26 de junho de 2026 02:03

Ford anuncia fim da produção de veículos no Brasil e fechará três fábricas em 2021

Ford já havia suspendido operações no país durante a pandemia

Um ano e meio após encerrar atividades na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), a multinacional estadunidense Ford anunciou nesta segunda-feira (11) que não produzirá mais veículos no Brasil.

As fábricas de Camaçari (BA), com cerca de 3 mil trabalhadores, e Taubaté (SP), com 700, fecharão as portas imediatamente. A unidade de Horizonte (CE) permanecerá em atividade até o 4º trimestre de 2021. A empresa, que já havia suspendido parte das operações no país em função da pandemia, disse que trabalhará em colaboração com os sindicatos para “minimizar os impactos do encerramento da produção”. O Brasil de Fato entrou em contato com o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau). Segundo a assessoria de comunicação, a entidade foi surpreendida pela notícia e convocou uma assembleia emergencial com os trabalhadores para as 17h30. Somente após essa reunião, serão divulgadas informações ou posicionamentos oficiais à imprensa. “Sabemos que essas são ações muito difíceis, mas necessárias, para a criação de um negócio saudável e sustentável”, disse Jim Farley, presidente e CEO da Ford, em nota.  Em 2020, a Ford registrou queda de 39,2% nas vendas, quase 11 pontos percentuais acima da queda geral do setor automobilístico. Mesmo assim, a empresa anunciou um plano de investimento de cerca de US$ 580 milhões – o equivalente a R$ 3,2 bilhões – na Argentina até 2023, para produzir o novo modelo da caminhonete Ranger. O fechamento de unidades produtivas no Brasil parece ser uma tendência do setor. Há menos de um mês, a Mercedes Benz anunciou o fechamento de uma fábrica em Iracemápolis (SP), com 370 trabalhadores. A alta do dólar, que encarece a importação de peças para montagem dos automóveis foi considerada um elemento decisivo para o encerramento das atividades.

” Um grande prejuízo para o Brasil”

Trabalhadores da Ford protestam contra fechamento de fábrica em Camaçari

Trabalhadores da Ford protestam contra o fechamento da fábrica da montadora em Camaçari, região metropolitana de Salvador, na manhã desta terça-feira (12). Na segunda (11), a montadora anunciou que encerrará a produção de veículos em suas fábricas no Brasil após um século.Depois do protesto na sede da fábrica, o grupo seguiu em carreata para o Centro Administrativo de Camaçari. De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia, Júlio Bonfim, durante uma reunião com o presidente da Ford na América do Sul, a empresa informou que a decisão de encerramento da produção foi tomada por causa da instabilidade econômica do país.

Funcionários da Ford iniciaram protesto em Camaçari — Foto: Reprodução/TV Bahia

Funcionários da Ford iniciaram protesto em Camaçari — Foto: Reprodução/TV Bahia

“Ontem eu tive uma convocação por parte da Ford e nessa reunião, eu esperava que a tratativa era referente aos 460 trabalhadores da Ford que estavam suspensos por contrato em lay-off [suspensão temporária]. Mas fomos surpreendidos por um anúncio, por parte do presidente América do Sul, informando da instabilidade econômica do país e a incerteza econômica do país por parte do governo federal, isso dito pelo próprio presidente América do Sul da Ford. E também a questão do coronavírus impactou diretamente no encerramento das atividades da Ford”, contou Júlio. Por meio de nota, o Ministério da Economia afirmou que lamenta a decisão global e estratégica da Ford de encerrar a produção no Brasil. Disse ainda que a decisão da montadora destoa da forte recuperação observada na maioria dos setores da indústria no país; que muitos registram resultados superiores ao período pré-crise.

5 pontos: Ford encerra produção no Brasil

Com o encerramento das atividades no Brasil, a Ford também fechará as fábricas de Taubaté (SP) e Horizonte (CE), além de Camaçari. De acordo com o presidente do sindicato, o impacto será da perda de emprego de 12 mil trabalhadores diretos. No entanto, a Ford alega que serão cinco mil empregos afetados. “O que a Ford tá fazendo hoje é um atrocidade com mais de 12 mil trabalhadores. Por que eu falo isso? A Ford está mentindo quando ela fala que são, simplesmente, cinco mil trabalhadores que estão sendo desligados. Nós temos um acordo coletivo aqui, em que empresas parceiras de autopeças produzem nas mesmas condições como trabalhador direto Ford. Então só somando essas empresas são oito mil, mais quatro mil trabalhadores de empresas satélites que fornecem diretamente para a Ford”, disse. Júlio Bonfim falou ainda sobre os empregos dos trabalhadores indiretos, de empresas que prestam serviço à montadora. Segundo ele, esses empregos indiretos somam 60 mil trabalhadores.

Trabalhadores da Ford protestam contra fechamento de fábrica em Camaçari — Foto: Reprodução/TV Bahia

Trabalhadores da Ford protestam contra fechamento de fábrica em Camaçari — Foto: Reprodução/TV Bahia

São 12 mil trabalhadores diretos, e para cada um trabalhador direto demitido, são cinco trabalhadores indiretos. Estou falando de quase 60 mil trabalhadores indiretos que perdem seus empregos e 12 mil diretos. São 72 mil trabalhadores. Isso é uma camuflagem que a Ford está fazendo, para retirar a responsabilidade social dela, referente a essa atrocidade que ela está fazendo no país e na Bahia, impactando diretamente na economia do PIB baiano e na região metropolitana como um todo, nessa grande massa de trabalhadores que vão ser desligados”, pontuou. Ao todo, a Ford possui 6.171 funcionários no Brasil e fechou 2020 como a quinta montadora que mais vendeu carros, com 7,14% do mercado nacional. Em comunicado divulgado para a imprensa, a fabricante diz que a decisão foi tomada “à medida em que a pandemia de Covid-19 amplia a persistente capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, resultando em anos de perdas significativas”.

Funcionários da Ford iniciaram protesto em Camaçari — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Funcionários da Ford iniciaram protesto em Camaçari — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Primeiro FPM do ano será repassado nesta sexta-feira, R$ 5,4 bilhões

07012020 arte CNM FPMO primeiro repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de 2021 será feito na próxima sexta-feira, 8 de janeiro. Serão repassados aos cofres municipais R$ 5.400.014.834,63, valor nunca antes visto, desde de 2003, quando a Confederação Nacional de Municípios (CNM) lançou a série de levantamentos mensais do fundo.

Mesmo com a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), a transferência de R$ 4.320.011.867,70 representa um crescimento de 53,83% em relação ao mesmo período do ano passado. Os números são divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e são influenciados pela arrecadação do final do ano. Geralmente, o primeiro decênio representa quase a metade do valor total repassado. Dados da CNM mostram que, em janeiro de 2020, as prefeituras receberam R$ 8,9 bilhões, sendo R$ 3,5 bilhões na primeira transferência do mês.+ 49,49% 
Ao aplicar a inflação do período, a transferência que abre o FPM do ano ainda será 49,49% maior que o valor repassado há um ano. Dos mais de R$ 4 bilhões, Municípios com coeficientes 0,6 ficarão com R$ 1.063.645.382,22, enquanto 168 prefeituras de coeficientes 4,0 receberão R$ 710.997.395,70 do total a ser transferido.

Conforme ressalta o levantamento da CNM, o FPM é a principal receita de grande parte dos Municípios, por isso a entidade divulga os repasses descendais, além de disponibilizar plataforma para o acompanhamento dessa e das demais Transferências Constitucionais. A entidade ainda não tem explicações assertivas sobre o crescimento tão fora do parâmetro, apesar de notícias divulgadas no final do ano passado apontarem desempenho histórico da arrecadação nacional. 07012220 grafico fpm

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Paulo Câmara diz que a colaboração dos prefeitos será importante para a meta de reduzir índices de violência

 (Foto: Aluísio Moreira/SEI)
O governador Paulo Câmara afirmou nesta quinta-feira que a colaboração dos prefeitos será importante para a meta de reduzir os índices de violência, garantindo a segurança e tranquilidade para a população de Pernambuco. Ainda nesta quinta-feira, foi realizada a primeira reunião de 2021 do Pacto Pela Vida – Programa do governo do estado de Pernambuco que tem como finalidade reduzir a criminalidade e controlar a violência. O programa foi implantado pelo Governo de Pernambuco em maio de 2007. Para Paulo Câmara, a primeira reunião do ano foi um momento importante para o planejamento de 2021. Segundo ele, para que o estado possa continuar a ser referência numa política consistente, de diminuição de criminalidade e diminuição da sensação de insegurança, neste ano há muito o que ser trabalhado. “Teremos muito que fazer para melhorar a segurança de Pernambuco”, pontuou.
 O governador também afirmou que seguirá dando prioridade ao Pacto Pela Vida. “Se tornou modelo nacional de gestão em segurança pública. Em 2020, mesmo com a pandemia do novo coronavírus, conseguimos manter em queda os índices de violência no Estado”, frisou. O prefeito de Recife, João Campos, foi convidado pelo governador para a primeira reunião do ano do Pacto Pela Vida. João Campos expressou satisfação em fazer parte do momento. Ele garantiu o compromisso do Recife no Programa. João também fez questão de frisar que o Pacto Pela Vida é um programa de excelência, “premiado internacionalmente, e que é responsável por indicadores importantes na gestão da segurança do nosso estado. E mais do que isso, como o nome já diz, é responsável pela preservação de vidas no nosso estado”, disse João, que firmou compromisso com ações de prevenção social, como novas unidades do Compaz e iluminação em LED.
Também estiveram presentes na reunião, Alexandre Rebelo (Planejamento e Gestão), Humberto Freire (Executivo de Defesa Social), Cloves Benevides (Políticas de Prevenção à violência e às Drogas), Mauro Alencar de Barros (Desembargador do TJ), Francisco Dirceu Barros (Procurador-Geral de Justiça), Henrique Seixas (Defensor Público Geral em exercício), Luis Sávio (MPPE), Murilo Cavalcanti (Secretário de Segurança Cidadã do Recife), entre outros. Algumas pessoas estiveram presencialmente, porém, a maioria participou por videoconferência, devido a pandemia. Este formato híbrido acontece desde julho de 2020.
DP

Gás de cozinha vai ficar 6% mais caro a partir desta quinta, informou a Petrobras

Preço do botijão de gás vai aumentar a partir desta quinta-feira (6) — Foto: Reprodução/TV TEM

Preço do botijão de gás vai aumentar a partir desta quinta-feira (6) — Foto: Reprodução/TV TEM

A Petrobras vai elevar o preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, em 6% a partir desta quinta-feira (6), informou a petroleira nesta quarta-feira (5).

Com o reajuste, o valor praticado pela Petrobras irá a R$ 35,98 por 13kg.

Em nota, a empresa reiterou que desde novembro de 2019 igualou os preços de GLP para os segmentos residencial e industrial/comercial, e que o produto é vendido pela Petrobras às distribuidoras a granel.

Petrobrás anuncia mais um aumento no gás de cozinha

Petrobrás anuncia mais um aumento no gás de cozinha

“Por sua vez, as distribuidoras são as responsáveis pelo envase em diferentes tipos de botijão e, junto com as revendas, são responsáveis pelos preços ao consumidor final”, frisou a empresa. A Petrobras afirmou ainda que os preços de GLP praticados por ela tem como referência o valor de paridade de importação, formado pelo valor do produto no mercado internacional, mais os custos que importadores teriam, como frete de navios, taxas portuárias e demais custos internos de transporte para cada ponto de fornecimento, também sendo influenciado pela taxa de câmbio.

g1

Com acordo da Lei Kandir, estados e municípios recebem R$ 3,1 bilhões

A União vai repassar R$ 3,119 bilhões para 3.851 municípios, 19 estados e o Distrito Federal nesta quinta-feira (31). O repasse é referente à Lei Complementar nº 176/2020, que institui transferências obrigatórias da União para estados, municípios e o Distrito Federal visando compensar as perdas de arrecadação dos entes em virtude da Lei Kandir, de 1996.A lei complementar, sancionada ontem (29) pelo presidente Jair Bolsonaro e publicada em edição extra do Diário Oficial da União, atende ao acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF), após décadas de disputa judicial.As primeiras unidades da Federação a receberem os recursos foram as que assinaram declaração de renúncia à disputa judicial até as 11h desta quarta-feira (30). Para as demais, até o prazo de dez dias úteis a contar da publicação da lei, o repasse será feito em janeiro de 2021.No caso dos municípios, 69% recebem amanhã. Do total de estados contemplados, além do DF, 74% terão os recursos creditados nesta quinta-feira.

Entenda

No artigo 1º, a lei prevê o repasse total de R$ 58 bilhões aos entes federados. São cerca de R$ 4 bilhões ao ano entre 2020 e 2030, montante reduzido em R$ 500 milhões ao ano até 2037, data do último pagamento.

Também há previsão de repasse de R$ 4 bilhões, condicionado à realização do leilão de petróleo dos blocos de Atapu e Sépia, na Bacia de Santos (SP).Outros R$ 3,6 bilhões, o que totalizaria os R$ 65,5 bilhões, serão distribuídos caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo seja aprovada. Os estados ficarão com 75% dos recursos, e os municípios com os 25% restantes.

Detentor dos direitos da foto original, IMS tenta derrubar montagem de Léo Índio com Bolsonaro

O Instituto Moreira Salles (IMS), através de suas redes sociais, divulgou nesta quarta-feira (30) uma nota de repúdio à montagem feita pelo bolsonarista Léo Índio, assessor parlamentar e sobrinho do presidente Jair Bolsonaro.

Em tom de deboche, Índio postou em seu Instagram, na terça-feira (29), uma montagem na qual o presidente Jair Bolsonaro é retratado como um agente policial da Ditadura Militar. O sobrinho do mandatário utilizou uma das fotos símbolo da repressão durante o regime ditatorial, e agregou uma foto do seu tio durante o amistoso beneficente que ele disputou nesta segunda-feira (28), em Santos, fazendo parecer que ele agride um manifestante e o faz cair no chão.A foto original manipulada por Léo Índio foi feita pelo fotógrafo Evandro Teixeira, e foi tirada em 1968, durante uma manifestação contra a Ditadura Militar, ocorrida na Cinelândia, no Rio de Janeiro. O Instituto Moreira Salles, por sua vez, é titular dos direitos patrimoniais de autor da obra.“O IMS informa que está tomando as providências necessárias para que a imagem produzida a partir da obra, deturpada em seu sentido e intenção originais, seja imediatamente retirada das plataformas e meios digitais em que está sendo divulgada”, diz um trecho da nota divulgada pelo Instituto.“A foto de Evandro Teixeira, que na época trabalhava no Jornal do Brasil, mostra um estudante sendo perseguido por policiais na Cinelândia, no Rio de Janeiro, em 21 de junho de 1968, em ato contra a ditadura militar. Nesse dia, que depois ficou conhecido como ‘sexta-feira sangrenta’, a repressão da polícia militar levou à morte 28 pessoas. Evandro Teixeira é um dos mais renomados fotojornalistas do Brasil e sua obra completa, de mais de 150 mil imagens, integra hoje o acervo do Instituto Moreira Salles. A preservação de seu legado como artista e fotógrafo é nosso dever absoluto, seja em relação à integridade de seu trabalho autoral como também ao significado histórico e cultural de sua obra para o país”, completa o IMS.

A montagem feita por Léo Índio foi publicada no mesmo dia em que Bolsonaro debochou dos torturados durante a Ditadura Militar, especialmente a ex-presidenta Dilma Rousseff, dizendo “traz o raio-x para a gente ver o calo ósseo”.

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