Arianne Botelho, de 32 anos, é a protagonista de Então é Amor, nova novela vertical das plataformas digitais da Globo. A atriz, que vive a primeira experiência no formato, admite que teve receio ao fazer o papel. “Nunca tinha feito novela vertical e fiquei com medo. É uma novela sem barriga. Muitas coisas acontecem em um capítulo só. A Rosa não tinha um minuto de sossego”, afirma.
“Sinto que o microdrama é como se a gente estivesse dando um zoom em determinada história de uma novela convencional”, explica. De acordo com a atriz, ela foi tão atraída pela trama que leu o roteiro de uma vez. “Geralmente, leio aos poucos. Desta vez, queria saber o que ia acontecer. A novela tem surpresas em todos os capítulos. Minha personagem não é uma mocinha óbvia.”
Arianne Botelho — Foto: Carlo Locatelli
Ao falar sobre o processo de criação da personagem, a atriz teve o cuidado como o de outros trabalhos. “A construção da personagem, para mim, foi dedicada como a de qualquer papel que começo do zero em outro produto. A construção é a mesma, mas a concentração exige mais domínio do papel. A Rosa, minha personagem, tem a linha que leva a história do começo ao fim. Tenho que dominar todas as nuances dela, desde as mais simples até as mais complexas.”
Nas gravações, Arianne conta que precisou ter atenção com a movimentação. “No começo, eu esquecia que era vertical e tinha um gestual como se fosse horizontal. O Zambelli (diretor) me alertava: ‘Arianne, é vertical'”, lembra.
Flávia Alessandra, de 52 anos, se orgulha de Giulia Costa, de 26, construir uma carreira independente da sua. A cineasta de formação viralizou recentemente ao surgir como assistente de direção num set de filmagem, e reconheceu que ser filha da atriz e do diretor de TV Marcos Paulo (1951-2012) abriu portas para ela. Em conversa com a Quem, Flávia diz que se divertiu com a repercussão e questionou o motivo do trabalho da filha ter gerado debate, com a internet chamando-a de “batalhadora”.
“Eu acho louco que o que é para ser normal vire assunto. Morri de rir quando saiu esse vídeo, falei para ela: ‘Que engraçado que está o mundo, as coisas estão ficando tão invertidas’. Essa não era para ser a regra? Não era para você estar aí batalhando, correndo atrás dos sonhos? Enfim, acho que ela está trilhando o caminho dela bonitinho. O mais legal é que tem um monte de gente vendo da mesma forma, e isso é muito bom. Sinal de que as coisas estão no lugar”, acredita.
Giulia se formou em Cinema em 2022 pela PUC-RJ e já externou o desejo de dirigir uma obra algum dia. Enquanto isso, tem o trabalho de influencer como a forma de sustentar seu estilo de vida e, futuramente, seu sonho. Comparando sua vida e carreira à da mãe, com quem apresentou um podcast recentemente, a artista disse: “Ela é loba, eu sou cachorrinha”. No entanto, Flávia não concorda com a ideia.
“Imagina! Ela já é ali bem lobinha também, dona Giulia. Bastante! Crio duas meninas para esse mundão, com todos os perigos e também conquistas. A gente tem esse canal aberto de uma forma muito positiva, para que a gente consiga voar e chegar onde quiser, com cuidado, com cautela, e assim tem sido”, diz ela, que também tem Olívia, de 15 anos, do casamento com Otaviano Costa.
Acuado pelo avanço das investigações e pela devastação de sua imagem pública, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) perdeu a compostura nas redes sociais neste domingo (21) e bateu boca publicamente com a veterana jornalista Eliane Cantanhêde, colunista do jornal O Estado de S. Paulo e comentarista da Globo. A explosão do parlamentar reflete o desespero de quem vê se fechar sobre si uma atmosfera de suspeitas em torno do caso Master, justamente no momento em que ele tenta se viabilizar como pré-candidato à Presidência da República.
A reação do filho 01 de Jair Bolsonaro foi imediata e agressiva. Flávio utilizou seu perfil na rede social X (antigo Twitter) para atacar diretamente a publicação oficial do jornal. Em tom ríspido, ele escreveu: “Porque o investimento privado feito em um filme privado e sem contrapartida pública é tão legal quanto o feito em publicidade no Estadão. Não há absolutamente nada de errado. Pelo seu raciocínio, deveria haver busca e apreensão em cima dos donos Estadão (com o que eu não concordo). Porém, contudo, todavia, o Lula baiano é acusado de CORRUPÇÃO!!! Ou seja, por mais que você torça contra mim, possibilidade de crime só há na relação do líder do governo e fiel escudeiro de Lula com o Augusto Lima e o Master, e não no caso do filme”
Cerco se fecha: As mentiras que desabaram neste domingo
A defesa do senador vinha sustentando que o único contato presencial relevante havia ocorrido no final de novembro de 2025, na residência de Vorcaro em São Paulo, para supostamente “dar um ponto final” nas negociações de patrocínio para o filme Dark Horse. No entanto, Jardim revelou que os dois já se reuniam secretamente a sós desde o primeiro semestre do ano passado, em uma mansão alugada pelo banqueiro em Brasília.
Essa nova peça do quebra-cabeça destrói a narrativa anterior de Flávio, que no início do escândalo chegou a afirmar que sequer conhecia o empresário. Posteriormente, quando confrontado com o fato de seu contato estar no celular de Vorcaro, alegou que seu número “não era segredo para ninguém” na capital federal. A máscara caiu em definitivo quando o portal The Intercept Brasil divulgou mensagens onde o senador tratava o magnata criminoso pelo apelido íntimo de “irmãozão”. Mais do que a proximidade, as investigações apontam que Flávio tentou levar R$ 134 milhões do banqueiro, tendo conseguido efetivamente abocanhar R$ 61 milhões em depósitos no exterior. A desfaçatez da relação ficou nítida quando descobriu-se que o parlamentar viajou a São Paulo para visitar o aliado quando este já utilizava tornozeleira eletrônica e cumpria medidas cautelares.
A estratégia de criar uma cortina de fumaça partidária, contudo, redundou em um retumbante fracasso. A opinião pública e a imprensa profissional não morderam a isca. Embora o envolvimento de figuras governistas seja alvo de apuração, a gravidade e a especificidade das cifras que envolvem Flávio, os R$ 134 milhões exigidos e os R$ 61 milhões recebidos de forma nebulosa de um banqueiro sob investigação, mantiveram o filho do ex-presidente firmemente fincado nas manchetes policiais. Ao perceber que não conseguiria usar Jaques Wagner como escudo humano, o nervosismo do senador transbordou.
Sob os refletores: A incômoda blindagem de André Mendonça
O ponto nevrálgico do artigo de Cantanhêde, e que gerou o curto-circuito em Flávio, é a crescente e insustentável pressão das redes sociais e de setores jurídicos sobre o ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal.
A omissão de Mendonça em autorizar mandados de busca e apreensão ou a abertura formal de um inquérito específico contra Flávio Bolsonaro já começou a “pegar mal” institucionalmente. Nos bastidores do Judiciário, avalia-se que a postura do magistrado, indicado ao cargo por Jair Bolsonaro sob a alcunha de “terrivelmente evangélico”, configura uma linha clara de proteção política a um aliado ideológico extremista. Diante de um conjunto de provas tão robusto e de sucessivas mentiras desmascaradas, a inércia do relator começa a constranger o próprio Supremo.
Ao atacar a imprensa e tentar equiparar uma transação comercial legítima (como a venda de publicidade de um jornal) a repasses milionários e secretos de um banqueiro fraudador, Flávio Bolsonaro sinaliza que perdeu os argumentos técnicos. O tom beligerante adotado no X é o último recurso de quem sabe que, caso a blindagem de André Mendonça sofra qualquer fissura nos próximos dias, a pré-candidatura presidencial será o menor dos seus problemas.
O escândalo do Banco Master, de Daniel Vorcaro, revelados na Compliance Zero, e a Operação Miragem sobre o Digimais, de Edir Macedo, revelam os efeitos colaterais de um modelo de desregulamentação financeira iniciada no governo golpista de Miche Temer (MDB) e levada às últimas consequências pelo “super” ministro da Economia Paulo Guedes e o presidente do “autônomo” Banco Central Roberto Campos Neto no ex-governo Jair Bolsonaro (PL).
Vendida como “modernização” do sistema financeiro – mesma alcunha agora propalada por Flávio Bolsonaro para seduzir a Faria Lima -, as resoluções e medidas de Guedes e Campos Neto abriram caminho para um ecossistema de fintechs, bancos digitais e operações financeiras que Sob o governo Lula estão no centro de investigações da Polícia Federal.
Durante anos, Paulo Guedes e Roberto Campos Neto venderam ao mercado a ideia de que o Brasil precisava romper o suposto oligopólio bancário para estimular a concorrência, democratizar o crédito e acelerar a inovação financeira. Sob esse discurso, foram criadas condições para a explosão de fintechs, bancos digitais, plataformas de crédito e estruturas financeiras que passaram a disputar espaço com as instituições tradicionais.
O problema é que, enquanto a Faria Lima festejava a abertura, a fiscalização parecia perder capacidade de acompanhar a velocidade das transformações. Diante das investigações que alcançam Master e Digimais, emerge uma questão inevitável: os potenciais crimes identificados pela Polícia Federal são resultado de casos isolados ou revelam fragilidades de um modelo regulatório concebido justamente para flexibilizar barreiras e acelerar a expansão do setor financeiro?
A resposta começa antes mesmo da chegada de Bolsonaro ao Palácio do Planalto.
Governo Temer: a origem
A origem da atual arquitetura financeira remonta ao governo Michel Temer (MDB). Em abril de 2018, o Conselho Monetário Nacional aprovou a Resolução 4.656, criando as Sociedades de Crédito Direto (SCDs) e as Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEPs).
À primeira vista, tratava-se de uma medida técnica destinada a estimular a inovação. Na prática, inaugurava uma ruptura histórica. Pela primeira vez, empresas não bancárias poderiam conceder crédito diretamente ao público sem a necessidade de se transformarem em bancos convencionais.
A medida foi recebida com entusiasmo pela Faria Lima. O argumento era simples: mais concorrência reduziria juros e ampliaria o acesso ao crédito.
Mas, a resolução também marcou o início de um processo de fragmentação do sistema financeiro. Novos agentes passaram a operar em um ambiente regulatório significativamente mais leve do que aquele imposto aos grandes bancos, enquanto o Estado apostava que a supervisão baseada em risco seria suficiente para acompanhar a expansão do setor.
Bolsonaro: o financismo como política de Estado
Quando Roberto Campos Neto assumiu um “autônomo” Banco Central, em 2019, esse processo foi acelerado e transformou o financismo em política de Estado.
Diferentemente de seus antecessores, que viam a estabilidade financeira como prioridade absoluta, Campos Neto passou a tratar inovação e concorrência como objetivos centrais da autoridade monetária. A partir daquele momento, o BC deixou de atuar apenas como fiscalizador para assumir também o papel de indutor da expansão do mercado financeiro.
Em 2020 veio o Sandbox Regulatório, mecanismo que permitiu a empresas selecionadas testar produtos e modelos de negócios sob regras diferenciadas de supervisão.
A iniciativa era inspirada em experiências internacionais e apresentada como ferramenta de modernização. Mas também representava uma mudança de paradigma: o foco deixava de ser a prevenção de riscos para privilegiar a experimentação e o crescimento.
O passo seguinte foi ainda mais ambicioso. Em 2021 entrou em operação o Open Banking, posteriormente ampliado para Open Finance.
O sistema obrigou instituições financeiras a compartilhar dados de clientes, permitindo a integração de bancos, fintechs, plataformas de crédito e empresas de tecnologia em uma mesma rede. A Faria Lima, mais uma vez, comemorou.
Campos Neto celebrou com Guedes a “modernização” no mercado brasileiro. No entanto, pouco se discutiu sobre os desafios de supervisão que surgiam a partir da criação de um ecossistema financeiro cada vez mais complexo, pulverizado e interconectado.
“Terceirização” e Farra no mercado financeiro
Foi nesse ambiente que prosperou o modelo conhecido como Banking as a Service (BaaS). Empresas sem tradição bancária passaram a oferecer contas, cartões, empréstimos e serviços financeiros utilizando a estrutura de instituições parceiras, em uma espécie de “terceirização”, a reboque do que acontece em outros setores, como o do trabalho, com o avanço do ultraliberalismo.
A fronteira entre banco, fintech, empresa de tecnologia e plataforma financeira tornou-se cada vez mais difusa. O sistema cresceu. A fiscalização, não necessariamente.
Paralelamente, a aprovação da Lei Complementar 182, o chamado Marco Legal das Startups, e da autonomia formal do Banco Central consolidou a visão de que a expansão do mercado financeiro deveria ocorrer com o mínimo de interferência estatal possível.
As propostas estão no cerne do “pensamento” de Paulo Guedes, um entusiasta do neoliberalismo, alçado em 2018 pela mídia liberal e Faria Liberal como “o posto Ipiranga” de Jair Bolsonaro, uma espécie de oráculo que colocaria uma mordaço no confesso ignorante em Economia que seria colocado no Planalto após a prisão de Lula por outro “super” ministro, Sergio Moro, hoje candidato do clã ao governo do Paraná.
O resultado foi a criação de um ambiente altamente favorável à entrada de forasteiros no mercado financeiro, à circulação de grandes volumes de recursos e ao surgimento de estruturas cada vez mais sofisticadas, que dificultavam a fiscalização.
A brecha permitiu que o “empresário” Daniel Vorcaro e o “bispo” Edir Macedo se tornassem banqueiros, conseguindo do BC de Campos Neto o aval para operacionalizar o Master, em 2019, e o Digimais, em 2020.
O caso Master
É nesse contexto que o Banco Master se torna símbolo da nova era financeira brasileira.
Sob o comando de Daniel Vorcaro, a instituição viveu uma expansão meteórica justamente durante o período em que Roberto Campos Neto conduzia a agenda de abertura do setor. O banco ampliou operações, passou a ocupar espaço crescente no mercado de capitais e construiu uma rede complexa de fundos, empresas e ativos financeiros que chamava atenção pela velocidade de crescimento. Agora, a PF investiga suspeitas envolvendo operações estruturadas, movimentação de ativos, créditos de difícil recuperação e mecanismos financeiros que, segundo as apurações, podem ter servido para ocultar a origem de recursos e mascarar operações patrimoniais. Relatórios de inteligência financeira analisados pelos investigadores também apontam suspeitas de conexões entre estruturas examinadas na operação e recursos associados a facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital, o PCC. O aspecto mais perturbador do caso não é apenas o volume dos recursos investigados. É o fato de que o crescimento ocorreu dentro do sistema financeiro formal, sob supervisão estatal, em um ambiente que celebrava justamente a capacidade dessas instituições de desafiar os grandes bancos tradicionais.
Digimais: o novo Master
O Digimais surge agora como um novo capítulo dessa história. Ligado ao grupo empresarial de Edir Macedo, que comanda o Republicanos de Tarcísio Gomes de Freitas e um dos principais apoiadores de Bolsonaro durante seu governo, o banco digital prosperou no mesmo ciclo de expansão das fintechs e das instituições financeiras digitais. Na operação desta terça-feira (23), a PF investiga suspeitas de fraudes no Sistema Financeiro Nacional, com bloqueio autorizado de até R$ 670,3 milhões em bens e valores ligados aos investigados. O modus operandi é semelhante ao do Master, com a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas superiores a 110% do CDI. Além disso, o banco presidido pelo bispo João Urbaneja, braço direito de Macedo, lucrou com empréstimos consignados a servidores, como os policiais militares de São Paulo estimulados pelo governo Tarcísio a se endividarem com o banco ligado à Igreja Universal, que também promove cultos para dar “assistência espiritual” aos PMs. As apurações ainda estão em estágio inicial, mas o simples fato de mais uma instituição criada e fortalecida nesse ambiente regulatório aparecer no radar das autoridades amplia os questionamentos sobre a eficácia do modelo adotado entre 2019 e 2024.
Um modelo estruturado para crimes no sistema financeiro
Não se trata de atribuir a Paulo Guedes ou Roberto Campos Neto responsabilidade por eventuais irregularidades investigadas pela Polícia Federal. A questão é mais profunda. Foi sob a condução deles que o Brasil trocou um sistema concentrado, fortemente supervisionado e dominado por poucos bancos por um ecossistema financeiro pulverizado, interligado e orientado pela lógica da expansão acelerada.
Os defensores dessa agenda afirmam que ela trouxe concorrência, inovação e inclusão financeira. Os fatos parecem confirmar isso.
Mas as investigações sobre Master e Digimais levantam outra possibilidade: a de que o mesmo processo que ampliou a competição também criou brechas para operações cada vez mais difíceis de monitorar, permitindo que estruturas financeiras crescessem em velocidade superior à capacidade de fiscalização do Estado. O caso da Clava Fort, ligada ao pastor André Valadão e construído sob a mesma lógica de financeirização que marcou os anos Bolsonaro, aparece como evidência adicional desse fenômeno. Embora tenha dimensão incomparavelmente menor que Master e Digimais, sua trajetória reforça a percepção de que a abertura promovida pelo Banco Central alcançou setores religiosos, políticos e empresariais que passaram a operar estruturas financeiras próprias em um ambiente de supervisão cada vez mais desafiador.
Vista em perspectiva histórica, a questão que emerge das investigações não diz respeito apenas ao futuro de Daniel Vorcaro ou de Edir Macedo.
O que está em julgamento é o próprio modelo de modernização financeira concebido a partir do governo Temer e levado ao limite por Paulo Guedes e Roberto Campos Neto. Se as suspeitas investigadas pela Polícia Federal forem confirmadas, Master e Digimais poderão entrar para a história não apenas como escândalos financeiros, mas como os casos que expuseram as fragilidades de uma arquitetura regulatória neoliberal construída para acelerar a expansão do mercado e que, na prática, abriu brecha para a farra das organizações criminosas dentro do sistema financeiro.
Estados e municípios que deixarem de apresentar informações sobre recursos recebidos por meio das chamadas “emendas Pix” para a realização de eventos poderão ser multados. A medida foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, no âmbito das discussões sobre transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares.
A decisão, assinada na terça-feira (9), estabelece multa diária equivalente a 1% do valor de cada emenda para os entes que não apresentarem planos de trabalho, complementação de cadastros ou relatórios de gestão referentes a recursos transferidos por emendas individuais na modalidade de transferência especial entre 2020 e 2024. A penalidade será aplicada até que as pendências sejam regularizadas.
Pela decisão, o Ministério do Turismo deverá identificar e notificar os entes que estiverem em situação irregular no prazo de 10 dias corridos. No mesmo período, a pasta também terá de atualizar as informações sobre emendas destinadas a eventos que já foram identificadas, mas que ainda não possuem plano de trabalho ou prestação de contas concluída.
Segundo o ministério, atualmente existem 126 planos de trabalho cadastrados. Desse total, 54 estão em fase de complementação e 72 já foram aprovados. Também foram incorporados 29 novos relatórios de gestão.
Identificação de falhas na transparência
Ao justificar a medida, Flávio Dino afirmou que permanecem falhas na transparência e no acompanhamento da aplicação dos recursos destinados à promoção de eventos, dificultando a fiscalização e os mecanismos de controle, especialmente nos casos envolvendo empresas beneficiadas pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse).
“A título ilustrativo, imaginemos a repugnante hipótese de uma empresa participar de ‘esquemas’ de desvio de dinheiro público destinado por emendas, e ainda ser beneficiada por incentivos fiscais”, afirma o ministro na decisão.
Fiscalização
O STF também determinou que a Controladoria-Geral da União (CGU) realize auditorias nos entes federados que já tiveram planos de trabalho aprovados e apresentaram relatórios de gestão. A fiscalização deverá verificar a consistência da documentação apresentada, a compatibilidade entre os objetos pactuados e os contratos firmados, a adequação dos preços, os valores pagos e a proporcionalidade dos recursos em relação ao porte dos eventos realizados.
Na avaliação da Confederação Nacional de Municípios (CNM), embora a decisão esteja voltada, neste momento, às emendas executadas pelo Ministério do Turismo, ela serve como alerta para a execução de recursos transferidos pelos demais ministérios. A entidade destaca que, embora a análise dos planos de trabalho tenha sido dispensada pelos órgãos setoriais, o preenchimento dos relatórios de gestão continua obrigatório. As informações registradas na plataforma Transferegov, ressalta a confederação, devem ser apresentadas de forma clara e transparente.
A determinação foi proferida no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, ação que reúne discussões sobre mecanismos de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares, incluindo medidas adotadas após a extinção do chamado orçamento secreto.
Ao longo dos julgamentos da ADPF 854, a CNM afirma ter atuado na orientação dos municípios para o cumprimento das normas, por meio de atendimentos diretos, produção de tutoriais, envio de mensagens aos gestores e divulgação de conteúdos informativos.
Os recursos, depositados no dia 29 de maio, são provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e devem ser aplicados exclusivamente na manutenção e no desenvolvimento da educação básica pública, incluindo:
valorização e remuneração dos profissionais da educação,
melhorias na infraestrutura escolar,
transporte de estudantes,
aquisição de materiais didáticos.
A distribuição dos valores leva em conta o número de matrículas registradas no último Censo Escolar, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O levantamento contempla alunos da educação infantil, do ensino fundamental, do ensino médio, da educação especial, da educação de jovens e adultos (EJA) e da educação profissional integrada.
Complementação da União
A previsão é que a complementação da União ao Fundeb alcance R$ 69,3 bilhões em 2026. Com o repasse da quinta parcela, o total transferido neste ano já soma R$ 29,04 bilhões. Os recursos são liberados mensalmente, entre janeiro de 2026 e janeiro de 2027, até o último dia útil de cada mês, conforme cronograma estabelecido pela Portaria Interministerial MEC/MF nº 6/2026.
Como funciona a distribuição
O Fundeb é formado por receitas e transferências de impostos de estados, municípios e Distrito Federal. Desde 2021, o fundo passou a contar com complementação crescente da União, distribuída por meio de três modalidades, conhecidas como modelo híbrido.
O Valor Anual por Aluno (VAAF) considera quanto cada estado arrecada para o Fundeb por aluno matriculado.
O Valor Anual Total por Aluno (VAAT) é calculado com base no total de recursos disponíveis para a educação básica em cada rede de ensino, independentemente do estado onde ela esteja localizada.
O Valor Aluno Ano Resultado (VAAR) está vinculado ao desempenho educacional e à evolução dos indicadores de aprendizagem das redes de ensino.
Em 2026, a complementação da União beneficiará 1.766 entes federativos pela modalidade VAAF, 2.546 pelo VAAT e 3.034 pelo VAAR.
Quase metade das prefeituras brasileiras já convive com emendas impositivas de vereadores, mecanismo que, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), tem gerado desafios para a gestão orçamentária local e levado parte dos municípios a complementar com recursos próprios projetos inicialmente financiados por esses instrumentos.
O estudo, realizado com 3,2 mil entes locais de todas as regiões do país, aponta que 47% dos prefeitos afirmaram possuir emendas impositivas de vereadores. Para a CNM, esse percentual pode alcançar 60% nos próximos anos.
As emendas parlamentares são instrumentos que permitem ao Poder Legislativo participar da elaboração do orçamento público. Por meio delas, deputados estaduais, deputados federais, senadores e vereadores podem direcionar recursos previstos no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para ações e projetos considerados prioritários.
De acordo com a pesquisa, 85% dos municípios que adotaram o mecanismo já incluíram as emendas na Lei Orgânica municipal, o que torna sua manutenção praticamente definitiva. Entre os prefeitos ouvidos, 52% afirmaram precisar complementar com recursos da própria administração os valores destinados pelos vereadores para garantir a execução de obras e serviços.
A insuficiência de recursos, segundo o levantamento, está relacionada principalmente ao fracionamento das emendas sem a definição de um valor mínimo. Esse fator foi apontado por 53% dos gestores consultados.
O estudo também indica que a adoção das emendas tem dificultado o cumprimento de metas previstas nos orçamentos municipais. Com base na extrapolação dos dados coletados, a CNM estima que aproximadamente 2,6 mil prefeituras brasileiras já possuam emendas impositivas de vereadores.
Em cerca de um terço dessas cidades, o percentual destinado às emendas ultrapassa o limite de 1,55% da Receita Corrente Líquida estabelecido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF). A pesquisa ainda identificou a existência de emendas de bancada em mais de um terço dos municípios que possuem previsão de emendas parlamentares — o equivalente a até 915 prefeituras na projeção realizada pela entidade. A legalidade desse modelo está sendo discutida na Justiça e deve ser analisada pelo STF.
Recursos insuficientes
Outro dado apontado pelo levantamento é que 44% dos gestores que responderam à pesquisa consideram os recursos destinados às emendas insuficientes para a execução das obras e serviços previstos. Nesses casos, as prefeituras acabam assumindo parte dos custos para viabilizar os projetos.
Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, o avanço desse modelo amplia as dificuldades financeiras enfrentadas pelos governos locais.
“A existência de emendas municipais tem agravado ainda mais o subfinanciamento da esfera local, pois, além de manter intacto o duodécimo do Poder Legislativo, fragiliza a realização de políticas públicas efetivamente estruturantes. A repetição, em nível local, de mecanismo existente na esfera federal, desconsidera as assimetrias federativas e a profunda disparidade entre o excesso de arrecadação por parte da União e a histórica deficiência financeira identificada nos Municípios”, ressalta o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.
Diante desse cenário, a entidade pretende ampliar o debate sobre os impactos das emendas impositivas com a sociedade e com os poderes Executivo e Legislativo municipais. O objetivo, segundo a CNM, é discutir as atribuições de cada poder e buscar maior eficiência na implementação de políticas públicas.
Aumento no volume de emendas
O estudo também mostra o crescimento do volume de emendas parlamentares nos últimos anos. Somadas as esferas federal e estadual, os recursos passaram de R$ 56,7 bilhões em 2024 para R$ 63 bilhões em 2026.
Desse total, R$ 49,9 bilhões correspondem às emendas federais e R$ 13,2 bilhões às estaduais. A participação dos estados nesse montante aumentou de 15,6% para 20,9% no período analisado.
Mais de R$ 5,2 bilhões serão distribuídos aos municípios brasileiros nesta sexta-feira (19) por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O montante corresponde ao segundo decêndio de junho e é cerca de 11% maior do que o transferido no mesmo período do ano passado, quando os repasses somaram R$ 4,7 bilhões.
Segundo o especialista em orçamento público Cesar Lima, parte do aumento nos repasses pode estar relacionada ao cenário econômico recente, marcado pela alta dos custos de energia e combustíveis, que impactam a arrecadação e, consequentemente, os valores transferidos aos municípios.
“Entendemos ser um impacto direto desse processo inflacionário que temos vivido por conta da alta do preço dos petróleos. Estamos com a inflação bem acima do teto da meta e acreditamos que boa parte desse aumento em relação ao ano passado pode ser inflacionário, o que levaria a um aumento real ainda não calculado, apesar de que durante o ano, até mesmo antes dos conflitos eclodirem no Oriente Médio, nós tínhamos um resultado positivo em relação ao ano passado”, destacou. Os repasses do FPM são feitos a cada dez dias. Quando a data programada coincide com fim de semana ou feriado, o crédito é antecipado para o primeiro dia útil anterior.
O Governo do Brasil ampliou o programa MovCEUs do Ministério da Cultura.
Agora, 89 unidades culturais itinerantes vão chegar a municípios de todas as regiões do país.
No Nordeste, serão contempladas as cidades de Penedo, em Alagoas; Itacaré, na Bahia; Brejo Santo, no Ceará; João Câmara, no Rio Grande do Norte; e Recife, no Pernambuco.
Os MovCEUs são equipamentos culturais móveis voltados à promoção da cultura, da formação, inclusão digital e do fortalecimento comunitário.
O veículo é totalmente adaptado para ser um estúdio de produção audiovisual, biblioteca, cinema de rua, espaço para realização de oficinas e até palco para apresentações diversas.
A unidade leva atividades culturais para territórios que ainda enfrentam dificuldades de acesso a equipamentos permanentes. A subsecretária de Espaços e Equipamentos Culturais do Ministério da Cultura, Cecília Sá, destaca a importância da expansão da política cultural nos territórios brasileiros.“Os MovCEUs tem essa capacidade de conectar comunidades, de valorizar identidades locais e levar cultura a territórios diversos do Brasil. E agora com a expansão nós damos um salto importante na construção de uma política cultural mais capilarizada, mais inclusiva e alinhada às realidades das cidades brasileiras.”
Além do Nordeste, as regiões Sul, Centro-Oeste, Sudeste e Norte do país também terão cidades contempladas com unidades do MovCEUs do Ministério da Cultura. Os valores de investimento ultrapassam os R$ 77 milhões de reais. Recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento, o Novo PAC, do orçamento do MinC e de emendas parlamentares.
Os MovCEUs fazem parte do Programa Territórios da Cultura, rede de equipamentos culturais do Ministério da Cultura que também inclui os CEUs das Artes e os CEUs da Cultura.
Entre janeiro e junho de 2026, o programa IA Contra o Crime contribuiu para a elucidação de mais de 1,4 mil ocorrências em Goiás. O conjunto de casos inclui crimes violentos, como homicídios, estupros e roubos, além de ações relacionadas ao tráfico de drogas e a organizações criminosas. A tecnologia está em funcionamento em nove municípios, com 577 câmeras ativas.
O sistema opera como uma plataforma de inteligência que integra diferentes bases de dados, entre elas boletins de ocorrência, mandados de prisão, reconhecimento automático de placas de veículos e alertas emitidos em tempo real. A partir dessa integração, as forças de segurança conseguem reunir informações que apoiam o trabalho investigativo e operacional.
A previsão é que a estrutura seja ampliada para 5.012 câmeras e passe a abranger mais 194 municípios. Com a expansão, a estimativa é de que o número de ocorrências solucionadas com auxílio da plataforma ultrapasse 10 mil até o fim de 2026. O projeto coloca o estado entre os que mais avançam no uso de inteligência artificial aplicada à segurança pública no país.
O governador Daniel Vilela destaca que o programa atua como um “cinturão digital”, conectando câmeras e inteligência artificial para reforçar o combate ao crime, principalmente em áreas de maior circulação e nas divisas de Goiás. “A plataforma representa um grande salto tecnológico na forma como o governo de Goiás combate o crime”, afirma.
Elucidação de casos concretos
Casos recentes ajudam a ilustrar o funcionamento do sistema. Em maio, uma jovem autista foi baleada no rosto e o suspeito acabou localizado e preso poucas horas depois por equipes da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), com apoio da ferramenta no rastreamento da rota de fuga. No mesmo mês, 12 quilos de crack foram interceptados antes de entrar em território goiano durante uma operação de monitoramento em tempo real.
Em abril, o cruzamento de dados permitiu identificar padrões de deslocamento usados em um esquema de entrega de drogas em Goiânia, levando à desarticulação do grupo. No mesmo período, um motorista embriagado que atropelou e matou um ciclista na capital foi localizado rapidamente, o que ajudou a evitar a perda de provas.
A tecnologia também foi utilizada em uma operação que desarticulou uma associação criminosa especializada em roubos a residências de alto padrão, em ação conjunta entre forças de segurança de Goiás e do Distrito Federal. Em outra investigação, uma quadrilha responsável pelo golpe do falso bilhete premiado contra idosos foi identificada e presa a partir da análise integrada de dados da plataforma.
De acordo com o balanço do programa, mais de 300 suspeitos de crimes violentos — entre eles homicídios, feminicídios, roubos e estupros — foram presos com apoio das câmeras e dos sistemas de análise.
O secretário de Segurança Pública, coronel Renato Brum, reforça que a iniciativa amplia a atuação do estado no combate ao crime. “Não estamos inertes. Vamos atuar de forma firme. É uma causa nacional”, pontua.
Investimento
O contrato de expansão e manutenção da tecnologia tem valor total de R$ 304,8 milhões e vigência até 2031. Considerando o período de 60 meses de execução, com início previsto em junho, o custo médio mensal fica em torno de R$ 5,08 milhões. O valor engloba ampliação da infraestrutura, operação, suporte, manutenção, processamento de dados, licenças, atualizações tecnológicas e integração dos sistemas.
Para o governo do estado, o investimento é tratado como uma política de longo prazo voltada ao reforço da segurança pública em Goiás. A estrutura tecnológica deve apoiar investigações, auxiliar na localização de foragidos, no enfrentamento ao crime organizado e no aumento da capacidade de resposta das forças policiais em Goiás.
A lei (Lei n° 15.437/2026) que atualiza o piso salarial nacional dos professores da educação básica foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta sexta-feira (19). A medida fixa o valor mínimo da categoria em R$ 5.130,63 para 2026, com reajuste de 5,4% em relação ao valor anterior. De acordo com a Casa Civil, a nova legislação estabelece critérios para a atualização anual do piso salarial profissional nacional e determina que o valor não poderá ser corrigido abaixo da inflação acumulada no período anterior.
A norma também prevê a divulgação, pelo Ministério da Educação, da memória de cálculo utilizada para a atualização do piso, ampliando a transparência do processo. Outra mudança é a inclusão dos profissionais contratados por tempo determinado entre os beneficiários do piso salarial nacional. Isso, segundo o governo, garante a esses trabalhadores os mesmos direitos assegurados aos demais profissionais do magistério público da educação básica.
Reflexos nos orçamentos municipais
Conforme previsão da Confederação Nacional de Municípios (CNM), a mudança deve impactar os cofres municipais em R$ 8 bilhões apenas em 2026. Na avaliação da entidade, o reajuste do magistério amplia a pressão sobre uma situação orçamentária já desafiadora para muitos municípios brasileiros. Em nota oficial, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, defende que haja respeito ao pacto federativo e à autonomia municipal, com a definição local de aumentos reais.
“O reajuste e a valorização dos profissionais de magistério é uma demanda legítima, mas que precisa ser pactuada no âmbito local, por quem paga a conta, e não imposto pela União”, afirma Ziulkoski. Segundo a CNM, a entidade apresentou cinco emendas à Medida Provisória (MP 1.334/2026) que altera o critério de correção do piso salarial e que deu origem à lei sancionada. Além disso, a Confederação enviou parecer técnico a parlamentares para alterações no texto. No entanto, as sugestões não foram acatadas no texto final.
Pelo novo cálculo, o reajuste anual será a soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor e 50% da média de crescimento real das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) nos cinco anos anteriores. A CNM destaca que, pela fórmula anterior, a recomposição seria de apenas 0,37%, enquanto a nova regra garante reajuste de 5,4%. A entidade também alerta que, além do impacto previsto para 2026, a mudança deve aumentar a pressão sobre os municípios nos próximos anos. Para a CNM, o financiamento da educação tem sido marcado por forte pressão sobre as contas municipais nos últimos anos. Segundo a entidade, o reajuste do piso do magistério acumulou alta de 78% nos últimos cinco anos, com impacto estimado em R$ 85 bilhões no período.“O novo modelo garante correção acima da inflação sem garantia de recursos adicionais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) ou compensação da União”, afirma a CNM, em nota.
Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) voltaram a crescer entre jovens, adultos e idosos. É o que aponta a nova edição do Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (19) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Segundo o informe, o avanço é impulsionado pelo aumento das hospitalizações provocadas pelos vírus influenza A e B nessas faixas etárias.
Embora as internações por vírus sincicial respiratório (VSR) ainda estejam em alta entre crianças pequenas, o boletim identificou desaceleração no crescimento dos casos de SRAG em crianças de até quatro anos e redução das ocorrências graves entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos.
A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça a importância da vacinação contra a influenza. Segundo ela, é fundamental que os grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades, mantenham a imunização em dia.
A cientista destaca ainda a necessidade de vacinação contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, o que contribui para proteger os bebês contra o vírus responsável pela bronquiolite.
Além disso, diante do leve aumento dos casos de Covid-19 em alguns estados, Portella recomenda que idosos e pessoas imunocomprometidas estejam com as doses de reforço da vacina atualizadas.
“No mais, recomendamos alguns cuidados adicionais, como usar máscaras em locais fechados, com maior aglomeração de pessoas e dentro de unidades de saúde; fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado; ou, quando o isolamento não for possível, sair de casa usando uma boa máscara para evitar transmitir o vírus para outras pessoas”, orienta.
Estados em alerta para SRAG
O boletim mostra que 14 das 27 unidades da Federação apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo. São elas: Acre, Alagoas, Amapá, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.
Os casos de SRAG associados ao VSR continuam aumentando na maioria dos estados das regiões Nordeste — Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão e Rio Grande do Norte — e Sul — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul —, além de Amapá e Roraima, no Norte, e Rio de Janeiro e São Paulo, no Sudeste.
Em toda a Região Centro-Oeste, bem como nos estados do Acre, Pará, Paraíba, Pernambuco, Espírito Santo e Minas Gerais, os casos de SRAG relacionados ao VSR permanecem em patamares elevados, mas já apresentam sinais de estabilização ou queda.
Entre as capitais brasileiras, 11 apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo.
Entre elas estão Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), São Luís (MA) e Vitória (ES).
Prevalência dos vírus
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
19,1% de influenza A
7,1% de influenza B
51,4% de VSR
23,9% de rinovírus
2,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:
43,7% de influenza A
10,5% de influenza B
16,9% de VSR
20,4% de rinovírus
7,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 13 de junho, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 23. Confira outros detalhes no link.
Microempreendedores e empresários do setor turístico receberam orientações nesta quarta-feira (17), em Natal (RN), sobre o acesso a financiamentos do Fundo Geral de Turismo (Fungetur). A iniciativa fez parte de mais uma edição do programa Do Lado do Turismo Brasileiro, promovido pelo Ministério do Turismo, que disponibilizou, somente em 2026, mais de R$ 1 bilhão para operações de crédito com condições diferenciadas.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, participou da ação na capital potiguar. O programa já havia passado por Salvador (BA), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Macapá (AP) e Oiapoque (AP). Na avaliação do chefe da Pasta, ampliar o acesso ao crédito é uma das formas de fortalecer o turismo e apoiar os empreendedores do setor.
“O turismo é um dos setores mais potentes da economia do nosso país. Ele gera emprego na ponta, bota comida na mesa dos brasileiros que trabalham no setor e transforma realidades. Para que o turismo continue crescendo e se modernizando, o empreendedor precisa de apoio real. Precisamos dar condições para que o dono da pousada, o operador de passeios, o guia, o vendedor ambulante, o dono do restaurante, o comércio local ligado ao setor consigam investir, ampliar e melhorar seus negócios”, destacou.
“O turismo, além de ser uma ferramenta econômica, também é uma ferramenta de inclusão social. A gente vê o grande hoteleiro, o resort, o parque aquático também participando da cadeia produtiva do turismo, e a gente vê a camareira, o garçom, o dono do restaurante, o dono do bar, o microempreendedor individual, todos fazendo parte dessa cadeia do turismo. Essa roda só tem sentido se puder fazer a inclusão social de todos”, enfatizou o ministro.
O encontro ocorreu no Hotel-Escola Senac Barreira Roxa, localizado na Via Costeira de Natal. Durante o evento, empresários e microempreendedores puderam esclarecer dúvidas sobre as linhas de financiamento do Fungetur diretamente com representantes das instituições financeiras credenciadas pelo Ministério do Turismo. Também tiveram acesso a simulações de crédito.
O Fungetur oferece financiamento para capital de giro, obras, aquisição de equipamentos, modernização e ampliação de empreendimentos turísticos. A proposta é apoiar empresas do setor, estimular a geração de emprego e renda e contribuir para o desenvolvimento econômico das regiões atendidas.
A programação também incluiu orientações sobre uma linha de crédito voltada a microempreendedores individuais de baixa renda. De acordo com o ministério, os bancos estavam em processo de preparação para atender esse público.
Acesso amplo no setor de Turismo
Anunciada durante o Salão do Turismo, realizado em maio, em Fortaleza (CE), a iniciativa contemplou guias de turismo, motoristas, vendedores ambulantes de alimentos e bebidas, artesãos e outros profissionais ligados à atividade turística. O público-alvo é formado por MEIs inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), instrumento utilizado pelo governo federal para identificar famílias em situação de vulnerabilidade social.
A linha busca incentivar a transformação de atividades de subsistência em pequenos negócios, ampliando a autonomia econômica das famílias e reduzindo a dependência de programas de transferência de renda. Cada microempreendedor pode acessar até R$ 21 mil por operação.
O crédito conta com cobertura integral do Fundo de Garantia de Operações (FGO), por meio do Programa Acredita no Primeiro Passo, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. A iniciativa foi criada para apoiar famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico por meio do trabalho e do empreendedorismo.
Fungetur
Entre 2023 e 2026, o Fungetur registrou a contratação de 6.129 financiamentos, que somaram R$ 2,73 bilhões. Somente até junho deste ano, foram realizadas 889 operações, totalizando R$ 327,4 milhões em crédito concedido.
As linhas de crédito disponibilizam financiamentos de até R$ 15 milhões, com taxas de juros de até 5% ao ano mais a correção pelo INPC, além de prazos ampliados e carência de até cinco anos, dependendo da modalidade.
A iniciativa também destacou a necessidade de manter o cadastro atualizado no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), ferramenta do Ministério do Turismo que reúne empresas e profissionais do setor e garante acesso a programas de incentivo e linhas de financiamento, como o Fungetur.
Atualmente, o Cadastur conta com 194.843 prestadores de serviços turísticos ativos no país. As agências de turismo concentram o maior número de registros, com 56.612 cadastros. Em seguida aparecem os guias de turismo, com 44.711 inscrições, e os restaurantes, bares e estabelecimentos similares, que somam 24.814 registros.
Fonte: Brasil 61
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) contesta os valores divulgados pelo governo federal para a renegociação das dívidas de produtores rurais. Segundo cálculos da entidade, o custo para a União seria de até R$ 5 bilhões por ano, totalizando R$ 65 bilhões ao longo de 13 anos.
Entre os requisitos estão a apresentação de laudo que comprove perda de pelo menos 30% da renda em razão de eventos climáticos extremos em duas ou mais safras e a limitação do benefício a operações contratadas até 2025.
O deputado federal Luiz Nishimori (PSD-PR), segundo vice-presidente da FPA na Câmara, afirmou que a proposta não prevê perdão das dívidas e lembra que mecanismos semelhantes já foram adotados no país. “Nesse momento difícil, temos que tentar prorrogar essa dívida, como foi feito nos anos de 1977, 1978, adquirindo o título do governo e colocando juros mais acessíveis. Hoje, não tem como pagar esses juros de quase 20%. É um suicídio e nós temos que procurar uns juros mais adequados”, alertou Nishimori.
Já o deputado General Girão (PL-RN) avaliou que as medidas adotadas pelo governo até o momento, como a ampliação do crédito subsidiado, não resolveram o problema do endividamento rural. “Temos um endividamento rural que não está sendo tratado da maneira correta pelo atual governo. Ele está oferecendo mais dinheiro para endividar mais ainda o produtor. Precisamos fazer um trabalho de financiamento para que esse produtor possa ter oxigênio, musculatura para voltar a produzir”, afirmou Girão.
Seguro Rural
Além da renegociação das dívidas, parlamentares e representantes do setor defendem mudanças na política de seguro rural como forma de reduzir riscos e ampliar o acesso ao crédito.
O Projeto de Lei 2.951/24, aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de maio e em análise no Senado Federal, prevê redução das taxas de juros e prioriza operações de crédito rural cobertas por mecanismos de garantia vinculados ao Fundo Catástrofe, destinado a assegurar a execução dos contratos e dar sustentação ao sistema.
Para o deputado federal Rafael Pezenti (MDB-SC), representante da FPA na Comissão de Meio Ambiente, a proposta pode reduzir a insegurança dos produtores diante das perdas causadas por eventos climáticos. “Com esse projeto, teremos mais segurança para os produtores façam investimentos, aperfeiçoem sua produção, com a garantia de que poderão permanecer na atividade ao final de um ano de trabalho”, avaliou.
A expectativa de ampliação dos recursos também é compartilhada por representantes do setor produtivo. Eles argumentam que o fortalecimento do seguro rural pode aumentar a estabilidade da atividade agropecuária e reduzir a necessidade de medidas emergenciais em situações de desastre climático. Segundo Antônio Wiggers, presidente da Associação Empresarial de Lages (Acil), em Santa Catarina, a integração entre crédito e seguro contribui para a sustentabilidade financeira das propriedades rurais. “Reduz a dependência das medidas emergenciais do governo em qualquer momento de crise e também contribui para aumentar a resiliência de toda a cadeia produtiva do agronegócio brasileiro”, completou Wiggers.
Neste dia, queremos expressar nossa profunda gratidão a todos os pastores. Obrigado por sua dedicação incansável, por suas orações, e por sempre conduzir as ovelhas do Senhor com tanto amor. Que Deus continue a abençoar suas vidas e ministérios, fortalecendo-os para continuar essa nobre missão.
Os pastores também precisam de receber agradecimento e encorajamento.
Pastorear uma igreja não é uma tarefa fácil. Por isso, o nosso reconhecimento e gratidão. Ser pastor é um grande privilégio, mas também um desafio e uma enorme responsabilidade diante de Deus e das pessoas. Assim, faz todo sentido agradecer, honrar e interceder por esses servos que dedicam suas vidas para alcançar e edificar almas na presença de Deus.
“Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e inteligência.” Jer. 3.15 Esse texto nos mostra que os pastores são presentes de Deus à igreja, escolhidos para nutrir e guiar seu rebanho com entendimento e carinho. O pastor é aquele que caminha ao lado de suas ovelhas, compartilha suas alegrias e tristezas, e, acima de tudo, aponta o caminho para o Senhor. Ele não é apenas um líder, mas um servo de todos, refletindo o amor incondicional de Cristo em cada gesto e palavra. Essa é a essência do pastorado: estar presente, ser um suporte e direcionar os corações para Deus.
“Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. E, quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória.” Que essa promessa divina seja uma fonte de encorajamento e esperança para todos os pastores.
A Festa do Peão de Americana chega à sua 38ª edição neste ano, e uma das atrações foi Simone Mendes, que se apresentou nesta última sexta-feira (5/6). Em entrevista para a repórter Fernanda Siccherolli, do portal LeoDias, ela falou sobre seu amor pela música sertaneja e sobre sua jornada fitness, inspirada pela amiga Ivete Sangalo. “Eu fico muito honrada e feliz de ver essa turma lembrando do meu nome para fazer parte desse cast maravilhoso de artistas que passa por esse palco. E aí me perguntaram: ‘qual vai ser o melhor momento dessa noite?’. Eu falei: ‘é cantar pra esse povo, é trazer os meus sucessos e viver a magia desse festival, desse rodeio que é tão lindo’”, disse a cantora.
“Eu estou numa fase muito boa. Eu tive que começar a malhar porque a idade chega, eu fiz 42. E aí eu preciso continuar essa jornada. Afinal de contas, o propósito é ter saúde para que eu veja os meus filhos crescerem, para que eu seja uma mãezona que continue por aí ao longo dessa estrada da vida dando assistência a ele, depois aos netos, para que essa energia não pare, que eu consiga trazer para a minha vida. Mas eu acho que uma das pessoas que sempre falou comigo: ‘Simone, vai, filha, cuida da saúde, você é tão linda’… A Ivete. Ela sempre fala para mim, a Ivete fala: ‘minha amiga, vá, se cuide’. E aí, quando a gente para de vez em quando, aquela olhada naquele corpo daquela mulher maravilhosa, aí você diz: ‘realmente vou ter que querer ficar nesse shape’, porque é bonita demais”, continua.
A cantora finaliza com uma análise: “Na verdade, quando vai passando o tempo, a gente vai entendendo que isso é necessário realmente para a vida. Acho que a gente vai precisando dar umas viradas de chave em vários sentidos, e quando isso acontece, é perfeito, é maravilhoso, porque a gente só evolui”.
A atriz Débora Ozório, de 29 anos, mostrou que está de olho nas tendências de moda. Sucesso nas novelas da Globo, ela aproveitou a tarde desta segunda-feira, 25, em um evento no Rio de Janeiro e atraiu os olhares para o seu look fashionista. Mesmo com um modelito básico do dia a dia, ela trouxe informação de moda e tendência para dar um up em seu visual urbano. Ozório atraiu os olhares ao surgir com a tendência da renda no look cotidiano. A atriz apostou em uma blusa de cetim com aplique de renda no decote. O detalhe rendado trouxe uma feminilidade ao look, que era composto por jeans soltinho, blazer preto, bolsa de veludo e botas pretas. A blusa com renda se destacou e mostrou que ela está atenta ao que dizem os fashionistas: a renda sai do óbvio dos looks de ocasiões formais e ganha as ruas no mix de texturas.
Como usar roupas com renda no dia a dia?
Todo mundo pode aderir à tendência das rendas no dia a dia, basta ter criatividade na hora de montar os looks. Para ajudá-lo, listamos dicas e tipos de looks que ficam perfeitos com o toque da renda no visual:
1– Slip dress: Uma das formas mais simples de usar a renda no dia a dia é aderir à tendência do slip dress. Aqui, você pega uma peça clássica da tendência, que geralmente une o cetim com a renda no decote ou na barra, e completa o visual com uma peça contrastante, como uma jaqueta de couro ou um blazer oversized.
2– Looks com jeans: A feminilidade da renda combina perfeitamente com o despojado das peças em jeans. Você pode combinar uma peça renda com um visual mais urbano com calça ou shorts jeans, ou ainda colocar uma jaqueta jeans por cima de um vestido de renda.
3 – Segunda pele de renda: Outra peça de renda que veio com tudo é a segunda pele. Com várias cores disponíveis no mercado da moda, a segunda pele de renda pode ser usada como uma peça embaixo do blazer ou apenas como um detalhe aparente no punho ou na gola de uma camisa de botões.
4 – Alfaiataria: Os looks de alfaiataria são perfeitos para o dia a dia no escritório e ganham um toque a mais quando combinados com blusas e camisas de renda para trazer um pouco de informação de moda para o visual.
Mais da metade dos trabalhadores brasileiros diagnosticados com ansiedade não recebe qualquer tipo de tratamento. O dado, revelado por um levantamento inédito da plataforma de saúde corporativa Axenya, realizado com mais de 91 mil colaboradores de empresas, mostra que o sofrimento mental continua sem acompanhamento mesmo quando já foi identificado. A pesquisa aponta que 51,6% dos profissionais diagnosticados com ansiedade não recebem atendimento especializado. Além disso, 12,2% apresentam sinais de depressão moderada ou grave e 62,7% dormem menos de seis horas por noite. No total, um em cada três trabalhadores apresenta algum sinal clínico relevante de sofrimento mental.O estudo utilizou o PHQ-9, instrumento clínico validado internacionalmente e amplamente empregado por psiquiatras para rastreamento de sintomas depressivos.“Os resultados implicam que não é falta de consciência, mas sim de acesso, de continuidade e de um sistema que feche essa conta. A empresa que não enxerga isso está pagando o custo sem nenhum dos benefícios do cuidado”, afirma Mariano García-Valiño, fundador e CEO da Axenya.
Sofrimento normalizado
Embora a discussão sobre saúde mental esteja cada vez mais presente no ambiente corporativo, muitos trabalhadores ainda demoram anos para procurar ajuda. Segundo o psiquiatra Bruno Brandão, um dos principais obstáculos é a normalização dos sintomas.
“Existe muito preconceito em relação à saúde mental. Muita gente acredita que a ansiedade é um traço da personalidade ou que precisa aguentar sozinho, que se falar vai ser criticada ou julgada”, afirma.
O especialista explica que sinais clássicos do transtorno acabam sendo incorporados à rotina sem despertar preocupação.
“Preocupação em excesso, pensamento acelerado, dormir pouco… a pessoa normaliza: ‘Eu durmo pouco porque sou mais produtivo’. Irritabilidade vira ‘exigência’. E isso acaba se transformando em um padrão de funcionamento que a pessoa considera normal”, analisa.
De acordo com Brandão, pesquisas mostram que o intervalo entre o surgimento dos primeiros sintomas e a busca por tratamento pode chegar a uma década. Muitos pacientes só procuram atendimento aos 40 ou 45 anos, frequentemente já convivendo com sintomas físicos persistentes, como dores de cabeça, refluxo e problemas gastrointestinais.
Sono irregular
Os dados da pesquisa mostram que a privação de sono é uma realidade para a maioria dos trabalhadores com ansiedade. Para o psiquiatra, o problema vai além do cansaço e pode acelerar o surgimento de outros transtornos mentais.“O sono regula todo o funcionamento do nosso corpo. Quando a pessoa dorme pouco de forma crônica, há um aumento da reatividade emocional e uma redução da atividade cognitiva. Memória, concentração e velocidade de raciocínio diminuem”, explica.Segundo ele, o sistema límbico, responsável pelas emoções, permanece hiperativado, enquanto as áreas cerebrais ligadas ao raciocínio e ao controle emocional perdem eficiência. O resultado é um aumento da irritabilidade, da preocupação excessiva e da dificuldade de concentração. Com o passar do tempo, o estresse crônico, impulsionado pela hiperconectividade, pelas cobranças constantes e pela sensação permanente de urgência, pode favorecer o desenvolvimento da depressão, alerta Brandão. “É um ciclo. O estresse leva à depressão e à insônia; a insônia piora o estresse e a depressão. Um retroalimenta o outro. Precisamos tratar os três fatores de forma integrada”.
Impacto profissional
Os efeitos da ansiedade e da depressão não tratadas ultrapassam a esfera individual. Os transtornos afetam a produtividade, a tomada de decisões, a criatividade e os relacionamentos profissionais. Também aumentam o absenteísmo (indicador de Recursos Humanos que mede a frequência de ausências, atrasos ou saídas antecipadas de um colaborador durante sua jornada de trabalho) e elevam o risco de doenças físicas.
“Não tratar quadros neuropsiquiátricos reflete também na questão econômica daquela empresa”, destaca Brandão.
Os desafios se tornam ainda maiores entre os trabalhadores mais jovens. Um levantamento realizado com 11.600 colaboradores pelo pesquisador Gustavo Hohendorff mostra que a Geração Z concentra alguns dos indicadores mais preocupantes de bem-estar emocional.Entre as mulheres da geração, 72% relatam emoções negativas na maior parte dos dias. Já 58% dos jovens adultos afirmam sentir pouca ou nenhuma sensação de propósito no trabalho.“A Geração Z chegou ao mercado de trabalho com mais vocabulário sobre saúde mental do que qualquer geração anterior e, paradoxalmente, com menos ferramentas práticas para cuidar dela. Isso não é fraqueza. É um sintoma de um sistema que ainda não aprendeu a tratar o bem-estar como prioridade antes de virar crise”, afirma Mariano García-Valiño.
Ajuda profissional
Para o psiquiatra Bruno Brandão, a ansiedade não deve ser encarada como uma característica da personalidade ou uma condição que precisa ser suportada em silêncio. “Entender que a ansiedade não é sinal de fraqueza, não é falta de Deus, de força ou de vontade. Não é ‘jeito de ser’. É um quadro tratável, como qualquer outra doença. Quanto mais cedo buscar tratamento, melhor o prognóstico”, afirma. Segundo ele, procurar ajuda profissional é uma forma de autocuidado e pode transformar significativamente a qualidade de vida. “Muitos pacientes, depois de anos, dizem: ‘Por que não busquei antes? Minha vida virou outra’. A ansiedade tem tratamento. Quanto mais cedo a pessoa procura ajuda, maiores são as chances de recuperar qualidade de vida e evitar que o sofrimento se torne crônico”, finaliza o Brandão.
Depois de uma semana cheia de compromissos oficiais, Kate Middleton voltou a chamar atenção pelo estilo ao prestigiar o casamento de Peter Phillips, primo do príncipe William, com Harriet Sperling, realizado neste sábado (6), no condado de Gloucestershire, na Inglaterra. A cerimônia reuniu diversos membros da família real britânica, entre eles o rei Charles III, a rainha Camilla e os duques de Edimburgo, Edward e Sophie. Mas, como costuma acontecer nos grandes eventos da monarquia, foi a produção escolhida pela princesa de Gales que rapidamente dominou as manchetes da imprensa internacional.
Um vestido discreto, mas cheio de elementos clássicos
Para acompanhar o marido, o príncipe William, Kate apostou em um visual monocromático em tons de creme, reforçando uma das assinaturas de seu guarda-roupa oficial: a elegância sóbria. A peça escolhida foi o vestido Collared Boucle-Knit Maxi Dress, da grife francesa Roland Mouret, disponível na loja de departamento Selfridges por US$ 910 – cerca de R$ 4.706,61 na conversão informada pelo varejista. Confeccionado em um tecido texturizado semelhante ao bouclé, material frequentemente associado à alfaiataria clássica europeia, o modelo aposta em uma construção sofisticada sem exageros. A silhueta é marcada na cintura por um cinto do mesmo tecido, enquanto a saia ampla ganha movimento graças às pregas delicadas distribuídas ao longo da peça.
Outro detalhe que chama atenção é a parte superior do vestido: uma ampla gola dobrada suaviza o decote em …
Poucos ingredientes são tão amados quanto o queijo. Além de versátil, ele transforma receitas simples em pratos mais cremosos e saborosos. Se você faz parte do time que acredita que queijo nunca é demais, confira sete receitas fáceis para incluir no cardápio.
1. Macarrão aos quatro queijos Ingredientes 500 g de macarrão de sua preferência 1 caixa de creme de leite 1 xícara de leite 100 g de muçarela ralada 50 g de parmesão ralado 50 g de provolone ralado 50 g de gorgonzola picado Sal e pimenta-do-reino a gosto Modo de preparo Cozinhe o macarrão conforme as instruções da embalagem. Em uma panela, aqueça o leite e o creme de leite. Acrescente os queijos e mexa até derreter. Tempere com sal e pimenta. Misture o molho ao macarrão e sirva imediatamente. Confira a receita:
2. Escondidinho de queijo e batata
Ingredientes 1 kg de batatas 2 colheres (sopa) de manteiga 1/2 xícara de leite 300 g de muçarela ralada 100 g de parmesão ralado Sal a gosto Modo de preparo Cozinhe as batatas até ficarem macias. Amasse e misture com manteiga, leite e sal. Em um refratário, faça uma camada de purê. Adicione a muçarela e cubra com o restante do purê. Finalize com parmesão e leve ao forno para gratinar.
3. Frango gratinado com queijo Ingredientes 500 g de peito de frango cozido e desfiado 1 copo de requeijão 200 g de muçarela fatiada 1 lata de molho de tomate Orégano a gosto Modo de preparo Misture o frango com o molho de tomate. Coloque em um refratário. Cubra com o requeijão e depois com a muçarela. Polvilhe orégano. Leve ao forno até o queijo derreter e dourar.
4. Lasanha de queijo Ingredientes 500 g de massa para lasanha 400 g de muçarela 200 g de presunto 100 g de parmesão ralado 2 xícaras de molho branco Modo de preparo Monte camadas de molho branco, massa, queijo e presunto. Repita até terminar os ingredientes. Finalize com parmesão. Leve ao forno preaquecido por cerca de 40 minutos.
5. Risoto de queijo Ingredientes 1 xícara de arroz arbóreo 1 litro de caldo de legumes quente 1 cebola picada 2 colheres (sopa) de manteiga 100 g de parmesão ralado 100 g de muçarela ralada Modo de preparo Refogue a cebola em uma colher de manteiga. Acrescente o arroz e mexa por alguns minutos. Adicione o caldo aos poucos, mexendo sempre. Quando o arroz estiver cozido, misture os queijos. Finalize com a manteiga restante e sirva.
6. Torta cremosa de queijo Ingredientes Massa 3 ovos 2 xícaras de leite 1/2 xícara de óleo 2 xícaras de farinha de trigo 1 colher (sopa) de fermento Recheio 300 g de muçarela ralada 100 g de parmesão ralado 1 copo de requeijão Modo de preparo Bata os ingredientes da massa no liquidificador. Despeje metade da massa em uma forma untada. Distribua os ingredientes do recheio. Cubra com o restante da massa. Asse em forno preaquecido a 180°C por cerca de 40 minutos.
7. Nhoque ao molho de queijo Ingredientes 1 kg de nhoque pronto 1 caixa de creme de leite 1 xícara de leite 200 g de muçarela ralada 50 g de parmesão ralado Modo de preparo Cozinhe o nhoque conforme as instruções da embalagem. Em uma panela, aqueça o leite e o creme de leite. Acrescente os queijos e mexa até formar um molho homogêneo. Misture o molho ao nhoque. Sirva imediatamente. O queijo é o grande protagonista Seja em massas, tortas, risotos ou gratinados, o queijo tem a capacidade de transformar receitas simples em pratos irresistíveis. Com essas opções, fica fácil preparar refeições cremosas para qualquer ocasião.
O clima de São João já tomou conta do RioMar Recife. A partir desta quinta-feira (4), o shopping promove uma série de shows gratuitos com artistas pernambucanos e atrações ligadas à cultura nordestina. A programação acontece na Praça de Alimentação, no Piso L3, e segue até o sábado (6).
Quem abre a agenda é o cantor e compositor Petrúcio Amorim, um dos principais nomes do forró tradicional. O artista sobe ao palco às 19h desta quinta-feira com um repertório que inclui canções conhecidas do público, como Tareco e Mariola.
Na sexta-feira (5), também às 19h, será a vez de Nena Queiroga animar os visitantes com clássicos do forró. Já no sábado (6), a banda Balaio de Cheiro encerra o primeiro fim de semana da programação junina.
Além dos shows, o RioMar Recife informou que promoverá apresentações de trio pé de serra nos dias 13, 14 e 20 de junho, sempre a partir das 18h.
O shopping também recebe iniciativas voltadas para o período junino. Uma delas é a loja colaborativa Artesanato de Talentos, instalada no Piso L1, próximo à Renner. O espaço reúne mais de mil produtos produzidos por 17 artesãos das comunidades do Pina e de Brasília Teimosa.
Entre os itens comercializados estão roupas, acessórios, peças decorativas e artigos para a casa inspirados na temática junina. A loja funciona até o dia 26 de junho.O clima de São João já tomou conta do RioMar Recife. A partir desta quinta-feira (4), o shopping promove uma série de shows gratuitos com artistas pernambucanos e atrações ligadas à cultura nordestina. A programação acontece na Praça de Alimentação, no Piso L3, e segue até o sábado (6).Quem abre a agenda é o cantor e compositor Petrúcio Amorim, um dos principais nomes do forró tradicional. O artista sobe ao palco às 19h desta quinta-feira com um repertório que inclui canções conhecidas do público, como Tareco e Mariola.Na sexta-feira (5), também às 19h, será a vez de Nena Queiroga animar os visitantes com clássicos do forró. Já no sábado (6), a banda Balaio de Cheiro encerra o primeiro fim de semana da programação junina.Além dos shows, o RioMar Recife informou que promoverá apresentações de trio pé de serra nos dias 13, 14 e 20 de junho, sempre a partir das 18h. O shopping também recebe iniciativas voltadas para o período junino. Uma delas é a loja colaborativa Artesanato de Talentos, instalada no Piso L1, próximo à Renner. O espaço reúne mais de mil produtos produzidos por 17 artesãos das comunidades do Pina e de Brasília Teimosa.
Entre os itens comercializados estão roupas, acessórios, peças decorativas e artigos para a casa inspirados na temática junina. A loja funciona até o dia 26 de junho. Outra atração é a Feira de São João, montada na Praça de Eventos 2, no Piso L1. O espaço conta com opções de vestidos juninos, coletes, acessórios e itens de decoração para quem pretende entrar no clima das festividades.
Programação de shows
Quinta-feira (4): Petrúcio Amorim, às 19h; Sexta-feira (5): Nena Queiroga, às 19h; Sábado (6): Balaio de Cheiro, às 19h.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) atualizou a previsão para este sábado (6): 88 municípios de Pernambuco estão com risco de Perigo Potencial de chuvas. A bandeira amarela do Inmet vale para a Região Metropolitana do Recife, assim como a Zona da Mata e o Agreste do estado. O grau de severidade Perigo Potencial indica a possibilidade de chuva entre 20 a 30 mm/h ou até 50 mm/dia. O risco de alagamentos e pequenos deslizamentos, em cidades com tais áreas de risco, é baixo. O Inmet pede que a população evite enfrentar o mau tempo; observe alteração nas encostas; e evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada. Mais informações podem ser obtidas junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).
Confira os 88 municípios de Pernambuco com a bandeira amarela do Inmet:
Abreu e Lima Agrestina Água Preta Aliança Altinho Amaraji Araçoiaba Barra de Guabiraba Barreiros Belém de Maria Bezerros Bom Jardim Bonito Buenos Aires Cabo de Santo Agostinho Camaragibe Camocim de São Félix Camutanga Carpina Caruaru Casinhas Catende Chã de Alegria Chã Grande Condado Cortês Cumaru Cupira Escada Feira Nova Ferreiros Frei Miguelinho Gameleira Glória do Goitá Goiana Gravatá Igarassu Ilha de Itamaracá Ipojuca Itambé Itapissuma Itaquitinga Jaboatão dos Guararapes Jaqueira João Alfredo Joaquim Nabuco Lagoa de Itaenga Lagoa do Carro Lagoa dos Gatos Limoeiro Macaparana Machados Maraial Moreno Nazaré da Mata Olinda Orobó Palmares Panelas Passira Paudalho Paulista Pombos Primavera Quipapá Recife Riacho das Almas Ribeirão Rio Formoso Sairé Salgadinho Santa Maria do Cambucá São Benedito do Sul São Joaquim do Monte São José da Coroa Grande São Lourenço da Mata São Vicente Férrer Sirinhaém Surubim Tamandaré Taquaritinga do Norte Timbaúba Tracunhaém Vertente do Lério Vertentes Vicência Vitória de Santo Antão Xexéu.
Luana Piovani utilizou as redes sociais para fazer duras críticas a Luciano Huck após o apresentador se envolver em uma polêmica sobre o Bolsa Família.
Em um vídeo, a atriz afirmou que Huck mantém discursos distintos para os telespectadores e para o círculo de amigos bilionários.
“Parabéns, Brasilzão! Olha as coisas incríveis que vocês andam produzindo. Aí a gente tem um apresentador de televisão que enche a burra de dinheiro, para não dizer outra coisa, vendendo também bet para tirar o teu dinheiro, porque o dele ninguém toca. E ele faz o favor de ter um discurso no programa e outro discurso quando está do lado dos amigos bilionários dele”, disparou Luana.
A reação de Piovanni ocorreu após a repercussão de uma fala de Huck em um Fórum em São Paulo. Na ocasião, ele afirmou que a concentração econômica no Bolsa Família não gera estímulo para a mobilidade social, sugerindo que muitos buscam ‘atalhos’ para permanecer no programa por tempo indeterminado. No desabafo, Piovani também mandou indiretas para o jogador Neymar e a influencer Virginia Fonseca. “Agora, o que que quero dizer com tudo isso? Que essa galera, gente, é tudo amiga, viu? O apresentador é amigo da influencer, que é amigo do jogador. É tudo saco da mesma farinha.Vocês estão entendendo, gente? Que é tudo farinha do mesmo saco? Vocês estão entendendo?”.
No final da fala, a atriz questionou a importância dada pelo público a figuras famosas. “Vocês que fazem essas pessoas poderosas. Por que que ele [Huck] está de dono do domingo brasileiro? Porque vocês ainda assistem”, afirmou Piovani.
Anitta falou sobre como o autoconhecimento a ajudou a lidar com nuances da carreira artística. Aos 33 anos, a cantora participou do podcast Filosofia para Viver, da professora de filosofia Lúcia Helena Galvão, e refletiu sobre a angústia existencial que lhe acometeu há alguns anos. “No seu documentário, tem uma passagem em que você fala que, de vez em quando, chora e não sabe muito bem por quê. Você acha que por trás disso tem alguma angústia existencial mal resolvida? Alguma coisa que você ainda está buscando?”, questionou Lúcia Helena. Sincera na resposta, Anitta abriu o coração. “Eu tinha muito isso, assim, em muitos momentos da minha vida eu simplesmente entrava em um buraco muito profundo e eu ficava nesse buraco, eu chorava assim, parecia que eu estava… era um bebê ainda que acabou de nascer”, disse.
“Era um choro profundo, um buraco profundo. Eu não via sentido na vida. Tinha momentos em que eu não via por que eu estava viva, sabe? Era uma coisa muito dolorida que eu não entendia”, complementou. A cantora afirmou que o autoconhecimento foi fundamental para entender cada etapa do processo de amadurecimento.
“Quando eu comecei a mergulhar no autoconhecimento e a entender cada padrão, cada ciclo repetitivo da minha vida, cada buraco, aonde estava cada vazio, como eu conseguiria preencher, só eu comigo mesma conseguiria me preencher e me amar e me aceitar e me enxergar sem culpa, sem vergonha”
“Aí, a cada dia que foi passando, eu sentia menos e menos e menos. E, hoje em dia, é muito raro eu ter algum momento assim. Nunca mais tive tão profundo assim. Às vezes até vem um chorinho, mas assim”. Por fim, ela explicou que tinha um padrão comportamental antes de se conhecer de maneira mais profunda.
“Antes eu ficava muito querendo saber o porquê. O que está acontecendo? Por que eu estou aí? Eu dava motivos para esses choros, né? É por que tal coisa aconteceu, é por que Fulano fez isso comigo. Eu tinha muito essa mania de: ‘ah, por que Fulano fez, Beltrano… ” Nunca eu fiz, era sempre os outros. E hoje aprendi. Nossa, quando comecei a aprender o quanto que eu fiz, eu fiquei: ‘Nossa, eu mesma, que tosco’. Hoje eu acredito nisso, que a gente mesmo é que cava os destinos da nossa vida, né?”, avaliou.