28 de fevereiro de 2024 03:17

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Dieta para glicose alta: Veja 5 frutas que baixam glicose alta

Frutas frescas são reconhecidas por serem saudáveis e nutritivas, porém, algumas podem conter quantidades consideráveis de carboidratos, o que pode não ser ideal para controlar os níveis de glicose. Em condições como diabetes, compreender o impacto das frutas na dieta é crucial, já que essa condição afeta uma parcela significativa da população, muitas vezes sem diagnóstico prévio. A Diabetes Mellitus, caracterizada pela falta de insulina ou pela sua inadequada ação, resulta no aumento dos níveis de glicose no sangue, conhecido como hiperglicemia.

O que diabéticos devem incluir na dieta?

Na dieta para diabetes, é importante incluir ou aumentar o consumo de alimentos ricos em fibras, como as frutas frescas, pois elas auxiliam no controle da glicose sanguínea.As fibras presentes nas frutas retardam a absorção de açúcar, mantendo os níveis de glicose equilibrados. No entanto, é fundamental consumir frutas com moderação, fracionando a ingestão ao longo do dia e preferindo aquelas com casca e bagaço sempre que possível.

Aqui estão cinco frutas recomendadas para controlar a glicose:

Morangos

Baixo teor calórico, rico em vitamina C e fibras, com um índice glicêmico reduzido.

Amoras

Fonte de antioxidantes e fibras, com baixo teor de açúcar e carboidratos.

Abacate

Rico em gorduras monoinsaturadas, vitaminas e fibras, com propriedades benéficas para o coração e saciedade.

Arandos ou oxicoco

Pobres em açúcar, ricos em polifenóis antioxidantes, que melhoram a sensibilidade à insulina.

Mirtilos

Cheios de antioxidantes, baixos em carboidratos e eficazes na redução da resistência à insulina.

Embora estas sejam algumas das melhores opções para baixar a glicose, é importante variar a seleção de frutas e escolher aquelas com menos carboidratos e açúcar. Consultar um profissional de saúde também é essencial para um plano alimentar adequado.

Fonte: Mundo Boa Forma

Mamão ajuda trânsito intestinal e a controlar colesterol; veja benefícios

O mamão é uma das frutas mais consumidas pelos brasileiros. É encontrado facilmente nas feiras, nos sacolões e nos supermercados o ano todo, mas sua safra é nos meses de janeiro, fevereiro, junho, outubro e novembro, quando o fruto está mais saboroso, e o preço mais em conta. Ele pode ser um aliado da manutenção do peso, graças ao seu baixo valor calórico, já que há apenas 40 calorias em 100 gramas, além do seu baixo índice glicêmico e grande quantidade de fibras. Mas é seu efeito laxativo que facilita o trato intestinal um dos benefícios mais conhecidos do mamão. A fruta, cujo nome científico é Carica papaya, é originária das regiões tropicais das Américas, com 57 variedades, entre elas, o mamão-papaia, formosa, mamão-da-baía, mamão-macho e mamão-da-índia. Mas os mais comumente encontrados no Brasil são o papaia e o formosa. De acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), são produzidas mais de 6,8 milhões de toneladas da fruta no mundo, sendo o Brasil o segundo maior produtor de mamão.

Riquíssima fonte de vitaminas e minerais

A fruta tem muitas vitaminas e minerais, entre eles, vitaminas A, C, E e do complexo B, além dos minerais cálcio, magnésio, fósforo, potássio, cobre. As propriedades nutricionais podem variar de acordo com cada espécie, mas as documentadas em tabelas como TACO (Tabela Brasileira de Composição de Alimentos) e IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que o mamão-formosa contém mais fibras e potássio que o papaia, sendo o formosa uma melhor opção para quem necessita incluir esses nutrientes em maior quantidade na dieta. Uma curiosidade é que embora muitas pessoas não tenham o costume de aproveitá-las, as sementes da fruta são comestíveis e altamente nutritivas. “Elas contêm alto teor de ácido oléico, mesmo ácido presente no azeite de oliva, que confere benefícios tanto para o cérebro como para os hormônios”, afirma Karina Gardini, nutricionista pela Universidade Nove de Julho e pós-graduanda em nutrição esportiva pela Faculdade Unyleya. Elas também são fontes de proteínas, fibras e minerais como cálcio e fósforo. Outra curiosidade é que o mamão verde, ou seja, na sua forma menos madura, contém mais papaína (uma enzima digestiva que ajuda na regulação da digestão e tem propriedades anti-inflamatórias) do que o mamão maduro, e pode ser consumido cozido em refogados e em doces e compotas.

Confira a seguir outros benefícios do mamão:

1. Facilita o trânsito intestinal

As fibras presentes no mamão estão relacionadas à redução da absorção de toxinas, carboidratos e gorduras no organismo. Outro efeito importante das fibras é o de estimular o crescimento das bactérias benéficas presentes no intestino, e que estão relacionadas à regulação da permeabilidade intestinal. “Além disso, a redução de tempo do trânsito intestinal também auxilia na menor exposição das toxinas em nosso intestino, facilitando maior excreção por meio das fezes”, explica Edson Credidio, doutor em ciências de alimentos pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e pós-doutor em alimentos bioativos pela mesma universidade.

2. Ajuda a proteger o intestino

A semente do mamão contém a enzima papaína que facilita a hidrólise (quebra) das proteínas em aminoácidos, aumentando a absorção dos nutrientes no organismo, através do trato gastrointestinal. A semente da fruta contém também altos níveis de enzimas proteolíticas que ajudam a eliminar os parasitas que residem em nosso corpo. “Essas duas enzimas decompõem as proteínas do alimento que consumimos da mesma forma que destroem os parasitas e seus ovos”, endossa Ariana Ester Fernandes, nutricionista e pesquisadora do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), doutoranda pela FMUSP e membro do Departamento de Obesidade Infantil da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica).

3. Auxilia no emagrecimento

Como o mamão é uma fruta suculenta de baixo índice glicêmico, poucas calorias e rica fonte de fibras, está sempre presente nas dietas de emagrecimento. É que o seu consumo regular está associado a uma melhor digestão, ao bom funcionamento do intestino e ao aumento da saciedade. Mas tudo isso, claro, quando consumido em conjunto a uma dieta balanceada e variada.

4. Controla colesterol e triglicérides

Se consumido diariamente e combinado a uma alimentação saudável, rica em vegetais, proteínas e gorduras de boa qualidade, o mamão ajuda a reduzir os níveis de colesterol e triglicérides sanguíneos. Seu alto teor de fibras ajuda na redução do LDL (colesterol “ruim”) no sangue, “varrendo” as toxinas, graças ao seu poder laxativo. E por ser uma riquíssima fonte de vitamina C, inibe a oxidação do colesterol nas artérias.

5. Auxilia no equilíbrio do diabetes

O mamão é uma fruta que possui baixo índice glicêmico, o que quer dizer que o açúcar natural da fruta entra em uma velocidade mais lenta na corrente sanguínea, em razão da grande quantidade de fibras presentes nele. Dessa maneira, ele melhora os níveis de glicemia no sangue, podendo ser consumido por pessoas que têm diabetes. “Existem estudos em animais que mostram que o extrato feito a partir das sementes do mamão ou das folhas do mamoeiro pode ajudar a reduzir a glicemia no sangue”, afirma Credidio. Uma das hipóteses é que a alta concentração de compostos antioxidantes e fibras podem estar relacionados a efeitos semelhantes aos da insulina, promovendo a captação de glicose nos tecidos periféricos ou no músculo-esquelético e no tecido adiposo. Além disso, segundo o especialista, esses compostos antioxidantes auxiliariam na regeneração das células betas no pâncreas, relacionadas à produção da insulina.

6. Fortalece o sistema imunológico

A fruta tem mais vitamina C do que a laranja (que está relacionada à produção de anticorpos) e vitamina A (associada à regulação genética da produção de proteínas importantes na defesa do organismo). Ela tem ainda os carboidratos complexos e antioxidantes, como o betacaroteno e o licopeno, presentes na sua cor alaranjada. Essa gama de nutrientes tem o poder de fortalecer o sistema imunológico e fortalecer o corpo a fim de prevenir gripes, resfriados, herpes labial e até câncer.

7. Contribui para a saúde da pele e do cabelo

A união do licopeno, betacaroteno e vitamina C age combatendo os radicais livres que levam ao envelhecimento da pele e colabora para preservar o colágeno, aumentando a elasticidade e a tonicidade da tez. Além de atuar como eliminador de radicais livres, esse trio age contra uma série de doenças crônico degenerativas (que alteram o funcionamento do organismo), como diabetes, osteoporose, Alzheimer, reumatismo e artrite.

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Feijão reduz colesterol ruim e risco de doenças cardíacas

 TORONTO – O costume de comer feijão diariamente pode ajudar a proteger o coração do brasileiro. Uma nova pesquisa canadense e americana sugere que uma porção de feijão, ervilha, grão de bico ou lentilha por dia pode reduzir o colesterol ruim (LDL) em 5% e, assim, diminuir o risco de doenças cardiovasculares em até 6%.

 O estudo foi publicado no “Canadian Medical Association Journal” e reforça as diretrizes de prevenção de doenças crônicas, que indicavam o consumo de leguminosas não oleaginosas, além de vegetais e frutas, como parte de uma dieta saudável. Conduzida por pesquisadores de vários centros, a pesquisa analisou 26 ensaios clínicos randomizados que incluíram 1.037 pessoas. Apesar das disparidades entre os estudos, os pesquisadores encontraram uma taxa de redução de 5% na lipoproteína de baixa densidade (LDL) com o consumo de 130 gramas ou 3/4 de xícara de leguminosas não oleaginosas por dia.

Homens têm maior benefício

 Os homens tiveram mais redução dos níveis de LDL do que as mulheres. Os cientistas acreditam que o maior benefício se dê pelos altos índices de colesterol ruim encontrados neles. “A redução de 5% (no colesterol LDL) em nossa meta-análise sugere uma redução do risco potencial de 5% a 6% em grandes eventos vasculares”, escreveu John Sievenpiper, do Centro Clínico de Nutrição e Fator de Risco do Hospital St. Michael, em Toronto, no Canadá.As leguminosas como o feijão fazem bem ao organismo também por seu índice glicêmico baixo, o que significa que elas liberam açúcar lentamente e em menor quantidade no sangue. No entanto, alguns participantes do estudo relataram problemas de estômago como inchaço, flatulência, diarréia ou constipação. Os autores acreditam que a ingestão das leguminosas também tenha impacto benéfico no peso corporal, na pressão arterial e no controle da glicose.

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