11 de setembro de 2026 03:41

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ENTRE TEMPESTADES E PROMESSAS

A IGREJA DOS GENTIOS
Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos

INTRODUÇÃO
Depois de permanecer preso por dois anos em Cesareia e de apelar para César, Paulo foi enviado a Roma sob a guarda do centurião Júlio. Durante a viagem, já depois do Dia da Expiação, quando a navegação pelo Mediterrâneo se tornava perigosa por causa da proximidade do inverno, o apóstolo advertiu que prosseguir com o itinerário traria graves prejuízos a todos os viajantes, mas seu conselho foi ignorado. Pouco depois, uma violenta tempestade atingiu o navio, e todos perderam a esperança de sobrevivência. Nesse momento de desespero, Deus confirmou que Paulo chegaria a Roma e garantiu que nenhuma das pessoas que viajavam com ele perderia a vida. Nesta lição, estudaremos por que a advertência de Paulo foi ignorada, de que maneira a promessa de Deus renovou a esperança dos que estavam no navio e como o Senhor preservou todas as vidas durante o naufrágio. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO
Mas agora recomendo-lhes que tenham coragem, pois nenhum de vocês perderá a vida; apenas o navio será destruído. (At 27.22, NVI). Mas agora peço que tenham coragem. Ninguém vai morrer; vamos perder somente o navio. (At 27.22, NTLH). Em momentos de crise, muitas pessoas avaliam a fidelidade de Deus pelo resultado que esperavam receber: “Se Deus está comigo, tudo precisa terminar exatamente como eu gostaria.” A experiência vivida por Paulo e pelos demais passageiros do barco em Atos 27 mostra outra realidade. Deus havia prometido preservar a vida de todos, mas não prometeu impedir a tempestade, conservar o navio ou poupar aqueles homens do desgaste de uma viagem traumática. A embarcação foi destruída, a carga se perdeu e todos chegaram à terra depois de enfrentar dias de medo e incerteza. Mesmo assim, nenhuma vida foi perdida, exatamente como o Senhor havia anunciado. A fidelidade de Deus, portanto, não pode ser medida pela forma como gostaríamos que a crise ou problema fosse resolvido, mas pelo cumprimento daquilo que Ele realmente prometeu. Por isso, em momentos de crise, precisamos distinguir entre aquilo que esperávamos que Deus fizesse e aquilo que Ele de fato prometeu ou não fazer.

VERDADE PRÁTICA
Mesmo quando perdas materiais são inevitáveis, Deus preserva a vida e cumpre suas promessas àqueles que confiam nEle. Há confiança quando conhecemos o caráter de alguém e temos razões para considerar sua palavra segura. Confiar, portanto, é levar essa palavra a sério e agir na convicção de que quem falou será fiel ao que disse. Uma pessoa é confiável quando há coerência entre o que diz e o que faz, de modo que podemos depender de sua palavra. Deus é confiável porque seu caráter não muda, sua palavra não falha e seu poder é suficiente para realizar aquilo que prometeu. Ele não promete tudo o que queremos, nem afirma que nos poupará de toda perda ou sofrimento. Contudo, aquilo que Ele promete certamente se cumpre (Nm 23.19; Hb 10.23). Por essa razão, confiar em Deus é continuar levando sua Palavra a sério mesmo quando as circunstâncias parecem seguir na direção contrária. Nem sempre compreenderemos o que Ele está fazendo ou por que permitiu determinado caminho, mas sabemos quem Ele é. A nossa confiança deve se manter firme porque Deus não muda, não mente e não deixa de cumprir aquilo que prometeu.

1. A TEMPESTADE QUE SURGE NA VIAGEM
Pergunta chave: Por que a viagem se tornou desastrosa e o que isso revela?
Ideia central do ponto: Paulo advertiu sobre os perigos de prosseguir viagem naquele período, mas sua advertência foi ignorada. A tripulação preferiu confiar na experiência dos marinheiros e no vento favorável que surgiu logo depois. A aparente segurança, porém, durou pouco. O Euroaquilão atingiu o navio com violência, e a tripulação perdeu o controle da embarcação. Depois de muitos dias sem ver o sol nem as estrelas, toda esperança de salvamento começou a desaparecer.

1.1 A decisão precipitada de navegar apesar da advertência de Paulo (vv.9-12).
Verdade central: Paulo advertiu sobre os perigos de prosseguir viagem naquele período, mas sua advertência foi ignorada.
Para refletir: Quando a experiência humana parece mais segura do que aquilo que Deus diz, em quem você escolhe confiar?
A LIÇÃO DIZ: Mesmo na condição de prisioneiro, Paulo demonstra discernimento espiritual ao alertar que a viagem seria perigosa e traria prejuízos (v.10). Contudo, o centurião e a tripulação confiaram mais na experiência técnica do piloto do que na orientação que Deus concedia por meio do apóstolo (v.11). Essa escolha revela uma tendência recorrente do ser humano: priorizar a lógica humana em detrimento da direção divina.

O texto bíblico diz:
Depois de muito tempo, tendo-se tornado a navegação perigosa, e já passado o tempo do Dia do Jejum, Paulo os aconselhou,dizendo: — Senhores, vejo que a viagem vai ser trabalhosa, com dano e muito prejuízo, não só da carga e do navio, mas também da nossa vida. Porém o centurião dava mais crédito ao piloto e ao mestre do navio do que ao que Paulo dizia. Não sendo o porto próprio para invernar, a maioria deles era de opinião que deviam partir dali, para ver se podiam chegar a Fenice e aí passar o inverno, visto ser um porto de Creta, que olha para o noroeste e para o sudoeste (At 22.9-12, NAA). A viagem até Bons Portos havia consumido muito tempo, e o período favorável à navegação estava chegando ao fim. Lucas informa que o Jejum, uma referência ao Dia da Expiação, já havia passado. Celebrada entre o final de setembro e o começo de outubro, essa data indicava a aproximação de uma estação marcada por ventos fortes, tempestades e maior dificuldade para navegar em mar aberto. A advertência de Paulo, portanto, correspondia às condições que todos já enfrentavam: a viagem estava lenta e o risco aumentava a cada dia. Embora não fosse marinheiro, Paulo também não era um passageiro inexperiente. Antes dessa viagem, ele já havia sobrevivido a três naufrágios e passado uma noite e um dia à deriva no mar (2Co 11.25). Quando ele declarou que a viagem poderia causar grandes prejuízos à carga, ao navio e às vidas, o apóstolo avaliava a época do ano, os ventos contrários e sua própria experiência. Lucas não afirma que Paulo recebera uma revelação específica naquele momento. A expressão “vejo que a viagem vai ser trabalhosa” descreve uma percepção fundamentada nas circunstâncias. A revelação divina será registrada claramente mais adiante, quando um anjo assegurar que Paulo chegaria a Roma e que todos os passageiros seriam preservados (At 27.23,24). Por essa razão, o que Paulo diz nos versículos 9 e 10 deve ser
compreendido como uma avaliação prudente, própria de um homem experiente e espiritualmente sóbrio, e não necessariamente como uma profecia. O centurião, por sua vez, decidiu seguir o parecer do piloto, do proprietário do navio e da maioria. Bons Portos oferecia abrigo, mas não possuía boas condições para passar todo o inverno. Fenice, localizada cerca de sessenta e cinco quilômetros a oeste, parecia oferecer um porto mais protegido. A proposta possuía argumentos técnicos, porém seus defensores valorizaram as vantagens do destino sem considerar adequadamente os perigos do trajeto. A passagem bíblica não ensina que o conhecimento profissional é inimigo da fé. O piloto conhecia o mar, e o proprietário conhecia a embarcação. Contudo, nenhum dos dois controlava os ventos nem podia garantir que o navio chegaria a Fenice. O erro cometido por aqueles homens estava na confiança excessiva de que experiência, planejamento e o apoio da maioria seriam suficientes para vencer as condições que já se mostravam perigosas. Lucas também não declara que a tempestade foi um castigo enviado por Deus porque a advertência de Paulo havia sido rejeitada. A tripulação assumiu um risco elevado e sofreu as consequências de uma decisão imprudente. A soberania de Deus será percebida na maneira como o Senhor preservará os passageiros e cumprirá seu propósito de levar Paulo a Roma, apesar da perda do navio e da carga.
Aplicações:
• Uma decisão desejável pode ser tomada no momento errado. Fenice oferecia melhores condições, mas a viagem até lá era perigosa. Antes de avançar em nossos planos, precisamos avaliar o destino, o caminho e o momento. A opinião da maioria não elimina os riscos. Muitas pessoas podem concordar com uma escolha  precipitada. O cristão, no entanto, deve examinar as razões apresentadas e levar as advertências a sério.
• A fé em Deus não deve despreza o conhecimento técnico. Profissionais devem ser ouvidos, mas sua competência possui limites. Decisões sábias reúnem conhecimento, oração, experiência, bons conselhos e humildade.
• Esperar em uma situação desconfortável pode evitar perdas maiores. Permanecer em Bons Portos não era a opção mais agradável, porém seria mais prudente do que enfrentar o mar naquela época do ano.

1.2 A fragilidade humana diante das forças da natureza (vv.13-17).
Verdade central: A crise mostrou que circunstâncias favoráveis não transformam uma decisão imprudente em uma decisão correta. Às vezes, aquilo que parece confirmar nosso caminho apenas nos dá confiança para continuar na direção errada.
Para refletir: Não devemos tomar um alívio momentâneo ou uma circunstância favorável como prova de que Deus aprovou nossa decisão. Em alguns casos, ventos favoráveis apenas antecedem a tempestade que expõe a fragilidade de nossas escolhas.

A LIÇÃO DIZ: Um vento favorável levou a tripulação a acreditar que a decisão fora correta (v.13), mas logo foram surpreendidos pelo Euroaquilão, um vendaval que tirou completamente o controle do navio (vv.14,15). Todo esforço humano mostrou-se insuficiente: cordas, manobras e estratégias falharam (v.17). A tempestade expôs os limites da força humana e revelou a necessidade de depender de Deus. Quando o vento sul começou a soprar brandamente, os marinheiros aproveitaram a oportunidade para seguir viagem. Fenice, como já informado, ficava cerca de sessenta e cinco quilômetros a oeste de Bons Portos e, com aquelas condições, o percurso poderia ser concluído em poucas horas. Eles levantaram âncora e navegaram bem próximos da costa de Creta. A viagem, que já era arriscada por causa da época do ano, parecia finalmente contar com condições favoráveis. No entanto, a situação mudou pouco depois. Lucas informa que um vento de força extraordinária, chamado Euroaquilão, precipitou-se sobre a ilha. O nome dado a este fenômeno natural reúne termos relacionados aos ventos leste e norte e descreve um forte vento de nordeste conhecido pelos navegadores do Mediterrâneo. O autor ainda o chama de typhōnikós, termo que comunica a violência de um vento semelhante a um tufão. As regiões montanhosas de Creta favoreciam mudanças repentinas dessa natureza, com fortes correntes de ar descendo das montanhas em direção ao mar. A força do Euroaquilão atingiu o navio de tal maneira que os marinheiros já não conseguiam manter a embarcação na direção pretendida. Lucas afirma que ela “não podia resistir ao vento” e, por isso, eles se deixaram levar (v.15). A expressão não significa que abandonaram o navio à própria sorte, mas que desistiram de tentar manter a rota para Fenice. Continuar lutando diretamente contra aquele vento era impossível. Ao passarem pelo lado protegido da pequena ilha de Cauda, encontraram abrigo suficiente para tomar algumas medidas de emergência. Primeiro, recolheram com dificuldade o bote que seguia rebocado atrás do navio. Em seguida, utilizaram cabos para cingir a embarcação. Não sabemos exatamente como esse procedimento foi realizado, mas provavelmente os cabos foram passados ao redor ou por baixo do casco para reforçar sua estrutura e diminuir o risco de que as fortes ondas o partissem.
  Os marinheiros também temiam ser levados até Sirte, região de bancos de areia na costa do norte da África, conhecida pelo perigo que oferecia aos navios. Por essa razão, baixaram algum equipamento para diminuir a velocidade da embarcação. O termo empregado por Lucas não permite determinar com certeza se era uma âncora flutuante, parte do aparelho das velas ou outro recurso náutico. O certo é que eles procuravam reduzir a deriva e evitar que o vento os conduzisse para uma região ainda mais perigosa. Portanto, embora já não conseguissem conduzir o navio contra a força do vento, os marinheiros fizeram o que ainda estava ao alcance deles e tomaram medidas para evitar um desastre maior.

Aplicações:
• Nem sempre poderemos mudar a situação, mas ainda podemos decidir como enfrentá-la. Quando determinadas circunstâncias fogem ao nosso controle, devemos identificar aquilo que continua sob nossa responsabilidade e agir.
• Confiamos em Deus enquanto fazemos aquilo que está ao nosso alcance e fazemos aquilo que está ao nosso alcance enquanto confiamos em Deus.
1.3 A perda da esperança diante da adversidade (vv.18-20).
Verdade central: Mesmo depois de lançarem ao mar a carga e parte dos equipamentos, a tripulação continuava sem controlar a situação. Sem sol, sem estrelas e, portanto, sem referência para a navegação, todos perderam a esperança de sobreviver.
Para refletir: Quando suas referências falharem e você já não souber para onde seguir, não se entregue ao desespero. O fato de você não enxergar uma saída não significa que Deus perdeu o governo da situação.
A LIÇÃO DIZ: Com o agravamento da tempestade, a tripulação lançou fora a carga e os próprios
equipamentos do navio (vv.18,19). Após muitos dias sem sol ou estrelas, perderam toda referência e esperança de salvação (v.20).

O texto diz:

  Açoitados severamente pela tormenta, no dia seguinte começaram a jogar a carga no mar. E, no terceiro dia, nós mesmos, com as próprias mãos, lançamos ao mar a armação do navio. E, não aparecendo, havia já alguns dias, nem sol nem estrelas, caindo sobre nós grande tempestade, dissipou-se, afinal, toda a esperança de salvamento (At 27.18-20, NAA). Ao passo que a tempestade se prolongava, as medidas de emergência se tornavam cada vez mais severas. Lucas informa que, no dia seguinte, começaram a lançar parte da carga ao mar e, no terceiro dia, desfizeram-se também de equipamentos da embarcação (vv. 18,19). A sequência dos dias mostra que o perigo de naufragarem não diminuía. Como ainda havia trigo no navio perto do naufrágio (v. 38), a carga não foi descartada de uma só vez. Aos poucos, aquilo que antes tinha valor comercial passou a ser sacrificado para aliviar a embarcação e aumentar as chances de sobrevivência. Depois de muitos dias sob céu encoberto, aqueles marinheiros perderam também suas principais referências de navegação. O sol e as estrelas eram usados para determinar posição e direção no mar, mas a tempestade impedia qualquer observação. Eles não enfrentavam apenas ondas violentas; já não sabiam onde estavam nem para onde haviam sido levados. A expressão usada por Lucas para descrever a tempestade reforça que a violência do mar continuava intensa, sem qualquer sinal de melhora. Nesse ponto, o desgaste acumulado alcança seu limite. Dias de tempestade, pouca alimentação, perda da carga, descarte de equipamentos e ausência de referências levaram todos a concluir que não escapariam com vida. Quando Lucas escreve que “foi desaparecendo, afinal, toda a esperança de sermos salvos” (v. 20), o verbo “salvar” se refere à sobrevivência ao naufrágio. Pelas condições que podiam avaliar, já não havia motivo para esperar um desfecho favorável.

  A primeira pessoa empregada por Lucas torna essa descrição ainda mais significativa. Ele não relata apenas que os marinheiros perderam a esperança; afirma que “nós” a perdemos. Lucas estava dentro daquele navio e experimentava o mesmo desgaste dos demais. Ao registrar que toda esperança de sobrevivência havia desaparecido, Lucas leva o relato ao ponto de maior tensão e prepara o contraste com o que acontecerá em seguida. Quando os marinheiros já não encontravam qualquer razão para acreditar que escapariam com vida, Paulo se levantou para anunciar que Deus havia
prometido preservar todos os que estavam a bordo.
Aplicações:
• As crises prolongadas desgastam de maneira diferente das crises repentinas. Depois de muitos dias sob pressão, pessoas experientes podem chegar ao limite físico e emocional. Precisamos reconhecer esse desgaste antes de tratar o abatimento alheio como falta de fé.
• Há momentos em que preservar o que possui maior valor exige aceitar outras perdas. A carga tinha valor financeiro, mas já não valia mais do que a sobrevivência das pessoas. Nem tudo precisa ser preservado a qualquer custo.
• O esgotamento das possibilidades humanas não determina o desfecho da história. No versículo 20, ninguém enxergava saída. Nos versículos seguintes, Deus mostraria que o futuro daquela viagem não seria decidido pela tempestade.

Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 1):
1. Por que a advertência de Paulo foi ignorada?
2. O que aconteceu depois que um vento favorável soprou?
3. O que a tripulação fez quando a tempestade se agravou?
4. Por que perderam toda esperança de salvação?

2. A INTERVENÇÃO DE DEUS NA HORA DO DESESPERO
Pergunta chave: Como Deus interveio na hora do desespero?
Ideia central do ponto: Após muitos dias sem comer, Paulo transmitiu a promessa de Deus: nenhuma vida seria perdida. Fortalecido por essa palavra, assumiu a liderança e passou a encorajar e orientar os demais.
2.1 A palavra de encorajamento de Paulo (vv.21-26).
Verdade central: Paulo lembrou que sua advertência havia sido ignorada, mas não para humilhar os demais. Ele retomou o episódio para fortalecer sua nova palavra de ânimo: Deus havia garantido que nenhuma vida seria perdida.
Para refletir: “Tende bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio” (At 27.22). Esperança verdadeira se fundamenta em Deus, não em otimismo.

A LIÇÃO DIZ: Após muitos dias de jejum forçado e absoluto desânimo, Paulo se levanta com autoridade espiritual para falar aos que estavam no navio. Antes de encorajá-los, relembra que sua advertência fora ignorada, o que confere peso às palavras de ânimo que se seguem. Em meio ao caos, o apóstolo transmite esperança, afirmando que não haveria perda de vidas (v.22). Essa esperança não era ilusória, mas fundamentada em Deus, que fortalece os abatidos (Is 41.10) e enche seus servos de esperança pelo poder do Espírito Santo (Rm 15.13). Depois de registrar que todos haviam perdido a esperança de sobrevivência, Lucas volta sua atenção para Paulo. O apóstolo se levantou no meio dos passageiros, que há muito tempo não conseguiam alimentar-se adequadamente, e tomou a palavra. A tempestade continuava intensa, o navio permanecia à deriva e nenhuma mudança nas condições do mar indicava que o perigo estava terminando. A esperança seria recuperada por meio de uma palavra recebida de Deus. Antes de transmitir a mensagem de ânimo aos homens, Paulo recordou que sua advertência em Bons Portos havia sido ignorada. Suas palavras podem soar como uma repreensão, mas cumprem uma função retorica importante no relato. A previsão anterior do apóstolo havia sido confirmada pelos acontecimentos. Se o conselho dado por Paulo antes da partida se mostrara correto, a nova mensagem também merecia ser ouvida. O apóstolo não retomou o erro cometido para permanecer discutindo o passado; ele desejava preparar aquelas pessoas para ouvirem o que Deus havia comunicado. A nova palavra de Paulo era muito diferente da advertência anterior. Em Bons Portos, ele havia previsto prejuízos para o navio, a carga e as vidas. Agora, podia afirmar que o navio seria perdido, porém ninguém morreria. A diferença entre as duas declarações deve ser observada. A primeira resultou de sua experiência e da avaliação das condições da viagem. A segunda estava fundamentada numa revelação recebida durante a noite. Paulo repetiu duas vezes seu apelo: “tenham bom ânimo” (vv. 22,25). Ele não pediu que ignorassem o perigo nem tentou convencê-los de que a tempestade terminaria imediatamente. O navio ainda seria destruído, e todos continuariam expostos às dificuldades do naufrágio. O bom ânimo solicitado pelo apóstolo consistia em abandonar o desespero e levar a sério a garantia de que nenhuma vida seria perdida. A razão dessa confiança encontra-se na declaração: “eu confio em Deus que tudo vai acontecer conforme me foi dito” (v. 25). Paulo considerava verdadeira a palavra de Deus antes de contemplar seu cumprimento. O mar não havia se acalmado, a tripulação continuava sem controlar o navio e a terra ainda não estava à vista. Mesmo assim, o apóstolo sabia que o desfecho da viagem já não dependia daquilo que os passageiros conseguiam enxergar, mas da fidelidade daquele que havia falado.

Aplicação:
• O encorajamento precisa estar fundamentado na verdade. Diante do sofrimento, não devemos oferecer garantias que Deus não deu. Paulo reconheceu que o navio seria perdido e anunciou somente aquilo que havia recebido do Senhor.
2.2 A promessa de Deus em meio à crise (vv.23,24).
Verdade central: O anjo assegurou que Paulo compareceria diante de César e que todos os que navegavam com ele seriam preservados. A promessa estava firmada no propósito de Deus, não nas condições do navio.
Para refletir: “Deus te deu todos quantos navegam contigo” (At 27.24). A presença de um servo fiel pode se tornar bênção para muitos.
A LIÇÃO DIZ: Quando toda expectativa humana se esvaiu, Deus interveio sobrenaturalmente. Um anjo do Senhor apareceu a Paulo, assegurando que nenhum dos 276 homens pereceria, embora o navio fosse destruído. Essa promessa reafirma que muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas (Sl 34.19). Ao declarar “Deus, de quem eu sou” (v.23), Paulo reconhece sua total pertença ao Senhor, lembrando que fomos comprados por alto preço (1Co 6.19,20). Durante a noite, enquanto o navio continuava sendo castigado pela tempestade, Paulo recebeu a mensagem que lhe permitiria falar aos demais trazendo-lhes esperança. Um anjo do Deus a quem ele servia esteve ao seu lado e anunciou que Paulo chegaria diante de César e que todos os que viajavam com ele seriam preservados (vv. 23,24). Lucas não descreve a aparência do mensageiro nem fornece detalhes da manifestação, porque o interesse do relato está no que Deus comunicou. Havia agora uma palavra divina sobre o desfecho da viagem. Ao contar o que havia acontecido, Paulo declarou que o anjo vinha do “Deus de quem eu sou e a quem sirvo” (v. 23). Com essas palavras, ele identifica publicamente o Deus ao qual sua vida pertencia. Paulo não estava apenas dizendo em quem acreditava; afirmava que pertencia ao Senhor e vivia para servi-lo. Em um navio ocupado por pessoas de diferentes origens e crenças, sua esperança estava vinculada ao Deus que acabara de lhe falar. Antes de anunciar o que aconteceria aos demais passageiros, o anjo dirigiu uma palavra ao próprio Paulo: “Não tenha medo” (v. 24). Depois de tantos dias de tempestade e da perda da esperança de viverem mencionada no versículo 20, essa palavra mostra que Paulo também precisava ser fortalecido. A garantia de que Paulo sobreviveria estava ligada diretamente ao propósito de levá-lo a Roma: “É necessário que você compareça diante de César” (v. 24). Esse encontro não dependia apenas de uma decisão judicial romana, pois o próprio Senhor já havia declarado que Paulo testemunharia em Roma (At 23.11). Por isso, a tempestade não poderia encerrar sua viagem antes que esse propósito se cumprisse. Junto com a garantia dada a Paulo, Deus também anunciou a preservação de todos os que estavam no navio: “Deus lhe deu todos os que estão navegando com você” (v. 24). O verbo “deu” não significa que aquelas pessoas passariam a pertencer ao apóstolo, mas que suas vidas lhe haviam sido concedidas como favor. Mais adiante, Lucas informará que havia duzentas e setenta e seis pessoas a bordo (v. 37). 

O alcance dessa promessa precisa permanecer dentro do que o próprio episódio afirma. O texto não ensina que todo cristão receberá proteção contra qualquer tragédia nem que todos ao seu redor serão sempre preservados por causa de sua presença. Naquela viagem, Deus havia determinado que Paulo chegaria a Roma e, junto com esse propósito, prometeu salvar a vida de todos os passageiros. Nada impediria o cumprimento da palavra dada por Deus.
Aplicações:
• As promessas divinas precisam ser respeitadas em seu alcance. Não devemos transformar uma promessa específica feita a Paulo numa garantia de que o cristão jamais sofrerá perdas ou verá pessoas próximas morrerem.
• O servo de Deus deve preocupar-se com as pessoas que atravessam a crise ao seu lado. A mensagem recebida por Paulo incluía soldados, marinheiros, prisioneiros e passageiros. A graça de Deus alcançaria pessoas que ainda não conheciam o Senhor a quem o apóstolo servia.

2.3 A fé e a liderança espiritual de Paulo (vv.33-36).
Verdade central: Paulo creu que Deus cumpriria exatamente o que havia dito e passou a agir de acordo com essa certeza.
Para refletir: É um erro esperar que Deus resolva tudo enquanto deixamos de fazer aquilo que está ao nosso alcance.
A LIÇÃO DIZ: Fortalecido pela promessa divina, Paulo assume liderança espiritual e prática. Ele exorta todos a se alimentarem, pois precisariam de forças para sobreviver ao desfecho da crise. Ao partir o pão e dar graças a Deus diante de todos, testemunha uma fé viva que inspira coragem e esperança (Mt 5.16). Na décima quarta noite, depois de quase duas semanas à deriva, os marinheiros perceberam que estavam se aproximando de alguma terra. Lucas situa o navio no “mar de Ádria”, nome que, naquele período, abrangia uma área maior do Mediterrâneo central e não deve ser confundido com o atual mar Adriático. Como ainda era noite, a tripulação não podia identificar a costa, mas as sondagens confirmaram que a profundidade diminuía rapidamente: primeiro vinte braças, cerca de 37 metros, e pouco depois quinze, aproximadamente 27 metros. O receio era atingir alguma região rochosa antes do amanhecer. Por isso, lançaram quatro âncoras pela popa e permaneceram esperando a chegada do dia (vv. 27-29). Enquanto o navio permanecia ancorado, alguns marinheiros tentaram fugir. Eles começaram a baixar o bote sob o pretexto de que lançariam âncoras pela proa, mas Paulo percebeu a intenção e advertiu o centurião: “Se estes não permanecerem no navio, vocês não poderão se salvar” (v. 31). A declaração não contradiz a promessa de que todos sobreviveriam. Deus havia garantido o resultado, mas a experiência dos marinheiros ainda seria necessária para conduzir a embarcação até a costa. Dessa vez, ao contrário do que acontecera em Bons Portos (v. 11), o centurião levou a advertência de Paulo a sério, e os soldados cortaram as cordas do bote, impedindo a fuga. Com o amanhecer se aproximando e o desembarque ainda pela frente, Paulo insistiu para que todos se alimentassem. A referência aos catorze dias sem comer não precisa ser entendida como abstinência absoluta de alimento durante todo esse período. A tempestade, o trabalho constante e a ansiedade haviam impedido refeições regulares, deixando os passageiros debilitados justamente quando precisariam de força para chegar à terra. Por isso, Paulo afirma que comer era necessário para a sobrevivência e reforça a promessa com uma expressão conhecida das Escrituras: nenhum deles perderia sequer um fio de cabelo (vv. 33,34).

Diante de todos, Paulo tomou o pão, agradeceu a Deus, partiu-o e começou a comer. Embora a linguagem lembre outras cenas de refeições no Novo Testamento, o texto não descreve uma celebração da Ceia do Senhor. Dar graças antes de comer fazia parte do costume judaico, e naquele navio Paulo realizou publicamente aquilo que fazia como servo de Deus. Seu gesto teve efeito imediato: os demais recuperaram o ânimo e também comeram (vv. 35,36). Depois que todos se alimentaram, a tripulação lançou ao mar o trigo que ainda restava, aliviando o peso da embarcação para que ela pudesse avançar o máximo possível em direção à costa (v. 38). Portanto, enquanto aguardavam o cumprimento da promessa de Deus, preparavam-se para o difícil desembarque que viria com o amanhecer.
Aplicação:
• O cuidado espiritual inclui as necessidades físicas. Pessoas cansadas, famintas ou emocionalmente esgotadas precisam de palavras de ânimo, mas também necessitam de cuidado, alimento e descanso.

Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 2):
1. O que Paulo disse após muitos dias de desânimo?
2. O que o anjo do Senhor disse a Paulo durante a noite?
3. O que Paulo fez depois de receber a promessa?
4. A intervenção divina eliminou a tempestade imediatamente?

3. A PROVIDÊNCIA DIVINA NO NAUFRÁGIO (At 27.39-44)
Pergunta chave: Como a promessa de Deus se cumpriu?
Ideia central do ponto: O navio se perdeu, mas a promessa de Deus permaneceu intacta. Em meio ao naufrágio, o Senhor impediu que os presos fossem mortos e preservou a vida de todos os que estavam a bordo.
3.1 O cuidado de Deus preservando vidas (vv.39-44).
Verdade central: O naufrágio não anulou a promessa de Deus. O navio foi destruído, mas todos chegaram à terra firme com vida, exatamente como o Senhor havia anunciado.
Para refletir: Não conclua que Deus falhou só porque algo se perdeu no caminho.
A LIÇÃO DIZ: A promessa do Senhor cumpriu-se integralmente: todos chegaram em segurança à terra,
conforme havia sido anunciado (Lc 21.18). O naufrágio do navio não impediu o agir de Deus, antes confirmou sua fidelidade. Com a chegada do dia, os marinheiros puderam examinar o trecho da costa para o qual haviam sido levados. Eles não reconheceram a terra, mas avistaram uma baía que possuía uma praia e decidiram dirigir o navio para aquele ponto. Lucas acrescenta que pretendiam encalhá-lo ali “se fosse possível” (v. 39). A expressão indica que a tripulação enxergava uma oportunidade, e não uma garantia que chegariam. O objetivo era aproximar a embarcação da margem o suficiente para facilitar a saída dos passageiros.

   A última manobra exigiu que a tripulação devolvesse ao navio alguma capacidade de direção. As cordas das quatro âncoras foram cortadas, pois recolhê-las tomaria tempo e poderia alterar a posição da embarcação. Os remos laterais usados como lemes, que permaneciam presos enquanto o navio estava ancorado, foram soltos e recolocados na água. Depois disso, os marinheiros levantaram a vela da proa para aproveitar o vento e seguir em direção à praia (v. 40). Cada ação tinha a finalidade de controlar os últimos movimentos do navio. O encalhe aconteceu antes que o casco alcançasse a margem. Lucas afirma que a embarcação atingiu um lugar onde “duas correntes se encontravam”, expressão que também pode descrever um baixio cercado por águas de direções diferentes. A proa penetrou no fundo e ficou imóvel, enquanto a popa continuou exposta à força das ondas. O contraste entre as duas partes explica a rápida destruição do casco. A parte dianteira permaneceu presa, mas a traseira começou a desfazer-se sob os repetidos impactos do mar (v. 41). A perda da embarcação obrigou todos a atravessarem o trecho final dentro da água. Aqueles que sabiam nadar deveriam lançar-se primeiro e seguir até a terra. Os demais poderiam apoiar-se em tábuas e em pedaços que se soltavam do casco (vv. 43,44). A distinção feita por Lucas mostra que os passageiros não possuíam as mesmas condições. Alguns tinham habilidade para nadar; outros precisavam de algo que os mantivesse na superfície. O importante era que cada pessoa recebesse um meio compatível com sua necessidade.

Aplicações

• Não devemos desprezar os meios simples pelos quais Deus pode nos ajudar. Naquele dia, saber nadar ou encontrar uma tábua foi decisivo para atravessar as águas.
• Pessoas que enfrentam a mesma crise podem precisar de auxílios diferentes. Exigir de todos a capacidade dos nadadores deixaria os mais frágeis sem apoio.O exemplo deste episódio nos ensina que devemos reconhecer os limites de cada pessoa e oferecer a ajuda necessária.
3.2 A soberania divina acima das decisões humanas (vv.42,43).
Verdade central: Os soldados planejaram matar os prisioneiros, mas o centurião os impediu para salvar Paulo. Uma decisão tomada em favor de um homem acabou preservando a vida de todos.
Para refletir: Você confia que Deus governa até as decisões de autoridades que parecem ter poder sobre você?
A LIÇÃO DIZ: Diante do risco de fuga dos prisioneiros, os soldados decidiram matá-los para evitar punições severas, prática comum no contexto romano (At 12.19; 16.27). No entanto, esse plano humano foi frustrado. Júlio, o centurião, desejando salvar Paulo, impediu a execução. Quando o navio começou a se partir, outro perigo ameaçou a vida dos prisioneiros. Os soldados temiam que algum deles aproveitasse a confusão para escapar e, por isso, planejaram matá-los antes que deixassem a embarcação. A decisão dos soldados estava relacionada à disciplina militar romana. Um guarda poderia ser severamente responsabilizado caso o prisioneiro sob sua custódia escapasse. Herodes mandou executar os guardas depois da libertação de Pedro, e o carcereiro de Filipos tentou tirar a própria vida quando pensou
que os presos haviam fugido (At 12.19; 16.27). Os soldados queriam evitar uma possível punição, mas procuraram fazê-lo à custa da vida daqueles que deveriam vigiar. O plano não foi executado porque Júlio interveio em favor de Paulo. Era o mesmo centurião que recebera os prisioneiros em Cesareia e providenciara a mudança de navio em Mirra (vv. 1,6). A embarcação havia mudado, mas os soldados e os presos continuavam sob sua autoridade. Júlio podia impedir a matança e determinar como todos deveriam abandonar o navio.

  Ao longo da viagem, a maneira como Júlio tratou Paulo passou por mudanças. Em Sidom, permitiu que ele visitasse os amigos; em Bons Portos, preferiu ouvir os profissionais do mar; durante a tempestade, passou a considerar seriamente suas advertências; e, no momento do naufrágio, decidiu preservar sua vida (vv. 3,11,31,43). Lucas não afirma que o centurião tenha se convertido, mas mostra que Paulo conquistou seu respeito e sua confiança. A intervenção de Júlio preservou todos os prisioneiros porque não seria possível salvar Paulo sem impedir que os demais fossem mortos. O centurião agiu movido pelo desejo de proteger o apóstolo, mas sua decisão contribuiu para o cumprimento do que Deus havia anunciado. Quando os soldados planejaram uma matança, o Senhor já havia preparado uma autoridade capaz de contê-los.

Aplicações
• Quem possui autoridade deve empregá-la para impedir o mal. Júlio não acompanhou a decisão dos soldados; usou sua posição para interromper o plano antes que ele se transformasse em uma carnificina.
• Uma vida íntegra pode conquistar respeito mesmo entre aqueles que não compartilham da nossa fé. A conduta de Paulo durante a viagem contribuiu para que sua palavra e sua vida fossem consideradas no momento decisivo.
3.3 O cumprimento fiel da promessa de Deus (v.44).
Verdade central: A promessa se cumpriu exatamente como Deus havia anunciado: ninguém morreu. Nem a tempestade, nem a destruição do navio, nem o perigo final impediram o cumprimento da Palavra de Deus.
Para refletir: Confie na promessa sem determinar a Deus como ela deve se cumprir.
A LIÇÃO DIZ: Conforme a palavra do Senhor, todos escaparam com vida. A fidelidade de Deus prevaleceu sobre o caos da tempestade. Durante toda a crise, Paulo permaneceu sustentado pela promessa divina, demonstrando que a esperança firmada em Deus não decepciona. A declaração que encerra o capítulo confirma o cumprimento de tudo o que Deus havia anunciado durante a tempestade. Ao escrever que “assim todos chegaram salvos à terra” (v. 44), Lucas fecha o relato destacando o resultado. Nenhuma das 276 pessoas que estavam a bordo perdeu a vida. A palavra “todos” confirma, sem exceção, aquilo que havia sido prometido nos versículos anteriores.

  O desfecho deste episódio demonstra que Deus cumpriu exatamente o que havia dito. Nem a violência da tempestade, nem a destruição do navio, nem as decisões humanas puderam impedir sua palavra. O Senhor é fiel, sua palavra é verdadeira e seu poder está acima dos acontecimentos naturais e das ações humanas. Por isso, podemos confiar nele mesmo quando ainda não sabemos como sua promessa se cumprirá.
Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 3):
1. A promessa de Deus se cumpriu? Quantos sobreviveram?
2. O que os soldados queriam fazer com os prisioneiros?
3. Por que o centurião impediu a execução?

  CONCLUSÃO
Agradecemos a Deus pela oportunidade de concluirmos mais uma pré-aula da Escola Bíblia Dominical. Nesta lição, aprendemos que decisões imprudentes podem produzir grandes perdas e que a experiência humana possui limites. Também vimos que, quando todos perderam a esperança, a Palavra de Deus sustentou Paulo e trouxe ânimo às pessoas que estavam no navio. Mesmo com a destruição da embarcação, o Senhor cumpriu exatamente o que havia prometido e preservou todas as vidas. Que esta lição nos ajude a ouvir as advertências, agir com prudência e permanecer firmes na Palavra de Deus quando surgirem as tempestades. As circunstâncias podem escapar do nosso controle, mas jamais estarão fora do governo do Senhor. Esperamos você na próxima pré-aula, em nome de Jesus. Deus abençoe. Amém!

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Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino e retira Moraes de relatoria

Tentando conter a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, proferiu duas decisões na tarde desta terça-feira (9). A primeira decisão foi relativa ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada; já a outra retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news.

Polícia Federal

O presidente do STF suspendeu a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, e, por conseguinte, suspendeu a decisão do ministro Flávio Dino de reintegrar os diretores. O mérito do processo será analisado pelo plenário do STF na próxima terça-feira (15), às 10h, e os diretores seguem no cargo.

“Considero necessária a suspensão das decisões ora analisadas, porquanto, para além de qualquer juízo meritório sobre o afastamento ou não de autoridades, o qual será realizado oportunamente, cumpre obstar quadro de conflitos e sobreposições processuais que, por si só, configuram lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal”, disse Fachin na decisão.

Ainda segundo o presidente do Supremo, “é grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência”.

Inquérito das fake news

Edson Fachin também determinou a retirada do ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news e passou a análise das informações para a própria presidência do STF. Moraes seguirá, apenas, com a relatoria das ações penais que estão em curso.

Os demais desdobramentos das fake news serão analisados pela presidência. Fachin pediu, ainda, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a autoridade policial se manifeste sobre um possível arquivamento ou continuação das investigações.

diariodepernambuco

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André Mendonça manda soltar filho do “Careca do INSS”

   O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) a soltura de Romeu Carvalho Antunes, investigado na Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos associativos de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Antunes estava preso preventivamente desde 18 de dezembro de 2025, quando foi alvo de uma fase da operação INSS. Ele é filho do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que segue preso.

A prisão de Romeu Antunes foi substituída pelo uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de deixar o país e a entrega do passaporte. O investigado também ficou proibido de manter contato, direta ou indiretamente, com outros investigados e testemunhas da Operação Sem Desconto.

Mendonça determinou ainda que Romeu não frequente entidades associativas com as quais tenha mantido relação e não tenha acesso às instalações do INSS e da Dataprev, empresa pública que administra o banco de dados da autarquia.O ministro estabeleceu que o investigado permaneça na comarca de sua residência e que qualquer deslocamento para fora dela dependa de autorização judicial.

“No caso de Romeu, entendo que a segregação física integral não mais se mostra necessária na intensidade anteriormente reconhecida. A análise atual deve considerar, cumulativamente, o estágio alcançado pela investigação, a possibilidade de controle objetivo dos deslocamentos do investigado, sua retirada dos ambientes institucionais diretamente associados aos fatos apurados, a vedação de interlocução com investigados e testemunhas e a manutenção de sua vinculação à jurisdição nacional”, apontou o ministro, na decisão. A situação de saúde de Romeu também pesou na análise do magistrado. Segundo informações apresentadas pela defesa e mencionadas na decisão, ele foi internado em junho no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília, após apresentar cólicas intensas, febre e vômitos provocados por cálculos renais, incluindo um cálculo no ureter direito com obstrução.

O incidente ocorreu em junho. No pedido de soltura, André Mendonça afirmou que as condições de saúde “denotam fragilidade a demandar cuidados médicos” e considerou o quadro um elemento adicional para a substituição da prisão. A concessão de liberdade a Romeu não contou com aval da Procuradoria Geral da República (PGR), que reafirmou a gravidade das condutas imputadas ao investigado e avaliou que soltura representaria um risco à ordem pública e à instrução processual.

Soltura de ex-procurador do INSS
O ministro André Mendonça também determinou nesta quarta a soltura de Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS e indiciado pela Polícia Federal (PF) por participação no desvio de contribuições associativas em aposentadorias e pensões.

A prisão foi substituída pelo uso de tornozeleira eletrônica, além da proibição de se comunicar com outros investigados ou acessar as dependências do INSS ou da Dataprev.

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Pisa: desempenho dos estudantes brasileiros segue abaixo da média dos países mais desenvolvidos

    A principal avaliação internacional da educação mostrou que o Brasil avançou pouco nos últimos dez anos.

   O Pisa é aplicado em 91 países. A prova, realizada a cada três anos, avalia o desempenho de estudantes de 15 anos de idade e mede, principalmente, a capacidade de usar o conhecimento adquirido nas escolas para resolver problemas do cotidiano e gerar inovação.

  Em 2025, o Brasil atingiu a mesma pontuação em matemática do ano de 2015. Nesse mesmo intervalo, o país cresceu só um ponto em leitura. O maior avanço foi em ciências. Apenas 28% dos estudantes alcançaram o nível mínimo esperado para matemática. Por exemplo, resolver situações simples como comparar a distância total entre duas rotas ou converter preços para uma moeda diferente.

  Nas três áreas, o Brasil ficou abaixo da média da OCDE, organização internacional que reúne principalmente países desenvolvidos. Entre todos os países ou regiões analisados, o Brasil ficou na posição 71 em matemática, em 52 em leitura e em 67 em ciências.

O Ministério da Educação afirmou que o Brasil foi um dos países que mais avançaram no desempenho dos estudantes nos últimos 20 anos. Os resultados do Pisa mostram uma queda nos países mais ricos do mundo, que tiveram o pior desempenho da história, principalmente em leitura e matemática.

Pisa: desempenho dos estudantes brasileiros segue abaixo da média dos países mais desenvolvidos — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Pisa: desempenho dos estudantes brasileiros segue abaixo da média dos países mais desenvolvidos — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Pela primeira vez, o Pisa avaliou a capacidade dos alunos de resolver problemas usando ferramentas digitais, como a programação. Nessa nova categoria, o Brasil obteve 406 pontos, também abaixo da média dos países da OCDE, de 500 pontos. O diretor do Todos pela Educação, Gabriel Correia, disse que a década sem avanço mostra que o Brasil precisa de mudanças profundas no ensino.

“Valorizar e melhorar a formação dos professores e todo o apoio que é dado para esses profissionais em sala de aula, melhorar a gestão das escolas e pensar na política pública para que o trabalho de sala de aula, para que a pedagogia, para que o ensino seja de melhor qualidade, é muito importante. O Brasil conseguiu resolver, nas últimas décadas, o problema do acesso, de garantia de vaga. Agora é a hora da aprendizagem”, diz Gabriel Correia, diretor de Políticas Públicas do Todos pela Educação.

Uma escola pública em Brasília criou clubes de leitura e de matemática para os estudantes, uma iniciativa para fixar o conteúdo além da sala de aula.

“O estudante que tem apreço pela literatura vai ter um vocabulário melhor, vai se portar de maneira mais sagaz mesmo, uma pessoa mais observadora, porque quando ela lê, cria capacidade de abstração do que aquele que não lê”, afirma Brenda Lopes da Silva, professora de Língua Portuguesa.

“A leitura é um hábito que faz a gente praticar mais a paciência, a atenção. Então, acho que leitura é meio de nós aliviarmos mais a ansiedade que está tão presente na nossa sociedade, principalmente com nós, jovens. Eu acho que a leitura me ajuda bastante a dar essa relaxada, a espairecer”, diz a estudante Júlia Souza.

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Ruas vazias, bares cheios, novela no telão: relembre como Brasil parou para ver o último capítulo de ‘Avenida Brasil’

  Nesta terça-feira (8), a TV Globo revelou o nome da próxima novela das 9: “Avenida Brasil 2” vai suceder “Quem Ama Cuida” na faixa. A estreia será em janeiro de 2027.

  Exibida em 2012 e atualmente no “Vale a Pena Ver de Novo”, a novela escrita por João Emanuel Carneiro foi um dos maiores sucessos da teledramaturgia brasileira.

  Era sexta-feira, dia 19 de outubro de 2012. À noite, ruas e avenidas vazias em todo o país. Nos bares e restaurantes, nada de música. Bate papo entre amigos teve, mas o assunto era um só: o final de “Avenida Brasil”. O Jornal Nacional mostrou que a exibição do último capítulo da novela parou o país.

Este texto e o vídeo acima são parte da série Arquivo JN no g1, que relembra coberturas importantes relacionadas a temas atuais.

“Durante sete meses, o Divino foi o bairro mais próximo dos brasileiros. E o desfecho da história dos moradores daqui e do lixão hipnotizou, apaixonou, capturou a atenção de milhões de brasileiros no Brasil e no mundo. Um fenômeno que definitivamente deixou marcas”, contou o então repórter Flávio Fachel.

“Foi um ano de muita entrega, de muito amor nessa novela linda. João Emanuel, muito obrigada para o resto da minha vida”, festejou a atriz Adriana Esteves, a Carminha.

g1.globo

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BTG/Nexus: Lula lidera no Nordeste e Sudeste, enquanto outros quatro candidatos testados têm vantagem nas demais regiões, no 2° turno

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as simulações de 2° turno nas regiões Nordeste e no Sudeste, mas fica atrás dos adversários nas regiões Norte/Centro-Oeste e Sul. Os dados são da pesquisa BTG/Nexus, sobre as intenções de voto para a Presidência da República nas eleições de 2026, divulgada no dia 31 de agosto.

   O levantamento também mostra que, no 1° turno, Lula (PT) aparece com 39% das intenções de voto, contra 33% do senador Flávio Bolsonaro (PL), que recuou 4 pontos em comparação com o levantamento anterior. Já Augusto Cury (Avante) cresceu nove pontos, em relação à semana passada, e tem 11%, na terceira colocação.

  A pesquisa também identificou que entre os grupos ideologicamente mais identificados – sendo lulistas  e bolsonaristas – o eleitorado segue convicto de que o voto não deve mudar ao longo do período eleitoral. A decisão segue consolidada para 86% dos lulistas e 86% dos bolsonaristas.

  Os dados também identificaram que a consolidação das preferências eleitorais permanece alta. No entanto, houve uma pequena redução na atual rodada da pesquisa. Entre os entrevistados que escolheram algum candidato no primeiro turno, 78% afirmam que a decisão de voto já está tomada e não deve mudar até o dia do pleito, marcado para 4 de outubro de 2026.

  Já outros 21% dizem que ainda podem mudar de escolha, enquanto 1% não soube responder. O percentual de decisão consolidada havia chegado a 80% na pesquisa anterior.

Recorte regional: cenários de 2° turno analisados

  A pesquisa também testou quatro cenários de eventual segundo turno entre Lula (PT) e os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) , Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Em todos os cenários, Lula lidera no Nordeste e no Sudeste, enquanto os adversários aparecem à frente no Norte/Centro-Oeste e no Sul.

  Na divisão regional do eleitorado, considerando o cenário Lula contra Flávio Bolsonaro no 2° turno, o petista lidera com 59% das intenções de voto no Nordeste e 47% no Sudeste. Já o senador atingiu 35% entre o eleitorado nordestino e 43% dos moradores do Sudeste.

  No entanto, Flávio Bolsonaro lidera no Sul, com 62% das intenções de voto, ante 32% do petista. Já no recorte Norte/Centro-Oeste, o senador marca 52% e Lula 38% das intenções de voto do eleitorado brasileiro.

  Considerando o recorte regional para um eventual 2° turno entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), 56% dos respondentes da Região Nordeste votaria no candidato petista, já 36% em Caiado. Lula também lidera nas intenções de voto no Sudeste, com 46% ante 42% do adversário. 

  Nas demais regiões do país, o candidato do PSD aparece à frente. Ele lidera entre os eleitores que participaram da pesquisa no Norte/Centro-Oeste, com 55% das intenções de voto, contra 35% de Lula; e no Sul, com 52% das intenções ante 32% marcadas pelo candidato do PT.

  No cenário contra Romeu Zema (Novo) no 2° turno das eleições, Lula mantém vantagem regional no Nordeste e no Sudeste. Já nas regiões Sul e Norte/Centro-Oeste, Zema lidera.

Confira o percentual por região, considerando Lula X Romeu Zema: 

  • Nordeste: petista registra 58% das intenções dos participantes ouvidos, contra 31% de Zema;
  • Sudeste: Lula alcança 46%, ante 41% do candidato do Novo;
  • Sul: Zema lidera, somando 52%, ante 31% de Lula;
  • Norte/Centro-Oeste: Zema aparece com 49%, ante 39% de Lula.

  Já em um eventual segundo turno contra Renan Santos (Novo), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também mantém vantagem regional apenas no Nordeste e no Sudeste. Na Região Nordeste, o petista registra 58% das intenções de voto, contra 30% de Renan Santos. Já no Sudeste, Lula aparece com 48%, ante 38% do candidato do Novo. 

  Renan Santos, por sua vez, lidera nas demais regiões brasileiras. No Sul, Renan alcança 47%, ante 32% do candidato do PT. Já no recorte mapeado pela pesquisa, que considera Norte/Centro-Oeste, o candidato do Missão alcançou 45% contra 39% de Lula.

Pesquisa BTG/Nexus

Para a pesquisa, foram entrevistados 2.005 eleitores por telefone, entre os dias 28 e 30 de agosto de 2026. O levantamento ouviu eleitores em todas as 27 Unidades da Federação, com distribuição proporcional por região.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-08900/2026.

 Brasil 61

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FPM 2027: apenas 49 municípios devem aumentar coeficiente, apesar de 3,2 mil cidades apresentarem crescimento populacional

  Um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que 3.245 municípios tiveram aumento populacional entre 2025 e 2026, mas apenas 49 cidades devem transformar o avanço em ganho de coeficiente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 2027. Na outra ponta, 31 municípios podem perder coeficiente, embora a redução dos repasses seja limitada pelas regras de proteção previstas na Lei Complementar (LC) 198/2023.

  O levantamento foi elaborado a partir da publicação da Portaria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 1.649/2026, que estima a população dos municípios. Os dados mostram que a população brasileira passou de 213,8 milhões em 2025 para 214,2 milhões em 2026.

 Conforme a publicação, o crescimento ou recuo da população não indica, necessariamente, uma alteração efetiva nos repasses do FPM. Ou seja, apesar do aumento populacional, o resultado não deve impactar, na mesma proporção, em aumento dos repasses no ano que vem.

  Pelo estudo, as atualizações das estimativas populacionais de 2026 afetarão o FPM caso os acréscimos levem os municípios a mudarem de faixa populacional. O documento aponta que o que garantirá uma maior fatia do FPM é se a proporção de quotas se elevou de um ano para o outro. Nesse caso, ganhos de coeficiente, em geral, garantem aumento de repasses. 

Ganhos e perdas populacionais dos municípios

Segundo o levantamento, 3.245 municípios, ou 58% do total, tiveram aumento de população entre 2025 e 2026. Outros 1.841 perderam moradores e 485 mantiveram exatamente a mesma população registrada na estimativa anterior – sendo 406 municípios somente no Rio Grande do Sul.

Mesmo com o crescimento populacional em milhares de cidades, apenas 49 municípios devem avançar de faixa e ganhar coeficiente do FPM-Interior em 2027, conforme os dados. Entre esses municípios estão: Barbalha (CE), Cidade Ocidental (GO), Lagoa Santa (MG), Careiro (AM), Canaã dos Carajás (PA), Buenos Aires (PE), Pacaraima (RR), Brusque (SC), Caraguatatuba (SP) e Campos de Júlio (MT).

A possibilidade de ganho de coeficiente para Careiro, no Amazonas, pode passar de 1,8 para 2,2; Urucurituba, também no Amazonas, pode mudar de 1,4 para 1,8; e Canaã dos Carajás, no Pará, de 2,8 para 3,0.

Já cidades como Brusque, em Santa Catarina, podem chegar ao coeficiente máximo de 4,0 e Caraguatatuba, em São Paulo, pode passar de 3,6 para 3,8.

Outros 4.920 municípios devem manter o coeficiente atual. Já 31 municípios aparecem na estimativa da CNM com possibilidade de perda, com destaque para municípios localizados no Amazonas. Coari, por exemplo, aparece com redução do coeficiente de 4,0 para 2,6. Benjamin Constant pode passar de 3,0 para 2,0, enquanto Manaquiri pode cair de 2,0 para 1,0.

Confira a lista dos municípios que podem ter perda de coeficientes em 2027:

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Gastos dos municípios com saúde superam em piso constitucional em 7,2% e sobrecarregam cofres locais

  Os gastos dos municípios com a área da saúde superaram o piso constitucional em 7,2% em 2025, estabelecido pela Emenda Constitucional (EC) 29/2000 e fixado em 15%. O dado integra a segunda edição de um relatório da Confederação Nacional de Municípios (CNM), baseado em dados declarados ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops).

  O estudo destaca um panorama do impacto da Média e Alta Complexidade (MAC) do Sistema Único de Saúde (SUS) e aponta que, em 2025, os municípios brasileiros aplicaram, em média, 22,2% da receita resultante de impostos e transferências constitucionais em ações e serviços públicos de saúde.

  O levantamento aponta que a elevação nos gastos dos municípios com saúde gera sobrecarga orçamentária nas administrações locais. Na avaliação da CNM, a sobrecarga financeira às cidades relacionada à área da saúde tem sido um dos principais desafios para a gestão municipal. 

  Em nota, o presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski, disse que os desafios vão além dos problemas com recursos. “Além da pressão orçamentária, a gestão municipal enfrenta o desafio de novos modelos de remuneração por “pacotes” e a fragmentação do financiamento via programas federais, como o Programa Agora Tem Especialistas (Pate)”, destaca.

Comprometimento orçamentário

O relatório ainda indica que 1.448 municípios reportaram aplicação superior a 25% de suas receitas próprias em saúde, ou seja, mais de 10 pontos percentuais acima do piso obrigatório. Conforme o estudo, dessas cidades, 445 aplicaram valores equivalentes ou superiores ao dobro do valor constitucionalmente obrigatório. 

Confira os maiores percentuais médios de aplicação de recursos em saúde observados por UF:

  • São Paulo: 25,1%;
  • Ceará: 24,8% e 
  • Rio de Janeiro: 24,6%. 

“Esses dados evidenciam um padrão de elevado comprometimento orçamentário dos entes municipais, com potenciais repercussões sobre a sustentabilidade fiscal local”, diz um trecho da publicação da CNM.

Segundo a entidade, a ampliação contínua da aplicação municipal em saúde demonstra que os governos locais têm assumido uma parcela crescente no financiamento do SUS, mesmo em um cenário de restrições fiscais e aumento da demanda por serviços públicos.  Os dados declarados ao Siops indicam que 99,6% dos 5.560 municípios que prestaram informações ao sistema em  2025 cumpriram o limite mínimo constitucional de aplicação em ações e serviços públicos de saúde.

Principais despesas

A principal despesa municipal em saúde foi com Assistência Hospitalar e Ambulatorial. A participação no total dos gastos foi de 43,5% em 2020 para 45,8% em 2025, alcançando R$ 155 bilhões. 

Em seguida aparece a Atenção Primária à Saúde (APS), que aumentou de 34,6% para 36,2% no período e totalizou R$ 122 bilhões em 2025.

De acordo com o levantamento, de cada R$ 100 aplicados em saúde, cerca de R$ 82 foram destinados à Assistência Hospitalar ou à APS.

A CNM defendeu, em nota, medidas que readequem o modelo de financiamento do SUS.

“É imprescindível o desenvolvimento de medidas estruturantes que promovam a recomposição e readequação do modelo de financiamento do SUS, garantindo uma participação mais equitativa entre a União, os estados e os municípios”, destacou Ziulkoski, em nota.

Brasil 61

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El Niño muito forte tem 90% de chance de ocorrer entre setembro e novembro

   De setembro a novembro, o Brasil tem 90% de probabilidade de enfrentar um episódio de El Niño muito forte. A previsão é do Centro de Previsão Climática, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (CPC/NOAA), divulgado no início de agosto de 2026. Segundo boletim divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em parceria com outras instituições, a previsão indica temperaturas acima da média em quase todo o país. 

   Há possibilidade de chuvas que superem a média histórica na Região Sul e de um trimestre mais seco nas regiões Norte e Nordeste.

   O Boletim nº 3 do Painel El Niño 2026-2027 aponta que a combinação de calor e estiagem prolongada nas regiões Central e Norte do país pode implicar em um problema adicional: as queimadas. Conforme o boletim, o cenário aumenta o potencial de propagação de queimadas, especialmente se o início da estação chuvosa atrasar – o que, segundo o Inmet, já é considerado provável.

A publicação é realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em parceria com o Inmet, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

El Niño intenso pode atrasar chuvas 

   O boletim também informa que, geralmente, o trimestre  marca a transição da seca para o período chuvoso na Amazônia Legal e no Pantanal. No entanto, diante de um El Niño mais intenso e prolongado, pode existir atraso neste processo. 

   Segundo o instituto, projeções do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) indicam chuvas abaixo da média em nove estados, sendo: Amapá, Roraima, Pará, Maranhão, Amazonas, Acre, norte de Mato Grosso e nas porções norte e central do Tocantins e Rondônia. O fenômeno também deve impactar as temperaturas, que devem ficar acima da média em toda a região.

   Na prática, isso pode prolongar as condições típicas de estiagem durante parte da primavera, mantendo o solo mais seco e a vegetação mais suscetível ao fogo por mais tempo do que o habitual.

   O alerta dos pesquisadores da NOAA é de que, historicamente, eventos de El Niño mais intensos não significam automaticamente impactos mais severos. Mas aumentam a probabilidade de que ocorram.

   Em nota, o Inmet reforçou a necessidade de monitoramento contínuo das condições meteorológicas nas próximas semanas, tanto em escala de curto prazo quanto sazonal, com o objetivo de identificar as áreas mais vulneráveis a secas, ondas de calor e episódios de chuva intensa com antecedência.

 Brasil 61

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Projeto aprovado no Congresso flexibiliza regras fiscais para benefícios e repasses a municípios

  Já aprovado pelo Congresso Nacional, o Projeto de Lei Complementar 74 de 2026 aguarda sanção presidencial. A matéria estabelece exceções a algumas regras fiscais com o intuito de permitir a execução de benefícios tributários e despesas previstas para este ano, desde que sejam observadas as condições previstas na legislação.

   Entre as medidas estão incentivos voltados para áreas de livre comércio, produção de bens de capital e instalação de data centers no Brasil, por meio do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, o Redata. A proposta trata, ainda, de despesas relacionadas à ampliação da licença-paternidade e do salário-paternidade.

Pequenos municípios

Além disso, o texto flexibiliza as condições para que municípios endividados com até 65 mil habitantes recebam transferências voluntárias. Em algumas situações, pendências tributárias ou creditícias não poderão impedir o acesso a esses recursos. O intuito é evitar que haja interrupção de repasses para políticas públicas.

  Para os benefícios que reduzam a arrecadação, a exceção será possível quando a perda de receita já tiver sido considerada no Orçamento de 2026 ou quando houver uma medida de compensação. As iniciativas também deverão ser compatíveis com a meta de resultado primário do ano.

Despesas relacionadas ao ressarcimento de tributos por desonerações 

  O texto aprovado pelo parlamento também inclui despesas relacionadas ao ressarcimento de tributos por desonerações assumidas contratualmente pelo Brasil e amplia benefícios destinados a ações de apoio a pessoas com câncer e pessoas com deficiência, por meio do Pronon e do Pronas.

  Também estão incluídas propostas de desoneração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, o IRPJ, e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, a CSLL, para sociedades resseguradoras locais.

  Além disso, o texto alcança benefícios tributários concedidos em 2026 para áreas de livre comércio e para a produção de bens de capital. A aplicação dessas medidas fica condicionada à compatibilidade com a meta de resultado primário e às demais regras fiscais previstas para o exercício.

  O projeto foi aprovado por unanimidade pelo Plenário do Senado na quinta-feira (3). O texto já havia sido analisado pela Câmara dos Deputados. Com a aprovação nas duas Casas, a proposta foi encaminhada para sanção presidencial.

Brasil 61

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Eleições 2026: Lula e Flávio Bolsonaro travam disputa regionalizada pela Presidência

   As regiões Nordeste e Sul apresentam cenários opostos na disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026, segundo a edição mais recente da Pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8). Enquanto Lula (PT) lidera com ampla vantagem no Nordeste, Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente no Sul. No Sudeste, o pleito está mais equilibrado.

Nordeste 

No Nordeste, Lula mantém a liderança no primeiro turno, com 54% das intenções de voto, ante 23% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 11%, enquanto os demais candidatos não ultrapassam 4%Em um eventual segundo turno, Lula também vence na região, com 59% das intenções de voto, contra 32% de FlávioO Nordeste concentra os indicadores mais favoráveis ao governo federal. De acordo com a pesquisa, 60% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula. Na avaliação do governo, 49% consideram a administração ótima ou boa, 18% a classificam como regular e 33% como ruim ou péssima

A região também registra a maior proporção de eleitores que se declaram “lulistas convictos”, com 35%, e a menor taxa de rejeição ao atual presidente, de 31%

Sul

Em sentido oposto ao Nordeste, o Sul é a região onde Flávio Bolsonaro apresenta a maior vantagem sobre Lula no primeiro turno. O candidato do PL reúne 50% das intenções de voto, contra 22% do petista. Os demais candidatos não ultrapassam 8%No segundo turno, Flávio amplia a vantagem e alcança 65% das intenções de voto, enquanto Lula registra 26%O Sul também concentra os indicadores mais negativos para o governo federal. A desaprovação à gestão chega a 72%, e 68% dos entrevistados classificam o governo como ruim ou péssimo. A região apresenta ainda a maior proporção de eleitores que se declaram “bolsonaristas convictos”, com 34%, além da menor taxa de rejeição ao bolsonarismo, de 30%

Sudeste

No Sudeste, a disputa aparece mais equilibrada. No primeiro turno, Lula registra 39% das intenções de voto, quatro pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro, que soma 35%. Augusto Cury aparece em terceiro, com 9%, enquanto os demais candidatos não ultrapassam 4%Em um eventual segundo turno, a diferença entre os dois é ainda menor. Lula tem 45% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro, configurando empate técnico dentro da margem de erro. Na avaliação do governo federal, a desaprovação supera a aprovação na região: 43% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 52% a desaprovam. Na avaliação qualitativa, 33% consideram o governo ótimo ou bom, e 47%, ruim ou péssimoO Sudeste também reflete a polarização do cenário nacional. Entre os entrevistados, 25% se declaram “lulistas convictos”, enquanto 27% se identificam como “bolsonaristas convictos”

Norte e Centro-Oeste

No bloco formado por Norte e Centro-Oeste, Flávio Bolsonaro lidera o primeiro turno, com 42% das intenções de voto, contra 31% de LulaÉ também a única região em que Ronaldo Caiado (PSD) aparece na terceira posição, com 9%, à frente de Augusto Cury, que registra 7%Em um eventual segundo turno, Flávio amplia a vantagem para 53%, enquanto Lula chega a 38%Na avaliação do governo, 45% dos entrevistados aprovam a gestão, contra 51% que a desaprovam. Além disso, 33% classificam o governo Lula como ótimo ou bom, enquanto 46% o consideram ruim ou péssimo

Cenário Nacional

No cenário nacional para o primeiro turno, Lula lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35%. Em comparação com a rodada anterior, Lula manteve o mesmo percentual, enquanto Flávio avançou dois pontos

Augusto Cury aparece em terceiro lugar, com 9%, seguido por Ronaldo Caiado e Renan Santos (Missão), ambos com 4%. Romeu Zema (NOVO) registra 1%Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o cenário permanece tecnicamente empatado, mas com inversão na liderança. Flávio aparece com 46% das intenções de voto, contra 45% de Lula

Em relação à rodada anterior, Flávio Bolsonaro avançou um ponto percentual, enquanto Lula recuou de 46% para 45%

A Pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026. A amostra foi composta por 42% de entrevistados do Sudeste, 28% do Nordeste, 16% do Norte/Centro-Oeste e 14% do Sul. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06790/2026
Brasil 61

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Supercomputador: Brasil ganha novo modelo de previsão do tempo

   O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), começou a operar um modelo computacional próprio de previsão do tempo. O Modelo para Previsões de Oceano, Terra e Atmosfera (Monan), desenvolvido nos últimos três anos, está rodando no supercomputador Jaci, instalado no centro de dados do Inpe em Cachoeira Paulista (SP).

Segundo o ministério, a acuidade das previsões meteorológicas brasileiras passa agora a estar no mesmo patamar de precisão de órgãos de referência dos Estados Unidos e da Europa. O Monan opera com cobertura global, resolução de 10 quilômetros e atualização duas vezes ao dia, gerando previsões com até 11 dias de antecedência.

Um modelo de previsão do tempo é um programa computacional que simula o comportamento futuro da atmosfera a partir de equações físicas, alimentado por dados coletados em tempo real por satélites, radares e estações meteorológicas. Quanto mais moderno o modelo e mais potente a estrutura de processamento, mais refinados são os resultados.

Supercomputador com 24 vezes mais capacidade

O Jaci substitui o antigo supercomputador Tupã e tem capacidade de processamento 24 vezes superior ao equipamento anterior. Instalado na unidade do Inpe em Cachoeira Paulista, o novo sistema transforma dados como vento, umidade, temperatura e pressão em cálculos complexos processados em poucos minutos, permitindo gerar a previsão do dia seguinte com mais agilidade.

Aplicações para agricultura e alertas de desastres

Além de ganhos de precisão, o Monan deve ajudar a antecipar alertas de tempestades, frentes frias e secas severas, contribuindo para respostas mais rápidas da proteção civil. A ferramenta também deve auxiliar o planejamento de plantios e colheitas, mitigando prejuízos causados pelas oscilações do clima tropical, e gerar estimativas mais detalhadas sobre o volume de chuvas nas bacias hidrográficas do país.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, afirmou que a iniciativa garante ao Brasil soberania sobre os próprios dados climáticos, com um modelo pensado para as especificidades tropicais da América do Sul o que, segundo ela, se traduz em decisões públicas mais rápidas e em apoio ao desenvolvimento econômico.

Próximas etapas

O Inpe já planeja as próximas fases do projeto: um modelo regional para a América do Sul, com resolução de 5 quilômetros, capaz de captar variações climáticas em recortes menores, além de ferramentas de nowcasting, previsões de curtíssimo prazo, válidas por até seis horas.

Brasil 61

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Senado aprova reforma do Seguro Rural que segue para sanção presidencial

Apesar de ganharem mais espaço no debate público, o fim da escala 6×1 e da “taxa das blusinhas” não foram as únicas discussões relevantes no Congresso Nacional na última semana de esforço concentrado antes da eleição. Na quinta-feira passada (3), o Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 2.951/2024, que cria um novo marco para o Seguro Rural no Brasil

A tramitação foi acelerada nesta semana para que as modificações passem a valer neste ano agrícola. Em Mato Grosso, principal estado produtor de grãos, por exemplo, o plantio da safra de verão de soja começa em meados de setembro e o produtor precisa contratar a apólice antes do plantio para ter direito à cobertura. Sem a aprovação nesta janela, a nova legislação só valeria a partir da safrinha de 2027.

De autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS), o texto retornou à casa em maio deste ano após mudanças feitas pela Câmara dos Deputados. A votação nesta reta final do esforço concentrado contou com relatoria do senador Jaime Bagattoli (PL-RO), que manteve a maior parte do texto aprovado na Câmara. Com a aprovação, o projeto segue agora para sanção presidencial.

Novidades

Entre as principais mudanças, o projeto aperfeiçoa o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), reduz taxas de juros e amplia a prioridade em operações de crédito rural amparadas pelo seguro. O texto também passa a permitir que o contrato de seguro rural componha as garantias de operações de crédito, com cláusulas específicas como cessão fiduciária e definição da instituição financeira como primeira beneficiária da indenização em caso de sinistro.

Outro eixo central da proposta é a operacionalização do chamado Fundo Catástrofe, previsto em lei desde 2010 mas nunca implementado por falta de regulamentação e de aportes contínuos. O texto autoriza que seguradoras, resseguradoras, cooperativas e empresas do agronegócio participem como cotistas do fundo, que poderá ser composto por ações de estatais, imóveis e outros ativos da União, além de instrumentos como resseguro e Letras de Risco de Seguros. O projeto também fixa prazos para o processo de indenização: até 15 dias para o processamento do pedido, quando não houver necessidade de vistoria técnica presencial, e até 30 dias para o pagamento, contados da entrega dos documentos ou da vistoria. Além disso, proíbe o contingenciamento de despesas ligadas à subvenção do seguro rural e torna obrigatória a execução orçamentária dessas verbas, ainda que restrita ao montante previsto na Lei Orçamentária Anual. Das mudanças feitas pela Câmara, o Senado manteve o detalhamento das cláusulas que permitem usar o seguro como garantia em empréstimos rurais, mas retirou o dispositivo que autorizava remanejar sobras do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) para a subvenção do seguro. O relator também incluiu a exigência de que as despesas com subvenção sejam condicionadas a medidas de compensação orçamentária, com compromisso do governo de enviar Medida Provisória ou projeto de lei específico para regulamentar o tema.

Panorama

A aprovação ocorre em um cenário de baixa adesão ao seguro rural no país: dados  do Ministério da Agricultura apontam para 3,2 milhões de hectares assegurados em 2025, 3,3% da área plantada, uma queda de 55% em relação a 2024, e o pior desempenho nos últimos 10 anos.

A falta de recursos empenhados é vista como a principal causa da baixa adesão. De R$ 1,15 bilhão em 2021, ano do maior montante destinado e executado à subvenção, os valores caíram para R$ 565,3 milhões no ano passado, menor nível desde 2019, segundo o Atlas do Seguro Rural, plataforma do Ministério da Agricultura. Para este ano, o orçamento disponibilizado para o programa foi de R$ 1,01 bilhão. Bem abaixo dos R$ 4 bilhões apontados por entidades do setor agropecuário como necessários.

Brasil 61

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BFEST BRILHOU NO DESFILE DE 7 DE SETEMBRO EM AFOGADOS DA INGAZEIRA!

  Uma noite marcada por grandes apresentações, emoção e muito talento! A Banda Fanfarra BFEST, da EREM Santa Terezinha, mais uma vez mostrou por que vem conquistando seu espaço e se destacando entre as grandes bandas do Pajeú.

Com brilho próprio, musicalidade, disciplina, energia e uma performance contagiante, a BFEST encantou o público e levou para as ruas de Afogados da Ingazeira um espetáculo repleto de força e emoção.

Cada toque, cada movimento e cada integrante representaram o resultado de muito trabalho, dedicação e amor pela música e pela cultura.

   

🎺🥁 A BFEST não apenas desfilou — fez história!

A apresentação deste 7 de Setembro reafirma, mais uma vez, a BFEST como uma das grandes bandas do Pajeú, levando o nome da EREM Santa Terezinha e de nossa região cada vez mais longe.

🔥 BFEST — brilho, musicalidade e excelência!

🇧🇷 7 de Setembro — Afogados da Ingazeira
🎶 Banda Fanfarra BFEST – EREM Santa Terezinha
💙 Uma história que continua sendo escrita com música, dedicação e paixão!

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7 de Setembro: Entre memórias, emoção e orgulho de ser Brasileiro

   Santa Terezinha, Pernambuco, viveu um momento de emoção, alegria e patriotismo neste o 7 de Setembro que foi comemora neste dia 04/09. As avenidas da cidade foram tomadas pela população, que saiu de suas casas para prestigiar uma das datas mais importantes da história do Brasil: a celebração da Independência. Ao longo do percurso, o que se viu foi uma verdadeira demonstração de orgulho pela nossa Pátria. Crianças, jovens, famílias e moradores se reuniram para acompanhar de perto o desfile, transformando as ruas em um grande cenário de celebração, respeito e emoção.

   Os pelotões deram um brilho especial ao momento, apresentando organização, dedicação e entusiasmo. As bandas e fanfarras, com seus ritmos e sons marcantes, envolveram o público e fizeram da celebração um espetáculo ainda mais emocionante. A cada passagem dos grupos, aplausos, sorrisos e olhares emocionados revelavam o sentimento de quem acompanhava aquele momento.

  Mais do que um desfile, o   representa a oportunidade de relembrar a nossa história, valorizar a cidadania e refletir sobre o significado de ser brasileiro.

  Em Santa Terezinha, a Independência ganhou vida pelas ruas. A população mostrou que a história não permanece apenas nos livros: ela também é vivida, lembrada e celebrada pelo povo.E, quando as avenidas se enchem de gente, as bandas tocam, os pelotões passam e a bandeira do Brasil tremula, fica uma mensagem que ultrapassa o tempo: O Brasil tem uma história para lembrar, uma identidade para preservar e um futuro que precisa ser construído por todos.

Santa Terezinha celebrou o 7 de Setembro que foi comemora neste dia 04/09 com alegria, emoção e o coração verde e amarelo.

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EREM SANTA TEREZINHA DESFILE CÍVICO DO 7 DE SETEMBRO

BANDA MARCIAL

1º PELOTÃO

A VERDADE VALE UM CLIQUE: SEJA INCRÍVEL NA INTERNET

O pelotão retrata a velocidade da informação no mundo contemporâneo, que muitas vezes ocorre mais rápido do que o próprio pensamento, exigindo que as pessoas aprendam a pausar e refletir.
É necessário questionar o que se lê, verificar o que se compartilha e escolher a verdade em meio a tantas vozes.
É possível transformar um simples clique em consciência, responsabilidade e respeito.
É fundamental compreender que ser incrível na internet não é apenas aparecer, mas deixar marcas de humanidade.
Que cada clique seja uma escolha pela verdade, cada palavra carregue respeito e cada atitude ajude a tornar a internet um lugar mais incrível.

 Organização: Alexandra Quirino, Aécio Gomes, Érick Matias, Dalvaneide Vasconcelos, Francisca Paes, Geysa Lidiane, Petrônio Meneses e Verônica Samara

2º PELOTÃO

TECNOLOGIA E TRABALHO: TRANSFORMAÇÕES E DESAFIOS PARA O FUTURO.

O pelotão representa a evolução do mercado de trabalho diante dos avanços tecnológicos. Ao longo da história, a tecnologia transformou a forma como vivemos, substituindo profissões que antes eram essenciais e criando novas carreiras que exigem criatividade, inovação e conhecimento digital.

Nossa apresentação faz um contraste entre o passado e o futuro: homenageia as profissões que foram praticamente extintas pelo progresso tecnológico e destaca as novas oportunidades que nasceram com a era da inteligência artificial, da internet e da automação.

o futuro não pertence às máquinas, mas às pessoas capazes de aprender, se adaptar e inovar.

Organização: Ana Caroline, Diego Oliveira, Eliane Alves, João Lopes, José Geilson, Marília Gabriela, Marcelo Oliveira, Maria Claudeci, Nitienne Muniz, Sandreana

3º PELOTÃO

VOZES DO FUTURO: PROTAGONISMO JUVENIL E DEMOCRACIA DIGITAL

O Pelotão traz a reflexão sobre o contexto das mídias digitais que nos influenciam o tempo todo. Trazemos aqui alguns influenciadores digitais usam as redes sociais para espalhar conhecimento, cultura, ciência, etc. em diversas áreas do conhecimento e que tem milhões de seguidores em suas plataformas.

Depois trazemos para o debate o acesso universal à tecnologia como direito cívico, sem barreiras de classe ou região para todos os cidadãos, que usando sua é ampliada pelas mídias digitais.

Por fim, o Voto e a Voz na Era Digital, no qual o foco é o exercício ativo da democracia, usando a internet para fiscalizar e participar ativamente nossos políticos por mais justiça social em nosso país.

Organização: Edivan da Costa, Janaina Raquel, Luciana Mércia, Márcia Oliveira, Soraya Naelcia.

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Escola Municipal José Paulino de Siqueira DESFILE CÍVICO 2026

Secretaria Municipal de Educação e Esportes  Escola Municipal José Paulino de Siqueira

 

DESFILE CÍVICO 2026

EMA: LEITORES CONECTADOS AO MUNDO DIGITAL

1º PELOTÃO: REDES SOCIAIS — VOZES QUE CONECTAM

(Professores e cuidadores do 4º ano: Marcelo, Yale, Micherlane, Kátia, Adria, Francimeire e Sandra).

Vivemos em um mundo cada vez mais conectado.
Com apenas um clique, podemos compartilhar ideias, conhecer pessoas, aprender e transformar informações em conhecimento.

As redes sociais aproximam quem está longe e dão voz a milhões de pessoas. Mas estar conectado também significa ter responsabilidade.

Precisamos aprender a usar a tecnologia com consciência, respeito e segurança.
Antes de compartilhar, devemos pensar.
Antes de acreditar, devemos verificar.
Antes de comentar, devemos respeitar.

2º PELOTÃO: MUNDO DIGITAL – LEITURA EM LIVRO

(Professores e cuidadores do 4º ano: Marcelo, Yale, Micherlane, Kátia, Adria, Francimeire e Sandra).

No mundo digital, tudo está ao alcance de um clique.

Ler é viajar sem sair do lugar.
É conhecer outros mundos.
É aprender a pensar.
É transformar informação em conhecimento.

Hoje, livros e tecnologias caminham juntos.

Do papel à tela, da biblioteca ao mundo digital, a leitura continua sendo uma poderosa ferramenta para transformar vidas.

Porque a tecnologia nos conecta, mas a leitura nos transforma!

3º PELOTÃO: EUGÊNIA E S ROBOS

(Professores e cuidadores do 5º ano: Adriana, Thata, Gisele e Camila ).

Eugênia é uma menina de 11 anos muito inteligente e apaixonada por mecânica, eletricidade e aparelhos eletrônicos. Ela passa grande parte do tempo em seu quarto, transformado em um verdadeiro laboratório de invenções.

Com sua inteligência, ela cria robôs para serem seus amigos.

Mas Eugênia descobre que nenhuma máquina consegue substituir completamente a amizade, os sentimentos e a convivência humana.

A tecnologia pode criar máquinas incríveis.
Mas são os sentimentos que nos tornam humanos.

4º PELOTÃO: FAKE NEWS — CUIDADO COM O QUE COMPARTILHAMOS!

(Professores e cuidadores do 5º ano: Adenilson, Clevi e Aline   ).

Uma notícia pode informar.
Uma mentira também pode se espalhar.

Na era digital, uma informação falsa pode alcançar milhares de pessoas em poucos segundos.

Por isso, antes de curtir, comentar ou compartilhar, precisamos parar, pensar e verificar.

Nem tudo que aparece na tela é verdade!

Informação exige responsabilidade.
Compartilhar exige consciência.

Contra as fake news, a melhor defesa é o conhecimento!

5º PELOTÃO: CULTURA AFRICANA

(Professores e cuidadores do 5º ano: Adriana, Thata, Gisele, Camila).

A África é berço de histórias, saberes e tradições que atravessam gerações.

Sua cultura está presente na música, na dança, na arte, na culinária e na formação do povo brasileiro.

Valorizar a cultura africana é reconhecer nossas raízes, respeitar a diversidade e combater o preconceito.

África: memória, resistência, identidade e riqueza cultural!

6º PELOTÃO: EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA

( Rúbia, Vânia, Alessandra, Luciene, Arisseixas, Iolanda)

Do fogo à eletricidade,
do rádio ao computador,
da máquina de escrever ao celular,
a tecnologia transformou nossa maneira de viver.

Cada invenção abriu novos caminhos para a humanidade.

Evolução tecnológica: do passado, construímos o presente e projetamos o futuro! 

7º PELOTÃO: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

( Josy, Elivanda, Carla, Natalia, Jeilson, Manoel, Júlia, João).

A inteligência artificial já faz parte do nosso cotidiano.

Ela aprende, cria, transforma informações e nos ajuda a encontrar novas soluções.

Mas a tecnologia precisa estar a serviço das pessoas.

Usar a inteligência artificial com ética, responsabilidade e consciência é construir um futuro melhor.

Inteligência Artificial: tecnologia que transforma, conhecimento que inspira, futuro que construímos juntos!

8º PELOTÃO: A MATEMÁTICA POR TRAZ DO MUNDO DIGITAL

( Mara, Gabriel, Valmir, Vanilson, Edson e Carlos)

Por trás de cada celular, computador e tecnologia, existe a matemática.

São números, cálculos, códigos e algoritmos que fazem o mundo digital funcionar.

A matemática está presente em cada clique, cada conexão e cada inovação.

Ela transforma números em possibilidades
e ideias em soluções.

Matemática: a linguagem que ajuda a construir o mundo digital e o futuro!

7 DE SETEMBROUMA HISTÓRIA QUE VIVE EM NÓS

  ” Hoje não celebramos apenas uma data. Celebramos a memória de um povo, a identidade de uma nação e o sonho de um Brasil livre.
   Há datas que passam pelo calendário.
   E há datas que atravessam gerações.
   O 7 de Setembro é uma delas.
   Às margens do Ipiranga, em 1822, um grito entrou para a história: “Independência ou Morte!”
 Mas aquele grito não ficou preso às margens de um riacho. Ele atravessou o tempo, chegou aos nossos dias e continua nos fazendo uma pergunta:
  O que estamos fazendo com a liberdade que recebemos?
  Porque independência não é apenas romper com um domínio estrangeiro.
  Independência é ter coragem para construir o próprio caminho.
  É levantar a cabeça diante das dificuldades.
  É defender a dignidade de um povo.
  É acreditar que uma nação pode crescer sem perder sua identidade.
  É compreender que liberdade não significa ausência de responsabilidade.
🇧🇷 O Brasil é muito maior do que suas dificuldades.
 É a terra de um povo que trabalha, que sonha, que luta, que cai e se levanta.
 É a voz do estudante que acredita no futuro.
 É o professor que transforma vidas através da educação.
 É o trabalhador que acorda cedo para sustentar sua família.
 É o agricultor que planta esperando a colheita.
 É a mãe que sonha com um futuro melhor para seus filhos.
 É cada brasileiro que, apesar das dificuldades, continua acreditando.
 Esse também é o Brasil.
   Por isso, quando olhamos para a nossa bandeira, não devemos enxergar apenas quatro cores.
 Devemos enxergar história, memória, esperança e responsabilidade.
 O verde nos lembra a nossa terra.
 O amarelo, as riquezas que Deus e a natureza nos permitiram receber.
 O azul nos faz olhar para a imensidão do nosso céu.
 E o branco nos lembra um desejo que jamais deveria desaparecer: a paz.
 Mas nenhuma bandeira será suficientemente bonita se não houver, por trás dela, um povo disposto a construir uma sociedade melhor.
 Hoje, mais de dois séculos depois da Independência, talvez o maior desafio não seja conquistar uma nova independência.
Talvez seja aprender a preservar a liberdade que já conquistamos.
 Liberdade para pensar.
 Liberdade para falar.
 Liberdade para escolher.
 Liberdade para acreditar.
 Liberdade para sonhar.
Mas, acima de tudo, liberdade para fazer o bem.
Que o 7 de Setembro não seja apenas um desfile.
  Que seja um despertar.
  Que desperte em nós o amor pelo Brasil.
  Que desperte a consciência cidadã.
  Que desperte o respeito pela nossa história.
  Que desperte a esperança em dias melhores.
 Porque uma pátria não é construída somente por aqueles que aparecem nos livros de história.
 Ela também é construída por pessoas comuns que, todos os dias, fazem a sua parte.
 E talvez essa seja a maior homenagem que podemos prestar ao nosso país:
não apenas dizer que amamos o Brasil, mas demonstrar esse amor através das nossas atitudes.
🇧🇷 Brasil, que a tua independência continue sendo lembrada.
 Que a tua história nunca seja esquecida.
 Que os teus filhos tenham orgulho de dizer:
 “Esta é a minha terra. Esta é a minha pátria. Este é o meu Brasil.”
 E que, olhando para o futuro, possamos dizer com esperança:
“O Brasil que queremos construir começa com a responsabilidade de cada um de nós.”

Viva o Brasil! 🇧🇷
Viva a liberdade!
Viva a nossa história!

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Aos 29 anos, ex-BBB reflete sobre participação no reality show

cantora sertaneja Gabi Martins relembrou a época em participou do Big Brother Brasil, em 2020. A famosa comentou que, durante a sua entrada no reality show, estava passando por um momento conturbado em relação a sua saúde mental.

“Hoje eu decidi abrir uma coisa particular minha, que é uma coisa que eu queria compartilhar com vocês, que mexeu muito comigo na época e tem mexido muito comigo esses dias também. Resolvi falar, que foi a minha participação do Big Brother”, contou ela em suas redes sociais.

“Como eu sei que muitos de vocês me acompanham desde essa época, queria me abrir com vocês. Por muito tempo, o Big Brother, pra mim, ele foi uma dor muito grande e, até hoje, eu não consegui ver, me machucava muito, porque eu enxerguei a minha participação como um fracasso”, destacou a ex-BBB.

“Sei que muitos de vocês acharam que eu fui uma planta e isso me magoou muito, por muitos anos. Mas pra quem não sabe, na época, eu estava passando por um momento de depressão e ansiedade. Tive que interromper um tratamento com remédios, porque vi que era uma grande oportunidade de me reconectar”, completou a famosa.

Gabi admitiu que, por mais que quisesse entrar no programa, não entendeu a dinâmica do jogo e foi prejudicada na ocasião. “Lá dentro, gente, foi muito difícil pra mim. A pressão é enorme, as pessoas ficam se beliscando o tempo todo pra brigar e eu não sou disso, gente. Acabei realmente não entendendo o jogo e não me saí muito bem”, destacou a ex-BBB.

Ela refletiu sobre o sucesso de sua profissão e destacou que, apesar de não ter se dado bem naquela edição, o reality ajudou a impulsionar sua carreira como cantora. “Então, por que eu fui um fracasso? Sendo que a vida é exatamente assim, a gente precisa ressignificar vários momentos de dor que a gente tem e eu aprendi a ressignificar essa fase, que foi um machucado pra mim, uma cicatriz. Mas, a cicatriz faz parte do meu processo”, explicou a ex-sister.

caras

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Julia Guedes lança ‘Álbum Vermelho’ em show nesta quinta (20) em Belo Horizonte

   Há algo de simbólico no encontro entre Julia Guedes e o palco do Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec. no Centro de Belo Horizonte. De um lado, “Álbum Vermelho”, disco de estreia que marca o início de uma nova fase na trajetória da cantora, compositora, multi-instrumentista, produtora musical e artista visual mineira. Do outro, as tradicionais cadeiras vermelhas da sala, como se o próprio teatro já estivesse preparado para receber o universo criado pela talentosa neta de Beto Guedes.

É nesse cenário que Julia apresenta, nesta quinta-feira (20), o show de lançamento de “Álbum Vermelho”. A apresentação, marcada para as 19h, inaugura a circulação do trabalho, lançado pelo selo dobra discos, com distribuição da Altafonte Brasil.

No palco, Julia leva as 12 faixas do álbum e amplia a experiência com releituras de músicas de seu avô, Beto Guedes, e de outros compositores ligados ao Clube da Esquina. Mais do que um show de lançamento, a noite promete ser uma espécie de passagem: o universo que nasceu no disco ganha corpo, luz, movimento e presença diante do público.

Um álbum que virou universo

“Álbum Vermelho” carrega a personalidade de Julia em praticamente cada detalhe. A artista participou de todas as etapas da construção do projeto e assina a produção musical ao lado de Antonio Neves, com coprodução de Paulo Emmery. Também estão sob sua responsabilidade a direção criativa, a direção de arte e o design do álbum.

Das 12 músicas, 11 são composições de Julia. A exceção é “A Página do Relâmpago Elétrico”, canção de Beto e Ronaldo Bastos, que aproxima ainda mais o trabalho de suas referências familiares e musicais.

Julia também assina o cenário e o figurino do espetáculo, concebidos como extensões do álbum. Mas, para além da cor, o espetáculo pretende traduzir a intensidade presente no álbum.

A voz e as teclas de Julia estarão acompanhadas por Pedro Abujamra, nos teclados e sintetizadores; Pedro Fonseca, no baixo; Thiago Caldas, na guitarra e no violão; e Ciro Trevisan, na bateria. A equipe técnica é formada por João Myrrha, no som; Maria Drummond, na iluminação; e Gabriella Lemos, na produção.

Serviço
O quê. Julia Guedes — Show de lançamento de “Álbum Vermelho”
Quando: Quinta-feira (20/8), às19h
Onde. Teatro de Câmara  do Cine Theatro Brasil Vallourec (avenida Amazonas, 315, Centro)
Ingressos:  a partir de R$ 30. Venda na bilheteria e pela Eventim

otempo

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MP Eleitoral recomenda a igrejas que não façam propaganda eleitoral

 O Ministério Público Eleitoral recomendou que entidades religiosas de Rondônia não realizem, promovam ou permitam propaganda eleitoral em templos, pátios, anexos ou qualquer outro espaço vinculado às instituições.

 A orientação abrange manifestações favoráveis ou contrárias a pré-candidatos, candidatos, partidos, federações e coligações nas eleições de 2026.

 A Recomendação nº 9/2026, assinada pelo procurador regional eleitoral Leonardo Trevizani Caberlon, também determina que pastores, ministros, sacerdotes, pregadores e demais líderes sejam orientados a não utilizar cultos, celebrações, reuniões ou outras atividades religiosas para fazer propaganda eleitoral, seja de forma verbal, audiovisual, digital ou impressa.As instituições ainda devem impedir o uso de sua estrutura física, organizacional, financeira, de pessoal ou de comunicação para promover ou prejudicar candidaturas.

A restrição também alcança a influência e a autoridade exercidas por líderes religiosos sobre os fiéis.

 Medida alerta que propaganda em templos pode configurar abuso de poder e resultar em cassação e inelegibilidade.Magnific

Atos proibidos

  A recomendação considera irregulares tanto as propagandas explícitas quanto as realizadas de maneira dissimulada.

 Entre as práticas mencionadas estão pedidos de voto, exaltação de candidaturas, manifestações de apoio, agradecimentos públicos e distribuição ou exposição de material de campanha.Também ficam vedados o uso de faixas, cartazes, camisetas, adesivos, símbolos e outros recursos destinados a influenciar a escolha dos eleitores. As restrições valem para manifestações favoráveis ou contrárias a candidatos e grupos políticos.O MP Eleitoral recomendou ainda que o documento seja amplamente divulgado entre os membros das instituições religiosas, especialmente aqueles que sejam pré-candidatos ou candidatos em 2026.Os dirigentes devem adotar medidas para assegurar o cumprimento da legislação, sob risco de responsabilização conjunta por eventuais infrações.

Templos são considerados bens de uso comum

A recomendação cita a Lei das Eleições, que impede partidos e candidatos de receberem, direta ou indiretamente, doações em dinheiro ou estimáveis em dinheiro provenientes de entidades beneficentes ou religiosas.

A proibição inclui publicidade de qualquer espécie realizada por essas instituições.

O documento também destaca que templos religiosos, inclusive seus pátios, são considerados bens de uso comum para fins eleitorais. Por isso, não podem ser utilizados para veiculação de propaganda. O responsável por permitir a prática pode ser multado em valores que variam de R$ 2 mil a R$ 8 mil. A proibição de doações eleitorais por pessoas jurídicas, estabelecida pela Lei 13.165/2015 e por decisão do Supremo Tribunal Federal, reforça a impossibilidade de igrejas financiarem direta ou indiretamente campanhas eleitorais.

Abuso de poder pode levar à cassação

Segundo o MP Eleitoral, a realização de propaganda por entidades religiosas, inclusive de forma velada, pode caracterizar abuso de poder econômico.Nesses casos, o candidato beneficiado pode ter o registro ou o diploma cassado, enquanto os envolvidos na conduta ficam sujeitos à inelegibilidade.A recomendação menciona entendimento do Tribunal Superior Eleitoral segundo o qual o uso da estrutura e da autoridade religiosa pode configurar abuso de poder político ou econômico quando houver desvio de finalidade e impacto na igualdade da disputa.O ilícito pode ser reconhecido mesmo sem pedido explícito de voto. Conforme o TSE, devem ser considerados elementos como promoção pessoal, referência às eleições e instrumentalização da fé dos eleitores.

Liberdade religiosa não afasta regras eleitorais

Caberlon afirma no documento que “a liberdade religiosa não constitui direito absoluto”.

Segundo o procurador, a manifestação de religião ou convicção, em espaços públicos ou privados, não pode ser usada como justificativa para atos proibidos pela legislação.A recomendação tem como fundamento o princípio da igualdade da disputa eleitoral, segundo o qual candidatos devem concorrer em condições justas e equilibradas.O texto também cita a proteção constitucional à liberdade de consciência, de crença e de culto, além da Declaração Universal dos Direitos Humanos.Após o recebimento do documento, os dirigentes das entidades serão considerados formalmente cientes das restrições e poderão ser responsabilizados por infrações futuras decorrentes de omissão.O MP Eleitoral informou ainda que a recomendação não encerra sua atuação e que outras medidas poderão ser adotadas. O documento será encaminhado aos dirigentes de entidades religiosas de Rondônia e aos promotores eleitorais do estado, responsáveis pela fiscalização em suas respectivas circunscrições.

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Pernambuco é o segundo estado com mais denúncias de irregularidades eleitorais no início da campanha

Pernambuco aparece como o segundo estado com maior número de denúncias de irregularidades em propaganda eleitoral registradas nos primeiros dias da campanha para as eleições de outubro.

De acordo com dados da Justiça Eleitoral, foram contabilizadas 106 ocorrências no estado por meio do aplicativo Pardal, ficando atrás apenas de São Paulo, com 193 registros.

Ao todo, a Justiça Eleitoral recebeu 1.103 denúncias em todo o país desde o início da campanha. Depois de Pernambuco, os estados com mais registros são Paraná (102), Rio Grande do Sul (95) e Minas Gerais (89).

    As denúncias envolvem casos de propaganda irregular em bens públicos, divulgação de propaganda antes do período permitido, realização de showmícios com artistas e disseminação de notícias falsas na internet.

  O recebimento das ocorrências é feito pelo aplicativo Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral disponível gratuitamente para dispositivos Android e iOS.

    Para utilizar o sistema, o cidadão deve fazer login com a senha do e-Título ou da plataforma Gov.br. A Justiça Eleitoral informa que a identidade do denunciante é mantida em sigilo. Após o envio, as denúncias são encaminhadas aos órgãos responsáveis pela apuração, entre eles o Ministério Público Eleitoral e os juízes eleitorais.

  A campanha eleitoral teve início no último domingo (16) e, desde então, candidatos estão autorizados a realizar carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico entre 8h e 22h.

  As atividades devem também respeitar uma distância mínima de 200 metros de sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, tribunais, quartéis militares, hospitais, escolas e igrejas e podem ocorrer até 3 de outubro, véspera do primeiro turno. Já os comícios estão autorizados entre 8h e meia-noite e poderão ser realizados até o dia 1º de outubro.

  A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão será veiculada entre 28 de agosto e 1º de outubro.

 O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

  O segundo turno poderá ocorrer em 25 de outubro para os cargos de presidente e governador, caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, excluídos os votos brancos e nulos.

diariodepernambuco

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Ensino fundamental melhora nas redes municipais

   A educação nas redes municipais registrou avanços nos anos iniciais do ensino fundamental. Os resultados mais recentes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) apontam o melhor desempenho da série histórica nessa etapa, que abrange do 1º ao 5º ano, e ajudam a traçar um panorama da aprendizagem dos estudantes e do fluxo escolar nos municípios brasileiros.

O Ideb é o principal indicador utilizado para medir a qualidade da educação básica no país. O índice combina o desempenho dos alunos em avaliações nacionais com dados de aprovação escolar, permitindo acompanhar a evolução do ensino ao longo do tempo.Criado em 2007, o índice reúne informações sobre o desempenho dos estudantes nas avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e dados de aprovação obtidos a partir do Censo Escolar.Na prática, isso significa que o resultado não considera apenas quanto os estudantes aprenderam. O indicador também leva em conta o fluxo escolar, permitindo observar conjuntamente aprendizagem e progressão dos alunos ao longo da educação básica.

Melhor resultado da série histórica

O principal destaque está nos anos iniciais do ensino fundamental. As redes municipais alcançaram o melhor resultado desde o início da série histórica, reforçando uma trajetória de avanço nessa etapa da educação.Os anos iniciais concentram uma parcela importante da atuação dos municípios na educação básica e abrangem um período decisivo da formação escolar, com a consolidação da alfabetização e de conhecimentos fundamentais em áreas como língua portuguesa e matemática.Já nos anos finais, do 6º ao 9º ano, os resultados permitem observar outro momento da trajetória dos estudantes e os desafios enfrentados pelas redes para manter a evolução da aprendizagem ao longo do ensino fundamental.

Município cearense alcança nota 9,3

Entre os destaques dos resultados está Deputado Irapuan Pinheiro, município de cerca de 9 mil habitantes no sertão central do Ceará, que alcançou nota 9,3 nos anos finais do ensino fundamental, a maior entre as redes municipais do país. O resultado ficou quatro pontos acima da média nacional, de 5,3.O desempenho acompanha uma trajetória de crescimento da rede municipal. A nota nos anos finais passou de 5,1, em 2017, para 5,4, em 2019; 7,0, em 2021; 8,8, em 2023; e 9,3, em 2025.A rede atende 957 estudantes da educação infantil e do ensino fundamental em quatro escolas, todas de tempo integral. Entre as estratégias adotadas estão o acompanhamento contínuo da aprendizagem, formação de professores, reforço escolar e aulas de computação no contraturno.

Afinal, o que esses números medem?

Para entender os resultados, é importante saber que o indicador combina duas dimensões da educação: aprendizagem e fluxo escolar.O desempenho dos estudantes é medido pelo Saeb, avaliação realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Tradicionalmente, são avaliadas habilidades de língua portuguesa, com foco em leitura, e matemática, com foco na resolução de problemas.Essas médias de desempenho são combinadas com informações sobre aprovação, reprovação e abandono escolar obtidas pelo Censo Escolar. Dessa forma, uma rede não consegue melhorar seu indicador apenas aumentando a aprovação dos estudantes: é necessário que essa progressão esteja acompanhada de aprendizagem.

Por que acompanhar os resultados?

Mais do que estabelecer uma nota para escolas e redes de ensino, os dados permitem acompanhar a evolução da educação ao longo do tempo e identificar onde estão os principais avanços e desafios.

Os resultados podem servir de subsídio para que gestores municipais avaliem políticas educacionais, identifiquem dificuldades de aprendizagem e direcionem estratégias e investimentos. A metodologia do Saeb também permite comparar o desempenho das redes e escolas entre diferentes edições.

Como consultar os resultados?

O resultados educacionais são disponibilizados pelo Inep e podem ser consultados por diferentes recortes, incluindo Brasil, estados, municípios e escolas. Dessa forma, é possível verificar o desempenho da rede municipal e acompanhar sua evolução ao longo das diferentes edições do indicador.

Brasil 61

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Hemorroidas: saiba o que são

  As hemorroidas são veias na região do reto e do ânus que, quando incham ou saem do lugar, causam dor, coceira, desconforto ao evacuar e até sangramento.

Isso costuma acontecer por causa de prisão de ventre, esforço ao evacuar ou ficar muito tempo sentado. Apesar do incômodo, a condição não costuma ser grave e, na maioria dos casos, pode ser tratada sem cirurgia.

Beber bastante água, consumir fibras, praticar exercícios e evitar fazer força ao evacuar são atitudes que ajudam muito. Banhos de assento com água morna e o uso de pomadas ou cremes também aliviam os sintomas.

Em casos mais avançados, há procedimentos simples no consultório, como a ligadura elástica. O importante é procurar um médico para avaliar e indicar o melhor tratamento.

Veja ao vídeo com a explicação do especialista:

Brasil 61

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Brasil registra quase 30 mil focos de incêndio em 2026; aumento de temperatura levanta alerta de risco para Amazônia, Cerrado e Caatinga

   O Brasil já registrou 29.618 focos de incêndio em 2026, até a última quarta-feira (12), segundo os dados disponibilizados pela plataforma Terra Brasilis, desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Juntos, os estados de Mato Grosso, Tocantins, Bahia, Maranhão e Pará concentram os maiores números, somando mais de 18 mil ocorrências. O cenário acende alerta, considerando o período mais seco em grande parte do país e o fortalecimento do fenômeno El Niño, que pode alterar o regime de chuvas e elevar as temperaturas nos próximos meses.

No ranking estadual, Mato Grosso aparece na primeira posição, com 4.553 focos, seguido por Tocantins, com 4.141, Bahia, com 3.256, Maranhão, com 3.121, e Pará, com 3.112. Os cinco estados respondem, juntos, por cerca de 62% dos focos registrados no país no período – de 1° de janeiro a 12 de agosto de 2026.

Os dados mostram, ainda, uma concentração das ocorrências no Centro-Oeste, no Matopiba e na Amazônia. 

Confira o ranking dos focos de incêndio por estado em 2026:

  1. Mato Grosso: 4.553
  2. Tocantins: 4.141
  3. Bahia: 3.256
  4. Maranhão: 3.121
  5. Pará: 3.112
  6. Minas Gerais: 1.767
  7. Roraima: 1.695
  8. Piauí: 1.202
  9. Goiás: 904
  10. Ceará: 750
  11. Mato Grosso do Sul: 674
  12. Amazonas: 587
  13. Paraná: 491
  14. Santa Catarina: 482
  15. Rio Grande do Sul: 436
  16. Pernambuco: 411
  17. São Paulo: 394
  18. Espírito Santo: 325
  19. Rio de Janeiro: 219
  20. Alagoas: 200
  21. Rondônia: 191
  22. Rio Grande do Norte: 183
  23. Paraíba: 147
  24. Sergipe: 131
  25. Acre: 121
  26. Distrito Federal: 63
  27. Amapá: 62

El Niño ganha força e acende alerta para o segundo semestre

A preocupação para os próximos meses está relacionada também à evolução do El Niño, um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico equatorial. 

Em boletim divulgado na quinta-feira (13), a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) informou que o fenômeno está se fortalecendo e apontou mais de 90% de probabilidade de um evento muito forte durante o outono e o inverno do Hemisfério Norte de 2026/27. 

de outubro a dezembro, a agência estima 69% de chance de um evento histórico, com intensidade superior à dos episódios registrados anteriormente, datados de 1950.

No Brasil, os efeitos esperados do El Niño são diferentes entre as regiões. A meteorologista Andrea Ramos aponta que o fenômeno tende a alterar tanto a temperatura quanto a distribuição das chuvas:

“Para o Brasil, isso tende a aumentar a probabilidade de temperaturas acima da média em grande parte do território e de uma distribuição mais irregular de chuvas. De modo geral, o Sul apresenta uma maior tendência de chuvas acima da média, enquanto que setores do Norte, Nordeste e parte central do país podem enfrentar períodos mais secos ou com precipitação irregular”, pontua.

O Boletim nº 2 do Painel El Niño 2026-2027 aponta que a previsão climática para o trimestre de agosto a outubro de 2026 é de chuvas acima da média em áreas do Sul e abaixo da média no centro-norte do país entre agosto e outubro. Além disso, há uma alta probabilidade de temperaturas acima da média no segundo semestre. O documento alerta que essa combinação pode aumentar a ocorrência de ondas de calor e incêndios florestais.

A publicação é realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM).

El Niño e queimadas

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima apontou, em julho, que o fenômeno El Niño continuaria se intensificando ao longo dos meses, com perspectivas de atingir intensidade forte ou muito forte entre agosto e dezembro.

A pasta alertou para um aumento do perigo de incêndios entre agosto e outubro, especialmente na Amazônia, no Cerrado e na Caatinga. Entre os estados indicados como áreas de maior probabilidade de ocorrência de fogo estão Amazonas, Pará, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, com abrangência especial para a Amazônia e parte do Brasil Central.A meteorologista Andrea Ramos explica que o El Niño não é responsável diretamente por provocar incêndios. No entanto, o fenômeno pode criar condições mais favoráveis para a propagação das queimadas e que, na maior parte das situações, o início do fogo está relacionado à ação humana. Andrea elucida que o fenômeno climático atua principalmente sobre as condições ambientais que determinam o grau de secura da vegetação e a facilidade de propagação das chamas.

“Quando temos vários dias sem chuva, temperaturas elevadas, baixa umidade do ar e redução da umidade do solo e da vegetação, o material vegetal fica mais seco e inflamável. Se houver uma fonte de ignição, o fogo encontra condições para se espalhar com mais rapidez e intensidade, principalmente na presença de vento”, frisa a especialista.O consultor climático e meteorologista Francisco de Assis destaca que o risco de queimadas ao longo do trimestre não está restrito a uma única região.

“Condições de queimadas podem ocorrer tanto no centro do Brasil como também em parte da Região Norte, no interior do Nordeste, na Bahia. Além de Minas Gerais, Tocantins, Amazônia, Rondônia, Acre e Mato Grosso, são estados propícios às condições de queimadas e incêndios durante esse período do segundo semestre”, afirma Assis.Os especialistas apontam que o cenário evidencia atenção especial para o Centro-Oeste e áreas do Nordeste, além do Cerrado, e as regiões leste e sul da Amazônia, sobretudo durante a fase mais crítica da estação seca – entre agosto e outubro.“Estados como Mato Grosso, Pará, Tocantins, Amazonas e Maranhão merecem atenção especial, além de setores de Rondônia, Goiás e Mato Grosso do Sul. Os prognósticos climáticos também mostram temperaturas acima da média em grande parte do país, o que pode intensificar a perda da umidade do solo e da vegetação”, analisa Andrea Ramos.

Previsões para 2027

O Boletim nº 2 do Painel El Niño 2026-2027 aponta, ainda, 100% de probabilidade de permanência do fenômeno até, pelo menos, o início de 2027, com altas chances de ocorrência de um El Niño muito forte entre a primavera e o início do verão de 2026.

Na avaliação dos especialistas, os efeitos do El Niño podem continuar em 2027, principalmente sobre as temperaturas, a distribuição das chuvas e a disponibilidade hídrica. Porém, a permanência dos efeitos climáticos do fenômeno não significa que “o maior pico de queimadas ficará para o próximo ano”, afirma Andrea. “De forma geral, o cenário exige atenção, porque estamos combinando uma estação seca, já naturalmente favorável às queimadas, com o El Niño em fortalecimento e temperaturas acima da média. O risco maior não está em um único fator isolado, mas na sobreposição entre calor, baixa umidade, ausência prolongada de chuvas, vegetação seca e o vento”, diz a meteorologista.

 Brasil 61

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Estados e municípios recebem mais de R$ 400 milhões em royalties da mineração

  Mais de R$ 400 milhões arrecadados com a exploração mineral foram repassados recentemente a estados, ao Distrito Federal e a municípios produtores. Os recursos correspondem à Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), conhecida como royalty da mineração, arrecadada em julho e distribuída pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

Do valor total, cerca de R$ 90 milhões foram destinados aos estados e ao Distrito Federal. Os municípios ficaram com mais de R$ 350 milhões. Entre os estados, Minas Gerais lidera o recebimento dos recursos, com mais de R$ 40,3 milhões, seguido pelo Pará, que recebeu mais de R$ 37,5 milhões.

Um relatório divulgado pela ANM disponibiliza a relação completa dos valores distribuídos por estados e municípios.

Nova plataforma

O mês de julho deu início à transição do sistema de arrecadação da CFEM, que passou a ser operado pela Plataforma de Gestão de Recursos Minerais (PGRM) no dia 7 de julho de 2026. Segundo a ANM, a nova plataforma foi responsável por 88,92% da arrecadação total.

A modernização também incluiu o Pagtesouro, sistema para pagamento de pix, como modalidade de pagamento disponível. A ferramenta registrou 1.129 operações, o que representa 11,55% das transações do período.

Regras para a utilização dos recursos da CFEM

Pela legislação, os recursos da CFEM não podem ser empregados no pagamento de dívidas, exceto aquelas contraídas junto à União ou a entidades federais. Além disso, os valores também não podem ser usados para custear despesas permanentes com pessoal.

No entanto, há uma exceção para a área da educação. Nesse caso, os recursos podem ser aplicados em despesas educacionais, incluindo o pagamento de professores da rede pública, principalmente os que atuam na educação básica em tempo integral.

A norma também determina que, preferencialmente, pelo menos 20% da arrecadação seja utilizada em iniciativas voltadas à diversificação econômica, à exploração mineral sustentável e ao desenvolvimento de pesquisas científicas e tecnológicas.

Transparência 

Estados, Distrito Federal e municípios que recebem a compensação devem divulgar anualmente a forma como os recursos foram utilizados. A exigência segue as regras da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011).

Os valores detalhados dos repasses podem ser consultados nos portais da Agência Nacional de Mineração e do Banco do Brasil.

Brasil 61

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