Neste dia, queremos expressar nossa profunda gratidão a todos os pastores. Obrigado por sua dedicação incansável, por suas orações, e por sempre conduzir as ovelhas do Senhor com tanto amor. Que Deus continue a abençoar suas vidas e ministérios, fortalecendo-os para continuar essa nobre missão.
Os pastores também precisam de receber agradecimento e encorajamento.
Pastorear uma igreja não é uma tarefa fácil. Por isso, o nosso reconhecimento e gratidão. Ser pastor é um grande privilégio, mas também um desafio e uma enorme responsabilidade diante de Deus e das pessoas. Assim, faz todo sentido agradecer, honrar e interceder por esses servos que dedicam suas vidas para alcançar e edificar almas na presença de Deus.
“Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e inteligência.” Jer. 3.15 Esse texto nos mostra que os pastores são presentes de Deus à igreja, escolhidos para nutrir e guiar seu rebanho com entendimento e carinho. O pastor é aquele que caminha ao lado de suas ovelhas, compartilha suas alegrias e tristezas, e, acima de tudo, aponta o caminho para o Senhor. Ele não é apenas um líder, mas um servo de todos, refletindo o amor incondicional de Cristo em cada gesto e palavra. Essa é a essência do pastorado: estar presente, ser um suporte e direcionar os corações para Deus.
“Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. E, quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória.” Que essa promessa divina seja uma fonte de encorajamento e esperança para todos os pastores.
A desistência do governador do Paraná, Ratinho Jr., da disputa presidencial redesenha o tabuleiro político de 2026 e fortalece de maneira decisiva o cenário de polarização que já se desenhava. Ao abrir mão de sua candidatura, justamente ele que era considerado o nome mais competitivo da chamada “terceira via”, o sistema político brasileiro parece admitir, mais uma vez, que a tentativa de escapar do confronto direto entre dois projetos antagônicos – o do Brasil soberano, de Lula, e o do Brasil alinhado ao trumpismo, de Flávio Bolsonaro – tem limites muito claros.
Ratinho representava, para setores relevantes do empresariado e da elite política, a esperança de um caminho alternativo entre o campo liderado pelo presidente Lula e o bolsonarismo reorganizado. Sua saída é um sintoma de que o chamado “centro político brasileiro” segue incapaz de construir uma narrativa, um projeto e uma liderança com densidade nacional. Até porque quem realmente representa o centro, na dinâmica entre capital e trabalho, é o presidente Lula.
A decisão também foi pragmática. Ratinho recuou para não correr o risco de perder o controle político de seu próprio estado. Com a filiação de Sergio Moro ao PL, o Paraná se transformou em um campo de disputa direta entre forças conservadoras. Permanecer na corrida presidencial poderia abrir espaço para uma derrota local com consequências graves para seu grupo político.
A nota divulgada por Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, tenta manter viva a chama da alternativa. O partido reafirma sua confiança no governador e insiste que apresentará uma candidatura própria, definida como a “melhor via”, contrapondo-se à polarização que, segundo o texto, não contribui para o país. Kassab elogia a gestão de Ratinho, destacando avanços na educação, segurança pública e infraestrutura, e menciona os nomes de Eduardo Leite e Ronaldo Caiado, governadores do Rio Grande do Sul e de Goiás, como possíveis candidatos.No entanto, há um descompasso evidente entre o discurso e a realidade. Eduardo Leite e Ronaldo Caiado — assim como Romeu Zema — são governadores relativamente bem avaliados em seus estados, mas carecem de densidade política e capilaridade nacional para romper a lógica da polarização que domina o Brasil desde 2018. Mesmo com estruturas partidárias e apoio de setores econômicos, dificilmente conseguirão ultrapassar a barreira que separa candidaturas competitivas de candidaturas meramente simbólicas.A verdade é que a eleição de 2026 caminha para ser, na prática, um segundo turno antecipado. De um lado, o presidente Lula, com sua base social consolidada e um legado político que dialoga com amplas parcelas da população – inclusive com o centro. De outro, o herdeiro do bolsonarismo carregará consigo o capital político, mas também a rejeição da extrema-direita.
Algumas ruas no centro de Santa Terezinha PE, estão sendo asfaltada, algo bom para o nosso município, o que deixou a cidade com um designer bem mais atrativo, acessível e melhor para o tráfego de automóveis.
Esperamos que as pessoas estejam bem conscientes e façam bom uso dessa benfeitoria, sejam responsáveis e empáticos, não abusando na velocidade, tenham cuidado para não colocar em risco a vida dos pedestres.
Esperamos também que no asfalto antigo das ruas Edson Morato de Holanda e José Romão de Araújo, sejam feito um revestimento, pois a mesmas estão com vários pontos totalmente destruídos,ficando complicado a passagem de veículos etc. Fato este, que necessitam de um melhoramento. As mesmas por serem as principais tem um fluxo de veículos e motos bastante elevado, também merecem alguns quebra-molas e bocas de leões, para evitar que no período de chuvas, a água, que vem dos locais mais altos não invadam as residências. As ruas Edson Morato de Holanda e a José Romão de Araújo para nós é como fosse a palista, são muito importante na história de Santa Terezinha.
Vejam as diferencias !!!!!!!!!!!!!
Parabéns ao poder executivo, na pessoa do prefeito Delson Lustosa.
“E SUCEDEU QUE, INDO ELES ANDANDO E FALANDO, EIS QUE UM CARRO DE FOGO, COM CAVALOS DE FOGO, OS SEPAROU UM DO OUTRO; E ELIAS SUBIU AO CÉU NUM REDEMOINHO.”}
REFLEXÃO
A vida do profeta Elias é um parâmetro para todos os que desejam viver com o Senhor neste mundo, esperando a eterna redenção.
HINOS SUGERIDOS: 125, 323 E 442 (HC)
TEXTO BASE: 2 RS 2.9-18
OBJETIVOS:
>Estudar sobre Elias como um tipo da Igreja.
>Aprender com Elias como viver na expectativa do arrebatamento.
INTRODUÇÃO
A trasladação do profeta Elias é uma mensagem atual para a Igreja do Senhor. Ela mostra a soberania e a autoridade de Deus para definir o futuro de cada um de nós. É Ele quem define o fim da vida de seus servos, como no caso de Moisés, a quem Ele mesmo sepultou (Dt 34.5,6). Já na vida de Enoque e de Elias, Deus estabeleceu exceções à morte, apontando para o arrebatamento dos santos na volta de Jesus (Gn 5.24; 2 Rs 2.11). Elias viveu sob a expectativa de ser levado pelo seu Senhor e deixou lições preciosas para os crentes sobre como viver neste mundo com a esperança da vida eterna no reino celestial. A palavra do profeta ao seu servo Eliseu deve ser a mesma da Igreja a este mundo nos dias hodiernos: “O que queres que eu faça antes que eu seja levado em-bora?”(2 Rs 2.9). Se temos convicção seguindo as pisadas que ele nos deixou como setas no caminho do Céu.
1. ELIAS SABIA O QUE IRIA ACONTECER. O texto bíblico nos mostra que a trasladação de Elias era de seu conhecimento (2 Rs 2.1, 9), de seu servo Eliseu (2 Rs 2.3,9,10) e dos filhos dos profetas (2 Rs 2.3). O fato a acontecer foi previamente avisado pelo Senhor, e essa é uma semelhança com o arrebatamento da Igreja. Elias sabia do fato e como iria acontecer..
A) SABEMOS O QUE IRÁ ACONTECER NA VINDA DE JESUS. O apóstolo Paulo disse que não deveríamos ser “ignorantes” em relação aos eventos escatológicos (1 Ts 4.13). Ignorante (gr. agnoeo) é não conhecer, não entender, errar ou pecar por falta de conhecimento. Por isso, todo crente deve entender e proclamar os eventos que acontecerão brevemente: o toque da trombeta (1 Co 15.52; 1 Ts 4.16), a vinda de Jesus nas nuvens, a ressurreição dos que morreram em Cristo, o arrebatamento dos salvos, o encontro com o Senhor nas nuvens (1 Ts 4.17), o Tribunal de Cristo (2 Co 5.10), as Bodas do Cordeiro (Ap 19.7-9), o Milênio (Ap 20.1-6), o julgamento dos impios (Ap 20.11-15), novos Céus e nova terra (Ap 21.1: 2 Pe 3.13) e a vida para sempre com o Senhor (Ap 22.5). Glória a Deus!
B) ELIAS VIVEU COMO UM AUTÊNTICO SER-VO DE DEUS. Um episódio interessante marcou a trajetória de Elias antes de sua trasladação: o confronto com o rei Acazias (1 Rs 1.1-17).Ele tinha uma mensagem. “Será que não há Deus em Israel?” (2 Rs 1.3). Elias terminou os seus dias defendendo a honra de seu Deus, assim como a Igreja não deve descuidar da missão de transmitir ao mundo as verdades divinas (2 Tm 4.1-5). Ele tinha uma identidade. “Qual era a aparência do homem que vos veio ao encontro e vos falou tais palavras? Eles lhe responderam: Era homem vestido de pelos, com os lombos cingidos de um cinto de couro. Então, disse ele: É Elias, o tesbita” (1 Rs 1.7,8). Ο que identificou Elias ao rei não foram apenas as roupas. Foi a sua mensagem (…e vos falou tais palavras…), a sua ousadia (…que vos veio ao encontro…) e a sua aparência (…vestido de pelos com os lombos cingidos de um cinto de couro…). Ele tinha autoridade. “Se eu sou homem de Deus, que desça fogo do Céu” (2 Rs 1.10,12). O Senhor respaldou seu profeta com sinais, assim como Jesus deu autoridade à Igreja para proclamar o Evangelho (Mc.15-17)
2. LUGARES QUE ELIAS PASSOU ANTES DA TRASLADAÇÃO. Elias estava em Gilgal quando falou a Eliseu de sua partida (2 Rs 2.1). A Palavra de Deus diz que ele partiu dessa cidade em direção ao lugar onde seria trasladado pelo Senhor. Gilgal representa o início de uma jornada de fé e esperança em direção ao encontro definitivo com Deus. É o lugar de nossa conversão, decisão e disposição de caminhar em direção ao nosso maior objetivo: “Irmãos, quanto a mim, não julgo havêlo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendome das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.13,14).
A) ELIAS EM BETEL (2 RS 2.2). Betel (hb. beyth) significa casa de Deus, lugar de oração e comunhão. Foi em Betel que Abraão adorou ao Senhor (Gn 12.8; 13.3), onde Jacó viu os anjos de Deus e recebeu promessas (Gn 28.10-19). Representa a vida de comunhão, adoração e oração que devemos cultivar esperando o encontro com o Senhor Jesus.
B) ELIAS EM JERICÓ (2 RS 2.4). Foi o lugar da primeira batalha do povo de Deus na conquista da terra prometida (Js 6.1-21). Jericó representa, para nós, as batalhas que enfrentamos para alcançarmos a vitória definitiva, que ocorrerá no nosso encontro final com Cristo seja na partida deste mundo, na esperança da ressurreição, seja no dia do Arrebatamento. Enquanto estamos no mundo, continuamos a batalhar as guerras do Senhor.
C) ELIAS ATRAVESSA O JORDÃO (2 RS 2.6). O nome Jordão (hb. yarden) significa “aquele que desce”. O pastor Charles Swindoll, em seu livro Elias: um homem de heroísmo e humildade, es-creve: “Elias se dirige ao Jordão, o lugar da morte, não da morte fisica, mas da morte do eu” (2001, p. 186). Isso significa que, na espera pelo arrebatamento, sacrificamos nossos desejos, paixões, orgulhos, preferências e sonhos, na expectativa de agradar ao Senhor, que nos arrebatará para viver com Ele para sempre (CI 3.1-4). Observemos um detalhe do texto: cinquenta dos discipulos dos profetas ficaram à margem do Jordão, mas Eliseu atravessou com Elias (2 Rs 2.7-9). Isso representa que muitos não desfrutan da totalidade das bênçãos espirituais que antecedem a vinda de Jesus, enquanto outros buscam maior comunhão. Esses veem as manifestações divinas (2 Rs 2.11,12).
3. UM DIÁLOGO ESPIRITUAL.
A Igreja do Senhor, assim como Elias, também terminará sua caminhada na terra. E enquanto avançamos rumo ao encontro com Cristo, que a voz dos homens de Deus Elias e Eliseu seja a declaração viva do nosso coração. Ouça mos as suas palavras:
A) “TÃO CERTO COMO VIVE O SENHOR E VIVE A TUA ALMA, NÃO TE DEIXAREI” (2 RS 2.2, 4, 6). Essa declaração de Eliseu deve ser também a decisão de cada um de nós. Elias é um tipo da Igreja, e nossa disposição deve ser caminhar em direção ao Céu em comunhão e obediência à Igreja, a Noiva do Cordeiro. “Deixar” (hb. azab) significa abandonar, negligenciar ou apostatar. É o que muitos têm feito, perdendo a esperança e a convicção da vida eterna.
B) “PEDE-ME O QUE QUERES QUE EU TE FAÇA, ANTES QUE SEJA TOMADO DE TI” (2 RS 2.9A). Essas palavras de Elias retratam uma realidade espiritual. Enquanto estiver no mundo, a Igreja é a detentora do poder divino, das revelações de Deus e a única fonte de esperança para a humanidade. Que ofereçamos às pessoas, pela pregação do Evangelho, o que elas precisam para se encontrar com o Senhor.
C) “PEÇOTE QUE ME DE PORÇÃO DOBRADA DO TEU ESPÍRITO” (2 RS 2.10). Esse pedido de Eliseu revela o desejo altruista de ser um autêntico discipulo de seu senhor. Assim também deve ser o anseio do nosso coração: desfrutar as promessas de Jesus e viver plenamente aquilo que Ele preparou para nós.
D) “DURA COISA PEDISTE. TODAVIA, SE ME VIRES QUANDO FOR TOMADO DE TI, ASSIM SE TE FARA; PORÉM, SE NÃO ME VIRES, NÃO SE FARÁ” (2 RS 2.10). Elias dá a Eliseu a orientação para receber o poder: se creres e permaneceres atento à minha direção, receberás. Essa verdade também se reflete na promessa de Jesus à Sua Igreja: “Estes sinais seguirão aos que crerem” (Mr 16.17); “Ficai em Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24.49). “ CONCLUSÃO
“Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros! E nunca mais o viu” (2 Rs 2.11,12).“
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{VERSÍCULO CHAVE: SL 103.14 POIS ELE CONHECE A NOSSA ESTRURURA; LEMBRA-SE DE QUE SOMOS PÓ.”} “ REFLEXÃO Ao observarmos os grandes feitos de homens frágeis, discernimos com mais clareza a grandeza de um Deus que se revela em vasos de barro.”
HINOS SUGERIDOS: 75, 131 E 155 (HC)
TEXTO BASE: TG 5.16-18.
OBJETIVOS:
> Compreender a humanidade do profeta Elias.
> Mostrar a necessidade de vivermos pelo sobrenatural.
INTRODUÇÃO
Esta lição não segue a linha cronológica dos acontecimentos da vida de Elias, mas se dedica a analisar o que disse o apóstolo Tiago: “Elias era humano como nós” (Tq 5.17a – NVT). Tratase de uma afirmação surpreendente e esclarecedora, não porque diminui o “profeta do fogo”, mas porque revela que ele era influenciado e sofria as mesmas coisas que qualquer um de nós. Em outras palavras, Elias era um homem comum, sujeito às mesmas fraquezas e limitações que todos (Jó 14.1).O próprio profeta declarou: “Não sou melhor que meus pais” (1 Rs 19.4). Neste estudo, veremos que o segredo de Elias estava em vencer sua própria nature-za humana, buscando viver pelo poder divino, sustentado pelos milagres e manifestações sobrenaturais que eram fruto de uma vida de oração, entrega e paixão pelo Senhor. A vida de Elias nos inspira a buscar as coisas de Deus e a rejeitar as paixões huma nas que nos atraem ao terreno.
1.A HUMANIDADE DE ELIAS.
É muito acertada a maneira como Tiago descreve o profeta Elias: um homem (gr. anthropos), ser humano, mortal, vulnerável e falível. Ele não o adjetiva de profeta, homem de Deus, lider ou outros títulos, apenas diz o que ele era: um homem. A trajetória vitoriosa de Elias nos ensina que Deus usa pessoas comuns para propósitos extraordinários.
A) “ELIAS ERA HOMEM SUJEITO ÀS MESMAS PAIXÕES QUE NÓS…” (TG 5.17). Paixões (gr. homoiopathés) significam sentimentos ou afeições semelhantes, indicando humanidade e características comuns a todos os seres humanos. Por-tanto, em Elias não havia superdotação, divindade ou alguma estrutura sobrena-tural própria. Ele era um homem, como nós, dependente, limitado e mortal (SI 39.5; 144.3-4; Tg 4.14).
B) CARACTERÍSTICAS HUMANAS NUM HOMEM USADO POR DEUS. As marcas do poder divino eram abundantes na vida de Elias, mas elas não anularam sua humanidade. Ao analisarmos algumas dessas características, percebemos o quanto somos parecidos com Elias – e o quanto ele era semelhante a nós. Se estás enfrentando situações semelhan-tes a essas, o Deus de Elias também é o teu Deus e te ajudará a vencer.
.Elias era dependente. Apesar de ser um profeta poderoso, não vivia por seus próprios recursos, mas dependia total-mente de Deus para sobreviver e cumprir sua missão. Dependeu do sustento divino em Querite (1Rs 17.2-6). Dependeu da provisão de Deus por meio da viúva de Sarepta (1Rs 17.8-16).
.Elias era um homem sujeito ao esgotamento. Ao mesmo tempo que era for-te e disposto a enfrentar caminhadas, situações adversas e necessidades, ele também experimentou exaustão física e precisou descansar (1Rs 19.4-8).
.Elias experimentou desânimo e medo. Mesmo após grandes feitos, ele enfrentou profunda angústia e desânimo, a ponto de pedir a própria morte (1Rs 19.4). A ameaça de Jezabel o fez fugir para salvar a vida (1Rs 19.3), mostrando que até pessoas de grande fé podem ser alcançadas pelo medo.
.Elias experimentou isolamento. Ele se afastou das pessoas, deixou seu servo para trás (1Rs 19.3) e refugiouse numa caverna em Horebe (1Rs 19.9). Seu isolamento emocional e físico revela situações que certamente enfrentamos em nossa trajetória nesse mundo.
2. CONVIVENDO COM O SOBRENATURAL.
“e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu. E orou, de novo, e o céu deu chuva, e a terra fez germinar seus frutos” (Tg 5.17,18). Ο homem Elias cria no Deus que servia e buscou viver à sombra do poder divino. Todas as etapas da vida do profeta tive-ram como pano de fundo milagres, inter-venções e manifestações dos céus.
A) ELIAS CRIA NO QUE DEUS FALAVA. Ele profetizava confiando na fidelidade divina. A marca principal do ministério de Elias era sua confiança absoluta na palavra do Senhor. Ele não apenas ouvia; ele cria, obedecia e declarava aquilo que Deus dizia, mesmo quando tudo parecia contrário. Diante de Acabe, ele declarou que não choveria e creu quando o Senhor disse que mandaria a chuva (1 Rs 17.1; 18.1). Elias seguiu a direção de Deus, passo a passo: Foi ao ribeiro de Querite (1 Rs 17.2-5). Depois, à casa da viúva de Sarepta (1 Rs 17.8-10). Ele creu que Deus estava em seus desafios (1 Rs 18.46). Elias cria, mesmo sem ver sinais imediatos, porque quando profetizou o fim da seca, ele mandou o servo olhar para o céu sete vezes (1Rs 18.41-44). Ele persistiu porque cria no que Deus havia prometido. Ele creu que seria arrebatado (2 Rs 2.9).
B) ELIAS CRIA NO PODER DA ORAÇÃO.
Quando lemos que Elias era igual a nós e que ele orou e Deus atendeu, compreendemos, então, que os recursos à disposição do homem de Deus estão também à nossa mercê como cristãos. Tiago diz que ele “orou com fervor” (NAA) e “depois orou de novo”, mostrando que a oração era uma prática constante e habitual em sua vida. Suas conquistas em oração provam o que diz a Palavra de Deus: “a oração de um justo pode” (gr. ischuo), ou seja, é poderosa, tem poder de fazer o extraordinário, é eficaz e capaz de feitos admiráveis. Elias viveu acobertado e movido pela oração: Orou pela seca (Tg 5.17) e depois por chuva (1 Rs 18.42-45). Orou pela ressurreição do filho da viúva (1 Rs 17.20-22). Orou pedindo fogo no Carmelo (1 Rs 18.36-37). Orou pelo fogo que veio sobre os capitães (2 Rs 1.10-12). Orou (entendemos de forma implícita) ao abrir o Jordão (2 Rs 2.8). Elias buscava em Deus as soluções que ele não encontrava na terra.
3.ELIAS: UM SERVO MOVIDO PELO AMOR A DEUS.
“Tenho sido em extremo zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida” (1 Rs 19.14). A marca mais profunda da vida de Elias foi sua paixão ardente pelo Senhor. Nada movia suas decisões mais do que o desejo de honrar a Deus. Seu coração queimava com zelo pela santidade divina, como ele mesmo declarou: “Tenho sido extrema-mente zeloso pelo Senhor” (1Rs 19.10).
A) UM HOMEM EM DEFESA DO SEU DEUS. Elias se disse zeloso (hb. qana), que quer dizer ter ciúmes, ardente cuidado pelo Senhor. Ele desejava que Jeová fosse reconhecido como o verdadeiro Deus. Mesmo sendo apenas um homem, Elias se dispôs como guerreiro na terra em defesa do Senhor. Esse é o sentimento que deve guiar nosso coração (Mt 10.32; Rm 1.16; Jd 1.3).
B) UM HOMEM INTERCESSOR. Elias viveu a sua vida em função de abençoar outras vidas. Essa é uma atitude louvável diante dos olhos do Senhor. Elias intercedeu pela viúva e seu filho (1) Rs 17-21-23); ele se pôs diante de Deus pela nação de Israel (1 Rs 18.22-24); ele se levantou para defender a memória de Nabote (1 Rs 21.17-23). Homens comuns podem ser canal de bençãos para outras vidas. Essa é mais uma lição deixada pelo profeta Elias.
C) UM HOMEM DISPOSTO AO SACRIFÍCIO.
Para Elias, amar a Deus significava obedecer, defender a santidade e viver para a glória do Senhor, custasse o que custasse. Ele arriscou a sua segurança pessoal, apresentando-se a Acabe por ordem divina, mesmo sendo perseguido. Ele sacrificou seu conforto e estabilidade para cumprir a missão, vivendo junto ao ribeiro de Querite, sustentado apenas pela provisão de Deus. Também colocou em risco sua reputação diante do povo, enfrentando sozinho os profetas de Baal no Carmelo. Por fim,sacrificou sua vida em devoção e entrega total, vivendo exclusivamente para cumprir o propósito divino (1Rs 19.10; cf. Rm 12.1).
“ CONCLUSÃO
Era um homem, simplesmente um homem, “mas orou com fervor…e orou de novo, então o céu deu chuva e a terra produziu os seus frutos”.
“E O ANJO DO SENHOR TORNOU SEGUNDA VEZ, E O TOCOU, E DISSE: LEVANTA-TE E COME, PORQUE MUI COMPRIDO TE SERÁ O CAMINHO.”} REFLEXÃO
O Deus que nos faz triunfar no Carmelo é o mesmo que nos restaura no deserto de nossas fraquezas.
HINOS SUGERIDOS: 193, 296 E 302 (HC)
TEXTO BASE: 1 RS 19.1-8
OBJETIVOS: >Recordar que o Senhor conhece a nossa frágil estrutura.
>Reconhecer que nossa força é limitada, mas o Senhor nos sustenta.
INTRODUÇÃO Após o triunfo no Carmelo, o profeta Elias certamente esperava uma mu dança drástica nos rumos da nação começando por seus líderes. Mas, ao receber as notícias por meio de Acabe, a fúria de Jezabel voltou-se contra o homem de Deus (1 Rs 19.2).E Elias de nós semelhante a qualquer um mesmo amparado por uma grande vitória, tendo vivido momen-tos de euforia e de claras respostas divinas… teve medo e fugiu (1 Rs 19.3). A batalha no monte Carmelo aconteceu e passou, mas a guerra contra o mal permaneceu. Assim é a nossa luta neste mundo hostil a Deus e aos Seus seguidores: vivemos mo-mentos de grandes vitórias e outros de aparente derrota (Rm 8.31-39; Co 15.57,58; 2 Co 4.8,9). Entretanto, a voz do Deus de Elias ainda pode ser ouvida: “Levante-se e coma, porque a viagem será longa.”
1. O CANSAÇO EMOCIONAL.
Elias ficou desanimado, deprimido e emocionalmente abalado. Como nos parecemos com ele! Deus permite mo-mentos assim para que fique evidente que os melhores dentre os homens, em sua melhor forma, nunca deixam de ser apenas homens! Não importam nossos talentos, aptidões ou o fato de sermos usados por Deus. Somos “vasos de bar-го” (2 Со 4.7). Nenhum homem perma-nece de pé por um único instante sem ser sustentado por Deus. Salmo 39.5: “Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade” (hb. hebel: vapor, fôlego).
A) ELIAS SENTIU MEDO. A tradução da pa-lavra medo (hb. râ’âh) tem a conotação de ver, perceber, ter visão, considerar, ob-servar, dar atenção, discernir. Elias deixou de olhar para o Deus das vitórias e olhou para a fúria de Jezabel. O medo é um es-pírito (poder pelo qual o homem sente, pensa e decide) e não apenas um sentimento (2 Tm 1.7). Ainda que seja comum até aos guerreiros de Deus, como Abraão (Gn 12.11-13; 20.2), Moisés (Ex 3.11; 4.1,10,13), Gideão (Jz 6.11, 15, 27) e Davi(1 Sm 21.12-15), não podemos viver sob esse espírito, “porque Deus não nos tem dado espírito de covardia (medo, timidez), mas de poder (força divina), de amor (boa vontade) e de moderação (es tabilidade da mente)”.
B) ELIAS BUSCOU A SOLIDÃO. “…ali deixou o seu moço. Ele mesmo, porém, se foi ao deserto…” (1 Rs 19.3,4). Ao escapar de Jezabel, ele se afasta do er povo, de seu companheiro e tenta fugir de seu chamado. Às vezes queremos fi-car sozinhos, mas é impossível estarmos sós o Senhor está em toda parte (SI 139.7). Desertos são lugares, situações ou circunstâncias que devem ser vividos 5: ou enfrentados sob a direção divina (Ex is 13.18; Dt 8.2; Os 2.14; Mt 4.1), e nunca fruto de uma decisão pessoal.
C) ELIAS SE SENTIU FRACASSADO. “Basta, toma agora, ó Senhor, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais” (1 Rs 19.4). Apesar da sua vitória contra os falsos profetas, Acabe e Jezabel continuaram como antes não houve qualquer mudança de coração. Elias, então, sentiuse profundamente fracassado e pede a morte ao Senhor. A história de Elias se entrelaça com a de Moisés (Nm 11.14,15), de Jó (Jó 6.8-9; 7.15), de Jonas (Jn 4.3,8) e com a nossa! E como eles foram renovados por Deus, seremos também alcançados pelo renovo do Senhor (Is 40.31). Aleluia!
2. O CANSAÇO FÍSICO. Elias, nesse momento de sua história, está exausto emocional e fisicamente resultado de combates, fugas, longas caminhadas, ameaças de morte, perigos, escassez de alimento, perseguições, enfim, de um longo período de muitas batalhas espirituais. Do monte Carmelo até Jezreel, ele correu cerca de 25 km adiante de Acabe, na força do Senhor (1 Rs 18.46). Mas, ao fugir de Jezabel, caminhou, por conta própria, aproximadamente 150 km até Berseba e depois “se foi ao deserto, caminho de um dia” (1 Rs 19.4).
A) ELIAS PRECISAVA DE RENOVAÇÃO. Somos compostos por espírito, alma e corpo. Essas três partes do ser humano sofrem os efeitos da natureza decaída, das agruras da vida e dos erros cometidos. Há momentos em que precisamos de renovação. “O coração com saúde é a vida da carne” (Pv 14.30); “О сoração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido virá a secar os ossos” (Pv17.22). O corpo recebe as cargas negativas da alma e o desânirno do espírito, por isso, adoecel O tempo, o desgaste, as circunstâncias adversas e as enfermidades abatem o corpo: “O coração alegre ilumina o rosto, mas pela angústia mental o espirito se abate” (Pv 15.13). Mas, para essa dimensão do homem, também temos promessas: “Os sinais seguirão aos que creem: em meu nome expulsarão demônios, falarão novas linguas… porão as mãos sobre os enfermos, e eles serão curados” (Mc 16.17-18). Deus pode curar o ser humano pelo Seu poder renovador.
B) ELIAS ESTAVA PROSTRADO DIANTE DA SITUAÇÃO. “…e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, e disse: ‘Basta…'” (1 Rs 19.4). Podemos imaginar como ele chegou completamente exausto! Muitas vezes, mesmo após ter experimentado vitórias em nosso serviço ao Senhor, quando estamos fisicamente esgotados, Satanás se aproveita dessa fragilidade para tentar nos derrubar. Quando Elias dis-se “basta” (hb. rab: muito, abundante, grande), ele estava declarando: “a situação é maior que a minha capacidade de administrar, não posso continuar”. Mas, o Senhor estava preparando o socorro, Ele sempre chega para nos ajudar nos momentos que vamos sucumbir. “O Se-nhor firma os passos do homem bom e no seu caminho se compraz; se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão” (SI 37. 23,24).
3. O SOCORRO DIVINO.
“…eis que um anjo o tocou e lhe disse: Levantate e come. Olhou ele e viu, junto à cabeceira, um pão cozido sobre pedras em brasa e uma botija de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir” (1 Rs 19.5,6). Qual a prescrição divina para o abatimento espiritual de Elias, associado ao esgotamento físico e emocional? Vejamos a Palavra de Deus:
A) UM DESCANSO. “Deitouse e dormiu debaixo do zimbro” (1 Rs 19.5). Era o Senhor dando refrigério ao profeta, uma trégua na luta e o recobrar das forças. Assim é o nosso Deus: “Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Levame para junto das águas de descanso”(SI 23.2); “O que habita no esconderijo do Altíssimo, descansa à sombra do Onipotente” (SI 91.1).
B) UM TOQUE SOBRENATURAL. “… eis que um anjo o tocou…” (1 Rs 19.5). Representa o toque da bondade, da graça, do cuidado e do carinho divino.Antes, foi alimentado por corvos, mas agora é assistido por um mensageiro celestial. Há momentos em que só o sobrenatural pode nos socorrer.
C) ALIMENTO.“Olhou ele e viu, junto à cabeceira, um pão cozido sobre pedras em brasa e uma botija de água” (1 Rs 19.6). Elias havia bebido da água de Querite, mas nunca havia tomado água servida por um anjo. Havia comido do pão e da carne que os corvos lhe traziam, e do alimento multiplicado por um milagre, mas nunca havia comido bolos trazidos pelas mãos de um anjo. Foram provas especiais de ternura divina, uma manifestação especial de amor para convencer o profeta de que ele ainda era amado e devia prosseguir em sua tarefa. Pães quentes e água fria podem representar para nós a Palavra de Deus, o poder e presença do Espírito Santo. Foi a comida que o fez caminhar (1 Rs 19.8).
D) UM ENCORAJAMENTO. “Voltou segunda vez o anjo do Senhor, tocou-o e lhe disse: Levantate e come, porque o caminho te será sobremodo longo” (1 Rs 19.7). Nenhuma reprovação, repreensão ou acusação, apenas um incentivo dos céus: “Não pare, Elias, você precisa caminhar até Horebe”.
“CONCLUSÃO
Renovados em forças, chegaremos a Horebe, o Monte de Deus!“
A vida cristã é permeada de desafios, mas, ao lado do Senhor, sempre seremos vencedores.
HINOS SUGERIDOS:
298, 336 E 372 (HC)
TEXTO BASE:
1 RS 18.16-24
OBJETIVOS:
> Destacar que é preciso coragem para honrar a Deus.Mostrar o poder da oração feita por um justo.
INTRODUÇÃO O episódio no monte Carmelo, onde se deu o enfrentamento entre o profeta Elias e os profetas de Baal, é um dos mais conhecidos e comentados do Antigo Testamento. Ele nos mostra um panorama que atravessa todas as gerações: a batalha no mundo espiritual. Elias foi próspero em seu ministério porque viveu na dependência do poder divino, cheio do Espírito Santo.O desejo de Eliseu foi herdar o espírito que tão claramente havia atuado em sua vida (2 Rs 2.9). A expressão “o espírito de Elias” era familiar nos lábios dos filhos dos profetas (2 Rs 2.15). O anjo Gabriel, ao falar com Zacarias, descreveu a presença do Espírito na vida de João Batista, dizendo: “E irá adiante dele no espírito e no poder de Elias” (Lc 1.17). Esta lição nos conclama a buscar o poder do alto que repousava em Elias, para que vençamos os combates espirituais que nos desafiam.
1.
ELIAS DIANTE DE ACABE.
O mesmo Deus que havia dito: “esconda-se” (1 Rs 17.3), agora lhe dizia: “mostrate” (1 Rs 18.1). E, sem contestar as ordens do Senhor, “partiu, pois, Elias a apresentarse a Acabe” (1 Rs 18.2). Deus iria reverter a sentença por meio do Seu ousado profeta.
A) ELIAS ACEITOU O RISCO DE PERDER SUA VIDA PELO SENHOR. Enfrentar Acabe era enfrentar a ira, a perseguição, o risco de morte, a acusação de ser responsável pela calamidade. A fome era extrema em Samaria e em todo o reino do Norte (1 Rs 18.2). Elias era considerado fugitivo (1 Rs 18.10) e sua vida estava em perigo, assim como outros profetas à época (1 Rs 18.4,13; 19.10). Mas ele não recuou, não negou sua identidade e, sem temer, mandou dizer a Acabe: “Elias está aqui” (1 Rs 18.8).
B) OBADIAS: A GERAÇÃO DO SENHOR VI-VENDO NA GERAÇÃO DE ACABE (1 RS 18.7-16). Abrimos um espaço para mencionar um personagem importante na história. Obadias representa os que vivem no rei-no de Acabe, mas honram ao Senhor. Seu nome significa “servo de Deus’.
Saudando Elias: “meu senhor Elias” (v.7). Reconhecendo a autoridade espiritual do profeta de Deus.
Sustentando profetas na perseguição (v.13). Com a escassez de pão e água, foi um desafio para ele obter alimento suficiente para sustentar cem profetas, correndo ainda o risco de ser descober-to a qualquer momento. Mas, com coragem, assumiu riscos, ao se posicionar ao lado de Deus. Temente a Deus (v.3). Temer (hb. yare) é reverenciar, admirar, respeitar, sentir medo. Essas são características daqueles que amam o verdadeiro Deus e se abstêm do espírito mundano que O despreza (Rm1.28). Reconheceu as ações divinas na vida de Elias (v.12). “…poderá ser que, apartandome eu de ti, o Espírito do Senhor te leve não sei para onde…”. No meio da crise espiritual, havia alguém que re-conhecia as operações de Deus! Aleluia!
C) ELIAS FOI ACUSADO POR DEFENDER OS PRINCÍPIOS DIVINOS. Elias é chamado de “perturbador de Israel”, isto é, alguém que promove agitação, tumulto, distúrbio. A causa da calamidade em Israel não era Elias, e sim os pecados da nação chefiada pelo iníquo Acabe. Todos os que proclamam as verdades de Deus são considerados como perturba-dores (Lc 23.5; At 16.20; 17.6).
2. ELIAS DIANTE DOS PROFETAS.
A cena do Carmelo é ao mesmo tempo dramática e impressionante. De manhã bem cedo uma multidão ocupa o monte, aguardando o que iria acontecer. Haveria chuva? Elias faria algum discurso? Seria preso? Seria morto? O que faria Acabe? O que fariam os profetas da rainha?
A) ELIAS CONVOCA O POVO E OS PROFETAS AO MONTE CARMELO (1 RS 18.19,20). É preciso coragem para honrar a Deus, pois isso envolve se posicionar contra valores contrários aos ensinamentos bíblicos, obedecer mesmo quando parece desafiar a lógica e manter a fé em meio ao sofrimento. Aqui estão alguns pontos-chave baseados nos resultados sobre o que essa coragem envolve: A Coragem de se Posicionar: Honrar a Deus exige ousadia para se posicionar, rejeitar o pecado oculto e viver de forma coerente, mesmo quando o ambiente é desfavorável.
A Coragem da Obediência: Obedecer aos mandamentos de Deus nem sempre é fácil, especialmente quando pede atitudes que desafiam a lógica, exigindo fé para moldar o destino. A Coragem no Sofrimento: Honrar a Deus no meio das lutas, transformando o sofrimento em uma oportunidade par… O poder da oração de um justo é descrita na Bíblia (Tiago 5:16) como extremamente poderosa e eficaz, capaz de realizar grandes efeitos, curar enfermos e mover a vontade de Deus. O “justo” é aquele que vive em fé, temor a Deus e alinhado aos Seus propósitos, resultando em uma conexão espiritual que gera milagres, restauração familiar e livramentos. Pontos-chave sobre o poder da oração do justo: A Base Bíblica:Tiago 5:16 destaca que a “oração feita por um justo pode muito em seus efeitos”. Fé e Sinceridade: A eficácia da oração não está na repetição ritualística, mas na fé, sinceridade e obediência à vontade de Deus.
Acesso e Atenção Divina: O Senhor repousa Seus olhos sobre os justos e seus ouvidos estão abertos às suas súplicas, diferentemente de quem pratica o mal. Intercessão e Milagres: A oração do justo inclui a intercessão, capaz de trazer cura física e espiritual, libertação de pecados e intervenções no impossível. Dependência de Deus: Orar é um ato de humildade, reconhecendo que Deus controla todas as coisas e que dependemos Dele. A oração do justo, conforme o entendimento bíblico, é uma ferramenta de conexão profunda com o divino, capaz de mudar circunstâncias e alinhar o coração humano com o de Deus, resultando em respostas poderosas.
3.
ELIAS DIANTE DO SENHOR.
Depois do espetáculo promovido pelos profetas de Baal, que foram incapazes de acender a secreta centelha de fogo na lenha que haviam colocado sobre o altar, mediante gritos, cortes com facas e lanças, profecias, pulos e oferta de sangue à sua divindade pagā (1 Rs 18.26-28), Elias entra em ação na defesa de Jeová.
A) REPARANDO O ALTAR EM RUÍNAS. Essa ação representa a santificação pessoal, onde nós somos o altar (Rm 12.1). Também é símbolo de unidade (1 Rs 18.31) e nos lembra que a união promove o poder de Deus (At 2.1-4; 2.42,43; At 4.31).
B) A ORAÇÃO POR FOGO (1 RS 18.36-39). Elias expressou em sua oração mais que um desejo de contestar Acabe e seus profetas. Ela manifestou o sentimento de seu coração em relação ao seu Deus: “… Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel” (v.36). Elias desejava que Deus fosse honrado, reverenciado por sua nação. “…e que eu sou teu servo, e que conforme a tua palavra fiz todas estas coisas” (v. 36b). Ele não evocou mérito para si, mas atribuiu a Deus todas as suas ações, sem outro interesse senão glorificar o Senhor (Rm 11.36). “Respondem, Senhor, responde-me, para que este povo conheça que tu, Senhor, és Deus…” (v. 37). O mesmo havia pedido os profetas de Baal: respondemos. Responder (hb. anah) é falar, replicar, testificar, responder como testemunha. Só Deus pode fazêlo, os deuses dos homens não podem responder seus súbitos (SI 115.1-11; Is 44.9-20). Ε Jeová mandou fogo!
C) A ORAÇÃO POR CHUVA (1 RS 18.41-45). A oração por fogo foi por uma causa exclusivamente espiritual: exaltar ao Deus verdadeiro! A oração por chuva foi reivindicando uma promessa (1 Rs 18.1): findar a seca que assolava a nação de Israel. A presença de um crente fiel pode transformar um lugar, uma família, uma cidade ou uma nação (Ez 22.30; Tg 5.16-18).
CONCLUSÃO
“O que vendo todo o povo, caíram sobre os seus rostos, e disseram: Só o Senhor é Deus! Só o Senhor é Deus!” (1 Rs 18.39). “
Hoje, o Simpósio de Doutrinas Bíblicas, realizado todos os anos pela IEAD Recife no período de carnaval, com filial em Santa Terezinha PE, realizou mais uma lição bíblica com o tema:“A VIDA DO PROFETA ELIAS”.
Hoje com a lição 2:”Vivendo Pela Providência”
Estiveram nos visitando, a convite, o pastor de Imaculada Pb. Gilvanilson Amâncio dos Santos (preletor), a esposa, irmã Verônica e suas filhas . Versículo chave: I Reis 17.14 “Porque assim diz o Senhor, Deus de Israel:A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará, até ao dia em que o Senhor dê chuva sobre a Terra”.
Pastor presidente Ailton José Alves Pastor local: Antônio Marcos.
O cristão, como o profeta Elias, vive e caminha sob o cuidado constante da providência de Deus.”
HINOS SUGERIDOS: 04, 61 E 200 (HC)
TEXTO BASE: 1 RS 17.8-15
OBJETIVOS:
Entender que a vida cristã é sustentada pela providência divina.
> Aprender lições sobre Querite, Sarepta e a viúva empobrecida.
INTRODUÇÃO
Estamos estudando a vida de um homem que tinha limitações semelhantes às nossas: era frágil como nós e falhava como nós também falha-mos. Contudo, Elias se levantou com ousadia para combater a idolatria e conduzir sua nação de volta à adoração do verdadeiro Deus. E quais foram seus recursos? Os mesmos que hoje estão ao nosso alcance. Por isso sua trajetória é tão fascinante! A fé o levou a trilhar a vereda da dependência da providência divina e da submissão aos desígnios do Eterno. As vitórias no monte Carmelo, as revelações no Horebe e os milagres que marcaram seu ministério foram precedidos por momentos de aprendizado no ribeiro de Querite e em Sarepta. São essas mesmas experiên de dependência e cias espirituais submissão que o Senhor deseja ensinar a cada um de nós em nossa caminhada cristä.
1. LIÇÕES DE QUERITE.
O periodo no ribeiro de Querite não foi uma escolha de Elias, e sim uma orientação de Jeová: “Saia daqui, vá para o leste e esconda-se junto ao ribeiro de Querite, nas imediações do Jordão” (1 Rs 17.3-NAA). Antes de sair de sua terra em direção a Samaria, para cumprir o seu chamado, é natural que ele se perguntasse: como seria recebido? Qual seria o resultado de sua obediência? Se Elias houvesse obtido essas respostas de Deus antes de deixar sua terra nas montanhas, provavelmente nunca teria partido. É que, muitas vezes, o Pai celestial nos mostra apenas um passo de cada vez os próximos devemos dar pela fé.
A) QUERITE REPRESENTA MOMENTOS DE HUMILHAÇÃO DIANTE DE DEUS. Elias havia recebido uma mensagem e foi respal-dado pelos céus em sua sentença: “nem orvalho nem chuva haverá nestes anos, segundo a minha palavra” (1 Rs 17.1c).
Então Deus o tira de cena, e mostra ao profeta que Ele não depende de ninguém para executar os Seus propósitos. A ordem do Senhor foi: “esconda-se”. Todo aquele que é chamado a estar em destaque entre os homens precisa primeiro aprender a se curvar em humildade perante Deus, a se contentar e deleitar com o anonimato. O ribeiro de Querite representa momentos de aprendizado, treinamento e preparação diante do Senhor,
B) QUERITE NOS ENSINA A CONFIAR IN-TEGRALMENTE NO SENHOR. O ribeiro foi para Elias um lugar de improbabilidades: permanecer escondido dos soldados de Jezabel dentro dos limites de Israel, be ber de um corrego que estava secando, ter o alimento servido por corvos (aves que se alimentam de carniça, encontran do alimento adequado para um homem), crendo que eles cumpririam a ordem de Deus. A Elias não restou outra opção se não confiar, pois aquele era o único lugar para onde os corvos levariam as provisões: “eu tenho ordenado aos corvos que ali (no ribeiro) te sustentem” (1 Rs 17.4)
C) QUERITE NOS ENSINA A ESPERAR. Elias esperou confiadamente em Deus, todas as manhãs e todo anoitecer (1 Rs 17.6). Às vezes, Deus nos permite estar junto a ribeiros que estão secando: o ribeiro da saúde, o ribeiro das finanças, o ribeiro da harmonia familiar, o ribeiro da paz interior Mas por que Deus permite que os ribeiros sequem? Para que aprendamos a esperar e confiar totalmente em Sua providencia e não em nossa própria capacidade (SI 27.14; 33:18;37.7). Se esperarmos com confiança, viveremos milagres.
2. LIÇÕES DE SAREPTA. A tradução do nome Sarepta é muito significativa. Do hebraico tsarephath, significa crisol, forno de fundição, o lu-gar onde os metais são purificados pelo fogo. Mais que uma prova de fé, o Se-nhor desejava levar o profeta Elias a um estágio mais avançado de refinamento da sua vida espiritual e do seu ministério (Pv 17.3).
A) ELIAS ESPEROU A REVELAÇÃO DOS PLANOS DE DEUS.
No ribeiro de Querite Elias viu as águas minguando até secar (1 Rs 17.7), mas não se moveu até o Senhor The revelar Sua vontade, não improvisou nenhum projeto ou partiu por conta pró-pria para outro lugar. Ele sempre espera-va a direção de Deus (1 Rs 17.3; 17.9; 18.1). Reconhecidamente, Elias se movia pelos caminhos traçados pelo Espírito do Senhor (1 Rs 18.12). Que Deus nos con-ceda a graça de aprender a esperar até que Ele mesmo revele os Seus planos a nosso respeito, para que nossa vida se torne a expressão do Seu pensamento e a concretização visível do Seu ideal (Is 58.11, Tg 4.13-15).
B) ELIAS EXPERIMENTOU DEPENDER DE OUTROS (1 RS 17.9). Em Querite estava apenas ele e Deus, mas ao ser enviado a Sarepta, ele foi colocado sob os cuida-dos de uma mulher viúva, pobre, estran-geira (ironicamente da terra de Jezabel) e desesperançada (1 Rs 17.12). É a lição da dependência, pois Elias continuaria a depender do favor divino, mas ago-ra por intermédio de uma pobre viúva. Deus tem seus instrumentos de refina-mento, que podem ser situações, luga-res ou pessoas (Dt 8.2.3).
C) NO CENTRO DA VONTADE DE DEUS HÁ FÉ E CORAGEM. Eram muitas as circunstâncias adversas que poderiam desanimar o profeta: uma caminhada de cerca de 150 km de Querite até Sarepta sob a perseguição de Acabe (1 Rs 18.10); um abrigo numa nação estrangeira e pagā (1 Rs 17.9); ser sustentado por uma mulher gentia em estado de extrema pobreza. As circunstâncias, de fato, eram desanima-doras, mas Elias sabia que estava no lu-gar aonde Deus o havia enviado. Quando obedecemos à direção do Senhor, mes mo que sejamos provados no “forno de fundição”, Ele mesmo provê tudo de que necessitamos (Sl) 34.9). Deus havia prometido que Elias seria sustentado por intermédio daquela viúva, e, diante do quadro à sua frente, ele não desacreditou na provisão do Senhor. Com uma fé heroica, ele disse à viúva:”Não tenha medo” (1Rs.17.13 Sua fé era contagiante!
3. LIÇÕES DE UMA VIÚVA POBRE.
A generosidade da viúva de Sarepta e sua obediência ao homem de Deus produz maravilhosos ensinamentos sobre fé para a vida cristã. Não devemos esquecer o exemplo daquela mulher, que foi lembra-da pelo próprio Jesus (Lc 4.25,26).
A) EM SAREPTA APRENDEMOS A PRIORIZAR AS COISAS DE DEUS (1 RS 17.10-15). A viúva priorizou o homem de Deus em detrimento de suas próprias necessidades. Deus às vezes nos leva a situações nas quais temos que abrir mão de nossas prioridades, preferências e anseios para um propósito especifico (Mt 6.33). Lembremos de outra viúva que nos deixou uma lição e foi reverencia-da pelo Senhor Jesus (Mc12.42,43).
B) EM SAREPTA APRENDEMOS A RECONHE-CER NOSSA INCAPACIDADE (1 RS 17.12). Diante de Elias e do pedido que ele fez, a viúva abriu a sua alma para confessar o pouco que possuía e também o que não possuía. O que ela tinha? Aqua, um pouco de azeite e um pouco de farinha. Mas ela não tinha o que lhe foi pedido: um boca-do de pão. É assim que Deus nos molda no “forno de fundicão”, nos fazendo re-conhecer e confessar nossas debilidades.
C) EM SAREPTA APRENDEMOS A CONVIVER COM OS MILAGRES DE DEUS. A casa da víúva foi visitada por Deus, primeiro pela presença de Elias, seu representante, e depois por manifestações milagrosas da parte do Senhor. Esse é o resultado da fé e da obediência irrestrita à voz do Senhor.
“ CONCLUSÃO
Concluímos esse estudo com a poderosa Palavra de Deus ministrada sobre nossas vidas: “Elias lhe disse: Não temas; vai e faze o que disseste; mas primeiro faze dele para mim um bolo pequeno e trazemo aqui fora; depois, farás para ti mesma e para teu filho. Porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará, até ao dia em que o Senhor fizer chover sobre a terra. Foi ela e fez segundo a palavra de Elias; assim, comeram ele, ela e a sua casa muitos dias. Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do Senhor, por intermédio de Elias” (1 Rs 17.13-16).“
“A vida cristã é sustentada pela providência divina é um pilar fundamental da fé, indicando que Deus não apenas criou o mundo, mas continua a intervir ativamente, governando e suprindo as necessidades de Sua criação e de Seus filhos. A providência abrange tanto o cuidado físico quanto o espiritual, garantindo que tudo concorra para o bem daqueles que O amam. Aqui estão os pontos principais sobre como a providência divina sustenta a vida cristã: Sustento e Cuidado Ativo: A providência divina não é um conceito passivo. Deus age no dia a dia, fornecendo o necessário para a vida (alimento, vestuário, trabalho) e fortalecendo o crente em meio às provações. Soberania sobre Todas as Coisas: Acredita-se que Deus governa cada detalhe e circunstância. Isso inclui o controle sobre o universo, a história e as ações humanas, garantindo que Seus propósitos soberanos se cumpram. A Salvação como Principal Providência: A maior expressão da providência foi o envio de Jesus Cristo para a salvação da humanidade. O sustento espiritual, como a graça e o Espírito Santo, é considerado a base para a vida de fé. Confiança e Esperança: A fé na providência leva o cristão a um “confiante abandono”, reduzindo a ansiedade e depositando as preocupações em Deus. Isso envolve buscar primeiro o Reino de Deus, confiando que Ele suprirá as demais necessidades. Propósito nas Adversidades: A providência divina sugere que, mesmo em tempos difíceis, Deus está trabalhando para um fim bom, transformando intenções más em propósitos positivos, como exemplificado na história de José no Antigo Testamento. Em suma, viver sob a providência divina é caminhar com a certeza de que Deus é um Pai cuidadoso que, através de Sua sabedoria e poder, sustenta a vida do cristão no tempo presente e guia em direção à salvação eterna.“
“Você está se referindo às histórias bíblicas de:
1.Querite (1 Reis 17:1-7): O profeta Elias é alimentado por corvos no deserto de Querite, demonstrando a providência de Deus. 2. Sarepta (1 Reis 17:8-24): Elias é acolhido por uma viúva pobre em Sarepta, que compartilha o pouco que tem com ele, e Deus multiplica a farinha e o azeite dela. 3. A viúva empobrecida (Marcos 12:41-44, Lucas 21:1-4): Uma viúva pobre oferece dois centavos no templo, e Jesus a elogia por sua generosidade e fé.
Lições que podemos aprender:
– A providência de Deus é real e pode se manifestar de maneiras inesperadas.? – A generosidade e a fé podem levar a bênçãos e multiplicação.? – O valor de uma oferta não é medido pelo seu tamanho, mas pela intenção e sacrifício.?
Viver uma vida de vegetação significa levar uma existência passiva,inerte e sem grandes atividades mentais ou sociais. É uma expressão figurada que se refere a uma vida monótona, sem propósito ou estímulo, como se a pessoa estivesse apenas existindo, e não vivendo de fato. As principais características de uma “vida de vegetação” incluem: Inércia e falta de iniciativa: A pessoa não busca novas experiências, não se esforça para mudar ou melhorar e aceita a rotina sem questionar. Ausência de atividades sociais:Há um isolamento e pouca interação com outras pessoas, resultando na falta de conexões significativas.Falta de estimulação intelectual: A mente permanece inativa, sem desafios ou atividades que a estimulem, levando a uma existência sem brilho.Desinteresse pela vida: Não há paixão, entusiasmo ou grandes objetivos.A vida é vista como algo que simplesmente acontece, sem a participação ativa da pessoa.
Viver uma vida social regularizada de prazeres de alegria significa buscar ativamente e de forma equilibrada o bem-estar e a felicidade por meio das interações sociais.É encontrar satisfação e contentamento em sua vida social, que inclui relações com amigos, família e a comunidade em geral.
Essa ideia se baseia em alguns pilares essenciais:
Interações sociais saudáveis: Ter relações fortes e saudáveis com outras pessoas ajuda a reduzir o estresse, evita o isolamento e promove uma melhor saúde mental. A participação ativa na vida social estimula o bem-estar emocional e físico.
Busca equilibrada do prazer: Em vez de uma busca obsessiva por felicidade e prazer a qualquer custo, o que pode levar à infelicidade a longo prazo, essa abordagem se refere à capacidade de encontrar satisfação nos prazeres diários e nas interações positivas.
Conexão e pertencimento: Ter uma vida social regularizada promove a sensação de pertencimento e pode impulsionar a autoestima. Estar em um ambiente onde você se sente aceito e apreciado contribui para o seu bem-estar geral.
Diversidade de relações: Não se trata apenas de um grupo seleto de amigos, mas de cultivar uma variedade de relações sociais que enriqueçam a vida e proporcionem diferentes tipos de prazer e aprendizado.
Aproveitar o presente:Significa valorizar os momentos e experiências, reconhecendo o prazer e a alegria que as relações sociais proporcionam no dia a dia.
Em suma, não se trata de uma felicidade superficial, mas de uma satisfação mais profunda (semelhante à ideia grega de eudaimonia), que vem de uma vida social rica, cheia de relações significativas e alegrias genuínas, cultivadas de forma consciente e equilibrada.
[ “NÃO AMEIS O MUNDO, NEM O QUE NO MUNDO HÁ. SE ALGUÉM AMA O MUNDO, O AMOR DO PAI NÃO ESTÁ NELE.” ]
REFLEXÃO
“O nosso amor ao Senhor inevitavelmente nos leva a confrontar o mundo.”
HINOS SUGERIDOS: 108, 212 E 225 (HC)
TEXTO BASE: 1 RS 17.1-7
OBJETIVOS:
>
Mostrar a realidade espiritual do mundo atual.
>
Compreender nossa missão como Elias de Deus nessa geração.
INTRODUÇÃO
A vida do profeta Elias é um paradigma divino para todos que decidiram viver neste mundo sob a direção do Espírito Santo, confrontando o mundo que está prostrado diante do pecado (2 Tm 3.12; 1 Jo 5.19). Elias surgiu no cenário num dos momentos mais tenebrosos da história de Israel. A nação havia se afastado do Senhor e andava em caminhos de idolatria, imoralidade e desobediência (1 Rs 16.29-33). Essa realidade espiritual se assemelha aos dias que vivemos. O mundo está trilhando rotas com-pletamente antagônicas à vontade de Deus, mas, tal qual Elias, devemos nos posicionar como Igreja e, indivi-dualmente, como cristãos, em defesa das verdades de Deus, como uma voz profética e ousada: “Vive o Senhor, em cuja presença estou”.
1. O REINADO DE ACABE (1 Rs 16.29).
Quase 6 décadas se passaram desde a morte de Salomão e a divisão da nação em reino do norte (Israel) e reino do Sul Dada), nos dias de seu filho Roboão. Nesse periodo, sete reis governaram Israel: Jeroboão (1 Rs 12.16-20), Nadabe(1 Rs 15.25, 26), Baasa (1 Rs 15.27-30.33), Elá(1 Rs 16.8-14), Zinri(1 Rs 16. 15-20), Onri (1Rs 16, 21-28) e Acabe (1 Rs 16.29-33) Esse último é considerado um dos piores reis de Israel e personifica a iniquidade, as ações malignas. Seu reinado é a represen-tação do mundo afastado de Deus. É um quadro semelhante ao mundo hodierno, onde a Igreja do Senhor peregrina, à es-pera do arrebatamento. Quais pecados de Acabe que se repetem em nossos dias?????????
A) ALIANÇAS PECAMINOSAS (1 RS 16.31). Acabe se casou com Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios, fazendo uma aliança não somente política, mas reli-giosa e extremamente nociva ao povo de Deus. Jezabel é símbolo de falsa dou-trina, imoralidade, corrupção espiritual e oposição ao verdadeiro culto ao Senhor (Ap 2.20). Essa aliança também nos lem-bra que não podemos viver em jugo de-sigual com os infiéis (2 Co 6.14).
B) A IDOLATRIA (1 RS 16.32). O culto a Baal foi uma alternativa ou complemento oferecido pelo rei Acabe ao povo israelita para a prática da adoração. Era um tipo de culto repulsivo, com elementos como depravação sexual, prostituição e idola-tria. Que grande pecado! Não é diferente nos dias de hoje. A Igreja é combatida por doutrinas, ideologias e conceitos humanos que tentam perverter o verdadeiro culto a Deus (Rm 12.1.2) ?
C) ABOMINAÇÕES CONTRA O SENHOR (1 RS 16.33). Abominações são coisas repugnantes, detestáveis e que aborrecem. A Bíblia diz que as obras de Acabe “irritavam ao Senhor de Israel”. Assim também, Deus está aborrecido com esse mundo dominado pelo sincretismo religioso, pelas drogas, pela prostituição, pela violência, pela banalização do sagrado e a valorização do profano (2 Tm 3.1-5). E, como disse o Senhor Jesus, muitos têm experimentado o es friamento do amor e enveredado pelo caminho da iniquidade (Mt 24.12). É nesse cenário caótico que Deus deseja levantar crentes com o espirito (sentimento, disposição, força) de Elias (Lc 1.17) para que o mundo possa testificar: “O espirito de Elias está sobre ele” (2. Rs 2.15)
2. DEUS LEVANΤΑ Ο PROFETA ELIAS.
Alguém disse com muita propriedade que um ilustre profeta (Elias) foi levantado no reino de um dos mais perversos reis de Israel. São as ironias de Deus, os caminhos inescrutáveis, a soberania do Altissimo. Ompástolo Paulo nos diz que “Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. E Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são” (1 Co 1.27.28).
A) UM HOMEM COMUM: UM CHAMADO EXTRAORDINÁRIO. Elias surge de repente no cenário de Israël, sem genealogia o formação profética prévia. Era um homem comum, vindo de Gileade, uma uma região montanhosa e simples, longe dos centros políticos e religiosos de Israel. Deus escolheu um homem do campo era confrontar um rei perverso e uma nação mergulhada na idolatria.
B) É UM TIPO DA IGREJA. O apóstolo Pedro descreve o papel da Igreja: “Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamar as virtudes daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pe 2.9). Lembremos outra vez das palavras poderosas do apóstolo Paulo: “… não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento” (1 Co 1.26). A Igreja foi levantada para avançar sobre as portas do inferno e prevalecer (Mt 16.18). ?
C) É UM MODELO PARA CADA CRENTE. Elias foi forjado pelo Senhor no anonimato, em uma terra deserta e rude. Os habitantes de Gileade eram rudes, habitavam simples vilas e sobreviviam cuidando de rebanhos de ovelhas. Viviam de maneira singela, se vestiam de pele de camelo, eram solitários e adestrados para suportar grandes dificuldades. Assim somos nós! Que extraordinária semelhança! O anonimato de Elias antes de seu aparecimento nos ensina que devemos viver uma vida de comunhão com Deus nos bastidores, antes de sermos usados para Seus propósitos (Lc 1.80). Seu próprio nome (Elias = Jeová é Deus) o identificava com o seu Senhor. Que a nossa vida também nos identifique com o nosso Deus (Mt 5.16).
3. A MENSAGEM DE ELIAS.
“Então Elias, o tesbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe…” (1 Rs. 17.1a). O profeta do Senhor foi levantado como uma voz. O texto é categórico: “ele disse” (hb. amar), que significa: falar, proferir, dizer o que está no coração, declarar. Elias veio para proclamar uma mensagem de juízo contra a idolatria de Israel, mas veio também em defesa do seu Deus. O que ele disse é maravilhoso!
A) “VIVE O SENHOR, DEUS DE ISRAEL“. Elias proclamou diante de Acabe: O Deus de Israel, o Criador do Mundo, o Deus único e verdadeiro não estava morto, ainda que cultuassem a Baal e outros deuses. Essa é a nossa mensagem também: Deus está vivo, Sua Palavra está viva, Seus principios estão vivos, Seus decretos estão vivos! (MI 3.6; Hb 13.8).
B) “EM CUJA PRESENÇA ESTOU”. Estar na presença (hb. amad) significa estar de pé, permanecer, resistir, manter a posição, continuar, morar, resistir, persistir, estar firme, aparecer, entrar em cena, mostrarse, erguerse contra.(Oh glória, Oh glória)Foi essa a postura de Elias e deve ser a nossa também, proclamar ao mundo que o Senhor tem profetas na terra que não se curvam diante do mundo e do pecado, mas permanecem em defesa do Deus de Israel (SI 16.8; At 4.20).
C) “NEM ORVALHO NEM CHUVA”. Os sinais de Deus foram vistos por intermédio do ministério de Elias, assim como, por meio da Igreja, Jesus manifesta os sinais que seguem os que creem (Mc 16.17). O Senhor respalda seus Elias, em todas as gerações, manifestando milagres: E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam” (Mc 16.20).
” CONCLUSÃO
Como resultado de sua obediência ao chamado divino, o profeta Elias recebeu do Senhor revelação, direção, provisão, cuidados e providências (1 Rs 17.3). Deus o escondeu, o alimentou e emitiu ordens a seu favor. Assim vivemos nós, sob os cuidados e a providência divina. Continuaremos aprendendo mais nas próximas lições sobre o Deus de Elias. Amém. “
” Aqui se encontra alguns comentários abaixo em relação a primeira lição”
O rei Acabe é descrito na Bíblia (1 Reis 16-22) como um dos reis mais perversos de Israel, cujo reinado foi marcado pela idolatria, influência pagã e injustiça social. A sua história é vista como um espelho de comportamentos que persistem até hoje.
Os principais pecados de Acabe e como eles se repetem na atualidade:
Idolatria Moderna (Colocar Deus em segundo lugar)
O Pecado de Acabe: Acabe oficializou o culto a Baal e Aserá em Israel, influenciado por sua esposa Jezabel, deixando de adorar ao Deus de Israel.Hoje em dia: A idolatria moderna raramente é feita diante de estátuas, mas sim na adoração ao dinheiro, poder, fama, carreira, tecnologia ou a si mesmo (narcisismo). Qualquer coisa que ocupe o lugar de Deus na vida de uma pessoa é uma forma de idolatria moderna.
Influência de Relacionamentos Tóxicos
O Pecado de Acabe: Acabe casouse com Jezabel, uma adoradora de ídolos, e permitiu que ela governasse suas decisões, levando-o a cometer atos ainda piores.
Hoje em dia: Pessoas que permitem que parceiros, amigos ou influências externas as afastem de seus valores morais, éticos e espirituais. O “espírito de Jezabel” é frequentemente citado para descrever manipulação e controle em relacionamentos.
Ganância e Injustiça Social (Caso da Vinha de Nabote)
O Pecado de Acabe: Acabe cobiçou a vinha de Nabote e, quando não conseguiu comprá-la, ficou emburrado. Jezabel orquestrou a morte de Nabote para que Acabe ficasse com a terra, mostrando desprezo pela vida humana e pela lei divina.
Hoje em dia:A corrupção, a grilagem de terras, a exploração do trabalhador, e o “passar por cima” dos direitos dos outros para conseguir bens materiais ou poder. É o egoísmo acima da justiça.
Rejeição da Palavra de Deus e Perseguição aos Profetas
O Pecado de Acabe:
Acabe odiava o profeta Elias porque? ele profetizava a verdade, chamando-o de “perturbador de Israel”. Ele ignorava as advertências divinas e buscava apenas conselheiros que dissessem o que ele queria ouvir.
Hoje em dia: O desprezo pela ética cristã e bíblica. Pessoas que perseguem ou ridicularizam aqueles que vivem de forma íntegra e tentam seguir os ensinamentos de Deus, rotulando-os como antiquados ou intolerantes.
Fraqueza de Caráter e Manipulabilidade
O Pecado de Acabe: Acabe era um líder fraco e inconstante, que se humilhava quando confrontado, mas logo voltava a pecar (falta de arrependimento sincero).
Hoje em dia: A “síndrome de Acabe” é vista em pessoas que não assumem a responsabilidade por seus erros, culpam os outros por seus infortúnios e não tomam as rédeas de sua própria vida com caráter, deixando-se levar pelas circunstâncias. Acabe representa o perigo de um líder forte politicamente (ele fortaleceu Israel economicamente), mas espiritualmente fraco e moralmente falido. A sua história serve como um alerta sobre as consequências de ignorar a Deus em favor da vontade própria.
O REINADO DE ACABE ( 1 Rs 16.29)
LETRA B)
A IDOLATRIA
ROMANO CAP 12 V 1 Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
V .2 E não vos conformeis com este mundo, mas transformaivos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Cap 12. V 1 VOSSO CORPO EM SACRIFICIO VIVO.
Os seguidores de Jesus devem nutrir uma intensa paixão por honrálo em todos os aspectos da vida. Por gratidão a Deus por causa de sua misericórdia e salvação, devemos ser totalmente dedicados a amá-lo. viver segundo os seus padrões e servir aos propósitos ser demonstrar a santidade de Deus (isto é, a pureza que Ele tem para a nossa vida.
(1) Nosso objetivo deve ser moral, integridade espiritual, separação do mal e completa dedicação a Deus) em tudo que fizermos. Isso requer o sacrifício pessoal de separação dos padrões e práticas mundanas para que possa.
SEJAM FIRMES Ensino Sadio e Caráter Santo nas Cartas Pastorais Domingo, 24 de Setembro de 2023
INTRODUÇÃO
A respeito da carta pastoral de Paulo enviada a Tito, Martinho Lutero escreveu: É uma breve epístola, mas apresenta exemplo tão perfeito da doutrina cristã e é redigida com tanta perícia que contém todo o necessário para o conhecimento e a vida cristã. Queremos destacar a importância das cartas pastorais para o nosso tempo. Elas são totalmente necessárias ainda hoje e isso por várias razões:
a. Em primeiro lugar, porque a classe pastoral está em crise. Há muitos pastores perdidos e confusos no ministério. Alguns estão cansados da obra e na obra (Gl 6.9), enquanto outros vivem na indolência sem se afadigar na Palavra (1Tm 5.17), sem vigiar o rebanho dos iminentes perigos (At 20.29,30), sem apascentar com conhecimento e inteligência o povo de Deus (Jr 3.15).
b.Em segundo lugar, porque muitas igrejas estão em crise. As cartas pastorais trazem princípios práticos que orientam a igreja acerca do modo correto de proceder diante dos perigos externos e dos conflitos interiores. Muitas igrejas são assediadas por falsos mestres e assaltadas por falsas doutrinas. Outras têm suas energias drenadas em intérminos conflitos internos, que tiram o foco da igreja de sua verdadeira missão, que é adorar a Deus e fazer a sua
c. Em terceiro lugar, porque há nas igrejas um descompasso entre teologia e vida. A igreja de Deus precisa ser zelosa da doutrina e também da vida. Paulo escreveu a Timóteo, dizendo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina…” (1Tm 4.16). A igreja de Éfeso era zelosa da doutrina e descuidada no amor (Ap 2.2–4).
A carta a Tito enfatiza tanto a sã doutrina
(2.1) quanto a prática da piedade
(1.1) e das boas obras (2.14; 3.14).
d. Em quarto lugar, porque as heresias sempre se vestem de nova roupagem para se infiltrar na igreja. As igrejas do primeiro século já estavam ameaçadas desde o seu nascimento pelo fermento da heresia. Ainda hoje, há muitas heresias no mercado da fé. Muitas delas com sabor de alimento saudável e nutritivo, mas não passam de comida venenosa e mortífera. Essas heresias estão presentes nos seminários, nos púlpitos, nos livros, nas músicas. Uma heresia é uma negação da verdade ou uma distorção dela. Precisamos nos acautelar.
e. Em quinto lugar, porque a maneira errada de lidar com as pessoas dentro da igreja é a causa de muitas feridas. A carta de Paulo a Tito é um verdadeiro manual de relacionamento humano. Mostra como os líderes devem lidar com as pessoas mais jovens, mais velhas e as pessoas da sua idade. A liderança da igreja precisa ser firme na sã doutrina, zelosa na disciplina, mas sensível com as pessoas.
I. INFORMAÇÕES INTRODUTÓRIAS
1.1 Título
O título grego para esta epístola é ΠΡΟΣ ΤΙΤΟΝ (pros Titon), indicando seu único destinatário. O título no NT grego literalmente diz: “A Tito”.
1.2 Remetente e Data É consenso universal que o autor dessa carta a Tito é o apóstolo Paulo. As evidências são tanto internas quanto externas.
a. Evidência interna. Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade. Escrevo na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos (Tt 1.1,2 – NAA).
b. Evidência externa. Os pais da igreja, Cânon muratório; os Reformadores e a grande maioria dos estudiosos. Embora sua posição no Novo Testamento seja depois de 2Timóteo, sua posição cronológica é, provavelmente, entre as duas cartas de Timóteo. Temos certeza de que Tito precede 2Timóteo, porque o apóstolo ainda era homem livre quando escreveu essa epístola sobre o estudo. Mas se Tito precede ou sucede a 1Timóteo, é difícil dizer.
1.3 O destinatário da carta. Essa carta foi enviada a Tito e às igrejas dos cretenses. Tito é mencionado uma vez em Gálatas, nove vezes em 2Coríntios, uma vez em 2Timóteo e novamente na carta que leva o seu nome. Tito esteve com Paulo em Jerusalém, Éfeso, Macedônia, Creta, Nicópolis e Roma. Quem foi Tito? a. Em primeiro lugar, Tito foi um gentio convertido a Cristo. Enquanto Timóteo tinha pai grego e mãe judia, Tito era filho de pais gregos (Gl 2.3). Converteu-se a Cristo pelo ministério de Paulo (1.4). Saiu das fileiras do paganismo para abraçar a fé cristã. Não sabemos ao certo a naturalidade de Tito. Possivelmente residia em Antioquia da Síria, onde Barnabé e Saulo ensinaram a Palavra de Deus.
b. Em segundo lugar, Tito foi encarregado por Paulo para levar à igreja de Corinto sua carta dolorosa.
c.Em terceiro lugar, Tito foi encarregado por Paulo para levar à igreja de Corinto a segunda carta e completar entre os crentes a graça da contribuição (2Co 8.6).
d.Em quarto lugar, Tito é companheiro e cooperador de Paulo, homem digno de honra na igreja de Deus (2Co 8.23,24). Tito não é apenas filho na fé do apóstolo Paulo, mas também seu companheiro e cooperador. Está sempre obedecendo as ordens do apóstolo, no sentido de cooperar com ele no trabalho do ministério em várias igrejas. Era um homem pronto e sempre disposto a fazer a obra de Deus, onde quer que o apóstolo o enviasse.
Em quinto lugar, Tito, um homem de iniciativa (2Co 8.16,17). Tito demonstrou amor pela igreja de Corinto a ponto de não apenas ir aos coríntios atendendo ao apelo de Paulo, mas de ir a Corinto voluntariamente. Ele tinha iniciativa própria e disposição de enfrentar grandes desafios no ministério.
f. Em sexto lugar Tito, era um homem íntegro financeiramente (2Co 12.17,18). Paulo dá seu testemunho à igreja de Corinto dizendo que, durante os dezoito meses que passou na cidade, jamais os explorou financeiramente. De igual forma, seu filho, cooperador e companheiro Tito não os explorou, uma vez que andou no mesmo espírito e nas mesmas pisadas de seu pai espiritual.
II. CONTEXTO HISTÓRICO E PROPÓSITO 2.1
A ilha de Creta.
2.2 Propósito. Destacamos três propósitos do apóstolo Paulo ao escrever essa carta: a. Em primeiro lugar, encaminhar Zenas e Apolo (3.13). Essa carta de Paulo a Tito serviu como mensagem de recomendação para Zenas, o intérprete da lei, e Apolo, o eloquente evangelista, que foram também os portadores da missiva.
b. Em segundo lugar, pedir para Tito encontrar-se com Paulo em Nicópolis (3.12). Assim que Tito tivesse concluído seu trabalho, deveria deixar Creta para encontrar-se com Paulo em Nicópolis, antes da chegada do inverno. É muito provável que eles tenham se encontrado nessa cidade, uma vez que quando Paulo escreveu sua última carta a Timóteo, da prisão romana, disse que Tito tinha ido à Dalmácia (2Tm 4.10).
c. Em terceiro lugar, dar instruções pastorais acerca do que à igreja deveria fazer. Tito deveria dar instruções à igreja para a promoção do espírito de santificação nas relações eclesiásticas, individuais, familiares e sociais. Desses três propósitos enunciados, o último é o que cobre a maior parte da carta.
2.3 Resumo dos capítulos.
a. No capítulo 1 Paulo introduz sua saudação pessoal a Tito usando as mesmas palavras dirigidas a Timóteo (1Tm 1.2; Tt 1.4), e orienta o pastor ou bispo Tito quanto ao propósito principal pelo qual ele havia sido empossado em Creta, bem como a maneira como ele deveria proceder ali (Tt 1.5) e as qualificações exigidas para consagrar alguém ao presbitério da Igreja (Tt 1.6-9). Em seguida, Paulo revela a Tito os tipos de pessoas com os quais ele iria lidar em Creta, demonstrando que a sua tarefa seria um tanto árdua naquele lugar (Tt 1.10-16).
b. No capítulo 2 Paulo inicia recomendando a Tito que não abrisse mão de pregar a sã doutrina (Tt 2.1). Também o ensina como instruir cada membro da Igreja (Tt 2.2-6) e cobra de Tito a responsabilidade de ser exemplo para os fiéis (Tt 2.7-8). Paulo apresenta ainda a doutrina universal da graça de Deus (Tt 2.11) e também a doutrina escatológica da Segunda Vinda de Cristo em glória (Tt 2.13-14).
c. No capítulo 3 Paulo destaca a doutrina da regeneração do pecador operada pelo Espírito Santo (Tt 3.4-5), além de recomendar a Tito que trate bem Zenas e Apolo (Tt 3.13).
II. AS PRINCIPAIS ÊNFASES DA CARTA
A carta de Paulo a Tito trata de vários temas fundamentais para a igreja.
a. Em primeiro lugar, a organização das igrejas (1.5). Muitas coisas estavam fora de lugar nas igrejas de Creta. Tito foi deixado lá para colocá-las em ordem. Essas coisas incluíam o ensino da sã doutrina, a aplicação da disciplina, o combate aos falsos mestres e a instrução da sã.
b.Em segundo lugar, a liderança das igrejas (1.5–9). Paulo tinha uma solene preocupação com o governo da igreja. Uma igreja bíblica precisa ter líderes sãos na fé e na conduta. Paulo deixa claro que o objetivo supremo do governo da igreja é a preservação da verdade revelada.
c.Em terceiro lugar, o combate aos falsos mestres e às falsas doutrinas (1.10–16). A liderança da igreja precisa vigiar para que os lobos que estão do lado de fora não entrem; nem os lobos vestidos de peles de ovelha, disfarçados dentro da igreja, arrastem após si os discípulos (At 20.29–31).
d.Em quarto lugar, o ensino da sã doutrina
(2.1).A igreja não deveria ficar apenas na defensiva, combatendo os falsos mestres, mas deveria sobretudo engajar-se no ensino da sã doutrina. Esta palavra “sã” é um termo médico e indica a doutrina que está livre de corrupção e enfermidade. e. Em quinto lugar, a promoção da ética cristã (2.2–10). Paulo dá orientações claras para os líderes e para os liderados. As prescrições apostólicas contemplam os idosos, os recém casados, os jovens e os servos. Não é suficiente ter doutrina sã, é preciso também ter vida santa. A doutrina sempre deve converter-se em vida.
f. Em sexto lugar, a prática das boas obras (2.11–14; 3.8,14). Não somos salvos pelas boas obras, mas demonstramos nossa salvação por meio delas. A salvação é pela fé somente, mas a fé salvadora nunca vem só; ela é acompanhada das boas obras. A fé é a causa; as boas obras são o resultado da salvação.
g. Em sétimo lugar, a submissão às autoridades (3.1–11). A igreja de Deus é um lugar de ordem, e não de anarquia; de obediência, e não de insubmissão. Insurgir-se contra as autoridades instituídas por Deus é desafiar o próprio Deus que as instituiu. Assim, a fonte da autoridade não está nela mesma, mas em Deus.
CONCLUSÃO
Estudamos as cartas pastorais. Durante três meses fomos grandemente abençoados com instruções presentes em
1 e 2 Timóteo e Tito. Louvamos a Deus pela sua bondade e misericórdia,
Mensagem O estabelecimento de igrejas maduras, nas quais a doutrina é confirmada pela vida, depende da presença ativa de liderança espiritualmente qualificada e da prática de boas obras por parte de cada crente por meio da graciosa capacitação de Deus.
I. A saudação de Paulo revela sua atitude quanto ao ministério e sua apreciação por Tito (1.1–4).
A. A saudação de Paulo revela a sua atitude quanto ao ministério (1.1–3).
1. A posição de Paulo era tão humilde quanto a de um escravo e tão altiva quanto a de um embaixador (1.1a).
2. A missão de Paulo era promover a fé e o conhecimento prático da verdadeira piedade entre os eleitos (1.1b).
3. A base para o ministério de pregação de Paulo são a fidedignidade e a soberania de Deus (1.2–3a).
4. O papel de Paulo era ser um arauto, comandado pelo Deus Salvador (1.3b).
B. A saudação de Paulo revela a sua apreciação por Tito (1.4).
1. Tito é um genuíno discípulo no elo de fé entre eles (1.4a).
2. A Tito, Paulo deseja graça e paz divinas (1.4b).
II. O estabelecimento de igrejas maduras nas quais a doutrina é confirmada pela vida depende da presença ativa de liderança espiritualmente qualificada (1.5–16).
A. As responsabilidades de Tito em Creta são definidas como o aperfeiçoamento das igrejas e a indicação de liderança qualificada segundo o plano de Paulo (1.5).
B. Os homens a serem indicados como presbíteros em Creta precisam ser espiritualmente maduros, socialmente equilibrados e doutrinariamente sãos (1.6–9).
1. Presbíteros devem ser espiritualmente maduros (1.6–7).
• Precisam ter reputação irrepreensível (1.6a).
• Precisam ser exemplos de fidelidade conjugal (1.6b).
• Precisam ter filhos obedientes (1.6c).
• Precisam estar acima de qualquer repreensão porque são despenseiros de Deus (1.7a).
• Precisam ser humildes (1.7b).
• Precisam ser mansos (1.7c).
• Precisam ser moderados (1.7d).
• Precisam ser pacíficos (1.7e).
• Precisam ser honestos (1.7f).
2. Presbíteros precisam ser socialmente equilibrados (1.8).
• Precisam ser hospitaleiros (1.8a).
• Precisam ser estimuladores à boa conduta (1.8b).
• Precisam ser sensíveis (1.8c).
• Precisam ser justos (1.8d).
• Precisam ser santos em sua conduta (1.8e).
• Precisam ter domínio de si (1.8f).
3. Presbíteros precisam ser doutrinariamente sãos (1.9).
• Precisam estar absolutamente convencidos da mensagem do evangelho (1.9a).
• Precisam ser capazes de estimular os crentes e refutar os opositores com a doutrina que conhecem e em que creem (1.9b).
C. A missão dos presbíteros em potencial é refutar eficazmente as doutrinas de falsos mestres e confrontar o erro para que os crentes sejam sadios em sua crença (1.10–16).
. A missão dos presbíteros em potencial é refutar eficazmente as doutrinas de falsos mestres que tiram proveito do caráter falho dos cretenses (1.10–13a).
• A natureza da missão dos presbíteros seria de oposição a pessoas rebeldes e enganosas que promoviam doutrinas judaizantes (1.10).
• A urgência da missão dos presbíteros jazia no fato de que famílias inteiras estavam sendo desviadas por falsos mestres gananciosos (1.11).
• A dificuldade da missão dos presbíteros jazia no caráter falho dos cretenses (1.12– 13a).
2. A missão dos presbíteros em potencial é de confrontar o erro para que os crentes sejam sadios em sua crença (1.13b–16).
• O alvo da missão de confrontação dos presbíteros é levar os crentes a descartar a lealdade aos judaizantes e suas doutrinas (1.13–14).
• O padrão para a missão dos presbíteros é a liberdade cristã que os hereges profanos negam e distorcem em suas vidas inúteis, inconsistentes com a sua profissão de fé (1.15–16).
III. O estabelecimento de igrejas maduras, nas quais a doutrina é confirmada pela vida, depende da prática de boas obras por parte de cada crente por meio da graciosa capacitação de Deus (2.1–3.11).
A. O dever de Tito é traduzir a doutrina sadia para a prática sadia nas vidas de grupos diferentes na igreja cretense por meio do ensino e do exemplo (2.1–10).
1. O dever de Tito é ensinar segundo a sã doutrina (2.1).
2. O alvo do ministério de Tito para homens mais velhos era de fazer deles exemplos morais e espirituais (2.2).
• Ao tornarem-se moderados.
• Ao tornarem-se sóbrios.
• Ao tornarem-se disciplinados.
• Ao tornarem-se piedosos por meio da confiança em Deus, do amor pelas pessoas e da esperança perseverante.
3. O alvo do ministério de Tito para mulheres mais velhas era fazer delas discipuladoras de mulheres mais jovens (2.3–5).
• Mulheres mais velhas devem ser levadas à maturidade espiritual (2.3).
• Evitando, assim, a fofoca.
• … e o apego ao vinho,
• … e transformando-as em mestras do bem.
• Mulheres mais velhas devem se tornar discipuladoras de mulheres mais jovens para que elas sejam um exemplo do evangelho… (2.4–5).
• … amando suas famílias,
• … sendo sensíveis e puras,
• … sendo diligentes no lar,
• … sendo bondosas,
• … sendo submissas aos seus maridos.
4. O alvo do ministério de Tito para homens mais jovens era estimulá-los a uma vida de domínio próprio que silenciaria a oposição, tornando-os exemplos de conduta e palavra (2.6–8). 5. O alvo do ministério de Tito para os escravos era fazer deles vitrinas de doutrina cristã ao serem… (2.9–10).
• … completamente submissos aos seus mestres,
• … respeitosos, • … honestos e fidedignos.
B. A motivação e capacitação de Tito para o ministério eram a disponibilidade e o poder transformador da graça divina oferecida por meio do sacrifício de Jesus Cristo (2.11–14).
1. A divina graça salvadora se fez disponível a todos os homens (2.11).
2. A divina graça salvadora capacita os crentes a renunciarem ao mal e viverem vidas piedosas (2.12–14).
• Ela capacita os crentes a renunciarem ao mal (2.12a).
• Ela capacita os crentes a viverem vidas piedosas… (2.12b–14).
• … sendo moderados, justos e tementes a Deus (2.12b),
• … mantendo viva a esperança na volta de Cristo (2.13),
• … tornando-se puros e zelosos na prática do bem como povo purificado de Deus (2.14).
3. A obrigação de Tito era ensinar, estimular e confrontar fielmente e com autoridade o seu povo com doutrina apostólica (2.15).
C. O dever de Tito é preparar os crentes a viver vidas excelentes e proveitosas na sociedade, à luz da misericórdia de Deus em suas vidas(3.1–8).
1. O dever de Tito é relembrar aos crentes o estilo de vida que Deus espera deles na sociedade (3.1–2).
• Os crentes devem ser submissos às autoridades (3.1a).
• Os crentes devem estar prontos a fazer o bem aos outros (3.1b).
• Os crentes não devem caluniar (3.2a).
• Os crentes devem ser pacíficos (3.2b).
• Os crentes devem ser longânimos (3.2c).
• Os crentes devem ser humildes (3.2d).
2. O dever de Tito é motivar os crentes a um estilo de vida excelente e proveitoso tendo em mente a transformação não merecida que o amor de Deus operou na vida deles (3.3–8).
• A antiga vida dos crentes era maculada pelo pecado como a sociedade é agora (3.3).
• Eles eram insensatos (3.3a).
• Eles eram desobedientes (3.3b).
• Eles eram facilmente enganados (3.3c).
• Eles eram escravizados por concupiscências e prazeres pecaminosos (3.3d).
• A salvação graciosa e vivificadora de Deus foi dada generosamente para produzir um povo que será dedicado à prática do bem por causa da sua justificação e esperança de vida eterna (3.4–8).
• O Filho de Deus é a fonte da salvação que nos vivifica (3.4).
• A misericórdia de Deus é a base da salvação que nos vivifica (3.4–5a).
• O Espírito de Deus é o agente da salvação que nos vivifica (3.5b–6).
• A justificação pela graça de Deus e a esperança da vida eterna são o conteúdo da salvação que nos vivifica (3.7).
• Boas obras condizentes com a nossa fé são o resultado da salvação que nos vivifica (3.8).
D.O dever de Tito é proteger a igreja da fé vazia rejeitando debates infrutíferos e lançando fora falsos mestres que provocam divisão (3.9–11).
1. O dever de Tito é proteger a igreja da fé vazia rejeitando debates infrutíferos… (3.9).
• … sobre genealogias do Antigo Testamento (3.9a);
• … sobre detalhes rabínicos quanto à interpretação da Lei (3.9b).
2. O dever de Tito é proteger a igreja da fé vazia lançando fora falsos mestres que provocam divisão (3.10–11).
• Falsos mestres que provocam divisões devem ser tratados segundo a regra de Cristo para a disciplina na igreja (3.10–11).
• O motivo para expulsar tais indivíduos é seu estilo de vida deturpado, evidente na forma de eles recusarem a correção (3.11). IV. Informação – Os planos de Paulo para Tito são brevemente esboçados (3.12–14). A. Tito devia encontrar Paulo em Nicópolis depois de ser substituído em seus deveres por Ártemas ou Tíquico (3.12). B. Tito devia usar o ministério de Zenas e Apolo em Creta como uma oportunidade para os crentes cretenses praticarem boas obras ao receberem bem esses verdadeiros mestres (3.13–14). V. Trocam-se saudações e deseja-se graça a todos [que leem ou ouvem a carta] (3.15).
“Оnde está o Senhor, o Deus de Elias?”, perguntamos, E a resposta é óbvia: “Onde sempre esteve, no seu trono”. Mas, onde estão os Elias de Deus? Sabemos que Elias foi “um homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos senti-mentos”. Mas infelizmente não somos homens com orações semelhantes às dele. Um homem que ora, para Deus, é pode-roso. No entanto, hoje o Senhor está passando de largo pelos homens, não porque sejam imprestáveis, mas porque são por demais autossuficientes. Irmãos, nossa capacidade nos deixa incapacitados; e nossos talentos cons-tituem um tropeço para nós.
Um homem que ora, para Deus, é poderoso.
Elias saiu da obscuridade e entrou no palco do Antigo Testamento já homem feito. A rainha Jezabel, aquela filha do inferno, havia removido os sacerdotes de Deus e posto no lugar deles altares para os falsos deuses. A terra estava coberta de trevas, e o povo envolto em escuridão espiritual. E o pecado campeava. A nação se mostrava cada dia mais impura com a proliferação de templos pagãos e ritos idólatras; a toda hora subia ao céu a fumaça dos milhares de altares ímpios. E tudo isso acontecia no meio de um povo que se dizia descendência de Abraão, de uma gente cujos ancestrais haviam clamado Deus nas horas de aflição, e dessa forma fora liberto das suas dalações. Como estava distante o Deus da glória! O sal perdera sabord O ouro perdera o polimento! E em meio a toda essa sens apostasia, Deus levantou um homem, não uma comissão, nem uma nava denominação, nem um anjo, mas memem, com sentimentos seme-Thantes aos nossos. Deus procurou entre eles um homem, não para pregar, mas para se colocar na brecha. E, como Abraão fizera antes, agora Elias estava presença do Senhor. O resultado foi que tempos depois o Espírito Santo pode escrever a história dele com apenas duas palavras: “E orou”. Isso é tudo que uma pessoa pode fazer para Deus e para a humanidade. Se a igreja hoje contasse com tantos intercessores quantos são seus conselheiros, teríamos um avivamento dentro de um ano.
Deus levantou um homem; não uma comissão, nem uma nova denominação, nem um anjo, mas um homem, com sentimentos semelhantes aos nossos.
Os homens que oram assim são os grandes benfeitores da humanidade. Elias foi um deles. Ele ouviu uma voz, teve uma visão, experimentou o poder espiritual, avaliou o inimigo e, tendo Deus como parceiro, conquistou a vitória. E as lágrimas que derramou, a agonia de alma que suportou, os gemidos que exprimiu estão todos registrados no livro das crónicas de Deus. Por fim, ele surgiu para profetizar com infalibilidade divina. Conhecia a mente de Deus. E foi assim que, sozinho, paralisou toda uma nação e modificou o curso da natureza. Esse homem decidido permaneceu firme e imperturbável como as montanhas de Gileade, no momento em que cerrou os céus para que não chovesse. Com a chave da fé, que serve em qualquer fechadura, ele trancou os céus, pôs a chave no o fato bolso, e fez Acabe estremecer. E embora seja glorioso de Deus poder usar um homem, ainda mais glorioso é ele ser atendido por Deus. Se um homem de Deus se puser a gemer “no Espírito”, Deus clamará “Deixa-me ir”. Talvez nos empolgasse a ideia de operarmos as maravilhas que Elias operou, mas será que apreciaríamos ser banidos?
Naqueles dias surgiu João Batista, pregando no deserto da Judeia, Ele dizia: “Arrependam-se. porque o Reino dos céus está próximo”
É feliz quem tem Jesus no coração.
João Batista foi um homem muito importante para Reino de Deus, ele tinha como missão anunciar a vinda de Jesus, expressando a mensagem da Cruz, ou seja, pregar o arrependimento, fazendo com que as pessoas reconhecessem que precisavam de um Salvador, porque ele estava próximo.Por exemplo, quando estamos com algum problema de saúde e vamos a um médico, ele busca chegar a um diagnóstico. O fato é que procuramos a cura, a solução para nosso problema, mas sem passar pelos procedimentos para saber o que está nos acometendo, não saberemos como tratar o problema. E a mensagem da cruz é como um raio-x, nos levando a refletir nosso interior nos mostrando que sem Je-sus estamos fadados a viver como escravos de nossas próprias vontades, com as emoções adoecidas, enfim, em uma vida sem propósito. Por isso a mensagem de João. Batista é tão importante. Entendo que essa mensagem não pode ser contida, mas compartilhada. João. Batista pouco tempo depois foi preso, e até tiraram sua vida, o mesmo ocorreu com grandes homens e mulheres de Deus que dedicavam suas vidas para anunciar a mensagem do Evangelho, e mesmo em meio a perseguição da época, não se acovardaram. Mesmo nessas condições tão adversas, a mensagem da cruz não foi interrompida ou afetada, mas seguiu firme, a ponto de mais de dois mil anos depois, ter chegado a mim e a você. Se você ainda não convidou Jesus para entrar em sua vida, este é o momento! Ele está à porta lhe esperando. Se você abrir, ele entrará e sentará à mesa com você. Ainda que os dias sejam maus, quando estamos com ele, a tristeza é transformada em alegria, as inquietações dão lugar à paz, as feridas são curadas, os pecados são perdoados e a salvação é alcançada.
Deus é o nosso refugio e a nossa fortaleza. auxilio sempre presente na adversidade.
SALMOS 46.1
Quantas vezes nos propomos a iniciar o ano de maneira diferente, almejando ser uma pessoa melhor, alcançar metas específicas, ou nos de-dicar mais a Deus e à sua Palavra? Esses desejos moti-vam mudanças como emagrecer, iniciar uma faculda-de, frequentar a academia, entre outros. No entanto, é comum que, diante dos desafios e adversidades do dia a dia, muitos desistam no meio do caminho. Persistência é a chave para vencer qualquer jornada. O entusiasmo inicial pode ser abalado pelos ventos con-trários, lutas e provações, mas é crucial permanecermos firmes naquilo que nos propomos, confiando nossos propósitos a Deus. Não podemos caminhar simples-mente por emoções, pois elas se abalam facilmente, mas por propósito, pois ele anda lado a lado com a fé. Já fiz muitas coisas na vida que, aos olhos humanos, pareciam loucura, como a construção do templo sede da Igreja Reviver, para o qual não tinhamos recursos financeiros, mas tínhamos uma Palavra. Recebi mui-tas críticas por tamanha ousadia, mas decidi obedecer, e gradativamente provamos do milagre, até que a obra foi concluída, tudo foi pago de maneira surpreendente, e o nome de Deus foi glorificado. Entenda isto: sempre que você estiver fazendo algo grande, haverá alguém para criticá-lo.Talvez você tenha iniciado projetos que não concluiu, sonhos que não realizou, por causa de situações contrárias que acabaram impedindo-o, mas a partir de hoje encorajo você a agir com fé e confiança, ouvindo somente a Deus, porque ele sabe o que é melhor para você e tem poder de levá-lo a grandes conquistas. A chave da concretização dos milagres está em você permanecer. Mantenha-se firme
“ De nada adianta o ano novo se você ainda é quem era no ano passado.
É lamentável mais ainda estar em tempo, é você querer. Pense bem não disperdiçe o tempo que Deus lhe deu!.
ABíblia ensina que liderar é servir com humildade e responsabilidade. O verdadeiro líder, segundo a Bíblia, não busca poder ou status, mas guia as pessoas com amor, justiça e obediência a Deus. Jesus Cristo é o maior exemplo de liderança bíblica: Ele liderou com compaixão, exemplo e serviço.
De acordo com a Palavra de Deus, o papel do líder é servir, orientar e cuidar das pessoas que estão sob sua responsabilidade. Em Mateus 23:11, Jesus declarou: “O maior entre vocês deverá ser servo.”
Isso mostra que, na perspectiva bíblica, liderança não é domínio, mas serviço. Um líder piedoso se preocupa com o bem-estar dos outros, age com integridade e busca direção de Deus para suas decisões.
O que Jesus ensinou sobre liderança?
Jesus corrigiu a ideia de que liderar é “mandar”. Ele disse que a liderança no Reino de Deus se baseia na humildade: “O maior entre vocês deverá ser servo.” (Mateus 23:11) Em João 13, Jesus lavou os pés dos discípulos e explicou: “Eu dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz.” (João 13:15) Jesus também disse: “Todavia é preciso que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço o que meu Pai me ordenou.” (João 14:31a)
Esses ensinamentos mostram que todo líder está debaixo de uma autoridade maior e deve liderar com humildade e responsabilidade.
Como ser um bom líder segundo a Bíblia?
Liderança bíblica é servir a Deus e ao próximo com humildade, responsabilidade e amor. O verdadeiro líder vive aquilo que ensina, busca a vontade de Deus em tudo e se compromete com o bem das pessoas que lidera.
Segundo a Bíblia, um bom líder:
Serve com humildade (Marcos 10:43-45)
Age com justiça (Provérbios 29:2)
Pratica o que ensina (Tiago 1:22)
Busca sabedoria de Deus (Tiago 1:5)
É responsável pelas pessoas que lidera (Hebreus 13:17)
Como diz Hebreus 13:7: “Lembrem-se dos seus líderes, que transmitiram a palavra de Deus a vocês. Observem bem o resultado da vida que tiveram e imitem a sua fé.” (Hebreus 13:7)
Que tipos de líderes aparecem na Bíblia?
A Bíblia apresenta vários tipos de liderança. Veja os principais exemplos:
Líderes espirituais: como Jesus, Samuel, Paulo, os profetas, eles guiavam o povo à vontade de Deus.
Líderes políticos:como Moisés, Josué, Davi, Salomão, eles governavam com justiça (ou enfrentavam as consequências dos seus erros).
Líderes de guerra: como Gideão, Débora, Josué, eles conduziam o povo com coragem e estratégia.
Líderes administrativos: como José no Egito, Neemias, Esdras, eles organizavam recursos e pessoas.
Líderes familiares: como Abraão, Noé, Jó, eles cuidavam da sua casa e ensinavam seus filhos no caminho do Senhor.
Muitos líderes bíblicos atuavam em mais de uma área. Davi,por exemplo, foi líder militar, político, espiritual e familiar. Ele teve falhas, mas também foi chamado de “homem segundo o coração de Deus”.
A SANTÍSSIMA TRINDADE O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas
INTRODUÇÃO Como podemos medir a verdadeira dimensão do amor? Não apenas por palavras, mas pela magnitude da renúncia envolvida e pelas ações empreendidas. Ao observarmos a narrativa bíblica, notamos que a redenção humana foi uma iniciativa soberana de Deus planejada desde a eternidade. Nesta lição, abordaremos o envio do Filho Unigênito. Veremos como esse evento, ocorrido na “plenitude dos tempos”, é a prova suprema do amor do Pai e a revelação clara da Santíssima Trindade trabalhando em perfeita harmonia para garantir a nossa salvação. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO ÁUREO Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. (1Jo 4.9, NVI). Foi assim que Deus mostrou o seu amor por nós: ele mandou o seu único Filho ao mundo para que pudéssemos ter vida por meio dele. (1Jo 4.9, NTLH). Apenas quatro vezes no Novo Testamento encontramos afirmações sobre o que Deus é, três delas feitas por João: Deus é “espírito” (Jo 4.24), “luz” (1.5) e “amor” (4.8). A quarta é “Deus é fogo consumidor” (Hb 12.29; cf. Dt 4.24). Essas afirmações não são definições completas de Deus, mas revelam o que ele é em sua natureza. Afirma que “Deus é amor” significa que ele não somente é a fonte de todo amor (4.7), mas é amor em sua própria essência. É importante, entretanto, lembrarmos que se Deus é amor, ele também é espírito, luz e fogo consumidor. Temos de manter em harmonia esses aspectos do ser de Deus, pois só assim poderemos compreender como um Deus, que é amor, castiga os ímpios com ira eterna. João, portanto, apresenta uma prova cabal de que Deus é amor. “Manifestar” significa tornar plenamente conhecida, com detalhes, mediante revelação clara, alguma coisa que estava oculta. A vinda do Senhor Jesus ao mundo tornou plenamente conhecido o amor de Deus pelo seu povo.
VERDADE PRÁTICA O envio do Filho revela o amor do Pai e a perfeita unidade da Trindade no plano da salvação, garantindo a redenção e a adoção dos crentes. A verdade prática resume bem o conteúdo que abordaremos na lição: 1 Graduado em teologia pela UniCesumar; Tecnólogo em coaching e desenvolvimento humano pela Unopar; pós-graduando em educação cristã e graduando em teologia pela Faculdade Batista do Cariri (FBC); Presbítero na Assembleia de Deus em Pernambuco 1. O envio do Filho revela o amor do Pai. O ato de Deus Pai enviar o Filho ao mundo é a suprema demonstração de Seu amor. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito…” (Jo 3.16). 2. A perfeita unidade da Trindade no plano da salvação. O plano salvífico é, portanto, trinitário em sua origem, execução e consumação. 3. A garantia da redenção. A redenção é eficaz porque foi realizada pelo próprio Filho eterno, plenamente divino e plenamente humano, capacitado para satisfazer a justiça divina pela unção do Espírito, cujo o ministério foi aprovado pelo Pai.
1. O ENVIO DO FILHO E O AMOR DO PAI Ideia central do ponto: O Pai revela seu amor ao enviar o Filho, por iniciativa soberana, e isso expõe a unidade trinitária na redenção. 1.1 O amor incondicional do Pai. Ideia central: O amor (agápē) de Deus é gracioso e imerecido, e se expressa no envio do Filho (Jo 3.16–17; 1Jo 4.8–10). O aluno deve sair sabendo: definir ágape como amor que envolve decisão e ação, e rejeitar a ideia de que o amor de Deus se baseia em algum mérito humano. A LIÇÃO DIZ: O envio de Jesus Cristo — o Filho Unigênito do Pai, é a maior demonstração do amor de Deus ao mundo (Jo 3.16). O verbo grego para este amor é “aqapáō” e o substantivo é “agápē”. Expressam a natureza essencial de Deus (1Jo 4.8) e a busca pelo bem-estar de todos (Rm 15.2). Conforme usado, acerca de Deus, manifesta interesse profundo e constante de um Ser perfeito para seres completamente indignos (Vine, 2002, p. 395). O idioma grego possui uma riqueza de termos para descrever o amor, permitindo distinções que muitas vezes se perdem em outras línguas. No grego do Novo Testamento, há três palavras frequentemente associadas a tradução do termo amor: 1.1.1 Ágape (Agepê / agapáō). Esta é a palavra mais frequente no Novo Testamento para descrever o amor cristão e o amor divino. Refere-se a uma “benevolência invencível” e uma “infinita boa vontade”. Não é apenas uma emoção, mas uma atitude da vontade que busca o maior bem do outro, independentemente de seus méritos. É um amor abnegado, inteligente, com propósito e ativo. Diferente do eros (que busca satisfação própria), o agápe busca o bem do objeto amado, mesmo que este seja indigno ou inimigo. 1.1.2 Philia (phileõ). Descreve o amor de amizade, o afeto caloroso e a comunhão. É usada para descrever o amor entre amigos verdadeiros e o amor do Pai pelo Filho, bem como o amor de Jesus por Lázaro. Embora alguns tentem classificar philia como inferior a agápe, em muitos contextos do Novo Testamento (especialmente em João), os termos são usados como sinônimos intercambiáveis. 1.1.3Storgê. Descreve o amor familiar, a afeição natural entre pais e filhos. O substantivo não aparece no Novo Testamento, mas o conceito existe e formas compostas (como philostorgos, “amar cordialmente”) são usadas, como em Romanos 12.10. 1.1.4Eros. Refere-se ao amor passional, sexual e ao desejo de posse. Esta palavra não aparece no Novo Testamento. É descrita como um amor que busca a autossatisfação, em contraste com o agápe que busca o outro. 1.2 A iniciativa soberana de Deus. Ideia central: A salvação procede do propósito de Deus em Cristo e antecede qualquer resposta humana (Ef 1.4–5,9; Rm 5.8). O aluno deve sair sabendo: explicar que a iniciativa da salvação não parte do ser humano, mas de Deus. A LIÇÃO DIZ: Desde a eternidade, antes da Queda no Éden, Deus traçou um plano de redenção em Cristo (Ef 1.4,5). Até mesmo anterior a fundação do mundo, o Filho já estava destinado para nossa salvação (1Pe 1.18-20). Deus, em sua soberania e seu imensurável amor, tomou a iniciativa de enviar o Salvador, cumprindo seu eterno propósito de redenção (Ef 1.9). A Escritura ratifica que o amor divino antecede qualquer atitude humana: “não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4.10). Vamos compreender, em primeiro lugar, o texto de Efésios 1.4-5 (NAA) que diz: Antes da fundação do mundo, Deus nos escolheu, nele, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. Em amor nos predestinou para ele, para sermos adotados como seus filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o propósito de sua vontade,Deus, em Sua onisciência, previu a queda do homem e planejou a redenção antes mesmo da criação. As Escrituras revelam que o plano de salvação remonta à eternidade passada, onde Deus estabeleceu que Cristo seria o Cordeiro morto desde a fundação do mundo. Portanto, a eleição é um ato eterno fundamentado na presciência de Deus, onde Ele, antecipadamente, conheceu aqueles que responderiam ao Seu chamado pela fé.A eleição “olha” para o aspecto passado da salvação. Refere-se ao ato de Deus escolher um povo para Si mesmo. É o ato pelo qual Deus escolhe homens para si. A eleição é baseada na presciência de Deus. Deus elege para a salvação aqueles que Ele previu que aceitariam o Seu chamado e creriam em Jesus.A predestinação “olha” para o aspecto futuro. Ela se refere ao destino ou ao propósito pré-determinado por Deus para aquele povo que Ele elegeu. Portanto, A predestinação não é um decreto de quem será salvo ou condenado, mas a definição do futuro e dos benefícios daqueles que já são de Cristo. Deus predestinou que os que estão em Cristo desfrutem da posição de filhos (adoção), com todos os direitos e privilégios de herdeiros. É um ato da graça soberana que nos coloca na família de Deus, uma realidade presente que será plenamente realizada na redenção do nosso corpo. Tudo isso ocorre de acordo com o beneplácito (a boa vontade) de Deus. Não depende de obras ou mérito humano, mas da graça. A vontade de Deus não é restritiva (escolhendo apenas alguns para salvar), mas inclusiva no sentido de que Ele deseja que todos se salvem, embora a eficácia dessa vontade dependa da resposta humana de fé, que é possibilitada pela graça.
Em segundo lugar, corroborando com a ideia de que o amor de Deus antecede qualquer resposta humana, O apóstolo Paulo escreveu: Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores. (Rm 5.8 NAA). A causa do amor de Deus não está no objeto amado, mas nele mesmo. Cristo não morreu por alguém que merecia o amor de Deus. Ao contrário, Paulo diz que éramos fracos (5.6), ímpios (5.6), pecadores (5.8) e inimigos (5.10). Numa linguagem crescente, o apóstolo elenca quatro predicados sombrios da deplorável condição humana. Embora fôssemos merecedores do juízo divino, ele graciosamente derramou em nosso coração seu imenso amor. Deus não poderia achar nos fracos, ímpios, pecadores e inimigos algo que atraísse seu amor. O caráter incomum e singular do amor de Deus se revela no fato de que ele foi exercido a favor daqueles cuja condição natural era absolutamente repugnante diante da sua santidade. Deus amou infinitamente os objetos da sua ira. Portanto, fica mais que evidente que a salvação, além de ser uma iniciativa divina, é um dom gracioso da parte de Deus. 1.3 O envio do Filho e a Trindade. Ideia central: “O envio do Filho é uma expressão do amor do Deus Triúno, que resplandece em toda a história da salvação. O aluno deve sair sabendo: destacar o envolvimento da Trindade no plano da redenção, afirmando a unidade de essência entre as pessoas da Trindade e distinguir as funções na economia da salvação. A LIÇÃO DIZ: Embora a missão do Filho seja descrita por meio do verbo “enviar” (Jo 3.17,18,34), a ideia aqui é de um presente gracioso de Deus (1Jo 4.10). Em seu amor soberano, o Pai ofereceu sua dádiva mais preciosa — o seu Filho Unigênito: “para que por Ele vivamos” (1Jo 4.9). O texto bíblico nos diz: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é condenado; mas o que não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus. (Jo 3.16-18, NAA). Aprendemos desde cedo, no discipulado, que a palavra graça significa favor imerecido. Contudo, à luz do texto bíblico que acabamos de ler, podemos ampliar esse conceito e afirmar que a graça é a maior de todas as dádivas concedidas a quem merecia o maior de todos os castigos. A graça é um presente de Deus aos homens: ela é oferecida gratuitamente, mas custou o sangue precioso de Jesus Cristo. João 3.16, é talvez, um dos versículos mais conhecidos Bíblia, é o Evangelho em miniatura, o Evangelho em ponto pequeno. Como em uma só gota de orvalho se vê todo o universo, aqui, nestas poucas palavras, vê-se toda a boa nova da salvação de Deus. Notem-se estes pontos: 1) Deus, o maior Ser. 2) Amou, o maior sentimento. 3) O mundo, o maior grupo. 4) De tal maneira, o maior grau. 5) Que deu, o maior ato. 6) O Seu Filho unigénito, a maior Dádiva. 7) Para que todo aquele, a maior oportunidade. 8) Que nEle, a maior atração. 9) Crê, a maior simplicidade. 10) Não pereça, a maior promessa. 11) Mas, a maior diferença. 12) Tenha, a maior certeza. 13) A vida eterna, a maior possessão. Portanto, o plano da redenção revela o envolvimento do Deus triúno. Nas obras de Deus na história, especialmente na salvação, vemos o Pai enviando, o Filho vindo e obedecendo ao Pai para realizar a redenção, e o Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, aplicando com eficácia ao crente a obra de Cristo consumada na cruz. Essa dinâmica corresponde ao que chamamos de Trindade econômica, isto é, as ações distintas do Pai, do Filho e do Espírito na história da salvação. Nesse âmbito, há uma subordinação funcional do Filho ao Pai, porque o Filho é enviado e cumpre a vontade do Pai. Contudo, essa subordinação não é ontológica. Ontológica diz respeito ao ser de Deus. Assim, na Trindade ontológica, não existe hierarquia de essência: Pai, Filho e Espírito são igualmente Deus, coeternos e consubstanciais. Logo, a ordem das missões na redenção expressa funções, não inferioridade.
2. O FILHO E A PLENITUDE DOS TEMPOS Ideia central do ponto: O Pai envia o Filho no tempo determinado, nascido de mulher, sob a lei, para redimir e conduzir o povo de Deus à adoção (Gl 4.4–6). 2.1 A preparação histórica e religiosa. Ideia central: Deus prepara o cenário histórico-cultural e a expectativa messiânica para a chegada do Salvador e a expansão do evangelho. O aluno deve sair sabendo: identificar fatores providenciais (contexto romano, grego koiné, expectativa messiânica) como meios sob o governo de Deus. A LIÇÃO DIZ: O envio de Cristo não foi um plano improvisado, mas um desígnio eterno, cumprido “na plenitude dos tempos” (Gl 4.4). Indica que a vinda do Messias se deu no tempo determinado pelo Deus Pai (Rm 5.6). A Trindade, em perfeita sabedoria e unidade, determinou o momento exato para a execução do plano redentor (Ef 1.10,11). O texto bíblico diz: “Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”. A expressão “plenitude do tempo” (pleroma tou chronou) indica o momento cronológico decisivo, predeterminado por Deus Pai, que encerra o período de preparação e inicia o tempo do cumprimento. Não foi o tempo que forçou a ação de Deus, mas Deus quem determinou o tempo. O “tempo oportuno” incluiu fatores como: 2.1.1 Pax Romana (O cenário político e infraestrutural). O mundo mediterrâneo desfrutava de um período de paz imposta por Roma (a Pax Romana), cessando as guerras entre nações rivais. Isso tornava as viagens relativamente seguras, visto que os mares estavam livres de piratas e as fronteiras estavam consolidadas. Roma construiu uma vasta rede de estradas excelentes (“as estradas romanas”), que conectavam os centros estratégicos do império à capital. Embora construídas para fins militares e administrativos, essas estradas facilitaram imensamente o movimento rápido de viajantes e, consequentemente, dos pregadores do Evangelho. 2.1.2 A Língua grega (O veículo cultural). Enquanto Roma forneceu as estradas, a Grécia forneceu a língua. As conquistas de Alexandre, o Grande, helenizaram o mundo antigo, estabelecendo uma língua comum. O grego koiné (comum) tornou-se a língua universal do comércio, da diplomacia e da literatura em todo o império. Isso permitiu que os apóstolos pregassem em qualquer lugar sem a necessidade de aprender novos idiomas locais e escrevessem o Novo Testamento em uma língua que quase todos podiam ler. 2.1.3 A Diáspora judaica (A base religiosa). A dispersão dos judeus (Diáspora) por todo o mundo conhecido criou “cabeças de ponte” estratégicas para o cristianismo. Em quase todas as cidades do império havia uma colônia judaica e uma sinagoga. As sinagogas serviam como locais de ensino e adoração, onde se lia a Escritura. Elas foram o ponto de partida natural para a missão de Paulo; ali ele encontrava judeus e gentios “tementes a Deus” (prosélitos) que já conheciam o monoteísmo e as Escrituras, mas precisavam ouvir sobre o Messias. 2.1.4 A falência moral e a fome espiritual (O contexto existencial). O cenário espiritual do mundo pagão era de decadência e vazio, criando um anseio por algo verdadeiro. Os antigos deuses mitológicos da Grécia e de Roma haviam perdido sua influência sobre o povo e não ofereciam mais satisfação espiritual ou esperança. As filosofias humanas mostravam-se vazias diante da morte e do sofrimento. A sociedade estava saturada de imoralidade, crueldade e idolatria. Em Roma e na Grécia, a vida familiar estava em colapso e a depravação era generalizada. Havia uma sensação generalizada de desespero e um desejo por um Salvador. O mundo estava consciente de sua falência moral e ansiava por uma religião que fosse real e satisfatória. O Evangelho chegou justamente quando o homem reconheceu que não podia salvar a si mesmo e que o “século presente” era mau. A “plenitude do tempo” descreve um momento histórico único onde a paz romana facilitou o acesso físico, a língua grega facilitou a comunicação intelectual, a sinagoga judaica forneceu a base teológica, e a miséria espiritual do paganismo criou a necessidade existencial para a vinda de Cristo. 2.2. O Filho nascido sob a Lei. Ideia central: Cristo assume verdadeira humanidade e cumpre integralmente a Lei, qualificando-se como o justo que oferece o sacrifício perfeito. O aluno deve sair sabendo: explicar “nascido de mulher” (encarnação) e “sob a lei” (obediência completa), sem reduzir Jesus a um mero mestre de exemplo moral. A LIÇÃO DIZ: A Escritura afirma que o Filho veio “nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4.4b). A expressão “nascido de mulher”, reafirma que Cristo assumiu nossa natureza humana (Hb 2.14; Fp 2.7,8). A declaração “nascido sob a lei” significa que Jesus cumpriu todas as exigências da Lei mosaica (Mt 5.17). Ele foi o único homem a cumprir plenamente a Lei de Deus, sem a transgredir em momento algum (1Pe 2.22). Vamos expor este subponto ponto: 2.2.1 Nascido de mulher. Essa expressão enfatiza que o Filho de Deus assumiu a natureza humana completa. Ele não apenas “apareceu” como homem, mas entrou no mundo através do processo natural de nascimento, tornando-se participante da condição humana com todas as suas fragilidades (exceto o pecado). O Verbo eterno assumiu uma natureza que não possuía antes. Teologicamente, a expressão remete à primeira promessa do Evangelho em Gênesis 3.15, identificando Jesus como a “semente da mulher” que esmagaria a serpente. Além disso, ao nascer de mulher, Jesus tornou-se nosso parente de sangue, um de nós, nosso irmão. Essa identificação era necessária para que Ele pudesse agir como nosso representante e Sumo Sacerdote misericordioso. 2.2.2 Nascido sob a Lei. Ele nasceu sob a Lei para cumpri-la perfeitamente onde Adão e Israel falharam. Ele obedeceu plenamente e satisfez todas as exigências de justiça da Lei. Sua vida de perfeita obediência é a base da justiça que é imputada aos crentes. Por isso que ele é o Justo e o justificador daqueles que creem. 2.3 A adoção de filhos. Ideia central: “A redenção inclui filiação adotiva: em Cristo, e pelo Espírito, o crente recebe o status de filho e pode clamar “Aba, Pai”. O aluno deve sair sabendo: distinguir o Filho por natureza dos filhos por adoção e reconhecer a ação do Espírito na certeza e intimidade filial. A LIÇÃO DIZ: A obra do Filho não apenas trouxe perdão, mas também nos concedeu a posição de filhos adotivos (Gl 4.5). Cristo é o único Filho de Deus por natureza (Jo 1.18); e os crentes tornam-se filhos por adoção (Jo 1.12,13). O texto bíblico diz: para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho ao nosso coração, e esse Espírito clama: “Aba, Pai!” Assim, você já não é mais escravo, porém filho; e, sendo filho, também é herdeiro por Deus. (Gl 4.5-7, NAA). Jesus não se tornou Filho de Deus em um determinado momento da história; Ele já era o Filho preexistente que o Pai enviou ao mundo. Ele é o Filho por natureza, possuindo a mesma essência do Pai, sendo o “unigênito”. A Sua filiação é eterna e intrínseca à Sua divindade. Ele é o “Filho do seu amor”. Diferentemente de Cristo, nós não somos filhos por natureza, mas nos tornamos filhos por adoção mediante a obra de redenção. O termo grego huiothesia (adoção) é usado por Paulo para descrever a nova posição legal e relacional do crente. A palavra é composta por huios (filho) e thesis (colocação/posição), significando literalmente “colocar na posição de filho”. Refere-se ao ato de Deus conceder o status de filho adulto a alguém que não pertencia à família por natureza. Paulo utiliza uma ilustração jurídica baseada na lei romana (patria potestas). A adoção era um processo legal sério que envolvia a transferência de uma pessoa da autoridade de um pai para outro. Isso implicava quatro consequências principais, que se aplicam espiritualmente ao texto: 2.3.1 Mudança de família. A pessoa perdia todos os direitos na antiga família (mundo/pecado) e ganhava todos os direitos de um filho legítimo na nova família (Deus). 2.3.2 Cancelamento de dívidas. A vida antiga e todas as dívidas do adotado eram legalmente canceladas; ele começava uma vida nova. 2.3.3 Herança. O adotado tornava-se coerdeiro dos bens do novo pai. 2.3.4 Realidade jurídica. Aos olhos da lei, ele era absolutamente filho de seu novo pai. A adoção é distinta da regeneração (novo nascimento), embora ocorram simultaneamente. A regeneração muda a nossa natureza (dando-nos vida), enquanto a adoção muda a nossa posição (dando-nos direitos legais).
3. A TRINDADE NO PLANO DA SALVAÇÃO Ideia central do ponto: O único Deus opera trinitariamente na salvação: o Pai deseja e envia, o Filho realiza, e o Espírito aplica com eficácia a obra realizada pelo Filho. 3.1 A vontade do Pai realizada pelo Filho. Ideia central: O Filho cumpre a vontade do Pai com obediência perfeita, garantindo vida eterna aos que o Pai lhe dá. O aluno deve sair sabendo: explicar a obediência filial de Cristo e sua centralidade na redenção.
A LIÇÃO DIZ: O Filho veio ao mundo para cumprir a vontade do Pai: “eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 6.38). Essa vontade, segundo Cristo, é que nenhum daqueles que o Pai lhe deu se perca, mas tenham a vida eterna (Jo 6.39,40). A obediência de Jesus é perfeita, revelando plena submissão ao Pai. Ele mesmo testifica: “porque eu faço sempre o que lhe agrada” (Jo 8.29). Essa obediência alcançou o clímax na entrega voluntária de sua vida por amor: “sendo obediente até a morte e morte de cruz” (Fp 2.8). Por meio de sua vida sem pecado e morte sacrificial, a justiça de Deus foi plenamente satisfeita (Rm 3.24-26). Em Cristo, vemos a expressão sublime da obediência, do amor e da unidade perfeita na Trindade. Vamos tentar analisar esse subponto em partes. Em primeiro lugar, a afirmação “eu desci do céu” (Jo 6.38) atesta a pré-existência de Cristo e sua divindade. Ele não veio realizar uma vontade própria, desconectada ou oposta à do Pai; pelo contrário, embora tenha vontade própria, esta está em perfeita sintonia e submissão à vontade do Pai. Não existe choque entre as vontades na Trindade; o Filho age em total harmonia com Aquele que o enviou. Em segundo lugar, a “vontade daquele que me enviou” é específica: a preservação absoluta dos salvos. Cristo recebeu do Pai um povo, “todos os que me deste”, e a vontade divina é que nenhum desses se perca. A vontade do Pai é que todo aquele que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna agora e a ressurreição garantida no futuro. Mesmo que morram, eles não estão “perdidos”, pois estão sob a custódia de Cristo, que tem o poder e a autoridade para trazê-los de volta à vida. Em terceiro lugar, Jesus testifica: “Aquele que me enviou está comigo… porque eu faço sempre o que lhe agrada”. A obediência de Jesus não era esporádica, mas constante (“sempre”). Fazer a vontade de Deus era a “comida”, isto é, a satisfação da alma de Jesus. O Pai ama o Filho não apenas por sua natureza divina, mas também por causa dessa obediência voluntária e sacrifical, como declarado no batismo e na transfiguração: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. Por fim, a obediência de Cristo não foi apenas viver sem pecado, mas submeter-se à morte. A expressão “obediente até a morte” indica a extensão da submissão. O acréscimo “e morte de cruz” enfatiza a profundidade da humilhação, pois era uma morte maldita e vergonhosa, reservada aos criminosos. Ao aceitar a cruz, Jesus desceu ao ponto mais baixo possível para redimir a humanidade, transformando o instrumento de vergonha em símbolo de glória.A obra de Cristo resolveu o dilema cósmico: como um Deus santo pode perdoar pecadores sem comprometer Sua justiça? No passado (Antigo Testamento), Deus, em sua tolerância, deixou impunes os pecados (ou seja, não executou o juízo final imediatamente), aguardando a cruz. Na cruz, Deus demonstrou Sua justiça ao punir o pecado em Cristo, permitindo-Lhe ser, ao mesmo tempo, “justo” (porque o pecado foi punido) e “justificador” (daquele que tem fé em Jesus). A cruz é o local onde o amor e a justiça de Deus se encontram perfeitamente.
3.2 A mediação exclusiva do Filho. Ideia central: Somente Cristo revela plenamente o Pai e provê acesso a Deus por seu sacrifício; por isso, ele é o único Mediador. O aluno deve sair sabendo: definir “mediador” como o único que revela e reconcilia, e avaliar como “mediadores paralelos” deformam o conhecimento do Pai e conduzem o homem à idolatria. A LIÇÃO DIZ: O Filho é o único caminho de acesso ao Pai: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). Esse acesso é exclusivo porque Ele é a revelação plena do Pai (Jo 1.18), e o único que pode satisfazer a justiça divina mediante o seu sacrifício no Calvário (Hb 9.15). A exclusividade da mediação de Cristo está enraizada na estrutura trinitária. O Pai enviou o Filho (Jo 3.16), e o Espírito Santo testifica do Filho (Jo 15.26). A mediação de Cristo é exclusiva porque reúne, de modo único, requisitos que nenhuma criatura pode possuir ou cumprir. (1Tm 2.5; Hb 7.25). Vamos enumera-las: 3.2.1 Plena divindade (capacidade de representar Deus e satisfazer a justiça divina). O Mediador precisa ser Deus verdadeiro, porque somente Deus pode representar perfeitamente os interesses de Deus, sustentar a honra do seu nome e satisfazer plenamente sua justiça. Por isso, Jesus é apresentado como plenamente Deus, eterno e consubstancial com o Pai: “No princípio era o Verbo… e o Verbo era Deus” (Jo 1.1) e, nele, “habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). Essa verdade exclui anjos, santos ou qualquer criatura, pois todos são ontologicamente incapazes de mediar com base na justiça divina. Não por acaso, heresias como o arianismo foram rejeitadas, porque, ao negar a divindade plena do Filho, desmontam a própria base de uma mediação salvadora. 3.2.2 Plena humanidade sem pecado (representação legítima dos homens diante de Deus). O Mediador também precisa ser verdadeiro homem, pois deve representar os homens diante de Deus; entretanto, precisa ser sem pecado, para não necessitar de mediação em favor de si mesmo. Cristo é o “segundo Adão”, plenamente humano e, ao mesmo tempo, impecável: “foi tentado em todas as coisas… mas sem pecado” (Hb 4.15). A mediação exige alguém apto a carregar os pecados de outros, e isso exclui qualquer pessoa marcada pelo pecado original e por pecados pessoais. 3.2.3 A Posse de uma vida indissolúvel. Um mediador que morre e permanece morto não pode garantir uma salvação eterna. Os sacerdotes da ordem de Arão eram impedidos pela morte de continuar. Cristo, porém, vive para sempre para interceder. Ele foi constituído sacerdote “segundo o poder de vida indissolúvel” (Hb 7.16). Sua ressurreição garante a validade perpétua de Sua mediação. Além disso, a ideia de múltiplos mediadores paralelos contradiz a exclusividade afirmada pela Escritura: “há um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2.5). 3.3 A aplicação da salvação pelo Espírito. Ideia central: O Espírito convence, regenera, ilumina, sela e santifica, confirmando a obra salvadora no crente. O aluno deve sair sabendo: enumerar as ações do Espírito na aplicação da salvação e manter a lógica bíblica de que o Espírito conduz a Cristo e ao Pai. A LIÇÃO DIZ: O Espírito Santo, chamado de Consolador e Espírito da verdade, foi enviado pelo Pai e pelo Filho. Jesus disse que o Espírito viria para convencer o mundo “do pecado, e da justiça, e do juízo” (Jo 16.8-11). É o Espírito que ilumina a mente para o conhecimento de Deus (2Co 4.6), ensina a verdade (Jo 14.26), regenera os pecadores (Tt 3.5), sela os que creem (Ef 1.13), opera a santificação progressiva (2Ts 2.13), e assegura a perseverança dos crentes (Fp 1.6). Além disso, o Espírito glorifica o Filho, pois foi enviado para testificar de Cristo (Jo 15.26), revelando sua Pessoa e obra ao coração humano. O Espírito nunca age independentemente do Filho ou do Pai. Sua missão é, intrinsecamente, a de exaltar a glória do Deus Triúno (Jo 16.13,14).Vamos explorar melhor esse tema quando abordarmos as lições que tratam especificamente da Pessoa do Espírito. Além disso, este subponto contém tanta informação que é impossível examinar seus detalhes no tempo disponível para a exposição em sala. Portanto, quero apenas enumerar seus pontos principais: 3.3.1 O Espírito é enviado pelo Pai e pelo Filho como Consolador e Espírito da verdade. Ele não é uma força impessoal, mas a terceira Pessoa divina que vem em missão, para continuar a obra de Deus na história da salvação (Jo 14.26; Jo 15.26, NAA). 3.3.2 O Espírito convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo. É a ação divina que desmascara o pecado, evidencia a justiça de Cristo e anuncia o juízo de Deus (Jo 16.8-11, NAA). 3.3.3 O Espírito ilumina a mente para o conhecimento de Deus. Ele abre o entendimento para que a luz do evangelho seja recebida, de modo que o pecador reconheça a glória de Deus revelada em Cristo (2Co 4.6, NAA). 3.3.4 O Espírito ensina a verdade e conduz o crente na revelação de Deus. Ele faz a Palavra ser compreendida e aplicada, formando discernimento espiritual e firmeza doutrinária na vida cristã (Jo 14.26; Jo 16.13, NAA). 3.3.5 O Espírito regenera e renova o pecador. A entrada na vida cristã ocorre por novo nascimento, como ato soberano de Deus que cria vida espiritual onde antes havia morte (Tt 3.5, NAA). 3.3.6 O Espírito sela os que creem, garantindo pertencimento e segurança em Deus. O selo confirma que o crente é de Deus e antecipa a consumação da redenção, funcionando como marca de propriedade e garantia (Ef 1.13, NAA). 3.3.7 O Espírito santifica de modo progressivo, conformando o crente a Cristo. A santificação é obra contínua do Espírito que combate o pecado e produz maturidade espiritual (2Ts 2.13, NAA). 3.3.8 O Espírito assegura a perseverança dos crentes, sustentando a “boa obra” até o fim. 3.3.9 O Espírito glorifica o Filho e testifica de Cristo ao coração humano. Sua missão é cristocêntrica: ele revela a Pessoa e a obra de Cristo, levando o pecador a confiar no Filho (Jo 15.26; Jo 16.13-14, NAA). 3.3.10 O Espírito aplica a salvação sem agir isoladamente, preservando a lógica trinitária da redenção. Ele conduz a Cristo e, por Cristo, ao Pai, de modo que a aplicação da salvação exalte a unidade do Deus Triúno (Jo 14.6; Jo 16.13-14; Ef 2.18, NAA).
CONCLUSÃO Chegamos ao final deste estudo com a certeza de que o envio do Filho é a prova suprema e irrefutável do amor de Deus. Aprendemos que a salvação não foi um improviso, mas um projeto eterno da Santíssima Trindade: o Pai planejou e enviou por iniciativa soberana; o Filho obedeceu e executou a obra da redenção na “plenitude dos tempos”; e o Espírito Santo aplica essa obra eficazmente em nós. Mais do que perdoados, fomos elevados à posição de filhos adotivos que clamam “Aba, Pai”. Diante dessa “benevolência invencível”, nossa resposta deve ser de adoração contínua. Que a revelação desse amor sacrificial nos motive a viver exclusivamente para a glória do Deus Triúno, servindo-O com gratidão e anunciando essa verdade ao mundo.
Alice Carvalho é uma artista multifacetada. Atua, dirige, produz, faz música, escreve, pinta… Está no elenco de O Agente Secreto, acaba de ganhar um Grammy Latino com o BaianaSystem e até já publicou livros que hoje são parte da leitura didática de escolas do Rio Grande do Norte. Aos 29 anos, é uma atriz fora da curva, muito pela trajetória e pelo corre que a trouxe até aqui.
“Muitos dos trabalhos que fiz na minha vida, fiz porque eu precisava comer. Mas nunca fiz nada que contrariasse meus ideais éticos, políticos, artísticos e morais”, diz em entrevista exclusiva para a Quem. Conversamos com Alice por zoom, uma semana depois das fotos dessa capa. Ela estava em São Paulo para um jantar beneficente e voltaria para Salvador, onde participou da pré-estreia do filme de Kleber Mendonça Filho e dias depois se apresentou no festival Afropunk.
Entre uma coisa e outra, Alice participou de um evento em Fortaleza e voltou para o Rio de Janeiro, onde mora desde 2023. Na expectativa para a shortlist do Oscar, que será divulgada no próximo 16 de dezembro, se prepara para o lançamento da segunda temporada de Cangaço Novo, série do Prime Video que mudou a carreira (e a vida) dela, mas prefere não se “encastelar” enquanto o terreno para a premiação norte-americana é desenhado.
Enquanto no filme pernambucano ela faz Fátima, par de Wagner Moura e personagem decisiva na trama, na série dá vida à protagonista Dinorah. Apesar de viverem em polos opostos, as personagens são complexas, fortes e representativas, sem cair em estereótipos — qualidades que também se aplicam à Joaninha, de Renascer, e à Otília, de Guerreiros do Sol, e são primordiais na escolha de Alice do que representar.
Nascida em Natal, mas criada em Nova Parnamirim, região metropolitana da capital potiguar, Alice viveu a pré-adolescência e adolescência na Coophab (Cooperativa Habitacional dos Servidores e Trabalhadores Sindicalizados do RN), na periferia da cidade. Cresceu junto com nove irmãos e primos-irmãos, já com o senso de que deveria ser exemplo para eles. Esse mesmo propósito guia a carreira e as escolhas que faz. “Talvez a única projeção que tenho na minha vida é de ser uma referência positiva para as gerações que virão depois de mim. Não quero perpetuar estereótipos e não quero que achem que só existe esse espaço estereotipado para a gente” afirma. Criança ‘encapetada’, diz que dava trabalho aos professores, mas a primeira vez que ficou em recuperação foi na faculdade de artes visuais — e porque trabalhava para se manter. Ao contrário do que muitos podem esperar tudo isso fez dela parte do time que se importa mais com a qualidade da arte que produz do que com dinheiro fácil ou com o capital social adquirido com a fama. Lida bem e entende a importância da notoriedade, mas não tira os pés do chão e nem se deixa levar por convites, acessos ou sorrisos. “Não posso me deslumbrar [com a fama], porque isso passa, mas a minha cor, o meu jeito de falar, o lugar de onde eu venho, a forma de me impor no mundo, meus valores, isso eu não posso mudar”.
A turnê de divulgação de O Agente Secreto terminou, por enquanto. Quais são seus próximos compromissos com o filme? Kleber [Mendonça Filho], Wagner [Moura] e outros colegas de equipe estão num momento de campanha internacional e a gente fica aqui nessa espera e na torcida de que saia algo positivo na shortlist do Oscar. Fico aqui fazendo barulho para as pessoas irem ao cinema e à postos para uma possível campanha coletiva lá fora, caso isso venha a acontecer. As coisas estão começando a se desenhar agora.
Já está preparando sua vida para caso o filme saia na shortlist? Não. Não sou muito essa pessoa, vou deixando as coisas acontecerem que é para não ficar castelando muito e me frustrar. Acho que a despretensão é muito amiga da boa surpresa. Ser pretensiosa é amiga da frustração, então, estou bem do lado oposto disso. Enquanto isso, estou cuidando de outras coisas. Estou me preparando para um filme que devo rodar no ano que vem. Ainda não posso falar qual é, mas talvez seja a personagem mais importante da minha vida até agora. Nesse momento só tenho olhos para isso. Também tenho a divulgação do Cangaço Novo, segunda temporada, que deve começar no ano que vem.
Você caiu de paraquedas no set desse filme. Foram três dias do convite à gravação. Por que aceitou? Sabia do contexto histórico do filme, tinha vários amigos no elenco que comentavam sobre estarem muito felizes com o texto e com a experiência de preparação, mas eu não tinha lido o roteiro. Quando fui chamada, estava fazendo a novela [Renascer] e fui bem às pressas, porque queria participar de qualquer jeito. Achava que faria muito sentido para mim trabalhar com Kleber [Mendonça Filho]. Sou muito fã do cinema dele e também absurdamente fã de Wagner [Moura] — já tinha essa paquera profissional. Ele assistiu Cangaço Novo, a gente já se falava e nós dois trabalhamos muito com a Fátima Toledo, que sempre falava de um para o outro. Eu já sabia, também, que Carlos Francisco e Aline Marta Maia seriam os atores que interpretariam os pais dessa personagem e isso já era muito honroso para mim. Sou muito fã deles. Não quis nem ler o roteiro, fui embora.
Alice Carvalho usa vestido Misci — Foto: Múcio Ricardo
E você assistiu pela primeira vez em Cannes! Como foi a experiência? Muito surpreendente, porque eu não tinha dimensão do tamanho da personagem. Achei que ela era do tamanho daquela cena. Achei que era uma participação de luxo (risos). Foi incrível, porque no final das contas, aquela cena era só a ponta do iceberg diante da construção que o roteiro de Kleber fazia sobre essa mulher. Fiquei muito emocionada, comecei a chorar. Vi aquela criança maravilhosa interpretando o filho da gente… Lembro de estar hipnotizada vendo aquela cena do restaurante e começaram aplausos e manifestações da plateia lá na França. Aí o Robério Diógenes, que é o ator que faz o delegado, me cutuca e fala assim: “É para você”. Só então eu me dei conta, acordei do transe e entendi que estava recebendo um aplauso ali em Cannes. Foi muito bonito.
“Não existe papel pequeno. Não sou uma pessoa que tem pretensão de protagonismos, porque o trabalho minucioso, bem feito, é grande em qualquer dimensão e lugar”
É uma participação e tanto, de fato. Uma personagem que justifica a história… Sempre fui uma atriz de participações, com uma trajetória muito sólida no teatro e na performance, mas, no audiovisual, sempre fiz participações e personagens coadjuvantes — e sempre fui muito feliz assim. Tem uma coisa que a gente aprende desde sempre na vida e na profissão, mas é dessas que a gente precisa sempre escutar para reaprender: não existe papel pequeno. Não sou uma pessoa que tem pretensão de protagonismos, não, porque acho que o trabalho minucioso, bem feito, ele é grande em qualquer dimensão, em qualquer lugar.
Mesmo sendo um papel que, num primeiro momento, parece pequeno, já ouvi de outros atores que O Agente Secreto era o filme em que todo mundo queria estar. Era o seu caso. Como tem escolhido o que fará? Muito de acordo com meus princípios. Tenho feito muitas coisas, mas tenho a sorte de trabalhar com pessoas muito legais, da minha agência, que é só de mulheres, a minha assessora de comunicação, a minha stylist. Trabalho numa egrégora feminina, muito consciente dos meus desejos e dos nossos desejos enquanto coletivo. Tenho uma liberdade muito grande para, mesmo diante do convite mais sedutor e mais grandioso, falar não sem culpa nenhuma — isso depois do Cangaço Novo.
Antes, não? Venho de uma origem simples, de um lugar e de uma família simples. Muitos dos trabalhos que fiz na minha vida, fiz porque eu precisava comer. Muitas das funções que eu aprendi na minha vida, foi porque eu precisava comer. Mas nunca fiz nada que contrariasse meus ideais éticos, políticos, artísticos e morais. Não sei se me considero um artista idealista, mas sempre tive um prumo. É meu machado de Xangô; sou filha de Xangô. Minhas escolhas passam por esse lugar. A escolha de dizer não abre espaço para outras coisas acontecerem. Tenho cuidado e, além de colecionar projetos muito legais dos últimos cinco anos para cá, período muito importante de minha vida, coleciono também nãos que foram fundamentais para mim. Alguns eu disse com o coração partido, pensando se eu estava fazendo o certo, mas depois entendia que sim. Faço também a escolha de não saturar minha imagem e de, mesmo que os personagens habitem universos parecidos, como por exemplo em Cangaço Novo e Guerreiros do Sol, que têm como pano de fundo a mitologia do cangaço brasileiro, tenho cuidado de escolher personagens que estejam em polos opostos energeticamente. Essas escolhas, não sei se são todas racionais, mas tenho uma intuição muito forte quanto aos personagens que eu quero fazer e não arredo o pé.
“Muitos dos trabalhos que fiz na minha vida, fiz porque eu precisava comer. Mas nunca fiz nada que contrariasse meus ideais éticos, políticos, artísticos e morais”
Alice Carvalho usa vestido Penha Maia e calça Gucci no The Vault — Foto: Múcio Ricardo
Me conta um pouco como foi sua infância em Natal? Foi muito feliz. Venho de uma família muito amorosa e que sempre me apoiou nessa coisa que viria a se tornar minha profissão, mas que sempre esteve dentro de mim. Comecei a fazer teatro muito nova na escola e depois fui até para a igreja católica, porque era o lugar onde havia um grupo de jovens que tinha teatro — e nunca fui católica, mas fui, tudo pela pela arte. Depois estudei performance, entrei na faculdade e me formei em artes visuais, mas sempre fazendo teatro.
Como o teatro e a arte como um todo entraram na sua vida? Eu era uma criança muito hiperativa e sempre tive uma família muito frutífera. Meu tio é músico; Antônio de Pádua, ele é maestro e foi uma grande referência artística para mim. Fiz aula de música novinha — tinha aprendido a tocar violão meio empiricamente, depois consegui estudar música numa escolinha lá no meu bairro. Era uma criança muito danada e tinha esse professor de artes, lá na minha escola, que entendia que eu tinha uma outra necessidade de expressão. Eu era muito trabalhosa, era o cão chupando manga! A criança que o professor entrava na sala e sabia que ia ter problema. (Risos)
Por quê? Porque eu era muito palhaça! (Risos) Não era briguenta, não, mas era muito palhaça. Tinha umas tiradas, umas mungangas assim… Desde muito nova. Engraçado que hoje eu vejo minha irmã mais nova com um perfil muito parecido ao meu. Eu fazia vários esportes, também. Queria estar em tudo, tinha uma postura de querer ser líderzinha da sala. No teatro eu me encontrei, porque lá eu tinha um palco literal para aparecer. Mas era boa aluna. Nunca fiquei de recuperação! Louco, isso. Fui ficar de recuperação na faculdade, duas vezes, mas é porque eu trabalhava ao mesmo tempo.
Tem só uma irmã? Não, tenho vários. Dois por parte de pai, duas por parte de mãe e cinco primos que foram criados juntos. No fim das contas, sou eu e mais nove.
Alice Carvalho usa top Intimissimi e blazer D&G e calça Gucci, ambos no The Vault — Foto: Múcio Ricardo
Você falou que, durante a faculdade, acabou indo para a recuperação porque trabalhava e trabalhava porque precisava comer. Como foi essa fase? Precisava me manter para manter meu sonho de ser atriz. Então eu trabalhava como assistente da assistente de serviços gerais num teatro de shopping, lá em Natal, ganhando por diária. Ao mesmo tempo, também tocava na noite como DJ e fazia assistência de produção em alguns lugares. Jaiara [Fontes], que hoje é minha stylist, também produzia festas, nessa mesma pegada que eu, querendo fazer o corre dela, e eu produzia algumas junto com ela e também tocava nas festas dela. A cena cultural de Natal sobrevive muito nesse lugar do multifacetado pela necessidade.
Quando sua carreira (e consequentemente sua vida) virou? Foi com Cangaço Novo. Quando lançou foi um estrondo surpreendente até para mim, que não esperava que teria tanto sucesso. Foi algo que fez com que eu fosse vista. Fiz o teste para a série em 2020, convidada pela produtora de elenco Carol Martins — ela me viu declamando um texto no show do BaianaSystem, gostou e veio atrás de mim. Na época, fui para João Pessoa fazer essa audição e já saí de lá meio que sabendo que Dinorah era minha, tinha sido um teste muito bom. Só que aí o Brasil parou por causa da Covid-19 e eu passei um tempo sem ouvir falar do Cangaço, até que, em setembro de 2020 essa produção voltou a acontecer, tive que fazer outros testes, uma bateria infinita, porque agora era tudo online, e entrei oficialmente para o elenco no começo de 2021. Começamos a filmar no fim do mesmo ano e estreamos em 2023.
Dinorah te rendeu um prêmio Grande Otelo! Isso! E também um PCA, um Prêmio Potências, um Troféu Cultura… Foi uma maluquice. De fato, foi a virada na minha carreira, porque além de ser uma personagem muito boa, bastante disruptiva e com contornos decoloniais no discurso, ela está junto de um elenco que é brilhante e que tem essa cara de Brasil. Não coincidentemente, quem produziu o elenco da série é a mesma pessoa que produziu o elenco de O Agente Secreto.
Você fez faculdade de artes visuais, como saiu do teatro para parar nas artes visuais? Foi meio incidental, porque na primeira vez que passei no vestibular foi para teatro, mas estava no primeiro ano do ensino médio. Fiz para experimentar a coisa. No segundo ano, passei em segundo lugar, mas ainda não tinha acabado o ensino médio; fui atrás de fazer provão e de ter uma liberação judicial para me emancipar, uma onda toda. No fim das contas, fiz o Enem no terceiro ano, mas já não cursei o pré-vestibular, tinha feito o provão no segundo ano. Fiz só por desencargo, caso não conseguisse entrar em teatro. Nessa época, tinha um teste de habilidade específica que é necessário para poder cursar artes cênicas, e, nesse meio tempo, fui fazer meu primeiro teste de elenco na TV Globo. Foi um convite que recebi para uma novela e, ou fazia o teste de habilidade específica da faculdade, ou o da Globo. Perdi o da universidade e não passei na Globo. Meu avô me aconselhou, então, a fazer artes visuais, por já estar no departamento de artes.
E lá continuou? Eu me apaixonei, porque comecei a estudar performance e arte contemporânea, que eram coisas que sempre gostei. Me formei, tenho uma licenciatura em artes visuais, sou professora. Talvez se eu não estivesse onde estou agora, tivesse tentando uma carreira acadêmica. Já desenhava e pintava desde pequenininha, sempre gostei e hoje talvez seja essa a minha arte que as pessoas menos veem, junto com a música. Tenho até expressado mais esse lado musical por causa do BaianaSystem.
Como o BaianaSystem surgiu na sua vida? Foi um encontro bem poderoso entre eu e Russo Passapusso, em 2018, naquele momento de segundo turno daquelas eleições tenebrosas que elegeram o presidente que está preso e condenado [Jair Bolsonaro – PL]. Nosso encontro foi nesse ideal político.
Qual o papel do Baiana na sua vida e qual seu papel na banda? Vocês ganharam um Grammy Latino! A gente começou a parceria com essa videoperformance, que foi importante para a produtora de elenco do Cangaço me conhecer. Nessa mesma época, eles estavam no meio do desenvolvimento de um álbum chamado O Futuro Não Demora, que venceu o Grammy Latino de 2019. Rolou uma sintonia muito grande e comecei a participar de maneira direta e indireta dos papos conceituais sobre o disco. Comecei a dirigir videoclipes para eles, como o A Vida É Curta Para Viver Depois, participei da concepção visual de outros clipes e outros álbuns e, de uns tempos para cá, começamos a fazer mais performances juntos e a partilhar conceitos criativos para o show e para o Navio Pirata, que é o trio elétrico do Baiana (que acontece em São Paulo e Salvador). Depois veio o [álbum] O Mundo dá Voltas, que ganhou novamente o Grammy Latino; participo de uma faixa que talvez seja o grande single do disco, Balacobaco, que surgiu do interesse de Anitta de trabalhar com a gente. É bem louca essa coisa de Grammy. No dia da premiação minha mãe me mandou uma mensagem falando: “Você sabe que está indicada ao Grammy, né?”. Isso é bem maluco, mesmo.
Além dessa maluquice, você ainda tem livros publicados… É natural, acho que a escrita está muito intrínseca ao meu trabalho como atriz, porque comecei a me desenvolver como dramaturga para escrever projetos para mim. Essas publicações também são todas meio incidentais, não gosto de forçar lugares, rótulos e obras. Alguns desses livros foram adotados como livros paradidáticos em escolas do Rio Grande do Norte e isso é muito caro para mim. Eu não seria nada se não fosse a educação. Se não fossem as escolas, a universidade pública.
Isso é muito incrível, ter seus livros ajudando na formação de crianças e adolescentes. Se vê nesse lugar de influência para novas gerações? Talvez esse seja o lugar em que eu mais me vejo. Isso é quem eu quero ser.
“Talvez a única projeção que tenho na minha vida é de ser uma referência positiva para as gerações que virão depois de mim. Não quero perpetuar estereótipos, não quero que achem que só existe esse espaço estereotipado para a gente”
Por que? Porque acho que a gente precisa ter referências positivas. Eu tive referências muito positivas no Rio Grande do Norte; tive Titina Medeiros, Quitéria Kelly, César Ferrario… Tive esses referenciais muito positivos, mas não com um recorte racial próximo ao meu. Ainda jovem, tive a sorte de conhecer o trabalho de Alessandra Augusta, uma atriz potiguar imensa, que é uma mulher negra e uma grande referência para mim. Sei da importância que ela teve na minha vida, quando me vi colega dela.Toda vez que penso nessa projeção que meu trabalho tem agora, penso em como eu olhava para essas referências e como eu olhava para o meu tio, que é um homem negro e que é maestro — hoje ele montou um clube de choro em Viena. Talvez a única projeção que tenho na minha vida é de ser uma referência positiva para as gerações que virão depois de mim. Inclusive, os nãos que eu dou também passam muito por esse lugar. Não quero perpetuar estereótipos, não quero que achem que só existe esse espaço estereotipado para a gente. Penso muito nisso nas decisões artísticas que tomo. Prefiro estar ganhando nada, mas fazendo um trabalho incrível com meus amigos, do que ganhando muito dinheiro e fazendo uma coisa que não boto tanta fé e que não vai mudar a vida de ninguém.
Apesar de ter isso como uma meta de vida, de alguma forma tentar ser exemplo é pesado? Não. Não mesmo. Acho que o fato de ter crescido com muitos irmãos, em sua grande maioria mais novos que eu, talvez tenha desenvolvido em mim um senso de responsabilidade, de ser exemplo para o outro. Meu avô tem isso. Venho de uma família extremamente matriarcal, não tenho uma referência machista dentro da minha casa. Todas as referências de machismo que tive na minha vida estavam fora dela. Isso é bem impressionante, bem raro. Então, talvez o fato de eu não sentir peso em tomar essas decisões foi porque eu sempre vi também meus avós tomando esses tipos de decisões. Eles foram militantes progressistas na mesma época que O Agente Secreto se passa e isso era uma coisa muito natural dentro de casa. Meu avô sempre leu o que eu escrevia e trocava ideias comigo. Sempre tive uma conversa muito aberta sobre minhas escolhas e sobre quem eu sou no mundo, minha identidade. Às vezes tem coisas que são pesadas no sentido de exaustão, porque fico querendo abraçar o mundo com as pernas, quero fazer tudo ao mesmo tempo e, infelizmente, eu não consigo ser 60 pessoas ao mesmo tempo.
Alice Carvalho usa regata Courréges no The Vault e saia Adrian Degreas — Foto: Múcio Ricardo
É impossível a gente falar de tudo isso e não falar de recortes. Você é uma mulher preta e nordestina. Imagino que teve mais dificuldades por isso. Tive e tenho. A fama é um capital social. Quando ela acontece na vida de alguém, não necessariamente te dá dinheiro, mas te dá certo poder de barganha, por você cativar uma base de fãs e respeito em diferentes lugares. E pode parecer, até para mim mesma, que, com esse capital social, em algum lugar terei como superadas certas opressões que foram muito corriqueiras na minha vida inteira. Mas, elas não desaparecem, elas começam a acontecer de uma outra forma. É por isso que não posso me deslumbrar com os sorrisos ou com uma coisa que é momentânea. Isso que está acontecendo na minha vida agora, um monte de coisa massa, trabalhos legais, talvez trabalhos onde outras pessoas quisessem estar… Não posso me deslumbrar com isso, porque isso passa, mas a minha cor, o meu jeito de falar, o lugar de onde eu venho, a forma de me impor no mundo, meus valores, isso eu não posso mudar. A forma como o outro me vê e como vai destilar seus preconceitos sobre meu corpo, isso também não muda, nem com dinheiro, nem com fama ou com capital social. Não vai deixar de acontecer. Por isso me mantenho tão firme aos meus ideais e tenho tanto cuidado com a forma como eu me coloco no mundo, como me exponho e com o exemplo que vou dar.
“Não posso me deslumbrar com isso [a fama], porque isso passa, mas a minha cor, o meu jeito de falar, o lugar de onde eu venho, a forma de me impor no mundo, meus valores, isso eu não posso mudar”.
Já aconteceu de produtores de elenco pedirem para você suavizar seu sotaque ou algo assim?Quando eu era mais nova, isso acontecia. E aí passei um bom tempo sem fazer testes de elenco e comecei a fazer as minhas coisas lá em Natal. Tem um projeto que nasceu justamente deste lugar — se chama Septo, uma websérie que fiz com o pessoal do Caboré Audiovisual, de 2015 para 2016. Fizemos essa série e isso me nutriu durante muito tempo. E aí quando chegou a [série da TV Globo] Segunda Chamada na minha vida, fui bem respeitada com relação à minha forma de falar, pois já tinha um trabalho interessante acontecendo. Outros testes que eu fazia também já tinham respeito por esse lugar, porque o mundo começou a caminhar (mesmo que devagar) em direção a tentar se emancipar dessa xenofobia arraigada.
Sim, o cenário mudou um pouco — espero. Muitos atores nordestinos estão em ascensão e chegando em lugares muito interessantes na grande mídia, no cinema nacional e internacional — como o próprio Wagner Moura, baiano do interior, há muitos anos fazendo esse sucesso que ele faz no mundo inteiro. As coisas começaram a mudar e quando chegou Cangaço Novo, foi um encaixe perfeito. A partir daí, tudo que veio depois não teve esse papo de sotaque. Agora eu quero ter o direito de fazer uma personagem e experimentar ter uma outra prosódia, como a que a gente entende como prosódia do Rio de Janeiro. Como vi recentemente Isadora Cruz, paraibana, fazer; Rodrigo Garcia, pernambucano, fazer; e tantos outros colegas. Como vi vários atores de outras regiões do País, artistas que não são nordestinos, fazendo prosódias que tentam se assemelhar com essa homogeneização do Nordeste. Quero ter o direito a isso, quero muito. O nordestino está em todo lugar do mundo. Se você puxar uma vaia cearense na Nova Zelândia, você vai ouvir alguém respondendo. Já não tem mais essa coisa careta e ultrapassada de ter que suavizar o sotaque ou mudar o sotaque porque você está fazendo uma história no Rio de Janeiro.
Estamos numa geração de nordestinos que diz não, não vou suavizar, não vou fazer, não vou me caricaturizar. E as pessoas têm que aprender a lidar com isso. Quantas novelas bíblicas você assistiu na sua vida e viu atores cariocas, falando ‘ox hebreux’? A gente compra porque faz parte do pacto narrativo. Quantas vezes eu vi Tony Ramos fazer um indiano, depois um grego e a gente compra? Por que será de outro mundo, então, ter uma personagem de Natal morando na Barra da Tijuca? Por que teria que explicar isso?
Falando na Barra da Tijuca, como foi sua mudança para o Rio de Janeiro? Me mudei por causa de Guerreiros do Sol. Também foi uma mudança natural. A gente filmava a novela seis dias de trabalho para um de folga e era uma personagem que me demandava bastante tempo, então fazia mais sentido morar por aqui. No final desse processo, fui convidada para fazer Renascer, logo na sequência, começando a filmar aqui no Rio. Fui ficando. Foi uma chegada muito importante, porque hoje eu tenho uma rede de apoio muito forte aqui. Tem as pessoas que trabalham comigo, que estão todas aqui, mas, mais que isso. Alinne Moraes, por exemplo, é minha vizinha e uma pessoa muito importante para minha chegada aqui; Cadu Libonati, que também fez Guerreiros do Sol, mora pertinho de mim… Já tinha uma comunidade de amigos morando há bastante tempo, como Thardelly Lima, Suzi Lopes, Bruno Garcia, uma galera que eu amo demais e já mora aqui há um tempo, então eu fui criando essa rede de amigos. Uma pessoa que também foi fundamental nesses meus primeiros anos no Rio foi Preta Gil, que esteve bastante próxima a mim. Eu convivo muito mais com nordestinos, os forasteiros, do que com cariocas de fato. Faz todo sentido morar aqui pela natureza, pela conexão com o mar, também, que são coisas muito importantes. Já me sinto como em casa. É meio estranho, mas é bom, também.
Alice Carvalho usa vestido Penha Maia e calça Gucci no The Vault — Foto: Múcio Ricardo
E artisticamente, no sentido do trabalho, essa mudança foi importante? Foi, porque eu tinha um teto, conseguia voltar para casa depois de sair dos Estúdios Globo. Isso foi massa. Esse ano também rodei uma série da Netflix chamada Fúria, que foi toda filmada aqui no Rio de Janeiro. Filmar e voltar para casa é uma sensação maravilhosa. Passei muito tempo num estilo meio mambembe, de locação em locação, então me deu uma tranquilidade diante dessa agenda caótica. Ter meu cantinho é muito importante para a minha paz. Botar minhas coisinhas na parede, pendurar a foto dos meus avós em algum lugar… Isso dá um gás para a caminhada.
Imagino que ter seu próprio canto seja uma vitória pessoal também, diante de toda a sua história? Muito! Lembro de quando eu comprei meu colchão, fiquei muito emocionada. Fui uma criança criada na frente da TV, daquela cabeçuda, pequenininha. Ela foi minha grande babá e talvez uma das grandes impulsionadoras do meu desejo de ser atriz. Lembro de sentar embaixo dela, com minha avó na cozinha, antes de ir para escola ou depois, voltando. Brincava na rua, também, mas bem menos do que gostava de assistir televisão. Cresci e continuo sendo essa pessoa. Falei para minha mãe assim: “Um dia quando eu tiver um dinheiro, vou comprar uma TV que vai ser do tamanho da parede”. As besteiras… (risos)
E você comprou? Comprei! Durmo debaixo de um painel de LED. (risos) Sou também uma pessoa muito caseira, continuo sendo a mesma criança que fica debaixo da TV, assistindo filme e novela.
O que gosta de fazer no seu tempo livre? Não sei se eu acredito que uma pessoa que está no BaianaSystem, que atacava de DJ em Natal e viveu mambembe, é uma pessoa caseira… Ficar embaixo da minha grande televisão! Mas, sem ironia, sempre estou viajando de um lugar para o outro. Raramente as pessoas me verão numa festinha. Não sou uma uma pessoa de beber muito, também. Quando não estou trabalhando, vou para a praia cedo, molhar os pés, passo um tempão por lá. E sou regueira! Se quiser me achar no Rio, veja se tem algum show de reggae — estarei lá. Alma de pinta, né? Alma de maloqueira.
Alice Carvalho usa vestido Misci e sapatos Ferragamo — Foto: Múcio Ricardo
E você está solteira? Gente, que perguntas são essas, Mateus? Será que eu te conto? (risos)
Perguntas de um perfil. Só conta se você quiser, claro. Não sei, será que vale? Não, não estou solteira. Pronto, contei. É um momento bem feliz da minha vida, bem massa. É isso.
Você realmente é uma pessoa mais reservada em relação à vida pessoal. Como tem lidado com esse novo capital social que é a fama e como tem medido o que expõe ou não? Não tenho medido muito, acho que é um comportamento muito natural meu, sempre fui um pouco mais reservada e prefiro preservar minha família, meus amigos e a pessoa com quem eu estou me relacionando. Sempre tive isso, antes e agora. Hoje só tenho mais cuidado de que as pessoas não sejam expostas sem terem o desejo disso. Sou muito cuidadosa com o fato de não querer colocar as pessoas em situações que elas não querem estar, com a câmera na cara ou qualquer coisa assim. Sou reservada. Minha avó me falava muito uma coisa assim: ‘Não quer que ninguém saiba, não faça’. Tenho muito isso na minha vida.
Como é a sua relação com as redes sociais, falando em exposição? Tranquila. Hoje a demanda de atenção tem sido maior, principalmente nessas épocas de lançamento. Tem uma equipe que trabalha comigo, que entende dos reports de cada mídia, e cuidam dos números, dos engajamentos, entendem disso e daquilo. Eles me auxiliam, porque é muito difícil estar presente na vida cotidiana — que é algo que é fundamental para o meu trabalho –, se você está observando o mundo com uma tela na sua frente. Ao mesmo tempo, tenho que estar na tela, porque tenho que falar do filme, quero falar com as pessoas… Entendi que é saudável ter uma equipe me ajudando nisso, mas tudo passa pelo meu meu crivo, pelo meu controle. Uma coisa que acontece muito é quando eu entro em processo preparatório, fico mais off, mesmo, porque a natureza da imersão é estar inteira em uma coisa só. Controlo muito meu tempo de tela para não me abestalhar.
E em relação à publicidade, dentro e fora das redes, como tem sido? Acho que o mercado entende qual publicidade direcionar para mim, tem aparecido muitos trabalhos legais e eu tenho gostado de fazê-los. Por exemplo, fiz uma publicidade muito, muito interessante com o pessoal do Sebrae, sobre comprar dos pequenos negócios, que tem tudo a ver comigo. Fiz também uma propaganda de colchões, a melhor para uma mulher exausta como eu. (Risos) Eu sou muito sortuda, cara. As coisas têm dado muito certo, me sinto muito grata porque não tenho passado muitos desconfortos. Não sei se são as coisas que eu atraio energeticamente, sei lá, sou bem macumbeira, ou se é a forma como eu me coloco no mundo. O fato é que as propostas que chegam para mim são muito interessantes, é um momento bem especial na minha vida, mesmo.
PLANO PERFEITO A salvação da humanidade: a mensagem central das Escrituras
INTRODUÇÃO Na lição desta semana, estudaremos a respeito do problema do pecado. A doutrina do pecado, ou Hamartiologia como é chamada pela Teologia Sistemática, é fundamental para o entendimento da condição humana diante de Deus e da necessidade que o homem tem da salvação por meio de Cristo. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO PRINCIPAL – COMPARANDO TRADUÇÕES pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus. (Rm 3.23, NVI). Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus. (Rm 3.23, NTLH). Paulo vem construindo um argumento em sua carta aos Romanos: tanto judeus quanto gentios estão “debaixo do pecado”, de modo que ninguém pode se apresentar diante de Deus como justo por mérito próprio (Rm 3.9-20, NAA). Então, (Rm 3.23) funciona como uma conclusão resumida de seu argumento: todos pecaram e, portanto, todos ficam aquém da glória de Deus. Premissa: o pecado alcança todos. Conclusão: todos precisam da mesma intervenção divina. A necessidade de salvação é universal porque todos pecaram. Todos pecaram em Adão, que pecou, como representante de todos os seus descendentes. No entanto, os seres humanos não são apenas pecadores por natureza; também são pecadores por prática. Carecem, em si mesmos, da glória de Deus.
RESUMO DA LIÇÃO O pecado separa, mas Cristo restaura: Ele é a solução divina para a culpa, o sofrimento e a morte que assolam a humanidade. A verdade prática está fundamentada em um encadeamento de textos bíblicos que começam com a ruptura do relacionamento entre Deus e o ser humano. Isaías afirma que as iniquidades fazem separação e produzem divisão entre o povo e o seu Deus (Is 59.2, NAA). Essa separação, por sua vez, explica por que o 1Graduado em teologia pela UniCesumar; Tecnólogo em coaching e desenvolvimento humano pela Unopar; pós-graduando em educação cristã e graduando em teologia pela Faculdade Batista do Cariri (FBC); Presbítero na Assembleia de Deus em Pernambuco pecado se torna o problema central do ser humano, ele desloca a pessoa da comunhão com a fonte da vida, e, portanto, afeta sua existência de forma ampla. Paulo, então, explicita a consequência mais terrível desse quadro ao declarar que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23, NAA). A morte, aqui, aparece como resultado de uma vida desligada de Deus. Nesse ponto, podemos afirmar que Jesus é a única solução para o maior problema do homem, porque Deus “nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo” e, em Cristo, reconcilia consigo o mundo, “não lhes imputando os pecados” (2Co 5.18-19, NAA). A reconciliação responde diretamente à separação indicada por Isaías: o que o pecado dividiu, Deus repara por meio de Cristo. Por fim, a esperança diante do sofrimento e da morte se ancora na identidade e na promessa de Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida”, e quem crê nele tem vida que ultrapassa a morte (Jo 11.25-26, NAA). Só em Jesus e por meio dele é que a humanidade recebe vida e tem esperança verdadeira.
1. A ORIGEM DO PECADO NA HUMANIDADE Ideia central do ponto: O pecado entrou na história humana por meio da desobediência voluntária em um contexto de liberdade responsável, e, desde então, tornou-se uma realidade universal que afeta toda a humanidade (Gn 2.16-17, NAA; Gn 3.1-7, NAA; Rm 5.12, NAA). 1. O livre-arbítrio do ser humano. Ideia central do subponto: Deus cria o ser humano com dignidade moral e lhe dá um mandamento que pressupõe uma escolha real; por isso, a desobediência não pode ser tratada como “acidente inevitável”, mas como decisão responsável (Gn 2.16-17, NAA). O aluno deve sair sabendo: Explicar por que o mandamento em (Gn 2.16-17, NAA) implica responsabilidade, e não fatalismo. Distinguir “liberdade” de “autonomia absoluta”: liberdade bíblica é capacidade de responder a Deus, e não licença para redefinir o bem. Justificar, com base no texto, que Deus não é o autor do pecado, ainda que governe a história.
A LIÇÃO DIZ: Pelas Escrituras Sagradas, entendemos que o ser humano foi criado por Deus com certo nível de perfeição, justiça e santidade. Além disso, Ele deu ao ser humano uma sabedoria especial — vinda diretamente dEle para a alma, sem que ele precisasse aprender com outras pessoas, antes da Queda (Gn 2.19,20). Nesse estado de pureza e santidade, em que a imagem divina se estabeleceu no homem, Deus também deu liberdade plena para o ser humano escolher entre obedecê-lo e desobedecê-lo. Isso fica claro quando lemos o mandamento de Deus para Adão, mostrando que havia ali uma escolha real a ser feita (Gn 2.16,17). Deus criou o ser humano livre e com dignidade moral. A proibição de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal era uma oportunidade para o homem demonstrar seu amor e fidelidade a Deus. O mandamento não era uma ordem moral intrínseca (como “não matar”), mas um “mandamento positivo” (algo que é errado apenas porque foi proibido), servindo como teste de obediência e submissão por amor. A desobediência de Adão não pode ser tratada como um acidente inevitável. A queda não foi determinada pela onipotência de Deus, mas apenas conhecida pela Sua onisciência. O pecado teve origem em um ato voluntário do homem; Adão não foi obrigado a pecar. Pelo livre-arbítrio, Adão podia opinar, decidir e escolher entre fazer a sua vontade ou a de Deus. Será que Adão e Eva eram realmente livres para poderem escolher de forma neutra entre pecar ou não pecar? Essa pergunta sempre gerou muita polêmica no meio cristão desde a antiguidade. Se eram livres, o que significa ter liberdade? O que é o livre-arbítrio? No decorrer da história cristã, muitos teólogos têm se esforçado na tentativa de explicar o que seria de fato o livre-arbítrio humano. Por exemplo, se o livre-arbítrio for entendido como “poder fazer qualquer coisa”, então eu teria que perguntar: “Deus é livre?” Você provavelmente dirá que sim. Então eu perguntaria: “Deus pode pecar?” Não! Deus não pode nem mesmo ser tentado a pecar, Ele é totalmente imune ao mal. Mas se existe algo que Deus não pode fazer, como podemos dizer que Ele é de fato, livre? Nesse ponto cria-se um conflito, pois nossa definição de livre-arbítrio se choca com a realidade da natureza divina. Deus é livre, mas não pode pecar porque, isso é contrário a sua própria natureza santa. Ou seja, teoricamente, se Deus quisesse pecar, ele poderia, pois nada nem ninguém o impediria, mas sua natureza santa, faz com que Ele não queria pecar, ou seja, pelo poder de sua autodeterminação, Ele sempre fará somente aquilo que Ele quer fazer. Essa é a correta definição de livre-arbítrio. A liberdade real, consiste em ter plenas condições de conseguir fazer, somente aquilo que de fato a pessoa quer fazer, conforme sua própria força de vontade. Liberdade: é não ser subjugado por nenhuma influência externa e ter um domínio próprio total e pleno, para sempre conseguir fazer apenas o que de fato a pessoa quiser fazer, conforme sua vontade. Sendo assim, Adão, antes da queda era totalmente livre, pois foi criado perfeito, puro, santo e não conhecia o mal. Porém, mesmo assim, era possível para Adão praticar mal-uso dessa liberdade. Após a Queda, o livre-arbítrio natural para o bem espiritual foi corrompido. O que existe agora não é uma autonomia natural, mas um “arbítrio liberto” pela graça preveniente. A capacidade de crer e obedecer não provém de uma bondade inerente ou autônoma do homem, mas é inteiramente derivada da graça de Deus que restaura a faculdade de escolha. Deus governa o universo e nada acontece sem Sua permissão, mas Ele não causa o pecado. Deus permite o pecado (no sentido de não impedir a liberdade), mas não o efetua nem o aprova. A queda de Adão ocorreu por “mera permissão de Deus”, distinta da predestinação. Tornar o pecado necessário através de um decreto divino faria de Deus o autor do pecado, o que é repugnante à natureza de Deus. Deus não pode ser tentado pelo mal nem tenta a ninguém; Ele odeia o mal. 1.2 A tentação e a escolha errada. Ideia central do subponto: A tentação opera por meia da distorção da Palavra e por meio da suspeita sobre o caráter de Deus; então, ela reorganiza desejos do coração e conduz o homem a uma escolha errada que rompe a confiança e a obediência (Gn 3.1-6, NAA). O aluno deve sair sabendo: Identificar o “método” da serpente: questionar (“É assim que Deus disse?”), negar (“Certamente não morrereis”) e prometer autonomia (“sereis como Deus”) (Gn 3.1-5, NAA). Perceber que pecado, aqui, não é apenas impulso; é também uma disputa de interpretação e confiança. Aplicar (1Co 10.13, NAA): nem sempre dá para evitar a tentação, mas é possível resistir por caminhos legítimos.
A LIÇÃO DIZ: A serpente, que é identificada na Bíblia como Satanás ou o Diabo, apareceu no Jardim do Éden como uma criatura usada por ele para enganar Eva, que havia sido criada por Deus (Gn 3.1). O plano do Inimigo era enfrentar Deus usando a própria criação dEle — e essa é, basicamente, a história do pecado: o ser humano caído passa a distorcer o que Deus criou, assim como a serpente fez no Éden (cf. Gn 3.2-5; Rm 1.22,23). Depois disso, a mulher pegou o fruto, comeu e deu ao seu marido, que estava com ela, que também comeu (Gn 3.6). Foi assim que o pecado entrou no mundo, resultado de uma escolha errada do primeiro casal após ceder à tentação. Desde então, a humanidade, assim como Adão e Eva, tem seguido o caminho da desobediência a Deus. Vamos destacar os métodos da serpente olhando especificamente para Genesis 3.1-5: 1.2.1 Questionar a Palavra (“É assim que Deus disse?”): O primeiro passo da tentação foi lançar dúvida sobre a veracidade e a precisão do que Deus disse. A serpente distorceu o mandamento divino (que proibia apenas uma árvore) generalizando a proibição para sugerir que Deus era excessivamente restritivo (“Não comereis de toda árvore?”). Essa tática ainda é usada para descredibilizar a Bíblia e para promover uma mentalidade de que ela é opressiva e patriarcal. 1.2.2 Negar o juízo (“Certamente não morrereis”): Após plantar a dúvida, a serpente contradisse abertamente o aviso de Deus sobre a morte. Isso minimizou a gravidade do pecado e suas consequências, sugerindo que a desobediência não traria penalidade. 1.2.3 Prometer autonomia (“Sereis como Deus”): O terceiro ataque visou o caráter e as intenções de Deus. O tentador insinuou que Deus estava escondendo algo bom (a sabedoria) por inveja ou medo de perder Sua supremacia. A promessa era que, ao desobedecer, o ser humano alcançaria um nível superior de existência, igualando-se a Deus em conhecimento e independência. Que engodo terrível! Quantas pessoas em nosso tempo tem abraçado o pecado com a expectativa de uma vida extraordinária! No entanto, tudo o que encontram é o vazio existêncial, o medo, a culpa e a desesperança. Ser tentado não constitui pecado em si mesmo; o próprio Jesus foi tentado em tudo, mas permaneceu sem pecado. A tentação é uma proposta externa; o pecado ocorre quando a vontade humana consente e cede a ela. Deus é fiel e não permite que sejamos tentados além do que podemos suportar (1 Co 10.13). Ele sempre provê o livramento ou o escape. Portanto, Deus não pode ser culpado e nem responsabilizado pelos pecados que cometemos. 1.3 “Todos pecaram”. Ideia central do subponto: A queda não fica restrita ao Éden; ela inaugura uma condição universal, de modo que todos participam da realidade do pecado e se tornam “destituídos da glória de Deus” (Rm 3.23, NAA; Rm 5.12, NAA). O aluno deve sair sabendo: Diferenciar “atos de pecado” (o que fazemos) de “condição pecaminosa” (o que nos marca) sem cair em determinismo (Rm 5.12, NAA; Sl 51.5, NAA).
A LIÇÃO DIZ: A Bíblia deixa bem claro que o pecado de Adão e Eva afetou toda a humanidade: “todos pecaram” (Rm 5.12). Isso significa que o ser humano já não carrega mais aquela perfeição, justiça e santidade que tinha antes da Queda. Agora, todos nascem com uma natureza profundamente afetada pelo pecado (Rm 3.23; Sl 51.5). Essa é a doutrina bíblica do Pecado, que nos ajuda a entender por que existe tanto mal no mundo. A Bíblia ensina que existe uma solidariedade da raça humana em Adão. Quando o apóstolo Paulo afirma que “por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram” (Rm 5.12), ele não está se referindo apenas aos pecados factuais do dia a dia, mas à herança do pecado. O homem foi criado originalmente com uma natureza santa, voltada para Deus e dotada de justiça original. No entanto, a Queda desfigurou essa imagem. A declaração de que todos “destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23) indica que a humanidade perdeu aquela realeza moral e espiritual e o estado de glória que possuía antes da Queda. O pecado deve ser compreendido não apenas como um ato de transgressão, mas como um estado da alma. A humanidade passou de um estado de inocência para um estado de iniquidade e separação de Deus. Por isso, tratamos o primeiro pecado como “Queda”. A doutrina do pecado original ensina que a corrupção da natureza humana é transmitida de geração em geração. Não nos tornamos pecadores apenas quando cometemos o primeiro ato de pecado; pelo contrário, pecamos porque já nascemos pecadores. O Salmo 51.5(“Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu a minha mãe”) é a confissão de que o estado pecaminoso é inato, remontando ao momento da concepção. A Bíblia corrobora com isso em Efésios 2.3, afirmando que somos “por natureza filhos da ira”. O termo “natureza” (phusis) refere-se à realidade fundamental ou origem de uma coisa, indicando que o “conteúdo” de todas as pessoas é corrupto desde a origem. Essa condição herdada é frequentemente chamada de depravação total ou corrupção total. Isso não significa que o homem seja tão mau quanto poderia ser, mas que o pecado afetou todas as áreas do ser humano. Devido a essa natureza decaída, o ser humano perdeu a capacidade de fazer o bem espiritual ou de voltar-se para Deus por suas próprias forças, estando “morto” em seus delitos e pecados, necessitando absolutamente da graça divina para ser vivificado.
2. AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO Ideia central do ponto: O pecado produz efeitos em cadeia: rompe a comunhão com Deus, fere a consciência com culpa e vergonha, e introduz sofrimento e morte; portanto, ele é a raiz teológica dos males humanos (Is 59.2, NAA; Gn 3.7-10, NAA; Rm 6.23, NAA). 2.1 Separação de Deus. Ideia central do subponto: A primeira consequência do pecado é relacional: ele cria divisão entre o ser humano e Deus, e isso explica o medo, o ocultamento e o afastamento presentes no relato do Éden (Gn 3.8-10, NAA; Is 59.2, NAA). O aluno deve sair sabendo: Definir “separação” biblicamente: não é distância geográfica, mas sim, a ruptura de comunhão e alienação espiritual (Is 59.2, NAA). Ler (Gn 3.8-10, NAA) como evidência textual dessa ruptura (medo, esconderijo, evasão). Reconhecer que “novo nascimento” e “reconciliação” são o caminho bíblico de retorno à comunhão com Deus.
A LIÇÃO DIZ: Uma das consequências mais profundas do pecado é a separação que ele causa entre o ser humano e Deus (Is 59.2). O relato de Gênesis mostra o afastamento natural do primeiro casal em relação ao Criador quando, após desobedecê-lo, esconde-se do Altíssimo, distanciando-se por completo (Gn 3.8-10). O pecado é considerado o maior de todos os males, pior do que a pobreza, a doença ou a morte física, pois estes males não podem afastar o homem de Deus, enquanto o pecado o faz no tempo (agora) e na eternidade (no porvir). O relato de Gênesis ilustra pragmaticamente essa ruptura. Antes da Queda, Deus e o homem conviviam em comunhão e cooperação; após a desobediência, a atitude imediata do casal foi esconder-se da presença de Deus entre as árvores do jardim. O que Adão e Eva desejaram, aconteceu quase que instantaneamente. Seus olhos foram abertos e eles perderam seu estado de inocência. A sensação pós-pecado não foi exatamente o que eles esperavam. A tentativa de autorrealização excluindo Deus da equação, os levou a um misto de sentimentos horripilantes: medo, culpa, vergonha, tristeza. O pecado do ser humano, consumado por meio da desobediência, causou grandes danos a toda raça humana. Dentre todos esses danos, o mais evidente e destruidor, com certeza é a morte (separação). Os textos bíblicos nos revelam que existem ao todo, 3 tipos diferentes de morte. Morte física, morte espiritual e morte eterna. A seguir, nós analisaremos cada uma dessas mortes que afligem o ser humano. 2.1.1 Morte espiritual é o estado de separação entre Deus e o ser humano. Deus falou que no mesmo dia em que comessem do fruto proibido, eles morreriam, mas Adão e Eva não morreram no mesmo dia (Gn 2.17). Sendo que, eles não morreram no mesmo dia em que comeram do fruto, será que a advertência proferida por Deus não se cumpriu? É claro que sim! Mas, o que será que Deus quis dizer com isso? Deus estava falando primeiramente a respeito da morte espiritual que é a separação entre Deus e o homem. 2.1.2 Outra consequência inevitável da separação entre Deus e o homem é a morte física. A partir do exato momento em que Adão pecou, devido a corrupção do pecado, ele começou a morrer fisicamente. “Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra, visto que dela foi tirado; porque você é pó, e ao pó voltará” (Gn 3.19). 2.1.3 Para todos aqueles que experimentam a morte física sem terem sido regenerados pela graça divina, existe uma condenação ainda maior no futuro. Esta é a perdição eterna no lago de fogo, a segunda morte. “Então ele (Jesus Cristo) dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos” … “E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna”. (Mt 25.41,46). 2.2 Culpa e vergonha. Ideia central do subponto: O pecado gera culpa (responsabilidade diante de Deus) e vergonha (exposição e perda de dignidade percebida), levando o ser humano a se esconder; contudo, o evangelho trata ambas: perdoa e restaura (Gn 3.7-10, NAA; 1Jo 1.9, NAA; 2Co 5.17, NAA). O aluno deve sair sabendo: Distinguir culpa de vergonha usando o texto: “perceberam que estavam nus” e “esconderam-se” indicam vergonha e medo (Gn 3.7-10, NAA). Explicar por que a solução em Cristo não é apenas “sentir alívio”, mas receber perdão e nova identidade (1Jo 1.9, NAA; 2Co 5.17, NAA). Articular que a vida cristã lida com a consciência: confissão, arrependimento e restauração (Sl 51.17, NAA).
A LIÇÃO DIZ: Gênesis 3 mostra que o primeiro casal também sentiu culpa e vergonha (vv.7-10). O advento do pecado trouxe consigo uma consciência em que a nudez passou a ser associada ao pecado e à condição corrompida — antes da Queda, a nudez não carregava nenhuma conotação de pecado, pois era o tempo da inocência moral (Gn 2.25). Dessa nova consciência, surgiram a culpa e, consequentemente, a vergonha. Por isso, os primeiros pais se esconderam de Deus (Gn 3.10). A respeito do pecado, John Bunyan escreveu: “O pecado é um desafio à justiça de Deus, um roubo à sua misericórdia, um zombar de sua paciência, um desprezo ao seu poder e um desdém ao seu amor”. A força dessa afirmação está em mostrar que o pecado atinge o próprio caráter de Deus, porque ele se apresenta como recusa prática daquilo que Deus é, bem como do modo como Deus governa e sustenta sua criação. Ainda assim, o Jardineiro não abandonou seu jardim. A narrativa de Gênesis sugere que a prova do amor de Deus inclui sua disposição de não desistir da criatura, mesmo quando o relacionamento é ferido pela desobediência. Desse modo, a história não caminha para a aniquilação do ser humano, e sim para a exposição do problema e, em seguida, para a iniciativa divina de buscar e tratar a ruptura criada pelo pecado. A culpa aparece de forma imediata após a transgressão. Em (Gn 3.7, NAA), “abriram-se os olhos” indica o surgimento de uma autoconsciência perturbadora: aquilo que era vivido com simplicidade passa a ser percebido como vulnerabilidade, e a nudez se torna sinal de vergonha. Isso contrasta diretamente com o estado anterior, quando “ambos estavam nus e não se envergonhavam” (Gn 2.25, NAA), pois ali a nudez comunicava inocência. Em seguida, a tentativa de cobrir-se com folhas de figueira revela uma resposta humana típica: lidar com os efeitos do pecado por meios próprios, sem retorno à comunhão com Deus. O texto sugere que a culpa, quando não é levada a Deus, tende a produzir estratégias de autoproteção, isto é, mecanismos de “cobertura” que escondem os sintomas, porém não curam, de fato, a sua causa. Nessa mesma linha, o medo se torna verbalizado por Adão: “Ouvi os teus passos… e tive medo” (Gn3.10, NAA). Esse medo expressa a consciência de culpabilidade e a expectativa de juízo, pois a presença de Deus passa, agora, a ser percebida como uma ameaça e não como um momento de comunhão e alegria. Implicações 2.2.1 Examine seu coração. O pecado gera uma cegueira que nos faz ver o Pai amoroso como um juiz severo ou um inimigo. O primeiro passo para a cura é reconhecer que nossas falhas ferem o coração de Deus e distorcem nossa visão sobre o caráter dEle. 2.2.2 Pare de tentar resolver sua culpa sozinho. Estratégias de autoproteção apenas aumentam o medo e a ansiedade. A verdadeira paz não vem de esconder o erro, mas de expô-lo Àquele que pode perdoar e restaurar. 2.2.3 Se você sente que falhou ou que está fugindo e se escondendo de Deus por vergonha, saiba que Ele já está à sua procura. A iniciativa da reconciliação partiu dEle. Não fuja da voz que diz “Onde estás?”; essa é a voz da graça chamando você de volta para casa. 2.3 Sofrimento e morte. Ideia central do subponto: O pecado introduz desordem no mundo humano: dor, frustrações e morte; e a Bíblia trata “morte” não apenas como fim biológico, mas também como realidade espiritual de afastamento da fonte da vida (Gn 3.16-19, NAA; Rm 6.23, NAA). O aluno deve sair sabendo: Explicar, com textos bíblicos, a ligação entre pecado e todas as mazelas da humanidade.
A LIÇÃO DIZ: A entrada do pecado no mundo causou efeitos devastadores, resultando em sofrimento, dor e, sobretudo, em morte — tanto no corpo, como na alma e no espírito (Gn 3.16-19; Rm 6.23). As dores físicas, os conflitos interpessoais e o vazio interior são evidências dessa condição caída. Do ponto de vista bíblico, é a entrada do pecado no mundo que explica as mazelas da humanidade. As dores físicas e as enfermidades decorrem da condição caída e se manifestam como parte do desarranjo introduzido pelo pecado. 2.3.1 Dor e fadiga. Em (Gn 3.16-19, NAA), Deus pronuncia juízos que atingem diretamente o bem-estar físico: multiplicação das dores no parto e obtenção do sustento mediante fadiga e suor. 2.3.2 Enfermidade. A doença se apresenta como intrusão na experiência humana e como sinal de fragilidade em um corpo mortal, sujeito à deterioração e ao sofrimento contínuo; ao mesmo tempo, a Escritura orienta cautela na ligação entre enfermidade e culpa pessoal específica (Jo 9.1-3, NAA). 2.3.3 A criação que geme. A natureza foi sujeita à frustração e à corrupção; a terra produz espinhos e cardos, e a criação “geme e suporta angústias”, aguardando redenção (Rm 8.20-22, NAA; Gn 3.18, NAA). A entrada do pecado destruiu a harmonia social. O egoísmo substituiu o amor, e, por isso, a vida em comunidade passou a ser marcada por disputa, exploração e violência. 2.3.4 Ruptura das relações. Logo após a queda, a convivência conjugal cedeu o lugar à autodefesa e à acusação (Gn 3.12-13, NAA), e a dinâmica relacional passou a incluir tensão, disputa e desejo de controle (Gn 3.16, NAA). 2.3.5 Violência e homicídio. O primeiro fruto social explícito do pecado é o fratricídio (Gn 4.8, NAA), e, a partir daí, a história bíblica evidencia a escalada da corrupção humana, com injustiça e derramamento de sangue (Gn 6.5, NAA).
3. A SOLUÇÃO DE DEUS PARA AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO Ideia central do ponto: A solução divina é centrada em Cristo e é integral: Deus reconcilia, remove culpa e a vergonha, e oferece esperança diante do sofrimento e da morte (2Co 5.18-19, NAA; 1Jo 1.9, NAA; Jo 11.25-26, NAA). 3.1 Restauração do relacionamento com Deus. Ideia central do subponto: Deus toma a iniciativa e reconcilia o mundo consigo em Cristo; logo, o antídoto para a separação é a reconciliação e a comunhão restaurada (2Co 5.18-19, NAA). O aluno deve sair sabendo: Definir “reconciliação” como restauração de comunhão com Deus por meio de Cristo, e não apenas “melhorar a vida”. Explicar a lógica de (2Co 5.18-19, NAA): Deus age, Cristo é o meio, e a relação é restaurada. Conectar isso ao problema do Éden: quem se escondia é chamado de volta por meio da graça.
A LIÇÃO DIZ: O Plano de Salvação Divino, parcialmente revelado no Antigo Testamento e plenamente revelado no Novo, repara a separação entre Deus e a humanidade causada pelo pecado. Em uma de suas epístolas, o apóstolo Paulo escreve que, em primeiro lugar, por meio de Cristo, Deus nos reconciliou consigo mesmo e nos deu o ministério da reconciliação (2Co 5.18). Em seguida, ele afirma: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação” (2Co 5.19). O que foi parcialmente revelado aos profetas e patriarcas como promessa, agora é plenamente manifestado na encarnação, morte e ressurreição de Jesus. A palavra grega para reconciliação é katallasso (variantes apokatallasso). Ela traz a ideia de uma troca ou mudança. No contexto soteriológico, refere-se à troca de um estado de hostilidade e ira para um de amizade e paz. Por meio da reconciliação, o estado de separação e inimizade é mudado para um estado comunhão e intimidade. Um aspecto distintivo da reconciliação cristã é que ela não parte do ofensor (o homem) em direção ao ofendido (Deus), mas sim de Deus em direção ao homem. É o próprio Deus quem toma a iniciativa de remover os obstáculos (o pecado e a Sua própria ira) para restaurar o relacionamento. O Novo Testamento nunca diz que Cristo reconciliou Deus com o homem (como se Deus precisasse ser persuadido a amar), mas que Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo mesmo. Deus é o agente, não o objeto passivo da reconciliação. Vamos ler o texto bíblico: E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. Ora, tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos seres humanos e nos confiando a palavra da reconciliação. Portanto, somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por meio de nós. Em nome de Cristo, pois, pedimos que vocês se reconciliem com Deus. Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus. (2Co 5.17-21, NAA). Ray Stedman, descrevendo o ministério da reconciliação, destaca nove pontos importantes:
1) origina-se em Deus, e não no homem (5.18);
2) é uma experiência pessoal (5.18);
3) compreende todo o universo (5.18,19);
4) elimina a condenação (5.19);
5) é entregue pessoalmente (5.19);
6) é investida de autoridade (5.20);
7) é aceita voluntariamente (5.20);
8) realiza o impossível (5.21);
9) é experimentada a cada momento (6.1,2). 3.2 Remoção da culpa e da vergonha. Ideia central do subponto: O perdão em Cristo limpa a consciência e restaura a dignidade; assim, a solução de Deus trata o interior do ser humano, não apenas o comportamento externo (1Jo 1.9, NAA; Hb 9.14, NAA; 2Co 5.17, NAA). O aluno deve sair sabendo: Explicar por que (1Jo 1.9, NAA) confissão e perdão caminham juntos. Entender “purificar a consciência” como efeito objetivo da obra de Cristo (Hb 9.14, NAA). A LIÇÃO DIZ: Deus tem uma solução plena e transformadora para a culpa e a vergonha. Quando nos encontramos com Cristo, por meio do Espírito Santo e pela fé, através de um arrependimento sincero, recebemos o perdão verdadeiro (1Jo 1.9). Assim, mesmo sendo pecadores, somos declarados justos diante de Deus e restaurados em nossa dignidade e comunhão com o Criador (Rm 5.1). Nesse processo, a culpa e a vergonha são poderosamente removidas de nossas vidas, pois o sangue de Jesus purifica a nossa consciência (Hb 9.14), dando-nos ousadia para viver em novidade de vida (2Co 5.17). A fim de andar diariamente em comunhão com Deus e com nossos irmãos em Cristo, precisamos confessar nossos pecados: pecados de comissão, de omissão, de pensamento, de atos, pecados secretos e pecados públicos. Precisamos trazê-los à tona e colocá-los diante de Deus, chamá-los pelos seus devidos nomes, posicionar-nos do lado de Deus contra eles e abandoná-los. A verdadeira confissão implica abandonar os pecados: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28:13). Ao proceder desse modo, podemos apropriar-nos da promessa de que Deus é fiel e justo para nos perdoar. É fiel no sentido de que prometeu perdoar e cumprirá sua promessa. É justo para nos perdoar porque encontrou uma base justa para o perdão na obra vicária do Senhor Jesus Cristo na cruz. Além de garantir o perdão, Deus nos purifica de toda injustiça. João fala de um perdão paternal, e não judicial. O perdão judicial se refere ao perdão do castigo pelos pecados; o cristão o recebe quando crê no Senhor Jesus Cristo. É chamado de “judicial” porque é concedido por Deus em seu papel de Juiz. Mas e quanto aos pecados que a pessoa comete depois da conversão? No tocante ao castigo, o preço já foi pago pelo Senhor Jesus na cruz do Calvário. No tocante à comunhão na família de Deus, porém, o santo que pecou precisa receber o perdão paternal de Deus, ou seja, seu perdão como Pai, obtido pela confissão do pecado. Precisamos do perdão judicial apenas uma vez, pois ele é suficiente para pagar o castigo pelos nossos pecados passados, presentes e futuros. Mas precisamos do perdão paternal ao longo de toda a vida cristã. 3.3 Superação do sofrimento e da morte. Ideia central do subponto: Em Cristo, a morte não é a palavra final (Jo 11.25-26, NAA; Rm 8.23, NAA; Ap 21.4, NAA). O aluno deve sair sabendo: Explicar a promessa de Jesus sobre vida e ressurreição (Jo 11.25-26, NAA). Relacionar esperança futura com perseverança presente (Rm 8.23, NAA). Entender que a consumação descrita em (Ap 21.4, NAA) refere-se a esperança escatológica, e não uma promessa de ausência imediata de dificuldades.
A LIÇÃO DIZ: A resposta de Deus para o sofrimento e a morte é a esperança viva em Cristo. Ao colocarmos a nossa fé em Jesus, temos a certeza de que a morte não representa o fim, mas sim o começo de uma nova vida com Deus (Jo 11.25,26). Mesmo perante dores e perdas neste mundo caído, aguardamos com esperança a gloriosa ressurreição dos mortos e a redenção do nosso corpo (Rm 8.23). A superação do sofrimento e da morte está ancorada na certeza de que a morte física não é o fim da existência, mas um estágio de transição para a plenitude da vida com Deus. Esta esperança fundamenta-se na obra de Cristo e se desdobra em três aspectos principais: a promessa da ressurreição, a perseverança em meio às dores presentes e a consumação escatológica final. 3.3.1 A ressurreição de Cristo é a garantia da nossa ressurreição. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, temos a segurança de que Deus também tornará a trazer os que nEle dormem; ou seja, a morte não tem domínio final sobre o crente. (1Ts 4.14, NAA; Jo 11.25-26, NAA). 3.3.2 O sofrimento presente não anula as promessas, mas exige perseverança. O sofrimento desta vida só será completamente removido na redenção futura; até lá, vivemos na esperança da glória que há de ser revelada. As curas e bênçãos que experimentamos hoje são apenas uma “primeira prestação” ou penhor da redenção futura do nosso corpo, lembrando-nos de que a libertação total das dores de um mundo caído ocorrerá na Segunda Vinda. 3.3.3 No presente, o sofrimento ainda é uma realidade intrusa no mundo de Deus, mas a Bíblia prediz um tempo em que ele não mais existirá. A vida na Nova Jerusalém será algo muito melhor do que a vida no Éden, com todas as bênçãos intensificadas e livres da mancha do pecado e de suas consequências. Portanto, não devemos confundir a esperança futura de glória perfeita com a realidade presente de luta e perseverança.
CONCLUSÃO A análise bíblica do pecado revela a gravidade da condição humana (corrupção total). Originada na desobediência do Éden, a iniquidade contaminou todos os homens (humanidade), resultando em separação espiritual, culpa, medo, fuga e a inevitabilidade da morte. Diante dessa trágica condição, qualquer tentativa de autojustificação mostra-se insuficiente. A resposta de Deus, contudo, revela o seu insondável amor e sua extraordinária graça. Em Cristo, o Pai tomou a iniciativa de reconciliar o mundo consigo, oferecendo perdão e a restauração da dignidade perdida. Jesus não apenas resolve o problema judicial da culpa, mas garante a vitória sobre a morte física e eterna. Resta-nos, pois, acolher e receber a obra redentora de Cristo com fé e arrependimento, aguardando a consumação da nossa esperança na glória vindoura.
Com a pauta da programação voltada para Moçambique, país localizado na África, onde a referida igreja tem realizado já há alguns anos um trabalho de Missões, onde a Assembleia de Deus em Pernambuco tem o missionário Gerson Gila e sua esposa Vera gila que realiza esse belíssimo trabalho, pois Missões está no coração de Deus. O culto realizado contou com apresentação pelos jovens, louvores e uma saudação do pastor missionário da nossa igreja que se encontra em Nampula Moçambique e a pregação da Palavra de Deus. O Senhor tem feito grandes coisas, temos motivos de sobra para agradecer e celebrar esses momentos na Casa do Senhor.
Missão transcultural é o trabalho missionário cristão que foca em levar a mensagem do evangelho a povos de culturas radicalmente diferentes da sua, atravessando barreiras de língua, costumes e mentalidade, não apenas fronteiras geográficas, com o objetivo de contextualizar a fé, tornando-a relevante sem diluir sua mensagem, integrando-se e aprendendo com a cultura local, não colonizando-a.
Em resumo, a missão evangélica em outros países é vista como um pilar essencial da fé, combinando o mandato espiritual com ações práticas que visam o bem-estar integral da humanidade. Organizações como a Junta de Missões Mundiais e a Missão Portas Abertas atuam ativamente nesse campo.
Neste sábado (27/12/25), foi realizada mais uma Escola Bíblica Animada, na Igreja Evangélica Assembleia de Deus. Baseada no tema da última lição deste 4° e último trimestre de 2025, que trouxe a temática: Corpo, Alma e Espírito.
O trabalho foi realizado pela direção da igreja, superintendente, professores e alunos que estudaram o tema nesses três últimos meses do ano. A pauta foi realizada com dinâmicas, apresentações das classes de senhoras, senhores, jovens e crianças, louvores e distribuição de mimos. Tudo para a honra e glória do Nosso Deus.
A Escola Bíblica Dominical (EBD) é crucial para a formação cristã, oferecendo um ambiente estruturado de ensino das Escrituras, crescimento espiritual, comunhão e aplicação prática da fé no dia a dia, fortalecendo a família e preparando cristãos para o discipulado e a missão de Deus, edificando a igreja com base sólida nos valores bíblicos e no conhecimento de Jesus.
Pastor presidente: Ailton José Alves. Pastor local: Antônio Marcos.
Conforme demonstra pesquisa do Instituto Opinião, 52,8% dos eleitores brasileiros não buscam alinhar votos entre candidatos à presidência e à Câmara dos Deputados, ou seja, não escolhem deputados federais que sejam do mesmo partido ou de aliados do presidente.Da amostragem de dois mil entrevistados, 41,3% dizem levar em conta o alinhamento e 6% não responderam. O dado pode se traduzir em embates entre Legislativo e Executivo, que devem trabalhar juntos no complemento dos Três Poderes. A composição da Câmara dos Deputados eleita nas últimas eleições presidenciais, em 2022, demonstra cenário parecido com o demonstrado na pesquisa. Embora Jair Bolsonaro tenha recebido 49,10% dos votos e Lula, 50,90%, os partidos que apoiaram Bolsonaro são maioria na Casa.
Em primero turno, Lula recebeu apoio do PT, PV e PCdoB, Psol, Rede, PSB, Solidariedade, Pros, Avante e Agir. No segundo turno, PDT, Cidadania, PCB, PSTU, PCO e Unidade Popular se juntaram ao petista. Esses partidos somam 147 deputados.Já Bolsonaro foi apoiado por três partidos em primeiro turno: PL, PP e Republicanos. Na segunda fase do pleito, PSC e PTB também manifestaram apoio. Somente a tríplice inicial soma 186 deputados.
Levantamento
A pesquisa, realizada pelo Instituto Opinião, ouviu brasileiros entre 15 e 17 de dezembro por entrevistas telefônicas. Com amostragem distribuída entre 114 cidades pelo país, a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Ágape significa amor, mas um tipo específico de amor. O amor ágape é muito importante na Bíblia. Só no Novo Testamento aparece 158 vezes. O amor ágape não trata apenas de sentir ou de fazer isso, ou aquilo, é um ato de obediência, altruísta, com propósito de fazer o bem àquela determinada pessoa. Um amor que age e que pode ser evidenciado pela relação que Jesus tem com o Pai e conosco (João 3:16; João 13:34-35).
Amor Ágape = amor incondicional
Podemos dizer que a origem desse amor é no próprio Senhor. Um amor incondicional, perfeito, sacrificial! Como nós somos seres imperfeitos, não se pode originar esse tipo de amor em nós. Mas pode ser gerado em nós pelo Espírito Santo. Só desta maneira que conseguimos amar como o Senhor ama (Romanos 5:5; 1 João 3:16; Gálatas 5:22). Na cruz do Calvário é onde podemos evidenciar o amor incondicional de Deus por nós, onde podemos constatar o amor ágape de Deus por nós com o sacrífico de Jesus, pois o amor ágape sempre é visível (João 3:16-18).
Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões, pela graça vocês são salvos. – Efésios 2:4-5
Nós não somos dignos de tal amor por parte do Senhor, “mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” (Romanos 5:8).Um exemplo de Jesus e outro do apóstolo Paulo mostram a importância da palavra ágape. O primeiro, Jesus usa para orientar os discípulos sobre os inimigos:
“Amem, (ágape), os seus inimigos, façam-lhes o bem e emprestem a eles, sem esperar receber nada de volta. Então, a recompensa que terão será grande e vocês serão filhos do Altíssimo, porque ele é bondoso para com os ingratos e maus” (Lucas 6:35). O segundo exemplo, Paulo usou para dar uma descrição do motivo que Deus enviou Seu Filho: “mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” (Romanos 5:8).
O amor ágape não faz acepção de pessoas, isto é, por um lado, o desafio de amar os “irmãos da fé”, por outro, o desafio de amar as pessoas que nos perseguem, que querem nos fazer mal. Jesus, ao contar a parábola do bom samaritano, enfatiza o exemplo desse amor sacrificial pelo outro, mesmo que o outro não se importe conosco.
Tipos de amor humano
Um detalhe interessante é que, nós seres humanos, temos em nossa natureza, outros tipos de amor (eros; filos; storge), mas o amor ágape, como já vimos, não temos.
1. Amor Filos
Este tipo de amor é o mais abrangente, mais geral da Bíblia. Trata-se de um amor com uma maior ênfase para uma amizade profunda, carinho, respeito, compaixão.
No Novo Testamento, esta palavra, filos, em sua origem no grego, aparece cerca de 26 vezes. Veja alguns exemplos:
“Quanto ao amor fraternal, não precisamos escrever-lhes, pois vocês mesmos já foram ensinados por Deus a se amarem uns aos outros” (1 Tessalonicenses 4:9)
“Seja constante o amor fraternal” (Hebreus 13:1)
”… à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor” (2 Pedro 1:7)
“Quanto ao mais, tenham todos o mesmo modo de pensar, sejam compassivos, amem-se fraternalmente, sejam misericordiosos e humildes” (1 Pedro 3:8)
2. Amor Eros
Este tipo de amor é voltado para o amor romântico, entre um homem e uma mulher. Eros é uma palavra grega. Um amor com mais paixão, mais forte, com maior desejo. Por isso que este tipo de amor não aparece no Novo Testamento. Também pelo fato que naquela época um tipo de amor assim era tido como algo sujo, imoral e julgado pelas pessoas. Podemos encontrar, praticamente por todo o livro de Cânticos, menções desse tipo de amor.
3. Amor Storge
Outro tipo de amor, storge, uma palavra grega também, que demonstra um amor para descrever amor familiar, ter afeição, carinho, em particular, amor entre pais e filhos.
Uma coisa curiosa é que, assim como o amor eros, o amor storge não aparece exatamente assim na Bíblia. O que aparece, no entanto, é o oposto da palavra storge, em particular usada duas vezes no Novo Testamento. A palavra é astorgos, que tem a definição de “não ter afeição, ser insensível à família” e podemos verificar isso em Romanos 1:31 e 2 Timóteo 3:3. Por outro lado, em Romanos 12:10encontramos, na origem grega, a palavra filostorgos, que nada mais é do que a soma das palavras filos e storge. Podemos traduzir como: amar com carinho, amar de maneira familiar, mãe, filhos. Temos alguns exemplos na Bíblia desse tipo de amor storge, amor de família, como Marta e Maria que tinham pelo seu irmão Lázaro, o amor de Jacó por seus filhos, Noé por sua esposa.
Pode-se descrever uma panelinha como um grupo exclusivo de pessoas que passam tempo juntas e são hostis a pessoas de fora. As pessoas gravitam naturalmente em direção a outras que são como elas e, às vezes sem perceber, formam um grupo. Quando encontramos alguém com os mesmos gostos, o mesmo senso de humor e uma cosmovisão semelhante, queremos passar mais tempo com ele ou ela. Gostamos de estar perto de pessoas que validam nossas próprias perspectivas e personalidade. É perfeitamente normal e aceitável passar um tempo com um pequeno grupo de amigos de quem você gosta. No entanto, não é aceitável ser indelicado ou desconsiderar aqueles que não fazem parte do seu grupo de amigos. A Bíblia nos diz para amar a todos como amamos a nós mesmos (Gálatas 5:14), inclusive aqueles que são diferentes de nós. As panelinhas costumam estar associadas ao comportamento imaturo das crianças na escola, mas algumas igrejas também têm a reputação de ter esses grupos. Certas denominações tendem a propagar essa cultura mais do que outras, e a atitude da congregação é muitas vezes um reflexo da liderança. Um pastor que é aberto, humilde e ansioso para se conectar com todos muitas vezes lidera uma igreja cheia de pessoas da mesma atitude.No entanto, os pastores que se consideram acima do adorador comum ou que se isolam dentro de um círculo restrito de um grupo seleto podem, sem saber, inspirar seus fiéis a fazer o mesmo. Primeiro Pedro 5:5 nos adverte sobre tais atitudes: “… cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça.”
Não podemos deixar de gravitar em direção a pessoas que nos fazem sentir confortáveis e aceitos. C. S. Lewis declarou que “a amizade nasce no momento em que uma pessoa diz a outra: ‘O quê! Você também? Eu achava que eu era o único.” Quando encontramos várias pessoas com quem temos essa experiência, podemos preferir a companhia delas àquelas que não conhecemos bem ou com quem não nos importamos muito. Fazer novos amigos pode ser estranho e desconfortável. Então, naturalmente, procuramos aqueles que já conhecemos e esse padrão pode levar à criação de uma panelinha. Um círculo de amigos se torna um grupo exclusivo quando perdem o interesse em conhecer novas pessoas e não são particularmente receptivos quando alguém novo tenta se encaixar.
Dentro da igreja, a presença de panelinhas pode ser espiritualmente devastadora para novos membros e especialmente para crentes mais fracos.Tiago 2:1diz: “Meus irmãos, não tenhais a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas.”Esse favoritismo pode ser devido à situação financeira, popularidade, aparência, estilo de vida ou história pessoal. Os crentes devem estar cientes da tendência ao favoritismo e reprimi-lo sempre que o virmos em nós mesmos. Quando reconhecemos nossos preconceitos diante de Deus, demos o primeiro passo para superá-los. Não podemos mudar o que não reconhecemos. Tem sido sugerido que Jesus fazia parte de um grupinho, uma vez que Ele passou muito do seu tempo apenas com Pedro, Tiago e João (Marcos 5:37). Jesus teve muitos discípulos (João 6:60), mas apenas doze apóstolos escolhidos (Mateus 10:1). É verdade que Ele compartilhou algumas das maiores experiências espirituais com apenas as pessoas mais próximas a Ele, mas será que isso constitui uma panelinha? Pessoas saudáveis reconhecem que existem muitos níveis de relacionamento e que nem todas as pessoas merecem o mesmo nível de confiança.A vida de Jesus demonstrou um equilíbrio perfeito nos relacionamentos. Ele tinha um pequeno círculo íntimo de amigos de confiança, mas não passava todo o Seu tempo livre apenas com eles. Sua vida foi consumida com interação, bênção, ensino e serviço a todos os que Se aproximavam, e Ele ensinou os Seus discípulos a fazer o mesmo (Mateus 4:23; 12:15; Lucas 20:1). Jesus deu altruistamente sem permitir que outros tomassem o que Ele não estava pronto para dar. Até mesmo a Sua própria vida não foi tirada dEle, mas dada voluntariamente (João 10:18). Não podemos gastar todos os nossos momentos apenas dando. Até mesmo Jesus tirou tempo para ficar sozinho com o Pai (Marcos 6:45-46). Ele também encorajou os discípulos a descansarem (Marcos 6:31). Pessoas saudáveis sabem a diferença entre aqueles a quem servem e aqueles que os ajudam a carregar o fardo de servir, e gastam quantidades adequadas de tempo e energia com cada grupo. Um círculo de amigos próximos não necessariamente forma uma panelinha.Eles podem ser pessoas que encontraram companheiros para ajudar a carregar seus fardos. Se também são comprometidos a servir os outros, dando abnegadamente àqueles que não podem dar em retorno, então eles podem precisar desse círculo íntimo como um alívio da pressão da doação constante, assim como Jesus fez. Principalmente aqueles em ministério de tempo integral precisam de pessoas-chave em quem confiam, com as quais podem simplesmente ser eles mesmos sem as constantes exigências e pressões para servir. Aqueles que não estão neste círculo de amigos podem vê-lo com ciúmes e chamá-lo de panelinha, sem perceber que todos – inclusive os líderes do ministério – precisam de alguns amigos de confiança. Embora deva ser o objetivo de todo cristão modelar Cristo e desenvolver compaixão altruísta por todos, também é importante cultivar amizades íntimas. No entanto, se esse círculo de amigos se tornar uma unidade fechada que intencionalmente exclui outros possíveis companheiros, pode ter se tornado uma situação não saudável. Se a exclusividade de um grupo da igreja estiver causando mágoa ou ofensa dentro do corpo de Cristo, então esse grupo deve considerar a sua reestruturação a fim de evitar a reputação de ser uma panelinha.