5 de setembro de 2026 05:09

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A GRAÇA QUE ALCANÇA TODAS AS NAÇÕES

A IGREJA DOS GENTIOS
Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos.

 

INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos que a evangelização dos gentios trouxe alegria à Igreja, mas também gerou um importante debate doutrinário: seria necessário obedecer à Lei de Moisés para alcançar a salvação? Diante dessa controvérsia, a Igreja se reuniu no Concílio de Jerusalém e determinou que a graça de Deus alcança todas as nações sem a necessidade das obras da Lei. Preparados? Vamos aprender juntos a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO
Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus. (Ef 2.8, NVI). Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. (Ef 2.8, NTLH). Devemos recordar que Paulo está escrevendo para os irmãos de Éfeso, uma cidade influenciada pela religiosidade pagã e pelo orgulho humano. Nos versículos anteriores (2.1-7), ele enfatiza aos seus leitores que todos estavam “mortos em seus delitos e pecados”, incapazes de salvar a si mesmos. Desta forma, o versículo conclui que a salvação é o resultado exclusivo da ação misericordiosa de Deus. No mundo greco-romano, era comum buscar honra por conquistas pessoais. Paulo confronta essa mentalidade mostrando que ninguém pode reivindicar mérito diante de Deus. A salvação é um presente imerecido. A maneira como recebemos a dádiva da vida eterna é mediante a fé. Ter fé nesse caso significa assumir o lugar de pecador culpado e perdido e receber o Senhor Jesus como única esperança de salvação. A verdadeira fé que salva se manifesta quando a pessoa se entrega totalmente a Cristo.

VERDADE PRÁTICA
É pela graça que somos alcançados, perdoados e reconciliados com Deus. Esse pequeno texto enfatiza um movimento triplo: Deus nos procura, Deus nos perdoa e Deus restaura nossa relação com Ele. Somos alcançados pela graça. Deus é quem toma a iniciativa de buscar, chamar e atrair o ser humano. A Bíblia nos diz: Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido (Lc 19.10, NAA). O perdido não se torna digno para ser buscado. Cristo vem em busca dele para salva-lo.
• Somos perdoados pela graça. O perdão é necessário porque o pecado produz culpa diante de Deus. A graça não ignora o pecado, mas oferece perdão com base na obra de Cristo. Deus não perdoa porque o pecado deixou de ser grave, mas porque Cristo satisfez plenamente a justiça divina. A Bíblia diz: Nele temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça (Ef 1.7, NAA).
• Somos reconciliados com Deus pela graça. Reconciliação significa, em termos gerais, que a inimizade causada pelo pecado foi removida. A Bíblia diz: Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho (Rm 5.10a, NAA).

1. QUANDO A GRAÇA PRESERVA A UNIDADE DA IGREJA
Pergunta chave: Como o Concílio de Jerusalém demonstrou que a graça é o único fundamento da unidade e da missão da Igreja? Ideia central do ponto: O Concílio de Jerusalém, ao rejeitar a imposição da Lei mosaica como requisito para a salvação, confirmou que a graça é o único fundamento da unidade cristã e da missão da igreja a todas as nações.
1.1 O Concílio de Jerusalém.
Verdade central: O Concílio tratou da exigência da circuncisão para os gentios. A Igreja reconheceu que a salvação não depende da
Lei, mas da graça de Deus.
Para refletir: É um erro condicionar a salvação a práticas religiosas. Toda exigência humana adicionada à graça como requisito de salvação distorce o Evangelho.

A LIÇÃO DIZ: Realizado entre 48 e 50 d.C., o Concílio reuniu apóstolos, presbíteros e a igreja para tratar da controvérsia levantada pelos judaizantes, que defendiam a circuncisão como requisito para a salvação (At 15.1,5). Contudo, tal exigência contrariava o ensino bíblico, pois a circuncisão nunca foi meio de justificação (Rm 2.25-29). Sob a liderança de Tiago e a direção do Espírito Santo, a Igreja reconheceu que a salvação alcança todas as nações pela graça.O Concílio de Jerusalém representa um dos momentos mais decisivos da história da Igreja Primitiva. Até esse ponto, o livro de Atos registra a expansão progressiva do Evangelho: primeiro em Jerusalém, depois na Judeia e Samaria e, por fim, entre os gentios, por meio do ministério de Pedro, da igreja de Antioquia e da primeira viagem missionária de Paulo e Barnabé. Embora o Evangelho já estivesse alcançando os povos não judeus, ainda permanecia uma questão que precisava ser resolvida. A grande controvérsia consistia em saber se os gentios deveriam tornar-se judeus para serem plenamente recebidos na Igreja. Muitos cristãos oriundos do farisaísmo entendiam que a circuncisão e a observância da Lei de Moisés continuavam sendo exigências indispensáveis para os convertidos gentios. Essa questão ameaçava não apenas a unidade da Igreja, mas também a compreensão do próprio Evangelho, tornando necessária uma reunião em Jerusalém para examinar o assunto à luz da ação de Deus e das Escrituras. A decisão do Concílio confirmou que a salvação é concedida pela graça, mediante a fé, sem a exigência da circuncisão ou da observância da Lei mosaica. Com isso, a unidade da Igreja foi preservada e o caminho ficou definitivamente aberto para a expansão do Evangelho entre os gentios. A partir desse momento, o ministério de Paulo passa a ocupar o centro da narrativa de Atos, enquanto Jerusalém deixa de ser o principal cenário da obra missionária, que avança em direção ao mundo greco-romano. Pois bem, tendo abordado o assunto de forma geral, voltemo-nos as nuances do texto bíblico: Alguns indivíduos que foram da Judeia para Antioquia ensinavam aos irmãos: — Se vocês não forem circuncidados segundo o costume de Moisés, não podem ser salvos.Tendo surgido um conflito e grande discussão de Paulo e Barnabé com eles, foi resolvido que esses dois e mais alguns fossem a Jerusalém, aos apóstolos e presbíteros, para tratar desta questão. Encaminhados, pois, pela igreja, atravessaram as províncias da Fenícia e Samaria e, narrando a conversão dos gentios, causaram grande alegria a todos os irmãos. Quando chegaram a Jerusalém, foram bem-recebidos pela igreja, pelos apóstolos e pelos presbíteros, a quem relataram tudo o que Deus havia feito com eles.Mas alguns membros do partido dos fariseus que haviam crido se insurgiram, dizendo: — É necessário circuncidá-los e ordenar-lhes que observem a lei de Moisés (At 15.1-5, NAA). A controvérsia que deu origem ao Concílio de Jerusalém começou na igreja de Antioquia. Alguns cristãos vindos da Judeia passaram a ensinar que os gentios só poderiam ser salvos se fossem circuncidados e observassem a Lei de Moisés. Essa posição refletia a compreensão de parte dos cristãos oriundos do farisaísmo, para os quais a entrada na comunidade da aliança continuava vinculada aos antigos requisitos do judaísmo. Paulo e Barnabé opuseram-se firmemente a esse ensino, pois haviam testemunhado, durante a primeira viagem missionária, que Deus estava salvando os gentios sem lhes impor a circuncisão nem as prescrições cerimoniais da Lei. Como a controvérsia envolvia toda a Igreja, a congregação de Antioquia enviou seus representantes a Jerusalém para que a questão fosse examinada pelos apóstolos, presbíteros e pela igreja. Durante a viagem, Paulo e Barnabé compartilharam com as igrejas da Fenícia e da Samaria as notícias da conversão dos gentios, despertando grande alegria entre os irmãos. Ao chegarem a Jerusalém, relataram tudo o que Deus havia realizado por meio do ministério entre os povos. Contudo, alguns cristãos ligados ao grupo dos fariseus insistiram que os gentios deveriam ser circuncidados e guardar a Lei de Moisés.O debate não dizia respeito à lei moral, mas às prescrições cerimoniais que distinguiam Israel das demais nações. A decisão tomada em Jerusalém definiria não apenas a relação entre judeus e gentios na Igreja, mas também o futuro da expansão missionária do Evangelho.
1.2 O relatório de Pedro (vv.7-11).
Verdade central: Pedro lembrou que Deus deu o Espírito Santo aos gentios pela fé. Não houve distinção entre judeus e gentios diante da graça salvadora.
Para refletir: Não devemos, em hipótese alguma, fazer distinção onde Deus não faz. A salvação alcança todos os que creem em Cristo.
A LIÇÃO DIZ: Pedro relembra de sua experiência na casa de Cornélio, mostrando que Deus concedeu o Espírito Santo aos gentios mediante a fé, e não por obras da Lei (At 10.44-46; Gl 3.2). Sem fazer distinção entre judeus e gentios, Deus purificou seus corações pela fé (At 10.34-48). Assim, Pedro questiona a imposição do jugo da Lei e afirma que todos são salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo (At 15.11). O texto bíblico nos diz: Então os apóstolos e os presbíteros se reuniram para examinar a questão. Havendo grande debate, Pedro tomou a palavra e disse: — Irmãos, vocês sabem que, desde há muito, Deus me escolheu entre vocês para ue da minha boca os gentios ouvissem a palavra do evangelho e cressem. E Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, concedendo o Espírito Santo a eles, como também o havia concedido a nós. E não estabeleceu distinção alguma entre nós e eles, purificando-lhes o coração por meio da fé. Agora, pois, por que vocês querem tentar a Deus, pondo sobre o pescoço dos discípulos um jugo que nem os nossos pais puderam suportar, nem nós? Mas cremos que somos salvos pela graça do Senhor Jesus, assim como eles (At 15.6-11, NAA).

O versículo 6 relata o início da reunião do concílio. Como menciona apenas os apóstolos e os presbíteros, muitos intérpretes entendem que essa seja uma referência à reunião privada mencionada por Paulo em Gálatas
2.2 com “os que pareciam ser as principais autoridades”. Segundo essa interpretação, toda a igreja somente teria sido reunida posteriormente, por ocasião da “discussão” mencionada no versículo 7, ou até mais tarde, quando o versículo 12 fala de “toda a assembleia”. No entanto, os versículos 6-29 formam uma narrativa contínua, e o mais natural é entender que todo o grupo estivesse reunido durante a discussão: os apóstolos, os presbíteros, outros membros da igreja de Jerusalém (inclusive os cristãos de tendência farisaica), Paulo, Barnabé e os demais integrantes da delegação de Antioquia. Os apóstolos e os presbíteros são destacados porque exerciam a liderança da assembleia. Foram eles que deram início às deliberações formais. Só para esclarecer, eu adoto a posição teológica de que a Carta aos Gálatas foi escrita antes do Concílio de Jerusalém, e não depois.O apóstolo Pedro foi uma peça fundamental no esclarecimento da verdade. Era um líder na igreja. Sua palavra tinha muito peso. Pedro já enfrentara um sério problema em Antioquia, quando deixou de ter comunhão com os crentes gentios e foi duramente exortado por Paulo (Gl 2.11-14). Agora, revelando humildade, posicionase firmemente contra a bandeira levantada pelos fariseus. Na defesa de Pedro, quatro verdades são proclamadas:
• Deus escolheu Pedro para abrir a porta da fé aos gentios (15.7). O Senhor Jesus colocou nas mãos de Pedro as chaves do reino (Mt 16.19) e ele as usou para abrir a porta da fé aos judeus (2.14-36), aos samaritanos (8.14-17) e aos gentios (10.1-48). Em outras palavras, Pedro pregou aos judeus no Pentecostes, aos samaritanos em Samaria e ao gentio Cornélio em Cesareia.
• Deus enviou o Espírito Santo aos gentios (15.8). Quando os gentios creram em Cristo, Deus confirmou a legitimidade dessa experiência, enviando-lhes o Espírito. O Espírito não foi dado aos gentios pela observância da lei, mas pelo exercício da fé (10.43-46; Gl 3.2).
• Deus eliminou uma diferença (15.9). Deus não faz diferença entre judeus e gentios. A salvação é concedida não como resultado das obras nem por causa da raça. Deus trata tanto judeus como gentios damesma maneira.

• Deus removeu o jugo da lei (15.10). A declaração mais enfática de Pedro e sua exortação mais contundente foi acerca da remoção do jugo da lei. A lei pesava sobre os judeus, mas esse jugo havia sido removido por Jesus (Mt 11.28-30; Gl 5.1-10; Cl 2.14-17). A lei não tem poder de purificar o coração do pecador (Gl 2.21), de conceder o dom do Espírito (Gl 3.2), nem de dar vida eterna (Gl 3.21). Aquilo que a lei era incapaz de fazer, Deus realizou por meio do seu próprio Filho (Rm 8.1-4).O discurso de Pedro tem o mesmo efeito que sua palavra tivera no passado, após os acontecimentos na casa de Cornélio. Naquela ocasião, apaziguaram-se (11.18). Agora toda a multidão silenciou (15.12).
1.3 O relatório de Paulo e Barnabé (v.12).
Verdade central: Paulo e Barnabé relataram sinais e conversões entre os gentios. Deus confirmou a obra missionária sem exigir que eles se tornassem judeus.
Para refletir: “Quão grandes sinais e prodígios Deus havia feito” (At 15.12). Deus confirma sua graça na expansão do Evangelho.
A LIÇÃO DIZ: Em seguida, Paulo e Barnabé relatam como Deus confirmou a missão gentílica por meio de sinais e prodígios (At 4.30). Milagres como a cegueira do mágico cipriota, a cura em Listra e o livramento de Paulo, testemunham a aprovação divina (At 13.8-11; 14.8-10; 14.19,20). Além disso, destacam que os gentios foram salvos pela graça, sem a exigência da Lei (At 13.12,44,48). Ao final do discurso de Pedro, toda a assembleia permaneceu em silêncio. O tumulto e a intensa discussão com que a conferência havia começado (v. 7) cessaram completamente. Paulo e Barnabé já haviam relatado sua experiência missionária aos líderes da igreja (v. 4). Agora, porém, apresentaram seu testemunho diante de toda a congregação (v. 12). Mais uma vez, a ênfase recaiu sobre a iniciativa de Deus: aquilo que Ele havia realizado por meio deles, bem como os sinais e prodígios que confirmavam o ministério que desempenhavam. Esse relatório missionário constituiu toda a participação de Paulo e Barnabé na conferência. Os principais argumentos foram apresentados por Pedro e Tiago, líderes, respectivamente, dos apóstolos e dos presbíteros. Ao que tudo indica, Paulo e Barnabé não fizeram uma defesa direta de sua posição quanto à questão dos gentios. Seu único argumento, ainda que implícito, foi que o próprio Deus havia confirmado e aprovado sua atuação missionária. Essa foi uma estratégia sábia. Com frequência, aqueles que estão mais diretamente envolvidos em uma controvérsia têm dificuldade em ser ouvidos com objetividade por seus opositores. Uma terceira pessoa pode tratar do assunto com menos envolvimento emocional e maior autoridade. Esse foi exatamente o papel desempenhado por Pedro e Tiago, que, na prática, atuaram como porta-vozes dos dois missionários. 1.4 O discurso de Tiago (vv.13-21).
Verdade central: Tiago mostrou, pelas Escrituras, que Deus já havia planejado alcançar os gentios.
Para refletir: Devemos resolver os conflitos mediante as Escritura e a direção do Espírito. A unidade cristã precisa ser bíblica e espiritual.
A LIÇÃO DIZ: Tiago, o Justo, irmão do Senhor e líder respeitado da igreja, preside o Concílio com discernimento espiritual (Gl 2.9). Após ouvir os testemunhos, reconhece que Deus visitou os gentios para formar dentre eles um povo para o Seu nome. Fundamenta sua proposta nas Escrituras, citando Amós (Am 9.11,12), mostrando que a inclusão dos gentios já fazia parte do plano redentor. Assim, afirma que a missão gentílica não contradiz a revelação, mas a cumpre. O Concílio decide não impor a Lei mosaica aos gentios, recomendando apenas a abstinência de práticas que comprometeriam a comunhão: idolatria, imoralidade sexual, carne sufocada e sangue. Quando Paulo e Barnabé concluíram seu testemunho, Tiago levantou-se para falar (v. 13). Tratava-se de Tiago, irmão do Senhor, reconhecido como uma das “colunas” da Igreja (Gl 2.9) e, ao que tudo indica, o principal líder da igreja de Jerusalém (At 12.17; 21.18). Seu discurso é decisivo porque confirma, à luz das Escrituras, aquilo que Pedro havia demonstrado por meio de sua experiência com Cornélio. Enquanto Pedro mostrou que Deus havia concedido o Espírito Santo aos gentios mediante a fé, Tiago demonstra que esse acontecimento já havia sido anunciado pelos profetas. Inicialmente, Tiago recorda o testemunho de Pedro e afirma que Deus visitou os gentios para constituir dentre eles “um povo para o seu nome” (v. 14). A expressão é significativa porque emprega o termo grego laós (“povo”), normalmente era reservado a Israel. A ideia é que Deus está reunindo, entre os gentios, um povo que lhe pertence, sem que eles precisem tornar-se judeus para participar da comunidade da aliança. Em seguida, Tiago fundamenta sua argumentação citando Amós 9.11,12, conforme a versão da Septuaginta, fazendo ainda possível alusão a Jeremias 12.15 e Isaías 45.21. A profecia anuncia a restauração do tabernáculo de Davi, isto é, o restabelecimento da dinastia davídica sob o reinado do Messias. Essa restauração está intimamente ligada à busca do Senhor pelo remanescente da humanidade e por todos os gentios sobre os quais é invocado o seu nome. Essa expressão corresponde à afirmação do versículo 14 de que Deus está formando dentre as nações um povo para o seu nome. Deste modo, Tiago demonstra que a inclusão dos gentios não representa uma mudança no plano de Deus, mas o cumprimento do propósito revelado pelos profetas. Na compreensão de Tiago, os acontecimentos vividos pela Igreja representavam o início dessa visitação divina aos gentios. Deus já estava chamando dentre as nações um povo para o seu nome, exatamente como Pedro havia testemunhado. Contudo, essa obra não anulava as promessas feitas a Israel. Ao contrário, harmonizava-se com elas. Na perspectiva dispensacionalista, o argumento de Tiago segue uma sequência bem definida. Primeiro, Deus chama dentre os gentios um povo para o seu nome durante a presente era da Igreja. Depois, o Senhor restaurará o tabernáculo de Davi, cumprindo plenamente suas promessas a Israel na volta de Cristo. Em seguida, todas as nações sobre as quais é invocado o nome do Senhor participarão das bênçãos do Reino Messiânico. Os acontecimentos dos dias apostólicos eram, portanto, o início desse plano e não o seu cumprimento final. Com base nesse fundamento bíblico, Tiago conclui que os gentios não deveriam ser obrigados à circuncisão nem à observância das prescrições cerimoniais da Lei. Ao mesmo tempo, propõe algumas recomendações práticas para preservar a comunhão entre cristãos judeus e cristãos gentios. Sua decisão demonstra que a experiência missionária de Pedro, Paulo e Barnabé não apenas estava em perfeita harmonia com as Escrituras, mas também preservava a unidade da Igreja sem comprometer a verdade do Evangelho. Este foi o parecer final desta solene reunião: Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não impor a vocês maior encargo além destas coisas essenciais: que vocês se abstenham das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e da imoralidade sexual; se evitarem essas coisas, farão bem. Passem bem (At 15.28- 29, NAA). A salvação, para os primeiros cristãos, não dependia de guardar a Lei de Moisés ou de seguir ritos judaicos. Por isso, os líderes da igreja decidiram que os judaizantes, aqueles que ensinavam o contrário, deveriam ser impedidos de perturbar os gentios (não-judeus).

Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 1):
1. Qual foi a controvérsia tratada no Concílio de Jerusalém?
2. Como Pedro demonstrou que Deus não fez distinção entre judeus e gentios?
3. O que Paulo e Barnabé relataram sobre a missão entre os gentios?
4. Como a decisão do Concílio preservou a graça e a unidade da Igreja?

2. UM PRESENTE DE SALVAÇÃO PARA TODOS
Pergunta chave: O que é a graça de Deus, como ela se manifesta em Cristo e a quem ela alcança?
Ideia central do ponto: A graça é o dom imerecido de Deus manifestado plenamente em Cristo, oferecido a todos os povos sem distinção étnica, cultural ou religiosa, e recebida pela fé como único meio de salvação e transformação.
2.1 O que é a graça de Deus?
Verdade central: Graça é o favor imerecido de Deus em benefício do pecador.
Para refletir: “Pela graça sois salvos, por meio da fé” (Ef 2.8). A salvação é dom de Deus.
A LIÇÃO DIZ: A palavra grega cháris significa favor, bondade e dom imerecido. No Novo Testamento, a graça descreve a iniciativa soberana de Deus em salvar o ser humano, não por obras ou méritos, mas por amor e misericórdia (Ef 2.8,9). Diante do drama universal do pecado, que separou toda a humanidade de Deus (Rm 3.23), a graça se apresenta como o único meio de reconciliação. A Lei revela o pecado, mas não salva;
somente a graça concede vida, pois onde abundou o pecado, superabundou a graça (Rm 5.20). Graça é o favor imerecido e o poder capacitador de Deus que opera em todas as etapas da salvação humana, sem violar a liberdade, mas restaurando a capacidade de resposta do ser humano decaído. Ela é, ao mesmo tempo, incondicional no amor de Deus e resistível em sua aplicação pessoal, pois respeita a dignidade da
resposta livre do homem.
Vamos fazer algumas considerações sobre essa definição:
• A graça é um favor imerecido e um poder capacitador. A graça é como uma mão estendida que não só nos convida, mas também nos levanta para que possamos caminhar com Deus. A graça não anula a liberdade, mas a restaura. Por causa do pecado, o ser humano está moral e espiritualmente separado de Deus (Ef 2.1), está escravizado, alienado, incapacitado de vir a Deus por si mesmo. A graça entra nesse estado e liberta à vontade cativa pelo pecado para que possamos responder a Deus com fé. Deus não força você a amá-lo, mas te liberta do pecado para que você possa decidir amálo de volta.
• Graça é amor incondicional, mas pode ser rejeitada. Deus age em amor incondicional, mas espera cooperação voluntária do ser humano. A graça de Deus é suficiente para todos, mas efetiva apenas para os que creem, ela pode ser resistida. Deus oferece a salvação de graça, mas não obriga ninguém a aceitála. Amor verdadeiro não se impõe.

2.2 Jesus Cristo como a manifestação da graça.
Verdade central: A graça se manifesta plenamente em Jesus Cristo. Ele perdoa, justifica e transforma quem crê.
Para refletir: “A graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo 1.17). Cristo é a expressão perfeita da graça de Deus.
A LIÇÃO DIZ: A graça alcança sua plena expressão na pessoa e na obra de Jesus Cristo. Por amor, Ele se fez pobre para nos enriquecer espiritualmente (2Co 8.9). Em Cristo, a graça não apenas perdoa, mas justifica e transforma, conduzindo o crente a uma vida santa e piedosa (Rm 3.24; Tt 2.11,12). Sua morte substitutiva e ressurreição garantem redenção, perdão e nova vida àqueles que creem (Jo 1.17). A graça de Deus se revela de modo pleno em Jesus Cristo. No Antigo Testamento, ela já se manifestava na eleição, na aliança, no perdão e na paciência divina para com o seu povo. Porém, em Cristo, essa graça alcançou sua expressão máxima: o Filho de Deus assumiu a natureza humana, morreu pelos pecadores e ressuscitou para lhes conceder nova vida. Por isso João declarou: “a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo 1.17). Há um contraste entre Moisés e Jesus, sendo o último infinitamente superior ao primeiro.
Por que Cristo é a expressão máxima da graça de Deus?
A primeira razão é que Cristo revela o favor salvador de Deus de forma pessoal. O Verbo que se fez carne e habitou entre nós, “cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). Quem vê Cristo vê a graça de Deus em ação: ele recebe pecadores, perdoa pecados, chama os excluídos e oferece salvação aos que nada podiam reivindicar diante de Deus.

A segunda razão é que Cristo realiza a obra que torna a graça possível sem negar a justiça divina. Deus não perdoa o pecado como se ele não existisse. Cristo morre como substituto, levando sobre si a culpa dos pecadores. Por isso, Paulo afirma que somos “justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.24). A graça é gratuita para nós, mas custou o sangue de Cristo.
A terceira razão é que Cristo aplica aos crentes todos os benefícios da salvação. Pela graça, recebemos perdão: “em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça” (Ef 1.7). Recebemos justificação: Deus declara justo aquele que crê em Cristo (Rm 5.1). Recebemos adoção: deixamos a condição de escravos e somos recebidos como filhos de Deus (Gl 4.4-7). Recebemos santificação: a mesma graça que salva também nos ensina a renunciar à impiedade e a viver de modo piedoso (Tt 2.11,12). Portanto, Cristo é a manifestação plena da graça, porque nele a graça é revelada, fundamentada e aplicada. Ela é revelada em sua encarnação, fundamentada em sua morte e ressurreição, e aplicada ao crente em forma de perdão, justificação, adoção, santificação e esperança eterna.
2.3 A graça é para todos os povos — sem exceção.
Verdade central: A salvação é oferecida igualmente a judeus e gentios pela graça, mediante a fé. Em Cristo, não há barreiras étnicas, culturais ou religiosas.
Para refletir: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10.13). A graça de Deus alcança todos os povos.
A LIÇÃO DIZ: O Concílio de Jerusalém confirmou que a salvação não exige a observância da Lei mosaica, sendo oferecida igualmente a judeus e gentios pela graça, mediante a fé (At 15.11). Em Cristo, não há barreiras étnicas, culturais ou religiosas. Todo aquele que invoca o nome do Senhor será salvo (Rm 10.13). Essa graça universal deve ser recebida pela fé em Jesus Cristo, o único Salvador (Ef 2.8; Tt 3.4-7).
A conclusão do Concílio de Jerusalém foi crucial, pois os gentios não deveriam ser obrigados à circuncisão nem à observância da Lei de Moisés como condição para a salvação. A Igreja reconheceu que judeus e gentios são salvos da mesma maneira: pela graça do Senhor Jesus Cristo, mediante a fé. Por isso, Pedro declarou: “Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também” (At 15.11). A decisão apenas confirmou aquilo que Deus já havia demonstrado ao conceder o Espírito Santo aos gentios sem qualquer distinção, “purificando os seus corações pela fé” (At 15.8,9). Ao preservar a liberdade do Evangelho, o Concílio também protegeu a pureza da doutrina da salvação. Acrescentar qualquer exigência humana como condição para alguém ser aceito por Deus significa negar a suficiência da obra de Cristo. Costumes, tradições, regras culturais ou práticas religiosas podem ter seu lugar na vida da igreja, mas jamais podem ser transformados em requisitos para a justificação.  A salvação é dom de Deus, “não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8,9). Escrevendo aos Gálatas, o apóstolo asseverou: “Admira-me que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho” (Gl 1.6). Mais adiante, afirmou que “se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde” (Gl 2.21) e advertiu que aqueles que buscavam justificarse pela Lei haviam “caído da graça” (Gl 5.4). A decisão do Concílio também reafirmou o alcance universal da salvação. O mesmo Deus que salva o judeu salva igualmente o gentio, sem distinção. Pedro testemunhou essa verdade diante da assembleia, e Paulo a desenvolveu ao afirmar que “não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10.12,13). Da mesma forma, Cristo “é a nossa paz, o qual de ambos fez um” (Ef 2.14), derrubando a barreira que separava judeus e gentios e formando um só povo para Deus. Deste modo, o Concílio de Jerusalém deixou um legado permanente para a Igreja. Primeiro, Cristo é plenamente suficiente para salvar, e nada pode ser acrescentado à sua obra. Segundo, costumes e tradições eclesiásticas podem contribuir para a boa ordem da igreja, mas jamais podem ocupar o lugar da graça como fundamento da salvação. Terceiro, o Evangelho deve ser anunciado indistintamente a todos os povos, porque Deus continua chamando dentre as nações um povo para o seu nome (At 15.14). Essa continua sendo a mensagem da Igreja: somos salvos pela graça, vivemos pela graça e proclamamos essa graça a todos os homens.

Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 2):
1. O que significa dizer que a graça é dom imerecido?
2. Por que a Lei revela o pecado, mas não salva?
3. Como Jesus manifesta plenamente a graça de Deus?
4. Por que a graça deve ser anunciada a todos os povos?

3. CRESCENDO NA GRAÇA
Pergunta chave: Como o crente cresce na graça e o que recebe ao se aproximar do trono da graça?
Ideia central do ponto: Crescer na graça é viver em dependência contínua de Deus, aproximando-se com confiança do trono da graça para receber misericórdia, perdão e capacitação para viver segundo a vontade do Senhor.

3.1 Como nos aproximar do trono da graça (Hb 4.16).
Verdade central: O acesso ao trono da graça é possível por causa da obra de Cristo.
Para refletir: “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça” (Hb 4.16). Em Cristo, o crente tem acesso a Deus.
A LIÇÃO DIZ: Crescer na graça e no conhecimento de Cristo pressupõe amadurecimento espiritual contínuo (2Pe 3.18). Assim, o acesso ao trono da graça ocorre com confiança, não fundamentada em méritos humanos, mas na obra redentora de Cristo, que removeu a barreira do pecado (Hb 10.19-22; Ef 3.12). Além disso, aproximamo-nos com fé viva e reverência, pois sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). Do mesmo modo, essa aproximação exige humildade e coração quebrantado, que o Senhor jamais despreza (Sl 51.17). Por isso, o trono é chamado de Trono da graça: dele procedem misericórdia, perdão, socorro e poder espiritual. O convite para nos aproximarmos do trono da graça é uma das maiores declarações do livro de Hebreus, pois mostra que, em Cristo, o acesso a Deus foi plenamente aberto aos que creem. No Antigo Testamento, a presença divina era simbolicamente restrita ao Santo dos Santos, onde apenas o sumo sacerdote podia entrar, uma vez por ano, levando sangue pelos pecados do povo (Lv 16.2,34). Em Cristo, porém, essa realidade foi transformada: o véu foi rasgado (Mt 27.51), e o caminho para Deus foi inaugurado. Por isso, o escritor declara: “Cheguemo-nos, pois, com confiança ao trono da graça” (Hb 4.16).

Três condições para se chegar ao trono da graça:
A primeira condição para essa aproximação é compreender que nosso acesso não se fundamenta em méritos pessoais, mas na obra sacerdotal de Cristo. O autor aos Hebreus afirma que temos “ousadia para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus” (Hb 10.19). Esse acesso foi aberto pelo sacrifício do Filho e permanece seguro porque Cristo continua exercendo seu sacerdócio à direita do Pai (Hb 7.25). Deste modo, não nos aproximamos porque somos dignos, mas porque temos um grande Sumo Sacerdote que intercede continuamente por nós.
A segunda condição é a fé, pois o próprio livro de Hebreus ensina que “sem fé é impossível agradar a
Deus” (Hb 11.6). A confiança mencionada em Hebreus 4.16 não é presunção nem irreverência, mas a liberdade concedida ao crente para entrar na presença do Pai, certo de que será recebido por causa de Cristo. Por fim, essa aproximação deve ser marcada por sinceridade e humildade. Hebreus 10.22 exorta: “cheguemo-nos com verdadeiro coração”. Deus requer um coração quebrantado, arrependido e sincero. Como afirmou Davi: “Ao coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” (Sl 51.17). A graça não elimina a reverência; antes, torna possível uma comunhão verdadeira com Deus.
3.2 Quando devemos nos achegar ao trono da graça?
Verdade central: O auxílio divino está disponível em tempo oportuno. Deus socorre o crente no momento da necessidade.
Para refletir: É um erro procurar Deus apenas quando todos os recursos falham. A dependência da graça deve marcar toda a caminhada cristã.?
A LIÇÃO DIZ: As Escrituras orientam que busquemos a graça “em tempo oportuno” (Hb 4.16). Isso significa que o auxílio divino está sempre disponível no momento exato da necessidade. Com efeito, Deus é socorro bem presente na angústia (Sl 46.1) e jamais se atrasa. Portanto, o trono da graça não é inacessível nem reservado a poucos, mas permanece aberto todos os crentes, que podem se achegar com confiança, hoje e sempre, pela fé em Jesus Cristo. O crente deve aproximar-se do trono da graça em todo tempo de necessidade, pois é ali que encontra o socorro de Deus para perseverar. O autor aos Hebreus afirma que recebemos misericórdia e achamos graça “para sermos ajudados em tempo oportuno” (Hb 4.16). Esse auxílio divino alcança o crente nos momentos de fraqueza, tentação, aflição, culpa, dúvida e necessidade espiritual. Como Cristo é o Sumo Sacerdote que se compadece das nossas fraquezas, tendo sido tentado em todas as coisas, mas sem pecado (Hb 4.15), não precisamos nos esconder de Deus quando percebemos nossa fragilidade. Pelo contrário, devemos correr para Ele com confiança, certos de que encontraremos misericórdia para nossas faltas e graça para permanecermos firmes. A Escritura ensina que Deus é “socorro bem presente na angústia” (Sl 46.1), fortalece o cansado (Is 40.29), sustenta os que caem (Sl 145.14) e manifesta sua graça justamente em meio às limitações humanas, pois seu poder se aperfeiçoa na fraqueza (2Co 12.9). Deste modo, a presença de Deus deve ser buscada antes da queda, durante a luta e depois do arrependimento, porque não há fase da vida cristã em que possamos caminhar sem depender da graça. Portanto, achegar-se ao trono da graça não é uma atitude reservada apenas às crises mais graves, mas uma disciplina constante de dependência. Quem foi salvo pela graça deve aprender a viver diariamente aos pés do Deus da graça, buscando nele perdão, direção, força e perseverança.
3.3 O que recebemos ao nos achegarmos ao trono da graça?
Verdade central: Ao nos aproximarmos de Deus, recebemos misericórdia, perdão e fortalecimento espiritual. A graça também nos capacita a viver segundo a vontade do Senhor.
Para refletir: “Crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor” (2Pe 3.18). O crente salvo pela graça também cresce nela.
A LIÇÃO DIZ: Ao nos aproximarmos de Deus, recebemos misericórdia, perdão, fortalecimento espiritual e capacitação para viver segundo a sua vontade (Rm 3.24; Fp 2.13). Assim, toda a vida cristã depende dessa graça, desde a salvação até o crescimento contínuo em Cristo (Tt 2.11,12; 2Pe 3.18). Além disso, Deus comunica sua graça por meios espirituais ordenados: a Palavra (2Tm 3.15), a pregação do Evangelho (Rm 1.16), a oração (Hb 4.16), o jejum (Mt 6.16-18), a adoração (Cl 3.16), a plenitude do Espírito Santo (Ef 5.18) e a comunhão à mesa do Senhor (At 2.42).  Ao nos achegarmos ao trono da graça, Deus nos concede exatamente aquilo de que necessitamos para perseverar na vida cristã. O autor aos Hebreus 4.16 destaca três bênçãos que fluem desse trono: misericórdia, graça e socorro. Essas dádivas resumem a suficiência da obra de Cristo em favor do seu povo.
  Em primeiro lugar, recebemos misericórdia. A misericórdia de Deus responde à nossa miséria espiritual. Quando pecamos, encontramos em Cristo um Advogado junto ao Pai (1Jo 2.1,2). Por isso, podemos confessar nossos pecados com a certeza de que Deus “é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1.9). O trono da graça não é um tribunal de condenação para aqueles que estão em Cristo, mas o lugar onde o pecador arrependido encontra perdão e restauração.

Em segundo lugar, encontramos graça. Se a misericórdia remove a culpa do pecado, a graça fortalece o crente para viver em obediência. Deus não apenas perdoa, mas também capacita. Foi isso que o Senhor respondeu a Paulo: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co 12.9). Essa graça sustenta o cristão nas tentações, fortalece-o nas provações e o conduz ao crescimento espiritual.

Em terceiro lugar, recebemos socorro em tempo oportuno. Deus conhece perfeitamente o momento da nossa necessidade e concede auxílio segundo a sua sabedoria. Esse socorro nem sempre significa a remoção imediata das dificuldades, mas a presença constante do Senhor em meio a elas. Como declarou o salmista: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Sl 46.1). Deste modo, quem se aproxima do trono da graça jamais sai de mãos vazias. Recebe perdão para o passado, força para o presente e esperança para perseverar até o fim. Essas bênçãos são comunicadas ao crente por meio dos recursos espirituais que Deus estabeleceu para a vida da Igreja. A Palavra fortalece a fé (2Tm 3.16,17), a oração nos mantém em comunhão com Deus (Fp 4.6,7), a comunhão da Igreja promove o crescimento mútuo (Hb 10.24,25), e a atuação do Espírito Santo produz em nós o querer e o efetuar segundo a vontade de Deus (Fp 2.13). Todos esses meios apontam para uma única realidade: a graça que nos salvou continua sustentando-nos até o dia de Cristo.

Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 3):
1. Por que o crente pode se aproximar do trono da graça com confiança?
2. O que significa buscar ajuda em tempo oportuno?
3. Quais bênçãos recebemos ao nos achegarmos a Deus?
4. Como a graça sustenta o crescimento espiritual do crente?

CONCLUSÃO
O Concílio de Jerusalém reafirmou que a salvação é concedida somente pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo. Ao rejeitar a imposição da circuncisão e da Lei de Moisés como requisitos para os gentios, a Igreja preservou a pureza da mensagem cristã e confirmou que nada pode ser acrescentado à obra perfeita de Cristo. Somos salvos pela graça. Essa mesma graça, que salva o pecador, também sustenta o crente em sua caminhada. Por meio dela, temos livre acesso a Deus, encontramos misericórdia, recebemos força para perseverar e somos conduzidos ao crescimento em santidade. Portanto, viver pela graça é descansar na suficiência de Cristo em todas as áreas da
vida cristã.

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Nem açúcar, nem farinha de trigo: esse bolo de laranja é perfeito para um café da manhã leve e gostoso

Receita sem glúten e sem lactose aposta em ingredientes simples e garante textura macia e sabor marcante

 Para quem quer reduzir o consumo de açúcar e farinha de trigo sem abrir mão do sabor, o bolo de laranja pode ser uma ótima alternativa. A versão sem glúten e sem lactose é leve, fácil de preparar e ainda leva uma calda que deixa a massa mais úmida e aromática.

O que torna essa receita mais leve?

A proposta do bolo é substituir ingredientes tradicionais por opções que deixam a receita mais equilibrada. No lugar do açúcar refinado, entra o xilitol. Já a farinha de trigo dá espaço para combinações como farinha de arroz e de amêndoas.

Além disso, a própria laranja é usada na massa, o que intensifica o sabor e reduz a necessidade de adoçar.

Ingredientes da massa
2 laranjas sem casca, sem sementes e sem a parte branca
3 ovos
1/2 xícara de xilitol
1/3 xícara de óleo
Raspas de 2 laranjas
1 xícara de farinha de arroz
1 xícara de farinha de amêndoas
1 colher (sopa) de fermento em pó
Ingredientes da calda
2 laranjas sem casca, sem sementes e sem a parte branca
40 g de xilitol
1 xícara de água
Modo de preparo
No liquidificador, bata as laranjas, os ovos, o óleo, as raspas e o xilitol até obter uma mistura homogênea.

terra

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Carne assada: 3 receitas fáceis e deliciosas para o almoço de sábado

 O almoço de sábado pede uma receita especial, daquelas que perfumam a cozinha e reúnem a família e os amigos ao redor da mesa. Com poucos ingredientes e um bom tempero, a carne assada se transforma na opção perfeita. Suculenta e cheia de sabor, ela combina com diferentes acompanhamentos e garante uma refeição irresistível para o fim de semana.

Carne assada com cenoura e cebola

A seguir, confira 3 receitas de carne assada fáceis e deliciosas para o almoço de sábado!

1. Carne assada com cenoura e cebola
Ingredientes
1,5 kg de contrafilé em peça
3 colheres de sopa de azeite
4 dentes de alho amassados
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de mostarda
1 colher de sopa de molho inglês
1 colher de chá de páprica defumada
1 colher de chá de tomilho seco
1 colher de chá de alecrim
Sal e pimenta-do-reino moída a gosto
1 cebola cortada em pedaços grandes
200 ml de caldo de carne
300 g de cenoura pequena
Modo de preparo

Em um recipiente, misture o azeite, o alho, a manteiga, a mostarda, o molho inglês, a páprica, o tomilho, o alecrim, o sal e a pimenta-do-reino até formar uma pasta. Espalhe esse tempero por toda a peça de carne, massageando bem. Em uma frigideira bem quente, sele a carne por aproximadamente 2 a 3 minutos de cada lado, até formar uma crosta dourada.

Coloque a cebola e as cenouras em uma assadeira. Disponha a carne sobre os legumes e despeje o caldo de carne no fundo da assadeira. Cubra com papel-alumínio e leve ao forno preaquecido a 200 °C por cerca de 50 minutos. Retire o papel-alumínio e asse por mais 20 a 30 minutos, regando a carne com o próprio caldo da assadeira para que fique brilhante e caramelizada. Retire do forno e deixe a carne descansar por 10 minutos antes de fatiar. Sirva em seguida.

2. Carne assada com cerveja preta e cebola
Ingredientes
1,5 kg de acém
350 ml de cerveja preta
4 cebolas descascadas e cortadas em rodelas
4 dentes de alho descascados e amassados
2 colheres de sopa de azeite de oliva
2 colheres de sopa de molho de tomate
1 folha de louro
Sal e pimenta-do-reino moída a gosto
Modo de preparo
Em um recipiente, tempere a carne com alho, sal e pimenta-do-reino. Em uma panela, aqueça o azeite de oliva em fogo médio e sele a peça de carne de todos os lados até dourar. Desligue o fogo e transfira para uma assadeira. Adicione as cebolas, o molho de tomate, a folha de louro e a cerveja preta. Cubra com papel-alumínio e leve ao forno preaquecido a 180 °C por 2 horas, regando a carne algumas vezes com o molho da própria assadeira. Retire do forno, aguarde 10 minutos e fatie. Sirva em seguida.

Lombo bovino assado com manteiga de ervas

3. Lombo bovino assado com manteiga de ervas
Ingredientes
1,2 kg de lombo bovino
3 colheres de sopa de manteiga em temperatura ambiente
2 dentes de alho descascados e amassados
1 colher de sopa de salsinha picada
1 colher de sopa de alecrim picado
1 colher de chá de tomilho fresco
2 colheres de sopa de azeite de oliva
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de pimenta-do-reino moída
1/2 xícara de chá de água
Modo de preparo
Em um recipiente, misture a manteiga, o alho, a salsinha, o alecrim e o tomilho até obter uma pasta homogênea. Reserve. Em um recipiente, tempere a carne com sal e pimenta-do-reino. Espalhe a manteiga de ervas por toda a superfície da carne, massageando bem para os temperos penetrarem. Transfira para uma assadeira, regue com azeite de oliva e adicione a água no fundo da forma. Cubra com papel-alumínio e leve ao forno preaquecido a 180 °C por 1 hora e 30 minutos.

Retire o papel-alumínio, regue a carne com o caldo da assadeira e volte ao forno até dourar. Retire do forno e deixe a carne descansar por 10 minutos antes de fatiar. Sirva em seguida.

Dica: sirva acompanhado de legumes assados e salada.

terra

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Aos 80 anos, SESI amplia impacto social com educação, saúde e cultura

  Completando 80 anos nesta quarta-feira (1º), o Serviço Social da Indústria (SESI) celebra uma trajetória marcada pela expansão de suas ações nas áreas de educação, saúde, cultura e qualidade de vida. Em 2025, a instituição se consolidou como a maior rede privada de educação do país, com escolas em todos os estados brasileiros

Ao longo do ano, o SESI registrou mais de 390 mil matrículas na Educação Básica, sendo: 

  • 9 mil alunos da Educação Infantil
  • 74 mil do Ensino Fundamental I
  • 92 mil do Ensino Fundamental II
  • 85.214 do Ensino Médio;
  • 128.991 da Educação de Jovens e Adultos (EJA)

A rede é formada por 468 unidades, sendo 396 escolas, 71 centros de Educação de Jovens e Adultos e uma instituição de ensino superior. Atualmente, o SESI está presente em 377 municípios brasileiros

Além da educação básica, os programas de Educação Continuada realizaram 436 mil atendimentos em 2025, ampliando as oportunidades de qualificação profissional e desenvolvimento de competências.  O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e diretor do SESI, Ricardo Alban, afirma que a instituição tem papel estratégico na formação de profissionais cada vez mais preparados, com uma visão moderna e alinhada às novas realidades

“Pessoas mais bem preparadas, com visões modernas, adaptadas às novas realidades que surgem a cada momento, para que possamos trabalhar cada vez mais com uma indústria eficiente, produtiva, para que a indústria brasileira tenha condições competitivas — mesmo com as adversidades que nós temos em tantas outras situações, como o Custo Brasil e a geopolítica”, destaca. 

Cultura

Entre 2020 e 2025, mais de 13,2 milhões de espectadores participaram de ações promovidas nos 296 espaços culturais do SESI distribuídos por todo o país. Nesse período, também foram realizadas mais de 1.156 ações culturais pelos 27 departamentos regionais da instituição. 

Além disso, os cursos de cultura somaram 131,7 mil matrículas, ampliando o acesso à formação artística e ao desenvolvimento de habilidades criativas

Por meio do Programa Nacional de Cultura, o SESI executou 168 projetos em diferentes linguagens artísticas e regiões do Brasil. A parceria com o Ministério da Cultura também capacitou mais de 54 mil agentes culturais em 57 oficinas

Saúde

Na área da saúde, o SESI manteve uma das maiores estruturas de atendimento voltadas aos trabalhadores da indústria. Em 2025, 76,2 mil empresas utilizaram os serviços de saúde da instituição, beneficiando diretamente 4,4 milhões de pessoas

Outro destaque foi a aplicação de mais de 881 mil doses de vacinas em trabalhadores da indústria e seus dependentes

A estrutura de atendimento reúne mais de 500 unidades próprias distribuídas pelos 26 estados e pelo Distrito Federal, incluindo 497 unidades móveis, 317 Centros de Promoção da Saúde e 222 Centros de Saúde e Segurança no Trabalho

Oito décadas de atuação

Criado em 1º de julho de 1946, o SESI surgiu para atender às demandas dos trabalhadores e das indústrias por condições dignas de trabalho e qualidade de vida. Com a missão de estudar, planejar e executar ações voltadas ao bem-estar social dos trabalhadores da indústria e de seus dependentes, a instituição se consolidou como uma das principais organizações voltadas ao desenvolvimento social e à promoção da cidadania no país. Para o presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Junior, o aniversário de 80 anos representa não apenas a celebração da história da instituição, mas também um compromisso com os desafios do futuro

“Este ano, o SESI completa 80 anos. São 80 anos de uma história vinculada às demandas da sociedade brasileira e à garantia de direitos para os trabalhadores da indústria. O futuro colocado a partir disso coloca enormes desafios. Entre eles, que a gente consiga vincular educação, saúde, cultura e esporte às novas demandas do século XXI”, ressalta.

Segundo ele, a instituição continuará investindo em soluções voltadas à inovação, ao desenvolvimento e à melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores da indústria e de suas famílias

Sessão solene na Câmara dos Deputados

Para celebrar as oito décadas de atuação, o SESI foi homenageado, nesta quarta-feira (1º), em sessão solene na Câmara dos Deputados. A cerimônia reuniu lideranças da indústria e parlamentares em reconhecimento à contribuição histórica da instituição para o desenvolvimento social e econômico do país

Na ocasião, Ricardo Alban destacou que o fortalecimento da competitividade brasileira depende da atuação conjunta entre setor produtivo, poder público e organizações sociais

“Ao longo de seus 80 anos, o SESI tornou-se referência porque entende que a educação é uma construção coletiva, feita por professores, colaboradores, alunos, famílias e pelo setor produtivo em favor de um país mais qualificado, competitivo e humano”, afirmou.

O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) também defendeu a importância de uma política industrial permanente para o país e ressaltou que, com a ampliação do tempo livre dos trabalhadores, iniciativas nas áreas de educação, cultura, esporte e lazer tendem a ganhar ainda mais relevância. 

“O SESI oferece qualidade de vida para os trabalhadores e isso tem um impacto direto na produtividade da nossa indústria”, assegurou o parlamentar.

Brasil 61

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Expansão do 4G no campo: Pernambuco soma mais de 200 localidades conectadas

   Nos últimos três anos, mais de 200 localidades rurais em Pernambuco passaram a contar com sinal de internet 4G. A iniciativa do Ministério das Comunicações (MCom) ampliou o acesso à conectividade em regiões afastadas dos grandes centros e integra uma estratégia nacional para reduzir desigualdades digitais. Ao todo, 2.902 áreas rurais de todas as regiões do país foram atendidas com a expansão do acesso à internet móvel.

A chegada do 4G permite que moradores do interior tenham acesso a serviços digitais diretamente pelo celular, como educação a distância, atendimento em saúde, serviços públicos e operações bancárias digitais. Além disso, os moradores do campo podem  acessar ferramentas que contribuem para o desenvolvimento da economia agrícola local.  

Na avaliação do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, levar o 4G para o interior é uma etapa essencial para ampliar a inclusão digital em todo o território  nacional. O chefe da pasta destacou, ainda, os impactos da conectividade para a população rural:

“Conectar as áreas rurais faz parte de um desafio ainda maior: incluir todos os brasileiros no mundo digital. Nossa meta é aproximar as pessoas dos serviços básicos essenciais, da telemedicina e da educação a distância, além de tornar o pequeno produtor mais autônomo, ao permitir o acesso a bancos e plataformas governamentais diretamente pelo celular, sem precisar sair de sua propriedade”, disse o ministro. 

Expansão do 4G no campo

A expansão da cobertura móvel já levou o sinal 4G a quase 3 mil áreas afastadas dos centros urbanos, distribuídas em todas as regiões do país. 

A Região Nordeste lidera a conectividade no interior, com 956 localidades rurais atendidas pela tecnologia desde 2023. 

Veja a distribuição das localidades atendidas por região:

  • Nordeste: 956;
  • Sudeste: 749;
  • Sul: 571; 
  • Norte: 426; 
  • Centro-Oeste: 200.

Para que o sinal 4G chegue às zonas rurais, é necessário um processo que envolve planejamento, instalação de infraestrutura, autorizações de radiofrequência, licenciamento das estações e adequações ambientais, com a obtenção de licenças ambientais municipais. A estrutura das torres de telefonia pode alcançar quase 32 metros de altura para ampliar a área de cobertura do sinal. 

A expansão do 4G integra um conjunto de políticas públicas de telecomunicações, incluindo compromissos assumidos no leilão do 5G. Além disso, conta com ações coordenadas pelo Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired), responsável por medidas que ampliam o uso eficiente da infraestrutura de telecomunicações, permitindo expandir a conectividade móvel para regiões rurais e remotas. 

Por meio do modelo de leilão reverso, as operadoras apresentam propostas para levar conectividade a localidades selecionadas, com prioridade para as empresas que oferecem o menor valor de subsídio necessário para a implantação da infraestrutura.

O MCom também participa do Gired, que reúne representantes da Anatel, radiodifusores e operadoras de telecomunicações. 

Brasil 61

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Pix Pensão: Senado aprova pagamento automático de pensão alimentícia

   O Plenário do Senado aprovou o projeto de lei (PL 4.978/2023) que cria um mecanismo que permite o pagamento automático da pensão alimentícia por meio do sistema de transferências instantâneas – chamado de Pix Pensão. Pelo texto, o pagamento para a conta do beneficiário poderá ser solicitado em qualquer fase do cumprimento da sentença. 

A proposta foi uma iniciativa da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e relatada no Senado pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA). Agora, o projeto segue para sanção presidencial.

O texto prevê que a transferência mensal será realizada automaticamente para a conta do beneficiário, conforme determinação da Justiça. Na decisão judicial, deverão constar informações como o valor da pensão, a duração da obrigação, as contas de débito e crédito, além dos critérios para atualização dos valores.

No parecer, a relatora, senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), afirmou que a medida oferece uma solução “simples, objetiva e compatível com a natureza urgente da obrigação alimentar” que visa combater o atraso nesse tipo de obrigação legal.

Hoje, a pensão alimentícia pode ser debitada de forma automática do salário do devedor. No entanto, caso ele não tenha vínculo formal, a beneficiária precisa acionar a Justiça a cada atraso. Na avaliação da senadora Ana Paula Lobato, o problema é recorrente. Para a relatora, a dinâmica pode sobrecarregar o Judiciário e atrasar o recebimento de valores essenciais, especialmente para a alimentação de crianças menores. 

Consequências da falta de pagamento

Pela proposta, as instituições financeiras deverão efetuar as transferências nas datas definidas pela Justiça. Caso não haja saldo suficiente na conta de quem deve pagar a pensão, há previsão de indisponibilização automática de ativos financeiros até o limite do valor atualizado da prestação em atraso. Se a inadimplência persistir, os valores bloqueados poderão ser convertidos em penhora.

O projeto também determina que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passe a coletar e divulgar estatísticas sobre ações de pensão alimentícia, preservando o anonimato das partes envolvidas, para subsidiar políticas públicas e aprimorar a atuação do Judiciário.

Brasil 61

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El Niño começa a influenciar o regime de chuvas na Região Sul, aponta Inmet

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou que o fenômeno El Niño começou a influenciar o regime de chuvas na Região Sul do Brasil. De acordo com nota técnica divulgada pelo órgão, a última semana apresentou a consolidação de padrões atmosféricos característicos do fenômeno, favorecendo o aumento das precipitações sobre os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Desde o início de 2026, o Inmet acompanha a evolução das condições oceânicas e atmosféricas no Oceano Pacífico para identificar o momento em que os efeitos do El Niño passariam a ser observados no território brasileiro. A confirmação ocorre após meses de monitoramento e reforça as previsões divulgadas anteriormente pelo instituto sobre a formação do fenômeno.

O que é o El Niño?

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico Equatorial. No Brasil, esse padrão costuma provocar efeitos distintos entre as regiões: enquanto o Sul tende a registrar chuvas acima da média, parte das regiões Norte e Nordeste pode enfrentar redução das precipitações ao longo dos próximos meses.

Previsão do Inmet para o segundo semestre

Segundo o Inmet, a tendência é de que a influência do fenômeno se intensifique durante o segundo semestre de 2026, elevando a probabilidade de episódios de chuva persistente e acumulados expressivos na Região Sul. O órgão destaca que o monitoramento continuará sendo realizado para acompanhar a evolução do El Niño e subsidiar ações de prevenção diante de possíveis impactos em setores como agricultura, recursos hídricos e defesa civil.

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FPM: União repassa mais de R$ 2,42 bilhões aos municípios no segundo decêndio de de julho

    Mais de R$ 2,42 bilhões serão distribuídos aos municípios brasileiros nesta segunda-feira (20) por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O montante corresponde ao segundo decêndio de julho e é cerca de 2% maior do que o transferido no mesmo período do ano passado, quando os repasses somaram R$ 2,38 bilhões.

O especialista em orçamento público Cesar Lima avalia que o segundo decêndio de julho confirma um primeiro semestre positivo para o FPM. No entanto, ele ressalta que a alta da inflação nos últimos meses deve ser considerada na análise do crescimento dos repasses.

“Esse decêndio vem 2% maior que o do ano passado. Fechamos um primeiro semestre positivo. Contudo, não devemos esquecer que tivemos uma alta inflacionária nos últimos meses por conta da conjuntura internacional e da crise do petróleo. Temos que avaliar o quanto esse crescimento foi positivo em termos reais. Até o momento, os valores vêm correspondendo às expectativas. Agora, é importante que o gestor aproveite a parcela extra de 1% recebida neste mês para colocar as contas dos municípios em dia”, destaca Lima. 

No dia 10 de julho, os municípios brasileiros receberam junto com a primeira parcela de julho do FPM a parcela extra de 1%, que ultrapassou R$ 9,9 bilhões. O valor extra é garantido pela Emenda Constitucional 84/2014 e os recursos já são esperados pelas prefeituras.

Maiores valores por estado

São Paulo concentra o maior volume de recursos neste segundo decêndio de julho, com quase R$ 300 milhões. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses estão Araraquara, Piracicaba e São Bernardo do Campo, cada um com valores superiores a R$ 1,3 milhão.

Na sequência aparece Minas Gerais, com mais de R$ 297,3 milhões. No estado, Patos de Minas, Contagem e Divinópolis estão entre os municípios que recebem os maiores valores, todos acima de R$ 1,38 milhão. 

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ANM distribui mais de R$ 464 milhões em royalties da mineração a estados e municípios

  A Agência Nacional de Mineração (ANM) distribuiu mais de R$ 461 milhões aos estados e municípios produtores de minerais. O montante corresponde à Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) — os royalties da mineração — arrecadada em junho e repassada ao longo do mês de julho.

  Do total, cerca de R$ 92 milhões foram destinados aos estados e ao Distrito Federal, enquanto os municípios receberam aproximadamente R$ 368 milhões

  Segundo a ANM, o estado que mais recebeu recursos foi Minas Gerais, com mais de R$ 42,6 milhões. Na sequência aparecem Pará, com cerca de R$ 34,2 milhões, e Goiás, com R$ 3,2 milhões

  Clique aqui para conferir o valor da CFEM distribuído para cada estado e município

Municípios que mais receberam recursos

Os maiores repasses da CFEM foram destinados aos seguintes municípios produtores:

  1. Canaã dos Carajás (PA): R$ 60.984.372,74
  2. Parauapebas (PA): R$ 34.590.228,55
  3. Marabá (PA): R$ 21.221.548,39
  4. Nova Lima (MG): R$ 17.386.148,91
  5. Conceição do Mato Dentro (MG): R$ 16.866.925,11
  6. Congonhas (MG): R$ 16.806.479,07
  7. Mariana (MG): R$ 15.465.658,47
  8. Itabirito (MG): R$ 13.432.276,08
  9. Itabira (MG): R$ 13.366.558,04
  10. Paracatu (MG): R$ 10.241.181,17
  11. Barão de Cocais (MG): R$ 10.201.482,06
  12. Santa Bárbara (MG): R$ 9.370.535,55
  13. São Gonçalo do Rio Abaixo (MG): R$ 8.290.974,55
  14. Curionópolis (PA): R$ 6.546.654,94
  15. Ouro Preto (MG): R$ 6.204.820,48
  16. Alto Horizonte (GO): R$: 5.730.753,76
  17. Itatiaiuçu (MG): R$ 4.552.190,43
  18. Brumadinho (MG): R$ 3.874.312,06
  19. Paragominas (PA): R$ 3.652.588,51
  20. Itaituba (PA): R$: 3.075.179,99

Regras para a utilização dos recursos da CFEM

Criada pela Constituição Federal de 1988, a CFEM é uma compensação financeira paga pelas empresas mineradoras aos estados, Distrito Federal e municípios como contrapartida pela exploração econômica dos recursos minerais em seus territórios.

A legislação determina que os valores não podem ser usados para o pagamento de dívidas, exceto aquelas contraídas com a União ou com entidades federais. Também é proibido utilizar os recursos para custear despesas permanentes com pessoal

A principal exceção é a área da educação. Nesse caso, os recursos podem financiar despesas educacionais, incluindo o pagamento de professores da rede pública, especialmente os que atuam na educação básica em tempo integral. 

Transparência e prestação de contas

A ANM ressalta que estados, Distrito Federal e municípios beneficiados devem divulgar anualmente a destinação dos valores recebidos. Além disso, pelo menos 20% da receita da CFEM deve ser aplicada em ações voltadas para

  • diversificação da economia;
  • exploração mineral sustentável;
  • pesquisa científica e tecnológica.

A divulgação dessas informações deve seguir as regras da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011). Os dados detalhados sobre a arrecadação e a distribuição da CFEM podem ser consultados no portal da ANM, enquanto o Banco do Brasil disponibiliza a consulta dos repasses efetuados às contas dos entes federativos. 

Brasil 61

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ARRAIÁ NA EREM SANTA TEREZINHA

  Nesta terça-feira (30/06), foi realizado mais um arraiá na EREM SANTA TEREZINHA PE. Com comidas típicas,xaxado,quadrilhas e brincadeiras.
  Na oportunidade foi entregue os diplomas do aluno nota 10 e prêmios aos atletas que foram vencedores nos últimos jogos regionais em Afogados da Ingazeira PE.

  A educação e a cultura são indissociáveis. A educação atua como o mecanismo de transmissão e renovação da cultura, enquanto a cultura fornece o contexto, os valores e a identidade que dão significado ao aprendizado. Juntas, elas moldam a visão de mundo, o comportamento social e o desenvolvimento crítico dos indivíduos.

     Para entender essa relação, destacam-se os seguintes pilares:Transmissão de saberes: A educação é a ferramenta pela qual a herança cultural (tradições, línguas, artes e conhecimentos) é repassada de geração em geração.

    Formação da identidade: É por meio da educação que o indivíduo assimboliza e se reconhece dentro de um contexto cultural específico, desenvolvendo seu senso de pertencimento.

     Transformação social: A educação crítica permite questionar e evoluir os padrões culturais, promovendo a inovação e o respeito à diversidade.

Os estudantes, equipe gestora, professores e demais organizadores estão de parabéns. “A cultura deve permanecer viva”

 

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Arianne Botelho, protagonista de ‘Então é Amor’: “Nunca tinha feito novela vertical e fiquei com medo”

 Arianne Botelho, de 32 anos, é a protagonista de Então é Amor, nova novela vertical das plataformas digitais da Globo. A atriz, que vive a primeira experiência no formato, admite que teve receio ao fazer o papel. “Nunca tinha feito novela vertical e fiquei com medo. É uma novela sem barriga. Muitas coisas acontecem em um capítulo só. A Rosa não tinha um minuto de sossego”, afirma.

Escrita por Gustavo Reiz e dirigida por Marcelo Zambelli, a atriz interpreta a mocinha da trama, que conta com Micael BorgesCristiana Oliveira e Wagner Santisteban no elenco, além de Carla Díaz como vilã.

“Sinto que o microdrama é como se a gente estivesse dando um zoom em determinada história de uma novela convencional”, explica. De acordo com a atriz, ela foi tão atraída pela trama que leu o roteiro de uma vez. “Geralmente, leio aos poucos. Desta vez, queria saber o que ia acontecer. A novela tem surpresas em todos os capítulos. Minha personagem não é uma mocinha óbvia.”

Arianne Botelho — Foto: Carlo Locatelli
Arianne Botelho — Foto: Carlo Locatelli

Ao falar sobre o processo de criação da personagem, a atriz teve o cuidado como o de outros trabalhos. “A construção da personagem, para mim, foi dedicada como a de qualquer papel que começo do zero em outro produto. A construção é a mesma, mas a concentração exige mais domínio do papel. A Rosa, minha personagem, tem a linha que leva a história do começo ao fim. Tenho que dominar todas as nuances dela, desde as mais simples até as mais complexas.”

Nas gravações, Arianne conta que precisou ter atenção com a movimentação. “No começo, eu esquecia que era vertical e tinha um gestual como se fosse horizontal. O Zambelli (diretor) me alertava: ‘Arianne, é vertical'”, lembra.

Arianne Botelho — Foto: Carlo Locatelli

Arianne Botelho — Foto: Carlo Locatelli

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Flávia Alessandra reage à repercussão da filha como ‘batalhadora’: “Não era para ser a regra?”

   Flávia Alessandra, de 52 anos, se orgulha de Giulia Costa, de 26, construir uma carreira independente da sua. A cineasta de formação viralizou recentemente ao surgir como assistente de direção num set de filmagem, e reconheceu que ser filha da atriz e do diretor de TV Marcos Paulo (1951-2012) abriu portas para ela. Em conversa com a Quem, Flávia diz que se divertiu com a repercussão e questionou o motivo do trabalho da filha ter gerado debate, com a internet chamando-a de “batalhadora”.

   “Eu acho louco que o que é para ser normal vire assunto. Morri de rir quando saiu esse vídeo, falei para ela: ‘Que engraçado que está o mundo, as coisas estão ficando tão invertidas’. Essa não era para ser a regra? Não era para você estar aí batalhando, correndo atrás dos sonhos? Enfim, acho que ela está trilhando o caminho dela bonitinho. O mais legal é que tem um monte de gente vendo da mesma forma, e isso é muito bom. Sinal de que as coisas estão no lugar”, acredita.

  Giulia se formou em Cinema em 2022 pela PUC-RJ e já externou o desejo de dirigir uma obra algum dia. Enquanto isso, tem o trabalho de influencer como a forma de sustentar seu estilo de vida e, futuramente, seu sonho. Comparando sua vida e carreira à da mãe, com quem apresentou um podcast recentemente, a artista disse: “Ela é loba, eu sou cachorrinha”. No entanto, Flávia não concorda com a ideia.

  “Imagina! Ela já é ali bem lobinha também, dona Giulia. Bastante! Crio duas meninas para esse mundão, com todos os perigos e também conquistas. A gente tem esse canal aberto de uma forma muito positiva, para que a gente consiga voar e chegar onde quiser, com cuidado, com cautela, e assim tem sido”, diz ela, que também tem Olívia, de 15 anos, do casamento com Otaviano Costa.

revistaquem

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Explodiu: Flávio Bolsonaro bate-boca com jornalista do Estadão após artigo sobre escândalo Master

 Acuado pelo avanço das investigações e pela devastação de sua imagem pública, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) perdeu a compostura nas redes sociais neste domingo (21) e bateu boca publicamente com a veterana jornalista Eliane Cantanhêde, colunista do jornal O Estado de S. Paulo e comentarista da Globo. A explosão do parlamentar reflete o desespero de quem vê se fechar sobre si uma atmosfera de suspeitas em torno do caso Master, justamente no momento em que ele tenta se viabilizar como pré-candidato à Presidência da República.

  O estopim para o descontrole de Flávio foi a publicação de um artigo de Cantanhêde no Estadão, neste domingo, cujo título tocou na ferida mais exposta do clã bolsonarista: “Caso Master: Não está faltando alguém nas buscas da PF e do STF?”. No texto, a jornalista vocalizou o questionamento que hoje ecoa nos corredores do Judiciário e da política nacional: por qual razão o senador fluminense continua blindado pelo ministro André Mendonça, do STF, enquanto o escândalo acumula provas contundentes contra ele?

A reação do filho 01 de Jair Bolsonaro foi imediata e agressiva. Flávio utilizou seu perfil na rede social X (antigo Twitter) para atacar diretamente a publicação oficial do jornal. Em tom ríspido, ele escreveu: “Porque o investimento privado feito em um filme privado e sem contrapartida pública é tão legal quanto o feito em publicidade no Estadão. Não há absolutamente nada de errado. Pelo seu raciocínio, deveria haver busca e apreensão em cima dos donos Estadão (com o que eu não concordo). Porém, contudo, todavia, o Lula baiano é acusado de CORRUPÇÃO!!! Ou seja, por mais que você torça contra mim, possibilidade de crime só há na relação do líder do governo e fiel escudeiro de Lula com o Augusto Lima e o Master, e não no caso do filme”

Cerco se fecha: As mentiras que desabaram neste domingo

Para compreender a fúria do parlamentar, é preciso contextualizar o inferno astral que ele enfrenta. O domingo já havia amanhecido tenso para Flávio após uma revelação bombástica do jornal O Globo. O colunista Lauro Jardim trouxe a público a informação de que o senador mentiu reiteradamente sobre a cronologia de suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, pivô do esquema de fraudes financeiras do Banco Master.

A defesa do senador vinha sustentando que o único contato presencial relevante havia ocorrido no final de novembro de 2025, na residência de Vorcaro em São Paulo, para supostamente “dar um ponto final” nas negociações de patrocínio para o filme Dark Horse. No entanto, Jardim revelou que os dois já se reuniam secretamente a sós desde o primeiro semestre do ano passado, em uma mansão alugada pelo banqueiro em Brasília.

Essa nova peça do quebra-cabeça destrói a narrativa anterior de Flávio, que no início do escândalo chegou a afirmar que sequer conhecia o empresário. Posteriormente, quando confrontado com o fato de seu contato estar no celular de Vorcaro, alegou que seu número “não era segredo para ninguém” na capital federal. A máscara caiu em definitivo quando o portal The Intercept Brasil divulgou mensagens onde o senador tratava o magnata criminoso pelo apelido íntimo de “irmãozão”. Mais do que a proximidade, as investigações apontam que Flávio tentou levar R$ 134 milhões do banqueiro, tendo conseguido efetivamente abocanhar R$ 61 milhões em depósitos no exterior. A desfaçatez da relação ficou nítida quando descobriu-se que o parlamentar viajou a São Paulo para visitar o aliado quando este já utilizava tornozeleira eletrônica e cumpria medidas cautelares.

Estratégia frustrada de cortina de fumaça

Antes de explodir contra Eliane Cantanhêde, Flávio Bolsonaro gastou precioso capital político nos últimos dias tentando empurrar o foco do escândalo para o campo adversário. O senador e seus aliados lideraram uma ofensiva para inflar as suspeitas que pesam sobre o senador baiano Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado, também citado em desdobramentos do caso.

A estratégia de criar uma cortina de fumaça partidária, contudo, redundou em um retumbante fracasso. A opinião pública e a imprensa profissional não morderam a isca. Embora o envolvimento de figuras governistas seja alvo de apuração, a gravidade e a especificidade das cifras que envolvem Flávio, os R$ 134 milhões exigidos e os R$ 61 milhões recebidos de forma nebulosa de um banqueiro sob investigação, mantiveram o filho do ex-presidente firmemente fincado nas manchetes policiais. Ao perceber que não conseguiria usar Jaques Wagner como escudo humano, o nervosismo do senador transbordou.

Sob os refletores: A incômoda blindagem de André Mendonça

O ponto nevrálgico do artigo de Cantanhêde, e que gerou o curto-circuito em Flávio, é a crescente e insustentável pressão das redes sociais e de setores jurídicos sobre o ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal.

A omissão de Mendonça em autorizar mandados de busca e apreensão ou a abertura formal de um inquérito específico contra Flávio Bolsonaro já começou a “pegar mal” institucionalmente. Nos bastidores do Judiciário, avalia-se que a postura do magistrado, indicado ao cargo por Jair Bolsonaro sob a alcunha de “terrivelmente evangélico”, configura uma linha clara de proteção política a um aliado ideológico extremista. Diante de um conjunto de provas tão robusto e de sucessivas mentiras desmascaradas, a inércia do relator começa a constranger o próprio Supremo.

Ao atacar a imprensa e tentar equiparar uma transação comercial legítima (como a venda de publicidade de um jornal) a repasses milionários e secretos de um banqueiro fraudador, Flávio Bolsonaro sinaliza que perdeu os argumentos técnicos. O tom beligerante adotado no X é o último recurso de quem sabe que, caso a blindagem de André Mendonça sofra qualquer fissura nos próximos dias, a pré-candidatura presidencial será o menor dos seus problemas.

revistaforum

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Master e Digimais: como Paulo Guedes e Campos Neto, no ex-governo Bolsonaro, promoveram a farra financeira da Faria Lima

   O escândalo do Banco Master, de Daniel Vorcaro, revelados na Compliance Zero, e a Operação Miragem sobre o Digimais, de Edir Macedo, revelam os efeitos colaterais de um modelo de desregulamentação financeira iniciada no governo golpista de Miche Temer (MDB) e levada às últimas consequências pelo “super” ministro da Economia Paulo Guedes e o presidente do “autônomo” Banco Central Roberto Campos Neto no ex-governo Jair Bolsonaro (PL).

  Vendida como “modernização” do sistema financeiro – mesma alcunha agora propalada por Flávio Bolsonaro para seduzir a Faria Lima -, as resoluções e medidas de Guedes e Campos Neto abriram caminho para um ecossistema de fintechs, bancos digitais e operações financeiras que Sob o governo Lula estão no centro de investigações da Polícia Federal.

  Durante anos, Paulo Guedes e Roberto Campos Neto venderam ao mercado a ideia de que o Brasil precisava romper o suposto oligopólio bancário para estimular a concorrência, democratizar o crédito e acelerar a inovação financeira. Sob esse discurso, foram criadas condições para a explosão de fintechs, bancos digitais, plataformas de crédito e estruturas financeiras que passaram a disputar espaço com as instituições tradicionais.

  O problema é que, enquanto a Faria Lima festejava a abertura, a fiscalização parecia perder capacidade de acompanhar a velocidade das transformações. Diante das investigações que alcançam Master e Digimais, emerge uma questão inevitável: os potenciais crimes identificados pela Polícia Federal são resultado de casos isolados ou revelam fragilidades de um modelo regulatório concebido justamente para flexibilizar barreiras e acelerar a expansão do setor financeiro?

  A resposta começa antes mesmo da chegada de Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

Governo Temer: a origem

  A origem da atual arquitetura financeira remonta ao governo Michel Temer (MDB). Em abril de 2018, o Conselho Monetário Nacional aprovou a Resolução 4.656, criando as Sociedades de Crédito Direto (SCDs) e as Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEPs).

  À primeira vista, tratava-se de uma medida técnica destinada a estimular a inovação. Na prática, inaugurava uma ruptura histórica. Pela primeira vez, empresas não bancárias poderiam conceder crédito diretamente ao público sem a necessidade de se transformarem em bancos convencionais.

  A medida foi recebida com entusiasmo pela Faria Lima. O argumento era simples: mais concorrência reduziria juros e ampliaria o acesso ao crédito.

  Mas, a resolução também marcou o início de um processo de fragmentação do sistema financeiro. Novos agentes passaram a operar em um ambiente regulatório significativamente mais leve do que aquele imposto aos grandes bancos, enquanto o Estado apostava que a supervisão baseada em risco seria suficiente para acompanhar a expansão do setor.

  Bolsonaro: o financismo como política de Estado

 Quando Roberto Campos Neto assumiu um “autônomo” Banco Central, em 2019, esse processo foi acelerado e transformou o financismo em política de Estado.

 Diferentemente de seus antecessores, que viam a estabilidade financeira como prioridade absoluta, Campos Neto passou a tratar inovação e concorrência como objetivos centrais da autoridade monetária. A partir daquele momento, o BC deixou de atuar apenas como fiscalizador para assumir também o papel de indutor da expansão do mercado financeiro.

 Em 2020 veio o Sandbox Regulatório, mecanismo que permitiu a empresas selecionadas testar produtos e modelos de negócios sob regras diferenciadas de supervisão.

 A iniciativa era inspirada em experiências internacionais e apresentada como ferramenta de modernização. Mas também representava uma mudança de paradigma: o foco deixava de ser a prevenção de riscos para privilegiar a experimentação e o crescimento.

 O passo seguinte foi ainda mais ambicioso. Em 2021 entrou em operação o Open Banking, posteriormente ampliado para Open Finance.

 O sistema obrigou instituições financeiras a compartilhar dados de clientes, permitindo a integração de bancos, fintechs, plataformas de crédito e empresas de tecnologia em uma mesma rede. A Faria Lima, mais uma vez, comemorou.

 Campos Neto celebrou com Guedes a “modernização” no mercado brasileiro. No entanto, pouco se discutiu sobre os desafios de supervisão que surgiam a partir da criação de um ecossistema financeiro cada vez mais complexo, pulverizado e interconectado.

“Terceirização” e Farra no mercado financeiro

Foi nesse ambiente que prosperou o modelo conhecido como Banking as a Service (BaaS). Empresas sem tradição bancária passaram a oferecer contas, cartões, empréstimos e serviços financeiros utilizando a estrutura de instituições parceiras, em uma espécie de “terceirização”, a reboque do que acontece em outros setores, como o do trabalho, com o avanço do ultraliberalismo.

A fronteira entre banco, fintech, empresa de tecnologia e plataforma financeira tornou-se cada vez mais difusa. O sistema cresceu. A fiscalização, não necessariamente.

Paralelamente, a aprovação da Lei Complementar 182, o chamado Marco Legal das Startups, e da autonomia formal do Banco Central consolidou a visão de que a expansão do mercado financeiro deveria ocorrer com o mínimo de interferência estatal possível.

As propostas estão no cerne do “pensamento” de Paulo Guedes, um entusiasta do neoliberalismo, alçado em 2018 pela mídia liberal e Faria Liberal como “o posto Ipiranga” de Jair Bolsonaro, uma espécie de oráculo que colocaria uma mordaço no confesso ignorante em Economia que seria colocado no Planalto após a prisão de Lula por outro “super” ministro, Sergio Moro, hoje candidato do clã ao governo do Paraná.

O resultado foi a criação de um ambiente altamente favorável à entrada de forasteiros no mercado financeiro, à circulação de grandes volumes de recursos e ao surgimento de estruturas cada vez mais sofisticadas, que dificultavam a fiscalização.

A brecha permitiu que o “empresário” Daniel Vorcaro e o “bispo” Edir Macedo se tornassem banqueiros, conseguindo do BC de Campos Neto o aval para operacionalizar o Master, em 2019, e o Digimais, em 2020.

O caso Master

É nesse contexto que o Banco Master se torna símbolo da nova era financeira brasileira.

Sob o comando de Daniel Vorcaro, a instituição viveu uma expansão meteórica justamente durante o período em que Roberto Campos Neto conduzia a agenda de abertura do setor. O banco ampliou operações, passou a ocupar espaço crescente no mercado de capitais e construiu uma rede complexa de fundos, empresas e ativos financeiros que chamava atenção pela velocidade de crescimento. Agora, a PF investiga suspeitas envolvendo operações estruturadas, movimentação de ativos, créditos de difícil recuperação e mecanismos financeiros que, segundo as apurações, podem ter servido para ocultar a origem de recursos e mascarar operações patrimoniais. Relatórios de inteligência financeira analisados pelos investigadores também apontam suspeitas de conexões entre estruturas examinadas na operação e recursos associados a facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital, o PCC. O aspecto mais perturbador do caso não é apenas o volume dos recursos investigados. É o fato de que o crescimento ocorreu dentro do sistema financeiro formal, sob supervisão estatal, em um ambiente que celebrava justamente a capacidade dessas instituições de desafiar os grandes bancos tradicionais.

Digimais: o novo Master

O Digimais surge agora como um novo capítulo dessa história. Ligado ao grupo empresarial de Edir Macedo, que comanda o Republicanos de Tarcísio Gomes de Freitas e um dos principais apoiadores de Bolsonaro durante seu governo, o banco digital prosperou no mesmo ciclo de expansão das fintechs e das instituições financeiras digitais. Na operação desta terça-feira (23), a PF investiga suspeitas de fraudes no Sistema Financeiro Nacional, com bloqueio autorizado de até R$ 670,3 milhões em bens e valores ligados aos investigados. O modus operandi é semelhante ao do Master, com a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas superiores a 110% do CDI. Além disso, o banco presidido pelo bispo João Urbaneja, braço direito de Macedo, lucrou com empréstimos consignados a servidores, como os policiais militares de São Paulo estimulados pelo governo Tarcísio a se endividarem com o banco ligado à Igreja Universal, que também promove cultos para dar “assistência espiritual” aos PMs. As apurações ainda estão em estágio inicial, mas o simples fato de mais uma instituição criada e fortalecida nesse ambiente regulatório aparecer no radar das autoridades amplia os questionamentos sobre a eficácia do modelo adotado entre 2019 e 2024.

Um modelo estruturado para crimes no sistema financeiro

Não se trata de atribuir a Paulo Guedes ou Roberto Campos Neto responsabilidade por eventuais irregularidades investigadas pela Polícia Federal. A questão é mais profunda. Foi sob a condução deles que o Brasil trocou um sistema concentrado, fortemente supervisionado e dominado por poucos bancos por um ecossistema financeiro pulverizado, interligado e orientado pela lógica da expansão acelerada.

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Os defensores dessa agenda afirmam que ela trouxe concorrência, inovação e inclusão financeira. Os fatos parecem confirmar isso.

Mas as investigações sobre Master e Digimais levantam outra possibilidade: a de que o mesmo processo que ampliou a competição também criou brechas para operações cada vez mais difíceis de monitorar, permitindo que estruturas financeiras crescessem em velocidade superior à capacidade de fiscalização do Estado. O caso da Clava Fort, ligada ao pastor André Valadão e construído sob a mesma lógica de financeirização que marcou os anos Bolsonaro, aparece como evidência adicional desse fenômeno. Embora tenha dimensão incomparavelmente menor que Master e Digimais, sua trajetória reforça a percepção de que a abertura promovida pelo Banco Central alcançou setores religiosos, políticos e empresariais que passaram a operar estruturas financeiras próprias em um ambiente de supervisão cada vez mais desafiador.

Vista em perspectiva histórica, a questão que emerge das investigações não diz respeito apenas ao futuro de Daniel Vorcaro ou de Edir Macedo.

O que está em julgamento é o próprio modelo de modernização financeira concebido a partir do governo Temer e levado ao limite por Paulo Guedes e Roberto Campos Neto. Se as suspeitas investigadas pela Polícia Federal forem confirmadas, Master e Digimais poderão entrar para a história não apenas como escândalos financeiros, mas como os casos que expuseram as fragilidades de uma arquitetura regulatória neoliberal construída para acelerar a expansão do mercado e que, na prática, abriu brecha para a farra das organizações criminosas dentro do sistema financeiro.

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STF prevê multa para estados e municípios que não prestarem contas de emendas Pix relacionadas a eventos

  Estados e municípios que deixarem de apresentar informações sobre recursos recebidos por meio das chamadas “emendas Pix” para a realização de eventos poderão ser multados. A medida foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, no âmbito das discussões sobre transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares.

  A decisão, assinada na terça-feira (9), estabelece multa diária equivalente a 1% do valor de cada emenda para os entes que não apresentarem planos de trabalho, complementação de cadastros ou relatórios de gestão referentes a recursos transferidos por emendas individuais na modalidade de transferência especial entre 2020 e 2024. A penalidade será aplicada até que as pendências sejam regularizadas.

  Pela decisão, o Ministério do Turismo deverá identificar e notificar os entes que estiverem em situação irregular no prazo de 10 dias corridos. No mesmo período, a pasta também terá de atualizar as informações sobre emendas destinadas a eventos que já foram identificadas, mas que ainda não possuem plano de trabalho ou prestação de contas concluída.

  Segundo o ministério, atualmente existem 126 planos de trabalho cadastrados. Desse total, 54 estão em fase de complementação e 72 já foram aprovados. Também foram incorporados 29 novos relatórios de gestão.

Identificação de falhas na transparência 

Ao justificar a medida, Flávio Dino afirmou que permanecem falhas na transparência e no acompanhamento da aplicação dos recursos destinados à promoção de eventos, dificultando a fiscalização e os mecanismos de controle, especialmente nos casos envolvendo empresas beneficiadas pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse).

“A título ilustrativo, imaginemos a repugnante hipótese de uma empresa participar de ‘esquemas’ de desvio de dinheiro público destinado por emendas, e ainda ser beneficiada por incentivos fiscais”, afirma o ministro na decisão.

Fiscalização 

O STF também determinou que a Controladoria-Geral da União (CGU) realize auditorias nos entes federados que já tiveram planos de trabalho aprovados e apresentaram relatórios de gestão. A fiscalização deverá verificar a consistência da documentação apresentada, a compatibilidade entre os objetos pactuados e os contratos firmados, a adequação dos preços, os valores pagos e a proporcionalidade dos recursos em relação ao porte dos eventos realizados.

Na avaliação da Confederação Nacional de Municípios (CNM), embora a decisão esteja voltada, neste momento, às emendas executadas pelo Ministério do Turismo, ela serve como alerta para a execução de recursos transferidos pelos demais ministérios. A entidade destaca que, embora a análise dos planos de trabalho tenha sido dispensada pelos órgãos setoriais, o preenchimento dos relatórios de gestão continua obrigatório. As informações registradas na plataforma Transferegov, ressalta a confederação, devem ser apresentadas de forma clara e transparente.

A determinação foi proferida no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, ação que reúne discussões sobre mecanismos de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares, incluindo medidas adotadas após a extinção do chamado orçamento secreto.

Ao longo dos julgamentos da ADPF 854, a CNM afirma ter atuado na orientação dos municípios para o cumprimento das normas, por meio de atendimentos diretos, produção de tutoriais, envio de mensagens aos gestores e divulgação de conteúdos informativos.

 Brasil 61

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Fundeb: estados e municípios recebem nova parcela de R$ 4,86 bilhões

  Municípios, estados e o Distrito Federal receberam R$ 4,86 bilhões do Ministério da Educação (MEC) referentes à quinta parcela de 2026 do repasse complementar da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb)

Os recursos, depositados no dia 29 de maio, são provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e devem ser aplicados exclusivamente na manutenção e no desenvolvimento da educação básica pública, incluindo:

  • valorização e remuneração dos profissionais da educação, 
  • melhorias na infraestrutura escolar
  • transporte de estudantes, 
  • aquisição de materiais didáticos

  A distribuição dos valores leva em conta o número de matrículas registradas no último Censo Escolar, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O levantamento contempla alunos da educação infantil, do ensino fundamental, do ensino médio, da educação especial, da educação de jovens e adultos (EJA) e da educação profissional integrada

 Complementação da União

A previsão é que a complementação da União ao Fundeb alcance R$ 69,3 bilhões em 2026. Com o repasse da quinta parcela, o total transferido neste ano já soma R$ 29,04 bilhõesOs recursos são liberados mensalmente, entre janeiro de 2026 e janeiro de 2027, até o último dia útil de cada mês, conforme cronograma estabelecido pela Portaria Interministerial MEC/MF nº 6/2026

Como funciona a distribuição 

O Fundeb é formado por receitas e transferências de impostos de estados, municípios e Distrito Federal. Desde 2021, o fundo passou a contar com complementação crescente da União, distribuída por meio de três modalidades, conhecidas como modelo híbrido

  • O Valor Anual por Aluno (VAAF) considera quanto cada estado arrecada para o Fundeb por aluno matriculado.
  • O Valor Anual Total por Aluno (VAAT) é calculado com base no total de recursos disponíveis para a educação básica em cada rede de ensino, independentemente do estado onde ela esteja localizada. 
  • O Valor Aluno Ano Resultado (VAAR) está vinculado ao desempenho educacional e à evolução dos indicadores de aprendizagem das redes de ensino. 

Em 2026, a complementação da União beneficiará 1.766 entes federativos pela modalidade VAAF, 2.546 pelo VAAT e 3.034 pelo VAAR

Para consultar o extrato da distribuição dos recursos do Fundeb, acesse os demonstrativos.
 Brasil 61

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Emendas de vereadores já alcançam quase metade dos municípios brasileiros

  Quase metade das prefeituras brasileiras já convive com emendas impositivas de vereadores, mecanismo que, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), tem gerado desafios para a gestão orçamentária local e levado parte dos municípios a complementar com recursos próprios projetos inicialmente financiados por esses instrumentos.

  O estudo, realizado com 3,2 mil entes locais de todas as regiões do país, aponta que 47% dos prefeitos afirmaram possuir emendas impositivas de vereadores. Para a CNM, esse percentual pode alcançar 60% nos próximos anos.

   As emendas parlamentares são instrumentos que permitem ao Poder Legislativo participar da elaboração do orçamento público. Por meio delas, deputados estaduais, deputados federais, senadores e vereadores podem direcionar recursos previstos no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para ações e projetos considerados prioritários.

  De acordo com a pesquisa, 85% dos municípios que adotaram o mecanismo já incluíram as emendas na Lei Orgânica municipal, o que torna sua manutenção praticamente definitiva. Entre os prefeitos ouvidos, 52% afirmaram precisar complementar com recursos da própria administração os valores destinados pelos vereadores para garantir a execução de obras e serviços.

  A insuficiência de recursos, segundo o levantamento, está relacionada principalmente ao fracionamento das emendas sem a definição de um valor mínimo. Esse fator foi apontado por 53% dos gestores consultados.

O estudo também indica que a adoção das emendas tem dificultado o cumprimento de metas previstas nos orçamentos municipais. Com base na extrapolação dos dados coletados, a CNM estima que aproximadamente 2,6 mil prefeituras brasileiras já possuam emendas impositivas de vereadores.

  Em cerca de um terço dessas cidades, o percentual destinado às emendas ultrapassa o limite de 1,55% da Receita Corrente Líquida estabelecido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF). A pesquisa ainda identificou a existência de emendas de bancada em mais de um terço dos municípios que possuem previsão de emendas parlamentares — o equivalente a até 915 prefeituras na projeção realizada pela entidade. A legalidade desse modelo está sendo discutida na Justiça e deve ser analisada pelo STF.

Recursos insuficientes 

  Outro dado apontado pelo levantamento é que 44% dos gestores que responderam à pesquisa consideram os recursos destinados às emendas insuficientes para a execução das obras e serviços previstos. Nesses casos, as prefeituras acabam assumindo parte dos custos para viabilizar os projetos.

  Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, o avanço desse modelo amplia as dificuldades financeiras enfrentadas pelos governos locais.

  “A existência de emendas municipais tem agravado ainda mais o subfinanciamento da esfera local, pois, além de manter intacto o duodécimo do Poder Legislativo, fragiliza a realização de políticas públicas efetivamente estruturantes. A repetição, em nível local, de mecanismo existente na esfera federal, desconsidera as assimetrias federativas e a profunda disparidade entre o excesso de arrecadação por parte da União e a histórica deficiência financeira identificada nos Municípios”, ressalta o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

  Diante desse cenário, a entidade pretende ampliar o debate sobre os impactos das emendas impositivas com a sociedade e com os poderes Executivo e Legislativo municipais. O objetivo, segundo a CNM, é discutir as atribuições de cada poder e buscar maior eficiência na implementação de políticas públicas.

 Aumento no volume de emendas 

O estudo também mostra o crescimento do volume de emendas parlamentares nos últimos anos. Somadas as esferas federal e estadual, os recursos passaram de R$ 56,7 bilhões em 2024 para R$ 63 bilhões em 2026. 

  Desse total, R$ 49,9 bilhões correspondem às emendas federais e R$ 13,2 bilhões às estaduais. A participação dos estados nesse montante aumentou de 15,6% para 20,9% no período analisado. 
 

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FPM: União repassa mais de R$ 5,2 bilhões aos municípios no segundo decêndio de junho

 Mais de R$ 5,2 bilhões serão distribuídos aos municípios brasileiros nesta sexta-feira (19) por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O montante corresponde ao segundo decêndio de junho e é cerca de 11% maior do que o transferido no mesmo período do ano passado, quando os repasses somaram R$ 4,7 bilhões.

 Segundo o especialista em orçamento público Cesar Lima, parte do aumento nos repasses pode estar relacionada ao cenário econômico recente, marcado pela alta dos custos de energia e combustíveis, que impactam a arrecadação e, consequentemente, os valores transferidos aos municípios.

 “Entendemos ser um impacto direto desse processo inflacionário que temos vivido por conta da alta do preço dos petróleos. Estamos com a inflação bem acima do teto da meta e acreditamos que boa parte desse aumento em relação ao ano passado pode ser inflacionário, o que levaria a um aumento real ainda não calculado, apesar de que durante o ano, até mesmo antes dos conflitos eclodirem no Oriente Médio, nós tínhamos um resultado positivo em relação ao ano passado”, destacou. Os repasses do FPM são feitos a cada dez dias. Quando a data programada coincide com fim de semana ou feriado, o crédito é antecipado para o primeiro dia útil anterior.

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Governo amplia alcance dos MovCEUs com novas unidades culturais no Nordeste

O Governo do Brasil ampliou o programa MovCEUs do Ministério da Cultura

Agora, 89 unidades culturais itinerantes vão chegar a municípios de todas as regiões do país. 

No Nordeste, serão contempladas as cidades de Penedo, em Alagoas; Itacaré, na Bahia; Brejo Santo, no Ceará; João Câmara, no Rio Grande do Norte; e Recife, no Pernambuco. 

Os MovCEUs são equipamentos culturais móveis voltados à promoção da cultura, da formação, inclusão digital e do fortalecimento comunitário. 

O veículo é totalmente adaptado para ser um estúdio de produção audiovisual, biblioteca, cinema de rua, espaço para realização de oficinas e até palco para apresentações diversas. 

A unidade leva atividades culturais para territórios que ainda enfrentam dificuldades de acesso a equipamentos permanentes. A subsecretária de Espaços e Equipamentos Culturais do Ministério da Cultura, Cecília Sá, destaca a importância da expansão da política cultural nos territórios brasileiros.“Os MovCEUs tem essa capacidade de conectar comunidades, de valorizar identidades locais e levar cultura a territórios diversos do Brasil. E agora com a expansão nós damos um salto importante na construção de uma política cultural mais capilarizada, mais inclusiva e alinhada às realidades das cidades brasileiras.”

Além do Nordeste, as regiões Sul, Centro-Oeste, Sudeste e Norte do país também terão cidades contempladas com unidades do MovCEUs do Ministério da Cultura. Os valores de investimento ultrapassam os R$ 77 milhões de reaisRecursos  do Novo Programa de Aceleração do Crescimento, o Novo PAC, do orçamento do MinC e de emendas parlamentares. 

Os MovCEUs fazem parte do Programa Territórios da Cultura, rede de equipamentos culturais do Ministério da Cultura que também inclui os CEUs das Artes e os CEUs da Cultura. 

Para mais informações, acesse o site.

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IA Contra o Crime ajuda a elucidar mais de 1,4 mil ocorrências em Goiás no primeiro semestre

  Entre janeiro e junho de 2026, o programa IA Contra o Crime contribuiu para a elucidação de mais de 1,4 mil ocorrências em Goiás. O conjunto de casos inclui crimes violentos, como homicídios, estupros e roubos, além de ações relacionadas ao tráfico de drogas e a organizações criminosas. A tecnologia está em funcionamento em nove municípios, com 577 câmeras ativas.

O sistema opera como uma plataforma de inteligência que integra diferentes bases de dados, entre elas boletins de ocorrência, mandados de prisão, reconhecimento automático de placas de veículos e alertas emitidos em tempo real. A partir dessa integração, as forças de segurança conseguem reunir informações que apoiam o trabalho investigativo e operacional.

  A previsão é que a estrutura seja ampliada para 5.012 câmeras e passe a abranger mais 194 municípios. Com a expansão, a estimativa é de que o número de ocorrências solucionadas com auxílio da plataforma ultrapasse 10 mil até o fim de 2026. O projeto coloca o estado entre os que mais avançam no uso de inteligência artificial aplicada à segurança pública no país.

O governador Daniel Vilela destaca que o programa atua como um “cinturão digital”, conectando câmeras e inteligência artificial para reforçar o combate ao crime, principalmente em áreas de maior circulação e nas divisas de Goiás. “A plataforma representa um grande salto tecnológico na forma como o governo de Goiás combate o crime”, afirma.

Elucidação de casos concretos

Casos recentes ajudam a ilustrar o funcionamento do sistema. Em maio, uma jovem autista foi baleada no rosto e o suspeito acabou localizado e preso poucas horas depois por equipes da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), com apoio da ferramenta no rastreamento da rota de fuga. No mesmo mês, 12 quilos de crack foram interceptados antes de entrar em território goiano durante uma operação de monitoramento em tempo real.

Em abril, o cruzamento de dados permitiu identificar padrões de deslocamento usados em um esquema de entrega de drogas em Goiânia, levando à desarticulação do grupo. No mesmo período, um motorista embriagado que atropelou e matou um ciclista na capital foi localizado rapidamente, o que ajudou a evitar a perda de provas.

A tecnologia também foi utilizada em uma operação que desarticulou uma associação criminosa especializada em roubos a residências de alto padrão, em ação conjunta entre forças de segurança de Goiás e do Distrito Federal. Em outra investigação, uma quadrilha responsável pelo golpe do falso bilhete premiado contra idosos foi identificada e presa a partir da análise integrada de dados da plataforma.

  De acordo com o balanço do programa, mais de 300 suspeitos de crimes violentos — entre eles homicídios, feminicídios, roubos e estupros — foram presos com apoio das câmeras e dos sistemas de análise.

O secretário de Segurança Pública, coronel Renato Brum, reforça que a iniciativa amplia a atuação do estado no combate ao crime. “Não estamos inertes. Vamos atuar de forma firme. É uma causa nacional”, pontua.

Investimento

  O contrato de expansão e manutenção da tecnologia tem valor total de R$ 304,8 milhões e vigência até 2031. Considerando o período de 60 meses de execução, com início previsto em junho, o custo médio mensal fica em torno de R$ 5,08 milhões. O valor engloba ampliação da infraestrutura, operação, suporte, manutenção, processamento de dados, licenças, atualizações tecnológicas e integração dos sistemas.

  Para o governo do estado, o investimento é tratado como uma política de longo prazo voltada ao reforço da segurança pública em Goiás. A estrutura tecnológica deve apoiar investigações, auxiliar na localização de foragidos, no enfrentamento ao crime organizado e no aumento da capacidade de resposta das forças policiais em Goiás.

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Sancionado piso salarial para professores da educação básica; mudança terá impacto de R$ 8 bi para os municípios em 2026

  A lei (Lei n° 15.437/2026) que atualiza o piso salarial nacional dos professores da educação básica foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta sexta-feira (19). A medida fixa o valor mínimo da categoria em R$ 5.130,63 para 2026, com reajuste de 5,4% em relação ao valor anterior. De acordo com a Casa Civil, a nova legislação estabelece critérios para a atualização anual do piso salarial profissional nacional e determina que o valor não poderá ser corrigido abaixo da inflação acumulada no período anterior. 

A norma também prevê a divulgação, pelo Ministério da Educação, da memória de cálculo utilizada para a atualização do piso, ampliando a transparência do processo. Outra mudança é a inclusão dos profissionais contratados por tempo determinado entre os beneficiários do piso salarial nacional. Isso, segundo o governo, garante a esses trabalhadores os mesmos direitos assegurados aos demais profissionais do magistério público da educação básica.

Reflexos nos orçamentos municipais 

Conforme previsão da Confederação Nacional de Municípios (CNM), a mudança deve impactar os cofres municipais em R$ 8 bilhões apenas em 2026. Na avaliação da entidade, o reajuste do magistério amplia a pressão sobre uma situação orçamentária já desafiadora para muitos municípios brasileiros. Em nota oficial, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, defende que haja respeito ao pacto federativo e à autonomia municipal, com a definição local de aumentos reais.

“O reajuste e a valorização dos profissionais de magistério é uma demanda legítima, mas que precisa ser  pactuada no âmbito local, por quem paga a conta, e não imposto pela União”, afirma Ziulkoski.  Segundo a CNM, a entidade apresentou cinco emendas à Medida Provisória (MP 1.334/2026)  que altera o critério de correção do piso salarial e que deu origem à lei sancionada. Além disso, a Confederação  enviou parecer técnico a parlamentares para alterações no texto. No entanto, as sugestões não foram acatadas no texto final.

Pelo novo cálculo, o reajuste anual será a soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor e 50% da média de crescimento real das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) nos cinco anos anteriores. A CNM destaca que, pela fórmula anterior, a recomposição seria de apenas 0,37%, enquanto a nova regra garante reajuste de 5,4%. A entidade também alerta que, além do impacto previsto para 2026, a mudança deve aumentar a pressão sobre os municípios nos próximos anos. Para a CNM, o financiamento da educação tem sido marcado por forte pressão sobre as contas municipais nos últimos anos. Segundo a entidade, o reajuste do piso do magistério acumulou alta de 78% nos últimos cinco anos, com impacto estimado em R$ 85 bilhões no período.“O novo modelo garante correção acima da inflação sem garantia de recursos adicionais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) ou compensação da União”, afirma a CNM, em nota.

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InfoGripe: Influenza impulsiona alta dos casos graves de doenças respiratórias entre jovens, adultos e idosos

  Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) voltaram a crescer entre jovens, adultos e idosos. É o que aponta a nova edição do Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (19) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Segundo o informe, o avanço é impulsionado pelo aumento das hospitalizações provocadas pelos vírus influenza A e B nessas faixas etárias

  Embora as internações por vírus sincicial respiratório (VSR) ainda estejam em alta entre crianças pequenas, o boletim identificou desaceleração no crescimento dos casos de SRAG em crianças de até quatro anos e redução das ocorrências graves entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos

  A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça a importância da vacinação contra a influenza. Segundo ela, é fundamental que os grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades, mantenham a imunização em dia. 

  A cientista destaca ainda a necessidade de vacinação contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, o que contribui para proteger os bebês contra o vírus responsável pela bronquiolite

 Além disso, diante do leve aumento dos casos de Covid-19 em alguns estados, Portella recomenda que idosos e pessoas imunocomprometidas estejam com as doses de reforço da vacina atualizadas

 “No mais, recomendamos alguns cuidados adicionais, como usar máscaras em locais fechados, com maior aglomeração de pessoas e dentro de unidades de saúde; fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado; ou, quando o isolamento não for possível, sair de casa usando uma boa máscara para evitar transmitir o vírus para outras pessoas”, orienta.

Estados em alerta para SRAG

  O boletim mostra que 14 das 27 unidades da Federação apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo. São elas: Acre, Alagoas, Amapá, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. 

 Os casos de SRAG associados ao VSR continuam aumentando na maioria dos estados das regiões Nordeste — Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão e Rio Grande do Norte — e Sul — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul —, além de Amapá e Roraima, no Norte, e Rio de Janeiro e São Paulo, no Sudeste

 Em toda a Região Centro-Oeste, bem como nos estados do Acre, Pará, Paraíba, Pernambuco, Espírito Santo e Minas Gerais, os casos de SRAG relacionados ao VSR permanecem em patamares elevados, mas já apresentam sinais de estabilização ou queda

 Entre as capitais brasileiras, 11 apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo.

 Entre elas estão Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), São Luís (MA) e Vitória (ES).

Prevalência dos vírus

  Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 19,1% de influenza A
  • 7,1% de influenza B
  • 51,4% de VSR
  • 23,9% de rinovírus
  • 2,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

 Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 43,7% de influenza A
  • 10,5% de influenza B
  • 16,9% de VSR
  • 20,4% de rinovírus
  • 7,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

 O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 13 de junho, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 23. Confira outros detalhes no link.

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Ministério do Turismo leva a Natal (RN) programa de orientação sobre fundo que destina R$ 1 bilhão ao setor em 2026

  Microempreendedores e empresários do setor turístico receberam orientações nesta quarta-feira (17), em Natal (RN), sobre o acesso a financiamentos do Fundo Geral de Turismo (Fungetur). A iniciativa fez parte de mais uma edição do programa Do Lado do Turismo Brasileiro, promovido pelo Ministério do Turismo, que disponibilizou, somente em 2026, mais de R$ 1 bilhão para operações de crédito com condições diferenciadas.

  O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, participou da ação na capital potiguar. O programa já havia passado por Salvador (BA), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Macapá (AP) e Oiapoque (AP). Na avaliação do chefe da Pasta, ampliar o acesso ao crédito é uma das formas de fortalecer o turismo e apoiar os empreendedores do setor.

  “O turismo é um dos setores mais potentes da economia do nosso país. Ele gera emprego na ponta, bota comida na mesa dos brasileiros que trabalham no setor e transforma realidades. Para que o turismo continue crescendo e se modernizando, o empreendedor precisa de apoio real. Precisamos dar condições para que o dono da pousada, o operador de passeios, o guia, o vendedor ambulante, o dono do restaurante, o comércio local ligado ao setor consigam investir, ampliar e melhorar seus negócios”, destacou.

  “O turismo, além de ser uma ferramenta econômica, também é uma ferramenta de inclusão social. A gente vê o grande hoteleiro, o resort, o parque aquático também participando da cadeia produtiva do turismo, e a gente vê a camareira, o garçom, o dono do restaurante, o dono do bar, o microempreendedor individual, todos fazendo parte dessa cadeia do turismo. Essa roda só tem sentido se puder fazer a inclusão social de todos”, enfatizou o ministro.

  O encontro ocorreu no Hotel-Escola Senac Barreira Roxa, localizado na Via Costeira de Natal. Durante o evento, empresários e microempreendedores puderam esclarecer dúvidas sobre as linhas de financiamento do Fungetur diretamente com representantes das instituições financeiras credenciadas pelo Ministério do Turismo. Também tiveram acesso a simulações de crédito.

  O Fungetur oferece financiamento para capital de giro, obras, aquisição de equipamentos, modernização e ampliação de empreendimentos turísticos. A proposta é apoiar empresas do setor, estimular a geração de emprego e renda e contribuir para o desenvolvimento econômico das regiões atendidas.

A programação também incluiu orientações sobre uma linha de crédito voltada a microempreendedores individuais de baixa renda. De acordo com o ministério, os bancos estavam em processo de preparação para atender esse público.

Acesso amplo no setor de Turismo

 Anunciada durante o Salão do Turismo, realizado em maio, em Fortaleza (CE), a iniciativa contemplou guias de turismo, motoristas, vendedores ambulantes de alimentos e bebidas, artesãos e outros profissionais ligados à atividade turística. O público-alvo é formado por MEIs inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), instrumento utilizado pelo governo federal para identificar famílias em situação de vulnerabilidade social.

 A linha busca incentivar a transformação de atividades de subsistência em pequenos negócios, ampliando a autonomia econômica das famílias e reduzindo a dependência de programas de transferência de renda. Cada microempreendedor pode acessar até R$ 21 mil por operação.

 O crédito conta com cobertura integral do Fundo de Garantia de Operações (FGO), por meio do Programa Acredita no Primeiro Passo, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. A iniciativa foi criada para apoiar famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico por meio do trabalho e do empreendedorismo.

 Fungetur

Entre 2023 e 2026, o Fungetur registrou a contratação de 6.129 financiamentos, que somaram R$ 2,73 bilhões. Somente até junho deste ano, foram realizadas 889 operações, totalizando R$ 327,4 milhões em crédito concedido.

 As linhas de crédito disponibilizam financiamentos de até R$ 15 milhões, com taxas de juros de até 5% ao ano mais a correção pelo INPC, além de prazos ampliados e carência de até cinco anos, dependendo da modalidade.

 A iniciativa também destacou a necessidade de manter o cadastro atualizado no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), ferramenta do Ministério do Turismo que reúne empresas e profissionais do setor e garante acesso a programas de incentivo e linhas de financiamento, como o Fungetur.

 Atualmente, o Cadastur conta com 194.843 prestadores de serviços turísticos ativos no país. As agências de turismo concentram o maior número de registros, com 56.612 cadastros. Em seguida aparecem os guias de turismo, com 44.711 inscrições, e os restaurantes, bares e estabelecimentos similares, que somam 24.814 registros.
Fonte: Brasil 61

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Renegociação das dívidas rurais pode custar menos da metade do valor estimado pelo governo, calcula FPA

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) contesta os valores divulgados pelo governo federal para a renegociação das dívidas de produtores rurais. Segundo cálculos da entidade, o custo para a União seria de até R$ 5 bilhões por ano, totalizando R$ 65 bilhões ao longo de 13 anos. 

O valor corresponde a menos da metade da estimativa do Ministério da Fazenda, que projeta gasto de cerca de R$ 140 bilhões no mesmo período. De acordo com técnicos e parlamentares da FPA, os cálculos do Executivo não consideram critérios previstos no PL 5.122/2023, aprovado pelo Senado e em análise na Câmara dos Deputados.

  Entre os requisitos estão a apresentação de laudo que comprove perda de pelo menos 30% da renda em razão de eventos climáticos extremos em duas ou mais safras e a limitação do benefício a operações contratadas até 2025.

O deputado federal Luiz Nishimori (PSD-PR), segundo vice-presidente da FPA na Câmara, afirmou que a proposta não prevê perdão das dívidas e lembra que mecanismos semelhantes já foram adotados no país. “Nesse momento difícil, temos que tentar prorrogar essa dívida, como foi feito nos anos de 1977, 1978, adquirindo o título do governo e colocando juros mais acessíveis. Hoje, não tem como pagar esses juros de quase 20%. É um suicídio e nós temos que procurar uns juros mais adequados”, alertou Nishimori.

Já o deputado General Girão (PL-RN) avaliou que as medidas adotadas pelo governo até o momento, como a ampliação do crédito subsidiado, não resolveram o problema do endividamento rural. “Temos um endividamento rural que não está sendo tratado da maneira correta pelo atual governo. Ele está oferecendo mais dinheiro para endividar mais ainda o produtor. Precisamos fazer um trabalho de financiamento para que esse produtor possa ter oxigênio, musculatura para voltar a produzir”, afirmou Girão.

Seguro Rural

Além da renegociação das dívidas, parlamentares e representantes do setor defendem mudanças na política de seguro rural como forma de reduzir riscos e ampliar o acesso ao crédito.

O Projeto de Lei 2.951/24, aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de maio e em análise no Senado Federal, prevê redução das taxas de juros e prioriza operações de crédito rural cobertas por mecanismos de garantia vinculados ao Fundo Catástrofe, destinado a assegurar a execução dos contratos e dar sustentação ao sistema. 

Para o deputado federal Rafael Pezenti (MDB-SC), representante da FPA na Comissão de Meio Ambiente, a proposta pode reduzir a insegurança dos produtores diante das perdas causadas por eventos climáticos. “Com esse projeto, teremos mais segurança para os produtores façam investimentos, aperfeiçoem sua produção, com a garantia de que poderão permanecer na atividade ao final de um ano de trabalho”, avaliou.

A expectativa de ampliação dos recursos também é compartilhada por representantes do setor produtivo. Eles argumentam que o fortalecimento do seguro rural pode aumentar a estabilidade da atividade agropecuária e reduzir a necessidade de medidas emergenciais em situações de desastre climático. Segundo Antônio Wiggers, presidente da Associação Empresarial de Lages (Acil), em Santa Catarina, a integração entre crédito e seguro contribui para a sustentabilidade financeira das propriedades rurais. “Reduz a dependência das medidas emergenciais do governo em qualquer momento de crise e também contribui para aumentar a resiliência de toda a cadeia produtiva do agronegócio brasileiro”, completou Wiggers.

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Isaías 40:11: “Como pastor, ele cuida do seu rebanho…”

 Neste dia, queremos expressar nossa profunda gratidão a todos os pastores. Obrigado por sua dedicação incansável, por suas orações, e por sempre conduzir as ovelhas do Senhor com tanto amor. Que Deus continue a abençoar suas vidas e ministérios, fortalecendo-os para continuar essa nobre missão.

   Os pastores também precisam de receber agradecimento e encorajamento. 

   Pastorear uma igreja não é uma tarefa fácil. Por isso, o nosso reconhecimento e gratidão. Ser pastor é um grande privilégio, mas também um desafio e uma enorme responsabilidade diante de Deus e das pessoas. Assim, faz todo sentido agradecer, honrar e interceder por esses servos que dedicam suas vidas para alcançar e edificar almas na presença de Deus.

Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e inteligência.” Jer. 3.15 Esse texto nos mostra que os pastores são presentes de Deus à igreja, escolhidos para nutrir e guiar seu rebanho com entendimento e carinho. O pastor é aquele que caminha ao lado de suas ovelhas, compartilha suas alegrias e tristezas, e, acima de tudo, aponta o caminho para o Senhor. Ele não é apenas um líder, mas um servo de todos, refletindo o amor incondicional de Cristo em cada gesto e palavra. Essa é a essência do pastorado: estar presente, ser um suporte e direcionar os corações para Deus.

     “Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. E, quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória.” Que essa promessa divina seja uma fonte de encorajamento e esperança para todos os pastores.

Feliz Dia do Pastor!

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