“A configuração do ilícito não exige a ocorrência de agressão física, sendo possível que as próprias falas, quando dotadas de conteúdo discriminatório, sejam suficientes para caracterizar a prática do crime de transfobia. A eventual responsabilização penal e a possibilidade de prisão dependem da análise concreta do caso pelas autoridades competentes e pelo Poder Judiciário, após a devida apuração dos fatos”, explica.
O caso ocorreu durante o programa ao vivo do SBT, quando o apresentador criticou o fato da deputada ter sido eleita como presidente da Comissão da Mulher. Os comentários foram carregados de falas preconceituosas.
“Não achei muito justo, com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans? Ela não é mulher, ela é trans. Não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres. Mulher para ser mulher tem de ser mulher. Eu até respeito todo mundo, comissão de defesa dos direitos da mulher, defendo quem tem comportamento diferente”, afirmou Ratinho.
Desde o julgamento da ação direta de Constitucionalidade por Omissão n. 26 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e a subsequente sanção da Lei 14.532/2023, a transfobia foi equiparada ao crime de racismo.Na prática, isso significa que condutas que discriminem ou inferiorizam indivíduos em razão de sua identidade de gênero deixam de ser meros crimes contra a honra e passam a ser equiparados com injúria racial, que é um crime de extrema gravidade, constitucionalmente inafiançável e imprescritível. “Ofensas proferidas em rede nacional podem influenciar no aumento da pena, uma vez que comentários feitos em rede nacional tem uma amplitude maior e causam uma maior exposição pública da vítima”, diz a advogada Giovanna Cardoso do escritório João Victor Abreu Advogados Associados.
Ainda de acordo com a especialista, não é necessário haver agressão física para justificar uma eventual prisão. Caso as falas segreguem ou desumanizem alguém em razão de sua identidade de gênero, entende-se que há a violação de direitos fundamentais de liberdade e igualdade. Portanto, o comportamento verbal é plenamente capaz de gerar responsabilização penal e cível.
“O Direito Penal brasileiro protege a dignidade e a integridade psíquica com o mesmo rigor que a integridade física, de forma que as ofensas verbais, quando carregadas de teor discriminatório contra a identidade de gênero, são suficientes para a consumação do crime de transfobia”, completa.Yuri Carneiro, advogado criminalista, professor e doutor em Direito, afirma que a pena deste delito seria de reclusão de 2 a 5 anos e, dependendo da sentença, é possível que a condenação seja cumprida em regime aberto ou substituída por penas restritivas de direitos. Segundo ele, uma eventual prisão de Ratinho é o mais improvável.
“Se o juízo aceitar a denúncia ou identificar requisitos para prisão preventiva, em caso de pedido da autoridade policial ou do Ministério Público, poderá decretá-la até mesmo em fase de inquérito, mas somente após requerimento, nunca de ofício. Contudo, é importante ressaltar que a prisão processual deve ser exceção, não regra, e deve se limitar aos casos mais graves, dentro dos parâmetros legais. Por essa razão, é improvável que haja qualquer espécie de prisão processual nesta situação”, justifica.
Ele também ressalta falas preconceituosas feitas em rede nacional podem causar a prisão, desde que se comprove o dolo de ofender. “A conduta de transfobia foi criminalizada pelo STF em Plenário. É necessário investigar se as falas do apresentador Ratinho configuraram prática de intolerância ou injúria transfóbica ou apenas foram objeto de sua liberdade de expressão no exercício de sua atividade profissional”, finaliza.
BRASÍLIA – O ministro Kassio Nunes Marques votou nesta sexta-feira (13/3) para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e formou maioria na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).Com a manifestação, o placar chegou a três votos favoráveis à manutenção da medida. Ainda falta o voto do decano e presidente do colegiado, Gilmar Mendes.
O julgamento ocorre no plenário virtual. A sessão foi aberta às 11h desta sexta-feira e ficará disponível para registro de votos até 23h59 da próxima sexta-feira (20/3).
A análise do colegiado trata da decisão individual de Mendonça que determinou a prisão do banqueiro durante a quinta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF). Como a medida foi tomada de forma monocrática, o relator submeteu a decisão ao referendo da Turma.
Em seu voto, Mendonça afirmou que a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública, a ordem econômica e o andamento da investigação. O ministro rejeitou os argumentos da defesa que pediam a revogação da medida.Segundo o relator, mensagens encontradas em aparelhos do investigado indicam a existência de um grupo organizado para monitorar e intimidar adversários do banqueiro. As conversas também apontariam ordens para pressionar pessoas consideradas obstáculos aos interesses do grupo. Entre os registros citados no processo, investigadores mencionam diálogos em que Vorcaro teria sugerido a simulação de um assalto contra o jornalista Lauro Jardim com o objetivo de violentá-lo e intimidá-lo.
Mendonça também destacou indícios de risco de ocultação de patrimônio e possível tentativa de esvaziamento de ativos financeiros. O voto menciona movimentações patrimoniais relevantes e a existência de bens e recursos no exterior.
Para advogados de Vorcaro, prisão não se justifica
A defesa contestou as acusações e afirmou que não há contemporaneidade dos fatos que justificariam a prisão. O relator, porém, afirmou que as mensagens analisadas foram descobertas recentemente após perícias em aparelhos eletrônicos, o que as caracteriza como elementos novos no processo.
A investigação apura suspeitas de fraude financeira, lavagem de dinheiro e tentativa de interferência nas apurações. O julgamento marca a primeira análise colegiada de um episódio ligado ao caso no STF. Até então, as decisões vinham sendo tomadas de forma individual pelos relatores da investigação.
O processo passou a ser relatado por André Mendonça depois que o ministro Dias Toffoli deixou a condução do caso em fevereiro. Nesta semana, Toffoli declarou suspeição para atuar em processos relacionados à investigação e não participa dojulgamento.
A medida foi tomada após sindicatos do setor denunciarem que distribuidoras dessas unidades federativas estariam elevando os preços de venda com base na alta do petróleo no mercado internacional, associada ao conflito no Oriente Médio.
Apesar da justificativa, a Petrobras não anunciou reajustes nos preços dos combustíveis vendidos em suas refinarias.
Alerta dos sindicatos
Em nota publicada nas redes sociais, o Sindicato do Comércio de Combustíveis da Bahia (SindiCombustíveis-BA) afirmou estar preocupado com os efeitos do cenário internacional sobre o mercado baiano. “O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem pressionado as cotações do petróleo no mercado internacional e já provoca reflexos no Brasil”, disse a entidade.O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Rio Grande do Norte (Sindipostos-RN) também destacou nas redes sociais que o conflito “já começa a refletir na alta do preço do petróleo no mercado internacional, acendendo um sinal de atenção para o setor de combustíveis no Brasil”. Em Minas Gerais, o Minaspetro alertou nas redes sociais que a defasagem no preço do diesel já supera R$ 2 por litro e, na gasolina, se aproxima de R$ 1.
“As companhias estão restringindo a venda e praticando preços exorbitantes, principalmente para os revendedores marca própria. Já há relatos de postos totalmente secos em Minas Gerais. O Minaspetro está monitorando a situação e irá acionar os órgãos reguladores para mitigar o risco de desabastecimento”, afirmou a entidade.
Diferença em relação ao mercado internacional
De acordo com o Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes no Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF), o preço da gasolina nas refinarias da Petrobras está cerca de R$ 0,84 abaixo do valor praticado no mercado internacional. No caso do diesel, a diferença chega a R$ 1,90.Na refinaria da Bahia, que é privatizada e compra petróleo no mercado externo, a gasolina está cerca de R$ 0,22 mais barata que no mercado internacional e o diesel, R$ 0,89. Já na refinaria do Rio Grande do Norte, também privatizada, a gasolina está R$ 0,41 abaixo e o diesel, R$ 0,75. Por outro lado, na refinaria do Amazonas, os preços estão acima da referência internacional: a gasolina custa cerca de R$ 0,23a mais e o diesel, R$ 0,02, o que contribui para que a Região Norte tenha os combustíveis mais caros do país.
No Distrito Federal, o presidente do Sindicombustíveis-DF, Paulo Tavares, afirma que distribuidoras regionais, que trabalham com produto importado, não conseguem manter preços competitivos diante da alta internacional. Segundo ele, quem tem abastecido o mercado local são postos chamados de “bandeira branca”, abastecidos pelas três maiores distribuidoras do país — Shell, Ipiranga e Vibra — detentoras de cotas de fornecimento da Petrobras.
“A Petrobras é autossuficiente na produção de petróleo, mas não é autossuficiente no refino do diesel. Esse reajuste maior do diesel ocorre porque o Brasil importa 25% do combustível. Essas três maiores distribuidoras (Shell, Ipiranga e Vibra) já subiram seus preços no diesel, na região do Distrito Federal, entre R$ 0,45 e R$ 0,48 por litro”, afirma. No caso da gasolina, Shell e Vibra reajustaram o preço em R$ 0,10 por litro, enquanto a Ipiranga aplicou aumento de R$ 0,17.
O governo federal anunciou um pacote estimado em cerca de R$ 30 bilhões com o objetivo de evitar uma alta significativa no preço do diesel e mitigar seus efeitos sobre a inflação. A medida surge em meio ao recente choque no mercado internacional de petróleo, que chegou a se aproximar de US$ 100 por barril, embora nos últimos dias tenha recuado ligeiramente para níveis um pouco abaixo desse patamar.
Mesmo com essa volatilidade internacional, os preços dos combustíveis no Brasil ainda estão significativamente defasados em relação ao mercado externo. Estimativas indicam que os preços da gasolina e do diesel no país estão cerca de 50% abaixo do que seria compatível com um petróleo na faixa de US$ 100 por barril. Isso ocorre porque a Petrobras não promove reajustes no diesel há cerca de 300 dias, o que tem gerado pressões crescentes por uma atualização de preços. A gasolina também pode sofrer reajustes em breve. O pacote do governo está estruturado em duas frentes principais. A primeira envolve uma redução de aproximadamente R$ 20 bilhões em tributos, especialmente PIS e Cofins, sobre o diesel. A segunda consiste na concessão de subsídios para o combustível, estimada em cerca de R$ 10 bilhões. A ideia é manter o diesel mais barato para consumidores e transportadores, reduzindo o impacto inflacionário imediato.Para compensar essa renúncia fiscal, o governo pretende instituir uma tarifa sobre a exportação de petróleo bruto. A expectativa é que essa medida gere uma arrecadação também próxima de R$ 30 bilhões, o que tornaria o impacto fiscal líquido do pacote praticamente neutro. A taxação das exportações de petróleo não é inédita em termos de política energética internacional. Até 2015, por exemplo, os Estados Unidos proibiam a exportação de petróleo bruto. A restrição foi retirada apenas após a explosão da produção doméstica decorrente da revolução do shale oil e do shale gas, que transformou o país em um grande exportador.A iniciativa do governo busca reduzir a pressão inflacionária em um momento sensível para a política monetária. Combustíveis têm forte impacto sobre o índice de preços ao consumidor e costumam se transmitir rapidamente para outros setores da economia, especialmente transporte e alimentos.Com o novo choque do petróleo, cresce o risco de revisão para cima das projeções de inflação no Brasil. A expectativa para o IPCA de 2026, que girava em torno de 3,9%, pode se aproximar de 4% caso os preços dos combustíveis subam de forma mais significativa. Esse cenário preocupa o governo porque pode limitar o espaço para cortes adicionais na taxa básica de juros.Na próxima semana ocorre a chamada “superquarta”, quando o Federal Reserve, nos Estados Unidos, e o Banco Central do Brasil anunciam suas decisões de política monetária. No caso brasileiro, a expectativa predominante é de um corte modesto de 0,25 ponto percentual na Selic, refletindo justamente as incertezas trazidas pelo choque do petróleo.Nos Estados Unidos, a tendência é de manutenção das taxas de juros. Dados divulgados recentemente indicaram um crescimento econômico mais fraco no quarto trimestre, com expansão anualizada de apenas 0,7%. Ao mesmo tempo, o índice de inflação preferido do Federal Reserve, o PCE, veio em linha com as expectativas: alta de 0,3% no mês e 2,8% em termos anuais, enquanto o núcleo da inflação ficou em 3,1%.Apesar desses números relativamente benignos, os dados ainda não capturam plenamente o impacto da recente alta nos preços da gasolina nos Estados Unidos, que já subiram cerca de 10%, ou aproximadamente 30 centavos por galão. Por isso, a tendência é que os próximos indicadores de inflação mostrem alguma aceleração.O episódio reforça como o choque recente no petróleo — que poucos analistas previam há apenas dois meses — já começa a produzir efeitos importantes na economia global. Governos e bancos centrais passam agora a lidar com as consequências inflacionárias desse novo cenário energético.
Desde o último sábado (28), quando Israel e Estados Unidos lançaram ataques coordenados contra o Irã, o Oriente Médio mergulhou em uma escalada de violência que abre novos fronts a cada dia. Enquanto o Irã ataca bases estadunidenses na região, Israel envia tropas para o sul do Líbano, e países como Bahrein e Arábia Saudita veem sua estabilidade ameaçada.
“O Irã se preparou no último ano. A estratégia iraniana agora é espalhar o conflito, atacando bases estadunidenses e de apoio no Oriente Médio. Isso pegou os Estados Unidos de surpresa. Todas as declarações que se ouve são de surpresa — não se imaginava que a capacidade iraniana fosse dessa dimensão”, explica Anderson Barreto, professor de história e pesquisador convidado do Instituto Tricontinental, ao BdF Entrevista da Rádio Brasil de Fato.O analista aponta que Israel e Estados Unidos não têm uma “estratégia do que fazer com o Irã”. “A estratégia inicial era decapitar o regime e acreditar num possível colapso interno, numa rebelião que derrubasse o governo. Isso não existiu. Pelo contrário, milhões de iranianos foram às ruas. Agora o discurso mudou para o risco de armas nucleares, mas nunca se teve prova nenhuma. Não há armas nucleares no Irã, e a própria AIEA [Agência Internacional de Energia Atómica] já disse isso.”Um dos aspectos mais graves, segundo Barreto, é que os ataques ocorreram durante negociações. “Eles estavam negociando em Omã. Havia propostas, os iranianos estavam inclinados a um acordo que permitisse o enriquecimento de urânio em outras condições. Desde 2009 o Irã tenta negociar um acordo, e os Estados Unidos rompem esse acordo repetidamente.”
O historiador lembra que, em 2009, Brasil e Turquia conseguiram um acordo com o Irã, rejeitado pelos EUA. “Agora o que aconteceu foi um rompimento das negociações por parte dos Estados Unidos. Você está negociando, envia mensagens, coloca questões na mesa, e vai e bombardeia o país, assassina o líder com quem você está negociando. Isso é de uma gravidade histórica. O sistema internacional estabelecido pós-Segunda Guerra está se desfazendo.”
“O Irã é um ator central na região da Ásia. Há acordos, compromissos, corredores de gás, de petróleo, de transporte de mercadorias. Há um projeto muito grande via Rota da Seda, via Brics, via Organização de Cooperação de Xangai. O Irã é um ponto estratégico para a estrutura que Rússia e China vêm arquitetando para criar a multipolaridade”, explica.
Para os Estados Unidos e Israel, o controle da região é vital. “A forma como estão tentando, no entanto, não tem funcionado. Acreditaram que um ataque surpresa, como foi feito na Venezuela com o sequestro de Maduro, decapitaria o alto escalão e criaria um choque para substituir o regime. Mas o Irã não aceita isso. Nenhum momento o Irã disse que aceitaria.”
Barreto analisa sobre o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, frente às várias teses. “Uma delas é que ele sabia que o ataque viria, mas preferiu não se esconder, dando exemplo ao povo. Outra é que acreditavam que, por estarem em negociação, não haveria um ataque dessa magnitude. O que os Estados Unidos têm feito muito é chamar para negociação e bombardear em seguida.”
A Subseccional da OAB de São José do Egito deu início, com grande êxito, ao ciclo de capacitações do segundo ano do triênio 2025-2027. O evento que marcou a abertura de 2026 teve como temática a Inteligência Artificial aplicada à advocacia , assunto atualíssimo e indispensável à prática jurídica contemporânea.
A capacitação, realizada em parceria com a ESA – Escola Superior de Advocacia de Pernambuco, reuniu advogados e advogadas da região para uma imersão técnica sobre o uso seguro, estratégico e responsável da IA no exercício profissional.
Durante a programação, foram abordadas regras essenciais para utilização da tecnologia, estruturação adequada de comandos (prompts), limites éticos, proteção de dados, responsabilidade profissional e as principais ferramentas disponíveis no mercado jurídico. A iniciativa reforça o compromisso da gestão da presidente Hérica Nunes Brito com a qualificação contínua da classe e com a entrega de serviços cada vez mais eficientes à sociedade. Além do conteúdo técnico, o encontro também fortaleceu o networking entre os profissionais e consolidou a proposta da atual gestão: promover uma advocacia integrada, atualizada e preparada para os desafios do presente e do futuro.
Próximo evento já confirmado: Eleições 2026
Dando continuidade ao calendário de capacitações, a Subseccional já anuncia a próxima edição do ESA In Loco , que acontecerá no dia 10 de março, às 14h , na sede da OAB São José do Egito.
A temática será: “ Eleições 2026 – Regras do Jogo e Riscos Jurídicos da Disputa ”, abordando pontos essenciais como:
Pré-campanha Propaganda digital Financiamento Abuso de poder Prestação de contas
A palestra será ministrada pela advogada Diana Câmara , referência na área eleitoral, trazendo uma abordagem prática e estratégica sobre os riscos jurídicos que envolvem o processo eleitoral. As inscrições estão sendo realizadas através do WhatsApp da Subseccional: (87) 9 9905-7678, com certificação de 3 horas/aula. Com um calendário estruturado e temáticas alinhadas às demandas contemporâneas da advocacia, a OAB São José do Egito reafirma seu compromisso institucional com a capacitação técnica, o fortalecimento da classe e a interiorização das ações da ESA em toda a região jurisdicionada. A gestão 2025-2027 segue firme no propósito de elevar o nível da advocacia sertaneja, promovendo conhecimento, integração e protagonismo profissional.
Uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo prendeu nesta terça-feira (24) 13 suspeitos de aplicar golpes pelo celular. Um esquema que pode ter movimentado mais de R$ 100 milhões.
O vídeo apreendido pela polícia mostra uma fraude em tempo real.
O golpista se passa por funcionário do INSS. Ele alega que precisa fazer uma atualização cadastral, convence a vítima a instalar um programa no celular e, em segundos, consegue acesso remoto ao aparelho onde estavam senhas e aplicativos de bancos.Um dos suspeitos de chefiar o esquema é João Vitor Guido, conhecido como MC Negão Original. Em um vídeo de setembro de 2025, ele e outros homens aparecem dentro de uma van exibindo revólveres e pistolas, enquanto entravam no condomínio onde ele mora. Segundo o Ministério Público, o músico usou empresas de fachada para movimentar R$ 20 milhões em um ano. Ele também cometia golpes com apostas virtuais.
“Ele atuava por meio de uma bet clandestina, induzindo seus fãs e seguidores em redes sociais a jogarem. Era desenvolvida apenas para que a banca ganhasse”, afirma o delegado Fernando Santiago.
Operação prende 13 suspeitos de aplicar golpes pelo celular; esquema pode ter movimentado mais de R$ 100 milhões — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Policiais foram ao condomínio onde João Vitor mora, em Arujá, na Grande São Paulo. Ele não foi encontrado e é considerado foragido.Segundo a investigação, as centrais de golpes funcionavam dentro de apartamentos de alto padrão na Zona Leste de São Paulo. O dinheiro das vítimas ia para uma fintech, uma empresa de tecnologia de serviços financeiros. Depois, era distribuído em dezenas de contas de “laranjas”. Um dos suspeitos de fazer parte da quadrilha se declarava mecânico e circulava em um carro esportivo avaliado em R$ 3 milhões. Na operação desta terça-feira (24), a polícia cumpriu 120 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. A Justiça ainda determinou o bloqueio de bens de 59 pessoas e 27 empresas. O objetivo das autoridades, agora, é rastrear e recuperar o dinheiro das vítimas.
A palavra grega traduzida como “hipócrita” é hypokri-tai.No grego clássico, essa palavra significava um ator em uma peça teatral. Não se esperava, é claro. que o ator interpretasse em sua vida cotidiana o personagem que ele interpretava no palco. Jesus usou esta palavra a respeito das pessoas que estavam interpretando um ato em público que era apenas um fingimento. A sua aparência de religiosidade era uma máscara que ocultava a sua cegueira espiritual e a corrupção que havia em seus corações. As palavras de Jesus no capítulo 23 expressam as suas mais severas acusações, críticas e condenações contra os que agiam como se fossem devotados a Deus, mas resistiam a tudo o que Jesus estava fazendo e ensinando. As suas palavras eram contra os líderes religiosos e os falsos mestres que haviam rejeitado pelo menos parte da Palavra revelada de Deus (com que eles estavam muito familiarizados) e a haviam substituído por suas próprias ideias e interpretações (vv. 23,28; 15.3,6-9; Mc 7.6-9).
(1)Devemos prestar atenção ao espírito de Jesus, ou à sua atitude, nesta passagem. Não é uma atitude tolerante, indulgente e compla-cente de alguém que está preocupado com a possibilidade de ofender a alguém. Ele se preocupava com a fidelidade a Deus e à sua Palavra. Jesus não era um pregador fraco que tolerava o pecado e a hipocrisia. O fato de que Ele era fiel à sua missão era o que fazia com que Ele se irasse com o mal (cf. 21.12-17; Jo 2.13-16) e denunciasse o pecado e a corrupção em altas posições (vv. 23,25). (2)O amor de Jesus pela Palavra de Deus, bem como o seu interesse pelas pessoas que estavam sendo prejudicadas, feridas ou destruídas por aqueles que distorciam a Palavra (veja 15.2-3; 18.6-7; 23.13,15), era tão grande que o levava a pronunciar palavras como “hipócritas” (v. 15), “filho do inferno” (v. 15), “condutores cegos” (v. 16), “insensatos” (v. 17), “cheio de rapina e de iniquidade” (v. 25), “se-pulcros caiados […] cheios de […] imundícia” (v. 27), “cheios de […] iniquidade” (v. 28), “serpentes”, “raça de víboras” (v. 33) e assassinos (v. 34). Lembre-se de que essas palavras, ainda que sejam ásperas e con denadoras, eram proferidas com um coração partido (v. 37) por aquele que daria a sua vida por aqueles a quem condenava de maneira tão severa (cf. Jo 3.16; Rm 5.6,8). (3)Jesus descreve o caráter dos falsos mestres e pregadores como aqueles que procuram ser populares e importantes para outras pessoas (v. 5), que amam a honra(v. 6), que desejam ser reconhecidos por causa de suas posições e títulos (v. 7) e que afastam as pessoas do céu, distorcendo a verdadeira mensagem de Deus. Eles são “profissionais”, que aparentam ser espirituais e devotos, mas na realidade são injustos e rebeldes (vv. 14,25-27). Eles dizem boas coisas a respeito de líderes espirituais piedosos do passado (como os profetas), mas não seguem suas instruções nem o seu exemplo. Eles não são verdadeiramente comprometidos com Deus e a sua Palavra (vv. 29-30), e não têm um relacionamento pessoal autêntico com Deus. (4)A Bíblia ordena que tomemos cuidado com esses falsos líderes religiosos (7.15; 24.11), considerando-os como descrentes (veja Gl 1.9, nota) e recusando-nos a apoiar o seu ministério ou nos associarmos com eles (2Jo 9-11). Lembre-se de que isto não nos dá o direito de negar o sustento e apoio às nossas igrejas simplesmente porque não apreciamos ou não gostamos de um ministro que nos desafia quando nós podemos, na verdade, estar errados. (5) Aqueles da igreja que, sob o pretexto de amor, tolerância ou unidade se recusam a transmitir a atitude de Jesus com relação aos que distorcem o ensinamento original de Cristo e da Palavra de Deus (7.25 Gl 1.6-7; 2Jo 9) estão, na verdade, participando das más obras dos falsos profetas e mestres (2Jo 10-11) .
Dois meses após aprovar um empréstimo de R$ 12 bilhões de bancos públicos e privados aos Correios, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou nesta quinta-feira (26) a estatal pegar mais R$ 8 bilhões em operações de crédito.
O novo empréstimo, também a ser concedido por um consórcio de bancos, permitirá à estatal completar o plano de financiamento de R$ 20 bilhões. As duas operações de crédito têm garantia da União, com o Tesouro Nacional cobrindo eventuais inadimplências dos Correios.
Os R$ 8 bilhões da segunda operação de crédito foram incluídos num sublimite criado pelo CMN, responsável por definir o quanto entes públicos – União, estados, municípios e estatais – podem pegar emprestados no sistema financeiro. Com a decisão, o limite total de crédito para os entes públicos em 2026 subiu de R$ 15,625 bilhões para R$ 23,625 bilhões.
Remanejamentos
Além de criar um sublimite para os Correios, o CMN remanejou vários limites e sublimites de contratações de estados e municípios. Segundo o Ministério da Fazenda, as realocações têm como objetivo dar prioridade a financiamentos para o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e às parcerias público-privadas (PPP).
Em relação às operações de crédito com garantia da União (cobertura do Tesouro), as mudanças foram as seguintes:
Redução do sublimite geral para contratação de operações de crédito por estados e municípios, de R$ 9 bilhões para R$ 5 bilhões;
Criação de sublimite com garantia da União para operações de crédito contempladas no Novo PAC, no valor de R$ 2 bilhões;
Criação de sublimite com garantia da União para financiamento de projetos de PPP, também no valor de R$ 2 bilhões.
Redução do sublimite geral de operações de crédito por estados e municípios, de R$ 6 bilhões para R$ 4 bilhões;
Criação de sublimite sem garantia da União para operações de crédito contempladas no Novo PAC, no valor de R$ 2 bilhões.
Tradicionalmente em janeiro de cada ano, o CMN define o limite e os sublimites para a contratação de crédito pelos órgãos públicos para os 11 meses seguintes. No entanto, por causa da autorização do empréstimo inicial de R$ 12 bilhões aos Correios, os limites para 2026 foram aprovados em dezembro de 2025.
A redução da carga horária de trabalho deve ser prioridade do Congresso em 2026, de acordo com senadores governistas e a Presidência da República. Pronta para ser votada no Plenário do Senado, uma proposta de emenda à Constituição aumenta de um para dois dias o descanso mínimo semanal — preferencialmente aos sábados e domingos. E diminui de 44 para 36 horas o tempo máximo de trabalho semanal, sem contar horas extras.
De acordo com a PEC 148/2015, o fim da chamada escala 6×1 ocorrerá de forma gradual. No ano de publicação do texto, as regras atuais se manterão. Já no ano seguinte, o número de descansos semanais passará de um dia, como é hoje, para dois dias na semana e a jornada começará a ser reduzida. Apenas seis anos depois os novos direitos estarão plenamente instituídos. A PEC foi aprovada em 10 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com relatório do senador Rogério Carvalho (PT-SE). Antes de ser promulgado e passar a valer, o texto ainda precisa passar por duas votações no Plenário do Senado e mais duas no da Câmara, com o voto favorável de pelo menos 49 senadores e 308 deputados.Mas ainda não há definição clara sobre a proposta que vai a votação. Segundo o próprio relator, que é líder do governo no Senado, o Palácio do Planalto deve enviar um novo projeto de lei em regime de urgência constitucional para acelerar a tramitação.
— É o projeto que mais vai mexer com a vida dos brasileiros. Serão 38 milhões de trabalhadores [contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho — CLT] beneficiados. Sem contar os 120 milhões de brasileiros que, de alguma forma, terão ganho com a redução da jornada — disse.
Pesquisa
Os contratados pela CLT a serem beneficiados representam 37% das pessoas que declararam ter alguma ocupação em 2024, segundo uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) citada na justificativa do relatório aprovado na CCJ.
Também terão direito à redução da jornada:
servidores públicos;
empregadas domésticas;
trabalhadores de portos e
outros trabalhadores avulsos.
Contratados como pessoas jurídicas não terão o direito à nova jornada. No entanto, tanto esses como os trabalhadores informais terão a vantagem de um novo padrão no mercado de trabalho para se espelhar, segundo o relatório.
Mesmo salário
Os empregadores não poderão reduzir a remuneração do trabalhador como forma de compensar o novo tempo de descanso. Mesmo após a transição, será mantido o limite de oito horas por dia, na jornada normal. No entanto, futuros acordos trabalhistas poderão alterar o tempo de trabalho para ajustá-los ao teto final de 36 horas semanais. O expediente poderia ser, por exemplo:
oito horas de segunda-feira à quinta-feira, e quatro horas, na sexta-feira;
sete horas e 12 minutos de segunda-feira à sexta-feira, entre outras alternativas.
A PEC mantém a possibilidade de compensar horários e reduzir as jornadas por meio de acordos de trabalho, como a Constituição já prevê.
— O que custa isso? Quem é que paga essa conta? Acho que essas pessoas não fazem conta, acham que o dinheiro só cai do céu. Eu fico imaginando as pequenas empresas, que têm um, dois funcionários.
A existência de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) tem colocado o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), no centro das atenções políticas. As investigações sobre o escândalo do INSS e sobre o Banco Master estão sob relatoria do ministro André Mendonça e atingem pessoas ligadas ao entorno do senador. Com informações da Veja. No caso do INSS, a comissão parlamentar de inquérito identificou repasses de R$ 3 milhões feitos pelo empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, a um ex-assessor de Alcolumbre. A apuração envolve suspeitas de fraude contra aposentados e pensionistas.Já no inquérito relacionado ao Banco Master, há investigação sobre a venda de carteiras de crédito consignado a beneficiários do INSS. Também foram levantadas suspeitas sobre o sigilo imposto às entradas do lobista Daniel Vorcaro no Congresso, medida atribuída à presidência do Senado.Na última sexta-feira (20), André Mendonça determinou que a Polícia Federal encaminhe à comissão de inquérito informações obtidas nas quebras de sigilo fiscal, bancário e telemático de Vorcaro, além de dados extraídos de seu telefone celular. A decisão amplia o alcance das investigações.
O ministro do STF André Mendonça. Foto: Reprodução
Outro ponto citado nas apurações envolve o Amaprev, fundo de previdência dos servidores do Amapá. A entidade investiu R$ 400 milhões em ativos do Banco Master quando era presidida por Jocildo Lemos, ex-tesoureiro da campanha de Alcolumbre e indicado por ele ao cargo. Lemos deixou a função após ser alvo de buscas.O senador também tem familiares e aliados em posições estratégicas no estado. Alberto Alcolumbre, irmão do parlamentar, ocupa cargo no Amaprev. Já Josiel Alcolumbre tentou ingressar na política local com apoio do senador.A relação entre Alcolumbre e André Mendonça já foi marcada por tensão. Em 2021, quando o ministro foi indicado ao STF, a sabatina ficou paralisada por quatro meses na comissão então presidida pelo senador, que defendia outro nome para a vaga. Atualmente, cabe a Mendonça analisar eventuais responsabilidades de políticos nos casos investigados e examinar provas reunidas por Polícia Federal, Ministério Público e Banco Central. O andamento dos inquéritos pode influenciar o cenário político às vésperas das eleições de outubro.
Na terça-feira (24), César Tralli fez o ‘Jornal Nacional’ normalmente na sede do jornalismo da Globo no Jardim Botânico, zona sul do Rio.Vinte e quatro horas depois, ele surgiu ao vivo em área destruída por temporais e deslizamentos no Parque Jardim Burnier, em Juiz de Fora.De camiseta e jaqueta jeans, o apresentador estava no terraço de uma casa não atingida diretamente pela tragédia climática.Falando de improviso, sem o uso do teleprompter, ele transmitiu as informações mais relevantes de momento e apareceu em uma matéria gravada.Seguro e objetivo, fez o que se espera de um âncora: ir onde está o fato e mostrá-lo de perto com sua narração de observador.Mesmo trabalhando em estúdio há 15 anos, Tralli jamais perdeu a alma de repórter, uma qualidade cada vez mais rara na TV. A presença do apresentador no cenário real dos acontecimentos reforça a credibilidade da informação diante do público.Ao circular pelo ambiente para destacar as marcas da destruição e a rotina das pessoas afetadas, ele transforma dados abstratos em realidade concreta.Essa proximidade cria uma conexão mais forte com o telespectador e os próprios personagens da notícia.Não é barato e simples deslocar um apresentador de telejornal a um local em condições precárias. Exige-se logística e planejamento de segurança, entre outras providências.O esforço vale a pena: o telejornal ganha humanização e dinamismo. Foi o que vimos, por exemplo, nos dias em que William Bonner cobriu as enchentes no Rio Grande do Sul em maio de 2024.Esta semana, quem está na bancada do ‘JN’ é Ana Luiza Guimarães. A outra titular, Renata Vasconcellos, se ausenta por folga.
APrimeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou por unanimidade, nesta quarta-feira (25), cinco réus acusados de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco, do motorista Anderson Gomes e na tentativa de homicídio da jornalista Fernanda Chaves, assessora da parlamentar. O crime ocorreu em 2018. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, teve seu voto acompanhado pelos ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O presidente do colegiado, ministro Flávio Dino, foi o último a votar.
Após o julgamento do mérito, os ministros ainda devem definir as penas, etapa conhecida como dosimetria.
Sobre os réus
Entre os réus estão o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Domingos Brazão; o ex-deputado federal Chiquinho Brazão; o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa; o ex-policial militar Ronald Paulo de Alves; e o ex-assessor Robson Calixto Fonseca.Rivaldo Barbosa foi absolvido da acusação de homicídio qualificado, mas responderá por obstrução à Justiça e corrupção passiva. Robson Calixto Fonseca foi condenado apenas por organização criminosa.Já Ronald Paulo de Alves e os irmãos Brazão foram condenados por duplo homicídio, tentativa de homicídio e participação em organização criminosa.
Penas
Domingos Brazão e Chiquinho Brazão foram condenados a 76 anos e três meses de prisão. Já Rivaldo Barbosa recebeu pena de 18 anos. Ronald Alves de Paula recebeu pena de 56 anos de prisão, e Robson Calixto foi condenado a 9 anos. Pela decisão, os acusados também devem perder os cargos públicos após o trânsito em julgado da condenação, ou seja, após o fim da possibilidade de recursos.
Os gestores municipais e estaduais de todo o Brasil já podem cadastrar projetos em duas linhas do Novo PAC Mobilidade – a Renovação de Frota do Transporte Público Coletivo (Refrota) e o programa Mobilidade Grandes e Médias Cidades. As cidades poderão conseguir financiamento para adquirir veículos novos e, ainda, ampliar as obras de infraestrutura. O cadastro e envio da documentação técnica deve ser realizado pelas prefeituras e governos estaduais pelo TransfereGov, por meio dos programas específicos de Mobilidade.As diretrizes da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana definem que a etapa permite que entes públicos busquem financiamento para modernizar os sistemas de transporte local e ampliar a infraestrutura urbana.
O intuito é alinhar a melhoria do serviço prestado às metas nacionais de descarbonização e eficiência no deslocamento.
Segundo o Ministério das Cidades, após a submissão os projetos serão analisados para garantir o enquadramento técnico, conforme as diretrizes da Instrução Normativa nº 12, de 2023, e da Instrução Normativa nº 12, de 2025. Os municípios habilitados após análise técnica terão prazos específicos para a contratação das operações de crédito junto aos agentes financeiros do Pró-Transporte (FGTS).
Para ambos os projetos, estados, Distrito Federal, consórcios e municípios com mais de 150 mil habitantes podem cadastrar propostas.O Refrota é destinado à aquisição de veículos novos, como ônibus elétricos ou diesel Euro 6, além de veículos sobre trilhos e para transporte aquaviário. Já o Mobilidade Grandes e Médias Cidades tem como foco a melhoria das infraestruturas de transporte, com a construção de estruturas como corredores exclusivos, terminais, VLTs e sistemas de sinalização.
O Ministério Público Federal em Minas Gerais ajuizou ação civil pública contra a Globo por suposto erro reiterado na pronúncia da palavra “recorde”. O autor é o procurador da República Cléber Eustáquio Neves, que atribui à emissora a difusão de prosódia incorreta e pede R$ 10 milhões por danos morais coletivos, sob o argumento de que cada transmissão equivocada consolidaria o erro na memória coletiva nacional.
O caso
A iniciativa do MPF/MG partiu do entendimento de que a palavra é paroxítona, com tonicidade na sílaba “cor” reCORde, sem acento gráfico. Na petição, o procurador sustenta que a forma “RÉ-corde”, classificada como proparoxítona, configuraria erro de prosódia. Para embasar o pedido, foram anexados trechos de programas jornalísticos e esportivos da emissora, entre eles Jornal Nacional, Globo Esporte e Globo Rural. Em um dos exemplos mencionados, o procurador cita a pronúncia adotada pelo jornalista César Tralli.
Na ação, Neves argumenta que a Globo, por operar concessão pública de radiodifusão, tem dever de observância da norma culta da língua portuguesa. Para ele, a repetição do que classifica como erro comprometeria o direito difuso da sociedade a uma programação com finalidade educativa e informativa. “Ademais, verifica-se que a Língua Portuguesa é a base fundamental da nossa identidade nacional e o veículo primário da nossa cultura, sendo considerada patrimônio cultural imaterial do Brasil (Art. 216, CF). Ao difundir o erro de pronúncia em escala nacional, a requerida descumpre sua missão educativa e cultural, operando um verdadeiro desserviço à padronização linguística necessária para a unidade do país, conforme pretendido pelo Acordo Ortográfico de 1990.”
Além disso, a ação invoca o art. 221 da CF/88, que estabelece princípios para a produção e programação das emissoras de rádio e televisão, e o art. 37, § 6º ao tratar da responsabilidade civil de prestadoras de serviço público.
“No caso concreto, a conduta da requerida viola de forma injusta e intolerável os valores da coletividade relacionados ao adequado uso da língua portuguesa, que consiste em patrimônio cultural imaterial. Outrossim, viola o direito difuso da coletividade de ter acesso a uma programação de televisão que cumpra a finalidade educativa e informativa exigida pela Constituição Federal.” Ao final, o MPF requer a procedência integral da ação para confirmar a tutela inibitória e condenar a emissora à obrigação de fazer consistente na adequação da pronúncia em seus telejornais e transmissões.
Requer, ainda, a condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 10 milhões, em razão de alegada lesão ao patrimônio cultural imaterial da língua portuguesa.
“Tal pai, tal filho? Os estilos parentais podem interromper o padrão intergeracional do uso de álcool e outras drogas?” Foi a partir desse questionamento que um grupo de pesquisadores brasileiros analisou dados do comportamento de 4.280 adolescentes e seus responsáveis, chegando a dois importantes resultados. Sim, as atitudes dos pais continuam sendo um dos fatores mais relevantes na prevenção ao consumo de álcool e drogas entre jovens. Porém, a forma como os responsáveis educam seus filhos pode amenizar significativamente o risco, até mesmo em famílias em que os cuidadores usam essas substâncias, incluindo cigarro, vapes (cuja comercialização é proibida no Brasil) e maconha. Essa redução do risco é mais significativa quando a relação entre as gerações é marcada por vínculo, presença, diálogo e regras claras de conduta, características do chamado estilo parental “autoritativo”, que combina acolhimento e monitoramento. Ao todo, foram analisados quatro estilos parentais (veja quadro), sendo os outros: autoritário, que também reduziu o risco a drogas, mas com impacto menor para álcool; permissivo e negligente. Os dois últimos não apresentaram efeitos protetores. Já os perfis de consumo foram separados em abstêmios; os que só bebem e os que usam duas ou mais substâncias.O consumo de álcool pelos pais foi associado a uma probabilidade de uso pelos filhos de 24% para bebidas alcoólicas e 6% para duas ou mais drogas. Se os responsáveis consomem várias substâncias, o risco de os jovens usarem vai a 17% e 28%, respectivamente. Os achados, publicados no site da Addictive Behaviors, estão descritos em artigo da edição de março da revista científica.
“Com esse estudo, reforçamos o fato de que o padrão de uso de álcool e outras drogas pelos pais influencia o dos filhos. Porém, se eles colocarem regras e limites em casa e derem afeto, esses fatores de proteção minimizam muito o risco que eles mesmos trazem quando consomem essas substâncias. Além disso, o maior preditor de abstinência dos jovens é o não uso pelos responsáveis. Quando eles são abstinentes, 89% dos adolescentes também não usam nem álcool nem outras drogas lícitas ou ilícitas. Foi a associação mais forte que encontramos”, afirma a professora Zila Sanchez, do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), autora principal do artigo. Coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Prevenção ao Uso de Álcool e outras Drogas (Previna), da Unifesp, Sanchez publicou dezenas de estudos sobre o tema, entre eles um, em 2017, que demonstrava uma associação gradual entre estilos parentais e consumo de drogas por adolescentes.
À época, os resultados apontavam que jovens cujos pais eram negligentes tinham maior probabilidade de frequentar aulas sob uso de drogas.
Visão ampliada
A pesquisa é parte do projeto “Redução do consumo de álcool entre adolescentes através de uma intervenção multicomponente de base comunitária”, financiado pela Fapesp, que também apoiou o artigo por meio de uma Bolsa de Pós-Doutorado para Luis Eduardo Soares dos Santos. Desenvolvido em quatro municípios de pequeno porte no Estado de São Paulo – Cordeirópolis, Iracemápolis, Salesópolis e Biritiba-Mirim –, o projeto busca investigar estratégias comunitárias eficazes de prevenção ao uso de álcool por adolescentes, produzindo evidências científicas capazes de orientar políticas públicas e programas de prevenção. Com populações entre 18 mil e 25 mil moradores e diversidade geográfica, as cidades abrigam diferentes contextos para esses jovens.
Os dados foram coletados entre 2023 e 2024 em quatro cidades paulistas. A idade média dos jovens foi de 14,7 anos, com distribuição quase igual entre meninos e meninas (foto: Previna/Unifesp)
“O artigo é decorrente dos dados do que chamamos needs assessment, ou seja, quando fazemos o diagnóstico da situação relacionada aos adolescentes do município. Essa é a fase pré-intervenção para entender como são esses jovens e seus pais. Utilizamos instrumentos extremamente consolidados para medir os estilos, mas inovamos ao trabalhar os dados conjuntos com os perfis de consumo dos pais e dos filhos, olhando para os padrões”, explica a professora à Agência Fapesp.
Os dados foram coletados entre 2023 e 2024 nas quatro cidades. A idade média dos jovens foi de 14,7 anos, com distribuição quase igual entre meninos e meninas. O consumo de álcool no último mês (19,9%) e o consumo excessivo episódico (11,4%) foram os comportamentos mais frequentes entre os filhos – entre os pais os porcentuais foram de 56,4% e 20,3%, respectivamente. Não houve análise separada para o fato de o responsável ser o pai ou a mãe.
Os pesquisadores aplicaram a Análise de Classe Latente (LCA, na sigla em inglês) para identificar perfis de uso de substâncias em ambas as gerações e modelaram sua associação por meio de Análise de Transição Latente (LTA).
A LCA é uma técnica estatística que permite identificar subgrupos não observáveis (classes latentes) dentro de uma população a partir de padrões de respostas em variáveis observadas, estimando probabilisticamente cada indivíduo que pertence a essas classes.
Também uma técnica estatística, a LTA identifica grupos “ocultos” (classes latentes) e estima probabilidades de passagem entre eles. Em estudos longitudinais, essa transição representa mudanças ao longo do tempo. Nessa pesquisa, a “transição” é interpretada como uma associação entre gerações, ou seja, a probabilidade de adolescentes pertencerem a determinados perfis de uso de substâncias dependendo do perfil observado em seus pais.
A professora ressalta que na fase de diagnóstico o grupo trabalhou com todos os adolescentes matriculados em escolas dos quatro municípios.
Impactos
Sanchez destaca que, mesmo em famílias com boas práticas educativas, o consumo de bebidas alcoólicas pelos responsáveis seguiu associado ao uso de álcool pelos adolescentes, reforçando a necessidade de cautela com a naturalização desse comportamento dentro de casa. “Quando o consumo é frequente e tratado como algo banal se traduz em maior risco, independentemente do vínculo afetivo existente”, completa.
Em todo o mundo, o álcool é um dos principais fatores de risco responsáveis pelo aumento de doenças crônicas não transmissíveis, como cardiovasculares, cânceres e diabetes. Além de efeitos físicos (possibilidade de lesões hepáticas, comprometimento do sistema cardiovascular e maior vulnerabilidade a infecções), o álcool aumenta as chances de quadros de ansiedade, dificuldades de concentração e transtorno depressivo.
Retardar o início do uso entre jovens é considerada uma das estratégias mais eficazes para diminuir o consumo futuro e os danos posteriores. Estudos epidemiológicos têm demonstrado que intervenções de base comunitária, compostas por ações de prevenção escolar (voltadas ao adolescente), de programa familiar e de estratégias ambientais (para a comunidade), promovem efeitos mais consistentes e de longo prazo.
No Brasil, apesar da proibição da venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos, mais da metade da população (56%) experimentou pela primeira vez antes dessa idade e um quarto (25,5%) passou a beber regularmente nessa fase, de acordo com o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III), realizado pela Unifesp em parceria com o Ministério da Justiça e a Ipsos Public Affairs e divulgado em 2025.
O levantamento mostra que pouco mais de um quarto (27,6%) dos adolescentes de 14 a 17 anos já consumiu álcool em algum momento da vida, o que corresponde a cerca de 3,2 milhões de pessoas. No último ano, o uso foi relatado por 19% – o equivalente a 2,2 milhões de jovens.
Em relação à maconha, o Lenad mostra que cerca de 1 milhão de adolescentes usaram alguma vez na vida, sendo metade no último ano. Na população em geral, quase um em cada cinco brasileiros (18,7%) experimentou pelo menos uma substância psicoativa (nesse caso excluindo álcool e produtos à base de nicotina).
Um trecho de 33 quilômetros do litoral de Pernambuco é considerado a área de maior risco para incidentes com tubarões em toda a costa brasileira. Em 34 anos, foram registradas 82 mordidas e 27 mortes nesse pedaço do litoral. O número contrasta com a realidade do Sudeste, onde, apesar de espécies consideradas agressivas — como o tubarão‑tigre — circularem em áreas turísticas, os registros de ataques são praticamente inexistentes. A diferença entre as duas regiões, segundo especialistas, está principalmente nas condições ambientais e no impacto das atividades humanas.
Ambiente desequilibrado x ambiente saudável
Na Baía da Ilha Grande, no litoral do Rio de Janeiro, cientistas do Instituto Pro Shark identificaram grupos de tubarões-tigre — espécie considerada uma das mais agressivas — nadando juntos, comportamento incomum para a espécie. Até então, acreditava-se que o tubarão‑tigre fosse solitário. Mesmo assim, nunca houve registro de ataque dentro da baía. Segundo os pesquisadores envolvidos no monitoramento, o que protege turistas e moradores é o equilíbrio ambiental da região. A área possui:
manguezais preservados,
trechos com exclusão de pesca,
grande disponibilidade de alimento,
áreas de proteção ambiental bem conservadas.
Esse conjunto reduz drasticamente a chance de que tubarões se aproximem da zona de banho em busca de comida. “O ambiente é extremamente equilibrado”, diz uma das pesquisadoras. Com alimento abundante e pouco estresse ambiental, os animais não precisam alterar seu comportamento natural.
O contraste com Pernambuco: água turva, lixo e esgoto
A situação em Pernambuco é oposta. Em um trecho de 33 quilômetros entre Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, as condições ambientais favorecem a aproximação dos tubarões à costa — e aumentam o risco de incidentes.
Pesquisadores destacam três fatores principais:
1. Correntes que trazem esgoto e lixo
Correntes marítimas levam resíduos e esgoto diretamente para a faixa de praia. Esse material atrai peixes, que por sua vez atraem tubarões. Com a água mais turva, a visibilidade diminui, aumentando a chance de um ataque por engano.
2. Áreas de reprodução próximas da costa
O tubarão‑cabeça‑chata, espécie envolvida em diversos ataques, utiliza parte do litoral para reprodução.
Fêmeas prenhes ficam mais próximas da praia, aumentando o risco. Foi o caso do ataque que matou o jovem Deivison, de 13 anos, em Olinda, segundo pesquisadores que estimaram o tamanho do animal pelo formato da mordida.
3. A influência do Porto de Suape
O canal aberto para a construção e operação do porto alterou drasticamente a geografia e a dinâmica costeira.
Segundo especialistas, esse canal:
criou uma rota de passagem de peixes — alimento de tubarões;
ficou muito próximo da prática de banho de mar;
aumentou o fluxo de embarcações, que descartam restos orgânicos.
Monitoramento interrompido agrava o problema
Em Pernambuco, o monitoramento científico — realizado por anos pelo barco de pesquisa Sinuelo — foi interrompido há 11 anos por falta de verbas.Desde então, mesmo sem acompanhamento técnico, o número de vítimas continuou subindo.Somente após ataques recentes, incluindo em Fernando de Noronha, o governo estadual decidiu retomar o monitoramento, com captura, microchipagem e soltura dos animais.
Oferta irregular de alimento muda comportamento dos tubarões
Em Noronha, por exemplo, um ataque recente foi causado por um tubarão-lixa, espécie considerada pouco agressiva.Pesquisadores atribuem o incidente às reações dos animais às mudanças climáticas. O padrão se repete em áreas urbanizadas do Recife, onde resíduos atraem cardumes e deslocam tubarões para camadas mais superficiais.
O novo documento substitui o antigo RG e conta com número único válido para todo o Brasil, além de QRCode de segurança e outras inovações que aumentam a precisão na identificação e diminuem as chances de fraude.
As emissões da Carteira de Identidade Nacional (CIN) chegaram à marca de 45 milhões em todo o país nesta quarta-feira (4/2). O novo documento, que substitui o antigo RG, conta com número único válido para todo o Brasil, QRCode de segurança e outras inovações que aumentam a precisão na identificação dos cidadãos e diminuem sensivelmente as chances de fraude. Aliada ao GOV.BR, a CIN possibilita um melhor acesso da população aos serviços públicos federais.
“Desde a nossa chegada ao governo, estamos trabalhando em conjunto com os estados para ampliar a expedição da nova carteira”, disse o secretário de Governo Digital do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Rogério Mascarenhas. Segundo ele, essa marca só foi possível devido ao trabalho em conjunto com os institutos de identificação estaduais, que são os responsáveis diretos pela emissão. “Em três anos,conseguimos elevar o número de CINs de menos de 100 mil para 45 milhões”, comemorou.
Letícia Aderaldo, 27, é uma dessas 45 milhões de pessoas. A analista de laboratório tirou a CIN no início de 2025 após seu antigo RG ser roubado. “Quando eu ainda morava em João Pessoa, entraram no apartamento e levaram minha mochila, com a carteira e a identidade dentro”, explica ela. “Depois disso fiquei usando uma bem antiga, a CNH e, caso precisasse, usaria o boletim de ocorrência”, complementa.
Mas quando se mudou para o Distrito Federal, Letícia percebeu que seria melhor tirar uma nova identidade para se inscrever em concursos públicos e em vagas de emprego na iniciativa privada. Deu certo e hoje ela está empregada em uma empresa de biotecnologia. Segundo a analista, o atendimento e a entrega do documento foram bem fáceis e rápidos, mas ela se esqueceu de aproveitar a oportunidade para incluir outros documentos e informações na CIN.
É que a nova carteira permite a inclusão de informações como tipo sanguíneo e opção por doação de órgãos para o caso de emergências, por exemplo. Além disso, as pessoas podem colocar na CIN informações de outros documentos como CNH, título de eleitor, dispensa militar, carteira de trabalho e cartão SUS. No entanto, mesmo sem fazer uso de todas as vantagens do documento, Letícia gostou das novidades, da segurança reforçada pelo QR Code e da facilidade de encontrar as informações necessárias no novo design. A experiencia de ter seu RG antigo furtado também fez ela redobrar o cuidado. “Agora ando com a identidade de papel por garantia, mas também tenho a digital salva no celular por segurança” conta a analista de laboratório.
Vantagens da nova identidade
Uma das vantagens da CIN é a simplificação do acesso das pessoas aos serviços públicos e benefícios sociais. Isso será possível a partir do uso dos dados da CIN como base de identificação das pessoas nas políticas públicas. Desse modo, a carteira ajuda as pessoas na garantia dos seus direitos e facilita o acesso a benefícios sociais, por exemplo.
Outro ponto positivo da CIN é a sua versão digital disponível no aplicativo GOV.BR. A partir do recebimento do documento impresso, as pessoas já podem acessar o aplicativo para baixar a CIN em formato digital. Isso pode simplificar o uso em viagens ou em outras ocasiões em que for necessário se identificar.
A CIN também amplia a segurança da conta GOV.BR, pois a nova carteira facilita o acesso a uma conta Ouro na plataforma do governo federal. Atualmente, o GOV.BR possui mais de 173 milhões de usuários e possibilita o acesso a mais de 4.600 serviços digitais federais e outros mais de oito mil de estados e municípios.
Onde emitir
Para tirar o documento, é só acessar gov.br/identidade e agendar a expedição em seu estado. A primeira via da CIN é gratuita para todas as pessoas
Lei digital da União Europeia parece não ter alcance suficiente para impor mudanças em grandes plataformas como TikTok, X e Instagram. Alguns especialistas, no entanto, questionam a eficácia de uma proibição.Dias depois de os parlamentares franceses votarem a favor da proibição do uso de redes sociais para menores de 15 anos, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, prometeu proteger as crianças de seu país de uma “terra sem lei” digital.As várias horas que os jovens passam navegando por conteúdo prejudicial alteram o desenvolvimento cognitivo das crianças, além de causar ansiedade e outros problemas de saúde, dizem especialistas. Fatos como esses levaram alguns governos europeus a agir.“O foco específico em menores de idade se deve ao risco aumentado de danos a longo prazo, já que eles ainda estão em desenvolvimento cognitivo”, disse Paul O. Richter, pesquisador do think tank Bruegel, com sede em Bruxelas, à DW. “Há muitas pesquisas que mostram fortes correlações entre o uso de redes sociais e problemas de saúde mental.”A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também expressou apoio a um limite de idade em toda a União Europeia (UE), nos moldes de uma nova lei australiana que estabeleceu a idade mínima de 16 anos para o uso de redes sociais.
A dúvida, no entanto, é como uma proibição poderia ser implementada e se a medida funcionaria.
Quais países europeus cogitam proibir as redes?
Na França, o projeto de lei que propõe a proibição para menores de 15 anos será agora enviado à Câmara Alta do Parlamento francês para votação.
Na Espanha, o Conselho de Ministros deverá aprovar a proibição para menores de 16 anos e a acrescentá-la a um projeto de lei em discussão no Parlamento.
“Hoje, nossas crianças estão expostas a um espaço que nunca deveriam ter navegado sozinhas, um espaço de vício, abuso, pornografia, manipulação [e] violência”, disse o premiê Sánchez ao anunciar a proposta de proibição.No final de 2025, a Dinamarca decidiu proteger crianças e jovens do abuso onlinee “criar uma estrutura melhor para suas vidas digitais”. Em um acordo multipartidário, grupos políticos dinamarqueses afirmaram que o acesso a algumas plataformas de mídia social deveria ser proibido. Uma legislação, porém, ainda não entrou em vigor.
A Itália também apresentou um projeto de lei no Parlamento para impor restrições às redes sociais para menores, inclusive a influenciadores infantis, menores de 15 anos.Segundo um alto funcionário do governo em Atenas, a Grécia também está “muito perto” de impor uma proibição semelhante.Esta semana, Portugal apresentou uma legislação que exige o consentimento dos pais para que crianças menores de 16 anos acessem conteúdo de mídias sociais, enquanto a Áustria também considera uma proibição. O Reino Unido iniciou um processo de consulta sobre o assunto.
Ao mesmo tempo, membros do Parlamento Europeu recomendaram em novembro do ano passado uma proibição de redes sociais em toda a Europa para menores de 16 anos, sugerindo também que jovens de 13 a 16 anos poderiam ter acesso somente com o consentimento dos pais.
O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou na quinta-feira (5) uma revisão dos chamados “penduricalhos” do serviço público, usados para ultrapassar o teto constitucional de salários. A medida é válida para todos os níveis da federação, seja federal, estadual ou municipal.O caso chegou ao STF após a associação de procuradores de Praia Grande (SP) questionar um limite imposto pela justiça paulista. Os procuradores queriam que seus honorários (valores ganhos em causas vencidas) fossem pagos integralmente, respeitando apenas o teto máximo do país: o salário de um Ministro do STF.Hoje, eles estão submetidos a um “subteto” menor (90,25% desse valor).
Os procuradores defendiam que a remuneração total da carreira — incluídos os honorários — poderia alcançar o teto máximo do Supremo. O TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), no entanto, aplicou entendimento do STF segundo o qual procuradores se submetem ao subteto estadual. Ao analisar esse pedido, Dino expandiu a discussão para o que chamou de “Império dos Penduricalhos”. Ele criticou a criação de diversas verbas disfarçadas de “indenização” (que não contam para o teto salarial) para burlar o limite constitucional de pagamento no serviço público.
Segundo o ministro, apenas parcelas destinadas a ressarcir despesas efetivamente comprovadas podem ser excluídas do teto. Benefícios pagos de forma permanente, automática ou sem base legal clara devem ser considerados remuneração e, portanto, submetidos ao limite constitucional. “O teto remuneratório não afasta o direito do servidor de receber parcelas indenizatórias destinadas a recompor os gastos por ele efetivados em razão do próprio serviço. Esses valores, entretanto, devem manter correspondência com o ônus financeiro suportado pelo servidor no desempenho de sua atividade funcional, sob pena de converterem-se em indevidos acréscimos de natureza remuneratória dissimulados de indenização”, afirma o ministro.
Na liminar, além de suspender os penduricalhos, Dino determina que o Congresso regule quais são as verbas indenizatórias realmente admissíveis como exceção ao teto remuneratório e afirma que, enquanto isso não ocorrer, todos os órgãos dos Três Poderes deverão reavaliar o fundamento legal das verbas remuneratórias e indenizatórias atualmente pagas. O prazo para essa avaliação é de 60 dias. “Aquelas verbas que não foram expressamente previstas em lei — votada no Congresso Nacional ou nas Assembleias Legislativas, ou nas Câmaras Municipais (de acordo com cada esfera de competência) — devem ser imediatamente suspensas após o prazo fixado”, disse o ministro.
O setor energético brasileiro se consolidou em um novo patamar de relevância global ao encerrar 2025 com recordes históricos de produção de petróleo. Mais do que nunca, o Brasil está estrategicamente posicionado na vitrine dos grandes players mundiais.
Segundo dados consolidados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Brasil fechou o último ano com uma média de produção de petróleo de 3,7 milhões de barris por dia (bpd). Tal patamar deixa o país entre os dez maiores produtores do planeta, oscilando entre a oitava e nona posições – a depender do resultado de outros países ainda não anunciados.O desempenho de 2025 já sinaliza o que esperar da produção nacional para os próximos anos. Projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e de consultorias internacionais como a Rystad Energy, indicam que o país irá atingir seu pico produtivo no início da década de 2030, superando a marca de 5 milhões de bpd.Caso esse volume se confirme, o Brasil ascenderá ao posto de um dos cinco maiores produtores de petróleo do mundo, sustentado quase integralmente pela robustez e competitividade técnica das reservas do pré-sal.“Vamos atingir nosso pico de produção em 2031 ou 3032. Cinco milhões de barris colocaria o Brasil entre os cinco maiores produtores do mundo, se a gente considerar as projeções de hoje, isso muito empurrado pelo pré-sal”, afirma Heloísa Borges, diretora de estudos de petróleo, gás e biocombustíveis da EPE.
Líder em petróleo na América Latina
A liderança brasileira na América Latina será ainda mais acentuada em 2026. A Rystad Energy apontou, em um recente relatório, que o país será o principal motor do crescimento da oferta de óleo fora da Opep+, com uma produção prevista superior a 4,2 milhões de bpd já no próximo ano.Esse avanço é impulsionado pela entrada em operação de novas Unidades Flutuantes de Produção, Armazenamento e Transferência (FPSOs). Recentemente, o sistema produtivo ganhou o reforço de três plataformas da Petrobras nos campos de Búzios e Mero, além do início das atividades da norueguesa Equinor no campo de Bacalhau, na Bacia de Santos.A escala e a resiliência desses projetos garantem que o Brasil, ao lado de Guiana e Argentina, dite o futuro energético da região, mantendo-se imune às oscilações de curto prazo e à possível reinserção da Venezuela no mercado internacional, cuja infraestrutura deteriorada exigiria investimentos vultosos e tempo para recuperação. “Uma reestruturação da indústria petrolífera venezuelana será cara e demorada, com os três grandes da região – Argentina, Guiana e Brasil – permanecendo amplamente indiferentes ao retorno estimado, em curto prazo, do petróleo venezuelano”, disse Radhika Bansal, vice-presidente de Oil & Gas Research, Rystad Energy, no relatório
Bacia da Foz do Amazonas
Agência Petrobras
A estratégia de expansão, contudo, enfrenta o desafio do tempo e da geologia. O ciclo entre a descoberta de um reservatório e o “primeiro óleo” pode levar até dez anos, exigindo uma gestão precisa da pressão dos campos e da logística de equipamentos. De acordo com a EPE, para evitar o declínio natural da curva produtiva após 2035, o Brasil precisa avançar hoje na exploração de novas fronteiras, como a Margem Equatorial. Embora o potencial da bacia da Foz do Amazonas ainda dependa de licenciamentos e avaliações de comercialidade, estudos indicam volumes recuperáveis que podem somar quase 10 bilhões de barris de óleo equivalente. “A Foz do Amazonas está em uma categoria que chamamos de recurso não descoberto, ou seja, o recurso que ainda está em fase de exploração. Mas fizemos um estudo de volumetria com uma previsão da produção de 100 mil a 150 mil barris por dia”, disse Heloísa.Ainda que a produção na margem equatorial leve tempo para alcançar um ritmo de produção elevado, sua descoberta é considerada estratégica para garantir a segurança energética do Brasil. Segundo Heloísa, o recurso que será demandado daqui 15 anos precisa ser descoberto hoje.A aposta nessas frentes é vista como vital não apenas para a segurança energética nacional, mas também para a manutenção do fluxo de investimentos estrangeiros. Atualmente, o Brasil é considerado o principal destino global de unidades offshore e o mercado prioritário para gigantes como Shell e Equinor fora de suas sedes.
Além da segurança no abastecimento, a ascensão ao Top 5 global traz dividendos geopolíticos e fiscais. O petróleo tornou-se o item central da pauta de exportações brasileira, fortalecendo a balança comercial e reduzindo a vulnerabilidade a choques externos, como os vistos em conflitos históricos no Oriente Médio. O governo brasileiro argumenta que a renda gerada pelo setor é essencial para financiar a própria transição energética do país. A visão oficial é de que o crescimento da produção de fósseis não é incompatível com as metas climáticas; ao contrário, os recursos do petróleo devem subsidiar o desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono e a expansão de biocombustíveis. Segundo Heloísa, no horizonte de longo prazo, o Brasil projeta um modelo de refino mais modular e integrado, focado em diesel e querosene de aviação, enquanto aposta na liderança dos renováveis para garantir que a matriz energética nacional permaneça como uma das mais limpas do mundo, mesmo com o país operando como uma potência petrolífera global.
No discurso que abriu o ano do Judiciário, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a prioridade da sua gestão será a criação de um Código de Ética para os integrantes da Corte. Na primeira sessão de 2026, realizada na segunda-feira (2), ele também indicou que a ministra Cármen Lúcia será a relatora do tema. O presidente do STF destacou a atuação do tribunal em momentos críticos, como na defesa do processo eleitoral e das urnas eletrônicas, mas ponderou que “o momento histórico é também de autocorreção”. A proposta é uma ideia antiga de Fachin e foi recebida com resistência por outros integrantes da Corte, afirma Felipe Recondo, jornalista especializado em Supremo e autor do livro “O Tribunal: como o Supremo se uniu ante a ameaça autoritária”. Em entrevista a Natuza Nery, ele analisa quais são as chances de um código de ética prosperar agora.Depois, a conversa é com Oscar Vilhena, doutor em Ciência Política pela USP, professor da FGV Direito SP e autor de “Constituição e sua reserva de Justiça”. Vilhena integra o grupo da OAB-SP que formulou uma proposta de código de conduta para os ministros do STF, já entregue a Fachin. Ele explica o que diz o texto e defende que sua aprovação seria uma medida de proteção da democracia e do próprio Judiciário. Convidados: Felipe Recondo, autor do livro “O Tribunal: como o Supremo se uniu ante a ameaça autoritária”, fundador do canal no YouTube Recondo e os Onze e apresentador do podcast Sem Precedentes; e com Oscar Vilhena, doutor em Ciência Política pela USP, professor da FGV Direito SP e autor de “Constituição e sua reserva de Justiça”.
O ano de 2026 começa sob alerta máximo para a segurança hídrica da Grande São Paulo. O Sistema Cantareira, principal manancial da região, está estacionado próximo dos 20% de sua capacidade operacional — índice inferior ao registrado em janeiro de 2014, quando o estado enfrentou sua pior crise de desabastecimento. O cenário atual obriga a Sabesp a manter medidas de restrição que, na prática, têm gerado impactos desiguais na população. Desde agosto do ano passado, a companhia de saneamento realiza a redução da pressão nas tubulações. De acordo com a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), o sistema opera na chamada “faixa três de atenção”, o que permite até dez horas diárias de pressão reduzida.
Desabastecimento seletivo
A estratégia, embora defendida como técnica pela Sabesp, é alvo de críticas por especialistas em saneamento. Amauri Pollachi, coordenador do Observatório dos Direitos à Água e ao Saneamento, define a medida como um “desabastecimento seletivo”. Segundo ele, as áreas mais abastadas e verticalizadas não sentem os efeitos, enquanto as periferias, localizadas em pontos mais distantes ou elevados em relação aos reservatórios, sofrem interrupções totais.É o caso de Ana Maria dos Santos, auxiliar de limpeza e moradora do Grajaú, no extremo sul da capital. Vizinha de represas, ela convive com a escassez diária. “Eu acordo de manhã, tem que esperar para encher todas as garrafas. Quando chega determinado horário, a água é desligada e aí toma banho de canequinho”, relata.
Planejamento e investimentos
A Sabesp argumenta que a medida é transitória e necessária diante da seca severa. Segundo Marco Barros, diretor regional da companhia, a gestão da pressão permitiu economizar 80 milhões de metros cúbicos desde agosto, volume suficiente para abastecer a capital paulista por um mês. Para enfrentar a frequência crescente de estiagens decorrentes das mudanças climáticas, a empresa prevê o investimento de R$ 5 bilhões até 2027. O montante será destinado à interligação de represas e reforço da malha de tubulações. No entanto, o nível do Alto Tietê, que abastece 13 milhões de pessoas, também preocupa: o reservatório está 37% mais baixo do que no período crítico de uma década atrás.
Corina Godoy Cunha e Gisele Violin encontraram na corrida de rua mais do que uma atividade em comum. Amigas de infância, transformaram a experiência esportiva em negócio ao desenvolver uma linha de dermocosméticos pensada para acompanhar o ritmo do corpo durante as atividades físicas. Há mais de dez anos, a marca Pink Cheeks chegou ao mercado.Com a proposta de unir cuidado com a pele e bem-estar, a empresa conquistou projeção nacional e, no ano passado, foi a marca oficial de proteção solar da Maratona do Rio de Janeiro. Mas, antes de alcançar esse reconhecimento, Corina e Gisele precisaram apostar em uma ideia ainda pouco explorada no Brasil. “Em 2014, não encontrávamos cosméticos com classificação esportiva. Tampouco se falava sobre eles, e a relação dos brasileiros com a corrida era bem diferente”, afirma Corina. A falta de opções de produtos foi sentida na pele por elas. Durante os treinos, Gisele sofria com bolhas nos pés, enquanto Corina lidava com o surgimento de manchas provocadas por um melasma. “Nós corríamos com outras amigas e conversávamos sobre assaduras, machucados e outros incômodos que afetavam todo o grupo, e isso se tornou um assunto frequente”, conta Gisele. Farmacêutica e proprietária de uma farmácia de manipulação, Corina levou as queixas para o ambiente profissional e passou a pesquisar soluções que atendessem às necessidades das corredoras.No laboratório, ela passou a buscar por fórmulas voltadas ao cuidado e à proteção da pele que fossem resistentes à atividade física. “O primeiro produto foi um protetor solar que não escorresse nos olhos e apresentasse maior resistência, já que treinamos em períodos de altas temperaturas”, afirma a farmacêutica.
Na mesma época, o irmão de Gisele se preparava para o Ironman, prova de triatlo de longa distância, o que impulsionou um estudo ainda mais detalhado dos dermocosméticos. “Foi então que começamos a pensar em produtos capazes de atender a um nível mais alto de performance”, completam.
O surgimento da marca
Os primeiros testes foram realizados pelas próprias amigas de treino, que também ajudaram a batizar o nome da marca. “Nosso apelido era ‘Pink Cheeks’, porque terminávamos as corridas com as bochechas avermelhadas”, explica Gisele. Rapidamente, os efeitos dos produtos foram sentidos pelas corredoras, reforçando a eficácia das soluções desenvolvidas e a viabilidade de um possível negócio. “Elas gostaram tanto que queriam comprar e começaram a nos incentivar a vender”, contam.
Formada em administração de empresas, Gisele somou seu conhecimento ao de Corina e, juntas, projetaram levar as novas fórmulas para o mercado. A ideia inicial era comercializar os produtos na farmácia de manipulação, mas a estrutura se mostrou inviável. “Uma farmácia de manipulação só pode vender produtos manipulados. Foi nesse momento que entendemos que era o momento de abrir uma empresa”, afirma Corina. Com a decisão de produzir em maior escala, as amigas passaram a visitar indústrias na região de São Paulo. “Muitas dúvidas surgiram naquele momento, entre terceirizar a fabricação ou encontrar um modelo que respeitasse a essência dos produtos”, detalham.
O cenário, no entanto, contribuiu para a definição do modelo de negócio da marca. Foi dentro do laboratório que Corina e Gisele encontraram o apoio e também o incentivo para abertura oficial da empresa. “A gente ouvia muito que era preciso dinheiro, muito trabalho e que o retorno demorava para chegar. Ainda assim, queríamos levar os produtos adiante, junto com outras mulheres que também acreditavam no mesmo sonho”, relembra Corina.A farmacêutica adquiriu um galpão e, ao lado de Gisele, liderou uma equipe quase toda feminina para lançar a marca Pink Cheeks, que passou a produzir, além de protetores solares, outros cosméticos, incluindo maquiagem e produtos para o cabelo.
Do interior de São Paulo para o Brasil
Aos poucos, a empresa foi ganhando forma e notoriedade. Localizada em Leme, no interior de São Paulo, a marca passou a investir em gestão, logística e estratégias de divulgação, sem se distanciar da essência que motivou a sua criação.
“Não foi por mérito imediato, mas por um caminho gradativo, de entendimento do mercado e das próprias escolhas. Um reflexo de uma empresa que cresceu cercada por mulheres em todos os processos”, revelam.
O reconhecimento veio com o tempo e também em forma de premiação. A Pink Cheeks conquistou, por três anos consecutivos, o prêmio ‘ABIHPEC Beleza Brasil’, na categoria de melhor protetor solar, consolidando sua posição no mercado nacional.
“O que parecia impossível se tornou possível. Não era apenas uma avaliação técnica, mas um reconhecimento do conceito cosmético e sensorial do produto. Foi um momento muito importante para a marca e principalmente para nós”, finalizam.
A partir desta terça-feira, 27, os preços de venda de gasolina A para as distribuidoras será reduzido em 5,2%. O anúncio, feito pela Petrobras nesta segunda-feira, 26, irá diminuir o valor pago pelo consumidor de todo o Brasil. Embora a redução na refinaria tenha sido de R$ 0,14 por litro, o impacto final na bomba (posto de combustível) depende de outros fatores, como impostos, mistura de etanol anidro e margens de lucro dos postos.
Petrobras reduz preços da gasolina para as distribuidoras em 5,2%
Como a gasolina vendida nos postos (Gasolina C) possui uma mistura de 27% de etanol anidro, o repasse direto esperado no valor final é de aproximadamente R$ 0,10, caso os postos repassem a queda integralmente.Quem abasteceu o veículo em algum posto de combustíveis de São Paulo pagou, em média, R$ 6,16 no preço do litro da gasolina nos primeiros dias deste ano. Com a redução, deverá pagar R$ 6,06. O valor dos combustíveis varia em cada região do Brasil devido, principalmente, à variação da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é definida por Estado.
Preço Médio do Litro da Gasolina Projeção pós-redução Petrobras (Ref. Janeiro 2026)