11 de dezembro de 2025 10:18

Gilmar rejeita pedido para reconsiderar decisão sobre impeachment de ministros do STF: ‘Incabível’

Resumo
O ministro Gilmar Mendes rejeitou pedido da AGU para reconsiderar decisão que limita à PGR a iniciativa de pedidos de impeachment de ministros do STF, considerando-o “incabível” e destacando a incompatibilidade de pontos da Lei 1.079/1950 com a Constituição.  
O ministro Gilmar Mendes rejeitou, nesta quinta-feira, 4, um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para que reconsiderasse a determinação que restringe à Procuradoria-Geral da República (PGR) a iniciativa para apresentar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o ministro da Corte, “o pedido de reconsideração é manifestadamente incabível”.Na decisão, Gilmar afirmou que o ordenamento jurídico brasileiro não considera “o chamado pedido de reconsideração”, o que seria um recurso informal sem valor próprio. O ministro complementou que o assunto será levado ao plenário virtual do STF, entre os dias 12 e 19 de dezembro, e poderá ser apreciado por toda a Corte. “Compreendo que existem alguns pontos da Lei 1.079/1950, no que diz respeito ao rito do processo de impeachment de membros do Poder Judiciário, que padecem de vícios maculadores de sua higidez constitucional. Além disso, conforme pontifiquei em tal ato decisório, a submissão dos magistrados dos Tribunais Superiores a um regime de responsabilização incompatível com o texto constitucional representa um grave comprometimento da  independência judicial, o que denota a extrema urgência de que se reveste a medida”, escreveu Gilmar. 

Impeachment de ministros do STF
Em uma decisão de quarta-feira, 3, o ministro Gilmar Mendes concedeu uma medida liminar que altera o rito de impeachment de ministros do STF. O magistrado retirou de “todo cidadão” o direito de denunciar um crime de responsabilidade contra um membro da Corte, e determinou que a denúncia caberá apenas à Procuradoria-Geral da República (PGR). Em seu argumento, Gilmar disse que a PGR, “na condição de fiscal da ordem jurídica, possui capacidade para avaliar, sob a perspectiva estritamente jurídica, a existência de elementos concretos que justifiquem o início de um procedimento de impeachment”. A decisão, no entanto, não foi bem recebida pela classe. política.

terra

O CORPO: A MARAVILHOSA OBRA DA CRIAÇÃO DE DEUS

CORPO, ALMA E ESPÍRITO
A Restauração Integral do Ser Humano para chegar à Estatura Completa de Cristo

INTRODUÇÃO
O racionalismo e o cientificismo buscam há séculos explicar a existência humana, mas falham em desvendar todos os mistérios do corpo. Essa lacuna gera uma profunda crise de identidade no homem pós-moderno. Diante de tantas incertezas, somente a fé, por meio das Escrituras Sagradas, oferece respostas seguras sobre nossa constituição e propósito. Este estudo, portanto, analisa o corpo não como um acaso evolutivo, mas como a maravilhosa obra da criação de Deus. Ao compreendermos a origem divina de nossa estrutura física, somos convidados a glorificar o Criador com nosso ser integral, corpo, alma e espírito. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO
O Senhor criou todas as partes internas do meu corpo; uniu todas essas partes para formar o meu corpo, enquanto eu ainda estava no ventre de minha mãe. Agradeço ao Senhor por me ter criado de maneira tão perfeita e maravilhosa! Suas obras são maravilhosas; e eu sei disso muito bem. O Senhor conhecia perfeitamente cada osso do meu corpo que estava sendo formado enquanto eu ainda estava no ventre da minha mãe, como a semente que cresce debaixo da terra. Antes mesmo de o meu corpo tomar forma humana, o Senhor já havia planejado todos os dias da minha vida; cada um deles estava registrado no seu livro, antes de qualquer um deles existir! (Sl 139.14 NBV). Essa passagem bíblica é uma confissão poética da onisciência e da onipotência de Deus aplicadas à criação da vida. A admiração do salmista não se dirige apenas à complexidade biológica, mas à certeza de ter sido formado pelas mãos do Criador. Nessa verdade se encontra o fundamento da dignidade humana. A ciência pode encantar-se com os detalhes da formação da vida, mas o salmista exalta o próprio Autor da existência.

Verdades que a passagem bíblica destaca:
1. Dignidade humana. Os versículos sustentam o valor inalienável de cada pessoa, independentemente de suas condições físicas, sociais ou cognitivas.
2. Apologia contra a desumanização. O texto é frequentemente citado como argumento contra o aborto, a eutanásia, o racismo e outras formas de desprezo pela vida.
3. Teologia da adoração. O louvor do salmista não se apoia em bênçãos externas, mas na identidade de Deus e no modo como Ele o criou, constituindo um exemplo de adoração centrada no Criador.

VERDADE PRÁTICA
A ciência busca desvendar os mistérios do corpo humano, mas o crente descansa em saber que é obra da poderosa e perfeita mão de Deus. Um visitante entrou em uma galeria de arte e, diante de um quadro de rara beleza, afirmou ironicamente: “Isto é fruto do acaso, algumas tintas se espalharam sozinhas até formar essa imagem perfeita”. Todos riram, pois sabiam que nenhuma pintura existe sem um pintor. Se um quadro simples, feito de tinta e tela, exige um artista, quanto mais o corpo humano, composto por bilhões de células organizadas com precisão, não exige um Criador? Negar essa realidade é um salto de fé muito maior do que admitir a existência de Deus. É nesse ponto que o salmista se distingue do pensamento naturalista. Ele não contempla apenas a “pintura”, a complexidade biológica, mas volta-se ao “Artista”, o Deus que o formou de modo assombroso e maravilhoso. A ciência pode analisar tintas, cores e traços, mas apenas a fé reconhece a mão do Criador por trás da obra.

1. A MARAVILHOSA OBRA DE DEUS
1.1 Do pó da terra.
A LIÇÃO DIZ: Em sua sabedoria e infinito poder, Deus fez o corpo do homem (adam) do pó da terra (adamah) (Gn 2.7); uma estrutura magnífica composta, segundo estimativas, por cerca de 37 trilhões de células, tecidos, órgãos e sistemas, cujo funcionamento desafia a mais moderna ciência. O racionalismo entende que a razão humana é a fonte primária e suficiente para o conhecimento e compreensão da realidade, inclusive da existência humana. Ele parte do pressuposto de que, por meio da lógica e do raciocínio puro, podemos alcançar verdades universais e explicações últimas. Na prática, isso leva à tentativa de explicar a existência humana com base apenas na capacidade racional, sem necessidade de revelação divina. A vida, nesse quadro, é compreendida como fruto de processos intelectualmente compreensíveis, e o propósito da existência é construído pela própria razão humana. O cientificismo é uma forma extrema de confiança na ciência empírica, afirmando que apenas aquilo que pode ser observado, medido e testado cientificamente é verdadeiro. Dentro dessa visão, a existência humana é explicada exclusivamente como resultado de processos físico-químicos e evolucionários. A cosmovisão cristã, ao contrário dessas abordagens, afirma que a razão e a ciência são dons válidos de Deus, mas insuficientes por si só para explicar a totalidade da existência. A Bíblia revela que:
• O ser humano foi criado à imagem de Deus, com valor intrínseco e propósito eterno (Gn 1:26).
• A razão humana é real, mas limitada e afetada pelo pecado.
• A ciência é uma ferramenta útil, mas incompleta para revelar verdades espirituais e morais.
Somente dentro da cosmovisão cristã a razão, a ciência, a moral e o sentido existencial encontram uma base coerente e integrada: “Cristianismo não é irracional, mas oferece o único fundamento racional para a própria razão, para a moralidade, e para a dignidade da existência humana”. A ciência, quando honesta, não contradiz a Bíblia, mas confirma sua veracidade. A ciência moderna confirma de forma impressionante o testemunho bíblico. Os principais elementos químicos que compõem o corpo humano também estão presentes no solo da terra e na crosta terrestre:
• Oxigênio (O) essencial para respiração e formação da água;
• Carbono (C) base de todas as moléculas orgânicas;
• Hidrogênio (H) componente da água e de quase todas as biomoléculas;
• Nitrogênio (N) fundamental para proteínas e DNA;
• Cálcio (Ca) estrutura dos ossos e dentes, presente em rochas calcárias;
• Fósforo (P) parte do DNA, ATP e ossos;
• Potássio (K), Enxofre (S), Sódio (Na), Magnésio (Mg), Ferro (Fe), Zinco (Zn), Cobre (Cu), Manganês (Mn) todos encontrados no solo e indispensáveis para funções vitais.
Em termos químicos, o ser humano é literalmente formado do mesmo “pó” que constitui a terra.
1.2 Deus, o Autor da vida.
A LIÇÃO DIZ: De uma das costelas de Adão, formou Deus a mãe de todos os viventes, Eva, em um corpo igualmente maravilhoso, porém, tão distinto em anatomia, fisiologia e genética (Gn 1.27; 3.20). Em relação a como os descendentes dos primeiros pais são formados no ventre materno, as Escrituras mostram que assim como na formação do primeiro homem e da primeira mulher, Deus é o Autor das vidas de todas as pessoas (Sl 139.13-15; Jr 1.5). Observando a forma extraordinário que o homem foi criado, o comentarista pontua que Deus é o Autor da vida.
Implicações decorrentes da verdade de que Deus é o Autor da vida:
1.2.1 Toda vida humana tem valor intrínseco, pois é criada por Deus, à Sua imagem (Gn 1.26-27). O valor da vida não depende de utilidade, capacidade ou estágio de desenvolvimento. Portanto, entende-se que a Bíblia condena o desprezo pelas pessoas com limitações cognitivas e motoras, bem como abomina o aborto, tratando-o como o assassinato de um inocente indefeso.
1.2.2 Se Deus é o autor da vida, Ele tem o direito soberano de dar, sustentar e tirar a vida. Deuteronômio 32.39 “Eu faço morrer e eu faço viver.” Não temos autonomia absoluta sobre nossa própria vida ou a de outros. Logo, o homicídio e o suicídio são pecados diante de Deus.
1.2.3 Nossa vida tem um propósito designado por Deus. Se a vida veio de Deus, ela não é fruto do acaso ou de processos impessoais, mas possui um telos (finalidade). Efésios 2.10 nos diz: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras.”
1.2.4 A vida não é apenas um experimento pessoal, mas um dom com prestação de contas ao Doador. Hebreus 9.27 assevera: “… aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disso, o juízo.”
1.3 A individualizada formação integral.
A LIÇÃO DIZ: Deus forma espírito, alma e corpo de cada ser humano, conforme ocorre o ato de procriação que Ele mesmo estabeleceu, pela união íntima de homem e mulher (macho e fêmea) (Gn 4.1; SI 33.15; Zc 12.1; Is 57.16). As Escrituras falam claramente da existência de vida humana completa (corpo, alma e espírito) ainda no ventre (Gn 25.22; Lc 1.15,39-44; Gl 1.15). Isso ressalta a grande perversidade do aborto e aponta para o sublime valor da maternidade, que deve ser cercada de cuidado e proteção e conduzida em temor, amor e devoção (SI 127.3-5; Sl 128.3). Uma das principais justificativas apresentadas pelos defensores do aborto é a ideia de que, nos primeiros dias de gestação, o embrião não deve ser considerado uma pessoa. Para muitos, trata-se apenas de um conjunto de células ou de um “protótipo” de ser humano cuja eliminação não envolveria implicações éticas, morais ou religiosas significativas. Essa visão busca esvaziar a dignidade do embrião a fim de legitimar a interrupção da gravidez, sobretudo nas fases iniciais do desenvolvimento. Historicamente, essa questão tem sido alvo de intensos debates. O ponto central da controvérsia é: em que momento a vida humana tem início? Seria no nascimento, quando a criança respira pela primeira vez? Seria ao atingir determinado estágio de desenvolvimento intrauterino? Ou seria no exato momento da concepção, quando ocorre a fusão entre o espermatozoide e o óvulo, formando o zigoto? No campo da bioética, diferentes teorias foram propostas. O autor Gilbert Meilaender, em sua obra Bioética: Um Guia para os Cristãos, observa que alguns modelos fazem distinção entre o “feto informe” e o “feto formado”. O “feto informe” seria aquele nos estágios iniciais da gestação, ainda sem forma definida. O “feto formado” já teria passado por um grau maior de desenvolvimento. Essa distinção deu origem a diversas especulações sobre o momento da chamada “infusão da alma”. Algumas tradições sustentam que a alma é infundida no momento da concepção. Outras acreditam que isso ocorre em um estágio posterior do desenvolvimento embrionário. Há ainda interpretações antigas, como a de certos pensadores judeus, que consideravam que a alma só era concedida ao ser humano após o nascimento, quando este passa a respirar. No entanto, a perspectiva cristã, baseada na revelação bíblica e reforçada por evidências científicas, reconhece que a vida humana é plena e digna desde o momento da concepção. Nesse instante ocorre a combinação única e irrepetível de material genético, formando o zigoto, que já possui toda a informação necessária para o desenvolvimento completo de um ser humano. Como afirmam especialistas: “cientificamente falando, um óvulo fecundado contém toda a vida de um ser humano; tudo o que ele precisa é tempo e nutrição”. À luz das Escrituras, não há espaço para uma definição tardia da dignidade humana. Deus é quem forma o espírito do homem desde o ventre (Zc 12.1), e conhece cada ser antes mesmo do seu nascimento (Jr 1.5). O testemunho bíblico aponta, de forma clara, que a vida no ventre é uma vida pessoal, dotada de identidade, propósito e valor intrínseco. Portanto, a tentativa de despersonalizar o embrião ou de relativizar o momento em que a vida começa não encontra respaldo nem na ciência moderna, nem na cosmovisão cristã. A dignidade humana não é progressiva, mas concedida por Deus desde o primeiro instante da existência. Isso torna o aborto, em qualquer fase, uma afronta direta à santidade da vida criada à imagem do Criador.

2. O CORPO E A GLÓRIA DE DEUS
2.1 O divino tecelão.
A LIÇÃO DIZ: Em linguagem poética, Davi descreve a ação divina na formação do corpo humano no ventre materno apresentando Deus como o tecelão (Sl 139.13-15).
O termo tecelão se refere ao artesão que trabalha com fios, entrelaçando-os no tear para produzir um tecido. Sua função exige paciência, cuidado e habilidade para combinar cada fio de maneira precisa, a fim de formar um padrão belo e funcional. Tecelões da antiguidade eram responsáveis por transformar fios soltos em peças únicas de vestuário ou ornamento. O corpo humano é visto como uma “obra de tapeçaria”, e o ventre materno como o “tear” divino. Cada célula, músculo e tecido é comparado a fios que Deus, como tecelão, entrelaça com sabedoria. O verbo hebraico empregado traz a ideia de “entrelaçar”, “bordar”, “entretecer” (sāḵaḵ, סָכַךְ ), revelando que a formação da vida é um processo artístico, não mecânico. Entender que Deus é o divino tecelão significa reconhecer que cada detalhe do nosso corpo foi cuidadosamente planejado por Ele. A cor dos olhos, o formato do cabelo, a altura, as marcas que carregamos, nada é fruto do acaso. Tudo faz parte do desenho intencional do Criador. Por isso, não devemos nos prender a padrões de beleza humanos que mudam com o tempo e só geram frustração. Você é uma obra singular planejada por Deus.
2.2. Entendimento e louvor.
A LIÇÃO DIZ: A compreensão da maravilhosa obra divina na formação do corpo humano liberta-nos de toda especulação e dúvida e produz sentimento de gratidão e louvor. Davi declarou: “Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado” (SI 139.14). A teologia da adoração no Salmo 139.14 mostra que o conhecimento de que fomos formados por Deus afasta questionamentos que frequentemente atormentam a mente humana. São eliminadas dúvidas sobre o valor da vida, pois cada ser humano foi intencionalmente planejado pelo Criador. Cai por terra a especulação de que a existência seja fruto do acaso, porque o salmista afirma que cada detalhe do corpo foi tecido por Deus. Também se desfaz a incerteza sobre identidade e propósito, já que a vida não é um acidente, mas parte de um projeto divino. Ao perceber isso, a resposta natural não é indiferença ou revolta, mas gratidão. Por isso Davi declara: “Eu te louvarei, porque de modo terrível e maravilhoso fui formado”. A adoração aqui é uma resposta consciente à certeza de que a vida possui origem, sentido e valor em Deus.
2.3 O perigo dos extremos.
A LIÇÃO DIZ: Desde os tempos antigos, a humanidade tem oscilado entre dois extremos sobre o valor e a importância do corpo. De um lado, correntes de pensamento como 0 maniqueísmo, o platonismo e o gnosticismo espalharam ideias que viam a matéria de forma negativa, considerando o corpo algo essencialmente mau. De outro lado, havia o culto ao belo, como na Grécia Antiga. O desequilíbrio permanece. Vícios, automutilações e outras atitudes extravagantes deformam e desonram o corpo (Lv 19.28; Pv 23-29-35; 1 Ts 4.4). Por outro lado, há o narcisismo moderno, marcado pela supervalorização do corpo em detrimento da alma e do espírito. A idolatria do “eu” leva à prática excessiva de selfies, publicações de si mesmo em redes sociais, cuidados estéticos, cosméticos e físicos em excesso (2 Tm 3.2; 1 Pe 3.3-5). Cuidar do corpo é importante, mas sem exageros. O cristão deve ser equilibrado em tudo (1 Co 6.12). O maniqueísmo foi um sistema religioso surgido no século III, que afirmava a existência de duas forças eternas em conflito: uma espiritual, boa; e outra material, má. A matéria era vista como uma prisão da alma, e o corpo, como um obstáculo à pureza espiritual. Essa dualidade radical influenciou outras visões semelhantes ao longo da história. O platonismo, originado nas ideias de Platão, sustentava que o mundo físico era uma cópia imperfeita do mundo ideal das formas. Embora não afirmasse que a matéria era má em si mesma, valorizava muito mais o mundo espiritual e desprezava o corpo como transitório e inferior. Essa desvalorização influenciou várias tradições posteriores. O gnosticismo, movimento religioso dos primeiros séculos, combinava elementos do platonismo e do misticismo oriental. Ele ensinava que a salvação vinha do conhecimento oculto (gnosis) e que o corpo era uma prisão da alma divina. No gnosticismo, o corpo era visto como criação de um deus inferior e, por isso, essencialmente mal. Essas correntes, ao reduzirem o corpo a algo negativo, promoveram práticas de ascetismo extremo e rejeição da realidade física. Em contrapartida, na Grécia Antiga, floresceu o culto ao corpo belo e proporcional, principalmente no ideal do homem atlético e harmonioso. Esculturas, competições esportivas e rituais expressavam uma veneração estética que fazia do corpo um símbolo quase divino. Embora valorizasse a forma física, essa cultura frequentemente negligenciava os aspectos morais e espirituais do ser humano. Hoje, essa tensão reaparece sob novas formas. De um lado, há vícios autodestrutivos, como automutilações, dependências e práticas degradantes que desonram o corpo, contrariando princípios bíblicos de dignidade e santidade (Lv 19.28; Pv 23.29-35; 1 Ts 4.4). De outro lado, cresce o fenômeno do narcisismo moderno, caracterizado pela supervalorização do corpo em detrimento da alma. Trata-se de uma obsessão pela aparência, pela imagem pessoal e pela aceitação social. Esse narcisismo se manifesta em práticas constantes de exposição pessoal, como selfies em excesso, postagens em redes sociais, e uma busca quase religiosa por intervenções estéticas e cuidados cosméticos desmedidos. A Escritura adverte contra esse tipo de egoísmo superficial (2 Tm 3.2; 1 Pe 3.3-5). Diante desses extremos, a fé cristã apresenta um caminho de equilíbrio. O corpo não é nem um mal a ser desprezado, nem um ídolo a ser adorado. Ele é criação de Deus, templo do Espírito Santo (1 Co 6.19-20), e deve ser cuidado com responsabilidade, sem exageros, sem negligência e sem idolatria. Como ensina o apóstolo Paulo, o cristão deve buscar moderação em todas as coisas (1 Co 6.12), reconhecendo que o corpo serve como instrumento para glorificar a Deus. Em suma, o cristão é chamado a honrar a Deus com seu corpo, sem cair no desprezo antigo nem na idolatria moderna. O corpo deve ser cuidado com sabedoria, como parte integrante do ser humano criado à imagem de Deus, aguardando a plena redenção que se manifestará na ressurreição final.
1.4 Princípios ou regras?
A LIÇÃO DIZ: Quando falamos em corpo temos a tendência de logo pensar em regras, mas o viver cristão moderado consiste, acima de tudo, na observância dos princípios bíblicos. Um deles é fazer tudo para a glória de Deus (1 Co 10.31). Aplicável às práticas mais simples de nosso cotidiano, é um parâmetro espiritual mais eficaz que regras rígidas e inflexíveis, que podem nos levar ao legalismo (Mt 23.1-7,23). Devemos sempre refletir: o que fazemos com o nosso corpo glorifica a Deus ou visa agradar a nós mesmos (Rm 14.21515.1-7)? No contexto da vida cristã, é fundamental distinguir entre princípios e regras, pois essa distinção afeta diretamente a forma como o crente compreende e pratica sua obediência a Deus. Regras são normas específicas, aplicadas a situações determinadas. Elas indicam o que deve ou não deve ser feito em termos claros. Por exemplo, “Não matarás” ou “Não adulterarás” são regras diretas. Elas oferecem um limite definido, útil para casos objetivos e situações que exigem proibição imediata. Contudo, regras isoladas tendem a ser rígidas e, quando absolutizadas fora do seu contexto, podem gerar uma religiosidade mecânica ou legalista. Princípios, por outro lado, são fundamentos morais amplos, que orientam o julgamento e a conduta em diversas situações. São verdades permanentes que guiam o discernimento, mesmo em assuntos não diretamente regulamentados pela Escritura. “Fazer tudo para a glória de Deus” (1 Co 10.31) é um exemplo de princípio. Ele não impõe uma lista de ações, mas oferece um critério que pode ser aplicado a qualquer área da vida. Enquanto uma regra pode ser obedecida sem reflexão, um princípio exige consciência, reflexão e alinhamento com o caráter e a vontade de Deus. Regras funcionam bem na infância espiritual, mas princípios são indispensáveis à maturidade. Eles moldam o julgamento moral do cristão, permitindo que ele tome decisões corretas mesmo quando não há uma norma explícita. Portanto, a ética cristã saudável não despreza regras, mas as compreende à luz dos princípios que as sustentam. O crente maduro busca viver por convicções enraizadas na Palavra, aplicando os ensinamentos de Deus com equilíbrio, clareza e fidelidade.

3. O CORPO E A COLETIVIDADE
3.1 A prática relacional.
A LIÇÃO DIZ: Deus nos fez seres relacionais, gregários, sociáveis. Isso está explícito na ordem de procriação e enchimento da terra (Gn 1.28). Por isso, temos necessidades e deveres que vão além de nossa individualidade. Não fomos criados para viver isolados social οu afetivamente.
Desde o início, a solidão foi vista como algo inadequado (Gn 2.18). Viver isolado contradiz a estrutura com que fomos feitos. Essa verdade aparece em todas as fases da vida. Uma criança sem vínculo familiar saudável sofre emocionalmente. Um idoso sem companhia adoece mais rápido. Pessoas afastadas do convívio saudável adoecem na alma. A solidão prolongada afeta o corpo e a mente tanto quanto maus hábitos físicos. A Bíblia ilustra isso de forma clara. Jesus, embora plenamente autossuficiente, cercou-se de amigos. Escolheu discípulos. Chorou por Lázaro. Na cruz, confiou sua mãe aos cuidados de João. “Como o ferro afia o ferro, assim um amigo afia o outro” (Pv 27.27 NVT). Ninguém amadurece espiritualmente sozinho. O cristão precisa de igreja, de irmãos, de responsabilidades que envolvam outros. Precisa aprender a ouvir, perdoar, repartir, corrigir e ser corrigido. Evitar pessoas para evitar conflitos é sinal de imaturidade, não de santidade.
3.2 A prática congregacional.
A LIÇÃO DIZ: O corpo é um elemento fundamental do culto divino. As Escrituras nos advertem da necessidade da reunião coletiva, da vida congregacional (Hb 10.24,25). O corpo tem participação real no culto a Deus. É com a voz que cantamos, com os lábios que oramos, com os ouvidos que recebemos a Palavra, com os joelhos que nos humilhamos, com as mãos que se erguem em adoração e repartem o pão. O culto cristão é, ao mesmo tempo, espiritual e visível, interior e exterior. Em nossos dias, muitos têm adotado discursos críticos contra a igreja institucional. Alegam que é possível manter uma espiritualidade pessoal a parte da igreja ou que reuniões virtuais, pregações pelo Youtube são suficientes para suprirem as necessidades espirituais. Outros se declaram “desagregados”, como se esse termo pudesse definir uma nova forma legítima de cristianismo. Mas isso é engano. A fé bíblica não se vive em isolamento. O Novo Testamento não conhece cristãos independentes. Os apóstolos escreveram suas cartas a igrejas reunidas. Os mandamentos de mutualidade, como exortar, servir, suportar, consolar, perdoar, pressupõem convivência. Textos como Efésios 4.1-3 e 1 Tessalonicenses 5.11-15 mostram que a igreja funciona como um corpo: seus membros crescem em união e esforço conjunto. Negar a importância da vida congregacional é negar um traço essencial da fé cristã. A fé pessoal precisa de um ambiente congregacional para amadurecer. O culto doméstico é necessário. A oração particular é indispensável. Mas nenhuma delas substitui a assembleia dos santos.
3.3 Tecnologia e culto.
A LIÇÃO DIZ: O corpo precisa não apenas estar presente no templo, mas envolver-se diretamente com o culto. Tanto o Antigo quanto o Novo Testamentos enfatizam o aspecto corporal intenso da adoração (2 Cr 7.1-4; S127.4; 100.2-4; At 2.41-47). Deus quer a expressão de todo o nosso corpo em louvor ao seu nome (Sl 150.6; At 4.24,31; 1 Co 14.26; 1 Tm 2.8). Os recursos tecnológicos da atualidade, como drones, telões, celulares e tablets são muito úteis, mas se usados sem moderação podem nos distrair ou deixar inertes no culto. O culto cristão constitui o encontro sagrado entre Deus e o seu povo, momento que exige dedicação integral e foco absoluto. Esse encontro deve ser sustentado por três pilares essenciais: a presença física, a atenção plena e a reverência. Entretanto, o uso indiscriminado de celulares, luzes, drones, propagandas em telões, etc., rompem com a finalidade principal do culto que é adorar a Deus.
Vamos destacar, pelos menos, três prejuízos:
3.3.1 O primeiro e mais evidente prejuízo é a perda de foco e a quebra da reverência. Por exemplo, a natureza multifuncional dos smartphones, com suas notificações constantes e a facilidade para alternar entre aplicativos, dispersa a nossa atenção da Palavra, oração e adoração. Ao manusear o aparelho para fotografar, enviar mensagens ou navegar na internet, é impossível não se desconectar do culto.
3.3.2 Além do impacto individual, o uso de celulares no culto acarreta consequências coletivas e geracionais. Adultos que utilizam seus aparelhos de forma indiscriminada oferecem um modelo negativo a crianças e adolescentes, cuja maturidade espiritual ainda se encontra em desenvolvimento.
3.3.3 Finalmente, a substituição do texto sagrado físico pelo digital prejudica a retenção bíblica e o discipulado. A familiaridade com a Bíblia impressa, como a localização de seus livros, o contexto das passagens e as anotações pessoais, é uma ferramenta valiosa para o crescimento espiritual. A dependência da tela e do digital, em contrapartida, fomenta uma relação mais superficial com as Escrituras e, com isso, reduz a intimidade com a Palavra que deve guiar a vida do crente (Dt 6.1-7). Em suma, embora a tecnologia ofereça benefícios, sua utilização no culto deve ser criteriosa.

CONCLUSÃO

Ao final desta lição, reafirmamos que o corpo é uma dádiva divina, uma obra de arte criada com propósito. Reconhecer sua complexidade nos inspira a louvar ao Criador e a buscar um cuidado equilibrado, que rejeita tanto o desprezo quanto a idolatria. Nosso corpo é também ferramenta essencial para a comunhão e o culto coletivo, pois a adoração genuína envolve presença e participação. Portanto, que possamos honrar a Deus em nosso corpo, vivendo em santidade e servindo ativamente na igreja, para a glória Daquele que nos formou de modo tão maravilhoso.

Leia mais…

O que significa amar uns aos outros?

   Em João 13:34, Jesus ensinou: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” Então acrescentou: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (versículo 35). Como podemos fazer isso? O que significa amar uns aos outros?

Os “uns aos outros” nesses versículos é uma referência aos companheiros crentes. Uma marca distintiva de ser um seguidor de Cristo é um amor profundo e sincero pelos irmãos e irmãs em Cristo. O apóstolo João nos lembra desse fato em outro lugar: “Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (1 João 4:21). Ao dar esse mandamento, Jesus fez algo que o mundo nunca viu antes – criou um grupo identificado por uma coisa: o amor. Existem muitos grupos no mundo, e eles se identificam de várias maneiras: pela cor da pele, pelo uniforme, pelo interesse compartilhado, pela escola que frequentaram, etc. Um grupo tem tatuagens e piercings; outro grupo se abstém de carne; outro grupo ainda usa chapéus religiosos – as formas pelas quais as pessoas se categorizam são infinitas. No entanto, a igreja é única. Pela primeira e única vez na história, Jesus criou um grupo cujo fator identificador é o amor. A cor da pele não importa. A língua nativa não importa. Não há regras sobre dieta, uniformes ou chapéus. Os seguidores de Cristo são identificados pelo seu amor um pelo outro.  A igreja primitiva demonstrou o tipo de amor de que Jesus estava falando. Havia pessoas em Jerusalém de todo o mundo conhecido (Atos 2:9-11). Os que eram salvos se reuniram e imediatamente começaram a cuidar das necessidades uns dos outros: “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade”(Atos 2:44–45). Isso era o amor em ação, e você pode ter certeza de que esse amor impressionou as pessoas daquela cidade.
 As declarações de Jesus em João 13:34–35 levam a outras perguntas que podem ser boas para responder. Primeiro, como Jesus ama? Ele ama incondicionalmente (Romanos 5:8), sacrificialmente (2 Coríntios 5:21), com perdão (Efésios 4:32) e eternamente (Romanos 8:38-39). Ao mesmo tempo, o amor de Jesus é santo – caracterizado pela pureza moral transcendente – porque Ele é santo (Hebreus 7:26). O ponto culminante do incrível amor de Cristo por nós é Sua morte na cruz, sepultamento e ressurreição corporal (1 João 4:9–10). Os crentes devem amar uns aos outros assim.
  Segundo, como então o crente em Cristo pode amar como Cristo amou? O crente em Cristo tem o Espírito Santo vivendo dentro dele (1 Coríntios 6:19-20). Quando obedecemos ao Espírito, através da Palavra de Deus, o crente pode amar como Cristo ama. Ele mostra aquele amor incondicional, sacrificial e perdoador aos irmãos, mas não para por aí. Ele também mostra o amor de Cristo a amigos, parentes, colegas de trabalho, etc. (Efésios 5:18–6:4Gálatas 5:1622–23). Até os inimigos são recebedores do amor de Cristo (ver Mateus 5:43–48).
 O amor de Cristo exibido através do crente é diferente do “amor” gerado pela carne, que pode ser egoísta, interesseiro, implacável e insincero. 1 Coríntios 13:4–8 dá uma descrição maravilhosa de como será o amor de Cristo em e através do crente que anda no Espírito.

As pessoas não amam naturalmente com um amor do tipo 1 Coríntios 13. Para amar assim, deve haver uma mudança de coração. Uma pessoa deve perceber que é um pecador diante de Deus e entender que Cristo morreu na cruz e ressuscitou para lhe dar perdão; então ele deve tomar a decisão de aceitar a Cristo como o seu Salvador pessoal. Nesse ponto, ele é perdoado por Cristo e recebe o dom da vida eterna de Deus – na verdade, torna-se um participante da natureza divina (2 Pedro 1:4). Em Cristo, ele sabe que é genuinamente amado por Deus. A nova vida que o crente recebe inclui uma nova capacidade de amar como Cristo ama, pois o crente agora tem dentro de si o amor incondicional, sacrificial, perdoador, eterno e santo de Deus (Romanos 5:5).

Amar uns aos outros é amar os irmãos como Cristo nos ama. Aqueles que amam como Cristo no poder do Espírito Santo evidenciam que são discípulos, ou aprendizes, de Jesus Cristo.

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Sistema nervoso, pulmões, coração: como o metanol age no corpo e pode provocar falência de órgãos

Casos recentes de intoxicação grave por metanol — um composto químico de uso industrial, presente em solventes, combustíveis e outros produtos, mas impróprio para consumo humano devido à sua elevada toxicidade — têm provocado preocupação e amplo debate no Brasil ao longo da última semana.

De acordo com informações da Agência Brasil, o país já soma 59 ocorrências de intoxicação por metanol, entre casos confirmados e em apuração, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. A maior parte foi registrada em São Paulo, com 41 notificações. Entre os oito óbitos investigados, um já foi confirmado no estado, cinco seguem sob análise também em São Paulo e outros dois em Pernambuco. O cenário levanta uma questão central: por que o metanol é tão mais perigoso que o etanol, o álcool presente nas bebidas comuns? Ambos são classificados quimicamente como álcoois e, do ponto de vista visual, são muito semelhantes: são transparentes, tem a mesma liquosidade e incluse o mesmo odor – e não é possivel distingui-los por percepcao. Mas os efeitos que produzem no organismo humano são radicalmente diferentes — e essa diferença, aponta a infectologista Jessica Fernandes Ramos, explica a gravidade dos casos registrados.

No fígado, os dois são metabolizados pela mesma enzima, mas os resultados são distintos: o etanol gera substâncias menos nocivas, enquanto o metanol é transformado em formaldeído (o formol usado para embalsamar cadáveres) e em ácido fórmico, extremamente tóxico.” “Esse ácido é corrosivo para o nervo óptico, para estruturas do sistema nervoso e altera o pH do sangue, o que pode comprometer o metabolismo celular, afetar o funcionamento de órgãos vitais e levar a complicações graves, incluindo falência de múltiplos sistemas”, descreve Ramos, que integra o Núcleo de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Os casos recentes ganharam ainda mais destaque porque, diferentemente de situações anteriores em que a ingestão de metanol estava ligada principalmente a contextos de uso intencional, muitas vezes entre populações em situação de rua, desta vez as ocorrências se deram em bares e envolveram diferentes tipos de bebidas adulteradas, como gim, uísque, vodca e outros destilados. Ainda não se sabe se o metanol foi adicionado a bebidas falsificadas (para dar mais volume e barateá-las), ou se são casos de contaminação — mas as declarações dadas pelas autoridades até o momento apontam para a primeira opção.

Os efeitos do metanol no corpo

O metanol é rapidamente absorvido. Os primeiros sintomas podem ser sentidos de duas até 48 horas – a depender de quanto da substância foi ingerido. “Em algumas intoxicações se usa lavagem gástrica, mas no caso do metanol isso não adianta, porque a absorção é muito rápida. Uma vez absorvido pelo trato digestivo, ele passa pelo fígado e se transforma nesses dois metabólitos tóxicos, que entram na circulação”, aponta a infectologista. Os metabólitos, descreve Ramos, chegam rapidamente ao sistema nervoso, e as células mais vulneráveis são os neurônios.

“Por isso os primeiros sintomas são dor de cabeça intensa, alterações no nervo óptico, visão turva ou borrada, podendo evoluir para redução da acuidade visual e, nos casos mais graves, cegueira.” O corpo também passa a produzir substâncias muito ácidas durante a digestão desse produto. Isso faz com que o sangue fique mais ácido do que deveria, uma condição chamada acidose metabólica.

Para tentar compensar, a pessoa começa a respirar de forma rápida e curta, numa tentativa de eliminar esse excesso de acidez pelo ar.

“Esse desequilíbrio afeta todas as células do corpo, mas o coração é um dos primeiros a sofrer, porque precisa de um funcionamento muito estável para manter os batimentos. O sistema respiratório também é prejudicado, já que precisa trabalhar além do normal para tentar equilibrar o organismo. Os rins, por sua vez, têm papel central nesse processo: eles tentam segurar bicarbonato (que é uma substância alcalina) para neutralizar a acidez. Mas esse esforço cobra um preço — a função de filtração fica comprometida, e o paciente pode evoluir para uma insuficiência renal.”

Copos de 'shot' com bebida alcoólica

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Crescei na Graça e no Conhecimento 2 Pedro 3:18

  Crescei na graça e no conhecimento estudo é um chamado presente na Palavra de Deus que nos impulsiona a buscar um crescimento contínuo em nossa fé e compreensão da revelação divina. Esse crescimento não se refere apenas ao aumento de conhecimento teórico sobre as Escrituras, mas também a uma transformação profunda em nosso caráter, permitindo-nos viver de acordo com a vontade de Deus. A graça de Deus nos sustenta nesse processo, nos capacitando a entender mais sobre Sua natureza, Seu plano para nossas vidas e o propósito eterno de Cristo. O  apóstolo Pedro, em 2 Pedro 3:18, nos exorta a “crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”, um lembrete claro de que o conhecimento não é apenas intelectual, mas deve resultar em uma vida mais parecida com a de Cristo. Portanto, o estudo bíblico torna-se uma ferramenta essencial para aqueles que desejam crescer espiritualmente e viver de maneira mais eficaz no Reino de Deus. Este artigo vai explorar como podemos aplicar o princípio de crescer na graça e no conhecimento, tanto no nosso entendimento intelectual quanto em nossa prática diária da fé. Ao longo da reflexão, também faremos uma conexão com o Salmo 1, que nos ensina sobre a importância de meditar na Palavra de Deus e viver segundo Seus ensinamentos. No final, explicaremos a relação entre o salmo e o conceito de crescimento na graça e no conhecimento, revelando como esses princípios se entrelaçam e nos guiam em nossa jornada cristã.

   A Base Bíblica Para Crescer na Graça e no Conhecimento

 A base bíblica para ‘crescei na graça e no conhecimento estudo’ encontra-se claramente exposta nas Escrituras, sendo um princípio fundamental para a vida cristã. O apóstolo Pedro, em sua segunda carta, capítulo 3, versículo 18, exorta os cristãos a “crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. Esse versículo destaca que o crescimento espiritual é um processo contínuo que envolve tanto o entendimento profundo da revelação divina quanto o desenvolvimento da graça que recebemos de Deus.

 A palavra “graça”, neste contexto, refere-se à favor divino imerecido que capacita o cristão a viver conforme os preceitos de Deus. Já o “conhecimento” está relacionado à compreensão não apenas teórica, mas prática, que deve se refletir em uma vida transformada. Esses dois aspectos graça e conhecimento são inseparáveis, pois é pela graça que somos habilitados a entender as coisas de Deus e é o conhecimento que nos direciona a viver de maneira mais plena no Seu propósito. Além disso, em Colossenses 1:9-10, Paulo ora para que os crentes sejam “cheios do conhecimento da Sua vontade, em toda sabedoria e inteligência espiritual, para que andem de maneira digna do Senhor”. Aqui, vemos que o conhecimento não é apenas intelectual, mas deve levar a uma transformação moral e comportamental, alinhada com a vontade divina. Portanto, crescer na graça e no conhecimento estudo é algo que envolve uma busca constante pelo entendimento das Escrituras, mas também uma vida que reflete a verdade que descobrimos nelas.

Esses ensinamentos são fundamentais para todos os cristãos que desejam amadurecer espiritualmente e caminhar cada vez mais próximos de Cristo.

O Papel da Graça e do Conhecimento no Processo de Santificação

 É um dos aspectos mais profundos e transformadores da vida cristã. Quando falamos sobre “crescei na graça e no conhecimento estudo”, estamos nos referindo a dois elementos essenciais que atuam juntos no processo contínuo de santificação o ato pelo qual somos separados para Deus e moldados à imagem de Cristo.

   A graça, em sua essência, é o favor imerecido de Deus, que nos capacita a viver segundo Sua vontade. Ela é um presente divino que nos proporciona não apenas a salvação, mas também a força necessária para resistir ao pecado e viver de maneira que agrada a Deus. A graça nos habilita a superar nossas fraquezas humanas e a caminhar em santidade, não por méritos próprios, mas pelo poder de Deus operando em nós. Assim, ao crescermos na graça, nos tornamos mais sensíveis à direção do Espírito Santo e mais aptos a refletir o caráter de Cristo em nossas ações e escolhas diárias.

  Por outro lado, o conhecimento desempenha um papel igualmente importante. O estudo da Palavra de Deus nos proporciona a sabedoria necessária para entender o que é agradável a Ele e como podemos viver uma vida que honre Sua santidade. O conhecimento de Deus, de Sua vontade e de Seus caminhos nos guia, ilumina nossas mentes e nos ajuda a discernir entre o certo e o errado. É através do conhecimento das Escrituras que a mente é renovada e somos moldados pela verdade divina. Portanto, o processo de santificação envolve tanto a graça que nos capacita quanto o conhecimento que nos orienta. Sem a graça, não teríamos a capacidade de crescer espiritualmente, mas sem o conhecimento, não saberíamos como viver de acordo com a vontade de Deus. Ao “crescer na graça e no conhecimento estudo”, somos continuamente transformados em nossa jornada de santificação, refletindo cada vez mais a imagem de Cristo em nossas vidas.

Como ‘Crescer na Graça’ Impacta a Vida Cristã?

A palavra “graça” está no centro da vida cristã, pois ela nos reflete o imenso amor e misericórdia de Deus, que nos concede Sua salvação sem que a mereçamos. Quando “crescemos na graça”, experimentamos uma transformação contínua em nossa maneira de viver, em nosso relacionamento com Deus e com os outros. Esse crescimento impacta profundamente várias áreas da vida cristã, desde a forma como enfrentamos dificuldades até a maneira como lidamos com o pecado e a tentação.Primeiramente, crescer na graça nos faz mais conscientes do caráter de Deus. À medida que compreendemos mais profundamente o que Ele fez por nós através de Cristo, somos mais gratos e, consequentemente, mais dispostos a viver em obediência. A graça nos ensina a humildade, pois reconhecemos que não conseguimos alcançar a salvação por nossos próprios esforços, mas unicamente por meio do sacrifício de Jesus. Além disso, a graça de Deus também é essencial para lidar com os desafios da vida cristã. Quando crescemos nesse entendimento, somos mais resilientes diante das dificuldades e provações. Em vez de cair no desespero, sabemos que Deus nos sustenta com Sua graça, dando-nos força para perseverar. A graça também nos torna mais compassivos e perdoadores com os outros, pois, assim como fomos perdoados, somos chamados a perdoar. Isso transforma nosso relacionamento com as pessoas, criando uma comunidade cristã mais unida e amorosa. Finalmente, crescer na graça nos permite viver com maior liberdade e paz, pois sabemos que nossa aceitação diante de Deus não depende de nossas obras, mas do que Cristo fez por nós. Essa liberdade nos capacita a viver de forma mais generosa, servindo aos outros e compartilhando o evangelho com aqueles ao nosso redor. Assim, ao “crescer na graça e no conhecimento estudo”, a nossa vida cristã se torna mais vibrante e refletiva da verdadeira transformação que Deus opera em nós.

Como ‘Crescer no Conhecimento’ Fortalece a Fé Cristã?

O crescimento no conhecimento é fundamental para fortalecer a fé cristã, pois ele nos proporciona uma compreensão mais profunda de Deus, de Sua vontade e de Seu plano para a humanidade. Quando falamos sobre “crescei na graça e no conhecimento estudo”, estamos nos referindo ao processo contínuo de aprender mais sobre Deus, não apenas em termos intelectuais, mas de uma forma que transforma nossa maneira de viver e crer. Ao “crescer no conhecimento”, somos capacitados a compreender melhor as Escrituras, discernir a verdade em meio às dificuldades e aplicar os princípios bíblicos de forma prática em nossa vida diária. Esse conhecimento não é apenas sobre fatos ou doutrinas, mas sobre um relacionamento pessoal com Deus, que se aprofunda à medida que entendemos mais sobre Sua Palavra. À medida que conhecemos mais a fundo o caráter de Deus, Sua justiça, misericórdia, e fidelidade, nossa confiança n’Ele se fortalece. Além disso, o conhecimento sólido das Escrituras nos ajuda a resistir às falsas doutrinas e aos enganos do mundo. Compreender as verdades bíblicas nos permite distinguir o que é verdadeiro do que é falso, protegendo nossa fé de ser corrompida por ideias que não se alinham com a Palavra de Deus. Esse entendimento fortalece nossa capacidade de enfrentar os desafios da vida com firmeza, sabendo que temos uma base sólida na verdade divina. Por fim, crescer no conhecimento de Deus também nos capacita a viver de acordo com Sua vontade, promovendo uma vida mais plena e frutífera. Esse crescimento nos leva a uma fé mais madura e segura, capaz de enfrentar os altos e baixos da vida com confiança em Sua providência. Portanto, ao “crescer na graça e no conhecimento estudo”, nossa fé se torna mais robusta, fundamentada na verdade, e cada vez mais capaz de refletir o amor e a sabedoria de Deus em nossas ações e decisões.

Práticas para Crescer na Graça e no Conhecimento

Práticas para crescer em graça e conhecimento são essenciais para aqueles que desejam avançar em sua jornada espiritual. Quando falamos sobre “crescei na graça e no conhecimento estudo”, não nos referimos apenas a um crescimento teórico, mas a uma transformação prática e contínua. Aqui estão algumas práticas que podem nos ajudar a crescer nessas áreas de forma eficaz.

  1. Leitura e estudo diário das Escrituras: A Bíblia é a fonte primária de conhecimento sobre Deus e Sua vontade. Estudar as Escrituras regularmente nos permite aprofundar nosso entendimento e aplicar os princípios divinos em nosso dia a dia. Ler passagens específicas e refletir sobre seu significado ajuda a fortalecer a nossa fé e a crescer na compreensão de Deus.
  2. Oração constante: A oração é um meio fundamental para crescer na graça. Através dela, estabelecemos uma comunicação contínua com Deus, onde buscamos Sua orientação, expressamos nossa gratidão e nos abrimos para Sua transformação. A oração fortalece nossa dependência de Deus e nos permite crescer em nossa intimidade com Ele.
  3. Meditação na Palavra de Deus: Além da leitura, é importante meditar nas Escrituras. Isso envolve refletir profundamente sobre os textos e permitir que eles penetrem em nossos corações. A meditação nos ajuda a internalizar os ensinamentos de Deus e a aplicá-los em nossa vida cotidiana, promovendo um crescimento espiritual mais consistente.
  4. Participação em estudos bíblicos em grupo: Engajar-se com outros cristãos em estudos bíblicos é uma excelente maneira de crescer no conhecimento. Ao compartilhar insights e aprender com outros, expandimos nossa compreensão das Escrituras e somos desafiados a viver de acordo com os ensinamentos de Cristo. A comunhão com outros cristãos também nos fortalece na graça.
  5. Serviço e ação prática: Crescer na graça também envolve colocar em prática o que aprendemos. Servir aos outros, praticar a misericórdia e viver conforme o exemplo de Cristo são maneiras de desenvolver uma fé madura. O serviço nos ajuda a refletir o caráter de Deus em nossas ações, promovendo crescimento tanto na graça quanto no conhecimento.
  6. Busca pela sabedoria divina: Além do estudo intelectual, devemos buscar sabedoria divina, pedindo a Deus que nos conceda discernimento e entendimento através do Espírito Santo. Essa sabedoria não apenas aumenta nosso conhecimento, mas também nos capacita a aplicar corretamente a verdade de Deus em nossa vida prática.

Portanto, ao adotar essas práticas, podemos crescer de forma equilibrada tanto na graça quanto no conhecimento, refletindo cada vez mais a imagem de Cristo em nossas vidas e fortalecendo nossa caminhada cristã

Desafios no Crescimento Espiritual e Como Superá-los

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Líderes maduros, Igreja madura

As pessoas da sua igreja são imaturas? Elas são reflexo da liderança. Caminhe em direção ao amadurecimento e veja sua igreja crescer!

  I. O RETRATO DA IMATURIDADE

No contexto natural, amadurecimento é a fase que dá sequência ao crescimento. Se uma árvore der o seu fruto e ele não estiver maduro, por exemplo, isso significa que ele ainda está em processo de formação. O corpo físico funciona da mesma forma. Existe um crescimento físico programado, mas existe também um limite para este crescimento. Quando o corpo chega neste limite, significa que ele está maduro.

Agora, vamos trazer este assunto para o contexto espiritual, começando com a leitura de um versículo do apóstolo Paulo aos Coríntios:

“Eu, porém, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. 2 Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, pois ainda sois carnais. 3 Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem? 4 Quando, pois, alguém diz: Eu sou de Paulo, e outro: Eu, de Apolo, não é evidente que andais segundo os homens?” (1 Coríntios 3:1-4)

A igreja de Corinto era conhecida por sua “meninice espiritual”, ou seja, por sua carnalidade. Era uma Igreja onde havia contendas, ciúmes, fofocas, mentira, inveja e outras coisas mais, por isso, Paulo disse que não podia falar com eles como se já fossem espirituais, pois eram claramente carnais. Isso lhe parece familiar? Em qualquer igreja onde não há um processo que leve as pessoas ao amadurecimento, a carnalidade irá dominar. É claro que cada pessoa tem a responsabilidade de buscar o seu crescimento individualmente também, mas, enquanto Corpo de Cristo, a Igreja que tem um comportamento carnal revela a fraqueza espiritual em que vive. Por que isso acontece?

II. A MATURIDADE DOS LÍDERES E DA IGREJA

Quando falamos de vida espiritual, amadurecimento não é um processo espontâneo (natural) que virá independentemente de fazermos alguma coisa. Existe um investimento espiritual a ser feito! Nós vemos ministérios que parecem que estão no Jardim da Infância! E, quando isso acontece, o resultado é confusão. A obra de Deus é para ser segura, é para trazer benefícios e para fazer as pessoas crescerem; de forma alguma é para ser confusa! Se você observar, verá que existem muitas igrejas sendo abertas pelo nosso país. Isso é fácil de fazer. O difícil é achar a pessoa certa, que tenha um relacionamento familiar equilibrado e saudável, para liderar uma Igreja. Igreja não é feita de tijolo; Igreja é feita de pessoas. E pessoas estarão debaixo de alguém que está à frente, a liderança. Será que os líderes estão preparados suficientemente? Será que estão no lugar certo, fazendo aquilo que Deus os chamou? Porque, se não estiverem, eles vão ter muitos problemas e, pior, vão causar um grande estrago ao seu redor. Mas, se estiverem, Deus vai dar o crescimento devido, a partir do seu amadurecimento.

A Igreja é um reflexo do seu líder

Como a Igreja pode amadurecer, então? A Igreja amadurece quando a liderança está no processo de amadurecimento.
A fórmula é simples:

Líder maduro = Igreja madura

Quando o líder é imaturo e carnal, a Igreja também é. Mas, se o líder estiver crescendo, levará outros ao crescimento também. O amadurecimento equilibra a Igreja em uma base mais sólida. Por que o inferno está parando ou desviando várias pessoas das igrejas? Porque elas não têm esta base. Por serem “crianças espirituais”, são arrastadas facilmente para doutrinas hereges ou se perdem com distrações. A pessoa que está no processo de amadurecimento não se deixa ser enredada ou confundida por coisas estranhas, mas desenvolve uma sensibilidade ao que o Espírito Santo fala com ela.

III. OS PILARES DO AMADURECIMENTO

O apóstolo Paulo nos aconselha o seguinte:

“Irmãos não sejais, meninos no entendimento; na malícia, contudo sede criancinhas, mas adultos no entendimento.”
(1 Coríntios 14:20 – Bíblia Revisada)

Este entendimento não é algo mental, mas sim do espírito. É o que traz a visão correta da vida. Entendimento esse que é capaz de mudar todas as coisas! Ser “adulto no entendimento” depende do amadurecimento espiritual que, por sua vez, precisa de uma base espiritual sólida, como falamos.
Esta base se equilibra em três pilares:

  1. Idade (tempo de existência)
    A idade não é 100% determinante para o amadurecimento, pois existem pessoas novas muito responsáveis e maduras, enquanto outras já são adultas em idade, porém bem infantis. No entanto, no geral, ser uma pessoa mais velha é um item que contribui para uma maturidade maior.
  2. Experiência vivida (prática da Verdade)
    Não estou me referindo aqui a trabalho, cursos, vivência no exterior, situações que a pessoa viveu e outros conhecimentos adquiridos a partir de uma experiência natural. A experiência que gera maturidade é a que é vivida em cima da Verdade, que é a Palavra de Deus.
  3. Treinamento (ensino certo)
    Existe um versículo bem adequado a este tópico: “Se você deixa o ensino hoje, ficará longe da Verdade amanhã” (Provérbios 19:27 – Bíblia Viva).
    Aquele que quiser ser frutífero tem que ter paixão pela Verdade e temor pelos princípios deste livro. A Verdade tem que ser indispensável na nossa vida assim como a nossa roupa do corpo! Se, hoje, existe a falta de zelo para com a Verdade e há um relaxamento sobre aprender mais de Deus e da Sua palavra, a pessoa já está “matando” o seu futuro. Imagine isso então no ministério! O líder tem que cuidar da sua vida espiritual para chegar bem até o final!
    Além disso, o ensino tem que ter qualidade (não é qualquer um, pois há várias heresias!) e intensidade.

Base do tripé:

Por mais que a pessoa tenha uma idade adulta (tempo de existência), treinamento (ensino) e experiência vivida (prática da Verdade), se a base não for construída na oração e no estudo da Palavra de Deus, o “tripé” do amadurecimento não será sustentado! O nosso espírito precisa de comunhão com Deus!

Só a idade não é sinônimo de amadurecimento; só a experiência vivida não é sinônimo de amadurecimento; só o treinamento não irá garantir o amadurecimento. É preciso que os 4 fatores trabalhem interagindo para o amadurecimento.

AMADURECIMENTO:

  • 3 PILARES: IDADE, EXPERIÊNCIA E TREINAMENTO

BASE: ORAÇÃO E ESTUDO BÍBLICO

Deus quer que cada um de nós cresça e frutifique. Se você tem dado passos concretos, respeitando a base e os pilares que acabamos de falar, o amadurecimento se estabelecerá. E, quando isso acontecer, tudo na sua vida vai melhorar: finanças, família, saúde e, claro, refletirá no ministério. Isso porque os comportamentos e as atitudes advindos da maturidade espiritual te levarão a ser uma pessoa sempre bem-sucedida. No ministério, as pessoas serão contagiadas e impulsionadas a fazer o mesmo que você. A paixão que você demonstrar ter por Deus e por Sua Palavra (e viver na prática, claro) será transmitida às pessoas que você lidera de forma absolutamente natural!

V. CONCLUINDO

O que Deus quer fazer através de você começa na sua vida primeiramente. Então, se você hoje tem uma posição de liderança e não tem visto resultados, pergunte-se a si mesmo:

  • Eu estou vivendo o que tenho ensinado?
  • Eu tenho investido meu tempo e coração em aprender aquilo que preciso de Deus para que eu possa ensinar com excelência?
  • Eu tenho me preparado como deveria, com a consciência de que sou responsável por várias vidas?
  • Eu tenho deixado Deus conduzir o ministério que opero?

O que um líder não deve ser

Orgulhoso: A ideia aqui é de alguém autossuficiente, arrogante e teimoso – o que pensa sempre ter razão e prefere mandar a fazer. Esse orgulho é danoso. Pedro aconselha a respeito disso:

Jovens, sujeitem-se aos mais velhos. Sejam todos humildes uns para com os outros, porque “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes”. Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido (1Pe 5.5-6).

Ganancioso: É o que quer sempre levar vantagem sem esforço e mesmo à custa dos outros. A igreja, porém, é um corpo que precisa viver em harmonia, com todos se beneficiando mutuamente:

Caso sim, ótimo, você está no caminho do amadurecimento e a Igreja que você lidera será contagiada por este espírito e acompanhará o seu ritmo. Mas, se as suas respostas forem não, não perca mais um dia, nem mais um minuto! Decida agora ser o líder espiritual que Deus espera que você seja. Lembre-se: o que você quer colher no FUTURO depende do que você planta HOJE. Fazendo isso, a sua vida pessoal será bem-sucedida e o seu ministério também será próspero!

Deus te abençoe grandemente!

Vítimas de Falsos Mestres

    “Ouvindo-o todo o povo, recomendou Jesus a seus discípulos: Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes talares e muito apreciam as saudações nas praças, as primeiras cadeiras nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes; os quais devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações; estes sofrerão juízo muito mais severo” . Lc 20.45-47

  Na Antiguidade, os escribas eram os profissionais que tinham a função de escrever textos, registrar dados numéricos, redigir leis, copiar e arquivar informações. Como poucas pessoas dominavam a arte da escrita, possuíam grande destaque social.Os escribas eram, geralmente, funcionários reais, pois eram comandados pelo governante e deviam fazer tudo o que seu superior ordenasse.

 Jesus aponta duas atitudes erradas nos escribas: a vaidade e a hipocrisia.
A vaidade revela-se nas longas vestes, no prazer em ser cumprimentados publicamente, na presunção de ocupar sempre os primeiros lugares no templo e nas sinagogas. É espantoso validar o significado desta palavra: “vaidade” qualidade do que é vão, ilusório, instável ou pouco duradouro. Desejo imoderado de atrair admiração ou homenagens. A hipocrisia revela-se em ostentarem grande devoção, prolongando os tempos de oração comum, só para darem nas vistas. Os “hipócritas” são identificados por sua impostura, fingimento, simulação, falsidade. A sua pretensa religiosidade torna-se ainda mais escandalosa quando não revelam qualquer pudor na opressão dos fracos e dos indefesos. Os escribas são homens impuros, incapazes de fazerem dom de si mesmos a Deus e ao próximo.
Atualmente esta profissão não é denominada como nos tempos antigos, mas não podemos garantir que suas características ainda continuam a se revelar nos grandes templos, em frente a potentes câmeras e aquecidos grupos sociais.

Que haja conversão de caminhos!

“Convém que Ele cresça e que eu diminua” Jo 3.30

reieterno

Vítimas de Falsos Mestres

Tudo que não é verdadeiro é falso. Tudo que não é de Deus é de Satanás. Não há meio termo. Se alguém defende algo não verdadeiro, é uma mentira satânica destinada a enganar e condenar almas. Há apenas um caminho: o verdadeiro evangelho. Todos os outros caminhos são falsos e condenatórios. 

Seguindo nossa trilha no Evangelho de Marcos, vamos olhar agora para Marcos 12:38-44. Essa porção é dividida em duas partes.

• Marcos 12: 38-40 registra o alerta do Senhor em relação aos falsos mestres (também registrado em Mateus 23).
• Marcos 12: 41-44 registra a oferta da viúva pobre, vítima de falsos mestres (também registrado em Lucas 21:1-4)

OS FALSOS MESTRES

Vemos nas Escrituras o fato de que sempre houve e sempre haverá os falsos mestres, profetas mentirosos e hipócritas, enganadores religiosos e pregadores corruptos que afirmam representar Deus, mas na verdade representam Satanás.

Eles afirmam trazer o caminho do céu, mas, na verdade, pavimentam o caminho para o inferno. Afirmam falar a verdade divina, mas, na verdade, falam mentiras satânicas e doutrinas de demônios. A Escritura nos adverte sobre isso: Satanás é um mentiroso e o pai da mentira (João 8:44). Ele contou sua primeira mentira no Éden, o que levou à queda da raça humana (Gênesis 3). Ele continua a perpetrar mentiras através de demônios e seus agentes (1 Timóteo 4). Tudo que não é verdadeiro é falso, e tudo que não é de Deus é de Satanás. Não há meio termo. Se uma pessoa, mesmo que religiosa, está defendendo qualquer coisa que não seja verdadeira, é uma mentira satânica destinada a enganar e condenar as almas de suas vítimas.

Há apenas um caminho: o verdadeiro evangelho. Todos os outros caminhos são caminhos falsos e condenatórios, que fazem parte do caminho largo que leva ao inferno. No tempo de nosso Senhor em Israel, os agentes do inferno estavam no comando da religião judaica. Era uma forma apóstata de judaísmo, como qualquer forma de judaísmo é hoje. Essa forma apóstata de judaísmo estava sob o controle de Satanás e nas mãos de hipócritas, que eram meros instrumentos de Satanás e representantes humanos de poderes demoníacos (João 8:42-44, Mateus 23 etc.).

Mas o povo não enxergava isso. O povo via os saduceus, os fariseus, os escribas, os sacerdotes e os rabinos como os representantes de Deus, os agentes de Deus, os árbitros divinamente designados e implantados da verdade divina para o povo.

O povo os via como pastores de Israel, devotos e dignos de respeito. E esses líderes queriam ter certeza de que o povo os via assim, porque isso satisfazia seus desejos de popularidade, poder, prestígio e, principalmente, dinheiro. Os falsos mestres sempre fazem o que fazem por dinheiro, eles estão nisso por causa do lucro imundo2 Pedro 2:1-3; Lucas 16:13-14; 1 Tim. 6:5 etc.). Aqueles líderes fingiam adorar, servir e honrar a Deus, e, consequentemente produziam filhos do inferno duas vezes pior que eles mesmos (Mat. 23:15). Enquanto eles afirmavam honrar a Deus, eles estavam empenhados em assassinar o Filho de Deus. Todos os falsos mestres e todos os líderes da falsa religião são inimigos de Jesus Cristo, inimigos da verdade, inimigos do evangelho e inimigos das almas.  Os líderes religiosos de Israel eram um conglomerado que compunha um grupo chamado Sinédrio, o conselho governante com 70 membros mais o Sumo Sacerdote. O Sinédrio era formado pelos saduceus (liberais religiosos) e fariseus (conservadores religiosos que dominavam a religião da época). Entre os fariseus havia os escribas, que eram especialistas, intérpretes e aplicadores da lei. Havia também vários mestres e rabinos, e eles variavam em seus pontos de vista. Os rabinos e mestres se apegavam a outros rabinos do passado, então havia diferenças na maneira como eles viam as coisas. Eles estavam divididos em muitas coisas. Os fariseus e os saduceus eram inimigos teológicos, mas, no entanto, foram capazes, apesar de suas enormes diferenças, de se reunirem em um esforço universal, coeso e unido para matar JesusEles concordavam que Jesus era uma ameaça a seus poderes, proeminência, prestígio e posições.

CONTEXTO DE MARCOS 12: 37-40

Era a quarta-feira da semana da cruz. Na sexta Jesus seria crucificado. Eles fizeram isso apenas porque era a vontade predeterminada de Deus. Aparentemente era a vontade deles contra Deus, masem seus esforços vis e malignos, eles apenas estavam cumprindo a vontade eterna de Deus.

Aquela quarta-feira foi um dia muito longo:

1) Começou quando Jesus entrou na cidade com Seus discípulos e viu a figueira amaldiçoada morta ao longo da estrada [leia o sermão]. Foi um símbolo da maldição sobre o templo, sobre o povo e sobre a nação.

2) Jesus foi direto ao templo e passou a quarta-feira inteira pregando o evangelho (Lucas 20:1), e ensinando coisas a respeito da salvação e do reino.

3) O Sinédrio resolveu confrontar Jesus por três vezes. Eles precisavam desacreditá-lo perante o povo, minar sua popularidade, para o prendê-lo e convencer os romanos a crucificá-lo como um criminoso. Foram três ondas:

• Fariseus: experimentaram Jesus sobre o pagamento de tributos a César [leia o sermão]
• Saduceus: experimentaram Jesus sobre a ressurreição [leia o sermão]
• Escribas: experimentaram Jesus sobre o maior mandamento  [leia o sermão]

4) Jesus frustrou todos os planos do Sinédrio. Suas respostas deixaram os fariseus e saduceus em silêncio e em estado de choque. E então “ninguém ousava perguntar-lhe mais nada” (Marcos 12:34).

5) Jesus então fez uma pergunta e deixou sua última palavra para os líderes religiosos. O assunto foi o que eles pensavam ser o  Filho de Davi [leia o Sermão]

Os líderes religiosos concluíram então que precisavam mudar de estratégia. Eles tinham que difamar, caluniar, levantar falsas testemunhas etc.tal como fizeram com Judas, fato que veremos mais adiante.

Parece ser um fato que muitos enxergavam a corrupção dos líderes religiosos. Quando Jesus expulsou os ladrões do templo, ele atraiu muita gente (Marcos 11:18), porque as muitos conheciam a corrupção naquele local.

Muitos sabiam que estavam pagando dez vezes mais por um animal sacrificado. Eles sabiam que estavam sendo enganados pelos cambistas. Quando Jesus disse que a liderança religiosa tinha transformado o templo em covil de ladrões (Marcos 11:17), penso que muita gente concordou com suas palavras.

Com tantas ocorrências nesta mesma quarta, Marcos 12:37 registra que “a grande multidão o ouvia de boa vontade”. Lucas 20:45 registra: “ouvindo-o todo o povo”. Havia ali uma multidão atenta a tudo, algo que incomodou e enfureceu os líderes religiosos.

A PALAVRA FINAL DE JESUS PARA A MULTIDÃO

Após dar sua palavra final aos líderes religiosos, quando falou sua condição de filho de Davi e Filho de Deus, ou seja, de sua divindade, Jesus dá sua palavra final para as multidões.

Marcos 12
37 […] E a grande multidão o ouvia de boa vontade.
38 E, ao ensinar, dizia ele: Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes talares e das saudações nas praças;
39 e das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos primeiros lugares nos banquetes;
40 os quais devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações; estes sofrerão juízo muito mais severo.

Em sua palavra final para a multidão, Jesus denunciou os líderes religiosos, retratando-os como hipócritas, corruptos e que geravam uma influência condenatória. Em Mateus 15:13-14, referindo-se aos fariseus, Jesus disse à multidão:

Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada. Deixai-os; são condutores cegos; ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova.

Os fariseus e escribas eram os principais provedores da religião em Israel. Aqui Jesus voltou a fazer duro ataque contra eles perante a multidão. Marcos 12:37-40 registra em poucas palavras, mas Mateus 23 registra a denúncia completa de Jesus.

Jesus começa sua advertência dizendo: “Guardai-vos” ou “tome cuidado” com os escribas. Eles não apenas sustentavam ensinos falsos e heresias, como os propagavam por toda a nação. Jesus disse o que pensa dos falsos mestres. Sua tolerância para com eles foi zero.

Se alguém nega o verdadeiro significado das Escrituras, nega a verdadeira identidade de Cristo e nega o verdadeiro evangelho, sua fé não pode ser tolerada no meio da igreja. Não nos reunimos com eles para descobrir o que temos em comum. É inconciliável.

Não podemos buscar pontos de convergência quando são inconciliáveis questões fundamentais. Qualquer comunhão com aqueles que negam as verdades fundamentais das Escrituras é danosa. Engajamento com pessoas que deturpam as Escrituras e pregam mentiras é totalmente antibíblico.

ADVERTÊNCIA DE JESUS

Então, vamos olhar para a advertência de Jesus: “Guardai-vos dos escribas” (Marcos 12:38), ou seja: “Cuidado com eles”. Os escribas eram, em sua maioria, fariseus.

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Moraes determina investigação sobre ameaças a Dino e quebra de sigilo de perfis em redes sociais

  O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira a abertura de uma investigação sobre ataques em redes sociais ao ministro Flávio Dino, também do STF, e ao delegado da Polícia Federal (PF) Fábio Shor. Moraes ainda ordenou que as plataformas Instagram, TikTok, X (antigo Twitter) e YouTube forneçam informações cadastrais sobre essas contas. As ameaças foram feitas logo após o voto de Dino na ação penal que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e outras sete pessoas por articularem um golpe de Estado em 2022. As publicações incluem referências à onda de protestos Nepal, que culminou na fuga do primeiro-ministro, na destruição dos prédios públicos e na morte de mais de 50 pessoas. O próprio Dino enviou à PF um ofício relatando as ameaças recebidas e pedindo a adoção de medidas. Na terça-feira, a corporação questionou Moraes se a investigação deveria ocorrer ligada ao inquérito das milícias digitais, que tramita desde 2021. Moraes concordou que há relação com o inquérito em andamento, investiga a atuação de uma “organização criminosa digital com núcleos de produção, publicação, financiamento e articulação política, com o objetivo de atentar contra a democracia e o Estado de Direito”. O ministro também atendeu um pedido da PF e determinou o envio de ofícios às empresas Meta Platforms, TikTok, X e YouTube, exigindo que, em até 48 horas, forneçam os dados cadastrais dos perfis envolvidos nas ameaças. Ao STF, a PF argumentou que os comportamentos investigados “têm o condão de causar temor real nas vítimas e, consequentemente, obstaculizar o desempenho independente e imparcial de suas funções enquanto agentes públicos”.

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Nova Lei 15.163/2025 aumenta pena para abandono de pais e avós idosos.

    Abandono de pais e avós idosos pode levar a reclusão de 2 a 5 anos, multa e penas maiores em casos de lesão ou morte, diz Lei 15.163/2025. Com a sanção da nova Lei 15.163/2025, o abandono de pais e avós idosos passou a ser crime com pena de reclusão de 2 a 5 anos, além de multa. Essa mudança representa um endurecimento significativo em relação à legislação anterior, que previa punições de 6 meses a 3 anos. A norma tem como objetivo combater a negligência familiar e institucional contra pessoas vulneráveis, como idosos e pessoas com deficiência.

Abandono de pais e avós idosos pode levar a reclusão de 2 a 5 anos.
A origem da lei está no Projeto de Lei 4626/2020, aprovado pelo Congresso Nacional. A nova legislação altera dispositivos do Código Penal, do Estatuto da Pessoa Idosa e do Estatuto da Pessoa com Deficiência, aumentando a gravidade das penas para abandono e maus-tratos.Além da punição padrão, a lei prevê agravantes que elevam ainda mais as penas. Caso o abandono cause lesão grave ao idoso, a reclusão pode variar de 3 a 7 anos. Se resultar em morte, a pena máxima pode alcançar 14 anos de prisão. A lei define abandono não apenas como o ato de deixar o idoso em situação de desamparo, mas também como a omissão no fornecimento dos cuidados essenciais, como alimentação, medicamentos, higiene e assistência necessária. Isso inclui negligência em lares, instituições de saúde e serviço de acolhimento. Quem pode ser responsabilizado são aqueles que têm dever legal de cuidado, incluindo filhos, netos, parentes que assumem a guarda, cuidadores profissionais e responsáveis por instituições. A lei busca responsabilizar não só o abandono direto, mas também a exposição a risco e a privação de cuidados. É importante destacar que casos de abandono necessitam ser analisados individualmente. Conflitos familiares e pequenas divergências no cuidado não configuram crime, mas a negligência que expõe o idoso a risco concreto sim. A avaliação é feita caso a caso pelas autoridades competentes. Denúncias de abandono podem ser feitas por meio do Disque 100, que funciona 24 horas de forma gratuita e permite relato anônimo. Em situações de risco imediato, recomenda-se acionar o número 190 para a Polícia Militar. Conselhos do Idoso e órgãos sociais também estão aptos a oferecer apoio e encaminhamento jurídico. Esta lei representa um avanço significativo no combate ao abandono de idosos no Brasil, enviando um sinal claro de que a negligência e maus-tratos contra pessoas vulneráveis terão punições duras e reforçadas.  A Lei 15.163/2025 também iguala as punições para maus-tratos e abandono, aumentando a severidade destas condutas criminosas e corrigindo lacunas históricas no sistema penal. Além de tipificar o crime mais rigorosamente, a norma busca proteger a dignidade e a saúde dos idosos, um grupo que cresce no país e que demanda políticas públicas e legislação eficaz para garantir seus direitos. O endurecimento das penas comprova o compromisso do Legislativo e do Executivo com a proteção dos direitos humanos e a valorização da família, responsabilizando quem negligencia o cuidado daqueles que dependem de atenção especial.

terra

Sudam, Sudeco e Sudene se unem para combater a pobreza

  As superintendências regionais de desenvolvimento Sudam, Sudeco e Sudene firmaram, nesta quarta-feira (1º), um Acordo de Cooperação Técnica para fortalecer o planejamento conjunto de ações estratégicas. Com a assinatura do termo, as autarquias do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) passam a contar com um Fórum Permanente de Articulação Interinstitucional, voltado à construção de agendas comuns para superar desigualdades nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste. A celebração do acordo reforça a governança federativa e contribui para a efetivação de políticas mais integradas, sustentáveis e inclusivas, respeitando as diferenças regionais.

O secretário de Fundos e Instrumentos Financeiros, Eduardo Tavares, considera que a criação do fórum dinamiza o compartilhamento de soluções, principalmente com a previsão dos Fundos de Desenvolvimento Regional receberem aportes financeiros de organismos multilaterais a partir de 2026. “A ideia é criar um fluxo permanente de captações para os fundos. Isso fortalece as superintendências que foram, de certa forma, enfraquecidas nos últimos anos, mas que são fundamentais porque coordenam a elaboração dos planos de desenvolvimento regionais, e vão garantir que esse novo recurso tenha alinhamento com as diretrizes estabelecidas”, explica. Entre os objetivos previstos no plano de ação do fórum estão a estruturação de um programa para fomentar cadeias produtivas estratégicas nas três regiões, projetar e criar uma rede de compartilhamento colaborativa de dados e conteúdos temáticos, e implementar um projeto formal de intercâmbio de servidores e especialistas entre a Sudam, Sudeco e Sudene.

  O superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, destaca que a iniciativa reforça o papel das autarquias na defesa de políticas regionais. “Essa cooperação é importante para que tenhamos mais uma relação de debate das nossas necessidades quando nos dirigimos ao governo. Nos ajuda a reivindicar, mas também a defender a essência das superintendências, que é diminuir desigualdades regionais”, afirma.

  O acordo tem vigência inicial de 60 meses e poderá ser prorrogado. A expectativa é que o fórum permanente contribua para otimizar recursos, ampliar o impacto das políticas públicas e fortalecer a atuação das superintendências como protagonistas do desenvolvimento regional integrado e sustentável.

Brasil 61

Câmara aprova isenção de IR para salários até R$ 5 mil; veja o que muda

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º) o Projeto de Lei 1.087/2025, que altera as regras do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A medida isenta contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil, amplia descontos para salários de até R$ 7.350 e cria nova cobrança para rendimentos acima de R$ 600 mil anuais.

A proposta, encaminhada pelo Poder Executivo, recebeu 493 votos favoráveis e nenhum contrário no plenário. O texto segue agora para análise do Senado.

O que muda na prática

  • Isenção ampliada: atualmente, são isentos os trabalhadores que ganham até R$ 3.036 mensais. O novo projeto eleva esse limite para R$ 5 mil a partir de 2026.
  • Faixa intermediária: para quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, o desconto será de R$ 978,62, reduzindo o valor devido.
  • 13º salário: o benefício também será aplicado ao pagamento de fim de ano, que possui tributação exclusiva na fonte.
  • Declaração anual: o desconto valerá tanto para quem optar pela declaração completa quanto pelo modelo simplificado, cujo abatimento foi reajustado de R$ 16.754,34 para R$ 17.640,00.

Segundo estimativas do governo, mais de 26,6 milhões de brasileiros serão beneficiados com a nova faixa de isenção.

Impacto fiscal e compensação

A medida representa uma renúncia fiscal de aproximadamente R$ 25,8 bilhões aos cofres públicos em 2026. Para equilibrar a arrecadação, o projeto cria uma nova taxação sobre os super-ricos:

  • Tributação extra: incidirá sobre rendimentos tributáveis acima de R$ 600 mil ao ano.
  • Alíquota progressiva: chegará a até 10% para contribuintes com ganhos acima de R$ 1,2 milhão anuais.
  • Quem será afetado: cerca de 140 mil pessoas (0,13% dos declarantes), que atualmente pagam, em média, apenas 2,5% de IR.

De acordo com o relator, deputado Arthur Lira (PP-AL), a taxação das altas rendas deve gerar R$ 12,7 bilhões em recursos até 2027, valores que serão destinados a compensar parte da redução da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), prevista na Reforma Tributária.

Lucros e dividendos

Outra mudança importante está na distribuição de lucros e dividendos:

  • Valores superiores a R$ 50 mil por mês repassados a uma mesma pessoa física ficarão sujeitos à retenção na fonte de 10%.
  • Estão isentos os resultados apurados até o ano-calendário de 2025, desde que aprovados para distribuição até 31 de dezembro de 2025.
  • Também foram excluídas da base de cálculo algumas receitas de cartórios repassadas ao Judiciário.

Próximos passos

O projeto aprovado determina ainda que o governo federal apresente, no prazo de um ano, uma política de atualização da tabela do Imposto de Renda, para evitar defasagens futuras.

Agora, o texto segue para o Senado Federal, onde precisa ser aprovado antes de ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Brasil 61

Igreja x Secularismo

    A humanidade durante os séculos sofreu grandes transformações, que resultaram em mudanças expressivas na nossa sociedade. Foram evoluções, modernidade, liberalidade, alterações de hábitos, costumes e pensamentos, os quais marcaram períodos da história do mundo. Com efeito, o desenvolvimento foi aceito naturalmente, não houve nenhum questionamento e nem oposição a essas alterações. Logo, começamos a entender que sempre estamos prontos a receber, interagir a tudo que é de novo e adequar à proposta sugerida.

   Estamos em pleno século 21, o mundo vive numa expectativa de soluções dos problemas, ainda espera grandes fatos que conduzirão a harmonia, a paz e a perfeição nesta terra. Em virtude disso, na ótica que tem o mundo, faz acreditar em uma razão e conhecimento limitado do homem para alcançar tais conquistas. Do outro lado, uma perspectiva intuitiva para um destino melhor ou então um caos absoluto. O que vem acontecendo, podemos classificar como o fenômeno do Secularismo. Ou seja, o sistema de um tempo ou momento que influencia o pensamento, as atitudes e as vidas das pessoas.

   A igreja do Senhor Jesus Cristo se encontra inserida dentro deste contexto. É necessário haver uma preocupação com os rumos que a Igreja atual do Altíssimo pode tomar. Pois, o secularismo não deve exercer domínio sobre a vida do cristão. Então, o que devemos fazer? É sermos suprimidos e secularizar o corpo do Messias? Claro que não. Por quê? Devemos acatar firmemente a exortação do apóstolo Paulo que disse: E não conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”(Rms 12.2).

   Atualmente é notório que as pessoas estão à procura da autoajuda e suprir as necessidades físicas. O local que apresenta as respostas para tais demandas humanas fluirão multidões sedentas e desesperadas para alcançar o êxito esperado. Esses sintomas transformam a mensagem do reino de Deus conforme o homem queira e não o que o Criador propôs. A forma do secularismo tem entrado nas congregações, a fim de que satisfaçam a alma do ser humano. O conceito de alma na língua hebraica: [Nefesh] é a personalidade, a vida, o indivíduo, vontade, emoção, intelecto e sentimento. Verificamos que o ser humano passou para o centro da realização do culto divino, substituindo ao nosso Senhor Jesus. As músicas que são entoadas falam mais da condição do homem, dos seus problemas, dos seus sentimentos e das suas vontades. As pregações são direcionadas para o enriquecimento e motivação pessoal. Além disso, produz dentro do coração do indivíduo o desejo de vencer e ser melhor. Entretanto, quando não consegue, se sente frustrado e derrotado.

  É uma farsa, porquanto as escrituras não dão respaldo para sustentar tais dogmas. O Senhor Jesus nos ensinou: Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração”(Mt 6.19-21). Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo. Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo provará. Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão; se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo.”(I Co 3.11-15)

  Fica evidente que não podemos pautar a nossa existência nas riquezas e tampouco nas soluções dos nossos problemas. Se alguém vai para Igreja do Senhor Jesus somente para que receba bênçãos como: conseguir emprego, o familiar ser liberto do vício, curar a enfermidade, ganhar uma casa, carro, sarar a depressão, a angústia, o desespero, o fracasso, expulsar espíritos malignos, tentar destruir a inveja e etc. Não querendo compromisso real com Jesus Cristo, não compreendendo a grandiosidade do amor que foi doado e o relacionamento de aproximação. O ser humano estará sendo enganado e o seu fundamento não será Jesus. Pois, haverá um julgamento que é por fogo, o qual vai depurar e retirar toda impureza da Igreja dos Santos em Cristo como descrito acima. Todas as pessoas vão comparecer no tribunal do Senhor Jesus, assim será visto a intenção dos corações de cada um e serão retribuídos de acordo com as suas obras (II Co 5.10).

  Pelo fato, que a nossa prioridade é a riqueza no céu e também a nossa vida como discípulo de Cristo. Através da renúncia, da humildade, da bondade, do amor, da unidade entre a irmandade e da fé. De modo que o evangelho de Deus não poderá se tornar conforme os padrões neste século. Pois, conformar significa fazer como a forma. Portanto, o molde do mundo é terrível e abominável. A igreja quando se seculariza entra em um padrão humano, algumas características são notadas:

  • Individualismo a pessoa quer apenas para si mesmo, vai ali para uma competição que precisa vencer.
  • Egocentrismo estar naquele lugar com a intenção que seja um pequeno deus, todas as coisas precisa ser para ele (as).
  • Descompromisso – a sua vida não tem nenhuma ligação em realizar nada para satisfazer a Deus. A exigência feita dentro do templo acata apenas por interesse naquilo que quer receber do Eterno.
  • Padrão desordenado isto é: a postura, os hábitos, as ações são contrárias o exemplo e ensinamento do Senhor Jesus.
  • Hipocrisia – existe uma face dentro da congregação como santo participante, pois lá fora demonstra o seu verdadeiro rosto, um perdido pecador.
  • Religiosidade legalista – vive debaixo de um sistema opressivo, que submete aos ensinos humanos que não levam para o relacionamento com Deus. As características principais: o medo de ir para o inferno, o líder dominador, os ensinos que escravizam e criam sofrimentos e pesos sobre a pessoa.

  O padrão de Deus é diferente do qual queremos, a vontade divina é perfeita, precisamos experimentá-la. Não adianta pensar que o ser humano poderá questionar a soberania de Deus e mudar a forma para aproximar do céu. Então, grandes males acompanham a igreja desde a subida do Senhor Jesus para a destra de Deus (Mc 16.19) e seus apóstolos no primeiro século.

  O que devemos fazer diante dessa realidade que estamos vivendo? A resposta é voltarmos para as escrituras e retirarmos todas as coisas que vieram tirar a originalidade da nossa fé. Então, precisamos restaurar o propósito divino, olharmos para aquilo que foi deixado nas escrituras pelo Senhor Jesus e os apóstolos do primeiro século. A Bíblia nos ensina o seguinte: Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado aos Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito”(Ef 2.19-22).

  A igreja apostólica é aquela que o Senhor Jesus deixou como exemplo, a qual evidenciava amor, unidade, poder, abdicação, ensino e fé. Não é uma igreja primitiva, mas o padrão que agrada a Deus, para a extensão do reino dos céus na terra. Logo, não será uma igreja em desenvolvimento, antiquada, apenas para uma época determinada. O preceito, o mandamento, a escritura são atemporal e acultural. Em outras palavras, não existe tempo e nem um sistema de um país que fala das suas tradições e raízes para levar a Cristo. O padrão é para agora, a cultura bíblica é para os tempos atuais. Se dissermos: a igreja do século 21 é a certa, portanto devemos concordar com as mudanças. Estaremos a tomar uma posição de criadores e ainda estaremos afrontando o Altíssimo. Verificamos uma Igreja descaracterizada no intento divino, o qual foi retirado o local para a glória de Deus habitar, satisfazer plenamente e governar absolutamente. Vivemos de deslumbres da manifestação de Deus e na falta da totalidade do seu poder na Igreja.

Vamos começar a orar e voltarmos aos olhos para as escrituras e ao padrão divino, lembrando-se das palavras do Eterno para Moisés: Os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz ele: Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte”(Hb 8.5). Isto é o padrão que foi mostrado para Moisés, da mesma forma foi revelado pelo Senhor Jesus aos seus apóstolos.

Pastor Roberto Soares

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Brasília pode deixar de ser a capital do Brasil temporariamente; entenda por que

  A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (25) o Projeto de Lei 358/25, da deputada Duda Salabert (PDT-MG), que transfere simbolicamente a capital da República de Brasília para Belém, no Pará, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), entre os dias 11 e 21 de novembro.

O texto segue agora para análise do Senado.

A COP (Conference of the Parties) é o principal fórum internacional de discussão sobre mudanças climáticas. Desde 1995, a COP reúne todos os anos líderes mundiais, cientistas, empresas e organizações da sociedade civil. Conforme a proposta aprovada, durante a COP30, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário poderão se instalar em Belém para conduzir suas atividades institucionais e governamentais.

Parecer favorável

O relator, deputado José Priante (MDB-PA), recomendou a aprovação do projeto. “Não é uma novidade no Brasil, já aconteceu em 1992, quando a capital foi transferida para o Rio de Janeiro, numa sinalização nacional e internacional de que todas as atenções do país deveriam estar voltadas para aquele grande evento”, relembrou.

“A COP30 configura-se como o maior evento das Nações Unidas para discussão e negociações sobre o regime internacional da mudança do clima”, disse Priante. “O evento consolidará o Brasil na vanguarda da diplomacia climática e ambiental, posição historicamente ocupada pelo país desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92)”, destacou o relator.

Outros pontos

Pelo texto, despachos e atos do presidente da República e dos ministros de Estado assinados durante a COP30 deverão ser referenciados como ocorridos em Belém. O Poder Executivo deverá regulamentar a futura lei, estabelecendo as medidas administrativas, operacionais e logísticas necessárias à transferência temporária. “A medida não é só um gesto simbólico, é um compromisso do Brasil com agenda climática e o desenvolvimento sustentável”, afirmou Duda Salabert na sessão do Plenário. “Transferir a capital para Belém é uma forma de colocar a região amazônica no centro das decisões políticas globais”, continuou a deputada.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

revistaforum

Aprovação ao STF sobe após condenação de Bolsonaro; rejeição à Câmara dispara, segundo pesquisa

  Pesquisa Pulso Brasil/Ipespe divulgada nesta quinta-feira (25) aponta que o Supremo Tribunal Federal (STF) melhorou sua imagem junto à população após condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão pela trama golpista.  Segundo o levantamento, em julho, quando Bolsonaro e outros réus do núcleo crucial da tentativa de golpe ainda não tinham ido a julgamento, a aprovação do STF era de 43% e subiu para 46% após a condenação da organização criminosa – um aumento de 3 pontos percentuais. Já a desaprovação fez caminho contrário e caiu: foi de 49% para 45%. 

Rejeição à Câmara dispara 

A rejeição à Câmara dos Deputados, por sua vez, disparou após a aprovação da “PEC da Bandidagem”, que visa blindar parlamentares de investigações, e articulações para aprovar anistia aos golpistas.  Segundo a pesquisa Pulso Brasil/Ipespe, em julho a aprovação da Câmara junto à população era de 24% e, em setembro, despencou para 18%. Já a desaprovação subiu 7 pontos percentuais: era de 63% e agora chega a 70%. 

Lula aumenta popularidade 

O mesmo levantamento mostrou ainda que a aprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a crescer e chegou a 50%. O índice supera numericamente a desaprovação à administração federal, registrada em 48%. Na comparação com a pesquisa divulgada em julho, a avaliação positiva do governo avançou sete pontos percentuais, enquanto a desaprovação recuou três pontos. O levantamento ouviu 2.500 pessoas em todas as regiões do país entre os dias 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95,45%.

revistaforum

A ASSEMBLEIA DE JERUSALÉM

                   Doutrina, Comunhão e Fé: A Base para o Crescimento da Igreja em meio às Perseguições

INTRODUÇÃO
Nesta lição, encerramos o trimestre analisando um dos momentos mais cruciais da história da Igreja Primitiva: a Assembleia de Jerusalém. Diante de um sério conflito sobre se os gentios convertidos precisavam seguir a lei judaica para se salvarem, os líderes da igreja se uniram em busca de uma solução. O objetivo era preservar a essência da salvação pela graça e, ao mesmo tempo, manter a unidade do Corpo de Cristo. Veremos como esses homens de Deus, guiados pelo Espírito Santo, tomaram uma decisão sábia, que se tornou um marco para o futuro da fé cristã. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO
“Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não impor a vocês nenhum peso maior que estes poucos requisitos: abstenham-se de comer alimentos oferecidos a ídolos, de consumir o sangue ou a carne de animais estrangulados, e de praticar a imoralidade sexual. Farão muito bem se evitarem essas coisas. “Que tudo lhes vá bem.” (At 15.28,29 NVT). Atos 15 não marca o fim da igreja de Jerusalém, mas o começo da descentralização do cristianismo para alcançar o mundo. O foco de Lucas, após Atos 15, se desloca de Jerusalém para as viagens missionárias de Paulo (At 16–28).
Esboço Exegético-Teológico de Atos 15.1–29
I. Conflito em Antioquia e a questão da circuncisão 15.1–5
A. (v. 1) Conflito introdutório.
B. (vv. 2-3) Envio de Paulo e Barnabé a Jerusalém.
C. (v. 4-5) Recepção em Jerusalém.
II. O Concílio e os discursos de Pedro, Barnabé, Paulo e Tiago 15.6–21
A. (v. 6) Reunião formal dos líderes.
B. (vv. 7-11) Discurso de Pedro.
C. (v. 12) Testemunho de Barnabé e Paulo.
D. (vv. 13-21) Discurso de Tiago (irmão do Senhor).

III. Carta e envio dos Delegados a Antioquia 15.22–29
A. (vv. 22-23) Decisão colegiada e carta oficial.
B. (vv. 24-27) Conteúdo da carta.
C. (vv. 28-29) Requisitos para os gentios.

VERDADE PRÁTICA
Em sua essência, a Igreja é tanto um organismo quanto uma organização e, como tal, precisa seguir princípios e regras para funcionar plenamente. A Igreja como organismo é o corpo vivo de Cristo, gerado pela Palavra e pelo Espírito, composto por pessoas regeneradas e unidas em uma só fé e um só batismo. Sua identidade nasce de cima. Ela é uma realidade espiritual, relacional e dinâmica, na qual Cristo é a Cabeça, o Espírito é o princípio de vida e os crentes são membros interdependentes que recebem dons para edificação mútua e crescimento em santidade e amor. Essa vida interior se manifesta em fé, arrependimento, comunhão, serviço, mutualidade e missão entre as nações. A Igreja como organização é a forma visível e ordenada desse mesmo corpo no tempo e no espaço. Ela se expressa por liderança reconhecida, decisões colegiadas, regras de convivência, disciplina e responsabilidade recíproca, para proteger a verdade do evangelho, promover a unidade e orientar os irmãos em direção a vontade de Deus. Trata-se da dimensão institucional e funcional da Igreja no mundo, na qual Cristo governa por meio de oficiais, assembleias e normas que visam servir a vida do corpo, e não substituí-la.
Como organização
Como organismo
1. Visível: estruturas, membros, práticas e decisões públicas.
1. Invisível no sentido espiritual: união com Cristo.
2. Local: igrejas situadas no tempo e no espaço.
2. Universal: um só corpo em Cristo, além de fronteiras e culturas.
3. Ordenada por meios humanos: oficiais, regras e processos (debaixo da Palavra).
3. Gerada divinamente: obra do Espírito que regenera e une em Cristo.
4. Histórica e contingente: sujeita a mudanças, reformas e contextos.
4. Perpétua no propósito de Deus: permanece através da história e na consumação.
5. Mista e imperfeita: santos ainda em processo, com falhas e limitações.
5. Perfeita em Cristo: santidade e unidade plenas, consumadas na glória.
6. Governança e responsabilidade: decisões colegiadas e disciplina.
6. Vida e crescimento: dons, fruto do Espírito e edificação mútua.
7. Sinais visíveis: pregação, ordenanças e confissão pública.
7. Graça interior: fé, arrependimento e comunhão com Deus.

1. A QUESTÃO DOUTRINÁRIA
1.1 O relatório missionário.
A LIÇÃO DIZ: A questão doutrinária que se tornou objeto de discussão no Concílio de Jerusalém, abordada no capítulo 15 de Atos dos Apóstolos, teve seu início na igreja de Antioquia. Ela começou quando Paulo e Barnabé apresentaram à igreja de Antioquia um relatório sobre a Primeira Viagem Missionária que haviam realizado. Nesse relatório, os missionários narraram o que Deus havia feito entre os gentios e como estes aceitaram a fé (At 14.27). O relatório deixa implícito que a salvação dos gentios ocorreu inteiramente pela graça de Deus, sem que nenhuma exigência da Lei, como a circuncisão, fosse imposta a eles. Em outras palavras, a salvação é um dom de Deus, concedido inteiramente por sua graça.
Vamos ao texto bíblico:
Atravessando a Pisídia, Paulo e Barnabé se dirigiram à Panfília. E, tendo anunciado a palavra em Perge, foram para Atália e dali navegaram para Antioquia, onde tinham sido recomendados à graça de Deus para a obra que agora tinham terminado. Quando chegaram a Antioquia, reuniram a igreja e relataram tudo o que Deus havia feito com eles e como tinha aberto aos gentios a porta da fé. E permaneceram muito tempo com os discípulos. (At 14.24-27 NAA). Sobre essa passagem bíblica, Lopes (2012, p. 275-276) comenta:
Passos resolutos foram dados pela igreja no sentido de alcançar os gentios para Cristo por intermédio da pregação do evangelho. O primeiro passo na direção dos gentios começou em Cesareia, com a conversão do prosélito Cornélio e sua casa. Quando a igreja de Jerusalém ouviu o relato de Pedro acerca dessa conversão, trocaram a murmuração pela adoração (11.18). O segundo passo na direção dos gentios aconteceu quando crentes anônimos evangelizaram os gregos em Antioquia (11.20) e a igreja de Jerusalém enviou Barnabé a essa terceira maior cidade do império romano. Este, vendo a graça de Deus, alegrou-se (11.23). O terceiro passo é a primeira viagem missionária realizada por Paulo e Barnabé, quando eles se voltam para os gentios (13.46). Em cada cidade visitada, levavam Cristo a judeus e gentios (14.1, 27). John Stott é categórico em afirmar: “A missão entre os gentios estava ganhando ímpeto. As conversões dos gentios, que antes pareciam gotas, estavam se transformando rapidamente em correnteza”. É hora de voltar para casa. É hora de recarregar as baterias. É hora de testemunhar os grandes feitos de Deus na obra missionária. Paulo e Barnabé, retornam a Antioquia da Síria. Imagine a alegria de uma igreja que enviou missionários, orou por eles, sustentou-os, e agora os vê voltar contando maravilhas: cidades alcançadas, pessoas transformadas, milagres acontecendo, “a porta da fé aberta aos gentios” (At 14.27). Esse foi o clima em Antioquia quando Paulo e Barnabé chegaram da sua primeira viagem missionária.
Pensando no texto de forma expositiva:
   Esses bravos missionários fizeram três coisas importantes ao retornarem à igreja que os encaminhara à obra missionária.
1.1.1 Em primeiro lugar, eles relataram as intervenções extraordinárias de Deus na vida deles (14.27).
1.1.2 Em segundo lugar, eles relataram como Deus abriu aos gentios a porta da fé (14.27). O sucesso da obra missionária não foi devido ao poder inerente dos missionários nem a seus métodos. Foi Deus quem abriu aos gentios a porta do evangelho.
1.1.3 Em terceiro lugar, eles permaneceram muito tempo com os discípulos (14.28). Não há trabalho missionário desconectado da igreja local. Não há ministério itinerante sem a ligação com a igreja. Paulo e Barnabé precisam da igreja, e a igreja precisa dos missionários.
  No entanto, no meio da festa e de todo aquele clima de alegria, surge uma tensão: “Será que esses novos convertidos são realmente parte da família de Deus, mesmo sem guardar as tradições da Lei?” Essa pergunta simples se tornou uma das maiores crises da história da Igreja primitiva.
1.2 O legalismo judaizante.
A LIÇÃO DIZ: Lucas mostra que um grupo de judaizantes se sentiu incomodado com o relatório dos missionários (At 15.1). Esse grupo, composto por fariseus supostamente convertidos à fé, que haviam vindo de Jerusalém para Antioquia, se opôs ao ingresso de gentios na Igreja sem que estes, antes, cumprissem as exigências da Lei. Houve, portanto, um confronto entre esse grupo judaizante e os missionários Paulo e Barnabé. A questão tomou grandes proporções, correndo o risco até mesmo de dividir a igreja em Antioquia, o que exigia uma resposta rápida por parte da liderança. Contudo, por se tratar de um tema complexo e de amplo alcance, a igreja de Antioquia considerou adequado remeter a questão para Jerusalém, a igreja-mãe, onde o assunto seria analisado e amplamente discutido pelos apóstolos e presbíteros (At 15.2).
Vamos ao texto bíblico:
Alguns indivíduos que foram da Judeia para Antioquia ensinavam aos irmãos: — Se vocês não forem circuncidados segundo o costume de Moisés, não podem ser salvos. (At 15.1 NAA). É importante observar que a carta aos Gálatas precede o Concílio de Jerusalém. Durante o período que permaneceu em Antioquia ou mesmo a caminho de Jerusalém, Paulo escreveu esta epístola para combater exatamente a influência perniciosa desses falsos mestres judaizantes que perturbavam a igreja com a pregação de outro evangelho, que de fato não era evangelho (Gl 1.6–9). A influência desses falsos “irmãos” que desceram de Jerusalém, alegando enganosamente que estavam representando Tiago, foi tão forte que até mesmo Pedro e Barnabé foram afetados por eles (Gl 2.11–14). Contudo, diante da repreensão de Paulo, ambos voltaram à sensatez, e se uniram a Paulo no Concílio de Jerusalém, em defesa do evangelho de Cristo e rejeição às ideias dos judaizantes (15.7–12).
Os judaizantes eram judeus que haviam crido em Jesus como Messias, mas continuavam firmemente ligados à tradição mosaica. Como observa David Peterson, Lucas evita chamá-los de apóstolos ou presbíteros, pois eles não representavam a liderança oficial da igreja de Jerusalém, mas um grupo particular que defendia sua própria interpretação. Para eles, a fé em Cristo não era suficiente sem a observância da Lei, sobretudo da circuncisão. Quanto ao conteúdo do que eles pregavam, o texto bíblico é claro: “Se não forem circuncidados, segundo o costume ensinado por Moisés, não poderão ser salvos” (At 15.1). Não se tratava apenas de uma questão cultural ou de convivência, mas de um requisito de salvação. Darrell Bock sublinha que essa exigência transformava o evangelho em algo condicionado a uma obra humana, acrescentando um rito da Lei como passo indispensável para a salvação. A a questão em jogo era a própria essência do evangelho: somos salvos pela graça de Cristo ou por Cristo mais Moisés? Por que esses legalistas eram tão perigosos? Warren Wiersbe responde que eles tentavam misturar a lei e a graça e colocar vinho novo em odres velhos e frágeis (Lc 5.36–39). Costuravam o véu rasgado do santuário (Lc 23.45) e colocavam obstáculos no caminho novo e vivo para Deus, aberto por Jesus através de sua morte na cruz (Hb 10.19–25). Reconstruíram o muro de separação entre judeus e gentios que Jesus derrubou no Calvário (Ef 2.14–16). Colocavam o jugo pesado do judaísmo sobre os ombros dos gentios (15.10; Gl 5.1) e pediam que a igreja saísse da luz e fosse para as sombras (Cl 2.16,17; Hb 10.1). Argumentavam: “Antes de se tornar um cristão, o gentio precisa tornar-se judeu! Não basta simplesmente crer em Jesus Cristo. Também é preciso obedecer à lei de Moisés!”. O lema desses mestres judaizantes era “Jesus e circuncisão”.

2. O DEBATE DOUTRINÁRIO
2.1 Uma questão crucial.
A LIÇÃO DIZ: A questão gentílica chegou a Jerusalém para ser tratada. Contudo, os judaizantes, que ali se encontravam, deixaram claro que a igreja deveria circuncidar os gentios convertidos e ordenar que eles “guardassem a lei de Moisés” (At 15.5). No entendimento desse grupo, sem a observância da Lei, ninguém podia se salvar. Pedro é o primeiro a ver a gravidade da questão e percebe que ela não pode ser tratada de forma subjetiva. A questão deveria ser tratada com a objetividade que o caso exigia, e a experiência da salvação dos gentios em Cesareia, ocorrida anos antes, deveria servir de parâmetro (At 10.1-46). Pedro, então, evoca a experiência pentecostal gentílica como prova da aceitação deles por Deus: “E Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós” (At 15.8).
Tendo surgido um conflito e grande discussão de Paulo e Barnabé com eles, foi resolvido que esses dois e mais alguns fossem a Jerusalém, aos apóstolos e presbíteros, para tratar desta questão. Encaminhados, pois, pela igreja, atravessaram as províncias da Fenícia e Samaria e, narrando a conversão dos gentios, causaram grande alegria a todos os irmãos. Quando chegaram a Jerusalém, foram bem-recebidos pela igreja, pelos apóstolos e pelos presbíteros, a quem relataram tudo o que Deus havia feito com eles. Mas alguns membros do partido dos fariseus que haviam crido se insurgiram, dizendo: — É necessário circuncidá-los e ordenar-lhes que observem a lei de Moisés. (At 15.2-5 NAA).
Vamos destacar alguns pontos:
2.1.1 O embate. Lucas emprega o termo grego stasis, ou “sedição”, para descrever a ferrenha controvérsia. Paulo e Barnabé enfrentam esses falsos mestres. Não aceitam essa imposição herética e defendem a verdade com todo o vigor. O embate tomou proporções tão grandes que a igreja de Antioquia não seria o local adequado para a resolução dessa questão. Portanto, os irmãos são enviados a igreja mãe que ficava em Jerusalém para discutirem essa causa.
2.1.1.1 Uma coisa é o debate entre pré-tribulacionismo e pós-tribulacionismo, tricotomia e dicotomia, arminianismo e calvinismo, pois se trata de perspectivas possíveis nas Escrituras em matérias secundárias. Algo distinto, porém, diz respeito a temas como ideologia de gênero, aborto, e as doutrinas da suficiência, inspiração e inerrância das Escrituras, bem como a salvação pela fé. Nesses pontos, não há margem legítima para aceitação no âmbito da fé cristã bíblica, e a Igreja não deve aceitá-los como passíveis de negociação.
2.1.2 A viagem. Antioquia fica a cerca de 400 km de Jerusalém, de sorte que em vez de viajarem diretamente para lá, eles decidiram parar nas igrejas de Fenícia (na costa da Síria; Tiro e Sidom ficam em Fenícia) e Samaria (entre Galileia e Judeia) e reportam sobre os recentes avanços que tiveram no ministério aos gentios. O termo para “conversão” (somente aqui no Novo Testamento) é epistrophē e indica uma “transformação” a partir dos deuses pagãos para Cristo. Esse relato sobre o sucesso da missão aos gentios resulta em grande alegria em todas as igrejas, mostrando que além de concordarem com Paulo também estavam encantadas com a possibilidade de uma participação plena dos gentios na igreja. Os judaizantes eram claramente o partido minoritário na igreja como um todo.
2.1.2.1 Fica evidente que um grupo, ainda que pequeno, pode causar grande perturbação a igreja.
2.1.3 A recepção dos apóstolos e presbitérios. Os missionários e seus companheiros chegam a Jerusalém e são oficialmente recebidos pelos apóstolos e presbíteros da igreja. Supomos que os apóstolos estavam proclamando o evangelho em numerosos lugares. Para essa reunião, entretanto, foi lhes pedido que se encontrassem em Jerusalém. Por exemplo, Pedro, que partira de outro local (12.17), retorna à cidade santa e assume ali a função de liderança. Tiago está presente e também João (Gl 2.9). Note-se que a igreja antioquense nomeou Paulo e Barnabé para se reunirem com os apóstolos e presbíteros em Jerusalém. Ao ali chegarem, os missionários são recebidos oficialmente como iguais pela igreja, pelos apóstolos e pelos presbíteros. Isso indica a união fundamental da igreja cristã.
2.1.4 A recepção dos fariseus. Não podemos determinar se os judaizantes que tinham visitado a igreja em Antioquia haviam retornado a Jerusalém. Sozinho, esse ponto é irrelevante, mas membros do partido dos fariseus que haviam se tornado cristãos reagem pronta e negativamente ao relatório dos missionários. Eles nem mesmo esperam que os apóstolos e presbíteros formulem uma resposta aos missionários que representam a igreja antioquense. Determinam que todos os cristãos, quer judeu ou gentio, sejam obrigados a obedecer a toda a lei de Moisés, e isso inclui a circuncisão. John Albert Bengel observa: “Era mais fácil fazer um cristão de um gentio do que sobrepujar o falso ensino dos fariseus”.
2.1.4.1 Os fariseus que haviam crido em Jesus eram genuínos convertidos, mas ainda carregavam consigo os óculos da Lei. Eles não negavam a fé em Cristo, mas não conseguiam concebê-la sem o complemento da Torá. Para eles, Jesus era necessário, mas não suficiente. Esse apego mostra que falsas seguranças religiosas, quando profundamente enraizadas, não desaparecem da noite para o dia.
2.2. A experiência do Pentecostes na fé dos gentios.
A LIÇÃO DIZ: O derramamento do Espírito sobre os gentios, anos antes, em Cesareia, na casa de Cornélio (At 10), havia sido uma experiência objetiva, física e observável por todos os presentes ali (At 10.44-46; At 2.4). Pedro espera que seu argumento seja aceito da mesma forma que fora aceito, anos antes, pelos judeus que haviam questionado a salvação dos gentios de Cesareia.
Vamos ao texto bíblico:
Então os apóstolos e os presbíteros se reuniram para examinar a questão. Havendo grande debate, Pedro tomou a palavra e disse: — Irmãos, vocês sabem que, desde há muito, Deus me escolheu entre vocês para que da minha boca os gentios ouvissem a palavra do evangelho e cressem. E Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, concedendo o Espírito Santo a eles, como também o havia concedido a nós. E não estabeleceu distinção alguma entre nós e eles, purificando-lhes o coração por meio da fé. Agora, pois, por que vocês querem tentar a Deus, pondo sobre o pescoço dos discípulos um jugo que nem os nossos pais puderam suportar, nem nós? Mas cremos que somos salvos pela graça do Senhor Jesus, assim como eles. (At 15.6-11 NAA). O apóstolo Pedro foi uma peça fundamental no esclarecimento da verdade. Era um líder na igreja. Sua palavra tinha muito peso. Pedro já enfrentara um sério problema em Antioquia, quando deixou de ter comunhão com os crentes gentios e foi duramente exortado por Paulo (Gl 2.11–14). Agora, revelando humildade, posiciona-se firmemente contra a bandeira levantada pelos fariseus.
Na defesa de Pedro, quatro verdades são proclamadas:
2.2.1 Deus escolheu Pedro para abrir a porta da fé aos gentios (15.7). O Senhor Jesus colocou nas mãos de Pedro as chaves do reino (Mt 16.19) e ele as usou para abrir a porta da fé aos judeus (2.14–36), aos samaritanos (8.14–17) e aos gentios (10.1–48). Em outras palavras, Pedro pregou aos judeus no Pentecostes, aos samaritanos em Samaria e ao gentio Cornélio em Cesareia.
2.2.2 Deus enviou o Espírito Santo aos gentios (15.8). Quando os gentios creram em Cristo, Deus confirmou a legitimidade dessa experiência, enviando-lhes o Espírito. O Espírito não foi dado aos gentios pela observância da lei, mas pelo exercício da fé (10.43–46; Gl 3.2).
2.2.3 Deus eliminou uma diferença (15.9). Deus não faz diferença entre judeus e gentios. A salvação é concedida não como resultado das obras nem por causa da raça. Deus trata tanto judeus como gentios da mesma maneira.
2.2.4 Deus removeu o jugo da lei (15.10). A declaração mais enfática de Pedro e sua exortação mais contundente foi acerca da remoção do jugo da lei. A lei pesava sobre os judeus, mas esse jugo havia sido removido por Jesus (Mt 11.28–30; Gl 5.1–10; Cl 2.14–17). A lei não tem poder de purificar o coração do pecador (Gl 2.21), de conceder o dom do Espírito (Gl 3.2), nem de dar vida eterna (Gl 3.21). Aquilo que a lei era incapaz de fazer, Deus realizou por meio do seu próprio Filho (Rm 8.1–4). O discurso de Pedro tem o mesmo efeito que sua palavra tivera no passado, após os acontecimentos na casa de Cornélio. Naquela ocasião, apaziguaram-se (11.18). Agora toda a multidão silenciou (15.12).
2.3 A fundamentação profética da fé gentílica.
A LIÇÃO DIZ: Enquanto Pedro recorreu à experiência do Pentecostes como sinal de validação da fé gentílica. Por outro lado, Tiago, o irmão do Senhor Jesus, recorre às profecias para fundamentar sua defesa da aceitação dos gentios na Igreja. Para ele, a inclusão dos gentios na igreja estava predita nos profetas: “E com isto concordam as palavras dos profetas” (At 15.15).
Vamos ao texto bíblico:
Depois que eles terminaram, Tiago tomou a palavra e disse: — Irmãos, ouçam o que tenho a dizer. Simão acaba de relatar como, primeiramente, Deus visitou os gentios, a fim de constituir entre eles um povo para o seu nome. Com isso concordam as palavras dos profetas, como está escrito: “Depois disso, voltarei e reedificarei o tabernáculo caído de Davi; reedificarei as suas ruínas e o restaurarei. Para que o restante da humanidade busque o Senhor, juntamente com todos os gentios sobre os quais tem sido invocado o meu nome, diz o Senhor, que faz estas coisas conhecidas desde os tempos antigos.” (At 15.13-18 NAA).
Tiago, líder da igreja em Jerusalém, cita Amós 9.11-12 para demonstrar que a restauração do “tabernáculo de Davi”, isto é, a reconstituição do povo de Deus em Cristo, inclui também os gentios. A promessa não se restringe a Israel; ela visa que “o restante da humanidade busque o Senhor, juntamente com todos os gentios” (At 15.17). Assim, Tiago articula a experiência apostólica com o testemunho profético: a fé dos gentios não é acréscimo tardio, mas parte do desígnio divino anunciado desde o princípio e agora confirmado em Cristo. Tiago desenvolveu o seguinte argumento: primeiro, Deus visitaria os gentios, a fim de constituir dentre eles um povo para o seu nome. Essa era a realidade que estavam vivendo naqueles dias (e ainda estamos nos dias de hoje). A igreja estava sendo formada pela inclusão de convertidos gentios e judeus. Aquilo que estava acontecendo no tempo dos apóstolos em pequena escala (a salvação dos gentios) ocorreria posteriormente em grande escala. Cristo voltaria, restauraria Israel como nação e salvaria todos os gentios sobre os quais tem sido invocado o seu nome. Para Tiago, os acontecimentos de sua época eram a primeira visitação de Deus aos gentios. A seu ver, tal visitação inicial estava em perfeita harmonia com a predição de Amós, a saber, a futura visitação dos gentios quando Cristo voltar como Rei. Apesar de não serem idênticos, os dois acontecimentos conferiam.
Observe, então, a ordem dos acontecimentos:
2.3.1 O chamado dos gentios, a fim de constituir dentre eles um povo para o seu nome (v. 14) durante a presente era da graça.
2.3.2 A restauração da parte do povo de Israel que crer por ocasião da segunda vinda de Cristo (v. 16).
2.3.3 A salvação das nações gentias depois da restauração de Israel (v. 17). Esses gentios são chamados de todos os gentios sobre os quais tem sido invocado o meu nome.

3. A DECISÃO DA ASSEMBLEIA DE JERUSALÉM
3.1 O Espírito na Assembleia.
A LIÇÃO DIZ: É digno de nota o papel atribuído ao Espírito Santo na tomada de decisões da Igreja: “[…] pareceu bem ao Espírito Santo e a nós” (At 15.28). O Espírito Santo não era apenas visto como uma doutrina na Igreja, mas como uma pessoa com participação ativa nela. A conferência de Jerusalém foi dirigida pelo Espírito Santo. Jesus prometera que o Espírito Santo guiaria os fiéis em toda a verdade (Jo 16.13). As decisões da igreja não devem ser tomadas pelo homem apenas; este deve buscar a direção do Espírito, mediante oração e jejum e a fidelidade à Palavra de Deus até que a vontade divina seja claramente discernida (cf. At 13.2-4). A igreja, para ser realmente a igreja de Cristo, deve ouvir o que o Espírito diz às igrejas locais (cf. Ap 2.7).
A Bíblia do pregador pentecostal diz que a orientação do espírito Santo era constante:
3.1.1 Será que estamos reconhecendo a direção do Espírito Santo nas nossas reuniões ministeriais de hoje? Será que estamos primando pela direção do Espírito Santo nos nossos cultos de hoje? Será que estamos dando primazia à presença do Espírito Santo em nossas igrejas? Desde o momento em que o Espírito Santo desceu em At 2.1-4, por ocasião do Dia de Pentecostes, os apóstolos e a Igreja nada faziam sem a chancela do Espírito Santo.
3.1.2 Em At 4.31, as reuniões de oração da Igreja Primitiva tinham a chancela do Espírito Santo. A escolha de obreiros para auxiliar no ministério eclesiástico tinha a chancela do Espírito Santo (At 6.3).
3.1.3 Cada nova congregação que era inaugurada precisava ser confirmada com a chancela do Espírito Santo (At 8.14-17). Em At 8.29-40, a obra de evangelização tinha a chancela do Espírito Santo.
3.1.4 Em At 9.1-17, cada novo membro do corpo de Cristo e cada vaso escolhido por Deus era confirmado com a chancela do Espírito Santo.
3.1.5 Em At 10.44-48, a primeira congregação gentílica precisou da chancela do Espírito Santo para que fosse reconhecida como obra de Deus. Em At 11.22-26, a recém-fundada congregação de Antioquia precisou da chancela do Espírito Santo.
3.1.6 Em At 13.1-4, o primeiro projeto de missões transculturais da Igreja precisou da chancela do Espírito Santo.
3.1.7 Em At 15.28, a Primeira Convenção Geral do Cristianismo foi concluída com a chancela do Espírito Santo.
3.1.8 Em At 16.6-10, as áreas geográficas a serem evangelizadas precisavam da chancela do Espírito Santo.
3.1.9 Em At 19.1-6, o trabalho missionário estabelecido em cada cidade precisava da chancela do Espírito Santo.
3.1.10 Em At 20.28, o ministério da Igreja foi constituído pelo Espírito Santo e tinha a chancela do Espírito Santo para apascentar a Igreja de Deus.
3.2 A orientação do Espírito na Assembleia.
A LIÇÃO DIZ: O texto de Atos 15.28 não nos diz como era feita a orientação do Espírito na primeira Igreja; contudo, a observação feita por Lucas, de que Judas e Silas “eram profetas” (At 15.32) e que eles fizeram parte da comissão que levou a carta com a decisão tomada pela Assembleia, indica que o Espírito Santo se manifestava na Igreja por meio de seus dons (cf. At 13.1-4). Keener destaca quatro formas de atuação do Espírito em Atos 15:
3.2.1 Pela experiência passada: Pedro lembra que Deus deu o Espírito aos gentios (15.8). O Espírito já havia mostrado sua posição, aceitando os incircuncisos antes de qualquer concílio.
3.2.2 Pelos sinais da missão: Paulo e Barnabé relatam milagres e conversões entre gentios (15.12), o que reforça a confirmação divina.
3.2.3 Pela Escritura interpretada à luz do Espírito: Tiago cita Amós 9.11-12 (15.15-18), mostrando que a obra do Espírito está em continuidade com o plano profético de Deus.
3.2.4 Pelo consenso comunitário: O acordo final, expresso em forma de carta, é apresentado como fruto do discernimento conjunto, mas reconhecido como vindo do Espírito. Complementando as possibilidades apontadas por Keener, o pastor José Gonçalves sugere uma quinta hipótese: por meio dos dons espirituais, o Espírito Santo teria confirmado que a decisão tomada pela Igreja era, de fato, a que agradava a Deus. Trata-se de uma leitura plausível a partir do próprio texto bíblico. Como pentecostais, afirmamos que o Espírito fala ao seu povo; entretanto, é imprescindível manter o devido critério para que decisões eclesiais relevantes não sejam dirigidas por profecias, mas fundamentadas na Palavra. Se Deus valeu-se de profetas ali presentes para confirmar o veredito da Igreja, então tal orientação profética esteve em plena conformidade com a Escritura, conforme a exposição de Tiago na ocasião (At 15.13–21). Uma profecia não pode contrariar o que está escrito; por isso, cumpre-nos exercer o discernimento, reconhecendo a primazia normativa da Palavra sobre quaisquer manifestações carismáticas. Esse cuidado, não anula os dons e nem diminui sua importância.
3.3 O parecer final da Assembleia.
A LIÇÃO DIZ: Depois dos intensos debates, o parecer da Assembleia foi de que os gentios deveriam se abster “das coisas sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da fornicação” (At 15.29). Fica óbvio que a Igreja procurou resolver a questão mantendo-se rigorosamente fiel à doutrina da salvação pela graça, isto é, sem os elementos do legalismo judaico, mas evitando os extremos de rejeitar os irmãos judeus que também compartilhavam da mesma fé. O legalismo deveria ser rejeitado, os crentes judeus, não. Assim, ficou demonstrado que os gentios eram salvos pela graça, mas deveriam impor alguns limites à sua liberdade cristã, a fim de que o convívio com seus irmãos judeus não fosse conflituoso.
Vamos ao texto bíblico:
Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não impor a vocês maior encargo além destas coisas essenciais: que vocês se abstenham das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e da imoralidade sexual; se evitarem essas coisas, farão bem. Passem bem.” (At 15.28,29 NAA). A salvação, para os primeiros cristãos, não dependia de guardar a Lei de Moisés ou de seguir ritos judaicos. Por isso, os líderes da igreja decidiram que os judaizantes, aqueles que ensinavam o contrário, deveriam ser impedidos de perturbar os gentios (não-judeus). Com essa questão doutrinária resolvida, Tiago e outros líderes voltaram sua atenção para a prática da comunhão. A preocupação não era apenas que os judeus não perturbassem os gentios, mas também que os gentios não ofendessem os judeus. O risco era que, ao celebrarem sua liberdade em Cristo, os gentios pressionassem os crentes judeus a agirem contra suas próprias consciências. Para evitar esse problema, Tiago propôs uma carta aos cristãos gentios, pedindo que se abstivessem de quatro práticas:
3.3.1 Comer carne sacrificada a ídolos: A idolatria era algo extremamente repulsivo para os judeus. O Antigo Testamento está cheio de advertências contra ela, e seus antepassados sofreram graves consequências por causa desse pecado. A carne de animais oferecidos a deuses pagãos e depois vendida nos templos era um problema sério, que mais tarde foi abordado em detalhes por Paulo em suas cartas.
3.3.2 Prostituição: Esse termo se refere tanto ao pecado sexual em geral quanto às práticas licenciosas dos cultos pagãos, onde muitas vezes as sacerdotisas eram prostitutas. Embora seja uma questão moral, evitar a prostituição também era uma forma de mostrar respeito pela sensibilidade dos judeus e pela Lei de Deus.
3.3.3 Comer o que foi sufocado e o sangue: Essas eram leis dietéticas do Antigo Testamento. Embora os cristãos gentios não fossem obrigados a segui-las para a salvação, Tiago as estabeleceu como requisitos mínimos para manter a harmonia na comunhão. A liberdade em Cristo não dá o direito de pecar ou de ofender outro crente. Essas eram transgressões da Lei de Moisés, que era pregada e lida nas sinagogas a cada sábado. Desrespeitá-las desnecessariamente poderia prejudicar a credibilidade da igreja aos olhos dos judeus não-crentes e ofender os crentes judeus. Seria um abuso da liberdade que Cristo concedeu. Depois de resolverem as questões doutrinárias e práticas, os apóstolos e anciãos, com o apoio de toda a igreja, escolheram Judas Barsabás e Silas, homens influentes entre os irmãos, para ir a Antioquia com Paulo e Barnabé. O objetivo era levar a decisão do concílio à igreja de Antioquia, que era um centro importante para o cristianismo gentio. A unanimidade dos apóstolos, anciãos e de toda a igreja reforçou a unidade que caracterizava a comunidade cristã primitiva.

CONCLUSÃO
A Assembleia de Jerusalém representa um momento decisivo na história do cristianismo, atuando como um divisor de águas entre o legalismo judaico e a liberdade do evangelho da graça. A crise, iniciada por judaizantes que exigiam a circuncisão e a obediência à Lei para a salvação dos gentios, ameaçava a própria essência da fé e a unidade da Igreja. No entanto, em vez de se fragmentar, a liderança cristã demonstrou maturidade reunindo-se para deliberar sobre essa questão. A decisão ali tomada não apenas resolveu um grande conflito, mas lançou as bases para uma fé universal, acessível a todas as nações, reafirmando que a salvação é um dom gratuito de Deus, puramente pela graça.

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II Pedro 3:18 – Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

   Nunca é tarde para aprender quando se trata de crescer na graça. No fim de sua segunda carta, as últimas palavras do idoso apóstolo Pedro para a igreja e seus leitores foram: “Cresçam, porém, na graça.” Crescimento que não está atrelado ao tempo como naturalmente está o crescimento físico. Não é automático. É um processo, uma jornada. Há uma vontade de conhecer melhor a Deus. Crescer toma tempo. Trabalhando no interior do Rio Grande do Sul, encontrei-me certa vez com o pastor Roberto Rabelo, nos seus últimos anos de atividade. Alma grande, quando falava, deixava fluir a riqueza de sua experiência. Naquela noite de domingo, o auditório e o público não eram grandes, mas nem por isso ele deixou de servir um banquete em sua mensagem. No fim, contou a seguinte alegoria:

Um jardineiro tinha em seu jardim plantas e flores lindíssimas. No meio do roseiral de que cuidava, havia um espinheiro-bravo que dizia para si mesmo: “O que será que estou fazendo aqui neste lugar? Sou um espinheiro-bravo e estou tornando feio o jardim!” Mas um dia ele percebeu que o jardineiro-mestre se aproximou, fez um pequeno corte em seu caule e enxertou nele o talho de uma roseira. Pensou ele: “Será que ele não percebe que eu sou um espinheiro-bravo? O que será que ele está querendo fazer comigo?” Conta a alegoria que logo depois que aquele talho tinha sido enxertado, floresceu uma roseira viçosa, bonita, cheia de vida, com flores bem maiores e bonitas que as demais rosas do roseiral. O jardineiro, sabendo do sentimento que estava começando a tomar conta do coração do espinheiro, disse: “A beleza não vem de ti, mas do que eu coloquei em ti.” Que verdade tão bonita! Não devemos desanimar se ainda existem áreas espinhosas em nossa vida, nas quais nada floresce. Jesus nos encontrou e nos transformou, por isso, independentemente de onde tenhamos vindo ou de quem tenhamos sido, somente Ele pode tirar e fazer crescer de dentro de nós o mais belo que existe. É somente nEle que podemos crescer. “Nosso crescimento na graça, nossa felicidade, nossa utilidade – tudo depende de nossa união com Cristo. É pela comunhão com Ele, todo dia, toda hora – permanecendo nEle – que devemos crescer na graça” (Caminho a Cristo, p. 69).

Faça isso no dia de hoje e ore comigo agora:

Por favor, Pai, eu preciso crescer na Tua graça, passar tempo contigo, imitar-Te, fazer a Tua vontade em toda e qualquer circunstância. Por favor, me ajude para isso. Tome conta de todas as coisas! Em nome de Jesus, amém!

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Novas moradias em áreas rurais para BA, PE, RN e SP

O Ministério das Cidades autorizou, nesta segunda-feira (22), a contratação de mais 215 moradias pelo programa Minha Casa, Minha Vida, por meio da linha de atendimento Rural. As novas habitações irão beneficiar cerca de 900 pessoas em municípios da Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo com o sonho da casa própria. A informação foi publicada no Diário Oficial da União. A modalidade Rural do programa é voltada para famílias residentes em áreas rurais e que tenham renda bruta familiar anual de até R$ 120 mil. Desde 2023, mais de 75 mil unidades habitacionais do Rural foram selecionadas em todo o país. No Nordeste, de acordo com a nova portaria, 67 casas irão para a Bahia, divididas entre os municípios de Campo Formoso, com 36, e Capim Grosso, com 31. O Rio Grande do Norte terá unidades em Patu (48 casas) e São Tomé (32), enquanto a cidade de Floresta, em Pernambuco, foi contemplada com 50 moradias.

No Sudeste, o município de Guapiara, em São Paulo, receberá 18 casas.

O texto da portaria reforça que o gestor operacional e o agente financeiro deverão observar o prazo para a contratação das propostas e eventuais alterações, além de cumprir todas as condições técnicas, institucionais e jurídicas necessárias para a formalização das contratações.

gov.br/cidades

Fiscalização em postos de combustíveis reprova 95 bombas e interdita outras seis no Paraná; Curitiba está entre as cidades

O Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem-PR) fiscalizou 270 bombas em 52 postos de combustível de dez cidades do Paraná durante a operação Abastecimento Seguro, deflagrada de 15 a 19 de setembro. Do total de bombas de combustível analisadas, 169 foram aprovadas, 95 reprovadas e seis interditadas – uma em Curitiba, duas em Londrina e três em Maringá. A operação também encontrou irregularidades na comercialização de 22 fluidos de freio e em 51 arlas 32 – redutor de poluentes utilizado no caminhão. Em 70 dos 73 produtos haviam registro inexistente. A fiscalização foi feita por quatro equipes deslocadas para as cidades de Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Colombo, Campo Largo, Rolândia, Marialva, Jandaia do Sul e Paiçandu. Os postos foram selecionados a partir de denúncias recebidas pela ouvidoria e também por histórico de fiscalizações anteriores. A situação mais grave é a interdição da bomba de combustível que ocorre quando há prejuízo ao consumidor. Os problemas apresentados foram vazamento de combustível na bomba medidora ou erro de medição superior ao limite máximo admitido pela legislação. Suspeito que assaltava quase todo dia em Curitiba é finalmente preso após 15 ataques Já no caso de reprovação, a bomba de combustível pode apresentar uma irregularidade que não necessariamente reflita em prejuízo na aquisição do produto. Um exemplo apresentado pela operação no caso de reprovação, é uma lâmpada queimada no painel da bomba de combustível. A operação no Paraná integrou a ação nacional coordenada pelo Inmetro, que mobilizou órgãos delegados em todo o país. Em caso de irregularidades, os postos notificados têm prazo para apresentar defesa antes da aplicação das penalidades, que podem variar de R$ 100 a R$ 1,5 milhão, dependendo do prejuízo causado ao consumidor, reincidência, entre outros fatores. Fiscalização O trabalho de fiscalização envolve diferentes etapas de verificação. Primeiro, os fiscais observam se os dígitos da bomba não têm números danificados, analisam os pontos de selagem que não podem estar rompidos e realizam a medição volumétrica com galões de 20 litros. O erro permitido numa bomba de combustível para 20 litros de combustível é de no máximo 60 ml a menos (em desfavor do consumidor) e de até 100 ml a mais (em favor do consumidor). Esta tolerância é regulada pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) e o consumidor tem o direito de solicitar a verificação da bomba a qualquer momento. Entre as falhas mais comuns encontradas estão vazamentos de combustível, erros de medição acima do permitido, alterações na construção da bomba, problemas no dispositivo de predeterminação e dígitos danificados que dificultam a leitura pelo consumidor. Gabriel Perazza, diretor de metrologia e qualidade do Ipem-PR, reforçou que a operação avaliou apenas o volume entregue ao consumidor, enquanto a qualidade de combustível é responsabilidade da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). “O que observamos foi um número dentro do esperado, semelhante ao que ocorre em fiscalizações de rotina. Muitas vezes não se trata de fraude intencional, mas de desgaste natural dos equipamentos. É impossível encontrar zero de irregularidades, mas é fundamental que os problemas sejam corrigidos” avaliou. Casa de repouso é interditada por condições precárias e donos são presos por maus-tratos contra idosos Perazza também destacou alguns cuidados que os consumidores devem ter na hora de abastecer o veículo. O preço do litro do combustível precisa estar visível no visor da bomba, e o marcador deve sempre partir do zero no início do abastecimento. É importante observar também a presença dos lacres azuis com a marca do Inmetro e o selo de aprovação fixado no equipamento. Durante o abastecimento, o consumidor deve acompanhar todo o processo até o final e, ao concluir, solicitar a nota fiscal, que serve como garantia em caso de futuras reclamações. Se houver dúvida sobre a quantidade de combustível colocada no tanque, o cliente pode pedir ao frentista que faça o teste volumétrico. Para isso, o posto deve disponibilizar a medida calibrada de 20 litros, também com lacre e selo do Inmetro. Denúncias Denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do Ipem-PR, por e-mail (ouvidoria@ipem.pr.gov.br), no site www.ipem.pr.gov.br/Pagina/Ouvidoria, ou pelo 0800 645 0102, que funciona das 8h às 12h, e das 13h às 17h de segunda a sexta-feira.

bandab

Estados Unidos ficam de fora de evento sobre democracia em Nova York, idealizado por Brasil e Espanha

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano) não foi chamado para a segunda edição do evento Democracia Sempre, que acontece na próxima quarta-feira (24), sob liderança do Brasil, Espanha, Chile, Colômbia e Uruguai.

O encontro ocorre em paralelo às atividades da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), com início nesta segunda-feira (22), em Nova York, para onde Lula viajou na manhã deste domingo (21). Na primeira edição do evento, em 2024, que teve como tema Em defesa da democracia, lutando contra o extremismo, os Estados Unidos estiveram presentes. À época, o país era governado por Joe Biden (Democratas). Uma nota publicada no site oficial do governo brasileiro dá conta que, na ocasião, os participantes “reconheceram que a polarização, o extremismo e a disseminação de desinformação são fenômenos transnacionais que corroem o tecido social e alimentam a violência e a instabilidade”. Neste ano, sob o governo de Trump, o país foi excluído do encontro por decisão dos governos organizadores. A justificativa apresentada é que somente países democráticos são convidados para a reunião. Com o governo Trump, os Estados Unidos enfrentam uma virada extremista, marcada pela perseguição aos imigrantes, ataques à liberdade de expressão e desmonte das instituições. Ao todo, o evento Democracia Sempre tem cerca de 30 convidados, entre eles o Canadá, México, Quênia e Senegal. O secretário-geral da ONU, António Guterres, também deverá ser chamado como representante da União Europeia. Os participantes irão debater temas relacionados à defesa da democracia, como o combate à desigualdade e à desinformação. Na edição de 2024, participaram do encontro representantes de Barbados, Cabo Verde, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, França, México, Noruega, Quênia, Senegal, Timor Leste, além do presidente do Conselho Europeu Charles Michel e do Secretário-Geral Adjunto das Nações Unidas, Guy Rider.

Na ocasião, os líderes presentes se comprometeram em fortalecer as instituições e processos democráticos.

Pix: novas regras para agilizar devolução de valores em casos de golpes

O Banco Central anunciou mudanças nas regras do Pix que vão facilitar a devolução de valores em casos de golpes, fraudes ou crimes de coerção. A partir de 1º de outubro, os clientes poderão contestar transações suspeitas diretamente pelo aplicativo do banco, sem precisar recorrer a centrais de atendimento. O recurso será integrado ao ambiente Pix e promete dar mais rapidez ao bloqueio de valores.

Outra inovação será a possibilidade de recuperar o dinheiro mesmo quando o fraudador já tiver transferido para outras contas. O Mecanismo Especial de Devolução (MED) passará a rastrear o caminho dos recursos e compartilhar essas informações entre os bancos envolvidos. Assim, aumentam as chances de que as vítimas recebam de volta, total ou parcialmente, os valores.

A advogada Ana Francisca Carvalho, especialista em sistema bancário, avalia que as novas regras do MED aumentam as chances de recuperação de valores em casos de golpes, mas ressalta que a agilidade do cliente continua sendo o fator decisivo. “O Pix cai de forma imediata na conta do recebedor e os fraudadores possuem como prática a evasão do dinheiro, seja por meio de transferências sequenciais ou até mesmo saque. Com a atualização, aumentam as chances, pois é propiciado um rastreamento mais abrangente que permite recuperar esse dinheiro, mesmo que o fraudador o transfira para outras contas sequencialmente em até cinco níveis, ou seja, a primeira transação e mais quatro eventualmente realizadas pelos fraudadores”, explica.

Criado em 2021, o MED pode ser acionado apenas em situações de fraude comprovada ou falhas operacionais das instituições financeiras. O recurso não se aplica a desacordos comerciais, transações entre terceiros de boa-fé ou casos em que o próprio pagador envia o Pix para a chave errada por engano.

Em casos comprovados de fraude ou falha operacional das instituições financeiras, o cliente pode acionar o MED desde que o pedido seja feito em até 80 dias após a transação. Hoje, a devolução é possível apenas se ainda houver saldo na conta usada no golpe, o que limita a recuperação, já que criminosos costumam esvaziar rapidamente esses recursos. Com as novas regras, o Banco Central espera ampliar a identificação de contas usadas em fraudes, desestimular práticas criminosas e aumentar a efetividade da devolução de valores.

Segundo o BC, a devolução poderá ocorrer em até 11 dias após a contestação. Essa funcionalidade entra em operação de forma facultativa em 23 de novembro e se tornará obrigatória a partir de 2 de fevereiro de 2026.

Sobre a contestação direta via aplicativo, a especialista destaca que a medida facilita o início do processo e pode aumentar as chances de sucesso. “O tempo de resposta, na verdade, permanece o mesmo. A questão é que, com a otimização da contestação, aumentam-se as chances de localização dos valores. Como toda funcionalidade facilitadora, no entanto, há o risco de aumento de pedidos infundados, sendo indispensável que haja critério por parte dos clientes quanto à função principal do MED, que é a devolução de recursos para as vítimas de fraudes, golpes ou coerção”, alerta.

A advogada acrescenta ainda que o rastreamento de transferências para contas secundárias deve inibir a atuação dos criminosos. “O rastreamento de transferências para contas secundárias dificulta que os fraudadores atuem na evasão do dinheiro, porque não se rastreará apenas a transação feita pelo contestante, mas eventuais transferências sequenciais feitas pelos fraudadores em cadeia. Com isso, há um aumento de chances de êxito na recuperação dos valores e rastreamento dessas contas que receberão quantias referentes a golpes, fraudes ou coerção, o que aumenta a segurança do sistema como um todo”, conclui.

Fonte: Brasil 61

Desfile de 7 de setembro terá como temas soberania, COP 30 e novo PAC

O desfile oficial do feriado da Independência em Brasília, no próximo domingo, 7 de setembro, terá três temas principais, segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom). Os motes serão a defesa da soberania nacional, a COP30 e o Novo PAC. A escolha dos três eixos temáticos faz parte da estratégia do governo para melhorar a relação com o eleitorado. Após pesquisas apontarem uma boa avaliação do governo diante da crise advinda da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, o discurso de “soberania” passou a ser utilizado por auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), inclusive com a mudança do slogan do governo, que passou de “União e Reconstrução” para “Do lado do povo brasileiro”. O tarifaço e outras retaliações dos EUA, como a cassação de vistos de autoridades nacionais e a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes foram articuladas por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma tentativa de travar o julgamento do político. Desde o começo das sanções, o PT tem denunciado tentativas de intervenção estrangeira e usado o cenário para promover campanhas como a “Brasil Soberano”. Já a COP30, segundo eixo do desfile, é a aposta do governo para mostrar uma relevância do Brasil no cenário nacional. A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas está agendada para novembro na cidade de Belém (PA), porém, a deficiência do setor hoteleiro do município está sendo criticada por autoridades estrangeiras. Até agosto, menos de um quarto das delegações tinha confirmado hospedagens. A falta de leitos faz com que algumas delegações planejem até mesmo diminuir o número de representantes, o que na prática prejudicaria as negociações.

Por fim, o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) está sendo utilizado por Lula, em eventos, para destacar a atuação do Executivo nos Estados. O governo reservou R$ 52,9 bilhões para o Novo PAC em 2026. No total, serão R$ 83 bilhões em investimentos públicos, um aumento de R$ 11,7 bilhões em relação ao ano anterior.

O desfile do 7 de Setembro terá início às 9h00, na Esplanada dos Ministérios, mas o público poderá acessar as arquibancadas desde as 6h30. Além de Lula, também devem estar na tribuna de honra ministros e os chefes das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica). Ao todo, as apresentações devem duas duas horas. Estão previstas, durante esse período, manobras aéreas da Esquadrilha da Fumaça, a formação de uma Pirâmide Humana e desfiles motorizados e a cavalo.

terra.

Adultização: Senado aprova projeto para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital

Senado aprovou nesta quarta-feira (27) o projeto de lei que cria regras na tentativa de combater a adultização de crianças no mundo digital, seja por redes sociais, sites, programas e aplicativos, jogos eletrônicos ou plataformas específicas. O texto, que tem origem no Senado, voltou após a Câmara dos Deputados modificar o texto. Agora, após nova votação pelos senadores, a proposta segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

🔞O projeto estabelece uma série de obrigações aos provedores de serviços digitais. Entre as quais, garantir que haja vinculação das redes sociais de crianças e adolescentes a um responsável e, também, remover conteúdo considerado abusivo para este público. 📱O objetivo da lei é garantir a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. Ela se aplicará sobre todo produto ou serviço de tecnologia da informação quando houver possibilidade de uso por crianças e adolescentes. 💰O descumprimento das medidas pode levar a multas que vão de R$ 10 por usuário cadastrado na plataforma até um limite de R$ 50 milhões, dependendo da infração. ⛔As empresas também poderão ter suas atividades suspensas temporária ou definitivamente em caso de descumprimento das medidas. O texto foi aprovado de maneira simbólica, em que os senadores permanecem como se encontram e os contrários se manifestam. Se manifestaram contra a aprovação os senadores Carlos Portinho (PL-RJ), Eduardo Girão (Novo-CE), Jaime Bagatolli (PL-RO) e Luis Carlos Heinze (PP-RS).

O que diz o projeto?

Entenda o projeto contra a adultização de crianças

No caso de identificação de conteúdos de abuso sexual, sequestro, aliciamento e exploração, as empresas deverão comunicar imediatamente às autoridades nacionais e internacionais. As empresas também devem disponibilizar meios para que todos os usuários sejam denunciados por conteúdos com violações aos direitos das crianças e adolescentes. A partir da notificação, a informação deve ser repassada às autoridades para a instauração de investigação. Ainda na Câmara, para atender a uma demanda da oposição, o texto limitou o escopo de quem pode ser denunciante: apenas vítimas, responsáveis legais, Ministério Público ou entidades representativas de defesa dos direitos de crianças e adolescentes, independentemente de ordem judicial. ✉️Para que um conteúdo seja retirado do ar, o usuário que o publicou terá que ser previamente notificado sobre a necessidade dessa retirada, com a explicação do motivo, bem como se a análise do conteúdo foi feita de forma automatizada ou por uma pessoa. Os autores de conteúdo poderão recorrer da decisão a partir de um mecanismo que deve estar disponível de maneira acessível e clara na plataforma.

São considerado impróprios ou inadequados para crianças e adolescentes, pelo texto:

  • exploração e abuso sexual;
  • violência física, intimidação sistemática virtual e assédio;
  • indução, incitação, instigação ou auxílio a práticas que levem a danos à saúde física ou mental de crianças e adolescentes, como automutilação e uso de substâncias que causem dependência, por exemplo;
  • promoção e comercialização de jogos de azar, apostas, loterias, produtos de tabaco, bebidas alcoólicas, narcóticos ou produtos de comercialização proibida a crianças e adolescentes;
  • práticas publicitárias predatórias, injustas ou enganosas;
  • conteúdo pornográfico.

Caso uma denúncia seja feita de forma arbitrária, sanções também poderão ser adotadas, inclusive com a possibilidade de suspensão temporária ou perda da conta para quem fizer falsa denúncia reiteradamente.

Verificação de idade

Felca revela que levou cerca de um ano para finalizar vídeo sobre adultização

🚸Os fornecedores de produtos com conteúdo impróprio para menores de 18 anos deverão impedir o acesso por crianças e adolescentes.O projeto determina apenas que os fornecedores devem “adotar medidas eficazes”, através de “mecanismos confiáveis de verificação de idade a cada acesso do usuário ao conteúdo”.O projeto de lei proíbe que a conferência de idade seja feita através de autodeclaração do usuário.O texto estabelece que o poder público poderá atuar como um regulador da verificação de idade, bem como certificar os processos e promover as soluções técnicas para que a idade do usuário seja aferida adequadamente.No caso das redes sociais, o texto determina que contas de usuários com até 16 anos devem estar, obrigatoriamente, vinculadas à conta ou à identificação de um de seus responsáveis legais.

Os provedores poderão requerer dos responsáveis a verificação da identidade da criança ou do adolescente que solicitou acesso à plataforma.

Controle dos pais

👨🏼‍👩🏼‍👧‍👦O projeto também exige que as empresas responsáveis por produtos ou serviços digitais disponibilizem para os meios mecanismos para garantir o acompanhamento do conteúdo acessado pelas crianças e adolescentes.⏱️E ainda limitar o tempo de uso. Isso deve estar de forma transparente nas plataformas.

Segundo o texto, deverá ser disponibilizado um “exibir aviso claro e visível quando as ferramentas de supervisão parental estiverem em vigor”.

Medidas de prevenção

O projeto determina que os provedores elaborem políticas claras e eficientes de prevenção à intimidação e ao assédio no ambiente virtual.Também caberá às empresas desenvolver programas educativos para crianças, adolescentes, pais, educadores, funcionários e equipes de suporte sobre os riscos, formas de prevenção e enfrentamento dessas práticas, nos termos de regulamento.As redes que tiverem mais de 1 milhão de crianças ou adolescentes como usuários deverão apresentar um relatório semestral com a quantidade de denúncias de abusos recebidas, a quantidade de conteúdo que foi moderada, bem como o detalhamento do gerenciamento de risco à segurança e à saúde de crianças e adolescentes identificados.

O tema ganhou força após um vídeo feito pelo influenciador Felca viralizar nas redes sociais. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sensibilizado pelo tema, publicou uma mensagem em suas redes sociais afirmando que ia pautar a proposta.A publicação com a denúncia possui quase 50 minutos de duração e, até a última atualização desta reportagem, tinha mais de 24 milhões de visualizações.

🎥Felca possui mais de 5,23 milhões de inscritos no canal dele no Youtube, que foi criado em julho de 2017. No Instagram, são mais de 13,7 milhões de seguidores.

Jogos eletrônicos

A principal mudança aprovada pelo Senado foi sobre caixas de recompensa em jogos eletrônicos, conhecidos como “loot boxes”. Originalmente, a Câmara dos Deputados permitia a existência desse tipo de produto desde que seguissem condições específicas.Entretanto, o relator da proposta, senador Flávio Arns (PSB-PR), reestabeleceu o texto original sobre o assunto, em que torna proibitivo o acesso de crianças e adolescentes a jogos eletrônicos que tenham caixas de recompensas.

“Entendemos que as ressalvas criadas no referido dispositivo, embora louváveis, não são suficientes para justificar a legalização dessa prática, uma vez que não afastam o caráter de jogo de azar das caixinhas de recompensa”, justificou Arns.

O relator ainda ponderou que a possibilidade de crianças e adolescentes terem acesso a esse tipo de jogo poderia ser uma forma de iniciação aos jogos de azar, em função das similaridades.

g1

Justiça determina proibição de exploração de trabalho infantil no Instagram e Facebook

Decisão liminar impõe multa de R$ 50 mil por dia para plataformas que permitirem trabalho de crianças sem autorização judicial

“O Brasil deve muito ao Alexandre de Moraes”, diz Gilmar Mendes

247 – Em entrevista concedida após evento do Lide em Brasília, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes exaltou a atuação de Alexandre de Moraes no combate às ameaças à democracia. Recentemente, Moraes tem sido alvo de ataques por parte do governo de Donald Trump, dos Estados Unidos, que o acusou de promover uma perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Eu acho que o Brasil deve muito ao ministro Alexandre de Moraes. Eu sou plenamente solidário ao ministro Alexandre de Moraes. Eu acho que se nós estamos aqui hoje em um ambiente democrático devemos muito ao ministro Alexandre de Moraes. E eu sei que a história vai lhe fazer justiça”, afirmou Gilmar Mendes. Para Gilmar, a firmeza de Moraes foi crucial em momentos recentes de instabilidade política e institucional. O ministro ressaltou que não há dúvidas sobre a importância do colega para o funcionamento democrático. “Eu apoio o ministro Alexandre de maneira inquestionável”, reforçou.

Relações de trabalho e modernização jurídica

O ministro também abordou a pejotização e a necessidade de atualizar a legislação trabalhista diante das transformações tecnológicas. “Hoje a gente já não discute mais a relação de emprego, mas fala de trabalho. Já temos várias legislações sobre isso, MEI, o Salão Parceiro e tantas outras relações que se desenvolveram com base na tecnologia. E é preciso que se façam os ajustes jurídicos nesse sentido”, disse.

Inteligência artificial e soberania tecnológica

Outro ponto de preocupação levantado por Gilmar foi o impacto da inteligência artificial na economia e no trabalho. O ministro defendeu investimentos em tecnologia nacional. “No atual momento, nós vivemos uma espécie de neocolonialismo tecnológico. As transações financeiras, dizem-nos os bancos, são feitas 70%, 80% pelos canais da Amazon. Nós não temos canais brasileiros para fazer isso. Nós não temos cloud, não temos nuvem. Precisamos olhar tudo isso”, alertou. Para ele, o Brasil deve investir em pesquisa própria. “Eu também sugiro que nós mesmos, brasileiros, desenvolvamos tecnologias, inclusive na área da inteligência artificial. Acho que é fundamental”, afirmou, lembrando ainda da necessidade de qualificação profissional para enfrentar os novos cenários.