Wanessa Camargo, de 43 anos, contou que enfrentou uma grande crise financeira e precisou fazer empréstimos após participar do BBB 24. A cantora disse que foi uma fase difícil, mas a experiência a deixou mais forte e a ajudou a entender quem são seus amigos de verdade. De acordo com a filha de Zezé Di Camargo, pessoas que a conheciam há mais de 20 anos viraram a cara para ela por “lacração”.
“Eu estava cancelada. As pessoas não entendiam, não queriam me ouvir, não me chamavam. Poucos amigos me deram a mão. Fiquei sem fazer renda. Meu custo continuou aqui [no alto] e, de repente, eu tive que fazer assim [diminuir]. E taca-lhe empréstimo”, revelou Wanessa no podcast RivoTalks.
De acordo com a cantora, ela topou o desafio do confinamento para mostrar ao público quem ela é de verdade e não por questões financeiras. “Fui para um lugar que eu não precisava e me ferrei financeiramente, acontece com muita gente, porque você para [de trabalhar]. Se você for olhar pelo lado prático, teve vários pontos negativos”, avaliou.
Apesar disso, ela não se arrependeu: “Sou uma pessoa de olhar a vida de outra forma. A força interna que eu ganhei no pós para lidar com as dores, para lidar com a opinião pública, para lidar com o julgamento [compensou]. Eu fiquei muito mais preparada para o que vai vir. Retomei minha força, separei o joio do trigo das minhas relações, de quem está comigo e de quem não está comigo, isso foi muito nítido”.
De acordo com a artista, poucas pessoas ficaram ao seu lado quando ela foi expulsa do reality show por dar um tapa na perna de Davi Brito, campeão da edição. Wanessa falou que foram poucos os amigos que “deram a mão e conversaram” com ela. “Não teve um que levantou o dedo [para me ajudar], fora do âmbito familiar e meu ex-namorado [Dado Dolabella]. Algumas pessoas levantaram minha bandeira e defenderam. Foram poucas”.
O que mais chateou a cantora foi ver pessoas que há conheciam há anos virando a cara para ela. “Seguiram a manada da lacração. Isso dói pra caramba. Teve pessoas que perguntei: ‘Você me conhece há 20 e poucos anos e está dizendo que sou isso. Mas você já viu na vida fora de lá?’. Ele: ‘Não, mas lá você foi’. Não condiz, está falando pelo recorte que viu”, recordou.
Para a filha de Zezé, tudo mudou quando ela participou de outra atração da Globo. “Dança dos Famosos foi um presente. Ali eu pude ser eu e ter fragilidade. Foi lindo. Acredito que demore o tempo que for, mas a verdade sempre aparece, as coisas são colocadas no lugar, o mundo é justo”, concluiu.
Na gravação, Malu relembrou o início da carreira e afirmou que acompanha há décadas as transformações do setor cultural brasileiro. Sem citar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a atriz falou sobre um período que descreveu como de dificuldades para artistas e para a produção cinematográfica.
“Eu comecei a trabalhar como atriz aos 15 anos e vi o que aconteceu quando decidiram que os artistas eram inimigos.Cinema parado, projetos na gaveta. Como se contar a nossa história fosse um luxo. Agora, o cinema brasileira renasceu. Nós voltamos a filmar, a gerar empregos e a ver o filme inteiro aplaudindo de pé o nosso cinema, a cultura brasileira. Isso não caiu do céu. Foi a escolha de um governo que entende que cultura é trabalho, é economia e é a alma de um país. O Brasil pode e deve acreditar nas suas próprias histórias. Por isso, o meu voto já tem lado. Meu nome é Malu Mader e eu estou com Lula. O Brasil está pronto para mais.”
Malu declara voto em Lula
Ao longo do vídeo, a atriz deixa explícita sua posição para a disputa presidencial. A manifestação ocorre poucas semanas antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
“Por isso, o meu voto já tem lado”, afirma Malu.
A declaração ocorre após a participação da atriz, no último domingo (13), em um ato realizado em Copacabana, no Rio de Janeiro, no qual artistas como Claudia Abreu, Betty Goffman e Tony Bellotto também declararam apoio à candidatura de Lula.
Cultura como argumento Em sua fala, Malu Mader colocou a produção cultural no centro de sua justificativa. A atriz afirmou que, em sua avaliação, a retomada de filmes e a geração de empregos no setor estão relacionadas às escolhas feitas pelo governo.
Segundo ela, o cinema brasileiro voltou a produzir e a conquistar reconhecimento do público, além de representar uma forma de contar histórias nacionais.
A atriz também defendeu que o Brasil valorize suas próprias narrativas e ressaltou a relação entre cultura, trabalho e economia.
“Agora, o cinema brasileira renasceu. Nós voltamos a filmar, a gerar empregos e a ver o filme inteiro aplaudindo de pé o nosso cinema, a cultura brasileira.”
Carreira de mais de quatro décadas A declaração política foi feita poucos dias depois de Malu completar 60 anos. A atriz iniciou a carreira ainda adolescente e teve sua primeira experiência profissional na televisão aos 16 anos, na novela Eu Prometo, da Globo. Desde então, construiu uma trajetória marcada por novelas, minisséries e trabalhos no cinema.
Ao relembrar sua trajetória no vídeo, ela utilizou justamente o início da carreira para contextualizar sua relação com a cultura e com o audiovisual brasileiro. Malu também reforçou que acredita na capacidade do país de produzir e valorizar suas próprias histórias antes de finalizar a mensagem com a declaração explícita de apoio ao atual presidente.
“Meu nome é Malu Mader e eu estou com Lula. O Brasil está pronto para mais.”
Cantora relembrou período após deixar o reality, falou sobre queda nos trabalhos, empréstimos e afastamento de pessoas que considerava amigas
Segundo Wanessa, o primeiro ano após o confinamento foi especialmente complicado. Com a repercussão negativa e menos oportunidades profissionais, ela afirmou que deixou de gerar renda enquanto suas despesas continuavam e precisou recorrer a empréstimos para conseguir manter os compromissos.
“Eu tava cancelada, as pessoas não entendiam, não queriam me ouvir, as pessoas não me chamavam, poucos amigos me deram a mão. Eu fiquei sem fazer renda, assim, e de repente meu custo continuou aqui, e de repente eu tive que fazer assim, ‘ó, e taca-lhe empréstimo’. Então, assim, eu falei: cara, o que que eu fiz, né? Eu fui pra um lugar que eu não precisava e me ferrei financeiramente. O que acontece com muita gente, que chega lá e, financeiramente… porque você para, né? Então, assim, se você for olhar pelo lado prático, tem vários pontos negativos”, revelou a cantora.
Cantora fala sobre amizades após o reality Além dos reflexos profissionais e financeiros, Wanessa afirmou que a experiência também mudou sua percepção sobre as relações pessoais. De acordo com a artista, algumas pessoas que considerava próximas se afastaram após a repercussão de sua participação no programa.
Para ela, o período serviu para identificar quem realmente permaneceu ao seu lado diante das críticas e do julgamento público.
“Eu sou uma pessoa de olhar a vida de outra forma. Então a força que eu ganhei no pós, interna, pra lidar com as dores, pra lidar com opinião pública, pra lidar com julgamento, eu fiquei muito mais preparada pro que vai vir. Eu tomei a minha força, separei o joio do trigo das minhas relações, de quem tá comigo, de quem não tá comigo. Isso foi muito nítido. Então o meu tempo pra essas que estavam do meu lado, quando eu saí, onde é que eu saí, bati a perna ali? Aquelas pessoas que me procuraram, me deram a mão, conversaram comigo, e não pedir que assim, não teve um. Que levantou o dedo fora do âmbito mais trabalhado do meu ex-amorado. Algumas pessoas levantaram minha bandeira e me defenderam. Mas muitas poucas que me conhecem de verdade”.
Wanessa destacou ainda que a experiência, apesar das dificuldades, trouxe um amadurecimento pessoal. A cantora afirmou ter saído do episódio mais preparada para lidar com críticas e julgamentos.
Wanessa questiona narrativa exibida no BBB24 Durante a entrevista, a cantora também comentou a forma como acredita ter sido retratada no programa. Para Wanessa, a edição teria privilegiado uma narrativa em que ela aparecia como a vilã da história.
“O enredo é: Vanessa é a vilã. O que que corrobora pra ele? Mostrar ela fumando, não mostrar ela sendo carinhosa com os participantes, não mostrar quando ela resolveu a situação e foi carinhosa e abraçou. Então não interessava, não interessa mostrar ela cozendo feijão todo dia, limpando banheiro todo dia, entendeu? Aí o único VT que eu tive foi um de patricinha”, concluiu.
A participação de Wanessa no BBB24 terminou após sua expulsão do programa, em fevereiro de 2024. Na época, a cantora deixou a competição depois de uma acusação de agressão envolvendo Davi Brito, que posteriormente negou ter sofrido agressão física. A saída provocou forte repercussão nas redes sociais e marcou um dos momentos mais comentados daquela edição.
A Polícia Federal (PF) apreendeu nesta terça-feira (14) R$ 600 mil em espécie durante uma ação contra crimes eleitorais em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Após um trabalho de inteligência e troca de informações, os policiais federais abordaram uma mulher em Piratininga e localizaram as cédulas. O dinheiro estava em uma bolsa em maços de R$ 50 mil e R$ 100 mil. Documentos e planilhas também foram apreendidos. A mulher foi encaminhada à Delegacia de PF em Niterói para prestar esclarecimentos.A corporação não informou se ela ficou presa. “As investigações seguem com o objetivo de aprofundar as investigações, especialmente com relação à origem do dinheiro apreendido e sua destinação”, disse a PF.
Dinheiro de suposto desvio de recursos públicos foi retirado de agência bancária em Belém. Investigação da PF com a CGU aponta para financiamento eleitoral ilegal.
Duas pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira (16), logo após sacarem R$ 2,5 milhões em dinheiro vivo em uma agência bancária de Belém. A PF não confirmou quem são os investigados. De acordo com a PF, o dinheiro apreendido é fruto de desvio de recursos públicos e tinha como destino final o financiamento ilegal de campanhas políticas no estado. Além do montante milionário em cédulas, os policiais federais apreenderam uma arma de fogo e diversos documentos e materiais de interesse para a investigação. Todo o conteúdo apreendido passará por perícia técnica.
Rastreamento do dinheiro
A operação que resultou no flagrante contou com a colaboração ativa da Controladoria-Geral da União (CGU). Técnicos do órgão federal auxiliaram os investigadores na análise financeira e no rastreamento da origem dos recursos, o que permitiu identificar o momento exato da retirada do dinheiro no banco. A suspeita é de que o esquema utilize “caixa dois” para abastecer candidaturas locais, configurando crime eleitoral.
Crimes investigados
Os dois suspeitos presos foram encaminhados à sede da PF e, posteriormente, colocados à disposição do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA).
De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder, conforme o grau de participação de cada um, por uma série de crimes graves, entre eles:
Lavagem de dinheiro;
Peculato (desvio de dinheiro público por servidor);
Corrupção eleitoral;
Associação criminosa;
Porte ilegal de arma de fogo;
Resistência à prisão.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no esquema de desvio e receptação dos valores.
Um grupo de 2.757 entidades empresariais divulgou nesta quarta-feira (9) um manifesto em que pedem ao Supremo Tribunal Federal (STF) que examine, em sessão pública, fatos que, segundo o documento, estão relacionados à crise institucional enfrentada pelo país. A mobilização foi articulada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que reuniu representantes de diferentes setores da economia.
O texto, denominado “Manifesto à Nação Brasileira”, também é assinado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Confederação Nacional do Comércio (CNC), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP), Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) e Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio SP).
Presidente da CACB, da FACESP e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alfredo Cotait Neto afirmou que o manifesto representa uma cobrança da sociedade civil por transparência e esclarecimentos do Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, a intenção é que os fatos sejam discutidos pelo Plenário e apresentados de forma clara à população.
“Estamos surpresos e indignados com a situação que o país está nesse momento. O STF é o órgão que tem como função defender a Constituição e ela precisa ter, nesta sua prerrogativa, uma condição de isenção, de transparência, de equilíbrio. Nós fazemos parte da sociedade civil e a sociedade civil quer respostas. A assinatura do manifesto vai muito nesta linha, exigindo que o STF cumpra o seu papel, que se leve para o plenário a discussão e que possa haver transparência e se levante os dados para que a sociedade tenha conhecimento”, destacou.
“Segurança jurídica e confiança são os fatores preponderantes para você ter segurança nos investimentos, para você ter uma economia mais pujante, para você ter o setor produtivo atuante, para você ter os investimentos desenvolvendo a economia e desenvolvendo o Brasil. Quando você perde essa confiança, os investidores se retraem. Provavelmente o Brasil vai cada vez mais entrar em uma espiral de dificuldade”, complementou Cotait.
Pedido ao Supremo
As entidades afirmam que o país atravessa uma crise institucional e apontam o próprio STF como centro das preocupações apresentadas no manifesto. “O Brasil, como é notório, atravessa uma crise institucional de extrema gravidade, e o seu epicentro é, precisamente, a Corte de Justiça a quem a Constituição confiou a última palavra. Não se trata de ruído passageiro”, pontuou o documento.
Em outro trecho, o manifesto relacionou a legitimidade do Judiciário à confiança nas instituições.
“Não há Estado de Direito sem juízes acima de qualquer suspeita. A autoridade de um tribunal não decorre da toga nem do cargo, mas da legitimidade que só a imparcialidade, a transparência e a exemplaridade conferem. Se a legitimidade é questionada, tudo o mais se torna incerto: a segurança jurídica, a confiança nas instituições e a própria paz social”, destaca o texto.
As entidades reconheceram o papel do STF como “guardião da Constituição”, mas defenderam que a Corte também deve prestar contas à sociedade. “Quem julga a Nação há de submeter-se, com idêntico rigor, ao julgamento do Direito, da Sociedade e da História. A Constituição que a Corte protege é a mesma que lhe impõe julgamentos transparentes, justos e decisões fundamentadas”, disse o grupo.
O manifesto pediu ainda que o Plenário do Supremo analise os fatos em uma sessão pública.
“A Sociedade Brasileira exige que o Plenário do Supremo examine em sessão pública os fatos, decida com absoluta urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo. A resposta que a Nação aguarda não admite prazo! Cada dia é um dia a mais de descrédito. O País já venceu crises profundas e delas saiu mais forte, porque, em cada uma, houve quem se recusasse a calar. Ninguém, ninguém está acima da LEI”, enfatizou o documento.
Na avaliação do cientista político da Universidade de Brasília (UnB), Murilo Medeiros, a crise institucional ultrapassou os limites da política e, conforme o conteúdo do manifesto, também passa a preocupar quem “produz, investe e gera empregos no país”.
“O investidor procura estabilidade, previsibilidade e instituições que funcionem normalmente. O mercado financeiro e o setor produtivo olham para vários indicadores antes de colocar o dinheiro no Brasil. Não observa apenas os indicadores macroeconômicos como inflação, juros, câmbio, crescimento do PIB. Também olha para a qualidade das instituições, o respeito aos contratos e a previsibilidade das eleições”, analisou.
“Caso a crise persista, pode haver aumento da percepção de risco, maior cautela nas decisões de investimento e também uma cobrança de um custo financeiro maior para aplicar investimentos no país. A transparência e a rapidez na resposta institucional são valiosas do ponto de vista econômico”, reforçou Medeiros.
Casos envolvendo Vorcaro e inquérito das fake news
Os municípios brasileiros receberam nesta quinta-feira (10) os recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor inclui o repasse de R$ 4,9 bilhões referente ao primeiro decêndio de setembro e mais de R$ 9,7 bilhões da parcela adicional de 1% do FPM, implementado pela Emenda Constitucional 112/2021. Neste decêndio, a parcela é 4% superior ao repassado no mesmo período de 2025.
O especialista em orçamento público Cesar Lima destaca que o primeiro decêndio confirma o cenário de um ano positivo para o FPM. Ele ressalta, ainda, que os recursos podem ser usados livremente pelas prefeituras, sem vinculação específica em áreas como saúde e educação.
“Esperamos que os gestores possam fazer um bom uso desses recursos. Ambos os recursos não têm nenhuma vinculação. Então, eles podem ser aplicados em qualquer um dos serviços públicos mantidos pelos municípios. O que representa um grande ganho para as populações”, afirma Lima.
Maiores valores por estado
São Paulo concentra o maior volume de recursos neste primeiro decêndio de setembro, com quase R$ 610 milhões. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses estão Franca, Itu e Pindamonhangaba, cada um com valores superiores a R$ 2,6 milhões.
Na sequência aparece Minas Gerais, com mais de R$ 606 milhões. No estado, Betim, Contagem e Ibirité estão entre os municípios que recebem os maiores valores, todos acima de R$ 2,8 milhões.
Em relação ao repasse extra, São Paulo também recebe o maior volume de recursos, somando quase R$ 1,2 bilhão. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses extras estão Mogi das Cruzes, Bragança Paulista e Taboão da Serra, cada um com valores superiores a R$ 5,2 milhões.
Já Minas Gerais aparece logo em seguida, com repasse de mais de R$ 1,1 bilhão. Entre as cidades mineiras que recebem os maiores montantes estão Betim, Contagem e Divinópolis, cada uma recebendo mais de R$ 5,6 milhões.
Em 2026, o repasse chega ao primeiro ano de aplicação integral do percentual de 1% sobre os 12 meses de arrecadação considerados no cálculo. A regra foi implantada de forma gradual: começou em 0,25% em 2022, passou para 0,5% em 2024 e alcançou 1% em 2025.
Na avaliação da Confederação, o volume de recursos representa reforço relevante para o caixa das prefeituras. A entidade destacou, em nota, que o repasse garante maior estabilidade fiscal e a continuidade dos serviços essenciais à população no segundo semestre.
Em nota, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, destacou a importância do valor para os municípios. “É um valor importante para os prefeitos tentarem suportar a difícil realidade financeira, especialmente em um ano em que mais de 54% dos municípios estão no vermelho”, disse.
O recurso extra não sofre retenção do Fundeb e integra a Receita Corrente Líquida (RCL) dos municípios. A CNM destaca que os gestores devem considerar o valor nas obrigações fiscais e ficar atentos às regras de aplicação dos recursos. Por exemplo, ao cumprimento da aplicação obrigatória do percentual constitucional em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE).
Escolas estaduais e municipais de todo o país devem se preparar para os possíveis impactos do El Niño 2026-2027. O alerta integra uma nota técnica elaborada por pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em parceria com o Instituto Alana. As recomendações são destinadas aos gestores estaduais e municipais das redes de ensino.
O objetivo da iniciativa é contribuir para o fortalecimento das estratégias de adaptação às mudanças climáticas em escolas e comunidades escolares. A ideia também é estimular a gestão na redução de riscos de desastres, considerando os possíveis impactos associados ao El Niño 2026/2027. A análise indica que o planejamento e a adoção de medidas de preparação para possíveis impactos do fenômeno climático devem integrar as estratégias de gestão de riscos das redes de ensino.
Segundo o Cemaden, eventos climáticos como ondas de calor, secas, inundações, alagamentos, tempestades, vendavais e outros eventos extremos podem afetar a saúde, o bem-estar, a segurança e o direito à educação.
Segundo o Cemaden, a preparação das redes de ensino é importante para reduzir os impactos de desastres e garantir maior segurança e continuidade das atividades escolares.
O documento lista uma série de ações sobre como as redes de ensino podem se preparar e reduzir os riscos nas unidades escolares.
Entre as recomendações estão:
Planejamento antecipado;
Destino de recursos orçamentários para adaptação climática em diferentes escalas:;
Integração da gestão de riscos de desastres, da Educação Ambiental e do letramento climático ao Projeto Político-Pedagógico (PPP);
Realização de formações periódicas às equipes da área da educação, considerando as particularidades de cada território;
Identificação de áreas e escolas mais vulneráveis, orientação e adequação da infraestrutura escolar.
A publicação destaca que, embora as Secretarias de Educação sejam responsáveis por orientar e viabilizar parte das ações, a efetividade das medidas depende da articulação com as escolas e as comunidades.
Escolas como abrigo temporário
A nota orienta, ainda, que as prefeituras evitem usar as escolas como abrigos temporários. De acordo com o Cemaden, o planejamento municipal deve identificar previamente os locais para acolher a população em situações de desastre.
Pela nota técnica, as escolas devem ser consideradas apenas em caráter excepcional e temporário, para garantir o direito à educação dos estudantes.
Segundo o Cemaden, a adoção das medidas, considerando as características de cada território, pode fortalecer a capacidade local de prevenir e reduzir riscos, preparar as redes para situações de emergência, coordenar ações e enfrentar possíveis impactos.
A nota técnica foi elaborada por pesquisadores especialistas em Educação para Redução de Riscos e Desastres (ERRD) do Cemaden.
A ERRD busca desenvolver, nas comunidades escolares, conhecimentos, habilidades e atitudes que contribuam para prevenir e responder a situações de emergência.
El Niño
O Cemaden informou que o monitoramento da temperatura do Oceano Pacífico Tropical mostrou que o El Niño apresentou rápido fortalecimento, e alcançou anomalia de cerca de 1,8 °C, em agosto de 2026. As projeções da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) indicam que o fenômeno poderá atingir intensidade muito forte no período de setembro a novembro.
Além disso, o período de máxima intensidade deve ocorrer antes do esperado, atualmente, previsto para o trimestre de outubro a dezembro de 2026. “Esse cenário reforça a necessidade de implementação imediata de ações de prevenção e preparação nas redes de ensino”, reforçou o Cemaden, em nota oficial.
O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) realizou, na última sexta-feira (11), o primeiro Congresso de Carreira. A iniciativa faz parte do programa Jornada de Carreira e busca apoiar estudantes do ensino médio na construção de projetos de vida e de carreira.
Realizado em formato digital, o evento foi transmitido para 25 escolas da rede do Serviço Social da Indústria (SESI) em 23 estados. A programação incluiu palestras e conversas sobre escolhas profissionais, mercado de trabalho, indústria, inovação e novas carreiras.
A proposta foi ampliar o contato dos jovens com diferentes possibilidades profissionais e aproximá-los de experiências de profissionais que já atuam no mercado. Os palestrantes participaram presencialmente na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
Para contemplar os estudantes dos dois turnos, o congresso teve duas transmissões, uma pela manhã e outra à tarde, com o mesmo conteúdo.
Segundo a gerente de Carreiras e Educação Executiva do IEL, Michelle Queiroz, a programação foi pensada para ampliar o repertório dos estudantes e ajudá-los a refletir sobre as próprias escolhas.
“Nós trouxemos especialistas para falar sobre autoconhecimento, diferentes possibilidades de carreira, tanto no setor privado quanto na universidade, soft skills e tendências sobre profissões futuras. Falamos também sobre construir uma carreira e, ao longo do tempo, poder mudar os rumos, independentemente da formação. A nossa ideia era trazer uma visão de inspiração, para que os alunos pensem e comecem a se conectar com as suas escolhas, trilhar o seu caminho, para depois pensar no desenvolvimento profissional”, afirmou.
Talentos, sonhos e escolhas
A programação foi aberta pela mentora de carreira e criadora de conteúdo Camila Croz, com a palestra “Talentos, sonhos e escolhas: como começar a construir seu caminho”. Ela abordou temas como identidade, interesses e potencialidades e ressaltou que uma escolha profissional não precisa determinar toda a trajetória de uma pessoa.
“Hoje, no congresso, foi muito importante mostrar para os estudantes como funciona a vida real. Mostrar, através de histórias reais, que a jornada pode ser muito divertida, com muitos desafios, principalmente quando o estudante entende que não é hoje que ele vai escolher qual é o futuro. Porque o futuro não se escolhe, o futuro se constrói”, disse.
Segundo Camila, planejar o futuro não significa definir uma única profissão, mas conhecer possibilidades e entender que os caminhos podem mudar ao longo da trajetória. A partir de exemplos e experiências, a palestra mostrou que uma carreira pode ser construída por etapas, com espaço para testes, mudanças de direção e novas descobertas.
Nesse processo, a experimentação contribui para ampliar o repertório dos jovens e ajudá-los a identificar interesses, habilidades e ambientes nos quais podem se desenvolver.
“Hoje, temos estudantes com uma visão muito deturpada da realidade. Estão muito ligados às redes sociais. Precisamos fazer esse papel de orientar e proporcionar opções de visão de futuro, para que eles possam articular o que existe no mundo e o que encaixa no perfil pessoal”, destacou.
Indústria, inovação e futuro
Na sequência, o talk show “Indústria, inovação e futuro: as novas possibilidades de carreira para jovens” promoveu uma conversa sobre as transformações no mundo do trabalho, as oportunidades na indústria e os caminhos de formação para as profissões do futuro.
A superintendente nacional do IEL, Sarah Saldanha, mediou o debate com Ana Lúcia Vargas Arigony, responsável pelas áreas de Sustentabilidade e Comunicação Corporativa e Científica e de Pesquisa & Inovação da L’Oréal na América Latina, e com a professora e pesquisadora em Administração da Universidade de Brasília (UnB) Helena Costa.
As convidadas compartilharam experiências profissionais e apresentaram aos estudantes diferentes possibilidades de atuação. Ana Lúcia também falou sobre a própria trajetória e sobre as diferentes frentes de atuação da L’Oréal, incluindo indústria, serviços, pesquisa e desenvolvimento.
Durante o debate, Sarah destacou que a Jornada de Carreira oferece atividades estruturadas para o desenvolvimento de competências e a preparação dos estudantes para as escolhas profissionais. Ao abordar a insegurança que pode surgir diante da primeira experiência no mercado de trabalho, a superintendente pediu às convidadas orientações para os jovens que ainda não se sentem preparados para ingressar no ambiente profissional.
Para Ana Lúcia, a experimentação faz parte do processo de construção de uma carreira. “O que fazer e o que não fazer, é esse o questionamento. Se ainda não existe uma certeza ou convicção, não tem problema, é possível ter a fase do experimento. Se aquela é a primeira experiência, o importante é dialogar, buscar relações, inspirações em pessoas e trajetórias, se engajar em projetos, e isso pode dar uma nova segurança e aumentar o repertório”, explicou.
Já Helena Costa incentivou os estudantes a buscarem oportunidades de forma ativa e a não terem receio de apresentar seus interesses. Segundo ela, atitudes como enviar e-mails, buscar contatos e se apresentar podem ajudar a abrir portas.
“Dar valor ao tempo que cada um tem. O tempo é limitado e a forma como o usamos é importante para o crescimento e para as perspectivas de futuro, para bater em novas portas, para dizer: olha, eu estou aqui, e me mostrar presente em um mundo de oportunidades”, destacou.
Jovens compartilham experiências
No encerramento, as alunas da rede SESI Júlia Mezzari, de Santa Catarina, e Ayla Fernanda Leal, de Manaus (AM), participaram do Painel Jovem “Nossa geração, nosso futuro: conversas reais sobre caminhos profissionais”.
As estudantes compartilharam experiências de autoconhecimento, planejamento e descoberta de possibilidades profissionais, além de relatarem como a Jornada de Carreira tem contribuído para esse processo.
Júlia destacou o impacto das mentorias no desenvolvimento pessoal e acadêmico. “Eu acho muito interessante as mentorias que fazemos e tudo que aprendemos dentro do programa Jornada de Carreira, como estudante e como pessoa também, porque é o que vamos levar para a nossa vida”, relatou. Segundo ela, o programa também tem ajudado a aprimorar competências que já possui, como a comunicação, que pode contribuir para sua escolha profissional.
Para Ayla, as atividades ajudam a lidar com as incertezas em relação ao futuro. “Esse é meu segundo ano no programa Jornada de Carreira e isso tem me auxiliado muito a controlar meus medos com relação ao futuro, com relação às minhas escolhas. Participar do congresso também me traz expectativas para novas opções para o meu futuro e para a carreira que vou escolher”, disse.
Jornada de Carreira
O Congresso de Carreira integra o programa Jornada de Carreira, desenvolvido pelo IEL em parceria com o SESI. A iniciativa atende alunos do 1º e 2º ano do ensino médioda rede SESI e oferece atividades como mentorias, testes vocacionais, visitas a indústrias e ações voltadas ao autoconhecimento e ao planejamento profissional.
O programa é estruturado em três eixos: olhar para si, olhar para o mundo e olhar para o futuro. As etapas propõem atividades que estimulam o autoconhecimento, a compreensão das oportunidades de carreira e o planejamento de trajetórias profissionais diante das transformações tecnológicas e sociais.
“O programa não é apenas um projeto: é uma bússola para orientar os jovens na travessia da adolescência para a vida adulta, com clareza, confiança e propósito”, conclui Sarah Saldanha.
Produtores rurais devem enfrentar condições climáticas distintas nas diferentes regiões do país entre setembro e novembro. O Boletim Agroclimatológico Mensal do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta tendência de redução das chuvas e temperaturas elevadas em áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto a Região Sul deve registrar maior disponibilidade de água e excesso de umidade em algumas áreas.
O cenário pode exigir atenção no planejamento das atividades agrícolas e pecuárias, principalmente em relação à disponibilidade de água no solo. O boletim do Inmet apresenta estimativas dos estoques de água e informações climáticas voltadas ao planejamento do setor agropecuário.
No Norte, a previsão indica condições mais secas em parte da região, com impactos sobre a disponibilidade hídrica e o desenvolvimento das atividades no campo. No Nordeste e no Centro-Oeste, a combinação de menor volume de chuvas e temperaturas elevadas também pode aumentar a demanda por água.
Já no Sul, o excesso de umidade pode dificultar operações agrícolas, como preparo do solo, plantio e colheita, além de favorecer a ocorrência de doenças em determinadas culturas.
Impacto nas produções
Norte
Conforme o Boletim, a restrição hídrica, associada à temperatura elevada na Região Norte, poderá intensificar o estresse das culturas e demandar maior atenção em algumas áreas. O alerta é para localidades produtoras de arroz de várzea da região de Marajó, especialmente nas lavouras em fases mais sensíveis ao déficit hídrico, como floração e enchimento de grãos.
Em contrapartida, em Roraima, onde o milho de terceira safra deverá estar nas fases de maturação e colheita, o Inmet informa que o tempo seco previsto para o período tende a favorecer a produção.
Nordeste
Já na Região Nordeste, entre as previsões do Inmet, a deficiência hídrica associada ao calor intenso poderá comprometer o crescimento e a produção de biomassa das pastagens, especialmente nas áreas de sequeiro do Maranhão, Piauí, Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, oeste da Paraíba, oeste de Pernambuco, sertão de Sergipe e semiárido baiano.
Nessas regiões nordestinas, há previsão de redução da oferta e da qualidade da forragem. Segundo o boletim, o cenário poderá afetar o ganho de peso dos bovinos de corte e elevar os custos de produção devido à necessidade de suplementação alimentar.
Centro-Oeste
Em setembro, a estiagem deverá favorecer a colheita do algodão, milho de segunda safra e sorgo no Centro-Oeste. Já no sul de Mato Grosso do Sul, as chuvas acima da média poderão dificultar a colheita do milho e do trigo. Em outubro, a insuficiência de água no solo e as altas temperaturas no sudoeste de Mato Grosso poderão prejudicar a germinação e o estabelecimento da soja. Nesse caso, há o risco de falhas e replantio.
O Inmet alerta, ainda, que a menor disponibilidade de água também poderá favorecer incêndios, reduzir a qualidade das pastagens e afetar o desempenho do rebanho.
Já em novembro, a previsão indica alta nos níveis de armazenamento de água no solo em grande parte da região – exceto no sudoeste de Mato Grosso e no norte de Mato Grosso do Sul. Pelo prognóstico, o cenário deve favorecer as lavouras de soja semeadas mais tardiamente.
Sudeste
Para a Região Sudeste, a previsão climática indica chuvas acima da média em São Paulo e triângulo mineiro. Já nas áreas do centro-norte da região deverão ter chuvas abaixo da média, especialmente no centro-norte de Minas Gerais, Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro.
A temperatura média do ar também deve permanecer acima da média climatológica em toda a Região Sudeste.
Em grande parte de São Paulo, no sul e sudeste de Minas Gerais e no Rio de Janeiro, a chuva pode favorecer culturas agrícolas, como cana-de-açúcar, hortifruticultura e pastagens.
O Inmet pontua na publicação que, durante o trimestre, o início da semeadura da soja em São Paulo e Minas Gerais poderá ser mais desafiador em Minas Gerais, devido à redução das chuvas, temperaturas elevadas e baixos níveis de água no solo, especialmente em setembro e outubro.
Para milho, feijão e trigo, as condições climáticas devem contribuir para o encerramento da colheita em Minas Gerais, enquanto, em São Paulo, as chuvas poderão dificultar as operações.
Sul
Com a previsão de chuvas acima da média em toda a Região Sul, em setembro, os maiores excedentes deverão se concentrar no sul do Paraná, centro de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul.
Já o mês de outubro deve registrar os maiores excedentes de chuva do trimestre, estendendo para áreas do sul do Paraná, todo o estado de Santa Catarina e o centro, oeste e norte do Rio Grande do Sul. Já em novembro, o excesso de água no solo está previsto para noroeste do Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina.
Segundo o Instituto, as condições podem dificultar a semeadura do arroz irrigado, em áreas com drenagem deficiente. O excesso de umidade também poderá atrasar a colheita.
A IGREJA DOS GENTIOS Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos
INTRODUÇÃO Depois de permanecer preso por dois anos em Cesareia e de apelar para César, Paulo foi enviado a Roma sob a guarda do centurião Júlio. Durante a viagem, já depois do Dia da Expiação, quando a navegação pelo Mediterrâneo se tornava perigosa por causa da proximidade do inverno, o apóstolo advertiu que prosseguir com o itinerário traria graves prejuízos a todos os viajantes, mas seu conselho foi ignorado. Pouco depois, uma violenta tempestade atingiu o navio, e todos perderam a esperança de sobrevivência. Nesse momento de desespero, Deus confirmou que Paulo chegaria a Roma e garantiu que nenhuma das pessoas que viajavam com ele perderia a vida. Nesta lição, estudaremos por que a advertência de Paulo foi ignorada, de que maneira a promessa de Deus renovou a esperança dos que estavam no navio e como o Senhor preservou todas as vidas durante o naufrágio. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO ÁUREO Mas agora recomendo-lhes que tenham coragem, pois nenhum de vocês perderá a vida; apenas o navio será destruído. (At 27.22, NVI). Mas agora peço que tenham coragem. Ninguém vai morrer; vamos perder somente o navio. (At 27.22, NTLH). Em momentos de crise, muitas pessoas avaliam a fidelidade de Deus pelo resultado que esperavam receber: “Se Deus está comigo, tudo precisa terminar exatamente como eu gostaria.”A experiência vivida por Paulo e pelos demais passageiros do barco em Atos 27 mostra outra realidade. Deus havia prometido preservar a vida de todos, mas não prometeu impedir a tempestade, conservar o navio ou poupar aqueles homens do desgaste de uma viagem traumática. A embarcação foi destruída, a carga se perdeu e todos chegaram à terra depois de enfrentar dias de medo e incerteza. Mesmo assim, nenhuma vida foi perdida, exatamente como o Senhor havia anunciado. A fidelidade de Deus, portanto, não pode ser medida pela forma como gostaríamos que a crise ou problema fosse resolvido, mas pelo cumprimento daquilo que Ele realmente prometeu. Por isso, em momentos de crise, precisamos distinguir entre aquilo que esperávamos que Deus fizesse e aquilo que Ele de fato prometeu ou não fazer.
VERDADE PRÁTICA Mesmo quando perdas materiais são inevitáveis, Deus preserva a vida e cumpre suas promessas àqueles que confiam nEle. Há confiança quando conhecemos o caráter de alguém e temos razões para considerar sua palavra segura. Confiar, portanto, é levar essa palavra a sério e agir na convicção de que quem falou será fiel ao que disse. Uma pessoa é confiável quando há coerência entre o que diz e o que faz, de modo que podemos depender de sua palavra. Deus é confiável porque seu caráter não muda, sua palavra não falha e seu poder é suficiente para realizar aquilo que prometeu. Ele não promete tudo o que queremos, nem afirma que nos poupará de toda perda ou sofrimento. Contudo, aquilo que Ele promete certamente se cumpre (Nm 23.19; Hb 10.23). Por essa razão, confiar em Deus é continuar levando sua Palavra a sério mesmo quando as circunstâncias parecem seguir na direção contrária. Nem sempre compreenderemos o que Ele está fazendo ou por que permitiu determinado caminho, mas sabemos quem Ele é. A nossa confiança deve se manter firme porque Deus não muda, não mente e não deixa de cumprir aquilo que prometeu.
1. A TEMPESTADE QUE SURGE NA VIAGEM Pergunta chave: Por que a viagem se tornou desastrosa e o que isso revela? Ideia central do ponto: Paulo advertiu sobre os perigos de prosseguir viagem naquele período, mas sua advertência foi ignorada. A tripulação preferiu confiar na experiência dos marinheiros e no vento favorável que surgiu logo depois. A aparente segurança, porém, durou pouco. O Euroaquilão atingiu o navio com violência, e a tripulação perdeu o controle da embarcação. Depois de muitos dias sem ver o sol nem as estrelas, toda esperança de salvamento começou a desaparecer.
1.1 A decisão precipitada de navegar apesar da advertência de Paulo (vv.9-12). Verdade central: Paulo advertiu sobre os perigos de prosseguir viagem naquele período, mas sua advertência foi ignorada. Para refletir: Quando a experiência humana parece mais segura do que aquilo que Deus diz, em quem você escolhe confiar? A LIÇÃO DIZ: Mesmo na condição de prisioneiro, Paulo demonstra discernimento espiritual ao alertar que a viagem seria perigosa e traria prejuízos (v.10). Contudo, o centurião e a tripulação confiaram mais na experiência técnica do piloto do que na orientação que Deus concedia por meio do apóstolo (v.11). Essa escolha revela uma tendência recorrente do ser humano: priorizar a lógica humana em detrimento da direção divina.
O texto bíblico diz: Depois de muito tempo, tendo-se tornado a navegação perigosa, e já passado o tempo do Dia do Jejum, Paulo os aconselhou,dizendo: — Senhores, vejo que a viagem vai ser trabalhosa, com dano e muito prejuízo, não só da carga e do navio, mas também da nossa vida. Porém o centurião dava mais crédito ao piloto e ao mestre do navio do que ao que Paulo dizia. Não sendo o porto próprio para invernar, a maioria deles era de opinião que deviam partir dali, para ver se podiam chegar a Fenice e aí passar o inverno, visto ser um porto de Creta, que olha para o noroeste e para o sudoeste (At 22.9-12, NAA). A viagem até Bons Portos havia consumido muito tempo, e o período favorável à navegação estava chegando ao fim. Lucas informa que o Jejum, uma referência ao Dia da Expiação, já havia passado. Celebrada entre o final de setembro e o começo de outubro, essa data indicava a aproximação de uma estação marcada por ventos fortes, tempestades e maior dificuldade para navegar em mar aberto. A advertência de Paulo, portanto, correspondia às condições que todos já enfrentavam: a viagem estava lenta e o risco aumentava a cada dia. Embora não fosse marinheiro, Paulo também não era um passageiro inexperiente. Antes dessa viagem, ele já havia sobrevivido a três naufrágios e passado uma noite e um dia à deriva no mar (2Co 11.25). Quando ele declarou que a viagem poderia causar grandes prejuízos à carga, ao navio e às vidas, o apóstolo avaliava a época do ano, os ventos contrários e sua própria experiência. Lucas não afirma que Paulo recebera uma revelação específica naquele momento. A expressão “vejo que a viagem vai ser trabalhosa” descreve uma percepção fundamentada nas circunstâncias. A revelação divina será registrada claramente mais adiante, quando um anjo assegurar que Paulo chegaria a Roma e que todos os passageiros seriam preservados (At 27.23,24). Por essa razão, o que Paulo diz nos versículos 9 e 10 deve ser compreendido como uma avaliação prudente, própria de um homem experiente e espiritualmente sóbrio, e não necessariamente como uma profecia. O centurião, por sua vez, decidiu seguir o parecer do piloto, do proprietário do navio e da maioria. Bons Portos oferecia abrigo, mas não possuía boas condições para passar todo o inverno. Fenice, localizada cerca de sessenta e cinco quilômetros a oeste, parecia oferecer um porto mais protegido. A proposta possuía argumentos técnicos, porém seus defensores valorizaram as vantagens do destino sem considerar adequadamente os perigos do trajeto. A passagem bíblica não ensina que o conhecimento profissional é inimigo da fé. O piloto conhecia o mar, e o proprietário conhecia a embarcação. Contudo, nenhum dos dois controlava os ventos nem podia garantir que o navio chegaria a Fenice. O erro cometido por aqueles homens estava na confiança excessiva de que experiência, planejamento e o apoio da maioria seriam suficientes para vencer as condições que já se mostravam perigosas. Lucas também não declara que a tempestade foi um castigo enviado por Deus porque a advertência de Paulo havia sido rejeitada. A tripulação assumiu um risco elevado e sofreu as consequências de uma decisão imprudente. A soberania de Deus será percebida na maneira como o Senhor preservará os passageiros e cumprirá seu propósito de levar Paulo a Roma, apesar da perda do navio e da carga. Aplicações: • Uma decisão desejável pode ser tomada no momento errado. Fenice oferecia melhores condições, mas a viagem até lá era perigosa. Antes de avançar em nossos planos, precisamos avaliar o destino, o caminho e o momento. A opinião da maioria não elimina os riscos. Muitas pessoas podem concordar com uma escolha precipitada. O cristão, no entanto, deve examinar as razões apresentadas e levar as advertências a sério. • A fé em Deus não deve despreza o conhecimento técnico. Profissionais devem ser ouvidos, mas sua competência possui limites. Decisões sábias reúnem conhecimento, oração, experiência, bons conselhos e humildade. • Esperar em uma situação desconfortável pode evitar perdas maiores. Permanecer em Bons Portos não era a opção mais agradável, porém seria mais prudente do que enfrentar o mar naquela época do ano.
1.2 A fragilidade humana diante das forças da natureza (vv.13-17). Verdade central: A crise mostrou que circunstâncias favoráveis não transformam uma decisão imprudente em uma decisão correta. Às vezes, aquilo que parece confirmar nosso caminho apenas nos dá confiança para continuar na direção errada. Para refletir: Não devemos tomar um alívio momentâneo ou uma circunstância favorável como prova de que Deus aprovou nossa decisão. Em alguns casos, ventos favoráveis apenas antecedem a tempestade que expõe a fragilidade de nossas escolhas.
A LIÇÃO DIZ: Um vento favorável levou a tripulação a acreditar que a decisão fora correta (v.13), mas logo foram surpreendidos pelo Euroaquilão, um vendaval que tirou completamente o controle do navio (vv.14,15). Todo esforço humano mostrou-se insuficiente: cordas, manobras e estratégias falharam (v.17). A tempestade expôs os limites da força humana e revelou a necessidade de depender de Deus. Quando o vento sul começou a soprar brandamente, os marinheiros aproveitaram a oportunidade para seguir viagem. Fenice, como já informado, ficava cerca de sessenta e cinco quilômetros a oeste de Bons Portos e, com aquelas condições, o percurso poderia ser concluído em poucas horas. Eles levantaram âncora e navegaram bem próximos da costa de Creta. A viagem, que já era arriscada por causa da época do ano, parecia finalmente contar com condições favoráveis. No entanto, a situação mudou pouco depois. Lucas informa que um vento de força extraordinária, chamado Euroaquilão, precipitou-se sobre a ilha. O nome dado a este fenômeno natural reúne termos relacionados aos ventos leste e norte e descreve um forte vento de nordeste conhecido pelos navegadores do Mediterrâneo. O autor ainda o chama de typhōnikós, termo que comunica a violência de um vento semelhante a um tufão. As regiões montanhosas de Creta favoreciam mudanças repentinas dessa natureza, com fortes correntes de ar descendo das montanhas em direção ao mar. A força do Euroaquilão atingiu o navio de tal maneira que os marinheiros já não conseguiam manter a embarcação na direção pretendida. Lucas afirma que ela “não podia resistir ao vento” e, por isso, eles se deixaram levar (v.15). A expressão não significa que abandonaram o navio à própria sorte, mas que desistiram de tentar manter a rota para Fenice. Continuar lutando diretamente contra aquele vento era impossível. Ao passarem pelo lado protegido da pequena ilha de Cauda, encontraram abrigo suficiente para tomar algumas medidas de emergência. Primeiro, recolheram com dificuldade o bote que seguia rebocado atrás do navio. Em seguida, utilizaram cabos para cingir a embarcação. Não sabemos exatamente como esse procedimento foi realizado, mas provavelmente os cabos foram passados ao redor ou por baixo do casco para reforçar sua estrutura e diminuir o risco de que as fortes ondas o partissem. Os marinheiros também temiam ser levados até Sirte, região de bancos de areia na costa do norte da África, conhecida pelo perigo que oferecia aos navios. Por essa razão, baixaram algum equipamento para diminuir a velocidade da embarcação. O termo empregado por Lucas não permite determinar com certeza se era uma âncora flutuante, parte do aparelho das velas ou outro recurso náutico. O certo é que eles procuravam reduzir a deriva e evitar que o vento os conduzisse para uma região ainda mais perigosa. Portanto, embora já não conseguissem conduzir o navio contra a força do vento, os marinheiros fizeram o que ainda estava ao alcance deles e tomaram medidas para evitar um desastre maior.
Aplicações: • Nem sempre poderemos mudar a situação, mas ainda podemos decidir como enfrentá-la. Quando determinadas circunstâncias fogem ao nosso controle, devemos identificar aquilo que continua sob nossa responsabilidade e agir. • Confiamos em Deus enquanto fazemos aquilo que está ao nosso alcance e fazemos aquilo que está ao nosso alcance enquanto confiamos em Deus. 1.3 A perda da esperança diante da adversidade (vv.18-20). Verdade central: Mesmo depois de lançarem ao mar a carga e parte dos equipamentos, a tripulação continuava sem controlar a situação. Sem sol, sem estrelas e, portanto, sem referência para a navegação, todos perderam a esperança de sobreviver. Para refletir: Quando suas referências falharem e você já não souber para onde seguir, não se entregue ao desespero. O fato de você não enxergar uma saída não significa que Deus perdeu o governo da situação. A LIÇÃO DIZ: Com o agravamento da tempestade, a tripulação lançou fora a carga e os próprios equipamentos do navio (vv.18,19). Após muitos dias sem sol ou estrelas, perderam toda referência e esperança de salvação (v.20).
O texto diz:
Açoitados severamente pela tormenta, no dia seguinte começaram a jogar a carga no mar. E, no terceiro dia, nós mesmos, com as próprias mãos, lançamos ao mar a armação do navio. E, não aparecendo, havia já alguns dias, nem sol nem estrelas, caindo sobre nós grande tempestade, dissipou-se, afinal, toda a esperança de salvamento (At 27.18-20, NAA). Ao passo que a tempestade se prolongava, as medidas de emergência se tornavam cada vez mais severas. Lucas informa que, no dia seguinte, começaram a lançar parte da carga ao mar e, no terceiro dia, desfizeram-se também de equipamentos da embarcação (vv. 18,19). A sequência dos dias mostra que o perigo de naufragarem não diminuía. Como ainda havia trigo no navio perto do naufrágio (v. 38), a carga não foi descartada de uma só vez. Aos poucos, aquilo que antes tinha valor comercial passou a ser sacrificado para aliviar a embarcação e aumentar as chances de sobrevivência. Depois de muitos dias sob céu encoberto, aqueles marinheiros perderam também suas principais referências de navegação. O sol e as estrelas eram usados para determinar posição e direção no mar, mas a tempestade impedia qualquer observação. Eles não enfrentavam apenas ondas violentas; já não sabiam onde estavam nem para onde haviam sido levados. A expressão usada por Lucas para descrever a tempestade reforça que a violência do mar continuava intensa, sem qualquer sinal de melhora. Nesse ponto, o desgaste acumulado alcança seu limite. Dias de tempestade, pouca alimentação, perda da carga, descarte de equipamentos e ausência de referências levaram todos a concluir que não escapariam com vida. Quando Lucas escreve que “foi desaparecendo, afinal, toda a esperança de sermos salvos” (v. 20), o verbo “salvar” se refere à sobrevivência ao naufrágio. Pelas condições que podiam avaliar, já não havia motivo para esperar um desfecho favorável.
A primeira pessoa empregada por Lucas torna essa descrição ainda mais significativa. Ele não relata apenas que os marinheiros perderam a esperança; afirma que “nós” a perdemos. Lucas estava dentro daquele navio e experimentava o mesmo desgaste dos demais. Ao registrar que toda esperança de sobrevivência havia desaparecido, Lucas leva o relato ao ponto de maior tensão e prepara o contraste com o que acontecerá em seguida. Quando os marinheiros já não encontravam qualquer razão para acreditar que escapariam com vida, Paulo se levantou para anunciar que Deus havia prometido preservar todos os que estavam a bordo. Aplicações: • As crises prolongadas desgastam de maneira diferente das crises repentinas. Depois de muitos dias sob pressão, pessoas experientes podem chegar ao limite físico e emocional. Precisamos reconhecer esse desgaste antes de tratar o abatimento alheio como falta de fé. • Há momentos em que preservar o que possui maior valor exige aceitar outras perdas. A carga tinha valor financeiro, mas já não valia mais do que a sobrevivência das pessoas. Nem tudo precisa ser preservado a qualquer custo. • O esgotamento das possibilidades humanas não determina o desfecho da história. No versículo 20, ninguém enxergava saída. Nos versículos seguintes, Deus mostraria que o futuro daquela viagem não seria decidido pela tempestade.
Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 1): 1. Por que a advertência de Paulo foi ignorada? 2. O que aconteceu depois que um vento favorável soprou? 3. O que a tripulação fez quando a tempestade se agravou? 4. Por que perderam toda esperança de salvação?
2. A INTERVENÇÃO DE DEUS NA HORA DO DESESPERO Pergunta chave: Como Deus interveio na hora do desespero? Ideia central do ponto: Após muitos dias sem comer, Paulo transmitiu a promessa de Deus: nenhuma vida seria perdida. Fortalecido por essa palavra, assumiu a liderança e passou a encorajar e orientar os demais. 2.1 A palavra de encorajamento de Paulo (vv.21-26). Verdade central: Paulo lembrou que sua advertência havia sido ignorada, mas não para humilhar os demais. Ele retomou o episódio para fortalecer sua nova palavra de ânimo: Deus havia garantido que nenhuma vida seria perdida. Para refletir: “Tende bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio” (At 27.22). Esperança verdadeira se fundamenta em Deus, não em otimismo.
A LIÇÃO DIZ: Após muitos dias de jejum forçado e absoluto desânimo, Paulo se levanta com autoridade espiritual para falar aos que estavam no navio. Antes de encorajá-los, relembra que sua advertência fora ignorada, o que confere peso às palavras de ânimo que se seguem. Em meio ao caos, o apóstolo transmite esperança, afirmando que não haveria perda de vidas (v.22). Essa esperança não era ilusória, mas fundamentada em Deus, que fortalece os abatidos (Is41.10) e enche seus servos de esperança pelo poder do Espírito Santo (Rm 15.13). Depois de registrar que todos haviam perdido a esperança de sobrevivência, Lucas volta sua atenção para Paulo. O apóstolo se levantou no meio dos passageiros, que há muito tempo não conseguiam alimentar-se adequadamente, e tomou a palavra. A tempestade continuava intensa, o navio permanecia à deriva e nenhuma mudança nas condições do mar indicava que o perigo estava terminando. A esperança seria recuperada por meio de uma palavra recebida de Deus. Antes de transmitir a mensagem de ânimo aos homens, Paulo recordou que sua advertência em Bons Portos havia sido ignorada. Suas palavras podem soar como uma repreensão, mas cumprem uma função retorica importante no relato. A previsão anterior do apóstolo havia sido confirmada pelos acontecimentos. Se o conselho dado por Paulo antes da partida se mostrara correto, a nova mensagem também merecia ser ouvida. O apóstolo não retomou o erro cometido para permanecer discutindo o passado; ele desejava preparar aquelas pessoas para ouvirem o que Deus havia comunicado. A nova palavra de Paulo era muito diferente da advertência anterior. Em Bons Portos, ele havia previsto prejuízos para o navio, a carga e as vidas. Agora, podia afirmar que o navio seria perdido, porém ninguém morreria. A diferença entre as duas declarações deve ser observada. A primeira resultou de sua experiência e da avaliação das condições da viagem. A segunda estava fundamentada numa revelação recebida durante a noite. Paulo repetiu duas vezes seu apelo: “tenham bom ânimo” (vv. 22,25). Ele não pediu que ignorassem o perigo nem tentou convencê-los de que a tempestade terminaria imediatamente. O navio ainda seria destruído, e todos continuariam expostos às dificuldades do naufrágio. O bom ânimo solicitado pelo apóstolo consistia em abandonar o desespero e levar a sério a garantia de que nenhuma vida seria perdida. A razão dessa confiança encontra-se na declaração: “eu confio em Deus que tudo vai acontecer conforme me foi dito” (v. 25). Paulo considerava verdadeira a palavra de Deus antes de contemplar seu cumprimento. O mar não havia se acalmado, a tripulação continuava sem controlar o navio e a terra ainda não estava à vista. Mesmo assim, o apóstolo sabia que o desfecho da viagem já não dependia daquilo que os passageiros conseguiam enxergar, mas da fidelidade daquele que havia falado.
Aplicação: • O encorajamento precisa estar fundamentado na verdade. Diante do sofrimento, não devemos oferecer garantias que Deus não deu. Paulo reconheceu que o navio seria perdido e anunciou somente aquilo que havia recebido do Senhor. 2.2 A promessa de Deus em meio à crise (vv.23,24). Verdade central: O anjo assegurou que Paulo compareceria diante de César e que todos os que navegavam com ele seriam preservados. A promessa estava firmada no propósito de Deus, não nas condições do navio. Para refletir: “Deus te deu todos quantos navegam contigo” (At 27.24). A presença de um servo fiel pode se tornar bênção para muitos. A LIÇÃO DIZ: Quando toda expectativa humana se esvaiu, Deus interveio sobrenaturalmente. Um anjo do Senhor apareceu a Paulo, assegurando que nenhum dos 276 homens pereceria, embora o navio fosse destruído. Essa promessa reafirma que muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas (Sl 34.19). Ao declarar “Deus, de quem eu sou” (v.23), Paulo reconhece sua total pertença ao Senhor, lembrando que fomos comprados por alto preço (1Co 6.19,20). Durante a noite, enquanto o navio continuava sendo castigado pela tempestade, Paulo recebeu a mensagem que lhe permitiria falar aos demais trazendo-lhes esperança. Um anjo do Deus a quem ele servia esteve ao seu lado e anunciou que Paulo chegaria diante de César e que todos os que viajavam com ele seriam preservados (vv.23,24). Lucas não descreve a aparência do mensageiro nem fornece detalhes da manifestação, porque o interesse do relato está no que Deus comunicou. Havia agora uma palavra divina sobre o desfecho da viagem. Ao contar o que havia acontecido, Paulo declarou que o anjo vinha do “Deus de quem eu sou e a quem sirvo” (v. 23). Com essas palavras, ele identifica publicamente o Deus ao qual sua vida pertencia. Paulo não estava apenas dizendo em quem acreditava; afirmava que pertencia ao Senhor e vivia para servi-lo. Em um navio ocupado por pessoas de diferentes origens e crenças, sua esperança estava vinculada ao Deus que acabara de lhe falar. Antes de anunciar o que aconteceria aos demais passageiros, o anjo dirigiu uma palavra ao próprio Paulo: “Não tenha medo” (v. 24). Depois de tantos dias de tempestade e da perda da esperança de viverem mencionada no versículo 20, essa palavra mostra que Paulo também precisava ser fortalecido. A garantia de que Paulo sobreviveria estava ligada diretamente ao propósito de levá-lo a Roma: “É necessário que você compareça diante de César” (v. 24). Esse encontro não dependia apenas de uma decisão judicial romana, pois o próprio Senhor já havia declarado que Paulo testemunharia em Roma (At 23.11). Por isso, a tempestade não poderia encerrar sua viagem antes que esse propósito se cumprisse. Junto com a garantia dada a Paulo, Deus também anunciou a preservação de todos os que estavam no navio: “Deus lhe deu todos os que estão navegando com você” (v. 24). O verbo “deu” não significa que aquelas pessoas passariam a pertencer ao apóstolo, mas que suas vidas lhe haviam sido concedidas como favor. Mais adiante, Lucas informará que havia duzentas e setenta e seis pessoas a bordo (v. 37).
O alcance dessa promessa precisa permanecer dentro do que o próprio episódio afirma. O texto não ensina que todo cristão receberá proteção contra qualquer tragédia nem que todos ao seu redor serão sempre preservados por causa de sua presença. Naquela viagem, Deus havia determinado que Paulo chegaria a Roma e, junto com esse propósito, prometeu salvar a vida de todos os passageiros. Nada impediria o cumprimento da palavra dada por Deus. Aplicações: • As promessas divinas precisam ser respeitadas em seu alcance. Não devemos transformar uma promessa específica feita a Paulo numa garantia de que o cristão jamais sofrerá perdas ou verá pessoas próximas morrerem. • O servo de Deus deve preocupar-se com as pessoas que atravessam a crise ao seu lado. A mensagem recebida por Paulo incluía soldados, marinheiros, prisioneiros e passageiros. A graça de Deus alcançaria pessoas que ainda não conheciam o Senhor a quem o apóstolo servia.
2.3 A fé e a liderança espiritual de Paulo (vv.33-36). Verdade central: Paulo creu que Deus cumpriria exatamente o que havia dito e passou a agir de acordo com essa certeza. Para refletir: É um erro esperar que Deus resolva tudo enquanto deixamos de fazer aquilo que está ao nosso alcance. A LIÇÃO DIZ: Fortalecido pela promessa divina, Paulo assume liderança espiritual e prática. Ele exorta todos a se alimentarem, pois precisariam de forças para sobreviver ao desfecho da crise. Ao partir o pão e dar graças a Deus diante de todos, testemunha uma fé viva que inspira coragem e esperança (Mt 5.16). Na décima quarta noite, depois de quase duas semanas à deriva, os marinheiros perceberam que estavam se aproximando de alguma terra. Lucas situa o navio no “mar de Ádria”, nome que, naquele período, abrangia uma área maior do Mediterrâneo central e não deve ser confundido com o atual mar Adriático. Como ainda era noite, a tripulação não podia identificar a costa, mas as sondagens confirmaram que a profundidade diminuía rapidamente: primeiro vinte braças, cerca de 37 metros, e pouco depois quinze, aproximadamente 27 metros. O receio era atingir alguma região rochosa antes do amanhecer. Por isso, lançaram quatro âncoras pela popa e permaneceram esperando a chegada do dia (vv. 27-29). Enquanto o navio permanecia ancorado, alguns marinheiros tentaram fugir. Eles começaram a baixar o bote sob o pretexto de que lançariam âncoras pela proa, mas Paulo percebeu a intenção e advertiu o centurião: “Se estes não permanecerem no navio, vocês não poderão se salvar” (v. 31). A declaração não contradiz a promessa de que todos sobreviveriam. Deus havia garantido o resultado, mas a experiência dos marinheiros ainda seria necessária para conduzir a embarcação até a costa. Dessa vez, ao contrário do que acontecera em Bons Portos (v. 11), o centurião levou a advertência de Paulo a sério, e os soldados cortaram as cordas do bote, impedindo a fuga. Com o amanhecer se aproximando e o desembarque ainda pela frente, Paulo insistiu para que todos se alimentassem. A referência aos catorze dias sem comer não precisa ser entendida como abstinência absoluta de alimento durante todo esse período. A tempestade, o trabalho constante e a ansiedade haviam impedido refeições regulares, deixando os passageiros debilitados justamente quando precisariam de força para chegar à terra. Por isso, Paulo afirma que comer era necessário para a sobrevivência e reforça a promessa com uma expressão conhecida das Escrituras: nenhum deles perderia sequer um fio de cabelo (vv. 33,34).
Diante de todos, Paulo tomou o pão, agradeceu a Deus, partiu-o e começou a comer. Embora a linguagem lembre outras cenas de refeições no Novo Testamento, o texto não descreve uma celebração da Ceia do Senhor. Dar graças antes de comer fazia parte do costume judaico, e naquele navio Paulo realizou publicamente aquilo que fazia como servo de Deus. Seu gesto teve efeito imediato: os demais recuperaram o ânimo e também comeram (vv. 35,36). Depois que todos se alimentaram, a tripulação lançou ao mar o trigo que ainda restava, aliviando o peso da embarcação para que ela pudesse avançar o máximo possível em direção à costa (v. 38). Portanto, enquanto aguardavam o cumprimento da promessa de Deus, preparavam-se para o difícil desembarque que viria com o amanhecer. Aplicação: • O cuidado espiritual inclui as necessidades físicas. Pessoas cansadas, famintas ou emocionalmente esgotadas precisam de palavras de ânimo, mas também necessitam de cuidado, alimento e descanso.
Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 2): 1. O que Paulo disse após muitos dias de desânimo? 2. O que o anjo do Senhor disse a Paulo durante a noite? 3. O que Paulo fez depois de receber a promessa? 4. A intervenção divina eliminou a tempestade imediatamente?
3. A PROVIDÊNCIA DIVINA NO NAUFRÁGIO (At 27.39-44) Pergunta chave: Como a promessa de Deus se cumpriu? Ideia central do ponto: O navio se perdeu, mas a promessa de Deus permaneceu intacta. Em meio ao naufrágio, o Senhor impediu que os presos fossem mortos e preservou a vida de todos os que estavam a bordo. 3.1 O cuidado de Deus preservando vidas (vv.39-44). Verdade central: O naufrágio não anulou a promessa de Deus. O navio foi destruído, mas todos chegaram à terra firme com vida, exatamente como o Senhor havia anunciado. Para refletir: Não conclua que Deus falhou só porque algo se perdeu no caminho. A LIÇÃO DIZ: A promessa do Senhor cumpriu-se integralmente: todos chegaram em segurança à terra, conforme havia sido anunciado (Lc 21.18). O naufrágio do navio não impediu o agir de Deus, antes confirmou sua fidelidade. Com a chegada do dia, os marinheiros puderam examinar o trecho da costa para o qual haviam sido levados. Eles não reconheceram a terra, mas avistaram uma baía que possuía uma praia e decidiram dirigir o navio para aquele ponto. Lucas acrescenta que pretendiam encalhá-lo ali “se fosse possível” (v. 39). A expressão indica que a tripulação enxergava uma oportunidade, e não uma garantia que chegariam. O objetivo era aproximar a embarcação da margem o suficiente para facilitar a saída dos passageiros.
A última manobra exigiu que a tripulação devolvesse ao navio alguma capacidade de direção. As cordas das quatro âncoras foram cortadas, pois recolhê-las tomaria tempo e poderia alterar a posição da embarcação. Os remos laterais usados como lemes, que permaneciam presos enquanto o navio estava ancorado, foram soltos e recolocados na água. Depois disso, os marinheiros levantaram a vela da proa para aproveitar o vento e seguir em direção à praia (v. 40). Cada ação tinha a finalidade de controlar os últimos movimentos do navio. O encalhe aconteceu antes que o casco alcançasse a margem. Lucas afirma que a embarcação atingiu um lugar onde “duas correntes se encontravam”, expressão que também pode descrever um baixio cercado por águas de direções diferentes. A proa penetrou no fundo e ficou imóvel, enquanto a popa continuou exposta à força das ondas. O contraste entre as duas partes explica a rápida destruição do casco. A parte dianteira permaneceu presa, mas a traseira começou a desfazer-se sob os repetidos impactos do mar (v. 41). A perda da embarcação obrigou todos a atravessarem o trecho final dentro da água. Aqueles que sabiam nadar deveriam lançar-se primeiro e seguir até a terra. Os demais poderiam apoiar-se em tábuas e em pedaços que se soltavam do casco (vv. 43,44). A distinção feita por Lucas mostra que os passageiros não possuíam as mesmas condições. Alguns tinham habilidade para nadar; outros precisavam de algo que os mantivesse na superfície. O importante era que cada pessoa recebesse um meio compatível com sua necessidade.
Aplicações
• Não devemos desprezar os meios simples pelos quais Deus pode nos ajudar. Naquele dia, saber nadar ou encontrar uma tábua foi decisivo para atravessar as águas. • Pessoas que enfrentam a mesma crise podem precisar de auxílios diferentes. Exigir de todos a capacidade dos nadadores deixaria os mais frágeis sem apoio.O exemplo deste episódio nos ensina que devemos reconhecer os limites de cada pessoa e oferecer a ajuda necessária. 3.2 A soberania divina acima das decisões humanas (vv.42,43). Verdade central: Os soldados planejaram matar os prisioneiros, mas o centurião os impediu para salvar Paulo. Uma decisão tomada em favor de um homem acabou preservando a vida de todos. Para refletir: Você confia que Deus governa até as decisões de autoridades que parecem ter poder sobre você? A LIÇÃO DIZ: Diante do risco de fuga dos prisioneiros, os soldados decidiram matá-los para evitar punições severas, prática comum no contexto romano (At 12.19; 16.27). No entanto, esse plano humano foi frustrado. Júlio, o centurião, desejando salvar Paulo, impediu a execução. Quando o navio começou a se partir, outro perigo ameaçou a vida dos prisioneiros. Os soldados temiam que algum deles aproveitasse a confusão para escapar e, por isso, planejaram matá-los antes que deixassem a embarcação. A decisão dos soldados estava relacionada à disciplina militar romana. Um guarda poderia ser severamente responsabilizado caso o prisioneiro sob sua custódia escapasse. Herodes mandou executar os guardas depois da libertação de Pedro, e o carcereiro de Filipos tentou tirar a própria vida quando pensou que os presos haviam fugido (At 12.19; 16.27). Os soldados queriam evitar uma possível punição, mas procuraram fazê-lo à custa da vida daqueles que deveriam vigiar. O plano não foi executado porque Júlio interveio em favor de Paulo. Era o mesmo centurião que recebera os prisioneiros em Cesareia e providenciara a mudança de navio em Mirra (vv. 1,6). A embarcação havia mudado, mas os soldados e os presos continuavam sob sua autoridade. Júlio podia impedir a matança e determinar como todos deveriam abandonar o navio.
Ao longo da viagem, a maneira como Júlio tratou Paulo passou por mudanças. Em Sidom, permitiu que ele visitasse os amigos; em Bons Portos, preferiu ouvir os profissionais do mar; durante a tempestade, passou a considerar seriamente suas advertências; e, no momento do naufrágio, decidiu preservar sua vida (vv. 3,11,31,43). Lucas não afirma que o centurião tenha se convertido, mas mostra que Paulo conquistou seu respeito e sua confiança. A intervenção de Júlio preservou todos os prisioneiros porque não seria possível salvar Paulo sem impedir que os demais fossem mortos. O centurião agiu movido pelo desejo de proteger o apóstolo, mas sua decisão contribuiu para o cumprimento do que Deus havia anunciado. Quando os soldados planejaram uma matança, o Senhor já havia preparado uma autoridade capaz de contê-los.
Aplicações • Quem possui autoridade deve empregá-la para impedir o mal. Júlio não acompanhou a decisão dos soldados; usou sua posição para interromper o plano antes que ele se transformasse em uma carnificina. • Uma vida íntegra pode conquistar respeito mesmo entre aqueles que não compartilham da nossa fé. A conduta de Paulo durante a viagem contribuiu para que sua palavra e sua vida fossem consideradas no momento decisivo. 3.3 O cumprimento fiel da promessa de Deus (v.44). Verdade central: A promessa se cumpriu exatamente como Deus havia anunciado: ninguém morreu. Nem a tempestade, nem a destruição do navio, nem o perigo final impediram o cumprimento da Palavra de Deus. Para refletir: Confie na promessa sem determinar a Deus como ela deve se cumprir. A LIÇÃO DIZ: Conforme a palavra do Senhor, todos escaparam com vida. A fidelidade de Deus prevaleceu sobre o caos da tempestade. Durante toda a crise, Paulo permaneceu sustentado pela promessa divina, demonstrando que a esperança firmada em Deus não decepciona. A declaração que encerra o capítulo confirma o cumprimento de tudo o que Deus havia anunciado durante a tempestade. Ao escrever que “assim todos chegaram salvos à terra” (v. 44), Lucas fecha o relato destacando o resultado. Nenhuma das 276 pessoas que estavam a bordo perdeu a vida. A palavra “todos” confirma, sem exceção, aquilo que havia sido prometido nos versículos anteriores.
O desfecho deste episódio demonstra que Deus cumpriu exatamente o que havia dito. Nem a violência da tempestade, nem a destruição do navio, nem as decisões humanas puderam impedir sua palavra. O Senhor é fiel, sua palavra é verdadeira e seu poder está acima dos acontecimentos naturais e das ações humanas. Por isso, podemos confiar nele mesmo quando ainda não sabemos como sua promessa se cumprirá. Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 3): 1. A promessa de Deus se cumpriu? Quantos sobreviveram? 2. O que os soldados queriam fazer com os prisioneiros? 3. Por que o centurião impediu a execução?
CONCLUSÃO Agradecemos a Deus pela oportunidade de concluirmos mais uma pré-aula da Escola Bíblia Dominical. Nesta lição, aprendemos que decisões imprudentes podem produzir grandes perdas e que a experiência humana possui limites. Também vimos que, quando todos perderam a esperança, a Palavra de Deus sustentou Paulo e trouxe ânimo às pessoas que estavam no navio. Mesmo com a destruição da embarcação, o Senhor cumpriu exatamente o que havia prometido e preservou todas as vidas. Que esta lição nos ajude a ouvir as advertências, agir com prudência e permanecer firmes na Palavra de Deus quando surgirem as tempestades. As circunstâncias podem escapar do nosso controle, mas jamais estarão fora do governo do Senhor. Esperamos você na próxima pré-aula, em nome de Jesus. Deus abençoe. Amém!
Tentando conter a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, proferiu duas decisões na tarde desta terça-feira (9). A primeira decisão foi relativa ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada; já a outra retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news.
Polícia Federal
O presidente do STF suspendeu a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, e, por conseguinte, suspendeu a decisão do ministro Flávio Dino de reintegrar os diretores. O mérito do processo será analisado pelo plenário do STF na próxima terça-feira (15), às 10h, e os diretores seguem no cargo.
“Considero necessária a suspensão das decisões ora analisadas, porquanto, para além de qualquer juízo meritório sobre o afastamento ou não de autoridades, o qual será realizado oportunamente, cumpre obstar quadro de conflitos e sobreposições processuais que, por si só, configuram lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal”, disse Fachin na decisão.
Ainda segundo o presidente do Supremo, “é grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência”.
Inquérito das fake news
Edson Fachin também determinou a retirada do ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news e passou a análise das informações para a própria presidência do STF. Moraes seguirá, apenas, com a relatoria das ações penais que estão em curso.
Os demais desdobramentos das fake news serão analisados pela presidência. Fachin pediu, ainda, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a autoridade policial se manifeste sobre um possível arquivamento ou continuação das investigações.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) a soltura de Romeu Carvalho Antunes, investigado na Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos associativos de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Antunes estava preso preventivamente desde 18 de dezembro de 2025, quando foi alvo de uma fase da operação INSS. Ele é filho do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que segue preso.
A prisão de Romeu Antunes foi substituída pelo uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de deixar o país e a entrega do passaporte. O investigado também ficou proibido de manter contato, direta ou indiretamente, com outros investigados e testemunhas da Operação Sem Desconto.
Mendonça determinou ainda que Romeu não frequente entidades associativas com as quais tenha mantido relação e não tenha acesso às instalações do INSS e da Dataprev, empresa pública que administra o banco de dados da autarquia.O ministro estabeleceu que o investigado permaneça na comarca de sua residência e que qualquer deslocamento para fora dela dependa de autorização judicial.
“No caso de Romeu, entendo que a segregação física integral não mais se mostra necessária na intensidade anteriormente reconhecida. A análise atual deve considerar, cumulativamente, o estágio alcançado pela investigação, a possibilidade de controle objetivo dos deslocamentos do investigado, sua retirada dos ambientes institucionais diretamente associados aos fatos apurados, a vedação de interlocução com investigados e testemunhas e a manutenção de sua vinculação à jurisdição nacional”, apontou o ministro, na decisão. A situação de saúde de Romeu também pesou na análise do magistrado. Segundo informações apresentadas pela defesa e mencionadas na decisão, ele foi internado em junho no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília, após apresentar cólicas intensas, febre e vômitos provocados por cálculos renais, incluindo um cálculo no ureter direito com obstrução.
O incidente ocorreu em junho. No pedido de soltura, André Mendonça afirmou que as condições de saúde “denotam fragilidade a demandar cuidados médicos” e considerou o quadro um elemento adicional para a substituição da prisão. A concessão de liberdade a Romeu não contou com aval da Procuradoria Geral da República (PGR), que reafirmou a gravidade das condutas imputadas ao investigado e avaliou que soltura representaria um risco à ordem pública e à instrução processual.
Soltura de ex-procurador do INSS O ministro André Mendonça também determinou nesta quarta a soltura de Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS e indiciado pela Polícia Federal (PF) por participação no desvio de contribuições associativas em aposentadorias e pensões.
A prisão foi substituída pelo uso de tornozeleira eletrônica, além da proibição de se comunicar com outros investigados ou acessar as dependências do INSS ou da Dataprev.
A principal avaliação internacional da educação mostrou que o Brasil avançou pouco nos últimos dez anos.
O Pisa é aplicado em 91 países. A prova, realizada a cada três anos, avalia o desempenho de estudantes de 15 anos de idade e mede, principalmente, a capacidade de usar o conhecimento adquirido nas escolas para resolver problemas do cotidiano e gerar inovação.
Em 2025, o Brasil atingiu a mesma pontuação em matemática do ano de 2015. Nesse mesmo intervalo, o país cresceu só um ponto em leitura. O maior avanço foi em ciências. Apenas 28% dos estudantes alcançaram o nível mínimo esperado para matemática. Por exemplo, resolver situações simples como comparar a distância total entre duas rotas ou converter preços para uma moeda diferente.
Nas três áreas, o Brasil ficou abaixo da média da OCDE, organização internacional que reúne principalmente países desenvolvidos. Entre todos os países ou regiões analisados, o Brasil ficou na posição 71 em matemática, em 52 em leitura e em 67 em ciências.
O Ministério da Educação afirmou que o Brasil foi um dos países que mais avançaram no desempenho dos estudantes nos últimos 20 anos. Os resultados do Pisa mostram uma queda nos países mais ricos do mundo, que tiveram o pior desempenho da história, principalmente em leitura e matemática.
Pisa: desempenho dos estudantes brasileiros segue abaixo da média dos países mais desenvolvidos — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Pela primeira vez, o Pisa avaliou a capacidade dos alunos de resolver problemas usando ferramentas digitais, como a programação. Nessa nova categoria, o Brasil obteve 406 pontos, também abaixo da média dos países da OCDE, de 500 pontos. O diretor do Todos pela Educação, Gabriel Correia, disse que a década sem avanço mostra que o Brasil precisa de mudanças profundas no ensino.
“Valorizar e melhorar a formação dos professores e todo o apoio que é dado para esses profissionais em sala de aula, melhorar a gestão das escolas e pensar na política pública para que o trabalho de sala de aula, para que a pedagogia, para que o ensino seja de melhor qualidade, é muito importante. O Brasil conseguiu resolver, nas últimas décadas, o problema do acesso, de garantia de vaga. Agora é a hora da aprendizagem”, diz Gabriel Correia, diretor de Políticas Públicas do Todos pela Educação.
Uma escola pública em Brasília criou clubes de leitura e de matemática para os estudantes, uma iniciativa para fixar o conteúdo além da sala de aula.
“O estudante que tem apreço pela literatura vai ter um vocabulário melhor, vai se portar de maneira mais sagaz mesmo, uma pessoa mais observadora, porque quando ela lê, cria capacidade de abstração do que aquele que não lê”, afirma Brenda Lopes da Silva, professora de Língua Portuguesa.
“A leitura é um hábito que faz a gente praticar mais a paciência, a atenção. Então, acho que leitura é meio de nós aliviarmos mais a ansiedade que está tão presente na nossa sociedade, principalmente com nós, jovens. Eu acho que a leitura me ajuda bastante a dar essa relaxada, a espairecer”, diz a estudante Júlia Souza.
Nesta terça-feira (8), a TV Globo revelou o nome da próxima novela das 9: “Avenida Brasil 2” vai suceder “Quem Ama Cuida” na faixa. A estreia será em janeiro de 2027.
Exibida em 2012 e atualmente no “Vale a Pena Ver de Novo”, a novela escrita por João Emanuel Carneiro foi um dos maiores sucessos da teledramaturgia brasileira.
Era sexta-feira, dia 19 de outubro de 2012. À noite, ruas e avenidas vazias em todo o país. Nos bares e restaurantes, nada de música. Bate papo entre amigos teve, mas o assunto era um só: o final de “Avenida Brasil”. O Jornal Nacional mostrou que a exibição do último capítulo da novela parou o país.
Este texto e o vídeo acima são parte da série Arquivo JN no g1, que relembra coberturas importantes relacionadas a temas atuais.
“Durante sete meses, o Divino foi o bairro mais próximo dos brasileiros. E o desfecho da história dos moradores daqui e do lixão hipnotizou, apaixonou, capturou a atenção de milhões de brasileiros no Brasil e no mundo. Um fenômeno que definitivamente deixou marcas”, contou o então repórter Flávio Fachel.
“Foi um ano de muita entrega, de muito amor nessa novela linda. João Emanuel, muito obrigada para o resto da minha vida”, festejou a atriz Adriana Esteves, a Carminha.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as simulações de 2° turno nas regiões Nordeste e no Sudeste, mas fica atrás dos adversários nas regiões Norte/Centro-Oeste e Sul. Os dados são da pesquisa BTG/Nexus, sobre as intenções de voto para a Presidência da República nas eleições de 2026, divulgada no dia 31 de agosto.
O levantamento também mostra que, no 1° turno, Lula (PT) aparece com 39% das intenções de voto, contra 33% do senador Flávio Bolsonaro (PL), que recuou 4 pontos em comparação com o levantamento anterior. JáAugusto Cury (Avante) cresceu nove pontos, em relação à semana passada, e tem 11%, na terceira colocação.
A pesquisa também identificou que entre os grupos ideologicamente mais identificados – sendo lulistas e bolsonaristas – o eleitorado segue convicto de que o voto não deve mudar ao longo do período eleitoral. A decisão segue consolidada para 86% dos lulistas e 86% dos bolsonaristas.
Os dados também identificaram que a consolidação das preferências eleitorais permanece alta. No entanto, houve uma pequena redução na atual rodada da pesquisa. Entre os entrevistados que escolheram algum candidato no primeiro turno, 78% afirmam que a decisão de voto já está tomada e não deve mudar até o dia do pleito, marcado para 4 de outubro de 2026.
Já outros 21% dizem que ainda podem mudar de escolha, enquanto 1% não soube responder. O percentual de decisão consolidada havia chegado a 80% na pesquisa anterior.
Recorte regional: cenários de 2° turno analisados
A pesquisa também testou quatro cenários de eventual segundo turno entre Lula (PT) e os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) , Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Em todos os cenários, Lula lidera no Nordeste e no Sudeste, enquanto os adversários aparecem à frente no Norte/Centro-Oeste e no Sul.
Na divisão regional do eleitorado, considerando o cenário Lula contra Flávio Bolsonaro no 2° turno, o petista lidera com 59% das intenções de voto no Nordeste e 47% no Sudeste. Já o senador atingiu 35% entre o eleitorado nordestino e 43% dos moradores do Sudeste.
No entanto, Flávio Bolsonaro lidera no Sul, com 62% das intenções de voto, ante 32% do petista. Já no recorte Norte/Centro-Oeste, o senador marca 52% e Lula 38% das intenções de voto do eleitorado brasileiro.
Considerando o recorte regional para um eventual 2° turno entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), 56% dos respondentes da Região Nordeste votaria no candidato petista, já 36% em Caiado. Lula também lidera nas intenções de voto no Sudeste, com 46% ante 42% do adversário.
Nas demais regiões do país, o candidato do PSD aparece à frente. Ele lidera entre os eleitores que participaram da pesquisa no Norte/Centro-Oeste, com 55% das intenções de voto, contra 35% de Lula; e no Sul, com 52% das intenções ante 32% marcadas pelo candidato do PT.
No cenário contra Romeu Zema (Novo) no 2° turno das eleições, Lula mantém vantagem regional no Nordeste e no Sudeste. Já nas regiões Sul e Norte/Centro-Oeste, Zema lidera.
Confira o percentual por região, considerando Lula X Romeu Zema:
Nordeste: petista registra 58% das intenções dos participantes ouvidos, contra 31% de Zema;
Sudeste: Lula alcança 46%, ante 41% do candidato do Novo;
Sul: Zema lidera, somando 52%, ante 31% de Lula;
Norte/Centro-Oeste: Zema aparece com 49%, ante 39% de Lula.
Já em um eventual segundo turno contra Renan Santos (Novo), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também mantém vantagem regional apenas no Nordeste e no Sudeste. Na Região Nordeste, o petista registra 58% das intenções de voto, contra 30% de Renan Santos. Já no Sudeste, Lula aparece com 48%, ante 38% do candidato do Novo.
Renan Santos, por sua vez, lidera nas demais regiões brasileiras. No Sul, Renan alcança 47%, ante 32% do candidato do PT. Já no recorte mapeado pela pesquisa, que considera Norte/Centro-Oeste, o candidato do Missão alcançou 45% contra 39% de Lula.
Pesquisa BTG/Nexus
Para a pesquisa, foram entrevistados 2.005 eleitores por telefone, entre os dias 28 e 30 de agosto de 2026. O levantamento ouviu eleitores em todas as 27 Unidades da Federação, com distribuição proporcional por região.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-08900/2026.
Um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que 3.245 municípios tiveram aumento populacional entre 2025 e 2026, mas apenas 49 cidades devem transformar o avanço em ganho de coeficiente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 2027. Na outra ponta, 31 municípios podem perder coeficiente, embora a redução dos repasses seja limitada pelas regras de proteção previstas na Lei Complementar (LC) 198/2023.
Conforme a publicação, o crescimento ou recuo da população não indica, necessariamente, uma alteração efetiva nos repasses do FPM. Ou seja, apesar do aumento populacional, o resultado não deve impactar, na mesma proporção, em aumento dos repasses no ano que vem.
Pelo estudo, as atualizações das estimativas populacionais de 2026 afetarão o FPM caso os acréscimos levem os municípios a mudarem de faixa populacional. O documento aponta que o que garantirá uma maior fatia do FPM é se a proporção de quotas se elevou de um ano para o outro. Nesse caso, ganhos de coeficiente, em geral, garantem aumento de repasses.
Ganhos e perdas populacionais dos municípios
Segundo o levantamento, 3.245 municípios, ou 58% do total, tiveram aumento de população entre 2025 e 2026. Outros 1.841 perderam moradores e 485 mantiveram exatamente a mesma população registrada na estimativa anterior – sendo 406 municípios somente no Rio Grande do Sul.
Mesmo com o crescimento populacional em milhares de cidades, apenas 49 municípios devem avançar de faixa e ganhar coeficiente do FPM-Interior em 2027, conforme os dados. Entre esses municípios estão: Barbalha (CE), Cidade Ocidental (GO), Lagoa Santa (MG), Careiro (AM), Canaã dos Carajás (PA), Buenos Aires (PE), Pacaraima (RR), Brusque (SC), Caraguatatuba (SP) e Campos de Júlio (MT).
A possibilidade de ganho de coeficiente para Careiro, no Amazonas, pode passar de 1,8 para 2,2; Urucurituba, também no Amazonas, pode mudar de 1,4 para 1,8; e Canaã dos Carajás, no Pará, de 2,8 para 3,0.
Já cidades como Brusque, em Santa Catarina, podem chegar ao coeficiente máximo de 4,0 e Caraguatatuba, em São Paulo, pode passar de 3,6 para 3,8.
Outros 4.920 municípios devem manter o coeficiente atual. Já 31 municípios aparecem na estimativa da CNM com possibilidade de perda, com destaque para municípios localizados no Amazonas. Coari, por exemplo, aparece com redução do coeficiente de 4,0 para 2,6. Benjamin Constant pode passar de 3,0 para 2,0, enquanto Manaquiri pode cair de 2,0 para 1,0.
Confira a lista dos municípios que podem ter perda de coeficientes em 2027:
O levantamento aponta que a elevação nos gastos dos municípios com saúde gera sobrecarga orçamentária nas administrações locais. Na avaliação da CNM, a sobrecarga financeira às cidades relacionada à área da saúde tem sido um dos principais desafios para a gestão municipal.
Em nota, o presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski, disse que os desafios vão além dos problemas com recursos. “Além da pressão orçamentária, a gestão municipal enfrenta o desafio de novos modelos de remuneração por “pacotes” e a fragmentação do financiamento via programas federais, como o Programa Agora Tem Especialistas (Pate)”, destaca.
Comprometimento orçamentário
O relatório ainda indica que 1.448 municípios reportaram aplicação superior a 25% de suas receitas próprias em saúde, ou seja, mais de 10 pontos percentuais acima do piso obrigatório. Conforme o estudo, dessas cidades, 445 aplicaram valores equivalentes ou superiores ao dobro do valor constitucionalmente obrigatório.
Confira os maiores percentuais médios de aplicação de recursos em saúde observados por UF:
São Paulo: 25,1%;
Ceará: 24,8% e
Rio de Janeiro: 24,6%.
“Esses dados evidenciam um padrão de elevado comprometimento orçamentário dos entes municipais, com potenciais repercussões sobre a sustentabilidade fiscal local”, diz um trecho da publicação da CNM.
Segundo a entidade, a ampliação contínua da aplicação municipal em saúde demonstra que os governos locais têm assumido uma parcela crescente no financiamento do SUS, mesmo em um cenário de restrições fiscais e aumento da demanda por serviços públicos. Os dados declarados ao Siops indicam que 99,6% dos 5.560 municípios que prestaram informações ao sistema em 2025 cumpriram o limite mínimo constitucional de aplicação em ações e serviços públicos de saúde.
Principais despesas
A principal despesa municipal em saúde foi com Assistência Hospitalar e Ambulatorial. A participação no total dos gastos foi de 43,5% em 2020 para 45,8% em 2025, alcançando R$ 155 bilhões.
Em seguida aparece a Atenção Primária à Saúde (APS), que aumentou de 34,6% para 36,2% no período e totalizou R$ 122 bilhões em 2025.
De acordo com o levantamento, de cada R$ 100 aplicados em saúde, cerca de R$ 82 foram destinados à Assistência Hospitalar ou à APS.
A CNM defendeu, em nota, medidas que readequem o modelo de financiamento do SUS.
“É imprescindível o desenvolvimento de medidas estruturantes que promovam a recomposição e readequação do modelo de financiamento do SUS, garantindo uma participação mais equitativa entre a União, os estados e os municípios”, destacou Ziulkoski, em nota.
Há possibilidade de chuvas que superem a média histórica na Região Sul e de um trimestre mais seco nas regiões Norte e Nordeste.
O Boletim nº 3 do Painel El Niño 2026-2027 aponta que a combinação de calor e estiagem prolongada nas regiões Central e Norte do país pode implicar em um problema adicional: as queimadas. Conforme o boletim, o cenário aumenta o potencial de propagação de queimadas, especialmente se o início da estação chuvosa atrasar – o que, segundo o Inmet, já é considerado provável.
O boletim também informa que, geralmente, o trimestre marca a transição da seca para o período chuvoso na Amazônia Legal e no Pantanal. No entanto, diante de um El Niño mais intenso e prolongado, pode existir atraso neste processo.
Segundo o instituto, projeções do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) indicam chuvas abaixo da média em nove estados, sendo: Amapá, Roraima, Pará, Maranhão, Amazonas, Acre, norte de Mato Grosso e nas porções norte e central do Tocantins e Rondônia. O fenômeno também deve impactar as temperaturas, que devem ficar acima da média em toda a região.
Na prática, isso pode prolongar as condições típicas de estiagem durante parte da primavera, mantendo o solo mais seco e a vegetação mais suscetível ao fogo por mais tempo do que o habitual.
O alerta dos pesquisadores da NOAA é de que, historicamente, eventos de El Niño mais intensos não significam automaticamente impactos mais severos. Mas aumentam a probabilidade de que ocorram.
Em nota, o Inmet reforçou a necessidade de monitoramento contínuo das condições meteorológicas nas próximas semanas, tanto em escala de curto prazo quanto sazonal, com o objetivo de identificar as áreas mais vulneráveis a secas, ondas de calor e episódios de chuva intensa com antecedência.
Já aprovado pelo Congresso Nacional, o Projeto de Lei Complementar 74 de 2026 aguarda sanção presidencial. A matéria estabelece exceções a algumas regras fiscais com o intuito de permitir a execução de benefícios tributários e despesas previstas para este ano, desde que sejam observadas as condições previstas na legislação.
Entre as medidas estão incentivos voltados para áreas de livre comércio, produção de bens de capital e instalação de data centers no Brasil, por meio do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, o Redata. A proposta trata, ainda, de despesas relacionadas à ampliação da licença-paternidade e do salário-paternidade.
Pequenos municípios
Além disso, o texto flexibiliza as condições para que municípios endividados com até 65 mil habitantes recebam transferências voluntárias. Em algumas situações, pendências tributárias ou creditícias não poderão impedir o acesso a esses recursos. O intuito é evitar que haja interrupção de repasses para políticas públicas.
Para os benefícios que reduzam a arrecadação, a exceção será possível quando a perda de receita já tiver sido considerada no Orçamento de 2026 ou quando houver uma medida de compensação. As iniciativas também deverão ser compatíveis com a meta de resultado primário do ano.
Despesas relacionadas ao ressarcimento de tributos por desonerações
O texto aprovado pelo parlamento também inclui despesas relacionadas ao ressarcimento de tributos por desonerações assumidas contratualmente pelo Brasil e amplia benefícios destinados a ações de apoio a pessoas com câncer e pessoas com deficiência, por meio do Pronon e do Pronas.
Também estão incluídas propostas de desoneração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, o IRPJ, e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, a CSLL, para sociedades resseguradoras locais.
Além disso, o texto alcança benefícios tributários concedidos em 2026 para áreas de livre comércio e para a produção de bens de capital. A aplicação dessas medidas fica condicionada à compatibilidade com a meta de resultado primário e às demais regras fiscais previstas para o exercício.
O projeto foi aprovado por unanimidade pelo Plenário do Senado na quinta-feira (3). O texto já havia sido analisado pela Câmara dos Deputados. Com a aprovação nas duas Casas, a proposta foi encaminhada para sanção presidencial.
As regiões Nordeste e Sul apresentam cenários opostos na disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026, segundo a edição mais recente da Pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8). Enquanto Lula (PT) lidera com ampla vantagem no Nordeste, Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente no Sul. No Sudeste, o pleito está mais equilibrado.
Nordeste
No Nordeste, Lula mantém a liderança no primeiro turno, com 54% das intenções de voto, ante 23% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 11%, enquanto os demais candidatos não ultrapassam 4%. Em um eventual segundo turno, Lula também vence na região, com 59% das intenções de voto, contra 32% de Flávio. O Nordeste concentra os indicadores mais favoráveis ao governo federal. De acordo com a pesquisa, 60% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula. Na avaliação do governo, 49% consideram a administração ótima ou boa, 18% a classificam como regular e 33% como ruim ou péssima.
A região também registra a maior proporção de eleitores que se declaram “lulistas convictos”, com 35%, e a menor taxa de rejeição ao atual presidente, de 31%.
Sul
Em sentido oposto ao Nordeste, o Sul é a região onde Flávio Bolsonaro apresenta a maior vantagem sobre Lula no primeiro turno. O candidato do PL reúne 50% das intenções de voto, contra 22% do petista. Os demais candidatos não ultrapassam 8%. No segundo turno, Flávio amplia a vantagem e alcança 65% das intenções de voto, enquanto Lula registra 26%. O Sul também concentra os indicadores mais negativos para o governo federal. A desaprovação à gestão chega a 72%, e 68% dos entrevistados classificam o governo como ruim ou péssimo. A região apresenta ainda a maior proporção de eleitores que se declaram “bolsonaristas convictos”, com 34%, além da menor taxa de rejeição ao bolsonarismo, de 30%.
Sudeste
No Sudeste, a disputa aparece mais equilibrada. No primeiro turno, Lula registra 39% das intenções de voto, quatro pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro, que soma 35%. Augusto Cury aparece em terceiro, com 9%, enquanto os demais candidatos não ultrapassam 4%. Em um eventual segundo turno, a diferença entre os dois é ainda menor. Lula tem 45% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro, configurando empate técnico dentro da margem de erro. Na avaliação do governo federal, a desaprovação supera a aprovação na região: 43% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 52% a desaprovam. Na avaliação qualitativa, 33% consideram o governo ótimo ou bom, e 47%, ruim ou péssimo. O Sudeste também reflete a polarização do cenário nacional. Entre os entrevistados, 25% se declaram “lulistas convictos”, enquanto 27% se identificam como “bolsonaristas convictos”.
Norte e Centro-Oeste
No bloco formado por Norte e Centro-Oeste, Flávio Bolsonaro lidera o primeiro turno, com 42% das intenções de voto, contra 31% de Lula. É também a única região em que Ronaldo Caiado (PSD) aparece na terceira posição, com 9%, à frente de Augusto Cury, que registra 7%. Em um eventual segundo turno, Flávio amplia a vantagem para 53%, enquanto Lula chega a 38%. Na avaliação do governo, 45% dos entrevistados aprovam a gestão, contra 51% que a desaprovam. Além disso, 33% classificam o governo Lula como ótimo ou bom, enquanto 46% o consideram ruim ou péssimo.
Cenário Nacional
No cenário nacional para o primeiro turno, Lula lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35%. Em comparação com a rodada anterior, Lula manteveo mesmo percentual, enquanto Flávio avançou dois pontos.
Augusto Cury aparece em terceiro lugar, com 9%, seguido por Ronaldo Caiado e Renan Santos (Missão), ambos com 4%. Romeu Zema (NOVO) registra 1%. Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o cenário permanece tecnicamente empatado, mas com inversão na liderança. Flávio aparece com 46% das intenções de voto, contra 45% de Lula.
Em relação à rodada anterior, Flávio Bolsonaro avançou um ponto percentual, enquanto Lula recuou de 46% para 45%.
A Pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026. A amostra foi composta por 42% de entrevistados do Sudeste, 28% do Nordeste, 16% do Norte/Centro-Oeste e 14% do Sul. A margem de erroé de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06790/2026. Brasil 61
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), começou a operar um modelo computacional próprio de previsão do tempo. O Modelo para Previsões de Oceano, Terra e Atmosfera (Monan), desenvolvido nos últimos três anos, está rodando no supercomputador Jaci, instalado no centro de dados do Inpe em Cachoeira Paulista (SP).
Segundo o ministério, a acuidade das previsões meteorológicas brasileiras passa agora a estar no mesmo patamar de precisão de órgãos de referência dos Estados Unidos e da Europa. O Monan opera com cobertura global, resolução de 10 quilômetros e atualização duas vezes ao dia, gerando previsões com até 11 dias de antecedência.
Um modelo de previsão do tempo é um programa computacional que simula o comportamento futuro da atmosfera a partir de equações físicas, alimentado por dados coletados em tempo real por satélites, radares e estações meteorológicas. Quanto mais moderno o modelo e mais potente a estrutura de processamento, mais refinados são os resultados.
Supercomputador com 24 vezes mais capacidade
O Jaci substitui o antigo supercomputador Tupã e tem capacidade de processamento 24 vezes superior ao equipamento anterior. Instalado na unidade do Inpe em Cachoeira Paulista, o novo sistema transforma dados como vento, umidade, temperatura e pressão em cálculos complexos processados em poucos minutos, permitindo gerar a previsão do dia seguinte com mais agilidade.
Aplicações para agricultura e alertas de desastres
Além de ganhos de precisão, o Monan deve ajudar a antecipar alertas de tempestades, frentes frias e secas severas, contribuindo para respostas mais rápidas da proteção civil. A ferramenta também deve auxiliar o planejamento de plantios e colheitas, mitigando prejuízos causados pelas oscilações do clima tropical, e gerar estimativas mais detalhadas sobre o volume de chuvas nas bacias hidrográficas do país.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, afirmou que a iniciativa garante ao Brasil soberania sobre os próprios dados climáticos, com um modelo pensado para as especificidades tropicais da América do Sul o que, segundo ela, se traduz em decisões públicas mais rápidas e em apoio ao desenvolvimento econômico.
Próximas etapas
O Inpe já planeja as próximas fases do projeto: um modelo regional para a América do Sul, com resolução de 5 quilômetros, capaz de captar variações climáticas em recortes menores, além de ferramentas de nowcasting, previsões de curtíssimo prazo, válidas por até seis horas.
Apesar de ganharem mais espaço no debate público, o fim da escala 6×1 e da “taxa das blusinhas” não foram as únicas discussões relevantes no Congresso Nacional na última semana de esforço concentrado antes da eleição. Na quinta-feira passada (3), o Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 2.951/2024, que cria um novo marco para o Seguro Rural no Brasil.
A tramitação foi acelerada nesta semana para que as modificações passem a valer neste ano agrícola. Em Mato Grosso, principal estado produtor de grãos, por exemplo, o plantio da safra de verão de soja começa em meados de setembro e o produtor precisa contratar a apólice antes do plantio para ter direito à cobertura. Sem a aprovação nesta janela, a nova legislação só valeria a partir da safrinha de 2027.
De autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS), o texto retornou à casa em maio deste ano após mudanças feitas pela Câmara dos Deputados. A votação nesta reta final do esforço concentrado contou com relatoria do senador Jaime Bagattoli (PL-RO), que manteve a maior parte do texto aprovado na Câmara. Com a aprovação, o projeto segue agora para sanção presidencial.
Novidades
Entre as principais mudanças, o projeto aperfeiçoa o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), reduz taxas de juros e amplia a prioridade em operações de crédito rural amparadas pelo seguro. O texto também passa a permitir que o contrato de seguro rural componha as garantias de operações de crédito, com cláusulas específicas como cessão fiduciária e definição da instituição financeira como primeira beneficiária da indenização em caso de sinistro.
Outro eixo central da proposta é a operacionalização do chamado Fundo Catástrofe, previsto em lei desde 2010 mas nunca implementado por falta de regulamentação e de aportes contínuos. O texto autoriza que seguradoras, resseguradoras, cooperativas e empresas do agronegócio participem como cotistas do fundo, que poderá ser composto por ações de estatais, imóveis e outros ativos da União, além de instrumentos como resseguro e Letras de Risco de Seguros. O projeto também fixa prazos para o processo de indenização: até 15 dias para o processamento do pedido, quando não houver necessidade de vistoria técnica presencial, e até 30 dias para o pagamento, contados da entrega dos documentos ou da vistoria. Além disso, proíbe o contingenciamento de despesas ligadas à subvenção do seguro rural e torna obrigatória a execução orçamentária dessas verbas, ainda que restrita ao montante previsto na Lei Orçamentária Anual. Das mudanças feitas pela Câmara, o Senado manteve o detalhamento das cláusulas que permitem usar o seguro como garantia em empréstimos rurais, mas retirou o dispositivo que autorizava remanejar sobras do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) para a subvenção do seguro. O relator também incluiu a exigência de que as despesas com subvenção sejam condicionadas a medidas de compensação orçamentária, com compromisso do governo de enviar Medida Provisória ou projeto de lei específico para regulamentar o tema.
Panorama
A aprovação ocorre em um cenário de baixa adesão ao seguro rural no país: dados do Ministério da Agricultura apontam para 3,2 milhões de hectares assegurados em 2025, 3,3% da área plantada, uma queda de 55% em relação a 2024, e o pior desempenho nos últimos 10 anos.
A falta de recursos empenhados é vista como a principal causa da baixa adesão. De R$ 1,15 bilhão em 2021, ano do maior montante destinado e executado à subvenção, os valores caíram para R$ 565,3 milhões no ano passado, menor nível desde 2019, segundo o Atlas do Seguro Rural, plataforma do Ministério da Agricultura. Para este ano, o orçamento disponibilizado para o programa foi de R$ 1,01 bilhão. Bem abaixo dos R$ 4 bilhões apontados por entidades do setor agropecuário como necessários.
Uma noite marcada por grandes apresentações, emoção e muito talento! A Banda Fanfarra BFEST, da EREM Santa Terezinha, mais uma vez mostrou por que vem conquistando seu espaço e se destacando entre as grandes bandas do Pajeú.
Com brilho próprio, musicalidade, disciplina, energia e uma performance contagiante, a BFEST encantou o público e levou para as ruas de Afogados da Ingazeira um espetáculo repleto de força e emoção.
Cada toque, cada movimento e cada integrante representaram o resultado de muito trabalho, dedicação e amor pela música e pela cultura.
🎺🥁 A BFEST não apenas desfilou — fez história!
A apresentação deste 7 de Setembro reafirma, mais uma vez, a BFEST como uma das grandes bandas do Pajeú, levando o nome da EREM Santa Terezinha e de nossa região cada vez mais longe.
🔥 BFEST — brilho, musicalidade e excelência!
🇧🇷 7 de Setembro — Afogados da Ingazeira 🎶 Banda Fanfarra BFEST – EREM Santa Terezinha 💙 Uma história que continua sendo escrita com música, dedicação e paixão!
Santa Terezinha, Pernambuco, viveu um momento de emoção, alegria e patriotismo neste o 7 de Setembro que foi comemora neste dia 04/09. As avenidas da cidade foram tomadas pela população, que saiu de suas casas para prestigiar uma das datas mais importantes da história do Brasil: a celebração da Independência. Ao longo do percurso, o que se viu foi uma verdadeira demonstração de orgulho pela nossa Pátria. Crianças, jovens, famílias e moradores se reuniram para acompanhar de perto o desfile, transformando as ruas em um grande cenário de celebração, respeito e emoção.
Os pelotões deram um brilho especial ao momento, apresentando organização, dedicação e entusiasmo. As bandas e fanfarras, com seus ritmos e sons marcantes, envolveram o público e fizeram da celebração um espetáculo ainda mais emocionante. A cada passagem dos grupos, aplausos, sorrisos e olhares emocionados revelavam o sentimento de quem acompanhava aquele momento.
Mais do que um desfile, o representa a oportunidade de relembrar a nossa história, valorizar a cidadania e refletir sobre o significado de ser brasileiro.
Em Santa Terezinha, a Independência ganhou vida pelas ruas. A população mostrou que a história não permanece apenas nos livros: ela também é vivida, lembrada e celebrada pelo povo.E, quando as avenidas se enchem de gente, as bandas tocam, os pelotões passam e a bandeira do Brasil tremula, fica uma mensagem que ultrapassa o tempo: O Brasil tem uma história para lembrar, uma identidade para preservar e um futuro que precisa ser construído por todos.
Santa Terezinha celebrou o 7 de Setembro que foi comemora neste dia 04/09 com alegria, emoção e o coração verdee amarelo.