247 – Uma equipe internacional de cientistas identificou um mecanismo que ajuda a explicar a resistência da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo encontrado em produtos Ypêproibidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Brasil. A descoberta sobre bactéria da Ypê revela como ela fortalece sua estrutura externa e pode orientar novos tratamentos contra infecções difíceis, explica o jornal O Globo. A Pseudomonas aeruginosa é conhecida por provocar infecções hospitalares e integra a lista de 15 bactérias consideradas mais perigosas do mundo pela OMS (Organização Mundial da Saúde), devido à sua capacidade de resistir a medicamentos. O microrganismo possui uma membrana externa que funciona como uma barreira natural contra diversos remédios, incluindo antibióticos como a penicilina.
O novo estudo, liderado pelo IQF-CSIC, da Espanha, e pela Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, investigou como essa bactéria consegue manter sua membrana externa presa à parede celular. Ao compreender esse processo, os pesquisadores identificaram uma possível forma de fragilizar a proteção que torna a bactéria mais difícil de combater. Segundo a pesquisa, a P. aeruginosa utiliza uma espécie de “rebite molecular” para ligar a membrana externa à parede celular, formando uma dupla barreira de defesa. Em testes in vitro, os cientistas chegaram à proteína PA2854, apontada como responsável por construir essa ligação estrutural.
Ao bloquear em laboratório a formação desse “rebite molecular”, a equipe conseguiu enfraquecer a proteção da bactéria, deixando-a mais vulnerável à ação de medicamentos. O achado é considerado relevante porque pode abrir caminho para novas estratégias terapêuticas contra microrganismos resistentes. Para observar o processo em nível atômico, os pesquisadores utilizaram cristalografia de raios X de alta intensidade. A técnica permitiu analisar com precisão a estrutura envolvida na fixação da membrana externa à parede celular da bactéria.
A importância da descoberta vai além da Pseudomonas aeruginosa. De acordo com o estudo, o mesmo mecanismo também está presente em outras bactérias Gram-negativas, grupo que inclui patógenos associados a infecções de difícil tratamento. Por isso, compreender essa estrutura pode contribuir para o desenvolvimento de terapias capazes de enfraquecer diferentes bactérias multirresistentes. A Pseudomonas aeruginosa pode ser encontrada no solo, na água e em ambientes úmidos. No caso dos produtos Ypê, a presença do microrganismo chamou atenção para sua capacidade de formar biofilmes, estruturas que ajudam a protegê-lo inclusive em contato com produtos de limpeza.
As infecções causadas por essa bactéria podem variar de quadros mais leves, como otite, a problemas graves, como infecções pulmonares e pneumonia. A dificuldade de tratamento está ligada justamente à resistência do microrganismo e à capacidade de escapar da ação de medicamentos.
A resistência aos antibióticos é hoje uma das principais preocupações da saúde pública mundial. O uso excessivo de medicamentos e a contaminação ambiental favorecem o surgimento de microrganismos capazes de resistir a múltiplos tratamentos, conhecidos como superbactérias. O avanço desse fenômeno dificulta o combate a infecções e já está associado a milhões de mortes anuais em todo o mundo. A pesquisa conduzida pelo IQF-CSIC e pela Universidade de Notre Dame reforça a importância de novas abordagens para tornar bactérias resistentes mais vulneráveis e melhorar a eficácia dos antibióticos disponíveis.
247 – A circulação de vírus perigosos acende alerta no Brasil em 2026, e especialistas apontam a influenza A como o maior risco prático para a população, em razão da transmissão respiratória, da baixa cobertura vacinal e da pressão sobre os serviços de saúde, segundo o G1.
Embora vírus como ebola e hantavírus apresentem alta letalidade, infectologistas destacam que o grau de ameaça à população depende também da facilidade de transmissão, da existência de vacinas, da presença no território nacional e da capacidade de resposta do sistema de saúde. Entre os agentes sob maior vigilância estão ebola, hantavírus, influenza A, poliomielite e mpox. Nem sempre o vírus que mais mata proporcionalmente é o que oferece maior risco coletivo. Um patógeno menos letal, mas altamente transmissível, pode atingir um número muito maior de pessoas, afetar grupos vulneráveis e sobrecarregar hospitais, prejudicando inclusive o atendimento de outras doenças.
Ebola Bundibugyo preocupa por ausência de vacina específica
O surto atual de ebola chama atenção por envolver a cepa Bundibugyo, uma das variantes da família ebola capazes de infectar seres humanos e considerada rara. Diferentemente da epidemia registrada entre 2014 e 2016 na África Ocidental, quando circularam sobretudo casos associados à cepa Zaire, não há vacina aprovada nem anticorpos monoclonais eficazes contra a variante agora em circulação. As ferramentas desenvolvidas depois da crise sanitária passada, como o imunizante Ervebo e terapias com anticorpos monoclonais, foram concebidas para combater a cepa Zaire. Por isso, a eventual chegada de um caso importado ao Brasil exigiria uma resposta altamente especializada. O infectologista Antônio Carlos Bandeira, assessor técnico da Vigilância Epidemiológica do Estado da Bahia, alerta que um cenário crítico seria o de um viajante ou trabalhador que passasse por áreas afetadas, fosse infectado, embarcasse ainda sem sintomas e chegasse ao Brasil dentro do período de incubação, que pode variar de dois a 21 dias.
Segundo Bandeira, a estrutura necessária para atender um caso confirmado de ebola vai muito além do isolamento hospitalar convencional. O manejo exige sala de preparação, antessala de acesso e quarto com pressão negativa, além de fluxo separado para entrada e saída dos profissionais de saúde, com banho integral e descarte seguro dos equipamentos usados. Sem esse tipo de instalação, cresce o risco de contaminação de trabalhadores da saúde. O especialista recorda que, em 2014, profissionais em países europeus foram infectados mesmo utilizando equipamentos de proteção individual tradicionais. Apesar disso, Luana Araújo, infectologista e mestre em Saúde Pública pela Universidade Johns Hopkins, avalia que o risco global da cepa Bundibugyo é limitado por características próprias do vírus. A transmissão não ocorre pelo ar, mas por contato direto com sangue ou secreções de pessoas doentes. Além disso, a alta letalidade tende a reduzir rapidamente as cadeias de transmissão.
André Bon, coordenador da Infectologia do Hospital Brasília e responsável pela área de Infectologia da Rede Américas, lembra que o Brasil não registrou casos confirmados nem durante o maior surto de ebola já documentado. As principais recomendações de precaução seguem concentradas nas regiões internas da República Democrática do Congo e em áreas de fronteira. Para a rotina da população brasileira, pouco muda para quem não viaja à República Democrática do Congo ou a Uganda. Já pessoas que forem a essas regiões devem evitar contato com pacientes doentes, registrar a viagem junto ao consulado e informar o histórico de deslocamento ao procurar atendimento médico caso apresentem febre até 21 dias após o retorno.
Hantavírus tem alta letalidade, mas transmissão limitada
O hantavírus apresenta taxa de letalidade elevada no Brasil, estimada entre 30% e 50%, mas não representa uma ameaça ampla para a população urbana. A razão está na forma de transmissão: no país, o contágio ocorre pela inalação de aerossóis formados a partir de fezes e urina de roedores silvestres, sobretudo em áreas rurais ou ambientes fechados contaminados. André Bon explica que há diversos tipos de hantavírus no mundo. O único reconhecido por transmissão entre humanos é o vírus Andes, restrito à Argentina e ao Chile, associado também a um surto recente em um navio cruzeiro. As variantes em circulação no Brasil, segundo o especialista, não passam de uma pessoa para outra.
Luana Araújo ressalta que a gravidade do hantavírus precisa ser interpretada junto com sua baixa capacidade de disseminação. Apesar da alta letalidade, o vírus depende de uma exposição ambiental específica e não tem o mesmo potencial de espalhamento de doenças respiratórias, como a influenza. Bandeira acrescenta que, mesmo em situações envolvendo o vírus Andes, a transmissão em ambientes abertos é baixa e exige contato próximo e prolongado com o paciente. Quando os casos são identificados e isolados, a possibilidade de disseminação ampla diminui de forma significativa. Na prática, o risco se concentra em galpões, depósitos, casas de campo fechadas por longos períodos e ambientes com presença de roedores. A recomendação é não varrer esses locais a seco, usar máscara PFF2 e luvas, umedecer o piso antes da limpeza e evitar a formação de partículas suspensas no ar.
Influenza A é a ameaça mais concreta no Brasil
Entre os vírus analisados, a influenza A é apontada pelos três especialistas como a principal ameaça prática para os brasileiros. A explicação não está em uma letalidade proporcional maior, mas na facilidade de transmissão por gotículas respiratórias, no grande número de pessoas expostas e na pressão exercida sobre um sistema de saúde já sobrecarregado. Luana Araújo resume o risco da doença ao afirmar: “a influenza é o vírus vizinho, o que está ali ao lado, o que chega à maioria das pessoas dentro do mesmo território e causa desfechos graves sem parecer, à primeira vista, uma ameaça dramática”. A especialista destaca que a gripe costuma ser subestimada culturalmente, o que favorece sua propagação. Pessoas vacinadas ou não, com sintomas leves ou ainda no início do quadro, podem transmitir o vírus em ambientes compartilhados. Em 2026, a situação foi agravada pela circulação de uma cepa H3N2 com menor resposta à proteção vacinal. Como as vacinas contra influenza são produzidas com meses de antecedência, a composição depende de previsões sobre quais cepas terão maior circulação. Quando o vírus toma um caminho evolutivo diferente, a efetividade do imunizante pode ser reduzida. A combinação entre cobertura vacinal abaixo do ideal e menor resposta contra a cepa predominante ajuda a explicar o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no país. Ainda assim, a vacinação segue sendo uma das principais ferramentas de proteção, especialmente para crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Bon observa que, apesar da preocupação atual com o H3N2, o subtipo que mais mantém pesquisadores em alerta no longo prazo é o H5N1. Esse vírus já circula entre mamíferos, foi associado à mortandade de leões-marinhos no sul do Brasil e de aves em várias regiões, além de casos esporádicos em humanos nos Estados Unidos e no Canadá.
Até o momento, o H5N1 não desenvolveu transmissão sustentada entre pessoas. No entanto, por estar em mutação constante, uma eventual adaptação para transmissão eficiente entre humanos poderia representar risco pandêmico relevante. Bandeira defende duas medidas para melhorar a resposta brasileira à influenza. A primeira é ampliar a vacinação pelo Programa Nacional de Imunização, reduzindo a segmentação por faixas etárias e grupos de risco, que pode confundir a população. A segunda é reforçar o treinamento de profissionais de saúde para prescrição precoce de antivirais, como o oseltamivir, mais eficaz quando administrado nos dois primeiros dias de sintomas. Luana também chama atenção para a vulnerabilidade da rede hospitalar pediátrica. Como a influenza atinge muitas crianças, o aumento de casos graves nessa faixa etária pode pressionar leitos de terapia intensiva, que já são insuficientes diante da demanda.
Para a população, a orientação é buscar vacinação e não tratar sintomas de gripe como um simples resfriado, especialmente nos grupos mais vulneráveis. Ao surgirem sintomas, a procura por atendimento nos dois primeiros dias pode fazer diferença, pois há antiviral disponível nessa janela.
Poliomielite segue controlada, mas queda vacinal preocupa
A poliomielite permanece classificada pela Organização Mundial da Saúde como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional desde 2014, embora o cenário atual seja diferente do passado. Os casos de poliovírus selvagem estão praticamente restritos ao Afeganistão e ao Paquistão. Hoje, grande parte dos registros globais está associada ao poliovírus derivado da vacina oral. Esse risco levou o Brasil a adotar completamente a vacina inativada injetável, considerada mais segura nesse aspecto e já incorporada ao calendário nacional de imunização. Bandeira avalia que o risco de reintrodução da poliomielite no Brasil é baixo, devido à cobertura vacinal ainda ampla. No entanto, ele alerta para a redução da adesão ao calendário infantil, impulsionada pelo movimento antivacina e pela perda de percepção de risco em relação a doenças que deixaram de circular de forma intensa.
Luana Araújo reforça que a cobertura brasileira, embora ainda elevada em termos gerais, não é uniforme. Há regiões com bolsões de baixa vacinação, o que pode abrir espaço para a reintrodução do vírus caso ele seja importado. A recomendação central é verificar a caderneta de vacinação das crianças. A vacina contra a poliomielite é gratuita nos postos de saúde, e a manutenção da cobertura é essencial para preservar a proteção coletiva.
Mpox exige vigilância diante de nova linhagem
A mpox, nome oficial da doença antes conhecida como varíola dos macacos, tem transmissão ativa no Brasil, baixa letalidade e perfil de risco concentrado. Segundo Bandeira, o vírus provoca lesões cutâneas semelhantes às da varíola clássica, mas geralmente com menor gravidade e evolução autolimitada. As lesões podem aparecer nos membros, no rosto e no abdômen. Essa manifestação visível ajuda no diagnóstico precoce e no isolamento dos casos, o que contribui para interromper cadeias de transmissão.
Bon explica que o padrão de disseminação mudou nos últimos anos. Historicamente associada ao contato físico direto com animais ou pessoas infectadas, a mpox passou a se espalhar de forma mais expressiva por contato próximo durante relações sexuais.
Bandeira destaca, porém, que a doença não deve ser classificada como sexualmente transmissível em sentido estrito. O vírus se propaga pelo contato corporal próximo e prolongado, situação mais frequente em relações íntimas. Foi esse tipo de contato que impulsionou os primeiros surtos registrados no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. A principal preocupação atual envolve a chegada de casos da linhagem Clade Ib ao Brasil. Essa variante é considerada mais transmissível e associada a quadros mais graves, especialmente em crianças e pessoas imunossuprimidas. Até agora, os registros no país são importados, mas a vigilância permanece ativa. Bon afirma que o aumento de casos observado no início de 2026 precisa ser acompanhado com atenção. A orientação sobre situações de risco, sobretudo as de contato íntimo, é apontada como medida fundamental para reduzir a circulação do vírus. No dia a dia, a recomendação é observar lesões na pele semelhantes a bolhas ou feridas, procurar atendimento médico em caso de suspeita e evitar contato próximo com outras pessoas até avaliação profissional. A vigilância, somada à vacinação quando indicada e à comunicação clara sobre riscos, segue como eixo central da resposta sanitária.
O caso Banco Master explodiu como um escândalo financeiro de proporções nacionais: liquidação de instituições do conglomerado, suspeitas de fraude bilionária, prisão de Daniel Vorcaro e a revelação de que Flávio Bolsonaro buscava um financiamento privado de US$ 24 milhões para o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. Segundo a Reuters, o Banco Master teria colapsado em meio a uma investigação de fraude multibilionária; o Financial Times falou em colapso bancário de US$ 10 bilhões e suspeitas de fraude de US$ 2,3 bilhões. Flávio admitiu a tratativa, mas afirmou que se tratava de contrato privado legítimo, sem contrapartida ilícita. Mas o Master talvez seja apenas a face bancária mais recente de uma engrenagem política muito mais ampla. A pergunta jornalística relevante não é apenas “quanto custou o Master?”, mas quanto custou — em dinheiro público, captura institucional, emendas, favores, bens apropriados, estruturas paralelas, campanhas de desinformação e aparelhamento do Estado — o ciclo político que se organizou em torno do bolsonarismo.
As rachadinhas: o gabinete como unidade econômica
A conta documentável começa antes do Palácio do Planalto, no Rio de Janeiro. O caso das “rachadinhas” no gabinete de Flávio Bolsonaro, embora encerrado judicialmente após anulações de provas e rejeição da denúncia, deixou uma cifra pública: segundo a Reuters, a denúncia do MP-RJ atribuiu a Flávio participação em esquema de desvio de salários de assessores na Alerj e falava em R$ 6,1 milhões desviados; já o Coaf apontou movimentações atípicas de Fabrício Queiroz, incluindo valores que chegaram a R$ 7 milhões em determinado recorte temporal, segundo reportagens da época. O processo não resultou em condenação, e a defesa sempre negou irregularidades, mas o caso permanece como marco inaugural da suspeita de uma economia política familiar estruturada a partir de gabinete, assessores, dinheiro vivo e intermediações. (Reuters)
O fato jurídico de não haver condenação não elimina o fato político de que o caso revelou um padrão de assessorias, dinheiro vivo, familiares de policiais, operadores de confiança e movimentações financeiras incompatíveis com a normalidade administrativa. (Agência Brasil) Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio e antigo amigo da família Bolsonaro, tornou-se personagem-síntese desse sistema. Ele fazia a ponte entre gabinete parlamentar, mundo policial e relações pessoais da família. O caso terminou sem condenação contra Flávio, mas sua força histórica está em ter revelado a anatomia inicial de um método: política como fonte de renda privada, gabinete como caixa informal, fidelidade pessoal como mecanismo de blindagem.
O patrimônio imobiliário: a pedagogia do dinheiro vivo
O primeiro capítulo é patrimonial. Levantamento do UOL apontou que Jair Bolsonaro e familiares próximos adquiriram 107 imóveis ao longo de três décadas, sendo 51 pagos total ou parcialmente em dinheiro vivo. Segundo a reportagem, o valor corrigido dessas transações em espécie se aproximava de R$ 26 milhões. O levantamento considerou imóveis de Jair Bolsonaro, filhos, mãe, irmãos e ex-mulheres. (UOL Notícias).
Dinheiro vivo não é crime por si só. Compra de imóvel em espécie também não constitui, automaticamente, lavagem de dinheiro. Mas, em uma família que fez carreira na política profissional, com renda pública conhecida, o padrão chama atenção por três razões: primeiro, pela quantidade; segundo, pela recorrência; terceiro, pela coincidência com outros casos envolvendo assessores, movimentações atípicas e suspeitas de retenção de salários em gabinetes parlamentares. A pergunta contábil é simples: qual a origem econômica de tanto numerário? Salários parlamentares explicam patrimônio declarado, mas não necessariamente explicam preferência reiterada por espécie, circulação informal e aquisição pulverizada por vários membros da família.
Essa é a primeira camada da contabilidade bolsonarista: antes da Presidência, antes do orçamento secreto, antes do Master, havia um padrão patrimonial a ser explicado.
A vaquinha do Pix: militância como fluxo financeiro privado
O terceiro capítulo é digital. Em 2023, Jair Bolsonaro recebeu R$ 17,2 milhões via Pix, segundo relatório do Coaf divulgado pela imprensa e confirmado por veículos públicos. O dinheiro teria vindo de apoiadores, em campanha organizada para pagar multas impostas ao ex-presidente. O Coaf classificou as movimentações como atípicas e apontou suspeita de possível lavagem de dinheiro, inclusive porque parte dos recursos teria sido direcionada a aplicações financeiras. (Agência Brasil)
Aqui está uma mutação importante: a velha política do dinheiro vivo se converteu em política de multidão digital. O mecanismo já não depende apenas de gabinete e assessor. Ele passa a operar por Pix, vaquinha, campanha emocional, perseguição imaginária e fidelização militante. O líder transforma multas, condenações, bloqueios ou derrotas judiciais em ativo político e financeiro. Também houve fraudes paralelas explorando a imagem de Bolsonaro e de aliados. A Reuters checou vídeos manipulados por inteligência artificial que simulavam Bolsonaro e Nikolas Ferreira pedindo doações para ato político, caso que ambos negaram e classificaram como falso. Isso mostra que a economia digital bolsonarista produziu não apenas arrecadação política real, mas também um ambiente propício a golpes, vaquinhas apócrifas e exploração financeira da fé militante. (Reuters)
O ponto político é grave: o bolsonarismo criou uma base emocional monetizável. A militância não é apenas eleitorado; é público consumidor, doador, replicador, financiador e blindagem social.
Joias, exterior e lavagem simbólica do poder
Há o capítulo internacional dessa história. No caso das joias sauditas, a Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro e outros investigados por suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Os presentes oficiais tinham valor estimado em cerca de US$ 1,2 milhão, e parte deles teria sido levada ao exterior ou ter sua venda tentada. A defesa de Bolsonaro nega crime e sustenta que não houve apropriação ilícita. (STF) Esse caso é pequeno se comparado ao orçamento secreto, mas enorme em significado político. Ele mostra a passagem do presente de Estado para a esfera privada; do bem público para o circuito familiar; do símbolo diplomático para o ativo monetizável. O relógio, a joia, a caneta e o objeto de luxo funcionam como metáfora perfeita: o Estado tratado como extensão do patrimônio pessoal.
Sobre fundos no exterior, a cautela é necessária. Há informações públicas sobre offshores e contas externas de integrantes relevantes do governo Bolsonaro, como Paulo Guedes e Roberto Campos Neto, reveladas no contexto dos Pandora Papers, mas isso não equivale, por si só, a afirmar que a família Bolsonaro possuía offshore própria. (Agência Pública). O que existe, no caso recente do Master, é a menção jornalística a estruturas externas e fundos associados ao financiamento do filme Dark Horse, incluindo referência ao Havengate Development Fund LP, registrado no Texas, apontado por veículos brasileiros como possível foco de apuração envolvendo Banco Master, Vorcaro e o entorno bolsonarista. Essa linha ainda exige investigação formal robusta. Não se deve tratá-la como prova de crime consumado, mas como indício jornalístico relevante dentro do circuito internacional de financiamento político-cultural. (tvtnews.com.br)
Orçamento secreto: a corrupção legalizada pela opacidade
No governo federal, a escala muda. O chamado orçamento secreto, formalizado pelas emendas de relator RP9, atingiu cifras incompatíveis com a narrativa de um governo “anticorrupção”. O STF declarou o mecanismo inconstitucional e registrou que, em 2022, o uso dessas emendas chegou a R$ 16,5 bilhões, com R$ 19,4 bilhões reservados para 2023 antes da derrubada do modelo. O Senado apontou que, só naquele orçamento, metade dos R$ 19,4 bilhões ficava concentrada em cinco ministérios, sobretudo Desenvolvimento Regional, Saúde e Cidadania. (Notícias STF) Se tomada a série política do orçamento secreto, a conta sobe ainda mais: levantamentos públicos apontaram cerca de R$ 46,2 bilhões autorizados entre 2020 e 2022 em emendas RP9. (CUT – Central Única dos Trabalhadores) Nem todo real do orçamento secreto é corrupção comprovada. Mas todo real alocado sem transparência suficiente é potencial instrumento de captura política. O orçamento secreto foi o casamento entre Bolsonaro e o Centrão: o presidente entregava o cofre; o Congresso entregava blindagem. A moral anticorrupção morreu ali, não por escândalo de mala de dinheiro, mas por arquitetura institucional.
Foi a corrupção convertida em método de governabilidade.
A pandemia como mercado de oportunidade: Covaxin e Ministério da Saúde
A pandemia abriu outra frente. No caso Covaxin, a CPI da Covid investigou a contratação de 20 milhões de doses por R$ 1,6 bilhão, com suspeitas de sobrepreço, pressão interna no Ministério da Saúde e intermediação privada. O contrato não foi pago, mas chegou a ser firmado e empenhado, e o Senado registrou que a CPI apontou crimes atribuídos a Bolsonaro, ministros, ex-ministros, parlamentares e empresários. Aqui, a cifra não é prejuízo final consolidado, mas valor sob risco em uma operação pública suspeita. (Senado Federal)
O bolsonarismo tratou a pandemia em duas frentes: ideologicamente, como guerra cultural contra ciência, máscara, vacina e isolamento; administrativamente, como campo de negócios, compras emergenciais, intermediários e contratos bilionários.
Mesmo quando o prejuízo não se consuma, a tentativa já revela o método.
A Abin paralela: Estado, espionagem e proteção familiar
Tem-se, também, a Abin paralela. A Polícia Federal apontou o uso ilegal da Agência Brasileira de Inteligência para monitorar adversários, autoridades e produzir informações de interesse político.O sistema FirstMile, citado nas investigações, custou cerca de R$ 5,727 milhões. Carlos Bolsonaro e Alexandre Ramagem foram indiciados em inquérito relacionado ao caso, segundo a Agência Brasil. (Agência Brasil) Aqui a conta não é apenas financeira. É institucional. O prejuízo está no uso de aparato de Estado como extensão da trincheira familiar. Quando inteligência pública vira ferramenta privada, a democracia deixa de ser regime e passa a ser alvo.
Milícia, Rio de Janeiro e o caso Marielle
Dentre todos os capítulos, este é o mais sensível: a relação histórica do bolsonarismo com o ambiente policial-miliciano do Rio de Janeiro.
Não há condenação de Jair Bolsonaro no caso Marielle. A investigação avançou contra Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, condenados como executores, e contra os irmãos Brazão e outros acusados como mandantes ou articuladores, em processo que expôs a ligação entre política, milícia, especulação imobiliária e violência no Rio. (Reuters)
Mas também é fato público que o caso Marielle tangenciou o universo bolsonarista por diversas coincidências e proximidades: Ronnie Lessa morava no mesmo condomínio de Jair Bolsonaro; Élcio de Queiroz apareceu em registros de entrada no condomínio; houve depoimento de porteiro mencionando a casa de Bolsonaro, depois relativizado ou desmentido por perícias e novas declarações; e integrantes do entorno bolsonarista mantinham relações antigas com policiais, ex-policiais e personagens do mundo da segurança pública carioca e, até mesmo, o criminoso Adriano da Nóbrega foi homenageado por Flávio em 2003 e 2005 e defendido também em 2005 por Jair Bolsonaro, da tribuna da Câmara Federal, elemento este ligado ao assassinato de Marielle. (Senado)
O ponto não é afirmar que Bolsonaro mandou matar Marielle. Isso não está demonstrado nos autos conhecidos. O ponto é outro: a ascensão bolsonarista no Rio se deu no mesmo ecossistema em que milícia, polícia, política local, controle territorial e negócios imobiliários passaram a se confundir. Marielle foi assassinada porque enfrentava exatamente essa zona de poder: a interseção entre violência armada, loteamento urbano, captura institucional e política de extermínio.
Bolsonaro não precisa ser autor do crime para ser politicamente representativo desse ambiente. O bolsonarismo é a ideologia que naturalizou o braço armado, glamourizou a violência policial, homenageou torturadores, relativizou milicianos e transformou a política da morte em identidade eleitoral.
Empresariado, Faria Lima e extrema direita como investimento
Por fim, tem-se o capítulo empresarial. É preciso distinguir três níveis: apoio ideológico, financiamento político lícito e participação em ilícitos. Empresas como Havan, Riachuelo, Ypê ou empresários individualmente identificados no campo bolsonarista podem ser mencionados quando houver fatos públicos: apoio declarado, participação em atos, doações legais, ações judiciais, investigações administrativas ou financiamento de campanhas. Mas não se pode afirmar, sem prova, que uma empresa compõe organização criminosa apenas por seu alinhamento ideológico.
O que se pode afirmar, com segurança política, é que parte do empresariado brasileiro aderiu ao bolsonarismo porque viu nele uma promessa de desregulação trabalhista, redução de custos, enfraquecimento sindical, privatização, guerra cultural contra a esquerda e Estado capturado por interesses privados. A Faria Lima não aderiu ao bolsonarismo apesar de sua brutalidade; aderiu porque a brutalidade vinha embalada em agenda econômica conveniente.
Paulo Guedes simbolizou esse pacto: liberalismo para os pobres, orçamento secreto para o Centrão, Banco Central independente para o mercado, precarização para o trabalhador e tolerância com o autoritarismo enquanto a Bolsa reagisse bem.
A soma possível
A conta documentável, sem exagero, já é gigantesca:
A soma bruta dessas rubricas ultrapassa, com folga, dezenas de bilhões de reais, mas seria metodologicamente errado tratar tudo como “dinheiro roubado”. A conta correta é outra: trata-se de um mapa de exposição patrimonial, institucional e política. Nele, há valores efetivamente contratados, valores empenhados, valores sob suspeita, valores de bens públicos, valores de financiamento privado politicamente sensível e valores de estruturas estatais utilizadas fora de sua finalidade republicana.
É aqui que a comparação com o Master se torna insuficiente. O Master é um escândalo financeiro. O bolsonarismo, em sua versão estatal, parlamentar, digital, familiar e empresarial, aparece nos documentos públicos como algo mais extenso: um ecossistema de poder, onde o Master está no seu interior, e não é um caso à parte. Ele combinou orçamento opaco, base parlamentar fisiológica, redes digitais, operadores privados, militares, policiais, empresários simpáticos ao projeto político, agentes públicos e estruturas paralelas de informação.
Isso não autoriza, sem prova, colocar toda empresa apoiadora, todo empresário de direita, todo partido aliado ou todo prefeito bolsonarista dentro de uma organização criminosa.
Mas a prudência jurídica não diminui a gravidade política. Ao contrário: ela torna a crítica mais forte. A contabilidade do bolsonarismo não depende de exagero. Seus números documentados já bastam para mostrar que o discurso “anticorrupção” conviveu com a maior experiência recente de orçamento opaco do país, com suspeitas em compras bilionárias na saúde, com joias oficiais desviadas para circuito privado, com espionagem estatal clandestina, com condenação por tentativa de golpe e, por fim, é partícipe do caso Master. O escândalo Master pode ter revelado uma conexão tardia entre banco, cinema, campanha e família. Mas a conta maior é anterior e estrutural. Ela está no uso da política como negócio, do Estado como bunker, do orçamento como moeda de fidelização e da máquina pública como instrumento de blindagem familiar e guerra contra adversários. O desafio da imprensa, do Ministério Público, do Congresso e do Judiciário é não reduzir o problema ao personagem Vorcaro. O Master pode ser a porta de entrada. A pergunta maior é se, por trás dele, reaparece a mesma lógica: dinheiro privado, influência pública, opacidade, lealdade política e captura institucional.
247 – O presidente Lula (PT) afirmou nesta segunda-feira (25), em Brasília, que “a extrema-direita teme a educação, porque sabe que é onde nasce a consciência”, durante a abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. No pronunciamento, Lula defendeu que a educação seja tratada como instrumento central para aproximar Brasil, América Latina e África, especialmente diante de desafios como combate à fome, mudanças climáticas, transição energética, democratização da inteligência artificial e integração de cadeias produtivas.
O presidente lembrou que, na Cúpula de Líderes Celac-África, realizada em março, apresentou cinco eixos estruturantes para o relacionamento entre as regiões. Segundo ele, a superação desses desafios passa necessariamente pelo fortalecimento das universidades e da cooperação científica.
“A educação é ferramenta para a superação de todos esses desafios. Por isso, em várias partes do mundo a extrema-direita não tolera a autonomia das universidades. Querem calar professores e estudantes e coibir a diversidade. Negam a ciência, censuram as artes e transformam salas de aula em instrumento de dominação”, afirmou Lula. Em seguida, o presidente associou o pensamento crítico às lutas contra heranças coloniais e formas de discriminação. Para Lula, as universidades têm papel estratégico na defesa da democracia, da ciência e da diversidade.
“O pensamento crítico caminha lado a lado com a luta anticolonial e o combate ao racismo, à misoginia, à xenofobia e a todas as formas de discriminação”, declarou.
Lula também afirmou que as instituições de ensino superior continuarão sendo espaços de resistência diante de conflitos e violações. Ao citar Nelson Mandela, o presidente reforçou a educação como instrumento de transformação social. “As universidades seguirão como bastiões da resistência aos horrores cometidos em todas as guerras. A extrema-direita teme a educação porque sabe que é onde nasce a consciência. Nelson Mandela afirmava que essa é a arma mais poderosa para mudar o mundo”, disse. O presidente destacou que milhões de crianças e jovens africanos e latino-americanos ainda enfrentam barreiras para acessar a educação. Segundo ele, a falta de conexão adequada à internet, energia elétrica e ferramentas digitais aprofunda a exclusão em um mundo cada vez mais orientado pelo conhecimento e pela tecnologia.
Lula citou que apenas 9% dos jovens africanos ingressam em universidades. Ao comparar esse cenário com o Brasil do início dos anos 2000, afirmou que menos de 7% da população brasileira havia concluído o ensino superior naquele período.
“Foi preciso que um metalúrgico sem diploma universitário chegasse ao poder para mudar esse cenário de esquecimento”, afirmou.
O presidente disse que, em seus três mandatos e nos governos da presidenta Dilma Rousseff, foram criadas 20 universidades federais, 192 campi adicionais e 564 institutos tecnológicos. Ele também destacou a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira na educação básica, a ampliação do número de brasileiros com diploma universitário e o impacto das políticas de cotas. “Triplicamos o número de brasileiros com diploma universitário. Hoje este número chega a quase 22% da nossa população. Políticas de cotas transformaram a universidade em um espaço mais representativo da diversidade racial e social do nosso país”, disse Lula.
Ao tratar da cooperação com países africanos, o presidente mencionou a criação, em 2010, da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, que classificou como “uma verdadeira ponte viva sobre o Atlântico”.
Lula afirmou que a cooperação educacional entre países do Sul Global pode transformar realidades e ressaltou que já existem 235 acordos em vigor entre universidades brasileiras e africanas, abrangendo 38 países do continente. Segundo ele, o próximo passo é desenvolver o conceito de “universidades irmãs”, com o objetivo de ampliar a colaboração acadêmica, estimular a mobilidade estudantil e aprofundar parcerias. O presidente anunciou ainda que a Capes criará 2,6 mil bolsas para mestrandos e doutorandos africanos estudarem no Brasil por até dez meses. Para Lula, reforçar os programas de convênio de graduação e pós-graduação será essencial para consolidar a educação superior como um dos pilares da parceria estratégica entre Brasil e África.Na parte final do discurso, Lula defendeu o uso das tecnologias digitais para acelerar e baratear a cooperação acadêmica. Ele afirmou que o Brasil possui um dos maiores sistemas de ensino à distância do mundo e pode ampliar o intercâmbio universitário sem deslocamento geográfico ou custos para os alunos.
Os trabalhadores já podem autorizar o uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para renegociar dívidas pelo programa Desenrola 2.0. A consulta dos valores foi liberada nesta segunda-feira (25) e a expectativa do governo é movimentar até R$ 8,2 bilhões em renegociações.A modalidade permite utilizar até 20% do saldo disponível no FGTS ou R$ 1 mil, o que for maior, para abater dívidas bancárias em atraso. O dinheiro não cai na conta do trabalhador: a Caixa Econômica Federal faz a transferência diretamente para a instituição financeira credora.
Quem pode participar do Desenrola 2.0
O programa é destinado a trabalhadores com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente em R$ 8.105.
Podem ser renegociadas dívidas bancárias contratadas até 31 de janeiro de 2026 e com atraso entre 91 dias e dois anos. Entram na lista:
247 – O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou da extrema direita brasileira nesta segunda-feira (25), pela rede social X, antigo Twitter, após o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, confirmar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, recorreu ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, com o objetivo de conseguir financiamento para o filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro (PL). Em entrevista à Globo News, o dirigente do PL fez a confirmação após o site The Intercept Brasil revelar, no último dia 13, que o parlamentar da extrema direita negociou diretamente com o ex-banqueiro um valor deR$ 134 milhõespara ser investido no longa. Do total, 61 milhões teriam sido repassados.
“Essa gente tem que dar entrevista para a Polícia Federal”, escreveu Lindbergh. “Valdemar da Costa Neto e Flávio Bolsonaro deveriam dar entrevista todo dia, quanto mais eles falam, mais se enrolam. Valdemar entregou o filhote de presidiário”, acrescentou.Atualmente, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro está preso no Distrito Federal após ser alvo da Operação Compliance Zero. A Polícia Federal investiga um esquema de fraudes financeiras que, segundo a corporação, movimentou ao menos R$ 12 bilhões em nível nacional.
Municípios com até 65 mil habitantes que possuem pendências fiscais poderão voltar a firmar convênios com o governo federal e receber recursos de programas e emendas parlamentares. A medida foi retomada pelo Congresso Nacional na quinta-feira (21), após deputados e senadores derrubarem quatro vetos da Presidência da República à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026.
Os dispositivos restaurados agora seguem para promulgação. A decisão foi aprovada em sessão conjunta do Congresso por maioria absoluta de deputados federais e senadores.
Segundo o presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre, a pressão de prefeitos e representantes municipais pela derrubada dos vetos aumentou nos últimos meses diante das dificuldades financeiras enfrentadas pelas prefeituras.
“É do conhecimento de todos o atual quadro de desafios orçamentários e fiscais que as prefeituras por todo o país têm enfrentado para implementar políticas públicas. E, por isso, neste cenário, esta sessão congressual, com esta pauta previamente estabelecida, esta deliberação é de extrema importância para que os pequenos municípios brasileiros possam ter acesso aos convênios”, afirmou.
Alcolumbre também lembrou que a Lei 9.504/1997 impede transferências voluntárias da União para municípios nos três meses que antecedem as eleições. Segundo ele, por isso havia urgência na votação da matéria para garantir que os repasses fossem viabilizados dentro do prazo.
Além da flexibilização para municípios inadimplentes, o Congresso restaurou outros dispositivos da LDO. Entre eles, a autorização para doações de bens, dinheiro e outros benefícios durante o período eleitoral, desde que exista condição previamente definida pelo doador. Também voltou ao texto a possibilidade de a União destinar recursos para obras e manutenção de rodovias estaduais e municipais, além da malha hidroviária.
Ao todo, o Palácio do Planalto havia vetado 44 trechos da LDO de 2026, reunidos no VET 51/2025. Desses, quatro foram retomados pelo Congresso.
3,1 mil municípios devem ser beneficiados
Segundo Davi Alcolumbre, a expectativa é de que cerca de 3,1 mil municípios sejam beneficiados com a medida. O compromisso de derrubar o veto já havia sido anunciado pelo parlamentar na terça-feira (19), durante a 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.
Pelas regras da LDO, a transferência voluntária de recursos federais ocorre no momento da assinatura do convênio. Isso significa que a verificação das exigências para recebimento dos recursos é feita apenas nessa etapa, sem necessidade de nova checagem no momento da liberação do dinheiro.Uma dessas exigências envolve o CAUC, sistema do Tesouro Nacional que reúne informações fiscais, previdenciárias e administrativas de estados, municípios e organizações. Com o dispositivo restaurado, municípios de até 65 mil habitantes ficam dispensados de comprovar regularidade no CAUC em casos de transferências e doações de bens, materiais e insumos.
Em 2025, um dispositivo semelhante também havia sido vetado pela Presidência da República e posteriormente restabelecido pelo Congresso.
O governo federal argumenta que a flexibilização contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal, que exige regularidade fiscal e financeira para a celebração de transferências voluntárias. O Executivo também sustenta que a dispensa pode violar a Constituição ao permitir benefícios públicos a entes com débitos junto à Seguridade Social. Brasil 61
Um em cada três municípios brasileiros não conseguiu cumprir o critério de redução das desigualdades raciais e socioeconômicas na aprendizagem exigido para ampliar o recebimento de recursos federais destinados à educação. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, com base em dados do Ministério da Educação (MEC), 1.914 cidades descumpriram a exigência.
O critério é estabelecido pelo Valor Aluno Ano Resultado (VAAR), mecanismo criado no âmbito do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). O VAAR estipula condições para ampliar os repasses da União a estados e municípios. Atualmente, o governo federal dispõe de R$ 7,5 bilhões para distribuição por meio desse instrumento.
A lista de critérios inclui:
Redução das desigualdades raciais e socioeconômicas de aprendizagem — item com maior índice de descumprimento entre os municípios;
Seleção de diretores escolares com base em critérios técnicos — descumprido por 10% das cidades;
Participação superior a 80% no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) — descumprido por 7%;
Regulamentação do repasse de parte da arrecadação do ICMS — descumprido por 2%;
Adoção de referenciais curriculares alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) — descumprido por 1%.
Em entrevista ao Estadão, a secretária do MEC, Zara Figueiredo, afirmou que atualmente apenas 11 estados cumprem o critério de redução das desigualdades raciais e socioeconômicas. Segundo a secretária, o problema não está concentrado em um perfil específico de município: tanto cidades pequenas quanto grandes não conseguiram atender às exigências.
Diante da dificuldade de implementação das medidas, o MEC decidiu redistribuir 1.533 agentes de governança para apoiar as redes de ensino na promoção da equidade racial e socioeconômica. A iniciativa busca fortalecer a articulação entre as escolas e a gestão do ministério. Além disso, a pasta anunciou o repasse de R$ 115 milhões por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola Equidade (PDDE Equidade), destinado ao financiamento de ações voltadas à redução das desigualdades educacionais. O MEC também pretende disponibilizar guias e protocolos para auxiliar gestores escolares na implementação de políticas de equidade.
A Polícia Federal afirma ter identificado 2 núcleos ligados às investigações do caso Banco Master: A Turma e Os Meninos. Os grupos são citados na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a 6ª fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta 5ª feira (14.mai.2026). Segundo a PF, os núcleos tinham funções diferentes, mas atuavam de forma coordenada. A Turma era voltada a intimidações presenciais, monitoramento de alvos e obtenção ilegal de informações sigilosas. Os Meninos era o braço digital, responsável por ataques cibernéticos, invasões telemáticas de derrubada de perfis em redes sociais e monitoramento ilegal.
O QUE ERA A TURMA A Turma é descrita pela PF como o braço presencial e policial-informacional da estrutura investigada. De acordo com a corporação, o grupo atuava com ameaças, intimidações presenciais, levantamentos clandestinos, monitoramento de alvos, obtenção ilegal de dados sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais. A investigação afirma que o núcleo contava com policiais federais da ativa e aposentados, operadores do jogo do bicho e outros colaboradores usados para pressionar adversários e críticos ligados ao caso Banco Master. O policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva é descrito como líder operacional da estrutura. Já Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, é descrito pela PF como “demandante, beneficiário e operador financeiro” do grupo Segundo a investigação, Henrique solicitava serviços, financiava a estrutura e mantinha contato frequente com integrantes do grupo mesmo depois das primeiras fases da operação Compliance Zero. A decisão reproduz mensagem atribuída a ele em que afirma: “no momento em que estou é que preciso de vocês”. Para a PF, a frase indica continuidade da relação com o grupo investigado. A corporação também afirma que conversas interceptadas mencionam repasses de R$ 400 mil e negociações envolvendo pagamentos de até R$ 800 mil para manutenção das atividades da estrutura.
O QUE ERAM OS MENINOS Os Meninos é apontado pela PF como o núcleo hacker da organização investigada. Segundo a corporação, o grupo era especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis em redes sociais, monitoramento telefônico e digital ilegal e ocultação de provas eletrônicas.
A PF aponta David Henrique Alves como líder do grupo. Segundo a investigação, ele coordenava operadores com perfil hacker e recebia pagamentos mensais para executar ações digitais ligadas aos interesses da organização. Também são citados como integrantes do núcleo Victor Lima Sedlmaier e Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos. Ambos são investigados por apoio técnico e operacional ao grupo, incluindo aquisição de domínios na internet, movimentação de equipamentos e suporte técnico. Segundo a decisão, o núcleo atuava para monitorar reputações on-line, derrubar perfis críticos e realizar ações clandestinas no ambiente digital.
DIFERENÇA ENTRE OS GRUPOS Na avaliação da PF, os 2 núcleos tinham funções complementares. A Turma atuava no campo presencial e de acesso a informações reservadas. O grupo é associado a ameaças, intimidações, monitoramento físico de alvos e consultas indevidas a sistemas públicos. Os Meninos operava na frente digital. A investigação liga o núcleo a ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis, monitoramento digital e tentativa de ocultação de provas eletrônicas. Segundo a PF, os grupos atuavam para atender interesses ligados ao caso Banco Master e ao núcleo central da organização investigada….
POLICIAIS INVESTIGADOS A decisão também cita a participação de agentes públicos. O agente da PF Anderson Wander da Silva Lima é investigado por realizar consultas indevidas em sistemas internos da corporação e repassar informações sigilosas ao grupo.Já a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva e o agente aposentado Francisco José Pereira da Silva são investigados por acesso irregular ao sistema e-Pol para compartilhamento de dados reservados. Segundo a investigação, o grupo buscava informações estratégicas sobre apurações em andamento envolvendo integrantes da organização e pessoas ligadas ao caso Banco Master.
Eis os crimes apontados pela PF: organização criminosa; ameaça; corrupção; lavagem de dinheiro; invasão de dispositivos informáticos; violação de sigilo funcional. A 6ª fase da operação Compliance Zero resultou na prisão de Henrique Moura Vorcaro e de outros investigados identificados como integrantes de “A Turma” e “Os Meninos”.
DIÁLOGO INVESTIGADO Em um dos trechos citados pela investigação, Henrique afirma: “No momento em que estou é que preciso de vocês”. Para a PF, a mensagem demonstra que ele continuava recorrendo ao grupo mesmo depois das primeiras fases ostensivas da operação.Outro diálogo reproduzido na decisão trata de pagamentos para manutenção da estrutura investigada. Segundo o documento, Marilson Roseno da Silva, indicado como líder operacional de A Turma, pediu que Henrique não o deixasse “à deriva” e afirmou estar “segurando uma manada de búfalo”.
Na sequência, Henrique responde que receberia recursos “na 5ª ou 6ª feira” e que faria o envio de “400”. Em seguida, Marilson afirma que o ideal seria o repasse de “800k”. Segundo a PF, as conversas indicam que Henrique participava diretamente da sustentação financeira da estrutura criminosa investigada.
Apresentadora abre álbum de fotos com Zuza em cenário paradisíaco e mostra sorrisoda pequena em ida à praia.
A manhã desta sexta-feira (15) começou em clima de sol e mar para Rafa Kalimann. A apresentadora e influenciadora viajou em um avião particular para o Ceará ao lado da filha, Zuza, de apenas quatro meses. No Instagram, Rafa compartilhou os primeiros registros da viagem, celebrando o momento de descanso com a pequena e o companheiro, o cantor Nattan. “Um sorrisão de quem foi pra praia com os papais. Passando pra dar bom diaaaa :)”, escreveu a artista na legenda da publicação que rapidamente derreteu o coração dos seguidores.
Maternidade e superação A viagem ocorre logo após a comemoração do 4º mêsversário de Zuza, que nasceu no dia 6 de janeiro, em São Paulo. Em entrevistas recentes, Rafa não esconde o entusiasmo com a nova fase, mas também faz questão de ser transparente sobre os desafios que enfrentou.
“Estou amando maternar, estou amando gerar, estou amando esse momento (…) O começo foi mais turbulento, mais desafiador, mas agora está uma delícia”, contou ela ao gshow.
Desabafo em documentário Apesar do cenário paradisíaco, a vida de Rafa Kalimann também tem sido pauta por temas profundos. No documentário ‘Tempo Para Amar’, que estreou recentemente no GNT e Globoplay, a apresentadora abriu o coração sobre a depressão que enfrentou durante a gestação.
Na produção, ela detalha a solidão sentida no último trimestre da gravidez, mesmo estando cercada de pessoas. “Não consigo pedir colo. Essa foi a fase mais desafiadora de todas, no final dessa gestação. Eu podia ter muitas pessoas ao meu redor e me sentia muito sozinha. É muito difícil dar nome para as nossas emoções”, desabafou emocionada.
Defesa do relacionamento Após a repercussão negativa e as críticas ao cantor, Rafa Kalimann veio a público esclarecer que trechos isolados da produção criaram uma “narrativa distorcida” sobre o casal. Ela negou qualquer tipo de abandono e afirmou que, apesar dos desafios emocionais citados no documentário, a relação permanece sólida.
Rafa Kalimann revela por que induziu o parto de Zuza A influenciadora detalhou a reta final da gestação de Zuza e explicou a decisão médica de induzir o parto após ultrapassar as 41 semanas de gravidez. O relato surge em meio a uma forte polêmica nas redes sociais sobre o comportamento do companheiro, o cantor Nattan, durante o período gestacional.
O motivo da indução e o medo da cesárea Rafa compartilhou que, embora sonhasse com um processo totalmente natural, o tamanho da bebê e o tempo avançado de gestação trouxeram riscos que não poderiam ser ignorados.
“Eu não queria que a neném nascesse de forma induzida, cesárea pra mim só é uma opção caso seja necessário pela saúde”, afirmou a influenciadora. Mesmo apreensiva, ela priorizou a segurança da filha: “Eu quero muito respeitar o tempo dela de chegar, mas eu também entendo os riscos que tem, e eu preciso ter responsabilidade em relação a ela”.
Na legenda, Rafa reforçou que a pequena Zuza não dava sinais de que sairia voluntariamente do “forninho”: “A decisão foi baseada 100% no que era seguro para a saúde dela”.
Autor da novela, que chega ao fim nesta sexta-feira (15), afirmou que Arminda “nasceu pronta” e destacou sucesso da vilã na trama.
Com o fim de Três Graçasmarcado para esta sexta-feira (15), Aguinaldo Silva abriu o jogo sobre os bastidores da novela e rasgou elogios para Grazi Massafera, intérprete da vilã Arminda. O autor da trama afirmou que a personagem “nasceu pronta” e destacou que a atriz conseguiu levar o papel “além de todas as expectativas”. Segundo Aguinaldo, Arminda surgiu de maneira muito clara ainda no processo de criação da novela. “Minhas vilãs, quando brotam, já estão dando frutos”, afirmou o autor em entrevista ao PittaPlay, ao falar sobre a personagem. Na sequência, ele exaltou a atuação de Grazi Massafera no folhetim. “Ela tratou de levá-la além de todas as nossas expectativas”, declarou.
Durante a entrevista, Aguinaldo também comentou sobre o sucesso de Três Graças nas redes sociais e admitiu que não esperava tamanha repercussão da trama, especialmente após ser tratado durante anos como um autor “aposentado” pela indústria televisiva.
Com o cinema nacional em alta após a vitória histórica de Walter Salles em 2025, a expectativa para o Oscar 2026 gira em torno de Wagner Moura e o filme “O Agente Secreto”, que disputa estatuetas em quatro categorias. No entanto, uma dúvida comum é se o prestígio da vitória vem acompanhado de um cheque compensador.
O valor da conquista reside na icônica estatueta dourada e no prestígio profissional, que costuma elevar drasticamente os salários e contratos dos premiados em projetos futuros na indústria cinematográfica.Mesmo sem um prêmio em espécie, Wagner Moura e os demais indicados não saem de mãos vazias. Todos os escolhidos recebem um kit exclusivo chamado “Everyone Wins” (Todos Ganham).
Impacto para o cinema brasileiro Esses brindes funcionam como uma recompensa simbólica e luxuosa para os indicados, celebrando o topo da carreira artística sem envolver transferências bancárias diretas.Para Wagner Moura, a indicação por “O Agente Secreto” reforça a presença do Brasil no cenário internacional, consolidando o caminho aberto por filmes como “Ainda Estou Aqui”. Embora não haja dinheiro na conta imediata, a visibilidade e o kit milionário garantem que ser um indicado ao Oscar continue sendo um dos negócios mais lucrativos e desejados do mundo do entretenimento.
A semana começa com pelo menos R$ 600 na conta para milhões de brasileiros. A partir desta segunda-feira, 18 de maio, o Governo Federal inicia o repasse do Bolsa Família referente ao mês de maio de 2026. Com a garantia do valor base e a inclusão de diversos bônus familiares, o benefício injetará bilhões na economia logo nas primeiras horas de amanhã, trazendo alívio para quem planeja quitar as contas da quinzena. Para os beneficiários, o domingo é o momento crucial de organização. Além de conferir o final do NIS, é a hora de checar se os bônus de R$ 150 (crianças) e R$ 50 (gestantes e jovens) foram devidamente processados. Se você é um dos primeiros da lista, seu saldo já deve aparecer como “lançamento futuro” no aplicativo.
A liberação segue o cronograma oficial por dígito final do NIS. Veja quem já saca entre segunda e sexta:
Final do NIS
Data de Saque
Status do Pagamento
NIS final 1
18 de maio (Segunda)
DISPONÍVEL AMANHÃ
NIS final 2
19 de maio (Terça)
Aguardando liberação
NIS final 3
20 de maio (Quarta)
Aguardando liberação
NIS final 4
21 de maio (Quinta)
Aguardando liberação
NIS final 5
22 de maio (Sexta)
Aguardando liberação
Para que a sua semana comece com o valor cheio, é preciso que todos os adicionais estejam ativos. Muitas famílias recebem muito mais do que os R$ 600:
R$ 600 (Base): Valor mínimo por família. + R$ 150: Para cada criança de 0 a 6 anos. + R$ 50: Para cada jovem (7 a 18 anos) ou gestante. Dica de Domingo: Abra o app Caixa Tem e clique em “Bolsa Família” > “Extrato”. Se o valor total estiver menor do que o esperado, você pode ter sofrido um desconto de empréstimo consignado ou estar com o cadastro desatualizado no CRAS.
Criminosos estão se aproveitando da esperança de brasileiros em sair das dívidas através do Desenrola Brasil. Uma nova modalidade de golpe, que utiliza o Pix para roubar dinheiro, foi identificada e requer atenção imediata.
A armadilha simula o programa oficial, prometendo descontos e a renegociação de dívidas, mas exige o pagamento de uma taxa inexistente. Especialistas em cibersegurança e o próprio Ministério da Fazenda emitem um alerta urgente para que os cidadãos não caiam nesta cilada. O esquema criminoso começa com a criação de páginas que imitam notícias e comunicados oficiais do Ministério da Fazenda. O visual é cuidadoso e a linguagem utilizada busca transmitir a mesma credibilidade do programa real, que visa ajudar brasileiros a quitarem suas dívidas com descontos significativos. As páginas falsas prometem descontos de até 96% para a quitação de débitos, e em alguns casos, até 100% de desconto em juros e multas para dívidas de até R$ 5.000,00, além de garantir a “limpeza do nome” em poucos dias úteis.
Para dar prosseguimento, o usuário é solicitado a informar o CPF para uma suposta verificação de elegibilidade. Após essa etapa, um processo simulado de consulta de dívidas e elegibilidade é apresentado, culminando na aprovação do usuário. A armadilha final é a cobrança de uma taxa administrativa de adesão, no valor aproximado de R$ 92,80, a ser paga via Pix. É crucial entender que o Desenrola Brasil é gratuito para o cidadão e não exige nenhuma taxa de adesão, análise ou processamento.
O dinheiro pago é desviado para contas de “laranjas”, e a vítima não obtém nenhum benefício, mantendo as dívidas e o nome sujo.
O sucesso desse golpe reside na exploração da vulnerabilidade financeira e da esperança de solução. A urgência e a confiança em um programa governamental legítimo levam muitos a agirem sem o devido ceticismo. O valor da taxa, considerado baixo, também contribui para a escala do golpe, gerando prejuízos significativos a milhares de pessoas. O Ministério da Fazenda reforça que o acesso ao Desenrola Brasil deve ser feito diretamente com o banco onde a dívida está registrada. Não existe uma plataforma central do governo para a renegociação em 2026, portanto, qualquer site ou aplicativo que se apresente como portal oficial é falso. Para identificar um site falso, fique atento ao endereço (deve terminar em gov.br), à cobrança de taxas (o programa é gratuito), a promessas de descontos muito superiores aos 90% anunciados e a links recebidos por mensagens. Desconfie também de mensagens com senso de urgência. Caso tenha caído no golpe, é fundamental agir rapidamente: bloqueie o Pix, registre um boletim de ocorrência online, denuncie o site e guarde todas as evidências. Alertar seus contatos também ajuda a prevenir que mais pessoas sejam lesadas. Para proteger familiares, especialmente os mais idosos, explique que o Desenrola não cobra nada e que o contato deve ser feito diretamente com o banco.
Para acompanhar o desenrolar deste caso e receber alertas de golpes financeiros em tempo real, entre na nossa comunidade oficial do WhatsApp do FDR no link abaixo.
Se você procura uma receita saudável simples para incluir no café da manhã, no lanche da tarde ou até como sobremesa leve nos dias mais quentes, o pudim de chia com morangos pode ser uma ótima opção para variar o cardápio de forma equilibrada. Além de prático, ele combina ingredientes fáceis de encontrar e pode ser preparado com antecedência, o que ajuda bastante na rotina corrida.
A mistura da chia com o leite cria uma textura cremosa parecida com pudim, enquanto os morangos deixam a receita mais fresca e naturalmente adocicada. Outro ponto interessante é a versatilidade: a receita pode ser adaptada com leite vegetal, frutas diferentes e até versões sem adição de açúcar refinado.
Por que o pudim de chia virou uma opção popular? Nos últimos anos, receitas com chia passaram a aparecer com frequência nas redes sociais e em cardápios de cafeterias e lanches saudáveis. Parte desse interesse vem da praticidade no preparo e da possibilidade de montar refeições rápidas sem precisar cozinhar.
O pudim de chia também costuma agradar quem busca:
opções leves para o dia a dia; receitas frias para dias quentes; alternativas práticas para o café da manhã; lanches preparados com antecedência; sobremesas com ingredientes simples. Além disso, a chia é conhecida por ser rica em fibras e pode ajudar a deixar a refeição mais satisfatória quando combinada com frutas, iogurtes ou leites.
Ingredientes (2 porções) 3 colheres de sopa de sementes de chia; 1 xícara de leite vegetal ou leite desnatado; 1 colher de sopa de mel; ½ colher de chá de essência de baunilha (opcional); 4 morangos maduros picados; 1 colher de sopa de suco de limão; granola ou castanhas picadas para finalizar (opcional). Tempo de preparo Preparo: 10 minutos Geladeira: 4 horas Rendimento: 2 porções Como fazer pudim de chia com morangos Confira agora o passo a passo para preparar essa delícia:
1. Misture os ingredientes líquidos Em uma tigela, coloque o leite, o mel e a baunilha. Misture até o mel dissolver bem.
2. Adicione a chia. Acrescente as sementes de chia e mexa por cerca de 1 minuto. Aguarde 2 minutos e misture novamente para evitar que as sementes fiquem acumuladas no fundo do recipiente.
Esse passo ajuda a deixar a textura mais uniforme depois da hidratação.
3. Prepare os morangos. Amasse metade dos morangos com o suco de limão até formar um purê rústico. O limão ajuda a realçar o sabor da fruta.
4. Monte as camadas Distribua uma camada do creme de chia em potinhos ou taças individuais. Em seguida, coloque um pouco do purê de morango.
Repita as camadas até finalizar os ingredientes.
5. Leve para gelar Cubra os recipientes e deixe na geladeira por pelo menos 4 horas. Se preferir, prepare na noite anterior para consumir no dia seguinte.
6. Finalize antes de servir Na hora de servir, adicione os morangos restantes e, se desejar, um pouco de granola ou castanhas para trazer crocância.
Foto: Canva PRO / SaúdeLAB Dicas para variar a receita Uma das vantagens do pudim de chia saudável é a facilidade para adaptar os ingredientes conforme o gosto pessoal ou o que você já tem em casa.
Você pode experimentar:
kiwi; maracujá; frutas vermelhas; coco ralado; cacau em pó; iogurte natural. Para quem prefere uma versão vegana, basta utilizar bebida vegetal e trocar o mel por outro ingrediente adoçante de sua preferência.
Como incluir a receita na rotina O pudim de chia com morangos costuma funcionar bem para quem gosta de organizar refeições com antecedência. Como pode ficar pronto na geladeira durante a noite, ele ajuda a economizar tempo pela manhã.
Algumas formas de consumo incluem:
café da manhã rápido; lanche da tarde; sobremesa leve após o almoço; pré-treino leve; opção refrescante para dias quentes. Em potinhos individuais, também pode ser transportado com facilidade para o trabalho ou faculdade.
Como armazenar Depois de pronto, o pudim de chia pode permanecer refrigerado por até 2 dias em recipiente fechado.
O ideal é adicionar frutas frescas apenas próximo da hora de consumir para preservar melhor a textura.
Uma receita simples para variar o cardápio O pudim de chia com morangos mostra como receitas práticas podem ajudar a trazer mais variedade para a alimentação do dia a dia. Com poucos ingredientes e preparo simples, ele pode ser adaptado para diferentes momentos da rotina e diferentes preferências alimentares.
Além da praticidade, é uma alternativa interessante para quem gosta de sobremesas mais leves e receitas frias fáceis de preparar em casa.
Leitura Recomendada: Como consumir chia do jeito certo? Conheças as formas práticas, quantidade e cuidados.
Com a final de Três Graças nesta semana, Sophie Charlotte foi uma das convidadas do Domingão com Huck deste domingo, 17. Após a protagonista da novela ser esnobada na premiação do Melhores do Ano, pois nem chegou a ser indicada, Luciano Huck disse à atriz que estava feliz por recebê-la no palco após ela ser injustiçada.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra A Gerluce foi injustiçada na novela quando ela foi presa sem motivo. A Sophie foi injustiçada no Melhores do Ano, que é aquém da minha vontade”, disse o apresentador.
“Estou muito feliz por te ter nesse palco e por dizer que você fez um trabalho impecável nesse ano. Como telespectador, como colega, parabéns. Foi linda sua entrega. Belíssima novela”, completou Luciano.
O Melhores do Ano é uma premiação realizada anualmente no Domingão e celebra os destaques da Globo. Os indicados são escolhidos internamente por funcionários da Globo, e os vencedores são definidos por votação popular.
Neste ano, Sophie não foi indicada à categoria de Melhor Atriz de Novela, mesmo sendo a protagonista de Três Graças. O troféu ficou com Grazi Massafera, que interpretou a vilã da trama, Arminda.
Três Graças ganhou o prêmio principal da noite de Melhor Novela, e o elenco agradeceu ao empenho de Sophie no palco. Após a premiação, o autor Aguinaldo Silva fez uma publicação elogiando a entrega da artista.
BRASÍLIA — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse a aliados que vai reenviar ao Senado a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) antes das eleições, mas o ministro ainda adota cautela sobre a possibilidade.
No dia 29 de abril, o Senado impôs uma derrota histórica ao governo, rejeitando Messias por 42 votos a 34. Com o resultado, o presidente Lula rompeu uma aliança que tinha com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), apontado como artífice da derrota.
Nos últimos dias, Lula disse a aliados que está disposto a mandar a indicação de Messias novamente ao Senado e fará a indicação antes das eleições de outubro. O presidente deu a sinalização mesmo sem a certeza de como seria uma segunda votação de Messias e antes mesmo de se acertar com Alcolumbre. Aliados de Lula ponderam que o envio da indicação ainda dependeria de concretização e conversas com o Senado. O ponto de virada, segundo integrantes do Palácio do Planalto, foi a posse do ministro Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na última terça-feira, 12. Messias foi aplaudido fortemente na solenidade. Para Lula, o gesto representou um sinal de respeito e reconhecimento ao trabalho de Messias e um desagravo ao indicado. Alcolumbre, que estava presente na posse, não aplaudiu e nem cumprimentou o presidente. Ele estava ao lado de Lula na mesa da cerimônia. Messias, que é ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), teve uma conversa com Lula antes da posse no TSE. Foi a segunda reunião entre os dois desde a derrota no Senado. Segundo aliados do chefe AGU, Messias só aceitaria uma nova indicação com muita certeza de que seria aprovado, principalmente após amargar a primeira derrota. Ele entrou de férias na quarta, 13, e só deve voltar ao trabalho no dia 26 de maio. O ministro recebeu apoio de juristas ligados a Lula, aliados do governo e líderes evangélicos após a derrota. Em conversas reservadas, eles prestaram solidariedade a Messias e disseram que tinham certeza que ele foi vítima de um jogo político-eleitoral no Senado e que não foi rejeitado por falta de reputação ou qualidade técnica para o cargo de ministro do STF. Uma segunda opção entrou na mesa, a de Messias assumir o Ministério da Justiça, mas essa hipótese está mais em segundo plano. O atual ministro da pasta, Wellington César Lima e Silva, vem recebendo críticas internas no governo em uma pauta sensível para Lula em ano eleitoral, que é a segurança pública. A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da segurança pública, em tramitação no Congresso, levaria Lula a criar o Ministério da Segurança Pública e a reorganizar os cargos. Para Messias, porém, o Ministério da Justiça não é atrativo, segundo interlocutores, pois falta pouco tempo para o término do mandato, a função representaria um “segundo tempo” de confronto com o Congresso e seria melhor ele terminar o mandato na AGU.
A Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Santa Terezinha PE, comemorou neste último domingo (10/05/26), o culto de adoração a Deus e em homenagem às mães. Um dia memorável às mulheres guerreiras do Senhor. Uma dádiva divina. Estiveram louvando o Conjunto das Senhoras (Lírio dos Vales), dos jovens (Shalom), PROATI (melhor idade), Eletrônico Hedeiros do Céu e das crianças (Jóias de Cristo). A Palavra de Deus foi pregada e no final houve entrega de presentes e sorteios de brindes para as mães. Tudo para a honra e a glória do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Provérbios 31:10: Mulher virtuosa, quem a pode achar? Pois o seu valor muito excede ao de jóias preciosas.
Pastor presidente: Ailton José Alves Pastor local: Pb. Antônio Marcos.
Quando a música silencia e os holofotes se apagam, Claudia Leitte (45) assume o papel que considera o mais importante da sua vida: o de mãe. Entre shows, carnavais históricos e uma carreira consolidada, a artista vive uma rotina intensa ao lado dos filhos Davi (17), Rafael (13) e da caçula Bela (6). Neste Dia das Mães, Claudia falou sobre os desafios da maternidade, o equilíbrio entre vida pública e família, saúde mental, educação dos filhos e a emoção de acompanhar o crescimento de cada um deles. Em entrevista exclusiva à CARAS Brasil, a cantora também relembrou momentos marcantes da carreira vividos durante a gravidez e revelou como enxerga o futuro dos filhos.
Uma montanha-russa de aprendizados
Lidando diariamente com fases distintas da vida – um quase adulto, um adolescente e uma criança -, Claudia confessa que a rotina exige jogo de cintura, mas traz ensinamentos diários: “Vamos combinar que de trio elétrico eu entendo, né?! (risos). Cada um dos três vive em um mundo diferente, porque as idades e personalidades são muito singulares. Isso é incrível! Eu tenho a graça de todos terem uma base de educação, de respeito, de amor, muito valiosa”, pontua a artista.
A cantora relembra o impacto da chegada do primogênito em meio à sua transição profissional: “Quando o Davi nasceu, foi uma verdadeira explosão de emoções. Não só por ser a primeira vez, mas também porque eu estava começando minha carreira solo, vivendo muitas mudanças ao mesmo tempo, e precisei aprender a equilibrar tudo isso com a maturidade de uma mulher de 29 anos!!! Imagine! Duas gestações depois, a minha perspectiva sobre o ‘tornar-se mãe’ amadureceu bastante e muito devido ao que aprendo com meus próprios filhos.” A dinâmica com três idades tão diferentes, segundo ela, é intensa: “É uma montanha-russa! (risos) Cada um me ensina algo novo. E é claro que, com a experiência de vida do mais velho, Davi, a gente entende um pouco melhor essas fases, mas não dá pra se apegar a isso, porque cada um tem sua personalidade e o mundo para dois meninos é bastante diferente do mundo para uma menina”, explica. “Eu transito por esses mundos com muito cuidado, amor e respeito para que eles possam se desenvolver com autonomia, segurança, cientes de suas responsabilidades, mas que também saibam que o colo tá sempre aqui e é igual pra todos, assim como eles também sabem que é minha primeira vez vivendo nessa Terra (risos), então eu, o pai deles, a gente pode errar, não ser o melhor em algo, e tá tudo bem. No final do dia, independentemente de qualquer situação, sabemos que somos uma família, que caminhamos e caminharemos juntos até o fim.”
A força de gerar e trabalhar
A história de Claudia como mãe se entrelaça, de forma poética e inseparável, com marcos inesquecíveis de sua trajetória artística. A gravação do seu primeiro DVD solo nas areias de Copacabana aconteceu enquanto ela gerava Davi.
“Eu engravidei poucos meses depois do show e, inicialmente, acho que responsabilidade foi a palavra que mais estava presente nos meus pensamentos na época. Primeiro, responsabilidade com a grande prioridade da minha vida, meu filho; depois, com minha carreira que estava ‘recomeçando’ de um jeito incrivelmente maior do que eu poderia sonhar — e quando digo isso vem o peso da minha responsabilidade com toda minha equipe, minha banda, minha empresa e etc.”, relembra.
“Com o tempo e com meu foco na minha fé, na grande alegria do momento, no suporte da minha família, tudo foi se ajeitando, se acalmando. A alegria e o otimismo sempre predominaram, isso é algo da minha personalidade, da minha fé, mas houve um momento de sentir o peso dessas responsabilidades do momento.”
A maratona carnavalesca também foi dividida com a maternidade durante as gestações de Rafael e Bela: “Rafael e Bela puderam curtir um Carnaval no ventre (risos). Gestar, por si só, já é um trabalho gigantesco, que exige muita força, cuidado e entrega. Conciliar isso com a intensidade do Carnaval me fez enxergar ainda mais a potência da mulher. A gente descobre forças que nem imaginava ter. É uma capacidade muito única de gerar, cuidar, trabalhar e seguir firme, mesmo diante do cansaço, mesmo começando a sentir que seu corpo não é mais aquele corpo a que você está acostumada.”
O peso desnecessário da “Supermulher”
Sempre muito transparente, a cantora faz questão de não romantizar o esgotamento materno e reflete sobre a pressão imposta às mulheres: “Esse conceito é um peso a mais para carregar no dia a dia que é desnecessário. Não precisamos ser ‘super’, temos que ser reais e isso implica em uma série de atitudes que, apesar de soarem simples, acabam não sendo. Temos que saber pedir ajuda quando necessário, cuidar da nossa saúde física e mental, ter nossas individualidades e prazeres, ainda que isso possa não ser a maior prioridade em um dia ou outro, mas esse autocuidado ser rotina é essencial”, defende.
Ela ressalta que cuidar de si mesma foi um dos maiores aprendizados: “Eu e Marcio, como pais, aprendemos ao longo desse tempo que também precisamos cuidar das nossas individualidades. […] A minha perspectiva em relação ao trabalho, à individualidade, como comentei antes, é algo que evoluiu muito e tornou tudo mais leve. Hoje tenho plena consciência de que preciso do meu tempo pra cuidar de mim para ser a melhor mãe possível e o melhor: sem sentir culpa alguma por isso! Acho que esse é o grande ponto de evolução nesses quase 18 anos.”
Arte, holofotes e uma base “pé no chão”
Enquanto os meninos acompanham de perto a engrenagem da folia, a pequena Bela já demonstra forte conexão com os palcos. Claudia, no entanto, deixa os filhos livres para traçarem seus destinos.
“Cada um tem uma conexão diferente com a arte e eu acho isso muito lindo! Eu quero que eles se descubram e saibam que têm uma família para apoiá-los com o caminho que for. Que possam tropeçar, aprender, crescer e brilhar do jeito deles e sem o peso de uma expectativa alheia para algo. Vou estar sempre por perto, torcendo e ajudando no que eu puder. O mais bonito da vida é justamente se jogar nas experiências e ir entendendo quem você é no caminho”, garante a artista.
Mesmo sob os holofotes, a base familiar da cantora permanece sólida e preservada. O segredo? Diálogo: “O segredo está na nossa relação, na conversa que gera consciência de quem somos como família e indivíduo. Meus filhos sabem e sempre souberam do trabalho da mãe e do pai deles, do que é ser uma pessoa pública, que existem os bônus e os ônus. Temos nossa dinâmica e nossos limites como família. Além disso, eu, como uma figura pública, sou muito respeitada e vejo que esse respeito se estende à minha família também. Isso é muito valioso!”
A admiração dos filhos pela profissional que ela é se mistura com o convívio diário em casa: “Eles veem no palco uma extensão do que veem em casa. Acho que eles percebem o meu comprometimento com a entrega, sabe?! Eu tenho estúdio em casa, então eu componho, ensaio, passo horas gravando, desenho figurinos, escrevo roteiros de shows… e faço sem peso algum. Muito pelo contrário! Faço com leveza, com empolgação, porque é o que eu amo fazer! O que nasci pra fazer! Eu acho que eles notam e valorizam isso. Devo confessar que tem momentos em que quem parece que tem a idade deles sou eu. Eu sei ser Claudinha Bagunceira fora do palco e do trio também… e como sei! (risos)”
O pavê é uma das sobremesas mais queridas dos brasileiros. Ele combina camadas de biscoito umedecido com um creme aveludado e irresistível.Além de ser muito prático, ele utiliza ingredientes simples que você provavelmente já tem no armário. É a escolha ideal para quem quer impressionar sem passar horas na cozinha. Essa receita é perfeita para receber amigos ou celebrar com a família. O segredo está no tempo de geladeira, que garante a textura correta e acentua os sabores.
Seja na versão clássica ou com variações, o pavê sempre será o centro das atenções na mesa de doces.
Aprenda agora a preparar a versão tradicional que nunca falha!
Receita de pavê de baunilha e chocolate Tempo de preparo: 30 minutos (+ 4 horas de geladeira).
Rendimento: 10 porções.
Dificuldade: Fácil.
Ingredientes: 1 lata de leite condensado.
1 lata de leite integral (use a lata de leite condensado como medida).
2 gemas peneiradas.
1 colher (sopa) de amido de milho.
1 colher (chá) de essência de baunilha.
1 pacote de biscoito champanhe ou maizena.
1 xícara (chá) de leite para umedecer os biscoitos.
200g de chocolate meio amargo picado.
1 caixinha de creme de leite.
Modo de preparo: Prepare o creme branco: Em uma panela, misture o leite condensado, o leite integral, as gemas e o amido de milho.
Leve ao fogo médio e mexa sem parar até engrossar.
Desligue o fogo e adicione a essência de baunilha. Reserve e deixe esfriar um pouco.
Prepare a cobertura: Derreta o chocolate meio amargo no micro-ondas ou em banho-maria.
Misture o creme de leite ao chocolate derretido até formar um ganache liso. Reserve.
Montagem: Passe os biscoitos rapidamente no leite (não deixe encharcar demais).
Em um refratário, faça uma camada de biscoitos.
Cubra com metade do creme branco.
Repita as camadas: biscoito e o restante do creme branco.
Finalize espalhando a ganache de chocolate por cima de tudo.
Finalização: Leve à geladeira por, no mínimo, 4 horas antes de servir.
Dicas para um pavê nota 10 Para deixar seu pavê ainda mais profissional, você pode decorar com raspas de chocolate ou granulado. Se preferir um toque frutado, adicione morangos picados entre as camadas de creme.
Outra dica importante é sempre peneirar as gemas antes de levar ao fogo. Isso evita que o creme fique com cheiro ou gosto de ovo.
Sirva bem gelado e prepare-se para ouvir a famosa piadinha: “é ‘pavê’ ou pra comer?”.
Para celebrar o Dia das Mães, o café da manhã preparado em casa é uma excelente alternativa em meio a restaurantes cheios e agendas disputadas. Mais do que uma refeição prática, o momento se transforma em um gesto de cuidado, capaz de unir simplicidade, presença e atenção aos detalhes.
O ovo pode deixar o café de Dia das Mães mais especial Foto: New Africa | Shutterstock / Portal EdiCase Nesse contexto, alguns alimentos se destacam por reunir versatilidade e um forte valor afetivo na cozinha — e o ovo é um dos principais exemplos. Por ser uma fonte de preparo rápido e fácil adaptação a diferentes receitas, ele acaba se tornando uma base bastante comum no café da manhã, refeição em que praticidade e nutrição costumam andar juntas.
Para a nutricionista Lúcia Endriukaite, do Instituto Ovos Brasil (IOB), incluir alimentos nutritivos logo no início do dia pode fazer diferença na disposição e no bem-estar, especialmente para as mulheres. “O ovo é um alimento completo, fonte de proteínas de alta qualidade e nutrientes importantes como colina, ferro e vitaminas do complexo B, que contribuem para o funcionamento do organismo, proporcionam energia e equilíbrio ao longo do dia”, explica.
Além disso, nutrientes presentes no ovo, como triptofano, vitamina B6 e ácido fólico, participam de processos ligados à produção de serotonina, o que também pode influenciar positivamente o humor e o bem-estar.
Ideias práticas para um café da manhã especial Com ingredientes simples e sem exigir habilidades avançadas na cozinha, é possível montar um café da manhã completo e equilibrado utilizando o ovo. Seja em preparos doces ou salgados, o alimento mantém seu valor nutricional e se adapta a diferentes propostas. Ainda assim, é importante lembrar que doces podem fazer parte da refeição, desde que consumidos com moderação.
Veja como incluir o ovo em um café da manhã especial:
Ovos mexidos com vegetais: é uma opção simples e nutritiva, que combina proteínas com fibras e micronutrientes. Ajuda na saciedade e na manutenção de energia ao longo da manhã; Omelete de forno: versátil e prática, a receita é perfeita para servir mais pessoas. Pode levar legumes, ervas e queijo. Combinar diferentes grupos alimentares torna a refeição mais equilibrada; Sanduíche integral com ovo: rápida de preparar, a receita é uma alternativa eficiente para quem busca praticidade. Além disso, a presença de fibras contribui para uma digestão mais estável; Crepioca: é uma opção leve e adaptável para versões doces ou salgadas, atendendo a diferentes preferências; Quindim caseiro: é um clássico na mesa dos brasileiros e que adiciona um toque afetivo à data.
O ovo pochê é uma opção leve, delicada e versátil que valoriza o café da manhã e deixa a refeição ainda mais especial Foto: RomanaMart | Shutterstock / Portal EdiCase Ovo pochê O ovo pochê é uma forma leve e delicada de preparo, muito utilizada no café da manhã e como base para receitas como ovos benedict. Abaixo, confira a sugestão da nutricionista Lúcia Endriukaite para deixar o café da manhã ainda mais especial!
Ingredientes 4 ovos 3 colheres de sopa de vinagre Sal e pimenta-do-reino moída a gosto 1 l de água Modo de preparo Em uma panela grande, coloque a água e o vinagre e leve ao fogo médio. Assim que começar a ferver, reduza levemente a temperatura para manter uma fervura suave. Quebre um ovo por vez em uma xícara e, com cuidado, despeje o ovo na água quente. Com o auxílio de uma escumadeira, vá envolvendo delicadamente a clara ao redor da gema para ajudar a manter o formato. Cozinhe por cerca de 3 a 4 minutos, até que a clara esteja firme e a gema ainda macia. Adicione sal e pimenta-do-reino e sirva acompanhado de torradas ou pão integral.
Mais do que comida, um momento de conexão Para além do cardápio, o preparo do café da manhã também reforça vínculos familiares e cria experiências compartilhadas, especialmente quando envolve diferentes gerações na cozinha. “Cozinhar para alguém é uma forma de demonstrar cuidado. Em datas como o Dia das Mães, esse gesto ganha ainda mais significado, pois transforma a refeição em um momento de conexão”, afirma Lúcia Endriukaite.
Segundo Tabatha Lacerda, diretora administrativa do Instituto Ovos Brasil, o alimento tem um papel importante nesse contexto. “O ovo faz parte do dia a dia dos brasileiros e reúne praticidade e valor nutricional. Ele se adapta a diferentes ocasiões e perfis de consumo, inclusive em momentos especiais como o Dia das Mães”, destaca.
Homens dos Quais o Mundo não Era Digno O Legado de Abraão, Isaque e Jacó
INTRODUÇÃO Abraão tinha cem anos e Sara, noventa, quando o filho prometido finalmente nasceu. Uma espera longa, que atravessou décadas e desafiou toda lógica humana, chegou ao fim não pelo esforço do casal, mas pela fidelidade de Deus ao que havia dito. O Senhor cumpriu sua promessa no tempo que ele mesmo havia determinado, mostrando que sua soberanidade não depende de condições favoráveis nem de circunstâncias que pareçam viáveis aos olhos humanos. Nesta lição, vamos estudar o nascimento de Isaque, as consequências da impaciência de Sara, a difícil decisão que Abraão precisou tomar e o cuidado de Deus com Agar e Ismael, mesmo depois de serem despedidos. A história desse período na vida de Abraão revela, ao mesmo tempo, as marcas persistentes que os erros deixam e a fidelidade de um Deus que não abandona ninguém. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO ÁUREO Existe alguma coisa impossível para o SENHOR? Na primavera voltarei a você, e Sara terá um filho”. (Gn 18.14, NVI). Será que para o SENHOR há alguma coisa impossível? Pois, como eu disse, no ano que vem virei visitá-lo outra vez. E nessa época Sara terá um filho. (Gn 18.14, NTLH). Em face da incredulidade de Sara, o Senhor faz uma das mais fascinantes declarações acerca da onipotência divina. Para Ele não há coisa demasiadamente difícil. Para Ele não há impossíveis. Ele, que criou o universo pelo poder da sua palavra; aquele que do nada fez acontecer e existir tudo o que temos hoje; aquele que fez o homem à sua imagem e semelhança, e que soprou nele o espírito de vida? Existe alguma coisa difícil demais para Deus? O mesmo Deus que leu os pensamentos de Sara, abriu a sua madre. Em seguida, Deus reitera a promessa. É a terceira vez que essa promessa aparece em Gênesis 17 e 18. Ele repete várias vezes suas promessas porque sabe que o nosso coração é inclinado à incredulidade e ao ceticismo, predisposições que nos fazem esquecê-las. É por esse motivo que Deus aparece a Abraão, de tempos em tempos, e repete a promessa. Essa é uma lição para nós também: precisamos todo dia abrir a Palavra de Deus e ouvir suas promessas, como se o próprio Deus estivesse falando dos céus ao nosso coração. 1 Graduado em teologia pela UniCesumar; Tecnólogo em coaching e desenvolvimento humano pela Unopar; pós-graduando em educação cristã e graduando em teologia pela Faculdade Batista do Cariri (FBC); Presbítero na Assembleia de Deus em Pernambuco.
VERDADE PRÁTICA Deus é Onipotente e não há nada que Ele não possa realizar segundo a Sua vontade.Onipotência é o atributo pelo qual Deus pode fazer tudo quanto quer, tudo quanto decretou e tudo quanto é compatível com a sua natureza santa, justa, sábia e verdadeira. Em outras palavras, Deus tem poder absoluto sobre a criação, sobre a história, sobre a vida, sobre a morte, sobre a salvação e sobre o juízo. Nada pode frustrar a sua vontade, nem limitar o seu agir. Por isso, a Escritura afirma: “Acaso, para o Senhor há coisa demasiadamente difícil?” (Gn 18.14); “Ah! Senhor Deus! Eis que fizeste os céus e a terra com o teu grande poder e com o teu braço estendido; coisa alguma te é demasiadamente maravilhosa” (Jr 32.17); “O nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que lhe agrada” (Sl 115.3; cf. Sl 135.6; Mt 19.26; Lc 1.37). Contudo, a onipotência bíblica não deve ser entendida como um poder irracional ou desgovernado. Deus é santo e perfeito. Portanto, a sua onipotência nunca age em contradição com o seu próprio ser. A onipotência não está separada da santidade, da verdade, da justiça, da sabedoria nem da bondade de Deus. Por isso, dizer que há coisas que Deus não pode fazer não é negar sua onipotência. Pelo contrário, é afirmá-la corretamente. Há coisas que Deus não pode fazer justamente porque Ele é Deus. A Bíblia mostra, por exemplo, que Deus não pode mentir. Paulo diz que a esperança da vida eterna foi prometida por “Deus, que não pode mentir” (Tt 1.2). O autor de Hebreus reforça a mesma verdade ao declarar que “é impossível que Deus minta” (Hb 6.18). Além disso, Deus não pode negar a si mesmo. Em 2Timóteo 2.13, lemos: “Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar a si mesmo.” Deus jamais age contra o que Ele é. Ele nunca deixará de ser santo, fiel, justo ou verdadeiro. Seu poder jamais entra em choque com seu caráter. A Escritura também ensina que Deus não pode ser tentado pelo mal, nem tentar alguém. Tiago 1.13 afirma: “Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo não tenta ninguém.” Nele não há qualquer inclinação para o pecado. Sua onipotência não inclui a possibilidade de tornar-se moralmente corrompido, porque sua santidade é perfeita. Do mesmo modo, Deus não pode agir injustamente. Deuteronômio 32.4 declara: “Ele é a Rocha, as suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são juízo; Deus é fidelidade, e não há nele injustiça; é justo e reto.” No mesmo sentido, Abraão pergunta: “Não fará justiça o Juiz de toda a terra?” (Gn 18.25). Portanto, Deus nunca usa seu poder para praticar o mal, perverter o direito ou agir de modo injusto. Também podemos dizer que Deus não falha no cumprimento da sua Palavra. Ele vela para que ela se cumpra (Jr 1.12), e ela não volta vazia, mas faz aquilo para o que foi designada (Is 55.11). Seu poder sustenta sua fidelidade. Aquilo que Deus promete, Ele é poderoso para cumprir.
Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. (2 Pedro 3.18) Crescer na graça – e não apenas em uma graça, mas em toda a graça. Aquele que não almeja conhecer mais de Cristo, nada sabe sobre ele ainda. Quem tem bebido este vinho terá sede de mais, pois, embora Cristo satisfaça, isto é ainda uma satisfação de um apetite não saciado, mas aguçado. Se você conhecer o amor de Jesus – como o cervo anseia pelas correntes de águas, assim vai suspirar por sorvos mais profundos do seu amor.
1. AS CONSEQUÊNCIAS DA IMPACIÊNCIA DE SARA PONTO 1 E PONTO 2 SÃO COMENTADOS DE UMA SÓ VEZ. O ASSUNTO É PRATICAMENTE O MESMO Pergunta chave: O que aconteceu após o nascimento de Isaque? Ideia central do ponto: Deus cumpriu sua promessa no tempo determinado, dando a Abraão e a Sara um filho na velhice. Porém, o casal teve que enfrentar as consequências de sua tentativa anterior de “ajudar” a Deus, quando Ismael passou a zombar de Isaque. 1.1 O nascimento e o nome do filho da promessa. Verdade central: Quando Isaque nasceu, Abraão deu-lhe o nome que Deus havia escolhido. Isaque, no hebraico, significa “riso”, porque diante da velhice do casal, a ideia de terem um filho causava riso. Para refletir: Tenho crido que Deus pode cumprir suas promessas mesmo quando as circunstâncias parecem impossíveis, ou tenho duvidado por causa das minhas limitações? A LIÇÃO DIZ: Quando Isaque nasceu, a primeira providência que o velho pai tomou foi dar nome ao seu filho (Gn 21.3). Por que teria ele dado esse nome? Foi Deus quem escolheu esse nome (Gn 17.19). Isaque, no hebraico, significa “riso”. Certamente porque, ante a situação de sua velhice e a de Sara, a ideia de terem um filho causava riso. Abraão riu-se ao ouvir a promessa de que teria um filho (Gn 17.17), e Sara, de igual modo também riu com a ideia de que seria mãe aos noventa anos (Gn 18.12-14). Abraão e Sara não riram de Deus, mas do estado físico deles e da idade em que se encontravam. Vamos ao texto bíblico: O Senhor visitou Sara, como tinha dito, e cumpriu o que lhe havia prometido. Sara ficou grávida e deu à luz um filho a Abraão na sua velhice, no tempo determinado, de que Deus lhe havia falado. Ao filho que lhe nasceu, que Sara lhe dera à luz, Abraão deu o nome de Isaque. (Gn 21.1-3, NAA). A frase, “o Senhor visitou”, quando usada nas Escrituras com referência a uma pessoa ou um povo, indica algum sinal notável de favor, alguma bênção extraordinária (cf. Êx 3.16; 1 Sm 2.21; Lc 1.68).O nascimento de Isaque é descrito de forma surpreendentemente breve, considerando o espaço dedicado à falta de filhos de Sara na história até agora. No entanto, o triplo lembrete de que o SENHOR… fez o que havia prometido nos versículos 1-2 sublinha a significância do nascimento. Sem um filho, nenhuma das promessas de longo prazo a Abraão de terra, numerosos descendentes ou bênção às nações poderia ser cumprida. O nascimento de Isaque a um casal incrivelmente idoso prova a confiabilidade das promessas de Deus e que nada é impossível para o SENHOR (18.14). O versículo 2 destaca que Abraão já era velho quando Sara deu à luz. A palavra “velhice”, nessa passagem, não significa somente que Abraão tinha muitos anos, que tinha 100 anos, algo que já era algo extraordinário para os pós-diluvianos, mas indica também deterioração, desgaste, abatimento. Entretanto, foi nesse período que Deus escolheu dar um filho a Abraão. Há ainda outro detalhe que Moisés coloca no final do versículo 2: “Sara engravidou e deu um filho a Abraão em sua velhice, no tempo determinado, sobre o qual Deus lhe havia falado”. Deus havia dito que faria isso, e o fez no tempo dele. A longa espera e a provação da fé finalmente haviam terminado. Warren Wiersbe diz que o nascimento de Isaque significa o cumprimento da promessa, a recompensa da paciência, a revelação do poder de Deus e um passo decisivo no processo de cumprir o propósito de Deus na história da redenção. James Montgomery Boice diz que o nascimento de Isaque revela três verdades solenes: Deus cumpre a sua promessa, demonstra ser onipotente e ensina que seus planos são cumpridos não de acordo com a nossa pressa, mas conforme o seu tempo determinado. Partindo para o versículo 3, notemos que Moisés, o tempo todo, reforça que o menino nascido era filho de Abraão e de Sara. Afinal, era tão improvável que um casal de idosos, ele com cem anos e ela com noventa, além de ser uma mulher estéril, tivesse um bebê, que Moisés destaca esse fato repetidas vezes, como para enfatizá-lo: “sim, Isaque é filho deles mesmo. É o menino que Sara deu a Abraão na sua velhice”. O nome Isaque foi o nome que Deus havia escolhido um ano antes, quando apareceu a Abraão, em Hebrom, e estabeleceu com ele a circuncisão. Deus disse que o menino que haveria de nascer deveria se chamar Isaque (Gn 17.19), porque Abraão riu da ideia de que teria um filho aos 100 anos de idade, não um riso de cética incredulidade, mas sim de um espanto que não quer deixar de acreditar, mas que encara as dificuldades. O nome Isaque, em hebraico, significa “ele ri”. É como se Deus dissesse a Abraão: “você terá um filho, sim. E o nome dele será Isaque, que significa ‘ele ri’”. Sara, algum tempo depois, riria também, e o menino seria motivo de riso, de espanto e de alegria para todos. Portanto, em vez de escolher um nome pomposo, de fazer seu querer e sua vontade, Abraão coloca em seu filho um nome provocará perguntas: “mas por que o nome dele é ‘ele ri’?” Então, toda a história viria à tona: que o pai tinha 100 anos e a mãe, 90; que, quando soube que engravidaria, a mãe riu de incredulidade; que o pai sentiu um misto de alegria e hesitação. Quem ouvisse essa história riria também: “mas que coisa! Um casal de velhinhos tendo um bebê!”. Que espanto e que tributo à glória de Deus! 1.2 Ismael zomba de Isaque. Verdade central: Mais uma vez, Sara provou dos resultados negativos de seu plano de entregar Agar a Abraão. Quando Abraão aceitou essa proposta, começaram os problemas familiares. Agar passou a menosprezar Sara, e depois do nascimento de Isaque, Ismael, filho de Agar, zombava dele. Para refletir: Há consequências de decisões erradas do passado que ainda estou enfrentando? Como posso confiar em Deus para lidar com elas? A LIÇÃO DIZ: Mais uma vez, Sara provou dos resultados negativos de seu plano de entregar Agar, a serva egípcia, para que Abraão se unisse a ela e tivesse filhos com a estrangeira. Naquela ocasião, quando Abraão aceitou essa proposta, começaram os problemas familiares. Agar passou a menosprezar sua senhora, sem dúvida criticando-a por ser estéril. E depois do nascimento e crescimento de Isaque, Ismael, filho de Agar, zombava dele (Gn 21.9).
Vamos ao texto bíblico:
Isaque cresceu e foi desmamado. Nesse dia em que o menino foi desmamado, Abraão deu um grande banquete. Sara viu que o filho que Agar, a egípcia, teve com Abraão estava zombando de Isaque. (Gn 21.8-9, NAA). Na versão A 21, bem como na NAA, entre os versículos 8 e 9 de Gênesis 21 há subtítulos como “Agar no deserto” ou “Abraão expulsa Agar e Ismael”, o que dá a impressão de que eles narram episódios diferentes. No entanto, em outras traduções, como a NVT, a ARA e a NVI, os versículos 8 e 9 estão sequenciados, pois há o entendimento de que a zombaria de Ismael em relação a Isaque aconteceu durante a festa do desmame. Por isso, sempre gosto de advertir: cuidado com esses subtítulos em negrito, pois eles não fazem parte do original; foram os tradutores que os colocaram no texto, na intenção de ajudar o crente na leitura, permitindo que ele saiba o que acontecerá em seguida. Quando Isaque nasceu, Ismael tinha entre treze e quatorze anos. Naquele tempo, as crianças eram desmamadas com três anos. Abraão deu um banquete para comemorar esse fato. No meio do grande banquete que Abraão estava dando surgiu uma coisa que não estava agendada, que azedou a festa, estragando a celebração. Quando estava todo mundo se alegrando, Sara flagra Ismael fazendo uma brincadeira de mau gosto com Isaque e naquele momento seu mundo ruiu. Isso era mais do que poderia suportar. Ela ficou cheia de uma fúria colérica e de um ciúme incontido. A palavra “zombar” pode ser traduzida por “rir” ou, simplesmente, “brincar”, como aparece na NTLH. É evidente que se tratava de uma brincadeira de mau gosto, porque, se assim não fosse, como explicar a reação violenta de Sara? O apóstolo Paulo, quando se refere a essa passagem, afirma que aquele que foi nascido da carne, Ismael, perseguia o que fora nascido do Espírito: “o que nasceu de modo natural perseguia o que nasceu segundo o Espírito” (Gl 4.29). Portanto, a brincadeira que Ismael estava fazendo com seu irmão era o que conhecemos hoje como bullying; ele estava caçoando do irmão. Talvez estivesse zombando do nome dele, “ele ri” (“Que nome é esse!?”), ou fazendo qualquer zombaria do gênero. Como mencionado antes, Ismael era um adolescente de 16 ou 17 anos, e já sabia que tinha perdido seus direitos de primogenitura para o irmão que nascera depois. Além disso, havia o histórico de sua mãe, Agar, a escrava egípcia, que tinha zombado de Sara, 16 ou 17 anos antes. Tudo isso pode ter contribuído para que Ismael zombasse do irmão, cheio de inveja, de ressentimentos e de ciúmes. O que era para ser uma festa termina com um grave problema familiar. Implicações: 1. A primeira aplicação que faço é doloroso, mas verdadeira. Os pecados antigos de Sara estavam tornando um momento especial de alegria em algo dolorosos e constrangedor. Devemos tratar os pecados passados imediatamente, caso contrário, certamente, eles surgiram no futuro para estragarem os momentos de alegria. 2. As ações de Ismael, provavelmente, refletiam as tensões presentes no lar de Abraão. Esse texto enfatiza como o lar, a vida em família, os pais, influenciam os filhos para o bem ou para o mal. 1.3 Sara pede a expulsão de Agar e Ismael.
Verdade central: A convivência entre Sara, Agar e Ismael tornou-se insuportável. As críticas e zombarias aumentavam a cada dia. Sara não suportou mais o constrangimento de uma situação que ela mesma criou. A saída que encontrou foi muito triste: “Deita fora esta serva e o seu filho”. Para refletir: Tenho criado situações por impaciência que depois se tornam difíceis de administrar? Como posso evitar isso? Ou melhor, como posso agir com sabedoria para não cometer um segundo erro tentando resolver o primeiro. A LIÇÃO DIZ:A convivência entre Sara, Agar e Ismael tornou-se insuportável. Tudo indica que as críticas e zombarias por parte de Agar e de Ismael a Sara e a Isaque aumentavam a cada dia. Assim, Sara não suportou mais aquele constrangimento, por uma situação que ela mesma criou. A saída que Sara encontrou para a resolução desta situação é muito triste: “Deita fora esta serva e o seu filho” (Gn 21.10). Então Sara disse a Abraão: — Mande embora essa escrava e o filho dela, porque o filho dessa escrava não será herdeiro com o meu filho Isaque. (Gn 21.10, NAA). De acordo com o registro do versículo 10, ela quer que Abraão mande Agar embora, mas a expressão usada no hebraico tem o significado muito mais forte de “expulsar”. Com esse ato, ela queria que Abraão deserdasse Ismael, o que significaria um rompimento definitivo de laços; seria uma declaração pública de que Abraão reconhecia que o filho mais velho não seria seu herdeiro. Assim, Ismael estaria sendo deserdado, e não faria mais parte da herança de Abraão. Sara se refere a Agar como “essa serva”, uma expressão no hebraico mais dura do que apenas “serva”, como Sara a tratava antes disso. Ela era uma “serva” de Sara, mas agora é tratada como “essa serva”, termo que sugere desprezo, na língua hebraica. A razão que Sara apresenta diante de Abraão para a sua demanda não é necessariamente o fato de o menino estar caçoando de seu filho, mas sim porque Ismael não seria herdeiro juntamente com Isaque. Ela estava muito segura em relação a isso, porque foi o que Deus havia prometido: “Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e lhe chamarás Isaque; firmarei minha aliança com ele, como aliança perpétua para sua futura descendência” (Gn 17.19). Sara sabia do amor que Abraão tinha por seu primogênito, Ismael, e sabia também que, se os dois crescessem juntos, em algum momento Abraão seria tentado a incluir Ismael de alguma forma na herança que agora pertencia a Isaque. Assim sendo, a motivação de Sara pode ter sido errada, mas o argumento dela estava certo, pois era baseado na palavra de Deus de que seria Isaque o herdeiro das promessa, e não Ismael. Abraão não ouviu a demanda de Sara com bons ouvidos, e não a viu com bons olhos: “Isso pareceu muito desagradável aos olhos de Abraão, por causa de seu filho” (v. 11). A versão ARA traduziu essa frase como: “pareceu isso mui penoso aos olhos de Abraão”. A Septuaginta, que é a tradução grega, traduz: “que essa palavra pareceu muito dura para Abraão”. A razão para a dificuldade de Abraão em lidar com isso está na continuação do versículo 11: “por causa de seu filho”.Deus, contudo, na sua misericórdia, intervém na crise familiar, conforme registrado nos versículos 12 e 13: “Porém Deus disse a Abraão”. Esse é o nosso Deus, aquele que, em momentos de dificuldade, de angústia, de indecisão, vem ao nosso encontro para nos abençoar, guiar-nos e orientar-nos. Naquela época, no Antigo Testamento, costumeiramente Deus falava por meio de sonhos, de visões durante a noite. O indício de que a fala de Deus aconteceu durante a noite transparece no versículo 14, “Então Abraão levantou-se de manhã cedo”, frase que sugere que a fala de Deus aconteceu na noite anterior. Na noite da crise, Deus se revela ao seu servo, mais uma vez. E o que ele disse a Abraão, na visão em que lhe apareceu? • Em primeiro lugar: “Não considere isso muito desagradável aos teus olhos por causa do menino e por causa da tua serva” (v. 12). Dessa forma, a primeira palavra de Deus para Abraão foi para tranquilizar seu coração, de modo que ele não se preocupasse com o que aconteceria com a criança nem com a serva. • Em segundo lugar, a palavra que Abraão recebeu, e da qual certamente não gostou, aliás, como nenhum marido gosta, é: “Atende à voz de Sara em tudo o que te diz” (v. 12). Acredito que essa tenha sido a palavra mais dura que Deus disse para Abraão(rsrsrsrsrs)! Os motivos de Sara podem não ter sido os melhores, pois ela estava com ciúme por causa do seu filho, sentindo-se ameaçada com a presença de Agar e de Ismael; ela estava pensando apenas nela e em seu filho. Entretanto, ela estava certa em seu argumento, pois estava apoiada na palavra de Deus. Esse é o caso de alguém que faz a coisa certa pelo motivo errado. • Em terceiro lugar, Deus diz a Abraão que quem seria considerado descendência de Abraão seriam Isaque e seus respectivos filhos: “porque a tua descendência será reconhecida por meio de Isaque” (v. 12). Essa passagem é muito importante, e é usada algumas vezes no Novo Testamento. • Em quarto lugar, Deus afirma que cumpriria a promessa que já havia feito de abençoar Ismael: “Mas também farei uma nação do filho dessa serva, porque ele também é da tua descendência” (v. 13). Deus diz “também” porque estava incluído na promessa que, por meio de Isaque, Deus faria de Abraão uma grande nação, e, da mesma forma, Deus fará uma grande nação a partir de Ismael, porque ele também é da descendência de Abraão, mesmo que não seja da linhagem santa, escolhida. Deus está sendo coerente, porque prometeu abençoar Abraão e sua descendência, toda ela. Essa promessa de fazer de Ismael uma grande nação havia sido feita cerca de quatro anos antes, quando Deus deu a circuncisão a seu servo: “Quanto a Ismael, também tenho te ouvido; eu o abençoarei e o farei frutificar e crescer muito em número; ele irá gerar doze chefes, e farei dele uma grande nação” (Gn 17.20). Deus, agora, reitera a promessa que havia feito a Abraão, cerca de quatro anos atrás, como se dissesse: “não se preocupe com seu filho Ismael, porque eu vou abençoá-lo também e farei dele uma grande nação”. Deus havia dito, ainda, que Ismael geraria doze chefes, assim estabelecendo um paralelo com Isaque, que teve Jacó, do qual vieram os doze patriarcas de Israel. Implicações: 1. A escolha de Isaque, não implicava no abandono de Ismael. Ambos seriam abençoados por Deus, mas cada um segundo a vontade do Senhor. O texto está no ensinando que o que é de Isaque é de Isaque e o pertence a Ismael será de Ismael. Não adianta cobiçar o que é do outro, devemos buscar e viver o que Deus tem para as nossas vidas. 2. Em momentos de crise, a palavra final deve ser a de Deus. Devemos obedecer ao Senhor e nos sujeitar a ele, mesmo que isso doa e contrarie as nossas vontades. Verifique o aprendizado de seu aluno (ponto 1): 1. Qual o significado do nome Isaque e por que Deus escolheu esse nome? 2. Por que Abraão e Sara riram ao ouvir a promessa de Deus? 3. Quais foram as consequências da decisão de Sara de entregar Agar a Abraão? 4. Por que a convivência entre Sara, Agar e Ismael se tornou insuportável?
PONTO 1 E PONTO 2 SÃO COMENTADOS DE UMA SÓ VEZ. O ASSUNTO É PRATICAMENTE O MESMO 2. ABRAÃO TEM QUE TOMAR UMA ATITUDE Pergunta chave: O que Abraão precisou fazer diante do conflito? Ideia central do ponto: Abraão precisou tomar uma decisão difícil e dolorosa diante do conflito familiar, mas Deus o orientou e prometeu que não desampararia Agar e Ismael, mostrando que mesmo nas consequências de nossos erros, Ele age com graça. 2.1 Isaque é desmamado. Verdade central: Depois que Isaque cresceu e foi desmamado, Abraão fez um grande banquete. O desmame era um momento especial na tradição oriental. Aparentemente, tudo estaria normal, mas era puro engano. Para refletir: Há problemas antigos que podem surgir em momentos de alegria. Isso me leva a pensar com seriedade em duas coisas: o pecado deve ser evitado a todo custo. Porém, uma vez consumado, devo lidar imediatamente com ele, a fim de que não se torne um problema constante e futuro como no caso de Abraão. A LIÇÃO DIZ: ASSUNTO COMENTADO NO PRIMEIRO PONTO. 2.2. A zombaria. Verdade central: A zombaria de Ismael foi o estopim para uma crise que já se arrastava há anos. Para refletir: Há conflitos em minha família ou relacionamentos que tenho ignorado e que precisam ser resolvidos antes que se agravem? A LIÇÃO DIZ: ASSUNTO COMENTADO NO PRIMEIRO PONTO. 2.3 A tristeza de Abraão. Verdade central: Abraão estava com o coração dividido e machucado diante da situação. Essa era a consequência da tentativa de dar uma “ajudinha” a Deus. Mas o Senhor falou com Abraão que faria de Ismael uma nação e que não os desampararia. Para refletir: O Senhor é bom e não nos trata segundo aquilo que merecemos. A LIÇÃO DIZ: ASSUNTO COMENTADO NO PRIMEIRO PONTO. Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 2): 1. O que Abraão fez para comemorar o desmame de Isaque? 2. O que levou Sara a pedir a expulsão de Agar e Ismael? 3. Como estava o coração de Abraão diante dessa situação? 4. O que Deus prometeu a Abraão sobre Ismael?
3.AGAR E ISMAEL DEIXAM A CASA DE ABRAÃO Pergunta chave: O que aconteceu com Agar e Ismael no deserto? Ideia central do ponto: Abraão obedeceu a Deus e despediu Agar e Ismael. Embora eles tenham enfrentado o deserto e a escassez, Deus ouviu o clamor do menino e providenciou livramento, mostrando que Ele cuida dos aflitos mesmo em situações desesperadoras. 3.1 Abraão despede Agar e Ismael. Verdade central: Mandar embora seu filho deve ter sido uma decisão muito difícil para Abraão. Diante de decisões difíceis, devemos fazer como Abraão: ouvir a voz de Deus e obedecê-Lo. Para refletir: A obediência a Deus nem sempre é fácil, mas é sempre o caminho certo.
A LIÇÃO DIZ: Tomar a atitude de mandar embora o seu filho deve ter sido uma decisão difícil para Abraão. No entanto era necessário fazer o que Sara pediu. O que fazer diante de uma decisão difícil que precisamos tomar? Temos de fazer como Abraão: ouvir a voz de Deus e obedecê-Lo (Gn 21.14). Apesar do grande amor que Abraão tinha por seu filho Ismael, ele amava mais a Deus. Ele amava seu filho Ismael, mas amava a Deus mais ainda. Tanto é assim que, logo de manhã cedo, no dia seguinte, ele se levanta para obedecer a voz de Deus. Assim, ele se levanta de manhã cedinho para obedecer ao Senhor (v. 14): prepara e entrega a Agar suprimentos para a viagem. O versículo 14 menciona que ele lhe deu “pão”, uma palavra que no hebraico pode abranger outros tipos de comida, e lhe deu também um cantil de água, uma espécie de saco de couro, geralmente feito de pele de cabrito, que comportava cerca de doze litros, e diz o texto que ele pegou o pão e o cantil d’água de doze litros, e colocou tudo nos ombros de Agar. Depois de ter feito tudo isso, Abraão entregou o menino a Agar, e mandou-a embora. No hebraico, o termo usado nesse versículo é diferente do que foi usado por Sara, quando exigiu de Abraão: “Manda embora essa serva e o seu filho”(v. 10). A palavra que Sara usou no hebraico foi “expulsa”: “expulsa essa serva e o seu filho”. De acordo com o versículo 14, Abraão “mandou embora” Agar, mas não a expulsou. Ele a mandou embora talvez com lágrimas nos olhos, lágrimas de um pai que vê seu filho partir, quem sabe para sempre. No entanto, ele amava a Deus, e, sabendo que tinha de obedecer-lhe, fez o que tinha de fazer. Desse modo, Abraão estava definitivamente deserdando Ismael, seu filho mais velho, e mostrando a todos que ele não era nem seria seu herdeiro, mas sim Isaque. Despedidos do clã de Abraão, o mais lógico é que Agar e Ismael tenham saído em direção de Gerar, para o sul. Se verificarmos no mapa, notaremos que ela teria que descer para o sul para ir na direção do Egito. Contudo, ela se perde e começa a vagar sem rumo: “Ela partiu e foi andando errante pelo deserto de Berseba” (v. 14). Berseba é a região mais extrema da Palestina, a caminho o Egito. A próxima cidade é Sur, que marca as fronteiras do Egito. No caminho, Agar se perde, talvez por causa da angústia que sentia, pois ela já havia feito esse caminho antes, quando fugiu de Sara. Dessa vez, porém, ela estava desorientada, angustiada, sem perspectiva nenhuma. Geralmente, quando estamos assim, perdemos o rumo. A ansiedade é um péssimo GPS, pois nos leva por caminhos em que nos perdemos, e que não são o que queríamos. O fato é que Agar e Ismael ficaram perdidos no sul do deserto de Berseba, uma região inóspita, de sol escaldante, e perigosa para se viajar. Implicação 1. A obediência a Deus, às vezes, nos conduz a um caminho marcado por lágrimas, separações e perdas. Mesmo assim, é muito melhor do que desobedecer. 3.2 Agar e Ismael no deserto de Berseba. Verdade central: Foi terrível a prova pela qual Agar passou com seu filho. As únicas coisas que Abraão lhes deu foram um pão e um odre de água. Depois que a água terminou, Agar chorou e foi tomada pelo desespero. Ela deixou seu filho debaixo de uma árvore para não o ver morrer de sede ao seu lado. Para refletir: As situações mais desesperadoras são oportunidades para Deus mostrar seu poder e cuidado.
A LIÇÃO DIZ: As expectativas eram as piores possíveis. Agar não estava preocupada com a sua vida, mas, como mãe, não poderia ver o sofrimento do seu filho e a sua morte. Ela deixou seu filho debaixo de uma das pouquíssimas árvores que havia no deserto para não o ver morrer de sede ao seu lado, e o texto bíblico diz que ela “levantou a sua voz e chorou” (Gn 21.16). A água, enfim, acabou, e Agar teme que a morte de ambos havia chegado: “Quando a água do cantil acabou, Agar deitou o menino debaixo de um arbusto” (v. 15). É possível que o rapaz tivesse desfalecido de sede debaixo do sol forte, e, então, a mãe o coloca debaixo de uma arvorezinha, de um arbusto que havia na região, e afasta-se à distância de um tiro de arco (cerca de cem metros), deixa o menino lá, senta-se e diz: “Não quero ver o menino morrer” (v. 16). Então, começa a chorar em alta voz. Isso é o que qualquer mãe sozinha e angustiada faria por seu filho, pois chegara a hora da morte, e não havia mais esperança. Agar não tinha mais perspectivas: ela sequer sabia onde estava; a água tinha acabado. Era uma situação de completa crise, desesperadora. Ela já havia passado por uma situação parecida, quando, cerca de dezessete anos antes, fugira da casa de Abraão, após ter engravidado do patriarca. Agar tinha caçoado de Sara, humilhado-a, e depois fugira. Agora, ela estava seguindo pelo mesmo caminho que antes seguira, quando Deus a encontrou à beira de um poço e disselhe que voltasse e se humilhasse diante de Sara. Agora, Deus a encontra outra vez, mas não a manda de volta, porque seu destino está selado: ela não faz mais parte da vida de Abraão, assim como Ismael também não faz. Implicações: 1. Deus continua agindo quando os recursos humanos se esgotam. Há momentos em que nossas reservas se esgotam, os recursos acabam e já não vemos saída alguma. Nessas horas, devemos nos lembrar que o fim da capacidade humana não é o fim da providência divina. 2. Deus, às vezes, permite que cheguemos ao limite da nossa autossuficiência para nos ensinar que a vida não se sustenta apenas por aquilo que temos nas mãos. O deserto expõe nossa fraqueza, mas também nos ensina a depender mais profundamente do cuidado do Senhor. 3.3 Deus ouviu a voz de Ismael.
Verdade central: O Deus de Abraão ouviu o choro de Ismael e enviou livramento. Para refletir: Deus ouviu o choro de Ismael no deserto e enviou livramento. Ele ouve nossa voz e atende ao nosso clamor. A LIÇÃO DIZ: Somente Agar poderia ouvir a sua própria voz, o seu clamor e a voz do menino; mas nada podia fazer; porém, o Deus de Abraão ouviu o choro de Ismael, que olhava para sua mãe aflita sem poder fazer nada em seu favor. Deus enviou o livramento para Agar e seu filho. Mais tarde, Ismael se tornou um flecheiro e habitou com sua mãe no deserto de Parã (Gn 21.17-21). Como ouviu a voz do menino, Ele ouve a nossa voz e atende ao nosso clamor (Jr 33.3). Deus socorreu os aflitos no passado e Ele continua a nos socorrer no presente (Sl 121.1). O texto bíblico diz: E, afastando-se, foi sentar-se em frente, à distância de um tiro de arco, porque dizia: — Assim, não verei o menino morrer. E, sentando-se em frente dele, levantou a voz e chorou.Deus, porém, ouviu a voz do menino. E, do céu, o Anjo de Deus chamou Agar e lhe disse: — O que é que você tem, Agar? Não tenha medo, porque Deus ouviu a voz do menino, aí onde ele está.Ponha-se em pé, levante o menino e segure-
Verdade central: O Deus de Abraão ouviu o choro de Ismael e enviou livramento. Para refletir: Deus ouviu o choro de Ismael no deserto e enviou livramento. Ele ouve nossa voz e atende ao nosso clamor. A LIÇÃO DIZ: Somente Agar poderia ouvir a sua própria voz, o seu clamor e a voz do menino; mas nada podia fazer; porém, o Deus de Abraão ouviu o choro de Ismael, que olhava para sua mãe aflita sem poder fazer nada em seu favor. Deus enviou o livramento para Agar e seu filho. Mais tarde, Ismael se tornou um flecheiro e habitou com sua mãe no deserto de Parã (Gn 21.17-21). Como ouviu a voz do menino, Ele ouve a nossa voz e atende ao nosso clamor (Jr 33.3). Deus socorreu os aflitos no passado e Ele continua a nos socorrer no presente (Sl 121.1). Há poucas fontes naquele extenso deserto, e, muitas vezes, elas ficam escondidas entre arbustos. Por isso, viajantes, mesmo estando perto de uma fonte, podiam procurá-la por muito tempo sem encontrá-la. Isso ajuda a entender o sofrimento de Agar e Ismael e também esclarece que não foi um poço criado naquele instante. O que aconteceu foi que Deus abriu os olhos de Agar para perceber uma fonte que antes lhe havia escapado. Ainda assim, essa descoberta não deixa de ser uma intervenção de Deus, porque foi ele quem a conduziu, no momento certo, àquilo que poderia preservar a vida do menino. O texto termina fazendo uma breve descrição do que aconteceu com Ismael, nos versículos 20 e 21, e fornece quatro informações. A primeira é que “Deus estava com o menino” (v. 20). Deus estava com Ismael não porque ele fosse o filho da promessa, mas porque era descendente natural de Abraão. Por amor a Abraão, o Senhor usou de misericórdia para com esse filho que havia surgido de um arranjo humano. Isso mostra quão ampla é a misericórdia de Deus. Muitas vezes, ela vai além do que imaginamos. Deus é compassivo até mesmo com pessoas sobre as quais, em nossa limitação, talvez pensássemos que ele não demonstraria favor. A expressão “Deus estava com o menino” significa, nesse contexto, que Deus o abençoou, o guardou dos perigos do deserto e velou pela sua promessa para cumpri-la em sua vida. A segunda informação é que Ismael cresceu e passou a habitar no deserto, mais especificamente no deserto de Parã (vv. 20-21), região que corresponde à Arábia. A terceira informação é que ele se tornou flecheiro, isto é, um homem hábil no manejo do arco e da flecha. A quarta informação é que se casou com uma egípcia, escolhida por sua mãe, Agar. Como ele já não tinha a presença de Abraão em sua vida, foi sua mãe quem buscou, entre os seus, uma esposa para ele. Mais tarde, em Gênesis 25, Moisés registra a genealogia de Ismael, inclusive os doze príncipes que vieram dele. Assim, Deus cumpriu plenamente o que havia prometido. Moisés queria ensinar aos israelitas, pelo menos, duas lições por meio desse episódio. • A primeira é que Deus é fiel e cumpre a sua palavra. Ele deu a Abraão o filho prometido por meio de Sara, confirmou Isaque como herdeiro da promessa e, ao mesmo tempo, protegeu e abençoou Ismael. Portanto, os israelitas podiam confiar que Deus também cumpriria sua promessa relativa à terra. Eles estavam prestes a atravessar o Jordão para conquistar a terra prometida, embora os povos dali fossem militarmente mais fortes. A esperança deles, porém, não estava em sua força, mas no fato de que Deus era com eles, porque ele é o Deus da aliança, fiel e digno de confiança. • A segunda lição é sobre a misericórdia de Deus. Mesmo Agar e Ismael não pertencendo à linhagem da promessa, Deus os socorreu e os abençoou. Na primeira vez, Ismael ainda estava no ventre da mãe. Agora, pela segunda vez, Deus volta a intervir em favor deles. Os israelitas deveriam guardar isso no coração quando entrassem na terra prometida. Deus é justo e julgaria os cananeus, usando Israel como instrumento do seu juízo. Contudo, ele também é misericordioso e derrama bondade para além do povo da aliança. Sua graça alcança outras pessoas com sustento, proteção e cuidado. Por isso, Israel deveria lembrar-se dessa misericórdia e agir com compaixão diante dos estrangeiros. Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 3): 1. O que Abraão deu a Agar e Ismael quando os despediu? 2. Por que Agar deixou seu filho debaixo de uma árvore no deserto? 3. O que Deus fez quando ouviu o choro de Ismael? 4. O que aconteceu com Ismael depois que foi salvo no deserto?
CONCLUSÃO
O nascimento de Isaque confirma que Deus cumpre fielmente o que promete, no tempo certo e segundo a sua vontade. Ao mesmo tempo, essa narrativa também nos mostrou que decisões tomadas na pressa e na incredulidade deixam consequências dolorosas, como ocorreu com Sara, Agar e Ismael. Ainda assim, o texto também revela que, mesmo em meio à crise e ao deserto, Deus continua sendo misericordioso, justo e cuidadoso. Portanto, este estudo nos ensina a confiar na fidelidade do Senhor, a evitar atalhos carnais e a descansar no fato de que Deus não falha nem abandona aqueles que estão debaixo do seu cuidado.
A reta final da novela “Três Graças” está mexendo com as emoções de Gabriela Medvedovski.
Para a atriz, o encerramento deste trabalho não é apenas o fim de um contrato, mas o fechamento de um ciclo vivido com entrega total. Em entrevista à Quem, Gabi revelou que o clima nos bastidores é de gratidão e nostalgia. “Está sendo incrível, uma mistura de sentimentos. Estamos fechando esse ciclo da melhor maneira possível”, afirmou a atriz. O destaque absoluto de sua trajetória na trama foi a construção de Juquinha, personagem que conquistou o mundo.
O fenômeno global de “Loquinha”
Ao lado de Alanis Guillen, Gabriela protagonizou um dos casais mais amados da teledramaturgia recente. O romance entre Juquinha e Lorena ganhou o apelido de “Loquinha” e quebrou fronteiras. O sucesso não ficou restrito ao Brasil; fãs de diversos países movimentaram as redes sociais em apoio ao casal. Para Gabriela, “Loquinha” se tornou um símbolo poderoso de representatividade.
Conteúdos relacionados TV.O que nasceu no roteiro da novela vertical e migrou para a TV aberta transformou-se em uma ferramenta de identificação para milhares de pessoas. A conexão entre as duas atrizes foi essencial para esse resultado. Gabriela descreve a parceria com Alanis como um verdadeiro “encontro de almas” profissional.
Maturidade e evolução na carreira
Diferente de seus primeiros trabalhos, como em Malhação: Viva a Diferença, Gabriela encara o fim de “Três Graças” com um novo olhar. A experiência trouxe uma consciência maior sobre os processos da televisão. “Antes os finais de ciclo eram mais difíceis. Hoje sinto que tenho uma maturidade diferente”, refletiu a artista.Ela reconhece que cada erro e descoberta desde sua estreia precoce ajudaram a moldar a mulher que é hoje. Agora, em horário nobre, ela se sente mais segura e pronta para os próximos desafios.
Gratidão e novos formatos
Além da televisão tradicional, Gabriela mergulhou no universo das novelas verticais, um formato que exige agilidade e uma nova forma de atuar. A despedida de Juquinha marca um momento de celebração por ter navegado em tantas plataformas com sucesso. Ao resumir sua jornada em “Três Graças”, a atriz não hesita: o sentimento é de dever cumprido. “O sentimento mais genuíno que eu tive durante esse processo foi gratidão”, concluiu. O público agora aguarda ansioso para ver quais serão os próximos passos dessa estrela que já provou sua versatilidade.
Deixar o feijão mais saboroso não depende de ingredientes caros. Pequenos ajustes no preparo já fazem muita diferença no resultado final.
Desde o molho até o tempero, cada etapa influencia o sabor.
A seguir, confira algumas dicas que podem transformar o seu preparo.
Deixe o feijão de molho antes de cozinhar Esse passo é simples, mas poderoso.
Deixar o feijão de molho por 8 a 12 horas ajuda a amolecer os grãos. Além disso, melhora a absorção dos temperos e reduz o tempo de cozimento. Sempre descarte a água do molho antes de cozinhar.
Use o tempero na hora certa Um erro comum é colocar tudo de uma vez.
O ideal é cozinhar o feijão primeiro, com água e folhas de louro.
Depois, com os grãos macios, entra o tempero.
Isso evita que o sabor se perca durante o cozimento.
Capriche no refogado Esse é o segredo de um feijão saboroso.
Refogue bem alho e cebola antes de misturar ao feijão. Deixe dourar de verdade.
Esse processo intensifica o sabor e dá mais profundidade ao prato.
Aposte nos temperos certos Alguns ingredientes fazem toda a diferença.
Os mais usados são:
Alho e cebola (base clássica). Folha de louro (aroma marcante). Cominho ou páprica (toque extra de sabor). Esses temperos ajudam a realçar o gosto sem complicar a receita.
Use o próprio caldo do feijão para dar mais sabor O caldo do feijão é parte essencial do prato.
Cozinhar sem pressa ajuda a deixá-lo mais encorpado.
Se quiser engrossar, amasse alguns grãos e misture novamente.
Experimente ingredientes extras Para variar o sabor, vale ir além do básico.
Algumas opções incluem:
Bacon ou linguiça para um toque defumado Legumes como tomate ou pimentão Ervas frescas no final do preparo Esses ingredientes trazem novas camadas de sabor ao feijão.
Ajuste o sal no momento certo Evite colocar sal no início do cozimento. O ideal é ajustar no final. Isso ajuda a manter a textura e evita exageros no sabor.
O detalhe que muita gente esquece Depois de pronto, deixe o feijão descansar alguns minutos. Esse tempo ajuda o sabor a se concentrar ainda mais.
Resultado: caldo mais encorpado e tempero mais equilibrado.
Vice-presidente criticou vitaliciedade dos cargos e disse que mandatos seriam um ‘bom caminho na reforma do Judiciário’
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta terça-feira, 5, ser a favor de que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) exerçam mandatos. Atualmente, a Corte tem aposentadoria compulsória fixada aos 75 anos, garantia conhecida como vitaliciedade.O comentário ocorre em meio a discussão sobre uma possível reforma do Judiciário, impulsionada recentemente por falas do ministro Flávio Dino.”Tem que ter mandato. Esse negócio de vitaliciedade, sempre defendi mandato. Cumpre o mandato, prestou serviço ao País; substitui, coloca outro. Acho que é um bom caminho na reforma do Judiciário”, disse em entrevista à GloboNews.O Supremo vive momento de desgaste, com críticas recorrentes da direita bolsonarista e de parte do Congresso, além da repercussão do caso Banco Master, que envolve menções a ministros da Corte. A impopularidade também é instrumentalizada na corrida eleitoral, com candidatos apostando nos ataques ao tribunal para tentar se consolidar.O atual presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, tem defendido a criação de um código de ética para os membros da Corte, como “medida de defesa” em resposta à crise de imagem e para aumentar a credibilidade e confiança pública. Já o ministro Flávio Dino defende publicamente uma reforma do Poder Judiciário como um todo, com propostas que vão de mudanças penais regras sobre o uso de IA. Em pesquisa RealTime Big Data divulgada nesta terça-feira, o STF foi a segunda instituição mais mal-avaliada pelos entrevistados, com 55% afirmando que não confiam na Suprema Corte. 36% disseram confiar e 9% não souberam ou preferiram não responder.