11 de dezembro de 2025 08:37

CMO amplia fundo eleitoral e prevê R$ 4,9 bilhões para financiamento de campanhas em 2026

  A Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso aprovou nesta terça-feira (30) uma instrução que, na prática, ampliará a reserva para o fundo eleitoral no Orçamento de 2026. O texto, aprovado de forma simbólica por deputados e senadores, define que o relator da proposta orçamentária, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), terá de trabalhar com um montante inicial de R$ 4,9 bilhões para o popularmente conhecido “Fundão”. O valor supera a proposta inicial da equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que projetava até R$ 1 bilhão, e iguala o recorde de recursos para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha — a reserva de dinheiro público que financiará as campanhas eleitorais de 2026.Segundo a proposta aprovada pela CMO, o fundo eleitoral será composto por cortes em outras despesas previstas no Orçamento de 2026, que ainda precisa ser votado pelos deputados e senadores (veja mais abaixo).

Em agosto, ao enviar a proposta orçamentária, o governo propôs uma reserva de R$ 1 bilhão para o financiamento de campanhas. O montante, segundo a equipe econômica, havia sido obtido por meio de um corte em emendas parlamentares.Sem objeção da base governista, o texto aprovado nesta terça mantém a reserva já existente e determina uma ampliação dos valores, elevando a retirada de recursos de emendas e obrigando o relator a cortar recursos em outros gastos do governo.

  • 🔎A maior fatia (R$ 2,9 bilhões) dos novos recursos virá de reserva originalmente prevista para emendas parlamentares de bancada.
  • 🔎Outra parte será abastecida por um corte R$ 1 bilhão nas chamadas despesas discricionárias — recursos que o governo pode definir a destinação, como investimentos. Ficará a cargo de Isnaldo Bulhões definir os locais nos quais os cortes vão ocorrer.

Há dois anos, o Congresso fez movimento semelhante: o governo havia proposta R$ 940 milhões para financiar as campanhas de 2024, mas os parlamentares elevaram a reserva para R$ 4,9 bilhões – um valor recorde. Ao defender a ampliação dos valores, Isnaldo Bulhões afirmou, em parecer apresentado à CMO, que a medida tem o objetivo de “corrigir o equívoco do Poder Executivo e possibilitar que o FEFC alcance o valor correspondente” ao previsto em 2024.

Orçamento de 2026

A proposta do Orçamento de 2026 foi enviada pelo governo em agosto, mas os parlamentares ainda não analisaram o texto.

A proposta final vai definir os cortes e o valor exato do fundo eleitoral, que deve ficar próximo de R$ 4,96 bilhões. Para ter validade, depois de aprovado pela CMO e em sessão conjunta da Câmara e do Senado, o projeto também terá de ser sancionado pelo presidente Lula. Enviado ao Congresso em agosto, o texto do governo prevê destinar R$ 40,8 bilhões para emendas parlamentares.

O valor deverá subir até a aprovação final da proposta para contemplar as emendas de comissão, que não estão inseridas no projeto original do Planalto. O projeto também estabelece que as contas públicas deverão ter saldo positivo em 2026 — o chamado superávit. A meta é um saldo de R$ 34,3 bilhões, com um intervalo de tolerância para o cumprimento do objetivo. Além disso, o texto define o valor do salário mínimo para 2026, fixado em R$ 1.631, e prevê destinar R$ 85,5 bilhões de recursos públicos para investimentos no ano que vem. Antes de avaliar o Orçamento, o Congresso discutirá a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que define instruções para a execução e formulação do Orçamento

Na LDO, o relator, deputado Gervásio Maia (PSB-PB), propõe estabelecer que o fundo eleitoral não poderá ser alvo de bloqueios orçamentários.

globo

Emendas parlamentares somam mais de R$ 11 bilhões para estados e capitais

Um levantamento realizado pela Câmara dos Deputados mostra que as emendas parlamentares impositivas de deputados estaduais foram destinadas a 22 estados e ao Distrito Federal, totalizando mais de R$ 11 bilhões. Minas Gerais concentra o maior volume financeiro, com R$ 2,2 bilhões, seguido por São Paulo (cerca de R$ 1,2 bilhão) e Santa Catarina (R$ 817 milhões). O Distrito Federal lidera em valor por parlamentar, com R$ 30,3 milhões, seguido de Minas Gerais (R$ 28,7 milhões) e Roraima (R$ 28,5 milhões). Entre as capitais, Belo Horizonte recebeu o maior montante (R$ 525 milhões), enquanto Campo Grande registrou o menor valor (R$ 8,1 milhões). Ao todo, as capitais receberam R$ 1 bilhão em emendas.

A participação das emendas para financiamento de investimentos públicos vai de 134% em Roraima a 2% no Ceará. O índice é de 71,4% para a União. 

O consultor orçamentário César Lima explica que o estudo refere-se a estados e municípi os que já adotam o instrumento das emendas impositivas. “Em 2015, a Constituição Federal criou o instrumento da emenda parlamentar impositiva no orçamento federal. Trata-se de uma regra geral que pode ou não ser adotada por estados e municípios”, detalha. 

O que são emendas impositivas

As emendas impositivas são de execução obrigatória, sob pena de crime de responsabilidade, salvo em situações previstas na Constituição Federal. Pela regra federal, 50% dos recursos devem ser destinados a serviços públicos de saúde.

Nos estados e municípios que adotaram esse mecanismo, podem existir regras próprias, desde que previstas em constituições estaduais ou leis orgânicas. O estudo indica que 23 das 27 unidades da federação já regulamentaram o instrumento e, entre elas, 17 também adotaram as chamadas emendas especiais, conhecidas como emendas Pix.

As emendas Pix permitem transferências diretas de recursos sem necessidade de convênio, termo de parceria ou fomento.

” E o povão? “

Estudo

O levantamento mapeia as emendas impositivas nas constituições estaduais e leis orgânicas municipais, além de analisar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a necessidade de as assembleias estaduais e câmaras de vereadores seguirem os mesmos critérios aplicados em âmbito federal. 

O cálculo das emendas varia entre os municípios. No modelo federal, deputados federais têm direito a 1,55% da receita corrente líquida, e senadores, a 0,45%. O estudo aponta que há casos de emendas coletivas e de bancada, o que evidencia a diversidade de critérios. De acordo com o texto, essa diferença em relação ao padrão federal pode abrir margem para questionamentos jurídicos. O levantamento não cita o período de realização das emendas. A reportagem tentou entrar em contato com os consultores, mas não obteve retorno.

 Brasil 61

Municípios podem economizar R$ 1,5 trilhão com PEC da Sustentabilidade, estima CNM

Estimativas da Confederação Nacional de Municípios (CNM) apontam que os municípios podem economizar recursos agregados de cerca de R$ 1,5 trilhão a partir da promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 66/2023 – conhecida como PEC da Sustentabilidade. A proposta aguarda promulgação para passar a valer.

A economia estimada pela CNM considera o período definido para os novos parcelamentos e para o pagamento de precatórios – de até 30 anos.

Conforme a CNM, que encabeçou a iniciativa, a PEC deve apresentar benefícios para todos os municípios do país na área previdenciária de precatórios. A Confederação aponta que os benefícios são direcionados para os que possuem regime próprio ou geral e também podem implicar na flexibilização das receitas e superávits de fundos municipais. 

Dados levantados pela entidade apontam que as maiores economias serão vinculadas à alteração dos indexadores da dívida do regime geral e de precatórios, sendo R$ 1,0 trilhão até 2055, seguida da desvinculação de receitas – estimada em R$ 251,0 bilhões até 2032.

Pelos dados da CNM, o abatimento de juros e multa da dívida do regime geral também deve gerar uma economia de R$ 41,4 bilhões, bem como o abatimento nos valores de parcelas até 2055 do RGPS, na ordem de R$ 88 bilhões e a não incidência do Pasep nas receitas dos RPPS – sendo R$ 62,1 bilhões até 2055. 

Outros detalhes sobre a estimativa estão disponíveis na Nota Técnica nº14/2025: Os impactos da PEC 66/2023 para os municípios, na página oficial da entidade. Segundo informações da Agência Senado, na prática, a PEC alivia a situação de estados e municípios ao possibilitar o pagamento de dívidas judiciais em parcelas reduzidas e com prazo maior. Além disso, a medida deve colaborar para que o governo federal cumpra a meta fiscal — ao retirar parte desses gastos do teto de despesas.

A PEC deve ser promulgada na próxima terça-feira, 9 de setembro. Na data, gestores municipais estarão reunidos em Brasília. A mobilização foi convocada pela CNM.

PEC da Sustentabilidade

A matéria tira os precatórios do limite de despesas primárias da União a partir do ano que vem e limita o pagamento desse tipo de dívida por parte de estados e municípios. Além disso, os entes também poderão refinanciar dívidas previdenciárias com a União. Entre os principais pontos da PEC 66/2023 está o parcelamento das dívidas e alteração do indexador. O valor será parcelado em até 300 meses com adicional de mais 60 meses se for preciso para cumprir o limite da parcela dentro de 1% da Receita Corrente Líquida (RCL) mensal do Município. Conforme emenda apresentada pela CNM e acatada na Câmara, o indexador da dívida passa da atual Selic para o IPCA acrescido dos juros reais de até 4% ao ano.  Em relação aos precatórios, a medida prevê o escalonamento dos pagamentos de precatórios limitados a percentuais da Receita Corrente Líquida do Município – de 1% a 5%, além da alteração da Selic para IPCA + 2% ao ano. A Confederação avalia que o dispositivo vai evitar o comprometimento das contas públicas. 

Outro ponto da PEC aborda a desvinculação de receitas, a qual foi ampliada até 31 de dezembro de 2032, sendo de 50% das receitas dos municípios relacionadas a impostos, taxas e multas até 2026 e a partir de 2027 no percentual de 30%. Pela PEC 66/2023, ficam incluídas no rol desvinculações as receitas de contribuição e também os superávits de fundos municipais.No que diz respeito ao Programa de Regularidade Previdenciária, a Confederação afirma que a medida permitirá a regularização de diversos Certificados de Regularidade Previdenciária (CRP). 

Além disso, atendendo pleito da CNM, ficou estabelecido a não incidência do Pasep em recursos do RPPS.
Fonte: Brasil 61

FPM: Municípios recebem R$ 7,8 bilhões de repasse extra

A União repassou, nesta quarta-feira (10), parcela extra do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Ao todo, foram transferidos R$ 7,8 bilhões aos municípios brasileiros. Em 2024, o repasse extra somou R$ 3,3 bilhões. O crescimento é resultado da Emenda Constitucional 112/2021, que determinou a ampliação gradual do repasse, até atingir o adicional de 1% sobre a arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Entenda a mudança

O assessor de orçamento César Lima explica que este é o primeiro ano em que a emenda alcança sua totalidade.

“A emenda constitucional agora alcança sua totalidade. Antes, víamos percentuais de 0,25% e 0,5% do total acumulado entre setembro e agosto de cada ano. E, neste ano, pela primeira vez, temos o valor integral de 1% sobre esse mesmo acumulado”, afirma. Segundo Lima, o reforço traz impacto direto para as contas municipais: “Isso representa um valor 57% maior do que foi depositado no ano passado e deve ajudar bastante os cofres municipais. Como esse recurso não tem uma vinculação específica, pode ser usado tanto para o custeio da máquina pública quanto para investimentos, a depender da lei orçamentária de cada município.”

Veja quanto seu município vai receber de repasse extra 

Ranking dos estados

Os maiores volumes da parcela extra do FPM ficam concentrados nos estados mais populosos. São Paulo lidera o ranking, com R$ 965 milhões. Em seguida aparece Minas Gerais, com R$ 959 milhões, e a Bahia, com R$ 627 milhões.

O que diz a Emenda Constitucional 112/2021

A EC 112/21 instituiu um repasse adicional de 1% do FPM, pago anualmente em setembro. O percentual foi implementado de forma escalonada: 0,25% em 2022, 0,5% em 2023 e 2024, chegando agora ao valor integral de 1% em 2025. O objetivo é fortalecer o caixa das prefeituras no segundo semestre, período em que a arrecadação costuma cair, garantindo recursos para serviços essenciais, pagamento de pessoal e investimentos locais.

Brasil 61

Governo federal deposita R$ 7,3 bilhões do FPM aos municípios nesta sexta (8)

O repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), feito a cada dez dias pela União, será depositado nesta sexta-feira, 8 de agosto, para os 5.570 municípios brasileiros. O valor da primeira parcela do mês soma R$ 7,3 bilhões, representando um crescimento em relação ao mesmo período do ano passado, o que é positivo para as finanças das cidades, avalia o assessor de orçamento, César Lima. “Temos um crescimento em relação ao mesmo período no ano passado na casa dos 3%, o que é muito interessante e confirma a um bom andamento do FPM neste ano de 2025”, destaca.

Veja abaixo quanto seu município vai receber de FPM: 

FPM: São Paulo e Minas lideram repasses

Os estados de São Paulo e Minas Gerais concentram juntos cerca de um quarto do valor total repassado no primeiro decêndio de agosto. Os municípios paulistas recebem 14,2% do total, o que equivale a R$ 911 milhões. Em seguida, estão os municípios mineiros, com 14,1%, somando R$ 906 milhões.

Entes federativos podem perder recursos do Fundeb em 2026 por irregularidade no envio de dados contábeis

Entre as prefeituras paulistas que recebem os maiores valores estão São José dos Campos, Marília e Limeira. No estado mineiro, as maiores quantias serão destinadas a municípios como Santa Luzia, Ribeirão das Neves e Poços de Caldas.

Na outra ponta, o estado de Roraima, que possui apenas 14 municípios, representa 0,08% dos repasses, com R$ 5,4 milhões depositados neste decêndio.

FPM: municípios bloqueados

Até o último dia 5 de agosto, 5 municípios estavam impossibilitados de receber valores do FPM. Esse impedimento pode ser causado por algum débito ou falta de documentação. Confira a lista das cidades: 

  • Cabo Frio (RJ) 
  • Barra do Piraí (RJ) 
  • Barra de São Francisco (ES)
  • Realeza (PR)
  • Guamaré (RN)

O que é o FPM

O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é uma das principais fontes de receita das prefeituras brasileiras, especialmente nas cidades de pequeno e médio porte. Formado por uma parcela da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o fundo tem como objetivo reduzir desigualdades regionais e garantir recursos mínimos para a manutenção dos serviços públicos essenciais. A divisão dos valores é feita com base em critérios populacionais e técnicos definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Na prática, o FPM é usado para custear áreas como saúde, educação, assistência social e infraestrutura, além de contribuir para o pagamento de salários e despesas administrativas nos municípios.

Fonte: Brasil 61

PAC Seleções 2025: 5.290 municípios contemplados com investimentos de R$ 6 bilhões

O governo federal anunciou que 11,9 mil propostas foram selecionadas para o Novo PAC Seleções 2025 em 5.290 cidades. Os novos equipamentos de saúde serão disponibilizados e empregados em todas as regiões do país, com um investimento total da ordem de R$ 6 bilhões para construir mais Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), policlínicas e expandir frota do SAMU.

Segundo o governo, as seleções priorizaram a cobertura de vazios assistenciais, além dos critérios de cada modalidade – conforme divulgado no lançamento do programa. As cidades selecionadas alcançaram 95% dos municípios brasileiros, nas 27 UFs. Ao todo, os municípios contarão com 800 novas UBS; 7 mil salas de teleconsulta em UBS; 10 mil UBS equipadas e 400 unidades odontológicas móveis.

Com os recursos da segunda edição do PAC Seleções 2025, a capacidade de atendimento na rede pública de saúde será ampliada. Serão construídas mais 46 policlínicas em 45 municípios, beneficiando cerca de 18 milhões de pessoas que dependem do SUS. Além disso, o país contará com 130 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) – nos quais 22 milhões de pessoas de 130 municípios poderão tratar da saúde mental. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) também será reforçado, com a aquisição de mais 1,5 mil ambulâncias, sendo 635 para expandir a frota de 408 municípios, fortalecendo o atendimento pré-hospitalar e de urgência; as outras 898 devem renovar a frota em 475 cidades.

Municípios contemplados

Confira a lista com os municípios contemplados em cada modalidade:

  • Policlínicas: 46 unidades em 45 municípios | CLIQUE AQUI 
  • Novas Ambulâncias – SAMU: 635 unidades em 408 municípios | CLIQUE AQUI 
  • Renovação de Frota – SAMU: 898 unidades em 478 municípios  | CLIQUE AQUI 
  • Unidades Básicas de Saúde (UBS): 800 unidades em 800 municípios  | CLIQUE AQUI 
  • Unidades Odontológicas Móveis (UOM): 400 unidades em 400 municípios  | CLIQUE AQUI 
  • Centros de Atenção Psicossocial (CAPS): 130 unidades em 130 municípios  | CLIQUE AQUI 
  • Kit de equipamentos para UBS: 10 mil unidades em 5.126 municípios  | CLIQUE AQUI 
  • Kit Telessaúde: 7 mil unidades em 4.515 municípios  | CLIQUE AQUI 

Brasil 61

“Congresso inimigo do povo”: a luta pelos direitos do povo é a luta pela democracia

  A imagem de Hugo Motta, atual presidente da Câmara dos deputados, filiado ao Republicanos, bebendo uísque no gargalo em uma festa, é uma daquelas imagens que valem mais que mil palavras, na verdade, ela vale a consciência do povo que não se vende e não tem preço.  

A cena em que o político que ocupa hoje a presidência da câmara bebe uísque no gargalo é uma alegoria da política brasileira dominada por homens sem dignidade e respeito pelo povo. É verdade que há muita gente que, sendo povo,  deixou pra trás noções como dignidade e respeito, caindo na hipnose capitalista. Quem passou a amar ricos e idolatrar bilionários esqueceu de si mesmo numa evidente submissão aos agressores que apenas os psicanalistas podem explicar.

Quem abandonou a si mesmo e passou a defender os próprios algozes aceita todo tipo de humilhação por parte desses algozes.  A guerra contra o povo por parte do Congresso Nacional não é de hoje, remonta pelo menos a Eduardo Cunha. Gugo Motta é cria desses Nosferatus da política. Entre as humilhações do Congresso contra o povo (e contra a ideia de uma pais mais justo), temos o aumento de conta de luz que prejudicará os pobres e seus orçamentos de fome, o aumento de número de deputados para garantir mais lugares para seus próprios associados, a manutenção dos impostos maiores para os mais pobres, o impedimento da taxação de grandes fortunas, a interdição da isenção de IR para trabalhadores que recebem até 5 mil por mês, a intocabilidade do IOF, o PL da devastação, enfim, tudo contra o povo, tudo para os mais ricos, dentre os quais há uma percentual imenso de deputados. Os deputados não aprovam taxação de grandes fortunas porque seriam atingidos, seriam também atingidos pelas mudanças no IOF. 

Muitos pobres seguem acreditando na ilusão de não ser pobre. É que ser pobre é sofrido. Admitir que se luta tanto por melhores condições de vida e se é explorado pelo sistema capitalista implica enfrentar a humilhação e o sentimento de vergonha e impotência que dela resulta.

Então temos nesse momento, capitaneando a cena da antidemocracia estatal, essa figura que é Hugo Motta (como antes tínhamos o abusador Lira). O mesmo deputado que articulou a ação contra o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras para favorecer os ricos, foi recebido por João Doria (que, segundo consta, é herdeiro de capitanias hereditárias!!!!!!!!) em sua casa e tratado como “herói” do Brasil. É assim que a elite vê a si mesma, pois o Brasil nada mais é do que sua fazenda!!!

Enquanto isso, o ministro da Fazenda Fernando Haddad pronunciou-se com veemência e sem medo contra a posição anti-povo dos deputados e dos senadores capitaneados, estes, por Davi Alcolumbre. A máfia funciona em conjunto, mas essa é uma máfia pior, porque autorizada pelo voto, mesmo que as cabeças (do gado) estejam sendo manipuladas e acabrestadas. O presidente Lula resolveu fazer o que tinha que fazer, ou seja, política, defendendo a causa que sempre foi sua, a saber, a população pobre cuja jugular é sugada pelos ricos desde que o Brasil é Brasil. Os ricos seguem aí, bem tratados e tomando uísque no gargalo. Nessa hora, Lula tenta salvar o povo, mas salva a si mesmo, salva imagem, seu legado e, com generosidade, pode ser que leve Haddad à posição de candidato à presidência em 2026. Hoje, depois da catástrofe Bolsonaro, com a consciência de classe avançando, a posição de Haddad à favor do povo mostra que ele pode se tornar um bom candidato, se se mantiver firme – elegante e sincero – como tem aparecido nesses dias. 

Quando políticos como Hugo Motta – que se refestela na bebedeira, associado aos oligarcas que devoram o cérebro da população em luxuosos jantares regados ao sofrimento dos que tem fome-, aumentam entre si e desnecessariamente o número de deputados e, ao mesmo tempo, protegem os mais ricos evitando que paguem mais impostos, descarregando nos pobres o peso de sustentar a economia, precisamos, enquanto povo, também mudar o tom. Foi o que o ministro da Fazenda e o Presidente fizeram porque estão do lado do povo, mas porque representam o povo e devem ser coerentes. Certamente, a direita (inclusive o tal Centrão que não passa de direita disposta a negociar se puder se autofavorecer) é coerente também: ela defende a si mesma e seus ricos. Os políticos sabem o que o povo precisa saber: políticos ou são amigos, ou são inimigos do povo, não há terceira via. 

Por fim, é importante colocar ainda uma questão sobre a cena de Hugo Motta: qualquer pessoa pode tomar sua bebida favorita no gargalo, no copo, na bacia, no tanque, na piscina, mas uma pessoa que faz política precisa saber que será vista, interpretado e cobrada, já que, de um político, se espera que represente o povo, que atenda as suas demandas por direitos básicos, por justiça, por dignidade. Ora, o povo não bebe Chivas no gargalo. O povo não faz lautos jantares para comemorar a desgraça dos miseráveis, o povo não tem o que comemorar quando os ricos seguem cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Certamente, todos tem direito à festa, ao descanso, ao bem estar, ao relaxamento. Mas é curioso como o povo não tem o direito a esses sossegos. Na verdade, a sossego nenhum. Para o povo é a escala 6x 1 enquanto que para os endinheirados inescrupulosos do congresso é tratamento de luxo e salários cada vez mais altos com mil regalias. Esses homens, em geral provenientes das oligarquias, a chamada “elite do atraso”, não poupam na hora de proteger seus interesses e privilégios. 

Ao povo reservam a miséria, o sofrimento e a desgraça. A falta de dinheiro, de trabalho, de saúde, de educação é irônica e democraticamente partilhada pelos desgraçados. Ao povo resta a precariedade. Os políticos viram as costas ao povo: a população que se vire enquanto os políticos se ajudam entre si. 

Leia mais…

Governo Lula precisa pagar R$ 1,4 bi em emendas por dia para cumprir acordo com parlamentares

   Em um dia de reveses políticos no Congressoo governo federal acelerou a liberação de emendas parlamentares.Segundo dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), somente nesta quarta-feira (25) o Executivo reservou mais de R$ 1 bilhão para o pagamento das indicações de senadores e deputados ao Orçamento.Este foi o maior salto no montante reservado para emendas parlamentares ao longo de 2025. No entanto, não foi suficiente para evitar a noite de derrotas no Congresso (leia mais aqui).Até o momento, ainda de acordo com o Siop, o governo já empenhou mais de R$ 1,924 bilhão para o pagamento de emendas. O montante efetivamente pago é, no entanto, menor: cerca de R$ 465 milhões.A maior parte dos valores reservados pelo governo (R$ 1,92 bilhão) ao longo do ano é de emendas individuais (impositivas e indicadas por um único parlamentar).

Uma fatia menor (cerca de R$ 4 milhões) corresponde às emendas de bancada (também impositivas, mas definidas em conjunto pelos representantes de cada estado).Um dia antes da liberação recorde de 2025, a Secretaria de Relações Institucionais havia divulgado que cerca de 1,78% do total de emendas aprovadas pelo Congresso haviam sido empenhados, o que representa quase R$ 897 milhões. A pasta responsável pela articulação política do governo também informou que, naquela ocasião, R$ 408 milhões em emendas já haviam sido efetivamente pagos.

No intervalo de um dia, portanto, o governo mais do que dobrou a reserva de dinheiro para pagar emendas.

Os recursos foram destravados em meio ao avanço da Câmara e do Senado contra medidas econômicas do Palácio do Planalto.No fim da noite de terça (24), quando menos de R$ 900 milhões em emendas estavam reservados, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que a Casa votaria no dia seguinte uma proposta para derrubar decretos do governo Lula que elevaram as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A decisão, que pegou o Planalto de surpresa, desencadeou uma série de reuniões e articulações do governo para tentar barrar a análise do projeto. Nada surtiu efeito.E, ao longo desta quarta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também decidiu incluir a proposta na agenda de votações da Casa.

Em derrota para o governo, Câmara aprova derrubada de decretos que elevam IOF

O resultado foi uma derrota histórica para o governo Lula no Congresso. Em um intervalo pequeno, as duas Casas aprovaram a derrubada de três decretos editados para aumentar o IOF.

Na Câmara, a derrota foi consolidada com 383 votos a favor da derrubada dos decretos e apenas 98 contrários. Do total de votos, 242 vieram de partidos com ministérios no governo. Do lado do Senado, a articulação política do Planalto evitou o registro nominal de votos e a derrubada dos decretos foi aprovada de forma simbólica.Parlamentares têm avaliado que há um atraso do governo na liberação de emendas em 2025. A insatisfação, que abrange tanto senadores quanto deputados, foi um dos fatores apontados pelos congressistas para a noite de derrotas do Planalto.Para este ano, o Congresso aprovou mais de R$ 50 bilhões em emendas parlamentares – recursos direcionados por deputados e senadores para suas bases eleitorais. A maior parte é de emendas individuais (R$ 24,7 bilhões).Diante das críticas, o governo tem justificado que houve mudanças no rito de liberação e pagamento de emendas, atendendo a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). A Secretaria de Relações Institucionais argumenta que o atraso na aprovação do Orçamento de 2025 também contribuiu para a demora.

” Os nosso votos sai muito caro vejam aí, mais se alguns querem deste jeito fiquem com a inflação, falta de uma boa educação, saúde pública, seguração pública as rodovias cheia de buracos etc “.

Dino sobre emendas: não há usurpação de competências — STF cumpre dever constitucional

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta sexta-feira (27) a análise da Corte sobre ações que discutem as regras para pagamento de emendas parlamentares. Relator nessas ações, Dino afirmou que não há “usurpação” de Poderes. Para o magistrado, o debate sobre os critérios das emendas não se trata de uma vontade individual ou de partidos. “O tema das emendas impositivas perpassa o governo da presidenta Dilma, do presidente Temer, Bolsonaro, do presidente Lula e do próximo presidente, seja quem for. Não estamos tratando de um tema de interesse de um governo”, afirmou.

Flávio Dino deu as declarações em uma audiência, convocada por ele, para discutir a obrigatoriedade do pagamento de emendas parlamentares — a chamada impositividade.

Segundo ele, a análise das regras para pagamento de emendas é necessária diante do sistema constitucional e da separação de Poderes. Ao abrir o evento, o ministro ressaltou que o dinheiro público exige responsabilidade.

Dino também avaliou que, se não houver “emendas parlamentares ajustadas à sua finalidade”, a “conta” será paga pelo povo.

“Temos um sistema constitucional a ser [debatido] ou modificado pelo Congresso, que pode fazê-lo a qualquer tempo, salvo em relação à forma federativa de Estado. Todos os outros elementos podem ser revogados pelo Congresso Nacional no momento que quiser. Se o Congresso Nacional quiser tirar a responsabilidade fiscal da Constituição, pode tirar. Se o Congresso quiser tirar o presidencialismo da Constituição, pode tirar. Assim como também pode desconstitucionalizar o devido processo legal orçamentário”, disse.

“Mas, enquanto estiver na Constituição, não se cuida de uma invasão do Supremo, e, sim, de um dever. Se nós temos normas constitucionais que estão, aparentemente, em dissonância, a harmonização de tais normas é uma atividade tipicamente jurisdicional em todos os países do mundo [e] enquanto o Brasil for regime democrático. Portanto, não há nenhum intuito de usurpação de atribuições de outros Poderes”, concluiu o ministro.

Mudanças nas emendas

Ao longo dos últimos anos, o Congresso transformou, por meio de mudanças na Constituição, dois tipos de emendas em impositivas: as individuais e as de bancada.As emendas parlamentares são recursos que deputados e senadores destinam a seus redutos eleitorais para a realização de obras e projetos. Com o passar dos anos, esses valores representam uma parte — cada vez mais significativa — do Orçamento da União. Em 2025, o montante reservado para esses gastos é de cerca de  — deste total, R$ 39 bilhões são destinados às emendas que o governo é obrigado a pagar ao longo do ano. Ao longo dos últimos anos, o Supremo tomou decisões que forçaram o Congresso a mudar as regras para o pagamento das emendas. Nos bastidores, as investidas da Corte são criticadas por parlamentares. A insatisfação dos congressistas com o avanço do STF contra regras opacas de distribuição de emendas têm levado a reações dentro do próprio Congresso.

Defesa das emendas

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do SenadoDavi Alcolumbre (União-AP), participariam da audiência desta sexta justamente para defender as indicações de parlamentares ao Orçamento, mas acabaram desistindo. Representando Alcolumbre, a advogada-geral do Senado, Gabrielle Pereira, defendeu a obrigatoriedade do pagamento de emendas parlamentares. Segundo ela, o senador não pôde comparecer à audiência por “questões de agenda”.A advogada-geral da Casa afirmou que a obtenção de recursos federais intermediados por parlamentares eleitos “sempre fez parte da política brasileira”. Para ela, a prática é “precisamente o que os eleitores esperam dos seus representantes”. Em sua fala, Gabrielle Pereira declarou que há uma “centralização de recursos da União” e defendeu que as indicações de parlamentares ao Orçamento “não podem ser criminalizadas”.

Segundo ela, as emendas atendem às normas de responsabilidade de fiscal.

“Constata-se, portanto, que a alocação de recursos pelos parlamentares atende a fins constitucionais relevantes e claramente definidos. […] As emendas são um importante instrumento do Parlamento”, afirmou. Para a advogada do Senado, a impositividade das emendas traz “equidade no tratamento de recursos a todos os parlamentares”. Em defesa do mecanismo, ela também avaliou que a medida reserva a participação de “minorias” no Congresso na execução orçamentária.“A impositividade não assegura a participação do Poder Legislativo. Ela vem para assegurar a participação de partidos e parlamentares da oposição, antes preteridos na alocação de recursos públicos. A impositividade surge como um importante instrumento de preservação das minorias na alocação de recursos públicos”, disse Gabrielle Pereira. Durante a sua participação, a advogada-geral do Senado também fez críticas ao Judiciário. Ao defender a participação política no processo orçamentário, a advogada-geral do Senado disse que a Justiça tem interferido no Orçamento e se colocado como uma “espécie de Poder Moderador do entrave político”. “Atualmente, o próprio Poder Judiciário interfere no processo orçamentário — ou no Orçamento — ao excluir parte de suas receitas dos limites do arcabouço fiscal, ao por exemplo suspender eficácia de leis de desoneração e ao autorizar abertura de crédito extraordinário, colocando-se, muitas vezes, como uma espécie de Poder Moderador do entrave político ou mesmo como uma espécie de gestor ou influenciador na execução de políticas públicas”, afirmou. Em 2024, por meses, o pagamento dessas verbas foi interrompido para atender a decisões do STF, que cobrava por mecanismos para identificar os padrinhos das indicações. O imbróglio chegou ao fim, em março, com a aprovação unânime dos ministros da Corte de um plano de trabalho que traz a promessa de que, a partir de 2025, não será mais possível executar emendas sem a identificação do parlamentar solicitante.

PF prende dois prefeitos durante operação que apura desvio de dinheiro de emendas parlamentares na Bahia

   Polícias encontraram mais de R$ 3 milhões no apartamento do ex-prefeito de Paratinga Marcel José Carneiro de Carvalho, do PT; Marcel e outros suspeitos de envolvimento no suposto esquema negam as acusações.

Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (27) dois prefeitos suspeitos de desviar de dinheiro de emendas parlamentares destinadas para municípios da Bahia.Os agentes cumpriram 16 mandados de busca e apreensão. Em um prédio em um bairro nobre de Salvador mora Marcelo José Carneiro de Carvalho, do PT, ex-prefeito de Paratinga, município do interior da Bahia. Os policiais encontraram mais de R$ 3 milhões no apartamento do ex-prefeito. Além de 13 mil dólares e 16 mil euros. O dinheiro estava guardado em gavetas nos armários. O ministro do STFKassio Nunes Marques, determinou o afastamento de dois prefeitos de municípios baianos: Alan França, do PSB, de Boquira, e Humberto Raimundo Rodrigues de Oliveira, do PT, de IbipitangaEles acabaram presos em flagrante por posse ilegal de arma. O ministro também afastou do cargo Marcelo Chaves Gomes, assessor do deputado federal Félix Mendonça Júnior, do PDT.O caso tramita no Supremo porque há indícios da participação de deputados federais no esquema.A operação investiga o desvio do dinheiro de emendas que o deputado Félix Mendonça Júnior destinou a municípios baianos de 2021 a 2024. Segundo as investigações, o assessor do deputado atuava como intermediador nas prefeituras. Ainda segundo a PF, o esquema envolvia pagamentos de propina para que o dinheiro das emendas fosse liberado. A PF suspeita que o grupo – que incluiria o deputado, o assessor dele, prefeitos e ex-prefeitos – manipulava licitações. Os suspeitos podem responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e peculato – quando o funcionário público usa do cargo em proveito próprio. O deputado Félix Mendonça Júnior negou que ele ou o assessor tenham cometido irregularidades. O deputado disse que as emendas são solicitadas por prefeitos ou lideranças para serem usadas de forma lícita. A defesa de Marcel Carneiro afirmou que ele possui vida privada consolidada e respeitada, e que vai mostrar a legalidade da atuação como gestor público. Alan França pagou fiança e foi libertado. Ele negou qualquer irregularidade na destinação e aplicação de emendas parlamentares.

A PF começou a investigar o desvio de emendas parlamentares destinadas a prefeituras em dezembro de 2024. O esquema teria movimentado mais de R$ 1,4 bilhão.

Humberto Raimundo Rodrigues pagou fiança e foi libertado.

O Jornal Nacional não conseguiu contato com a defesa dele.

“Até quando os brasileiros de classe baixa vai aguantar. Parabéns a policiar Federal e as demais autoridades. É preciso que as leis seja mais rigorosas e punitivas “.

Projeto que amplia número de deputados é ‘imoral e inoportuno’, protesta MCCE

 O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) se manifestou nesta terça-feira, 24, contra o projeto de lei que propõe o aumento do número de deputados federais de 513 para 531. A proposta, que deve ser votada no Senado ainda nesta semana, foi considerada pela entidade “um retrocesso institucional e um verdadeiro desrespeito com a sociedade civil e com o bem público”.Em nota, o movimento afirma que “a proposta é casuística, inoportuna e imoral, especialmente diante do cenário com tantas desigualdades sociais, de desafios econômicos, com a crise de representatividade que o País enfrenta, e da insatisfação da população com a atuação do Congresso Nacional”.

O movimento justifica ainda que aumentar o número de parlamentares acarreta em mais gastos com estrutura, salários, benefícios, emendas parlamentares, entre outros gastos, principalmente “em um momento em que milhões de brasileiros enfrentam desigualdades e falta de acesso a serviços públicos básicos”, conforme a nota. De acordo com a Câmara, a proposta deve ter impacto orçamentário de R$ 64,8 milhões. Em maio deste ano, após a aprovação do projeto na Câmara, o Estadão divulgou um levantamento mostrando que o projeto abre margem para criação de 30 novas vagas de deputados estaduais, que podem custar mais de R$ 76 milhões por ano para os Estados. Segundo o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), o Orçamento da Câmara dos Deputados já leva em conta as despesas que serão instituídas com os novos parlamentares. “Caso o Senado se debruce sobre o projeto e amplie o número de vagas, não haverá aumento de despesa em lugar algum”, afirmou. O movimento justifica ainda que aumentar o número de parlamentares acarreta em mais gastos com estrutura, salários, benefícios, emendas parlamentares, entre outros gastos, principalmente “em um momento em que milhões de brasileiros enfrentam desigualdades e falta de acesso a serviços públicos básicos”, conforme a nota. De acordo com a Câmara, a proposta deve ter impacto orçamentário de R$ 64,8 milhões. Em maio deste ano, após a aprovação do projeto na Câmara, o Estadão divulgou um levantamento mostrando que o projeto abre margem para criação de 30 novas vagas de deputados estaduais, que podem custar mais de R$ 76 milhões por ano para os Estados.

Segundo o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), o Orçamento da Câmara dos Deputados já leva em conta as despesas que serão instituídas com os novos parlamentares. “Caso o Senado se debruce sobre o projeto e amplie o número de vagas, não haverá aumento de despesa em lugar algum”, afirmou.

 ” Mais um ato vergonhoso para os brasileiros, o que deve ser feito é diminuir” O este grupo de deputados ( as) deve analisara a miserabilidade que temos nos Brasil, deve trabalhar em pro da melhoria da saúde, educação, segurança pública cultura, etc “.
correiobraziliense.com.br

Imposto de Renda: PL pode tirar R$ 9,5 bi dos municípios, alerta associação

     O projeto do governo que pretender modificar as regras do Imposto de Renda pode provocar uma perda de quase R$ 9,5 bilhões nas receitas municipais, sem previsão de compensação adequada. 

Desse total, R$ 4,6 bilhões seriam de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que também é composto pelo que a União arrecada com Imposto de Renda. Outros R$ 4,85 bilhões seriam provenientes da isenção ou redução do desse imposto sobre a folha de salários dos servidores municipais.  A projeção foi anunciada pela presidente da Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais (Abrasf), Michele Roncálio, que também é secretária da Fazenda de Florianópolis (SC). Os dados foram apresentados por ela durante encontro na comissão especial que analisa o projeto de lei (PL) 1087/25, que trata do tema. Pelo que prevê a Constituição Federal, o município fica com o Imposto de Renda retido sobre qualquer tipo de rendimento pago pelos cofres municipais. “Esse projeto compromete a autonomia financeira dos municípios. Os municípios ficam ainda mais dependentes de repasses federais”, afirmou Michele. Para minimizar esse impacto, a associação sugeriu ao relator do projeto, deputado Arthur Lira (PP-AL), a criação de um Fundo de Compensação Federativa com avaliação periódica dos impactos fiscais e o fim do recolhimento municipal ao Pasep, que é de 1% sobre as receitas municipais.

Imposto de Renda: o que prevê o Projeto de Lei 1087/25 

A proposta enviada pelo governo prevê, entre outros pontos, uma alíquota mínima efetiva de até 10%, denominada Imposto sobre a Renda de Pessoas Físicas Mínimo, aplicada às pessoas físicas que ganham acima de R$ 600 mil por ano. O valor arrecadado será utilizado para compensar a queda de receita com a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais.O presidente da comissão especial, deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), disse que os trabalhos do colegiado já se encaminham para o final. O parlamentar já pediu aos partidos que indiquem coordenadores para cada bancada, que vão negociar com o relator os pontos da proposta, cujo parecer deve ser entregue até o dia 27 de junho

Fonte: Brasil 61

Governo federal aplica R$ 15,8 bilhões em Pernambuco por meio do Novo PAC

    Dos R$ 35,4 bilhões em investimentos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) previstos até o fim de 2026 em Pernambuco, R$ 15,8 bilhões já foram executados, ou 44,5% do total. Outros R$ 8,7 bilhões estão projetados para o período após 2026, o que totaliza R$ 44,2 bilhões em ações voltadas para o estado.
 
Em Pernambuco, há 1.444 empreendimentos listados no Novo PAC. Desses, 219 já foram entregues e concluídos até o fim de 2024. Estão na lista veículos de transporte escolar, construção de creches e escolas de educação infantil, unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para renovação de frota, quadras esportivas e construção e reforma de escolas e universidades.
 
Ao todo, 62 municípios receberam veículos escolares e mais 20 ambulâncias foram destinadas para a renovação de frota. Outras 376 obras no estado estão em fase de execução, 165 em fase de licitação e/ou leilão, e 684 em ações preparatórias, como as etapas de contratação, estudo, projeto de engenharia e licenciamento ambiental.
 
Na área de habitação, há um total de 71.762 unidades do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) destinadas a Pernambuco, entre selecionadas, em obras e entregues.

Nacional 
Até o fim de 2024, o Novo PAC executou R$ 711 bilhões em investimentos, mais da metade (53,7%) do total de R$ 1,3 trilhão previsto até o fim de 2026. O programa prevê, além destes recursos, outros R$ 500 bilhões para investimentos após 2026, totalizando, assim, R$ 1,8 trilhão. Do total de R$ 711 bilhões em investimentos, R$ 345,7 bilhões tiveram como origem recursos privados, R$ 183,1 bilhões de financiamentos e R$ 106 bilhões de estatais com projetos incluídos no programa. Além disso, R$ 71,3 bilhões são provenientes do Orçamento Geral da União (OGU) e R$ 5,1 bilhões, de fundos setoriais.
 
Empreendimentos
A carteira do Novo PAC conta com mais de 23 mil empreendimentos. Em dezembro de 2024, mais de 3.800 (16,6%) já haviam sido concluídos, 5.178 (22,4%) estavam sendo executados e 2.836 (12,3%) estavam em fase de licitação ou leilão. Outros 11.181 (48,6%) empreendimentos estavam em ação preparatória. Desse universo, 47% estão na modalidade Novo PAC Seleções, com ações de responsabilidade de estados e municípios.
 
“Estamos em diálogo constante com os estados e municípios para que estes empreendimentos – realizados com recursos federais, mas com gestão local – ganhem mais agilidade em sua execução. Para tanto, é importante o diálogo, principalmente, com as prefeituras e governos estaduais para que os empreendimentos avancem e sejam entregues”, afirmou o secretário especial do Novo PAC na Casa Civil, Maurício Muniz.
 
Minha Casa, Minha Vida
Até dezembro de 2024, foram contratadas 1,3 milhão de novas moradias por meio do Minha Casa, Minha Vida, com um investimento total de R$ 190 bilhões. Dessas, mais de 80% (1.047.829) foram entregues. Desde o início do Novo Pac, mais de 43 mil moradias que estavam com obras paralisadas ou em ritmo lento foram entregues, beneficiando cerca de 173 mil pessoas. 

Seleções 
O Novo PAC Seleções, que dá oportunidade para que governos estaduais e municipais submetam diretamente ao Governo Federal as necessidades e propostas de obras e equipamentos, encerrou a primeira etapa com 13,7 mil projetos selecionados, que totalizam investimentos de R$ 81,1 bilhões. A segunda seleção, em andamento, teve 35 mil propostas inscritas e previsão de R$ 49,2 bilhões em investimentos.

folhape

CFEM: mais de R$ 443 milhões são repassados a estados e municípios produtores, em junho

  A Agência Nacional de Mineração (ANM) repassou R$ 443.047.630,29 aos estados, Distrito Federal e municípios produtores minerais. O repasse foi feito nesta semana. O montante é referente à cota-parte da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), arrecadada durante o mês de maio.  

O advogado especialista em mineração Alexandre Sion, explica que a maior parte do valor recolhido a título de CFEM é destinado aos municípios. Segundo ele, esses entes sofrem os reais impactos das atividades minerárias.  “Considerando que a atividade mineradora tem como uma de suas características o exaurimento do jazigo, isso é, o minério tem data para acabar, o recebimento da CFEM pelos municípios proporciona recursos para planejar, fomentar e executar diversificação econômica nas atividades, buscando assim a sustentabilidade socioeconômica dos municípios para além da mineração”, salienta Sion. 

Da quantia total, R$ 354.438.102,78 serão destinados a 2.075 municípios. Os estados e o Distrito Federal vão partilhar R$ 88.609.527,51.

CFEM: maiores valores

Os dados divulgados pela ANM revelam que, entre as unidades da federação, os estados que mais receberam recursos da CFEM foram Minas Gerais (R$ 39.303.257,64), Pará (R$ 35.817.402,24), Bahia (R$ 2.846.691,22) e Goiás (R$ R$ 2.369.134,94).

Confira o ranking completo:

  • MINAS GERAIS – R$ 39.303.257,64
  • PARÁ – R$ 35.817.402,24
  • BAHIA – R$ 2.846.691,22
  • GOIÁS – R$ 2.369.134,94
  • MATO GROSSO – R$ 1.905.373,57
  • SÃO PAULO – R$ 1.514.853,82
  • SANTA CATARINA – R$ 645.412,49
  • RIO GRANDE DO SUL – R$ 523.600,07
  • PARANÁ – R$ 520.566,07
  • RONDÔNIA – R$ 397.673,38
  • MATO GROSSO DO SUL – R$ 393.846,61
  • TOCANTINS – R$ 371.177,59 
  • MARANHÃO – R$ 336.040,83
  • AMAZONAS – R$ 274.516,14
  • SERGIPE – R$ 245.092,66
  • CEARÁ – R$ 238.349,49
  • RIO DE JANEIRO – R$ 183.098,57
  • ESPIRITO SANTO – R$ 177.705,38
  • PERNAMBUCO – R$ 108.117,33
  • PARAÍBA – R$ 106.535,90
  • ALAGOAS – R$ 74.141,66
  • AMAPÁ – R$ 70.546,29
  • PIAUÍ – R$ 68.617,94
  • RIO GRANDE DO NORTE – R$ 61.733,45
  • DISTRITO FEDERAL – R$ 50.477,27
  • RORAIMA – R$ 4.540,56
  • ACRE – R$ 1.024,40

Entre os municípios produtores que mais receberam os recursos estão: Canaã dos Carajás (PA), com R$ 60.619.653,51; Parauapebas (PA), com R$ 46.801.463,89; Conceição do Mato Dentro (MG), com R$ 18.247.540,35; e Marabá (PA), com R$ 16.849.138,24.  

 Brasil 61

Esquema de R$ 662 milhões envolvendo prefeituras de PE é alvo da PF

    A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta terça-feira, 17, uma operação que investiga crimes relacionados a colaborações firmadas entre várias prefeituras e uma Organização da Sociedade Civil, voltadas às áreas de saúde e educação, em Pernambuco. Os agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão, sendo 10 pessoas físicas e 6 pessoas jurídicas nos municípios de Bom Conselho, Caruaru, Garanhuns e Terezinha, todos em Pernambuco. Além disso, foram determinados afastamento do sigilo telemático dos dispositivos apreendidos e, no caso de pessoas físicas, medidas cautelares de proibição de contato entre elas e de se ausentarem da cidade em que residem e/ou trabalham.

A O operação Velatus conta com a participação de 80 policiais federais e 8 auditores da CGU.

O que diz a investigação?

Segundo a PF, as investigações iniciaram a partir de irregularidades constatadas durante o Programa de Fiscalização de Entes Federativos (FEF) da CGU, no âmbito do termo de colaboração firmado pela entidade investigada com um município do sertão pernambucano. As apurações identificaram falhas no planejamento e ausência de concorrência e/ou direcionamento nas contratações da entidade investigada por entes governamentais. Também foram identificadas a recorrente subcontratação de fornecedores vinculados à Organização da Sociedade Civil, com indícios de atuação como um grupo organizado. Ainda foram verificadas ocorrências de movimentações financeiras suspeitas em favor de dirigentes da entidade e de servidores públicos, assim como operações que podem caracterizar lavagem de capitais. De acordo com a corporação, entre 2019 e 2024, a entidade investigada recebeu mais de R$ 662 milhões em pagamentos de prefeituras pernambucanas. Desses, pelo menos R$ 431 milhões foram custeados com recursos federais.

terra

FPM: 2ª parcela de junho chega a R$ 4,7 bilhões; confira valores por município

Os municípios brasileiros vão receber na sexta-feira (20) o primeiro repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) do mês de junho. Ao todo, as prefeituras vão partilhar R$ 4,7 bilhões. O valor é cerca de 39% maior do que o repassado no mesmo período do ano passado, de R$ 3,3 bilhões. O especialista em orçamento público, Cesar Lima, explica que, por ser um repasse de meio de mês, normalmente é menor do que os demais valores transferidos em junho deste ano. No entanto, ele ressalta que essa alta relacionada ao mesmo decêndio de 2024 pode significar uma tendência de recuperação do FPM“Isso nos deixa mais aliviados, já que houve, nos últimos meses, algumas instabilidades em relação aos valores do FPM. Essa situação de empregabilidade mantém o FPM alto e vamos ver se essa questão, se há uma possibilidade de queda da Taxa Selic nos próximos meses, para que o IPI também possa contribuir um pouco mais com os valores do fundo”, destaca.

FPM: estados que recebem maiores valores por região

Na Região Sul, por exemplo, o destaque vai para o Rio Grande do Sul. Os municípios da unidade da federação vão partilhar um valor acima de R$ 299 milhões. Entre as cidades gaúchas que recebem os maiores valores estão São Leopoldo, Santa Maria do Herval e Pelotas. Já no Norte brasileiro, a unidade da federação que receberá a maior quantia é o Pará, com um total de R$ 135 milhões, partilhados entre cidades como Abaetetuba, Ananindeua e Altamira. 

No Nordeste do país, Bahia recebe o maior volume de recursos, com um total superior a R$ 379 milhões. No estado, entre os entes contemplados estão Porto Seguro, Lauro de Freitas e Ilhéus, com cerca de R$ 2,8 milhões, cada. 

Na Região Centro-Oeste, Goiás se destaca, com R$ 152 milhões partilhados entre as cidades do estado. Os valores serão destinados a municípios como Valparaíso de Goiás, Senador Canedo e Novo Gama.  Já no Sudeste, o maior valor será dividido entre os municípios de São Paulo. O total chega a R$ 584 milhões. Trata-se da maior quantia destinada entre os estados das cinco regiões do país. A verba vai para os cofres de cidades como São Bernardo do Campo, Santa Bárbara d’Oeste e Ribeirão Preto. 

FPM: confira a lista dos municípios bloqueados 

Até o dia 15 de junho de 2025, 4 municípios estavam bloqueados para recebimento do FPM. São eles:

  • MADEIRO (PI)    
  • CABO FRIO (RJ)    
  • PETRÓPOLIS (RJ)    
  • SILVA JARDIM (RJ)    

Para desbloquear o repasse, o gestor público deve identificar o órgão que determinou o congelamento. Em seguida, deve conhecer o motivo e regularizar a situação. Vale lembrar que a prefeitura não perde os recursos bloqueados de forma definitiva. Eles ficam apenas congelados enquanto as pendências não são regularizadas.

Fonte: Brasil 61

FPM de junho injeta R$ 6,8 bilhões nas prefeituras, nesta terça-feira (10); confira quanto cada ente recebe

As prefeituras brasileiras recebem R$ 6,8 bilhões nesta terça-feira (10). O valor é referente à primeira parcela de junho do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Isso representa um aumento de 2,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o repasse foi de R$ 6,6 bilhões.

Para o especialista em orçamento público, Cesar Lima, esse aumento pode representar melhorias para a população desses municípios, uma vez que significa mais recursos para serem investidos em áreas importantes para a sociedade. “O aumento do FPM melhora a qualidade de vida da população, uma vez que esses recursos não são carimbados, por assim dizer. O executivo municipal pode tanto fazer investimento nas áreas de saúde, educação, infraestrutura, como também custear esses mesmos serviços para a população, como assistência social dentro do município”, destaca.

São Paulo lidera repasses do FPM em junho com R$ 840 milhões

O estado de São Paulo mantém a liderança no volume de recursos recebidos pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de junho de 2025, com um total estimado de R$ 840 milhões.

Entre os municípios paulistas com os maiores repasses estão Araçatuba, Araraquara e Atibaia, cada um recebendo R$ 3,6 milhões. Essas cidades se destacam entre as que mais arrecadaram com o FPM neste mês.

FPM de junho injeta R$ 835 milhões em municípios de Minas Gerais

O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de junho de 2025 vai repassar um total de R$ 835 milhões para prefeituras em Minas Gerais. O estado se destaca entre os que mais recebem recursos neste mês. Entre os municípios mineiros que mais serão beneficiados com os repasses estão Divinópolis, Governador Valadares e Ipatinga, cada um com R$ 3,8 milhões. Esse valor expressivo do FPM representa um importante reforço financeiro para as administrações locais, contribuindo para o custeio de serviços públicos e investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
Fonte: Brasil 61

Gestão municipal: confira cronograma para emendas individuais e de bancada

A Secretaria de Gestão e Inovação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (SEGES/MGI) divulgou os cronogramas para execução das emendas individuais 2025 e para execução das emendas de Bancada e de Comissão 2025, com finalidade definida. A divulgação foi feita no TransfereGov, que traz o passo a passo com o calendário a ser seguido pelo gestor municipal. Em nota, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) ressaltou que, agora, é fundamental que o gestor esteja atento aos prazos e à articulação com os parlamentares. Para a CNM, este é um momento estratégico e, por isso, é importante que prefeitos e prefeitas apresentem as necessidades dos Municípios.

Emendas individuais 2025

O Comunicado 8/2025 elenca os cronogramas para execução das emendas individuais 2025, na modalidade de finalidade definida. As emendas individuais permitem que os deputados federais destinem recursos orçamentários para atender necessidades específicas de cada região, levando em conta o planejamento de políticas públicas da localidade.  O comunicado traz dois cronogramas. O primeiro refere-se à modalidade sem utilização das mandatárias, relacionado à celebração dos instrumentos pelos Órgãos Concedentes, que define o cronograma para execução de convênios, termos de parceria, termos de fomento e colaboração. A divulgação dos programas pelo concedente no Transferegov.br vai de 2/05 até 14/05. Já o prazo para envio das propostas e Plano de Trabalho pelo proponente vai de 15/05 até 1º/06.

Já o segundo refere-se à modalidade com utilização das mandatárias, relacionado à celebração de contratos de repasse pela mandatária, que define o cronograma para execução de contratos de repasse. O prazo para divulgação dos Programas no Transferegov.br pelo concedente vai de 2/05 até 14/05. Já o prazo para envio das propostas e Plano de Trabalho pelo proponente vai de de 15/05 até 1º/06/2025

Emendas de bancada e de comissão 

O Comunicado 9/2025 estabelece o cronograma para execução das emendas de bancada e de comissão 2025, com finalidade definida, que são apresentadas pelas comissões técnicas da Câmara e do Senado, bem como as propostas pelas Mesas Diretoras das duas Casas.

Os prazos iniciais, em cada modalidade, tanto de divulgação dos Programas no Transferegov.br como de envio das Propostas e Plano de Trabalho são os mesmos do comunicado 8. Já os prazos para aprovação ou rejeição vão de 14/07 até 06/08.
Fonte: Brasil 61

FPM: municípios partilham R$ 1,8 bi nesta terça-feira (20); confira quanto sua cidade recebe

   A segunda parcela de maio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) será repassada às prefeituras do país nesta terça-feira (20). O montante, que correspondente a R$ 1,8 bilhão, é cerca de 46% maior do que o valor repassado no mesmo período do ano passado, quando os municípios receberam R$ 1,2 bilhão. Segundo o especialista em orçamento público Cesar Lima, apesar de ser um repasse de meio de mês – normalmente menor – há uma elevação expressiva comparada com o mesmo decêndio de 2024. Na avaliação dele, esse resultado acende um sinal de otimismo para este ano. “Temos uma convergência da inflação para o teto da meta, e vamos esperar que o Banco Central mantenha a atual taxa de juros, a fim de que não se tenham pressões maiores sobre o consumo. A situação do emprego tem possibilitado que não haja tantas perdas no FPM, então o fundo tem sido um pouco menos atingido pelas altas taxas praticadas na Selic”, considera. Os recursos do FPM são formados pelo que a União arrecada via Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Neste decêndio, entre as maiores parcelas, estão as destinadas a municípios dos estados de São Paulo (R$ 232 milhões), Minas Gerais (R$ 231 milhões) e Bahia (R$ 151 milhões).  Entre as cidades, destacam-se Indaiatuba (SP), Sete Lagoas (MG), e Vitória da Conquista (BA). Cada um desses entes conta com mais de R$ 1 milhão. 

Bloqueados do FPM

Leia mais…

Governo anula cronograma de emendas parlamentares e promete nova atualização em breve

  Gestores municipais devem ficar atentos: o governo federal anulou os cronogramas que organizavam a execução das emendas parlamentares para 2025. A mudança foi oficializada esta semana, com a publicação do Comunicado nº 10/2025 no portal TransfereGov, plataforma que centraliza informações sobre repasses federais.

Com isso, deixam de valer os cronogramas divulgados anteriormente por meio dos Comunicados 8 e 9/2025. Esses documentos tratavam dos prazos para a execução de emendas individuais com destino certo (RP 6), bem como das emendas de bancada e de comissão (RP 7 e RP 8), todas ligadas ao Orçamento Geral da União para o próximo ano. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, novos prazos e instruções serão divulgados em breve, com um calendário atualizado para orientar os gestores sobre os próximos passos.

Representando mais de 5 mil municípios brasileiros, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta sobre a importância deste período para os municípios e orienta os prefeitos e equipes técnicas a acompanharem de perto as atualizações no TransfereGov. Outra orientação da CNM é que os gestores mantenham um diálogo contínuo com os parlamentares responsáveis pelas emendas. A participação ativa dos gestores pode ser determinante para garantir que as demandas locais sejam atendidas no orçamento federal.
Fonte: Brasil 61

Fundeb: reajuste garante quase R$ 1 bilhão a mais em 2025

Estados e municípios brasileiros começaram o mês de maio com a partilha de R$ 943,4 milhões. O valor é referente à complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Os recursos foram creditados em parcela única nas contas-correntes dos entes beneficiários do ajuste. Os detalhes da transferência constam na Portaria Interministerial MEC/MF nº 3. Pelos termos do documento, a receita total do Fundeb, no ano passado, chegou a R$ 261,8 bilhões. O montante é R$ 4,96 bilhões a mais do que a estimativa inicial para 2024, de R$ 256,86 bilhões. O aumento da arrecadação levou à revisão das quantias mínimas por aluno, com o Valor Anual Total por Aluno (VAAF-MIN) passando de R$ 5.648,91 para R$ 5.762,50, e o Valor Anual por Aluno (VAAT-MIN), corrigido de R$ 8.510,81 para R$ 8.539,53.  

Diante desse quadro, o valor total da complementação da União do ano passado saltou de R$ 48,8 bilhões para R$ 49,7 bilhões, distribuídos da seguinte forma: 

  • R$ 496,5 milhões em complementação VAAF 
  • R$ 372,4 milhões em complementação VAAT 
  • R$ 74,4 milhões em complementação VAAR 

Estados beneficiados

Os repasses vão beneficiar, no âmbito da complementação VAAF, os fundos dos estados de Ceará, Maranhão, Alagoas, Bahia, Pernambuco, Piauí, Pará e Paraíba. 
Já em relação à complementação VAAT, 2.245 municípios serão contemplados — incluindo 17 novas cidades que passaram a atender aos critérios legais, como Boquim (SE), Angicos (RN), Apucarana (PR), entre outras. De acordo com o Ministério da Educação, a verba pode ser utilizada na construção e reforma de escolas, na aquisição de materiais didáticos, assim como no investimento em transporte escolar e outras iniciativas de manutenção e desenvolvimento da educação. O especialista em orçamento público, Cesar Lima, explica que, em regra, do valor total do Fundeb, os entes podem destinar até 70% para pagamento de pessoal. Porém, 30% devem ser investidos em outras áreas da educação. “O Fundeb é um fundo formado por várias receitas, desde o Salário Educação, que é uma contribuição paga por empresas, até mesmo uma parte do FPM [Fundo de Participação dos Municípios], que é retirada de cada município. Isso cria um fundo dividido nacionalmente, de acordo com o número de matrículas de cada município”, destaca. 

O Fundeb 

O Fundeb é formado por recursos que vêm de impostos e transferências constitucionais dos entes federados vinculados à educação, bem como da União, por meio das complementações Valor Aluno Ano (VAAF), Valor Aluno Ano Total (VAAT) e Valor Aluno Ano Resultado (VAAR).  

Fonte: Brasil 61

O repasse da primeira parcela de abril do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) ocorreu nesta quinta-feira (10).

   O repasse da primeira parcela de abril do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) ocorreu nesta quinta-feira (10). O valor destinado às prefeituras neste decêndio chega a R$ 5.631.056.359,95. O montante foi praticamente o mesmo transferido no mesmo período do ano passado, quando a quantia foi de R$ 5.631.154.862,17.

Apesar desse resultado, o especialista em orçamento público, Cesar Lima, considera que se trata de um cenário que precisa de atenção, já que foi registrada uma curva descendente em relação ao ano passado, ainda que moderada“Podemos perceber o resultado da política de contenção de preços do governo, que refreou o consumo e, consequentemente, esse menor consumo está refletindo na arrecadação que compõe o FPM. Vamos esperar que essa queda não seja prolongada pelos próximos meses. Abril é mês de ajuste da Declaração do Imposto de Renda de Pessoas Físicas e Jurídicas, então podemos prever um aumento dessa arrecadação para os próximos decêndios, mas é um resultado para ficar atento”, destaca. 

São Paulo segue como a unidade da federação que recebe o maior valor: R$ 693.879.486,96. Dentro do estado, o destaque vai para cidades como Taboão da Serra (R$ 3.029.123,96), Sumaré (R$ 3.029.123,96) e São Bernardo do Campo (R$ 3.029.123,96), entre outras, que receberam os maiores valores. Já em Minas Gerais – outro estado que conta com um valor representativo (R$ 690.113.796,85) – as maiores quantias serão destinadas a municípios como Contagem (R$ 3.211.706,80), Divinópolis (R$ 3.211.706,80) e Ibirité (R$ 3.211.706,80). 

Leia mais…

FNDE: número de obras aprovadas na área da educação chega a 1,9 mil

A quantidade de obras aprovadas no âmbito do Pacto Nacional pela Retomada de Obras na Educação Básica e Profissionalizante chegou a 1,9 mil, nesta quinta-feira. Desse total, 287 já foram concluídas. Os dados foram divulgados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social do Governo Federal, no início de abril, foi prorrogado por mais 60 dias o prazo para que estados e municípios respondam às diligências técnicas adicionais do Pacto. Com isso, os entes têm até 30 de maio de 2025 para regularizar essa situação

Até o dia 30 de março, 863 obras em todo o país ainda estavam pendentes de resposta. Segundo a presidente do FNDE, Fernanda Pacobahyba, a falta de regularização dos empreendimentos resultará no cancelamento do projetoA maioria desses empreendimentos estavam no Maranhão, que contava, até aquele momento, com 108 obras nessa situação. Na sequência aparecia o estado do Pará, com 104. Bahia era o terceiro, com 96. O Brasil 61 solicitou a atualização desses dados ao FNDE, mas até o fechamento desta reportagem, não houve retorno. 

Confira a situação das obras

  • Inacabada (1.519)
  • Em andamento (1.013)
  • Paralisada (696)
  • Concluída (298)
  • Obra paralisada (258)

O programa prevê um investimento total de R$ 4,1 bilhões. Os recursos serão utilizados na criação de mais de 552 mil vagas em tempo integral ou até 1,1 milhão de vagas em dois turnos nas redes públicas de ensino. Em relação aos tipos de obras, 1.318 são empreendimentos voltados para educação infantil. Quanto ao Ensino Fundamental, o número chega a 1.111. Outras 1.230 dizem respeito a quadras esportivas. 

Ao todo, 5.642 obras foram enquadradas no Pacto. Desse total, 3.784 apresentaram manifestação de interesse, enquanto outras 1.858 não aderiram à iniciativa. 
Brasil 61

STF suspende repasses a universidades em oito estados por falta de transparência

   O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou nesta terça-feira (1º) a suspensão dos repasses de emendas parlamentares a instituições de ensino superior e fundações de apoio em oito estados brasileiros: Acre, Alagoas, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rondônia e Sergipe.A decisão atinge os repasses das chamadas “emendas Pix”, modalidade em que os recursos federais são transferidos diretamente para contas de órgãos locais, sem a necessidade de intermediação por ministérios. Segundo Dino, as universidades estaduais desses estados descumpriram uma decisão anterior do STF que obrigava a adoção de regras mínimas de transparência na execução desses recursos. De acordo com o ministro, mais de 6,2 mil planos de trabalho que deveriam ter sido cadastrados nos últimos três anos continuam sem registro, o que indica um “nível de desorganização institucional” na aplicação dos recursos. Dino concedeu um prazo adicional de 90 dias para que os dados sejam apresentados ao tribunal.

Ele ainda alertou que poderá determinar um novo bloqueio das emendas parlamentares em caso de descumprimento da ordem. “Advirto que a não prestação de contas, no prazo fixado, implicará a configuração de impedimento de ordem técnica para a execução de emendas parlamentares, sem prejuízo da necessária apuração da responsabilidade dos agentes omissos”, afirmou.

“O não cadastramento, até o momento, de 6.247 planos de trabalho totalizando dezenas de bilhões do orçamento público federal sublinha, mais uma vez, o nível de desorganização institucional que marcou a implementação das transferências especiais (‘emendas Pix’). Como já demonstrado nestes autos, deveres básicos atinentes ao planejamento, controle, transparência, rastreabilidade e prestação de contas restaram inadimplidos, afrontando preceitos constitucionais e legais”, destacou Dino na decisão. Em janeiro, o ministro já havia ordenado a edição de normas e diretrizes sobre a aplicação e a prestação de contas das emendas parlamentares. Até o momento, o Ministério da Educação e 12 unidades da federação cumpriram a determinação. Outros sete estados informaram que ainda estão adequando suas regras ou apresentaram documentos incompletos.

Antecipação do décimo terceiro do INSS injeta R$ 68 bi e aquece comércio em 2025

A antecipação do décimo terceiro salário para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deve se consolidar como um dos principais impulsionadores da economia brasileira em 2025. Com uma injeção prevista de R$ 68 bilhões no primeiro semestre, o pagamento adiantado beneficia diretamente mais de 34 milhões de segurados, oferecendo alívio financeiro em meses desafiadores e aquecendo o comércio em todo o país. A medida, que ganhou força durante a pandemia e se manteve nos anos seguintes, reflete uma estratégia do governo para estimular o consumo e sustentar a circulação de recursos, especialmente em regiões onde os benefícios previdenciários são a base da renda local. Somado ao abono dos trabalhadores do setor privado, o montante total liberado neste ano pode ultrapassar R$ 320 bilhões, cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), consolidando o décimo terceiro como um pilar essencial para o planejamento familiar e o desempenho econômico nacional.

Milhões de brasileiros aguardam anualmente o pagamento extra, seja pela iniciativa privada ou pelo INSS, como uma oportunidade de organizar as finanças ou impulsionar gastos sazonais. Para os segurados, a possibilidade de receber as duas parcelas entre abril e maio representa uma mudança significativa no calendário financeiro, permitindo o enfrentamento de despesas como impostos e contas acumuladas do início do ano. Já os empregados formais contam com datas fixas no fim do ano, que alimentam o varejo em períodos de alta demanda, como Natal e Réveillon. Em 2024, o benefício alcançou cerca de 60 milhões de trabalhadores e 33,7 milhões de aposentados, e a expectativa para 2025 é de um leve crescimento, puxado pelo reajuste do salário mínimo para R$ 1.518 e pela formalização de novos empregos.

O impacto do décimo terceiro vai além das finanças individuais, influenciando diretamente o comércio e os serviços. Pequenos municípios, onde aposentados e pensionistas representam uma força econômica expressiva, registram aumento nas vendas de itens essenciais, como alimentos e medicamentos, logo após os depósitos do INSS. Nos grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, o setor privado lidera a movimentação, com bilhões direcionados a compras de fim de ano. A projeção de R$ 68 bilhões antecipados para os segurados em 2025 reforça a relevância da medida, mas sua confirmação depende de decisões fiscais e logísticas do governo, incluindo a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA), prevista para março.

economia, inflação, dinheiro

Histórico da antecipação no INSS

Leia mais…