Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) voltaram a crescer entre jovens, adultos e idosos. É o que aponta a nova edição do Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (19) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Segundo o informe, o avanço é impulsionado pelo aumento das hospitalizações provocadas pelos vírus influenza A e B nessas faixas etárias.
Embora as internações por vírus sincicial respiratório (VSR) ainda estejam em alta entre crianças pequenas, o boletim identificou desaceleração no crescimento dos casos de SRAG em crianças de até quatro anos e redução das ocorrências graves entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos.
A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça a importância da vacinação contra a influenza. Segundo ela, é fundamental que os grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades, mantenham a imunização em dia.
A cientista destaca ainda a necessidade de vacinação contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, o que contribui para proteger os bebês contra o vírus responsável pela bronquiolite.
Além disso, diante do leve aumento dos casos de Covid-19 em alguns estados, Portella recomenda que idosos e pessoas imunocomprometidas estejam com as doses de reforço da vacina atualizadas.
“No mais, recomendamos alguns cuidados adicionais, como usar máscaras em locais fechados, com maior aglomeração de pessoas e dentro de unidades de saúde; fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado; ou, quando o isolamento não for possível, sair de casa usando uma boa máscara para evitar transmitir o vírus para outras pessoas”, orienta.
Estados em alerta para SRAG
O boletim mostra que 14 das 27 unidades da Federação apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo. São elas: Acre, Alagoas, Amapá, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.
Os casos de SRAG associados ao VSR continuam aumentando na maioria dos estados das regiões Nordeste — Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão e Rio Grande do Norte — e Sul — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul —, além de Amapá e Roraima, no Norte, e Rio de Janeiro e São Paulo, no Sudeste.
Em toda a Região Centro-Oeste, bem como nos estados do Acre, Pará, Paraíba, Pernambuco, Espírito Santo e Minas Gerais, os casos de SRAG relacionados ao VSR permanecem em patamares elevados, mas já apresentam sinais de estabilização ou queda.
Entre as capitais brasileiras, 11 apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo.
Entre elas estão Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), São Luís (MA) e Vitória (ES).
Prevalência dos vírus
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
19,1% de influenza A
7,1% de influenza B
51,4% de VSR
23,9% de rinovírus
2,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:
43,7% de influenza A
10,5% de influenza B
16,9% de VSR
20,4% de rinovírus
7,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 13 de junho, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 23. Confira outros detalhes no link.
Mais da metade dos trabalhadores brasileiros diagnosticados com ansiedade não recebe qualquer tipo de tratamento. O dado, revelado por um levantamento inédito da plataforma de saúde corporativa Axenya, realizado com mais de 91 mil colaboradores de empresas, mostra que o sofrimento mental continua sem acompanhamento mesmo quando já foi identificado. A pesquisa aponta que 51,6% dos profissionais diagnosticados com ansiedade não recebem atendimento especializado. Além disso, 12,2% apresentam sinais de depressão moderada ou grave e 62,7% dormem menos de seis horas por noite. No total, um em cada três trabalhadores apresenta algum sinal clínico relevante de sofrimento mental.O estudo utilizou o PHQ-9, instrumento clínico validado internacionalmente e amplamente empregado por psiquiatras para rastreamento de sintomas depressivos.“Os resultados implicam que não é falta de consciência, mas sim de acesso, de continuidade e de um sistema que feche essa conta. A empresa que não enxerga isso está pagando o custo sem nenhum dos benefícios do cuidado”, afirma Mariano García-Valiño, fundador e CEO da Axenya.
Sofrimento normalizado
Embora a discussão sobre saúde mental esteja cada vez mais presente no ambiente corporativo, muitos trabalhadores ainda demoram anos para procurar ajuda. Segundo o psiquiatra Bruno Brandão, um dos principais obstáculos é a normalização dos sintomas.
“Existe muito preconceito em relação à saúde mental. Muita gente acredita que a ansiedade é um traço da personalidade ou que precisa aguentar sozinho, que se falar vai ser criticada ou julgada”, afirma.
O especialista explica que sinais clássicos do transtorno acabam sendo incorporados à rotina sem despertar preocupação.
“Preocupação em excesso, pensamento acelerado, dormir pouco… a pessoa normaliza: ‘Eu durmo pouco porque sou mais produtivo’. Irritabilidade vira ‘exigência’. E isso acaba se transformando em um padrão de funcionamento que a pessoa considera normal”, analisa.
De acordo com Brandão, pesquisas mostram que o intervalo entre o surgimento dos primeiros sintomas e a busca por tratamento pode chegar a uma década. Muitos pacientes só procuram atendimento aos 40 ou 45 anos, frequentemente já convivendo com sintomas físicos persistentes, como dores de cabeça, refluxo e problemas gastrointestinais.
Sono irregular
Os dados da pesquisa mostram que a privação de sono é uma realidade para a maioria dos trabalhadores com ansiedade. Para o psiquiatra, o problema vai além do cansaço e pode acelerar o surgimento de outros transtornos mentais.“O sono regula todo o funcionamento do nosso corpo. Quando a pessoa dorme pouco de forma crônica, há um aumento da reatividade emocional e uma redução da atividade cognitiva. Memória, concentração e velocidade de raciocínio diminuem”, explica.Segundo ele, o sistema límbico, responsável pelas emoções, permanece hiperativado, enquanto as áreas cerebrais ligadas ao raciocínio e ao controle emocional perdem eficiência. O resultado é um aumento da irritabilidade, da preocupação excessiva e da dificuldade de concentração. Com o passar do tempo, o estresse crônico, impulsionado pela hiperconectividade, pelas cobranças constantes e pela sensação permanente de urgência, pode favorecer o desenvolvimento da depressão, alerta Brandão. “É um ciclo. O estresse leva à depressão e à insônia; a insônia piora o estresse e a depressão. Um retroalimenta o outro. Precisamos tratar os três fatores de forma integrada”.
Impacto profissional
Os efeitos da ansiedade e da depressão não tratadas ultrapassam a esfera individual. Os transtornos afetam a produtividade, a tomada de decisões, a criatividade e os relacionamentos profissionais. Também aumentam o absenteísmo (indicador de Recursos Humanos que mede a frequência de ausências, atrasos ou saídas antecipadas de um colaborador durante sua jornada de trabalho) e elevam o risco de doenças físicas.
“Não tratar quadros neuropsiquiátricos reflete também na questão econômica daquela empresa”, destaca Brandão.
Os desafios se tornam ainda maiores entre os trabalhadores mais jovens. Um levantamento realizado com 11.600 colaboradores pelo pesquisador Gustavo Hohendorff mostra que a Geração Z concentra alguns dos indicadores mais preocupantes de bem-estar emocional.Entre as mulheres da geração, 72% relatam emoções negativas na maior parte dos dias. Já 58% dos jovens adultos afirmam sentir pouca ou nenhuma sensação de propósito no trabalho.“A Geração Z chegou ao mercado de trabalho com mais vocabulário sobre saúde mental do que qualquer geração anterior e, paradoxalmente, com menos ferramentas práticas para cuidar dela. Isso não é fraqueza. É um sintoma de um sistema que ainda não aprendeu a tratar o bem-estar como prioridade antes de virar crise”, afirma Mariano García-Valiño.
Ajuda profissional
Para o psiquiatra Bruno Brandão, a ansiedade não deve ser encarada como uma característica da personalidade ou uma condição que precisa ser suportada em silêncio. “Entender que a ansiedade não é sinal de fraqueza, não é falta de Deus, de força ou de vontade. Não é ‘jeito de ser’. É um quadro tratável, como qualquer outra doença. Quanto mais cedo buscar tratamento, melhor o prognóstico”, afirma. Segundo ele, procurar ajuda profissional é uma forma de autocuidado e pode transformar significativamente a qualidade de vida. “Muitos pacientes, depois de anos, dizem: ‘Por que não busquei antes? Minha vida virou outra’. A ansiedade tem tratamento. Quanto mais cedo a pessoa procura ajuda, maiores são as chances de recuperar qualidade de vida e evitar que o sofrimento se torne crônico”, finaliza o Brandão.
247 – Uma equipe internacional de cientistas identificou um mecanismo que ajuda a explicar a resistência da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo encontrado em produtos Ypêproibidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Brasil. A descoberta sobre bactéria da Ypê revela como ela fortalece sua estrutura externa e pode orientar novos tratamentos contra infecções difíceis, explica o jornal O Globo. A Pseudomonas aeruginosa é conhecida por provocar infecções hospitalares e integra a lista de 15 bactérias consideradas mais perigosas do mundo pela OMS (Organização Mundial da Saúde), devido à sua capacidade de resistir a medicamentos. O microrganismo possui uma membrana externa que funciona como uma barreira natural contra diversos remédios, incluindo antibióticos como a penicilina.
O novo estudo, liderado pelo IQF-CSIC, da Espanha, e pela Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, investigou como essa bactéria consegue manter sua membrana externa presa à parede celular. Ao compreender esse processo, os pesquisadores identificaram uma possível forma de fragilizar a proteção que torna a bactéria mais difícil de combater. Segundo a pesquisa, a P. aeruginosa utiliza uma espécie de “rebite molecular” para ligar a membrana externa à parede celular, formando uma dupla barreira de defesa. Em testes in vitro, os cientistas chegaram à proteína PA2854, apontada como responsável por construir essa ligação estrutural.
Ao bloquear em laboratório a formação desse “rebite molecular”, a equipe conseguiu enfraquecer a proteção da bactéria, deixando-a mais vulnerável à ação de medicamentos. O achado é considerado relevante porque pode abrir caminho para novas estratégias terapêuticas contra microrganismos resistentes. Para observar o processo em nível atômico, os pesquisadores utilizaram cristalografia de raios X de alta intensidade. A técnica permitiu analisar com precisão a estrutura envolvida na fixação da membrana externa à parede celular da bactéria.
A importância da descoberta vai além da Pseudomonas aeruginosa. De acordo com o estudo, o mesmo mecanismo também está presente em outras bactérias Gram-negativas, grupo que inclui patógenos associados a infecções de difícil tratamento. Por isso, compreender essa estrutura pode contribuir para o desenvolvimento de terapias capazes de enfraquecer diferentes bactérias multirresistentes. A Pseudomonas aeruginosa pode ser encontrada no solo, na água e em ambientes úmidos. No caso dos produtos Ypê, a presença do microrganismo chamou atenção para sua capacidade de formar biofilmes, estruturas que ajudam a protegê-lo inclusive em contato com produtos de limpeza.
As infecções causadas por essa bactéria podem variar de quadros mais leves, como otite, a problemas graves, como infecções pulmonares e pneumonia. A dificuldade de tratamento está ligada justamente à resistência do microrganismo e à capacidade de escapar da ação de medicamentos.
A resistência aos antibióticos é hoje uma das principais preocupações da saúde pública mundial. O uso excessivo de medicamentos e a contaminação ambiental favorecem o surgimento de microrganismos capazes de resistir a múltiplos tratamentos, conhecidos como superbactérias. O avanço desse fenômeno dificulta o combate a infecções e já está associado a milhões de mortes anuais em todo o mundo. A pesquisa conduzida pelo IQF-CSIC e pela Universidade de Notre Dame reforça a importância de novas abordagens para tornar bactérias resistentes mais vulneráveis e melhorar a eficácia dos antibióticos disponíveis.
247 – A circulação de vírus perigosos acende alerta no Brasil em 2026, e especialistas apontam a influenza A como o maior risco prático para a população, em razão da transmissão respiratória, da baixa cobertura vacinal e da pressão sobre os serviços de saúde, segundo o G1.
Embora vírus como ebola e hantavírus apresentem alta letalidade, infectologistas destacam que o grau de ameaça à população depende também da facilidade de transmissão, da existência de vacinas, da presença no território nacional e da capacidade de resposta do sistema de saúde. Entre os agentes sob maior vigilância estão ebola, hantavírus, influenza A, poliomielite e mpox. Nem sempre o vírus que mais mata proporcionalmente é o que oferece maior risco coletivo. Um patógeno menos letal, mas altamente transmissível, pode atingir um número muito maior de pessoas, afetar grupos vulneráveis e sobrecarregar hospitais, prejudicando inclusive o atendimento de outras doenças.
Ebola Bundibugyo preocupa por ausência de vacina específica
O surto atual de ebola chama atenção por envolver a cepa Bundibugyo, uma das variantes da família ebola capazes de infectar seres humanos e considerada rara. Diferentemente da epidemia registrada entre 2014 e 2016 na África Ocidental, quando circularam sobretudo casos associados à cepa Zaire, não há vacina aprovada nem anticorpos monoclonais eficazes contra a variante agora em circulação. As ferramentas desenvolvidas depois da crise sanitária passada, como o imunizante Ervebo e terapias com anticorpos monoclonais, foram concebidas para combater a cepa Zaire. Por isso, a eventual chegada de um caso importado ao Brasil exigiria uma resposta altamente especializada. O infectologista Antônio Carlos Bandeira, assessor técnico da Vigilância Epidemiológica do Estado da Bahia, alerta que um cenário crítico seria o de um viajante ou trabalhador que passasse por áreas afetadas, fosse infectado, embarcasse ainda sem sintomas e chegasse ao Brasil dentro do período de incubação, que pode variar de dois a 21 dias.
Segundo Bandeira, a estrutura necessária para atender um caso confirmado de ebola vai muito além do isolamento hospitalar convencional. O manejo exige sala de preparação, antessala de acesso e quarto com pressão negativa, além de fluxo separado para entrada e saída dos profissionais de saúde, com banho integral e descarte seguro dos equipamentos usados. Sem esse tipo de instalação, cresce o risco de contaminação de trabalhadores da saúde. O especialista recorda que, em 2014, profissionais em países europeus foram infectados mesmo utilizando equipamentos de proteção individual tradicionais. Apesar disso, Luana Araújo, infectologista e mestre em Saúde Pública pela Universidade Johns Hopkins, avalia que o risco global da cepa Bundibugyo é limitado por características próprias do vírus. A transmissão não ocorre pelo ar, mas por contato direto com sangue ou secreções de pessoas doentes. Além disso, a alta letalidade tende a reduzir rapidamente as cadeias de transmissão.
André Bon, coordenador da Infectologia do Hospital Brasília e responsável pela área de Infectologia da Rede Américas, lembra que o Brasil não registrou casos confirmados nem durante o maior surto de ebola já documentado. As principais recomendações de precaução seguem concentradas nas regiões internas da República Democrática do Congo e em áreas de fronteira. Para a rotina da população brasileira, pouco muda para quem não viaja à República Democrática do Congo ou a Uganda. Já pessoas que forem a essas regiões devem evitar contato com pacientes doentes, registrar a viagem junto ao consulado e informar o histórico de deslocamento ao procurar atendimento médico caso apresentem febre até 21 dias após o retorno.
Hantavírus tem alta letalidade, mas transmissão limitada
O hantavírus apresenta taxa de letalidade elevada no Brasil, estimada entre 30% e 50%, mas não representa uma ameaça ampla para a população urbana. A razão está na forma de transmissão: no país, o contágio ocorre pela inalação de aerossóis formados a partir de fezes e urina de roedores silvestres, sobretudo em áreas rurais ou ambientes fechados contaminados. André Bon explica que há diversos tipos de hantavírus no mundo. O único reconhecido por transmissão entre humanos é o vírus Andes, restrito à Argentina e ao Chile, associado também a um surto recente em um navio cruzeiro. As variantes em circulação no Brasil, segundo o especialista, não passam de uma pessoa para outra.
Luana Araújo ressalta que a gravidade do hantavírus precisa ser interpretada junto com sua baixa capacidade de disseminação. Apesar da alta letalidade, o vírus depende de uma exposição ambiental específica e não tem o mesmo potencial de espalhamento de doenças respiratórias, como a influenza. Bandeira acrescenta que, mesmo em situações envolvendo o vírus Andes, a transmissão em ambientes abertos é baixa e exige contato próximo e prolongado com o paciente. Quando os casos são identificados e isolados, a possibilidade de disseminação ampla diminui de forma significativa. Na prática, o risco se concentra em galpões, depósitos, casas de campo fechadas por longos períodos e ambientes com presença de roedores. A recomendação é não varrer esses locais a seco, usar máscara PFF2 e luvas, umedecer o piso antes da limpeza e evitar a formação de partículas suspensas no ar.
Influenza A é a ameaça mais concreta no Brasil
Entre os vírus analisados, a influenza A é apontada pelos três especialistas como a principal ameaça prática para os brasileiros. A explicação não está em uma letalidade proporcional maior, mas na facilidade de transmissão por gotículas respiratórias, no grande número de pessoas expostas e na pressão exercida sobre um sistema de saúde já sobrecarregado. Luana Araújo resume o risco da doença ao afirmar: “a influenza é o vírus vizinho, o que está ali ao lado, o que chega à maioria das pessoas dentro do mesmo território e causa desfechos graves sem parecer, à primeira vista, uma ameaça dramática”. A especialista destaca que a gripe costuma ser subestimada culturalmente, o que favorece sua propagação. Pessoas vacinadas ou não, com sintomas leves ou ainda no início do quadro, podem transmitir o vírus em ambientes compartilhados. Em 2026, a situação foi agravada pela circulação de uma cepa H3N2 com menor resposta à proteção vacinal. Como as vacinas contra influenza são produzidas com meses de antecedência, a composição depende de previsões sobre quais cepas terão maior circulação. Quando o vírus toma um caminho evolutivo diferente, a efetividade do imunizante pode ser reduzida. A combinação entre cobertura vacinal abaixo do ideal e menor resposta contra a cepa predominante ajuda a explicar o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no país. Ainda assim, a vacinação segue sendo uma das principais ferramentas de proteção, especialmente para crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Bon observa que, apesar da preocupação atual com o H3N2, o subtipo que mais mantém pesquisadores em alerta no longo prazo é o H5N1. Esse vírus já circula entre mamíferos, foi associado à mortandade de leões-marinhos no sul do Brasil e de aves em várias regiões, além de casos esporádicos em humanos nos Estados Unidos e no Canadá.
Até o momento, o H5N1 não desenvolveu transmissão sustentada entre pessoas. No entanto, por estar em mutação constante, uma eventual adaptação para transmissão eficiente entre humanos poderia representar risco pandêmico relevante. Bandeira defende duas medidas para melhorar a resposta brasileira à influenza. A primeira é ampliar a vacinação pelo Programa Nacional de Imunização, reduzindo a segmentação por faixas etárias e grupos de risco, que pode confundir a população. A segunda é reforçar o treinamento de profissionais de saúde para prescrição precoce de antivirais, como o oseltamivir, mais eficaz quando administrado nos dois primeiros dias de sintomas. Luana também chama atenção para a vulnerabilidade da rede hospitalar pediátrica. Como a influenza atinge muitas crianças, o aumento de casos graves nessa faixa etária pode pressionar leitos de terapia intensiva, que já são insuficientes diante da demanda.
Para a população, a orientação é buscar vacinação e não tratar sintomas de gripe como um simples resfriado, especialmente nos grupos mais vulneráveis. Ao surgirem sintomas, a procura por atendimento nos dois primeiros dias pode fazer diferença, pois há antiviral disponível nessa janela.
Poliomielite segue controlada, mas queda vacinal preocupa
A poliomielite permanece classificada pela Organização Mundial da Saúde como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional desde 2014, embora o cenário atual seja diferente do passado. Os casos de poliovírus selvagem estão praticamente restritos ao Afeganistão e ao Paquistão. Hoje, grande parte dos registros globais está associada ao poliovírus derivado da vacina oral. Esse risco levou o Brasil a adotar completamente a vacina inativada injetável, considerada mais segura nesse aspecto e já incorporada ao calendário nacional de imunização. Bandeira avalia que o risco de reintrodução da poliomielite no Brasil é baixo, devido à cobertura vacinal ainda ampla. No entanto, ele alerta para a redução da adesão ao calendário infantil, impulsionada pelo movimento antivacina e pela perda de percepção de risco em relação a doenças que deixaram de circular de forma intensa.
Luana Araújo reforça que a cobertura brasileira, embora ainda elevada em termos gerais, não é uniforme. Há regiões com bolsões de baixa vacinação, o que pode abrir espaço para a reintrodução do vírus caso ele seja importado. A recomendação central é verificar a caderneta de vacinação das crianças. A vacina contra a poliomielite é gratuita nos postos de saúde, e a manutenção da cobertura é essencial para preservar a proteção coletiva.
Mpox exige vigilância diante de nova linhagem
A mpox, nome oficial da doença antes conhecida como varíola dos macacos, tem transmissão ativa no Brasil, baixa letalidade e perfil de risco concentrado. Segundo Bandeira, o vírus provoca lesões cutâneas semelhantes às da varíola clássica, mas geralmente com menor gravidade e evolução autolimitada. As lesões podem aparecer nos membros, no rosto e no abdômen. Essa manifestação visível ajuda no diagnóstico precoce e no isolamento dos casos, o que contribui para interromper cadeias de transmissão.
Bon explica que o padrão de disseminação mudou nos últimos anos. Historicamente associada ao contato físico direto com animais ou pessoas infectadas, a mpox passou a se espalhar de forma mais expressiva por contato próximo durante relações sexuais.
Bandeira destaca, porém, que a doença não deve ser classificada como sexualmente transmissível em sentido estrito. O vírus se propaga pelo contato corporal próximo e prolongado, situação mais frequente em relações íntimas. Foi esse tipo de contato que impulsionou os primeiros surtos registrados no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. A principal preocupação atual envolve a chegada de casos da linhagem Clade Ib ao Brasil. Essa variante é considerada mais transmissível e associada a quadros mais graves, especialmente em crianças e pessoas imunossuprimidas. Até agora, os registros no país são importados, mas a vigilância permanece ativa. Bon afirma que o aumento de casos observado no início de 2026 precisa ser acompanhado com atenção. A orientação sobre situações de risco, sobretudo as de contato íntimo, é apontada como medida fundamental para reduzir a circulação do vírus. No dia a dia, a recomendação é observar lesões na pele semelhantes a bolhas ou feridas, procurar atendimento médico em caso de suspeita e evitar contato próximo com outras pessoas até avaliação profissional. A vigilância, somada à vacinação quando indicada e à comunicação clara sobre riscos, segue como eixo central da resposta sanitária.
Ministério da Saúde vai garantir o transporte de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que precisam ser atendidos longe de casa em Pernambuco. O estado será contemplado com 149 veículos, sendo 35 ambulâncias, 76 micro-ônibus e 38 vans, destinados a deslocamentos superiores a 50 km até os serviços de saúde. A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde e tem como objetivo ampliar o acesso da população a consultas, exames, cirurgias e tratamentos contínuos, como oncologia e hemodiálise. A ação faz parte do Novo PAC Saúde e, em âmbito nacional, prevê a entrega de 3,3 mil veículos, com investimento de R$ 1,4 bilhão.
É a primeira vez que o Ministério da Saúde compra e oferta transporte sanitário diretamente a estados e municípios, enfrentando um dos principais obstáculos no acesso à saúde especializada: a distância entre o local de residência do paciente e os serviços de média e alta complexidade. Dos 3.300 veículos adquiridos, 1.824 serão entregues diretamente às prefeituras para usos em múltiplas finalidades, enquanto os outros 1.476 vão ser direcionados ao transporte de pacientes de radioterapia e hemodiálise.
Em Pernambuco, 77 veículos serão destinados diretamente a 60 municípios para uso em múltiplas finalidades, enquanto outros 72 atenderão ao transporte de pacientes em radioterapia e hemodiálise. A definição dos locais de destino desses últimos será pactuada entre o estado e os municípios no âmbito da Comissão Intergestores Bipartite (CIB). Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a iniciativa representa uma mudança concreta na vida destes brasileiros. No caso do tratamento de câncer, os pacientes do SUS em média precisam se deslocar mais de 140 km. “Muitas pessoas precisam acordar de madrugada, viajar por horas, passar o dia inteiro em tratamento e retornar apenas à noite, muitas vezes em condições precárias. Esse é o caminho do sofrimento que o governo do presidente Lula está transformando. Pelo Agora Tem Especialistas, o Caminhos da Saúde garante dignidade, segurança e qualidade no deslocamento até o atendimento”, afirma.
Transporte para garantir acesso dos pacientes a atendimento
Os veículos destinados a atender pacientes da radioterapia e hemodiálise serão distribuídos pelos estados às macrorregiões contempladas, permitindo que gestores locais organizem rotas, fluxos e tipos de transporte de acordo com a realidade de cada território. A destinação dos veículos do Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde segue critérios técnicos que consideram as desigualdades no acesso à saúde e a organização regional do SUS. A previsão é que todas as macrorregiões de saúde do país sejam contempladas, com reforço para aquelas com maior número de casos de câncer e maior dependência do SUS. Para o transporte de pacientes em radioterapia, a divisão leva em conta a oferta de serviços de aceleradores lineares e a necessidade de deslocamento. No caso da hemodiálise, os critérios consideram a distância até os serviços de terapia renal substitutiva. A definição do arranjo para uso dos veículos será pactuada entre o estado e seus municípios na respectiva Comissão Intergestores Bipartite (CIB).
Mais equipamentos e mais recursos para radioterapia no SUS
Além de garantir o transporte, o programa Agora Tem Especialistas também atua para otimizar o uso dos aceleradores lineares disponíveis no país. Cada equipamento tem capacidade para realizar cerca de 700 tratamentos por ano, mas muitos ainda operam abaixo desse potencial. Para garantir que esses aceleradores atuem em sua capacidade máxima, o Ministério da Saúde estabeleceu incentivos para que os serviços ampliem o atendimento, em um total de R$ 906 milhões por ano. Com isso, cada unidade pode ganhar até 30% mais, dentro de uma nova forma de financiamento que supera de vez a antiga Tabela SUS. Além disso, neste governo, foram adquiridos mais de 100 aceleradores lineares e já são quase 40 novos aparelhos entregues desde 2023, reforçando a capacidade de atendimento e garantindo mais rapidez no início do tratamento. Com mais equipamentos de ponta, o Ministério da Saúde fortalece os centros regionais de tratamento de câncer, garantindo também atendimento mais perto de casa. Com essas medidas, somadas a expansão do diagnóstico, consultas e cirurgias, o Governo do Brasil, pelo Agora Tem Especialistas, realiza o maior acesso a assistência oncológica da história do SUS.
O programa visa expandir o atendimento especializado no país e reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias em áreas prioritárias. A iniciativa prevê também a realização de mutirões – incluindo, em março deste ano, o maior mutirão voltado à saúde da mulher, com 230 mil atendimentos; a oferta de serviços pelas Carretas das Saúde, unidades móveis que já atenderam pacientes de mais de 1.700 municípios; e o atendimento de pacientes do SUS por hospitais privados a partir de créditos financeiros para quitar impostos com a União.
Entre os resultados o SUS bateu recorde de cirurgias em 2025, com um total de 14,9 milhões de procedimentos, 42% mais que em 2022. Também registrou recorde de exames (1,3 milhão) e de internações (14 milhões).
A Lei Orçamentária Anual (LOA) prevê, para 2026, R$ 61,8 bilhões em transferências discricionárias, sendo a maior parte destinada à saúde. De acordo com estudo divulgado na quinta-feira (23) pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), esse volume acende um alerta sobre o avanço da influência política no financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Do total previsto, R$ 49,9 bilhões correspondem a emendas parlamentares com identificador específico — individuais, de bancada estadual e de comissão —, enquanto R$ 11,9 bilhões estão classificados como despesas de caráter genérico.
O levantamento indica que a participação dessas emendas no financiamento da saúde pública tem crescido de forma consistente. Entre 2016 e 2025, a fatia das emendas no orçamento do Ministério da Saúde passou de 5% para 17%, atingindo R$ 21,5 bilhões no último ano. Como cabe aos parlamentares definir os beneficiários, a distribuição dos recursos tende a refletir decisões políticas, e não necessariamente critérios técnicos.
A análise também revela desigualdades significativas entre municípios com características semelhantes. Os 20 mais beneficiados concentraram R$ 488 milhões em recursos empenhados, com média de R$ 23,8 milhões por município. Em contraste, foi preciso reunir cerca de 1.000 municípios com menor volume de repasses — média de R$ 488 mil cada — para alcançar o mesmo total.
Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, esse cenário evidencia distorções na alocação de recursos e compromete a equidade no atendimento à população.
Fundo de Equalização e Compensação
Como alternativa, a entidade propõe a criação de um Fundo de Equalização e Compensação, financiado com 3% das transferências discricionárias, incluindo emendas parlamentares.
A proposta prevê a redistribuição desses valores para municípios que receberam pouco ou nenhum recurso no ano anterior, considerando indicadores como o valor per capita e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A CNM defende que a medida seja debatida no Congresso Nacional como um instrumento de ajuste coletivo, com o objetivo de reduzir desigualdades, fortalecer o pacto federativo e ampliar o acesso equilibrado aos recursos públicos, especialmente nos municípios de menor porte.
Pedido de investigação de emendas na saúde
Diante desse contexto, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou que a Corte apure o repasse de emendas parlamentares destinadas à saúde nos municípios brasileiros.
O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado apresentou uma representação ao TCU requerendo a instauração de auditoria e de tomada de contas especial para analisar os critérios utilizados na distribuição desses recursos ao longo dos últimos três anos. No pedido, o procurador também solicita que o tribunal verifique eventuais irregularidades, incluindo possível ilegalidade ou inconstitucionalidade no uso das emendas parlamentares para o cumprimento do piso mínimo constitucional de gastos em saúde.
De acordo com o levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), a União aplicou R$ 234,5 bilhões para atingir o mínimo exigido em 2025, sendo que 11% desse total — o equivalente a R$ 25,6 bilhões — tiveram origem em emendas parlamentares. Com a ampliação desse tipo de repasse, o governo federal passou a depender, em parte, dessas emendas para cumprir a exigência constitucional de investimento na área da saúde. Brasil 61
Ministério da Saúde informa que é falsa e enganosa a informação divulgada em redes sociais de que os veículos entregues no Ceará para o transporte de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) teriam sido entregues com problemas mecânicos ou elétricos. Os veículos passaram por vistorias e já estão aptos para circulação e prontos para atender a população. As informações difamatórias não tem qualquer comprovação nem base na realidade.
A publicação distorce uma ação estruturante do Governo Federal voltada a ampliar o acesso da população a tratamentos especializados, especialmente para pacientes que precisam se deslocar entre municípios para realizar procedimentos como hemodiálise e radioterapia.
A entrega realizada no Ceará integra uma estratégia inédita do programa Agora Tem Especialistas. O Ministério da Saúde realizou a primeira compra federal de 2,1 mil veículos para apoiar o transporte de pacientes do SUS em todo o país, com investimento de R$ 815 milhões por meio do Novo PAC Saúde. A iniciativa contempla 700 micro-ônibus, 700 vans e 700 ambulâncias e representa, pela primeira vez, apoio direto do Governo Federal à infraestrutura necessária para o deslocamento de pacientes em busca de atendimento no SUS.
No caso do Ceará, a entrega dos primeiros veículos está voltada ao fortalecimento do atendimento regionalizado e ao apoio ao deslocamento de pacientes que dependem de tratamento especializado fora de seu município de residência. A medida responde a uma necessidade concreta da população e busca reduzir obstáculos reais de acesso à saúde.
O Ministério da Saúde reforça que a ação foi planejada de forma estruturada, em articulação com estados e municípios, para enfrentar um problema histórico do SUS: a longa distância percorrida por pacientes em busca de atendimento especializado. Em muitos casos, esse deslocamento é um fator que dificulta a continuidade do tratamento e amplia o sofrimento de quem já enfrenta uma condição de saúde delicada.
Informações sobre eventuais ocorrências pontuais, quando existentes, devem ser tratadas com base em apuração técnica, documentação e canais oficiais. A divulgação de conteúdos sem comprovação, com generalizações indevidas, desinforma a população e compromete o entendimento sobre uma política pública criada justamente para ampliar o cuidado e garantir mais acesso ao tratamento.
O compromisso do Ministério da Saúde é seguir fortalecendo o SUS com medidas concretas, baseadas em planejamento, investimento público e cooperação federativa, para assegurar que o cuidado chegue a quem mais precisa.
Governo do Brasil anunciou, nesta quarta-feira (22), durante café com jornalistas, a realização da Semana de Vacinação nas Escolas, que acontece entre 24 e 30 de abril. A mobilização leva equipes de saúde a escolas públicas para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes de 9 a 15 anos. A ação integra o Programa Saúde na Escola (PSE), parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação, e pretende alcançar 27 milhões de estudantes em 104,9 mil escolas de 5.544 municípios. Além do calendário básico, a estratégia inclui a imunização contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos que não se vacinaram na idade recomendada, chegando à unidade de ensino médio e Educação de Jovens e Adultos nesse caso. “Com a vacinação nas escolas, estamos extinguindo a disciplina do negacionismo científico da educação básica. É a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos, atingindo um índice cinco vezes superior à média mundial. Isso é motivo de comemoração, mas não para que as escolas e as equipes de saúde da família baixem a guarda”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Incentivo à vacinação por mensagens diretas ao cidadão
O Ministério da Saúde também usa a tecnologia como aliada para lembrar as famílias quando é a hora de vacinar. A Caderneta Digital de Vacinação da Criança, no ar há um ano, contabiliza mais de 3,3 milhões de acesso no período – é o mini app mais acessado do Meu SUS Digital. E, a partir de agora, uma nova funcionalidade: quem está cadastrado, recebe lembretes (push) conforme a idade das crianças, incentivando a ida aos postos de saúde o quanto antes para atualizar a caderneta.
Por meio da Caderneta Digital de Saúde da Criança no aplicativo Meu SUS Digital, pais, mães e responsáveis podem acompanhar, em tempo real, o histórico de vacinas, consultar a previsão das próximas doses.
Outra medida é o Governo na Ponta, que consiste no envio de mensagens de serviço para o cidadão, via whatsapp e pelo GovBr. O incentivo à vacinação começou no ano passado, seguindo o calendário de campanhas nacionais de vacinação, com um total de 5 milhões de mensagens enviadas – sendo 2,2 milhões via whatsapp. Este ano, o número já é 20 vezes maior, com 39 milhões de disparos, sendo 10,2 milhões via whatsapp.
Reforço do Saúde na Escola
Nos últimos anos, o Programa Saúde na Escola tem registrado avanços significativos na saúde de crianças e adolescentes. Entre 2022 e 2025, as atividades de prevenção de violências cresceram 175,4%, a verificação da situação vacinal aumentou 119% e as ações de saúde mental subiram mais de 233%, passando de cerca de 7 mil registros em 2020 para quase 99 mil em 2025.
“A Política Nacional Integrada da Primeira Infância conta com a participação ativa do Ministério da Saúde. É fundamental que as crianças se vacinem na idade adequada e tudo isso deve estar articulado com a escola. Por exemplo, a matrícula e a permanência na escola está ligada ao cartão de vacinação”, reforçou o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
Aumento nas coberturas infantis
O Ministério da Saúde reverteu a queda histórica nas coberturas vacinais registrada nos anos anteriores, agravada pelos impactos da pandemia de Covid-19. Em 2025, todas as vacinas do calendário infantil apresentaram aumento de cobertura em relação a 2022. A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, chegou a 92,96% de cobertura, ante 80,7% em 2022, mantendo o Brasil livre do sarampo, mesmo diante do avanço de casos na América do Norte. A vacinação contra o HPV também avançou. Entre meninas de 9 a 14 anos, a cobertura chegou a 86,11%, e entre meninos, a 74,46%. No público feminino, o índice é cinco vezes superior à média mundial. Além disso, onze estados já atingiram a meta de 90% para o sexo feminino e três estados para o sexo masculino, resultado importante para a prevenção do câncer de colo do útero. No caso da meningite, a cobertura da vacina meningocócica ACWY passou de 45,8% em 2022 para 67,75% em 2025. O número de crianças protegidas é quatro vezes maior em 2025, em relação a 2020.
A automedicação de anti-inflamatórios, uma prática comum entre brasileiros, representa um perigo silencioso para a saúde, podendo causar danos graves aos rins e ao coração. Cerca de nove em cada 10 pessoas no Brasil tomam medicamentos por conta própria, e os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno e diclofenaco, estão entre os mais utilizados para aliviar dores nas costas, cabeça ou musculares.
A automedicação com anti-inflamatórios é uma prática disseminada no Brasil e oferece riscos significativos aos rins e ao coração.
A combinação de AINEs com diuréticos e medicamentos para pressão, conhecida como “tríade perigosa”, pode levar à insuficiência renal aguda e crônica.
O uso prolongado desses fármacos também eleva a pressão arterial, causa descompensação em doenças cardíacas e aumenta o risco de sangramentos e infarto.
Esse hábito, aparentemente banal, pode se tornar ainda mais prejudicial quando os anti-inflamatórios são combinados com outros medicamentos, um cenário frequente em pacientes hipertensos ou cardíacos. A chamada “tríade perigosa” inclui anti-inflamatórios, diuréticos e remédios para pressão, como os inibidores da ECA ou bloqueadores do receptor de angiotensina.
Cada um desses fármacos atua em diferentes partes do sistema que regula a filtração do sangue pelos rins. Quando usados simultaneamente, eles podem reduzir drasticamente a pressão interna necessária para o funcionamento renal, comprometendo a capacidade dos órgãos de filtrar o sangue de forma adequada.Outras combinações igualmente arriscadas para os rins incluem AINEs com inibidores de SGLT2 (como dapagliflozina e empagliflozina), usados para diabetes, insuficiência cardíaca e doença renal crônica; com lítio, empregado no tratamento do transtorno bipolar; e com ciclosporina, indicada para doenças autoimunes e inflamatórias graves como psoríase e artrite reumatoide. A interação medicamentosa também pode anular o efeito de medicações anti-hipertensivas, prejudicando o controle da pressão alta. Adicionalmente, os AINEs são capazes de potencializar os efeitos de anticoagulantes e antiagregantes plaquetários, elevando significativamente o risco de sangramentos e hemorragias.
Como os anti-inflamatórios afetam os rins?
Os rins desempenham um papel vital na filtração contínua do sangue, 24 horas por dia, e para isso precisam de uma pressão interna adequada. Os AINEs bloqueiam a produção de prostaglandinas, substâncias essenciais que agem como “mantenedoras da pressão” dentro dos rins, garantindo que os vasos sanguíneos permaneçam abertos e bem irrigados. “Quando essas prostaglandinas são bloqueadas, os vasos que levam sangue ao rim se contraem. O rim recebe menos sangue e filtra menos. Em pessoas saudáveis, isso geralmente é temporário e reversível, mas em quem já tem algum problema renal, pressão alta, diabetes ou idade avançada, essa redução pode ser suficiente para causar danos graves”, explica a nefrologista Patricia Taschner Goldenstein, do Hospital Israelita Albert Einstein. Um estudo transversal conduzido no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) demonstrou que 14,8% dos pacientes com doença renal crônica utilizavam AINEs, grande parte por automedicação. As principais causas eram dores reumáticas e musculoesqueléticas, que frequentemente levam ao uso repetido desses medicamentos.
Em grupos vulneráveis, como hipertensos e diabéticos, os rins operam com uma “margem de segurança” reduzida. Nesses indivíduos, os pequenos vasos renais frequentemente já apresentam lesões, um processo conhecido como microangiopatia. Os rins ainda funcionam, mas possuem menor reserva para enfrentar situações de estresse.
Já em idosos, ocorre um declínio natural da função renal associado ao envelhecimento. A partir dos 40 anos, estima-se uma perda de aproximadamente 10% da função renal por década. Assim, uma pessoa de 70 anos pode ter apenas 70% da função renal de um jovem, mesmo que aparentemente saudável.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sancionou, sem vetos, a Lei 15.378/26, que institui o Estatuto dos Direitos do Paciente. O texto, publicado no Diário Oficial da União (DOU) da última terça-feira (7), tem o objetivo de regular os direitos e responsabilidades dos pacientes sob cuidados prestados por profissionais e/ou serviços de saúde de natureza pública ou privada, trazendo maior proteção aos cidadãos que buscam esses serviços.
Segundo a nova lei, os profissionais de saúde, os responsáveis por serviços de saúde públicos ou privados e as pessoas jurídicas de direito privado que operam planos de assistência à saúde, sem prejuízo do cumprimento da legislação específica que rege suas atividades, estão submetidos ao Estatuto. Além disso, outros direitos dos pacientes previstos na legislação brasileira devem ser aplicados em conjunto com as disposições da nova lei.
Direitos dos pacientes
O núcleo principal do estatuto é o capítulo que trata dos direitos dos pacientes. O texto assegura que todo atendimento seja realizado em local privado e com transparência absoluta. O cidadão deve ser informado sobre todos os riscos, benefícios e alternativas de tratamento, mantendo a autonomia para aceitar ou recusar procedimentos e pesquisas experimentais sem qualquer represália.
A legislação também garante a participação ativa do paciente em seu plano terapêutico e nas decisões sobre seus cuidados para casos de incapacidade. O paciente pode indicar um representante para decidir em seu nome e tem o direito de buscar uma segunda opinião médica em qualquer etapa do processo. O acesso ao prontuário médico torna-se gratuito e sem exigência de justificativa, incluindo o direito a cópias e correções. Além disso, a confidencialidade dos dados de saúde é protegida por lei, permanecendo resguardada mesmo após a morte do indivíduo. Em relação à segurança, o estatuto permite que o paciente questione a higienização de mãos e equipamentos, além de conferir a procedência e dosagem de medicamentos. O atendimento deve ser livre de discriminação, garantindo o uso do nome de preferência e o respeito a crenças religiosas e culturais. O direito a acompanhante em consultas e internações é reafirmado, assim como a possibilidade de recusar a presença de estudantes ou visitantes durante os procedimentos. Por fim, o texto assegura cuidados para o alívio da dor e garante ao paciente o direito de escolher o local de sua morte.
Responsabilidades dos pacientes
Junto aos direitos, o estatuto também lista uma série de responsabilidades que os pacientes devem ter enquanto sob cuidados dos profissionais de saúde. O texto estabelece que o paciente, ou a pessoa por ele indicada, é responsável por compartilhar informações sobre doenças anteriores, internações e medicamentos dos quais faz uso e outras informações pertinentes com os profissionais de saúde, com o objetivo de auxiliá-los na condução de seus cuidados. Além disso, a norma lista sete outras responsabilidades que devem ser mantidas pelo paciente:
seguir as orientações do profissional de saúde quanto ao medicamento prescrito, de modo a finalizar o tratamento na data determinada;
realizar perguntas e solicitar informações e esclarecimentos adicionais sobre seu estado de saúde ou seu tratamento, quando houver dúvida;
assegurar que a instituição de saúde guarde uma cópia de suas diretivas antecipadas de vontade por escrito, caso tenha;
indicar seu representante para os fins da Lei nº 15.378;
informar os profissionais de saúde acerca da desistência do tratamento prescrito, bem como de mudanças inesperadas em sua condição;
cumprir as regras e os regulamentos dos serviços de saúde; e
respeitar os direitos dos outros pacientes e dos profissionais de saúde.
Segundo a lei, caberá ao governo divulgar os direitos e deveres dos pacientes, realizar pesquisas periódicas sobre a qualidade dos serviços, produzir relatório anual sobre a implantação da lei e acolher reclamações sobre descumprimento desses direitos.
O Brasil registra avanço de casos de Influenza A, com aumento de 36,9% das mortes em quatro semanas, conforme dados do Boletim InfoGripe da Fiocruz. Apesar do subclado K do vírus Influenza A (H3N2), chamada de “supergripe”, estar em circulação no país e ser mais transmissível, a pesquisadora do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, afirma que a cepa não causa mais óbitos ou casos graves em relação aos outros vírus da gripe.
“O vírus da Influenza A do subclado K, que está circulando agora no Brasil, já circulou no Hemisfério Norte. O que sabemos desse vírus é que é mais transmissível, então causa mais casos de gripe, mas não é mais virulento. Ele não causa mais casos graves ou óbitos em relação aos outros vírus da influenza. O vírus da influenza está sempre sofrendo mutações, por isso que a vacina contra o vírus é atualizada todo ano para proteger contra as subvariantes que mais circulam nos hemisférios Norte e Sul”, destaca Tatiana Portella.
A pesquisadora da Fiocruz garante que a principal forma de prevenção é a vacinação e que o atual imunizante aplicado no Brasil protege contra a “supergripe”.
“A vacina da influenza atual aqui do Brasil é a vacina mais atualizada e protege contra o subclado K e também contra outros tipos de vírus da influenza que tem circulado aqui no Hemisfério Sul”, completa Portella.O Boletim aponta que a maioria dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste apresenta níveis de atividade de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento. Dados da Fiocruz, enviados ao Brasil 61, apontam que de 4 de janeiro de 2026 até 28 de março, o Brasil registrou 187 óbitos de SRAG confirmados por Influenza A. Do total de mortes, o estado do Ceará registrou o maior número, 38; seguido por São Paulo, com 25, e Mato Grosso do Sul, com 14.
Confira o ranking com o total de óbitos por Influenza A no Brasil (de 04/01/2026 até 28/03/2026):
AC : 2
AL : 2
AM : 11
AP : 0
BA : 4
CE : 38
DF : 1
ES : 4
GO : 2
MA : 5
MG : 13
MS : 14
MT : 3
PA : 13
PB : 4
PE : 3
PI : 3
PR : 8
RJ : 6
RN : 5
RO : 3
RR : 0
RS : 4
SC : 11
SE : 3
SP : 25
TO : 0
Supergripe
O novo subclado K do vírus influenza A (H3N2) é monitorado por autoridades de saúde internacionais e tem sido chamado de ‘supergripe’. O médico infectologista Diogo Borges, que atua no hospital Anchieta, em Ceilândia (DF), menciona que “supergripe é um termo criado pela população. Apenas estamos tendo várias infecções pela influenza concomitantes. Influenza A é um vírus com várias mutações”, diz Borges.
A cepa foi identificada pela primeira vez no Brasil em dezembro por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).
A amostra foi coletada em Belém (PA) de uma paciente do sexo feminino, adulta e estrangeira, oriunda das ilhas Fiji. Conforme o IOC/Fiocruz, o caso foi classificado como importado.
Diogo Borges explica que a alta de casos de gripe está associada à sazonalidade da época do ano, com aumento dos casos de infecções das vias aéreas. Ele ressalta, ainda, que entre os principais sintomas da nova cepa está a febre alta.
“Essa febre alta é diferente porque começa no início do contágio e perdura ali por três, cinco dias, podendo perdurar até sete dias em alguns casos de pacientes mais imunossuprimidos. Inflamação da garganta, tosse, calafrios, calafrios acompanhados de febre, dores articulares e dor de cabeça, vômitos persistentes, náuseas persistentes, perda de apetite e desidratação. O paciente com influenza A desidrata mais rápido que os demais”, elucida.
Considerando a alta de casos de Influenza A no país, com os números do InfoGripe, o médico infectologista Diogo Borges alerta para que os hospitais estejam atentos em relação à notificação de casos e no tratamento precoce para evitar agravos.
“Os hospitais devem ficar atentos, acionar vigilância epidemiológica para que todos os casos de influenza A entrem com o tratamento mais precocemente e, em caso de suspeita, entrar com tratamento para aqueles que têm fator de risco”, salienta Borges.
A médica especialista em Clínica Médica e integrante da plataforma INKI, Gabriela Passos Arantes, reforça que o avanço de casos de Influenza no país deve deixar os hospitais em alerta para possíveis lotações.
“Esse aumento acende um alerta importante para os hospitais, porque o boletim InfoGripe funciona quase como um termômetro do sistema de saúde. Então, quando existe um aumento expressivo dos óbitos, das internações por influenza, geralmente significa que mais pacientes estão chegando aos prontos atendimentos e UTIs ao mesmo tempo”, frisa Arantes.
Segundo o especialista, pacientes com comorbidades, como diabetes ou cardiopatias, além, de pneumopatias e condições no pulmão podem evoluir para casos graves de gripe.
Estados e municípios em situação de emergência em saúde pública devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) podem solicitar incentivo financeiro do Ministério da Saúde para a ampliação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de Suporte Ventilatório Pulmonar (SVP).A medida foi publicada por meio da Portaria nº 10.484 e possui caráter excepcional e temporário. O objetivo é ampliar o atendimento a pacientes adultos e pediátricoscom SRAG em estabelecimentos hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS). O montante anual estimado para a iniciativa é de R$ 150 milhões. De acordo com a norma, o repasse dos recursos aos estados, municípios e ao Distrito Federal dependerá da disponibilidade orçamentária do Ministério da Saúde.
Como solicitar os recursos
Para ter acesso ao incentivo financeiro, gestores municipais e estaduais deverão encaminhar uma série de documentos que comprovem a necessidade de ampliação da estrutura hospitalar, entre eles:
Declaração formal de emergência em saúde pública;
Informações sobre a capacidade instalada e o número de leitos que serão ampliados ou convertidos;
Dados sobre a taxa de ocupação e a fila de espera para leitos de UTI e SVP;
Informações sobre a disponibilidade de equipamentos e recursos humanos necessários ao funcionamento dos leitos;
Plano de Ação para enfrentamento da SRAG em adultos e crianças, aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite.
A solicitação do incentivo deverá ser enviada juntamente com toda a documentação por meio do Sistema de Apoio à Implementação de Políticas em Saúde (SAIPS), disponível no site www.saips.saude.gov.br.
Aumento dos casos de SRAG no país
De acordo com o mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maioria dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste apresenta níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento. Grande parte dos casos registrados tem sido associada à influenza A, ao vírus sincicial respiratório (VSR) e ao rinovírus, agentes que podem evoluir para quadros graves e levar a óbito.No ano epidemiológico de 2026, o país já registrou 28.363 casos de SRAG, dos quais 11.597 tiveram resultado laboratorial positivo para vírus respiratórios e 1.451 evoluíram para óbito. Brasil 61
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que permite que medicamentos sejam vendidos em supermercados.
Na prática, a lei permite que supermercados tenham uma área dedicada à venda de medicamentos, desde que esse espaço funcione como uma farmácia de fato — com regras próprias, controle técnico e separação do restante da loja.
A medida já está em vigor. Algumas redes de supermercado, como a Assaí, já vinham anunciando a instalação de farmácias próprias dentro dos mercados assim que a lei fosse aprovada.
Veja abaixo o que muda na prática:
Supermercados passam a poder ter farmácias, mas sem venda em gôndolas comuns
A nova legislação autoriza a instalação de drogarias nesses espaços, mas mantém a proibição de expor medicamentos junto a alimentos ou outros produtos.
Área deve ser exclusiva e funcionar como uma farmácia independente
O espaço precisa ser delimitado, separado do restante do supermercado e seguir as mesmas regras sanitárias de uma drogaria tradicional.
Presença de farmacêutico continua obrigatória durante todo o funcionamento
O profissional deve estar fisicamente presente para orientar os pacientes e garantir o controle na dispensação.
Vai ser permitida venda de medicamentos controlados
Medicamentos controlados exigem receita, que fica retida, e só podem ser entregues após o pagamento — com transporte lacrado se o caixa for fora da farmácia.
Operação pode ser do próprio supermercado ou de uma rede licenciada
O espaço pode funcionar como uma farmácia própria ou ser operado por uma drogaria já autorizada.
O que diz o setor farmacêutico?
Para a Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), o texto sancionado representa um avanço em relação a propostas anteriores, que previam a venda de medicamentos diretamente em gôndolas, sem controle técnico.
Segundo a entidade, a versão final da lei incorporou pontos considerados essenciais, como a exigência de cumprimento das normas sanitárias, a presença contínua de farmacêutico e a garantia de rastreabilidade dos medicamentos.
“O dano foi minimizado. Conseguimos evitar a aprovação de dispositivos que poderiam levar à banalização dos medicamentos”, disse o CEO da Abrafarma, Sergio Mena Barreto, em nota.
A associação afirma ainda que o modelo aprovado reforça o entendimento de que medicamentos são produtos que exigem controle e não devem ser tratados como itens de consumo comum.
O que diz o Conselho de Farmácia?
O Conselho participou da discussão do projeto e considera o texto uma vitória, diante da forma como ele vinha sendo discutido. Inicialmente, a regra previa venda de medicamentos em gôndolas dos supermercados.
“O dano foi minimizado. Conseguimos evitar a aprovação de dispositivos que poderiam levar à banalização dos medicamentos. Agora, caberá aos órgãos fiscalizadores cumprir seu papel e garantir o efetivo cumprimento da legislação”, disse Walter Jorge, presidente do CFF.
O governo do Brasil anunciou que enviará, nesta semana, um carregamento de alimentos e insumos destinados à produção agrícola em Cuba, no âmbito de um programa de cooperação bilateral. A informação foi divulgada pelo ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, durante a 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe, que começou na última segunda-feira (2), em Brasília (DF). O ministro esclareceu que os insumos serão adquiridos em território brasileiro com recursos fornecidos pelo próprio governo e, posteriormente, disponibilizados à ilha caribenha.
“O Brasil vai enviar, nesta semana, uma ajuda a Cuba para a compra de insumos destinados à produção agrícola. Essa compra será feita no Brasil. Nós vamos disponibilizar os recursos. Também enviaremos alimentos a Cuba”, afirmou Teixeira ao ser questionado pela agência de notícias Prensa Latina.
Segundo informou a agência de notícias cubana, a ajuda faz parte de um programa coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil. O envio de doações ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter assinado uma ordem executiva que ameaça impor sanções a qualquer país que “direta ou indiretamente” venda ou forneça petróleo a Cuba. Trata-se de uma medida que, segundo o Coordenador Residente da ONU em Cuba, Francisco Pichón, transformou a escassez de combustíveis “no principal multiplicador de riscos humanitários” e que, durante o último mês, agravou a crise enfrentada pela ilha.
O presidente Lula manifestou-se contra a medida unilateral dos Estados Unidos. No dia 7 de fevereiro, durante o 46º aniversário do Partido dos Trabalhadores (PT) em Salvador, Bahia, Lula afirmou que Cuba é vítima de um “massacre alimentado pela especulação americana” e ressaltou que “nosso país se solidariza com o povo cubano. E nós, como partido, temos que encontrar maneiras de ajudar”.
Além disso, diversas organizações sociais e sindicais brasileiras condenaram a medida e promoveram campanhas de doações em apoio à ilha. A Campanha de Solidariedade com Cuba — promovida por movimentos sociais e sindicais — realizou recentemente o envio de um primeiro carregamento com 1.700 quilos de medicamentos prioritários destinados a hospitais da província de Santiago de Cuba, afetada pelo furacão Melissa.
A aprovação do projeto de lei que permite a venda de medicamentos por parte do varejo alimentar vem com a promessa de preços mais baixos por parte dos supermercadistas. A medida, aprovada nesta segunda (2) pela Câmara dos Deputados, ainda depende de sanção presidencial, mas já foi defendida pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O assunto foi alvo de uma intensa queda de braço entre os varejistas do segmento alimentar e farmacêutico no ano passado. Do lado dos supermercados, a Abras (Associação Brasileira de Supermercados) afirma que a medida aumenta a concorrência no setor e “pressiona preços para baixo”. A Abrafarma (Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias), que reúne as maiores redes do varejo farmacêutico do país, por sua vez, duvida que haja desconto nesses produtos nos supermercados, uma vez que o preço dos remédios é controlado pelo governo.
No cerne da disputa, um mercado de R$ 227 bilhões em medicamentos, que cresceu 12% no ano passado, fazendo do Brasil o 8º maior mercado no ranking mundial. Desse total, 65% são do varejo farmacêutico (medicamentos vendidos em farmácias) e 35% são do segmento institucional (serviços públicos, hospitais e clínicas), segundo o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos). “Eu não acho que vá ter grandes diferenças de preço”, diz Nelson Mussolini, presidente do Sindusfarma, que reúne grandes fabricantes como Bayer, Pfizer, AstraZeneca, Aché, Lilly e EMS. “Se o varejista tem estoque, por exemplo, antes do aumento de preços, vai oferecer um valor vantajoso para o cliente. Mas no Brasil quem define preço é o governo. É diferente de pneu ou qualquer outro bem de consumo.” No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determina que as farmácias não cobrem preços acima do permitido pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). A lista é atualizada mensalmente com o preço fábrica e o preço máximo ao consumidor para incluir novos produtos, apresentações ou ajustes pontuais. O aumento geral dos medicamentos ocorre uma vez ao ano, a partir de 1º de abril.
Em entrevista à Folha de S.Paulo no ano passado, o CEO do Assaí, Belmiro Gomes, afirmou que, assim como a rede se tornou líder na revenda de pneus, poderia repetir o feito com medicamentos. “Como atacarejo, é muito provável que conseguiríamos reduzir muito o preço dessa categoria, assim como hoje somos um dos maiores revendedores de pneus do país”, disse, à época. O executivo não foi encontrado para comentar o assunto.
Segundo maior varejista do Brasil, depois do Carrefour, o Assaí é uma das redes mais animadas a implantar farmácias dentro de suas lojas. Serão 25 unidades criadas já a partir do segundo semestre no estado de São Paulo. A ideia é equipar os espaços com um “sortimento completo de medicamentos”, acompanhado de um farmacêutico, como determina a nova legislação, informou a rede por meio da sua assessoria de imprensa. Na opinião do consultor Alberto Serrentino, sócio da Varese Retail, os medicamentos podem se tornar uma receita relevante para os supermercados, mas apenas nas grandes redes. “A legislação exige que você monte uma farmácia dentro da loja. Isso envolve custos, riscos e um novo perfil de profissional, o farmacêutico. Não é uma operação simples”, diz ele, lembrando que é preciso ter um fluxo de clientes que justifique essa escolha. De acordo com o PL 2158/23, o supermercado pode montar uma farmácia dentro da loja ou licenciá-la. É obrigatória a presença de farmacêuticos profissionais durante todo o período de funcionamento do espaço, cuja estrutura deve estar separada fisicamente do supermercado.
O Ministério da Saúde incinerou mais de R$ 108,4 milhões em vacinas, medicamentos e insumos em 2025. Só que 17,1% desse montante – o equivalente a R$ 18,5 milhões – continuavam dentro da data de validade.
Houve uma redução do montante se comparado a anos anteriores. O dado, porém, continua bem maior do que o nível pré-pandemia de Covid. Entre os itens descartados em 2025, há uma bomba de infusão de fluidos, medicamentos, sangue e nutrientes, usada em hospitais, e dois kits completos para monitorar a glicose, que só venceriam em dezembro de 2050. A pasta os adquiriu, respectivamente, por R$ 900 e R$ 58,99 a unidade, em julho de 2019, após decisões judiciais.
Medicamentos e anticorpos monoclonais contra o câncer também acabaram incinerados apesar do prazo de validade em dia. Foi assim, por exemplo, com o blinatumomabe (R$ 141.929,07 a unidade), que trata Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA); e com o brentuximabe vedotina (preço unitário de R$ 88.905,59), contra linfomas. Tratamentos para doenças raras e vacinas contra a dengue, por exemplo, não ficaram de fora da lista.
A coluna realizou o levantamento a partir de dados fornecidos pelo ministério via Lei de Acesso à Informação (LAI). Segundo a pasta, a taxa de incineração de vacinas, medicamentos e insumos ficou em 1,48% do próprio estoque em 2025. Já a meta para este ano é reduzir para 1%.
Medicamentos, vacinas e insumos incinerados de 2015 a 2025 (em bilhão)
À coluna, a pasta afirmou que “medicamentos e insumos incinerados por não conformidade técnica são repostos ou ressarcidos, conforme cada contrato” e afastou o rótulo de desperdício. A Saúde não respondeu, porém, se houve estorno em relação às vacinas e aos itens adquiridos via judicialização que acabaram descartados ainda dentro do prazo de validade.
Em três anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministério já incinerou R$ 2 bilhões em vacinas, medicamentos e insumos – o que corresponde a 3,3 vezes mais do que os R$ 601,5 milhões em todo o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A Saúde também revisou o dado informado anteriormente para 2022: foram R$ 457,7 milhões em itens descartados, e não R$ 460,7 milhões.
Ao jogar fora mais do que o triplo de vacinas, medicamentos e insumos, a gestão petista mantém o recorde revelado pela coluna em janeiro de 2025, apesar da queda registrada no ano passado. O ápice da série histórica ocorreu ao atingir a marca de R$ 1,3 bilhão em 2023. Imunizantes contra a Covid e anestésicos, amplamente usados durante a pandemia, saltam aos olhos na lista.
O ministério aponta cinco motivos para incinerar vacinas, medicamentos e insumos: flutuações na demanda influenciadas por variações nos cenários de diferentes doenças, aquisição por ordem judicial, mudanças nos quadros epidemiológicos de enfermidades como malária, dengue, tuberculose e hanseníase, atualizações nos protocolos de tratamento e avarias nos itens.
“Suspensão de decisões judiciais, falecimento do autor da ação, mudanças no tratamento prescrito, fornecimento do medicamento por outro ente federado e mudança no peso do autor podem levar ao retorno de medicamentos ao Centro de Distribuição. A reentrada do medicamento pode resultar em bloqueio para nova dispensação devido a expiração de validade, avarias na embalagem ou conservação em temperatura inadequada”, detalhou a pasta quanto à judicialização.
Começou nesta semana a vacinação contra a dengue para profissionais de saúde da atenção primária, com a previsão de imunizar 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o Ministério da Saúde, as primeiras 650 mil doses já foram enviadas aos estados e o restante está previsto para as próximas dias.
A estratégia utiliza a vacina brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, de dose única, tetraviral e 100% nacional. Para a pasta, esse imunizante representa avanço importante para a autonomia do país.
“O início da vacinação pelos profissionais da atenção primária é um passo estratégico para proteger quem atua próximo à população – médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde das unidades básicas de Saúde”, diz o ministério.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a vacinação está começando por toda a equipe multiprofissional cadastrada no SUS.
“São aquelas pessoas que batem na porta, visitam a casa das pessoas, observam se tem criadouro do mosquito da dengue, fazem o acompanhamento, a mobilização. Também são aqueles profissionais que estão na primeira porta de entrada quando há casos de dengue”, destacou.
A ampliação para outros públicos – pessoas de 15 a 59 anos, começando pelos mais velhos – está prevista para o segundo semestre deste ano, o que depende do aumento da capacidade produtiva do Instituto Butantan. Com investimento de R$ 368 milhões, o Ministério da Saúde fechou a compra de 3,9 milhões de doses.
A pasta adotou também estratégia de vacinação para avaliar o impacto do imunizante na dinâmica populacional da dengue. Para isso, está em curso, desde janeiro, a vacinação em três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo será composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos.
“A vacinação da população em geral começa com o aumento da produção de doses, a partir de uma parceria estratégica entre o Brasil e a China, com a transferência da tecnologia nacional desenvolvida pelo Instituto Butantan para a empresa chinesa WuXi Vaccines. Com essa cooperação, a produção da vacina nacional poderá aumentar em até 30 vezes”, destaca o ministério
A vacina do Butantan apresentou 74,7% de eficácia contra a dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos, além de 89% de proteção contra formas graves e com sinais de alarme.
Público-alvo
Profissionais de saúde assistenciais e de prevenção:
O Ministério da Saúde anuncia a publicação da nova edição da Cartilha de Emendas Parlamentares para o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026. O documento, lançado anualmente, é uma peça-chave para fortalecer o diálogo entre os Poderes Executivo e Legislativo, promovendo maior eficiência e transparência na destinação de recursos públicos à saúde.
Nesta edição, a cartilha reúne informações detalhadas sobre programas estratégicos, critérios técnicos e valores previstos, além de apresentar orientações práticas sobre o uso do Ambiente Parlamentar, sistema que permite o acompanhamento das emendas individuais, de bancada e de comissão. A iniciativa também reforça o fortalecimento de programas estratégicos – como o Agora tem Especialistas, Programa Nacional de Imunizações (PNI), o Programa Farmácia Popular do Brasil e o Brasil Sorridente, entre outros -, além do aperfeiçoamento e da expansão da Atenção Primária, principal porta de entrada do SUS e pilar da melhoria dos sistemas de saúde.
A cartilha busca orientar e apoiar estados e municípios para que os recursos cheguem de forma eficiente à população, reforçando o compromisso com uma gestão pública articulada, responsável e voltada ao interesse coletivo.
Com essa iniciativa, o Ministério da Saúde destaca a importância da colaboração entre os Poderes para a efetividade das políticas públicas e reafirma seu compromisso em assegurar que os recursos sejam direcionados para quem mais precisa. A Cartilha de Emendas Parlamentares consolida-se, assim, como um guia fundamental para parlamentares e gestores públicos na construção de um sistema de saúde cada vez mais forte e acessível.
A segurança alimentar no Brasil enfrenta um desafio invisível que reside não nos estabelecimentos comerciais, mas no centro da rotina das famílias: a cozinha doméstica. Um mapeamento rigoroso realizado pelo Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), apoiado pela Fapesp, revela que práticas culturais inadequadas de manuseio e armazenamento são as principais causas de doenças transmitidas por alimentos (DTA). Embora o Brasil apresente um índice de 90,9% de acesso ao saneamento básico, a saúde permanece como uma das três maiores preocupações para 45% dos brasileiros, evidenciando que a infraestrutura técnica não anula os riscos decorrentes de falhas comportamentais.
46,3% dos consumidores admitem o hábito de lavar carnes na pia, prática que dissemina bactérias pelo ambiente.
O descongelamento em temperatura ambiente é comum em 39,5% dos lares, favorecendo a multiplicação acelerada de patógenos.
Apenas 37,7% da população utiliza solução clorada para higienizar vegetais, preferindo métodos ineficazes como o uso apenas de água ou vinagre.
O consumo de ovos crus ou malcozidos é realidade para 17,4% dos entrevistados, elevando o risco de infecções por Salmonella.
O comportamento como fator de risco
A pesquisa, conduzida em parceria com a Esalq/USP, destaca que a falta de informação técnica é o catalisador de surtos bacterianos. A contaminação cruzada — quando micro-organismos de um alimento cru são transferidos para utensílios ou alimentos prontos — é amplificada pelo erro de lavar proteínas animais sob água corrente. O vapor e os salpicos projetam bactérias para superfícies que o consumidor considera limpas. Este cenário de vulnerabilidade doméstica dialoga com a percepção pública de crise no setor. No Brasil, as falhas na prestação de serviços de saúde são apontadas espontaneamente como um problema crítico, sugerindo que a população reconhece a fragilidade do sistema, mas ainda subestima o impacto de seus próprios hábitos de higiene na prevenção de internações.
Mitos e realidades na higienização
Um dos dados mais alarmantes é o uso do vinagre como desinfetante para hortaliças. Praticado por 18,8% dos lares, o método é reprovado pela ciência, pois não possui o poder bactericida necessário para eliminar parasitas e bactérias. A recomendação padrão-ouro continua sendo a imersão em água com hipoclorito de sódio (solução clorada).
“A infraestrutura de saneamento disponível em grande parte do território nacional é um pilar de prevenção, mas a segurança alimentar plena depende da reeducação do consumidor sobre o manejo correto da temperatura e da higiene cruzada.”
Regras para uma cozinha segura
Para mitigar os riscos identificados, especialistas sugerem a adoção de protocolos rígidos de manipulação:
Cozimento total: é o único método capaz de eliminar bactérias presentes em carnes. Jamais lave o frango ou outras proteínas.
Cadeia de frio: o descongelamento deve ocorrer exclusivamente dentro do frigorífico ou no micro-ondas, nunca sobre a bancada.
Higiene seletiva: utilize tábuas e utensílios diferentes para alimentos crus e cozidos.
Desinfecção química: vegetais consumidos crus exigem hipoclorito de sódio; a água corrente apenas remove sujidade aparente, não micro-organismos.
A expansão da oferta de serviços especializados de saúde para a população brasileira passa pelo aumento da capacidade de atendimento do SUS. Por isso, o Ministério da Saúde garantiu R$ 499 milhões do Novo PAC Saúde, destinados à construção de mais três maternidades e três policlínicas nos estados de Sergipe, Amazonas, Pará, São Paulo, Minas Gerais e Goiás. As obras dessas novas unidades de saúde tiveram autorização para terem início, em cerimônia realizada nesta sexta-feira (16) nos municípios que vão sediá-las.
Cada maternidade terá capacidade de comportar mais de 6 mil nascimentos por ano, o que significa um aumento significativo na oferta de serviços obstétricos em todo o país. Em média, cada uma delas pode realizar mais de 16 mil procedimentos por ano. Já as policlínicas contarão com estruturas e equipamentos de saúde que podem impactar diretamente a vida de cerca de 350 mil pessoas na cidade e região em que forem construídas.
“A expansão da assistência especializada é um compromisso do governo do presidente Lula e do Ministério da Saúde que, com o programa Agora Tem Especialistas, está aumentando a oferta de atendimentos em todo o Brasil a fim de reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. As novas maternidades e policlínicas vão ao encontro desse objetivo”, afirmou o ministro da Saúde interino, Adriano Massuda.
As novas unidades de saúde vão fortalecer as redes de atenção materna e infantil em Governador Valadares (MG), Anápolis (GO), Sumaré (SP), São Félix do Xingu (PA), Parintins (AM) e no estado de Sergipe, em Aracaju, nos quais representantes do Ministério da Saúde, das Prefeituras e da Caixa Econômica Federal hoje participaram da assinatura dos termos de serviço para o início das obras. Com recursos do Novo PAC, o Ministério da Saúde está investindo, ao todo, R$ 31,5 bilhões em obras, equipamentos e veículos para fortalecer o SUS em todo o país. Trata-se do maior programa de investimentos em infraestrutura do sistema público, que já investiu em 2.600 Unidades Básicas de Saúde (UBS), 330 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), 101 policlínicas, 4.800 ambulâncias do SAMU e 800 Unidades Odontológicas Móveis (UOM) pelo país.
Policlínicas: acolhimento de vítimas de violência e outros serviços de saúde
Com base em projeto referencial fornecido pelo Ministério da Saúde, os municípios de Governador Valadares (MG), Anápolis (GO) e Sumaré (SP) terão policlínicas com salas de ultrassom, salas lilás para acolhimento de vítimas de violência, sala de tomografia, espaços para reabilitação, entre outros serviços. As policlínicas são unidades especializadas de apoio diagnóstico com serviços de consultas clínicas realizadas por equipes médicas e multiprofissionais, definidas com base no perfil epidemiológico da população da região. Nessas unidades, são realizados exames gráficos e de imagem com fins diagnósticos e oferta de pequenos procedimentos.
Maternidades: assistência à mulher, à gestante, à puérpera e ao recém-nascido
Para prestarem assistência à mulher, à gestante, à puérpera e ao recém-nascido de risco habitual e de alto risco, o município de São Félix do Xingu (PA) receberá uma maternidade de porte I, e Aracaju (SE) e Parintins (AM), maternidades de porte II. Nesses locais, serão oferecidos serviços 24h com atendimento de urgência e emergência obstétrica e/ou ginecológica, internação hospitalar, terapia intensiva, além de atendimento ambulatorial.
O projeto referencial do Ministério da Saúde tem como diferenciais o espaço da recepção – que garante uma espera confortável e com privacidade -, salas lilás, suítes para pré-parto, parto e pós-parto – onde os períodos clínicos do parto podem ser assistidos com privacidade no mesmo ambiente -, centros de parto normal intra-hospitalares com banheira, espaços adequados para garantir que o atendimento imediato ao recém-nascido seja realizado no mesmo ambiente do parto sem interferir na interação mãe e filho, além da implementação do acolhimento com classificação de risco (ACCR).
O Ministério da Saúde publicou a Portaria 10.132/2026, que lista os valores destinados aos municípios e ao Distrito Federal para o pagamento do piso salarial dos Agentes de Combate às Endemias (ACE) em 2026. O montante é composto pela Assistência Financeira Complementar (AFC) da União e pelo Incentivo Financeiro (IF).
A AFC garante que os profissionais da categoria recebam, no mínimo, o piso salarial nacional estabelecido em lei. Já o IF é destinado ao fortalecimento das políticas públicas relacionadas à atuação dos ACEs na área de Vigilância em Saúde.
Os valores são transferidos aos Fundos Municipais de Saúde em parcelas mensais e buscam colaborar para o cumprimento do piso salarial da categoria. No mês de novembro, as prefeituras recebem uma parcela extra adicional. Pela Portaria, o cálculo teve como base o cadastro de agentes do Sistema de Cadastramento de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) de outubro de 2025. A publicação destaca que a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente vai monitorar o cadastramento dos ACE pelos municípios no SCNES mensalmente. A medida tem como objetivo garantir a efetivação dos repasses da AFC e do Incentivo Financeiro para fortalecer a atuação dos agentes nos municípios.
Considerando o Incentivo Financeiro e a AFC, o estado de São Paulo recebe o maior investimento, na ordem de R$398,5 milhões. O segundo maior montante foi destinado a Minas Gerais, sendo R$ 451,5 milhões. Em seguida aparece a Bahia, com R$ 243,6 milhões.
Confira o total do repasse para cada UF, conforme a Portaria:
AC – Incentivo: R$ 847.134,60 | AFC: R$ 16.095.557,40
AL – Incentivo: R$ 2.785.850,60 | AFC: R$ 52.931.161,40
AM – Incentivo: R$ 2.800.601,70 | AFC: R$ 53.211.432,30
AP – Incentivo: R$ 754.413,40 | AFC: R$ 14.333.854,60
BA – Incentivo: R$ 12.182.301,30 | AFC: R$ 231.463.724,70
CE – Incentivo: R$ 7.457.734,70 | AFC: R$ 141.696.959,30
TO – Incentivo: R$ 1.483.539,20 | AFC: R$ 28.187.244,80
Agentes de Combate às Endemias
Os Agentes de Combate às Endemias (ACE) são profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). O grupo desempenha um papel fundamental no combate às endemias, como dengue, além da atuação na promoção da saúde pública no país, com atividades de educação em saúde. Entre as atribuições dos ACEs estão a realização de visitas domiciliares, com inspeções em residências e comércios com vistas a identificar focos de vetores, como o mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue.
Os profissionais promovem, ainda, ações educativas, voltadas à conscientização da comunidade sobre a importância da prevenção e controle de doenças endêmicas.
O trabalho dos agentes também abarca a aplicação de larvicidas e inseticidas nos focos de proliferação de vetores. Os trabalhadores realizam, ainda, coleta de dados para registrar a incidência de vetores e doenças na área de atuação. Os ACEs têm contato direto com a comunidade. Com isso, promovem integração e constroem um relacionamento de confiança com os moradores, com vistas a facilitar o acesso às informações e às ações de saúde pública.
Ministério da Saúde repassou R$ 95,6 milhões para os estados de Pernambuco e Espírito Santo com o objetivo de modernizar a infraestrutura tecnológica de hospitais que atendem exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os recursos, que integram o Novo PAC Saúde e o Programa Agora Tem Especialistas, serão aplicados na aquisição de equipamentos hospitalares, ampliando a capacidade de atendimento, qualificando diagnósticos e fortalecendo o cuidado prestado em unidades estratégicas das redes estaduais de saúde.
Do total investido, R$ 70,56 milhões foram destinados ao Espírito Santo, beneficiando nove hospitais regionais geridos pelo governo estadual, e R$ 25 milhões a Pernambuco, contemplando o Hospital da Criança do município de Recife. As transferências foram realizadas na modalidade fundo a fundo, após análise técnica e econômica das propostas apresentadas pelos entes subnacionais e publicação das portarias de habilitação.
Os valores já foram integralmente pagos, assegurando a execução das aquisições e a rápida incorporação dos equipamentos à rede assistencial.
Hospital da Criança do Recife recebe R$ 25 milhões em equipamentos
Em Pernambuco, o investimento federal contempla o Hospital da Criança do Recife (HCR), unidade estratégica da linha de cuidado à criança no município. Os recursos, no valor de R$ 24.999.996,00, destinam-se à aquisição de equipamentos hospitalares gerais e de média e alta complexidade, ampliando a capacidade de internação, diagnóstico, procedimentos cirúrgicos e terapêuticos. O hospital atende crianças dos oito Distritos Sanitários de Recife e integra um conjunto de investimentos do Novo PAC Saúde, que inclui também a construção da unidade, com aporte de R$ 84,4 milhões. Do valor destinado a equipamentos, R$ 8,56 milhões referem-se a equipamentos hospitalares gerais e R$ 16,44 milhões a tecnologias voltadas para atendimentos mais complexos.
Espírito Santo fortalece rede hospitalar com equipamentos para nove unidades
No Espírito Santo, os investimentos contemplam nove hospitais regionais, com foco na modernização tecnológica, ampliação da capacidade de atendimento e qualificação da assistência em média e alta complexidade. A destinação dos recursos decorre de pactuação firmada em 2023 entre o governo federal e os entes subnacionais. Após inviabilidade técnica para apoio federal à construção de um novo hospital em Cariacica, o estado indicou a redistribuição do recurso para aquisição de equipamentos, beneficiando unidades estratégicas da rede estadual e fortalecendo o alcance do Programa Agora Tem Especialistas.
Hospital Estadual de Vila Velha (Hospital Dr. Nilton de Barros): ampliação da capacidade de monitoramento em UTI, esterilização segura de materiais e suporte ventilatório, com investimento de R$ 7,27 milhões.
Hospital Dr. Roberto Arzinaut Silvares (São Mateus): reforço de equipamentos para atendimentos de média e alta complexidade, incluindo UTIs e cirurgias especializadas, com R$ 11,47 milhões.
Hospital São José do Calçado: aquisição de tomógrafo computadorizado e equipamentos para UTI e centro cirúrgico, fortalecendo o atendimento a urgências como AVC e politraumas, com R$ 10,02 milhões.
Complexo de Saúde Norte (São Mateus): aporte de R$ 19,04 milhões em equipamentos essenciais para a inauguração do centro cirúrgico, garantindo funcionalidade plena da unidade, cuja conclusão está prevista para março de 2026.
Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória (Vitória): modernização de UTIs neonatal e pediátrica, com investimento de R$ 9,22 milhões.
Hospital Estadual de Atenção Clínica (Cariacica): aquisição de ventiladores pulmonares e ultrassom portátil para ampliação de leitos clínicos, com R$ 326 mil.
Os equipamentos incluem monitores multiparâmetros, ventiladores pulmonares, ultrassons, microscópios cirúrgicos, sistemas de vídeo endoscopia, tomógrafos, entre outros, assegurando maior volume e precisão diagnóstica, segurança nos procedimentos cirúrgicos e monitoramento contínuo de pacientes críticos.
Investimentos integram estratégia nacional de fortalecimento do SUS
As ações fazem parte do Novo PAC Saúde, que prevê investimentos estruturantes para ampliar e qualificar a rede pública de saúde em todo o país. No Espírito Santo, foram selecionadas 238 propostas, totalizando R$ 330,3 milhões em investimentos federais, que incluem obras e equipamentos para Unidades Básicas de Saúde, hospitais regionais, CAPS, ambulâncias do SAMU, odontomóveis e soluções de telessaúde. Em Pernambuco, o Novo PAC Saúde contempla 865 propostas, com investimento total de R$ 2,18 bilhões, abrangendo UBS, hospitais, policlínicas, centros especializados, ambulâncias e outras estruturas estratégicas do SUS.
O governo federal vai construir o primeiro hospital público inteligente do Brasil na cidade de São Paulo. Os recursos virão do empréstimo de R$ 1,7 bilhão do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco do Brics. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (7) em cerimônia no Palácio do Planalto com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha e da presidenta do NDB, Dilma Rousseff. Segundo o Ministério da Saúde, o hospital será referência nacional e modelo de assistência em saúde totalmente digital para os países do bloco. A unidade atenderá os pacientes da rede pública com medicina de alta precisão, apoiada por inteligência artificial e outras tecnologias emergentes. Integrará, também, a rede de hospitais e serviços inteligentes com 14 unidades de terapia intensiva (UTIs) automatizadas, que funcionarão de forma interligada em diversos estados.
A modernização de hospitais de excelência do Sistema Único de Saúde (SUS) também faz parte do projeto.
O novo hospital vinculado à Universidade de São Paulo (USP) terá um setor de emergência com 250 leitos e capacidade para atender 200 mil pacientes por ano. A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) contará com 350 leitos conectada com as UTIs inteligentes. Haverá 25 salas para cirurgia. A previsão para que a unidade fique pronta é de três a quatro anos. Os serviços inteligentes de saúde usam infraestrutura com tecnologias digitais para otimizar processos e melhorar os resultados para os pacientes. Segundo o ministério, o primeiro hospital inteligente poderá reduzir em mais de cinco vezes o tempo de espera por atendimento especializado em situações de urgência e emergência. Também foi anunciada a modernização de hospitais do SUS da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), do novo hospital Oncológico da Baixada Fluminense, do novo hospital do Grupo Hospital Conceição, no Rio Grande do Sul, do Instituto do Cérebro, no Rio de Janeiro, de hospitais federais do Rio incluindo os da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Para a reestruturação dos hospitais federais do Rio serão investidos R$ 1,2bilhão. Para o presidente Lula, o hospital inteligente também vai avançar na imagem positiva do SUS, resgatada na participação do sistema público na crise da covid-19. “O SUS era tratado de forma muito pejorativa, ou seja, só se mostrava desgraça no SUS, só se mostrava miséria no SUS, só se mostrava morte no SUS”, disse.Lula acrescentou a população mais vulnerável tem que se beneficiar com as novas tecnologias. “Nós precisamos garantir que o povo mais humilde não pode ser invisível. Ele tem que ser olhado. É para eles que a gente governa. É em função dele que nós temos que melhorar a coisa.”“Há um grande esforço de modernização tecnológico do SUS para ofertar para a população brasileira de graça o mesmo que os principais hospitais de excelência privados do país. Hoje estamos em outra fronteira. Esse contrato vai trazer um salto além, que é trazer para o Brasil aquilo que nem os maiores hospitais privados brasileiros oferecem ainda”, disse o ministro da Saúde.A presidenta do NDB disse que o prazo para pagamento do empréstimo é de 30 anos e destacou que China e Índia são parceiras no projeto.“Esse contrato vai muito além do investimento em estrutura hospitalar. Ele faz parte do compromisso do banco em promover o desenvolvimento, que significa hoje o acesso à tecnologia”, afirmou Dilma.
Todo médico fala que a única forma de desinchar a próstata e acabar com o pinga pinga, jato fraco e falta de potência, é tomando dutasterida, tansulosina ou fazendo cirurgia… Mas a verdade, é que esses prescritos vão só te encher de efeitos colaterais terríveis… podendo até te deixar brocha… Até um dos maiores especialistas em saúde masculina, com mais de 15 anos de experiência, o Doutor Ricardo Antunes e, que inclusive, já deu entrevista na Globo, afirma: “Todas essas soluções estão ultrapassadas, pois nenhuma delas age na causa raiz do aumento da próstata. Digo isso porque existe um chá feito com a casca da melancia que acaba com os sintomas muito mais rápido.” — disse o especialista
E para provar que esse chá da melancia surtia mais efeitos que as soluções tradicionais, o doutor Ricardo Antunes fez um desafio inusitado em suas redes sociais: ele sugeriu que alguns de seus seguidores testassem esse chá feito com a casca da melancia em casa.
Acaba com o jato fraco e com as idas frequentes ao banheiro em poucas horas…
Desincha a próstata por completo em poucas semanas…
E recupera a potência sexual ocasionados pelos sintomas da próstata.
É isso mesmo! Essa receita é tão poderosa que não estão querendo deixar essa página no ar.
“Você pode até ficar revoltado com a rapidez que ela acaba com os sintomas da próstata inchada” — disse o especialista Ricardo em um vídeo privado. Milhares de homens já testaram e disseram que conseguiram voltar a dormir a noite toda sem acordar para urinar, eliminaram o terrível “pinga-pinga” e recuperaram a confiança na hora H. Os seguidores do especialista Ricardo apelidaram essa técnica de “Protocolo da Melancia”, isso porque essa receita natural ajuda a reduzir a inflamação, aliviar a bexiga e devolver a potência masculina. Depois de publicar seus “Stories” no Instagram, o especialista Ricardo liberou um vídeo privado, gratuito e sem propagandas, onde ele revela o passo a passo exato para preparar essa receita em casa. “Se essa receita ajudar pelo menos 1 homem a recuperar sua saúde, evitar uma cirurgia e voltar a viver uma vida plena, eu já ficarei honrado.”, comentou Ricardo Antunes.
Depois disso, o vídeo simplesmente viralizou. Primeiro, foi compartilhado por usuários no Facebook, depois no YouTube, e já acumula incríveis 5,2 milhões de visualizações.
Os comentários de homens que voltaram a urinar com força, dormir melhor e até recuperar o vigor na vida sexual não param de crescer! Por fim, há um pedido que o Ricardo sempre faz aos homens que assistem sua apresentação: “Por favor, compartilhe esse vídeo. Juntos, podemos ajudar milhares de homens a recuperar sua saúde, sem dor e sem cirurgias arriscadas.”
Resultado das seleções foi anunciado durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília – Foto: Ricardo Stuckert / PR
Mais de R$ 39 bilhões, entre recursos federais e financiamentos a juros reduzidos, serão repassados a estados, municípios e prestadores públicos, filantrópicos e privados para investirem em obras e equipamentos nas áreas de educação, saúde, água e esgoto. O combo de investimentos do Governo do Brasil foi divulgado nesta quarta-feira (10), em cerimônia no Palácio do Planalto que marca o anúncio dos resultados de quatro editais de chamamento público no âmbito do Novo PAC.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a diversidade de entregas até o momento em áreas que vão desde a infraestrutura e obras de transporte até a inclusão social e geração de empregos. “No Brasil, nunca houve planejamento de Estado. E nós começamos a mudar isso quando pensamos na criação do primeiro PAC, porque era importante começar o governo sabendo o que tinha para fazer. O PAC dá a oportunidade de governar o país pensando no que é a necessidade primária e principal das pessoas”, disse. Do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) foram autorizados R$ 28,1 bilhões em financiamento para 1.701 propostas de aquisição de ônibus escolares e construção ou ampliação de creches, escolas, quadras de esportes, UBS, UPAs, Centros Centro de Atenção Psicossocial (CAPs), policlínicas, maternidades, hospitais, entre outros empreendimentos. Com o FIIS Saúde, 1.119 municípios serão beneficiados em todas as unidades da Federação, exceto em Roraima, que não enviou proposta. Além disso, houve 233 propostas autorizadas para instituições públicas, filantrópicas e privadas. Na educação 1.129 municípios de 25 estados estão autorizados a contratarem o financiamento. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, informou que 100% dos municípios e estados que apresentaram propostas foram atendidos na seleção. “Ao longo desses três anos, nós substituímos a perseguição a prefeitos e governadores pela mão estendida, por convidar para vir no Palácio, nos ministérios e nos bancos para assinar contratos e executar creches, policlínicas, hospitais, obras de infraestrutura, rodovias, ferrovias. Enfim, para cuidar de gente e cuidar das pessoas”, afirmou.A partir de agora, os proponentes estão autorizados a procurar o BNDES e instituições financeiras credenciadas para iniciar a análise dos projetos e formalizar o pedido de crédito. Os financiamentos contarão com carência de 24 meses e prazo de até 20 anos para pagamento. O objetivo do FIIS é viabilizar projetos de infraestrutura social em todo o país, investindo R$ 18 bilhões em financiamento de obras e equipamentos ainda em 2025 e outros R$ 10 bilhões em 2026. Deste total, R$ 18,4 bilhões estão autorizados para a área de saúde e R$ 9,7 bilhões para a educação.
Novo PAC Seleções
Durante a cerimônia também foram anunciados três resultados do Novo PAC Seleções 2025. Na modalidade de Abastecimento de Água em Áreas Urbanas, são R$ 5 bilhões em financiamento para ampliação do acesso e na melhoria da qualidade dos serviços. As 69 propostas estaduais e municipais contempladas vão beneficiar, ao todo, 86 municípios de 10 estados diferentes. Para o Abastecimento de Água em Áreas Rurais, o investimento federal chega a R$ 644,8 milhões, englobando 153 propostas de 12 estados, atendendo 153municípios distintos. Nas duas seleções foram priorizadas as cidades com maiores déficits em abastecimento de água, contribuindo assim para a melhoria significativa da qualidade de vida das pessoas. Na área de Esgotamento Sanitário, são R$ 5,6 bilhões em financiamento para 66 propostas habilitadas, cujo anúnciocontempla 53 municípios de 11 estados distintos. Os empreendimentos vão elevar a cobertura de água e esgoto nos municípios, diminuindo fatores de risco às doenças, insalubridade e degradação ambiental, também garantindo melhor qualidade ao dia a dia da população.Com a habilitação das propostas pelo Novo PAC Seleções 2025, os estados e municípios devem apresentar a documentação técnica necessária aos agentes financeiros para a análise de viabilidade, incluindo avaliação de risco/endividamento e os projetos de engenharia. Com a validação, as propostas passam para a etapa de análise final, sob responsabilidade do Ministério das Cidades. Esse é o segundo anúncio do Novo PAC Seleções nessas modalidades. Na etapa anterior, o valor de investimento nas mesmas áreas foi de R$ 6,5 bilhões, sendo R$ 5,2 bilhões do Orçamento Geral da União (OGU) e R$ 1,3 bilhões em financiamento. Em 2023, os recursos para a modalidade de abastecimento urbano somaram R$ 2,8 bilhões para 210 propostas contratadas enquanto o Governo do Brasil destinou R$ 400 milhões para espaços rurais. Em esgotamento sanitário foram 167 propostas contratadas, cujo valor de financiamento supera os R$ 3,3 bilhões.