26 de fevereiro de 2024 12:29

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A DISCIPLINA NA IGREJA

O CORPO DE CRISTO
Origem, Natureza, e Vocação da Igreja no Mundo

O QUE ESTUDAREMOS?
Nesta lição temos como finalidade apresentar a prática da disciplina na igreja. Haja vista o nosso Deus ser santo, convém que os seus servos o sirvam em santidade. Por essa razão, a disciplina é uma prática indispensável para a igreja, pois tem o propósito de corrigir maus comportamentos, afugentar o pecado e preservar o bom testemunho cristão. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.


TEXTO ÁUREO – COMPARANDO TRADUÇÕES
E já esqueceram completamente as palavras animadoras que Deus falou a vocês, que são filhos dele? Ele disse: “Meu filho, não fique irado quando o Senhor castigar você. Não fique desanimado quando Ele tem que lhe mostrar em que você está errado”. “Quando Ele castiga você, isso prova que Ele o ama. Quando Ele o açoita isso prova que você é verdadeiramente filho dele”. Permitam que Deus eduque vocês, pois Ele está fazendo o que qualquer pai amoroso faz com seus filhos. Pois quem já ouviu falar de um filho que nunca foi corrigido? Se Deus não os castiga quando é preciso, como outros pais castigam seus filhos, então isso significa que afinal de contas vocês não são realmente filhos de Deus – e que vocês, na verdade, não pertencem à sua família. (Hb 12.5-8 VIVA). A disciplina é uma necessidade vital para aqueles que precisam ter os músculos da alma tonificados. Concordo com Walter Henrichsen quando ele diz que ninguém gosta da mão pesada da disciplina, mas ela vem para o nosso bem, e não para o nosso mal.
Vejamos vários fatos a respeito da disciplina que Deus aplica aos crentes, e as dificuldades e aflições que Ele permite que soframos:
São um sinal de que somos filhos de Deus (vv. 7,8).
• São uma garantia do amor e cuidado de Deus por nós (v. 6).
• A disciplina do Senhor tem dois propósitos: (a) que não sejamos, por fim, condenados com o mundo (1 Co 11.31,32), e (b) que compartilhemos da santidade de Deus e continuemos a viver uma vida santificada, sem a qual nunca veremos o Senhor (vv. 10,11,14).
• Há dois possíveis resultados da disciplina do Senhor. (a) Podemos suportar as adversidades, às quais Deus nos leva, submeter-nos à sua vontade e continuarmos fiéis a Ele (vv. 5,6). Fazendo assim, continuaremos a viver como filhos espirituais de Deus (vv. 7-9), a compartilhar da sua santidade (v. 10); e produziremos então o fruto da justiça (v. 11). (b) Podemos desprezar a disciplina de nosso Pai (v. 5), rebelar-nos contra Ele por causa do sofrimento e da adversidade, e daí cairmos em apostasia (Hb 3.12-14; 12.25).


VERDADE PRÁTICA
A disciplina cristã é uma doutrina bíblica necessária, pois permite ao crente refletir o caráter de Cristo. Quero demonstrar a necessidade da disciplina com base em um texto bíblico. Há muitos outros aspectos que comprovam a sua importância, mas, por ora, quero destacar somente uma passagem bíblica: Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados. (Hb 12.11 – NVI). No momento em que está sendo aplicada, nenhuma disciplina é agradável nem para o pai e nem para o filho, mas seu efeito é proveitoso. Tenho certeza de que são poucos os filhos que acreditam quando os pais dizem: “Isso dói mais em mim do que em você”. Ainda assim, é verdade. O Pai não tem prazer algum em disciplinar os filhos, mas os benefícios posteriores tornam a correção uma prova de seu amor. Quais são alguns desses benefícios? Em primeiro lugar, temos o “fruto pacífico […] fruto de justiça”. Em vez de continuar a pecar, o filho esforça-se para fazer o que é certo. Também temos paz ao invés de guerra – “fruto pacífico”. A rebelião cessou, e o filho encontra-se em terna comunhão com o Pai.


INTRODUÇÃO
A LIÇÃO DIZ: Nesta lição, estudaremos sobre a prática da disciplina na igreja. Embora seja muito necessária, a disciplina como prática da Igreja Cristã vem sendo esquecida e negligenciada por muitos. Ora, uma igreja que não corrige seus membros perdeu a sua identidade, não passando de um mero grupo social. O resultado disso são igrejas fracas, anêmicas e sem testemunho cristão. A igreja está aberta para todos, mas não pode aceitar tudo! Sabe por quê? Porque a Igreja não é regida pelas opiniões, modas ou costumes do mundo, mas pela Palavra de Deus, que é a sua regra o de fé e prática. A Igreja não pode se conformar com o pecado, a mentira, a injustiça, a idolatria, a imoralidade ou qualquer outra coisa que ofenda a Deus e prejudique o seu povo. Um dos sinais de que a igreja está perdendo o seu discernimento espiritual e se tornando carnal e mundana é justamente a ausência de disciplina. A igreja não pode tornar-se um ambiente sem ordem e moral, onde todos fazem o que querem.

I. A NECESSIDADE DA DISCIPLINA BÍBLICA
1.1 Deus é santo.
A LIÇÃO DIZ: Santidade é um dos atributos de Deus e, por isso, é uma das causas que justificam a necessidade da disciplina na igreja: “Eu sou santo” (Lv 11.45). Quando Deus se faz presente, a nossa pecaminosidade se evidencia: “E, vendo isso Simão Pedro, prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, ausenta-te de mim, por que sou um homem pecador” (Lc 5.8). A santidade de Deus implica que ele é separado do pecado e se dedica a buscar a sua honra. Essa definição contém ao mesmo tempo uma qualidade relacional (separação de) e uma qualidade moral (a separação é do pecado ou do mal, e a dedicação é em prol da própria honra ou glória de Deus). A santidade de Deus fornece o padrão que seu povo deve imitar. Ele ordena: “Sede santos, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo (1Pe 1.16). Os crentes da nova aliança também devem “buscar […] a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14) e saber que a disciplina de Deus é aplicada a nós “para que possamos participar de sua santidade” (Hb 12.10).
1.2 A Igreja é santa.
A LIÇÃO DIZ: Deus é santo e a igreja também deve ser: “Sede santos porque eu sou santo” (1 Pe 1.16). Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: “Sejam santos, porque eu sou santo”. (1Pe 1.15-16 – NVI). A santidade de Deus é parte de sua natureza. “Deus é luz, e não há nele treva nenhuma” (1 Jo 1.5). Toda santidade que o ser humano tenha em caráter e em conduta deriva-se de Deus. Ser santificado significa, basicamente, ser “separado para o uso e o prazer exclusivo de Deus”. Envolve a separação do que é impuro e a completa consagração a Deus (2 Co 6.14 – 7.1). Devemos ser santos “em todo o [nosso] procedimento”, de modo que tudo o que fizermos reflita a santidade de Deus. Para um cristão dedicado, a divisão entre “secular” e “sagrado” não existe. Ao viver para a glória de Deus, a vida toda é santa. Até mesmo atividades comuns, como comer e beber, podem ser realizadas para a glória de Deus (1 Co 10.31). Se algo não pode ser feito para a glória de Deus, então não está de acordo com a vontade de Deus.
Destacamos os seguintes pontos:
A santidade é imperativa porque o Deus que nos chama é santo.
A santidade é imperativa porque precisa abranger todas as áreas da nossa vida. Nenhum aspecto da nossa vida está excluído desse imperativo divino.
• A santidade é imperativa porque é uma clara exigência das Escrituras. Pedro citou Levítico 11.44 para sustentar seu argumento: “Sereis santos, porque eu sou santo”. Mueller diz que o apelo à palavra de Deus serve para ratificar com autoridade o que foi dito. Pedro não baseia sua exortação em seus próprios pensamentos, mas na palavra de Deus. Resumindo: Sabe porque a disciplina é necessária? Porque Deus é Santo e seu dever é ser santo.
1.3 Quando a igreja não disciplina.
A LIÇÃO DIZ: A falta de disciplina acaba destruindo o limite entre o sagrado e o profano. Portanto, uma igreja que não disciplina seus membros torna-se mundana. Na Bíblia, há um texto que ilustra muito bem essa verdade: Por toda parte se ouve que há imoralidade entre vocês, imoralidade que não ocorre nem entre os pagãos, ao ponto de um de vocês possuir a mulher de seu pai. E vocês estão orgulhosos! Não deviam, porém, estar cheios de tristeza e expulsar da comunhão aquele que fez isso? (1Co 5.1,2 NVI). Paulo destaca quatro atitudes erradas em relação ao pecado.
Em primeiro lugar, fazer concessão ao pecado (5.1). Duas coisas estão provocando tristeza no apóstolo Paulo. Primeiro é o fato da concessão ao pecado. Um membro da igreja chegou a ponto de cometer um pecado pior do que o pecado cometido no mundo. No entanto, a maior tristeza de Paulo foi a reação e a atitude da igreja em relação ao pecado do jovem incestuoso. Diz Paulo: “E, contudo, andais vós ensoberbecidos e não chegastes a lamentar, para que
fosse tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou?” (5.2).
Em segundo lugar, não lamentar nem chorar pelo pecado (5.2). O grande problema que Paulo viu na igreja foi que os crentes não lamentaram o grave pecado de incesto cometido por esse moço. A palavra grega penthein, “lamentar” aqui é a palavra chorar o choro amargo de um funeral. Paulo está dizendo: Como vocês choram nos funerais, deveriam também chorar pelo pecado. Esse pecado deveria provocar em vocês uma dor tão aguda e tão forte quanto a dor que vocês enfrentam na hora do luto. Porém, em vez de chorar, a igreja estava ensoberbecida. Ela se avaliava e dava nota máxima a si mesma. Julgava-se uma igreja de mente aberta, onde as pessoas tinham plena liberdade e nenhuma espécie de restrição. Nada de imposições, nada de regras, nada de princípios e nada de fiscalizar a vida alheia, diziam eles. Hoje, também, nós só choramos nos funerais, mas não derramamos nenhuma lágrima pelos escândalos e estragos que o pecado faz no meio da igreja.
Em terceiro lugar, ficar ensoberbecido pelo pecado (5.2,6). O que estava acontecendo é que a igreja não apenas tolerava o pecado, mas, também estava vaidosa por causa dele. Paulo reprova a igreja, dizendo: “Não é boa a vossa jactância” (5.6). Que coisa estranha nessa igreja! Ela não estava neutra nem indiferente em relação ao pecado, mas ensoberbecida e jactando-se por causa dele. O mundo é plural. Nesse mundo, a disciplina está cada vez mais difícil. Você chama a atenção de um membro faltoso da igreja e ele diz: “Eu não quero que ninguém me incomode. Sou dono da minha vida e não permito que ninguém interfira nas minhas escolhas. Se vocês não estão satisfeitos com minha conduta aqui, eu vou para outra igreja”. E o pior, na outra igreja, esse membro faltoso, sem nenhum sinal de arrependimento, é recebido com festa!
Em quarto lugar, não aplicar a disciplina (5.2). Paulo mostra à igreja que a concessão ao pecado é uma atitude errada. Em vez de estarem chorando e lamentando pelo pecado, eles estavam ensoberbecidos. Por causa da atitude errada da igreja, ela deixou de aplicar a disciplina ao membro faltoso. “[…] e não chegastes a lamentar, para que fosse tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou?” (5.2). Sempre que a igreja tem uma visão equivocada do pecado, ela falha na aplicação da disciplina.

II. O PROPÓSITO DA DISCIPLINA BÍBLICA
2.1 Manter a honra de Cristo.
A LIÇÃO DIZ: Quando o pecado não é tratado na vida do crente, Cristo é desonrado: “O nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vós” (Rm 2.24). Se não corrigido, o comportamento pecaminoso compromete o testemunho cristão. Qual é o perigo do pecado na igreja? Quero destacar duas coisas.
Em primeiro lugar, a contaminação interna. Paulo diz: “Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?” (5.6). Paulo usa aqui a figura do fermento. Um pouco de fermento tem a capacidade de penetrar em toda a massa e fazer toda a massa crescer. O fermento penetra e influencia toda a massa. Paulo está dizendo que o pecado tem o mesmo efeito do fermento.
Em segundo lugar, o enfraquecimento externo (5.7). Paulo diz: “Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado” (5.7). O que Paulo está dizendo? O que ele está dizendo é que aqueles irmãos convertidos em Cristo eram massa sem fermento. Portanto, eles deviam lançar fora o velho fermento que estava ameaçando a igreja. Por que é que a igreja deveria jogar fora o velho fermento? Porque quando a igreja tolera o pecado, ela perde a santidade, a autoridade e o poder. O pecado destrói o testemunho da igreja. Um dos maiores perigos que a igreja contemporânea enfrenta é o da inconsistência no testemunho. Um cristão de vida dupla é pior que um ateu. Um crente vivendo na prática do pecado é
o maior agente do diabo na igreja.
2.2 Frear o comportamento pecaminoso.
A LIÇÃO DIZ: Outro propósito da disciplina cristã está no fato de que ela põe um freio no comportamento pecaminoso.
Há uma passagem nas Escrituras que me chama muita a atenção: Entretanto, certo homem chamado Ananias, com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade, mas reteve uma parte do dinheiro. E Safira estava ciente disso. Levando o restante, depositou-o aos pés dos apóstolos. Então Pedro disse: — Ananias, por que você permitiu que Satanás enchesse o seu coração, para que você mentisse ao Espírito Santo, retendo parte do valor do campo? Não é verdade que, conservando a propriedade, seria sua? E, depois de vendida, o dinheiro não estaria em seu poder? Por que você decidiu fazer uma coisa dessas? Você não mentiu para os homens, mas para Deus. Ouvindo estas palavras, Ananias caiu morto. E sobreveio grande temor a todos os que souberam do que tinha acontecido. Levantando-se os moços, cobriram o corpo de Ananias e, levando-o para fora, o sepultaram. Quase três horas depois, entrou a mulher de Ananias, sem saber o que tinha acontecido. Então Pedro, dirigindo-se a ela, perguntou: — Diga-me: foi por este valor que vocês venderam aquela terra? Ela respondeu: — Sim, foi por esse valor. Então Pedro disse: — Por que vocês entraram em acordo para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o seu marido, e eles levarão você também. No mesmo instante, ela caiu aos pés de Pedro e morreu. Entrando os moços, viram que ela estava morta e, levando-a, sepultaram-na ao lado do marido. E sobreveio grande temor a toda a igreja e a todos aqueles que ouviram falar destes acontecimentos. (Ato 5.1-11 – NAA). Dou especial destaque ao versículo 11. Depois do julgamento divino sobre a vida de Ananias e Safira, um temor sem precedentes tomou conta de toda a igreja. Com certeza, o pecado foi contido de forma brusca.
2.3 Não tolerar a prática do pecado.
A LIÇÃO DIZ: Não se pode tolerar a prática do pecado, ou o comportamento pecaminoso, na igreja nem fora dela.
Tolerar significa aceitar algo ou alguém que não nos agrada ou que discorda de nós, sem julgar, punir ou rejeitar. É permitir que existam diferenças e conviver com elas pacificamente. A igreja que tolera o pecado, torna-se inimiga de Deus. Tiago nos alerta: Gente infiel! Vocês não sabem que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo se torna inimigo de Deus. (Tg 4.4). A igreja pode tornar-se amiga do mundo gradativamente: primeiro, sendo amiga do mundo (4.4). Segundo, sendo contaminada pelo mundo (1.27). Terceiro, amando o mundo (1Jo 2.15–17). Quarto, conformando-se com o mundo (Rm 12.2). O resultado é ser condenada com o mundo (1Co11.32).

III. AS FORMAS DE DISCIPLINA BÍBLICA
3.1 A disciplina como modo de correção.
A LIÇÃO DIZ: As Escrituras mostram a necessidade de sermos corrigidos. A correção contribui para o crescimento e formação do caráter cristão: “Porque que filho há a quem o pai não corrija?” (Hb 12.7). É a disciplina que envolve conselho, instrução, repreensão e orientação para que a pessoa mude de vida. É quando o crente é instruído na Palavra pessoalmente, do púlpito, pelos irmãos ou pelos líderes.
3.2 A disciplina como forma de restauração.
A LIÇÃO DIZ: A disciplina cumpre o importante papel de restaurar o ferido, conforme a instrução do apóstolo Paulo à igreja de Corinto para que restaurasse o faltoso à comunhão (2 Co 2.5-8). Nos versículos 5–11 de 2 Coríntios, o apóstolo refere-se de modo mais direto ao incidente que causou o problema. Observe a graça e a consideração cristãs extremas demonstradas por Paulo nessas palavras. Em nenhum momento ele cita a ofensa ou o ofensor. A expressão se alguém causou tristeza pode ser uma referência ao homem que cometeu incesto, mencionado em 1Coríntios 5:1, ou a outra pessoa que havia causado problemas na congregação. Suponhamos que se trate do primeiro caso. Paulo não considerou o pecado uma ofensa pessoal contra ele, pois, em parte, havia causado tristeza […] a todos os irmãos. Os cristãos de Corinto concordaram em disciplinar o ofensor e, ao que parece, o expulsaram da igreja. Em decorrência, ele se arrependeu genuinamente e foi restaurado ao Senhor. Agora, Paulo diz aos coríntios que a punição aplicada bastava e não devia ser prolongada desnecessariamente. Assim como é perigoso para uma congregação ser omissa na aplicação da disciplina quando esta é necessária, também é perigoso não exercitar o perdão quando há arrependimento sincero. Satanás está sempre pronto a interferir em tais situações e usar suas artimanhas. No primeiro caso, ele destrói o testemunho de uma igreja que tolera o pecado e, no segundo, oprime o irmão arrependido com grande tristeza caso a congregação não o restaure. Quando Satanás não consegue destruir pela imoralidade, tenta causar estragos pela tristeza desmedida depois do arrependimento.
3.3 A disciplina como modo de exclusão.
A LIÇÃO DIZ: Esse tipo de disciplina é também conhecido como “cirúrgica”. Esse tipo de disciplina torna-se necessária quando a pessoa endurece seu coração, continua no pecado e não dá frutos de arrependimento. Quando esse tipo de disciplina deve acontecer: “Já em carta vos escrevi que não vos associásseis com os impuros; refiro-me com isto não propriamente aos impuros deste mundo, ou avarentos, ou roubadores, ou idólatras, pois neste caso teríeis que sair do mundo. Mas agora vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal nem ainda comais. Pois com que direito haveria eu de julgar os de fora? Não julgais vós os de dentro? Os de fora, porém, Deus os julgará. EXPULSAI, pois, de entre vós o malfeitor.” (1Co 5.9-13). Observe o detalhe que Paulo inseriu ao falar do pecador: “dizendo-se irmão”. Isto se refere a
quem quer se parecer irmão sem o ser; não fala de uma queda ou tropeço espiritual, mas de uma prática continuada nestes pecados. Excluir não significa proibir a pessoa de colocar o pé na Igreja, mas sim deixar de reconhecê-la como parte do corpo, e isto envolve deixar de se relacionar (Tt 3.10,11), de ter comunhão com a pessoa. Isto fica claro quando o apóstolo diz: “com o tal nem ainda comais”.


CONCLUSÃO
A LIÇÃO DIZ: Nesta lição, vimos o valor da disciplina cristã sob diferentes aspectos. A disciplina se mostra necessária quando sabemos que Deus é santo e exige que seu povo seja santo. Por outro lado, a disciplina também cumpre os propósitos de Deus quando ela conduz o cristão a se conformar com o caráter de Cristo. Uma igreja indisciplinada, portanto, perdeu o bom cheiro de Cristo (2 Co 2.14). O assunto é espinhoso, mas é necessário. Uma igreja que não aplica BIBLICAMENTE a disciplina eclesiástica está seguindo o caminho do legalismo ou o caminho do liberalismo. Ou seja, ela mata os seus membros com uma severidade absurda ou contamina todos eles com o pecado. Por essa razão, devemos utilizar a Bíblia como nossa única forma de regra e prática. Ela deve ser a balizadora das ações da igreja, inclusive da disciplina eclesiástica.

ESFRIAMENTO ESPIRITUAL – PERIGO!

O esfriamento espiritual pode ser traduzido como a perda da paixão pelo Evangelho, perda do primeiro amor e distanciamento de nosso Senhor Jesus Cristo. Infelizmente, qualquer cristão está sujeito a esfriarse na fé, mas, assim como um organismo vivo deve manter a sua temperatura normal para viver, o crente deve estar sempre fervoroso na fé em Cristo. A frieza espiritualé, sem dúvida, uma das piores coisas na vida do crente, pois perde-se totalmente a vontade de orar, ler a Bíblia, ir à igreja, cantar louvores, glorificar a Jesus Cristo… sem contar que outras coisas vão entrando sorrateiramente e ocupando o lugar de Deus, com a famosa expressão de que “não tem nada a ver”. Na verdade, ninguém se esfria na fé da noite para o dia; é um processo longo que aponta para um desleixo diário, que pode ser visto no abandono gradativo da Bíblia e da oração. Crentes frios na fé encaram o pecado como algo natural e não experimentam mais o arrependimento, pois não têm mais a disposição de buscar a Deus com lágrimas e nem mesmo choram pelos seus pecados; Na verdade, estão bem mais envolvidos com este mundo e sua glória do que com a presença e a glória de Jesus Cristo, o Senhor. Há a frieza velada e a frieza revelada, isso é sério e significa que há crentes que estão frios por dentro, mas mantêm o véu por fora, velando, escondendo e disfarçando seu triste estado interior.Em muitos casos, estes são os religiosos que zelam meramente pela religiosidade, mas não têm vida com Deus. Há, por outro lado, aqueles que se tornaram declaradamente frios e incrédulos, uma vez que passaram a relativizar publicamente a Palavra de Deus, o Evangelho e a igreja.

A boa notícia é que há remédio para curar e evitar que não caiamos na frieza espiritual e, para isso, não há outra receita a não ser recomeçar, convergir para a direção oposta em que se está indo, voltar ao primeiro amor, levantar-se do pó e da cinza e olhar para Jesus Cristo, o único que pode revitalizar e reanimar o servo abatido. Em outras palavras, é necessário um esforço, uma determinação nossa, acompanhada com a ação do Espírito Santo para nos levantarmos e partirmos em direção a Jesus Cristo, à sua Palavra e à oração.

A Palavra de Deus nos ordena: “Nunca lhes falte o zelo; sede fervorosos de espírito, servido ao Senhor” (Rm 12.11).

Levando em conta a nossa responsabilidade na caminhada da fé, segue aqui algumas dicas para fugirmos do estado de frieza espiritual: mesmo sem querer ler a Bíblia, você deverá ler; mesmo sem querer orar, você deverá se esforçar; mesmo sem querer ir à igreja, você deverá decidir e ir; mesmo sem perceber a fé em seu coração, você deverá buscar a Deus. É uma questão de decisão e esforço e, com a ajuda do Espírito Santo, você irá melhorando, se aquecendo e voltará a ficar radiante, avivado, motivado e cheio do Espírito Santo. A ação soberana de Deus em nossa vida não anula a nossa responsabilidade de buscá-Lo e prosseguir em conhecê-Lo. Resumindo, se você decidir andar com o Senhor Jesus Cristo e decidir absolutamente conhecê-Lo cada vez mais todos os dias, você jamais se esfriará na fé, pois Jesus Cristo é a única fonte inesgotável de sabedoria e de conhecimento, a Água da vida, o Pão vivo que desceu do céu, a nossa Luz, o Caminho, a Verdade e a Vida… Achegue-se a Deus e Ele se achegará a você. Entregue, todos os dias, os seus caminhos e a sua vida ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará!

Pr. Eloízio Coelho Alves

A triste realidade da igreja evangélica nos dias de hoje!

Por Adriano Montes.
Fico imaginando, o que aconteceu, com nossas Igrejas, é muito triste o que vemos no cenário nacional, já parou para observar o comportamento das igrejas evangélicas no Brasil? Dizem que somos o povo do avivamento, que o Brasil é um celeiro de cristãos, com um potencial enorme para evangelizar o mundo! Será? Realmente, o Brasil é uma das nações onde as igrejas evangélicas mais crescem, mas crescem em qualidade ou em quantidade? São números impressionantes, como dizem alguns, “números Evangelásticos”, e realmente impressiona , a forma como cresceu e cresce a igreja evangélica em nosso País, mais infelizmente, o que muito me entristece, é constatar que quanto mais cresce em números, menor é a qualidade de nossas igrejas e consequentemente dos nossos irmãos que seguem cada vez mais, igrejas pobres e desnutridas espiritualmente, templos muitas vezes riquíssimos belos e imponentes, mais espiritualmente doentes, consequentemente, geram crentes doentes também, não quero ser pessimista, mais é o que enxergo quando olho para o quadro em que se encontram nossas igrejas, de um lado vemos, Igrejas neopentecostais e algumas Pentecostais pregando uma prosperidade louca, que gera um monte de cristãos egoístas, correndo em busca de uma riqueza material, que se não alcançam, logo abandonam a fé, frustrados por não conseguir o que buscavam, muitas das vezes taxados por culpados por seus lideres, que afirmam; se não conseguiu é porque não tem fé. Outros em busca de um milagre urgente em Igrejas que vivem de explorar o desespero das pessoas que sofrem a dor de uma doença, muitas das vezes desenganadas pela medicina, e DEUS realmente cura, ele é misericordioso e cura a pessoa independentemente de quem está orando por ela, o nosso Deus realmente cura, o problema é que certos pastores que tentam levar a fama de curandeiros, esquecem que DEUS não divide a glória dele com ninguém, e que o evangelho que deve ser pregado é o evangelho da salvação, e não o da cura, pois se por algum motivo DEUS não curar o camarada ele nunca mais volta na igreja, e DEUS tem os seus propósitos em tudo, há pessoas que decepcionadas por não ter tido a cura imediata, nunca mais volta a igreja. De outro lado vemos as igrejas pentecostais enfatizando demais a busca do inacreditável, emocionante e sobrenatural, é óbvio que o sobrenatural acontecerá sempre em nosso meio, mais não pode ser o principal motivo de nosso culto, não da maneira que estamos querendo que seja, nossos cultos são pura emoção e pouca salvação, não dá para viver um evangelho assim, no culto pentecostal geralmente, os crentes se preocupam demais, em ver o sobrenatural, ser arrebatado, entregar ou buscar uma profecia, falar em línguas, sapatear, pular, fazer aviãozinho, e outras coisas mais, ou seja, queremos um culto extraordinário, que nos satisfaça e nos encha de paz e alegria, para sairmos renovados, nada contra , mais estamos fazendo culto pra crente. E os perdidos, como ficam?
E as igrejas históricas e tradicionais, que em busca de um “avivamento” que muitas das vezes não tem nada de espiritual, estão se perdendo também nesse cenário evangélico da atualidade, as igrejas tradicionais, sem dúvida crescem bem menos que as pentecostais e neo-pentecostais, e muita das vezes, em busca de um uma “renovação,” acaba se perdendo em meio a shows, louvorzão e outras coisas mais.
O problema é que a Igreja, seja ela Reformada, histórica, tradicional, pentecostal, neopentecostal ou o que for, ela precisa saber, que o papel da igreja, é ganhar alma para CRISTO, o problema é que em todos os exemplos que citei acima, em nenhum deles, se prega o verdadeiro evangelho de JESUS CRISTO, se enfatiza muito o financeiro, ou a cura, ou as bênçãos, ou á emoção, ou o entretenimento. Estão esquecendo-se de dizer que só JESUS CRISTO SALVA, não estão pregando o evangelho da salvação, porque pensam eles: “não da ibope” Os pregadores de hoje, estão querendo dizer o que o povo quer ouvir, e não o que o povo precisa ouvir, estão pregando um evangelho barato, que muitas vezes sai caro mesmo é pros seguidores deles. Precisamos pregar o evangelho, que transforma, que confronta direto com o pecador, que faz o homem reconhecer o seu estado original, de pecador, se arrepender de seus pecados e entregar sua vida a CRISTO. É simples, é só falar do pecado da justiça e do juízo, dizer ao homem que ele é pecador, mais que CRISTO, morreu para o salvar, que basta ele se arrepender, e CRISTO o salvará! O resto pode deixar com JEOVÁ! Que o ESPIRITO SANTO o enviará, pois ele é quem convencerá Vil como é simples, é só sair do pedestal, descer um pouco, se lembrar que o trabalho de conversão pertence a DEUS que somos apenas vasos na mão do oleiro. O grande problema, é que esse tipo de pregação, salva o perdido, mais não dá muito retorno financeiro, como o tal evangelho da prosperidade por exemplo! E muitos pastores, preferem seguir o segundo caminho, mesmo conhecendo os perigos que estes representam.

ultimato

O MINISTÉRIO DA IGREJA

O CORPO DE CRISTO
Origem, Natureza, e Vocação da Igreja no Mundo

O QUE ESTUDAREMOS?
Nesta lição, veremos a natureza do ministério sacerdotal praticado entre os hebreus na Antiga Aliança, bem como do exercício ministerial na Nova Aliança. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.


TEXTO ÁUREO – COMPARANDO TRADUÇÕES
Foi ele quem “deu dons às pessoas”. Ele escolheu alguns para serem apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e ainda outros para pastores e mestres da Igreja. (Ef 4.11 – NTLH). Alguns de nós recebemos um talento especial como apóstolos; a outros Ele concedeu o dom de serem capazes de pregar bem; alguns têm a habilidade especial de ganhar pessoas para Cristo, as ajudando a crer nEle como seu Salvador; outros, ainda, têm o dom de cuidar do povo de Deus, como um pastor faz com seu rebanho, e dirigi-lo e ensiná-lo nos caminhos de Deus. (Ef 4.11 – VIVA).
• Contexto referencial. Ora, vocês são o corpo de Cristo e, individualmente, membros desse corpo. A uns Deus estabeleceu na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, os que têm dons de curar, ou de ajudar, ou de administrar, ou de falar em variedade de línguas. (1Co 12.27,28 – NAA). Devemos começar nossa explanação fazendo uma distinção entre dons ministeriais e cargos eclesiásticos. Há pessoas que têm o cargo eclesiástico de pastor, mas possuem o dom ministerial de evangelista ou profeta. Em contrapartida, há pessoas com o dom ministerial de pastor, mas exercem a função de presbítero ou diácono. O inverso também é verdadeiro, há pessoas que ocupam o cargo eclesiástico, mas não manifestam nenhum dom ministerial. Os dons ministeriais são concedidos por Jesus, conforme Paulo afirma: “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres”. (Ef 4.11). Porém, as funções ou cargos eclesiásticos são definidos pelo governo/liderança da igreja. Uma evidência disso é que o cargo de presbítero não é um dom ministerial, mas uma função atribuída pelo governo da igreja a homens fiéis e piedosos, como relata o historiador Lucas: “Depois de escolherem presbíteros para cada igreja, orando e jejuando, eles os entregaram ao Senhor, em quem haviam confiado”. (At 14.23 – KJA).


VERDADE PRÁTICA
Os dons ministeriais foram dados com o objetivo de edificar a Igreja e promover a maturidade de seus membros. A importância dos dons ministeriais é vista no texto bíblico que diz: com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. (Ef 4.12-14 – NVI).

INTRODUÇÃO
A LIÇÃO DIZ: Nesta lição, veremos o ministério em suas diferentes funções e ofícios, bem como as qualificações que, biblicamente, são exigidas para o seu exercício. Primeiramente, mostraremos que, de modo bíblico, todo cristão exerce um ministério sacerdotal que o habilita a ministrar diante de Deus. Nesse sentido, não há diferença entre o membro e a liderança. Todos são sacerdotes de Deus. Por outro lado, as Escrituras mostram claramente que Deus escolheu determinadas pessoas para funções e ofícios específicos. Esses ministros chamados por Deus têm a função de servir à Igreja de Cristo e trabalhar no aperfeiçoamento dos santos. Vamos analisar o texto da introdução em partes e comentar cada uma delas de forma breve:
• O texto aborda o tema do ministério cristão em suas diversas formas e requisitos, baseandose na Bíblia como fonte de autoridade e orientação.
• O texto destaca o aspecto universal do sacerdócio cristão, que implica que todos os crentes têm acesso direto a Deus e podem oferecer-lhe culto e serviço. Nesse aspecto, não há distinção entre os membros e os líderes da igreja. Ou seja, não dependemos da mediação de um líder espiritual para termos acesso a presença de Deus.
• O texto também reconhece o aspecto particular do ministério cristão, que envolve o chamado e a escolha de Deus para algumas pessoas exercerem funções e ofícios específicos na igreja. Essas pessoas têm a responsabilidade de servir ao corpo de Cristo e contribuir para o seu crescimento e maturidade. Todos podem exercer a função sacerdotal, mas não são todos recebem os dons ministeriais.

I. O MINISTÉRIO SACERDOTAL DE TODO CRENTE
O comentarista parte do geral para o especifico. Primeiro, ele vai abordar o ministério que deve ser exercido por todos os crentes. Em seguida, tratará dos dons ministeriais que são concedidos a um grupo seleto de homens com o propósito de edificar os santos.
1.1 O Sacerdócio no Antigo Testamento.
A LIÇÃO DIZ: A prática do sacerdócio é bem antiga entre os hebreus. Ela saiu da esfera familiar para se tornar uma complexa prática cerimonialista. Dessa forma, a evolução do sacerdócio na Antiga Aliança é como segue:
• no princípio, quando surgiu a necessidade de se oferecer sacrifícios, os cabeças das famílias eram seus próprios sacerdotes (Gn 4.3; Jó 1.5);
• Assim, na era dos patriarcas, encontramos o chefe da família exercendo essa função (Gn 12.8);
• Israel, como nação, foi posta como sacerdote para outros povos (Êx 19.6);
• no Monte Sinai, o Senhor limitou a prática sacerdotal à família de Arão e à tribo de Levi (Êx 28.1; Nm 3.5-9).
Em sua forma mais complexa e restrita, o sacerdote, no Antigo Testamento, era o ministro divinamente designado, cuja principal função era representar o homem diante de Deus. A principal função do sacerdote era mediar a adoração em Israel. Mas diretamente conectada a essa função religiosa principal, havia também a função social dos sacerdotes. Além do serviço no Tabernáculo e posteriormente no Templo, basicamente os sacerdotes também tinham de se ocupar
com questões administrativas, jurídicas, educacionais, civis e sociais. Qual é a natureza e quais são os deveres do ofício sumo sacerdotal?
• O sumo sacerdote precisava descender diretamente de Arão, o primeiro sumo sacerdote
levítico.
• Não podia ter defeitos físicos (Lv 21.16-23).
• Não podia contrair matrimônio com viúva, estrangeira ou ex-meretriz, mas somente com uma virgem israelita (Lv 21.14). Mais tarde isso foi modificado, permitindo-lhe casar-se com a viúva de outro sacerdote (Ez 44.22).
• Ele tinha de dedicar-se a seu trabalho, não podendo abandoná-lo nem mesmo ante a morte de um membro de sua família, como pai ou mãe (Lv 21.10-12).
• Estava obrigado a observar regras de dieta, acima dos israelitas comuns (Lv 22.8).
• Precisava lavar mãos e pés antes de servir (ver Êx 30.19-21).
• Originalmente, ele queimava o incenso sobre o altar de ouro, como um de seus deveres; posteriormente, porém, isso ficou ao encargo de outro sacerdote (Lc 1.8,9).
• Repetia, a cada manhã e a cada tarde, a oferta de manjares que ele oferecera no dia de sua consagração (ver o capítulo 19 do livro de Êxodo).
• Cumpria-lhe efetuar as cerimônias do grande Dia da Expiação, entrando no Santo dos Santos uma vez por ano, a fim de fazer expiação pelos pecados do povo (ver o capítulo 21 do livro de Levítico).
• Cumpria-lhe arrumar os pães da apresentação a cada sábado, consumindo-os no Santo Lugar (Lv 24.9).
• Precisava abster-se das coisas santas se ficasse impuro por qualquer razão, ou se contraísse lepra (Lv 22.1-7).
• Qualquer pecado que ele cometesse teria de ser expiado por sacrifício oferecido por ele
mesmo (Lv 4.3-13).
• Por igual modo, oferecia sacrifício pelos pecados de ignorância do povo (Lv 22.12-16).
• Cumpria-lhe proferir a validade da lepra curada (Lv 13.2-59).
• Cabia-lhe certo direito legal de julgar casos (Dt 17.12), especialmente quando não houvesse juiz disponível.
• Deveria estar presente quando da nomeação de algum novo governante, intercedendo subsequentemente em seu favor (Nm 27.19-20). Havia ainda outros deveres secundários que ele compartilhava com os sacerdotes.
1.2 Uma doutrina bíblica confirmada no Novo Testamento.
A LIÇÃO DIZ: O Novo Testamento apresenta o sacerdócio da Antiga Aliança como um tipo de Cristo (Hb 8.1) que operou o derradeiro sacrifício pelos pecados do povo. Assim, não mais uma família, tribo ou nação é detentora do sistema sacerdotal. Agora, é a Igreja que constitui o sacerdócio universal de todos os crentes (1 Pe 2.5; Ap 5.10; cf. Jr 31.34). Logo, se debaixo da Antiga Aliança o sacerdote era um ministro do culto, agora, sob a Nova Aliança, como sacerdotes, oferecemos o próprio corpo em sacrifício vivo (Rm 12.1,2); ministramos o louvor como fruto de nossos lábios (Hb 13.15); intercedemos pelos outros (1 Tm 2.1; Hb 10.19,20); proclamamos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1 Pe 2.9); e mantemos comunhão direta com Deus (2 Co 13.13). Desde os tempos do Antigo Testamento Deus já revelava seu propósito acerca do verdadeiro sacerdócio de seu povo. Por isso o profeta Isaías profetizou: “Mas vós sereis chamados sacerdotes do SENHOR, e vos chamarão ministros de nosso Deus […]” (Is 61.6).Ainda antes disso, através de Moisés o Senhor falou: “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa” (Êx 19.5,6). Já no Novo Testamento, o apóstolo Pedro aplicou o cumprimento dessa promessa à Igreja. Ele escreve: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamares as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pe 2.9). Também é interessante notar que o apóstolo fala da eleição e do sacerdócio real do povo de Deus como fundamentado na eleição e no sacerdócio celestial de Cristo: “Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” (1 Pe 2.4,5). O livro do Apocalipse igualmente relaciona o sacerdócio de Cristo ao sacerdócio real dos crentes: “Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra” (Ap 5.9,10). Portanto, alguns pontos importantes dessa doutrina são:
• A exclusividade e suficiência de Cristo como mediador entre Deus e os homens.
• O acesso direto e pessoal de todos os cristãos a Deus por meio de Cristo.
• A vocação e o dever de todos os cristãos de servir como sacerdotes, oferecendo sacrifícios espirituais a Deus.
• A igualdade e a solidariedade de todos os cristãos como membros do corpo de Cristo.
• A autoridade e a capacidade de todos os cristãos de julgar segundo as Escrituras e de rejeitar todo ensino que contradiz a Palavra de Deus.
1.3 Uma doutrina bíblica resgatada na Reforma Protestante.
A LIÇÃO DIZ: No catolicismo romano, o sacerdócio é limitado à figura dos padres. Não há a função sacerdotal para os membros da igreja. Nesse caso, o Papa é considerado o vigário de Cristo na Terra. Por isso, cabe destacar aqui que o resgate da doutrina bíblica do sacerdócio universal dos crentes, tal qual se encontra no Novo Testamento, foi uma obra da Reforma Luterana do século 16. Por muito tempo, a doutrina do sacerdócio de todos os crentes foi abafada pela ênfase na ordenação de homens a cargos eclesiásticos. A maior contribuição de Lutero à eclesiologia protestante foi a sua doutrina do sacerdócio de todos os cristãos. Ele rompeu decisivamente com a divisão tradicional da igreja em duas classes, clero e laicato. O sacerdócio de todos os cristãos é tanto uma responsabilidade quanto um privilégio, um serviço tanto quanto uma posição. É importante pontuar pelo menos duas distorções acerca do significado do sacerdócio real universal dos crentes. A primeira delas é aquela que diz que o sacerdócio real desencoraja a vida da Igreja como comunidade. Já a segunda é aquela que reprova o exercício do ofício ministerial de alguns cristãos.

II. A ESTRUTURA MINISTERIAL DO NOVO TESTAMENTO
2.1 O ministério quíntuplo.
A LIÇÃO DIZ: O texto de Efésios 4.11 diz que Deus pôs na Igreja apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Essa relação é descrita comumente como “ministério quíntuplo” da Igreja.
• Apóstolo. Alguém enviado em uma missão (Mt 10.2; Lc 22.14; At 13.2). Alguns requisitos podem ser destacados para alguém ser um apóstolo: Ter estado com o Senhor Jesus (At 1.21,22); ter sido uma testemunha da ressurreição de Jesus (At 1.22); ter visto o Senhor (At 9.1-5); ter operado sinais e maravilhas (2 Co 12.1-5). Assim, no Novo Testamento, o apostolado pode ser visto mais como uma função do que um ofício. O termo apóstolo tem três significados principais no Novo Testamento. Apenas uma vez parece ser aplicado a cada cristão, quando Jesus disse que um mensageiro (apostolos) não é “maior do que aquele que o enviou” (Jo 13.16). Então, todo cristão é, ao mesmo tempo, servo e apóstolo. Além disso, havia apóstolos das igrejas (2Co 8.23), mensageiros enviados por uma igreja como missionários ou para outra incumbência. Por fim, havia os apóstolos de Cristo, consistindo dos Doze, Paulo, Tiago, o irmão do Senhor, e possivelmente um ou dois outros escolhidos e autorizados por Jesus. Parece que Paulo está usando o termo nesse último sentido, pois é assim que ele usou a palavra em sua carta, referindo-se a si mesmo (1.1) e aos seus companheiros apóstolos como o fundamento da igreja (2.20, 3.5). Nesse sentido, não há apóstolos hoje. Podemos, no entanto, defender aqueles com ministérios apostólicos de um tipo diferente, incluindo jurisdição episcopal, trabalho missionário pioneiro, implantação de igrejas, liderança itinerante e assim por diante.
• Profeta. O profeta era alguém inspirado e autorizado para falar em nome de Deus. Nesse aspecto, ele era um porta-voz de Deus. No Novo Testamento, o profeta exortava e consolava (At 15.32) e trazia revelação do futuro (At 11.27-29). Contudo, a Escritura distingue o ministério de profeta do dom da profecia. Assim, somente alguns eram chamados para ser profetas (Ef 4.11) enquanto todos poderiam exercer o dom da profecia (1 Co 14.5,31). Destacamos que não existe mais profetas canônicos e que toda profecia deve ser julgada pelas Escrituras. Diferença entrem dom espiritual de profecia e dom ministerial de profeta. a) O ministério profético não é para todos. “São todos profetas?1Co 12.29. Em Éfesios 4.11, Paulo diz que Deus “deu uns” para profetas. O dom espiritual de profecia, ao contrário, é para todos: “Todos podereis profetizar”, 1Co 14.31.

b) O dom de profecia é uma capacitação sobrenatural do Espírito Santo concedida a uma pessoa da congregação, do povo, para transmitir a mensagem de Deus. O ministério profético resultante do respectivo dom ministerial é, por sua vez, exercido através de um ministro dado por Deus à Igreja.

c) A profecia no ministério profético, como aqui abordado, não é a pregação comum. É uma mensagem divina revelada no momento, ao passo que a pregação habitual é estudada, preparada (1Tm 5.17b).
Evangelista. É alguém cujo ministério é centrado na salvação de almas (At 8.5; 21.8). O conceito. “De maneira geral, todos temos a obrigação de pregar o Evangelho. Mas, entre os santos, ALGUNS SÃO ESCOLHIDOS para fazê-lo de forma mais dinâmica e eficiente” (ANDRADE, 2006, p. 177). O autêntico ministério de evangelista é concedido por Jesus, nunca imposto pelos homens. Pelo fato de certos “evangelistas” não terem esse ministério, os tais usam de malabarismos, trejeitos, mecanicismo, emocionalismo e até truques diante do povo. (Gilberto, 2011). O ministério de Evangelista é um dom de Deus, concedido através da capacitação espiritual e ministerial para a propagação do evangelho de Cristo a todas as pessoas. O Evangelista é, por excelência, o pregador das boas novas. Apêndice: Existem três tipos de evangelistas:

1. Todos os crentes que evangelizam e falam do amor de Cristo para as pessoas.

2. Um ministro que desenvolve um trabalho evangelístico, mesmo que não seja a sua vocação.

3. O evangelista vocacionado com o dom ministerial.

• Pastores e mestres. O pastor possui a função de apascentar (Jo 21.16) enquanto o mestre, a de ensinar (Rm 12.7).
A função do pastor, como ministério recebido de Deus, compreende:
a. Dirigir, presidir e administrar o rebanho do Senhor: Sem isso, as ovelhas se desviarão.
b. Doutrinar: Para isso, o pastor precisa ser um estudante dedicado da Palavra de Deus, especialmente no que concerne à Teologia Sistemática. Um grande segredo do progresso no ministério pastoral está em doutrinar. Aqui, é preciso cuidado para não instituir “doutrinas de homens” (Cl 2.22). O pastor, pela natureza do seu trabalho, está muito ligado ao ensino bíblico (At 21.15-17).
c. Proteger: Se o pastor não fizer essa parte, muitas ovelhas cairão vítimas de todo tipo de males.
d. Tratar das ovelhas: Muitas caem doentes espiritualmente.
e. Alimentar as ovelhas: Uma ovelha faminta segue qualquer outro líder, além de outros males que lhe atingem.
f. Visitar: É outra função, exercida diretamente ou através de comissões.
g. Disciplinar: O termo disciplina envolve primeiramente o sentido de instrução, admoestação e correção, e não o de castigo e punição. Para fazer tudo isso, o pastor precisa estar sempre cheio do amor de Deus pelas ovelhas, pelos perdidos, pelos fracos e faltosos, por todos. O conceito. “…O dom de mestre é a capacidade especial que o Espírito Santo concede a alguns discípulos, dando-lhes a função de saber e ensinar, a fim de transmitirem conhecimentos por meio de uma didática que possibilite o aprendizado fácil e eficiente…” (ROCHA, Jormicézar Fernandes). Ou seja, O mestre é aquele que foi escolhido pelo Senhor para promover o discipulado contínuo dos servos de Cristo Jesus.
a. Sanar a superficialidade bíblica. A cerca do problema da falta de profundidade bíblica no meio da igreja, escreve Donald Stamps: “Não são poucos os crentes que, por não conhecerem a Palavra de Deus, estão sendo destruídos pelos costumes mundanos.” (STAMPS, 2006).
b. Dirimir a infantilidade espiritual. O crente permanece infantil quando tem uma compreensão inadequada das verdades bíblicas e pouca dedicação a elas.
c. Combater os falsos mestres e as doutrinas heréticas. “Contudo, assim como surgiram falsos profetas entre o povo de Israel, também surgirão falsos mestres entre vocês. Eles ensinarão astutamente heresias destrutivas e até negarão o Mestre que os resgatou, trazendo sobre si mesmos destruição repentina.” (2 Pe 2.1 NVT). O mestre desmascara os falsos ensinos, bem como os seus expoentes.
2.2 O serviço de diáconos e presbíteros.
A LIÇÃO DIZ: O Novo Testamento mostra como o diaconato foi instituído (At 6.1-7). O sentido do verbo grego diakoneo é “servir” e ocorre 37 vezes ao longo do Novo Testamento. Todo o crente, sem exceção, deve exercer a diaconia na igreja. Não podemos cair no conceito errado de que o serviço, o qual corrobora para o bom funcionamento da igreja é dever exclusivo dos oficiais da igreja, diáconos, presbíteros, evangelistas e pastores. Por exemplo, ajeitar um relógio que está quebrado, ficar na portaria enquanto o escalado não chega, pegar o nome dos visitantes, zelar a igreja, etc. Há uma diferença entre diaconia e diácono. A diaconia é o serviço que todos os crentes devem realizar. O diaconato é o exercício de um oficio de liderança. Todos devem diaconisar, mas nem todos podem fazer parte do diaconato.
A LIÇÃO DIZ: O presbyteros, traduzido como “presbíteros”, ocorre 66 vezes no texto grego do Novo Testamento. Ele era alguém que supervisionava, presidia ou ainda exercia alguma função pastoral. De forma genérica e resumida, os termos “Bispo”, “Ancião” e “Presbítero” são sinônimos. Ou seja, são palavras usadas para nomear a mesma função ministerial. A palavra “presbítero” é uma palavra de origem grega, a saber, “presbyterous” (πρεσβυτερους), cujo significado outro não é senão “mais velho”. Assim, a palavra “ancião” e a palavra “presbítero” têm exatamente o mesmo
significado, ou seja, de “pessoas mais velhas”, de “pessoas mais maduras”. O termo “bispo” é tradução de outra palavra grega, a saber, “épískopos” (έπίσκοπος), cujo significado é o de “observador”, “aquele que olha sobre os demais”. Em suma, o bispo, presbítero, ancião é um ministro cristão investido de suficiente autoridade para administrar e orientar a igreja local (1 Tm 3.1-17).

Apêndice –

1) Apesar de Bispo, presbítero e ancião serem termos intercambiáveis, adotamos a nomenclatura de presbítero para caracterizar a função eclesiástica.

2) O presbítero, necessariamente, não é um senhor velhinho de cabelos brancos. O termo refere-se a homens, que apesar de pouca idade, sejam maduros na fé e preencham os requisitos bíblicos exigidos para o cargo.



III. AS QUALIFICAÇÕES PARA O MINISTÉRIO
Devido à posição que o presbítero exerce no meio da igreja, ele deve preencher alguns requisitos para desenvolver bem a sua função. Por isso, vamos usar as qualificações necessárias para esse cargo como requisito para o ingresso no ministério.

• Vida familiar.

a) O presbítero precisa ter uma única esposa (1 Tm 3.2).

b) O presbítero é alguém que governa bem a sua casa (1 Tm 3.4,5).
• Área financeira.

a) O presbítero não pode ser um homem avarento (1 Tm 3.3).
• Relacionamentos interpessoais.

a) O presbítero não pode ser violento (1 Tm 3.3).

b) O presbítero deve ser inimigo de contendas (1 Tm 3.3).

c) O presbítero deve ser hospitaleiro (1 Tm 3.2).

• Reputação pessoal. a) O presbítero precisa ser irrepreensível (1 Tm 3.2).

b) O presbítero precisa ter bom testemunho dos de fora (1 Tm 3.7).

• Domínio próprio.

a) O presbítero ser temperante (1 Tm 3.2).

b) O presbítero ser sóbrio (1 Tm 3.2).

c) O presbítero precisa ser modesto (1 Tm 3.2).
• Maturidade espiritual. O presbítero não pode ser novo convertido, imaturo na fé (1 Tm 3.6).
• Área pedagógica. O presbítero precisa ser apto para ensinar (1 Tm 3.2).

CONCLUSÃO
Ufa! Terminamos. O subsidio ficou enorme. Portanto, em nossa conclusão, quero apenas recapitular os pontos mais importantes que aprendemos nesta lição:
• A doutrina bíblica do sacerdócio universal do crente é um fato na Nova Aliança. A Igreja constitui o sacerdócio universal de todos os crentes.
• Deus pôs na Igreja apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres.
• Há qualificações claras para o exercício do ministério na Igreja de Cristo.

A DOUTRINA QUE DA VIDA E EXPULSA DEMÔNIOS

O FUNDAMENTO DOS APÓSTOLOS E DOS PROFETAS
A Doutrina Bíblica como Base para uma Caminhada Cristã Vitoriosa

O QUE VAMOS ESTUDAR?
Nesta lição estudaremos a respeito da doutrina de Jesus Cristo. Veremos que ela dá vida ao crente e autoridade para expulsar os demônios. Vamos juntos, aprender a Palavra de Deus.
TEXTO PRINCIPAL
Eu sou a porta; quem entra por mim será salvo. Entrará e sairá, e encontrará pastagem. O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente. (Jo 10.9,10 – NVI). O versículo 9 é um daqueles versículos bastante simples para o aluno da escola dominical entender, e contudo nunca pode ser esgotado pelos estudiosos mais especializados.
• Cristo é a porta. O cristianismo não é um credo, nem uma igreja, antes é uma pessoa, e essa pessoa é o Senhor Jesus Cristo.
• Se alguém entrar por mim. A salvação só pode ser recebida através de Cristo. O batismo não serve, nem a ceia do Senhor. Devemos entrar por Cristo e pelo poder que ele dá. O convite é para qualquer pessoa. Cristo é o Salvador tanto do judeu como do gentio. Mas para ser salvo o indivíduo deve entrar. Ele deve receber Cristo pela fé. É um ato pessoal, e sem ele não há salvação. Os que entram são salvos da penalidade, do poder e, por fim, da presença do pecado.
• Depois da salvação, eles entrarão e sairão. Talvez o pensamento é que entram na presença de Deus pela fé para adorar e depois saem para o mundo para dar testemunho do Senhor. De qualquer forma, trata-se de um quadro de absoluta segurança e liberdade no serviço do Senhor. Os que entram acham pastagem.
• Cristo não é somente o Salvador e aquele que dá liberdade, mas é também o Sustentador e aquele que satisfaz. Suas ovelhas acham pastagem na palavra de Deus. O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir […]. Em primeira instância, o ladrão aqui é o fariseu (10.1). Esses líderes religiosos matavam e destruíam as pessoas que eles tinham roubado (Mt 23.15). O ladrão não tem outra agenda a não ser roubar, matar e destruir. Ele vem somente para isso. Esse é um retrato imediato dos fariseus. Também aponta para todos os líderes religiosos que oprimem e destroem o povo em vez de apascentá-lo. Essa é uma descrição clara do próprio diabo, inspirador de todos os falsos pastores.


RESUMO DA LIÇÃO
A doutrina de Jesus reflete o seu caráter, razão pela qual ela liberta e dá vida aos que creem e a obedecem. A doutrina de Jesus não é apenas intelectual, mas transformadora. Ela tem o poder de libertar as pessoas do pecado, da condenação e da morte espiritual, trazendo-lhes vida abundante e eterna. Isso é evidenciado na promessa de Jesus em João 8.32, onde Ele declara que a verdade liberta.


INTRODUÇÃO
A LIÇÃO DIZ: Por intermédio do ministério terreno de Jesus, podemos ver que doutrina e obras caminham unidas. As obras realizadas pelo Senhor Jesus revelam o seu caráter e a natureza da sua doutrina. Portanto, além de relacionar a doutrina de Cristo com suas obras, esta lição mostrará que ambas são inseparáveis e que as obras do Senhor são firmadas em quem Ele é. A doutrina de Cristo é o conjunto de ensinamentos que Ele revelou aos seus discípulos e ao mundo, por meio de suas palavras e ações. As obras de Cristo são as manifestações do seu poder, da sua autoridade, da sua misericórdia e do seu amor. As obras de Cristo são os sinais que Ele realizou para confirmar a sua doutrina. A doutrina e as obras de Cristo são inseparáveis, pois elas revelam quem Ele é: o Filho de Deus, o Messias prometido, o Salvador do mundo, o Senhor de tudo. A doutrina e as obras de Cristo são complementares, pois elas se iluminam mutuamente e nos conduzem ao conhecimento plenode Deus.


I. A AUTORIDADE DA DOUTRINA DE CRISTO
1.1 O conceito de autoridade.
Autoridade é a capacidade de influenciar, orientar, ordenar ou decidir sobre algo ou alguém. A autoridade pode ser exercida de diferentes formas e níveis, dependendo da origem, da finalidade e da legitimidade da mesma. A autoridade pode ser humana ou divina, temporal ou eterna, justa ou injusta, benéfica ou maléfica. A autoridade da doutrina de Cristo é a autoridade divina, eterna, justa e benéfica, que procede diretamente de Deus, o Pai, que a revelou ao seu Filho unigênito, Jesus Cristo, o Verbo encarnado. A autoridade da doutrina de Cristo é a autoridade suprema, que se impõe sobre toda a criação, sobre toda a história e sobre toda a humanidade.
1.2 Autoridade que habilita.
A LIÇÃO DIZ: A autoridade de Cristo confere todas as condições necessárias em favor do avanço de seu Reino, inclusive na difusão de sua doutrina. Eu lhes dei autoridade para pisarem sobre cobras e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo; nada lhes fará dano. (Lc 10.16 – NVI). Outro texto que vale apena conferir é Mateus 28.18-20 Então, Jesus aproximou-se deles e disse: “Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. Temos êxito em nossa missão porque ninguém tem mais autoridade do que Jesus, nem no céu, nem na terra, nem no inferno! Ao realizarmos a sua obra, estamos sob a sua autoridade.
1.3 Autoridade confirmada.
A LIÇÃO DIZ: A autoridade de Jesus faz dEle digno de ser ouvido e a sua doutrina digna de toda aceitação, haja vista ser ela de natureza divina. Há um texto bíblico no evangelho segundo Mateus que é bem apropriado para ocasião: Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, as multidões estavam maravilhadas com a sua doutrina, porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas. (Mt 7.28,29 – NAA). Por que as multidões ficaram maravilhadas?
• Ele falava a verdade (Jo 14.6; 18.37). Os pensamentos corruptos e evasivos caracterizavam os sermões de muitos dos escribas e fariseus (Mt 5.21).
• Ele apresentava assuntos de grande relevância, questões de vida, morte e eternidade (leia todo o sermão). Eles (fariseus e escribas) com frequência desperdiçavam seu tempo com trivialidades (Mt 23.23; Lc 11.42).
• Havia consistência e conteúdo edificante na pregação de Jesus. No entanto, os fariseus, como denuncia o Talmud, divagavam sem parar.
• Ele falava como aquele que amava os homens, como aquele que se preocupava com o bemestar eterno de seus ouvintes e apontava para o Pai e seu amor (5.44-48). A falta de amor por parte dos fariseus é evidente com base em passagens tais como (Mt 23.4,13-15; Mc 12.40; etc).
• Finalmente, e este aspecto é o mais importante, pois ele é especificamente declarado aqui (v.28), Ele falava “com autoridade” (Mt 5.18,26; etc.), porque sua mensagem vinha diretamente do coração e mente do Pai (Jo 8.26).

II. A DOUTRINA DE CRISTO DÁ VIDA AO HOMEM

2.1 Morte espiritual.
A LIÇÃO DIZ: Paulo ensina que o homem sem Deus se encontra morto em suas ofensas e pecados e nos mostra algumas características dessa condição, como por exemplo: cometer práticas ilícitas deliberadamente; viver de acordo com os padrões deste mundo que é inimigo de Deus; desobediência e seguir os desejos da carne. Somente o Espírito Santo pode reverter essa situação. Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência. Anteriormente, todos nós também vivíamos entre eles,  satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, éramos por natureza merecedores da ira. (Ef
2.1-3 – NVI). A morte a que Paulo se refere não é uma figura de linguagem, como na parábola do filho pródigo: “Este meu filho estava morto”. Pelo contrário, é uma declaração real da condição espiritual de todos que estão fora de Cristo. A causa da morte são as transgressões e os pecados. O salário do pecado é a morte (Rm 6.23). Morte é separação. Da mesma forma que a morte separa o corpo da alma, a morte espiritual separa o homem de Deus, a fonte da vida. É como se o mundo todo fosse um imenso cemitério e cada pedra tumular tivesse a mesma inscrição: “Morto por causa do pecado”. É importante ressaltar que o incrédulo não está apenas doente; ele está morto. Ele não necessita apenas de restauração, mas de ressurreição. Portanto, na esfera de maior importância (que não é nem o corpo, nem a mente, nem a personalidade, mas a alma), as pessoas sem Cristo não têm vida. Elas estão cegas para a glória de Jesus Cristo e surdas para a voz do Espírito Santo. Não têm amor por Deus, não têm consciência de sua realidade pessoal, não têm nenhuma ação do espírito em direção a Deus para clamar: “Aba, Pai”. Não têm anseio por comunhão com o povo de Deus – são tão indiferentes a ele quanto um cadáver.
2.2 A vida de Cristo.
A LIÇÃO DIZ: Jesus é o bom Pastor que “dá a vida pelas suas ovelhas” (Jo 10.11). Mas, afinal de contas, que vida é esta? O texto em Efésios 2.5 nos dar a resposta: deu-nos vida com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos. Deus tirou-nos da sepultura espiritual em que o pecado nos havia posto. Deus realizou uma poderosa ressurreição espiritual em nós por meio do poder do Espírito Santo. Quando cremos em Cristo, passamos da morte para a vida (Jo 5.24). Recebemos vida nova: a vida de Deus em nós. O texto de João 10.11 nos diz: — Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.
• Ele se deu voluntariamente. As pessoas não puderam tirar sua vida. Ele voluntariamente a entregou para tornar a reassumi-la (10.17). Não foi Judas que, por ganância, levou Jesus à cruz. Não foi Pedro que, por covardia, negou a Jesus que o levou à cruz. Não foi o Sinédrio judaico que, por inveja, julgou Jesus réu de morte e o levou à cruz. Não foi Pilatos que, por conveniência política, sentenciou Jesus à morte e o levou à cruz. Não foi a multidão ensandecida, insuflada pelos sacerdotes, que levou Jesus à cruz. Ele foi para a cruz voluntariamente. Ele se entregou por amor. Ele se deu voluntariamente.
• Ele se deu sacrificialmente. Ele não amou suas ovelhas apenas de palavras. Verteu seu sangue pelas ovelhas. Não havia outro meio mais ameno. Não havia outro caminho de salvação. Para salvar suas ovelhas, a lei de Deus que foi violada precisava ser obedecida. A justiça de Deus ultrajada precisava ser satisfeita. Somente o sacrifício de Cristo, o Cordeiro sem mácula, poderia salvar as ovelhas.
• Ele se deu vicariamente. Jesus morreu em lugar das ovelhas. Sua morte não apenas possibilitou a salvação das ovelhas, mas realmente a efetivou. O sacrifício de Cristo foi substitutivo. Ele morreu em lugar das ovelhas. Ele pagou sua dívida. Não morreu para abrandar o coração de Deus, mas como expressão do amor de Deus. Não foi a cruz que inundou o coração de Deus pelas ovelhas, mas foi o coração inundado de amor pelas ovelhas que providenciou a cruz. A cruz é o maior arauto do amor de Deus. Nela, Jesus morreu por pecadores. Nela, o Justo morreu pelos injustos. Nela, encontramos uma fonte de vida e salvação.
2.3 Doutrina de vida.
A LIÇÃO DIZ: Jesus disse que as suas palavras são “espírito e vida” (Jo 6.63). Esse texto reafirma a natureza espiritual e divina das palavras de Jesus e o fato de que as suas palavras produzem vida. O Senhor disse: “As palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida”. Ele pretendia asseverar que, aplicadas ao coração pelo Espírito Santo, suas palavras e seus ensinos são os meios apropriados para despertar o interesse pelas coisas de Deus e conceder vida espiritual.



III. A DOUTRINA DE CRISTO E OS DEMÔNIOS
3.1 A doutrina de Cristo e suas obras.
A LIÇÃO DIZ: Jesus se manifestou “para desfazer as obras do diabo” (1 Jo 3.8). Ele percorreu vários lugares anunciando “o evangelho do Reino” e “fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo” e anunciando “o evangelho do Reino” (Mt 9.35; At 10.38). O que o diabo tem feito é espalhar o pecado e a morte entre a humanidade. “Moralmente, sua obra é tentar para o pecado; fisicamente, é infligir doença; intelectualmente, seduzir para o erro. Ele ainda ataca a alma, o corpo e a mente do homem dessas três maneiras” (J. Stott). Essas são as suas obras. Jesus Cristo, o Filho de Deus, manifestou-se ao mundo com o específico propósito de destruir (no original, desfazer) essas obras, ou seja, soltar as amarras do pecado, dissolver seu poder e influência na vida dos pecadores (cf. 3.5).
3.2 Os demônios reconhecem Jesus.
A LIÇÃO DIZ: Os demônios conhecem a Jesus, sabem de sua natureza, reconhecem a sua divindade e se encurvam diante do seu poderio (Mt 8.28-34). Os demônios se submetem e respeitam tanto a Jesus como à sua autoridade. Leia o texto com atenção para entender o nosso comentário: Quando Jesus chegou à outra margem, à terra dos gadarenos, dois endemoniados foram ao seu encontro, saindo dentre os túmulos. Eles eram tão furiosos, que ninguém podia passar por aquele caminho. E eis que gritaram: — O que você quer conosco, Filho de Deus? Você veio aqui nos atormentar antes do tempo? Ora, uma grande manada de porcos estava pastandom não longe deles. Então os demônios pediram a Jesus com insistência: — Se você vai nos expulsar, mande-nos para a manada de porcos. Jesus disse: — Pois vão. E eles, saindo, entraram nos porcos; e eis que toda a manada se precipitou, despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, e morreram nas águas. Os que tratavam dos porcos fugiram e, chegando à cidade, anunciaram todas estas coisas e o que tinha acontecido com os endemoniados. Então a cidade toda saiu para encontrar-se com Jesus. E, ao vê-lo, pediram-lhe com insistência que se retirasse da terra deles. (Mt 8.28-34 – NAA). Por que Jesus atendeu ao pedido dos demônios? Por quatro razões pelo menos: Primeiro, para mostrar ao mundo que os demônios não são seres mitológicos, mas seres reais e malignos. Segundo, para mostrar o poder devastador dos demônios, capaz de levar à morte dois mil porcos. Terceiro, para mostrar os valores distorcidos do mundo, que ama mais os porcos do que as pessoas. Quarto, para mostrar que ele, Jesus, é quem tem autoridade. Os demônios ficam se ele permitir e
saem se ele mandar.
3.3 Os demônios são expulsos.
Sobre esse subponto podemos considerar:
• Poder sobre as forças espirituais. A capacidade de Jesus em expulsar demônios ressalta seu poder e autoridade sobre as forças espirituais do mal. Isso demonstra que Ele é superior a qualquer influência demoníaca e que o Reino de Deus triunfa sobre o reino das trevas.
• Libertação e cura. As ações de Jesus revelam seu desejo de libertar e curar as pessoas oprimidas pelo mal.
• Conflito espiritual. A expulsão de demônios também evidencia a realidade do conflito espiritual entre o bem e o mal. Isso nos leva a considerar a importância da vigilância espiritual e a compreensão da batalha espiritual que está presente no mundo.


CONCLUSÃO
Com a graça de Deus, concluímos mais uma lição! Desejo a todos uma ótima aula e final de semana extraordinário. Deus abençoe a todos.

BPC libera crédito consignado e regras para contratar são divulgadas

 Com garantia do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o empréstimo consignado para os idosos que recebem o BPC (Benefício de Prestação Continuada) foi autorizado recentemente pelo Governo Federal. Com isso, novas regras para a operação de crédito também foram divulgadas. Titulares do BPC ganham valores extras em fevereiro; confira.  Atualmente, o benefício é pago para idosos que possuem mais de 65 anos de idade. Além deles, o pagamento também é realizado para pessoas que possuem algum tipo de deficiência. Mensalmente, elas recebem uma parcela de um salário mínimo do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Neste ano, o valor foi atualizado de R$ 1.320 para R$ 1.412. O aumento acontece porque o benefício é baseado no salário mínimo.

Caso receba o pagamento mensal, o beneficiário pode solicitar a liberação de um empréstimo consignado. Por possuir garantia do INSS, a operação de crédito conta com juros menores do que os que são praticadas pelo mercado.

Confira as regras atuais do consignado do BPC:
Os critérios para a operação de crédito são semelhantes aos estabelecidos pelo INSS para aposentados ou pensionistas;
Dessa forma, o pagamento é efetuado por meio de descontos que são realizados diretamente na folha do benefício;
O processo é realizado de forma automática pelo INSS;
No entanto, o Instituto define qual o percentual máximo de comprometimento do benefício com a operação;
Essa taxa varia de acordo com a solicitação realizada;
No entanto, seu limite é de até 45% do valor total do benefício;
O percentual é dividido da seguinte forma:
35% para empréstimo pessoal consignado;
5% para o cartão de crédito consignado;
5% para o cartão consignado de benefício;
Atualmente, o teto de cobrança de juros do consignado também é regulado;
Ele não deve ultrapassar do limite de 1,76% ao mês;
Já as parcelas deverão ser pagas em um prazo máximo de até 84 meses.

Fonte fdr.com.br

Conta de energia pode ter desconto de 75%

Conta de energia pode ter desconto de 75% através do Desenrola Brasil e regras são divulgadas.  Os clientes da concessionária Energisa Sul-Sudeste com contas de energia em atraso e que se encaixem nos critérios do programa Desenrola Brasil, poderão renegociar suas dívidas através do site do Serasa. A Energisa Sul-Sudeste fornece energia elétrica a 28 municípios da região de Presidente Prudente, no estado de São Paulo. Como conseguir desconto na conta de energia? Para garantir o desconto na conta de energia, a pessoa precisa ter uma renda de até dois salários mínimos ou estar inscrita no CadÚnico (Cadastro Único).  Além disso, para participar do Desenrola é preciso ter débitos entre 1º de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2023 com um valor total de até R$ 20 mil. Para negociar a dívida, os clientes deverão acessar o site do Serasa e seguir o passo a passo da negociação pelo programa Desenrola Brasil. Também é possível fazer a negociação através do site do Governo Federal. Os interessados em renegociar suas dívidas tem até o dia 31 de março.13º salário antecipado e saque extra do FGTS são confirmados para folgar o bolso dos brasileiros

Idoso com dívidas têm direito a negociação especial garantida por lei

São Paulo inicia programa para pagar dívidas com descontos surpreendentes; veja como aderir Caso surjam dúvidas, o público pode entrar em contato com a Energisa através do aplicativo Energisa On, do site ou fazer uma ligação para o número 0800-7010-326, que é gratuita.

Cidades atendidas pela Energisa
Adamantina (São Paulo);
Álvares Machado (São Paulo);
Alfredo Marcondes (São Paulo);
Caiabu (São Paulo);
Caiuá (São Paulo);
Emilianópolis (São Paulo);
Iepê (São Paulo);
Indiana (São Paulo);
João Ramalho (São Paulo);
Lucélia (São Paulo);
Martinópolis (São Paulo);
Nantes ((São Paulo);
Osvaldo Cruz (São Paulo);
Ouro Verde (São Paulo);
Parapuã (São Paulo);
Piquerobi (São Paulo);
Presidente Bernardes (São Paulo);
Presidente Epitácio (São Paulo);
Presidente Prudente (São Paulo);
Presidente Venceslau (São Paulo);
Rancharia (São Paulo);
Regente Feijó (São Paulo);
Ribeirão dos Índios (São Paulo);
Rinópolis (São Paulo);
Sagres (São Paulo);
Salmourão (São Paulo);
Santo Anastácio (São Paulo);
Santo Expedito (São Paulo).

Fonte FDR: https://fdr.com.br

Repasse do 14º salário é APROVADO e cai na conta em fevereiro; valor de R$ 2.424 é depositado

Já pensou como seria bom receber um 14º salário? Isso irá acontecer com os moradores de uma cidade do Brasil, pois o benefício foi aprovado por lá para os servidores da Prefeitura. Repasse do 14º salário é APROVADO e cai na conta em fevereiro; valor de R$ 2.424 é depositado.De acordo com o Decreto Municipal, a Prefeitura de Campo Grande, município localizado no Mato Grosso do Sul, irá beneficiar seus colaboradores com o repasse do 14º salário. O montante é de mais de R$ 4 milhões e será destinado a 2.015 servidores que atendiam os critérios estabelecidos pela lei nº 14.592. Com isso, cada beneficiário receberá o valor de R$ 2.424 ainda neste mês de fevereiro. Quem mais vai receber 14º salário? Além dos servidores de Campo Grande, o município de Bandeirantes, no Paraná, também irá pagar o 14º salário aos seus servidores. O Governo Federal também estuda implementar esse benefício para aqueles que recebem o auxílio do INSS, porém, de acordo com o Ministro da Previdência, Carlos Lupi, ainda é inviável por falta de orçamento.

E o 13º salário?
Também conhecido como uma gratificação natalina, o 13º salário é um benefício extra pago aos trabalhadores do Brasil entre os meses de novembro e dezembro de cada ano. O pagamento deste valor extra é previsto pela Constituição Federal para todos os trabalhadores de carteira assinada, sejam celetistas, temporários, domésticos ou avulsos. Todos têm o direito de receber o 13º salário, desde que tenham trabalhado pelo menos 15 dias no ano. Geralmente ele é pago em duas parcelas: a primeira até o dia 30 de novembro e corresponde a 50% do salário do trabalhador, sem desconto de impostos; e a segunda deve ser paga até 20 de dezembro e corresponde aos outros 50% do salário, com descontos dos impostos trabalhistas e previdenciários. O objetivo do 13º salário é proporcionar aos trabalhadores uma renda extra no final do ano, possibilitando que todos possam arcar com despesas típicas do período, como as compras de Natal, pagamento de impostos ou quitação de dívidas.

Fonte FDR: https://fdr.com.br

IEAD SABTA TEREZINHA PE DEU ABERTURA AO SIMPÓSIO DE DOUTRINAS BÍBLICAS

      A Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Santa Terezinha PE, iniciou hoje, (08/02/24),o simpósio  de doutrinas bíblicas com o tema: PROPOSITOS NA VIDA CRISTÃ. O simpósio de doutrinas bíblicas é realizado todos os anos pelas igrejas IEAD, no Estado de Pernambuco. A mesma será composta por 7 lições com estudos maravilhosos da Bíblia.
       
Pastor presidente: Ailton José Alves.
       
Pastor local Antônio Marcos 

Com salários de até R$ 14 mil, veja lista de concursos abertos no país

Além do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), também conhecido como o Enem dos Concursos, candidatos tem outras oportunidades para conseguir uma vaga no serviço público. A Direção Concursos, parceiro do Metrópoles, listou 9 editais abertos e previstos para fevereiro. Os salários chegam a R$ 14 mil.

Banco do Nordeste

O Concurso Banco do Nordeste oferta 410 vagas imediatas para analista bancário, além de 300 para cadastro reserva. As inscrições já estão abertas e serão encerradas no dia 9 de março. Para participar é preciso realizar o cadastro no site da Cesgranrio e efetuar o pagamento da taxa de R$ 65.

Os futuros aprovados receberão a remuneração mensal de R$ 3.788,16, além dos seguintes benefícios:

a) auxílio-refeição no valor de R$ 1.896,83;
b) auxílio Cesta Alimentação;
c) 13ª Cesta Alimentação;
d) auxílio-creche;
e) seguro de vida em grupo;
f) direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT);
g) possibilidade de participação em plano de previdência complementar, de forma contributiva;
h) oportunidade de ascensão e desenvolvimento profissional.

Casa da Moeda

O Concurso Casa da Moeda propõe a oferta de 68 vagas imediatas, além da formação de cadastro reserva, para os cargos de técnico de segurança e analista de produção. A remuneração inicial é de R$ 9.126,73 para nível superior e R$ 3.749,70 para o nível médio. A inscrição deve ser feita até o dia 9 de fevereiro na Cesgranrio. A taxa de participação será R$ 90,00 para o cargo/segmentos de Técnico de Segurança, e R$120,00 para o cargo/segmento de Analista de Produção.

Marinha

O edital da Marinha foi publicado e vem disponibilizando 1.680 vagas para o Curso de Formação de Soldados Fuzileiros Navais (CP-C-FSD-FN) para as Turmas I e II/2025. O salário inicial é de R$ 1.303,90 para Aprendiz-Fuzileiro Naval e de R$ 2.294,50, após a formação.

As inscrições vão até o dia 16 de fevereiro de 2024 no site www.marinha.mil.br/cgcfn. A taxa de participação é de R$ 40. A prova objetiva contará com 50 questões de múltipla escolha, sendo 25 de Língua Portuguesa e 25 de matemática. Além dela, haverá ainda as seguintes etapas:

Verificação de Dados Biográficos;
Inspeção de Saúde;
Teste de Aptidão Física;
Avaliação Psicológica
Verificação de Documentos
Procedimento de Heteroidentificação.

Prefeitura de Olinda (PE)

O concurso vai selecionar candidatos para 80 vagas (10 imediatas + 70 CR) para o cargo de Agente de Trânsito e Transporte do Município da Prefeitura de Olinda (PE). Os aprovados terão salário de R$ 5.395,22 e carga horária de 30 horas semanais. As inscrições ocorrem entre 6 de fevereiro e 6 de março de 2024 no site da banca Consulpam. A taxa é de R$ 170,00.

Editais previstos em fevereiro

Além dos editais já citados, há aqueles que estão previstos para serem publicados em fevereiro de 2024, como é o caso da Caixa, da Polícia Penal do Ceará e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O concurso da Caixa vai oferecer 2 mil vagas para Técnico Bancário (Nível Médio), 2 mil para Técnico Bancário Novo para a área de TI (Nível Médio), 28 para Médico do Trabalho (Nível Superior) e 22 para Engenheiro de Segurança do Trabalho (Nível Superior).

Agora veja os salários:

Leia mais…

Consulta ao abono salarial PIS-Pasep 2024 é liberada; saiba se você vai receber

Trabalhadores podem consultar, a partir desta segunda-feira (5), se vão receber o abono salarial PISPasep 2024, referente ao ano-base 2022. A data do pagamento, o banco de recebimento e os valores, inclusive de anos anteriores, estão disponíveis para consulta no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no portal Gov.br (veja o passo a passo).

➡️ O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores e servidores que atendem aos requisitos do programa.

No geral, têm direito ao abono funcionários da iniciativa privada (PIS) e servidores públicos (Pasep) que trabalharam durante pelo menos 30 dias em 2022 e receberam até dois salários-mínimos por mês.Neste ano, o calendário de pagamento foi unificado: tanto os trabalhadores da iniciativa privada como os servidores públicos vão receber o abono a partir de 15 de fevereiro, de acordo com o mês de nascimento de cada beneficiário (veja o cronograma abaixo). Ao todo, 24,8 milhões de trabalhadores receberão o abono, segundo o Ministério do Trabalho, sendo 21,9 milhões da iniciativa privada e 2,9 milhões do serviço público. 

Calendário de Pagamento Pis-Pasep 2024 (Ano-Base 2022)

NASCIDO EM RECEBE A PARTIR DE Pagamento final
Janeiro 15/02/2024 27/12/2024
Fevereiro 15/03/2024 27/12/2024
Março 15/04/2024 27/12/2024
Abril 15/04/2024 27/12/2024
Maio 15/05/2024 27/12/2024
Junho 15/05/2024 27/12/2024
Julho 17/06/2024 27/12/2024
Agosto 17/06/2024 27/12/2024
Setembro 15/07/2024 27/12/2024
Outubro 15/07/2024 27/12/2024
Novembro 15/08/2024 27/12/2024
Dezembro 15/08/2024 27/12/2024

Instituído pela Lei nº 7.998/90, o abono salarial é pago conforme calendário anual estabelecido pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (CODEFAT). O dinheiro vem do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

1. Quem tem direito ao abono salarial?

Os trabalhadores devem atender aos seguintes critérios para ter direito ao benefício:

  • estar cadastrado no programa PIS/Pasep ou no CNIS (data do primeiro emprego) há pelo menos cinco anos;
  • ter trabalhado para empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social (PIS) ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep);
  • ter recebido até 2 salários-mínimos médios de remuneração mensal no período trabalhado;
  • ter exercido atividade remunerada durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base da apuração (2022);
  • ter os dados informados pelo empregador (pessoa jurídica ou governo) corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou no eSocial do ano-base considerado para apuração (2022).

2. Quem não tem direito ao abono salarial?

  • empregado(a) doméstico(a);
  • trabalhadores rurais empregados por pessoa física;
  • trabalhadores urbanos empregados por pessoa física;
  • trabalhadores empregados por pessoa física equiparada a jurídica.

3. Qual é o valor?

O valor do abono salarial é proporcional ao tempo de serviço do trabalhador no ano-base em questão.O cálculo corresponde ao valor atual do salário-mínimo dividido por 12 e multiplicado pela quantidade de meses trabalhados no ano-base. Assim, somente quem trabalhou os 12 meses do ano-base recebe o valor total de um salário-mínimo.

Neste ano, o benefício irá variar de R$ 118 a R$ 1.412.

4. Como consultar?

Para fazer a consulta pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, siga o passo a passo:

  1. Certifique-se de que o aplicativo esteja atualizado;
  2. Acesse o sistema com seu número de CPF e a senha utilizada no portal gov.br;
  3. Toque em “Benefícios” e, em seguida, em “Abono Salarial”. A tela seguinte irá informar se o trabalhador está ou não habilitado para receber o benefício.

Vale lembrar que trabalhadores do setor privado também podem consultar a situação do benefício e a data de pagamento nos aplicativos Caixa Trabalhador Caixa Tem.

5. Como serão os pagamentos?

O pagamento do PIS (Programa de Integração Social) aos trabalhadores da iniciativa privada é administrado pela Caixa Econômica Federal. Ele poderá ser feito:

  • por crédito em conta Caixa, quando o trabalhador possuir conta corrente ou conta poupança, ou Conta Digital;
  • por crédito pelo aplicativo Caixa Tem, em conta poupança social digital, aberta automaticamente pela Caixa;
  • em canais como agência, lotéricas, autoatendimento, Caixa Aqui e demais canais de pagamentos oferecidos pela Caixa.

Já o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) é válido para os servidores públicos, e os depósitos são feitos pelo Banco do Brasil.Nesse caso, o pagamento será realizado prioritariamente como crédito em conta bancária, transferência via TED, via PIX ou presencial nas agências de atendimento, informou o Ministério do Trabalho.

6. Ainda tem dúvidas?

Mais informações podem ser solicitadas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, pelo telefone 158 ou pelo e-mail: trabalho.uf@economia.gov.br (substituindo os dígitos UF pela sigla do estado do trabalhador).

AS FALSAS DOUTRINAS

O FUNDAMENTO DOS APÓSTOLOS E DOS PROFETAS
A Doutrina Bíblica como Base para uma Caminhada Cristã Vitoriosa

O QUE VAMOS ESTUDAR?
Nesta lição, estudaremos a respeito das falsas doutrinas. Nosso objetivo demonstrar a importância de ensinar as Escrituras Sagradas com sabedoria, pois a “doutrina de demônios” é uma leitura errada da Bíblia, promovida e produzida por Satanás (1 Tm 4.1) com o propósito de fazer o crente apostatar da fé e se tornar um hipócrita.
TEXTO PRINCIPAL
Filhinhos, vocês são de Deus e venceram os falsos profetas, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo. Eles procedem do mundo; por essa razão, falam da parte do mundo, e o mundo os ouve. Nós somos de Deus. Quem conhece a Deus nos ouve; quem não é de Deus não nos ouve. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro. (1Jo 4.4-6 – NAA). João faz uma transição dos falsos profetas para os verdadeiros crentes. Os falsos profetas são governados pelo espírito do anticristo; os verdadeiros crentes procedem de Deus, são de Deus e são habitados por Deus. Os verdadeiros crentes vencem os falsos profetas porque o Deus que neles está é maior do que o espírito do engano que habita nos falsos profetas. Simon Kistemaker diz que os falsos profetas “são do mundo”. Eles tiram seus princípios, cuidados, objetivos e existência do mundo de hostilidade, no qual Satanás governa como príncipe (Jo 12.31). Pensamentos satanicamente inspirados são atraentes para as mentes mundanas, diz Augustus Nicodemus. Os falsos profetas procedem do mundo, e os verdadeiros crentes procedem de Deus; o mundo ouve os falsos profetas enquanto os verdadeiros crentes ouvem o ensinamento dos apóstolos, ouvem a Palavra de Deus.


RESUMO DA LIÇÃO
Na atualidade encontramos muitas ideologias e falsas doutrinas, por isso precisamos conhecer a Palavra de Deus para não ser enganados por elas.
Importância do discernimento. Vivemos em um tempo em que o certo e o errado se tornaram relativos. As falsas doutrinas e as inúmeras ideologias do tempo presente constituem um verdadeiro desafio para a igreja, sobretudo para os jovens.
Valor da Palavra de Deus. O texto destaca a importância de conhecer a Palavra de Deus como um meio de proteção contra ideologias enganosas. Isso nos leva a refletir sobre o valor da sabedoria e orientação que a Bíblia pode oferecer em meio a um mundo cheio de influências malignas.
• Responsabilidade pessoal. Ao mencionar a necessidade de conhecer a Palavra de Deus, o texto nos lembra da responsabilidade individual de buscar esse conhecimento. Todos nós temos a responsabilidade buscar sabedoria e discernimento por meio do estudo da Palavra de Deus.


INTRODUÇÃO
A LIÇÃO DIZ: Esta lição tem como objetivo ressaltar que não podemos nos deixar enganar pela sutileza das falsas doutrinas. O apóstolo Paulo chama essas de “doutrinas de demônios”, identificando o espírito do Anticristo que atua por detrás dessas falsas doutrinas. Como identificamos uma doutrina falsa? Conhecendo a verdadeira. Nisto, ressaltamos o valor de conhecer a Verdade para desmascarar a mentira. Sempre é um bom caminho iniciar fazendo definições. A falta de boas definições é perigosa. Pensamos que a melhor maneira de definir a palavra doutrina é buscar seu significado nas línguas originais da Bíblia. O Antigo Testamento foi escrito originalmente em hebraico e aramaico; o Novo Testamento foi escrito em grego. A palavra doutrina, tal como conhecemos em nosso idioma, vem da língua latina (doctrina) e significa ensino.
• No Antigo Testamento, a palavra doutrina traz a ideia de um corpo de ensinamentos revelados. Temos duas palavras no Antigo Testamento que trazem a ideia de doutrina. A primeira é a palavra leqach (lê-se lecar) que significa “o que é recebido” e aparece em Dt 32.2; Jó 11.4; Pv 4.2; Is 29.24.[5] A segunda palavra é o substantivo torah. Esta palavra é bem conhecida por nós. Ela transmite a ideia de um corpo de ensino. Seu significado é instrução, ditame, direção, lei. Esta palavra é usada para se referir aos cinco primeiros livros da Bíblia, também chamados de Pentateuco.
• No Novo testamento temos também duas palavras. A primeira é a palavra didaskalía que é uma palavra polissêmica. Ela significa tanto o ato como o conteúdo. Em Rm 12.7; Rm 15.4; 2Tm 3.16 a palavra significa instrução, ensino num sentido ativo. Num sentido mais passivo (aquilo que é ensinado), a palavra aparece em Mc 7.7; Cl 2.22; 1Tm 1.10; 4.6; 2Tm 3.10; Tt 1.9. A segunda palavra é didaquê. Esta palavra também significa tanto o ato de ensinar como o conteúdo do ensino. Ela se refere ao ensino de Jesus (Mt 7.28: “… estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina e que seu ensino era de origem divina (Jo 7.16,17). Com o significado de ensino como uma atividade, instrução, a palavra aparece em Mc 4.2; 1Co 14.6; 2Tm 4.2. Em um sentido passivo (o que é ensinado), ensino, instrução, ela aparece em Mt 16.12; Mc 1.27; Jo 7.16,17 [in loco]; Rm 16.17; Ap 2.14.

I. DOUTRINA DE DEMÔNIOS
A Bíblia nos apresenta três tipos de sistemas doutrinários. As Escrituras abordam a doutrina de Deus, as doutrinas de demônios e as doutrinas de homens. Hoje, vamos focar apenas em uma destas três.
1.1 Doutrinas de demônios, o que são?
A LIÇÃO DIZ: A expressão “doutrinas de demônios” é uma referência a todo ensino que influencia as pessoas a se posicionarem contra Deus e à sua Palavra. Essa expressão, aparece no texto Sagrado em 1 Timóteo 4.1: O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios. A expressão últimos tempos não se refere apenas a um período escatológico do fim, mas compreende todo o período da era cristã, inaugurado por Jesus em sua primeira vinda e que se consumará na segunda. Esse tempo do fim será caracterizado pela manifestação de falsos profetas (Mt 24.11) e falsos cristos que enganarão muitos (Mc 13.22), culminando na apostasia e na manifestação do homem da iniquidade (2Ts 2.4). Ensinos de demônios não significam ensinamentos sobre demônios, mas doutrinas inspiradas por demônios, ou que têm sua fonte no mundo demoníaco.
1.2 A doutrina dos demônios e as suas produções.
A LIÇÃO DIZ: A “doutrina de demônios” é promovida e produzida por Satanás (1 Tm 4.1) com o propósito de fazer o crente apostatar da fé e se tomar um hipócrita (v. 2).
Vamos detalhar o texto:
À primeira vista, a situação é bem clara. Certos mestres começam a difundir seus pontos de vista equivocados, e algumas pessoas ingênuas lhes dão ouvidos, são levadas por eles e, consequentemente, abandonam a fé apostólica. Mas Paulo vai mais a fundo e explica a Timóteo a dinâmica espiritual básica. A primeira causa do erro é diabólica. Aqueles que “[abandonam] a fé” fazem isso porque seguem “espíritos enganadores e doutrinas de demônios”. Falando sob a influência do Espírito da verdade, Paulo declara que os falsos mestres estão sob a influência de espíritos enganadores. Não levamos esse fato suficientemente a sério. As Escrituras retratam o diabo não apenas como o tentador, atraindo as pessoas ao pecado, mas também como o enganador, seduzindo as pessoas para o erro. Por que pessoas inteligentes e instruídas engolem as especulações fantásticas de várias falsas religiões e filosofias? É porque não existe apenas um Espírito da verdade, mas também um espírito da mentira. Segundo, o erro tem uma causa humana. O diabo normalmente não engana as pessoas de forma direta. Ideias inspiradas por demônios ganham acesso ao mundo e à igreja por meio de agentes humanos. Os falsos mestres, embora seduzidos por espíritos enganadores, são eles mesmos enganadores intencionais, por mais ilusórias que possam ser suas máscaras de aprendizado e religiosidade. Eles mesmos não acreditam no que estão ensinando. A terceira e mais básica causa do erro é moral. As mentiras hipócritas dos falsos mestres remontam agora à violação de sua própria “consciência”, que “está morta como se tivesse sido queimada com ferro em brasa” (NTLH). A consciência deles foi cauterizada e, portanto, anestesiada e amortecida, de modo que a voz da consciência está sufocada e, por fim, silenciada. A sequência sombria de eventos na jornada dos falsos mestres foi agora revelada. É uma trajetória descendente perigosa que vai de ouvidos surdos e de uma consciência cauterizada à mentira deliberada, ao engano de demônios e à ruína de outros.
1.3 O enfrentamento às doutrinas de demônios.
A LIÇÃO DIZ: O texto no qual Paulo trata sobre “doutrina de demônios” oferece a forma pela qual a Igreja é orientada a enfrentá-la e vencê-la. O texto foi escrito enquanto a igreja em Éfeso estava sofrendo com os ataques e os danos das falsas doutrinas. Paulo incentiva Timóteo a pregar, viver e se desenvolver na Palavra. Logo, a referência feita às “doutrinas de demônios” é parte da seção em que o jovem pastor foi desafiado a pregar diante da avalanche de falsos ensinamentos que a igreja estava recebendo. Texto bíblico utilizado como base 1 Timóteo 4.6,7: Se você transmitir essas instruções aos irmãos, será um bom ministro de Cristo Jesus, nutrido com as verdades da fé e da boa doutrina que tem seguido. Rejeite, porém, as fábulas profanas e tolas, e exercite-se na piedade. Paulo contrasta o falso mestre com o verdadeiro pastor e mostra qual é o papel do pastor que vela pela verdade e cuida do rebanho. Algumas verdades são aqui ressaltadas. Em primeiro lugar, a atitude do pastor em relação às falsas doutrinas (4.6,7). O pastor da igreja precisa se posicionar em relação aos falsos mestres e seus ensinos perigosos. O que ele deve fazer?
Alertar a igreja sobre os enganos das falsas doutrinas. – Expondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus… (4.6a). O pastor precisa advertir o povo de Deus do perigo das falsas doutrinas e da apostasia religiosa. Hoje muitos pastores não gostam de combater as heresias. Mas, expor e alertar os irmãos sobre esses perigos é o que torna um bom ministro de Cristo.
Seguir a sã doutrina. – … alimentado com a palavra da fé e da boa doutrina que tens seguido (4.6b). Primeiro o pastor se alimenta da Palavra, depois alimenta o rebanho com a Palavra. Primeiro o pastor é um estudante que aprende a Palavra, depois é um mestre que ensina a Palavra. Primeiro ele se debruça sobre os livros, depois se levanta diante da congregação para ensinar. Só ensina bem quem aprende bem. Não podemos combater a heresia se não estivermos calçados com a sã doutrina. Não podemos combater o erro se não estivermos comprometidos com a verdade. Não podemos enfrentar as falsas doutrinas se não permanecermos na sã doutrina. Cabe ao ministro do evangelho combater a mentira e promover a verdade; denunciar as heresias e anunciar o evangelho; desmascarar as falsas doutrinas e colocar em relevo a sã doutrina.
Rejeitar as fábulas. Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas caducas… (6.7). A palavra grega modos, traduzida aqui por fábulas, provavelmente corresponde a histórias míticas que foram forjadas sobre fatos do Antigo Testamento, mormente as genealogias, mais tarde transformadas em intricados sistemas filosóficos gnósticos. Os falsos mestres gostam de introduzir novidades estranhas às Escrituras em seus ensinos. Eles se apartam da verdade e preenchem esse espaço com esquisitices como fábulas profanas alimentadas por pessoas ensandecidas. Essas tradições apóstatas estão em oposição às Escrituras e as contradizem. Essa mesma advertência é feita a Tito (Tt 1.14) e repetida a Timóteo (1.4; 2Tm 4.4). Em segundo lugar, o compromisso do pastor em relação à piedade pessoal. – … exercita-te, pessoalmente, na piedade. Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser (4.7b,8).
O pastor é um homem que precisa ter reverência a Deus. A vida do pastor é a vida de seu ministério. Sua piedade pessoal é o fundamento de sua autoridade espiritual. Mais que o cuidado com o corpo, o pastor precisa cuidar de sua reputação. Concordo com Warren Wiersbe quando ele diz que precisamos cuidar do corpo, e o exercício faz parte desse cuidado. O corpo é o templo do Espírito Santo que deve ser usado para sua glória (1Co 6.19,20) e também é instrumento para seu serviço (Rm 12.1,2). Contudo, os exercícios beneficiam o corpo apenas nesta vida, ao passo que o exercício da piedade é proveitoso hoje e na eternidade. Paulo não pede que Timóteo escolha entre um e outro. Devemos praticar ambos, mas nos concentrar na piedade. Em resumo, a vida santa de um pastor e sua fidelidade em seguir a orientação de Deus é um muro de proteção ao redor da igreja.

II. A SEDUÇÃO DAS FALSAS DOUTRINAS
Sedução é o ato de atrair alguém, muitas vezes de forma enganosa ou manipuladora, com o objetivo de influenciar ou conquistar essa pessoa.
2.1 A sedução da idolatria.
A LIÇÃO DIZ: A idolatria é a fonte da sedução das falsas doutrinas. A idolatria é mais do que a adoração a ídolos; é tudo o que ocupa o Lugar de Deus em nossas vidas. A idolatria pode seduzir o homem ao oferecer-lhe a ilusão de poder, segurança ou significado através da adoração de algo ou alguém que não é Deus. Ela pode apelar para os desejos humanos de controle, conforto ou propósito, levando as pessoas a depositarem sua devoção em ídolos materiais, ideias falsas ou até mesmo em si mesmas. A sedução da idolatria muitas vezes se baseia na promessa de satisfação imediata ou na busca de significado e valor fora de Deus, levando as pessoas a desviarem sua lealdade do verdadeiro Criador para objetos ou conceitos criados.
• A idolatria seduz o homem ao fazer com que ele busque segurança e proteção em amuletos ou objetos materiais, em vez de confiar em Deus.
• A idolatria seduz o homem ao prometer-lhe poder e controle através da adoração de figuras de autoridade ou líderes humanos, em detrimento da submissão a Deus.
• A idolatria seduz o homem ao oferecer-lhe a ilusão de felicidade e realização através da busca desenfreada por riquezas e bens materiais, em vez de encontrar contentamento na presença de Deus.
2.2 A sedução do relativismo.
A LIÇÃO DIZ: O relativismo é a crença que afirma não existir verdades absolutas, pois a verdade depende do ponto de vista de cada pessoa. Por exemplo, no que se refere aos princípios morais, o relativismo propõe que não há princípio moral imutável e nem absoluto. O relativismo prega a inexistência de uma verdade absoluta, e os seus adeptos defendem crenças relativas e flexíveis, sempre obedecendo à circunstância, ao ambiente e à necessidade dos envolvidos. O relativismo pode seduzir o homem ao oferecer-lhe a ilusão de liberdade absoluta, ao afirmar que não existem verdades universais e que cada indivíduo pode determinar sua própria verdade. Isso pode levar as pessoas a acreditarem que estão livres de qualquer padrão moral ou ético, o que resulta em comportamento pecaminoso. Além disso, o relativismo pode seduzir as pessoas ao promover a ideia de que não há consequências objetivas para suas ações, o que pode levar a uma falta de consideração pelas repercussões de seus atos sobre si mesmas e sobre os outros.
2.3 A sedução do hedonismo.
O hedonismo é uma filosofia que defende o prazer como o bem supremo e a finalidade da vida humana. O homem é seduzido pelo hedonismo porque busca a satisfação de seus desejos e a felicidade imediata, sem se preocupar com as consequências éticas, morais ou sociais de suas ações. O hedonismo também engana o homem, pois nem sempre o que parece prazeroso é realmente benéfico para ele. Além disso, o hedonismo pode levar ao egoísmo, à ganância, à violência e ao vício, que são fontes de sofrimento e infelicidade.

III. NÃO SE DEIXE ENGANAR
3.1 A falsa doutrina não pode ser uma surpresa para a Igreja.
A LIÇÃO DIZ: A Igreja pode até sofrer com os ataques dos falsos mestres, mas o nosso Deus conhece todas as coisas e Ele bondosamente nos alerta, mediante a sua Palavra, sobre os perigos que nos cercam. A Igreja tem todas as condições necessárias para que não venha a ser enganada pelas seduções dos falsos ensinos. Estas são algumas das muitas ferramentas que estão à disposição da igreja para que ela não seja enganada por falsas doutrinas:
• A presença do Espírito Santo, que guia a igreja na verdade e no discernimento espiritual.
• O ensino sólido das Escrituras, que fornece um alicerce firme para a compreensão da verdade e a identificação de falsos ensinos.
• A comunhão e o ensino mútuo entre os membros da igreja, que permitem a correção fraterna e o fortalecimento mútuo na fé.
• Líderes espirituais maduros e comprometidos com a verdade, que orientam e protegem a igreja contra falsas doutrinas.
3.2 Desmascarando o engano doutrinário.
A LIÇÃO DIZ: Os que disseminam engano são desmascarados à medida que são descobertos
em sua maldade.
Vejamos as características dos falsos mestres:
O herege. O herege é a pessoa que ensina o que descaradamente contradiz um ensino essencial da fé cristã. O herege é o mais proeminente e talvez o mais perigoso dos falsos mestres. Pedro advertiu contra ele em sua segunda carta. “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição” (2Pe 2.1).
O charlatão. O charlatão é a pessoa que usa o cristianismo como um meio de enriquecimento pessoal. O charlatão só está interessado na fé cristã na medida em que esta pode encher a sua carteira. Ele usa sua posição de liderança para se beneficiar da riqueza dos outros. “Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade, é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas, altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro” (1Tm 6.3-5).
O metido a profeta. O profeta afirma ser dotado por Deus para trazer nova revelação que não está nas Escrituras — novas e autoritativas palavras de predição, ensino, repreensão ou encorajamento. Na realidade, porém, ele é comissionado e fortalecido por Satanás com o propósito de enganar e perturbar a igreja de Cristo. João fez uma advertência urgente sobre ele. “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1Jo 4.1).
O divisor usa a falsa doutrina para perturbar ou destruir uma igreja. Ele alegremente divide irmão de irmão e irmã de irmã. Judas advertiu sobre ele: “No último tempo, haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões. São estes os que promovem divisões, sensuais, que não têm o Espírito. Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo, guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna” (Jd 1.18-21).
• O bajulador é o falso mestre que não se importa com o que Deus quer, mas se importa com tudo que os homens querem. Ele quer agradar a homens mais do que a Deus. Paulo pensava nele como um “coçador de ouvidos”: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2Tm 4.3-4).
3.3 Como se proteger do engano.
• Apegarmo-nos à Palavra de Deus como nossa bússola infalível é essencial para nos proteger do engano.
• Devemos orar constantemente, buscando o discernimento do Espírito Santo para distinguir a verdade da mentira.
• Em comunhão com outros crentes, devemos buscar um ensino sólido e edificante, avaliando tudo à luz das Escrituras.
• É importante estarmos atentos às artimanhas dos falsos mestres, mantendo nossos corações e mentes firmemente ancorados na verdade de Cristo.

CONCLUSÃO
Nossa busca pela verdade deve ser incessante e nossa fé inabalável, para que possamos resistir a todo engano e permanecer firmes no caminho da verdade e da vida.

A MISSÃO DA IGREJA DE CRISTO

O CORPO DE CRISTO
Origem, Natureza, e Vocação da Igreja no Mundo

O QUE ESTUDAREMOS?
Nesta lição, estudaremos a missão da igreja de Cristo nos seus principais aspectos:
proclamação, discipulado, adoração, edificação e comunhão. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO – COMPARANDO TRADUÇÕES
Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. (At 2.42 –NVI). E todos continuavam firmes, seguindo os ensinamentos dos apóstolos, vivendo em amor cristão, partindo o pão juntos e fazendo orações. (At 2.42 – NTLH). Lucas descreve a beleza da igreja crescendo e se desenvolvendo. Ele retrata a espontaneidade, a dedicação e a devoção dos cristãos primitivos em relação a Deus e aos cultos de adoração.
A autenticidade se manifesta na permanência. A igreja perseverava:
• Na doutrina dos apóstolos. Os ensinamentos inspirados dos apóstolos, transmitidos inicialmente de forma oral e, hoje, preservados no NT.
• Na comunhão. A nova vida em Cristo também foi comprovada pelo desejo conviver com o povo de Deus.
• No partir do pão. Essa expressão é usada no NT tanto para a ceia do Senhor quanto para as refeições diárias.
• Nas orações. Essa era a quarta prática fundamental da igreja primitiva e expressava dependência total no Senhor na adoração, direção, preservação e no serviço. Cada um de nós precisa se perguntar se essas coisas são tão importantes para a nossa igreja hoje como foram no começo. E acredite, elas são! Estamos tão comprometidos com elas como as pessoas eram naquela época? Quando a igreja cumpre a sua missão, todas essas características são visíveis e permanentes.
VERDADE PRÁTICA


Como o sal fora do saleiro cumpre a sua função de salgar, assim a Igreja quando adora e discípula, testemunha das insondáveis riquezas de Cristo.
O sal fora do saleiro cumpre a sua função de salgar, ou seja, de dar sabor, preservar e purificar os alimentos. Da mesma forma, a Igreja fora das quatro paredes cumpre a sua função de testemunhar das insondáveis riquezas de Cristo, ou seja, de anunciar o evangelho, fazer discípulos e manifestar o reino de Deus no mundo.
O sal dentro do saleiro não cumpre a sua função de salgar, pois fica inerte e sem utilidade. Da mesma forma, a Igreja dentro das quatro paredes não cumpre a sua função de testemunhar das insondáveis riquezas de Cristo, pois fica isolada e sem influência. Jesus alertou que o sal que perde o sabor não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens (Mt 5.13).
O sal fora do saleiro precisa estar em contato com os alimentos para salgá-los. Da mesma forma, a Igreja fora das quatro paredes precisa estar em contato com as pessoas para testemunhar das insondáveis riquezas de Cristo. A Igreja não pode se afastar do mundo, mas deve ser luz e sal para ele, como Jesus ensinou (Mt 5.14-16).


INTRODUÇÃO
• O propósito da lição: aprofundar o estudo acerca da missão deixada por Cristo à sua Igreja, ou seja, o que a Igreja deve fazer para cumprir a vontade de Deus.
• As últimas palavras de Jesus: refletir nas últimas palavras de Jesus aos seus discípulos, antes da ascensão aos Céus, onde ele lhes deu a grande comissão de ir e fazer discípulos de todas as nações, batizando-os e ensinando-os a guardar tudo o que ele ordenou (Mt 28.18-20).
• As marcas de uma igreja de fé legítima e solidamente edificada: a genuína adoração, como maneira constante de viver e servir a Deus e ao próximo, e o amor, como o distintivo dos discípulos de Jesus, que se manifesta em ações concretas de compaixão, justiça e misericórdia.

I. PREGAÇÃO E INSTRUÇÃO
1.1 Proclamando as Boas-Novas.
A LIÇÃO DIZ: A Igreja foi fundada por Cristo (Mt 16.18) como uma instituição para abençoar o mundo. Essa missão é exercida por meio da pregação do Evangelho: “Aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação (1 Co 1.21). Após ressuscitado, o Senhor Jesus comissionou os discípulos a pregarem o Evangelho (Mc 16.14-20). A igreja se torna uma fonte de bênção para o mundo quando está alinhada com o propósito divinamente estabelecido para ela, que é a Grande Comissão. Então, Jesus aproximou-se deles e disse: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. (Mt 28.18-20). O Senhor Jesus confiou à Sua Igreja a missão da Evangelização. Todo cristão tem a responsabilidade de participar desta missão, com a finalidade de levar os pecadores a Cristo, seja no evangelismo infantil, evangelismo pessoal ou evangelismo em massa (Mt 28.19,20; Mc 16.15-20; At 1.8). Da mesma forma que Jesus, que consagrou grande parte do seu ministério à pregação do Evangelho (Mt 4.23; 9.9-13; 35,36; Lc 19.1-10; Jo 3.1-8; 4.1-26) e a igreja primitiva, que diariamente proclamava a Cristo aos perdidos (At 2.37-41; 8.1-7,26-40; 11.19-26), a Igreja tem o dever de anunciar a salvação pela fé em Cristo, pois, a vontade de Deus é que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade (At 4.20; 17.30; Rm 1.14-17; I Co 9.16; I Tm 2.1-4). Como esse propósito é cumprido? Ele é concretizado por meio da fidelidade da igreja a sua missão de proclamar o evangelho. O pastor Claudionor de Andrade em seu dicionário de Teologia define a Grande Comissão
como:
Incumbência de se evangelizar o mundo que o Senhor entregou aos seus discípulos (Mt 28.19,20). A Grande Comissão envolve tríplice encargo: evangelizar, discipular e batizar. A Grande Comissão compreende tanto a evangelização nacional como a pro-clamação transcultural da mensagem de Cristo. Não é uma tarefa a ser executada de maneira sucessiva, mas de forma concomitante. Ou seja: as missões nacionais devem caminhar lado a lado com os esforços para se ganhar outros povos para Cristo. No Pacto de Lausanne, uma frase muito bonita foi impressa de forma impactante: “O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, em todo o mundo, a cada criatura.”
1.2 O objeto da pregação.
A LIÇÃO DIZ: O objeto das Boas-Novas não se refere a alguma coisa, mas a alguém, a uma pessoa. Nesse sentido, os cristãos primitivos “não cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo” (At 5.42).
• Jesus é o eixo das Escrituras. A Bíblia não é uma coletânea aleatória de documentos religiosos. Como Jesus mesmo disse, “as Escrituras testificam de mim” (Jo 5.39). E os estudiosos cristãos sempre reconheceram isso. Jerônimo, por exemplo, o grande patriarca da igreja nos séculos IV e V, escreveu que “a ignorância das Escrituras é a ignorância de Cristo”.
• Jesus é o coração da missão. Por que motivo alguns cristãos atravessam terras e mares, continentes e culturas como missionários? O que os impele? Não saem para propagar uma civilização, instituição ou ideologia, mas uma pessoa, Jesus Cristo, que crêem ser sem igual. História para ilustrar. Tome por exemplo Sadhu Sundar Singh. Nascido em 1889 numa família sikh afluente na Índia, ele cresceu odiando o cristianismo como uma religião estrangeira (segundo entendia). Chegou a expressar sua hostilidade aos quinze anos, queimando em público um evangelho. Mas três dias mais tarde ele se converteu por meio de uma visão de Cristo e, depois, apesar de ainda adolescente, resolveu tornar-se sadhu, santo pregador peregrino. Certa vez, Sundar Singh visitou uma faculdade hindu e foi atacado de maneira bem agressiva por um professor que lhe perguntou o que ele havia encontrado no cristianismo que não houvesse em sua antiga religião. “Tenho Cristo”, respondeu ele, “Sim, eu sei”, continuou o professor, impaciente, “mas que princípio ou doutrina específica que o senhor encontrou não havia encontrado antes?” “O que encontrei de específico”, replicou Sundar Singh, “é Cristo”.
1.3 Discipulando os convertidos.
A LIÇÃO DIZ: Pregar” e “proclamar” é levar a Palavra de Deus aos que estão do lado de fora da Igreja, enquanto que discipular” é instruir os que estão do lado de dentro. Vamos destacar a importância do discipulado respondendo a três perguntas: o que é um discípulo, o que é discipulado e por que o discipulado é importante:
• O que é um discípulo? A palavra gr. mathetes empregada para discípulo é usada aproximadamente 270 vezes nos Evangelhos e no livro de Atos. Ela denota um pupilo que se submete aos processos de aprendizado sob a responsabilidade de um professor. O pastor Claudionor de Andrade, em seu dicionário teológico traz a seguinte definição: [Do lat. discípulas, discente] Aquele que se coloca sob a tutela de um mestre a fim de aprender uma arte ou ofício, ou para enfronhar-se nas lides de um ministério bíblico.
• O que é discipulado? É um relacionamento pessoal de um discípulo maduro e outros novos discípulos, onde o primeiro ensina os últimos às doutrinas elementares do cristianismo. Esta palavra vem do latim Discipulato e que dizer “aprendizado”. Mark Dever diz que discipular é ajudar outros a seguir Jesus.
• A importância do discipulado. Queremos apresentar alguns motivos pelos quais o discipulado é uma responsabilidade indispensável da igreja.
i. O discipulado é indispensável porque é uma ordem direta de Jesus. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado (Mt 28.19,20).
ii. A ausência de discipulado gera pecado, superficialidade e condenação. a) Pecado. Cada um saiba controlar o próprio corpo de maneira santa e honrosa, não com a paixão de desejo desenfreado, como os pagãos que desconhecem a Deus. (1 Ts 4.4,5). b) Superficialidade. De fato, embora a esta altura já devessem ser mestres, vocês precisam de alguém que lhes ensine novamente os princípios elementares da palavra de Deus. Estão precisando de leite, e não de alimento sólido! Quem se alimenta de leite ainda é criança, e não tem experiência no ensino da justiça. (Hb 5.12,13). c) Condenação. Ele punirá os que não conhecem a Deus e os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Eles sofrerão a pena de destruição eterna, a separação da presença do Senhor e da majestade do seu poder. (2 Ts 1.8,9).
iii. O discipulado é indispensável porque ele promove maturidade espiritual. Nós o proclamamos, advertindo e ensinando a cada um com toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo. (Cl 1.28).

II. ADORAÇÃO E EDIFICAÇÃO
2.1 Uma comunidade adoradora.
A LIÇÃO DIZ: No contexto bíblico, a adoração significa dar a glória que é devida somente a Deus. É tirar a atenção de nós mesmos para centrarmos unicamente no Senhor (Mt 4.10). A adoração tem a ver com o nosso serviço a Deus. Não é algo que se faz apenas no momento do culto público ou privativamente. Tem a ver com nossa maneira de ser, agir e viver. É viver a vida para Deus! Dr. Russel Sheed, em uma de suas palavras, destila sabedoria sobre o que é adoração, de forma simples e direta: “Adorar ao Senhor é uma responsabilidade nossa de glorificar ao nosso Criador, de honrar nosso Pai, Aquele que nos salvou das trevas para Sua maravilhosa luz”. Sendo assim, enfatizo três textos da Palavra de Deus que ajudarão a entender melhor o que significa a adoração. Em primeiro lugar, Gênesis, capítulo 22, versos 1 a 5. Abraão, segundo a ordem de Deus, estava indo a Moriá para sacrificar – em holocausto – Isaque. Em certo ponto da caminhada, Abraão disse aos seus servos: “Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço (Isaque) iremos até ali; e, havendo adorado, tornaremos a vós”. Aqui, o termo adoração aparece em um momento de sacrifício, em que se entregaria algo muito valioso por obediência e amor a Deus. Adorar é abrir mão, é sacrificar, é entregar por obediência e amor Àquele que nos amou primeiro. O segundo texto está no evangelho de João, capítulo 4, dos versículos 21 ao 23. O termo “adorar em espírito e em verdade” – dito pelo próprio Jesus – vai muito além dos rituais e sacrifícios que faziam parte do culto judaico. Jesus nos ensina uma pérola nesse texto: que nossa vida cotidiana e nossa fé não estão (e nem podem estar) desvinculadas. Nossa fé influencia nossas atitudes e modo de vida. Sendo assim, há adoração ao nosso Deus enquanto servimos com zelo em nossos trabalhos, quando tratamos com honra as autoridades que estão acima de nós, quando amamos e respeitamos nossos familiares e aqueles que estão ao nosso redor. Nossa vida de adoração não pode estar confinada um endereço ou a um momento de culto no templo. O último texto que deixo para meditação tem uma das mais lindas imagens de adoração. O livro de Apocalipse, com toda sua simbologia e linguagem própria, nos traz um belíssimo recorte. No capítulo 4, João tem a visão do trono de Deus. Está assentado nele um Ser divino, sem precedência ou comparação, que tem a beleza comparada a pedras preciosas. Todo aquele ambiente é singular, de beleza ímpar. Ali, seres enigmáticos o rodeiam e 24 anciãos lhes prestam culto. Tamanha glória leva todos a se prostrarem e O adorarem. Os anciãos lançam suas coroas diante daquele trono e dizem: Digno És, Senhor, de receber glória, e honra e poder, porque Tu criaste todas as coisas, e por Tua vontade são e foram criadas. A coroa é um símbolo de poder e autoridade, de soberania e honra. Os anciãos reconhecem que tudo vem d’Eele e devolvem a Deus toda glória. Isso também é uma expressão interessante e maravilhosa de adoração.Nesses textos mencionados acima, podemos perceber que a adoração não é apenas uma música lenta ou um estilo musical. A adoração é espontânea e natural à vida do seguidor de Jesus. É um estilo de vida, uma expressão de gratidão, honra e glória – uma das mais lindas expressões de glória ao nosso Senhor.
2.2 Uma comunidade edificadora.
A LIÇÃO DIZ: A igreja é uma comunidade proclamadora, adoradora e edificadora. A igreja tem a missão de proclamar e adorar. Para cumprir essa missão, a igreja precisa ser uma comunidade edificadora, ou seja, uma comunidade que se preocupa em promover o crescimento espiritual, moral e social de seus membros e da sociedade. O apostolo Paulo escreveu: Por isso, exortem-se e edifiquem-se uns aos outros, como de fato vocês estão fazendo (1Ts 5.11). A expressão “edifiquem-se” refere-se ato de alguém que promove o crescimento de outro em sabedoria cristã, piedade, felicidade, santidade. Tendo em mente a grandeza da salvação, o grande amor do Salvador e a iminência de sua volta, devemos exortar uns aos outros por meio da doutrina, do encorajamento e de nosso exemplo. A igreja deve ser um ambiente de edificação onde crescemos espiritualmente por meio da comunhão, da ação do Espírito Santo e da liderança estabelecida por Deus.


III. COMUNHÃO E SOCIALIZAÇÃO
3.1 A fé na esfera fraternal.
A LIÇÃO DIZ: Um dos pilares da Igreja Primitiva estava na comunhão (At 2.42). A palavra grega koinonia, traduzida aqui como “comunhão”, ocorre 19 vezes no Novo Testamento e o seu sentido é literalmente de “parceria”, “participação” e “comunhão espiritual”. Mark Dever resume muito bem a ideia desse subponto com as seguintes palavras: “Demonstramos ao mundo que fomos mudados, não primariamente porque memorizamos versículos bíblicos, oramos antes das refeições, entregamos o dízimo do nosso salário e ouvimos músicas evangélicas, e sim porque mostramos de maneira crescente uma disposição de suportar, perdoar e amar um grupo de pecadores semelhantes a nós”. A união presente na igreja é um testemunho para o mundo da grandeza e do amor de Deus. Uma igreja cheia de divisões perde a sua eficácia no cumprimento de sua missão.
3.2 Unidade e Fraternidade.
A LIÇÃO DIZ: A igreja do Novo Testamento se expressa por meio da unidade e fraternidade entre seus membros (1 Jo 1.3).
Vamos definir:
• Unidade refere-se à condição de estar unido, de agir em conjunto, de ter um propósito comum ou de estar em harmonia.
• A fraternidade é vista como a prática de amar e cuidar uns dos outros como irmãos e irmãs em Cristo, independentemente de diferenças ou origens. Isso envolve demonstrar compaixão, apoio mútuo e respeito, e buscar o bem-estar e a dignidade de todos, refletindo o amor e a bondade de Deus.
3.3 A fé na esfera social.
A LIÇÃO DIZ: A fé cristã também precisa ser expressa na esfera pública. Ela tem o seu lado social.
A Bíblia diz: “Então, enquanto temos oportunidade, façamos bem a todos…” (Gálatas 6.10). Dois erros que precisamos evitar:
O primeiro erro a ser evitado: Nenhum de nós deve pensar que não precisa ajudar, contribuir, amparar ou auxiliar os irmãos e os necessitados, atribuindo essa responsabilidade somente ao Senhor. A questão aqui é: como Deus supriria as necessidades senão usando alguém para tal? O Senhor nos diz em Provérbios 3.27,28: “Não te furtes o fazer o bem a quem de direito estando NA TUA MÃO O PODER DE FAZÊ-LO. Não digas ao teu próximo: Vai, e volta amanhã, então to darei, se o tens agora contigo.” E ainda em Provérbios 14.21: “O que despreza ao seu vizinho PECA, mas o que se compadece dos pobres É FELIZ.Segundo erro a ser evitado: Os que são assistidos não devem esperar unicamente da igreja, dos irmãos, para serem supridos, mas devem crer no Senhor e trabalhar para a mudança do quadro de suas vidas.
Consideremos os seguintes textos:
“Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma. Pois, de fato, estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia. A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranquilamente, comam o seu próprio pão.” (2 Ts 3:10-12) “No tocante ao amor fraternal, não há necessidade de que eu vos escreva, porquanto vós mesmos estais por Deus instruídos que deveis amar-vos uns aos outros; e, na verdade, estais praticando isso mesmo para com todos os irmãos em toda a Macedônia. Contudo, vos exortamos, irmãos, a progredirdes cada vez mais e a diligenciardes por viver tranquilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos; de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada venhais a precisar.” (1 Ts 4.9-12) Diante do que foi exposto até aqui, podemos concluir e afirmar que a assistência social é uma responsabilidade também das instituições evangélicas. E quais são essas instituições, senão cada indivíduo que as compõe?! Esses indivíduos somos todos nós!

CONCLUSÃO
Recapitulando, os seguintes pontos foram estudados:
• A Igreja fundada por Cristo tem o propósito de abençoar o mundo, por meio da pregação do Evangelho e do discipulado, em palavras e ações.
• A genuína adoração e edificação mútua é fruto de uma vida de devoção e serviço a Deus em contínuo crescimento.
• O amor manifesto em ações é evidenciado na comunhão entre os irmãos e contribuição social da Igreja como expressão de fé na esfera pública.

Carteirinha do Idoso: solicite o documento online para gozar destes benefícios

A carteirinha do idoso é amplamente reconhecida entre os beneficiários do INSS, sendo concedida a cidadãos com 60 anos ou mais e que recebem até dois salários mínimos mensais. 

Cumprindo esses critérios, o cidadão obtém a carteirinha do idoso, proporcionando uma variedade de benefícios específicos para essa parcela da população. Este é um documento cuja emissão é responsabilidade da Secretaria de Direitos Humanos (SDH). A ferramenta pode ser solicitada por cidadãos brasileiros com mais de 60 anos de idade, liberando uma série de benefícios. Entre as vantagens da carteira do idoso estão as vagas preferenciais de estacionamento, a meia-entrada em apresentações, bem como o atendimento prioritário em qualquer estabelecimento nacional. Porém, um dos atrativos mais estimados por meio deste documento são as passagens interestaduais de ônibus gratuitas. 

Como funciona a carteirinha do idoso?

O funcionamento da carteira do idoso é bem simples e intuitivo. Assim que o cidadão estiver com ela em mãos, basta apresentá-la em plataformas online ou presencialmente na compra de ingressos ou passagens de ônibus, entre outros estabelecimentos para usufruir das vantagens garantida por ela. 

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Destacando que, na circunstância das passagens de ônibus interestaduais gratuitas, caso todas as vagas já tiverem sido ocupadas, o idoso poderá receber um desconto de 50% no valor da passagem. É importante saber que a emissão do documento pode ser feita de duas formas: online pelo site do Gov.br ou presencialmente pelo CRAS (Centro de Referência da Assistência Social).

Veja: 

Emissão online

Na plataforma, o cidadão deve clicar na opção “iniciar”; Em seguida, selecionar a opção “emitir carteira”; Após preencher os dados solicitados e informar os documentos (RG, CNH ou passaporte, comprovante de residência e certidão de nascimento ou casamento), a carteira estará disponível para impressão.Essa ferramenta fortalece a autonomia dos idosos, garantindo acesso a benefícios sociais fundamentais. É mais um passo para uma sociedade justa, que preza pelo respeito e pela valorização dos idosos. 

Emissão pelo CRAS
Caso você não queira pedir sozinho pela internet, também pode solicitá-lo junto ao CRAS. É preciso comparecer presencialmente ao local com as seguintes informações e documentos comprobatórios:

Documento de identidade com foto;
CPF;
Número do NIS.
Caso não tenha o CadÚnico, aproveite o momento para realizar o cadastro e já emitir sua carteirinha de pessoa idosa. A carteira feita pelo CRAS pode demorar até 45 dias para ficar pronta. Caso necessite com urgência, o CRAS pode emitir uma declaração provisória para o beneficiário.

Quais informações constam na carteirinha do idoso? Nome Completo: é obrigatório a presença do nome completo do idoso para que possa ser feita a sua identificação. Data de Nascimento: para comprovação da idade da pessoa idosa, também é necessário a inclusão da data de nascimento na carteirinha.Número do Documento de Identificação: assim como a carteirinha de estudante que possui número de documento de identificação, a carteira do idoso também deve ter o número da carteira de identidade. Número do CPF: mesmo caso do RG, o CPF é um documento importante na vida de todo cidadão e deve estar presente na carteirinha do idoso.NIS: o NIS, Número de Inscrição Social, cadastro oferecido pelo Governo Federal para identificar o cidadão que recebe ou não benefício social, também é obrigatório na carteira da pessoa idosa. Data de expedição e validade: a carteirinha do idoso também apresenta a data de expedição e de validade. QR Code com código alfanumérico: além dessas informações, estará presente na carteira de pessoa idosa, um QR Code com código alfanumérico. Quem pode solicitar a carteirinha do idoso? Todas aquelas pessoas com mais de 60 anos que não tem comprovação de renda e que recebam até dois saláriosmínimos, podem solicitar a carteira do idoso. Para solicitar é preciso ser cadastrado no CadÚnico (Cadastro Único) do Governo Federal. Caso não tenha o cadastro, é preciso entrar em contato com o CRAS mais próximo de sua casa para realizar o cadastro. Ressaltando que, somente através da inscrição no CadÚnico que o cidadão terá acesso ao NIS (Número de Identificação Social). Qual é a validade da carteirinha do idoso? A carteira do idoso tem a validade de dois anos. Na própria carteirinha tem o prazo de validade. Por isso, sempre que estiver próximo de vencer, solicite uma nova e não fique sem.

fdr.com.br

Lobos em peles de cordeiros na igreja de Deus

Em atos 20 encontramos Paulo viajando para Jerusalém. Esta seria a última jornada para os lugares onde ele pregou a Palavra e fez discípulos de Cristo. Após alcançar Éfeso, ele enviou e chamou pelos anciãos da igreja local:

Atos 20:17
“E de Mileto mandou a Éfeso, a chamar os anciãos da igreja”. Estas pessoas eram velhos, i.e., pessoas velhas na fé, além dos mares – conforme os versos que tornam claro – que o Espírito Santo estabelecera para pastor da Igreja. Nesta reunião com eles, Paulo, depois de lembrá-los a forma que ele caminhava quando estava entre eles, continua com a seguinte advertência:

Atos 20:28-31
Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constitui bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. Porque eu sei isto que, depois de minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós”.

 O fato de que as pessoas que Paulo encontrava eram bispos constituídos pelo Espírito Santo para apascentar a igreja de Deus não significa que eles fossem excluídos desta advertência. Entre estas pessoas, que até então apascentavam a igreja de Deus, haveria alguns que um dia, em vez de liderar os discípulos atrás de Cristo, conforme eles costumavam fazer, eles começariam a liderá-los após si próprios. Esta é uma advertência muito clara. Um ministro pode começar muito bem. Um servo de Deus pode ter sido constituído por Ele no ministério; o Senhor mesmo pode tê-lo constituído para ser um ancião. Contudo, o que começou bem não significa necessariamente que continuará bem. Alguns servirão como deveriam. No entanto, alguns outros não. Embora Deus colocasse-os no ministério, dando-lhes presentes para servir a Seu povo, no final eles se voltariam e usariam estes presentes para fazer os discípulos seguirem-no em vez de a Cristo. Meu irmão, se você serve o povo de Deus, tenha cuidado em voltar o povo para Cristo, e não para você mesmo. Tenha cuidado para que seja Cristo, e não você aquele que você indica para o povo.

“Por seus frutos os conhecereis”

Os anciãos da igreja de Éfeso que desencaminhariam, e sobre quem Paulo está falando, são colocados na mesma categoria dos lobos que, após a partida de Paulo, entrariam no meio deles sem poupar o rebanho. A diferença entre uma ovelha e um lobo dentro da igreja de Deus não é o lado externo: no lado externo ambos podem se parecer com uma ovelha. Em vez disso, a diferença está no fruto que eles dão. Conforme disse o Senhor:

Mateus 7:15-23
“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança–se no fogo. Portanto, por seus frutos os conhecereis. Nem todo aquele que diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.”

É interessante que o Senhor fale sobre aqueles que não entrarão no reino dos céus, imediatamente após sua referência aos falsos profetas, e como se pode reconhecê-los. Os falsos profetas também dirão “Senhor, Senhor”. Em nome de Cristo eles também farão milagres e profetizarão. Contudo, isso não os torna discípulos verdadeiros, genuínos. Não são as palavras, as maravilhas ou as profecias que marcam o genuíno em relação ao não genuíno, o lobo do cordeiro, mas o fruto que se dá. E aqui nós falamos sobre o fruto de Gálatas 5:

Gálatas 5:19-21
“Porque as obras de carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus”.

 Alguém pode dizer que conhece o Senhor. Ele pode também ter feito maravilhas em Seu nome. Pode ter profetizado em nome de Cristo. No entanto, estas coisas fazem-no um cordeiro verdadeiro ou lhe dão entrada no reino de Deus, se seu fruto for o fruto da passagem acima? Bem, conforme disse o Senhor e conforme Paulo também repete: NÃO! Conforme Tiago também diz:

Tiago 2:14-18
“Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”.Muitos irmãos se confundiram com a passagem acima. Especialmente a frase “Porventura pode a fé salvá-lo?” deixou muitos perplexos. No entanto, a passagem não fala da fé verdadeira, mas da fé que alguém diz que tem. “Mas dirá alguém que tem a fé”, se diz. A fé que existe somente em palavras não salva. Romanos 10: 9-10 não diz que “se você confessar com a sua boca o Senhor Jesus será salvo”. O que se diz é:

Romanos 10:9-10
“Se com tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação”. Com o coração se crê”. Uma confissão é verdadeira quando o coração concorda com ela. E quando há fé no coração então haverá também o fruto respectivo. “Toda árvore boa produz bons frutos e toda árvore má produz maus frutos. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.” É impossível ter fé e não ter o fruto respectivo. Externamente, tanto o lobo quanto o cordeiro parecem o mesmo: Ambos se parecem com o cordeiro. No entanto, é o fruto que faz a diferença. Enquanto o lobo faz o fruto respectivo para Gálatas 5:19-21, o cordeiro faz frutos respectivos a Gálatas 5:22-23:

Gálatas 5:22-23
“Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei”.

Olhemos, pois, por nós (Atos 20:28). Examinemos a nós mesmos se permanecemos na fé (II Coríntios 13:5). Que tipo de fruto vem de nossos corações? Gálatas 5:19-21 ou Gálatas 5:22-23? Não há proveito em dizer “Senhor, Senhor” e em fazer tais afirmações, quando nossos corações não estão OK. Não há ponto algum em honrar o Senhor com nossos lábios quando nosso coração está longe Dele.

Isaías 29:13
“Porque o Senhor disse: …. este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de Mim

I Samuel 16:7
“Porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração.

É no coração que o Senhor está interessado. Deixe-o portanto ser limpo, uma casa para o Senhor, cheio de fé e bons frutos.

jba.gr

O rebanho de Deus

Poucos animais são tão indefesos como as ovelhas. Com muito pouca defesa contra inimigos naturais, pouco senso de direção e nenhuma capacidade para encontrar seu próprio alimento, elas são muito dependentes do homem para prover suas necessidades. No tempo em que não havia cercas, os proprietários de ovelhas tinham que ficar com elas no deserto, algumas vezes durante meses de uma só vez. O pastor tinha que providenciar para as ovelhas tudo que elas não podiam providenciar para si mesmas. Ele procurava pastos verdes onde pudessem encontrar comida (1 Crônicas 4:39-40) e as conduzia gentilmente para lá, sempre cuidadoso com as que estavam com filhotes (Isaías 40:11). Ele as protegia até com sua própria vida. O jovem Davi relatou a Saúl como tinha arrancado um cordeiro da boca de um leão e tinha matado tanto leões como ursos (1 Samuel 17).
   
 Dando tanto de si mesmos ao cuidado das ovelhas e estando tão frequentemente sem companhia humana, o pastor desenvolvia uma íntima amizade com as ovelhas. Ele dava um nome a cada uma; as ovelhas conheciam sua voz e vinham quando ele as chamava (João 10:3-4). Ele as contava todas as noites para ter certeza de que estavam todas a salvo no aprisco (Jeremias 33:13). Se ao menos uma estivesse faltando, ele esquadrinhava o campo para encontrá-la (Lucas 15:4).

 O desamparo das ovelhas, sua total dependência do pastor e do amor dele por elas tornavam esta relação uma das mais finas e a figura da relação de Deus com seu povo mais freqüentemente usada. Somos tão parecidos com ovelhas, que bênção é ter um Deus amoroso, que tudo conhece, todo poderoso e todo sábio como nosso pastor! Davi, o pastor, expressou isso tão lindamente naquelas palavras familiares: “O SENHOR é meu pastor; nada me faltará” (Salmo 23). Davi, contudo, não podia conhecer a absoluta perfeição do Divino Pastor como podemos, depois de tê-lo visto na cruz, entregando sua vida pelas ovelhas.
Proprietários de ovelhas algumas vezes tinham problemas quando o número delas ficava tão grande que já não podiam mais atendê-las pessoalmente. Afortunado, na verdade, era qualquer homem como Jessé, que tivesse um filho como Davi, que pudesse amar e cuidar das ovelhas como se fossem dele. Freqüentemente, as ovelhas tinham que ser divididas em rebanhos e deixadas sob os cuidados de empregados. Jesus explicou: “O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então o lobo as arrebata e dispersa” (João 10:12). Jesus estava realmente descrevendo os sacerdotes e mestres de Seu tempo que, como pastores de Israel, tinham mostrado uma total despreocupação com as ovelhas na sua perseguição egoísta de riqueza pessoal e glória.
Hoje em dia, cada congregação local é um rebanho de ovelhas de Deus. Os presbíteros são aqueles que estão encarregados: “Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tornando-vos modelos do rebanho” (1 Pedro 5:2-3)
É frequente demais o quadro que temos de presbíteros “dois ou três homens de pé num canto tomando decisões pela igreja” ou sentados em volta de uma mesa entrevistando um candidato a pregador ou trabalhando num orçamento. Muitas das nossas orações pedem que eles presidam bem (1 Timóteo 5:17), mas isto não é sua função maior. Os pastores tomam certas decisões e supervisionam o rebanho, mas a maior parte do seu tempo é gasto com as ovelhas, provendo suas necessidades e cuidando delas individualmente.

 O “Supremo Pastor” tem todo direito a esperar que os pastores das igrejas locais reflitam Seu próprio amor e cuidado pelas ovelhas. Eles, também, precisam defender o rebanho (Tito 1:9-11); eles precisam alimentar as ovelhas labutando “na palavra e no ensino”(1 Timóteo 5:17); e precisam conduzir sendo exemplos para o rebanho (1 Pedro 5:3). Para cumprir tudo isto, eles precisam conhecer o rebanho, fazendo um esforço para conhecer cada ovelha pelo nome e ser conhecido por elas. Eles precisam contar o rebanho, não por orgulho, mas para saber exatamente quantas ovelhas estão sob sua responsabilidade. Se uma estiver faltando (não apenas à assembléia, mas à fidelidade diária), eles precisam estar prontos a ir e encontrá-la para que possam admoestar os insubmissos, consolar os desanimados, amparar os fracos, e ser longânimes para com todos (1 Tessalonicenses 5:14). Eles deverão estar dispostos a sacrificar até suas vidas.
Os pastores de um rebanho local têm que dar conta de cada ovelha (Hebreus 13:17). Considere o julgamento de Deus sobre os pastores de Israel: “Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! … Comeis a gordura, vestis-vos da lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. … as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a terra, sem haver quem as procure ou quem as busque” (Ezequiel 34:2-6).

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O QUE VAMOS ESTUDAR?
Na lição desta semana, discorreremos a respeito dos conflitos do crente diante dos ataques à verdadeira doutrina. Vamos tomar como exemplo a vida de Daniel e seus amigos. Eles foram inseridos na cultura babilônica, uma cultura idólatra, mas permaneceram firmes no propósito de honrar a Deus. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO PRINCIPAL
E mesmo que o nosso Deus não nos salve, o senhor pode ficar sabendo que não prestaremos culto ao seu deus, nem adoraremos a estátua de ouro que o senhor mandou fazer. (Dn 3.18 – NTLH). Nesse contexto bíblico, a expressão “firmeza” pode ser definida como a determinação inabalável em permanecer fiel às próprias convicções e princípios, mesmo diante de desafios ou ameaças. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego expressaram sua firmeza ao recusarem adorar a estátua de ouro, mantendo sua devoção a Deus, independentemente das consequências. Muitos judeus cederam à idolatria, mas para Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, o primeiro mandamento era importante. Somente eles seriam diferentes, não-conformistas. Por isso, foram denunciados. É provável que os acusadores tenham sido pessoas que já conheciam a sua conduta constante (“a teus deuses não servem”, v. 12) e invejavam sua posição; como eram nativos (v. 8), não se conformavam em serem liderados por judeus (v. 12). Agora eles finalmente conseguiram uma ocasião de expor essa infidelidade para com Nabucodonosor. Antes do que deduzir que Daniel tenha se curvado, é mais razoável pensar que ele não estivesse no campo junto com outros governantes. Não se sabe porque Daniel não está na cena. Alguns comentaristas sugerem que ele estivesse em viagem. É até possível que ele estivesse presente, mas fosse isentado de ter que demonstrar a sua lealdade, por causa de sua elevada posição (Dn 2.48–49). Isto é, ele era político de alto escalão.Já Sadraque, Mesaque e Abede-Nego adquiriram posições políticas inferiores por influência de Daniel, por causa da influência política que este agora exercia. Por isso, os três jovens tinham que jurar lealdade. E eles são testados uma segunda vez. A pergunta de Nabucodonosor (v. 14) não era simplesmente uma confirmação, mas uma oportunidade dos três se retratarem (v. 15), juntamente com um desprezo pela fé deles (“quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos?” v. 15c). O mundo sempre propõe uma vez mais que você se conforme a ele. Mas, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego bravamente mantiveram sua posição diante do temível Nabucodonosor (v. 16). Sua resposta não foi arrogante; eles simplesmente estavam dizendo que não tinham nada a dizer ao rei. Haviam chegado ao limite de sua lealdade ao monarca (cf. Mt 22.21). John MacArthur afirma que eles poderiam ter dito: “Nós vamos nos curvar com os demais, mas vamos orar ao Deus verdadeiro”, como se estivessem sendo piedosos no coração. Contudo, o testemunho só acontece quando nossa piedade adentra a esfera pública (Tg 2.18). Eles não cederam diante da ameaça e do poder. A ousadia fica mais impressionante quando somos lembrados que eles não sabiam o final da história. Eles tinham certeza que Deus poderia livrá-los (v. 17), mas não sabiam se Deus havia resolvido livrá-los (cf. Mc 1.40). Afinal, Deus nem sempre livrou seus fiéis da morte (Hb 11). Às vezes Deus não livra o seu povo do fogo, como foi no caso de Policarpo de Esmirna. Policarpo foi um bispo de Esmirna, respeitadíssimo em seus dias por sua piedade, que foi martirizado no ano 155. Conta um relato ocular que quando lhe foi exigido abandonar a sua fé, ele respondeu: “Eu o tenho servido por 86 anos e ele nunca me fez mal algum. Como blasfemaria contra meu Rei que me salvou?” Quando ameaçado pelo procurador, com fogo, ele respondeu que aquele fogo logo se extinguiria, mas que os homens deveriam temer o fogo inextinguível do juízo divino. Policarpo foi queimado e acabou servindo de exemplo sobre o custo da integridade para a igreja do segundo século. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego provavelmente tinham esperança de livramento, mas o que fica marcado no texto é a sua resolução de não se prostrar, mesmo que isso lhes custasse a vida (v. 18; cf. Jó 13.15).


RESUMO DA LIÇÃO
A confiança em Deus e o compromisso com a sua Palavra contribuem com a manutenção da fidelidade do crente. A confiança em Deus implica acreditar em sua orientação e provisão, independentemente das circunstâncias. O compromisso com a Palavra de Deus envolve viver de acordo com seus ensinamentos e princípios. Quando um crente confia em Deus e se compromete com sua Palavra, isso fortalece sua fidelidade, mantendo-o firme em sua fé e conduta, independentemente dos desafios que possa enfrentar. Esses elementos são fundamentais para a vida espiritual e para a manutenção da fidelidade.


INTRODUÇÃO
• Na lição deste domingo, vamos discorrer a respeito dos conflitos do cristão com os ataques à verdadeira doutrina. Existe uma constante investida por parte do diabo e do mundo, tentando distorcer o ensino verdadeiro e propagar o engano.
• Tomaremos o exemplo de vida dos jovens judeus Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Inseridos na cultura babilônica, permaneceram firmes no propósito de honrar a Deus. O exemplo desses jovens nos ensina que é possível manter-se fiel, mesmo estando inserido em uma cultura marcada pelo pecado.
• A lição também trata sobre a firmeza doutrinária, os ataques das falsas doutrinas e como viver a verdade da Palavra de Deus. No ponto dois e no ponto três, abordaremos a importância de confrontar a falsa doutrina, bem como a necessidade que temos de viver a verdade revelada nas Escrituras.

I. FIRMEZA DOUTRINÁRIA
1.1 Jovens sob pressão.
A LIÇÃO DIZ: Ao lado de Daniel, os jovens Sadraque, Mesaque e Abede-Nego recebem merecido destaque nas Escrituras, não somente pelos livramentos da cova dos Leões e da fornalha de fogo ardente, respectivamente, mas principalmente pela firmeza de fé na verdade de Deus que demonstraram, em uma Babilônia hostil, aversa aos princípios divinos. Por que os jovens estavam sendo pressionados? Naquela época, a Babilônia experimentou um crescimento exponencial em todos os aspectos. A nação não dispunha de pessoas em número suficiente para ocupar todos os cargos de responsabilidade. Como resultado, começaram a selecionar jovens instruídos, educados, de boa aparência e de linhagem nobre para, por meio de um processo de aculturação, prepará-los para servir ao rei e ao império, desempenhando funções de confiança. Depois, o rei ordenou a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, tanto da linhagem real como dos nobres, jovens sem nenhum defeito, de boa aparência, sábios, instruídos, versados no conhecimento e que fossem competentes para servirem no palácio real. E que Aspenaz lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus. (Dn 1.3,4 – NAA). Aculturação é o processo pelo qual um grupo é exposto e adota elementos de uma cultura diferente, muitas vezes resultando em mudanças em suas próprias práticas e crenças. Isso pode ocorrer devido a contatos prolongados ou intensos entre culturas diferentes, levando a uma assimilação de traços culturais de uma cultura por outra.
Três verdades podem ser destacadas até aqui:
• Em primeiro lugar, é extremamente difícil dizer “não” quando todos a nossa volta estão ndizendo “sim”. Esse era o contexto de Daniel e seus amigos.
• Em segundo lugar, os jovens de nossos dias estão cedendo e abrindo mão de seus princípios e convicções devido a pressão imposta pelo pecado e pelo mundo.
• Em terceiro lugar, Daniel e seus amigos nos ensinam que é possível ser fiel em Jerusalém, mas também é possível ser fiel em Babilônia.
1.2 Três jovens e uma sábia decisão.
A LIÇÃO DIZ: A decisão dos jovens de não se prostrar diante da estátua do rei Nabucodonosor (Dn 3.16-18), foi o ápice de uma vida pautada em boas e sábias decisões. Junto de Daniel, eles haviam resolvido não se contaminar com as iguarias do rei, contrariando assim o curso normal da vida em Babilônia, fazendo-os diferente dos demais (Dn 1.8-20).
Como podemos saber se alguém está verdadeiramente firme? A prova mais concreta é observar como essa pessoa se comporta diante das pressões. Será que ela permanece firme ou não? Vamos exemplificar usando as palavras de Jesus:
— Quem ouve esses meus ensinamentos e vive de acordo com eles é como um homem sábio que construiu a sua casa na rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força contra aquela casa. Porém ela não caiu porque havia sido construída na rocha. — Quem ouve esses meus ensinamentos e não vive de acordo com eles é como um homem sem juízo que construiu a sua casa na areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força contra aquela casa. Ela caiu e ficou totalmente destruída. (Mt 7.24-26 – NTLH). À primeira vista, as casas pareciam idênticas, porém, as pressões causadas pela chuva, pelo vento e pela enchente revelaram quem estava verdadeiramente firme. Outro ponto que vale a pena destacar é que a fidelidade nas pequenas coisas nos prepara para a fidelidade nas grandes questões. — Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. (Lc 16.10 – NVI).
1.3 Firmeza doutrinária recompensada.
A LIÇÃO DIZ: A história dos jovens hebreus não é um relato só de pressão e testes à fé, mas também de confirmação da justiça de Deus em recompensar aos que o honram, especialmente em contextos que contrariam os seus princípios. Como Deus recompensou a fidelidade desses jovens:
• Conhecimento e habilidade concedidos por Deus. Quanto a esses quatro jovens, Deus lhes deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras e sabedoria; e Daniel teve entendimento em toda visão e sonhos. (Dn 1.17)
• Proteção divina em situações perigosas, como na fornalha ardente e na cova dos leões. (Dn 3.24-25) e (Dn 6.22)
• Promoção a posições de grande autoridade no reino da Babilônia. Então o rei fez prosperar a Daniel, e ele foi colocado sobre toda a província de babilônia, e se tornou o chefe dos governadores de todos os sábios de babilônia. (Dn 2.48)

II. CONFRONTANDO A FALSA DOUTRINA
2.1 A falsa doutrina.
A LIÇÃO DIZ: O que é uma falsa doutrina e como ela se manifesta? A falsa doutrina se caracteriza principalmente por contrariar e, em alguns casos, em negar os fundamentos da fé cristã. A doutrina é “um conjunto de ideias ou crenças que são ensinadas ou consideradas verdadeiras”. A doutrina bíblica refere-se aos ensinamentos que se alinham com a Palavra revelada de Deus, a Bíblia. A falsa doutrina é qualquer ideia que acrescente, retire, contradiga ou anule a doutrina dada na Palavra de Deus. Eis alguns exemplos de falsa doutrina:
• A negação da doutrina do inferno. A Bíblia descreve o inferno como um lugar real de tormento eterno, o destino de toda alma não regenerada (Ap 20.15; 2 Ts 1.8). Uma negação do inferno contradiz diretamente as próprias palavras de Jesus (Mt 10.28; 25.46) e é, portanto, uma falsa doutrina.
• A ideia de que existem “muitos caminhos para Deus”. Essa filosofia se tornou popular recentemente sob o pretexto de tolerância. Esta falsa doutrina afirma que, uma vez que Deus é amor, Ele aceitará qualquer esforço religioso, desde que o praticante seja sincero. Tal relativismo cospe na face de toda a Bíblia e efetivamente elimina qualquer necessidade do
Filho de Deus de se tornar carne e ser crucificado em nosso favor (Jr 12.17; Jo 3.15–18). Também contradiz as palavras diretas de Jesus de que Ele é o único caminho para Deus (Jo 14.6).
• Qualquer ensinamento que redefina a pessoa de Jesus Cristo. A doutrina que negue a divindade de Cristo, o nascimento virginal, Sua natureza sem pecado, Sua morte real ou Sua ressurreição física é uma doutrina falsa.
• O ensinamento que apresente a graça como uma licença para pecar. Essa falsa doutrina sugere que tudo o que alguém deva fazer para ser justificado diante de Deus é acreditar nos fatos sobre Jesus, orar uma oração em algum momento e depois retomar o controle da sua própria vida com a segurança do céu no final. O texto bíblico em 2 Coríntios 5.17 afirma que aqueles que estão “em Cristo” se tornam “novas criaturas”. Essa transformação, em resposta
 à fé de um crente em Cristo, muda os comportamentos exteriores. Conhecer e amar a Cristo é obedecê-lo (Lc 6.46).
2.2 A falsa doutrina e os seus males.
As falsas doutrinas são espalhadas por falsos mestres com o propósito de desviar as pessoas da verdade e afastá-las de Deus. As falsas doutrinas são populares, palatáveis, agradáveis aos ouvidos, pois enaltecem o orgulho humano e menosprezam a graça de Deus.
• Desvio da verdade. As falsas doutrinas podem desviar as pessoas da verdadeira mensagem da Bíblia, levando a interpretações distorcidas e errôneas.
• Distorção da fé. As falsas doutrinas podem distorcer a fé genuína, levando as pessoas a adotarem crenças que não estão alinhadas com a Palavra de Deus, o que afeta negativamente suas vidas espirituais.
• Consequências eternas. A aceitação de falsas doutrinas tem consequências eternas, afastando as pessoas do verdadeiro caminho da salvação e da comunhão com Deus.
2.3 O confronto à falsa doutrina.
A LIÇÃO DIZ: “Como confrontar a falsa doutrina?” O aprofundamento dos conhecimentos bíblicos, a intensificação da vida de oração, a promoção de encontros saudáveis de ensino da Palavra e a ampla distribuição de literaturas com a verdadeira doutrina são meios eficazes de confronto à falsa doutrina. Infelizmente, vivemos em um tempo onde muitos jovens conhecem mais os filmes e os personagens da Marvel do que a Bíblia, e passam mais tempo na internet e nos videogames do que em oração. Hoje em dia, mesmo na igreja, os jovens têm mais experiência com o pecado do que com Deus. Este cenário precisa mudar! Devemos incentivar os nossos alunos a não fazerem parte dessa estatística desastrosa. Ah! É importante ressaltar que não precisamos de inovações. Não são as paredes pretas, os jogos de luzes ou a frouxidão que mantêm os jovens na igreja, mas sim a genuína Palavra de Deus.

III. VIVENDO A VERDADEIRA DOUTRINA
3.1 A verdadeira doutrina.
Analise o contraste:
A verdadeira doutrina (conteúdo) se origina de Deus (origem), é fundamentada na Bíblia (autoridade) e concorda com toda a Escritura (consistência). Porque tal doutrina é sã (qualidade), é saudável (benefício) e proveitosa (valor) para nós, e somos responsáveis por nos apegarmos a ela (responsabilidade). A falsa doutrina (conteúdo) se origina do homem (origem), não está fundamentada na Bíblia (autoridade) e contradiz partes da Escritura (consistência). Porque tal doutrina é insalubre (qualidade), é doentia (benefício) e não proveitosa (valor) para nós, e somos responsáveis por rejeitála (responsabilidade).
3.2 Os benefícios da verdadeira doutrina.
Três benefícios da verdadeira doutrina:
• Ela aperfeiçoa. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra. (2 Tm 3.16-17).
• Santifica. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade (Jo 17.17).
• Ela Liberta. E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará (Jo 8.32).
3.3 Vivendo a verdadeira doutrina.
Quais os sinais de que estou vivendo a sã Doutrina? Vamos tomar Josué 1.8 como referência: Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem-sucedido (Js 1.8 – NVI).
• A Palavra precisa estar em nossa boca. Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei […].
• A Palavra precisa estar em nosso coração. […] meditar nelas de dia e de noite.
• A Palavra precisa estar em nossas ações. […] para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito.


CONCLUSÃO
A LIÇÃO DIZ: Nesta lição, aprendemos que Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, diante da pressão babilônica e sob o risco de morte, decidiram manter-se firmes na fé em Deus e no propósito de honrá-lo até o fim. Com isso, vimos a necessidade de a igreja, por meio da verdadeira doutrina, confrontar a falsa, sempre com o objetivo de, à semelhança dos jovens hebreus, honrar a Deus acima de tudo. Daniel e seus amigos, em resumo, nos ensinaram que é possível ser fiel mesmo em meio a inúmeras pressões. É melhor sofrer por ser fiel do que negociar nossos princípios e desonrar a Deus.
Por fim, seguem alguns pontos a respeito da doutrina bíblica.
• A Bíblia é dada para doutrinar (ensinar) (2 Tm 3.16-17);
• Temos que continuar na doutrina dos apóstolos (At 2.42);
• Os pregadores devem se dedicar à doutrina (1 Tm 4.13);
• Nenhuma doutrina falsa deve ser permitida (1 Tm 1.3);
• Nossa doutrina deve ser incorrupta (Tt 2.10);
• Temos que nos desviar/ separar da falsa doutrina (Rm 16.17).

A NATUREZA DA IGREJA

O CORPO DE CRISTO
Origem, Natureza, e Vocação da Igreja no Mundo

O QUE ESTUDAREMOS?
Nesta lição, estaremos estudando a Eclesiologia, isto é, o estudo sobre a natureza da Igreja, sua essência e dimensões. Para tanto, temos como particularidades da Igreja a sua extensão confessional, isto é, sua base doutrinária e ortodoxa; sua extensão local e espiritual que diz respeito à sua localização e influência na sociedade enquanto Corpo de Cristo; e, por fim, sua extensão comunitária no que tange a sua unidade e comunhão como estilo de vida.
DEFINIÇÃO
Vamos começar a nossa aula com a melhor definição de igreja que já li em toda a minha vida de estudo bíblico: A igreja é o povo de Deus salvo por meio do arrependimento e da fé em Jesus Cristo e que foi incorporado a seu corpo por meio do Espírito Santo. Ela consiste em dois elementos inter-relacionados: a igreja universal é a comunhão de todos os cristãos que se estende desde o dia de Pentecostes até a segunda vinda e abrange tanto os crentes falecidos que já estão no céu quanto os crentes vivos de todo o mundo. Essa igreja universal se manifesta em igrejas locais caracterizadas por sua natureza doxológica, logocêntrica, pneumodinâmica, pactual, confessional, missional e espaçotemporal/escatológica. Igrejas locais são lideradas por pastores (também chamados presbíteros) e servidas por diáconos, têm e buscam pureza e unidade, praticam a disciplina e celebram as ordenanças do batismo e da ceia do Senhor. Capacitadas pelo Espírito Santo com dons espirituais para o ministério, essas comunidades se reúnem regularmente para adorar o Deus triúno, proclamar sua Palavra, apresentar o evangelho a não cristãos, discipular seus membros, cuidar das pessoas por meio de oração e contribuição e posicionar-se tanto em prol do mundo quanto contra ele. Ela é (1) doxológica, ou voltada para a glória de Deus; (2) logocêntrica , ou centrada na Palavra encarnada de Deus, Jesus Cristo, e na Palavra inspirada de Deus, as Escrituras; e (3) pneumodinâmica, ou criada, reunida, dotada e capacitada pelo Espírito Santo. Os quatro últimos são características que dizem respeito à reunião e o envio da igreja: ela é (4) pactual , ou reunida como conjunto de membros em um relacionamento de nova aliança com Deus e em um relacionamento de aliança uns com os outros; é (5) confessional , ou unida pela confissão pessoal de fé em Cristo e pela confissão coletiva da fé cristã; (6) missional, ou identificada como corpo de ministros divinamente chamados e divinamente enviados para proclamar o evangelho e promover o reino de Deus; e (7) espaçotemporal/escatológica, ou reunida como realidade histórica (situada no espaço e no tempo) e que tem esperança garantida e destino claro enquanto vivencia o caráter inusitado da existência eclesiástica no aqui e agora. Com essa definição em mente, temos fundamentação suficiente para expor com segurança está aula e as demais.


TEXTO ÁUREO – COMPARANDO TRADUÇÕES
Cristo é como um corpo, o qual tem muitas partes. E todas as partes, mesmo sendo muitas, formam um só corpo. (1Co 12.12 – NVI). Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo. (1Co 12.12 –NTLH). A igreja é comparada a uma família, a um exército, a um templo, a uma noiva. Porém, a figura predileta de Paulo para descrever a igreja é o corpo. Por que Paulo tem predileção por essa figura? Porque ela é uma das mais completas para descrever a igreja. O corpo humano ilustra a unidade com diversidade. O corpo é um e, no entanto, tem muitos membros. Apesar de todos os cristãos serem diferentes e desempenharem funções distintas, todos se combinam para formar uma unidade operante, o corpo. Assim como o corpo humano é um instrumento pelo qual a pessoa se expressa a outros, o Corpo de Cristo é o instrumento na terra pelo qual ele escolhe revelar-se ao mundo. Veremos, de forma detalhada, as verdades extraordinárias que essa metáfora revela no ponto
três de nossa lição.

VERDADE PRÁTICA
Conhecendo a Igreja em sua natureza, nos conscientizamos da importância de fazer parte dela. Philip Yancey apresenta quatro motivos para frequentarmos a igreja e participarmos ativamente dela. Em outras palavras, ele destaca argumentos que enfatizam a importância de fazer parte da igreja:
a. Primeiro, vou à igreja por causa do Dono. “A igreja existe, não para oferecer entretenimento, encorajar vulnerabilidade, melhorar a autoestima ou facilitar amizades, mas para adorar a Deus. Se falharmos nisso, a igreja fracassa”. Deus é a razão que temos para frequentar a igreja (Sl 84.1-4).
b. b. Segundo, vou à igreja por causa dos meus irmãos. Deus é quem escolheu as pessoas para fazer parte da igreja (1Co 1.26-27). Ele escolheu pessoas diferentes e complicadas para viverem juntas. As igrejas locais do Novo Testamento produziram uma revolução social: judeus e gentios, homens e mulheres, escravos e livres, congregados por causa de Jesus. Isso é a igreja.
c. Terceiro, vou à igreja por causa dos “perdidos”. A igreja existe para alcançar e acolher os de fora. William Temple disse: “A Igreja é a única sociedade cooperativa do mundo que existe em benefício dos que não são membros”. A razão principal para que uma congregação seja unida e trabalhe é alcançar o seu bairro, cidade e o mundo.
d. Quarto, vou à igreja por causa das suas necessidades. Você não pode ser crente isolado da comunhão da igreja. “Existem duas coisas que não podemos fazer sozinhos: uma é casar e a outra é ser cristão” [Paul Tournier]. A igreja foi criada por Deus para suprir as necessidades dos cristãos. E a maior necessidade de uma ovelha é ser pastoreada (Hb 13.7 e 17). Toda ovelha precisa de pastor, de aprisco e da companhia de outras ovelhas. Resumindo, além de ser um grande privilégio congregar, ser membro da igreja é uma necessidade que temos como cristãos.


INTRODUÇÃO
A LIÇÃO DIZ: Nesta lição, veremos que uma igreja genuinamente cristã é confessional, ou seja, ela se fundamenta na Palavra de Deus; tem uma dimensão local e universal, ou seja, existe tanto na forma visível como invisível; e, finalmente, a igreja genuinamente cristã é una, isto é, não é dividida, pois sem unidade não há Igreja. A natureza da Igreja é o conjunto de características que definem a sua essência, identidade e missão como povo de Deus. A natureza da Igreja pode ser descrita a partir de diferentes perspectivas bíblicas, tais como:
• A Igreja é fundamentada na doutrina dos apóstolos (Ef 2.20).
• A Igreja é guiada pelo Espírito (Rm 8.14). A Igreja é formada e conduzida pelo Espírito Santo, que regenera, santifica, capacita e orienta os crentes.
• A Igreja tem uma expressão visível e local (1 Co 1.1-3).
• A Igreja é o aspecto invisível e universal de Cristo (Hb 12.23). A Igreja transcende as barreiras de tempo, espaço, cultura e denominação, e abrange todos os que pertencem a Cristo, tanto os que já partiram desta vida como os que ainda vivem.
• A Igreja é a unidade de Cristo (Ef 4.3). A Igreja é uma só, pois há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos. A Igreja é diversa, pois há variedade de dons, ministérios e operações. A Igreja é harmônica, pois há cooperação, interdependência e mutualidade entre os seus membros.

I. A NATUREZA DA IGREJA NA SUA DIMENSÃO CONFESSIONAL
1.1 Fundamentada na Palavra.
A LIÇÃO DIZ: Uma igreja verdadeiramente bíblica é centrada em Jesus. Em segundo lugar,
uma igreja bíblica é fundamentada nas Escrituras Sagradas, a Palavra Inspirada. O apóstolo Paulo foi quem escreveu em sua Carta aos Efésios que os redimidos – que constituem o povo de Deus – são “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra de esquina” (Ef 2.20).Os apóstolos e profetas são os que lançam os fundamentos e o fundamento é Cristo que está neles. Como diz Paulo “ninguém pode lançar outro alicerce, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1Co 3.11). Por essa razão, o diabo tem investido em filosofias e ideologias que desfigurem a pessoa de Cristo e sua obra, bem como na desconstrução ou reformulação das Escrituras. No entanto, a igreja verdadeira de Cristo jamais se deixará levar por essas influências. Queremos apresentar a estrutura teológica que caracteriza uma igreja centrada em Cristo e nas Escrituras:
• Ela crer e ensina que Jesus é o único caminho para Deus.
• Ele crer e ensina que a Bíblia é a inerrante, infalível e inspirada Palavra de Deus.
• Ela crer e ensina a doutrina da Trindade.
• Ela crer e ensina a justificação pela fé.
• Ela condena o pecado; crer e ensina a doutrina da Santificação.
• Ela crer e ensina que haverá condenação eterna e salvação eterna.
Concluímos que a igreja não é construída por meio de exibicionismo, manifestações
exageradas como pular e gritar, nem por mensagens falsas ou pregações de autoajuda. Uma igreja espiritualmente saudável está fundamentada em Cristo e em sua Palavra.
1.2 Habitada pelo Espírito.
A LIÇÃO DIZ: A Igreja é habitada pelo Espírito, dirigida e capacitada por Ele. Esse subponto revela uma forte característica da igreja, habitada, dirigida e capacidade pelo Espírito. Vamos definir as expressões habitar, dirigir e capacitar.
Habitar” significa viver ou residir em um lugar, ou ocupar um espaço de forma permanente ou temporária. Também pode se referir ao ato de preencher ou ocupar um lugar com algo. Quando dizemos que o Espírito Santo habita na igreja, estamos afirmando que Ele está presente de forma ativa e permanente no meio dos fiéis.
“Dirigir” pode ter vários significados, mas geralmente se refere a guiar, controlar ou gerenciar algo, como um veículo, uma organização ou um projeto. Também pode significar dar instruções ou orientações a alguém, ou liderar uma atividade ou empreendimento. Isso implica que a liderança e as decisões da igreja são influenciadas e direcionadas pela orientação do Espírito Santo, que é visto como a fonte de sabedoria e direção espiritual para o seu povo.
“Capacitar” significa fornecer a alguém os meios, habilidades ou conhecimentos necessários para realizar uma tarefa ou alcançar um objetivo específico. Isso pode envolver treinamento, educação ou o fornecimento de recursos que permitam que alguém atinja suas finalidades. O Espírito Santo capacita os membros da igreja a agir de acordo com os princípios e valores do Cristianismo, capacitando-os para servir por meio dos Dons Espirituais, amar e compartilhar sua fé de maneira eficaz.
1.3 Quem faz parte da Igreja anda no Espírito.
A LIÇÃO DIZ: Quando alguém responde à mensagem da cruz, o Espírito de Deus produz nele a certeza da salvação (Rm 8.16). Agora, regenerado, o cristão passa a andar ou ser dirigido pelo Espírito (Rm 8.14). Esse subponto está parcialmente explicado no anterior. Todavia, cabe-nos fazer dois destaques. A igreja de Cristo é formada pelo ajuntamento de um povo regenerado que tem convicção da salvação.
Regeneração. A regeneração diz respeito à mudança de natureza. Trata-se de uma nova criação (Jo 3.1-21; 2 Co 5.17). Strong a define assim: “A regeneração, ou o novo nascimento, é o lado divino da mudança do coração que, vista do lado humano, chamamos de conversão”. A igreja é o ajuntamento daqueles que nasceram de novo e que agora, vivem segundo o Espírito. O apóstolo Paulo escreveu: “Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem vive de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja” (Rm 8.5 – NVI).
• Convicção de Salvação. Pode o crente ter certeza de salvação? Paulo nos dar a resposta “O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus. Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória” (Rm 8.16,17 – NVI). O salvo tem o Espírito que o mundo não pode receber (Jo 14.17); o salvo tem o Espírito recebeu o espírito como garantia de sua salvação (Ef 1.13,14). As duas características mencionadas definem de forma muito singular a verdadeira igreja. Devemos ter o cuidado de não apenas adotar o nome de igreja, mas sim de manifestar as características que a definem.

II. A NATUREZA DA IGREJA NAS SUAS DIMENSÕES LOCAL E UNIVERSAL
A igreja de Cristo tem duas dimensões: uma visível e outra invisível. A igreja no seu aspecto local e visível relaciona-se a esfera social e temporal. A igreja em seu aspecto invisível relaciona-se a espera espiritual e universal.
2.1 Local e visível.
A LIÇÃO DIZ: Biblicamente, podemos falar da Igreja em relação à sua dimensão espacial, isto é, em relação ao local ou ao espaço geográfico. A igreja no seu sentido local e visível diz respeito a uma ou outra congregação. Desse modo, constatamos nas Escrituras várias igrejas locais e visíveis: A igreja de Antioquia (At 13.1); a igreja de Jerusalém (At 8.1; 11.22); a igreja de Corinto (1 Co 1.2); as igrejas da Galácia (Gl 1.2); as sete igrejas da Ásia (Ap 1-3); ou a igreja que está no lar de alguém (Fm 1.2). Atualmente, as igrejas locais são identificadas não apenas pela localidade, mas também pelas denominações, tais como: Assembleia de Deus; Quadrangular, Deus é amor, Batista, Presbiteriana, Metodista etc. A igreja local, seja ela pequena ou grande, independente ou filiada a uma convenção, deve ser respeita na terra como é respeitada no céu. Em nome do denominacionalismo, devemos tomar cuidado para não falar mal da igreja de Deus. Outra informação importante é que a igreja visível e local é composta por indivíduos salvos e não salvos. Isso não é uma defesa do calvinismo, mas sim um alerta para todos nós, pois em nosso meio, muitos fingem ser crentes. Há pessoas que participam dos cultos, cantam e pregam, mas não fazem parte do corpo de Cristo.
2.2 As particularidades das igrejas locais.
A LIÇÃO DIZ: Pelo teor das cartas neotestamentárias, observamos que essas igrejas locais possuíam suas particularidades. Os problemas encontrados em uma não eram necessariamente os mesmos da outra (Fp 4.2,3 cf. 2 Ts 3.11,12). De igual modo, as virtudes. Por outro lado, embora estivessem todas sob a supervisão apostólica, observamos que eram autônomas uma em relação às outras. Assim possuíam sua dinâmica própria. Um método que funciona em determinada igreja pode ser inadequado em outra. O primeiro ponto que gostaria de enfatizar é que toda igreja local e visível tem e passa por problemas.
• A igreja de Corinto enfrentava divisões e contendas internas, imoralidade sexual e abusos na celebração da Ceia do Senhor.
• A igreja de Éfeso foi advertida sobre a perda do primeiro amor e a presença de falsos mestres.
A igreja de Filipos tinha conflitos entre duas mulheres, Evódia e Síntique, e também enfrentava oposição externa.
• A igreja de Tessalônica estava preocupada com a volta de Cristo e a questão do trabalho e ociosidade.
• A igreja de Laodiceia foi repreendida por sua complacência espiritual e falta de fervor.
• A igreja de Pérgamo enfrentava a influência de falsos mestres e a tolerância de práticas imorais. Se você encontrar uma igreja perfeita, saia dela para não estragá-la. O segundo ponto que gostaria de destacar é que cada igreja tem sua maneira particular de cumprir suas responsabilidades e missão. Embora a igreja deva ser bíblica, fundamentada em Cristo, santa e fiel, o modelo de trabalho e liturgia adotado pela Assembleia de Deus ou por qualquer outra denominação não é canônico. Como disse o comentarista: Um método que funciona em determinada igreja pode ser inadequado em outra.
2.3 Universal e invisível.
A LIÇÃO DIZ: A Igreja universal e invisível é formada por todos os cristãos regenerados que estão em todos os lugares e por aqueles que já estão também na glória (Hb 12.23), não se limitando somente à dimensão terrena. Aqui, é importante se diferenciar “Igreja” de “denominação”. Numa cidade, por exemplo, pode haver várias denominações; contudo, somente há uma Igreja. A igreja é divina, as denominações são humanas. As denominações podem ser temporárias, a Igreja não. As denominações podem desparecer, mas a Igreja é indestrutível (Mt 16.18). Podemos dar a seguinte definição: a igreja invisível é a igreja como Deus a vê. A Igreja invisível não é um edifício construído com blocos e cimento, mas, um edifício construído com pedras vivas (1Pe 2.5). Estas “pedras vivas” são chamadas os santos e membros da família de Deus (Ef 2.19-22). Uma característica marcante da igreja universal e invisível é que ela pode ser dividade em igreja triunfante e igreja militante. A igreja que existe atualmente na terra é a militante, porque é chamada e atualmente se acha empenhada numa guerra santa. A que está no céu é a triunfante, já que trocou a espada pela palma da vitória.

III. A IGREJA NA SUA DIMENSÃO COMUNITÁRIA
3.1 A igreja é una. Isso significa que a igreja é indivisível.
A LIÇÃO DIZ: Na analogia onde compara a Igreja ao corpo humano, Paulo deixa bem claro
que uma igreja verdadeiramente cristã é unida porque não pode haver divisão no corpo (1 Co 12.12). Vamos ao contexto maior dessa passagem: Irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo suplico a todos vocês que concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre vocês; antes, que todos estejam unidos num só pensamento e num só parecer. Meus irmãos, fui informado por alguns da casa de Cloe de que há divisões entre vocês. Com isso quero dizer que algum de vocês afirma: “Eu sou de Paulo”; ou “Eu sou de Apolo”; ou “Eu sou de Pedro”; ou ainda “Eu sou de Cristo”. Acaso Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vocês? Foram vocês batizados em nome de Paulo? (1Co 1.10-13 – NVI). “Acaso está Cristo dividido?” Paulo diz que as divisões na igreja são absurdas, porque elas estão levando os crentes a pensar que Paulo está pregando um Cristo, Apolo está pregando outro Cristo e Cefas está pregando ainda outro Cristo. Há somente um Salvador. Há somente um Evangelho. A igreja de Corinto começou a se dividir internamente. Por quê? Porque em vez de a igreja influenciar o mundo, o mundo é que estava influenciando a igreja. A igreja que é dividida se destrói de dentro para fora. O comentarista complemente: Devemos evitar, a todo custo, o partidarismo, as preferências e os exclusivismos, se quisermos preservar a unidade da igreja local (Ef 4.3).
• Partidarismo refere-se à tendência de favorecer um grupo específico dentro da igreja em detrimento de outros, muitas vezes levando a divisões e conflitos.
• Exclusivismo é a atitude de excluir ou marginalizar certos membros da igreja com base em critérios arbitrários, como origem étnica, status social ou preferências pessoais.
• Preferências, nesse contexto, se refere a mostrar favoritismo ou parcialidade em relação a certos indivíduos ou grupos dentro da igreja, em vez de tratar a todos com igualdade e amor.
3.2 Unidade na Igreja.
Unidade, do ponto de vista teológico, bíblico e devocional, é a expressão da comunhão espiritual entre os membros do Corpo de Cristo, a igreja. Fundamentada na natureza de Deus e enfatizada nas Escrituras, a unidade promove o testemunho eficaz ao mundo e fortalece a igreja para cumprir sua missão de proclamar o evangelho e fazer discípulos. É uma expressão tangível do amor de Deus entre os crentes, capacitando-os a viver em concordância, cooperação e amor mútuo, e assim manifestar a presença de Cristo no mundo.
Destacamos 4 benefícios da unidade:
• A unidade promove um ambiente agradável e atrai a benção de Deus. Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali o Senhor ordena a sua bênção e a vida para sempre. (Sl 133.1,5 – NAA).
• A unidade legitima o nosso culto, pois a verdadeira espiritualidade pressupõe comunhão com Deus e com os irmãos. “Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta”. (Mt 5.23,24 – NVI).
• A unidade produz crescimento espiritual. Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função. (Ef 4.16 – NVI).
A unidade fortalece a igreja contra as investidas de Satanás. Quando vocês perdoam alguém, eu também perdoo. Porque, quando eu perdoo, se é que, de fato, tenho alguma coisa a perdoar, faço isso por causa de vocês, na presença de Cristo, a fim de que Satanás não se aproveite de nós; pois conhecemos bem os planos dele. (2Co 2.10,11 – NTLH).
3.3 Diversidade na unidade.
A LIÇÃO DIZ: Somos diferentes, diversos, temos temperamentos distintos e maneiras diferentes para fazer as coisas; mas, mesmo assim, somos um em Cristo Jesus para perseverar no mesmo alvo. Não podemos confundir unidade com uniformidade. Unidade refere-se à harmonia e cooperação entre indivíduos, enquanto uniformidade implica na semelhança ou padronização. A diferença fundamental entre as duas é que a unidade valoriza a diversidade e cooperação, enquanto a uniformidade busca a igualdade e padronização. A igreja de Cristo é como um corpo, composta por uma diversidade de membros, cada um desempenhando um papel único. Assim como no corpo humano, onde cada parte é importante, na igreja, tanto os ricos quanto os pobres, os letrados e os iletrados, os brancos e os negros, todos têm valor e desempenham um papel vital. Desde os pregadores até os porteiros, dos cantores aos zeladores, todos são essenciais para o funcionamento saudável do corpo de Cristo. Devemos valorizar cada membro da igreja da mesma forma que valorizamos cada parte do nosso próprio corpo, reconhecendo a importância de cada um para o todo.


CONCLUSÃO
Nesta lição, aprendemos os seguintes pontos:
• Uma igreja bíblica é fundamentada na Palavra Inspirada por Deus, habitada pelo Espírito, dirigida e capacitada por Ele.
• A Igreja de Cristo se revela numa dimensão terrena e, igualmente, numa dimensão espiritual.
• A igreja como Corpo de Cristo em sua forma coletiva deve zelar pela unidade e, da mesma forma, cada crente deve buscar isso.

Mensagem do Bolsa Família bloqueado: Saiba o que fazer se você recebeu aviso de bloqueio do benefício

Em breve, o Bolsa Família 2024 começará a ser pago a mais de 20 milhões de famílias brasileiras.

Mas o pagamento do benefício pode ser bloqueado para cerca de 100 mil famílias, que têm o CPF irregular na base da Receita Federal. Inclusive, muitas já receberam o aviso de possível suspensão pelo aplicativo, através da seguinte mensagem:” As informações do seu Cadastro Único indicam que alguém da sua família precisa regularizar o CPF. Procure o setor responsável pelo Bolsa Família e Cadastro Único ou a Receita Federal para regularizar a situação e evitar o bloqueio do seu Bolsa Família“.É importante ressaltar que o bloqueio pode partir de irregularidades no CPF de qualquer integrante da família, e não apenas do titular.

BOLSA FAMÍLIA BLOQUEADO

Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o pagamento do Bolsa Família será retomado assim que a situação do CPF for regularizada junto à Receita Federal.Mas caso a família não atenda à regra em até seis meses, Bolsa Família será cancelado.Para regularizar o CPF, acesse o site da Receita Federal e clique em “Meu CPF”. Em seguida, selecione a opção “Atualizar CPF” e “Etapas para a realização deste serviço”.

Além disso, o documento do responsável familiar não pode estar:

  • Suspenso por desatualização ou por falta de justificação de participação nas Eleições;
  • Cancelado devido a bloqueio judicial;
  • Cancelado para nomes com mais de um CPF;
  • Com pendência por não entregar a declaração de anual do Imposto de Renda.

Assim que o documento estiver regularizado, você deve se dirigir até o CadÚnico do cadastro, nas secretarias de Assistência Social.

CONSULTA BOLSA FAMÍLIA

Em caso de dúvidas sobre o CPF e o Bolsa Família, os cidadãos podem contatar o Ministério por meio do Disque Social, o telefone 121.

CALENDÁRIO BOLSA FAMÍLIA JANEIRO 2024

Saiba quando recebe o benefício em janeiro:

Divulgação/Ministério do Desenvolvimento
Confira o calendário completo do Bolsa Família 2024 – Divulgação/Ministério do Desenvolvimento

Câncer de pele: qual o pior horário para tomar sol e como se prevenir

O câncer de pele é uma condição que se desenvolve quando as células da pele sofrem mutações e crescem de forma anormal. Por mais que fatores genéticos e histórico familiar também podem desempenhar um papel crucial no desenvolvimento do câncer de pele, este câncer é frequentemente associado à exposição solar excessiva ao longo da vida.Uma das melhores formas de prevenção desse câncer é não se expor muito ao sol, principalmente em horários no qual ele está mais forte.

O QUE É CÂNCER DE PELE?

O câncer de pele é uma condição em que as células da pele se tornam anormais e se multiplicam de forma descontrolada. Existem diferentes tipos de câncer de pele, sendo os mais comuns o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma.

  • Carcinoma basocelular: É o tipo mais comum de câncer de pele. Geralmente se desenvolve em áreas expostas ao sol, como rosto e pescoço. Apresenta-se como uma mancha ou nódulo na pele, podendo ter aparência brilhante e translúcida.
  • Carcinoma espinocelular: Também é frequentemente encontrado em áreas expostas ao sol, como rosto, orelhas e mãos. Manifesta-se como uma lesão escamosa ou uma ferida que não cicatriza.
  • Melanoma: É menos comum, porém mais agressivo. Pode se originar de sinais existentes ou aparecer como uma nova mancha escura na pele. O melanoma tende a crescer rapidamente e pode se espalhar para outras partes do corpo, tornando-se perigoso se não for tratado precocemente.

QUAL O PIOR HORÁRIO PARA TOMAR SOL?

O pior horário para se expor ao sol é geralmente entre as 10h e as 16h, quando os raios UVB (ultravioleta B) estão mais intensos. Durante esse período, a radiação solar é mais direta e mais nociva para a pele, aumentando o risco de queimaduras solares, danos à pele e até mesmo o desenvolvimento de câncer de pele.Os especialistas recomendam evitar a exposição direta ao sol durante essas horas e, se for inevitável estar ao ar livre nesse período, é essencial tomar medidas de proteção, como usar protetor solar de amplo espectro, roupas protetoras, chapéus, óculos de sol e buscar sombras sempre que possível.Vale mencionar que os horários de maior intensidade solar podem variar um pouco dependendo da localização geográfica, da estação do ano e de outros fatores climáticos.

QUAL O MELHOR PROTEOR SOLAR CONTRA CÂNCER DE PELE?

A escolha do melhor protetor solar é fundamental para prevenir o câncer de pele e proteger a pele dos danos causados pelos raios ultravioleta. Opte por um protetor solar de amplo espectro, capaz de proteger contra os raios UVA e UVB. Isso assegura uma defesa mais completa contra os danos causados pelo sol. Marcas renomadas e comprovadas costumam oferecer opções confiáveis nesse aspecto.

Quanto ao fator de proteção solar (FPS), a recomendação básica para o uso diário é um FPS mínimo de 30. No entanto, se você estiver planejando atividades ao ar livre ou exposto por longos períodos, considerar um FPS mais alto, como 50+, pode oferecer uma camada adicional de proteção. Quanto mais alto o FPS, maior proteção você terá. Para aqueles que precisam de cuidados especiais, como os que têm a pele sensível ao sol ou já tiveram algum tipo de câncer de pele, um protetor solar de 90+ FPS é a melhor opção. Além do FPS, verifique se o protetor solar é resistente à água, especialmente se estiver planejando atividades aquáticas ou se sua rotina envolver suor excessivo. Lembre-se sempre de reaplicar o protetor a cada duas horas, ou após nadar ou transpirar, para manter a eficácia da proteção solar.Medidas adicionais são igualmente importantes para se prevenir, como evitar a exposição direta ao sol durante as horas mais intensas, entre 10h e 16h. O uso de roupas protetoras, chapéus e óculos de sol também complementa a defesa contra os raios UV.

FATORES DE RISCO CÂNCER DE PELE

Qualquer pessoa pode desenvolver o câncer de pele, mas há grupos de pessoas que são mais propensas a ter a doença e precisam fazer exames com maior frequência:

  • Pessoas de pele clara, olhos claros, albinos ou sensíveis à ação dos raios solares;
  • Pessoas com história pessoal ou familiar deste câncer;
  • Pessoas com doenças cutâneas prévias;
  • Pessoas que trabalham sob exposição direta ao sol;
  • Exposição prolongada e repetida ao sol;
  • Exposição a câmeras de bronzeamento artificial.

COMO IDENTIFICAR O CÂNCER DE PELE?

É recomendado procurar um médico para suspeita de câncer de pele se você apresenta:

  • Manchas pruriginosas (que coçam), descamativas ou que sangram;
  • Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor;
  • Feridas que não cicatrizam em 4 semanas.

Vale mencionar que o câncer de pele ocorre principalmente nas áreas do corpo que são mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas.

O pior horário para se expor ao sol é geralmente entre as 10h e as 16h, quando os raios UVB (ultravioleta B) estão mais intensos. Durante esse período, a radiação solar é mais direta e mais nociva para a pele, aumentando o risco de queimaduras solares, danos à pele e até mesmo o desenvolvimento de câncer de pele.Os especialistas recomendam evitar a exposição direta ao sol durante essas horas e, se for inevitável estar ao ar livre nesse período, é essencial tomar medidas de proteção, como usar protetor solar de amplo espectro, roupas protetoras, chapéus, óculos de sol e buscar sombras sempre que possível.Os horários de maior intensidade solar podem variar um pouco dependendo da localização geográfica, da estação do ano e de outros fatores climáticos

INSS: aposentados que ganham além do mínimo não terão aumento real

O governo federal aguarda a divulgação da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que deve ser anunciado pelo IBGE na quinta-feira (11/1), para estabelecer o reajuste dos benefícios do INSS para quem recebe acima de um salário mínimo. Aposentados e pensionistas não terão aumento real; o reajuste previsto corresponde apenas à reposição da inflação. Entre janeiro e novembro, o índice acumulado estava em 3,14% e, nos 12 meses, 3,85%. A expectativa é que o INPC de 2023 fique em torno de 3,4%, entre janeiro e dezembro, segundo especialistas. Para o recolhimento pelos contribuintes que sejam empregados, empregados domésticos e trabalhador avulso são consideradas as alíquotas de 7,5% a 14% do salário. No caso de contribuintes individuais são considerados as alíquotas de 11% e 20%, e facultativo alíquotas de 20%, 11% e 5% .O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é uma autarquia brasileira vinculada ao Ministério do Trabalho. Criado em 1990, com base no Decreto nº 99 350 de 27 de junho, tem como principal objetivo receber as contribuições de trabalhadores para a manutenção do Regime Geral da Previdência Social. O Regime Geral de Previdência Social (RGPS) é o regime público da previdência adotado pelo Brasil. Ele é responsável pelo pagamento de salário-maternidade, auxílio-doença, aposentadorias, pensão por morte, auxílio-acidente, etc. Dessa forma, a finalidade do INSS é garantir a execução das políticas do RGPS, criadas pela Secretaria de Previdência, para a clientela que faz parte do regime, ou seja, para os próprios contribuintes. Podem contribuir com o INSS ou ter acesso à previdência trabalhadores avulsos e rurais, empregados, empregadores, contribuintes individuais e empregados domésticos. Quem trabalha com carteira assinada, por exemplo, é automaticamente associado ao INSS.

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‘Como faço para mudar meu estilo de vida?’ Veja dicas para transformar hábitos

Outra estratégia para evitar o sedentarismo é limitar o tempo de tela, estabelecendo horários específicos para o uso de aparelhos eletrônicos. Isso não significa parar de assistir séries no sofá, mas sim equilibrar esses momentos no seu dia a dia.

Como mudar um hábito estabelecido há anos?

O cigarro e as bebidas alcoólicas fazem parte do seu dia a dia? Em geral, o álcool esporadicamente não causa problemas, mas em excesso pode causar diversos danos à saúde, como enfraquecer as células do músculo cardíaco, estimular o fechamento das artérias, desencadear arritmias, aumentar o risco de hipertensão, obesidade e insuficiência. cardíaco.Parar de fumar também pode reduzir drasticamente a probabilidade de desenvolver diversas doenças graves: as estatísticas mostram que um ano após abandonar o hábito, o risco de desenvolver doenças cardiovasculares é reduzido pela metade. Para ambos os casos, assim como para outras dependências, o apoio é essencial. E isso inclui profissionais de saúde, amigos, parceiros de trabalho, familiares e outras pessoas da sua vida pessoal.

Tente manter a disciplina e não desista no primeiro obstáculo

Quando nos propomos a mudar costumes e comportamentos, é normal passarmos por momentos difíceis. Porém, procure manter o foco nos objetivos e nas pequenas conquistas, um passo de cada vez, mesmo quando obstáculos aparecerem no caminho.

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IEAD SANTA TEREZINHA PE COMEMOROU O ÚLTIMO CULTO DE 2023

      A Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Santa Terezinha PE, vivenciou nesta virada do ano 31 de 2023/2024 o Réveillon. 
      Louvores, agradecimentos e pregação num clima espiritual, onde Jesus é o centro de tudo. Após a virada do ano, foi servido um delicioso jantar.

Isaías 41:10-11 “… não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel. Eis que envergonhados e confundidos serão todos os que estão indignados contra ti; serão reduzidos a nada, e os que contendem contigo perecerão.”

 Hoje, há algo de precioso da parte de Deus para nós. O que vivemos esta semana, passo a passo, lição por lição, experiência por experiência, estes encorajamentos que tivemos são para que toda a nossa Igreja não viva ocasionalmente em vitória, mas tenha uma Vida Vitoriosa dia-a-dia, em todas as áreas do seu viver.

  Compreendemos, ainda, que, em apenas um versículo bíblico – Isaías 41:10 – encontramos promessas suficientes da parte de Deus, que nos capacitam a viver vitoriosamente. Deus nos mostrou que temos que nos apropriar da provisão deste Versículo extraordinário, fundamental na nossa vida, mesmo que tenhamos dias de aflição, dias de pedra, dias para baixo,  PARA QUE NUNCA MAIS TENHAMOS UM DIA DE DERROTA!

  Confessamos este Versículo, falando no presente do indicativo: Senhor, eu não temo. Senhor, Tu és comigo. Senhor, eu não me assombro, porque tu és o meu Deus. Tu me fortaleces, e me ajudas, e me sustentas com a Tua destra fiel! Não podemos apenas ler a Bíblia, ouvir a mensagem; precisamos  memorizar, confessar aquilo que foi fixado na nossa mente.

  A Palavra fala em 1 Pedro 5:8 “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar…” Olha o que Pedro está dizendo: “Sede sóbrios e vigilantes.” ‘Fica esperto’, diria o carioca. Fica alerta, não tires férias espirituais. O inimigo anda em derredor tentando nos atingir.

  O Salmista diz em Salmos 16:11 “Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.” Na Destra do Senhor, no pleno Poder de Deus, há delícias perpetuamente. Quando crês neste Poder total de Deus a teu favor, tens, na realidade, uma garantia de que o “rugido” não vai te assustar.     

 Agradecemos a Deus por mais um ano de vitórias, de bênçãos, de superação e aprendizado. Tudo para a honra e a glória do Nosso Senhor Jesus Cristo.
      A Igreja tem como pastor presidente Ailton José Alves como pastor local Antônio Marcos.

MISSÕES E A VOLTA DO SENHOR JESUS

ATÉ OS CONFINS DA TERRA
Pregando o Evangelho a Todos os Povos até a Volta de Jesus

O QUE ESTUDAREMOS?

TEXTO ÁUREO – COMPARANDO TRADUÇÕES
E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim (Mt 24.14 – NVI). Todo os argumentos da lição estão construídos sobre uma posição escatológica que, embora válida, não é a mais bem aceita no meio pentecostal. Por isso, vamos detalhar esse texto no
primeiro subponto da lição.


VERDADE PRÁTICA
• A Grande Comissão é a ordem que Jesus deu aos seus discípulos para ir e fazer discípulos de todas as nações, batizando-os e ensinando-os a obedecer a tudo o que ele ordenou (Mt 28.18-20).
• O Arrebatamento da Igreja é o evento em que Jesus virá buscar o seu povo fiel na terra, ressuscitando os mortos em Cristo e transformando os vivos em glória (1 Ts 4.13-18).
• A relação entre a Grande Comissão e o Arrebatamento da Igreja pode ser entendida de diferentes formas, dependendo da visão escatológica que se adota. Alguns creem que o Arrebatamento acontecerá antes da Grande Tribulação, outros creem que acontecerá durante ou depois dela. Alguns também creem que a Grande Comissão será cumprida integralmente antes do Arrebatamento, outros creem que haverá uma continuidade da pregação do evangelho após o Arrebatamento. É por essa razão que nos privamos de comentar o texto áureo, pois no ponto de número um, vamos detalhar esse assunto. 

INTRODUÇÃO
A LIÇÃO DIZ: Nesta oportunidade, encerraremos este trimestre relacionando o trabalho missionário com a bendita esperança da Igreja: a volta de Jesus. Essa bendita esperança é o motor espiritual que motiva e anima toda a nossa prática missionária. A compreensão a respeito da iminência da vinda de Jesus sempre trouxe um senso de urgência para a igreja do Novo Testamento e, consequentemente, para as igrejas de tradição pentecostal. O Senhor Jesus pode voltar a qualquer momento, portanto, preguemos urgentemente o Evangelho! A palavra iminente significa “provável que aconteça a qualquer momento; muito próximo”. Quando falamos da iminência do retorno de Cristo, queremos dizer que Ele poderia voltar a qualquer momento. Jesus ensinou os Seus discípulos a vigiarem pelo Seu retorno. “Ficai também vós apercebidos, porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Lc 12.40). O comando “ficai apercebidos” implica iminência. Ao longo do Novo Testamento, a igreja recebe instruções para estar pronta. Se os discípulos e a igreja primitiva deviam esperar a vinda do Senhor a qualquer momento, quanto mais devemos nós esperar com grande expectativa? Escrevendo a Tito, o apóstolo Paulo fala sobre a expectativa dos salvos, ele diz: aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. (Tt 1.13 – NAA). Warren Wiersbe diz corretamente que a volta gloriosa de Cristo é mais do que uma bendita esperança; é uma esperança cheia de alegria (Rm 5.2; 12.12), uma esperança unificadora (Ef 4.4), uma viva esperança (1Pe 1.3), uma firme esperança (Hb 6.19) e uma esperança purificadora (1Jo 3.3). Aqueles que vivem de acordo com a esperança da iminente volta de Jesus inevitavelmente têm seus objetivos de vida, prioridades, ações e aspirações moldados por essa visão. Essa perspectiva bíblica nos leva a viver de forma vigilante e santa, como nos exorta a Palavra de Deus em 1 Pedro 1.13-16, onde somos chamados a estar preparados para a vinda de Cristo. Além disso, a iminência da volta de Jesus nos impulsiona a pregar o evangelho a tempo e fora de tempo, como Paulo exorta a Timóteo em 2 Timóteo 4.2, pois reconhecemos que a salvação das almas é uma prioridade urgente diante da iminência do retorno do Senhor. Portanto, essa esperança não apenas transforma nossa perspectiva eterna, mas também impacta diretamente nossas ações e atitudes no presente, nos motivando a viver de maneira santa e a compartilhar ativamente a mensagem do evangelho com o mundo ao nosso redor.

I. ALCANÇANDO O MUNDO ATÉ QUE CRISTO VOLTE
1.1 “E este evangelho do Reino será pregado”.
A LIÇÃO DIZ: O texto de Mateus 24.14 afirma que o fim virá somente depois que o Evangelho do Reino tiver sido pregado em todo o mundo. Basicamente, esse “Evangelho do Reino” é a mensagem do Novo Testamento a respeito do perdão e da nova vida em Jesus como realidades disponíveis na morte e ressurreição de nosso Senhor, como podemos ver no comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal. Aqui, somente Deus sabe o tempo em que a tarefa da evangelização será finalizada conforme os seus desígnios. Até isso ocorreu, a igreja de Jesus deve transmitir o Evangelho de Cristo a todas as pessoas até que Ele volte para arrebatar a sua Igreja (1 Ts 4.13-17). Queridos professores da Escola Dominical, nosso objetivo não é causar uma polêmica ou afirmar que o comentarista está errado. Mas, queremos apresentar três visões teológicas sobre Mateus 24. Temos a finalidade de esclarecer e não de complicar o assunto. Pois bem, vamos lá. Em primeiro lugar, é consenso entre os pré-tribulacionista, miditribulacionistas e pós-tribulacionista que em Mateus 24.15-28 faz referência ao período da tribulação.” Vale destacar que a posição oficial das Assembleias de Deus é a pré-tribulacionista. Cremos que a igreja não passará pela Grande Tribulação. No entanto, o ponto crucial para este subponto é a existência de três visões teológicas “pré tribulacionistas sobre Mateus 24. Vamos, resumidamente, apresenta-las.
a. A igreja está presente em Mateus 24, no entanto, ela é mencionada apenas dentro desse trecho: Mateus 24.3-8. Essa posição é aceita e defendida por Antônio Gilberto, Severino Pedro da Silva e outros grandes teólogos pentecostais. Qual é a relevância dessa informação para a lição que estamos estudando? O texto áureo e os versículos anteriores até o v.9, não dizem respeito a igreja. Entendeu? Mateus 24.14 não é um texto que pode ser aplicado a igreja atual, mas ao período da Grande Tribulação. A pregação do Evangelho como um todo será feito pelos 144.000 israelitas, pelas duas testemunhas (Ap 11.3,7), pelo anjo (Ap 14.6) arrebatados e aqueles que converterão nesse tempo. Apesar da rejeição da humanidade (Ap 9.21; 16.11), haverá uma grande multidão de judeus e de gentios salvos (Ap 6.9-11; 7.9-11), a salvação será por meio da fé.
b. A igreja está presente em Mateus 24, no entanto, ela é mencionada apenas dentro desse trecho: Mateus 24.3-14. Essa é a posição presente na Bíblia de Scofield, parece ser a posição do comentarista da Bíblia de Estudo Pentecostal e a posição adotada pelo comentarista da lição.
c. A igreja não está presente em Mateus 24. Muitos teólogos renomados como John Wavoord deferente essa linha de pensamento, inclusive o Pastor Juliano Fraga. Eles apontam para a sintonia existente entre Mateus 24 e Apocalipse 6-18.Estas são as linhas de interpretação pré-tribulacionistas a respeito de Mateus 24. Entendo elas, o professor poderá explicar as duvidas que surgirem em classe.
1.2 A urgência da tarefa.
A LIÇÃO DIZ: A urgência da pregação do Evangelho por causa da volta de Jesus é algo posto nas Escrituras. Nenhuma das linhas teológicas mencionadas no subponto um, exclui a urgência da pregação. Há um texto nas Escrituras que demonstra a importância da pregação: Porque: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” Como, porém,
invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: “Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!” (Rm 10.13-15 – NAA).
A dinâmica do texto é a seguinte:
a. Deus envia seus servos.
b. Eles pregam as boas-novas da salvação.
c. Os pecadores ouvem a oferta de vida em Cristo feita por Deus.
d. Alguns desses ouvintes creem na mensagem.
e. Os que creem invocam o Senhor.
f. Os que o invocam são salvos.
A pregação é urgente por que Jesus pode voltar a qualquer momento. — Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai. (Mt 24.36 – NAA). A pregação é urgente porque milhões de pessoas morrem e nascem todos os anos. (Hb 9.27- 28). A pregação é urgente porque o destino eterno das pessoas está em jogo. (Jo 3.16). A pregação é urgente porque Deus vai cobrar essa responsabilidade de nós. (Ez 3.18).

II. A VOLTA DE JESUS ATRELADA À OBRA MISSIONÁRIA
2.1 A relação da volta de Jesus e Missões.
A LIÇÃO DIZ:´ A volta de Jesus Cristo, sem sombra de dúvida, está ligada à obra missionária, como afirmava o grande evangelista Billy Graham: “De acordo com Mateus 24.14, Deus ligou a segunda vinda de Cristo ao sucesso da evangelização mundial”. Nesse sentido, os cristãos devem trabalhar pela salvação das almas dos homens com todas as suas forças. Querido professor, independentemente da visão teológica de Mateus 24 que você adote, quero transmitir uma advertência: – É muito perigoso atrelar a volta de Jesus a uma ação da igreja. Ou seja, Jesus só vai voltar quando a igreja evangelizar o mundo. Portanto, nesse ponto, eu discordo desse ponto e de suas explicações. Po exemplo: assim como não sabemos que hora Jesus vem, não sabemos quando o evangelho será anunciado em todo o mundo. Essa argumentação é cheia de falhas. Em resumo, a pregação é urgente. Mas, não podemos afirmar que Jesus virá apenas quando a igreja pregar o evangelho em todo o mundo.
2.2 O chamado para a Igreja.
A LIÇÃO DIZ: As palavras do apóstolo João podem ser aplicadas à igreja atual: “o tempo está próximo” (Ap 1.3). Aproveitemos, portanto, os meios hodiernos de grande avanço tecnológico que possibilita a Igreja de Cristo comunicar o Evangelho a toda a raça humana. De fato, o tempo está próximo. Já vivemos na última hora há mais de 2 mil anos (1 João 2.18). Devemos, portanto, aproveitar todas as oportunidades e recursos que temos à nossa disposição levar o evangelho. Imagine o apóstolo Paulo com acesso à internet, às redes sociais e ao YouTube? Sem esses recursos, ele evangelizou boa parte do mundo. Imagine se ele estivesse vivo hoje. Esse subsidio e pré aula está chegando a você por meio da internet. Você pode alcançar muitas pessoas por meio de suas redes sociais. Faça missões! Utilize a internet para alcançar pessoas de todo o Brasil e do mundo com a Palavra de Deus. Incentive os seus alunos a postarem versículos, uma saudação nos stores ou mesmo trechos de louvores e pregações. Mostre a eles que isso também é uma ação missionária.

CONCLUSÃO
A LIÇÃO DIZ: Que o Espírito Santo continue despertando a Igreja nestes últimos dias que antecedem a volta do Senhor Jesus Cristo para arrebatá-la! O trimestre terminou! Mas a chama missionária não pode apagar

 

” O alerta gravado pelo apóstolo João, aplica-se à Igreja de hoje (apocalipse cap.1.1-30)

– ” Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundante na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” ( Co 15:58)

Formandos da EREM Santa Terezinha PE, colaram grau em um grandioso evento

    A formatura 2023 da Escola de Referência em Ensino Médio Santa Terezinha, ocorreu neste dia 22/12/23, no Clube Municipal de Santa Terezinha PE.
      Um grande evento envolvendo estudantes das quatro turmas de 3°s anos da referida escola.
     A gestora Acidália Pessoa deu abertura a solenidade. Estavam presentes também a assistente de gestão  Lafaete Kerly  e a coordenadora Glécia, Albuquerque, que conduziu a solenidade.
      Os professores homenageados: Dalvaneide Vasconcelos, Francisca Paes, Marcelo Oliveira, Sandra Quirino e Sandra Lustosa. Demais professores, patronos e patronesses que estiveram compondo a mesa e entregaram os diplomas aos formandos, que estavam acompanhados dos padrinhos e madrinhas, familiares e amigos. Foi uma festa linda e bem organizada. Em seguida foi servido um jantar e o baile de formatura.