26 de junho de 2026 01:29

MEC publica cartilha sobre emendas parlamentares

Foi publicada, nesta quinta-feira (19), pelo Ministério da Educação (MEC), a cartilha ‘Orientação para apresentação de emendas parlamentares ao orçamento de 2021’. A expectativa do MEC é de que a destinação de emendas parlamentares amplie as ações educacionais, fortalecendo a escola pública e oferecendo melhores condições para a educação de crianças, adolescentes, jovens e adultos, além de favorecer o alcance das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), e os demais indicadores educacionais. 

No documento, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, destaca a importância da parceria com o Congresso Nacional para impulsionar os investimentos em educação. “Para que o Ministério da Educação continue exercendo seu papel fundamental nesse cenário, contaremos com os recursos e o esforço do Parlamento no direcionamento de emendas parlamentares, como instrumento catalisador das prioridades nas unidades de nossa federação”, declarou. Os parlamentares poderão utilizar a cartilha para obter informações referentes aos programas e projetos do MEC que podem ser objetos de emendas relacionadas com a educação básica, educação profissional e tecnológica, e educação superior. 

Acesse a cartilha na íntegra.

Assessoria de Comunicação Social do MEC.

Modelo de escolas ao ar livre surgiu há 100 anos, por causa da tuberculose

Ahora Ciudad propone  escuelas al aire libre

A partir de 1904, escolas ao ar livre começaram a ser fundadas em países europeus, como Bélgica e Alemanha, movimento que cresceu nos anos seguintes. Mais de duas décadas depois, o modelo começou a chegar ao Brasil, ainda que aos poucos, com iniciativas mais destacadas no Rio e em São Paulo. Esse tipo de instituição ganhou espaço por uma motivação sanitária, como forma de evitar a transmissão principalmente da tuberculose, como lembra Diana Gonçalves Vidal, professora de História da Educação na USP. A ideia era de que todas as atividades – ou a maior parte – fossem realizadas em espaços externos, até pela presença do sol.” A escola é naturalmente um lugar de contágio, de aglomeração. E, no caso da tuberculose, não havia vacina (embora tenha sido criada em 1921, ela levou décadas para ter aplicação ampla).”Além da questão sanitária, a professora comenta que havia, naquela época, um entendimento de que a natureza, em si, é educadora e benéfica para o desenvolvimento físico e intelectual. “A proposta de escola ao ar livre se associa à proposta de liberdade das crianças, de fuga da escola mais tradicional.”

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Fernando de Noronha suspende por dez dias aulas presenciais em escola após casos de Covid-19 entre professores

Centro Integrado Bem-Me-Quer fica em Fernando de Noronha — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

Centro Integrado Bem-Me-Quer fica em Fernando de Noronha — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

A partir desta sexta-feira (19), o arquipélago de Fernando de Noronha suspendeu as aulas no Centro Integrado de Educação Bem-Me-Quer. A medida é válida por dez dias e ocorreu depois de casos de Covid-19 entre os professores da instituição, segundo a Administração da Ilha.A instituição de ensino tem 220 alunos. Os estudantes do Centro Bem-Me-Quer são crianças de 4 meses até 6 anos de idade. A previsão é de que as atividades sejam retomadas no dia 1º de março, segundo a Secretaria de Educação e Esportes do governo do estado.Por meio de nota, a administração do arquipélago informou que a medida foi apoiada pela Secretaria de Educação e Esportes para garantir a segurança de alunos e funcionários da creche. Apesar da suspensão das atividades presenciais, as aulas remotas seguem mantidas.O ano letivo de 2021 em Fernando de Noronha havia começado no dia 3 de fevereiro. Os alunos do Centro Integrado Bem-Me-Quer foram os primeiros a voltar às atividades em sala de aula, seguindo protocolos de prevenção ao novo coronavírus (veja vídeo abaixo).

Alunos da educação infantil voltam às aulas em Fernando de Noronha
Alunos da educação infantil voltam às aulas em Fernando de Noronha.A Secretaria de Educação e Esportes informou que as atividades presenciais seguem normalmente na outra escola da ilha, a Escola Arquipélago, que tem alunos dos ensinos fundamental e médio.

Coronavírus em Pernambuco

Na quinta-feira (18), com mais 2.226 casos e 36 óbitos confirmados por Covid-19 em Pernambuco, o estado passou a totalizar 287.066 pacientes que receberam a confirmação da doença, além de 10.780 pessoas que perderam a vida após a infecção pelo novo coronavírus. A contagem teve início em março de 2020 (veja vídeo abaixo).

Pernambuco ultrapassa 287 mil casos da Covid-19 e chega a 10.780 mortes devido à pandemia

Pernambuco ultrapassa 287 mil casos da Covid-19 e chega a 10.780 mortes devido à pandemia.Somente em Fernando de Noronha, foram feitos 511 registros da doença, sendo que 457 pessoas estão recuperadas e dois óbitos foram confirmados.

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Redes públicas de ensino definem calendário e modelo de aulas em 2021

Redes públicas de ensino definem calendário e modelo de aulas em 2021

Funcionário de uma escola checa a temperatura de uma aluna antes de liberar seu acesso à sala de aulas em Buenos Aires, 13 de outubro de 2020 – AFP

Escolas públicas de todo o país começam a retomar as atividades e as redes de ensino anunciam os calendários do ano letivo de 2021. As datas para início e término das aulas, assim como os modelos adotados variam. Algumas redes estaduais anunciaram que manterão o ensino exclusivamente remoto. Outras, retomam as atividades presenciais, mantendo ainda as aulas a distância. Ao todo, as redes públicas de educação de 15 estados retomam as atividades escolares neste mês de fevereiro: Acre, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo e Tocantins. O estado de Goiás é o único em todo país que já retornou às atividades escolares em janeiro deste ano.

A Bahia ainda não divulgou informações sobre o início das atividades escolares na rede estadual. Os demais estados e o Distrito Federal devem começar o ano letivo em março.

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Prefeitura de Itapetim PE anuncia novo Processo seletivo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Edital publicado. No Estado de Pernambuco, a Prefeitura Municipal de Itapetim divulgou a abertura de um novo edital de processo seletivo simplificado para preenchimento de 118 vagas em cargos de níveis médio e superior.

Confira abaixo as oportunidades:

Professor de Ensino Fundamental I (7); Professor de Ensino Fundamental I (4); Professor de Ensino Fundamental I (10);  Professor de Ensino Fundamental (4); Professor de Ensino Fundamental I (3); Professor de Educação Infantil (10); Professor de Educação Infantil (1); Professor de Ensino Fundamental II – História) (1); Professor de Educação Infantil (4); Professor de Ensino Fundamental I (4); Professor de Ensino Fundamental I Sala AEE* (1); Professor de Ensino Fundamental I Sala AEE* (1); Professor de Ensino Fundamental II Matemática (1); Professor de Ensino Fundamental II – Geografia (1); Professor de Ensino Fundamental II – Educ. Física (1); Professor de Ensino Fundamental II – Educ. Física (1); Professor de Ensino Fundamental II Português (1); Professor de Ensino Fundamental II Português (1); Professor de Ensino Fundamental II Português Professor de Ensino Fundamental II – Ciências (1); Professor de Ensino Fundamental II – Ciências (1); Professor de Educação Infantil (1); Professor de Ensino Fundamental II – História (1); Auxiliar de Educação Especial (24); Auxiliar de Educação Especial (2); Auxiliar de Educação(3); Auxiliar de Educação Especial (1); Auxiliar de Educação Especial (1); Auxiliar de Educação Infantil (4); Auxiliar de Educação Infantil; (4); Auxiliar de Educação Infantil (1);  Auxiliar de Educação Especial (2); Auxiliar de Educação Infantil (12); Auxiliar de Educação Infantil(2); e Auxiliar de Educação Infantil (2).

As distribuições serão nas seguintes localidades: Distrito de São Vicente; Lagoa da jurema; Secretaria Municipal de Educação (Sede); Logradouro; Ambó; Mocambo; Povoado de Piedade; Pé de Serra; Lagoa do Catolé; Santo Antônio de Lima e Historia.

Os salários oferecidos variam entre R$ 1.443,08 a R$ 1.716,01, por carga horária de 20 horas semanais.

noticiasconcursos

FNDE transfere R$ 366,3 milhões para a alimentação escolar

FNDE transfere R$ 366,3 milhões para a alimentação escolar

O PNAE está presente nos 5.570 municípios brasileiros, atendendo a mais de 40 milhões de alunos.

– Foto: Banco de imagens

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) transferiu R$ 366,3 milhões, nessa quinta-feira (28), para a alimentação de estudantes matriculados na rede pública de ensino. Desse total, R$ 114,9 milhões são para as secretarias de Educação e R$ 251,3 milhões para as prefeituras. Os recursos são referentes a mais uma parcela extra do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e estarão disponíveis nas contas dos entes federativos até segunda-feira, dia 1º.

O FNDE já havia transferido R$ 394 milhões referentes à primeira parcela extra. No início de dezembro do ano passado, o FNDE e o Ministério da Educação estabeleceram esses repasses complementares para auxiliar os entes federativos na tarefa de garantir a segurança alimentar e nutricional dos estudantes das redes públicas neste período do coronavírus. Todos os anos, o programa repassa recursos em dez parcelas, entre fevereiro e novembro. As duas parcelas extras, transferidas em dezembro e agora em janeiro, foram autorizadas no dia 3 de dezembro de 2020.

O Governo Federal já havia feito uma outra modificação no programa, em abril do ano passado, para garantir a alimentação dos estudantes durante a suspensão das aulas presenciais. A alteração permitiu a entrega dos alimentos adquiridos com recursos do PNAE diretamente aos alunos. Essa medida continua em vigor nas redes de ensino que estejam com aulas suspensas. Caso contrário, a alimentação escolar deve ser ofertada nas próprias unidades de ensino.

Atendimento

Coordenado pelo FNDE, o PNAE está presente nos 5.570 municípios brasileiros, atendendo de forma universal a mais de 40 milhões de alunos, em cerca de 150 mil escolas. Além de repassar recursos para apoiar a alimentação dos estudantes da Educação Básica, o programa busca incentivar ações de educação para melhorar os hábitos alimentares dos alunos. E determina que 30% dos recursos transferidos devem ser destinados à compra direta de produtos da agricultura familiar, o que garante renda para essa parcela da população e incentiva o desenvolvimento econômico local.

Com informações do Ministério da Educação

Volta às aulas presenciais é rejeitada por 61% dos brasileiros

Pesquisa revela que maioria é contra a retomada das aulas presenciais. Na imagem, estudante na entrada da uma escola em BrasíliaSérgio Lima/Poder360 – 12.mar.2020


25.jan.2021 (segunda-feira) – 12h41

Levantamento do Paraná Pesquisas mostra que, para 61,9% dos brasileiros, o retorno das aulas presenciais no atual estágio da pandemia não oferece condições adequadas de segurança para os estudantes. Outros 34% dizem acreditar que já é possível reabrir as escolas aos alunos sem quaisquer riscos. Foram 4,2% os que não opinaram.Os dados da pesquisa foram coletados de 15 a 18 de janeiro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram consideradas 2.105 entrevistas com moradores de 238 municípios brasileiros, nos 26 Estados e no Distrito Federal. Enquanto as aulas presenciais continuam suspensas, alunos continuam participando das atividades escolares de forma remota. Mas esse cenário traz consequências, já que o acesso ao ensino torna-se limitado para muitos estudantes e também há maior dificuldade no aprendizado. Leia mais sobre o tema nesta reportagem.

poder360

Sete pacientes morrem por falta de oxigênio no interior do Amazonas

 (crédito: Mario Tama/AFP)
(crédito: Mario Tama/AFP)

O colapso na saúde do Amazonas têm atingido não só Manaus como todo o estado. Distante 363km da capital amazonense, a prefeitura de Coari divulgou uma nota, nesta terça-feira (19/1), em que diz que sete pacientes com covid-19 morreram na cidade por falta de oxigênio. O texto culpa o governo do estado pela mortes no município. Segundo a carta, houve falhas no planejamento do Amazonas para distribuição de insumos. A prefeitura afirma que deveria ter recebido 40 cilindros de oxigênio na segunda-feira, porém, a aeronave foi deslocada para Tefé (AM) e não pode voltar porque o aeroporto não aceita voos noturnos. A carga só chegou às 7h desta terça, mas o oxigênio teria acabado às 6h. A nota ainda diz que 200 cilindros que pertencem ao Hospital Regional de Coari estariam retidos pelo estado. O governo do estado do Amazonas disse, em nota, que o sistema de saúde Coari é independente e que mesmo assim o governo tem ajudado no suporte. Segundo o estado, a entrega dos cilindros não foi feita na segunda por um atraso da empresa fornecedora. O governo ainda lamentou a morte das sete pessoas. 

Crise do oxigênio

Desde a semana passada, o Amazonas sofre com a falta de oxigênio. Pacientes tiveram que ser transferidos para outros estados e o governo tem recebido doações para ajudar nos estoques. Ao todo, o estado tem 232 mil casos e 6,3 mil mortes. O estado está com toque de recolher entre 19h e 6h. As atividades econômicas não-essenciais estão suspensas até 31 de janeiro. Além do Amazonas, esta semana o Pará também começou a sofrer com a falta de oxigênio. Em 24 horas, o estado reportou seis mortes causadas pela falta do insumo

Nota divulgada pela prefeitura de Coari
                                                               Nota divulgada pela prefeitura de Coari(foto: Reprodução)

 Nota governo do Amazonas 

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‘Não posso fazer faculdade se estiver morta’: os relatos de quem desistiu do Enem no último minuto com medo da covid-19

Alunos chegando para prestar o Enem 2020 em 17 de janeiro; prova teve abstenção recorde — Foto: Reuters

Alunos chegando para prestar o Enem 2020 em 17 de janeiro; prova teve abstenção recorde

— Foto: Reuters

Victoria Kelly Pires, 18, tinha estudado ao longo de todo o ano de 2020 de olho no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Diferentemente de muitos jovens que não conseguiram acompanhar os estudos por falta de acesso à internet ao longo de 2020, ela não teve problemas de conexão e se preparava para as provas com a ajuda de aulas de cursinhos online. Mas, no domingo (17/01), depois de uma noite sem dormir, Victoria decidiu que ficaria em casa e não prestaria a primeira prova do Enem.”Decidi ontem (domingo) mesmo. Eu me preparei para essa prova o ano inteiro, mas pensei na minha família e na minha saúde – eu tenho asma. Conversei com meus pais e tomei a decisão de desistir. Foi difícil, mas não me arrependo”, diz ela à BBC News Brasil. Victoria, que mora em Macaé (RJ) e pretende cursar Biomedicina, vai continuar estudando, a despeito do “ano perdido”. Pensa em tentar o Enem novamente na edição 2021. Aos amigos nas redes sociais que decidiram fazer a prova, ela desejou sucesso e segurança e explicou os motivos de sua desistência: “Não poderei fazer uma faculdade se estiver morta”. medo de prestar o Enem em meio a um novo pico de casos e mortes por Covid-19 parece ter se refletido em uma abstenção recorde: compareceram à prova do dia 17 menos da metade (ou 48,5%) dos 5,5 milhões de inscritos no Enem impresso, segundo dados preliminares do Inep, órgão do Ministério da Educação que gerencia o exame. Ou seja, 2.842.332 pessoas inscritas acabaram não participando da prova. Esse grupo inclui, além dos desistentes, cerca de 160,5 mil alunos do Estado do Amazonas e outros quase 4 mil alunos das cidades de Espigão D’Oeste e Rolim de Moura (RO), onde a prova não foi realizada no domingo, além de cerca de 10 mil estudantes que afirmaram estar com doenças infectocontagiosas, como a Covid-19. (Esses grupos estão entre os alunos que poderão participar da reaplicação da prova, em 23 e 24 de fevereiro; veja mais detalhes abaixo).

                                                                                    Prova do Enem é marcada por medidas de isolamento por causa da pandemia

Prova do Enem é marcada por medidas de isolamento por causa da pandemia

‘Medo da contaminação e injustiça da mídia’

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INFORMAÇÃO DA ESCOLA JOSÉ PAULINO DE SIQUEIRA – PE

A escola municipal José Paulino de Siqueira convida toda comunidade para realização de matrículas e renovações de matrículas no período de 11 a 22 de janeiro, das 8 às 11 da manhã para alunos do 6º ao 9º ano, e de 1 às 4 da tarde para alunos do 4º e 5º ano, lembrando que para os alunos novatos as cópias dos documentos citados na imagem são obrigatórios, contamos com a presença de todos.

   Agradece a direção.

Pedimos desculpas pela errata que houve neste comunicado, não era a EREM SANTA TEZINHA, MAIS SIM A ESCOLA JOSÉ PAULINO DE SIQUEIRA.

Comunicado

A EREM Santa Terezinha – PE convida a todos os pais ou responsáveis de alunos que finalizaram o 9º ano na rede municipal de educação para efetivarem sua matrícula para o 1º ano do ensino médio na referida escola no período de 07 a 15 de janeiro, munido dos documentos citados na imagem acima (não precisa do histórico por enquanto).

Educação em 2020: os surpreendentes legados positivos em ano quase ‘perdido’

Aula presencial em São Paulo com distanciamento social, em novembro; evasão escolar é uma das maiores preocupações de especialistas no ano letivo de 2021 Aula presencial com turma reduzida em escola do Rio, em novembro; uma pequena parcela de estudantes retornou à escola neste ano

Na Grande São Paulo, uma professora se via “de mãos atadas” enquanto alguns de seus estudantes desistiam das aulas remotas, alguns deles para trabalhar e ajudar suas famílias. No Rio, um jovem de 18 anos passou o ano inteiro sem acessar o aplicativo de ensino à distância da rede estadual, sem conseguir tirar dúvidas do conteúdo com os professores e sem saber se de fato aprendeu ou não. Em Manaus, uma escola descobriu, ainda no início da pandemia, que parte de suas crianças sequer tinha como se alimentar quando as aulas presenciais foram interrompidas.

As cenas acima ilustram as rupturas causadas pela pandemia nas escolas de todo o país, em um ano sem precedentes não só na saúde pública mundial, mas também na educação.No mundo inteiro, o Unicef (braço da ONU para a infância) estima que 1,5 bilhão de crianças tenham sido afetadas pela interrupção no ensino presencial. No Brasil, houve agravantes: as escolas ficaram fechadas há mais tempo do que grande parte do mundo, segundo levantamento de setembro da OCDE, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, e cresce a desigualdade entre os alunos que conseguiram manter seu vínculo com a escola e os que correm, agora, o risco de ficarem ainda mais para trás ou abandonarem os estudos.

Duas pesquisas reforçam as preocupações, justamente em um momento de alta de casos de covid-19 que torna ainda mais desafiadora a reabertura segura das escolas. No início de dezembro, pesquisa do Ibope para o Unicef com 1,5 mil famílias brasileiras apontou que, na média geral, apenas 3% dos entrevistados disseram que algum de seus filhos já haviam voltado para alguma atividade presencial na escola. Mas essa média oculta uma diferença entre as camadas sociais: no subgrupo que ganha mais de cinco salários mínimos, o índice de crianças frequentando atividades presenciais subia para 22%. E quando o Datafolha entrevistou, em setembro, pais e responsáveis por mais de 1 mil crianças brasileiras, 30% deles afirmaram ter medo de que seu filho acabasse desistindo da escola por não acompanhar as aulas remotas, fazendo com que a evasão escolar seja uma das maiores preocupações de escolas públicas em 2021.Ao mesmo tempo, especialistas e mesmo educadores e alunos rejeitam a ideia de que 2020 tenha sido perdido: foi um ano também em que professores e famílias abraçaram a tecnologia, romperam barreiras de ensino e descobriram novas formas de interagir e de ensinar. A mesma pesquisa do Datafolha aponta que pais estão participando mais da vida escolar dos filhos, e 71% deles passaram a valorizar mais o trabalho árduo de seus professores. Outro avanço significativo para a educação vem de Brasília: em 17 de dezembro, depois de um ano de discussões e muitas idas e vindas no projeto, a Câmara dos Deputados aprovou a regulamentação do Fundeb, fundo de dinheiro estatal que financia a maior parte da educação básica brasileira e que foi sancionado no Natal pelo presidente Jair Bolsonaro. Uma grande mudança do Fundeb, que passa a ser permanente, é que o governo federal precisará aumentar progressivamente seus repasses ao fundo, de 12% do total dele até 23% no ano de 2026. Com isso, Estados e municípios mais pobres esperam contar com mais recursos federais para suas escolas.

Com dificuldade de acesso ou tendo que trabalhar, muitos jovens não conseguiram acessar aulas online durante a pandemia

“O texto final (do Fundeb) fortalece a escola pública e é mais um passo decisivo para a garantia da educação pública, gratuita e de qualidade no país”, comemorou em nota a ONG Campanha Nacional Pelo Direito à Educação. Diante de um ano letivo cujos efeitos serão sentidos por décadas na educação brasileira, a BBC News Brasil conversou com educadores, alunos e especialistas do setor para saber: o que foi perdido e o que foi ganho na educação em 2020?

‘Meus alunos desistiram de estudar’

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Ano letivo de 2021 começa no dia 3 de fevereiro na Rede Estadual

Através da Instrução Normativa 11/2020, publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (30), o Governo de Pernambuco estabeleceu o dia 3 de fevereiro de 2021 como início do letivo. O primeiro semestre tem encerramento previsto para o dia 5 de julho, com retorno para o segundo, no dia 22 do mesmo mês. O fim das atividades está marcado para 21/12.O documento publicado no Diário Oficial desta quarta-feira também estabelece os procedimentos de ensino e as diretrizes administrativas e pedagógicas para o próximo ano letivo, como a organização do calendário escolar, respeitando algumas datas fixadas pelo documento, a fim de garantir o mínimo de 200 dias letivos e carga horária anual prevista para os diferentes níveis e modalidades de ensino.O ano letivo de 2021 será dividido em quatro bimestres, tendo o término do primeiro semestre letivo em 5 de julho, enquanto o segundo semestre deve terminar no dia 21 de dezembro.

DP