11 de dezembro de 2025 09:46

Divulgado cronograma de repasses de recursos do segundo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc

  Após análise dos Planos de Aplicação dos Recursos pelo Ministério da Cultura, o repasse dos valores da Política Nacional Aldir Blanc será iniciado. De acordo com o cronograma divulgado, os montantes serão repassados aos Estados a partir de 6 de outubro de 2025, e os Municípios receberão os recursos a partir de 24 de novembro de 2025. Os recursos do primeiro ciclo de repasses da Política também foram transferidos de forma similar. Assim, os Estados e Municípios de grande porte receberam os recursos em dezembro de 2023 e os demais Municípios receberam os valores em março de 2024.

Instituída pela Lei 14.399/2022, a Política Nacional Aldir Blanc é uma política de médio prazo, que prevê o repasse de até R$ 3 bilhões para que Estados, Distrito Federal e Municípios apliquem no setor cultural de forma ampla. Os valores do primeiro ciclo foram repassados aos entes federativos, que tiveram de cumprir com as seguintes obrigações para estarem aptos a receber os recursos do segundo ciclo:

  • executar pelo menos 60% dos recursos recebidos no ciclo anterior;
  • comprometer-se a destinar recursos próprios para a cultura; e
  • apresentar o Plano de Aplicação dos Recursos (PAR), a partir de escutas públicas, com detalhes sobre a utilização e áreas de aplicação dos recursos.

Para esclarecer as principais dúvidas dos gestores, a CNM produziu a Nota Técnica 6/2025 no formato de perguntas e respostas que apresenta todas as informações sobre etapas, procedimentos e formas de execução dos recursos que serão repassados no segundo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc. Acesse aqui o material.

 

Biblioteca Demonstrativa em Brasília convida a comunidade para estudar e aproveitar serviços gratuitos

Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles (BDB), do Ministério da Cultura (MinC), em Brasília, está de portas abertas para receber estudantes, pesquisadores e a comunidade. Além de abrigar uma programação cultural diversificada e gratuita, o espaço também se consolida como um ponto de encontro para leitura, estudo e convivência.
Com ambientes preparados para atender diferentes públicos, a Biblioteca Demonstrativa oferece salas para estudo individual, acesso gratuito à internet via Wi-Fi e um telecentro equipado para quem não dispõe de computador. Para as crianças e jovens, há ainda uma área infantil acolhedora, que inclui a Gibiteca e um acervo de histórias em quadrinhos (HQs) para todas as idades.
A população também pode realizar empréstimos de livros de forma simples: basta apresentar documento de identificação e comprovante de residência no balcão da Biblioteca. Cada usuário pode levar até três obras por vez, com prazo de 15 dias para devolução e possibilidade de renovação, caso não haja reserva do título.
Localizada na EQS 506/507, na Asa Sul, a Biblioteca Demonstrativa funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Todos os serviços são gratuitos e voltados à democratização do acesso à leitura, ao conhecimento e à cultura no Distrito Federal.
Para participar e ficar por dentro da programação cultural da Biblioteca Demonstrativa, acompanhe as redes sociais da @bdbcultural no InstagramFacebook e YouTube
Sobre a programação cultural da BDB
A programação cultural da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles é realizada por meio do Termo de Colaboração 950548/2023, celebrado entre o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Formação Cultural, Livro e Leitura (Sefli), e o Instituto Incluir, uma organização da sociedade civil.
Fundada em 1970 e localizada em Brasília, Distrito Federal, essa instituição tem caráter público federal. Com a missão de ser uma biblioteca experimental que promove novos paradigmas de normatização e disseminação de boas práticas no campo das bibliotecas públicas, buscando sempre estar na vanguarda. Além disso, ela desempenha um papel fundamental na democratização do acesso à leitura, na formação de novos leitores, na promoção da literatura brasileira e na contribuição para o aprimoramento dos profissionais que atuam em todo o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.

Cultura, Artes, História e Esportes
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Comitês de Cultura: a rede que conecta territórios e fortalece a política cultural no Brasil

O Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC) consolida-se como uma das iniciativas mais inovadoras do governo brasiliero para aproximar as políticas culturais do cotidiano da população. Instituído por meio da Portaria MinC 64, de 28 de setembro de 2023, o PNCC completa dois anos, presente em 24 estados e no Distrito Federal, atuando como elo entre sociedade, gestores públicos e agentes culturais nos territórios. Idealizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criado pelo Ministério da Cultura (MinC), o PNCC tem como objetivo ampliar o acesso às políticas públicas de cultura, fortalecendo a democracia e a participação popular e cidadã no âmbito das políticas socioculturais e do Sistema Nacional de Cultura (SNC). Além disso, cria redes de agentes coletivos e instituições que alcançam desde os grandes centros urbanos até cidades pequenas, territórios periféricos, ribeirinhos, comunidades quilombolas, indígenas e rurais. “Celebramos esse marco de ocupação da cultura nos territórios, com avanços no modo de fazer e organizar a produção cultural do nosso país. Demos forma a um sonho do presidente Lula e, passados apenas dois anos, vemos a política pública chegando com qualidade e força para enfrentar as desigualdades, proteger e promover a diversidade que tanto caracteriza o nossa Brasil”, afirmou a ministra da Cultura, Margareth Menezes.

Uma ponte entre Brasília e os territórios

Coordenados pela Secretaria de Articulação Federativa e Comitês de Cultura (SAFC), os comitês são geridos por organizações da sociedade civil (OSCs), selecionadas via edital público. Em cada estado, uma instituição é responsável por liderar as atividades locais, organizando formações, mobilizações e assessoria técnica.[ Durante o I Encontro Regional de Agentes Territoriais do Sul realizado em Pelotas (RS), em agosto de 2025, o secretário-executivo do Ministério da Cultura (MinC), Márcio Tavares, discursou sobre a importância da iniciativa. “Enquanto a gente estiver no Ministério da Cultura, vai existir o Programa Nacional dos Comitês de Cultura. Esse programa foi feito e construído para fortalecer as políticas culturais nos territórios e para garantir o direito da cultura, que é fundamental para que a gente construa um país verdadeiramente democrático”, salientou.

Mais do que executar tarefas, os comitês atuam como pontes: escutam artistas, coletivos e comunidades, traduzem suas demandas e constroem soluções junto aos gestores. A coordenadora dos Comitês de Cultura no MinC, Mirela Araújo, lembra que um dos objetivos do Programa é horizontalizar o processo de construção das políticas públicas de cultura. “Os comitês existem para que a política cultural não seja algo distante, decidido apenas em Brasília, mas um processo vivo, conectado ao que acontece nas periferias, nas áreas rurais, nos quilombos e em todos os cantos do país. É assim que garantimos que a cultura seja de fato um direito exercido por todos e em todos os lugares”, avaliou.

Os eixos de trabalho são comuns a todos, com cinco frentes de atuação: formação em direitos e políticas culturais; difusão da informação sobre políticas culturais; qualificação de artistas e demais agentes para participação em redes digitais; apoio na elaboração de projetos e parcerias; organização e mobilização da classe artística.

Porém, cada comitê imprime sua identidade a partir das especificidades culturais e sociais do território.

As vozes dos estados

A diversidade brasileira se reflete na forma como os 25 comitês se organizam e atuam.

Representando cada uma das cinco regiões do Brasil, as coordenadoras dos comitês de cultura dos estados do Pará, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná e Mato Grosso explicaram os diferenciais de cada organização.

No Pará, o foco é levar informação a comunidades tradicionais, periferias e coletivos artísticos que historicamente tiveram pouco acesso às políticas públicas. A escuta ativa tem se mostrado essencial para traduzir a política cultural em práticas concretas. A coordenadora Aline Vieira detalha: “Nosso papel é ouvir os territórios e transformar essas vozes em ações concretas. Cultura não deve ser um privilégio, e sim um direito que chega a todos os cantos do estado”.

Em Minas Gerais, o comitê trabalha pela descentralização, fortalecendo conselhos e planos municipais de cultura como instrumentos permanentes de gestão democrática. A ideia é deixar estruturas sólidas nos municípios: “Acreditamos que mobilizar pessoas e redes e gestões públicas municipais em torno da garantia do direito cultural, possibilitar espaços de formação para acesso aos mecanismos de fomento e incentivar a participação social efetiva contribui para a consolidação de políticas culturais fortes e coesas”, cita a coordenadora Graziella Medrado.

Em Pernambuco, o comitê coordenado por Joana D’Arc Ribeiro se destaca pela mediação de conflitos e articulação local. “Participam nas ações presenciais escutando, perguntando, opinando. Muitas vezes, a sociedade civil já sabe a resposta, mas quer que a gestão ouça de outra instituição. O comitê cumpre esse papel de mediador”, explica a coordenadora.

No Paraná, os resultados são expressivos: em apenas um ano, foram 82 ações realizadas, impactando diretamente 6,1 mil pessoas em diferentes regiões do estado. Para Mariane Antunes, coordenadora-geral, o comitê “se consolidou como instância estratégica de articulação, escuta e mediação entre sociedade civil, agentes culturais e poder público”. A iniciativa também estimulou a criação de conselhos e sistemas municipais de cultura, além de formar lideranças locais.

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Chá pra limpar cólon e tirar gases: Gisele Bündchen tem na dieta um ingrediente indispensável para manter saúde intestinal em dia

Apaixonada por ingredientes naturais, Gisele Bündchen tem nos chás uma presença constante em sua rotina de autocuidado. A modelo costuma combinar diferentes ervas e raízes para criar infusões que atendem a momentos específicos do dia, como energizar pela manhã ou acalmar o corpo antes de dormir. Além de saborosos, esses blends carregam benefícios para a saúde, como o alívio de dores abdominais leves, um incômodo comum, muitas vezes sinal de que o sistema digestivo não está funcionando como deveria. Algumas plantas medicinais, frequentemente usadas em chás como os que fazem parte do dia a dia de Gisele, têm compostos naturais que ajudam a reduzir desconfortos, como é o caso do gengibre e a hortelã. A seguir, veja mais cinco opções com propriedades digestivas e calmantes. 

1. Chá de hortelã-pimenta
Muito usado em receitas detox – e também presente nas misturas matinais de Gisele -, o chá de hortelã-pimenta ajuda a relaxar os músculos do trato digestivo e a reduzir espasmos causados por gases. Para preparar, amasse uma colher de folhas frescas e adicione água fervente. Deixe abafado por 15 minutos e coe.

2. Chá de alecrim
O alecrim é conhecido por suas propriedades anti-inflamatórias e digestivas. Com aroma marcante, ele aparece em diversas infusões da modelo. Para o chá, basta usar um punhado de ramos frescos ou uma colher de chá da erva seca em uma xícara de água quente. É uma ótima pedida após refeições mais pesadas.

3. Chá de erva-doce
Um clássico para aliviar o inchaço abdominal, …

terra

Ministra defende cultura como ferramenta de combate a desigualdades durante seminário em BH

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, participaram nesta segunda-feira (7) da cerimônia de abertura do seminário Cultura, Controle e Direito: Troca de olhares, saberes e fazeres, realizado na sede do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), em Belo Horizonte.

“É uma honra estar neste seminário, que reúne gestores municipais, representantes jurídicos, órgãos de controle e tantos profissionais comprometidos com as políticas culturais do nosso país”, afirmou a titular da Cultura. Ela pontuou ainda a relevância do diálogo entre a Pasta, os órgãos de controle e os gestores locais para consolidar marcos regulatórios mais eficientes.“Eventos como este precisam ser replicados em todo o Brasil. O diálogo com os Tribunais de Contas, com secretários e secretárias, gestores e agentes culturais, é fundamental para consolidar a nova legislação e garantir que ela seja efetiva em cada município, em cada estado, em cada projeto, tornando-se uma ferramenta de democratização do ambiente cultural”, enfatizou.Margareth Menezes destacou que a cultura deve ser compreendida como direito, motor de transformação e vetor de desenvolvimento. “A cultura é tudo que somos, é quem fomos e quem seremos. Garantir à população o direito de fazer cultura, de acessar bens e serviços culturais e de participar da construção das políticas públicas é uma forma de combater desigualdades, celebrar a diversidade e fortalecer a democracia”. O Seminário, afirmou, representa uma oportunidade de pactuação e construção conjunta.Já o presidente do TCE-MG, conselheiro Durval Ângelo, chamou a atenção para a expressiva participação de municípios e representantes da sociedade civil no seminário. Ele explicou que o evento surgiu da necessidade de repensar como os órgãos de controle lidam com os instrumentos de fomento à cultura.“O primeiro processo que chegou à minha mesa, há sete anos, foi uma tomada de contas especial do Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte. Era um edital amplo, participativo, com mais de 240 artistas, entidades e grupos gestores envolvidos. Nessa tomada de contas, mais de 120 projetos foram rejeitados. Cinquenta por cento dos projetos receberam parecer contrário à aprovação”, contou.

Durval Ângelo ressaltou que, geralmente, as rejeições não estavam relacionadas à má-fé, mas sim a dificuldades na prestação de contas. “Era evidente que a grande maioria não cometeu improbidade administrativa. Mesmo diante da solidariedade dos técnicos do tribunal, eles nos diziam que, na análise técnica, nada podiam fazer: faltavam documentos ou as prestações de contas estavam incompletas”, lembrou.

A partir dessa experiência, surgiu a reflexão sobre a necessidade de um novo olhar para os mecanismos de fomento cultural. “Foi aí que me despertou a ideia de que as leis e os fundos de cultura precisavam de um tratamento diferenciado. Inicialmente, buscamos esse caminho por meio do MIROSC, o marco do terceiro setor. Isso nos permitiu ir além da análise contábil e financeira, tratando esses projetos como parcerias. Eles precisavam ser avaliados também pelo benefício que trazem para a comunidade”, avaliou.

O Direito à Cultura como Direito Fundamental: Democratização e Cidadania

Em seguida, foi realizada a conferência O Direito à Cultura como Direito Fundamental: Democratização e Cidadania. Conduzida pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, a Mesa apontou que a cultura não é somente uma expressão simbólica de um povo, mas também, um direito constitucional que garante a democracia, promove o respeito à diversidade e assegura a liberdade individual.

“É isso que a cultura faz, é isso que a cultura promove. Tornou-se um tema do Direito, tornou-se um tema garantidor da democracia, ao assegurar o respeito à diversidade, a possibilidade não apenas da produção cultural, mas também do acesso à cultura, da sua divulgação, para que cada um, livremente, possa fazer o que quiser na vida. E, com isso, se realizar como pessoa”, afirmou.

A ministra alertou que a defesa do direito à cultura deve ser constante, especialmente diante de riscos democráticos. E lembrou que o direito à cultura está previsto expressamente na Constituição de 1988. “A Constituição brasileira lista os direitos fundamentais, que não são os únicos, mas estão ali expressamente postos. Para além dos direitos autorais, o constituinte especificou o direito à cultura”, citou. Ela mencionou ainda a Declaração Universal da Diversidade Cultural, aprovada pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em 2002, que reforça o reconhecimento da cultura como um direito universal.

A Virada de Chave nas Políticas Públicas Culturais no Brasil: O Pacto Federativo e o Sistema Nacional de Cultura

Na palestra A Virada de Chave nas Políticas Públicas Culturais no Brasil: O Pacto Federativo e o Sistema Nacional de Cultura, o secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, enfatizou a necessidade de aproveitar a atual janela de oportunidade para consolidar as políticas culturais como políticas efetivamente de Estado. “Nós precisamos aproveitar essa janela de oportunidade nesses quatro anos, não só de recomposição do Ministério da Cultura, mas de uma aceleração dessa agenda da construção das políticas culturais”.

O secretário traçou um panorama histórico do Sistema Nacional de Cultura (SNC), destacando sua trajetória desde a promulgação da Constituição de 1988 até sua recente regulamentação e explicou que “a ideia do Sistema Nacional de Cultura surge logo após a Constituição e ela vai se fortalecendo a partir dos anos 2000”, quando houve “o alargamento do conceito de política cultural, do conceito de cultura, uma virada antropológica e a ampliação da dimensão dessas políticas”.

O marco regulatório do SNC foi finalmente aprovado em 2024, através da Lei 14.835, após um longo processo de tramitação que se iniciou em 2017. “Entre a extinção do Ministério da Cultura e os períodos de percalços democráticos e de gestão da política cultural, a proposta de regulamentação do Sistema Nacional de Cultura foi apresentada no Congresso Nacional em 2017, mas tramitou até 2024”, explicou, referindo-se ao período em que o Ministério foi extinto.

A legislação estabelece três princípios fundamentais para o funcionamento do sistema: a cooperação federativa, que garante a coordenação entre União, estados e municípios; a participação social, que determina a existência de conselhos de participação em todos os níveis; e a transparência e planejamento de longo prazo, para as políticas públicas terem previsibilidade e continuidade.

“Hoje, o Sistema Nacional de Cultura é um dispositivo que está presente na Constituição Brasileira, só que não havia sido regulamentado”, ressaltou o secretário-executivo, destacando a importância histórica da aprovação do marco regulatório como “uma ferramenta importante para a gente consolidar esse pacto estruturante de reorganização das políticas de cultura no Brasil”.

Um dos pontos centrais da apresentação de Márcio Tavares foi a necessidade de estabelecer um pacto federativo claro para as políticas culturais, com definição precisa das responsabilidades de cada ente da federação. O secretário-executivo destacou que, diferentemente de áreas como educação e saúde, que já possuem divisões bem estabelecidas de competências, a cultura ainda enfrenta o desafio de organizar essas responsabilidades.

“Fortalecer o pacto federativo é reconhecer a cultura como um direito de todos e que ela é uma responsabilidade compartilhada entre a União, os estados e os municípios”, afirmou Márcio.

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Essa cidade no sertão está se tornando o novo xodó do turismo cultural no Brasil

Localizada na Serra da Baixa Verde, Triunfo é uma cidade que se destaca no cenário turístico de Pernambuco por sua abordagem única e autêntica. Com um clima agradável durante todo o ano, a cidade atrai visitantes que buscam uma experiência que une cultura, história e natureza. Triunfo é um destino que oferece mais do que paisagens deslumbrantes; é um convite para mergulhar na rica tapeçaria cultural do sertão. Triunfo é conhecida por seu turismo de experiência, que valoriza a história e as tradições locais. Os visitantes têm a oportunidade de explorar rotas rurais, onde podem observar a produção artesanal de produtos típicos, como a famosa rapadura e a cachaça. Além disso, a cidade é palco de eventos culturais vibrantes, como o Careta de Triunfo, que enriquece o calendário festivo local.

O que faz de Triunfo um destino único?

Triunfo se diferencia por sua combinação de patrimônio histórico e manifestações culturais vivas. A cidade abriga belos casarões coloniais, muitos dos quais foram transformados em pousadas acolhedoras. Entre os pontos culturais, destacam-se o Museu do Cangaço e o Theatro Cinema Guarany, que oferecem um vislumbre da rica história da região.

Para os amantes da natureza, Triunfo oferece trilhas e cachoeiras, além de passeios de pedalinho na lagoa João Barbosa Sitônio. Durante o inverno, as temperaturas podem cair, proporcionando um clima ameno e agradável. Este ambiente natural, aliado à cultura local, faz de Triunfo um destino ideal para quem busca experiências autênticas e sustentáveis.

Como Triunfo promove o ecoturismo esportivo?

Triunfo também atrai os entusiastas de esportes ao ar livre. As trilhas e cachoeiras são ideais para a prática de trekking e caminhada. Os visitantes podem desfrutar de passeios de bicicleta pelas paisagens rurais, explorando a geografia variada da região. Além disso, a lagoa João Barbosa Sitônio é perfeita para atividades de lazer aquáticas, como o pedalinho, que proporciona uma forma divertida e relaxante de apreciar a natureza local. Triunfo adota um modelo de turismo que valoriza a sustentabilidade e a inclusão social. A cidade incentiva a participação da comunidade local no desenvolvimento turístico, promovendo a economia local e garantindo que os visitantes tenham uma experiência genuína. Os roteiros turísticos são frequentemente guiados por moradores, o que enriquece a experiência dos visitantes. Além disso, Triunfo colabora com universidades e instituições culturais para formar profissionais na área de turismo, fortalecendo a economia local. Eventos culturais, como o Festival de Cinema e a Festa do Estudante, são fundamentais para a agenda cultural da cidade, atraindo visitantes e movimentando a economia.

Quais são as curiosidades sobre Triunfo?

  • Triunfo é o município mais alto de Pernambuco, com mais de 1.000 metros de altitude.
  • Foi pioneira no interior do estado ao introduzir cinema, energia elétrica e telefone.
  • O carnaval de Triunfo é famoso por suas caretas mascaradas que desfilam pelas ruas históricas.
  • A cidade faz parte da Rota do Cangaço, com locais históricos ligados a Lampião.
  • Ofícios tradicionais, como o bordado e a marcenaria, ainda são mantidos por muitas famílias locais.

Triunfo continua a se afirmar como um destino que oferece mais do que belas paisagens. A cidade proporciona experiências culturais profundas, enraizadas na história e nas tradições do sertão pernambucano, tornando-se um exemplo de turismo sustentável e inclusivo.

lance.com.br

MinC destina mais de 450 milhões para fortalecer pontos de cultura

O Ministério da Cultura destinou mais de 450 milhões de reais para fortalecer os pontos de cultura em todo o Brasil. Tudo isso no primeiro ciclo da Política Nacional Aldir Blanc, que é responsável pelo maior investimento da história em política de base comunitária do país. Esses valores deverão ser mantidos no segundo ciclo da Polìtica Aldir Blanc, que encerrou o prazo de adesão dos municípios na segunda-feira, dia 26. Os recursos também foram direcionados para a Política Nacional Cultura Viva. São investimentos na ampliação da Rede de Pontos e Pontões de Cultura em todos os Estados. uem destaca é a secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do MinC, Márcia Rollemberg: “É um momento de adesão à Política Nacional Aldir Blanc de comprometimento na aplicação desses recursos, que devem chegar na ponta.” Para o segundo ciclo da Aldir Blanc, o MinC publicou novas regras para aplicação dos incentivos ao Cultura Viva. A atualização aprimora os instrumentos utilizados pelos estados, Distrito Federal e municípios, como explica o diretor da Política Nacional Cultura Viva, João Pontes.  “O primeiro ciclo foi um sucesso e a gente está apostando no aperfeiçoamento ainda melhor para este segundo ciclo da Aldir Blanc, com a Política Nacional Cultura Viva, a cultura de base comunitária do sistema nacional pensando nela como a cultura viva do tamanho do Brasil.”  Todas as diretrizes complementares vão fortalecer o fazer cultural nas comunidades e o acesso da população aos seus direitos culturais. Ressalta a secretária Márcia Rollemberg: “Os novos regramentos trazem boas novidades. Traz o financiamento das teias, traz a possibilidade de planos plurianuais de bolsas para mestras e mestres.” 

 Os principais destaques das novas regras estão relacionados ao fomento a Pontos e Pontões de Cultura, valorização das culturas tradicionais e populares e a realização de fóruns e TEIAs dos Pontos de Cultura.  A padronização dos modelos de editais, e a efetivação de uma série de reuniões virtuais por meio do Circula Cultura Viva na Aldir Blanc também são importantes.  O diferencial da Política Nacional Cultura Viva é esclarecido pela secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do MinC: “Ela é uma rede cidadã, é uma rede que alavanca a cidadania no território. Eu falo que o Cultura Viva é a digital de cada território, nessa capacidade de ser específico, de ser local, de valorizar o que tá acontecendo.” 
 
Esta é uma realização do Ministério da Cultura em parceria com a Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC).   

Para mais informações acesse o site www.gov.br/cultura 

Lei Aldir Blanc: nova regra incentiva estados e municípios a investir mais em cultura

Tem novidade chegando sobre o novo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. A nova fase traz mudança nas regras de adesão e aplicação dos recursos. E isso foi definido com mobilização do Ministério da Cultura e com a participação das entidades representativas.

O coordenador do Comitê Gestor da Aldir Blanc e atual secretário-executivo-adjunto do Minc, Cassius Rosa, explica qual é a principal mudança: “Quando foi criada, a lei estabeleceu um estoque de R$ 15 bilhões, a serem distribuídos em cinco anos para os entes. Esse recurso é dividido em 50% para os estados e 50% para os municípios, tendo como regra a distribuição. A grande alteração que a lei traz para esse próximo ciclo, a grande mudança, é o estabelecimento de um piso mínimo de execução para os entes. Todo ente, seja estado ou município, para poder receber a nova parcela, precisará executar pelo menos 60% do recurso já recebido.”  

Estado e município que aderir à política utilizando o dinheiro repassado pelo governo federal, por meio do MinC, vai investir em cultura para toda a população. Os recursos podem ser aplicados de várias formas, como afirma o secretário:

“Vai desde construção, reforma e restauro de equipamentos culturais até o fomento direto à atuação dos agentes culturais lá na ponta, tendo como um eixo que a gente atue principalmente nos territórios periféricos e com cotas de atuação para ações também de políticas afirmativas”, explica Cassius Rosa.  

O Ministério da Cultura informa que segue empenhado na nacionalização dos recursos. De acordo com secretário, isso já pôde ser constatado com os resultados positivos do primeiro ciclo da Aldir Blanc: “O que demonstra que os recursos estão de fato sendo aplicados é o próprio primeiro ciclo da lei Aldir Blanc. Nós temos, hoje, já mais da metade dos municípios com mais de 80% dos recursos executados.”  

Novas regras

Confira os novos critérios estabelecidos para que os entes federativos tenham direito à segunda parcela da política:

  • Solicitar a adesão na plataforma TransfereGov, por meio do envio do Plano de Ação – esse é o primeiro passo para demonstrar o interesse em receber os recursos da Aldir Blanc.
  • Uma vez que o plano de ação foi aprovado, assinar e enviar o Termo de Adesão na TransfereGov, se comprometendo a destinar recursos próprios para a área da cultura.
  • Elaborar o Plano de Aplicação dos Recursos (PAR), com participação social, e cadastrá-lo na plataforma do MinC.
  • Ter executado pelo menos 60% dos recursos recebidos no ciclo anterior – para este segundo ciclo, a aferição será realizada no dia 1 de julho de 2025.

Cronograma

O calendário detalhado do novo ciclo da Aldir Blanc também foi apresentado durante a live de lançamento. Clique aqui para acessar o cronograma.

A diretora de Fomento Direto do MinC, Teresa Cristina de Oliveira, anunciou que a partir desta terça (15) a plataforma TransfereGov já estará aberta para as novas adesões.

Com informações do MinC

Brasil 61

Lei Rouanet: CNIC aprova 679 projetos e autoriza R$ 760,3 milhões em incentivos fiscais

O Ministério da Cultura (MinC) realizou, nesta sexta-feira (21), a 354ª reunião ordinária da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), em Brasília (DF). O encontro, sediado no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), consolidou a aprovação de 679 projetos culturais submetidos à Lei Rouanet, totalizando R$ 760,3 milhões em incentivos fiscais. Os valores aprovados de renúncia fiscal pelo comitê beneficiam empresas e pessoas físicas que investem em projetos e iniciativas culturais e estimulam o desenvolvimento social e econômico do setor produtivo. Em sua fala, o presidente substituto da Comissão e secretário de Economia Criativa e Fomento Cultural (Sefic), Henilton Menezes, destacou o papel estratégico da comissão. “A CNIC é um instrumento vital para garantir que os incentivos fiscais destinados ao setor cultural sejam aplicados com transparência e eficiência”, destacou. A reunião contou com a participação do diretor de Culturas Populares do MinC, Tião Soares, que enfatizou a importância da Instrução Normativa Nº 23 para a valorização de iniciativas lideradas por povos originários, comunidades tradicionais e grupos populares. “Ao reconhecer e apoiar as culturas tradicionais e populares, a Rouanet contribui para fortalecer esse sentido de pertencimento e identidade nacional. Portanto, a consideração das culturas tradicionais e populares nas políticas de incentivo à cultura é essencial para promover um desenvolvimento cultural mais justo, inclusivo e sustentável”, afirmou.

Para o diretor, a medida representa, também, mais um avanço da Pasta no reconhecimento da contribuição de segmentos para a diversidade cultural e a identidade nacional. Em dezembro de 2024, a tipicidade “culturas tradicionais e populares” já havia sido incluída no Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), a plataforma de cadastro e acompanhamento dos projetos culturais financiados com recursos da Lei Rouanet.

Durante o encontro, Henilton Menezes promoveu o lançamento do Programa Rouanet da Juventude, marcado para a próxima terça-feira (25), também na capital federal. Com investimento inicial de R$ 6 milhões, o programa inédito visa fortalecer e apoiar ações e formações culturais voltadas para jovens brasileiros das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e democratizar o acesso ao fomento cultural.

Outro destaque foi a confirmação da 1ª CNIC Itinerante de 2025, que ocorrerá na capital pernambucana de 12 a 14 de março.

CNIC

A Lei Rouanet segue como um dos principais mecanismos de fomento à cultura no Brasil, garantindo que projetos culturais tenham o suporte necessário para impactar positivamente a sociedade.

Instituída pela Lei Rouanet e com a regulamentação atualizada pelo Decreto nº 11.453/2023, a CNIC atua como uma consultoria qualificada e voluntária na gestão da Lei Rouanet. Tem como objetivo subsidiar, mediante parecer técnico fundamentado, as decisões do MinC quanto à aprovação dos projetos submetidos aos incentivos fiscais e ao enquadramento das propostas.

Canais de atendimento

O Ministério da Cultura reforça que as dúvidas e solicitações relacionadas a propostas e projetos culturais devem ser enviadas por meio da aba “Solicitações” no sistema Salic. Este canal está em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), garantindo maior segurança, transparência e o registro das comunicações entre proponentes e o Ministério. Para outras informações sobre admissibilidade, monitoramento e execução, a Pasta disponibiliza os seguintes contatos:

– Secretaria de Economia Criativa e Fomento Cultural (Sefic): (61) 2024-2060 / 2024-2163 / 2024-2126 / 2024-2359 / 2024-2040 / 2024-2042 / 2024-2124 / 2024-2249 / 2024-2106 / 2024-2077 / 2024-2082
– Secretaria do Audiovisual (SAV): (61) 2024-2907 / 2024-2770 / 2024-2949
– Avaliação de resultados: (61) 2024-2285 / 2024-2710 ou pelo e-mail: atendimento.sgptc@cultura.gov.br
– Questões técnicas do Salic: (61) 2024-2128 ou salic@cultura.gov.br

Cultura, Artes, História e Esportes

Biblioteca Nacional recebe financiamento inédito de R$ 18,8 milhões da FINEP

 A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), receberá financiamento inédito de R$ 18,8 milhões para projetos de preservação, digitalização e disponibilização de acervos na Biblioteca Nacional Digital (BNDigital). Os recursos são provenientes da Chamada Pública Finep/MCTI Recuperação e Preservação de Acervos – 2024.

A formalização do financiamento aconteceu na tarde desta terça-feira (25), na sede da FBN, no Centro do Rio de Janeiro, com a presença do presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) – agência de fomento à inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) – Celso Pansera, do diretor-geral da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Computação Cientifica (FACC), Francisco Leonardo, e do presidente da FBN, Marco Lucchesi. O aporte é o maior já realizado pela FINEP junto à FBN. Os recursos serão destinados a dois projetos: “Resgate e Preservação do Acervo Científico da Biblioteca Nacional” (R$ 9,1 milhões) e “Preservação Digital e Disponibilização dos acervos digitais hemerográficos, históricos e culturais brasileiros: portais da BN” (R$ 9,7 milhões). 

O primeiro projeto inclui ações para a digitalização, preservação e difusão dos primeiros catálogos bibliográficos da Biblioteca Nacional, além da criação do Repositório Institucional. O segundo consiste na requalificação, atualização das plataformas e implementação de novas tecnologias e serviços da FBN – bem como a modernização e expansão da infraestrutura do parque tecnológico da instituição.   “Celebramos hoje um passo histórico na trajetória da Biblioteca Nacional do Brasil. A BNDigital é um dos maiores recursos da memória cultural brasileira: é o maior site do Governo Federal, com quase 100 milhões de acessos por ano. Representa, de certo, um dos instrumentos de maior profundidade para alcançar a história da cultura brasileira, conhecer o Brasil através de quase 8 mil jornais, da Hemeroteca Digital Brasileira e de toda uma coleção riquíssima de objetos digitais abertos com a generosidade típica de uma biblioteca democrática. Foi o maior aporte desde a implantação da BNDigital, em 2006”, comemora o presidente da FBN, Marco Lucchesi.

“Para a FINEP é uma honra assinar este contrato. A instituição tem uma situação sólida para ajudar na requalificação do principal acervo brasileiro. São R$ 18 milhões que estamos investindo no que há de melhor na ciência brasileira, que é a memória contida na Biblioteca Nacional”, afirma o presidente da Finep, Celso Pansera.

Sobre a BNDigital

Inaugurada em 2006, a BNDigital contém atualmente mais de 3 milhões de documentos preservados, correspondentes a mais de 40 milhões de páginas digitalizadas e de livre acesso ao público. São itens como livros, jornais, manuscritos, fotos, mapas, partituras, dossiês e sites temáticos produzidos por meio de projetos e programas da FBN – e em parceria com instituições nacionais e internacionais. A BNDigital também abriga os acervos dos projetos Brasiliana Fotográfica, Brasiliana Iconográfica, Brasiliana de Literatura Infantil e Juvenil, Rede da Memória Virtual Brasileira, Biblioteca Digital Luso-Brasileira, Projeto Resgate Barão do Rio Branco, além da Hemeroteca Digital Brasileira.

FINEP e Biblioteca Nacional

A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e a Biblioteca Nacional já trabalharam em projetos conjuntos. Uma importante iniciativa foi a Hemeroteca Digital Brasileira, portal de pesquisas on-line criado por meio de apoio concedido pela FINEP, no valor de 6 milhões, que proporcionou a infraestrutura tecnológica e a digitalização do acervo microfilmado pelo Plano Nacional de Microfilmagem Periódicos Brasileiros. Atualmente, a Hemeroteca dispõe de mais de 32 milhões de páginas correspondentes a cerca de oito mil títulos de jornais e revistas brasileiras, com cerca de 7 milhões de acessos mensais pelos pesquisadores.

Cultura, Artes, História e Esportes

Por que o Brasil ainda falha em implementar a lei que obriga o ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas?

Embora seja obrigatório há mais de vinte anos, ensino de história e cultura afro-brasileira não é realidade na maioria das escolas do país – Agência Brasil

Vinte e dois anos após a promulgação da Lei do Ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, menos de 40% dos municípios institucionalizaram a obrigatoriedade nas escolas. Os dados são referentes a 2024 e fazem parte do levantamento realizado pela Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq).  A legislação mudou pontos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) com objetivo de garantir o reconhecimento do papel da população negra na formação social, econômica e política cultural do Brasil. Embora seja obrigatória tanto para escolas públicas quanto particulares em todo o território nacional, ela ainda está distante do cotidiano da maioria das instituições. Em entrevista ao Brasil de Fato, a pedagoga e doutora em educação, Mônica Sacramento, coordenadora programática da ONG Criola, afirma que o principal obstáculo para implementação efetiva da lei é justamente o racismo estrutural, realidade da sociedade brasileira que a norma tenta combater. 

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R$ 30,5 milhões da PNAB vão fomentar quase 180 projetos culturais no Distrito Federal

Os recursos que o Ministério da Cultura (MinC) repassou ao Distrito Federal por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) serão usados para financiar cinco editais que devem contemplar 178 projetos culturais. De acordo com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, R$ 30,5 milhões serão distribuídos para financiar seis produções audiovisuais e 67 produções culturais da cidade.

O dinheiro também será usado para fomentar 57 linhas distribuídas nos editais da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), incluindo Editais de Premiações e Termos de Compromisso Cultural para fomento a projetos continuados de Pontos e Pontões de Cultura. Ao todo, serão contemplados mais de 100 projetos pela Cultura Viva na PNAB. Podem participar artistas independentes, coletivos, espaços culturais, além de iniciativas de cultura popular e periférica. Para o coordenador do Escritório do MinC no Distrito Federal, Pablo Santos, a PNAB tem sido fundamental para fortalecer as expressões culturais e artísticas na capital federal. “A PNAB é parte de uma retomada do fomento à cultura, liderada pelo presidente Lula e coordenada pela ministra Margareth Menezes. É essencial unir esforços com os governos locais para apoiar artistas independentes, promover eventos culturais e assim contribuir com o crescimento da economia criativa. Essa estratégia também inclui parcerias com instituições do DF, que são essenciais para descobrir novos talentos e democratizar o acesso à cultura. Com isso,  estamos criando espaços de diálogo entre produtores culturais e fortalecendo o cenário cultural do Distrito Federal”, afirmou.

PNAB no DF

Ao todo, o MinC repassou R$ 36,5 milhões ao Distrito Federal por meio da PNAB. Desse total, R$ 30,5 milhões serão destinados aos editais e R$ 6 milhões serão usados para cobrir despesas administrativas dos certames. As inscrições para concorrer podem ser feitas a partir de hoje (10) por meio do site da PNAB no DF. Clique aqui para acessar

Também está prevista para esta sexta (11), a partir das 19h, uma live tira-dúvidas sobre os editais no canal da PNAB no Distrito Federal no YouTube.

Editais

  • Produções Audiovisuais

Investimento: R$ 10.000.000,00
Contemplados: 6 projetos

  • Produções Culturais

Investimento: R$ 14.456.206,84
Contemplados: 67 projetos

  • Pontos de Cultura

Investimento: R$ 2.000.000,00
Contemplados: 20 projetos

  • Pontões de Cultura

Investimento: R$ 900.000,00
Contemplados: 3 projetos

  • Premiação de entidades culturais

Investimento: R$ 3.150.000,00
Contemplados: 82 prêmios

gov.br

300 bibliotecas comunitárias do país receberão R$ 900 milhões pelo Prêmio Pontos de Leitura

O Ministério da Cultura (MinC) divulgou o resultado final do Edital Prêmio Pontos de Leitura 2023. De um total de 810 concorrentes, foram premiadas 300 bibliotecas comunitárias de todo o país. Elas receberão R$ 30 mil, cada uma. Os projetos selecionados pelo Prêmio Pontos de Leitura 2023 mostram a diversidade do Brasil. Entre os projetos premiados, estão bibliotecas comunitárias localizadas em aldeias indígenas, territórios quilombolas, áreas de assentamento rural, periferias urbanas. Também foram selecionadas bibliotecas comunitárias que atuam no fortalecimento de temáticas específicas, como a literatura de cordel, literatura indígena, gibis, autoria negra e LGBTQIA+. 

Para o Diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, Jéferson Assumção, a intenção do prêmio é destacar a atuação de bibliotecas comunitárias e reconhecer a importância de espaços vivos promotores de leitura, em todas as regiões e estados brasileiros. “O resultado do edital nos mostra essa riqueza, numa ampla diversidade de territórios, populações e formas de fazer essa ativação cultural em torno do livro e da leitura. Essas bibliotecas estão inseridas nas comunidades, onde muitas vezes o Estado historicamente tem menos atuação “, afirma o diretor Jéferson Assumção. 

Entre as 300 premiadas, são 26 no Centro-Oeste; 156 no Nordeste; 45 no Norte; 61 no sudeste e 12 no Sul. Promovido pela Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB), da Secretaria de Formação, Livro e Leitura (Sefli), o edital soma R$ 9 milhões.  Já está prevista a liberação orçamentária para a premiação de mais dez bibliotecas comunitárias, que serão convocadas conforme a lista de classificação. 

Por Estado

5 contempladas no Acre, em Alagoas (2), no Amapá (4), Amazonas (8), Bahia (50), Ceará (54), Distrito Federal (13), Espirito Santo (1), Goiás (5), Maranhão (10), Mato Grosso (6), Mato Grosso do Sul (2), Minas Gerais (21), Pará (21), Paraíba (7), Paraná (2), Pernambuco (12), Piauí (4), Rio de Janeiro (22), Rio Grande do Norte (15), Rio Grande do Sul (9), Rondônia (1), Roraima (2), Santa Catarina (1), São Paulo (17), Sergipe (2), Tocantins (4). 
Fonte: Brasil 61

Herdeira de Deborah Secco surpreende com look todo estiloso em fotos: ‘Lindas’

A famosa mostrou alguns clique dos looks que fizeram durante a viagem que realizaram nos últimos dias para Fernando de Noronha. Apesar de bem novinha, a herdeira mostrou estilo e personalidade ao se vestir. Usando looks de praia e combinações para sair com a mamãe, a menina optou por uma peça cheia de cores e peças fofas. “Nossas selfies… Nosso amor…”, falou Deborah Secco ao aparecer ao lado de Maria Flor. Nos comentários, a dupla recebeu vários elogios. “Essas meninas são tão lindas e estilosas”, admiraram os fãs. “Amei as fotos! Maria tão estilosa”, notaram.

terra

Lei Rouanet: Ministério da Cultura altera limite de valores e diminui prazos

Perse: Margareth tenta pacificar relação com Haddad após revogação de incentivo

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, tentou, nesta segunda-feira (4), pacificar a relação com o setor econômico do governo, em especial com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao comentar sobre o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). Esse programa foi criado durante o período da pandemia da Covid-19 para dar socorro ao setor cultural, e deve chegar ao fim neste ano. Ao ser questionada sobre o assunto, a ministra desconversou e aproveitou para ressaltar que a relação da pasta com o Ministério da Fazenda “é muita boa”, e aproveitou para agradecer a Haddad.  Segundo ela, o setor cultural agora conta com editais que podem trazer mais oportunidades para a área de cultura no país se estabilizar.  Ainda segundo Margareth, “o assunto do Perse delibera outras questões profundas”. “Pela primeira vez o MinC está tendo um Orçamento que passa por eles, e eles entendem a importância da cultura. Estamos tendo essa oportunidade”, disse durante café da manhã com jornalistas na abertura da Conferência Nacional da Cultura, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. O afago ao ministro da Fazenda ocorre após Margareth Menezes afirmar, em entrevista ao Metrópoles na última semana, discordar do chefe da equipe econômica sobre o fim do Perse. Na época, ela afirmou que era necessário haver um debate maior entre o setor cultural e a Fazenda. Na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revogou a reoneração gradual de impostos da folha de pagamentos de 17 setores da economia que mais geram emprego no país que constava em Medida Provisória editada no final do ano passado. Para apaziguar a crise com o Congresso Nacional, o governo federal vai enviar um novo projeto de lei tratando sobre o tema. Contudo, outros pontos que constavam na MP foram mantidos pela União, como a revogação do Perse, a limitação para compensação tributária de créditos judiciais, e a reoneração de prefeituras. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), já sinalizou que a revogação do incentivo para o setor cultural pode ser um entrave para a medida andar na Casa. O governo defende a limitação do Perse, argumentando que no ano passado, o programa teve um impacto de R$ 17 bilhões nas contas públicas, muito acima dos R$ 4 bilhões previstos inicialmente. Essas medidas podem ajudar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a cumprir a meta fiscal de zerar a dívida pública da União em 2024.A ideia divide parlamentares, que chegaram a fazer um manifesto contra a MP.  Além disso, a Receita Federal abriu uma investigação para apurar supostas irregularidades no uso, por empresas, da verba do Perse. As companhias estariam praticando lavagem de dinheiro e fraude nos cadastros, utilizando o benefício para não pagar impostos.

ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reunirá nesta terça-feira (5) com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e líderes da Casa na busca de uma solução sobre esse e outros temas. “É construir um grande acordo porque é a etapa final de toda a reconstrução que o Haddad está fazendo na economia brasileira. É o último projeto para a gente aprovar”, disse o líder do governo na Câmara, o deputado José Guimarães (PT-CE). Durante a participação no café da manhã com jornalistas, a ministra falou sobre o objetivo da conferência, que, segundo ela, é retomar um movimento de reconstrução do setor cultural no país. A abertura do evento será na noite desta segunda-feira (4), e contará com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ela ainda defende que, “para que a cultura seja considerada política de estado, é preciso que a sociedade civil também reconheça”.“Só o fato da desconstrução do ministério, que foi o principal gargalo identificado, já responde o porquê não houve continuidade nas construções das últimas conferências. Estamos, neste momento, trazendo o ministério em outro formato (…) Hoje, o MinC tem representação em todos os Estados do Brasil e temos a representação dos comitês de cultura. Isso é um apelo da terceira conferência. Também temos apelo para os equipamentos culturais, os selos da cultura. São entregas que estamos conseguindo fazer agora”. 

otempo

Lei Paulo Gustavo em PE: Proponentes apontam falta de transparência em resultados de editais

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura do Estado, divulgou os resultados da Lei Paulo Gustavo no Estado no último dia 20 de fevereiro. A lei contou com R$ 100 milhões do orçamento federal para editais e prêmios, que entraram na fase de entrega dos documentos de habilitação para os pagamentos. Contudo, diversas reclamações de proponentes têm sido feitas nas redes sociais. As motivações para as contestações são diversas, indo desde a distribuição de vagas por macrorregiões até o número de cotistas selecionados em determinados editais. Os 12 editais da Lei Paulo Gustavo Pernambuco tiveram, ao todo, 12.799 inscrições, sendo 1.879 delas selecionadas e 4.483 suplentes. Algumas pessoas também apontam que estavam selecionadas durante todas as fases dos editais, mas apareceram como suplentes no resultado mais recente – que seria o “final”, sem novas chances de recursos.É o caso do projeto “A viagem mágica ao meu Pernambuco: uma aventura física e digital”, inscrito por Zózimo Neto. Ele afirma que estava selecionado, porém virou suplente no resultado do Edital de Ações Criativas para o Audiovisual. “Meu projeto estava como selecionado desde o primeiro resultado preliminar e continuou assim durante todo o processo. Apenas agora na divulgação do resultado final que caímos para suplência, sendo que nesta fase o edital deixa claro que não cabe mais recurso”, diz Zózimo. O projeto visa criar um jogo educativo sobre os ícones culturais de Pernambuco para crianças neurodivergentes com foco em crianças autistas, mas sem excluir as crianças neurotípicas.“Trabalho com games há mais de 17 anos e vejo o nosso projeto perder uma vaga que já estava conquistada e sem direito a recorrer é bastante frustrante! E sem transparência alguma”, desabafa.

DIVULGAÇÃO
A Lei Paulo Gustavo é um mecanismo emergencial de fomento à cultura – DIVULGAÇÃO

O projeto de Jéssica Virgínia foi aprovado no edital de Fomento de Formação Cultural e Direitos Humanos, na linguagem de Circo. Após os recursos, no entanto, o seu nome tornou-se suplente. “Questionei pessoalmente na Secult-PE o motivo dessa mudança, mas nunca tive justificativa. A cada hora me diziam uma coisa diferente. Pediram que eu mandasse uma contrarrazão, que foi deferida. Apesar disso, não sai da suplência”, diz.

Virgínia aponta uma falta de clareza na distribuição por macrorregiões. Segundo ela, na faixa na qual concorria, três vagas da Região Metropolitana do Recife foram retiradas para aumento de vagas no Agreste – ela entende que esse seria o motivo da entrada do seu projeto na suplência.“O edital diz que aproximadamente 40% das vagas devem ser destinadas à RMR, mas os candidatos que optaram pela Faixa 4, por exemplo, não tiveram garantia a essa distribuição, pois das 17 vagas ofertadas, apenas 1 foi selecionada na RMR”.Em denúncia feita ao JC, a proponente Juliana Silva comentou sobre a diminuição de vagas de macrorregiões fora da RMR no resultado final. “A maior disparidade está na categoria de ‘Curtas-metragens’, onde a Secult retirou cinco vagas do Sertão e uma do Agreste, ao passo que a RMR ganhou seis vagas nesta que é uma das categorias de entrada para pequenos produtores do audiovisual”, diz.‘Em ‘Álbum Visual’, a Secult decidiu que o Sertão, por exemplo, não teria projetos aprovados – um apagão naquela região, mesmo com os projetos lá inscritos e aptos”, diz outro trecho.

Transparência

HESÍODO GOÉS/SECOM
Governadora Raquel Lyra no lançamento dos editais de chamamento público da Lei Paulo Gustavo – HESÍODO GOÉS/SECOM

Carol Vergolino, do Comitê Estadual da Lei Paulo Gustavo em Pernambuco, comenta que observa “falta de transparência e nítida desorganização” no processo, o que “gera uma insegurança técnica” para os editais.“O primeiro resultado foi retirado do ar por problemas técnicos, sendo republicado depois. Durante as fases dos editais, teve gente que tinha sido desclassificada, recorreu e conseguiu ser classificada. Na lista final, tinha sido desclassificada de novo”, diz.“É possível notar uma incompetência do Estado em gerir esse recurso federal. É preocupante porque, inclusive, vamos receber recursos da Polícia Nacional Aldir Blanc em breve”.

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Secretaria de Cultura de Suzano divulga programação em alusão ao Dia da Mulher

Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a Secretaria Municipal de Cultura de Suzano promoverá atividades que visam incentivar o reconhecimento, a representatividade e o empoderamento do público feminino na cidade. A programação contará com eventos no Parque Max Feffer, atividades no Centro Cultural Francisco Carlos Moriconi e uma apresentação no Teatro Municipal Dr. Armando de Ré.No primeiro domingo (3) do mês de março, das 13h às 18h, o Parque receberá o ‘Samba Delas’, com roda de samba com as cantoras Wal Serra e Lili. No mesmo, também acontecerá a Feira Afro que terá a venda peças de roupa e acessórios, como pulseiras e colares.O Centro Cultural receberá, a partir das 19h do dia 7 (quinta-feira), a exposição ‘Marias’. Com curadoria de Kelly Ramos, a mostra tem o propósito de homenagear mulheres ancestrais como avós, mães, tias, pessoas comuns que tiveram e têm papel fundamental na formação da sociedade. A exibição segue até o dia 29 (sexta-feira) e a visitação pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h.A programação será encerrada com o bate-papo ‘Vozes que Representam – Especial Mulheres’, que contará com a presença de Danielli Guerreiro, conhecida por desenvolver um trabalho de integração com mulheres refugiadas, as integrando na sociedade brasileira. A atividade irá acontecer no dia 21 (quinta-feira), às 19h30, no Anfiteatro Orlando Digenova, localizado no Centro Cultural Moriconi. Quer ficar por dentro de tudo o que acontece em Suzano? Entre em nosso Grupo no WhatsApp.

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Petrobras e MinC lançam edital que destinará R$ 250 milhões para projetos culturais via leis Rouanet e do Audiovisual

A Petrobras, em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), lançou nesta sexta-feira (23) um edital público de financiamento da cultura brasileira com o maior aporte de recursos da história. Os patrocínios serão realizados por meio de incentivos fiscais da Lei Rouanet e da Lei do Audiovisual, no valor total de R$ 250 milhões. A cerimônia de lançamento foi realizada no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro. Diante da plateia repleta de artistas de todo o país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou o momento histórico em que foi retomado o investimento da empresa de energia em projetos culturais. “A Petrobras voltou a investir numa energia revolucionária, formadora de consciência política da população brasileira, que é a cultura. Ela simplesmente interessa ao povo, assim como um prato de comida ou qualquer outra coisa que o ser humano faça”, declarou. Lula aproveitou a presença dos presidentes do BNDES, Aloizio Mercadante; do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros; e da Caixa, Carlos Vieira, para reforçar que os bancos e as empresas brasileiras precisam seguir o exemplo da Petrobras e destinar recursos e mecanismos para viabilizar a produção cultural. “Ela [ produção cultural] precisa de crédito, gera emprego e distribuição de renda. Um país que quer ser livre e soberano vai ter que utilizar todo mecanismo possível para fazer com que a cultura não seja para poucos, mas para todos”, completou o presidente. A ministra Margareth Menezes celebrou a parceria com o MinC na elaboração do edital. “Voltamos a encontrar o traço de união das nossas potências nesse momento em que temos buscado ativamente elaborar políticas culturais para todas as pessoas e todas as regiões”, pontuou. “Juntos temos a missão de qualificar as políticas culturais, estamos plantando oportunidades para colher emancipação, emprego e renda”.A chefe da Cultura fez uma analogia entre a Petrobras e o MinC. “A energia e a cultura são elementos de uma sociedade, de um povo e de um país. As fontes energéticas são softwares para alimentar as máquinas que fazem gerar o ativo principal de desenvolvimento do país. A cultura é onde habita o software power para trazer pertencimento a essas riquezas”, elencou. “Um povo que tem a cultura forte e aprende a valorizá-la e consumi-la é um povo que tem autonomia e envergadura de poder diante do mundo”. Também agradecido pela parceria, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, se disse emocionado com a retomada do programa, criado em 1991 . “A Petrobras sempre foi sinônimo de cultura do Brasil e isso estava se perdendo. Estamos recolocando nosso apoio num lugar de importância do qual ele nunca deveria ter saído”, comemorou. “Nós acreditamos no poder transformador da cultura, um país que valoriza a cultura cria novas oportunidades a todo dia, projeta o futuro e é também um país mais justo. ”Escolhida para representar a classe artística no evento, a atriz, diretora e produtora cultural Leandra Leal afirmou que a Petrobras e o MinC estão dando um exemplo para todo o Brasil. “Que essa atitude leve a uma melhor valorização da economia criativa, para que a cultura e a criatividade estejam no eixo central do desenvolvimento econômico, social e sustentável do nosso país, que tenhamos mais editais, linhas de crédito, facilitação de importação e exportação, e seriedade na formação técnica para a juventude”, destacou. 

Diversidade e nacionalização da cultura

O Programa Petrobras Cultural já destinou R$ 28 bilhões para todos os segmentos artísticos. Em 2024, sintonizando suas ações de financiamento para o setor com as recentes políticas definidas pelo MinC, a empresa de energia aponta, no edital lançado nesta sexta, ter como objetivo viabilizar a difusão de circuitos artísticos e a possibilidade de vivenciar a cultura em todo o território nacional; investir regionalmente os recursos do programa; estimular a presença da diversidade de temas, realizadores e públicos; apoiar ações artísticas e culturais que estimulem o desenvolvimento da economia criativa brasileira.

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Lei Rouanet: Ministério da Cultura altera limite de valores e diminui prazos

O Ministério da Cultura publicou nesta quinta-feira (1°) uma instrução normativa que altera procedimentos relacionados à Lei Rouanet. A mudança tem como objetivo principal otimizar o mecanismo de fomento à cultura, diminuindo prazos e determinando novos limites de gastos para algumas das áreas contempladas. Sob o comando de Margareth Menezes, a pasta alterou procedimentos relativos a apresentação, recepção, seleção, análise, aprovação, acompanhamento, monitoramento, prestação de contas e avaliação de resultados dos projetos que participam do Pronac, o Incentivo a Projetos Culturais do Programa Nacional de Apoio à Cultura, criado pela Lei Rouanet. Com a mudança, o ministério visa modernizar o programa, a partir do maior alinhamento com o setor cultural e da simplificação de processos. Entre as determinações, há a automação do processo de análise inicial, que na prática causará uma redução do tempo de aprovação preliminar para a captação de recursos. O tempo médio deve passar de 60 para 30 dias. O tempo para apresentação de propostas também passa de 90 para 60 dias, enquanto mudanças no calendário devem mexer com os períodos de apresentação de propostas e planos anuais Novos tetos para bienais, festivais, mostras e óperas também foram estabelecidos, e agora não devem passar dos R$ 10 milhões. Já games e projetos em plataformas de vídeo poderão captar um máximo de R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões, respectivamente. Os contemplados, em contrapartida, deverão incluir a marca Pronac nas peças de divulgação dos projetos financiados com ajuda do mecanismo, e deverão incluir portadores da Identidade Jovem entre os beneficiários de meia-entrada. Também houve redução da remuneração dos proponentes, de 50% para 20% do orçamento, diminuição também aplicada ao pagamento de um mesmo fornecedor, com algumas exceções.

otempo.com

Aparecida de Goiânia prorroga inscrições para Lei Paulo Gustavo; verba supera R$ 4 milhões

Diversas linguagens culturais estão previstas na Lei Paulo Gustavo de Aparecida de Goiânia (Foto Claudivino Antunes Secom)

As inscrições para os editais da Lei Paulo Gustavo, de Aparecida de Goiânia foram prorrogadas e seguem disponíveis aos produtores culturais e artistas até o dia 31 de janeiro. Ao todo, a verba disponibilizada para projetos é de R$ 4.330.630,03. Para o edital de audiovisual / cinema, o investimento será de R$ 3.082.109,40, abrangendo os segmentos de festivais, cinema itinerante, realização de curta e média-metragem, desenvolvimento de roteiro, vídeo clip musical, vídeocast, criação de conteúdo audiovisual, websérie e vídeo de dança. Já para o edital de multi-linguagens, a verba disponível é de R$ 1.248.520,63, direcionada para linguagens artísticas e artesanais, música, cultura popular e geek, dança, literatura, teatro, gastronomia e circo. Para o edital da categoria audiovisual, o proponente deve apresentar contrapartida, que visa acessibilidade e democratização das ações culturais para a população de Aparecida de Goiânia.

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Pernambuco: R$ 142 milhões estão disponíveis pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura

A Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, conhecida como PNAB, vai repassar recursos para todos os municípios do estado de Pernambuco investirem na cultura. Neste ano, serão mais de R$ 142 milhões para fortalecer a cultura pernambucana, sendo 74,5 milhões para o governo do estado e outros 68,2 milhões para o conjunto dos municípios. Por isso, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, convida a todos a participarem da iniciativa.

“Alô, municípios de Pernambuco! Aqui quem fala é Margareth Menezes, ministra da Cultura. Sabia que a sua cidade também tem o direito de receber recursos da Política Nacional Aldir Blanc? Essa é a maior iniciativa voltada ao setor cultural do Brasil, e irá repassar, até 2027, 15 bilhões de reais aos estados, municípios e Distrito Federal! É isso mesmo! Não perca a oportunidade para sua cidade, e cadastre o plano de ação na plataforma transferegov. O preenchimento é simples, rápido, e a equipe do Ministério da Cultura está de prontidão para auxiliar todos vocês. Gente, pela primeira vez o recurso poderá ser utilizado para apoiar projetos, premiar artistas e, também, reformar e estruturar equipamentos culturais de sua cidade.”

Sua cidade não pode ficar de fora! A PNAB é a mais abrangente e estruturante política cultural da história do Brasil! Ao todo, serão investidos em todo o país três bilhões por ano, até dois mil e vinte e sete. Mas atenção, falta pouco para encerrar o prazo para que estados e municípios possam se inscrever e garantir o acesso a esses recursos, como afirma a ministra Margareth Menezes.

“O prazo para o envio é até dia 11 de dezembro de 2023. Quanto antes a sua cidade enviar, mais rápido a sua cidade, o seu setor cultural terá o apoio. Todos estão fazendo a adesão! Corra! Fale com seu gestor e faça sua cidade entrar também nesse grande momento da política pública da cultura do Brasil. É a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura chegando para todo o Brasil. Viva a cultura brasileira!” 

Os gestores municipais e estaduais devem enviar os planos de ação, que indicam como vão utilizar esses recursos, para o Ministério da Cultura por meio da plataforma Transferegov. O prazo para inscrição é até dia 11 de dezembro de 2023! Esta é uma realização do Ministério da Cultura, da Secretaria dos Comitês de Cultura do MinC e da Diretoria de Assistência Técnica para estados, Distrito Federal e municípios.

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Contra um mundo que silencia as crianças, um apelo para infancializar a vida

Setembro Amarelo: cuidar da saúde mental envolve coletividade, pertencimento e solidariedade

Depressão, suicídio e questões de saúde mental têm forte impacto das condições sociais – © Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo
As pessoas pensam mais em doenças, mas precisamos pensar mais em saúde e produção de vida
Para que os esforços para tratar de saúde mental funcionem no Brasil, é preciso termos uma nova percepção sobre o tema. Em conversa com o Brasil de Fato, especialistas na área reforçam a necessidade de que as políticas, ações e efemérides – como o Setembro Amarelo – não se limitem à medicalização e individualização e proponham soluções sociais e coletivas.Em julho, o Ministério da Saúde (MS) ampliou o orçamento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em mais de R$ 200 milhões para este ano ainda. Com o reforço, o total destinado às unidades da federação para políticas de saúde mental ultrapassa R$ 400 milhões de reais em 2023, um aumento de mais de 20%.Ariadna Patrícia Alvarez, professora-pesquisadora da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz (EPSJV/Fiocruz), afirma que o investimento é fundamental para superar os prejuízos ocorridos com o desmonte dos últimos anos.“Essa é a direção, investir na rede de atenção psicossocial, que durante os últimos anos – de 2016 até 2022 – sofreu um sucateamento terrível. Ainda vemos os efeitos desse desinvestimento dos últimos anos no cotidiano dos serviços, que passam por muitas dificuldades.”“O estrago foi muito grande. Há um reparo a se fazer para ampliação e fortalecimento dos serviços que já existem para que tenhamos uma rede que realmente ofereça resposta às questões de de saúde mental.” Semana Nacional de Conscientização da Depressão: criação da data não resolve problema social. Os valores serão repassados aos mais de 2,8 mil Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do país e para os 870 Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT). O MS habilitou ainda novos serviços para expansão da rede em todo país. De março até agora, foram inaugurados 27 novos CAPS, 55 SRT, 4 Unidades de Acolhimento e 159 leitos em hospitais gerais.Além disso, nos próximos meses o tema saúde mental está na agenda oficial do poder público. Em outubro, o Brasil terá sua primeira Semana Nacional de Conscientização da Depressão e já começou a campanha global que propõe diálogo e ação para prevenção do suicídio, Setembro Amarelo.Para Ariadna Patrícia Alvarez, além do investimento é preciso propor soluções sociais e atacar problemas estruturais. A falta de direitos básicos e garantias de saúde, educação, trabalho, alimentação, também podem levar ao sofrimento mental. A especialista defende que a valorização da vida depende mais de convivência e bem viver do que de campanhas pontuais.

“Se entendemos que a saúde mental está no campo de várias disciplinas, saberes e categorias profissionais, precisamos ter um certo cuidado no que se refere a essas campanhas. O objetivo dela é trazer um debate público sobre o suicídio e como prevenir esse fenômeno, mas em relação à eficácia, já existem algumas pesquisas dizendo que esse número se manteve estável, ou seja, não reduziu o número de suicídios e, em algumas faixas etárias aumentou. Falar sobre saúde mental é um tema que é permanentemente importante.”

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Pernambuco prorroga prazo de inscrições para editais da Lei Paulo Gustavo

O Governo de Pernambuco, através da Secretaria de Cultura, prorrogou o prazo das inscrições para os 12 editais da Lei Paulo Gustavo, para os agentes culturais tenham mais tempo de elaborar e submeter projetos ao Mapa Cultural do Estado. Os editais que se encerrariam no dia 5 de setembro passarão para o dia 11. Os editais do dia 6 de setembro foram prorrogados para o dia 12, e os que terminariam no dia 8 de setembro agora têm até o dia 13.Em Pernambuco, os valores da Lei Paulo Gustavo correspondem a R$ 184 milhões, dos quais R$ 100 milhões serão executados diretamente pelo Governo do Estado através dos 12 editais. “A Secretaria de Cultura tem o desafio de executar os R$ 100 milhões diante de um cronograma muito apertado, devendo efetuar todos os pagamentos até o fim do ano fiscal em dezembro”, disse a secretária de Cultura, Cacau de Paula.A Secretaria de Cultura vai reforçar a visita aos municípios, fazendo busca ativa de agentes culturais, capacitando-os para fazer a inscrição no Mapa Cultural de Pernambuco (www.cultura.pe.gov.br). Ao mesmo tempo, a Secult-PE dá prosseguimento ao 1º Edital de Credenciamento de Pareceristas, que irá selecionar técnicos para a análise do mérito dos Editais da LPG. A elaboração dos editais foi realizada após mais de vinte escutas com a participação de mais de 1.500 representantes da sociedade civil, com participação do Conselho Estadual de Política Cultural – (CEPC-PE), Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural e o Conselho Consultivo do Audiovisual. Também foi realizado um trabalho de escuta e capacitação com os gestores municipais para a inscrição dos Planos de Ação no site TransfereGov, o que levou Pernambuco ser o 1º Estado do Nordeste a atingir a adesão de 100% dos municípios à Lei Paulo Gustavo, resultando no aporte de R$ 84 milhões de investimento a mais para o setor cultural. A  consolidação das demandas do setor cultural serviram de base para elaboração dos editais, na elaboração de cotas e de indutores sociais.
diariodepernambuco