
Lição 4
{VERSÍCULO CHAVE: 1 RS 19.7
“E O ANJO DO SENHOR TORNOU SEGUNDA VEZ, E O TOCOU, E DISSE: LEVANTA-TE E COME, PORQUE MUI COMPRIDO TE SERÁ O CAMINHO.”}
REFLEXÃO
O Deus que nos faz triunfar no Carmelo é o mesmo que nos restaura no deserto de nossas fraquezas.
HINOS SUGERIDOS: 193, 296 E 302 (HC)
TEXTO BASE: 1 RS 19.1-8
OBJETIVOS:
>Recordar que o Senhor conhece a nossa frágil estrutura.
>Reconhecer que nossa força é limitada, mas o Senhor nos sustenta.
INTRODUÇÃO
Após o triunfo no Carmelo, o profeta Elias certamente esperava uma mu dança drástica nos rumos da nação começando por seus líderes. Mas, ao receber as notícias por meio de Acabe, a fúria de Jezabel voltou-se contra o homem de Deus (1 Rs 19.2).E Elias de nós semelhante a qualquer um mesmo amparado por uma grande vitória, tendo vivido momen-tos de euforia e de claras respostas divinas… teve medo e fugiu (1 Rs 19.3). A batalha no monte Carmelo aconteceu e passou, mas a guerra contra o mal permaneceu. Assim é a nossa luta neste mundo hostil a Deus e aos Seus seguidores: vivemos mo-mentos de grandes vitórias e outros de aparente derrota (Rm 8.31-39; Co 15.57,58; 2 Co 4.8,9). Entretanto, a voz do Deus de Elias ainda pode ser ouvida: “Levante-se e coma, porque a viagem será longa.”
1. O CANSAÇO EMOCIONAL.
Elias ficou desanimado, deprimido e emocionalmente abalado. Como nos parecemos com ele! Deus permite mo-mentos assim para que fique evidente que os melhores dentre os homens, em sua melhor forma, nunca deixam de ser apenas homens! Não importam nossos talentos, aptidões ou o fato de sermos usados por Deus. Somos “vasos de bar-го” (2 Со 4.7). Nenhum homem perma-nece de pé por um único instante sem ser sustentado por Deus. Salmo 39.5: “Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade” (hb. hebel: vapor, fôlego).
A) ELIAS SENTIU MEDO. A tradução da pa-lavra medo (hb. râ’âh) tem a conotação de ver, perceber, ter visão, considerar, ob-servar, dar atenção, discernir. Elias deixou de olhar para o Deus das vitórias e olhou para a fúria de Jezabel. O medo é um es-pírito (poder pelo qual o homem sente, pensa e decide) e não apenas um sentimento
(2 Tm 1.7). Ainda que seja comum até aos guerreiros de Deus, como Abraão (Gn 12.11-13; 20.2), Moisés (Ex 3.11; 4.1,10,13), Gideão (Jz 6.11, 15, 27) e Davi (1 Sm 21.12-15), não podemos viver sob esse espírito, “porque Deus não nos tem dado espírito de covardia (medo, timidez), mas de poder (força divina), de amor (boa vontade) e de moderação (es tabilidade da mente)”.
B) ELIAS BUSCOU A SOLIDÃO. “…ali deixou o seu moço. Ele mesmo, porém, se foi ao deserto…” (1 Rs 19.3,4). Ao escapar de Jezabel, ele se afasta do er povo, de seu companheiro e tenta fugir de seu chamado. Às vezes queremos fi-car sozinhos, mas é impossível estarmos sós o Senhor está em toda parte (SI 139.7). Desertos são lugares, situações ou circunstâncias que devem ser vividos 5: ou enfrentados sob a direção divina (Ex is 13.18; Dt 8.2; Os 2.14; Mt 4.1), e nunca fruto de uma decisão pessoal.
C) ELIAS SE SENTIU FRACASSADO. “Basta, toma agora, ó Senhor, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais” (1 Rs 19.4). Apesar da sua vitória contra os falsos profetas, Acabe e Jezabel continuaram como antes não houve qualquer mudança de coração. Elias, então, sentiuse profundamente fracassado e pede a morte ao Senhor. A história de Elias se entrelaça com a de Moisés (Nm 11.14,15), de Jó (Jó 6.8-9; 7.15), de Jonas (Jn 4.3,8) e com a nossa! E como eles foram renovados por Deus, seremos também alcançados pelo renovo do Senhor (Is 40.31). Aleluia!
2. O CANSAÇO FÍSICO.
Elias, nesse momento de sua história, está exausto emocional e fisicamente resultado de combates, fugas, longas caminhadas, ameaças de morte, perigos, escassez de alimento, perseguições, enfim, de um longo período de muitas batalhas espirituais. Do monte Carmelo até Jezreel, ele correu cerca de 25 km adiante de Acabe, na força do Senhor (1 Rs 18.46). Mas, ao fugir de Jezabel, caminhou, por conta própria, aproximadamente 150 km até Berseba e depois “se foi ao deserto, caminho de um dia” (1 Rs 19.4).
A) ELIAS PRECISAVA DE RENOVAÇÃO.
Somos compostos por espírito, alma e corpo. Essas três partes do ser humano sofrem os efeitos da natureza decaída, das agruras da vida e dos erros cometidos. Há momentos em que precisamos de renovação. “O coração com saúde é a vida da carne” (Pv 14.30); “О сoração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido virá a secar os ossos” (Pv17.22). O corpo recebe as cargas negativas da alma e o desânirno do espírito, por isso, adoecel O tempo, o desgaste, as circunstâncias adversas e as enfermidades abatem o corpo: “O coração alegre ilumina o rosto, mas pela angústia mental o espirito se abate” (Pv 15.13). Mas, para essa dimensão do homem, também temos promessas: “Os sinais seguirão aos que creem: em meu nome expulsarão demônios, falarão novas linguas… porão as mãos sobre os enfermos, e eles serão curados” (Mc 16.17-18). Deus pode curar o ser humano pelo Seu poder renovador.
B) ELIAS ESTAVA PROSTRADO DIANTE DA SITUAÇÃO. “…e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, e disse: ‘Basta…'” (1 Rs 19.4). Podemos imaginar como ele chegou completamente exausto! Muitas vezes, mesmo após ter experimentado vitórias em nosso serviço ao Senhor, quando estamos fisicamente esgotados, Satanás se aproveita dessa fragilidade para tentar nos derrubar. Quando Elias dis-se “basta” (hb. rab: muito, abundante, grande), ele estava declarando: “a situação é maior que a minha capacidade de administrar, não posso continuar”. Mas, o Senhor estava preparando o socorro, Ele sempre chega para nos ajudar nos momentos que vamos sucumbir. “O Se-nhor firma os passos do homem bom e no seu caminho se compraz; se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão” (SI 37. 23,24).
3. O SOCORRO DIVINO.
“…eis que um anjo o tocou e lhe disse: Levantate e come. Olhou ele e viu, junto à cabeceira, um pão cozido sobre pedras em brasa e uma botija de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir” (1 Rs 19.5,6). Qual a prescrição divina para o abatimento espiritual de Elias, associado ao esgotamento físico e emocional? Vejamos a Palavra de Deus:
A) UM DESCANSO. “Deitouse e dormiu debaixo do zimbro” (1 Rs 19.5). Era o Senhor dando refrigério ao profeta, uma trégua na luta e o recobrar das forças. Assim é o nosso Deus: “Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Levame para junto das águas de descanso” (SI 23.2); “O que habita no esconderijo do Altíssimo, descansa à sombra do Onipotente” (SI 91.1).
B) UM TOQUE SOBRENATURAL. “… eis que um anjo o tocou…” (1 Rs 19.5). Representa o toque da bondade, da graça, do cuidado e do carinho divino. Antes, foi alimentado por corvos, mas agora é assistido por um mensageiro celestial. Há momentos em que só o sobrenatural pode nos socorrer.
C) ALIMENTO. “Olhou ele e viu, junto à cabeceira, um pão cozido sobre pedras em brasa e uma botija de água” (1 Rs 19.6). Elias havia bebido da água de Querite, mas nunca havia tomado água servida por um anjo. Havia comido do pão e da carne que os corvos lhe traziam, e do alimento multiplicado por um milagre, mas nunca havia comido bolos trazidos pelas mãos de um anjo. Foram provas especiais de ternura divina, uma manifestação especial de amor para convencer o profeta de que ele ainda era amado e devia prosseguir em sua tarefa. Pães quentes e água fria podem representar para nós a Palavra de Deus, o poder e presença do Espírito Santo. Foi a comida que o fez caminhar (1 Rs 19.8).
D) UM ENCORAJAMENTO. “Voltou segunda vez o anjo do Senhor, tocou-o e lhe disse: Levantate e come, porque o caminho te será sobremodo longo” (1 Rs 19.7). Nenhuma reprovação, repreensão ou acusação, apenas um incentivo dos céus: “Não pare, Elias, você precisa caminhar até Horebe”.
“CONCLUSÃO
Renovados em forças, chegaremos a Horebe, o Monte de Deus!“
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