diferentes, eram pessoas distintas, mas foram alcançados pela mesma mensagem: o evangelho de Cristo. O que levou essas pessoas ao arrependimento? A Palavra de Deus. O que transformou suas vidas? A Palavra de Deus. O que formou uma igreja em Corinto, uma das cidades mais imorais daquele tempo? A pregação da Palavra de Deus. Métodos podem ajudar na comunicação, mas não podem produzir conversão. É o Espírito Santo quem convence o pecador e, por meio da Palavra, o conduz fé em Cristo. Por essa razão, a igreja não pode substituir a exposição bíblica por entretenimento, discursos motivacionais ou danças e teatros. O professor da Escola Dominical precisa explicar as Escrituras com fidelidade e confiar que Deus continua usando sua Palavra para salvar, transformar e edificar seu povo.

  2.2 O medo do apóstolo e a palavra que fortalece.
Verdade central: O Senhor fortaleceu Paulo por meio de uma visão: “Não temas, mas fala e não te cales” (At 18.9). Deus lhe garantiu sua presença, proteção contra os inimigos e muitos frutos em Corinto.
Para refletir: A presença de Deus sustenta quem o serve mesmo em meio ao medo.
A LIÇÃO DIZ: Apesar dos frutos visíveis, Paulo enfrenta forte oposição e passa a temer por sua
permanência em Corinto (1Co 2.3). O peso espiritual da cidade, aliado à hostilidade crescente, fragiliza emocionalmente o apóstolo. Nesse contexto, o Senhor lhe aparece em visão e o exorta: “Não temas, mas fala e não te cales” (At 18.9). Mesmo os mais fortes enfraquecem, e até os mais entregues e convictos atravessam dias em que pensam em parar. O conhecimento profundo das Escrituras e as experiências extraordinárias com Deus não tornam ninguém imune ao medo, ao cansaço ou às dúvidas sobre a própria capacidade de prosseguir. Como já vimos, Paulo foi o maior missionário da Igreja Primitiva, um homem que viveu e morreu pelo evangelho. Ainda assim, houve momentos em que sua coragem precisou ser renovada e sua fé, fortalecida. Deus interveio em ocasiões decisivas de sua caminhada, e a visão recebida em Corinto foi uma delas. Pressionado pelo medo, o apóstolo ouviu do próprio Senhor a palavra de que precisava para continuar falando e não se calar. Pastores, presbíteros e líderes também sentem medo, enfrentam crises espirituais, lidam com dúvidas e precisam ser encorajados. Os homens de Deus também sangram e podem adoecer emocional e espiritualmente. A função que exercem não apaga sua humanidade: continuam sendo pessoas frágeis, sujeitas ao pecado, ao cansaço e ao abatimento. Entretanto, muitas igrejas esperam deles uma fé sobre-humana, como se jamais pudessem demonstrar medo, confessar uma fraqueza ou admitir que estão cansados. O cargo acaba se tornando uma prisão quando o líder precisa esconder suas feridas para não decepcionar aqueles a quem serve. Quem cuida de pessoas também precisa receber cuidado. A igreja deve aprender a distinguir o pecado, que exige arrependimento, da fraqueza, diante da qual o servo precisa ser acolhido e amparado. O Senhor fortalece seus servos e, muitas vezes, usa a própria igreja para cuidar deles. Os crentes que recebem de seus líderes oração, orientação e cuidado também precisam orar por eles, aproximar-se nos momentos difíceis e oferecer o encorajamento necessário para que continuem servindo.

  2.3 Graça suficiente, perseverança e transição.
Verdade central: Fortalecido pela promessa e sustentado pela graça de Deus, Paulo permaneceu um ano e seis meses em Corinto, ensinando a Palavra e consolidando a fé dos irmãos.
Para refletir: Tenho perseverado no que Deus me confiou, mesmo quando me sinto cansado ou abatido?
A LIÇÃO DIZ: Fortalecido pela promessa do Senhor, Paulo permanece em Corinto por um ano e seis meses, ensinando a Palavra de Deus e consolidando a igreja (At 18.11). A experiência do apóstolo ensina que sentir medo não é sinal de fracasso espiritual, mas de oportunidade para experimentar a suficiência da graça divina. Lucas emprega, em Atos 18.11, um verbo cujo sentido básico é “sentar-se”. Nesse contexto, porém, a
palavra descreve alguém que se estabelece em determinado lugar e permanece ali por um período prolongado. Portanto, ao usar essa palavra e registrar a permanência de Paulo na cidade, Lucas implicitamente está mostrando que o apóstolo creu nas palavras de Jesus. Lucas afirma que Paulo permaneceu “ensinando entre eles a palavra de Deus”. Depois de ouvir, crer e receber o batismo, os convertidos precisavam compreender melhor o evangelho, abandonar antigas práticas e aprender a viver como discípulos de Cristo. As cartas aos Coríntios mostram que dezoito meses de instrução não produziram uma igreja imediatamente madura. Divisões, imoralidade, disputas judiciais e desordens no culto ainda precisariam ser corrigidas. Esses problemas mostram que o tempo de igreja, por si só, não torna ninguém maduro. O crescimento espiritual exige obediência constante aos ensinos da Palavra de Deus.
Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 2):
1. O que aconteceu quando Paulo foi expulso da sinagoga?
2. O que o Senhor disse a Paulo na visão noturna?
3. Por quanto tempo Paulo permaneceu em Corinto após o encorajamento divino?
4. O que a experiência de Paulo ensina sobre sentir medo no serviço a Deus?

  3. PAULO DIANTE DE GÁLIO: A GRAÇA QUE SUSTENTA EM MEIO À OPOSIÇÃO
Pergunta chave: Como a graça de Deus protegeu Paulo e se mostrou suficiente em meio à oposição?
Ideia central do ponto: A oposição dos judeus levou Paulo ao tribunal de Gálio, mas o procônsul rejeitou a acusação e confirmou, sem saber, a promessa de proteção feita pelo Senhor. A graça de Deus sustentou o apóstolo em todas as adversidades. Mesmo quando as lutas continuam, Deus nos mantém firmes por meio de sua graça.
3.1 A acusação dos judeus e a proteção divina.
Verdade central: Os judeus levaram Paulo diante de Gálio, mas o procônsul rejeitou a acusação e, sem saber, confirmou a promessa de proteção feita pelo Senhor.
Para refletir: Deus cumpre sua promessa mesmo por caminhos inesperados.
A LIÇÃO DIZ: A oposição judaica em Corinto não cessou, e Paulo foi levado diante de Gálio, procônsul da Acaia, sob a acusação de ensinar “contrariamente à lei” (vv.12,13). Antes mesmo que Paulo se defendesse, Gálio rejeitou a denúncia, declarando não ser de sua competência julgar disputas religiosas internas (vv.14,15). Ao expulsar os acusadores do tribunal, o governador confirmou, sem o saber, a promessa do Senhor de que ninguém faria mal ao apóstolo (At 18.9,10). 

Durante o governo de Gálio, os judeus organizaram uma ação conjunta contra Paulo e o conduziram ao tribunal. Gálio era procônsul da Acaia e irmão do filósofo Sêneca. Uma inscrição encontrada em Delfos situa seu governo por volta de 51 ou 52 d.C., fornecendo uma das referências mais seguras para a cronologia da segunda viagem missionária. Como Corinto era a capital da província, cabia ao procônsul julgar as principais
causas apresentadas naquele território. O julgamento ocorreu diante do bēma, a plataforma pública onde o governador ouvia acusações e pronunciava suas decisões. Os adversários declararam: “Este persuade os homens a servir a Deus contra a lei” (At 18.13). A acusação foi formulada de maneira ampla porque precisava convencer Gálio de que Paulo havia cometido uma infração sujeita à justiça romana. Uma divergência sobre a interpretação das Escrituras judaicas não seria suficiente para condená-lo. O judaísmo possuía antigos privilégios reconhecidos pelas autoridades romanas, enquanto religiões consideradas perigosas à ordem pública poderiam sofrer restrições. Provavelmente, os judeus pretendiam convencer Gálio de que a mensagem anunciada por Paulo não deveria receber a mesma tolerância concedida ao judaísmo. A expressão “contra a lei” podia referir-se à lei judaica, mas, diante de um tribunal romano, a denúncia precisava sugerir alguma violação da legislação civil. Paulo estava prestes a apresentar sua defesa quando Gálio interrompeu o processo. O procônsul declarou que ouviria a causa caso envolvesse algum delito ou crime grave. Entretanto, como a discussão tratava de “palavras, nomes e da vossa lei”, os próprios judeus deveriam resolvê-la. A referência a “nomes” provavelmente incluía a controvérsia acerca de Jesus ser o Cristo, o ponto central da pregação de Paulo na sinagoga. Ao rejeitar a denúncia, Gálio reconheceu que Paulo não havia cometido um crime contra o Estado. Sua decisão não representou uma conversão ao cristianismo nem uma defesa pessoal do apóstolo. O procônsul apenas se recusou a usar a justiça romana para resolver uma disputa religiosa. Contudo, essa decisão permitiu que o evangelho continuasse sendo anunciado sem que a pregação fosse declarada ilegal na Acaia. A promessa feita pelo Senhor começou a ser confirmada diante do tribunal romano. Os adversários atacaram Paulo e conseguiram levá-lo perante Gálio, mas não obtiveram a condenação que desejavam. Deus impediu que os acusadores alcançassem seus objetivos e preservou o apóstolo para que continuasse cumprindo sua missão.

  3.2 O espancamento de Sóstenes e o alcance da graça.
Verdade central: Após a decisão de Gálio, Sóstenes, principal da sinagoga, foi espancado diante do tribunal, sem que o procônsul interviesse. Embora o texto não detalhe as motivações, o episódio revela a instabilidade da oposição humana.
Para refletir: Tenho orado e crido na transformação de pessoas que hoje se opõem ao Evangelho, ou tenho desistido delas considerando-as impossíveis de serem alcançadas pela graça?
A LIÇÃO DIZ: Após a decisão de Gálio, Sóstenes, principal da sinagoga, foi espancado diante do tribunal, sem que o procônsul interviesse (v.17). Embora o texto não detalhe as motivações, o episódio revela a instabilidade da oposição humana. Posteriormente, um Sóstenes é citado como irmão em Cristo (1Co 1.1), o que sugere uma possível conversão. Se confirmada, essa transformação reforça o poder do Evangelho, capaz de alcançar até mesmo seus opositores.

  A Bíblia diz:

E os expulsou do tribunal. 17Então todos agarraram Sóstenes, o chefe da sinagoga, e começaram a espancá-lo diante do tribunal; Gálio, todavia, não se incomodava com estas coisas (At 18.16-17, NAA). O processo contra Paulo foi julgado publicamente na ágora de Corinto, diante do bēma, a plataforma onde os oficiais romanos examinavam as causas apresentadas ao tribunal. Escavações realizadas no lado sul da ágora descobriram uma estrutura elevada, revestida de mármore azul, que servia como assento judicial. – Depois que Gálio expulsou os acusadores do tribunal, Sóstenes, chefe da sinagoga, foi agarrado e espancado diante do procônsul. Lucas afirma que “todos” participaram da agressão, mas não identifica quem eram essas pessoas. Alguns manuscritos posteriores acrescentam “os gregos”, enquanto os melhores testemunhos textuais deixam o sujeito indefinido. Por essa razão, não é possível saber se Sóstenes foi atacado pelos judeus, irritados com o fracasso da acusação e por talvez Sóstenes se mostrar favorável a Paulo, ou por gentios que aproveitaram a ocasião para manifestar sua hostilidade contra os judeus. A hipótese de que os agentes de Gálio tenham participado desse espancamento também foi sugerida, embora seja menos provável. A identidade de Sóstenes acrescenta outra dificuldade. Paulo menciona, em 1 Coríntios 1.1, um cristão com o mesmo nome, apresentado como “nosso irmão”. Como Sóstenes era um nome comum, não há como provar que se trata da mesma pessoa. Caso sejam o mesmo homem, o chefe da sinagoga se converteu e tornouse companheiro de Paulo, assim como seu antecessor, Crispo. Sua conversão pode ter ocorrido antes da agressão, o que explicaria uma possível reação dos judeus, ou algum tempo depois. O texto não fornece informações suficientes para escolher entre essas possibilidades. A conduta de Gálio precisa ser avaliada em dois aspectos. Como juiz, ele percebeu corretamente que Paulo não havia cometido crime contra a lei romana e recusou-se a transformar uma controvérsia religiosa em processo criminal. Entretanto, quando Sóstenes foi espancado diante do tribunal, permaneceu indiferente. Gálio foi sensato ao rejeitar a acusação contra Paulo, porém omisso ao permitir que um homem fosse agredido diante de seus olhos.  A decisão do procônsul trouxe consequências importantes para o avanço do evangelho. Ao recusar a acusação, Gálio não tratrou a pregação cristã como atividade criminosa e permitiu que Paulo continuasse seu trabalho em Corinto. Embora sua decisão não constituísse uma lei para todo o império, ela estabeleceu um
precedente favorável que poderia influenciar outras autoridades romanas.
3.3 A suficiência da graça na experiência de Paulo.
Verdade central: Em Corinto, Paulo viveu a suficiência da graça entre fragilidades, pressões e oposição. A cidade difícil tornou-se campo fértil para a ação de Deus.
Para refletir: A graça de Deus é suficiente para nos sustentar em qualquer circunstância.
A LIÇÃO DIZ: Em Corinto, Paulo viveu intensamente a suficiência da graça de Deus. Em meio a
fragilidades, pressões e oposição, aprendeu que o poder divino se aperfeiçoa na fraqueza (2Co 12.9). A cidade marcada pela decadência tornou-se um campo fértil para a manifestação da graça. Sustentado pelo Senhor, Paulo permaneceu ali dezoito meses, e uma igreja foi estabelecida (At 18.11).

  A palavra “suficiência” descreve a qualidade daquilo que basta, que atende plenamente a uma necessidade e não depende de qualquer complemento. Portanto, afirmar que a graça de Deus é suficiente significa reconhecer que ela nos concede tudo o que precisamos para receber a salvação, permanecer fiéis e cumprir a vontade divina. Sua suficiência não consiste em satisfazer todos os nossos desejos ou retirar todas as dificuldades, mas em fornecer o necessário para que vivamos de modo agradável a Deus. A graça pode ser definida como o maior de todos os presentes concedido a quem merecia o maior de todos os castigos. Por causa do pecado, todos se tornaram culpados diante de Deus e merecedores da morte (Rm 3.23; 6.23). Contudo, Deus entregou seu Filho para salvar pecadores que jamais poderiam conquistar a salvação por esforço ou mérito. “Pela graça sois salvos, por meio da fé” (Ef 2.8). A graça é o favor imerecido de Deus revelado em Cristo Jesus e concedido gratuitamente ao pecador. Além de ser um presente, a graça também é o poder de Deus que capacita o crente. Ela é o favor divino em ação na vida daqueles que foram alcançados por Cristo. Paulo declarou: “Pela graça de Deus sou o que sou” e, ao falar de seu trabalho, acrescentou: “Todavia, não eu, mas a graça de Deus, que está comigo” (1Co 15.10). A graça que perdoa também fortalece e capacita. No uso popular, às vezes dizemos “estou só a graça” para descrever alguém cansado, abatido ou em péssimas condições. Embora pareça uma expressão inofensiva, ela reduz a graça a uma imagem de fraqueza e inpacidade. Biblicamente, a graça encontra o pecador em sua miséria, mas não o abandona nela. O poder de Deus nos capacita a viver para sua glória, obedecer à sua Palavra e cumprir os propósitos que Ele determinou para nós.
Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 3):
1. Sob qual acusação Paulo foi levado diante de Gálio?
2. Como a decisão de Gálio confirmou a promessa que Deus havia feito a Paulo?
3. O que o possível destino de Sóstenes nos ensina sobre o alcance da graça?
4. O que significa dizer que “o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza”?

  A Bíblia diz:

  E os expulsou do tribunal. Então todos agarraram Sóstenes, o chefe da sinagoga, e começaram a
espancá-lo diante do tribunal; Gálio, todavia, não se incomodava com estas coisas (At 18.16-17, NAA). O processo contra Paulo foi julgado publicamente na ágora de Corinto, diante do bēma, a plataforma onde os oficiais romanos examinavam as causas apresentadas ao tribunal. Escavações realizadas no lado sul da ágora descobriram uma estrutura elevada, revestida de mármore azul, que servia como assento judicial. – Depois que Gálio expulsou os acusadores do tribunal, Sóstenes, chefe da sinagoga, foi agarrado e espancado diante do procônsul. Lucas afirma que “todos” participaram da agressão, mas não identifica quem eram essas pessoas. Alguns manuscritos posteriores acrescentam “os gregos”, enquanto os melhores testemunhos textuais deixam o sujeito indefinido. Por essa razão, não é possível saber se Sóstenes foi atacado pelos judeus, irritados com o fracasso da acusação e por talvez Sóstenes se mostrar favorável a Paulo, ou por gentios que aproveitaram a ocasião para manifestar sua hostilidade contra os judeus. A hipótese de que os agentes de Gálio tenham participado desse espancamento também foi sugerida, embora seja menos provável. A identidade de Sóstenes acrescenta outra dificuldade. Paulo menciona, em 1 Coríntios 1.1, um cristão
com o mesmo nome, apresentado como “nosso irmão”. Como Sóstenes era um nome comum, não há como provar que se trata da mesma pessoa. Caso sejam o mesmo homem, o chefe da sinagoga se converteu e tornouse companheiro de Paulo, assim como seu antecessor, Crispo. Sua conversão pode ter ocorrido antes da agressão, o que explicaria uma possível reação dos judeus, ou algum tempo depois.O texto não fornece informações suficientes para escolher entre essas possibilidades. A conduta de Gálio precisa ser avaliada em dois aspectos. Como juiz, ele percebeu corretamente que Paulo não havia cometido crime contra a lei romana e recusou-se a transformar uma controvérsia religiosa em processo criminal. Entretanto, quando Sóstenes foi espancado diante do tribunal, permaneceu indiferente. Gálio foi sensato ao rejeitar a acusação contra Paulo, porém omisso ao permitir que um homem fosse agredido diante de seus olhos.A decisão do procônsul trouxe consequências importantes para o avanço do evangelho. Ao recusar a acusação, Gálio não tratrou a pregação cristã como atividade criminosa e permitiu que Paulo continuasse seutrabalho em Corinto. Embora sua decisão não constituísse uma lei para todo o império, ela estabeleceu um
precedente favorável que poderia influenciar outras autoridades romanas.
3.3 A suficiência da graça na experiência de Paulo.
Verdade central: Em Corinto, Paulo viveu a suficiência da graça entre fragilidades, pressões e oposição. A cidade difícil tornou-se campo fértil para a ação de Deus.
Para refletir: A graça de Deus é suficiente para nos sustentar em qualquer circunstância.

  A LIÇÃO DIZ: Em Corinto, Paulo viveu intensamente a suficiência da graça de Deus. Em meio a fragilidades, pressões e oposição, aprendeu que o poder divino se aperfeiçoa na fraqueza (2Co 12.9). A cidade marcada pela decadência tornou-se um campo fértil para a manifestação da graça. Sustentado pelo Senhor, Paulo permaneceu ali dezoito meses, e uma igreja foi estabelecida (At 18.11). A palavra “suficiência” descreve a qualidade daquilo que basta, que atende plenamente a uma necessidade e não depende de qualquer complemento. Portanto, afirmar que a graça de Deus é suficiente significa reconhecer que ela nos concede tudo o que precisamos para receber a salvação, permanecer fiéis e cumprir a vontade divina. Sua suficiência não consiste em satisfazer todos os nossos desejos ou retirar todas as dificuldades, mas em fornecer o necessário para que vivamos de modo agradável a Deus. A graça pode ser definida como o maior de todos os presentes concedido a quem merecia o maior de todos os castigos. Por causa do pecado, todos se tornaram culpados diante de Deus e merecedores da morte (Rm 3.23; 6.23). Contudo, Deus entregou seu Filho para salvar pecadores que jamais poderiam conquistar a salvação por esforço ou mérito. “Pela graça sois salvos, por meio da fé” (Ef 2.8). A graça é o favor imerecido de Deus revelado em Cristo Jesus e concedido gratuitamente ao pecador. Além de ser um presente, a graça também é o poder de Deus que capacita o crente. Ela é o favor divino em ação na vida daqueles que foram alcançados por Cristo. Paulo declarou: “Pela graça de Deus sou o que sou” e, ao falar de seu trabalho, acrescentou: “Todavia, não eu, mas a graça de Deus, que está comigo” (1Co 15.10). A graça que perdoa também fortalece e capacita. No uso popular, às vezes dizemos “estou só a graça” para descrever alguém cansado, abatido ou em péssimas condições. Embora pareça uma expressão inofensiva, ela reduz a graça a uma imagem de fraqueza e inpacidade. Biblicamente, a graça encontra o pecador em sua miséria, mas não o abandona nela. O poder de Deus
nos capacita a viver para sua glória, obedecer à sua Palavra e cumprir os propósitos que Ele determinou para nós.

  Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 3):
1. Sob qual acusação Paulo foi levado diante de Gálio?
2. Como a decisão de Gálio confirmou a promessa que Deus havia feito a Paulo?
3. O que o possível destino de Sóstenes nos ensina sobre o alcance da graça?
4. O que significa dizer que “o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza”?

CONCLUSÃO
Agradecemos a Deus pela oportunidade de estudar mais uma lição. Aprendemos que sua graça sustentou Paulo em meio ao medo, fortaleceu-o para continuar pregando o Evangelho e garantiu a continuidade do trabalho missionário em Corinto. Ainda hoje, Deus salva pecadores por sua graça e capacita os crentes a viver para sua glória. Esperamos você na próxima aula, em nome de Jesus. Deus abençoe a todos. Amém!

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Onda de calor extremo na Europa causa crise energética

  Os níveis extremamente baixos dos principais rios da Europa estão afetando a produção de energia, os transportes e os lucros das empresas. O cenário alimenta receios sobre o impacto econômico do calor intenso, da seca e das chuvas irregulares.

A produção de energia nuclear na Hungria e de energia hidroelétrica na Sérvia caiu drasticamente devido aos níveis recorde de baixa da água ao longo do rio Danúbio, que atravessa grandes cidades como Viena, Budapeste e Belgrado no seu percurso da Alemanha até o Mar Negro.

“A central nuclear de Paks, que gera quase metade da eletricidade do país, será desligada hoje por causa dos baixos níveis de água no rio Danúbio. Uma situação inédita em 44 anos. Mas, os cinco dias mais difíceis ainda estão por vir”, disse Péter Magyar, primeiro-ministro húngaro.

Na Sérvia, a produção da maior central hidroelétrica do país, Djerdap 1, caiu para 20% da capacidade, uma vez que o canal de navegação junto à central retraiu, expondo bancos de areia e cascalho. A falta de água também afetou os sistemas de refrigeração das centrais termoelétricas a carvão de Kostolac, obrigando a interrupção da produção. “Ao longo dos meses de maio, junho e julho, tivemos a menor produção nas centrais de Djerdap desde que entraram em funcionamento, na década de 1970”, apontou a ministra da Economia sérvia, Dubravka Djedovic Handanovic.

Na Romênia, a empresa estatal de energia nuclear relatou que teve de desligar um dos seus dois reatores no início desta semana pelo mesmo motivo, e é esperado que o segundo siga o mesmo caminho em breve, o que poderá privar o país de um quinto das suas necessidades de eletricidade. As forças navais romenas fizeram uma explosão controlada para desviar um grande volume de água para o Velho Danúbio e para a central nuclear de Cernavod, de forma a ajudar no seu arrefecimento.

 A intensa seca no rio Danúbio revelou ainda ossos de um mamute na Bulgária.

A onda de calor que atingiu a Europa Ocidental na semana passada agora se deslocou para o leste, onde os meteorologistas preveem que as temperaturas extremas cheguem a 40°C.

 Enquanto isso, as autoridades do Reino Unido declararam que mais de metade de Inglaterra está em situação de seca, após níveis de precipitação mínimos e temperaturas excepcionalmente altas. O Reino Unido enfrenta atualmente a quarta onda de calor generalizada de 2026. “Os rios estão com níveis baixos, os agricultores recolhem as colheitas mais cedo, o risco de incêndio aumenta e milhões vivem sob restrições ao uso da água”, afirmou a Agência do Ambiente britânica.

 A França também já precisou reduzir a geração de energia nuclear por causa dos baixos níveis de água e pelo aumento da temperatura dos rios. Além disso, Espanha, França e a Grécia ainda foram atingidas por grandes incêndios florestais, que devastaram milhares de hectares.

 De acordo com o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da União Europeia, a Europa é o continente que mais rapidamente aquece no mundo, aquecendo a mais do dobro da média global. “No mês passado, a Europa Ocidental registrou as suas temperaturas mais altas, com o calor extremo e a seca generalizada a contribuírem para a propagação e intensificação de incêndios no território francês e espanhol”, comunicou o Copernicus.

diariodepernambuco

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CRISTO ENTRE OS FILÓSOFOS: O DEUS DESCONHECIDO SE REVELA

A IGREJA DOS GENTIOS
Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos

1. CONTEXTO HISTÓRICO, CULTURAL E RELIGIOSO DE ATENAS.

2. OS FILÓSOFOS EPICUREUS E ESTOICOS (At 17.18-21).

3. O DISCURSO DE PAULO NO AREÓPAGO.

INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos a passagem de Paulo por Atenas, cidade reconhecida por sua tradição filosófica e por sua intensa religiosidade. Diante de um povo cercado por altares e distante do Deus verdadeiro, o apóstolo anunciou o Evangelho no Areópago, tomando como ponto de partida o altar dedicado ao “Deus Desconhecido”. Sua pregação mostra que é possível dialogar com a cultura sem comprometer a verdade, proclamando o Deus
Criador, chamando todos ao arrependimento e anunciando a ressurreição de Jesus Cristo. Preparados? Vamos
aprender juntos a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO
No passado Deus não levou em conta essa ignorância, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam. (At 17.30, NVI). No passado Deus não levou em conta essa ignorância. Mas agora ele manda que todas as pessoas, em todos os lugares, se arrependam dos seus pecados. (At 17.30,NTLH).
Nesta passagem bíblica, Paulo faz três grandes declarações:
• Existiu um período caracterizado pela “ignorância”.
• Deus “não levou em conta” esse período da mesma maneira que agora.
• No presente, Deus ordena universalmente o arrependimento.

  Portanto, o versículo não está ensinando que Deus aprovava a idolatria nem tão pouco que as pessoas do passado estivessem isentas de responsabilidade moral. O próprio discurso de Paulo denuncia a fabricação de imagens como uma compreensão equivocada de Deus (At 17.29). A ideia presente aqui é que, com a revelação trazida por Cristo, iniciou-se uma nova etapa na história da salvação: aquilo que Deus suportou com paciência agora é confrontado por um chamado explícito e universal ao arrependimento. Em conclusão, esse texto não fornece base alguma para estabelecer uma doutrina sobre a salvação dos não evangelizados, pois esse não é o propósito do discurso de Paulo no Areópago. Seu objetivo é anunciar que, com a vinda de Cristo, Deus convoca todas as pessoas, em todos os lugares, ao arrependimento.

VERDADE PRÁTICA
A obra evangelística floresce quando o coração, sensível ao Espírito, discerne os tempos e proclama com ousadia a graça salvadora de Cristo.
Três pontos podem ser destacados na Verdade Prática:
• Dependência do Espírito Santo. A obra missionária depende do poder do Espírito Santo. É o Espírito quem capacita a Igreja para testemunhar o evangelho, convence o pecador e aplica a verdade de Cristo ao coração humano (At 1.8; Jo 16.8-14).
• Compreensão do contexto. Paulo considerava o contexto de seus ouvintes, mas sempre os conduzia à verdade sobre Deus, o pecado, o arrependimento e o juízo (At 17.22-31). A abordagem pode variar; o evangelho permanece inalterado.
• Proclamação do evangelho. A evangelização exige a proclamação clara e corajosa da obra salvadora de Cristo. O pecador precisa ouvir que está debaixo da condenação divina e que o perdão se encontra somente na morte e na ressurreição de Jesus (Rm 3.23-26; 1Co 15.1-4). A graça de Deus não encobre a gravidade do pecado; ela revela a suficiência de Cristo para salvar os homens.

 

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Thais Fersoza abre álbum de fotos da festa de aniversário da filha

  Em suas redes sociais, Thais Fersoza sempre compartilha diversos momentos de sua rotina com seus mais de 14 milhões de seguidores.

Neste domingo, dia 2 de agosto, a apresentadora publicou em sua conta no Instagram diversas fotos da festa de aniversário da filha Melinda, fruto do seu relacionamento com Michel Teló. A pequena completou dez anos de vida. Além disso, a comemoração contou com algumas bexigas em tons pastéis e um bolo todo em rosa claro com diversas fotos da menina desde o nascimento. Já a decoração do bolo também teve um coelhinho de pelúcia.

“Nossa princesa, nosso amor faz dez anos hoje, nossa menina doce, generosa, amável, divertida, amorosa, criativa, cheia de sensibilidade e de um coração lindo! Filha amada, quanto orgulho nós temos de você. Que sorte a nossa! Deus caprichou. O tema da festa não poderia ser mais especial: Melinda ao longo dos anos. Escolhido por ela”, começou ela.

 

Amor

Em seguida, Thais se declarou para a herdeira.

“Uma celebração da menina incrível que você é! Da sua alegria, do seu amor pela música, pela dança, pelas cores, pelos sonhos e por tudo o que faz seu coração brilhar. Você ilumina o mundo simplesmente sendo quem você é, bem do seu jeitinho. Que orgulho sermos seus pais, filha. Você chegou para nos ensinar sobre um amor incondicional, que a gente não imaginava existir. Nosso sonho realizado”.

Por fim, a famosa ressaltou algumas características de Melinda.

“Você é amor, é luz, é alegria. Seu jeitinho leve, carinhoso e autêntico conquista todo mundo. Sua generosidade, sua delicadeza e sua capacidade de enxergar o melhor nas pessoas nos emocionam todos os dias. Que Deus continue iluminando seus caminhos e fazendo florescer todos os desejos mais bonitos do seu coração. Que o Espírito Santo te dê sabedoria e os anjinhos da guarda estejam sempre com você, guiando seus passos, protegendo sua vida e enchendo seus dias de amor, saúde, paz e felicidade. Que sorte a nossa ter você como nossa filha. Nosso amor por você é infinito! Melinda faz dez anos”, concluiu.

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Tenho cabelos cacheados, mas muito finos: essas são as dicas que uso para conseguir volume

   Ter cabelo cacheado é uma bênção e uma maldição. Ter cabelo fino é bem mais uma maldição do que uma bênção. Pelo menos do meu ponto de vista. 

Por quê? Pois porque adoro cachos com volume. Quer dizer, prefiro volume a definição, sempre. Mas com um cabelo tão fino quanto o meu, é mais difícil. Tudo fica pesado, tudo escorre e o volume acaba brilhando pela ausência.

Mas, com anos de experiência, fui acumulando truques que me ajudam a manter o volume o máximo possível — o que não dura o dia inteiro, nem de longe —, mas pelo menos consigo não parecer um cachorrinho com o cabelo molhado. É melhor do que nada. Como compartilhar é coisa de gente legal, vou passar esses truques pra vocês.

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Adeus, cabelos finos: os cabeleireiros sempre realizam essa etapa antes da secagem com secador para adicionar volume

1. Lavar o cabelo com a cabeça para baixo

Olha, para ser sincera: lavar, dar definição, secar, etc. Faço tudo com a cabeça para baixo. Parece bobagem, mas estou convencida de que o efeito da gravidade me ajuda e, quanto mais tempo as raízes do meu cabelo ficarem afastadas do couro cabeludo, melhor. 

Então, sim. Eu entro no chuveiro e fico de cabeça para baixo o tempo todo: para lavar com xampu, enxaguar e escorrer. Se uso condicionador ou máscara capilar, também fico de cabeça para baixo.

2. Não uso condicionador, só leave-in

Aqui vai a seguinte dica: tudo deixa meu cabelo pesado. Mesmo que eu enxágue bem. Por isso, uso os produtos mais leves que consigo. Isso significa que, se eu usar condicionador, vou ter mais definição, mas, em 10 de cada 10 vezes, fico com menos volume. 

Meu truque? Uso o leave-in — um tipo de condicionador que não precisa ser enxaguado — como se fosse condicionador e, sim, eu enxáguo. Não deixo no cabelo. Se eu deixar sem enxaguar, adivinhem o que acontece. É isso mesmo, adeus, volume.

3. Uso argilas para lavar o cabelo

Não qualquer argila, é claro. Existem argilas especiais para isso. É um pouco trabalhoso, não vou mentir, mas o efeito de volume que ela deixa no meu cabelo vale a pena.

4. Definir com produtos leves e ricos em proteínas

É isso mesmo, no máximo géis e espumas. Nada de cremes porque, nesse caso, por mais definição que eu consiga, o volume nem aparece, nem sequer dá sinais de que vai aparecer. E, claro, sem exagerar nas quantidades nem chegar muito perto das raízes.

5. Definir e secar de cabeça para baixo

Assim como na lavagem: eu defino e seco de cabeça para baixo. Consigo menos definição? Sim, mas mais volume. É uma troca justa. Além disso, termino a secagem sem difusor. Adeus, mais uma vez, definição. Olá, volume.

6. Levar um bom pente de dentes largos na bolsa

Faça o que fizer, se você tem cabelo fino, o volume vai diminuindo ao longo do dia. É uma questão de física e não dá para evitar. Para me dar uma ajudinha nesses momentos, sempre levo um pente de dentes largos na bolsa. E, assim como quem vai ao banheiro retocar o batom, eu vou retocar meu cabelo e recuperar o volume. 

Às vezes faço isso com as mãos, mas é verdade que, assim, você perde bem mais definição e há mais risco de o cabelo ficar super crespo.]

purepeople

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Frango com creme de batata muito cremoso e bem temperado, perfeito para seu almoço ou jantar

   Essa receita de frango com creme de batata é o tipo de prato que é capaz de transformar uma refeição simples numa ocasião mega especial. Faça essa delícia, você vai amar, é irresistível!

  O frango com creme de batata nada mais é, do que a união da textura macia do frango com a cremosidade da batata e o resultado é uma explosão de sabores. Mesmo sendo preparado com ingredientes simples, o resultado é uma refeição requintada e muito saborosa. Confira o passo a passo dessa versão do canal da terra, e faça, é surpreendente!

Como fazer frango com creme de batata 

Para fazer frango com creme de batata vamos precisar de alho, peito de frango, cebola, pimentão vermelho, tomate, molho de tomate pronto, óleo, páprica picante, chimichurri, sal, pimenta do reino, creme de leite, batata cozida, mussarela fatiada e cebolinha verde.  Iremos primeiramente preparar o refogado do frango seguindo as instruções. Em seguida vamos reparar o creme de batata, conforme o passo a passo, colocar 1/3 desse creme num refratário oval, dispor o refogado de frango, cobrir com o restante do creme de batata, finalizar com mussarela fatiada e gratinar por 20 minutos a 200 graus. Depois disso é só retirar do forno, polvilhar cebolinha verde e saborear cada colherada!

Ingredientes da receita de frango com creme de batata 

  • 2 dentes de alho 
  • 500 gramas de peito de frango cortado em cubinhos
  • 1 cebola 
  • ½ pimentão vermelho 
  • 1 tomate
  • 2 colheres(sopa) de molho de tomate pronto 
  • Óleo a gosto 
  • Páprica picante e chimichurri a gosto 
  • Sal e pimenta do reino a gosto 
  • 2 caixinhas de creme de leite
  • 300 gramas de batata cozida 
  • 150 gramas de mussarela fatiada 
  • Cebolinha verde a gosto 

Modo de preparo 

  1. Numa panela coloque o óleo, o alho picado, leve em fogo médio, deixe dourar, adicione os cubos de peito de frango e deixe fritar de ambos os lados. 
  2. Acrescente a páprica picante, o chimichurri, o sal, a pimenta do reino, a cebola e o pimentão picados, o molho de tomate, misture bem e refogue um pouco. 
  3. Coloque o tomate picado, mexa bem, ajuste o sal e a pimenta do reino e deixe refogar um pouco mais para encorpar. Retire do fogo. 
  4. No liquidificador coloque o creme de leite, o sal, a batata cozida, e bata bem para homogeneizar. 
  5. Coloque 1/3 desse creme num refratário oval ( 26 cm x 17 cm), disponha o frango refogado, cubra com o restante do creme e finalize com a mussarela fatiada. 
  6. Leve para gratinar em forno pré-aquecido a 200 graus por 20 minutos. 
  7. Retire do fogo e sirva esse belíssimo frango com creme de batata!

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terra
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