27 de fevereiro de 2024 22:20

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Chuvas causam prejuízos de R$ 100 milhões aos produtores de frutas do São Francisco

Os produtores de uva e manga do Vale do São Francisco iformam que já contabilizam prejuízos que ultrapassam os R$ 100 milhões com as fortes chuvas que vem caindo na região desde o mês de dezembro do ano passado. Em Petrolina, um dos municípios de maior produção agrícola do Vale, foram registradas precipitações mais intensas e de maior volume nos meses de janeiro e agora, em fevereiro, superando as médias pluviométricas da região com um acumulado de 322,2 milímetros, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), que considerou este volume o maior já registrado desde 2004.De acordo com os produtores, em alguns lugares do município, a exemplo do projeto de irrigação Senador Nilo Coelho, os produtores chegaram a registrar até 500 milímetros neste mesmo período. Segundo o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), Jailson Lira, o excesso de chuva nos pomares, que recebem água controlada através de sistemas de irrigação, provocou a perda de aproximadamente 40 mil toneladas de frutas em fase de colheita.“O problema é mais grave nos parreirais de uvas com o apodrecimento das frutas e o aumento de doenças a exemplo do míldio e outros fungos para as uvas e antracnose para mangas, além das perdas pelo excesso de abortamento e comprometimento da floração”, ressaltou. O presidente acrescentou ainda que os produtores de manga também reclamam que as chuvas alteram a fitossanidade da fruta comprometendo o desenvolvimento vegetativo e a floração, diminuindo significativamente os índices de produtividade dos pomares.“Caso se confirme precipitações com a mesma intensidade, as chuvas podem comprometer significativamente a safra 2024.1, com enormes prejuízos atuais e para a safra do segundo semestre”, afirmou. O SPR criou um grupo técnico para acompanhamento das chuvas e vem monitorando os tratos culturais nos pomares, visando minimizar as perdas.

jc

Parceria histórica fortalece agricultura familiar no semiárido

Hoje, em um encontro de proporções marcantes, representantes da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), Embrapa Algodão, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Ematerce se reuniram para discutir um projeto estratégico para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar no semiárido brasileiro.Com a agricultura familiar enfrentando desafios técnicos, sociais e econômicos constantes, a iniciativa ganha destaque como um esforço conjunto para enfrentar tais adversidades. O objetivo primordial do projeto é a expansão e desenvolvimento das áreas de cultivo de algodão agroecológico, em associação com culturas alimentares, visando proporcionar geração de renda e melhorias significativas na qualidade de vida dos agricultores familiares.A abordagem metodológica adotada contempla a instalação de 30 unidades de Aprendizagem e Pesquisa Participativa (UAP), com capacitação de técnicos, agentes de desenvolvimento e agricultores através da prática e experimentação participativas.Dentre as metas estabelecidas, destaca-se a realização de cinco cursos de nivelamento dos conceitos metodológicos para cada fase da cultura do algodão em cada UAP, totalizando 150 cursos ministrados. O foco será em tecnologias e procedimentos que visem aumentar a produtividade, rentabilidade e sustentabilidade da cultura do algodão agroecológico.

A parceria entre esses importantes órgãos e instituições reflete o compromisso com a difusão de tecnologias que não apenas impulsionem a produção agrícola, mas também promovam o desenvolvimento rural sustentável. Juntos, esses esforços visam transformar positivamente as comunidades agrícolas do semiárido brasileiro, promovendo uma agricultura mais eficiente e sustentável.

ematerce.ce.gov.br

CMN autoriza renegociação de dívidas de produtores do Nordeste afetados pela seca

O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a renegociação das operações de crédito rural de custeio e das parcelas de investimentos contratadas com recursos do Fundo Nacional de Financiamento do Nordeste (FNE) por produtores da região que tenham sido afetados pela estiagem nos últimos meses. Poderão ser renegociadas as operações e as parcelas em situação de adimplência em 30 de junho de 2023, vencidas ou a vencer no período de 1º de julho de 2023 a 30 de dezembro de 2024. Para ter acesso à medida, os produtores precisam estar em municípios da área de atuação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que abrange ainda norte de Minas Gerais e Espírito Santo, com decretação de situação de emergência ou de estado de calamidade pública em decorrência da seca entre 1º de junho de 2023 e agora, com reconhecimento pelo Poder Executivo Federal. Segundo a resolução aprovada em reunião extraordinária do CMN, nesta quarta-feira (7/2), serão mantidas as condições contratuais das operações. As condições de reembolsos serão diferentes. Até 100% do valor das parcelas de crédito de custeio prorrogado por autorização do CMN e de crédito de investimento poderão ser prorrogadas por dois anos após o término do contrato vigente. Já no caso de crédito de custeio que não foi prorrogado, até 100% do valor devido pelo produtor no período poderá ser renegociado para pagamento em até 48 meses, incluídos 12 meses de carência, com reembolso em parcelas anuais.Segundo a resolução do CMN, o saldo devedor deverá ser atualizado pelos “encargos financeiros de normalidade pactuados sem a incidência de juros de mora e multas”. A formalização da renegociação poderá ser feita até 30 de dezembro de 2024.

A resolução ainda dispensa o cumprimento de medidas para comprovação das perdas na produção.

Linha emergencial de custeio pecuário

O CMN também aprovou a criação de uma linha emergencial de crédito rural de custeio pecuário, com recursos do FNE, para atender agricultores familiares cuja atividade tenha sido prejudicada pela falta de chuvas em municípios da área de atuação da Sudene.

A linha é destinada a produtores rurais de municípios com decreto de situação de emergência ou de estado de calamidade pública em decorrência da seca de 1º de julho de 2023 até a publicação da resolução desta quarta-feira, com reconhecimento pelo Poder Executivo. Não foi informado o valor que será disponibilizado para contratação. A linha vai atender agricultores beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), bem como “mini” e “pequenos” produtores rurais, de acordo com a resolução divulgada há pouco.

O objetivo é conceder crédito para custeio pecuário. A resolução esclarece, porém, que será vedada a aquisição de animais com esses recursos. Será obrigatória a utilização da metodologia do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO) para agricultores familiares enquadrados no grupo “B” do Pronaf, diz a norma. Agricultores familiares enquadrados no Grupo “B” e no grupo “A/C” do Pronaf poderão acessar até R$ 10 mil, independentemente dos limites para essas linhas previstas anteriormente. Os juros serão de 0,5% ao ano. Os beneficiários ainda terão direito ao bônus de adimplência de 40% sobre cada parcela paga integralmente até a data de vencimento. Demais agricultores familiares poderão financiar até R$ 30 mil com juros de 4% ao ano. Esses produtores terão direito ao bônus de adimplência de 25% sobre cada parcela paga integralmente até a data do vencimento. Já os “mini produtores” terão acesso a até R$ 50 mil, com taxas efetivas de 8,01% ao ano, e “pequenos” produtores, até R$ 80 mil, com juros de 7,79% ao ano. O prazo de reembolso desses financiamentos será de até cinco anos, incluídos 12 meses de carência. Os agricultores terão até 30 de junho deste ano para contratar o crédito.

milkpoint.com.br

MDA destina R$ 26,5 milhões para fortalecer a rede pública de assistência técnica e extensão rural

O Ministério de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) destinou um volume total de R$ 26,5 milhões em investimentos para o fortalecimento da rede pública do Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) em 24 estados brasileiros e no Distrito Federal. Os convênios foram formalizados no dia 31 de dezembro e os recursos já estão aptos para serem liberados. É necessário, agora, que as entidades parceiras agilizem os processos de licitações para que possam ter acesso aos pagamentos. Os recursos destes financiamentos serão usados tanto para aquisição de veículos pelas redes parceiras do Ater, como também para compra de equipamentos de tecnologia da informação (tais como computadores, impressoras e outros), peças de mobiliário, bem como montagem de estrutura para ampliação de ações diversas de apoio à assistência técnica e extensão rural.  Cada financiamento tem um valor destinado pelo Governo Federal e uma segunda parte, a ser paga como contrapartida pelas entidades parceiras. Serão disponibilizados, em média, entre R$ 900 mil e R$ 1,5 milhão pelo MDA na maior parte destes financiamentos por Unidade da Federação, com contrapartidas em valores que vão de R$ 7 mil a R$ 257 mil por parte das entidades parceiras.  De acordo com a secretária de Agricultura Familiar e Agroecologia do MDA, Patrícia Vasconcelos Lima, o fortalecimento da rede do Ater amplia a implantação de políticas públicas do MDA como um todo, como o Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), dentre outros. “Assim, criamos condições para que os agricultores sejam orientados a fazer seus cadastros, conheçam as políticas disponíveis e se credenciem para serem beneficiados pelos programas”, enfatiza.  A secretária ainda destaca que “fortalecer a agricultura familiar consiste em uma estratégia de governo”. “A agricultura familiar produz a maior parte dos alimentos básicos que vão para a mesa dos brasileiros, portanto fortalecer agricultura familiar é fortalecer a segurança alimentar e nutricional da população brasileira, com mais técnicas de sustentabilidade. O que é importante, principalmente, nesse período que estamos vivendo, de mudanças climáticas”, ressalta. Vale acrescentar que, agora, todas as chamadas de assistência técnica e extensão rural do Governo Federal têm a agroecologia como foco. 

Segundo o diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural do MDA, Marenilson Batista da Silva, a ampliação da rede pública do Ater é importante para o Brasil porque essas parcerias tendem a se transformar em mais crédito qualificado, mais compras governamentais e a levar a maior implementação das políticas públicas voltadas para a agricultura familiar e a agroecologia. 

Aperfeiçoamento de sistemas 

Considerado um dos programas mais importantes para a produção no campoassistência técnica e extensão rural contribui para a aumento da produtividade da qualidade de produtos e serviços rurais. E, por parte das ações de extensão rural, por fornecer educação e inovação contínua para o meio rural. Uma das metas da iniciativa é melhorar a renda e a qualidade de vida das famílias rurais, por meio do aperfeiçoamento dos sistemas de produção, de mecanismos de acesso a recursos, serviços e renda, de forma sustentável. 

“O Ater tem a capacidade de organizar e ajudar os agricultores familiares e a agroecologia, de forma que essa população receba as orientações devidas para o setor, providencie a emissão dos seus cadastros de agricultura familiar (CAF) e seja orientada nos diferentes sistemas de produção”, afirmMarenilson. 

Produtividade e eficiência”

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Edital oferece R$ 3 mi para projetos que atendam agricultores familiare

A Fundect, órgão do Governo de Mato Grosso do Sul que fomenta o desenvolvimento do ensino, ciência, tecnologia e inovação, lançou edital que disponibiliza R$ 3 milhões para extensão tecnológica que atenderá Agricultores Familiares, Povos Originários e Comunidades Tradicionais. Podem submeter projetos pesquisadores vinculados às Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) e Universidades sediadas em Mato Grosso do Sul. Cada proposta poderá solicitar até R$ 80 mil, com prazo de execução de até 12 meses. Os projetos deverão estar inseridos em uma das seguintes áreas de atuação: Agronegócio; Bioeconomia; Biotecnologia; Energias Renováveis; Biodiversidade; Saúde Animal; Saúde Humana; Tecnologias Sociais; Agroecologia;  Agrofloresta; Agroindústria. Além disso, deverão englobar uma das áreas temáticas de extensão: Comunicação; Cultura; Direitos Humanos e Justiça; Educação; Meio ambiente; Saúde; Tecnologia e Produção e Trabalho. Márcio de Araújo Pereira, diretor-presidente da Fundect, destaca que é o primeiro edital de extensão já realizado pela fundação. “Será um marco para a ciência de Mato Grosso do Sul e terá impacto direto na melhora da qualidade de vida e na segurança alimentar das famílias destas comunidades”. A execução do projeto deverá ser acompanhada por um Supervisor Regional, a ser designado pela SEAF/SEMADESC, cuja função é a de garantir que o projeto possa ser executado no âmbito do polo escolhido, além de produzir relatórios de acompanhamento em conjunto com o coordenador do projeto.

O prazo para envio dos projetos no SIGFUNDECT vai até 16 de fevereiro de 2024.

(Por Fundetec)

Brasil anuncia R$ 1 bi para Arco de Restauração, com R$ 450 milhões já aprovados do Fundo Amazônia

Iniciativa, construída em parceria com o Ministério do Meio Ambiente de Mudança do Clima, foi anunciada neste sábado, 2, na COP-28, em Dubai

Edital Restaura Amazônia – para apoiar projetos nos estados de Mato Grosso, Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Rondônia e Tocantins – é o 1º marco

Recursos do Fundo Clima, no valor de R$ 550 milhões, viabilizarão o restauro em áreas privadas, em operações de financiamento com juros reduzidos

 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou neste sábado, 2, o Arco de Restauração na Amazônia, uma iniciativa construída em parceria com o Ministério do Meio Ambiente de Mudança do Clima (MMA). O anúncio foi realizado na 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-28), que acontece em Dubai, nos Emirados Árabes. Como primeira ação, foi anunciada a abertura do edital Restaura Amazônia, que destinará R$ 450 milhões do Fundo Amazônia a projetos de restauração ecológica de grandes áreas desmatadas ou degradadas.“Evitar o desmatamento não responde mais à crise climática. Precisamos ter mais ambição. A Amazônia responde por mais ou menos 1º celsius no aquecimento, e a criação de um cinturão de proteção é urgente. Vamos fazer reflorestamento, para a floresta se regenerar. É a resposta mais barata e mais rápida para a crise climática, porque sequestra carbono e armazena carbono”, explicou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. 

Como primeiro marco da iniciativa, aderente ao Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), política pública coordenada pelo MMA, o edital Restaura Amazônia estará aberto a conjugar recursos de países, empresas e governos para a agenda da restauração ecológica. A chamada pública Restaura Amazônia irá selecionar três organizações com experiência e capacidade para atuar como parceiros gestores da iniciativa nos territórios. Para garantir a cobertura da Amazônia Legal, cada parceiro gestor será responsável por uma das três macrorregiões estabelecidas: Estados do Acre, Amazonas e Rondônia; Mato Grosso e Tocantins; e Pará e Maranhão.Serão apoiados de projetos de restauração ecológica voltados a Unidades de Conservação, Terras Indígenas e territórios de povos e comunidades tradicionais, áreas públicas não destinadas e Áreas de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal (RL) de assentamentos ou pequenas propriedades (até 4 módulos fiscais). 

A avaliação dos candidatos será feita por um comitê formado por representantes do BNDES, dos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, dos Estados e da sociedade civil integrante do Comitê Orientador do Fundo Amazônia (Cofa). Somados ao Fundo Amazônia, R$ 550 milhões do orçamento de florestas do novo Fundo Clima também irão viabilizar o restauro em áreas privadas, por meio de operações de financiamento com taxas de juros reduzidas. O projeto, também receberá parte dos R$ 10 bilhões captados recentemente pelo Tesouro Nacional, via títulos sustentáveis (sustainable bonds).

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Atividades com risco de desmatamento receberam US$ 307 bilhões em crédito

Pelo menos US$ 307 bilhões foram concedidos em crédito para atividades com alto risco de desmatamento desde 2016 no mundo, sendo US$ 188 bilhões apenas no Brasil, mostra levantamento sobre o fluxo financeiro para as cadeias de carne bovina, óleo de palma, papel e celulose, borracha, soja e madeira. O estudo foi realizado pela coalizão Forests & Finance, organização que reúne oito ONGs ambientais de diferentes países.“Sabemos que não conseguimos mapear tudo porque há transações financeiras diretas que não estão nas bases de dados que acessamos, então os nossos dados são subestimados”, observa a coordenadora da iniciativa Merel van der Mark. O levantamento — que abrange as florestas tropicais da Amazônia, África Central e Ocidental e Sudeste Asiático — foi feito a partir das informações divulgadas pelas próprias instituições financeiras e de relatórios anuais e trimestrais das 300 maiores companhias com atuação nas atividades avaliadas. No total, mais de 100 instituições financeiras de todo o mundo concederam crédito a cadeias com alto risco de desmatamento. A maior parte desse crédito — US$ 127 bilhões — é oriundo de bancos brasileiros, concedidos a cadeias envolvidas, em alguma medida, com desmatamento. Dos 15 maiores credores de empresas dessas cadeias, sete são instituições financeiras brasileiras.Globalmente, a cadeia de carne bovina foi a que mais recebeu recursos no período, com US$ 82,6 bilhões, seguida de papel e celulose, US$ 80,9 bilhões, e soja, com US$ 61,9 bilhões. No Brasil, foram US$ 79 bilhões concedidos a empresas de carne bovina, US$ 59 bilhões à soja e US$ 46 bilhões a papel e celulose. Segundo o estudo, as políticas de mitigação de risco dessas instituições são “perigosamente inadequadas” para evitar que recursos sejam usados na supressão de mata nativa de forma legal ou ilegal. “Os próprios bancos e os investidores não têm políticas para garantir que o dinheiro que estão aplicando não vai ser usado para financiar o desmatamento, e a gente não tem perna para provar que nenhuma das empresas está envolvida em desmatamento”, acrescenta.

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Plataforma do Desenrola renegociará dívidas de agricultores familiares

Desenvolvida pelo Ministério da Fazenda e pela B3, a bolsa de valores brasileira, a plataforma usada para leiloar descontos no Desenrola poderá ser usada para renegociar dívidas de pequenos produtores rurais. A informação foi dada nesta segunda-feira (23) à noite pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, após se reunir com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.“A plataforma é um ativo que pode ser mobilizado para outras renegociações. Então coloquei à disposição do MDA [Ministério do Desenvolvimento Agrário], para o futuro, a mesma plataforma construída para o atual Desenrola”, disse Haddad ao deixar o ministério.Segundo Haddad, Teixeira tinha pedido um programa de renegociação de dívidas de agricultores familiares. O ministro da Fazenda informou que a plataforma não poderá ser usada neste momento por causa da terceira fase do Desenrola, que prevê descontos para dívidas de até R$ 5 mil de quem ganha até dois salários mínimos, mas fez a promessa de estender a ferramenta tecnológica para os produtores rurais de menor porte.A terceira fase do Desenrola está em vigor desde o início do mês e oferece desconto médio de 83% para dívidas de nove setores: serviços financeiros; securitizadoras; varejo; energia; telecomunicações; água e saneamento; educação; micro e pequena empresa, educação. No entanto, em alguns casos, o abatimento superou esse valor, dependendo da atividade econômica. A plataforma está disponível no site www.desenrola.gov.br. Para acessá-la, o consumidor precisa ter cadastro no Portal gov.br, com conta nível prata ou ouro e estar com os dados cadastrais atualizados. Em seguida, o devedor tem de escolher uma instituição financeira ou empresa inscrita no programa para fazer a renegociação. A página lista as dívidas por ordem de desconto, do maior para o menor. Basta selecionar o número de parcelas e efetuar o pagamento.

 

Acerola: conheça os benefícios da fruta para a saúde

A acerola é uma das frutas cítricas que mais apresentam nutrientes em sua composição; confira seus benefícios. Originária das Antilhas, na América Central, a acerola é uma das frutas cítricas que mais apresentam nutrientes em sua composição. Algumas variedades chegam a ter mais de 20 vezes a quantidade do nutriente em comparação à laranja ou ao limão.

 

1. Fortalece o sistema imunológico
A acerola é uma excelente fonte de vitamina C, que é conhecida por suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. O nutriente é essencial para ajudar a fortalecer o sistema imunológico contra infecções, como gripes e resfriados. 

2. Melhora a função cerebral
A vitamina C também ajuda na sinapse dos neurônios, ou seja, melhora a transmissão de impulsos nervosos entre células. Por isso, a acerola contribui para o aumento das funções do cérebro.

3. Previne o envelhecimento precoce
A fruta oferece propriedades antioxidantes para o organismo, que ajudam a combater os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce. Também aumenta a produção de colágeno, melhorando a aparência da pele.

4. Fortalece ossos e dentes
A acerola é muito rica em ferro, cálcio, fósforo e magnésio, nutrientes necessários para o fortalecimento dos ossos e dentes. A acerola é rica em potássio, nutriente que atua diretamente na contração muscular, ajudando a prevenir cãibras, sendo, portanto, um grande aliado de quem pratica atividade física regularmente. 

6. Ajuda a emagrecer 
A fruta tem baixa caloria, em média, 32 kcal a cada 100g do fruto. Desta forma, é um ótimo alimento para incluir em dietas para perder peso.

terra.

Feira do Produtor Rural da Empaer tem funcionamento normal na sexta-feira, dia 13

A Feira do Produtor, organizada pela Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer), vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), acontecerá normalmente nesta sexta-feira, dia 13, mesmo sendo ponto facultativo nas repartições públicas estaduais. A Feira funciona toda sexta-feira, com início no horário das 4h e término por volta das 7h da manhã. A Feira do Produtor é uma realização conjunta da Empaer com a Associação do Agronegócio da Região de João Pessoa (Agroa), funcionando semanalmente no pátio da empresa, com agricultores familiares dos territórios da Zona da Mata Sul e da Zona da Mata Norte da Paraíba. A Feira do Produtor se constitui de uma oportunidade para os agricultores comercializarem seus produtos agrícolas, garantindo a geração de renda. Por sua vez, os consumidores têm a certeza de que estão adquirindo produtos sem o uso de agrotóxicos. A equipe de técnicos que acompanha a feira é composta por Severino Henrique de Lima, Adalberto Alves, Jacileide Andrade, com a participação de Eduardo Henrique, gerente regional da empresa.

paraiba.pb.gov.bR

Em 38 anos, área usada pela agropecuária salta 50% e ocupa um terço do território brasileiro

Entre 1985 e 2022, os estados com maior desmatamento para pastagem foram Pará, Mato Grosso, Rondônia, Maranhão e Tocantins – Adriano Gambarini

Em avanço ininterrupto nos últimos 38 anos, a agropecuária ocupa atualmente um terço do território nacional. Dados levantados pelo MapBiomas divulgados nesta sexta-feira (6) mostram que, entre 1985 e 2022, a área ocupada por essas atividades do agronegócio cresceu 50%, incorporando um território equivalente ao Mato Grosso, o terceiro maior estado brasileiro.Quase dois terços deste avanço da fronteira da agrícola se dá por meio do desmatamento para pastagem. Segundo o estudo, entre 2008 e 2012 houve uma queda nesta substituição da vegetação nativa por pastagem, mas os patamares voltaram a subir desde 2013. Os impactos socioambientais da atividade agropecuária no território brasileiro são extensos. “A expansão da agropecuária ainda envolve desmatamento. Isso contribui para o aumento das emissões de gases de efeito estufa do país, perda de ecossistemas naturais e sua biodiversidade e impactos na regulação do clima e ciclo hidrológico”, enumera Julia Shimbo, coordenadora científica do MapBiomas. 

“Essa expansão também frequentemente leva a conflitos fundiários e sociais, com comunidades tradicionais e indígenas. Além disso, o manejo agropecuário inadequado pode levar a degradação do solo, perda da produtividade a longo prazo”, completa.

A Amazônia é onde esse processo mais vem acontecendo, em especial no Pará. Há quatro décadas a área amazônica ocupada por pasto para agropecuária era de 13,7 milhões. Em 2022, já havia saltado para 57,7 milhões.   “Ainda temos a perda de vegetação nativa em todos os biomas, com diferentes padrões de conversão. O aumento da área de pastagem na Amazônia, superando a área do Cerrado, está relacionado com o aumento do desmatamento da região nos últimos anos, prioritariamente para utilização em pastagens”, explica Shimbo. “Mas muitas dessas áreas não são produtivas, sendo a conversão para venda de terras que posteriormente podem ser convertidas para agricultura.”

Soja quadruplica área ocupada no Cerrado 

Entre as terras incorporadas pela agropecuária de 1985 para cá e destinadas para o cultivo agrícola, praticamente todas (96%) produzem grãos e cana. Triplicando as áreas nestes 38 anos, estas lavouras atualmente ocupam 7% do território brasileiro.  E a soja transgênica é o carro chefe. Dos 58,7 milhões de hectares ocupados por estes cultivos, 35 milhões são do avanço da soja. Só essa commodity aumentou em quatro vezes a região que ocupa no país. 

Apesar de esse processo acontecer em todos os biomas, é no Cerrado que a soja teve um aumento de mais de 15 vezes no período monitorado. “Apesar do crescimento acelerado nos últimos anos na Amazônia, o Cerrado corresponde a 48% da área plantada com soja no Brasil”, destaca material do MapBiomas. 

Edição: Thalita Pires

brasildefato

Dia da Amazônia: Lula anuncia R$ 600 milhões para prefeituras combaterem desmatamento

Lula e ministros anunciaram medidas para ampliar a regularização de terras públicas na Amazônia – Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou apoio financeiro a municípios no combate ao desmatamento na Amazônia e oficializou o reconhecimento de terras indígenas e unidades de conservação no Amazonas, Acre e Roraima.Essas e outras medidas foram anunciadas nesta terça-feira (5), Dia da Amazônia, em cerimônia no Palácio do Planalto. O evento reuniu as ministras Marina Silva, do Meio Ambiente, Sonia Guajajara, dos Povos Indígenas, e o ministro Paulo Teixeira, da Agricultura.“Em 2025 vamos destinar R$ 600 milhões de reais do Fundo Amazônia para municípios que, pelos seus indicadores recentes, são considerados prioritários no combate ao desmatamento e aos incêndios florestais”, disse Lula.Lula lembrou ainda ativistas que morreram por enfrentar criminosos ambientais na Amazônia, como Chico Mendes, Dorothy Stang, Bruno Pereira e Dom Phillips. “O povo amazônico tem pressa de se ver livre de todas as formas de violência”, acrescentou.

Governo faz “maratona” para regularizar terras sem destinadas, diz Lula

Lula e ministros anunciaram medidas para ampliar a regularização de terras públicas na Amazônia voltadas à preservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável. Uma delas é reativação da Câmara Técnica de Destinação e Regulação fundiária de Terras Públicas Federais Rurais.“No governo passado [Bolsonaro], essa câmara era usada para promover o desmatamento na Amazônia. Órgãos que faziam parte, como o Ministério do Meio Ambiente e o Incra, não declaravam interesse nas glebas analisadas. Assim não era possível demarcar terra”, salientou o ministro Paulo Teixeira.Lula disse que o governo está em um “maratona” para regularizar terras públicas e lembrou que aproximadamente 50 milhões de hectares não têm destinação prevista em lei. “É o equivalente a uma Espanha inteira no meio da floresta. Não faz sentido que o poder público não dê um destino claro a esse verdadeiro país dentro de outro país”, afirmou o presidente.

Novas terras indígenas e unidades de conservação

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BNB pretende financiar R$ 1,2 bilhão em atividades agrícolas e pecuárias em Pernambuco

O Banco do Nordeste (BNB) pretende financiar cerca R$ 14 bilhões em toda área de atuação da instituição ao longo de 2023. Ao todo, R$ 9,2 bilhões serão destinados ao agronegócio; o restante para a agricultura familiar. Para Pernambuco, o objetivo é contratar R$ 1,2 bilhão em atividades agrícolas e pecuárias, sendo R$ 546 milhões para a agricultura familiar. Segundo a assessoria de comunicação do BNB, não há uma divisão por atividade (pecuária, agricultura, agroindústria….). “O recurso é disponível para o agronegócio como um todo”. A assessoria ainda informou que as metas são colocadas pelo banco como referência. “Se houver projetos suficientes cujos valores ultrapassam R$ 1,2 bilhão, em 2023, o banco pode realocar recursos de outras linhas, se houver disponibilidade”, explicou em nota.   O Banco do Nordeste, atualmente, responde por cerca de 70% de todos os valores contratados no estado pernambucano. Ou seja, de cada R$ 100 que os produtores rurais captam de crédito, R$ 70 são oriundos do BNB. 
Conforme Luiz Sérgio Farias Machado, superintendente de Agronegócio e Microfinança Rural do BNB, o Banco do Nordeste é o principal agente financeiro do agronegócio em sua área de atuação, respondendo por 51,6% do crédito rural. “No ano de 2022, foram contratados mais de R$ 14 bilhões em crédito rural, com fonte FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste), em mais de 626 mil operações com clientes todos os portes, inclusive agricultores familiares, o que representa um acréscimo de 43% em relação ao ano anterior”, afirmou. A área de atuação do banco compreende estados nordestinos e parte de Minas Gerais e Espírito Santo. 
Nordeste
Na Região Nordeste, de acordo com o BNB, os produtores de grãos esperam colher, na safra 2023, mais de 25,8 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 8,6% em relação à safra anterior. Os grãos que puxam o crescimento são soja e milho. As informações compõem a análise do cenário macroeconômico realizado pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene) do banco com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).“O aumento na expectativa da safra de 2023 é explicado não só pela expansão da área plantada, como também pela melhoria da produtividade, a exemplo do que ocorre nas principais culturas como soja, milho e feijão”, explicou a pesquisadora do Etene Hellen Saraiva Leão. Segundo ela, para acompanhar o momento no mercado, o produtor precisa investir em adaptação de técnicas e melhoria de produtividade.
Brasil
Para a Safra 2023, a estimativa da produção nacional de grãos, cereais, leguminosas e oleaginosas deverá alcançar 301,9 milhões de toneladas, alta de 14,7% em relação a 2022, que computou 263,2 milhões de toneladas. Com expectativas de recordes nas produções de soja (147,5 milhões de toneladas) e milho (122,5 milhões de toneladas), participação de 48,9% e 40,6% da produção de grãos do país, nesta ordem. Entre as grandes regiões, a distribuição da produção de grãos deverá se concentrar, no Centro-Oeste (141,8 milhões de toneladas; 46,9%) e no Sul (91,0 milhões de toneladas; 30,1%), seguidos por Sudeste (28,1 milhões de toneladas; 9,3%); Nordeste (25,8 milhões de toneladas; 8,6%) e Norte (15,0 milhões de toneladas; 4,9%).

Por que as leguminosas podem ser a solução para muitos dos problemas do mundo

A humanidade enfrenta uma infinidade de ameaças existenciais, desde mudanças climáticas até desnutrição e o aumento do custo de vida. Seriam as leguminosas uma resposta para os problemas do mundo? Elas são um elemento básico em quase todas as culturas ao redor do mundo, e não é à toa. Com cerca de 40 mil variedades, são altamente versáteis, nutritivas, baratas e boas para o meio ambiente. As leguminosas são vegetais encontrados em diversos formatos e tamanhos, desde feijões frescos e ervilhas até sementes secas como lentilhas e grão de bico.

Também são plurais em termos nutricionais. A ervilha e a vagem, por exemplo, são vegetais ricos em amido. Já o feijão e o grão-de-bico se diferenciam por seu alto teor de proteínas. Em um mundo onde 2,5 bilhões de pessoas têm excesso de peso, são obesas ou subnutridas, as leguminosas não apenas são um substituto barato para produtos de origem animal, como também têm baixo teor de gordura, são ricos em nutrientes, além de proteínas, ferro, zinco e fibras. Além disso, contêm carboidratos indigeríveis que alimentam as bactérias do intestino grosso, o que os torna ótimos aliados para nosso intestino. Todas as leguminosas têm uma mistura de aminoácidos essenciais, e, entre eles, a soja se destaca por ter as melhores proporções para a nossa saúde.Outros não têm o mesmo equilíbrio, mas, ao redor do mundo, são tradicionalmente combinados com outros alimentos, formando pratos nutricionalmente completos. Pense no brasileiríssimo arroz e feijão. Mas vai além: burritos de feijão, arroz com lentilha, grão-de-bico com cuscuz, dhal (lentilhas indianas) com chapatis (tipo de pão indiano) e muito mais. Embora os feijões sejam conhecidos por sua influência, para dizer o mínimo, na liberação de gases, eles também podem fazer o oposto.As leguminosas desempenham um papel único e importante em ecossistemas cruciais como florestas, pastagens e áreas alagadas.

Bactérias que vivem em suas raízes retiram nitrogênio da atmosfera e o armazenam no solo.Este processo, conhecido como fixação de nitrogênio, não só fornece nutrientes às árvores e outras plantas, como também atua como fertilizante natural na agricultura, reduzindo a necessidade de produtos sintéticos e diminuindo a poluição química.Em um mundo em que as temperaturas são cada vez mais altas, as leguminosas são resistentes, capazes de crescer sob uma ampla variedade de climas.E mais: em média, requerem menos água para serem produzidos do que o arroz, o trigo ou produtos de origem animal.Visto que a procura global por água pode aumentar mais de 40% até 2030, isso é uma grande vantagem. No entanto…

Prato de feijão, ovo, abacate, arroz, linguiça e arepa

                                                     CRÉDITO,GETTY IMAGES

Às vezes, algumas leguminosas, principalmente a soja, são alvo de preocupação.

Pesquisadores suspeitavam que as isoflavonas encontradas na soja poderiam causar problemas de saúde ao imitar o hormônio estrogênio.Felizmente, estudos mais recentes não encontraram evidências disso.Na verdade, pesquisas modernas indicam que a soja pode até reduzir o risco de câncer e ajudar a manter o coração saudável.Outra preocupação é que o cultivo da soja leve ao desmatamento em lugares como a Amazônia.Aqueles que a defendem, porém, passam a responsabilidade para outros.Eles ressaltam que quase 80% da soja produzida na região é utilizada para a alimentação do gado.Assim, dizem eles, se comêssemos menos carne, menos terra teria de ser usada na produção do grão, o que significaria menos pressão para converter florestas e vegetações naturais em terras agrícolas.

Às vezes elas causam desconforto, não só ambiental, mas também individual.

Aqueles que não as consomem frequentemente podem precisar introduzi-las lentamente na dieta para se acostumarem com seu volume e alto teor de fibras.Quem sofre de doenças como a síndrome do intestino irritável pode ter sua condição agravada por algumas leguminosas, embora deixá-las de molho e cozinhá-las bem possa ajudar.Os feijões vermelhos e o feijão cannellini (branco) têm altos níveis de lectina, uma proteína que os torna tóxicos, por isso definitivamente precisam ser cozidos adequadamente para evitar intoxicação alimentar se comprados secos ou crus.No geral, porém, embora não se possa esperar que as leguminosas resolvam todos os males do mundo, elas podem ajudar, dada a sua incrível abundância, valor nutricional, benefícios ambientais e as inúmeras formas deliciosas como podem ser consumidas.

bbc

Apoio à agricultura familiar garante população no campo e alimentos na cidade, diz secretária do MDA

Patrícia Vasconcelos Lima é agrônoma e secretária de Agricultura Familiar e Agroecologia do MDA – Divulgação/MDA
O governo federal anunciou em junho um Plano Safra para Agricultura Familiar com valores recordes. O programa destinará R$ 71,6 bilhões em crédito rural para fomento à produção pequenos produtores durante a safra 2023/2024 – 34% a mais do que na safra anterior. O programa terá empréstimos a juros subsidiados e benefícios adicionais à agricultura orgânica. Para a agrônoma Patrícia Vasconcelos Lima, secretária de Agricultura Familiar e Agroecologia do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), terá repercussões além do campo.

Em entrevista ao Brasil de Fato, ela afirmou que o fomento aos pequenos produtores vai garantir que eles permaneçam trabalhando. Garantirá também que a população da cidade tenha acesso a alimentos básicos para uma dieta nutricionalmente balanceada. “A agricultura familiar produz a maior parte dos alimentos que vão para a mesa da população”, disse Patrícia. “O Plano Safra para a Agricultura Familiar tem uma grande repercussão na produção de alimentos saudáveis.”

Brasil de Fato: Qual a repercussão no dia a dia do agricultor familiar e do cidadão o investimento público na agricultura familiar traz?

Patrícia Vasconcelos: A agricultura familiar produz a maior parte dos alimentos básicos que vão para a mesa da população brasileira. Então, há uma grande repercussão na produção de alimentos saudáveis. Fortalecer a agricultura colabora com a segurança alimentar e nutricional. A agricultura familiar responde por aproximadamente 70% da mão-de-obra do campo, ou seja, fortalecer a agricultura familiar também contribui para a manutenção da população no campo, evitando o inchaço desordenado do meio urbano. O crédito também trata da questão da sucessão rural, além da permanência das famílias, a permanência da juventude no campo. O meio rural está perdendo jovens. De 2010 a 2022, o número de pessoas com entre 18 e 59 anos – ou seja, com idade apta para o trabalho – diminuiu em quase 1 milhão. É por isso que há crédito direcionado a eles e também a mulheres?
É uma fórmula realmente de estímulo à participação desse público no processo produtivo, ou seja, incluir as mulheres e jovens nesse processo. É uma estratégia de equidade e de justiça social para mulheres que historicamente produzem e para jovens também. Trata-se de uma estratégia para estimular a sucessão das pequenas propriedades. O plano prevê crédito para a compra de itens de primeira necessidade, bens duráveis de uso doméstico ou equipamentos.

Como esse tipo de iniciativa afeta o comércio local de zonas rurais?

Ele gera demanda por produtos e serviço naquele território, naquela região onde está a unidade produtiva familiar e isso realmente gera alguns efeitos: o estímulo ao comércio local, a diversificação da própria produção e da comercialização, a criação de empregos, a geração de renda naquele local, naquela comunidade, na região. E outro ponto também importante é o fortalecimento da questão do pertencimento. Há o fortalecimento social naquela região.
Apesar desses benefícios, há agricultores e especialistas apontando a dificuldade de obtenção de crédito pois estão endividados, inadimplentes e com nome sujo.

Como resolver isso?

Isso pode ser, sim, uma dificuldade para acessar o crédito. Mas o Plano Safra já tem medida de renegociação. Para além disso, o ministro Paulo Teixeira (PT) encomendou um levantamento com os agentes financeiros, com o Banco Central, para encaminhar essa questão dos agricultores e agricultoras familiares que não estão conseguindo acessar o crédito por conta de pendências cadastrais por dívidas com bancos, lojas, etc.O Plano Safra para Agricultura Familiar, historicamente, tem pouco menos contratos do que os do Plano Safra comum. O Plano Safra comum tem cinco mais vezes mais recursos que Familiar. São R$ 364 bilhões para a próxima safra. Por que essa diferença?Sim, é importante que a gente trabalhe nesse sentido da ampliação dos recursos [do Plano Safra da Agricultura Familiar]. Mas a gente calcula o plano safra mediante a demanda recebida e apresentada pelas instituições financeiras. Essa demanda depende da escala de produção e a agricultura normal tem propriedades infinitamente maiores, que resulta em maiores necessidades. Depende de garantias tangíveis, que influenciam na disposição das instituições de financeira de conceder os créditos. Mas é óbvio que nós precisamos avançar ainda mais.

O Nordeste concentra 47,8% dos agricultores familiares e recebe só 14,1% do crédito distribuído pelo Pronaf. Por quê?

Isso envolve questões socioeconômicas, estruturais e políticas. O Nordeste tem a maior concentração de culturas menos intensivas e menos tecnologia também. Isso influencia na questão da percepção de riscos para as instituições financeiras. Outra questão é o próprio histórico de desigualdade e desafios como a questão climática. Há falta de estrutura e, às vezes, de assistência técnica também. Vamos trabalhar para mudar essa situação para que a gente possa ter um equilíbrio. Podemos implementar taxas de juros mesmo diferenciada para lá, programas de assistência técnica intensivos. Também trabalhar até a facilitação do acesso a serviços financeiros no Nordeste. Não são todos os municípios que têm uma agência do nosso maior operador, o Banco do Nordeste. Outro fator é a questão do apoio a organizações coletivas, como o incentivo à formação de cooperativas, porque o Sul também acessa muito o Pronaf na modalidade cooperativa e o Nordeste, não.

A falta de assistência técnica é uma queixa não só dos agricultores familiares do Nordeste. Como colocar a Embrapa também em prol do pequeno agricultor?

Temos essa intenção de aproximar a Embrapa da agricultura familiar, que o retorno das pesquisas possa chegar com mais força e direcionadas para a agricultura familiar. Para além disso, mais máquinas e equipamentos. Nesse caso específico, máquinas adaptadas para agricultura familiar. A ideia é que possamos fazer estudos para que essas máquinas possam ser compradas com financiamento do Plano Safra. Queremos proporcionar pesquisas para que as fábricas possam produzir máquinas adaptadas à agricultura familiar. A senhora é secretária da Agricultura Familiar e também da Agroecologia. Como esses dois setores dialogam e como podem colaborar com a sustentabilidade do país como um todo? A pauta da agroecologia é prioritária para o governo. Ela tem intersecção em 11 ministérios, é interministerial. Nós estamos trabalhando na reformulação do plano nacional e também do programa nacional de produção orgânica. A agricultura familiar é significativa na agroecologia, e Plano Safra deste ano já faz um direcionamento nesse sentido.*Esta reportagem foi produzida em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar em conformidade com a linha editorial do Brasil de Fato.

Edição: Thalita Pires

Brasil lidera ranking como melhor país do mundo para ecoturismo, diz Forbes

imensa variedade de belezas naturais únicas fez o Brasil conquistar mais um título importante para sua coleção. Além do reconhecimento internacional, o País é destaque como melhor país do mundo para o ecoturismo, conforme informação do Índice de Ecoturismo da revista norte-americana Forbes, considerada uma das mais conceituadas publicações de economia e negócios do mundo, que elaborou o ranking com as 50 melhores nações dedicadas à prática de ecoturismo. De acordo com a lista da Forbes Advisor, foi conferida ao Brasil a nota de 94,9. Com isso, o País está bem à frente de países como México (86), segundo colocado, e Austrália (84), terceiro colocado no ranking. Juntos, Brasil, México e Austrália são os melhores colocados. Entre os critérios avaliados, o Brasil, com mais de 43 mil espécies de animais e plantas, desponta como líder em biodiversidade entre todos os destinos avaliados. Além disso, o país detém o Complexo de Conservação da Amazônia Central, destinado à proteção de exemplares ameaçados de extinção. Celso Sabino, ministro do Turismo, celebra o título e ressalta o empenho do Governo Federal para estimular o desenvolvimento sustentável do setor. “O reconhecimento reforça a percepção de que o Brasil voltou a ter um forte compromisso com a conservação da natureza, uma de nossas maiores virtudes. Premissa essencial para que o turismo converta essa riqueza natural em geração de emprego e renda, com o aproveitamento sustentável do ambiente”, disse.

O índice da revista considera fatores como o número de espécies animais e vegetais encontradas em um país, a quantidade de espécies por 10 km², a porcentagem de terras protegidas e o número de Sítios do Patrimônio Natural da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O ranking se baseia, ainda, no desempenho ambiental, determinado por quesitos como qualidade do ar e emissão de CO2 (em toneladas per capita).O desenvolvimento sustentável do turismo é uma das prioridades do governo federal, que adota diversas iniciativas na área, como a participação do Ministério do Turismo na construção interministerial do Plano para Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia (PPCDAm), liderado pela Casa Civil da Presidência da República e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

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Diálogos Amazônicos: ministras prometem avançar em políticas para mulheres e indígenas

As próximas terras indígenas (TI) que terão operações de desintrusão (retirada de quem não é originário do território demarcado) por parte do governo federal serão as dos povos Kayapó e Munduruku, no Pará. A informação foi reforçada pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, em coletiva de imprensa com outras ministras neste sábado (5), durante o evento Diálogos Amazônicos, em Belém (PA).  “O presidente Lula começou com uma prioridade e talvez com o que há de mais difícil, que é a TI Yanomami. Agora estamos numa fase muito difícil que é aquela em que uma parte que permanece é envolvida com as organizações criminosas”, avaliou Marina, ao lado das ministras Anielle Franco, Cida Gonçalves e da presidenta da Funai, Joênia Wapichana.  “É por isso que o exército ganhou um mandato específico para prender e autuar todos os criminosos que são garimpeiros. Mas o Ibama e a Funai fizeram grande trabalho. E nós temos informações de dados de satélite que nos últimos meses não tivemos a abertura de novas áreas de garimpo, como tínhamos antes”, avalia Marina Silva.  Questionadas sobre quando serão deflagradas operações de retiradas de invasores nas TIs Kayapó e Munduruku, Silva não deu data certa. “Existem questões que envolvem inteligência e aspectos de segurança. Você não anuncia antecipadamente quando vai iniciar uma operação contra criminosos. Esse processo está em curso”, explicou.  Joênia afirmou que há uma preocupação “com essa junção da diversidade da Amazônia no sentido de assegurar os direitos coletivos” e, citando uma mesa com esse tema das quais as ministras tinham acabado de participar, ressaltou a importância de haver um “olhar específico” sobre “a contribuição das mulheres” nas ações que mantêm 59% do território brasileiro com florestas em pé.  A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, afirmou que sua pasta está estabelecendo parcerias para a criação de políticas voltadas à população feminina de comunidades tradicionais. “Temos trabalhado com mulheres guardiãs e discutindo um programa pra atender as mulheres indígenas vítimas de violência”, informou.  “Estamos dando passos concretos para a melhoria da população”, opinou a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, ao defender a importância do evento. “Um ano atrás seria impossível estar aqui”, disse. Com início na última sexta (4) e duração até o próximo domingo (6), o Diálogos Amazônicos reúne cerca de 10 mil participantes. A partir das atividades, o evento deve encaminhar relatórios que serão entregues aos chefes de Estado e representantes de 15 países que estarão na Cúpula da Amazônia, que acontece na próxima terça (8) e quarta (9) na capital paraense. Quando as ministras já se retiravam da coletiva de imprensa, Marina Silva foi questionada sobre a exploração de petróleo na Foz do Amazonas. “O Ibama deu a negativa para a licença que havia sido pedida, no passado, por uma empresa privada. Em seguida, deu também uma negativa para a Petrobras. A Petrobras reapresentou a proposta. E o Ibama, com toda a isenção, vai fazer essa avaliação”, disse a ministra.

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Agricultura familiar é 8ª maior produtora de alimentos do mundo

Se todos os agricultores familiares do Brasil formassem um país, seria o oitavo maior produtor de alimentos do mundo. O dado está no Anuário Estatístico da Agricultura Familiar 2023, divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).O documento tem o objetivo de mostrar a participação da agricultura familiar no total da produção agrícola brasileira. Os números são baseados em pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).A divulgação do anuário acontece na semana em que se comemora o Dia Internacional da Agricultura Familiar, dia 25 de julho, uma data criada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/ONU).O anuário da Contag aponta que a agricultura familiar brasileira é a principal responsável pelo abastecimento do mercado interno, com produtos saudáveis e manejo sustentável dos recursos ambientais. As propriedades de agricultura familiar somam 3,9 milhões no país, representando 77% de todos os estabelecimentos agrícolas. Já em área ocupada, são 23% do total, o equivalente a 80,8 milhões de hectares. Para se ter uma ideia, isso é quase toda a área do estado do Mato Grosso.Essas propriedades são responsáveis por 23% do valor bruto da produção agropecuária do país e por 67% das ocupações no campo. São 10,1 milhões de trabalhadores na atividade. Desses, 46,6% estão no Nordeste. Em seguida aparecem o Sudeste (16,5%), Sul (16%), Norte (15,4%) e Centro-Oeste (5,5%).Na agricultura familiar, tanto a produção de alimentos quanto a gestão da propriedade ficam, predominantemente, a cargo da família.O presidente da Contag, Aristides Santos, defende que conhecer os números da agricultura familiar é uma forma de desenvolver a atividade.“Além de conhecer e mostrar a importância estratégica do segmento a toda sociedade, reunir esses dados em um anuário também visa contribuir com o debate sobre o papel da agricultura familiar para o desenvolvimento do país. E a busca por valorização e reconhecimentos dos sujeitos que a compõem e suas entidades representativas”, disse. Além da produção de alimentos em si, outra contribuição das propriedades familiares é funcionar com um “motor” para a economia. De acordo com a Contag, a agricultura familiar responde por 40% da renda da população economicamente ativa de 90% dos municípios com até 20 mil habitantes, que representam 68% do total do país. Ou seja, faz o dinheiro circular nas pequenas cidades do campo, gerando um efeito multiplicador de emprego e mais renda. Incentivo No dia 28 de junho, o governo lançou o Plano Safra da Agricultura Familiar 2023/2024, com R$ 71,6 bilhões destinados ao crédito rural no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O valor é 34% superior ao anunciado na safra passada e o maior da série histórica.

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ESG: o custo da produção do minério no Brasil vai além do dinheiro

*por Pedro Eugenio

A mineração é parte fundamental de quase todos os aspectos da vida moderna. Sua finalidade consiste, basicamente, em extrair minérios que possuam valor econômico das rochas, solo e subsolo. O minério de ouro, especificamente, é uma das principais commodities que compõem a balança comercial de exportação do país, representando 8,6% do setor. Em termos de valores, o custo da produção de minério no Brasil pode ser muito variável. De forma geral, depende de fatores como tamanho da mineradora, o processo produtivo, a concentração de minério e até mesmo qual o minério extraído. Este processo envolve técnicas avançadas, como análise geoquímica da crosta terrestre, testes laboratoriais de amostras de rochas e levantamentos aerofotogramétricos.

Depois disso, a empresa irá decidir se a mineração é viável ou não, será realizada uma avaliação de impacto social e ambiental, submetida para a aprovação da Agência Nacional de Mineração (ANM). Após a permissão legal do órgão regulador, ainda há muitos quesitos a serem considerados: método de mineração, projeto de planta de processamento, tratamento e descarte de resíduos, requisitos de segurança, saúde e meio ambiente, logística e cadeia de suprimentos, controles de risco, volume de produção, impostos, royalties e valuation.Além de seguir todos os parâmetros ambientais legais básicos, é essencial a utilização de ações sustentáveis: recuperação de área degradada, reaproveitamento e recirculação de água, reflorestamento, descontaminação de produtos já processados, entre outros. Hoje, esta ideia é amplamente adotada por meio das boas práticas ambientais, sociais e de governança corporativa (ESG). Dito isto, é inegável a importância da mineração para o funcionamento de vários setores da indústria, comércio e serviços – além de viabilizar o desenvolvimento científico e fornecer os elementos vitais para a fabricação de novas tecnologias.

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Ibama: presidente afirma que comissão prepara novo concurso

Um novo concurso pode sanar a falta de servidores. Atualmente, o Ibama tem apenas 700 profissionais, segundo o presidente da autarquia

O concurso público do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pode ter novo edital publicado em breve. O presidente da autarquia, Rodrigo Agostinho, disse ao UOL que há uma comissão interna trabalhando no certame. Operando com apenas 53% do quadro, o Ibama sofre com a falta de profissionais. De acordo com Agostinho, o órgão ambiental chegou a ter 1.700 fiscais mas atualmente trabalha apenas com 700 servidores.
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Saiba como identificar se um alimento é orgânico

Alimentos orgânicos são produzidos de maneira natural, sem a utilização de agrotóxicos, adubos químicos e outras substâncias sintéticas. O consumo desse tipo de alimento pode trazer benefícios para a saúde, além de impactos positivos sobre o meio ambiente e a movimentação da economia de pequenos produtores. O Guia Alimentar Para a População Brasileira, uma publicação do Ministério da Saúde, destaca que os alimentos orgânicos são provenientes de sistemas que promovem o uso sustentável dos recursos naturais. Além de serem alimentos livres de contaminantes, eles protegem a biodiversidade e contribuem para a desconcentração das terras produtivas e geração de emprego e renda.Orgânicos podem ser encontrados em mercados, feiras livres e de produtores e nos chamados “sacolões”. Outras opções são a participação em grupos de compras coletivas, com vizinhos ou colegas de trabalho, ou o comércio ambulante feito em veículos que adquirem os produtos em centrais de abastecimento. Para verificar a autenticidade de orgânicos, o consumidor deve observar se a embalagem apresenta o selo Produto Orgânico Brasil. O Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg) concede um selo que garante que um alimento oferecido é, de fato, natural e livre de alterações químicas. Caso os alimentos sejam vendidos por agricultores familiares sem certificação, o consumidor pode pedir o documento que comprove o cadastramento do produtor como orgânico.O Brasil conta com aproximadamente 68,7 mil estabelecimentos que fazem agricultura orgânica, segundo o último Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Já o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) tem atualmente cerca de 19 mil produtores e unidades de produção registrados.“ A certificação para colocar o selo de alimento orgânico é muito criteriosa. Hoje temos vários produtores locais que antes produziam de uma forma convencional e atualmente estão transitando para o orgânico”, explica a nutricionista Simone Rocha, da Associação de Nutrição do Distrito Federal, em comunicado. O cadastro e a certificação de qualidade orgânica são exigências para que agricultores vendam seus produtos como orgânicos em estabelecimentos comerciais. Segundo o Mapa, esse tipo de produção reduz a dependência de energia não renovável, amplia benefícios sociais e prioriza métodos culturais, biológicos e mecânicos.“ O agricultor orgânico passou por uma análise. Verificaram o solo, que precisa de um descanso, por exemplo, as mudas que ele utiliza, o processo de adubação — a preferência é pela compostagem. São diversos parâmetros que vão indicar se o produto é orgânico, ou seja, produzido de maneira natural”, diz Simone.

Brasil conta com aproximadamente 68,7 mil estabelecimentos que fazem agricultura orgânica / d3sign/Getty Images

Benefícios para a saúde

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Justiça bloqueia 19 fazendas da elite do agronegócio por suspeita de grilagem na Bahia

Agentes da empresa de segurança Estrela Guia ameaçam geraizeiros do Cerrado baiano – Reportagem Agência Pública

Pequenos agricultores e vaqueiros do extremo oeste da Bahia resistem, desde os anos 1980, à invasão do agronegócio em suas terras, resquícios do Cerrado em plena fronteira da soja no país. No último dia 3 de maio a Justiça deu uma vitória aos povos geraizeiros na disputa. A vara estadual em Correntina (BA), a 850 km de Salvador, bloqueou os registros de 19 fazendas que invadem o fecho de pasto do Capão do Modesto, área de 11 mil hectares onde famílias do campo vivem, coletivamente, há mais de 200 anos. Para a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) da Bahia, se trata de “um dos casos mais graves de grilagem registrado na Bahia”.Obtida pela Agência Públicaa decisão impede, entre outras atividades, “a derrubada da cobertura vegetal”– o desmatamento – nas fazendas bloqueadas. A medida atinge em cheio os agronegócios da Agrícola Xingu, controlada pela gigante japonesa Mitsui & Co, que exporta sua produção rural no oeste baiano para algumas das maiores multinacionais do setor de commodities no mundo.A decisão também impacta os agronegócios do presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Luiz Carlos Bergamaschi, dos irmãos Ricardo, Walter e Wilson Horita, do grupo agrícola Horita, e de outros 12 réus no caso. Para a PGE, há “indícios robustos de grilagem” contra os acusados, com a “constatação da origem irregular dos títulos” das fazendas após análise do governo estadual. Parte dos réus teria, inclusive, feito uso de intimidação e pistolagem contra os ‘fecheiros’ do Capão do Modesto para manter o controle da terra.A procuradoria aponta que parte dos acusados teria contratado “serviços de milícias privadas, sob fachada de empresas de segurança, para expulsar as famílias” do local – um expediente recorrente na região, parte da grande fronteira agrícola do Brasil, mais conhecida como Matopiba.

“O conflito se apresenta tão evidente na área, que há uma série de boletins de ocorrência lavrados sobre os fatos ocorridos”, diz a PGE, com base em materiais apresentados pela defesa dos fecheiros – a cargo da Associação dos Advogados de Trabalhadores Rurais (AATR).

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STF retoma julgamento sobre proibição de pulverização aérea de agrotóxicos nesta sexta (19)

Entidade ruralista acionou o STF para tentar derrubar única lei estadual do Brasil que barra a prática – Foto: Abrasco

Nesta sexta-feira (19), o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma o julgamento que vai decidir se é constitucional ou não proibir a pulverização aérea de agrotóxicos. O plenário aprecia uma ação ajuizada por ruralistas para derrubar a única lei estadual que inibe este uso no Brasil, a Lei 16.820/19, do Ceará. Apesar de se tratar do caso cearense, a decisão terá repercussão em todo o Brasil. Afetará, por exemplo, o avanço de Projetos de Lei (PL) similares tramitando em outros 18 estados. A previsão é que a Suprema Corte conclua até 26 de maio o julgamento que começou em 2021 e ficou, ao longo destes dois anos, parado. Até o momento, votaram apenas a relatora, a ministra Carmem Lúcia, e o ministro Edson Fachin. Não é inconstitucional que “Estados editem normas mais protetivas à saúde e ao meio ambiente quanto à utilização de agrotóxicos”, entendeu a relatora, acompanhada pelo colega.Quando chegou na sua vez, o ministro Gilmar Mendes pediu vistas, suspendendo a julgamento, que agora é retomado. Considerando que a cadeira do magistrado recém aposentado Ricardo Lewandowski ainda não foi ocupada, faltam oito votos.  A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6137/2019 foi feita pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entidade que atua em defesa dos interesses do agronegócio junto aos três poderes de Brasília. Na ação, argumentam que a proibição de pulverização de veneno é inconstitucional por violar a livre iniciativa e os objetivos da política agrícola. Não é o que pensam 16 Defensorias Públicas estaduais, o Instituto Nacional do Câncer, a Fiocruz, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), entre outras entidades que emitiram notas técnicas favoráveis à lei. A disseminação aérea de agrotóxicos é proibida na União Europeia desde 2009.  

Os três rounds  

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Ministério da Agricultura confirma R$ 200 milhões para complementar Plano Safra 2022/2023

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou que vai destinar R$ 200 milhões para complementar o Plano Safra 2022/2023, o que deve permitir a equalização de aproximadamente R$ 8,4 bilhões para aplicação imediata nos programas de financiamento do Moderfrota, em irrigação, em pré-custeio e custeio, e demais investimentos. De acordo com a Pasta, a medida foi necessária porque o Plano Safra em curso não conseguiu cumprir todas as demandas dos produtores rurais por esse crédito. Além disso, a linha de crédito dolarizada do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostrou a necessidade de alocação de mais recursos.”Tínhamos investimentos há muito tempo paralisados. Ainda em janeiro, quando o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante assumiu, foram liberados R$ 2,7 bilhões para investimentos, que rapidamente foram tomados, e nós começamos então a busca por complementos orçamentários. Buscamos a complementação de recursos por meio de remanejamento de outros orçamentos para que nós pudéssemos disponibilizar os valores para o Plano Safra”, explicou o ministro Carlos Fávaro, em nota.

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Choques climáticos podem levar 3 milhões de brasileiros à pobreza extrema, diz Banco Mundial

Choques climáticos poderão empurrar de 800 mil a 3 milhões de brasileiros para a pobreza extrema já em 2030, mesmo em cenário que não considera grandes rupturas ambientais no país, aponta relatório publicado nesta quinta-feira pelo Banco Mundial, ressaltando que os impactos podem ser significativos no curto prazo.

O efeito aos mais pobres deve ser provocado pelo custo de desastres naturais, principalmente inundações e secas, elevação dos preços de alimentos, perdas em saúde e redução da produtividade do trabalho.

Em um cenário de desenvolvimento econômico mais otimista, com crescimento inclusivo, mudanças estruturais e melhor acesso a serviços de infraestrutura, o impacto poderia ser menor, diz o documento, que traz sugestões para o Brasil.O relatório cita estudo produzido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) ao apontar que o Brasil pode atingir em breve um ponto de inflexão para além do qual a bacia amazônica não mais teria chuvas suficientes para sustentar os ecossistemas e garantir abastecimento de água e armazenamento de carbono.Nessa hipótese mais aguda, fruto da combinação de mudanças climáticas, desmatamento e expansão de áreas de pastagem, o impacto acumulado até 2050 sobre o PIB do Brasil é estimado em 920 bilhões de reais (184 bilhões de dólares), equivalente a 9,7% do PIB atual.O Banco Mundial afirma que o impacto social e econômico dessa ruptura seria alto, com “graves consequências para a agricultura, o abastecimento de água nas cidades, a mitigação de inundações e a geração de energia hidrelétrica”.De acordo com o documento, efeitos das alterações climáticas já são sentidos no país ao mudarem padrões de temperatura e o regime pluviométrico. Os eventos extremos causam perdas de 13 bilhões de reais (2,6 bilhões de dólares) ao ano em média, aponta.Após uma gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro cercada de críticas de entidades internacionais por uma deterioração em indicadores de desmatamento e afrouxamento de normas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o posto neste ano com a promessa de recolocar a pauta de preservação ambiental como prioridade do governo.

FISCAL LIMITADO

O Banco Mundial reconhece que o país tem hoje espaço fiscal limitado e enfrenta tendências demográficas cada vez mais difíceis diante do envelhecimento da população. Por isso, afirma que será necessário melhorar a eficiência da política orçamentária para que o país alcance seus objetivos.” É necessário agir no sentido de conciliar a disciplina fiscal com as necessidades de desenvolvimento do Brasil e manter espaço fiscal para financiar investimentos e programas voltados para as mudanças climáticas”, disse.

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