11 de março de 2026 19:46

Destaque Social

Feliz dia da Mulher 🌹 Mensagem Inspiradora para Celebrar e Homenagear!”

Celebridade Destaque

Crossroads: relembre o filme que levou Britney Spears para Hollywood

Culinária Destaque

Frango cremoso: ideia perfeita para um jantar rápido

Corrupção Destaque

Prefeito de Macapá, Dr. Furlan, e vice são afastados do cargo após operação

Corrupção Destaque

PEC da Segurança avança na Câmara e prevê redução da maioridade penal; governo reage

Corrupção Destaque

E agora, Nikolas?

Corrupção Destaque

Valdemar fala de R$ 3 milhões do cunhado de Vorcaro para Bolsonaro e a mídia abafa

Corrupção Destaque

STF afasta prefeito e vice de Macapá em investigação sobre desvio de emendas

Destaque Notícias

‘EUA e Israel não têm estratégia do que fazer com o Irã’, afirma historiador

Feliz dia da Mulher 🌹 Mensagem Inspiradora para Celebrar e Homenagear!”

  O Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8), é um momento de reflexão não apenas para homenagear as conquistas das mulheres ao longo dos tempos, mas também serve como um lembrete da necessidade contínua de promover a igualdade de gênero em todas as esferas. Mulher, que todos os seus dias sejam de bênçãos, paz, alegrias e amor. Que a harmonia divina em ti possa sempre tocar os corações com a leveza do seu carinho e a delicadeza da sua doce sensibilidade.

  Uma mulher, quando reconhece sua força, se torna uma fonte inesgotável de inspiração.O mundo é mais forte e belo graças à força das mulheres.
  Celebrar o Dia das Mulheres é reconhecer a força, a delicadeza e a coragem presentes em cada história feminina. É um convite à admiração, ao respeito diário e às atitudes que valorizam quem transforma o mundo com amor, trabalho e sensibilidade, fortalecendo laços, inspirando gratidão e despertando palavras sinceras de homenagem hoje e sempre com amor.
  Mulher é obra divina da criação. É força suprema da natureza, é sublime beleza. Há mulher para tudo no mundo, mas todas carregam um mundo no coração.
  Porque ser mulher de verdade é ser guerreira e batalhadora. É amar com toda a alma e lutar pela felicidade de quem se ama com toda a garra.
“Sua força e delicadeza moldam o mundo de maneira única.
“Cada mulher carrega em si o poder de transformar desafios em conquistas.
“Que todas as mulheres sejam lembradas não apenas pelo que enfrentam, mas pelo que conquistam.

“Reveste-se de força e dignidade; sorri diante do futuro. Fala com sabedoria e ensina com amor”. (Pb 31, 25-26)

Conheça 5 grandes mulheres da Bíblia
  Hoje celebramos o nosso dia! Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, selecionamos 5 grandes mulheres, das milhares citadas na Bíblia, que fizeram diferença em sua época. Elas são um símbolo de fé a ser seguido e representam toda a força feminina que persiste diante a qualquer adversidade, principalmente em uma sociedade que ainda nos considera como o sexo frágil.
Continue a leitura desse post e conheça um pouco sobre a história dessas incríveis mulheres:
1. DÉBORA
Débora foi uma juíza e profetisa de Israel que liderou seu povo em uma guerra contra Sísera, comandante dos cananeus. Mesmo sendo uma juíza comum e sem filiação militar, ela foi capaz de resolver o problema da fragmentação de tribos de Israel e liderá-los em batalha, para que recuperassem sua fidelidade à obra do Senhor.
A juíza Débora se tornou muito respeitada na época e foi considerada a “mãe de Israel” (Jz 5:7), mantendo a paz entre o Povo de Israel por mais 40 anos.

2. MARIA
Maria foi a mulher escolhida por Deus para ser a mãe de Jesus, o Salvador. Ela nasceu em Nazaré, na Galiléia e era noiva do carpinteiro José quando o anjo Gabriel veio ao seu encontro para lhe dizer que ela seria a mãe do Messias. Mesmo com a possibilidade de ser acusada de adultério pela sociedade da época, Maria aceitou com humildade a responsabilidade de conceber o filho de Deus (Lucas 1:35-37).
Ela foi uma mulher temente a Deus e esteve ao lado de Jesus até a crucificação. Mesmo que Maria soubesse da profecia da morte de seu filho, ela nunca perdeu sua fé e acompanhou seu filho em sua jornada.
3. SARA
Sara foi a principal esposa de Abraão e viveu sua vida ao lado do marido até sua morte com 127 anos. Ela acompanhou seu marido após Deus mandá-lo sair de sua terra natal e buscar seu caminho (Gn 12:12-20).
Deus prometeu a Abraão e Sara que eles teriam um filho, mas Sara era estéril. Sara nunca duvidou de sua fé em Deus e aos 90 anos, ela ficou grávida de seu marido e deu à luz a Isaque, se tornando a “mãe das nações”.
4. MIRIÃ
  Miriã foi a irmã de Moisés e Arão. Ela vigiou quando seu irmão Moisés foi colocado em um cesto de junto no rio por seus pais, para que não fosse morto pelos soldados do faraó. Quando Moisés foi encontrado pela filha do faraó e Miriã perguntou se poderia chamar uma ama hebreia para tomar conta dele. Assim que a filha do faraó concordou, ela trouxe a própria mãe para criar seu irmão.
  Ela liderou as mulheres de Israel com música, dança e um poema de louvor, durante a travessia pelo Mar Vermelho e a libertação que Deus concedeu aos israelitas (Êx 15:20,21).
5. Ester
Ester é uma das mulheres mais conhecidas da Bíblia e possui um livro do Antigo Testamento em seu nome. Ela foi uma jovem órfã judia que viveu exilada na Pérsia e foi criada pelo seu primo Mardoqueu. Os textos bíblicos contam sobre sua beleza, bravura e lealdade com o Povo Judeu.
  Após o rei Assuero destituir a Rainha Vasti do trono, ele convocou todas as jovens belas de seu reino para que pudesse escolher sua nova rainha. Ester estava entre uma dessas jovens e após 12 meses de preparação na corte, ela foi colocada na presença do rei e escolhida por ele para ser a nova rainha (Et 2:17).
  Durante seu reinado, Ester descobriu sobre o plano de Hamã de destruir o Povo Judeu. Como na época era contra lei ir até o rei sem ser solicitada, ela convocou o povo judeu para jejuar durante 3 dias para que ela pudesse ir encontrar o rei.
  Após os 3 dias, Ester foi até a casa do rei e que se alegrou por estar na presença da esposa. Ela então realizou um banquete, no qual desmascarou Hamã e conseguiu salvar seu povo

 Que cada mulher se reconheça como um presente de Deus, portadora de sabedoria e força (Provérbios 18:22, 14:1). A beleza real reside no temor ao Senhor e no caráter firme, sendo digna de todo louvor e reconhecimento.

Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de rubis” (Provérbios 31:10)

 

O blog freitanews.com.br deseja um Feliz Dia da Mulher!

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Crossroads: relembre o filme que levou Britney Spears para Hollywood

  Nesta quinta-feira (15), o icônico filme “Crossroads: Amigas Para Sempre” completa 22 anos desde o seu lançamento. O longa marcou um momento histórico na carreira de Britney Spears, que apareceu nas telonas de Hollywood pela primeira vez. Lançado em 2002, “Crossroads” teve direção de Tamra Davis e roteiro de Shonda Rhimes. No filme, seguimos a jornada de três amigas de infância – Lucy (Britney Spears), Kit (Zoe Saldana) e Mimi (Taryn Manning) – enquanto elas embarcam em uma viagem pelos Estados Unidos. Cada uma deles está em um momento complicado da vida, enfrentando inseguranças e buscando respostas.Como dissemos, entre as protagonistas do filme está Britney Spears, que fez sua estreia como atriz interpretando Lucy, uma garota de uma cidade pequena com grandes sonhos de se tornar cantora. De acordo com a cantora, o processo de sair da personagem foi muito complicado após as gravações.”A experiência não foi fácil para mim. Não tive problema com qualquer pessoa envolvida no projeto, mas sim com o que a atuação fez com minha mente. Acho que comecei a atuar usando o Método, só que eu não sabia como sair da minha personagem”, desabafou, em seu livro. “É constrangedor dizer isso, mas era como se eu tivesse uma nuvem ou algo do tipo sobre mim e eu simplesmente me tornei essa garota chamada Lucy. Com a câmera ligada, eu era ela, e então não sabia mais diferenciar quem era quem, fora ou dentro da gravação. Sei que parece ridículo, mas é a verdade. Eu levei isso muito a sério”, contou, ainda.

terra

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Frango cremoso: ideia perfeita para um jantar rápido

Com poucos ingredientes e preparo simples, a receita combina filé de peito dourado com um molho cremoso feito à base de tomate, requeijão e creme de leite. Finalizado com queijo gratinado, o resultado é suculento e irresistível.

Frango cremoso fácil e rápido
Tempo de preparo: 30 minutos

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: fácil

Ingredientes
Para o frango
2 colheres (sopa) de óleo.

4 filés de peito de frango.

Sal e pimenta-do-reino a gosto.

1/2 xícara (chá) de queijo provolone ralado.

Para o molho cremoso
2 colheres (sopa) de manteiga.

2 colheres (sopa) de cebola ralada.

2 tomates sem pele e sem sementes em cubos.

Sal e pimenta-do-reino a gosto.

1/2 xícara (chá) de Catupiry®.

1 xícara (chá) de creme de leite.

2 colheres (sopa) de manjericão fresco picado.

Modo de preparo
Prepare o molho
Aqueça a manteiga em fogo médio.

Refogue a cebola por cerca de 2 minutos.

Acrescente o tomate, sal e pimenta. Cozinhe por 3 minutos.

Adicione o Catupiry® e o creme de leite. Misture até começar a ferver.

Desligue o fogo e deixe amornar.

Bata no liquidificador até obter um molho liso.

Volte à panela, aqueça novamente e misture o manjericão. Reserve.

Prepare o frango
Tempere os filés com sal e pimenta.

Aqueça o óleo em uma frigideira, em fogo alto.

Doure os filés dos dois lados até ficarem bem selados.

Transfira para uma travessa.

Cubra com o molho cremoso.

Polvilhe o provolone ralado por cima.

Leve ao forno alto, preaquecido, por cerca de 10 minutos ou até gratinar.

Como servir o frango cremoso
Sirva com arroz branco soltinho. Uma salada verde também combina bem.

Se quiser mais textura, finalize com batata palha.

É uma receita simples, mas com sabor de prato especial.

Dicas para deixar o frango mais suculento
Não fure os filés durante a fritura.

Doure em fogo alto para selar bem.

Evite cozinhar demais para não ressecar.

Use queijo de boa qualidade para um gratinado mais saboroso.

Com poucos passos, você prepara um frango cremoso perfeito para um jantar rápido e cheio de sabor.

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Prefeito de Macapá, Dr. Furlan, e vice são afastados do cargo após operação

      O STF afastou do cargo nesta quarta-feira (4) o prefeito de Macapá (AP), Antônio Furlan, conhecido como Dr Furlan (PSD), e seu vice, suspeitos de fraudes na construção do Hospital Geral do município.

Os dois são alvos da segunda fase da operação Paroxismo, da Polícia Federal.

A PF quer aprofundar as investigações que apuram um possível esquema de fraude à licitação no âmbito de contrato firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá. A decisão é do STF por envolver emendas parlamentares no hospital. De acordo com as investigações, há indícios da existência de um esquema criminoso, envolvendo agentes públicos e empresários, voltado ao direcionamento da licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no projeto de engenharia e execução das obras do Hospital Geral Municipal da cidade. Estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá/AP, Belém/PA e Natal/RN, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, que determinou ainda o
afastamento dos servidores públicos dos seus cargos pelo período inicial de 60 dias.

Em janeiro, a CNN revelou a investigação da PF contra o prefeito e saques em agências bancárias do motorista de Furlan.

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PEC da Segurança avança na Câmara e prevê redução da maioridade penal; governo reage

247 – A Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta-feira (4), em comissão especial, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, considerada uma das principais apostas do governo federal para reformular o enfrentamento ao crime organizado no país. As informações foram divulgadas pelo g1. Após passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a proposta entra agora na segunda etapa de tramitação. Se for aprovada na comissão especial, seguirá para o plenário da Câmara, onde precisará do apoio mínimo de 308 deputados em dois turnos de votação. Depois, ainda será analisada pelo Senado Federal.O texto é relatado pelo deputado Mendonça Filho (União-PE), que sinalizou ajustes pontuais na redação, sem alterações substanciais no conteúdo já apresentado.Redução da maioridade penal é principal ponto de tensão
O trecho mais controverso da proposta trata da redução da maioridade penal para crimes cometidos com violência ou grave ameaça. Pela nova redação, adolescentes a partir de 16 anos poderão responder penalmente por esse tipo de delito. Atualmente, a responsabilização penal plena ocorre apenas a partir dos 18 anos. O relator defende a mudança como resposta ao avanço da criminalidade violenta. “É inadmissível que adolescentes completamente conscientes de suas ações sigam sem receber sanções penais adequadas à gravidade de suas ações criminosas”, afirmou.O texto estabelece que o cumprimento da pena deverá ocorrer em estabelecimento separado dos maiores de 18 anos. A medida, no entanto, só poderá entrar em vigor após aprovação em referendo previsto para coincidir com as eleições municipais de 2028.

O governo federal tentou retirar esse ponto da PEC, argumentando que o dispositivo não foi aprovado na CCJ. Mendonça Filho, contudo, manteve a proposta. “É algo que dá uma outra garantia. Agora, não dá pra viver em sociedade onde reina a impunidade de crimes violentos praticados por jovens em todo o país e que praticamente saem impunes”, declarou.

Endurecimento contra organizações criminosas
A PEC também prevê a criação de uma nova seção na Constituição chamada Sistema de Políticas Penais. O texto determina que uma lei futura estabeleça agravantes específicas para integrantes de organizações criminosas de alta periculosidade, com penas mais severas conforme a posição hierárquica dentro dos grupos.Entre as medidas previstas estão:– obrigatoriedade de cumprimento de pena em presídios estaduais ou federais de segurança máxima ou unidades especiais;
– restrição ou proibição de progressão de regime e de liberdade provisória, com ou sem fiança;
– limitação da conversão de pena de prisão em medidas alternativas e da concessão de saída temporária;
– expropriação de bens, direitos e valores ligados às atividades ilícitas.

Suspensão de direitos políticos e novas competências
Outro ponto relevante amplia as hipóteses de suspensão ou perda de direitos políticos. Pela proposta, essa sanção poderá ocorrer não apenas após o trânsito em julgado, mas também durante o período de prisão provisória.

A PEC ainda autoriza a União a legislar de forma concorrente com estados e Distrito Federal sobre segurança pública e defesa social, ampliando sua atuação normativa na área. Também prevê que o Congresso Nacional passe a ter competência exclusiva para suspender atos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A Política Nacional de Inteligência, por sua vez, ficaria sob competência do Presidente da República. Ampliação das atribuições da PF e da PRF
A proposta insere expressamente na Constituição o papel da Polícia Federal no combate a crimes praticados por organizações e milícias privadas com repercussão interestadual ou internacional. Já a Polícia Rodoviária Federal terá suas competências ampliadas para atuar também em hidrovias e ferrovias, além das rodovias federais.Segundo o relator, “Tais ajustes atendem à demanda por um Estado mais presente e assertivo em rotas territoriais críticas, especialmente em áreas de fronteira, hoje exploradas intensamente pelas redes criminosas”. A PEC ainda autoriza a PRF a exercer policiamento ostensivo na proteção de bens e instalações federais, prestar auxílio a estados mediante solicitação de governadores e atuar de forma cooperada em situações de calamidade pública.

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E agora, Nikolas?

  As notícias veiculadas hoje pela imprensa acrescentam uma peça incômoda a um quebra-cabeça que já vinha se formando. O deputado Nikolas Ferreira teria voado, em 2022, em avião do Banco Master para cumprir agenda de campanha de Jair Bolsonaro. O ponto mais grave: o uso dessas aeronaves não teria sido declarado na prestação de contas eleitoral, o que levanta questionamentos adicionais sobre transparência e legalidade. No mesmo ambiente orbitariam lideranças da Igreja Lagoinha ligadas ao pastor Zettel, apontado como grande doador das campanhas bolsonaristas, além de conexões familiares com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

 Não se trata de um detalhe trivial. Em política, deslocamentos, financiamentos e apoios raramente são neutros. Quando um banco envolvido em operações controversas aparece como facilitador logístico de campanhas — e esses apoios sequer constam oficialmente nas contas apresentadas à Justiça Eleitoral —, a pergunta deixa de ser moralista e passa a ser institucional: que relações foram estabelecidas ali? Quem apoiou quem — e por quê? O caso ganha contornos ainda mais delicados quando lembramos o contexto. À frente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, presidente do BACEN indicado por Jair Bolsonaro, tomou decisões que impactaram diretamente o sistema financeiro. No Distrito Federal, Ibaneis Rocha, outro bolsonarista de primeira hora, conduziu o Banco de Brasília (BRB) a negociar a compra de ativos do Master, movimento que gerou questionamentos no mercado. E, durante o governo Bolsonaro, operações envolvendo o banco encontraram ambiente regulatório favorável. Somadas, essas peças compõem um mosaico difícil de ignorar. Não se afirma aqui ilegalidade automática; afirma-se, sim, que há uma rede de interesses que merece plena luz — especialmente quando surgem indícios de benefícios financeiros e materiais não declarados em campanhas eleitorais. É exatamente nesse ponto que a política reage. Vê-se a marcha coordenada para desviar o foco, a blindagem em comissões parlamentares, a súbita mudança de pauta. O tema Banco Master vira assunto lateral, enquanto outras polêmicas são infladas como cortina de fumaça.

A estratégia é conhecida: quando o terreno fica movediço, cria-se ruído. Muda-se o debate. Constrói-se um inimigo externo. Aposta-se na indignação seletiva. O problema é que os fatos teimam em permanecer. A cada revelação, reforça-se a impressão de que não estamos diante de episódios isolados, mas de conexões políticas, financeiras e religiosas que operaram em sintonia. E então a pergunta do título volta com mais força: e agora, Nikolas? O discurso inflamado contra “o sistema” resiste quando surgem indícios de proximidade com engrenagens poderosas do mercado financeiro — e quando o apoio material não aparece formalmente declarado? A retórica antissistema convive bem com voos em jatinhos de banqueiros?

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Valdemar fala de R$ 3 milhões do cunhado de Vorcaro para Bolsonaro e a mídia abafa

  Se fosse uma revelação que envolvesse os inimigos número um do rebanho da mídia, os ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, os jornalões e os portais de direita (e até de esquerda) estariam dando todo destaque, mas como o receptador dos recursos é Jair Bolsonaro estão todos inexplicavelmente calados, fingindo-se de mortos, com raríssimas exceções.

No programa Canal Livre de domingo o chefe do PL, Valdemar Costa Neto, declarou: “Ele [Fabiano Zeitel, cunhado de Vorcaro do Banco Master] deu 3 milhões na campanha do Bolsonaro, deu diretamente na conta do Bolsonaro, na conta do partido também entrava dinheiro…”. Fica evidente que há um acerto de mídia (envolvendo Globo, Estadão, Folha, etc.) para ocultar notícias que sejam prejudiciais ao esforço de crescimento da campanha de Flávio Bolsonaro, mesmo quando essas notícias surgem de maneira aberta, “em on”, na boca do próprio dono do partido do bolsonarismo.

A notícia da doação, com todas as digitais suspeitas, passou batido. Nenhum veículo deu as manchetes que, em sua ânsia de atacar o Supremo, reservavam para Toffoli e Moraes. Não deram destaque em suas capas. A maioria simplesmente ignorou também em seu noticiário interno.

Esse será o padrão neste ano de ordem unida para derrotar Lula a qualquer custo.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

brasil247

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STF afasta prefeito e vice de Macapá em investigação sobre desvio de emendas

   247 – Uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma ampla operação policial que teve como principais alvos o prefeito de Macapá, Antônio Paulo de Oliveira Furlan, e o vice-prefeito da capital do Amapá, Mario Rocha de Matos Neto. A medida incluiu afastamento de funções públicas, quebra de sigilos bancário e fiscal, além de mandados de busca e apreensão no âmbito de uma investigação sobre suposta fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. A decisão integra a Petição 15.427, em tramitação no STF, e foi tomada após representação da Polícia Federal com apoio da Procuradoria-Geral da República (PGR). O processo examina indícios de irregularidades no uso de transferências federais destinadas ao município de Macapá, conforme consta na decisão judicial assinada por Dino.

Investigação envolve hospital municipal de Macapá

De acordo com a decisão, a investigação se concentra principalmente na licitação destinada à construção do Hospital Geral Municipal de Macapá. O contrato foi firmado com a empresa Santa Rita Engenharia Ltda., com valor de aproximadamente R$ 69,3 milhões.

Segundo a Polícia Federal, existem indícios de que o processo licitatório tenha sido direcionado para favorecer a empresa vencedora. A apuração aponta que o certame teria sido estruturado para aparentar competição, embora diversos participantes não possuíssem capacidade técnica ou apresentassem propostas incompatíveis com o mercado. A perícia mencionada na decisão indica ainda que a proposta apresentada pela empresa vencedora reproduziu integralmente parâmetros do orçamento interno da própria administração municipal, o que levanta suspeitas de acesso prévio a informações sigilosas.

Indícios apontam ligação direta com prefeito

A decisão relata que a investigação identificou movimentações financeiras consideradas atípicas após a celebração do contrato. Entre janeiro de 2023 e setembro de 2024, os sócios da empresa Santa Rita Engenharia realizaram dezenas de saques em espécie, totalizando cerca de R$ 9,8 milhões. Esses valores teriam sido retirados logo após repasses de recursos públicos ligados ao contrato da obra. Segundo o documento, parte das diligências policiais apontou possível ligação dessas movimentações com pessoas vinculadas ao prefeito de Macapá. A decisão registra, por exemplo, que um veículo Fiat Cronos branco registrado em nome de Antônio Furlan teria sido utilizado em uma das etapas de transporte de valores em espécie observadas pelos investigadores. Também foram identificadas transferências financeiras consideradas suspeitas envolvendo pessoas próximas ao prefeito, incluindo uma transferência de R$ 100 mil para a ex-esposa de Furlan, realizada por um dos sócios da empresa investigada.

Vice-prefeito e outros agentes públicos também são alvo

Além do prefeito, o ministro Flávio Dino determinou o afastamento cautelar do vice-prefeito Mario Rocha de Matos Neto, da secretária municipal de Saúde Erica Aranha de Sousa Aymoré e do presidente da comissão especial de licitação Walmiglisson Ribeiro da Silva.Na decisão, Dino destaca que a permanência dessas autoridades em suas funções poderia representar risco para a investigação. Segundo o ministro, os cargos ocupados pelos investigados poderiam facilitar acesso a documentos, sistemas e dados relevantes para a apuração. A decisão afirma que o conjunto de indícios aponta para a existência de um possível esquema estruturado envolvendo agentes públicos e empresários.

Quebra de sigilos e buscas

Entre as medidas autorizadas pelo STF estão a quebra de sigilos bancário e fiscal de diversos investigados e empresas ligadas ao caso, abrangendo o período entre janeiro de 2024 e fevereiro de 2026.

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‘EUA e Israel não têm estratégia do que fazer com o Irã’, afirma historiador

   Desde o último sábado (28), quando Israel e Estados Unidos lançaram ataques coordenados contra o Irã, o Oriente Médio mergulhou em uma escalada de violência que abre novos fronts a cada dia. Enquanto o Irã ataca bases estadunidenses na região, Israel envia tropas para o sul do Líbano, e países como Bahrein e Arábia Saudita veem sua estabilidade ameaçada.

“O Irã se preparou no último ano. A estratégia iraniana agora é espalhar o conflito, atacando bases estadunidenses e de apoio no Oriente Médio. Isso pegou os Estados Unidos de surpresa. Todas as declarações que se ouve são de surpresa — não se imaginava que a capacidade iraniana fosse dessa dimensão”, explica Anderson Barreto, professor de história e pesquisador convidado do Instituto Tricontinental, ao BdF Entrevista da Rádio Brasil de Fato.O analista aponta que Israel e Estados Unidos não têm uma “estratégia do que fazer com o Irã”. “A estratégia inicial era decapitar o regime e acreditar num possível colapso interno, numa rebelião que derrubasse o governo. Isso não existiu. Pelo contrário, milhões de iranianos foram às ruas. Agora o discurso mudou para o risco de armas nucleares, mas nunca se teve prova nenhuma. Não há armas nucleares no Irã, e a própria AIEA [Agência Internacional de Energia Atómica] já disse isso.”Um dos aspectos mais graves, segundo Barreto, é que os ataques ocorreram durante negociações. “Eles estavam negociando em Omã. Havia propostas, os iranianos estavam inclinados a um acordo que permitisse o enriquecimento de urânio em outras condições. Desde 2009 o Irã tenta negociar um acordo, e os Estados Unidos rompem esse acordo repetidamente.”

O historiador lembra que, em 2009, Brasil e Turquia conseguiram um acordo com o Irã, rejeitado pelos EUA. “Agora o que aconteceu foi um rompimento das negociações por parte dos Estados Unidos. Você está negociando, envia mensagens, coloca questões na mesa, e vai e bombardeia o país, assassina o líder com quem você está negociando. Isso é de uma gravidade histórica. O sistema internacional estabelecido pós-Segunda Guerra está se desfazendo.”

“O Irã é um ator central na região da Ásia. Há acordos, compromissos, corredores de gás, de petróleo, de transporte de mercadorias. Há um projeto muito grande via Rota da Seda, via Brics, via Organização de Cooperação de Xangai. O Irã é um ponto estratégico para a estrutura que Rússia e China vêm arquitetando para criar a multipolaridade”, explica.

Para os Estados Unidos e Israel, o controle da região é vital. “A forma como estão tentando, no entanto, não tem funcionado. Acreditaram que um ataque surpresa, como foi feito na Venezuela com o sequestro de Maduro, decapitaria o alto escalão e criaria um choque para substituir o regime. Mas o Irã não aceita isso. Nenhum momento o Irã disse que aceitaria.”

Barreto analisa sobre o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, frente às várias teses. “Uma delas é que ele sabia que o ataque viria, mas preferiu não se esconder, dando exemplo ao povo. Outra é que acreditavam que, por estarem em negociação, não haveria um ataque dessa magnitude. O que os Estados Unidos têm feito muito é chamar para negociação e bombardear em seguida.”

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‘Império dos penduricalhos’: o desafio do STF e o preço político dos supersalários no Brasil

  Os chamados “penduricalhos”, verbas e benefícios que permitem que salários no serviço público ultrapassem o teto constitucional de R$ 46 mil, voltaram ao centro do debate público após uma série de decisões do ministro Flávio Dino, no Supremo Tribunal Federal (STF), determinando a suspensão imediata desses pagamentos. O tema, que envolve cerca de R$ 20 bilhões anuais, sendo R$ 15 bilhões apenas para o Judiciário e o Ministério Público, expõe as entranhas do corporativismo da elite do funcionalismo público brasileiro.

  José Genoino, ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), traça a origem do problema no videocast Três Por Quatro: “A primeira vez foi na crise do governo Itamar. O Supremo aprovou um aumento salarial por resolução, e as Forças Armadas quiseram estender aquilo para todas as carreiras. Produzimos uma medida provisória estabelecendo limites.”

Ele lembra que a questão ganhou novo contorno no governo FHC, com a reforma administrativa do ministro Bresser Pereira. “Foi quando se estabeleceu o teto do artigo 37 da Constituição, com base no vencimento do presidente da República. Depois passou a ser o vencimento do ministro do Supremo. Aí começou a história dos penduricalhos. Como havia um limite rígido, eles começaram com verbas indenizatórias, ajuda de custo, gabinete, passagem, transporte. Virou a farra dos penduricalhos.” O ex-presidente do PT lamenta que os governos Lula e Dilma não tenham conseguido enfrentar o problema. “Nós não conseguimos derrubar isso no governo Lula 1 e 2 e Dilma, até porque estávamos em situação de minoria no Congresso. A questão explodiu agora com a posição correta do ministro Flávio Dino.”

Por sua vez, Marcelo Uchôa, jurista membro da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) e do Grupo Prerrogativas, detalha a dimensão do problema. “É um falseamento de uma situação que a lei prevê. Você tem a verba remuneratória, que corresponde ao subsídio, e as verbas indenizatórias, que têm caráter de compensar despesas justas. O problema é quando essa verba deixa de ser eventual e passa a ser permanente, visando um enriquecimento que a lei não previu”, explica. Segundo o jurista, são cerca de 60 tipos diferentes de benefícios. “Auxílio alimentação de R$ 4 mil por mês, auxílio educação para os filhos até os 26 anos, licença compensatória, a chamada escala 3×1, férias em dobro… É uma coisa absurda. Em alguns estados, o auxílio alimentação chega a R$ 10 mil, R$ 11 mil”, exemplifica.

“O pessoal que mais se beneficia com os penduricalhos é o pessoal que julga os outros por questões éticas e morais. O penduricalho é um exemplo de farisaísmo na República Brasileira”, acrescenta Genoino.

O ex-presidente do PT analisa a cultura de privilégios no Brasil que se auto beneficia com um corporativismo exagerado comprometendo a saúde política das instituições. “Está na história do Brasil: pega a história da família real com D. João VI, o primeiro e segundo império, a República Velha. Isso foi criando um modus operandi de como os privilégios são transferidos e garantidos para a elite do poder.”

Uchôa aponta o hermetismo do Judiciário, já que, em tese, o parlamento deveria ser o mais democrático, o Executivo faz a intermediação da administração. “O judiciário sempre foi fechado, é o mais aristocrático, o mais seletivo, o mais machista, o mais branco. É aquele que aponta o dedo com mais força.”

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Governo brasileiro enviará a Cuba alimentos e insumos para a produção agrícola

  O governo do Brasil anunciou que enviará, nesta semana, um carregamento de alimentos e insumos destinados à produção agrícola em Cuba, no âmbito de um programa de cooperação bilateral. A informação foi divulgada pelo ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, durante a 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe, que começou na última segunda-feira (2), em Brasília (DF). O ministro esclareceu que os insumos serão adquiridos em território brasileiro com recursos fornecidos pelo próprio governo e, posteriormente, disponibilizados à ilha caribenha.

  “O Brasil vai enviar, nesta semana, uma ajuda a Cuba para a compra de insumos destinados à produção agrícola. Essa compra será feita no Brasil. Nós vamos disponibilizar os recursos. Também enviaremos alimentos a Cuba”, afirmou Teixeira ao ser questionado pela agência de notícias Prensa Latina.

  Segundo informou a agência de notícias cubana, a ajuda faz parte de um programa coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil. O envio de doações ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter assinado uma ordem executiva que ameaça impor sanções a qualquer país que “direta ou indiretamente” venda ou forneça petróleo a Cuba. Trata-se de uma medida que, segundo o Coordenador Residente da ONU em Cuba, Francisco Pichón, transformou a escassez de combustíveis “no principal multiplicador de riscos humanitários” e que, durante o último mês, agravou a crise enfrentada pela ilha.

 O presidente Lula manifestou-se contra a medida unilateral dos Estados Unidos. No dia 7 de fevereiro, durante o 46º aniversário do Partido dos Trabalhadores (PT) em Salvador, Bahia, Lula afirmou que Cuba é vítima de um “massacre alimentado pela especulação americana” e ressaltou que “nosso país se solidariza com o povo cubano. E nós, como partido, temos que encontrar maneiras de ajudar”.

Além disso, diversas organizações sociais e sindicais brasileiras condenaram a medida e promoveram campanhas de doações em apoio à ilha. A Campanha de Solidariedade com Cuba — promovida por movimentos sociais e sindicais — realizou recentemente o envio de um primeiro carregamento com 1.700 quilos de medicamentos prioritários destinados a hospitais da província de Santiago de Cuba, afetada pelo furacão Melissa.

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FNDE determina aplicação mínima de 45% dos recursos da merenda na agricultura familiar

   O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação publicou a Resolução nº 4/2026 com novas regras para a execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A norma amplia exigências para estados e municípios e determina que, no mínimo, 45% dos recursos federais destinados à merenda escolar sejam aplicados na compra de alimentos da agricultura familiar, com prioridade para comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas.

A resolução também reforça critérios nutricionais. Os cardápios deverão ser elaborados por nutricionista responsável técnico, com restrição a alimentos ultraprocessados e limitação de açúcar, sal e gorduras, priorizando produtos in natura e minimamente processados, respeitando hábitos regionais e culturais.

Compras e pesquisa de preços

Nas aquisições via licitação, a modalidade obrigatória passa a ser o pregão eletrônico. Já para a definição de preços de referência, os gestores deverão utilizar painéis oficiais do governo federal, dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e cotações junto a fornecedores locais. A resolução reforça que os recursos do PNAE devem ser utilizados exclusivamente para a compra de alimentos, mesmo nos casos de terceirização do serviço de preparo das refeições. Outras despesas ficam a cargo dos estados e municípios.

Gestão e repasses

Os recursos são transferidos automaticamente pelo FNDE, sem necessidade de convênio, com base no número de estudantes informados no Censo Escolar. O cálculo considera o valor per capita por modalidade de ensino, 200 dias letivos e é feito pela fórmula VT = A x D x C (número de alunos, dias de atendimento e valor por estudante).Os repasses ocorrem em oito parcelas anuais, entre fevereiro e setembro. Os valores devem ser movimentados exclusivamente em conta específica do programa, aberta pelo FNDE, com pagamento eletrônico direto aos fornecedores.A norma detalha ainda regras para gestão centralizada e descentralizada. No modelo descentralizado, estados e municípios devem transferir os valores às unidades executoras das escolas em até cinco dias úteis após o recebimento.

Prestação de contas e fiscalização

A prestação de contas deverá ser feita por meio da plataforma BB Gestão Ágil, com acompanhamento do Conselho de Alimentação Escolar (CAE). O FNDE poderá suspender os repasses em casos de inadimplência, ausência de nutricionista responsável técnico ou irregularidades na execução.Os gestores respondem civil, penal e administrativamente por informações falsas ou uso indevido dos recursos. Em caso de irregularidades, qualquer cidadão pode apresentar denúncia à Ouvidoria do FNDE.A resolução também prevê auditorias anuais por amostragem, monitoramento permanente e possibilidade de bloqueio ou devolução de valores ao erário em caso de inconsistências.Durante situações de emergência ou calamidade pública, fica autorizada, de forma excepcional, a distribuição de kits de alimentos às famílias dos estudantes, mantendo os critérios nutricionais e a prioridade para alimentos frescos. As novas regras já estão em vigor e devem ser observadas por estados, municípios e instituições federais que ofertam educação básica.

Brasil 61

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Supermercados prometem remédios mais baratos após aprovação de projeto, mas farmácias contestam

  A aprovação do projeto de lei que permite a venda de medicamentos por parte do varejo alimentar vem com a promessa de preços mais baixos por parte dos supermercadistas. A medida, aprovada nesta segunda (2) pela Câmara dos Deputados, ainda depende de sanção presidencial, mas já foi defendida pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O assunto foi alvo de uma intensa queda de braço entre os varejistas do segmento alimentar e farmacêutico no ano passado. Do lado dos supermercados, a Abras (Associação Brasileira de Supermercados) afirma que a medida aumenta a concorrência no setor e “pressiona preços para baixo”. A Abrafarma (Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias), que reúne as maiores redes do varejo farmacêutico do país, por sua vez, duvida que haja desconto nesses produtos nos supermercados, uma vez que o preço dos remédios é controlado pelo governo.

 No cerne da disputa, um mercado de R$ 227 bilhões em medicamentos, que cresceu 12% no ano passado, fazendo do Brasil o 8º maior mercado no ranking mundial. Desse total, 65% são do varejo farmacêutico (medicamentos vendidos em farmácias) e 35% são do segmento institucional (serviços públicos, hospitais e clínicas), segundo o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos). “Eu não acho que vá ter grandes diferenças de preço”, diz Nelson Mussolini, presidente do Sindusfarma, que reúne grandes fabricantes como Bayer, Pfizer, AstraZeneca, Aché, Lilly e EMS. “Se o varejista tem estoque, por exemplo, antes do aumento de preços, vai oferecer um valor vantajoso para o cliente. Mas no Brasil quem define preço é o governo. É diferente de pneu ou qualquer outro bem de consumo.” No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determina que as farmácias não cobrem preços acima do permitido pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). A lista é atualizada mensalmente com o preço fábrica e o preço máximo ao consumidor para incluir novos produtos, apresentações ou ajustes pontuais. O aumento geral dos medicamentos ocorre uma vez ao ano, a partir de 1º de abril.

Em entrevista à Folha de S.Paulo no ano passado, o CEO do Assaí, Belmiro Gomes, afirmou que, assim como a rede se tornou líder na revenda de pneus, poderia repetir o feito com medicamentos. “Como atacarejo, é muito provável que conseguiríamos reduzir muito o preço dessa categoria, assim como hoje somos um dos maiores revendedores de pneus do país”, disse, à época. O executivo não foi encontrado para comentar o assunto.

Segundo maior varejista do Brasil, depois do Carrefour, o Assaí é uma das redes mais animadas a implantar farmácias dentro de suas lojas. Serão 25 unidades criadas já a partir do segundo semestre no estado de São Paulo. A ideia é equipar os espaços com um “sortimento completo de medicamentos”, acompanhado de um farmacêutico, como determina a nova legislação, informou a rede por meio da sua assessoria de imprensa. Na opinião do consultor Alberto Serrentino, sócio da Varese Retail, os medicamentos podem se tornar uma receita relevante para os supermercados, mas apenas nas grandes redes. “A legislação exige que você monte uma farmácia dentro da loja. Isso envolve custos, riscos e um novo perfil de profissional, o farmacêutico. Não é uma operação simples”, diz ele, lembrando que é preciso ter um fluxo de clientes que justifique essa escolha. De acordo com o PL 2158/23, o supermercado pode montar uma farmácia dentro da loja ou licenciá-la. É obrigatória a presença de farmacêuticos profissionais durante todo o período de funcionamento do espaço, cuja estrutura deve estar separada fisicamente do supermercado.

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OAB São José do Egito abre ciclo 2026 com sucesso de público e anuncia nova capacitação sobre Eleições 2026

  A Subseccional da OAB de São José do Egito deu início, com grande êxito, ao ciclo de capacitações do segundo ano do triênio 2025-2027. O evento que marcou a abertura de 2026 teve como temática a Inteligência Artificial aplicada à advocacia , assunto atualíssimo e indispensável à prática jurídica contemporânea.

  A capacitação, realizada em parceria com a ESA – Escola Superior de Advocacia de Pernambuco, reuniu advogados e advogadas da região para uma imersão técnica sobre o uso seguro, estratégico e responsável da IA no exercício profissional.

  Durante a programação, foram abordadas regras essenciais para utilização da tecnologia, estruturação adequada de comandos (prompts), limites éticos, proteção de dados, responsabilidade profissional e as principais ferramentas disponíveis no mercado jurídico. A iniciativa reforça o compromisso da gestão da presidente Hérica Nunes Brito com a qualificação contínua da classe e com a entrega de serviços cada vez mais eficientes à sociedade. Além do conteúdo técnico, o encontro também fortaleceu o networking entre os profissionais e consolidou a proposta da atual gestão: promover uma advocacia integrada, atualizada e preparada para os desafios do presente e do futuro.

  Próximo evento já confirmado: Eleições 2026

Dando continuidade ao calendário de capacitações, a Subseccional já anuncia a próxima edição do ESA In Loco , que acontecerá no dia 10 de março, às 14h , na sede da OAB São José do Egito.

A temática será:
“ Eleições 2026 – Regras do Jogo e Riscos Jurídicos da Disputa ”, abordando pontos essenciais como:

Pré-campanha
Propaganda digital
Financiamento
Abuso de poder
Prestação de contas

A palestra será ministrada pela advogada Diana Câmara , referência na área eleitoral, trazendo uma abordagem prática e estratégica sobre os riscos jurídicos que envolvem o processo eleitoral. As inscrições estão sendo realizadas através do WhatsApp da Subseccional: (87) 9 9905-7678, com certificação de 3 horas/aula. Com um calendário estruturado e temáticas alinhadas às demandas contemporâneas da advocacia, a OAB São José do Egito reafirma seu compromisso institucional com a capacitação técnica, o fortalecimento da classe e a interiorização das ações da ESA em toda a região jurisdicionada. A gestão 2025-2027 segue firme no propósito de elevar o nível da advocacia sertaneja, promovendo conhecimento, integração e protagonismo profissional.

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ESPÍRITO SANTO – O CAPACITADOR

A SANTÍSSIMA TRINDADE
O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas.

INTRODUÇÃO
O Espírito Santo é dado a todo crente na conversão como selo da salvação. Contudo, a promessa do derramamento proferida pelo profeta Joel, refere-se a uma experiência distinta e subsequente a salvação: o revestimento de poder. Enquanto todos os salvos possuem o Espírito, nem todos vivenciam esse revestimento que capacita o crente para testemunhar com ousadia e autoridade. No Pentecostes, os discípulos foram revestidos de poder e, como sinal, falaram em outras línguas. Além disso, o Espírito Santo distribui dons específicos aos crentes para o serviço do Reino e para a edificação da Igreja. Nesta lição, examinaremos a promessa universal do derramamento de poder, seu cumprimento no Pentecostes e sua continuidade para o crente contemporâneo, bem como a atualidade dos dons espirituais. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO
“E, depois disso, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os velhos terão sonhos, os jovens terão visões”. (Jo 2.28, NVI). O SENHOR diz ao seu povo: “Depois disso, eu derramarei o meu Espírito sobre todas as pessoas: os filhos e as filhas de vocês anunciarão a minha mensagem; os velhos sonharão, e os moços terão visões. (Jl 2.28, NTLH). A teologia do texto, pelo prisma pentecostal, enfatiza que:
1. Deus toma iniciativa: “eu derramarei”.
2. O Espírito não fica restrito à elite (reis, sacerdotes, profetas “oficiais”): há uma “universalização” da presença/capacitação espiritual.
3. “Toda carne” não significa automaticamente “todas as pessoas do planeta” no sentido moderno, mas um alcance amplo e inclusivo (sem excluir por gênero, idade, ou posição social, Jl 2.29 torna isso explícito ao mencionar até servos/servas). Por enquanto, vamos ficar com essa ideia, pois ela será trabalhada detalhadamente nos pontos e subpontos
da lição.

VERDADE PRÁTICA
O derramamento do Espírito Santo é uma promessa universal que capacita a Igreja com poder para pregar o Evangelho. À luz de Atos 1.8, é necessário afirmar que o propósito do derramamento do Espírito Santo não é levar os crentes a apenas falar em línguas, seja no culto, seja em casa. Do mesmo modo, o derramamento do Espírito não tem por finalidade produzir, no pregador, uma atuação performática, ou mesmo teatral, no momento da pregação, como se o falar em línguas, nesse contexto, o tornasse mais espiritual diante da igreja. Não podemos confundir o sinal com o fim (telos), isto é, com o propósito. Em Atos 1.8, esse propósito se revela de forma muito clara: testemunhar e proclamar o Evangelho. Portanto, os crentes são revestidos do Espírito Santo para que, com poder e ousadia, anunciem a Palavra de Deus e sejam suas testemunhas onde quer que estejam.

1. A PROMESSA DO DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO
Pergunta chave: O que Deus prometeu a respeito do Espírito? Ideia central do ponto: O derramamento do Espírito Santo foi prometido por Deus como uma bênção universal, acompanhada de manifestações sobrenaturais, e permanece válida durante toda a dispensação da graça.
1.1 Uma promessa de abrangência universal. Verdade central: Na Antiga Aliança, o Espírito atuava de modo pontual sobre pessoas específicas. Na Nova Aliança, Ele é derramado sobre todos os que invocam o nome do Senhor, sem distinção de idade, gênero ou condição social. Para refletir: Tenho compreendido que a promessa do Espírito Santo é também para mim, ou penso que essa bênção é reservada apenas para alguns cristãos especiais?

A LIÇÃO DIZ: Na Antiga Aliança, o Espírito atuava de modo pontual sobre pessoas específicas e para tarefas determinadas (1Sm 19.20; 2Cr 15.1; Ez 37.1). Porém, cerca de 800 anos antes de Cristo, Joel profetizou uma nova dispensação: “E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne” (Jl 2.28a). Na Nova Aliança, essa promessa foi registrada em todos os Evangelhos (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc 3.16; Jo 1.32,33). Na profecia, a expressão “sobre toda a carne” aponta para a abrangência universal do Espírito — não a todos de modo indiscriminado, mas a todos que invocam o nome do Senhor (Jl 2.32). O Antigo Testamento apresenta o Espírito Santo como aquele que atua, de modo contínuo, na criação e na preservação da vida, e também como aquele que, em momentos específicos, capacita pessoas específicas para tarefas específicas. Não devemos confundir “capacitação para um ofício” com a presença salvadora do Espírito (fé, arrependimento, santidade) entre os fiéis do Antigo Testamento. Ou seja, o Espírito Santo estava em plena atividade desde a criação do mundo. Contudo, no que tange a capacitação de algumas pessoas para certos ofícios, podemos utilizar a linguagem: seletiva e esporádica.
Vejamos alguns exemplos:
1. Habilidade para uma obra específica. O Senhor encheu Bezalel com o Espírito de Deus para executar a obra do tabernáculo, concedendo habilidade, inteligência, conhecimento e capacidade artística. Nesse caso, a ação do Espírito está ligada à realização cuidadosa de uma tarefa santa, conforme o padrão revelado por Deus. (Êx 31.1-5; 35.30-35).

2. Juízes levantados em tempos de crise. Em períodos de opressão, o Espírito do Senhor vinha sobre juízes para capacitá-los a liderar, guerrear e livrar Israel. O texto bíblico destaca uma atuação relacionada a uma
necessidade histórica e a um chamado específico de libertação do povo. Isso aparece, por exemplo, em Otniel, Gideão, Jefté e Sansão. (Jz 3.9-10; 6.34; 11.29; 14.6,19).
3. Realeza e governo. Saul recebeu a ação do Espírito em conexão com sua unção para o reinado, e isso resultou em uma capacitação para o ofício real. No entanto, depois de sua rejeição, a Bíblia afirma que o Espírito do Senhor se retirou dele, o que também aparece ligado à sua queda e instabilidade. Em contraste, Davi recebeu o Espírito do Senhor desde o dia de sua unção para reinar. (1Sm 10.1,6,10; 16.13-14).
4. Profetas. O Espírito de Deus também vinha sobre pessoas para que anunciassem a palavra do Senhor. Em alguns casos, a Bíblia mostra alguém sendo usado por Deus para declarar uma mensagem verdadeira, sem que isso signifique, necessariamente, um padrão permanente de fidelidade e santidade pessoal. Isso pode ser visto, por exemplo, em Balaão e também em momentos da vida de Saul. (Nm 24.2; 1Sm 19.20- 24). Em contraste, é possível identificar os profetas, homens de Deus, que forma usados de forma poderosa para declarar a verdade divina a Israel e as demais nações. O Antigo Testamento é um prelúdio indispensável à discussão sobre o batismo no Espírito Santo. Os eventos acontecidos no dia de Pentecostes (At 2) foram o clímax das promessas de Deus feitas séculos antes, sobre a instituição da nova aliança e a inauguração da era do Espírito. Duas passagens são especialmente importantes: Ezequiel 36.25-27 e Joel 2.28,29. A passagem de Ezequiel fala sobre a água pura sendo espalhada e a purificação de todas as imundícies espirituais. Ela continua, dizendo que o Senhor removerá os corações de pedra de seu povo e dar-lhe-á “um coração novo” e “um coração de carne”, além de colocar dentro dele “um espírito novo”. A concessão do Espírito Santo é o meio pelo qual essa mudança acontecerá: “porei dentro de vós o meu espírito”. Como resultado, o Senhor diz: “e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis” (v. 27).A promessa é claramente relacionada ao conceito de regeneração do Novo Testamento. Paulo fala sobre “a lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo” (Tt 3.5), ecoando a declaração de Jesus sobre a necessidade de “nascer da água e do Espírito” (Jo 3.5). A transformação que acontece no novo nascimento resulta num estilo de vida transformado, tornado possível pela concessão do Espírito Santo. O Espírito habita dentro de cada crente (Rm 8.9,14-16; 1 Co 6.19); assim, a ideia de um crente sem o Espírito Santo é uma contradição em seus próprios termos. A profecia de Joel é bem diferente da de Ezequiel. Ela não fala sobre transformação interior, estilo de vida alterado, ou a atuação interior do Espírito Santo; em vez disso, o Senhor diz: “derramarei o meu Espírito sobre toda a carne”. Em Joel, os resultados da atividade do Espírito são bem diferentes daqueles em Ezequiel; eles são dramáticos e “carismáticos” por natureza. Na profecia de Joel, o Espírito vem sobre o povo de Deus em primeiro lugar para dar-lhe o poder de profetizar. Isso é evidente quando Pedro cita Joel em seu discurso no dia de Pentecostes (At 2.16-21). Nesse dia, os discípulos foram “cheios do Espírito Santo” (At 2.4); eles não foram regenerados por aquela experiência. Desse modo, precisamos concluir, dadas as diferenças substanciais entre as profecias de Ezequiel e de Joel, que deveriam haver duas vindas históricas separadas do Espírito Santo? A resposta há de ser não. É melhor falar de uma promessa ampla do Espírito que inclui tanto a sua habitação interior quanto seu derramar, ou a concessão de poder ao povo de Deus. Esses são dois aspectos da prometida atuação do Espírito Santo na nova era. O quadro a seguir ilustra a dupla promessa do Pai: Ezequiel Joel
Limpeza Capacitação Novo coração, novo espírito Profecias, sonhos, visões Espírito interior Espírito derramado fora/sobre Mudança moral Sem menção de conduta
1.2 Uma promessa com ação sobrenatural.
Verdade central: O derramamento do Espírito vem acompanhado de manifestações sobrenaturais como profecias, sonhos e visões. Essas experiências revelam a atuação do Deus vivo e servem para a edificação espiritual. Para refletir: Tenho cultivado uma vida de comunhão e santidade que me torne um canal sensível para as manifestações do Espírito?
A LIÇÃO DIZ: O derramamento do Espírito vem acompanhado de manifestações visíveis e sobrenaturais: “vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões” (Jl 2.28b). As profecias (1Co 14.3), sonhos (Mt 1.20) e visões (At 16.9) revelam a atuação do Deus vivo entre o seu povo. São experiências extraordinárias que servem de edificação espiritual (1Co 14.26). Elas
indicam que a vida cheia do Espírito é ativa, dinâmica e sensível à voz de Deus (Rm 8.14). O texto de Joel, em conjunto com toda a narrativa do Antigo Testamento, deixa bem claro que sonhos, profecias e visões funcionavam como meios revelacionais por meio dos quais a vontade de Deus era conhecida e comunicada ao povo. Essas manifestações extraordinárias já existiam no Antigo Testamento. O escritor aos Hebreus corrobora com essa afirmação ao declarar: “Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados” (Hb 1.1a, NVI). Se, portanto, sonhos, profecias e visões já eram experiências conhecidas na Antiga Aliança, então a grande pergunta que se impõe é: O que mudou no Pentecostes? O que distingue o derramamento do Espírito Santo na Nova Aliança daquilo que acontecia anteriormente? O que muda no derramamento prometido, e o que faz de Pentecostes um marco na história da redenção, não é a existência de profecias, sonhos e visões, porque, como vimos, esses meios já eram conhecidos nas Escrituras. O que muda é o alcance e o lugar dessas manifestações na vida do povo de Deus. Em Pentecostes,Pedro afirma que a promessa de Joel se cumpre, e o Espírito é derramado de modo amplo sobre o povo, alcançando filhos e filhas, jovens e velhos, servos e servas (At 2.16-18). Além disso, esse derramamento está diretamente ligado à exaltação de Cristo, porque Jesus, exaltado à destra do Pai, recebe do Pai a promessa do Espírito e o derrama sobre a igreja (At 2.33). Assim, a presença de Deus deixa de se manifestar de forma mais restrita a mediadores e ocasiões específicas, e passa a marcar a vida comum da comunidade da nova aliança, em sua adoração, em seu testemunho e em sua missão (At 2.38-39; 1Co 12.7; Ef 4.11-13).

1.3 Uma promessa para os últimos dias.

“E, depois disso, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os velhos terão sonhos, os jovens terão visões”. (Jo 2.28, NVI). O SENHOR diz ao seu povo: “Depois disso, eu derramarei o meu Espírito sobre todas as pessoas: os filhos e as filhas de vocês anunciarão a minha mensagem; os velhos sonharão, e os moços terão visões. (Jl 2.28, NTLH).
A teologia do texto, pelo prisma pentecostal, enfatiza que:
1. Deus toma iniciativa: “eu derramarei”.
2. O Espírito não fica restrito à elite (reis, sacerdotes, profetas “oficiais”): há uma “universalização” da presença/capacitação espiritual.
3. “Toda carne” não significa automaticamente “todas as pessoas do planeta” no sentido moderno, mas um alcance amplo e inclusivo (sem excluir por gênero, idade, ou posição social, Jl 2.29 torna isso explícito ao mencionar até servos/servas). Por enquanto, vamos ficar com essa ideia, pois ela será trabalhada detalhadamente nos pontos e subpontos da lição. Verdade central: Os “últimos dias” começaram com a vinda do Messias e o derramamento do Espírito no Pentecostes. Essa promessa não se esgotou naquele evento, mas permanece vigente para todos os que crerem em todos os tempos.
Para refletir: Vivo com a consciência de que estou nos “últimos dias” e que a promessa do Espírito está disponível para mim hoje?
A LIÇÃO DIZ: A palavra profética aponta para um tempo específico: “naqueles dias, derramarei o meu Espírito” (Jl 2.29b). Na terminologia da Antiga Aliança, tais expressões referem-se à chegada do Messias e ao início dos eventos escatológicos (Is 2.2; Mq 4.1). Pedro identifica o Pentecostes como o cumprimento inicial desses “últimos dias” (At 2.17). Vamos tomar como referencia Atos 2.17 para explicar o que significa a expressão “últimos dias”. O texto bíblico diz: “Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as
suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos (At 2.17)”. A expressão “os últimos dias” designa o tempo escatológico inaugurado publicamente com a exaltação de Jesus e com o derramamento do Espírito sobre a igreja. Em outras palavras, Pedro está dizendo que o tempo do cumprimento começou. Aquilo que os profetas anunciaram para o fim da história da aliança começou a se manifestar diante dos olhos da multidão, de forma visível e audível, no dia de Pentecostes (At 2.16-17; Jl 2.28- 29). Deus derramou o seu Espírito e, com isso, inaugurou uma nova etapa da sua obra no mundo. Por essa razão, “os últimos dias” em Atos 2 apontam para uma era que já começou e que caminha para sua consumação final (At 2.17; Hb 1.1-2). Nesse intervalo entre o início dos últimos dias e a sua consumação, podemos afirmar com segurança que a promessa do derramar do Espírito continua vigente!
1. Em primeiro lugar, os últimos dias são o tempo em que Deus habita no meio do seu povo de modo coletivo e interior, pelo Espírito. No Antigo Testamento, a presença de Deus era fortemente associada ao tabernáculo, ao templo e ao culto. Em Atos, com a exaltação de Cristo e o dom do Espírito, a presença divina passa a marcar a comunidade reunida em torno de Jesus. Assim, o povo de Deus se torna habitação do Espírito, e a vida da igreja passa a ser o lugar dessa presença santa e operante (At 2.1-4; 1Co 3.16; Ef 2.21-22).

2. Em segundo lugar, os últimos dias são o tempo do testemunho da proclamação do evangelho. Em Atos, o Espírito não produz só manifestações visíveis. Ele produz testemunho, ousadia, direção e proclamação pública de Cristo. Por isso, o derramamento do Espírito está ligado diretamente ao avanço do evangelho.
3. Por fim, destacamos que últimos dias têm duas dimensões inseparáveis. Há uma dimensão presente, marcada pelo derramamento do Espírito e pelo testemunho da igreja, e há uma dimensão futura, marcada pelo juízo e pela consumação. Portanto, Atos 2 define os últimos dias como a era inaugurada em Pentecostes, que segue em curso até o retorno de Cristo e o desfecho da história (At 2.19-21; Jl 2.30-32).
Verifique o aprendizado de seu aluno (ponto 1):
1. Qual era a diferença entre a atuação do Espírito na Antiga Aliança e na Nova Aliança?

2. O que significa a expressão “sobre toda a carne” na profecia de Joel?
3. Quais são as manifestações sobrenaturais mencionadas em Joel 2.28?
4. Por que a promessa do derramamento do Espírito continua válida hoje?

2. O CUMPRIMENTO: PODER PARA TESTEMUNHAR
Pergunta chave: O que aconteceu quando a promessa se cumpriu? Ideia central do ponto: No Pentecostes, o Espírito Santo desceu com poder sobre os discípulos, capacitando-os para testemunhar de Cristo com ousadia, e o falar em línguas foi a evidência física inicial desse revestimento.
2.1 O Espírito Santo veio com o poder do Alto.
Verdade central: Jesus prometeu que os discípulos seriam revestidos de poder do Alto. Esse poder inclui ousadia para proclamar o Evangelho, autoridade para operar milagres e sabedoria para edificar a Igreja.
Para refletir: Tenho buscado o revestimento de poder do Espírito para testemunhar de Cristo, ou tenho tentado servir a Deus apenas com minhas próprias forças?
A LIÇÃO DIZ: Esse “revestimento” (gr. endýō) significa “vestir-se como uma armadura” e aponta para uma capacitação sobrenatural e indispensável para testemunhar de Cristo (At 1.8). Esse poder (gr. dýnamis) não é apenas força para resistir ao pecado (Rm 8.13), mas também ousadia para proclamar o Evangelho (At 4.31), autoridade para operar milagres (At 6.8) e sabedoria para edificar a Igreja (1Co 12.7).No livro de apoio, o pastor Douglas Baptista assevera: Assim sendo, o Espírito Santo veio com “poder do alto” para atuar em múltiplas dimensões: (i) na santificação, capacitando o crente a morificar as obras da carne (Rm 8.13); (ii) no testemunho com ousadia, preparando os discípulos a pregar com intrepidez (At 4.31); (iii) nos dons espirituais, concedendo graça para realizar sinais e prodígios (1 Co 12.7-11); (iv) na edificação da Igreja, servindo para fortalecer e expandir o corpo de Cristo (Ef 4.11 -13). Em suma, historicamente, inaugura a Igreja; doutrinariamente, autentica a promessa do Pai mediada pelo Filho; teologicamente, conduz à santificação, ao testemunho ousado, à manifestação dos dons e à edificação do povo de Deus. (BAPTISTA, 2026, p. 117). Levando em consideração, o que disse o pastor Douglas Baptista, é importante ressaltar que a experiência normativa do Batismo no Espírito Santo tem um propósito bem claro nas Escrituras: a qualificação sobrenatural para o serviço cristão (cf. At 1.8). Uma maior eficácia na evangelização dos povos dá-se por meio da experiência pentecostal. O Batismo no Espírito Santo apresenta uma relação missionária com os seus objetivos.  Os que buscam o Batismo no Espírito Santo por mera curiosidade experimental e sentimentalista, ou então querendo experiências místicas e transcendentais, distorcem completamente o propósito do Batismo no Espírito Santo. Essa experiência deve ser buscada por aqueles que têm o coração no Reino de Deus e que lutam por sua expansão. Lembrando que um não batizado não está impossibilitado de fazer grandes trabalhos evangelísticos, pois o Batismo no Espírito Santo, embora seja importante impulsionador da obra missionária, não é o único dom relacionado à tarefa missionária. A distorção principal nos dias atuais referente ao propósito do Batismo no Espírito Santo é o denominado “reteté de Jeová”. Esse movimento prega experiência por experiência, é sem propósito e cheio de desordem cúltica e ainda associa espiritualidade a barulho. O “reteté”, longe de ser um reforço ao pentecostalismo, é uma verdadeira desordem que atrapalha o desenvolvimento de uma dou trina pentecostal sadia e bíblica, onde os dons e o Batismo no Espírito são pregados dentro dos limites das Sagradas Escrituras.
2.2. Os sinais da descida do Espírito Santo.
Verdade central: A descida do Espírito foi marcada por dois sinais sobrenaturais: o som como de um vento veemente e as línguas como que de fogo. Esses sinais enfatizaram a grandeza do evento inaugural da Igreja.
Para refletir: O som como de vento simboliza a presença criadora de Deus. As línguas como que de fogo são sinal de purificação e consagração. Esses sinais marcaram a inauguração da Igreja no Pentecostes.
A LIÇÃO DIZ: Atos registra dois sinais sobrenaturais que marcaram o advento do Espírito Santo: o “som, como de um vento veemente e impetuoso” (At 2.2) e as “línguas repartidas, como que de fogo” (At 2.3). O “vento” e o “fogo” enfatizam a grandeza da ocasião e são sinais audíveis e visíveis da chegada do Espírito. O som, como de um vento, simboliza a presença criadora de Deus (Ez 37.9). As línguas, como que de fogo, são sinal de purificação e consagração (Êx 19.18; Mt 3.11). Esses sinais particulares não se repetiram posteriormente nos batismos no Espírito Santo subsequentes, pois se tratava de um evento solene e único. Lucas relata que, por ocasião do derramamento do Espírito no dia de Pentecostes, foi ouvido do céu “um som, como de um vento veemente e impetuoso”, que “encheu toda a casa em que estavam assentados” (At 2.2), e que “foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo” (At 2.3). Os estudiosos da Bíblia explicam que esses sinais são manifestações da presença de Deus, chamadas de “teofanias”. Isso significa que Deus se revelou de maneira visível e audível, assim como fez no Monte Sinai, quando entregou a Lei a Moisés. Vamos as explicações por etapas:
1. O significado de Teofania. O termo teofania deriva do grego theós (Deus) e phaínō (manifestar, aparecer), e refere-se a manifestações visíveis, perceptíveis e extraordinárias de Deus ao ser humano. Exemplos bíblicos clássicos de teofania incluem: A visita dos três homens a Abraão (Gn 18.1–2); A sarça ardente (Êx 3.2-6); A coluna de nuvem e de fogo (Êx 13.21-22); O Anjo do Senhor (Jz 6; 13); A manifestação no Sinai (Êx 19.16-20): Deus se revela ao povo de Israel com trovões, relâmpagos, densas nuvens, fogo e som de trombeta, marcando a aliança mosaica.
2. Características principais das teofanias. Manifestam-se por meio de sinais visíveis e extraordinários (fogo, nuvem, luz, forma humana etc.); ocorrem em contextos de grande relevância para a história da redenção; têm propósitos revelacionais, como vocação, proteção, juízo ou instrução divina; geralmente provocam temor reverente, adoração ou transformação no destinatário da revelação.
3. Teofania e Cristofania. No Novo Testamento, o conceito de teofania é aprofundado. Algumas aparições do Cristo ressurreto, como no episódio da conversão de Paulo (Atos 9), são identificadas como cristofanias, ou seja, manifestações glorificadas do próprio Cristo. Estas constituem uma categoria específica de teofania, que mantém o caráter revelacional e extraordinário, mas com a centralidade cristológica da nova aliança.Pontos de comparação entre o Sinai e o dia de Pentecoste. Nos versículos 2 a 4 fica claro que a descida do Espírito é um evento claramente público. Os três sinais (o sinal audível – vento; o sinal visível – fogo; o sinal interno – línguas) foram observados por todos os presentes, e os efeitos foram óbvios para todos.

O primeiro sinal era “um som similar ao de um “vento impetuoso” vindo do céu (aos observadores, firmamento) “que encheu toda a casa onde estavam sentados”. Ele revivia o som da trombeta no Monte Sinai para anunciar os Mandamentos. Também pode ser uma alusão ao episódio dos ossos secos (Ez 37.5-6,14) em que o vento os enche de uma nova vida. O enchimento de toda a casa significa a vinda do Espírito a cada crente.
O segundo sinal (2.3) “parecia ser o de línguas de fogo distribuídas e pousadas sobre cada um dos presentes” (todos os crentes, veja 2.17-18). O vento simbolizava a chegada do Espírito e, o fogo, sua entrada em cada seguidor. Essa adicional tipologia revive os trovões e relâmpagos no monte Sinai (Ex 19.16).

O último sinal é o fato de que, como consequência dos dois primeiros, os presentes “começaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.” (2.4) Esse fenômeno descreve os resultados visíveis da atuação do Espírito. O Espírito que chegava era um ente invisível, diferentemente de sua atuação, que era bem visível, o fogo e a fala em línguas. Cada filho de Deus ali estava “cheio do Espírito Santo” e não conseguia ficar calado, tendo de se expressar abertamente aos que estavam em volta.
2.3 A evidência do revestimento de poder.
Verdade central: O falar em outras línguas é a evidência física inicial do batismo no Espírito Santo. Essa evidência difere do dom de variedades de línguas, que requer interpretação para a edificação da Igreja.
Para refletir: Já recebi o batismo no Espírito Santo com a evidência do falar em línguas, ou ainda preciso buscar essa experiência?

A LIÇÃO DIZ: O revestimento de poder veio com um sinal específico: “falar em outras línguas” (At 2.4). Em Atos, o falar em línguas está explícito em três registros (At 2.1-4; 10.46; 19.6) e implícito em outras duas ocasiões (At 8.14-17; 9.17,18). Dessa forma, biblicamente, o falar em outras línguas é sempre a evidência física inicial do batismo no Espírito Santo. Essa evidência difere do dom espiritual de “variedades de línguas”. Este último dom requer interpretação para a edificação da Igreja, porém, o “falar línguas” como batismo ou renovação não requer interpretação (1Co 14.27,28). Embora muitas vezes sejam tratados como sinônimos, existe uma diferença entre a manifestação da variedade de línguas e o falar em línguas estranhas. A distinção fundamental começa em suas origens divinas: enquanto o batismo com o Espírito Santo é uma promessa realizada pelo Senhor Jesus Cristo, a variedade de línguas é classificada como um dom espiritual distribuído e concedido diretamente pelo Espírito Santo aos crentes. Por enquanto, vamos ficar com essa breve distinção e focar na evidência inicial do Batismo no Espírito Santo. Segundo Stamps (1995, p. 1631), “falar noutras línguas como sinal do batismo no Espírito Santo é uma expressão verbal inspirada, mediante a qual o espírito do crente e o Espírito Santo se unem no louvor e/ou profecia em uma língua nunca aprendida”. À luz das Escrituras, o pentecostalismo clássico entende que o “falar em línguas” como evidência inicial do batismo no Espírito Santo difere do “dom de línguas”. Este último obedece à orientação paulina que requer interpretação para a edificação da Igreja (1Co 14.27), porém o “falar línguas” como batismo no Espírito Santo é compreendido como o agir de Deus que visa à edificação pessoal do crente, e nesse caso não se requer interpretação nem mesmo repreensão (Horton, 1997, p. 476). As línguas como evidência no Pentecostes. No dia do Pentecostes, cerca de 120 irmãos falaram noutras línguas conforme o Espírito Santo lhes concedia (At 2.4). As línguas como evidência na casa de Cornélio. A multidão presente na casa do centurião recebeu o batismo no Espírito Santo durante a ministração do Evangelho pelo apóstolo Pedro (At 10.44). O fato de terem recebido o dom do Espírito, manifesto no falar noutras línguas (At 10.46) foi o sinal exterior que surpreendeu os companheiros circuncisos de Pedro e resultou em sua ordem de batizar os gentios convertidos (Menzies, 2002, p. 158). As línguas como evidência em Samaria. Filipe evangelizou Samaria e muitos dos samaritanos creram (At 8.5-8). Os convertidos batizados nas águas ainda não tinham recebido o revestimento de poder (At 8.16). Pedro e João foram enviados para orar pelos samaritanos (At 8.14-15) e eles receberam o Espírito Santo (At 8.17), e, conforme anota Henry (2008, vol. 1, p. 84), está implícito no texto que falaram em línguas como sinal exterior. As línguas como evidência em Éfeso. Ao chegar em Éfeso, Paulo encontrou um grupo de doze irmãos já convertidos que ainda não tinham recebido o Espírito Santo (At 19.2). Durante a oração do apóstolo, “veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas” (At 19.6). Acerca desse episódio, Arrington (2003, p. 739) anota que “o batismo com o Espírito é subsequente e distinto da conversão segundo a teologia de Lucas e Paulo”. As línguas como evidência em Damasco. Após a conversão, Paulo recebeu a visita de Ananias, que tinha a incumbência de orar para que ele recuperasse a vista e fosse cheio do Espírito Santo (At 9.17). Embora Lucas não registre que a experiência foi acompanhada de línguas, Paulo assegurava que falava noutras línguas (1Co 12.10,11; 14.18). Nessa perspectiva, Arrington (2003, p. 675) é categórico em dizer que “certamente sua experiência com o Espírito Santo em Damasco incluiu falar em línguas”. O sinal como evidência do batismo no Espírito Santo. Reiteramos que não obstante esse ponto ser alvo de controvérsia até mesmo entre alguns poucos grupos pentecostais, a visão bíblica sobre o assunto nos parece clara. Como afirma taxativamente a Declaração de Fé das Assembleias de Deus (2017, p. 167) “o derramamento do Espírito veio com um sinal específico, o falar em línguas (At 2.4). Essa experiência repete-se na vida da Igreja (At 10.46; 19.6). Isso porque a experiência pentecostal não ficou restrita ao dia de Pentecostes; ela acontece no cotidiano da Igreja de Cristo na terra ao longo dos séculos, conforme a promessa divina (At 2.39)”. Verifique o aprendizado de seu aluno (ponto 2):
1. Quais foram os dois sinais sobrenaturais que marcaram a descida do Espírito no Pentecostes?
2. Por que esses sinais não se repetem em todo batismo no Espírito Santo?
3. Qual é a diferença entre o falar em línguas como evidência inicial e o dom de variedades de línguas?

3. A CONTINUIDADE DO DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO
Pergunta chave: Como essa promessa permanece válida hoje?
Ideia central do ponto: A promessa do Espírito Santo não ficou restrita ao Pentecostes, mas se estende a todos os crentes de todas as épocas, e o Espírito distribui dons diversos com o propósito de edificar a Igreja. Verdade central: O dom do Espírito Santo é estendido aos crentes de todas as épocas. Em algumas ocasiões, o batismo no Espírito precedeu o batismo nas águas; em outras, ocorreu após o batismo nas águas. Trata-se de uma experiência distinta do novo nascimento.
Para refletir: Tenho ensinado a outros crentes que o batismo no Espírito Santo é uma promessa disponível para eles também?
A LIÇÃO DIZ: Na casa de Cornélio, a regeneração ocorreu pela fé em Cristo, e o batismo no Espírito Santo precedeu o batismo em águas (At 10.44-46). Em Samaria e Éfeso, foi derramado após o batismo nas águas At 8.15,16; 19.2,6). Esse revestimento de poder é algo distinto do novo nascimento. O Batismo no Espírito Santo é a externalização de uma experiência reconhecível, audível e visível. Sendo uma experiência subsequente à salvação e completamente diferente ato da regeneração ou novo nascimento (Jo 20.21,22; 1Co 3.16; 6.19; 2Co 6.16; Gl 4.6). Não se trata de um modismo religioso, mas do cumprimento de uma promessa feita pelo Pai (Jl 2.28; At 1.4), ratificada pelo Filho (Mt 3.11) e manifestada pelo Espírito Santo, o Consolador prometido (At 2.1-4). De acordo com o Dicionário Aulete, “distinto” é aquilo que não se confunde com outro; algo diverso, diferente. O Batismo no Espírito Santo, portanto, não deve ser confundido com a regeneração. A esse respeito, algumas evidências bíblicas devem ser consideradas: (1) Os cento e vinte discípulos reunidos no cenáculo já eram salvos quando receberam o Batismo no Espírito. Entre eles estavam os apóstolos, os primeiros seguidores de Jesus, Maria e os irmãos do Senhor (At 1.13-14). Não estavam ali aguardando a salvação, mas sim a promessa do revestimento poderoso e capacitador do Espírito.

(2) Os samaritanos, conforme Atos 8.12 e 14, já haviam crido nas boas-novas de Cristo e sido batizados. No entanto, ainda não haviam recebido o Batismo no Espírito (At 8.16). Por isso, Pedro e João oraram e impuseram as mãos para que recebessem o Espírito Santo (At 8.17).
(3) De modo semelhante, os discípulos em Éfeso, relatados em Atos 19.1-6, experimentaram esse mesmo padrão.
(4) O próprio Jesus, segundo Atos 10.38, foi ungido com o Espírito Santo não para regeneração, pois era sem pecado, mas para cumprir sua missão messiânica com autoridade e poder.
3.2 O Espírito opera com diversidade e unidade.
Verdade central: Há diversidade de dons, ministérios e operações, mas o Espírito é o mesmo. O Espírito distribui os dons, o Filho dirige os ministérios e o Pai opera os resultados. Essa pluralidade indica a riqueza da Igreja, que é o Corpo de Cristo.
Para refletir: Tenho valorizado a diversidade de dons na Igreja, ou tenho desprezado aqueles que são diferentes do meu?
A LIÇÃO DIZ: A Trindade inteira participa: o Espírito distribui os dons (1Co 12.4), o Filho dirige os ministérios (1Co 12.5) e o Pai opera os resultados (1Co 12.6). Essa pluralidade indica a riqueza da Igreja. Paulo ensina que a diversidade de dons na igreja tem origem no próprio Deus triúno. Portanto, a variedade de manifestações espirituais não é sinal de confusão, e sim expressão da ação harmoniosa do Pai, do Filho e do
Espírito Santo para o bem comum da igreja.Os dons, quer ministeriais, ou espirituais, são distribuídos diretamente pela Trindade Divina. Diz Paulo que o Pai, o Filho e o Espírito Santo operam conjuntamente no exercício desses dons. Vejamos o que diz 1Coríntios 12.4-6: É o Espírito Santo quem CONCEDE os dons – “Ora há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo” (v. 4); É o Filho quem DISTRIBUI os dons – “E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo” (v. 5); É o Pai quem OPERA os dons – “E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos” (v. 6).“Dons Espirituais são meios pelos quais o Espírito Santo revela o poder e a sabedoria de Deus através de
instrumentos humanos […] (1Co 12.7,11)” (BERGSTÉN, 2007, p. 102). “Os dons do Espírito devem distinguirse do dom do Espírito. Os primeiros descrevem as capacidades sobrenaturais concedidas pelo Espírito para ministérios especiais; o segundo refere-se à concessão do Espírito aos crentes conforme ministrado pelo Cristo que ascendeu aos céus (At 2.33)” (PEARLMAN, 2010, p. 319). Em resumo: “É uma operação especial e
sobrenatural do Espírito Santo por meio do crente”. Vale ressaltar que os dons são do Espírito Santo e não daqueles através dos quais eles operam […] e, através deles, o Espírito opera em quem quer, como quer, quando quer e onde quer, com a finalidade precípua de edificar a Igreja, o corpo vivo de Cristo (SILVA, 1996, p. 89). Há pelo menos quatro posições em relação aos dons dentro da igreja:
1. Os cessacionistas. São aqueles que crêem que os dons de sinais registrados em 1Coríntios 12 foram restritos ao tempo dos apóstolos. Para os cessacionistas esses dons não são contemporâneos nem estão
mais disponíveis na igreja contemporânea.
2. Os ignorantes. São aqueles que não conhecem nada sobre os dons. Paulo orienta os coríntios para não serem ignorantes com respeito aos dons espirituais. Havia gente na igreja que ignorava esse assunto, e por isso, não podia utilizar a riqueza dessa provisão divina para a igreja.
3. Os medrosos. São aqueles que têm medo dos dons. Aqueles que têm medo dos excessos. Medo de cair em extremos. O medo leva essas pessoas a enterrar os seus dons e não utilizá-los para a glória de Deus nem para a edificação do corpo.
4. Os que creem na contemporaneidade. São aqueles que creem que os mesmos dons espirituais concedidos pelo Espírito Santo no passado estão disponíveis para a igreja atualmente.

3.3 O Espírito distribui dons com propósito.
Verdade central: Os dons espirituais são distribuídos pelo Espírito com propósito específico: para o que for útil, para a edificação da Igreja e para a glorificação de Cristo. Eles não são para ostentação pessoal.
Para refletir: Tenho exercitado o dom que recebi com humildade e amor, visando a edificação da Igreja, ou tenho negligenciado ou
me vangloriado dele?
A LIÇÃO DIZ: Os dons (gr. charísmata) não são para ostentação pessoal, mas para o serviço do Reino (1Pe 4.10), edificação da Igreja (1Co 14.12) e glorificação de Cristo (1Co 12.3). O Espírito os distribui com propósito: “para o que for útil” (1Co 12.7); e os reparte soberanamente: “a cada um como quer” (1Co 12.11). Os dons são “graças espirituais” concedidas e controladas pelo Espírito (Rm 12.6-8). A finalidade específica dos dons nos protege de dois perigos espirituais: a soberba, que transforma o dom em motivo de vanglória (Fp 2.3), e a negligência, que enterra o dom e impede seu uso (Mt 25.25). A Bíblia ensina que os dons espirituais devem ser tratados com seriedade, reverência e entendimento. Em
primeiro lugar, Paulo afirma que não devemos ser ignorantes quanto a esse assunto (1Co 12.1), porque os dons fazem parte da vida da igreja e precisam ser compreendidos à luz da Palavra. Além disso, a própria Escritura nos orienta a procurar os dons, isto é, a desejar e buscar aquilo que edifica o Corpo de Cristo (1Co 12.31; 14.1). Contudo, essa busca não significa controle humano sobre os dons, pois eles pertencem ao Espírito Santo, e a sua manifestação não acontece pela vontade do crente, como se fosse um recurso pessoal, mas pela ação soberana de Deus, que opera tudo em todos (1Co 12.6). Por isso, o Espírito Santo distribui a cada um como quer (1Co 12.11), de modo que a escolha e a concessão dos dons dependem da vontade divina, e não da preferência humana. Ao mesmo tempo, a Bíblia também mostra que a maturidade de uma igreja não depende, necessariamente, da abundância de manifestações espirituais, porque uma comunidade pode ter dons e, ainda assim, apresentar imaturidade carnal, como aconteceu em Corinto (Mt 7.20; 1Co 1.7; 3.1-4). Dessa forma, os dons não foram dados para promover prestígio individual, mas para o bem da igreja, visando a edificação comum (1Co 12.7-11). Além disso, embora sejam importantes, os dons não substituem as Escrituras, porque a revelação bíblica continua sendo o fundamento normativo da fé e da prática cristã, e até mesmo as manifestações espirituais devem ser avaliadas com discernimento (2Pd 1.20,21; 2Tm 3.16,17; 1Co 14.29). Finalmente, quando um dom espiritual se manifesta na vida do crente, a glória jamais deve ser atribuída ao instrumento humano, mas somente ao Senhor, que é a fonte de todo poder e de toda graça (At 4.9,10).
Analisemos, à luz das Escrituras, os propósitos dos dons espirituais:
1. Promover a edificação da Igreja, o Corpo de Cristo (1Co 12.12-27; 1Co 14.4,5,12);
2. Fortalecer e aperfeiçoar os crentes para o serviço cristão (1Co 14.12,26; Ef 4.11-12);
3. Capacitar o crente a testemunhar de Cristo com poder e sabedoria (At 6.8-10; 1Co 2.4,5);
4. Habilitar a Igreja na evangelização e na conquista de vidas para Cristo (At 8.5-8; At 9.32-42);
5. Conduzir tudo à glorificação do Senhor Jesus (1Co 12.3);
6. Confirmar a Palavra de Deus por meio da ação do Espírito (Mc 16.17-20; Hb 2.3-4);
7. Favorecer o crescimento da obra de Deus, em qualidade e em quantidade (At 6.7; At 9.31; At 19.20; Rm15.19);
8. Contribuir para a unidade da fé e para o conhecimento de Jesus Cristo (Ef 4.13,15; 2Pd 3.18);
9. Levar os crentes à maturidade cristã (Ef 4.13-14);
10. Tornar cada crente útil e fiel no serviço cristão (1Co 12.7; Ef 4.12; 1Pd 4.10).

Verifique o aprendizado de seu aluno (ponto 3):
1. Por que o batismo no Espírito Santo é considerado uma experiência distinta do novo nascimento?
2. Qual é o propósito específico dos dons espirituais segundo 1 Coríntios 12.7 ?
3. Quais são os dois perigos espirituais que devemos evitar em relação aos dons?

CONCLUSÃO
O Espírito Santo é o capacitador divino prometido a todos os que creem em Jesus Cristo. Desde o Pentecostes até aos dias atuais, sua promessa permanece vigente e atua continuamente na vida da Igreja. A promessa do derramamento, proferida pelo profeta Joel e cumprida historicamente no dia de Pentecostes, não ficou restrita àquele evento singular, mas se estende a todos os crentes de todas as gerações e épocas. Por meio dessa experiência de revestimento de poder, o Espírito Santo capacita os crentes com dons específicos e diversos, visando à edificação do Corpo de Cristo, o testemunho ousado do Evangelho e à expansão do Reino de Deus na terra. Contudo, é fundamental compreender que não devemos confundir o sinal com o propósito. O falar em outras línguas constitui a evidência física inicial do batismo no Espírito Santo, porém o propósito maior, conforme está evidenciado em Atos 1.8, é capacitar o crente para proclamar a Palavra de Deus com ousadia, autoridade e eficácia. Os dons espirituais, igualmente distribuídos pelo Espírito com soberania, servem para a glorificação de Cristo, a edificação da Igreja e o fortalecimento do testemunho cristão no mundo. Portanto, todo crente regenerado é chamado a buscar continuamente a plenitude do Espírito Santo, vivendo sob sua direção e usando seus dons com humildade, responsabilidade e compromisso com a missão redentora de Deus.

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Operação prende 13 suspeitos de aplicar golpes pelo celular; esquema pode ter movimentado mais de R$ 100 milhões

  Uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo prendeu nesta terça-feira (24) 13 suspeitos de aplicar golpes pelo celular. Um esquema que pode ter movimentado mais de R$ 100 milhões.

  O vídeo apreendido pela polícia mostra uma fraude em tempo real.

  O golpista se passa por funcionário do INSS. Ele alega que precisa fazer uma atualização cadastral, convence a vítima a instalar um programa no celular e, em segundos, consegue acesso remoto ao aparelho onde estavam senhas e aplicativos de bancos.Um dos suspeitos de chefiar o esquema é João Vitor Guido, conhecido como MC Negão Original. Em um vídeo de setembro de 2025, ele e outros homens aparecem dentro de uma van exibindo revólveres e pistolas, enquanto entravam no condomínio onde ele mora. Segundo o Ministério Público, o músico usou empresas de fachada para movimentar R$ 20 milhões em um ano. Ele também cometia golpes com apostas virtuais.

“Ele atuava por meio de uma bet clandestina, induzindo seus fãs e seguidores em redes sociais a jogarem. Era desenvolvida apenas para que a banca ganhasse”, afirma o delegado Fernando Santiago.

Operação prende 13 suspeitos de aplicar golpes pelo celular; esquema pode ter movimentado mais de R$ 100 milhões — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Operação prende 13 suspeitos de aplicar golpes pelo celular; esquema pode ter movimentado mais de R$ 100 milhões — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Policiais foram ao condomínio onde João Vitor mora, em Arujá, na Grande São Paulo. Ele não foi encontrado e é considerado foragido.Segundo a investigação, as centrais de golpes funcionavam dentro de apartamentos de alto padrão na Zona Leste de São Paulo. O dinheiro das vítimas ia para uma fintech, uma empresa de tecnologia de serviços financeiros. Depois, era distribuído em dezenas de contas de “laranjas”. Um dos suspeitos de fazer parte da quadrilha se declarava mecânico e circulava em um carro esportivo avaliado em R$ 3 milhões. Na operação desta terça-feira (24), a polícia cumpriu 120 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. A Justiça ainda determinou o bloqueio de bens de 59 pessoas e 27 empresas. O objetivo das autoridades, agora, é rastrear e recuperar o dinheiro das vítimas.

g1.globo

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‘Crise da memória’ deve fazer venda de celulares ter maior queda da história em 2026, diz consultoria

  O mercado de smartphones deverá registrar a maior queda de sua história, afirmou nesta quinta-feira (26) a consultoria IDC. A projeção leva em conta a crise da memória RAM, que envolve a escassez de chips de memória para produzir os aparelhos.

A expectativa é de que as fabricantes venderão juntas 1,1 bilhão de smartphones em todo o mundo este ano, 12,9% menos do que em 2025, disse a IDC.A consultoria disse que a situação não deverá melhorar até meados de 2027 e projetou que, no próximo ano, as vendas crescerão apenas 2%. Para 2028, a expectativa é de uma recuperação, com crescimento de 5,2%. Ainda segundo a IDC, a crise afetará principalmente as vendas de celulares Android de baixo custo. Por outro lado, Apple e Samsung não deverão ser tão afetadas por terem um posicionamento forte entre aparelhos topo de linha, afirmou o relatório.

🤔 Os chips de RAM (sigla em inglês para “memória de acesso aleatório”) guardam temporariamente os dados usados por um dispositivo. Quando um aplicativo é aberto no celular, é a RAM que mantém as informações necessárias para o programa rodar corretamente. Embora seja mais associada a celulares e computadores, os chips de memória também estão presentes em smart TVs, tablets, consoles de videogames, relógios inteligentes, aspiradores robô, carros, impressoras, entre outros.A oferta de chips de memória tradicionais tem diminuído à medida que fabricantes têm direcionado os seus investimentos para a produção de chips mais avançados, voltados para data centers de inteligência artificial.A crise dos chips de memória não causará apenas uma queda temporária nas vendas, mas forçará uma reestruturação do mercado, avaliou Nabila Popal, diretora sênior de pesquisa da IDC, à Reuters.

“As tarifas e a crise da pandemia parecem uma piada em comparação a isso”, disse Popal à Bloomberg. “O mercado de smartphones testemunhará uma mudança sísmica até o fim desta crise”.

Com a oferta menor, os preços para chips de processamento e de armazenamento subiram, o que impacta as margens de lucro de fabricantes de celulares. A IDC afirmou que a média de preço de smartphones deverá subir 14% em 2026 por conta de uma mudança de estratégia das fabricantes em busca de aparelhos que garantam uma margem de lucro maior.

g1.globo

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IDE […] ENSINAI […] BATIZANDO-AS.

Mat. Cap. 28.v19 

Estas palavras são consideradas como a grande comissão de Cristo (isto é, sua ordem, instrução e tarefa primárias – juntamente com a autoridade para realizála). Esta ordem se aplica a todos os seus seguidores de todas as gerações. Em suas instruções finais, Cristo declara o objetivo e a responsabilidade de sua igreja (isto é, todos os seus seguidores fiéis – individualmente, em congregações locais e como uma comunidade mundial). Eles devem levar sua mensagem às pessoas de todas as nações e culturas.

(1) A igreja deve ir por todo o mundo e proclamar a mensagem de Cristo, como Ele revelou em seu próprio ensino e através do ensino dos seus apóstolos (isto é, aqueles que Ele nomeou pessoalmente para estabele cer a sua igreja original e a sua mensagem, veja At 14.4, nota), descrito ao longo de todo o Novo Testamento (veja Ef 2.20). Esta tarefa inclui a responsabilidade de enviar missionários a todas as nações (At 13.1-4).
(2) A pregação do evangelho está centrada no “arrependimento e a remissão dos pecados” (Lc 24.47; veja 26.28), na promessa de receber “o dom do Espírito Santo” (At 2.38) e no incentivo de viver de uma forma que é muito diferente do mundo espiritualmente corrupto (At 2.40). Também devemos pregar com a expectativa da volta de Jesus para buscar a sua igreja (At 3.19-20; 1Ts 1.10)
(3) O principal propósito da comissão de Cristo era fazer discípulos (gr. mathëteusate) – “aprendizes” seguidores disciplinados que vivem conforme as suas ordens e estão continuamente crescendo em seu relacionamento com Ele. Fazer discípulos é a única ordem direta nesta passagem (a palavra “ide” poderia ser traduzida como “ao você ir”). Muitas pessoas falam sobre a grande comissão como uma chamada para a evangelização (isto é, espalhar a mensagem de Cristo a respeito do perdão e da nova vida, com o objetivo de que as pessoas respondam positivamente e aceitem a Cristo). Mas as palavras de Cristo neste trecho são realmente uma comissão para o aspecto mais profundo do discipulado – que vai além do evangelismo e implica no sólido ensinamento e contínuo crescimento e progresso espiritual. O Evangelismo eficaz não pode ser separado do verdadeiro discipulado. Cristo não pretende que seus seguidores simplesmente conquistem conversões ao cristianismo; Ele quer que eles preparem e orientem outras pessoas que seguirão fielmente a Cristo e também levarão outros a Ele. Se as pessoas que inicialmente aceitam a Cristo não crescerem além deste ponto, elas, quase certamente, abandonarão a sua fé, e é provável que se tornem espiritualmente endurecidas para com Deus. As energias e esforços espírituais da igreja não devem ser focados apenas na ampliação do número de membros, mas em fazer verdadeiros discípulos – seguidores de Cristo por toda a vida, que evitam o mal, seguem os mandamentos de Cristo e buscam seus propósitos com todo o coração, mente e vontade (veja 22.37, nota; cf. Jo 8.31).
(4) Cristo ordena que nos concentremos em alcançar homens e mulheres espiritualmente perdidos com sua mensagem de esperança; Ele não nos chama para “cristianizar” a sociedade ou dominar o mundo. Em bora devamos nos esforçar para fazer uma diferença positiva na terra, devemos entender que o sistema do mundo continuará a ser desafiador para com Deus até que Ele retorne à terra para o tempo final, no qual Ele destruirá o mal e julgará os ímpios. Até então, o povo de Deus deve se separar das crenças, comportamentos e estilos de vida corruptos que são comuns no mundo, dedicando-se inteiramente a Deus e aos seus propósitos (Rm 13.12; 2Co 6.14). Ainda assim, os cristãos não devem hesitar em expor o mal e a vergonha do mundo, de modo a encorajarem uns aos outros a evitálo (Ef 5.11-12).
(5) Aqueles que creem em Cristo – os que aceitam a sua mensagem pela fé e ativamente confiam suas vidas a Ele – devem ser “batizados” com água. (A palavra traduzida como “batizado” literalmente significa ser imerso e saturado.) Este ato de obediência serve como uma confissão pública da fé em Cristo – um sinal de que a pessoa está se identificando com Jesus no que diz respeito à sua morte, sepultamento (ao ser mergulhado na água; veja Cl 2.12) e ressurreição (ao sair da água). Este ato representa a promessa espiritual de uma pessoa de renunciar ao pecado e à imoralidade, morrer para a sua própria natureza pecaminosa e, com a ajuda de Deus, ser levantada para viver uma nova vida (veja Rm 6.4), totalmente comprometida com Cristo e seus propósitos (veja At 22.16).
(6) Cristo estará com seus seguidores obedientes através da presença e do poder do Espírito Santo (cf. v. 20; 1.23; 18.20). Eles serão capazes de cumprir a missão de levar a mensagem de Cristo a todos os povos e a todas as nações somente depois de serem “revestidos de poder” do alto (Lc 24.49; veja At 1.8).

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AI DE VOS […] FARISEUS, HIPOCRITAS.

MAT. Cap.23.v13 

A palavra grega traduzida como “hipócrita” é hypokri-tai.No grego clássico, essa palavra significava um ator em uma peça teatral. Não se esperava, é claro. que o ator interpretasse em sua vida cotidiana o personagem que ele interpretava no palco. Jesus usou esta palavra a respeito das pessoas que estavam interpretando um ato em público que era apenas um fingimento. A sua aparência de religiosidade era uma máscara que ocultava a sua cegueira espiritual e a corrupção que havia em seus corações. As palavras de Jesus no capítulo 23 expressam as suas mais severas acusações, críticas e condenações contra os que agiam como se fossem devotados a Deus, mas resistiam a tudo o que Jesus estava fazendo e ensinando. As suas palavras eram contra os líderes religiosos e os falsos mestres que haviam rejeitado pelo menos parte da Palavra revelada de Deus (com que eles estavam muito familiarizados) e a haviam substituído por suas próprias ideias e interpretações (vv. 23,28; 15.3,6-9; Mc 7.6-9).

(1) Devemos prestar atenção ao espírito de Jesus, ou à sua atitude, nesta passagem. Não é uma atitude tolerante, indulgente e compla-cente de alguém que está preocupado com a possibilidade de ofender a alguém. Ele se preocupava com a fidelidade a Deus e à sua Palavra. Jesus não era um pregador fraco que tolerava o pecado e a hipocrisia. O fato de que Ele era fiel à sua missão era o que fazia com que Ele se irasse com o mal (cf. 21.12-17; Jo 2.13-16) e denunciasse o pecado e a corrupção em altas posições (vv. 23,25).
(2) O amor de Jesus pela Palavra de Deus, bem como o seu interesse pelas pessoas que estavam sendo prejudicadas, feridas ou destruídas por aqueles que distorciam a Palavra (veja 15.2-3; 18.6-7; 23.13,15), era tão grande que o levava a pronunciar palavras como “hipócritas” (v. 15), “filho do inferno” (v. 15), “condutores cegos” (v. 16), “insensatos” (v. 17), “cheio de rapina e de iniquidade” (v. 25), “se-pulcros caiados […] cheios de […] imundícia” (v. 27), “cheios de […] iniquidade” (v. 28), “serpentes”, “raça de víboras” (v. 33) e assassinos (v. 34). Lembre-se de que essas palavras, ainda que sejam ásperas e con denadoras, eram proferidas com um coração partido (v. 37) por aquele que daria a sua vida por aqueles a quem condenava de maneira tão severa (cf. Jo 3.16; Rm 5.6,8). 
(3) Jesus descreve o caráter dos falsos mestres e pregadores como aqueles que procuram ser populares e importantes para outras pessoas (v. 5), que amam a honra (v. 6), que desejam ser reconhecidos por causa de suas posições e títulos (v. 7) e que afastam as pessoas do céu, distorcendo a verdadeira mensagem de Deus. Eles são “profissionais”, que aparentam ser espirituais e devotos, mas na realidade são injustos e rebeldes (vv. 14,25-27). Eles dizem boas coisas a respeito de líderes espirituais piedosos do passado (como os profetas), mas não seguem suas instruções nem o seu exemplo. Eles não são verdadeiramente comprometidos com Deus e a sua Palavra (vv. 29-30), e não têm um relacionamento pessoal autêntico com Deus.
(4) A Bíblia ordena que tomemos cuidado com esses falsos líderes religiosos (7.15; 24.11), considerando-os como descrentes (veja Gl 1.9, nota) e recusando-nos a apoiar o seu ministério ou nos associarmos com eles (2Jo 9-11). Lembre-se de que isto não nos dá o direito de negar o sustento e apoio às nossas igrejas simplesmente porque não apreciamos ou não gostamos de um ministro que nos desafia quando nós podemos, na verdade, estar errados.
(5) Aqueles da igreja que, sob o pretexto de amor, tolerância ou unidade se recusam a transmitir a atitude de Jesus com relação aos que distorcem o ensinamento original de Cristo e da Palavra de Deus (7.25 Gl 1.6-7; 2Jo 9) estão, na verdade, participando das más obras dos falsos profetas e mestres (2Jo 10-11)                                                                                                                                                      .

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CMN autoriza novo empréstimo aos Correios, no valor de R$ 8 bilhões

Dois meses após aprovar um empréstimo de R$ 12 bilhões de bancos públicos e privados aos Correios, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou nesta quinta-feira (26) a estatal pegar mais R$ 8 bilhões em operações de crédito.

O novo empréstimo, também a ser concedido por um consórcio de bancos, permitirá à estatal completar o plano de financiamento de R$ 20 bilhões. As duas operações de crédito têm garantia da União, com o Tesouro Nacional cobrindo eventuais inadimplências dos Correios.

Os R$ 8 bilhões da segunda operação de crédito foram incluídos num sublimite criado pelo CMN, responsável por definir o quanto entes públicos – União, estados, municípios e estatais – podem pegar emprestados no sistema financeiro. Com a decisão, o limite total de crédito para os entes públicos em 2026 subiu de R$ 15,625 bilhões para R$ 23,625 bilhões.

Remanejamentos

Além de criar um sublimite para os Correios, o CMN remanejou vários limites e sublimites de contratações de estados e municípios. Segundo o Ministério da Fazenda, as realocações têm como objetivo dar prioridade a financiamentos para o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e às parcerias público-privadas (PPP).

Em relação às operações de crédito com garantia da União (cobertura do Tesouro), as mudanças foram as seguintes:

  • Redução do sublimite geral para contratação de operações de crédito por estados e municípios, de R$ 9 bilhões para R$ 5 bilhões;
  • Criação de sublimite com garantia da União para operações de crédito contempladas no Novo PAC, no valor de R$ 2 bilhões;
  • Criação de sublimite com garantia da União para financiamento de projetos de PPP, também no valor de R$ 2 bilhões. 
  • Redução do sublimite geral de operações de crédito por estados e municípios, de R$ 6 bilhões para R$ 4 bilhões;
  • Criação de sublimite sem garantia da União para operações de crédito contempladas no Novo PAC, no valor de R$ 2 bilhões.

Tradicionalmente em janeiro de cada ano, o CMN define o limite e os sublimites para a contratação de crédito pelos órgãos públicos para os 11 meses seguintes. No entanto, por causa da autorização do empréstimo inicial de R$ 12 bilhões aos Correios, os limites para 2026 foram aprovados em dezembro de 2025.

jc.uol

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Operação Vassalos: TCU e CGU apontaram irregularidades em contratos ligados aos Coelho, mas PGR foi contra medidas da PF

  O Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) identificaram uma série de irregularidades em contratos e licitações envolvendo a Liga Engenharia, empresa no centro da Operação Vassalos, deflagrada na quarta-feira (25) pela Polícia Federal contra o ex-senador Fernando Bezerra Coelho e seus filhos, o deputado federal Fernando Filho e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, ambos filiados ao União Brasil. De acordo com o relatório da PF contido na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, o TCU apontou indícios de formação de cartel com divisão de contratos entre empresas sob responsabilidade da 3ª Superintendência Regional da Codevasf, em Petrolina, incluindo a Liga Engenharia, cujos sócios, também investigados, são parentes da família Coelho. A Codevasf era comandada, à época, por Aurivalter Cordeiro Pereira da Silva, ex-assessor parlamentar de Fernando Bezerra, indicado por ele para o cargo em 2016. Segundo a Polícia Federal, Aurivalter atuava como o “braço longo” do núcleo político dentro da estatal, recebia determinações dos Coelho e enviava prestações de contas quase semanais ao ex-senador e ao deputado. Mesmo após assumir o cargo público, ele continuava registrado como assessor no escritório do senador em Recife.

  Uma auditoria da CGU realizada em quatro pregões eletrônicos de 2019, que somaram R$ 91,8 milhões, identificou ausência de estudos técnicos preliminares, de memoriais de cálculo e de projeto básico, além de falhas na definição do objeto licitado e na fiscalização das obras.O relatório apontou ainda que, embora os pregões mencionassem 116 municípios como possíveis beneficiários, as vias pavimentadas estavam concentradas quase exclusivamente em Petrolina.A CGU verificou também que a Codevasf não envidou “esforços suficientes para identificar indícios de conluio entre licitantes” nos processos analisados. O órgão observou que uma consulta simples à internet já seria suficiente para revelar que a Liga Engenharia e a Construtora JMT participavam exclusivamente de licitações promovidas pela própria Codevasf — o que, segundo a auditoria, “pode indicar falha nos controles internos das licitações”. Ao final do relatório, a CGU recomendou a elaboração de um plano de ação para mitigar o risco de “pessoalidade e corrupção, devido ao incentivo negativo para que o contratado procure os agentes políticos para concretizar a destinação dos recursos”.

Irregularidade em pregão de 2019

O TCU também identificou irregularidade em um pregão de 2019 no qual a pregoeira Daniela Barbosa de Andrade Rodrigues, também alvo da operação da última quarta, desclassificou 18 empresas sob a alegação de não responderem mensagens no chat do sistema de licitações, prática para a qual, segundo o ministro Benjamin Zymler, não havia “nenhuma motivação ou previsão legal”. De acordo com o TCU, Daniela enviou “mensagens de alerta e intimidação” às outras licitantes durante a sessão pública.

O resultado foi a contratação da Liga Engenharia pelo maior preço entre as 19 propostas apresentadas. Na época, o ministro Zymler registrou: “Percebo uma grande preocupação da responsável em contratar a proposta mais onerosa possível para a Administração, no que de fato logrou êxito.”Uma nova auditoria da CGU, em 2023, apontou falhas de execução em todas as 27 vias inspecionadas em obras da empresa, apenas 18 meses após a conclusão. Foram identificados buracos, fissuras, afundamentos, esfarelamento do pavimento, falhas de drenagem e execução parcial de calçadas.O órgão verificou ainda que as fotografias usadas pelo fiscal do contrato para atestar a qualidade das obras eram fornecidas pela própria empresa contratada, o que, segundo a CGU, “pode indicar que a fiscalização não visitou as obras”.

PGR se opôs a pedidos da investigação

Apesar das conclusões dos órgãos de controle, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou pelo indeferimento de todos os pedidos formulados pela Polícia Federal na representação que originou a Petição 10.684, segundo consta da decisão assinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 30 de janeiro de 2026.

A decisão registra que a PGR apresentou manifestação contrária aos pedidos nas folhas 884 a 913 dos autos.

O inquérito de origem, de número 4905, foi instaurado em 28 de junho de 2022, a partir de fatos identificados no curso da Operação Desintegração, uma investigação anterior que apurou o recebimento de vantagens indevidas pelos mesmos parlamentares em contratos vinculados ao Ministério da Integração Nacional, quando Fernando Bezerra Coelho chefiava a pasta.Os autos foram redistribuídos ao gabinete do ministro Flávio Dino em 2024. Desde então, a Polícia Federal reuniu novos elementos e apresentou a representação que embasou os mandados cumpridos na quarta-feira.Ao analisar o pedido, Dino divergiu expressamente da PGR e deferiu as buscas e apreensões, o afastamento do sigilo telefônico dos investigados e o compartilhamento de informações com a CGU e o TCU.O ministro indeferiu, porém, o pedido de interceptação telefônica, por ausência de fundamentação legal no requerimento da Polícia Federal, e as medidas cautelares de suspensão do direito de licitar e de afastamento de servidores da Codevasf, por entender que os elementos apresentados não preenchiam os requisitos legais exigidos.Na decisão, Dino enquadrou os fatos nas hipóteses de peculato, corrupção passiva e ativa, frustração do caráter competitivo de licitação, fraude em licitação ou contrato, supressão fraudulenta de tributos, lavagem de dinheiro e constituição agravada de organização criminosa.

O que dizem os envolvidos

O ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Filho afirmaram, em nota conjunta, que a Operação Vassalos tem viés político, e que a própria decisão do ministro Flávio Dino reconhece que a PGR se manifestou contra as medidas pedidas pela Polícia Federal, e que parte dos fatos já havia sido objeto de apuração pelo STF, com arquivamento no âmbito do Inquérito 4513. “Por meio da decisão do ministro Flávio Dino, constatou-se que alguns fatos já foram objeto de apuração pelo STF com o consequente arquivamento (INQ 4513). Segundo consta na decisão do ministro, a PGR manifestou-se contra as medidas postuladas pela Polícia Federal. Impossível não destacar o viés político desse tipo de operação, uma vez que jamais deixamos de prestar quaisquer informações aos órgãos de controle, sejam estaduais ou federais. As contas de Petrolina, aliás, estão devidamente regulares e aprovadas. Seguimos com tranquilidade e confiantes na Justiça brasileira”, diz o comunicado.

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Fim da jornada 6×1 prevê redução gradual do horário de trabalho Fonte: Agência Senado

   A redução da carga horária de trabalho deve ser prioridade do Congresso em 2026, de acordo com senadores governistas e a Presidência da República. Pronta para ser votada no Plenário do Senado, uma proposta de emenda à Constituição aumenta de um para dois dias o descanso mínimo semanal — preferencialmente aos sábados e domingos. E diminui de 44 para 36 horas o tempo máximo de trabalho semanal, sem contar horas extras.

De acordo com a PEC 148/2015, o fim da chamada escala 6×1 ocorrerá de forma gradual. No ano de publicação do texto, as regras atuais se manterão. Já no ano seguinte, o número de descansos semanais passará de um dia, como é hoje, para dois dias na semana e a jornada começará a ser reduzida. Apenas seis anos depois os novos direitos estarão plenamente instituídos.  A PEC foi aprovada em 10 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com relatório do senador Rogério Carvalho (PT-SE). Antes de ser promulgado e passar a valer, o texto ainda precisa passar por duas votações no Plenário do Senado e mais duas no da Câmara, com o voto favorável de pelo menos 49 senadores e 308 deputados.Mas ainda não há definição clara sobre a proposta que vai a votação. Segundo o próprio relator, que é líder do governo no Senado, o Palácio do Planalto deve enviar um novo projeto de lei em regime de urgência constitucional para acelerar a tramitação. 

Na abertura dos trabalhos legislativos na segunda-feira (2), Rogério Carvalho defendeu a redução da jornada, que deverá beneficiar milhões de pessoas.

— É o projeto que mais vai mexer com a vida dos brasileiros. Serão 38 milhões de trabalhadores [contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho — CLT] beneficiados. Sem contar os 120 milhões de brasileiros que, de alguma forma, terão ganho com a redução da jornada — disse.

Pesquisa

Os contratados pela CLT a serem beneficiados representam 37% das pessoas que declararam ter alguma ocupação em 2024, segundo uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) citada na justificativa do relatório aprovado na CCJ.

Também terão direito à redução da jornada:

  • servidores públicos;
  • empregadas domésticas;
  • trabalhadores de portos e
  • outros trabalhadores avulsos.

Contratados como pessoas jurídicas não terão o direito à nova jornada. No entanto, tanto esses como os trabalhadores informais terão a vantagem de um novo padrão no mercado de trabalho para se espelhar, segundo o relatório.

Mesmo salário

Os empregadores não poderão reduzir a remuneração do trabalhador como forma de compensar o novo tempo de descanso. Mesmo após a transição, será mantido o limite de oito horas por dia, na jornada normal. No entanto, futuros acordos trabalhistas poderão alterar o tempo de trabalho para ajustá-los ao teto final de 36 horas semanais. O expediente poderia ser, por exemplo:

  • oito horas de segunda-feira à quinta-feira, e quatro horas, na sexta-feira;
  • sete horas e 12 minutos de segunda-feira à sexta-feira, entre outras alternativas.

A PEC mantém a possibilidade de compensar horários e reduzir as jornadas por meio de acordos de trabalho, como a Constituição já prevê.

Impacto financeiro

No dia da aprovação do texto na CCJ, o senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou em Plenário que a medida poderá ter efeitos negativos na economia que, para ele, ainda não foram considerados.

— O que custa isso? Quem é que paga essa conta? Acho que essas pessoas não fazem conta, acham que o dinheiro só cai do céu. Eu fico imaginando as pequenas empresas, que têm um, dois funcionários.

Fonte: Agência Senado

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Piso nacional do magistério é fixado em R$ 5,1 mil

    O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta sexta-feira, 30 de janeiro, a Portaria nº 82/2026, que divulga o valor do piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica no valor de R$ 5.130,63. A medida é válida para professores com jornada de 40 horas semanais e possui efeitos financeiros a partir de janeiro de 2026. O vencimento das demais jornadas de trabalho deve ser proporcional ao piso estabelecido.  Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, a atualização reforça o compromisso do governo federal com a valorização dos profissionais da educação. “É um ganho real para os professores no ano de 2026. Nenhum professor nesse país, com 40 horas de trabalho, pode ganhar menos que isso. É uma conquista dos professores e um compromisso do presidente Lula”, afirmou. 

É um ganho real para os professores no ano de 2026. Nenhum professor nesse país, com 40 horas de trabalho, pode ganhar menos que isso.” Camilo Santana, ministro da Educação 

A atualização representa um aumento de 5,4% em relação ao valor vigente em 2025, que era de R$ 4.867,77, garantindo ganho real acima da inflação do ano anterior. O aumento do piso, que pela regra anterior seria de R$ 18, passou a ser de R$ 262,86, com base em nova metodologia de cálculo estabelecida pela Medida Provisória nº 1.334/2026, assinada em 21 de janeiro pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado do ministro da Educação. 

O novo cálculo resulta da soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior com 50% da média da variação percentual da receita real, também baseada no INPC, relativa à contribuição de estados, do Distrito Federal e dos municípios ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), considerando os cinco anos anteriores à atualização. 

As remunerações dos profissionais da educação básica são pagas pelas redes de ensino de estados e municípios com recursos do Fundeb e complementações da União. Cada ente federado deverá oficializar o novo valor do piso por meio de norma própria. 

   Imposto de Renda – Além da atualização do piso, os profissionais da educação também passarão a pagar menos imposto de renda. Em 2025, com o piso de R$ 4.867,77, o desconto mensal era de cerca de R$ 283,14. Com o novo valor de R$ 5.130,63 em 2026 e a ampliação da faixa de isenção do imposto de renda, o valor retido na fonte caiu para aproximadamente R$ 46,78 por mês, mesmo com o aumento do salário — uma diminuição de 83,5%. A combinação das duas políticas resulta em um aumento líquido de R$ 499,22 da remuneração dos professores que recebem o piso. A mudança reforça a política de valorização do magistério. 

Contexto – A Medida Provisória nº 1.334/2026 adequou a Lei do Piso (Lei nº 11.738/2008) às mudanças introduzidas pela Emenda Constitucional nº 108, que instituiu o novo Fundeb. A atualização buscou assegurar, no mínimo, a manutenção do poder de compra dos professores e promover ganho salarial real, em consonância com a meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que trata da valorização dos profissionais do magistério das redes públicas de educação básica.  

A alteração da legislação foi resultado de um amplo processo de diálogo conduzido pelo MEC com entidades educacionais, como o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), além de entidades representativas de prefeituras. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva   

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Vídeo: PRF apreende R$ 2 milhões em espécie escondidos em carro em SC

   A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encontrou mais de R$ 2 milhões em espécie escondidos em um carro nesta quarta-feira (25), na BR-101, em Araquari, no Norte de Santa Catarina.Segundo a corporação, a abordagem ocorreu após a equipe se aproximar do veículo e sentir um “odor característico de maconha”. O dinheiro estava em uma bolsa de viagem e em caixas no porta-malas.  Ao todo, os agentes encontraram R$ 2.000.737,00, divididos em notas de R$ 100, R$ 50 e R$ 20. No console central do veículo, foram encontrados R$ 1.187,00 em espécie.”O motorista, de 43 anos, disse aos policiais que buscou o montante em São Paulo (SP) e tinha como destino um posto de combustíveis em Itajaí. Pelo transporte do valor, ele alegou que receberia R$ 2 mil”, detalhou a PRF. O suspeito pode responder por lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos e valores, segundo a corporação. Ele e o dinheiro foram levados à sede da Polícia Federal (PF) em Joinville, que vai investigar as circunstâncias do crime.
odia.ig.com.br
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