4 de setembro de 2026 22:36

EREM SANTA TEREZINHA DESFILE CÍVICO DO 7 DE SETEMBRO

BANDA MARCIAL

1º PELOTÃO

A VERDADE VALE UM CLIQUE: SEJA INCRÍVEL NA INTERNET

O pelotão retrata a velocidade da informação no mundo contemporâneo, que muitas vezes ocorre mais rápido do que o próprio pensamento, exigindo que as pessoas aprendam a pausar e refletir.
É necessário questionar o que se lê, verificar o que se compartilha e escolher a verdade em meio a tantas vozes.
É possível transformar um simples clique em consciência, responsabilidade e respeito.
É fundamental compreender que ser incrível na internet não é apenas aparecer, mas deixar marcas de humanidade.
Que cada clique seja uma escolha pela verdade, cada palavra carregue respeito e cada atitude ajude a tornar a internet um lugar mais incrível.

 Organização: Alexandra Quirino, Aécio Gomes, Érick Matias, Dalvaneide Vasconcelos, Francisca Paes, Geysa Lidiane, Petrônio Meneses e Verônica Samara

2º PELOTÃO

TECNOLOGIA E TRABALHO: TRANSFORMAÇÕES E DESAFIOS PARA O FUTURO.

O pelotão representa a evolução do mercado de trabalho diante dos avanços tecnológicos. Ao longo da história, a tecnologia transformou a forma como vivemos, substituindo profissões que antes eram essenciais e criando novas carreiras que exigem criatividade, inovação e conhecimento digital.

Nossa apresentação faz um contraste entre o passado e o futuro: homenageia as profissões que foram praticamente extintas pelo progresso tecnológico e destaca as novas oportunidades que nasceram com a era da inteligência artificial, da internet e da automação.

o futuro não pertence às máquinas, mas às pessoas capazes de aprender, se adaptar e inovar.

Organização: Ana Caroline, Diego Oliveira, Eliane Alves, João Lopes, José Geilson, Marília Gabriela, Marcelo Oliveira, Maria Claudeci, Nitienne Muniz, Sandreana

3º PELOTÃO

VOZES DO FUTURO: PROTAGONISMO JUVENIL E DEMOCRACIA DIGITAL

O Pelotão traz a reflexão sobre o contexto das mídias digitais que nos influenciam o tempo todo. Trazemos aqui alguns influenciadores digitais usam as redes sociais para espalhar conhecimento, cultura, ciência, etc. em diversas áreas do conhecimento e que tem milhões de seguidores em suas plataformas.

Depois trazemos para o debate o acesso universal à tecnologia como direito cívico, sem barreiras de classe ou região para todos os cidadãos, que usando sua é ampliada pelas mídias digitais.

Por fim, o Voto e a Voz na Era Digital, no qual o foco é o exercício ativo da democracia, usando a internet para fiscalizar e participar ativamente nossos políticos por mais justiça social em nosso país.

Organização: Edivan da Costa, Janaina Raquel, Luciana Mércia, Márcia Oliveira, Soraya Naelcia.

Ensino fundamental melhora nas redes municipais

   A educação nas redes municipais registrou avanços nos anos iniciais do ensino fundamental. Os resultados mais recentes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) apontam o melhor desempenho da série histórica nessa etapa, que abrange do 1º ao 5º ano, e ajudam a traçar um panorama da aprendizagem dos estudantes e do fluxo escolar nos municípios brasileiros.

O Ideb é o principal indicador utilizado para medir a qualidade da educação básica no país. O índice combina o desempenho dos alunos em avaliações nacionais com dados de aprovação escolar, permitindo acompanhar a evolução do ensino ao longo do tempo.Criado em 2007, o índice reúne informações sobre o desempenho dos estudantes nas avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e dados de aprovação obtidos a partir do Censo Escolar.Na prática, isso significa que o resultado não considera apenas quanto os estudantes aprenderam. O indicador também leva em conta o fluxo escolar, permitindo observar conjuntamente aprendizagem e progressão dos alunos ao longo da educação básica.

Melhor resultado da série histórica

O principal destaque está nos anos iniciais do ensino fundamental. As redes municipais alcançaram o melhor resultado desde o início da série histórica, reforçando uma trajetória de avanço nessa etapa da educação.Os anos iniciais concentram uma parcela importante da atuação dos municípios na educação básica e abrangem um período decisivo da formação escolar, com a consolidação da alfabetização e de conhecimentos fundamentais em áreas como língua portuguesa e matemática.Já nos anos finais, do 6º ao 9º ano, os resultados permitem observar outro momento da trajetória dos estudantes e os desafios enfrentados pelas redes para manter a evolução da aprendizagem ao longo do ensino fundamental.

Município cearense alcança nota 9,3

Entre os destaques dos resultados está Deputado Irapuan Pinheiro, município de cerca de 9 mil habitantes no sertão central do Ceará, que alcançou nota 9,3 nos anos finais do ensino fundamental, a maior entre as redes municipais do país. O resultado ficou quatro pontos acima da média nacional, de 5,3.O desempenho acompanha uma trajetória de crescimento da rede municipal. A nota nos anos finais passou de 5,1, em 2017, para 5,4, em 2019; 7,0, em 2021; 8,8, em 2023; e 9,3, em 2025.A rede atende 957 estudantes da educação infantil e do ensino fundamental em quatro escolas, todas de tempo integral. Entre as estratégias adotadas estão o acompanhamento contínuo da aprendizagem, formação de professores, reforço escolar e aulas de computação no contraturno.

Afinal, o que esses números medem?

Para entender os resultados, é importante saber que o indicador combina duas dimensões da educação: aprendizagem e fluxo escolar.O desempenho dos estudantes é medido pelo Saeb, avaliação realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Tradicionalmente, são avaliadas habilidades de língua portuguesa, com foco em leitura, e matemática, com foco na resolução de problemas.Essas médias de desempenho são combinadas com informações sobre aprovação, reprovação e abandono escolar obtidas pelo Censo Escolar. Dessa forma, uma rede não consegue melhorar seu indicador apenas aumentando a aprovação dos estudantes: é necessário que essa progressão esteja acompanhada de aprendizagem.

Por que acompanhar os resultados?

Mais do que estabelecer uma nota para escolas e redes de ensino, os dados permitem acompanhar a evolução da educação ao longo do tempo e identificar onde estão os principais avanços e desafios.

Os resultados podem servir de subsídio para que gestores municipais avaliem políticas educacionais, identifiquem dificuldades de aprendizagem e direcionem estratégias e investimentos. A metodologia do Saeb também permite comparar o desempenho das redes e escolas entre diferentes edições.

Como consultar os resultados?

O resultados educacionais são disponibilizados pelo Inep e podem ser consultados por diferentes recortes, incluindo Brasil, estados, municípios e escolas. Dessa forma, é possível verificar o desempenho da rede municipal e acompanhar sua evolução ao longo das diferentes edições do indicador.

Brasil 61

Banda Fanfarra EREM Santa Terezinha Celebra Aniversário com Encontro Regional de Bandas.

   Neste sábado dia 25.08, a Banda Fanfarra EREM Santa Terezinha (BFEST) comemora mais um ano de trajetória, reunindo 18 bandas de cidades circunvizinhas para o 1º Encontro de Bandas Marciais e Fanfarras. Fundada em 2016 na Escola EREM Santa Terezinha, a BFEST nasceu com o propósito de promover a integração dos alunos por meio da música, do civismo e da disciplina, além de fortalecer a identidade cultural e representar a instituição em eventos culturais e cívicos locais e regionais.

   A sigla BFEST é uma homenagem à escola, traduzindo o legado de dedicação, união e amor pela arte transmitidos a cada integrante. A fanfarra iniciou suas atividades com um grupo modesto de 20 alunos e poucos instrumentos, mas, ao longo dos anos, cresceu em número, qualidade e relevância para a comunidade escolar.

  O fortalecimento da BFEST deve-se também ao apoio de gestões comprometidas. A gestora Sandra Lustosa foi fundamental na fase inicial, promovendo a estruturação do grupo. Na gestão de Acidália Pessoa, a fanfarra recebeu mais recursos financeiros e instrumentos musicais, ampliando seu potencial. Atualmente, a administração de Edson Murilo e equipe mantém o apoio institucional, garantindo a continuidade do projeto.

  Sob a direção musical do maestro Cleyton Gomes e a coreografia do Evanilson Lima, a BFEST desenvolve um repertório cada vez mais elaborado, incluindo desde 2022 coreografias que valorizam a expressão artística e visual das apresentações. Com participação destacada em desfiles cívicos e competições, a banda já conquistou prêmios relevantes, como o 2º lugar em categorias competitivas, reafirmando seu papel de destaque cultural.

  Hoje, a cidade de Santa Terezinha receberá 18 corporações musicais de diversas regiões, incluindo Solidão, Brejinho, Floresta, Quixaba, Carnaíba, Custódia, Tuparetama, Ouro Velho, Água Branca, Afogados da Ingazeira e Taperoá. A programação do evento está organizada conforme a ordem de apresentação disponibilizada pela coordenação do encontro, com a BFEST homenageada em destaque na oitava posição.

  O encontro foi encerrado com um jantar especial para as Bandas participantes do grande evento na EREM Santa Terezinha – PE , local que abriga e inspira essa expressão artística que é motivo de orgulho para toda a comunidade.

 

BFEST – Encontro de Bandas

20 bandas • Música • Cultura • Tradição”, 

  Santa Terezinha será palco de um dos maiores encontros de bandas da região. Um espetáculo de talento, disciplina e emoção que reunirá músicos, famílias e visitantes em uma grande celebração da cultura. Neste 15 de agosto (Sábado),16h, Pátio do João Pedro – Santa Terezinha – PE.  Traga sua família, convide seus amigos e ven ha prestigiar esse grande evento!

Educação é o fator mais associado à ascensão de renda, revela Atlas da Mobilidade Social

   A educação é o fator mais associado à ascensão de renda no Brasil. A conclusão é do Atlas da Mobilidade Social, uma plataforma pública desenvolvida pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds), em parceria com o grupo de pesquisa Prospera Lab. Os dados mostram, ainda, que as maiores probabilidades de mobilidade concentram-se nas regiões Sul, Sudeste e em partes do Centro-Oeste.

Entre as dimensões avaliadas, a educação apresentou a associação mais forte com a mobilidade social ascendente. De acordo com o levantamento, municípios que registram melhores indicadores educacionais tendem a apresentar maiores chances de mobilidade ascendente.  

Os dados mostram que localidades com Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mais elevado e menor distorção idade-série apresentam melhores resultados em mobilidade social.

Recorte regional

Ao analisar as chances de ascensão social de jovens oriundos de famílias de baixa renda nas diferentes regiões do país, o Atlas identificou que as maiores probabilidades de mobilidade concentram-se nas regiões Sul, Sudeste e em partes do Centro-Oeste. 

Já as menores taxas de mobilidade foram identificadas nas regiões Norte e Nordeste. Segundo a Agência Brasil, o resultado revela territórios onde a pobreza tende a ser mais persistente entre gerações.

Ou seja, a reprodução das desvantagens sociais, em que filhos de famílias de renda mais baixa têm maior chance de permanecer no mesmo grupo da distribuição, é mais intensa em municípios das regiões Norte e Nordeste.

O estudo mostra, ainda, desigualdades de oportunidades pelo país. Enquanto em Assis Brasil (AC), 84,4% dos jovens oriundos de famílias que pertenciam aos 25% mais pobres permanecem nesse mesmo grupo de renda quando adultos, em Ponte Serrada (SC), apenas 2,13% dos jovens permanecem nesse estrato de renda. O município acreano possui um dos piores resultados do país; já o catarinense evidencia um ambiente mais favorável à ascensão socioeconômica.

Desigualdades estruturais

Além da educação, o Atlas também mostra que as oportunidades de ascensão econômica variam conforme raça, gênero e origem familiar.

O levantamento revela que, entre jovens brancos que nasceram em famílias situadas entre os 25% mais pobres da distribuição de renda, 36,3% permanecem nesse grupo na vida adulta. Entre os não brancos, a probabilidade sobe para 51,6%. Segundo o Atlas, o gênero também impacta as possibilidades de mobilidade social. Entre os filhos de pais que estavam entre os 25% mais pobres da população, cerca de um terço dos homens (32,9%) permanece no mesmo nível de renda na vida adulta. Entre as mulheres, a proporção chega a 65,1%.  A disparidade aparece, ainda, no recorte racial: enquanto 69% das mulheres não brancas continuam entre os 25% mais pobres quando adultas, entre as mulheres brancas esse percentual é menor, de 52,9%.

Atlas

Conforme a Agência Brasil, as estimativas foram calculadas utilizando métodos contemporâneos de mensuração da mobilidade social e dados administrativos da Receita Federal, dos Ministérios do Trabalho e Emprego e do Desenvolvimento Social, além de pesquisas domiciliares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Brasil 61

ARRAIÁ NA EREM SANTA TEREZINHA

  Nesta terça-feira (30/06), foi realizado mais um arraiá na EREM SANTA TEREZINHA PE. Com comidas típicas,xaxado,quadrilhas e brincadeiras.
  Na oportunidade foi entregue os diplomas do aluno nota 10 e prêmios aos atletas que foram vencedores nos últimos jogos regionais em Afogados da Ingazeira PE.

  A educação e a cultura são indissociáveis. A educação atua como o mecanismo de transmissão e renovação da cultura, enquanto a cultura fornece o contexto, os valores e a identidade que dão significado ao aprendizado. Juntas, elas moldam a visão de mundo, o comportamento social e o desenvolvimento crítico dos indivíduos.

     Para entender essa relação, destacam-se os seguintes pilares:Transmissão de saberes: A educação é a ferramenta pela qual a herança cultural (tradições, línguas, artes e conhecimentos) é repassada de geração em geração.

    Formação da identidade: É por meio da educação que o indivíduo assimboliza e se reconhece dentro de um contexto cultural específico, desenvolvendo seu senso de pertencimento.

     Transformação social: A educação crítica permite questionar e evoluir os padrões culturais, promovendo a inovação e o respeito à diversidade.

Os estudantes, equipe gestora, professores e demais organizadores estão de parabéns. “A cultura deve permanecer viva”

 

Fundeb: estados e municípios recebem nova parcela de R$ 4,86 bilhões

  Municípios, estados e o Distrito Federal receberam R$ 4,86 bilhões do Ministério da Educação (MEC) referentes à quinta parcela de 2026 do repasse complementar da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb)

Os recursos, depositados no dia 29 de maio, são provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e devem ser aplicados exclusivamente na manutenção e no desenvolvimento da educação básica pública, incluindo:

  • valorização e remuneração dos profissionais da educação, 
  • melhorias na infraestrutura escolar
  • transporte de estudantes, 
  • aquisição de materiais didáticos

  A distribuição dos valores leva em conta o número de matrículas registradas no último Censo Escolar, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O levantamento contempla alunos da educação infantil, do ensino fundamental, do ensino médio, da educação especial, da educação de jovens e adultos (EJA) e da educação profissional integrada

 Complementação da União

A previsão é que a complementação da União ao Fundeb alcance R$ 69,3 bilhões em 2026. Com o repasse da quinta parcela, o total transferido neste ano já soma R$ 29,04 bilhõesOs recursos são liberados mensalmente, entre janeiro de 2026 e janeiro de 2027, até o último dia útil de cada mês, conforme cronograma estabelecido pela Portaria Interministerial MEC/MF nº 6/2026

Como funciona a distribuição 

O Fundeb é formado por receitas e transferências de impostos de estados, municípios e Distrito Federal. Desde 2021, o fundo passou a contar com complementação crescente da União, distribuída por meio de três modalidades, conhecidas como modelo híbrido

  • O Valor Anual por Aluno (VAAF) considera quanto cada estado arrecada para o Fundeb por aluno matriculado.
  • O Valor Anual Total por Aluno (VAAT) é calculado com base no total de recursos disponíveis para a educação básica em cada rede de ensino, independentemente do estado onde ela esteja localizada. 
  • O Valor Aluno Ano Resultado (VAAR) está vinculado ao desempenho educacional e à evolução dos indicadores de aprendizagem das redes de ensino. 

Em 2026, a complementação da União beneficiará 1.766 entes federativos pela modalidade VAAF, 2.546 pelo VAAT e 3.034 pelo VAAR

Para consultar o extrato da distribuição dos recursos do Fundeb, acesse os demonstrativos.
 Brasil 61

Sancionado piso salarial para professores da educação básica; mudança terá impacto de R$ 8 bi para os municípios em 2026

  A lei (Lei n° 15.437/2026) que atualiza o piso salarial nacional dos professores da educação básica foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta sexta-feira (19). A medida fixa o valor mínimo da categoria em R$ 5.130,63 para 2026, com reajuste de 5,4% em relação ao valor anterior. De acordo com a Casa Civil, a nova legislação estabelece critérios para a atualização anual do piso salarial profissional nacional e determina que o valor não poderá ser corrigido abaixo da inflação acumulada no período anterior. 

A norma também prevê a divulgação, pelo Ministério da Educação, da memória de cálculo utilizada para a atualização do piso, ampliando a transparência do processo. Outra mudança é a inclusão dos profissionais contratados por tempo determinado entre os beneficiários do piso salarial nacional. Isso, segundo o governo, garante a esses trabalhadores os mesmos direitos assegurados aos demais profissionais do magistério público da educação básica.

Reflexos nos orçamentos municipais 

Conforme previsão da Confederação Nacional de Municípios (CNM), a mudança deve impactar os cofres municipais em R$ 8 bilhões apenas em 2026. Na avaliação da entidade, o reajuste do magistério amplia a pressão sobre uma situação orçamentária já desafiadora para muitos municípios brasileiros. Em nota oficial, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, defende que haja respeito ao pacto federativo e à autonomia municipal, com a definição local de aumentos reais.

“O reajuste e a valorização dos profissionais de magistério é uma demanda legítima, mas que precisa ser  pactuada no âmbito local, por quem paga a conta, e não imposto pela União”, afirma Ziulkoski.  Segundo a CNM, a entidade apresentou cinco emendas à Medida Provisória (MP 1.334/2026)  que altera o critério de correção do piso salarial e que deu origem à lei sancionada. Além disso, a Confederação  enviou parecer técnico a parlamentares para alterações no texto. No entanto, as sugestões não foram acatadas no texto final.

Pelo novo cálculo, o reajuste anual será a soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor e 50% da média de crescimento real das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) nos cinco anos anteriores. A CNM destaca que, pela fórmula anterior, a recomposição seria de apenas 0,37%, enquanto a nova regra garante reajuste de 5,4%. A entidade também alerta que, além do impacto previsto para 2026, a mudança deve aumentar a pressão sobre os municípios nos próximos anos. Para a CNM, o financiamento da educação tem sido marcado por forte pressão sobre as contas municipais nos últimos anos. Segundo a entidade, o reajuste do piso do magistério acumulou alta de 78% nos últimos cinco anos, com impacto estimado em R$ 85 bilhões no período.“O novo modelo garante correção acima da inflação sem garantia de recursos adicionais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) ou compensação da União”, afirma a CNM, em nota.

Brasil 61

Lula: “extrema-direita teme a educação porque é onde nasce a consciência”

 247 – O presidente Lula (PT) afirmou nesta segunda-feira (25), em Brasília, que “a extrema-direita teme a educação, porque sabe que é onde nasce a consciência”, durante a abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. No pronunciamento, Lula defendeu que a educação seja tratada como instrumento central para aproximar Brasil, América Latina e África, especialmente diante de desafios como combate à fome, mudanças climáticas, transição energética, democratização da inteligência artificial e integração de cadeias produtivas.

O presidente lembrou que, na Cúpula de Líderes Celac-África, realizada em março, apresentou cinco eixos estruturantes para o relacionamento entre as regiões. Segundo ele, a superação desses desafios passa necessariamente pelo fortalecimento das universidades e da cooperação científica.

“A educação é ferramenta para a superação de todos esses desafios. Por isso, em várias partes do mundo a extrema-direita não tolera a autonomia das universidades. Querem calar professores e estudantes e coibir a diversidade. Negam a ciência, censuram as artes e transformam salas de aula em instrumento de dominação”, afirmou Lula. Em seguida, o presidente associou o pensamento crítico às lutas contra heranças coloniais e formas de discriminação. Para Lula, as universidades têm papel estratégico na defesa da democracia, da ciência e da diversidade.

“O pensamento crítico caminha lado a lado com a luta anticolonial e o combate ao racismo, à misoginia, à xenofobia e a todas as formas de discriminação”, declarou.

Lula também afirmou que as instituições de ensino superior continuarão sendo espaços de resistência diante de conflitos e violações. Ao citar Nelson Mandela, o presidente reforçou a educação como instrumento de transformação social. “As universidades seguirão como bastiões da resistência aos horrores cometidos em todas as guerras. A extrema-direita teme a educação porque sabe que é onde nasce a consciência. Nelson Mandela afirmava que essa é a arma mais poderosa para mudar o mundo”, disse. O presidente destacou que milhões de crianças e jovens africanos e latino-americanos ainda enfrentam barreiras para acessar a educação. Segundo ele, a falta de conexão adequada à internet, energia elétrica e ferramentas digitais aprofunda a exclusão em um mundo cada vez mais orientado pelo conhecimento e pela tecnologia.

Lula citou que apenas 9% dos jovens africanos ingressam em universidades. Ao comparar esse cenário com o Brasil do início dos anos 2000, afirmou que menos de 7% da população brasileira havia concluído o ensino superior naquele período.

“Foi preciso que um metalúrgico sem diploma universitário chegasse ao poder para mudar esse cenário de esquecimento”, afirmou.

O presidente disse que, em seus três mandatos e nos governos da presidenta Dilma Rousseff, foram criadas 20 universidades federais, 192 campi adicionais e 564 institutos tecnológicos. Ele também destacou a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira na educação básica, a ampliação do número de brasileiros com diploma universitário e o impacto das políticas de cotas. “Triplicamos o número de brasileiros com diploma universitário. Hoje este número chega a quase 22% da nossa população. Políticas de cotas transformaram a universidade em um espaço mais representativo da diversidade racial e social do nosso país”, disse Lula.

Ao tratar da cooperação com países africanos, o presidente mencionou a criação, em 2010, da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, que classificou como “uma verdadeira ponte viva sobre o Atlântico”.

Lula afirmou que a cooperação educacional entre países do Sul Global pode transformar realidades e ressaltou que já existem 235 acordos em vigor entre universidades brasileiras e africanas, abrangendo 38 países do continente. Segundo ele, o próximo passo é desenvolver o conceito de “universidades irmãs”, com o objetivo de ampliar a colaboração acadêmica, estimular a mobilidade estudantil e aprofundar parcerias. O presidente anunciou ainda que a Capes criará 2,6 mil bolsas para mestrandos e doutorandos africanos estudarem no Brasil por até dez meses. Para Lula, reforçar os programas de convênio de graduação e pós-graduação será essencial para consolidar a educação superior como um dos pilares da parceria estratégica entre Brasil e África.Na parte final do discurso, Lula defendeu o uso das tecnologias digitais para acelerar e baratear a cooperação acadêmica. Ele afirmou que o Brasil possui um dos maiores sistemas de ensino à distância do mundo e pode ampliar o intercâmbio universitário sem deslocamento geográfico ou custos para os alunos.

Desigualdade educacional impede repasse maior do Fundeb a 1.914 municípios

  Um em cada três municípios brasileiros não conseguiu cumprir o critério de redução das desigualdades raciais e socioeconômicas na aprendizagem exigido para ampliar o recebimento de recursos federais destinados à educação. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, com base em dados do Ministério da Educação (MEC), 1.914 cidades descumpriram a exigência

O critério é estabelecido pelo Valor Aluno Ano Resultado (VAAR), mecanismo criado no âmbito do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). O VAAR estipula condições para ampliar os repasses da União a estados e municípios. Atualmente, o governo federal dispõe de R$ 7,5 bilhões para distribuição por meio desse instrumento. 

A lista de critérios inclui:

  • Redução das desigualdades raciais e socioeconômicas de aprendizagem — item com maior índice de descumprimento entre os municípios;
  • Seleção de diretores escolares com base em critérios técnicos — descumprido por 10% das cidades;
  • Participação superior a 80% no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) — descumprido por 7%;
  • Regulamentação do repasse de parte da arrecadação do ICMS — descumprido por 2%;
  • Adoção de referenciais curriculares alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) — descumprido por 1%.

Impacto da redução das desigualdades educacionais

A reportagem também destaca um estudo do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas (Cedeplar), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que aponta os impactos da redução das desigualdades educacionaisA pesquisa, utilizada como referência pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, indica que, caso o Brasil eliminasse a desigualdade de aprendizagem entre estudantes brancos e negros no ensino médio, a renda da população dos municípios poderia crescer, em média, 11,1%. No ensino superior, a eliminação dessa diferença resultaria em um aumento estimado de 7% na renda

Estados também enfrentam dificuldades 

Em entrevista ao Estadão, a secretária do MEC, Zara Figueiredo, afirmou que atualmente apenas 11 estados cumprem o critério de redução das desigualdades raciais e socioeconômicasSegundo a secretária, o problema não está concentrado em um perfil específico de município: tanto cidades pequenas quanto grandes não conseguiram atender às exigências.

Diante da dificuldade de implementação das medidas, o MEC decidiu redistribuir 1.533 agentes de governança para apoiar as redes de ensino na promoção da equidade racial e socioeconômica. A iniciativa busca fortalecer a articulação entre as escolas e a gestão do ministério. Além disso, a pasta anunciou o repasse de R$ 115 milhões por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola Equidade (PDDE Equidade), destinado ao financiamento de ações voltadas à redução das desigualdades educacionais. O MEC também pretende disponibilizar guias e protocolos para auxiliar gestores escolares na implementação de políticas de equidade. 

Brasil 61

Mais de 500 mil pessoas se cadastram na plataforma MEC Livros; site empresta publicações gratuitamente

   A plataforma MEC Livros registrou a marca de 566 mil usuários cadastrados no sistema nacional de livros digitais acessíveis. O balanço, divulgado pelo Ministério da Educação nesta quarta-feira (22), indica a adesão de estudantes e professores à ferramenta que disponibiliza mais de 8 mil títulos gratuitos.

Disponível para qualquer pessoa que possua uma conta ativa no Gov.br, o site possui um acervo com obras de autores brasileiros e internacionais.

“O MEC Livros foi organizado a partir de critérios que valorizam a diversidade literária, cultural e linguística e conta com uma série de ferramentas voltadas para facilitar a experiência do usuário. Além de permitir a personalização da leitura e o uso de notificações automatizadas sobre as obras, o aplicativo separa os exemplares por categorias, que permitem uma navegação mais assertiva. A biblioteca digital conta com quase 20 editorias e gêneros, que vão de romance e ficção a histórias em quadrinhos e literatura de cordel”, diz o MEC. Os livros disponibilizados na plataforma podem ser lidos em até 14 dias. Depois disso, o usuário pode optar por renovar o empréstimo pelo mesmo prazo ou fazer a devolução da obra. Só é possível realizar um novo empréstimo após a devolução do livro que já está com o usuário.

Desde o início da operação do serviço, o sistema contabilizou a realização de 263 mil empréstimos de obras literárias.

Segundo dados do Ministério da Educação, o título com maior volume de acessos no período é a obra Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski, seguida por A Cabeça do Santo, de Socorro Acioli, e Sem Despedidas, de Han Kang.Seis obras de Itamar Vieira Júnior, autor de Torto Arado, estão no site do MEC Livros. Clássicos da literatura como Guimarães Rosa, Mário de Andrade, Carolina de Jesus e Lygia Fagundes Telles também. Bem como obras do rapper Emicida: Amoras e E foi assim que eu e a Escuridão ficamos amigas. O Ministério da Educação informou que o projeto visa à preservação do patrimônio literário e à integração de recursos tecnológicos ao ensino.  Sobre a operação do sistema, o órgão declarou que estão em andamento atualizações para permitir a devolução de exemplares digitais a qualquer momento e a habilitação automática dessa função após a conclusão de 90% da leitura. A leitura pode ser feita diretamente no aplicativo ou no navegador.

brasildefato

FNDE determina aplicação mínima de 45% dos recursos da merenda na agricultura familiar

   O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação publicou a Resolução nº 4/2026 com novas regras para a execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A norma amplia exigências para estados e municípios e determina que, no mínimo, 45% dos recursos federais destinados à merenda escolar sejam aplicados na compra de alimentos da agricultura familiar, com prioridade para comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas.A resolução também reforça critérios nutricionais. Os cardápios deverão ser elaborados por nutricionista responsável técnico, com restrição a alimentos ultraprocessados e limitação de açúcar, sal e gorduras, priorizando produtos in natura e minimamente processados, respeitando hábitos regionais e culturais.

Compras e pesquisa de preços

Nas aquisições via licitação, a modalidade obrigatória passa a ser o pregão eletrônico. Já para a definição de preços de referência, os gestores deverão utilizar painéis oficiais do governo federal, dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e cotações junto a fornecedores locais.A resolução reforça que os recursos do PNAE devem ser utilizados exclusivamente para a compra de alimentos, mesmo nos casos de terceirização do serviço de preparo das refeições. Outras despesas ficam a cargo dos estados e municípios.

Gestão e repasses

Os recursos são transferidos automaticamente pelo FNDE, sem necessidade de convênio, com base no número de estudantes informados no Censo Escolar. O cálculo considera o valor per capita por modalidade de ensino, 200 dias letivos e é feito pela fórmula VT = A x D x C (número de alunos, dias de atendimento e valor por estudante).Os repasses ocorrem em oito parcelas anuais, entre fevereiro e setembro. Os valores devem ser movimentados exclusivamente em conta específica do programa, aberta pelo FNDE, com pagamento eletrônico direto aos fornecedores.A norma detalha ainda regras para gestão centralizada e descentralizada. No modelo descentralizado, estados e municípios devem transferir os valores às unidades executoras das escolas em até cinco dias úteis após o recebimento.

Prestação de contas e fiscalização

A prestação de contas deverá ser feita por meio da plataforma BB Gestão Ágil, com acompanhamento do Conselho de Alimentação Escolar (CAE). O FNDE poderá suspender os repasses em casos de inadimplência, ausência de nutricionista responsável técnico ou irregularidades na execução.Os gestores respondem civil, penal e administrativamente por informações falsas ou uso indevido dos recursos. Em caso de irregularidades, qualquer cidadão pode apresentar denúncia à Ouvidoria do FNDE.A resolução também prevê auditorias anuais por amostragem, monitoramento permanente e possibilidade de bloqueio ou devolução de valores ao erário em caso de inconsistências.Durante situações de emergência ou calamidade pública, fica autorizada, de forma excepcional, a distribuição de kits de alimentos às famílias dos estudantes, mantendo os critérios nutricionais e a prioridade para alimentos frescos.

As novas regras já estão em vigor e devem ser observadas por estados, municípios e instituições federais que ofertam educação básica.

 Brasil 61

Escola em obras há quase quatro anos segue inacabada e alunos estão sem aulas

Ao entrar no pátio da Escola Doutor Maurício Martins de Albuquerque, o cenário é de abandono. O mato cresce sem controle, brinquedos estão destruídos e enferrujados, enquanto telhas e materiais de construção se acumulam em diferentes pontos do espaço.

De acordo com moradores da região, a reforma da unidade começou há quase quatro anos. Apesar de uma nova estrutura ter sido parcialmente erguida, a obra nunca foi concluída. A situação tem gerado revolta entre os pais de alunos, que denunciam as condições precárias enfrentadas pelos estudantes. “Nosso filho está estudando em condições muito ruins. Quando chove, não tem aula porque a escola alaga. Já procuramos o prefeito, e disseram que a Secretaria de Educação iria verificar, mas até agora nada foi resolvido”, relatou um responsável.Enquanto a obra segue sem previsão de conclusão, as aulas vinham sendo realizadas em espaços improvisados na quadra de esportes. No entanto, em 2026, os estudantes sequer chegaram a iniciar o ano letivo. Segundo a comunidade escolar, desde dezembro do ano passado aguardam um posicionamento sobre a retomada das atividades. Quatro meses depois, os alunos continuam sem aulas.Na parte de trás da escola, a situação também preocupa. Moradores afirmam que o local sofre com alagamentos frequentes e, mesmo sem chuva, há acúmulo de água. A quadra de esportes, utilizada como alternativa para as aulas, apresenta sinais de deterioração, com partes do teto comprometidas.Segundo relatos, a estrutura foi adaptada para permitir a entrada de um contêiner usado como sala improvisada, o que teria agravado ainda mais os problemas no espaço.Diante do cenário, pais cobram respostas das autoridades. “Não recebemos nenhum retorno da prefeitura nem da direção da escola. Apenas dizem para enviar ofício à Secretaria de Educação, mas nada é resolvido”, afirmou outro responsável. A comunidade segue aguardando uma solução para garantir o retorno das aulas e melhores condições para os alunos.

Pé-de-Meia evita que 1 em cada 4 jovens abandone o ensino médio, diz estudo

247 – Um estudo inédito aponta que o programa Pé-de-Meia, criado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2024, tem impacto significativo na permanência de estudantes no ensino médio. De acordo com a pesquisa, um em cada quatro jovens que abandonaria os estudos decide permanecer na escola por causa do incentivo financeiro oferecido pela política pública. As informações são da Folha de São Paulo. Os dados são do levantamento do Centro de Evidências da Educação Integral — iniciativa formada pelo Insper, Instituto Sonho Grande e Instituto Natura — que analisa o efeito de bolsas educacionais sobre a evasão escolar no Brasil.O programa federal concede pagamentos mensais a estudantes do ensino médio provenientes de famílias em situação de vulnerabilidade. Além do auxílio regular, os alunos recebem bonificações depositadas em uma poupança ao concluir cada ano letivo, além de um valor adicional para quem participa do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O custo anual da política pública é estimado em R$ 12 bilhões.

Impacto na evasão escolar

Segundo os pesquisadores, a taxa de evasão escolar entre estudantes vulneráveis seria de 26,4% na ausência do programa. Com a implementação do Pé-de-Meia, esse índice cai para 19,9%, o que representa uma redução média de 6,5 pontos percentuais em todo o país.O impacto, entretanto, varia entre as unidades da federação. O Ceará apresenta o melhor resultado, com redução de 10 pontos percentuais na evasão escolar. Já o Paraná registra o menor efeito, com queda de 4,4 pontos percentuais.

O estudo também conclui que o programa tende a gerar resultados mais expressivos em locais onde a vulnerabilidade social das famílias é maior. Ainda assim, os pesquisadores observam que estados com taxas mais altas de abandono escolar antes do programa não necessariamente apresentam as maiores reduções após sua implementação. Apesar dessas diferenças regionais, todos os estados analisados registraram impacto acima do mínimo necessário para que a política pública seja considerada economicamente vantajosa. Os especialistas estimaram que uma redução de 2,5 pontos percentuais já seria suficiente para justificar os custos do programa.

Avaliação antecipada da política

Como o Pé-de-Meia foi lançado recentemente, ainda não há dados completos sobre seus resultados concretos ao longo de todo o ciclo do ensino médio. Por isso, os pesquisadores adotaram uma metodologia conhecida como avaliação de impacto ex-ante, que projeta os efeitos da política antes de sua consolidação, com base em evidências sobre como estudantes reagem a incentivos financeiros.Os resultados do estudo serão publicados no livro “Bolsas de estudo e evasão: avaliação de impacto ex-ante”, lançado nesta sexta-feira (13). A obra é assinada por Ricardo Paes de Barros, Laura Muller Machado, Samuel Franco e Laura de Abreu.

Bolsa ajuda, mas não resolve tudo

Para a pesquisadora Laura Muller Machado, uma das autoras do estudo, os dados indicam que programas de incentivo financeiro funcionam, mas não são capazes de resolver sozinhos o problema da evasão escolar.“Esse tipo de programa não é uma bala de prata. A evidência internacional já mostrou, isso não é uma panaceia. Ele vai resolver a depender do desenho e do contexto, de implementação e dos beneficiários”, afirmou.

Ela explica que fatores como oportunidades de trabalho e necessidades familiares também influenciam a decisão de continuar ou abandonar os estudos.

“O que a gente encontrou para o Brasil é que, a cada quatro jovens que iriam evadir, um deles deixa de evadir por causa do Pé-de-Meia. Tem um segundo que posterga a evasão. Ele evade, talvez não mais no primeiro, mas no segundo ou no terceiro ano. Isso quer dizer que esse jovem poderia ser trabalhado de uma maneira especial. E os outros dois não alteram a sua decisão. Agora, se aumentar essa bolsa para um valor maior, não gera um retorno diferente do que a gente está encontrando”, acrescenta.

Possíveis aprimoramentos no programa

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FNDE determina aplicação mínima de 45% dos recursos da merenda na agricultura familiar

   O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação publicou a Resolução nº 4/2026 com novas regras para a execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A norma amplia exigências para estados e municípios e determina que, no mínimo, 45% dos recursos federais destinados à merenda escolar sejam aplicados na compra de alimentos da agricultura familiar, com prioridade para comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas.

A resolução também reforça critérios nutricionais. Os cardápios deverão ser elaborados por nutricionista responsável técnico, com restrição a alimentos ultraprocessados e limitação de açúcar, sal e gorduras, priorizando produtos in natura e minimamente processados, respeitando hábitos regionais e culturais.

Compras e pesquisa de preços

Nas aquisições via licitação, a modalidade obrigatória passa a ser o pregão eletrônico. Já para a definição de preços de referência, os gestores deverão utilizar painéis oficiais do governo federal, dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e cotações junto a fornecedores locais. A resolução reforça que os recursos do PNAE devem ser utilizados exclusivamente para a compra de alimentos, mesmo nos casos de terceirização do serviço de preparo das refeições. Outras despesas ficam a cargo dos estados e municípios.

Gestão e repasses

Os recursos são transferidos automaticamente pelo FNDE, sem necessidade de convênio, com base no número de estudantes informados no Censo Escolar. O cálculo considera o valor per capita por modalidade de ensino, 200 dias letivos e é feito pela fórmula VT = A x D x C (número de alunos, dias de atendimento e valor por estudante).Os repasses ocorrem em oito parcelas anuais, entre fevereiro e setembro. Os valores devem ser movimentados exclusivamente em conta específica do programa, aberta pelo FNDE, com pagamento eletrônico direto aos fornecedores.A norma detalha ainda regras para gestão centralizada e descentralizada. No modelo descentralizado, estados e municípios devem transferir os valores às unidades executoras das escolas em até cinco dias úteis após o recebimento.

Prestação de contas e fiscalização

A prestação de contas deverá ser feita por meio da plataforma BB Gestão Ágil, com acompanhamento do Conselho de Alimentação Escolar (CAE). O FNDE poderá suspender os repasses em casos de inadimplência, ausência de nutricionista responsável técnico ou irregularidades na execução.Os gestores respondem civil, penal e administrativamente por informações falsas ou uso indevido dos recursos. Em caso de irregularidades, qualquer cidadão pode apresentar denúncia à Ouvidoria do FNDE.A resolução também prevê auditorias anuais por amostragem, monitoramento permanente e possibilidade de bloqueio ou devolução de valores ao erário em caso de inconsistências.Durante situações de emergência ou calamidade pública, fica autorizada, de forma excepcional, a distribuição de kits de alimentos às famílias dos estudantes, mantendo os critérios nutricionais e a prioridade para alimentos frescos. As novas regras já estão em vigor e devem ser observadas por estados, municípios e instituições federais que ofertam educação básica.

Brasil 61

Piso nacional do magistério é fixado em R$ 5,1 mil

    O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta sexta-feira, 30 de janeiro, a Portaria nº 82/2026, que divulga o valor do piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica no valor de R$ 5.130,63. A medida é válida para professores com jornada de 40 horas semanais e possui efeitos financeiros a partir de janeiro de 2026. O vencimento das demais jornadas de trabalho deve ser proporcional ao piso estabelecido.  Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, a atualização reforça o compromisso do governo federal com a valorização dos profissionais da educação. “É um ganho real para os professores no ano de 2026. Nenhum professor nesse país, com 40 horas de trabalho, pode ganhar menos que isso. É uma conquista dos professores e um compromisso do presidente Lula”, afirmou. 

É um ganho real para os professores no ano de 2026. Nenhum professor nesse país, com 40 horas de trabalho, pode ganhar menos que isso.” Camilo Santana, ministro da Educação 

A atualização representa um aumento de 5,4% em relação ao valor vigente em 2025, que era de R$ 4.867,77, garantindo ganho real acima da inflação do ano anterior. O aumento do piso, que pela regra anterior seria de R$ 18, passou a ser de R$ 262,86, com base em nova metodologia de cálculo estabelecida pela Medida Provisória nº 1.334/2026, assinada em 21 de janeiro pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado do ministro da Educação. 

O novo cálculo resulta da soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior com 50% da média da variação percentual da receita real, também baseada no INPC, relativa à contribuição de estados, do Distrito Federal e dos municípios ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), considerando os cinco anos anteriores à atualização. 

As remunerações dos profissionais da educação básica são pagas pelas redes de ensino de estados e municípios com recursos do Fundeb e complementações da União. Cada ente federado deverá oficializar o novo valor do piso por meio de norma própria. 

   Imposto de Renda – Além da atualização do piso, os profissionais da educação também passarão a pagar menos imposto de renda. Em 2025, com o piso de R$ 4.867,77, o desconto mensal era de cerca de R$ 283,14. Com o novo valor de R$ 5.130,63 em 2026 e a ampliação da faixa de isenção do imposto de renda, o valor retido na fonte caiu para aproximadamente R$ 46,78 por mês, mesmo com o aumento do salário — uma diminuição de 83,5%. A combinação das duas políticas resulta em um aumento líquido de R$ 499,22 da remuneração dos professores que recebem o piso. A mudança reforça a política de valorização do magistério. 

Contexto – A Medida Provisória nº 1.334/2026 adequou a Lei do Piso (Lei nº 11.738/2008) às mudanças introduzidas pela Emenda Constitucional nº 108, que instituiu o novo Fundeb. A atualização buscou assegurar, no mínimo, a manutenção do poder de compra dos professores e promover ganho salarial real, em consonância com a meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que trata da valorização dos profissionais do magistério das redes públicas de educação básica.  

A alteração da legislação foi resultado de um amplo processo de diálogo conduzido pelo MEC com entidades educacionais, como o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), além de entidades representativas de prefeituras. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva   

Projeto isenta professores de Imposto de Renda para salários de até R$ 10 mil

Tramita no Senado o projeto que prevê isenção de Imposto de Renda para professores com remuneração mensal de até R$ 10 mil, com benefício aplicado exclusivamente à renda proveniente da atividade docente (PL 5143/2025). A proposta é do senador Fabiano Contarato (PT-ES) e estipula compensação da renúncia fiscal com recursos da tributação sobre apostas on-line, as chamadas bets.

Transcrição
A profissão de professor tem um dos salários mais baixos entre as carreiras de nível superior no Brasil. De  acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, rede internacional que reúne 38 países, o salário mínimo de um professor no Brasil é 47% menor do que a média dos países que compõem o grupo. A realidade pesa na rotina de quem tenta seguir na sala de aula. A professora Jéssica Pereira afirma que, muitas vezes, a saída é acumular cargos para garantir uma renda mínima e lidar com o custo dos impostos. (Jéssica Pereira) “O professor, principalmente, é a profissão no qual tem o salário mais baixo em todas as profissões de nível superior aqui no Brasil. Ou seja, o professor ganha muito pouco. Muitas vezes o professor precisa acumular cargos para poder ter uma vida mais digna. Todo mês é 1.500, 1.600 de imposto de renda. muitos já me questionaram e eu mesmo me questiono se vale a pena eu continuar acumulando cargos” Está no Senado um projeto que propõe isenção de Imposto de Renda para professores que ganham até 10 mil reais por mês, considerando apenas a remuneração proveniente da atividade docente. A proposta é do senador Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo, e prevê que a renúncia fiscal seja compensada com recursos da tributação sobre apostas on-line, as chamadas bets. O senador, que já foi professor, defendeu que a medida pode ajudar a valorizar a carreira e estimular a permanência de profissionais qualificados no magistério, tanto na educação básica quanto no ensino superior. (senador Fabiano Contarato) “Eu lembro que toda vez que eu entrava em sala de aula, desde 1999, eu via o brilho no olhar dos alunos. A nossa relação sempre foi de troca, de respeito, isenção de imposto de renda para todo professor da rede pública, privada, da educação básica ao ensino superior e ganhar até 10 mil reais. É mais uma forma de você valorizar e transformar o sonho em realidade.” O projeto que isenta os professores do imposto de renda ainda vai passar pelas comissões do Senado. 

12.senado.leg.br

PDDE Equidade: Pernambuco receberá investimento de R$ 18,6 milhões

   Ministério da Educação (MEC) prevê investimento de R$ 18.610.460,00 para o estado de Pernambuco, no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) Equidade, até 2026. Ao todo, 1.391 escolas de 184 municípios pernambucanos estão elegíveis à iniciativa. O PDDE Equidade busca melhorar a qualidade da oferta do ensino e a infraestrutura física e pedagógica de escolas da educação básica, com atenção àquelas em situação de maior vulnerabilidade. As redes de ensino têm até o dia 6 de junho para aderir ao programa, por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). Os valores a serem repassados serão divididos pelas três frentes do programa: PDDE Sala de Recursos Multifuncionais (SRM), que apoia a educação especial inclusiva; PDDE Água, Esgotamento Sanitário e Infraestrutura nas Escolas do Campo, Indígenas e Quilombolas, que promove melhorias estruturais nessas unidades; e PDDE Diversidades, que visa à implementação das diretrizes curriculares nacionais em dez linhas temáticas.  

Nesse ciclo, os recursos se destinam às modalidades: educação especial; educação do campo; educação escolar indígena; educação escolar quilombola; educação para as relações étnico-raciais; educação bilíngue de surdos; e educação de jovens de adultos.  

Brasil – Até 2026, o PDDE Equidade vai repassar R$ 1,3 bilhão a unidades de ensino de todo o Brasil.  A previsão para este ano é de um repasse de R$ 378,5 milhões para os 26 estados e o Distrito Federal. O maior volume de recursos irá para a região Nordeste (R$ 234,9 milhões), seguida pelo Norte (R$ 85,4 milhões); Sudeste (R$ 43,2 milhões); Centro-Oeste (R$ 12,3 milhões); e Sul (R$ 2,6 milhões).

Os valores que cada unidade recebe variam conforme o número de estudantes e o programa aderido. Há distinção entre recursos de custeio, que incluem despesas operacionais e recursos de capital, que englobam investimentos em bens duráveis e infraestrutura.  

O PDDE Equidade tem como objetivos estratégicos aprimorar as condições de oferta, a infraestrutura física e as práticas pedagógicas das escolas; promover a equidade, a inclusão e a superação das desigualdades educacionais; e reconhecer as diversidades.  

Critérios – Para participar do programa, é preciso que a escola tenha uma Unidade Executora Própria (UEx) e esteja listada como elegível pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC. A lista de escolas aptas está disponível na página do PDDE Equidade. Os critérios técnicos e orçamentários usados para a seleção dessas unidades de ensino podem ser consultados no Anexo I da Resolução nº 17/2025, que regulamenta esse ciclo do programa.  A adesão ao programa pode ser realizada pelo Simec em duas etapas: adesão pelas secretarias estaduais e municipais de educação (Entidades Executoras – EEx) e adesão das UEx representativas das escolas indicadas pela Secadi.   

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi   

Projeto busca liberar recursos do FNDE parados em estados e municípios para projetos educacionais

  O Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 153/24 autoriza a transposição e a transferência de saldos financeiros parados em contas de estados e municípios oriundos de repasses anteriores do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para usos exclusivamente relacionados à área educacional.De autoria do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), o projeto tem o objetivo de flexibilizar o uso desses recursos ociosos de repasses do FNDE de anos anteriores para sua aplicação na educação, semelhante ao que foi feito na área da saúde com a Lei Complementar 172/2020. A Constituição Federal exige que realocações orçamentárias desta natureza (transposição e transferência de recursos) sejam autorizadas por lei.O autor do projeto explica que recursos repassados em acordos ou convênios com o governo federal ocasionalmente acabam parados nas contas de governos estaduais e municipais, quando as metas e compromissos firmados no acordo que originou os repasses são atingidos antes do prazo esperado.O texto do PLP afirma que os estados e municípios que realizarem essas operações deverão reportar ao Conselho de Educação, comprovar a utilização dos recursos na prestação de contas e comunicar a nova destinação dos recursos ao FNDE.

Aprovado no Senado Federal em dezembro do ano passado, o PLP está em análise na Comissão de Educação (CE) da Câmara dos Deputados e aguarda o parecer da relatora, deputada Duda Salabert (PDT-MG), para passar às comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça (CCJ). Caso aprovado, o texto deverá seguir para apreciação em Plenário.
Brasil 61

Piso dos professores pode ter reajuste de até 4% após Fundeb atingir valor recorde em 2026; entenda

  O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) caminha para atingir um volume histórico de recursos em 2026. As projeções indicam que o fundo pode alcançar cerca de R$ 370 bilhões, o maior valor desde sua criação. O crescimento reforça o papel do Fundeb como principal base de financiamento da educação pública no Brasil e reacende discussões sobre salários de professores, investimentos em escolas e ampliação de políticas educacionais em estados e municípios.

Reajuste do piso dos professores

Com a projeção recorde para 2026, cresce também a expectativa em torno do reajuste do piso salarial nacional dos professores. Apesar disso, especialistas e gestores reforçam que o valor total do Fundeb não determina, de forma direta, o aumento do piso. A legislação define uma fórmula específica para o cálculo do reajuste anual, o que impede uma correlação automática entre o montante global do fundo e os salários do magistério. piso salarial dos professores segue uma regra prevista em lei que considera a variação do Valor Anual Mínimo por Aluno, conhecido como VAAF. O cálculo compara os dois últimos anos consolidados desse indicador, que reflete quanto o Fundeb garante, no mínimo, por estudante matriculado. Assim, mesmo que o fundo como um todo cresça de forma expressiva, o reajuste do piso depende do comportamento desse valor específico.

Projeções

Nos últimos anos, o piso nacional apresentou reajustes moderados. Em 2024, o valor ficou fixado em R$ 4.580,57. Para 2025, a atualização girou em torno de 3,62%, levando o piso para aproximadamente R$ 4.745. Esses percentuais ajudam a projetar cenários possíveis para 2026, considerando o aumento esperado do Fundeb e a tendência de crescimento do VAAF. Com o fundo ultrapassando a marca dos R$ 370 bilhões em 2026, o cenário mais realista hoje aponta para um reajuste que deve variar entre 2% e 4%, desde que não ocorram mudanças na fórmula legal de cálculo. Caso o aumento fique próximo de 2%, o piso nacional poderia alcançar algo em torno de R$ 4.840. Se a variação chegar a 3%, o valor estimado sobe para cerca de R$ 4.885. Em um cenário mais favorável, com reajuste de 4%, o piso poderia se aproximar de R$ 4.935.

Entre técnicos da área e gestores educacionais, a estimativa média mais citada situa o piso de 2026 entre R$ 4.850 e R$ 4.900. Essa projeção considera um crescimento moderado do VAAF e a manutenção das regras atuais. O debate sobre o reajuste ganha relevância porque impacta diretamente os orçamentos estaduais e municipais, que precisam se planejar para cumprir o piso e, ao mesmo tempo, manter outros serviços essenciais. O crescimento do Fundeb também amplia o espaço para discussões sobre concursos públicos na educação. Com mais recursos disponíveis, redes de ensino avaliam a possibilidade de recompor quadros de professores, reduzir contratos temporários e fortalecer equipes pedagógicas. A valorização salarial aparece, nesse contexto, como parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento da educação básica

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Fundeb 2026: publicadas as estimativas de receita que devem orientar o planejamento municipal

As estimativas de receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para o exercício de 2026 foram divulgadas pela Portaria Interministerial 14, de 29 de dezembro 2025, publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 31 de dezembro de 2025. Para 2026, a receita total estimada é de R$ 370,3 bilhões, dos quais R$ 301,1 bilhões correspondem às contribuições dos Estados, Distrito Federal (DF) e Municípios e R$ 69,2 bilhões de complementação da União, que corresponde a 23% do montante que Estados, DF e Municípios contribuem para o Fundeb. A receita total estimada do Fundeb aumentou cerca de 9,5%, em relação à última estimativa do Fundeb 2025, divulgada pela Portaria Interministerial Interministerial 13, de 29 de dezembro de 2025. O valor anual mínimo por aluno Fundeb (VAAF-MIN) nacional para o próximo ano é de R$ 5.962,79; e o valor aluno ano total mínimo nacional (VAAT-MIN) foi estabelecido em R$ 10.194,38.

Complementações da União
Em 2026, o percentual de complementação da União atingirá seu valor máximo de 23% e contemplará cerca de 4 mil Municípios. A complementação segue sendo repassada em três modalidades:

1ª. Complementação-VAAF-Valor Aluno Ano Fundeb (10%): estimada em R$ 30,1 bilhões. Esses recursos beneficiarão 10 Estados e os seus 1.849 Municípios: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio de Janeiro.2ª. Complementação-VAAT-Valor Aluno Ano Total (10,5%): estão previstos R$ 31,6 bilhões. Em 2026, serão beneficiados 2.479 Municípios em 26 Estados. Duas redes estaduais de ensino serão beneficiadas com esses recursos, a do Maranhão e do Piauí.3ª. Complementação-VAAR-Valor Aluno Ano Resultado (2,5%): será de R$ 7,5 bilhões, beneficiando 3.034 redes de ensino, sendo 3.025 redes municipais nos 26 Estados e nove redes estaduais (Alagoas, Amazonas, Goiás, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná e Sergipe).Em 2025, 136 Entes que receberam a complementação VAAR deixarão de receber esses recursos em 2026; por outro lado, 328 passarão a ser contemplados. Quanto à complementação VAAT, 179 Entes não terão mais esse repasse, enquanto 286 Municípios que não foram beneficiados no exercício anterior passarão a receber os recursos neste ano. Diante desse novo cenário, é fundamental que os Entes federativos estejam atentos às regras específicas de aplicação dos recursos, a fim de assegurar sua correta utilização e o cumprimento da legislação vigente.

Alerta
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que as atuais regras do Fundeb impõem a necessária observância do seu funcionamento a cada portaria interministerial publicada, especialmente em relação às estimativas e correta aplicação dos recursos do Fundeb para 2026.

Ressalta-se ainda que a Emenda Constitucional 135/2024 estabelece que, a partir de 2026, 4% da receita de impostos de Estados e Municípios do Fundeb seja destinado para o fomento de novas matrículas em tempo integral. Ainda não há regulamentação sobre essa nova vinculação do Fundeb, entretanto, a CNM espera que o conceito de “criação” de novas matrículas considere as particularidades dos Entes visto que há Municípios sem demanda por tempo integral ou que já atenderam a demanda e, ainda, os que possuem diversos dificultadores para ampliar a jornada escolar.

A CNM esclarece ainda que, para 2026, serão aplicados o Nível Socioeconômico (NSE), já utilizado em anos anteriores, e a Disponibilidade de Recursos Vinculados à Educação (DRec) como ponderadores das matrículas utilizadas na distribuição dos recursos do Fundeb, tanto para a redistribuição interestadual dos recursos do Fundo como para a complementação da União. Os indicadores por Ente federado foram divulgados na Resolução 20, de 19/12/2025 do MEC, publicada dia 23 de dezembro de 2025.

cnm

Congresso aprova corte de quase R$ 500 milhões em orçamento das universidades federais para 2026; entidade fala em ‘quadro crítico’

   O orçamento das universidades federais terá um corte total de quase R$ 500 milhões em 2026. A informação é da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que avaliou o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) aprovado pelo Congresso para o ano que vem. De acordo com a entidade, o valor representa uma redução de 7,05% nos recursos discricionários — referente às despesas não obrigatórias, como contas de luz, de água, bolsas acadêmicas, insumos de pesquisa, compra de equipamentos, etc. — das instituições. O resultado é o agravamento de “um quadro já crítico.” Inicialmente, a projeção do Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) para 2026 previa R$ 6,89 bilhões em verba para as 69 universidades federais. No entanto, o projeto aprovado pelo Congresso na sexta-feira (19) detalhou um corte de R$ 488 milhões no valor, deixando cerca de R$ 6,43 bilhões para o próximo ano.

Prédio da Universidade Federal do Piauí em 2025 — Foto: Lívia Ferreira / g1

Prédio da Universidade Federal do Piauí em 2025 — Foto: Lívia Ferreira / g1

Em nota, a Andifes afirma que o corte atinge “todas as ações orçamentárias essenciais ao funcionamento da rede federal de ensino superior.” Um dos principais alvos do corte é a assistência estudantil, que, segundo a entidade, é uma área estratégica para a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, e compromete diretamente a implementação da nova Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES). Apenas nessa ação, o corte alcançou aproximadamente R$ 100 milhões, o equivalente a uma redução de 7,3%, comprometendo diretamente a implementação da PNAES (…), e colocando em risco avanços recentes na democratização do acesso e da permanência no ensino superior público.

UFRJ, maior universidade do país, vive crise financeira — Foto: Reprodução/TV Globo

UFRJ, maior universidade do país, vive crise financeira — Foto: Reprodução/TV Globo

Confira a íntegra da nota

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) manifesta profunda preocupação com os cortes promovidos pelo Congresso Nacional no orçamento das Universidades Federais durante a tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. De acordo com análise preliminar realizada pela Andifes, o orçamento originalmente previsto no PLOA 2026 para as 69 universidades federais sofreu um corte total de R$ 488 milhões, o que representa uma redução de 7,05% nos recursos discricionários das instituições. Esses cortes incidiram de forma desigual entre as universidades e atingiram todas as ações orçamentárias essenciais ao funcionamento da rede federal de ensino superior. A situação é ainda mais grave no que se refere à assistência estudantil, área estratégica para a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Apenas nessa ação, o corte alcançou aproximadamente R$ 100 milhões, o equivalente a uma redução de 7,3%, comprometendo diretamente a implementação da nova Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), instituída pela Lei nº 14.914/2024, e colocando em risco avanços recentes na democratização do acesso e da permanência no ensino superior público. Os cortes aprovados agravam um quadro já crítico. Caso não haja recomposição, o orçamento das Universidades Federais em 2026 ficará nominalmente inferior ao orçamento executado em 2025, desconsiderando os impactos inflacionários e os reajustes obrigatórios de contratos, especialmente aqueles relacionados à mão de obra. O quadro se torna ainda mais preocupante diante de cortes semelhantes ocorridos nos orçamentos da Capes e do CNPq. Estamos, portanto, em um cenário de comprometimento do pleno desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão nas Universidades Federais, de ameaça à sustentabilidade administrativa dessas instituições e à permanência dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A restrição orçamentária também impõe entraves à continuidade do desenvolvimento científico e, portanto, à soberania nacional.

A Andifes reconhece e valoriza o diálogo mantido com o Ministério da Educação, que tem demonstrado sensibilidade em relação à gravidade do cenário orçamentário. No entanto, reafirma que os cortes aprovados pelo Congresso Nacional exigem ações imediatas de recomposição, sob pena de comprometer o funcionamento regular das Universidades Federais e limitar o papel estratégico dessas instituições no desenvolvimento científico, social e econômico do país. A Andifes seguirá atuando de forma firme e articulada junto ao Governo Federal e ao Congresso Nacional em defesa da recomposição do orçamento das Universidades Federais e da pesquisa científica nacional, da valorização da educação superior pública e do cumprimento do compromisso constitucional do Estado brasileiro com a ciência, a educação e a redução das desigualdades sociais e regionais.

g1

Governo do Brasil investe R$ 39 bilhões em quase 2 mil projetos de educação, saúde e saneamento básico

Resultado das seleções foi anunciado durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília – Foto: Ricardo Stuckert / PR

Mais de R$ 39 bilhões, entre recursos federais e financiamentos a juros reduzidos, serão repassados a estados, municípios e prestadores públicos, filantrópicos e privados para investirem em obras e equipamentos nas áreas de educação, saúde, água e esgoto. O combo de investimentos do Governo do Brasil foi divulgado nesta quarta-feira (10), em cerimônia no Palácio do Planalto que marca o anúncio dos resultados de quatro editais de chamamento público no âmbito do Novo PAC.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a diversidade de entregas até o momento em áreas que vão desde a infraestrutura e obras de transporte até a inclusão social e geração de empregos. “No Brasil, nunca houve planejamento de Estado. E nós começamos a mudar isso quando pensamos na criação do primeiro PAC, porque era importante começar o governo sabendo o que tinha para fazer. O PAC dá a oportunidade de governar o país pensando no que é a necessidade primária e principal das pessoas”, disse. Do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) foram autorizados R$ 28,1 bilhões em financiamento para 1.701 propostas de aquisição de ônibus escolares e construção ou ampliação de creches, escolas, quadras de esportes, UBS, UPAs, Centros Centro de Atenção Psicossocial (CAPs), policlínicas, maternidades, hospitais, entre outros empreendimentos. Com o FIIS Saúde, 1.119 municípios serão beneficiados em todas as unidades da Federação, exceto em Roraima, que não enviou proposta. Além disso, houve 233 propostas autorizadas para instituições públicas, filantrópicas e privadas. Na educação 1.129 municípios de 25 estados estão autorizados a contratarem o financiamento. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, informou que 100% dos municípios e estados que apresentaram propostas foram atendidos na seleção. “Ao longo desses três anos, nós substituímos a perseguição a prefeitos e governadores pela mão estendida, por convidar para vir no Palácio, nos ministérios e nos bancos para assinar contratos e executar creches, policlínicas, hospitais, obras de infraestrutura, rodovias, ferrovias. Enfim, para cuidar de gente e cuidar das pessoas”, afirmou.A partir de agora, os proponentes estão autorizados a procurar o BNDES e instituições financeiras credenciadas para iniciar a análise dos projetos e formalizar o pedido de crédito. Os financiamentos contarão com carência de 24 meses e prazo de até 20 anos para pagamento. O objetivo do FIIS é viabilizar projetos de infraestrutura social em todo o país, investindo R$ 18 bilhões em financiamento de obras e equipamentos ainda em 2025 e outros R$ 10 bilhões em 2026. Deste total, R$ 18,4 bilhões estão autorizados para a área de saúde e R$ 9,7 bilhões para a educação.

Novo PAC Seleções

Durante a cerimônia também foram anunciados três resultados do Novo PAC Seleções 2025. Na modalidade de Abastecimento de Água em Áreas Urbanas, são R$ 5 bilhões em financiamento para ampliação do acesso e na melhoria da qualidade dos serviços. As 69 propostas estaduais e municipais contempladas vão beneficiar, ao todo, 86 municípios de 10 estados diferentes.  Para o Abastecimento de Água em Áreas Ruraiso investimento federal chega a R$ 644,8 milhões, englobando 153 propostas de 12 estados, atendendo 153municípios distintos. Nas duas seleções foram priorizadas as cidades com maiores déficits em abastecimento de água, contribuindo assim para a melhoria significativa da qualidade de vida das pessoas. Na área de Esgotamento Sanitário, são R$ 5,6 bilhões em financiamento para 66 propostas habilitadas, cujo anúnciocontempla 53 municípios de 11 estados distintos. Os empreendimentos vão elevar a cobertura de água e esgoto nos municípios, diminuindo fatores de risco às doenças, insalubridade e degradação ambiental, também garantindo melhor qualidade ao dia a dia da população.Com a habilitação das propostas pelo Novo PAC Seleções 2025, os estados e municípios devem apresentar a documentação técnica necessária aos agentes financeiros para a análise de viabilidade, incluindo avaliação de risco/endividamento e os projetos de engenharia. Com a validação, as propostas passam para a etapa de análise final, sob responsabilidade do Ministério das Cidades. Esse é o segundo anúncio do Novo PAC Seleções nessas modalidades. Na etapa anterior, o valor de investimento nas mesmas áreas foi de R$ 6,5 bilhões, sendo R$ 5,2 bilhões do Orçamento Geral da União (OGU) e R$ 1,3 bilhões em financiamento. Em 2023, os recursos para a modalidade de abastecimento urbano somaram R$ 2,8 bilhões para 210 propostas contratadas enquanto o Governo do Brasil destinou R$ 400 milhões para espaços rurais. Em esgotamento sanitário foram 167 propostas contratadas, cujo valor de financiamento supera os R$ 3,3 bilhões.

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Ministérios das Comunicações, da Educação e BNDES investem R$ 53 milhões para levar internet a 1,2 mil escolas no Norte e Nordeste

  Edital contempla escolas nos estados do Pará, Maranhão, Ceará, Pernambuco e Bahia. Foto: Layo Stambassi/MCom

  Os ministérios da Educação (MEC), das Comunicações (MCom) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançaram, na terça-feira, 2 de dezembro, a segunda seleção pública de projetos para o programa BNDES Fust Escolas Conectadas, que também faz parte das metas do Novo Programa de Aceleração do Crescimento. O edital, disponível no portal do programa, disponibiliza R$ 53,3 milhões em recursos não reembolsáveis do Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações (Fust) para conectar 1.258 escolas públicas do Norte e Nordeste, ampliando o acesso de cerca de 410 mil estudantes à conectividade significativa. A iniciativa integra o esforço do Governo do Brasil para universalizar a conectividade educacional por meio da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), combinando expansão de infraestrutura, contratação de serviços e monitoramento contínuo da qualidade. O novo edital levará infraestrutura de conectividade para 392 escolas do Pará (Lote A), 368 no Maranhão e no Ceará (Lote B) e 498 em Pernambuco e na Bahia (Lote C). Elaboradas em conjunto pelo MEC, o MCom e a Casa Civil da Presidência da República, as diretrizes do edital foram submetidas à aprovação do Comitê Gestor do Fust. “A internet adequada em sala de aula é uma condição para garantir que todos os estudantes tenham as mesmas oportunidades de aprender e se desenvolver. Com este novo edital, avançamos na atuação integrada do governo para levar infraestrutura de qualidade às escolas que mais precisam, especialmente no Norte e Nordeste. A Enec organiza essa visão sistêmica — que reúne infraestrutura, formação de professores, uso pedagógico e monitoramento — para transformar tecnologia em aprendizagem e combater desigualdades que são históricas no país”, ressaltou o ministro da Educação, Camilo Santana.

Com o novo investimento, o conjunto das duas seleções alcançará quase 1 milhão de alunos beneficiados. A primeira seleção, lançada em 2023, destinou R$ 60 milhões para conectar 1,5 mil escolas e, até a última semana, contava com 824 unidades conectadas.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou que o Fust foi destravado em 2023 e passou a apoiar projetos para ampliar a infraestrutura de telecomunicações no país, em especial para locais que não eram atendidos pela iniciativa privada. “Este segundo edital é mais um passo fundamental para atingirmos, até o final do próximo ano, a nossa meta de levar conectividade significativa para as salas de aulas de todas as escolas do nosso país. É um projeto muito ambicioso e necessário para que a internet seja utilizada para fins pedagógicos. A educação precisa caminhar junto à inclusão digital dos alunos”, afirmou.

As escolas atendidas pela seleção estão localizadas em áreas com presença de fibra óptica, mas que ainda não dispõem de conectividade adequada para fins pedagógicos. A seleção pública financiará a implementação completa das redes externas e internas, incluindo cabeamento, switches, roteadores, wi-fi de alta capacidade, além do serviço de conexão por 24 meses e manutenção integral do sistema, garantindo continuidade e confiabilidade do uso pedagógico em sala de aula

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou que a inclusão digital de estudantes da rede pública é condição essencial para garantir igualdade de oportunidades e fortalecer o futuro do país. “Com esta segunda seleção de projetos, o BNDES segue expandindo o alcance do Fust nas duas regiões brasileiras que apresentam os piores indicadores de conectividade, levando o acesso à internet de banda larga a mais 1.200 escolas”.

O BNDES ficará responsável pelo processo de seleção e o acompanhamento das entregas de instalação de internet nas escolas. Serão selecionadas três propostas de prestadoras de serviços de telecomunicações para implementar a conectividade nas escolas e uma quarta proposta para monitorar a implementação dos projetos, reforçando o protagonismo do banco na execução técnica de políticas estruturantes de conectividade pública.

Impacto direto em sala de aula

Com a nova seleção, cerca de 410 mil estudantes passarão a contar com internet adequada para fins pedagógicos, com acesso ampliado a plataformas educacionais, recursos multimídia, atividades on-line, gestão escolar integrada e práticas de ensino inovadoras. A conectividade segue padrões da Enec, garantindo velocidade mínima e qualidade para fins pedagógicos.

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Piso Nacional dos Professores 2026: MEC deve anunciar reajuste nos próximos dias

  O Piso Nacional dos Professores 2026 está prestes a ser definido pelo Ministério da Educação (MEC) e mobiliza a atenção de mais de 3 milhões de profissionais da educação básica pública em todo o Brasil. A expectativa é que a portaria oficial com o índice de reajuste seja publicada entre o fim de dezembro e o início de janeiro, encerrando um período de incertezas que tem gerado ansiedade entre professores, sindicatos e gestores públicos. Mais do que um ajuste salarial, o piso representa reconhecimento profissional e segurança financeira para milhões de famílias que dependem do magistério. A definição do percentual para 2026 ocorre em um contexto econômico mais restritivo, o que ampliou o debate sobre valorização docente e financiamento da educação.

Como é calculado o Piso Nacional dos Professores

Piso Nacional dos Professores 2026 não é definido por decisão política direta. O reajuste segue a fórmula prevista na Lei nº 11.738/2008, que vincula a atualização do piso à variação do Valor Aluno Ano do Fundeb (VAAF), indicador que reflete o financiamento da educação básica no país. Dados preliminares apontam que, entre abril e agosto de 2025, o VAAF apresentou leve retração, o que limitaria o reajuste a cerca de 0,85%. Caso esse percentual seja confirmado, o piso passaria de R$ 4.867,77 para aproximadamente R$ 4.909,15 para professores com jornada de 40 horas semanais, um aumento considerado insuficiente por entidades representativas da categoria.

Projeções variam e ampliam o debate

Apesar do índice técnico indicar reajuste baixo, outros cenários seguem em discussão. Especialistas e sindicatos defendem que o Piso Nacional dos Professores 2026 possa alcançar percentuais entre 5% e 8%, considerando pressões políticas e negociações com estados e municípios. Em um cenário mais otimista, defendido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o reajuste poderia chegar a 15%, garantindo ganho real e reposição das perdas inflacionárias.