23 de junho de 2026 12:59

Inmet prevê chuva de até 50 mm para o Recife e outros municípios de Pernambuco; veja quais

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) atualizou a previsão para este sábado (6): 88 municípios de Pernambuco estão com risco de Perigo Potencial de chuvas. A bandeira amarela do Inmet vale para a Região Metropolitana do Recife, assim como a Zona da Mata e o Agreste do estado. O grau de severidade Perigo Potencial indica a possibilidade de chuva entre 20 a 30 mm/h ou até 50 mm/dia. O risco de alagamentos e pequenos deslizamentos, em cidades com tais áreas de risco, é baixo. Inmet pede que a população evite enfrentar o mau tempo; observe alteração nas encostas; e evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada. Mais informações podem ser obtidas junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Confira os 88 municípios de Pernambuco com a bandeira amarela do Inmet:

Abreu e Lima
Agrestina
Água Preta
Aliança
Altinho
Amaraji
Araçoiaba
Barra de Guabiraba
Barreiros
Belém de Maria
Bezerros
Bom Jardim
Bonito
Buenos Aires
Cabo de Santo Agostinho
Camaragibe
Camocim de São Félix
Camutanga
Carpina
Caruaru
Casinhas
Catende
Chã de Alegria
Chã Grande
Condado
Cortês
Cumaru
Cupira
Escada
Feira Nova
Ferreiros
Frei Miguelinho
Gameleira
Glória do Goitá
Goiana
Gravatá
Igarassu
Ilha de Itamaracá
Ipojuca
Itambé
Itapissuma
Itaquitinga
Jaboatão dos Guararapes
Jaqueira
João Alfredo
Joaquim Nabuco
Lagoa de Itaenga
Lagoa do Carro
Lagoa dos Gatos
Limoeiro
Macaparana
Machados
Maraial
Moreno
Nazaré da Mata
Olinda
Orobó
Palmares
Panelas
Passira
Paudalho
Paulista
Pombos
Primavera
Quipapá
Recife
Riacho das Almas
Ribeirão
Rio Formoso
Sairé
Salgadinho
Santa Maria do Cambucá
São Benedito do Sul
São Joaquim do Monte
São José da Coroa Grande
São Lourenço da Mata
São Vicente Férrer
Sirinhaém
Surubim
Tamandaré
Taquaritinga do Norte
Timbaúba
Tracunhaém
Vertente do Lério
Vertentes
Vicência
Vitória de Santo Antão
Xexéu.

diariodepernambuco.com

Em Pernambuco, universidades se unem na Jornada da Terra, debatendo questões climáticas, justiça ambiental e reforma agrária; abertura nesta quarta (22)

   Na noite desta quarta-feira (22), educadores, estudantes, ativistas e militantes pelo meio ambiente e pela reforma agrária se reúnem na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para o evento em homenagem à Jornada da Terra. A jornada é ciclo de debates e eventos com duração de três meses, envolvendo universidades públicas pernambucanas – como a UFPE, UFRPE e UPE -, o Centro Sabiá, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), vinculada ao Ministério da Educação (MEC). A reunião solene tem início às 18 horas, no auditório Sérgio Guerra, anexo 2 da Alepe, na rua da União, nº 397, na Boa Vista, centro do Recife. Para acessar o edifício, é recomendado o uso de calça. A homenagem foi proposta pela deputada Rosa Amorim (PT), presidenta da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa e jovem militante do Movimento Sem Terra (MST). Até 22 de julho, as instituições envolvidas na Jornada da Terra promovem uma série de oficinas, rodas de debates e encontros de mobilização. Coletivos, movimentos e outros grupos da sociedade civil podem propor atividades vinculadas à jornada. Basta inscrever a ação através de formulário online (clique aqui). Para mais informações sobre a programação, recomenda-se o contato através do e-mail jornadadaterra2026@fundaj.gov.br.

Jornada da Terra busca engajar mais pessoas na reflexão e nas respostas, visando tanto frear os agentes aceleradores da crise, como também buscar atenuar os impactos desta crise para a vida na Terra.

Na manhã desta quarta-feira (22), a Universidade Federal de Pernambuco já deu início às atividades, com um seminário no Centro de Ciências da Saúde (CCS) cujo tema, “urgência climática e justiça ambiental: territórios, saberes e futuros possíveis”, deu destaque ao protagonismo dos atores dos territórios na construção de soluções mitigadoras dos efeitos da crise climática. O 22 de abril é considerado o Dia da Terra, marco de luta pelo meio ambiente celebrado em todo o planeta.

brasildefato

Apac mantém alerta para chuvas moderadas a fortes em Pernambuco nesta quarta (8)

A previsão do tempo para esta quarta-feira (8) indica chuvas em todas as regiões de Pernambuco, com maior intensidade na Região Metropolitana do Recife (RMR) e na Zona da Mata.

De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), o cenário é influenciado pela atuação de um Distúrbio Ondulatório de Leste (DOL), sistema que favorece a formação de nuvens carregadas no litoral.

  • Região Metropolitana do Recife: O dia deve ser de céu parcialmente nublado a nublado, com pancadas de chuva ao longo do dia, variando de moderadas a fortes. As temperaturas ficam entre 24°C e 30°C, com umidade podendo chegar a 100% e ventos moderados vindos do sudeste.
  • Mata Norte: A previsão também indica céu parcialmente nublado a nublado, com pancadas de chuva isoladas de intensidade moderada a forte. Os termômetros variam entre 22°C e 30°C, com alta umidade e ventos moderados.
  • Mata Sul: As chuvas devem ocorrer de forma isolada e com menor intensidade, variando entre fraca e moderada. As temperaturas ficam entre 21°C e 30°C, com ventos de leste.
  • Agreste: A previsão aponta pancadas de chuva isoladas ao longo do dia, com intensidade moderada. As temperaturas variam entre 19°C e 31°C, com ventos moderados de sudeste.
  • Sertão de Pernambuco: O cenário também é de céu parcialmente nublado a nublado, com pancadas de chuva isoladas de intensidade moderada. As temperaturas ficam entre 18°C e 32°C.
  • Sertão do São Francisco: Há previsão de chuva rápida e isolada, com intensidade fraca a moderada. A temperatura pode chegar a 34°C, com mínima de 21°C.
  • Fernando de Noronha: O tempo deve permanecer nublado a parcialmente nublado, com pancadas de chuva ao longo do dia de intensidade moderada. As temperaturas variam entre 26°C e 30°C.

    O alerta destaca maior intensidade nas regiões da Mata Norte, Região Metropolitana do Recife e Mata Sul, onde as chuvas devem variar de moderadas a fortes.

    Para o Agreste, a previsão também indica precipitações entre moderadas e fortes, embora com menor intensidade em comparação ao litoral.

    A agência orienta que a população siga as recomendações da Defesa Civil, especialmente em áreas de risco.

    Tendência para os próximos dias

    Segundo a Apac, a tendência é de continuidade das chuvas ao longo da semana em Pernambuco, com volumes significativos principalmente no litoral.

    A terça-feira (7) e a quarta-feira (8) concentram as maiores intensidades, especialmente na Região Metropolitana do Recife, Mata Norte e Mata Sul.A partir da quinta-feira (9), a previsão indica redução gradual das chuvas no litoral, enquanto o Sertão pode registrar aumento nas precipitações, com intensidade moderada. No Sertão do São Francisco, as chuvas devem permanecer entre fracas e moderadas.Entre a sexta-feira (10) e o sábado (11), a expectativa é de diminuição das chuvas em boa parte do estado, embora ainda haja possibilidade de precipitações moderadas na faixa litorânea. A Apac orienta a população a acompanhar os avisos meteorológicos oficiais, especialmente em áreas com histórico de alagamentos e outros impactos causados pelas chuvas.

    Ocorrências registradas

    Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) registrou 16 ocorrências relacionadas às chuvas na Região Metropolitana do Recife entre a madrugada do domingo (6) e a manhã da terça-feira (7), segundo dados do Sinesp Segurança.

    Entre os atendimentos, destacam-se cinco quedas de árvores, sendo duas no Recife, duas em Paulista e uma em Jaboatão dos Guararapes.Também foram contabilizadas quatro ocorrências de busca e salvamento de pessoas, três em Olinda e uma em Paulista.Os bombeiros ainda registraram três resgates de animais, todos no Recife, além de duas ocorrências de desabamento, uma no bairro do Pilar, na capital, e outra em Olinda.Houve ainda um registro de alagamento e um corte de árvore, ambos no Recife. As autoridades reforçam a importância de atenção redobrada durante períodos de chuva intensa.

    Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil de Pernambuco informou que, até o momento, não houve registro de desastres relacionados às chuvas no estado.Foram contabilizadas apenas ocorrências pontuais, como quedas de árvores e áreas alagadas. O órgão destacou ainda que segue em monitoramento permanente das condições climáticas e dos municípios. De acordo com a Defesa Civil, equipes permanecem de prontidão 24 horas para acompanhar os avisos meteorológicos e prestar suporte às cidades afetadas e à população, caso necessário.

  • jc.uol.com.br

Cidade pernambucana tem segundo tremor de terra em um mês; entenda o motivo

    Caruaru, no Agreste de Pernambuco, passou por um novo tremor de terra às 21h44 da última segunda-feira (16). O evento sísmico, com magnitude 1.6, foi confirmado pelo Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Apesar da baixa intensidade, o abalo foi notado pelos moradores da região.Este foi o segundo tremor registrado em Caruaru em menos de um mês. O primeiro foi sentido no dia 28 de agosto, com a mesma magnitude de 1.6.A atividade sísmica da região é monitorada pela estação NBCA, instalada devido à frequência desses fenômenos.O tremor ocorre porque Caruaru está localizada sobre a zona de cisalhamento Pernambuco-Leste, uma falha geológica que atravessa o estado, causando frequentes movimentações sismológicas.Apesar disso, o Brasil, por estar em uma zona geográfica intraplaca, não costuma registrar terremotos de grande magnitude. As autoridades e a comunidade científica seguem monitorando a situação e enfatizam que, embora os tremores sejam recorrentes, eventos dessa magnitude raramente provocam danos significativos.

cnnbrasil

Inmet emite alertas de chuvas para Agreste, Sertão e Zona da Mata de Pernambuco

  O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois alertas de nível amarelo de chuvas intensas para diversos municípios do Agreste, Sertão e Zona da Mata de Pernambuco.Os alertas de “perigo potencial” valem para esta quinta (19) e sexta-feira (20). O Inmet espera chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, com ventos intensos entre 40 e 60 km/h.

  Há ainda um “baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétrica”.

O Inmet também deu as seguintes recomendações para a população:

  • Em caso de rajadas de vento: (não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda).
     
  • Evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
     
  • Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).
Inmet emite alerta amarelo para Agreste, Sertão e Zona da Mata de PernambucoAlerta emitido pelo Inmet nesta quinta-feita. – Foto: Inmet/ 

O que diz a Apac
Em publicação nas redes sociais, a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) informou que prevê chuva fraca para todas as regiões do estado nesta (20), exceto pelo Sertão.De acordo com a Apac, tanto o Sertão de Pernambuco quanto o Sertão de São Francisco devem ter precipitação fraca a moderada, ou seja, com volumes de 10 mm a 30 mm.

folhape

Sertão vai virar mar: a transposição do Rio São Francisco

 Transferência hídrica saiu do papel após primeiro governo Lula, período em que foram elaborados projetos e estudos ambientais destinados ao licenciamento da obra pelo IBAMA. Há quatro anos, em 9 de fevereiro de 2022, ocorria a inauguração do trecho final do Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco, um dos maiores projetos de infraestrutura hídrica da história do Brasil. Idealizado há quase dois séculos para enfrentar a histórica escassez de água no semiárido nordestino, o projeto somente começou a sair do papel em 2007, durante o segundo mandato de Lula.

Os desafios do semiárido

A Transposição do Rio São Francisco é uma das maiores obras de segurança hídrica da história moderna. A obra prevê o desvio de 1,4% da vazão do Rio São Francisco em direção às bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional. São 700 quilômetros de canais divididos em dois grandes eixos, abastecendo reservatórios, aquedutos e perenizando o fluxo de água dos antigos rios intermitentes da região. A previsão é de que, após a conclusão de todos os canais secundários, a transposição garanta o abastecimento de água para 12 milhões de pessoas em 390 municípios dos estados de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. A Região Nordeste concentra 18% do território brasileiro e 30% da população do país, mas possui apenas 3% dos recursos hídricos nacionais. Desse percentual, quase dois terços estão concentrados no Rio São Francisco. Há poucos rios perenes na região, onde predomina o clima semiárido, com altas temperaturas e baixa precipitação pluviométrica.

O flagelo da seca e os primeiros projetos

As secas são um fenômeno natural característico da região. Os registros históricos de estiagens no Nordeste remontam aos primórdios da colonização portuguesa. Ao longo dos séculos, as secas ceifaram milhões de vidas e dificultaram o desenvolvimento regional. Os primeiros projetos visando transpor as águas do Rio São Francisco para atenuar o flagelo da seca no semiárido nordestino remontam a meados do século 19. Entre 1844 e 1845, durante o reinado de Dom Pedro II, o Nordeste foi atingindo por uma grave estiagem, motivando o intendente Marcos Antônio de Macedo a idealizar um canal ligando o Rio São Francisco ao Rio Jaguaribe. O projeto foi abandonado por falta de recursos, mas foi retomado trinta anos depois, durante a grande seca de 1877-1879. A seca causou um dos maiores deslocamentos de refugiados na história do Brasil e resultou na morte de mais de 500 mil pessoas. Somente na província do Ceará, 10% da população morreu de inanição. Pedro II ordenou estudos de viabilidade para construção do projeto, mas desistiu da obra após análise negativa do engenheiro Guilherme Schüch, o Barão de Capanema, que assegurou ser impossível fazer com que as águas transpusessem a Chapada do Araripe. Abandonado o projeto, Pedro II financiou a construção de barragens e açudes na região.

Novos projetos de transposição das águas do São Francisco seriam elaborados ao longo do século 20. Após uma sequência de longas estiagens nas décadas de trinta e quarenta, Getúlio Vargas retomou as discussões sobre a transposição em 1943, mas abandonou o projeto em função dos custos elevados. Nos anos 80, um novo projeto seria elaborado por Mario Andreazza, ministro do Interior da ditadura militar, que encomendou estudos ao Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS) como uma resposta à Grande Seca de 1979-1984. Considerada a mais severa seca do século 20, a estiagem causou a morte de centenas de milhares de nordestinos, a grande maioria crianças. O projeto, entretanto, foi abandonado.

A transposição

Com a redemocratização, o presidente Itamar Franco retomou os estudos sobre aproveitamento do potencial hídrico das bacias das regiões semiáridas. Seu sucessor, Fernando Henrique Cardoso, chegou a assinar o documento “Compromisso pela Vida do São Francisco”, onde se comprometia a construir canais de transposição, mas não deu início às obras. A Transposição do Rio São Francisco somente começou a sair do papel após a eleição de Lula, que solicitou em seu primeiro mandato a confecção de um novo projeto e estudos ambientais para fins de licenciamento da obra pelo IBAMA. Ciro Gomes, então Ministro da Integração Nacional, foi incumbido de coordenar os estágios iniciais da transposição.

Sertão vai virar mar: a transposição do Rio São Francisco

Transferência hídrica somente saiu do papel após o primeiro mandato do presidente Lula, período em que foram elaborados um novo projeto e estudos ambientais destinados ao licenciamento da obra pelo IBAMA Em 2007, o projeto obteve o aval do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, presidido pela então Ministra do Meio Ambiente Marina Silva. Teve início então a construção do projeto, orçado em 8,2 bilhões de reais. As obras da transposição sofreram sucessivos atrasos em função de uma série de contratempos. O projeto enfrentou a oposição do Banco Mundial, que alegou preocupação com o impacto ambiental para negar o financiamento da obra. Ambientalistas e ONGs como Greenpeace e WWF também criticaram duramente o projeto, alegando a existência de alto risco de deterioração dos biomas ao longo do Rio São Francisco. Registrou-se igualmente forte ativismo dos procuradores, que abriram dezenas de ações contra a obra – muitas das quais ainda em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Por fim, os cortes orçamentários e a crise fiscal de 2014 levaram à diminuição do ritmo da construção. Dilma Rousseff inaugurou o primeiro trecho da transposição em agosto de 2015. Após o golpe parlamentar de 2016, entretanto, os recursos para a conclusão da obra sofreram cortes ainda mais aprofundados. O trecho norte somente seria concluído em fevereiro de 2022.

operamundi.uol.com.br

Calor nas cidades pode ser até o dobro do previsto com o aquecimento global, aponta estudo

Um novo estudo científico recém-publicado indica que o aquecimento global pode ter um efeito ainda mais intenso dentro das cidades do que o previsto por modelos climáticos tradicionais. A pesquisa, publicada na prestigiada revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)”, analisou 104 cidades de porte médio em regiões tropicais e subtropicais e concluiu que, em cerca de 81% delas, a temperatura urbana tende a subir mais rapidamente do que nas áreas rurais ao redor.

O trabalho utilizou projeções climáticas combinadas com modelos estatísticos e técnicas de aprendizado de máquina para estimar como fatores como a chuva, a umidade e a vegetação influenciam o aquecimento urbano.

2️⃣ Em parte das cidades avaliadas, o aumento de temperatura pode chegar a ser até o dobro do registrado no entorno rural.

Entre as cidades analisadas estão municípios de vários países da América Latina, incluindo o Brasil.

O estudo cita, por exemplo, Campo Grande, além de outras cidades brasileiras avaliadas nas projeções.Nos resultados, os pesquisadores observaram que o comportamento das cidades brasileiras tende a ser diferente do registrado em regiões mais áridas ou densamente urbanizadas da Ásia e do Oriente Médio.

Em partes do Brasil, porém, a diferença entre o aquecimento urbano e o regional pode ser menor, em parte por causa da presença de vegetação e da maior disponibilidade de umidade, fatores que ajudam a reduzir a intensidade da chamada ilha de calor urbana. Ainda assim, o estudo mostra que essas cidades continuam aquecendo junto com o clima regional, o que pode aumentar a frequência de dias muito quentes e de noites abafadas.Os resultados mostram, contudo, que o comportamento de cidades pelo mundo não é uniforme: em alguns casos, a diferença entre o aquecimento urbano e o regional é pequena, enquanto em outros há um aumento mais expressivo.Ainda assim, os pesquisadores destacam que mesmo variações aparentemente pequenas podem ter impacto relevante na vida cotidiana.

➡️ Em cidades já quentes, um aumento adicional de alguns décimos de grau pode elevar a frequência de dias muito quentes e noites abafadas, com efeitos sobre saúdeconsumo de energia e qualidade de vida.O fenômeno por trás desse resultado é conhecido como ilha de calor urbana. Cidades tendem a reter mais calor do que áreas rurais por causa da presença de concreto, asfalto e edifícios, além da menor quantidade de vegetação.Esses materiais absorvem energia durante o dia e liberam calor lentamente à noite, mantendo as temperaturas elevadas.

São Paulo registrou 39 °C em 25 de dezembro, em pleno dia de Natal, durante uma onda de calor. — Foto: RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

São Paulo registrou 39 °C em 25 de dezembro, em pleno dia de Natal, durante uma onda de calor. — Foto: RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Segundo os autores, os modelos climáticos globais são essenciais para prever o aquecimento do planeta, mas não conseguem representar com precisão o microclima das cidades, especialmente as de porte médio.

🌡️ Isso acontece porque esses modelos trabalham com áreas muito grandes, nas quais diferenças locais acabam diluídas.Para contornar essa limitação, o estudo combinou dados climáticos com informações de satélite e modelos capazes de estimar com mais detalhe a temperatura da superfície nas áreas urbanas.Os resultados indicam que, ao considerar esses fatores locais, o aquecimento nas cidades pode ser maior do que o estimado apenas com base nas médias regionais.Em algumas regiões do mundo, como norte da Índia e partes da China, as projeções apontam aumentos urbanos significativamente superiores aos das áreas vizinhas.Já em cidades brasileiras analisadas, a diferença tende a ser menor em média, embora o aumento geral de temperatura ainda seja significativo.Os pesquisadores também ressaltam que o estudo não considerou a expansão futura das cidades.E caso áreas urbanizadas continuem crescendo nas próximas décadas, o aquecimento local pode ser ainda maior do que o estimado.

Silhueta de uma mulher contra o sol poente. — Foto: AP Photo/Charlie Riedel

Silhueta de uma mulher contra o sol poente. — Foto: AP Photo/Charlie Riedel

Por que limitar o aquecimento a 1,5°C é a meta perseguida?

A meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais surgiu como um consenso científico e diplomático em 2015, com o Acordo de ParisEla foi definida após uma série de estudos mostrarem que esse valor representava um “limite seguro” para evitar os efeitos mais devastadores das mudanças climáticas – como secas intensas, colapso de ecossistemas, aumento extremo do nível do mar e impactos graves à saúde humana.A lógica por trás desse número era clara: quanto menor o aquecimento, menores os riscos. Relatórios do IPCC (painel da ONU sobre clima) mostraram que, mesmo com 1,5°C, o planeta já enfrentaria perdas consideráveis, mas que esses impactos seriam muito piores com 2°C ou mais.Estabelecer esse teto era uma forma de preservar o futuro de bilhões de pessoas, especialmente nas regiões mais vulneráveis.

No entanto, os dados mais recentes apontam que esse limite já está sendo superado. Em 2024, o planeta atingiu a marca de 1,6°C de aquecimento: a questão que os cientistas avaliam é se isso foi um novo padrão ou apenas o registro pontual em um ano.

E, pior: estudos publicados nas revistas “Nature Climate Change e Nature Communications” indicam que manter o aquecimento em 1,5°C talvez não seja mais suficiente para impedir o colapso de geleiras na Groenlândia e na Antártida – regiões que armazenam gelo capaz de elevar o nível do mar em até 65 metros nos próximos séculos. Além disso, um relatório da ONU afirma que, mesmo no cenário mais otimista, a chance de limitar o aquecimento global a 1,5°C é de apenas 14%.

Grupo investe US$ 50 milhões em projeto de conservação na Amazônia

   No município de Carauari, a 780 quilômetros de Manaus, o Projeto Mejuruá ocupa 900 mil hectares de floresta nativa e pretende operar por três décadas. A iniciativa combina manejo florestal certificado — com extração seletiva de madeira de espécies como cumaru e maçaranduba — e geração de créditos de carbono no mercado voluntário. A operação enfrenta o principal desafio econômico da região: os quase 4.000 quilômetros até o Atlântico encarecem drasticamente a logística e definem a viabilidade do modelo.

A BR Arbo Gestão Florestal, empresa proprietária da área em Carauari e responsável pelo Projeto Mejuruá, definiu como estratégia não desmatar os 20% da propriedade que seriam permitidos pelo Código Florestal. Em vez de converter a floresta em pasto ou lavoura, a proposta é manter a floresta em pé e envolver as comunidades locais em projetos que valorizem a biodiversidade. Maurizio Rocchi, coordenador do Projeto Mejuruá, explica que além da localização estratégica, a escolha por Carauari teve como base a segurança jurídica. “Essa terra é uma das poucas legalizadas no Brasil”, disse. A experiência brasileira deve servir de modelo para futuros projetos do grupo em outros países de floresta tropical, como Tanzânia e Congo.

Leia mais…

Governo do Brasil alcança 9 mil operações e garimpo ilegal tem queda de 98,77% na Terra Yanomami

  Entre março de 2024 e janeiro de 2026, dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão responsável pelo monitoramento ambiental e territorial da Amazônia por meio de imagens de satélite e sistemas de inteligência, indicaram uma redução de 98,77% das áreas de garimpo ativo na Terra Indígena Yanomami. No período de maior pressão (2024), o garimpo ilegal ocupava cerca de 4.570 hectares do território. Ao final de 2025, a área identificada como garimpo ativo havia sido reduzida para 56,13 hectares.

Essa redução territorial teve impacto direto sobre a estrutura econômica do garimpo ilegal, com prejuízos estimados em mais de R$ 642 milhões, atingindo desde os pontos de extração até as rotas de abastecimento e escoamento do ouro. As 9 mil ações resultam de uma atuação contínua coordenada pela Casa de Governo, em Roraima, envolvendo a Força Nacional de Segurança Pública, a Polícia Federal, a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Polícia Judiciária da Força Nacional (PJFN), o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira. As operações se basearam em fiscalização em campo, ações de inteligência, controle do espaço aéreo e fluvial e bloqueio das rotas logísticas utilizadas por invasores. Como resultado dessas ações, foram inutilizadas 45 aeronaves, 77 pistas de pouso clandestinas e 762 acampamentos, além da apreensão de combustíveis, motores, embarcações e outros equipamentos utilizados na atividade garimpeira.

Vista aérea do rio Uraricoera, na Terra Indígena Yanomami. | Foto: Bruno Mancinelle / Casa de Governo
Vista aérea do rio Uraricoera, na Terra Indígena Yanomami. | Foto: Bruno Mancinelle / Casa de Governo

No mesmo contexto, em 2025, o cerco às rotas logísticas foi intensificado, com ações estratégicas em eixos sensíveis do território, como a região do rio Uraricoera, historicamente utilizada como corredor de acesso por garimpeiros. Nessas áreas, o bloqueio fluvial, a destruição de estruturas ilegais e a presença permanente das forças de segurança reduziram a circulação de invasores. Apreensão de ouro e mercúrio. No acumulado de 2024 e 2025, foram apreendidos 249 quilos de ouro em Roraima, sendo cerca de 213 quilos apenas em 2025, enfraquecendo diretamente a base financeira que sustenta a cadeia logística do garimpo ilegal, desde a extração até o transporte e o escoamento do minério. Outro dado relevante foi a apreensão de 232 quilos de mercúrio, insumo fundamental para o funcionamento do garimpo ilegal e diretamente associado à contaminação de rios e do solo. As apreensões ocorreram desde a abertura da Casa de Governo, como parte do controle da cadeia logística do garimpo ilegal. Além dos efeitos econômicos e operacionais, a diminuição da presença de garimpeiros teve impactos diretos na segurança das comunidades, de equipes de saúde, agentes ambientais e profissionais que atuam na região. Com menos invasores circulando, houve redução de conflitos e a retomada gradual de atividades tradicionais, como as roças e a pesca. Ao atingir, no início de 2026, a marca de 9 mil ações, o enfrentamento ao garimpo ilegal entra em uma fase de continuidade sistemática, com foco na prevenção de novas tentativas de ocupação, no monitoramento permanente, e em melhorias contínuas no âmbito ambiental e social. 

gov.br

Rio entra em alerta com calor de 40 °C e umidade do ar entre 21% e 30%; veja os cuidados necessários

   O Rio de Janeiro acordou neste domingo sob um cenário típico de verão, com sol forte, sensação de abafamento e termômetros apontando para os 40 °C. Mas o calor não vem sozinho. Ao longo da tarde, os cariocas também vão encarar um desafio invisível e perigoso. A umidade relativa do ar deve despencar para níveis entre 21% e 30% em diferentes pontos da cidade.

O alerta foi emitido pelo Sistema Alerta Rio e vale das 14h deste domingo até as 18h de segunda-feira. A combinação de altas temperaturas e ar seco acende um sinal de atenção, principalmente para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.

No sábado (10), o município já havia atingido o nível 3 do Protocolo de Calor. O estágio indica temperaturas entre 36 °C e 40 °C por pelo menos três dias consecutivos. A previsão para este domingo confirma o cenário, com calor intenso, céu aberto e nenhuma chance de chuva.Quando a umidade do ar cai abaixo dos 30%, o corpo sente rapidamente os efeitos. Entre os principais impactos estão o ressecamento da pele e das mucosas, irritação nos olhos, sangramentos no nariz e aumento do risco de crises alérgicas, respiratórias e infecções. Especialistas alertam que, nesses dias, é fundamental reduzir a exposição ao sol e adotar cuidados simples que fazem diferença no bem-estar.

Veja os cuidados recomendados para enfrentar o tempo seco

  • Hidrate-se com frequência, mesmo sem sentir sede;
  • Evite atividades físicas ao ar livre entre 10h e 16h;
  • Use soro fisiológico nos olhos e no nariz para aliviar o ressecamento;
  • Aplique protetor solar e prefira roupas leves;
  • Mantenha ambientes ventilados;
  • Evite queimar lixo ou vegetação, o que piora a qualidade do ar.

Quando o alívio deve chegar?

Para este domingo (11), a temperatura mínima não deve ficar abaixo dos 21 °C. Na segunda-feira (12), o calor segue forte e o tempo permanece seco. Já na terça-feira, há chance de pancadas isoladas de chuva, embora os termômetros ainda possam alcançar os 40 °C O primeiro sinal de alívio só deve aparecer na quarta-feira (14), com redução discreta da temperatura máxima, que deve ficar em torno dos 37 °C. Ainda é uma marca elevada, mas menos extrema.

terra

Calor extremo: quais os cuidados devem ser tomados?

   As previsões de dias de calor extremo foram confirmadas já nos primeiros dias de verão ainda em dezembro e a perspectiva é a de que esses dias se repitam de forma esporádica nos próximos meses. Uma situação que exige cuidados especiais e medidas de saúde pública desde a instalação de totens de refrigeração a cancelamentos de eventos públicos. “O cenário de mudanças climáticas torna o clima mais imprevisível, e esses picos de temperatura são a maior preocupação para a saúde da população”, explicou ao Brasil de Fato o coordenador do Observatório de Clima e Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Diego Xavier. Em dias de calorão, as atividades mais corriqueiras como preparar uma comida ou se concentrar no trabalho ficam mais difíceis. A recomendação dos especialistas é que a alimentação seja leve, além da necessidade de beber água de forma constante. Bebidas alcoólicas, cafeinadas e com açúcar devem ser evitadas porque facilitam a desidratação. Então é melhor deixar a cervejinha, o chá mate e o refrigerante para outra hora. Entre os sintomas causados pelas altas temperaturas estão câimbras, tontura, cansaço e enjoo. Em situações mais graves, pode haver “golpe de calor”. Nessa situação, a temperatura corporal ultrapassa 40º e pode levar a confusão mental, problemas cardiovasculares e respiratórios.

Níveis de calor

Desde 2024, a prefeitura do Rio de Janeiro adotou um protocolo de medidas a serem adotadas para uma variada faixa de temperatura. Os níveis de preocupação vão de 1 (sem alertas) a 5 (alerta máximo) e é considerado pioneiro no Brasil. “Sua principal força é não se basear apenas na temperatura do termômetro, mas no índice de Calor, que combina temperatura e umidade do ar, refletindo de forma mais precisa a sensação térmica e o impacto no corpo humano”, explica Diego Xavier. Nos níveis um e dois, a temperatura não ultrapassa 36ºC por mais de quatro horas diárias. Já no terceiro nível a temperatura fica entre 36ºC e 40ºC. Nesses casos, as equipes de saúde devem ter atenção aos públicos mais vulneráveis, como idosos e crianças. Até o nível 3, além desse monitoramento, as principais ações estão relacionadas à comunicação com a população. No nível 4 e 5, quando as temperaturas ficam entre 40-44ºC ou superiores, a prefeitura deve instalar pontos de hidratação pela cidade e as atividades externas devem ser realizadas em ambiente interno refrigerado. Nesses casos também se deve considerar o cancelamento de atividades externas.

Ações preventivas

Em meio a intensificação das mudanças climáticas, não é preciso esperar os dias de calor chegarem para adotar medidas que atenuem seus impactos. A primeira medida sugerida por Xavier é o aumento de áreas verdes na cidade, com criação de parques e corredores verdes. A preservação de rios, lagoas e orla. Em agosto, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAC) criou o Observatório de Monitoramento do Calor no Complexo do Alemão para evidenciar a variação de temperatura entre as áreas mais próximas a praias e mais arborizadas e as mais distantes. Um estudo realizado pelo Centro de Estudos das Favelas da Universidade Federal do ABC (UFABC) mostrou variações de temperatura de 15º na capital paulistana devido à arborização. Outra iniciativa da SMAC é disponibilizar o número 1746 para a população solicitar o plantio de árvores na sua região. “Estamos trabalhando para mitigar esses impactos, fortalecendo a prevenção e a resposta rápida a esses eventos. Algumas medidas para proteger a população nos dias mais quentes foram priorizadas, protegendo idosos, crianças e trabalhadores expostos ao sol. Isso é compromisso com a vida e com o futuro da cidade”, disse a secretária da SMAC ao Brasil de Fato, Tainá de Paula. E ainda há medidas que podem ser adotadas pelo cidadão individualmente, como a substituição de superfícies escuras por materiais de cores claras e mais reflexivos. “A simples pintura de telhados de branco e o uso de pavimentos mais claros podem reduzir significativamente a temperatura local”, orienta o pesquisador da Fiocruz. 

Editado por: Vivian Virissimo

RJ: 22 municípios estão sob alerta de excesso de calor

A SES (Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro) emitiu, nesta quarta-feira (24), um alerta para todos os 92 municípios fluminenses sobre a ocorrência de um período de calor excessivo com início nesta quinta-feira (25), feriado de Natal. O aviso foi divulgado pelo Cievs (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde), com base em dados do Monitora RJ, sistema que identifica eventos climáticos extremos com potencial impacto à saúde da população. De acordo com o monitoramento, no dia 25 de dezembro, 22 municípios estão sob alerta de excesso de calor, com classificação entre leve, severo ou extremo. A cidade do Rio está entre as localidades com previsão de calor severo.

Dez municípios devem enfrentar calor extremo: Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Mesquita, Niterói, Paracambi, Piraí, Queimados, São Gonçalo e Seropédica; outros sete terão calor severo: Nova Iguaçu, Barra do Piraí, Belford Roxo, Maricá, Rio de Janeiro, Saquarema e Tanguá; e cinco devem ter calor leve: Araruama, Guapimirim, Pinheiral, Rio Bonito e Volta Redonda.A ferramenta Monitora RJ avalia quando as altas temperaturas passam a representar risco à saúde, considerando a comparação com as máximas registradas nos últimos 30 anos e a ocorrência de madrugadas mais quentes, que reduzem a capacidade de adaptação do organismo. Estudos apoiados pela Secretaria indicam aumento nos índices de mortalidade durante esses períodos.

Segundo a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, o alerta busca apoiar a preparação dos municípios.

“Notamos um aumento na frequência de problemas cardiovasculares durante esses períodos, portanto, o cuidado deve ser redobrado com este público. Se algum familiar estiver acamado é importante garantir que se hidrate e ficar atento à sua saúde. O mesmo serve para os nossos idosos e crianças”, afirmou.

Na capital fluminense, o COR (Centro de Operações Rio) informou que esta quinta-feira será marcada por sol e calor intenso. Segundo o sistema Alerta Rio, a previsão é de temperatura máxima de até 40°C, com predomínio de céu claro, sem previsão de chuva e ventos fracos a moderados.

As orientações à população para os dias de calor são:

  • Beba água com frequência;
  • Use roupas leves;
  • Tome banho gelado;
  • Mantenha os ambientes arejados;
  • Faça refeições leves;
  • Use protetor solar;
  • Evite exercícios físicos ao ar livre entre 10h e 16h.

Aos municípios, a SES orientou ainda a intensificação de ações preventivas, incluindo a ampliação de pontos públicos de hidratação e de espaços de refúgio térmico. As UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) estaduais mantêm pontos de hidratação disponíveis ao longo de todo o ano. O alerta também destaca os impactos do calor excessivo em determinadas atividades profissionais. Entre os homens, os grupos mais expostos incluem pedreiros, ambulantes, comerciantes varejistas, motoristas de ônibus e porteiros. Entre as mulheres, estão empregadas domésticas de serviços gerais, cozinheiras, diaristas, costureiras da indústria de confecção em série e comerciantes varejistas.

cnnbrasil

Sistema Cantareira, que abastece São Paulo, atinge pior nível em dez anos

Sistema Cantareira, que garante água para cerca de 9 milhões de pessoas na Grande São Paulo, está em seu pior nível nos últimos dez anos.

Neste mês de setembro, o reservatório apresenta apenas 29,7% do volume total de água, o menor nível desde 2015. Naquele ano, o sistema enfrentou uma crise hídrica e a administração pública iniciou a retirada de água do chamado volume morto — uma reserva que só pode ser usada em situações de emergência. Após a última crise, a Agência Nacional de Águas e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo publicou, em 2017, uma resolução que determina que o Sistema do Cantareira entre em restrição quando ficar abaixo dos 30%, como acontece agora. Assim, por decisão da Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp), a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) passou a reduzir, desde o fim de agosto, a pressão da água. Na última semana, o período foi ampliado e o racionamento se inicia às 19h e se estende até às 5h. Moradores já podem sentir a diferença na pressão da água que sai das torneiras nesse horário. “Essa medida preventiva visa evitar perdas por vazamentos e rompimentos de tubulações, contribuindo para a manutenção dos níveis dos reservatórios do Sistema Integrado Metropolitano”, informa a nota publicada no site da companhia. O Sistema Integrado Metropolitano (SIM) é a rede de abastecimento de água da Grande São Paulo e tem o Sistema Cantareira como um dos principais mananciais.

brasildefato

Queimadas continuam altas em 2025; Cerrado concentra maior parte dos incêndios

O ano de 2025 segue entre os mais críticos para queimadas no Brasil. Entre janeiro e agosto, quase 187 mil quilômetros quadrados foram atingidos pelo fogo, com destaque para o Cerrado, que sozinho concentrou cerca de 64% dessa área. O bioma aparece novamente como o mais afetado do país.

Os dados são do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Apenas quatro anos desde 2003 tiveram áreas queimadas superiores às registradas em 2025: 2010, 2024, 2007 e 2005.

Estados e cidades mais afetados

Até agora, em 2025, o Brasil registrou 74,1 mil focos de queimadas, concentrados principalmente nas regiões Norte (26 mil) e Nordeste (25 mil), que somam mais de 70% do total. O Centro-Oeste contabiliza 11,9 mil focos, impulsionado pelo Mato Grosso. Sudeste e Sul registram 6,5 mil e 3,6 mil focos, respectivamente.

Campeãs de queimadas segundo o INPE                                                                     

Focos por estado —Período anual: 2025
Estado Focos (2025)
MA 8402
MT 8119
TO 6782
BA 5089
PA 4610
MG 4498
PI 4301
AM 2742
GO 2484
SP 1391
RS 1352
RO 1197
MS 1179
PR 1152
SC 1120
AC 1026
RR 965
CE 864
PE 505
RJ 360
ES 284
PB 255
RN 188
DF 165
SE 136
AL 123
AP 31

 

 

 

 

 

 

Estados com mais focos em 2025:

  • Maranhão: 8.402
  • Mato Grosso: 8.119
  • Tocantins: 6.782
  • Bahia: 5.089
  • Pará: 4.610

Cidades com mais focos de queimadas:

  • Colniza (MT) – 851
  • Mirador (MA) – 772
  • Lagoa da Confusão (TO) – 578
  • Apuí (AM) – 495
  • Porto Velho (RO) – 458
  • Barra do Corda (MA) – 451
  • Alto Parnaíba (MA) – 442
  • Uruçuí (PI) – 442
  • Formoso do Araguaia (TO) – 436
  • Nova Maringá (MT) – 420

Fonte: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

Incêndios em andamento

O risco de novas queimadas segue alto em setembro, com o clima seco predominando em grande parte do país. Estados entre Paraná e Tocantins estão sob alerta de baixa umidade, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), e essas condições extremas vêm se repetindo desde meados de agosto. As regiões do Cerrado e da Caatinga permanecem como as mais vulneráveis, reforçando a necessidade de atenção e prevenção. No Distrito Federal, um incêndio florestal atingiu a Floresta Nacional de Brasília (Flona) na tarde da última terça-feira (9). Cerca de 220 hectares foram queimados, quase 6% da unidade de conservação. Em São Paulo, a Defesa Civil monitora, nesta sexta-feira (12), incêndios em diversas regiões, incluindo vegetação natural e áreas de preservação permanente, além de canaviais. Entre os municípios afetados estão Cajamar, Cruzeiro, Caçapava, Bofete, Piracicaba, Cajuru, Alto Alegre, Adamantina/Flórida Paulista e Socorro. O combate envolve Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, brigadistas locais e apoio de asas rotativas. ]

Dicas do Corpo de Bombeiros Militar do DF para evitar queimadas

  • Não queime lixo, folhas secas ou restos de poda.
  • Evite o uso do fogo para limpeza de terrenos.
  • Não descarte bitucas de cigarro acesas em áreas com vegetação seca ou às margens de estradas.
  • Se estiver acampando, faça fogueiras apenas em locais permitidos e apague totalmente antes de sair.
  • Em propriedades rurais, mantenha aceiros (faixas sem vegetação) ao redor de plantações, pastos e construções.
  • Evite o acúmulo de vegetação seca próximo a casas, postes, cercas e estradas.
  • Converse com familiares, vizinhos e funcionários sobre os riscos e formas de prevenção.

Fonte: CBMDF

Em caso de incêndio, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Não tente apagar o fogo sem equipamento adequado ou treinamento.

 Brasil 61

Amazônia Legal: universalização do saneamento pode gerar R$ 330 bi em benefícios socioeconômicos

  universalização do saneamento na Amazônia Legal pode gerar benefícios socioeconômicos superiores a R$ 330 bilhões. O diagnóstico faz parte do estudo “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento na Amazônia Legal”, realizado pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a Ex Ante Consultoria.

O levantamento aponta que a expansão do saneamento básico impulsiona avanços para população, economia local e meio ambiente.

A presidente executiva do Trata Brasil, Luana Pretto, destaca a importância da universalização do saneamento básico para a população da Amazônia Legal.

“A população quando passa a ter acesso ao saneamento, passa a ter mais saúde e isso se reverbera na educação, na produtividade e no desenvolvimento econômico social de toda a região”, afirma. Entre os benefícios à população mediante acesso universal aos serviços sanitários estão o aumento da produtividade no trabalho, a diminuição de custos com saúde e a valorização imobiliária e do turismo.

Luana Pretto reforça que, para alcançar a universalização do saneamento na Amazônia Legal, o tema precisa ser tratado como prioridade no Parlamento, com maior destinação de investimentos.

“Nosso objetivo é que a gente enxergue que a Amazônia ainda convive com problemas do século passado em relação ao saneamento, a falta do acesso ao saneamento básico, que isso deteriora o meio ambiente de uma maneira geral. E que o investimento em saneamento, a priorização desse tema na agenda pública vai fazer com que haja benefícios enormes para a população”, pondera.

Principais ganhos com a universalização 

Entre 2024 e 2040, os benefícios devem alcançar R$ 516,6 bilhões, sendo:

  • R$ 273,7 bilhões em benefícios diretos – relacionados à renda gerada pelos investimentos, atividades de saneamento e impostos sobre consumo e produção;

  • R$ 242,9 bilhões associados à redução de perdas e externalidades.

Os custos sociais no período devem somar aproximadamente R$ 186,5 bilhões.

Entre as capitais, Rio Branco (AC), Porto Velho (RO) e Macapá (AP) apresentam os maiores potenciais de ganhos per capita:

  • Rio Branco (AC): benefícios de R$ 735,93 por habitante;
  • Porto Velho (RO), com R$ 706,14;
  • Macapá (AP), que registra R$ 650,65.

Benefícios da universalização do saneamento na Amazônia Legal

De acordo com a publicação, o acesso universalizado do saneamento na Amazônia Legal deve implicar em ganhos nas áreas de saúde pública, na geração de emprego e renda, valorização ambiental e imobiliária. Além disso, os ganhos também devem abranger a escolaridade das crianças e adolescentes e turismo, promovendo justiça social. Entre 2024 e 2040, a estimativa é de haja redução do custo com horas pagas e não trabalhadas por conta do afastamento por diarreia ou vômito e por doenças respiratórias, bem como redução das despesas com internações por infecções gastrointestinais e respiratórias na rede hospitalar do SUS nos municípios da Amazônia Legal. Conforme o estudo, o valor economizado com a melhoria das condições de saúde da população desses municípios entre 2024 e 2040 deve ser de R$ 2,702 bilhões – que resultará num ganho anual de R$ 158,9 milhões.  Em relação à produtividade, estima-se que o valor do aumento de renda do trabalho com a expansão do saneamento entre 2024 e 2040 será de R$ 192,9 bilhões. Nesse caso, o  ganho anual será de R$ 11,3 bilhões.  Levando em conta o acesso às moradias aos serviços de esgotamento sanitário e de abastecimento de água potável, em termos de renda imobiliária, estima-se que os proprietários de imóveis tenham ganhos na ordem de R$ 1,477 bilhão por ano no conjunto dos municípios da Amazônia Legal. No total, o ganho será de R$ 25,1 bilhões entre 2024 e 2040. 

Na avaliação de Luana Pretto, os benefícios devem contribuir, ainda, para o desenvolvimento regional.

“Vemos um desenvolvimento de toda a economia local. Tudo isso traz um benefício enorme para a população e para o desenvolvimento da região.”

A valorização ambiental também deve fortalecer o turismo regional. Pelo levantamento, no período estimado, os ganhos do ramo devem alcançar R$ 22,1 bilhões, com um fluxo médio anual de R$ 1,303 bilhão no período. A valorização pode ser alcançada com a despoluição dos rios e córregos e a oferta universal de água tratada.

Investimento em saneamento básico

Para formalizar a infraestrutura de saneamento, é necessário investimento consistente “Na região Norte, o investimento médio em saneamento básico é de R$ 66,52 por ano para habitante, quando a gente deveria estar investindo em média para alcançar as metas do Marco Legal, R$ 223 por ano para habitante. Então o investimento em saneamento básico na região norte ele está bastante abaixo da média do Brasil que é de 126 reais por ano por habitante”, aponta.

Amazônia Legal

Em termos de território, a publicação reforça que a Amazônia Legal possui uma grande relevância para a preservação ambiental, bem como para a proteção dos povos tradicionais e contribui para a manutenção das florestas.  Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2022, os 772 municípios do território abrigam 26,651 milhões de pessoas. O montante corresponde a 13,1% da população brasileira. Além disso, os nove estados da região – Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, Pará, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso – representam quase 60% do território nacional.

brasil61

 

Dos 30 mil projetos em tramitação no Congresso, somente oito propõem ações para a preservação do Cerrado

No Dia do Cerrado, não há o que celebrar. Embora o desmatamento esteja em queda, o bioma segue somando a maior área devastada dos últimos anos em comparação com as demais regiões. Apesar disso, recebe pouca atenção do Poder Legislativo.

Um levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) constatou que dos mais de 30 mil Projetos de Lei (PLs), Emendas Constitucionais e Medidas Provisórias (MPs) em tramitação na Câmara dos Deputados, apenas oito tratam da proteção do bioma.Devastadas pela expansão da monocultura, as vegetações savânicas e campestres, típicas do Cerrado, são “historicamente negligenciadas”, segundo Dhemerson Conciani, pesquisador do Ipam. “O seu fortalecimento e inclusão no escopo das legislações anti-desmatamento, nacionais e internacionais são fundamentais para regular o clima e manter os ciclos hidrológicos no Cerrado”, explica o pesquisador.Dentro das poucas propostas de reversão desse cenário, está o PL 933/2025, de autoria do deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM), que visa ampliar a área de reserva legal nas propriedades privadas na região da Amazônia Legal.

“A principal causa do desmatamento no Cerrado é a expansão da agropecuária, principalmente para produção de commodities”, ressalta Conciani.O Ipam alerta que, embora cerca de 45% da área total das propriedades privadas do Cerrado ainda esteja coberta por vegetação nativa, até 31 milhões de hectares — o equivalente à área da Polônia ou sete vezes a área do Estado do Rio de Janeiro — permanecem passíveis de desmatamento autorizado.

Conciani ressalta que essas áreas são fundamentais para regular o clima e manter os ciclos hidrológicos no Cerrado, já que o desmatamento nessas áreas impacta nos ciclos das chuvas e de retenção de água.“Então, com menos vegetação, a gente tem menos evapotranspiração; menos evapotranspiração, a gente tem menos chuva e menos chuva implica em menos produtividade para o setor agropecuário brasileiro”, diz.

Criação de áreas protegidas

De autoria do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), dois PLs pedem a criação dos parques nacionais da Serra de São José e da Serra do Curral, fortalecendo a preservação dessas áreas. Segundo o texto da proposta 2775/2023, o Parque Nacional Serra de São José “tem por finalidade proteger os ecossistemas da Serra de São José, bem como os ambientes de topos de morros, áreas vegetadas, cachoeiras, reservas abaixo do solo, biomas do Cerrado e Mata Atlântica”.

Na Serra do Curral, defendida por meio do PL 1125/2022, mineradoras ameaçam a manutenção das matas e a saúde dos rios. Em setembro de 2024, ambientalistas denunciaram que a Empresa de Mineração Pau Branco (Empabra) estaria minerando de forma ilegal no território, mesmo após a Justiça determinar a suspensão das atividades.

Leia mais…

Periferias Verdes Resilientes: sete cidades receberão recursos para aplicar em sustentabilidade

O Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Periferias, anunciou que sete propostas foram selecionadas no primeiro Edital Periferias Verdes Resilientes. A iniciativa vai destinar R$ 15,3 milhões para fomentar a implementação de projetos de Soluções Baseadas na Natureza (SBN) voltados à adaptação das periferias urbanas às mudanças climáticas.  

O edital foi voltado a selecionar Organizações da Sociedade Civil interessadas em celebrar Termo de Fomento para executar ações de adaptação às alterações do clima. A ideia é de que as propostas levem mais sustentabilidade, justiça ambiental e climática às comunidades periféricas.

Confira as comunidades beneficiadas:

  • Rio de Janeiro (RJ);
  • Santo André (SP);
  • Belo Horizonte (MG);
  • Colombo (PR);
  • Fortaleza (CE);
  • Olinda (PE) e
  • Belém (PA)

Durante o seminário Cidades Verdes Resilientes, em Brasília, o ministro Jader Filho disse que os projetos selecionados são voltados à realidade dessas comunidades, e “que se somam às ações já consolidadas pelo programa Periferias Vivas Urbanização de Favelas que unem macrodrenagem, obras de pavimentação, de esgotamento sanitário e abastecimento de água”, afirmou.

Detalhamento de propostas

Os projetos de SBN selecionados contemplam quatro regiões do país. Segundo a pasta, as SBN são tecnologias fundamentadas nos elementos, estruturas e funções da natureza.  As soluções propiciam benefícios diretos e indiretos para os ecossistemas e também para as famílias, favelas e comunidades urbanas envolvidas.

A região Sudeste teve o maior número de projetos selecionados – sendo três no total. 

O Instituto de Assessoria A Mulheres e Inovação, de Belo Horizonte (MG), foi contemplado com R$ 1,5 milhão. O montante deverá ser aplicado para intervenção na comunidade Izidora – um conjunto de assentamentos informais situados na região norte da cidade. 

No Rio de Janeiro, a instituição contemplada foi a Redes da Maré, no Complexo de Favelas da Maré. A proposta receberá R$ 2,4 milhões. Já em São Paulo, R$ 1,5 milhão será do Movimento de Defesa dos Direitos dos Moradores de Favelas, em Santo André. O objetivo é realizar ação na favela Nova Centreville. Já na região Nordeste, duas cidades foram selecionadas no edital. Em Fortaleza (CE), a comunidade Afluentes do Rio Maranguapinho inscreveu o projeto da Taramela Assessoria Tecnica em Arquitetura e Cidade aprovado, com destinação de R$ 2,4 milhões. 

Em Olinda (PE) a comunidade beneficiada é Beira do Rio Condor, com R$ 2,3 milhões destinados a executar o projeto da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educação. 

No Norte do país, os bairros periféricos às margens da bacia do Tucunduba, em Belém (PA) ganharão as alterações projetadas pela Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa, na ordem de R$ 2,5 milhões.  Por fim, a instituição Soylocoporti do município de  Colombo (PR), no Sul do país, foi contemplada com R$ 2,3 milhões. O valor deverá ser utilizado para executar o projeto no território periférico Jardim das Graças II. 

Esta foi a primeira edição do Edital Periferias Verdes Resilientes. Ao todo, a iniciativa recebeu 91 propostas. 

Outros projetos

Conforme o Ministério das Cidades, além deste edital, outros cinco protótipos de SBN estão em andamento no país. As ações em curso integram o Programa SBN nas Periferias – em parceria com as Universidades Federais, com financiamento de R$ 873,5 mil em quatro estados e no Distrito Federal. 

Confira as comunidades:

  • Alto do Coqueiro, Ilhéus (BA);
  • Sol Nascente, em Ceilândia (DF);
  • Córrego do Machado, em Palmas (TO);
  • Bom Jardim, em Fortaleza, (CE);
  • Terra firma, em Belém (PA).  

Fonte: Brasil 61

Nova Lei Geral de Licenciamento Ambiental compromete autonomia municipal, alerta CNM

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) avalia que a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025), sancionada, na sexta-feira (8), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, compromete a autonomia das prefeituras na gestão ambiental. O principal ponto de crítica é o veto que impede estados e municípios de definirem seus próprios padrões e critérios para o licenciamento, medida que, segundo a entidade, enfraquece a capacidade de adaptação às realidades locais e pode atrasar decisões para o desenvolvimento e a preservação. “Os vetos presidenciais ainda serão avaliados pelo Congresso Nacional, podendo ser mantidos ou revertidos. No entanto, o atual texto já aponta para um enfraquecimento da autonomia municipal na gestão ambiental, o que preocupa gestores e especialistas da área”, afirma a CNM.

Para a confederação, a nova lei inclui um ponto sensível para a gestão ambiental municipal. Ela avalia que o artigo 17 elimina a exigência de apresentação da certidão de uso, parcelamento e ocupação do solo urbano nos processos de licenciamento ambiental. “Essa medida resulta na exclusão da consulta dos municípios em decisões de licenciamento sob responsabilidade de órgãos estaduais e federais”, ressalta A CNM destaca que a alteração enfraquece o papel das prefeituras no ordenamento do território, contrariando o artigo 30 da Constituição Federal, que atribui aos municípios a competência de promover o adequado ordenamento territorial por meio do planejamento e controle do uso, parcelamento e ocupação do solo urbano.

Segundo a entidade, ao reduzir a participação dos municípios, aumenta-se o risco de decisões desalinhadas aos interesses locais e que possam afetar a qualidade de vida da população. O texto sancionado, originado do PL 2.159/21, foi aprovado com 63 vetos. O governo justificou as alterações como forma de equilibrar celeridade, segurança jurídica e proteção ao meio ambiente. Entre os principais vetos estão a limitação da Licença por Adesão e Compromisso (LAC) a atividades de baixo potencial poluidor, a manutenção de proteção reforçada à Mata Atlântica e a exigência de consulta a povos indígenas e quilombolas, mesmo sem terras homologadas.

O Executivo também assinou a Medida Provisória 1.308/25, que institui a Licença Ambiental Especial (LAE) para empreendimentos estratégicos, com prazos definidos e equipes dedicadas, e enviará ao Congresso um projeto de lei em regime de urgência para regulamentar pontos não contemplados pela sanção.
Brasil 61

COP30: florestas brasileiras recebem apenas 2% do financiamento climático, diz estudo

O financiamento climático é um dos temas centrais das negociações entre países que participarão da COP30 – a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – em Belém, em novembro deste ano. Países em desenvolvimento tentam captar pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano em recursos das nações mais ricas.

No caso do Brasil, os desafios são maiores na captação de financiamento para as florestas. É o que mostra estudo publicado esta semana pelo Climate Policy Initiative, organização filiada à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (CPI/PUC-Rio). Apenas 2% dos recursos internacionais recebidos pelo país foram para esses ecossistemas. Joana Chiavari, advogada especializada em Direito Ambiental e diretora do CPI/PUC-Rio, diz que as florestas tropicais precisam ser encaradas como parte fundamental e estratégica da solução climática.

“Elas desempenham um duplo papel: como fontes de emissão de CO2 (quando desmatadas ou degradadas) e como sumidouras de carbono (quando conservadas), podendo, ainda, capturar CO2 da atmosfera através da restauração florestal. Desta forma, as florestas têm capacidade de mitigar ou agravar a crise climática, dependendo da sua gestão”, argumenta Chiavari.

Capital privado

Segundo a pesquisadora, o setor que engloba florestas, agricultura, pesca e outros usos da terra enfrenta mais resistência para atrair o capital privado.

“Investimentos em mitigação são menos viáveis comercialmente e envolvem períodos de retorno do investimento mais longos ou dinâmicas complexas de uso da terra.

No entanto, o financiamento para esse setor tem aumentado no mundo (em torno de 286% entre 2018 e 2023, segundo estudo do Climate Policy Initiative), apoiado, principalmente, pelo financiamento público e concessional, mostrando que existe um interesse crescente em soluções climáticas baseadas na natureza”, salienta Chiavari.

Belém (PA), 26.03.2024 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o Presidente da França, Emmanuel Macron, visitam a produtora de chocolate “Filha do Combu”, na comunidade ribeirinha da Ilha do Combu, em Belém (PA). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Florestas, agricultura, pesca e outros usos da terra enfrentam mais resistência para atrair capital privado -Foto: Ricardo Stuckert/PR

Financiamento para o Brasil

A pesquisa do CPI/PUC-Rio mostra que o Brasil recebeu R$ 26,6 bilhões/ano de financiamento climático internacional entre 2021 e 2022. O número é 84% maior do que o registrado no período anterior, entre 2019 e 2020.

O resultado brasileiro ficou acima da média global de financiamento climático, que acusou crescimento de 28% (aumento de US$ 158 bilhões para US$ 203 bilhões). Os pesquisadores destacam que o cenário foi positivo, dado o contexto de retomada da economia depois da pandemia de Covid-19 e da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que distanciou o país das discussões de política climática internacional.

Origem das verbas

Os pesquisadores detalharam a região de origem, o tipo de instituição que destinou o recurso, o instrumento utilizado no financiamento, o setor beneficiado e o uso climático. A Europa Ocidental foi a principal financiadora: 50% dos recursos (R$ 13,3 bilhões/ano) vieram da região. Na sequência, vieram a América Latina e o Caribe, com 18,2% (R$ 4,83 bilhões/ano). Neste último caso, a maior parte dos recursos vem de bancos multilaterais, como o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). No ranking de países, a líder foi a França com 13% do total (R$ 3,5 bilhões/ano) que chegou ao Brasil. Em seguida, aparecem China (11,6%), Espanha (10%), Reino Unido (9,5%) e Estados Unidos (9%).

Instituições públicas mobilizaram 58% do financiamento climático internacional para o Brasil, R$ 15,4 bilhões/ano em valores absolutos.

Setor privado

Instituições privadas movimentaram 42%, o que equivale a R$ 11,2 bilhões/ano. Mesmo que menor do que o público, o valor vindo do setor privado merece destaque por ter crescido quatro vezes em relação ao período anterior.

O estudo mapeou os tipos de instrumentos comerciais utilizados para o financiamento climático. Foram basicamente quatro: crédito, crédito concessional, equity e doações. O crédito comum é aquele em que há antecipação de recursos com compromisso de pagamento posterior acrescido de juros. No caso do crédito concessional, o financiamento é feito com taxas abaixo do mercado. O equity é diferente dos casos anteriores porque o investidor antecipa os recursos em troca de uma fatia do negócio e participação de lucro.

Entre 2021 e 2022, R$ 17,28 bilhões de financiamento vieram por meio de crédito comum, R$ 6,42 bilhões por meio de equity, R$ 1,68 bilhões em crédito concessional e R$ 0,82 bilhões em doações. O setor de energia foi o que recebeu mais recursos (53%), com destaque para projetos de geração solar e eólica (80%). A pesquisa mostra que o financiamento para energia cresceu 165% no Brasil, passando de R$ 8,7 bilhões/ano para R$ 14,0 bilhões/ano. O resultado supera a tendência global de aumento de 53% no período.

Florestas

Logo em seguida, veio a categoria Intersetoriais com 20% (R$ 5,4 bilhões/ano); agropecuária, florestas, outros usos da terra e pesca com 11% (R$ 2,9 bilhões/ano), transporte com 11% (R$ 2,9 bilhões/ano) e água e saneamento com 5% (R$ 1,3 bilhão/ano). No setor de agropecuária e florestas, a maior parte dos recursos foi para o subsetor agricultura (72%, R$ 2,11 bilhões). O subsetor de florestas recebeu R$ 623 milhões/ano, apenas 2% do financiamento internacional para o país. Os pesquisadores consideram o financiamento para o setor muito aquém do potencial. Principalmente, se for levado em conta que ele é responsável por três quartos das emissões de gases de efeito estufa do país, segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Os pesquisadores também mapearam o tipo de uso climático feito com os recursos do financiamento climático internacional. A maior parte (80% ou 21,4 bilhões/ano) foi exclusivamente para mitigação. No glossário ambiental, o termo se refere à redução das emissões de gases de efeito estufa.

Adaptação climática

Apenas 5% dos fluxos mapeados (R$ 1,4 bilhão/ano) foram investidos em adaptação climática. O termo se refere às ações para reduzir a vulnerabilidade de sistemas naturais e humanos às mudanças climáticas.

Recursos que contribuem tanto para a mitigação quanto para a adaptação somaram R$ 3,8 bilhões/ano (14%).

“O governo brasileiro tem adotado uma série de iniciativas para criar condições de investimento favoráveis para que o capital estrangeiro financie projetos alinhados com a agenda climática nacional, como a Plataforma de Investimentos Climáticos e Transformação Ecológica (BIP), o Eco Invest Brasil e a emissão de títulos soberanos sustentáveis. Compreender o status atual de financiamento é crucial para medir o impacto dessas iniciativas e ampliar sua efetividade”, finaliza Chiavari.

O que Marina Silva pensa sobre o PL do Licenciamento Ambiental

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, declarou que está em “luto” após a aprovação do PL (Projeto de Lei) do Licenciamento Ambiental pelo Congresso Nacional no dia 21 de julho que flexibiliza regras para o licenciamento ambiental.

Em entrevista ao videocast ‘Conversa vai, conversa vem’, do O Globo, afirmou que passou a noite em claro para acompanhar a votação e, para ela, o Brasil chegará enfraquecido na COP 30, sediada no Belém, Pará, após a aprovação do texto. “Tem que estar comprometido com as metas estabelecidas no Acordo de Paris do qual o Brasil é signatário”, disse. A ministra classificou o ocorrido como uma “derrota” para os avanços conquistados na área, como clima equilibrado, biodiversidade e a grande quantidade de recursos hídricos, florestas, diversidade cultural.

Na sua visão, não é preciso fazer a demolição da principal ferramenta de proteção ambiental para que o agronegócio seja próspero. “É um tiro no pé porque só somos uma potência agrícola e hídrica, e só somos uma potência hídrica porque somos potência florestal sem destruir a Amazônia”, afirmou. Marina ressaltou que o PL do Licenciamento Ambiental, apelidado de PL da Devastação, não é claro ao estabelecer novas diretrizes. “E se um estado diz que aquilo tem impacto e o outro diz que não tem, sendo o mesmo rio que atravessa os dois estados? A natureza não muda em função das nossas necessidades”, disse. Questionada sobre a função do BEG (Balanço Ético Global), a ministra ressaltou que ele tem como intuito implementar o que foi estabelecido no Acordo de Paris, e também para que a sociedade faça uma avaliação se os governos, empresas e setores financeiros estão alinhados com a meta de não ultrapassar um grau e meio de aumento da temperatura da terra.

“Essa vai ter que ser a COP da implementação. Já discutimos, nos comprometemos com uma série de encaminhamentos, o que falta é implementar”, destacou. Marina, no entanto, fez a ressalva de que vivemos em um ambiente geopolítico altamente desafiador, há guerras bélicas e tarifárias, “como esse absurdo de taxação do Brasil em 50% do presidente Trump para proteger seus aliados políticos que destruíram a política ambiental brasileira”.

Para a ministra, a solução para os desafios e prejuízos climáticos é o fortalecimento do multilateralismo.

sustentavel.istoe

Relatório da ANA aponta que o Brasil possui 241 barragens em situação de risco

O Ministério da Saúde publicou a Portaria GM/MS Nº 7.350, de 30 de junho de 2025, que estabelece os valores da assistência financeira complementar federal referente à competência de junho de 2025. Ao todo, foram destinados R$ 790.917.224,44 a estados e municípios, para auxiliar no pagamento do Piso Salarial Nacional da Enfermagem, conforme previsto no Título IX-A da Portaria de Consolidação GM/MS nº 6, de 28 de setembro de 2017.

A medida garante o repasse  mensal de recursos da União a entes federativos para o cumprimento da legislação vigente, que institui o piso nacional da categoria. Os valores correspondem à complementação federal para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, além de parteiras, que atuam em órgãos públicos ou no Sistema Único de Saúde (SUS). 

Valores repassados

Segundo os dados da portaria, os estados que mais receberam recursos em junho foram:

  • Minas Gerais: R$ 110.196.850,46
  • Bahia: R$ 77.118.282,63
  • Pernambuco: R$ 67.944.251,63
  • Maranhão: R$ 59.752.518,35
  • Rio de Janeiro: R$ 54.042.279,50

A capital mineira lidera entre os municípios, com mais de R$ 9 milhões repassados. Também receberam valores expressivos, as cidades do Rio de Janeiro (R$ 7,8 milhões), Fortaleza (R$ 6,1 milhões), Campo Grande (R$ 4,7 milhões) e Campina Grande – PB (R$ 4,7 milhões).

Região UF Valor Transferido para Estado Valor Transferido para Município Valor Transferido em junho – Total
Centro-Oeste DF 368.966,21 368.966,21
Centro-Oeste GO 5.386.828,53 10.633.463,43 16.020.291,96
Centro-Oeste MS 1.812.558,42 9.990.851,60 11.803.410,02
Centro-Oeste MT 2.105.376,67 9.626.350,16 11.731.726,83
Nordeste AL 2.009.563,59 15.411.681,48 17.421.245,07
Nordeste BA 24.227.548,27 52.890.734,36 77.118.282,63
Nordeste CE 5.327.282,14 37.696.067,95 43.023.350,09
Nordeste MA 14.884.587,04 44.867.931,31 59.752.518,35
Nordeste PB 6.609.276,20 27.224.311,52 33.833.587,72
Nordeste PE 36.249.742,27 31.694.509,36 67.944.251,63
Nordeste PI 3.302.405,72 15.643.488,98 18.945.894,70
Nordeste RN 3.958.302,58 16.346.817,67 20.305.120,25
Nordeste SE 9.354.555,03 5.737.433,85 15.091.988,88
Norte AC 2.336.911,25 1.025.801,61 3.362.712,86
Norte AM 9.834.673,96 11.645.601,41 21.480.275,37
Norte AP 594.320,86 4.380.874,49 4.975.195,35
Norte PA 12.547.421,60 35.619.646,25 48.167.067,85
Norte RO 1.429.212,76 5.602.028,08 7.031.240,84
Norte RR 853.861,34 853.861,34
Norte TO 4.686.915,25 6.433.479,58 11.120.394,83
Sudeste ES 9.220.679,09 7.744.712,73 16.965.391,82
Sudeste MG 4.791.930,45 105.404.920,01 110.196.850,46
Sudeste RJ 9.945.647,08 44.096.632,42 54.042.279,50
Sudeste SP 15.184.221,78 32.413.972,03 47.598.193,81
Sul PR 16.725.057,91 13.828.477,63 30.553.535,54
Sul RS 10.929.486,55 15.962.859,79 26.892.346,34
Sul SC 8.384.383,76 5.932.860,43 14.317.244,19

A presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), Solange Caetano, participou da audiência pública realizada, no dia 1º de julho, no município de Bebedouro (SP), para discutir sobre o descumprimento do piso salarial da categoria. A audiência foi promovida pelo o vereador Professor Antônio Gandini Júnior (PT).

Solange lembrou da primeira derrota que os enfermeiros enfrentaram na luta pelo piso salarial. “O primeiro revés foi o veto do então presidente Bolsonaro, à época, por conta do reajuste anual que existia dentro do projeto do piso. Quando voltou para o Congresso Nacional, apesar de toda a mobilização, nós não conseguimos derrubar o veto. Hoje nós temos um piso salarial congelado. Se não tiver um debate com o governo municipal, se não tiver um debate com o governo estadual para, de fato, reajustar, o piso vai ser corroído. Quando a gente prestar atenção, ele já não vai estar valendo absolutamente mais nada, o nosso poder de compra vai estar zerado”, alertou à categoria para a situação.

Como utilizar os recursos

Os valores devem ser utilizados exclusivamente para o pagamento do piso da enfermagem, conforme regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde. Cabe aos gestores locais acompanhar os lançamentos nos sistemas oficiais e garantir a correta alocação dos repasses.

A atualização mensal dos valores segue o cronograma de execução financeira do programa, com base nas informações enviadas pelos entes federativos.

Acesse a íntegra da Portaria:
Portaria GM/MS Nº 7.350, de 30 de junho de 2025

sitebarra

Japão vive o mês de junho mais quente já registrado

    O Japão vivenciou o junho mais quente já registrado, informou o serviço meteorológico nesta terça-feira (1º/7), enquanto a mudança climática desencadeia ondas de calor em todo o mundo. A temperatura média mensal do Japão em junho foi a mais alta para o mês desde o início das estatísticas em 1898, informou a Agência Meteorológica do Japão (JMA). Devido à presença de fortes anticiclones regionais, a média mensal foi 2,34°C acima do normal, informou a agência. A temperatura das águas costeiras perto do Japão também ficou 1,2°C acima do normal, o mesmo nível de junho de 2024, o recorde desde o início da coleta de dados em 1982, informou a agência.  A agência meteorológica também emitiu um alerta para julho: “O próximo mês deve continuar trazendo calor intenso por todo o país”. As temperaturas recordes no Japão ocorrem enquanto uma onda de calor se espalha por partes da Europa, da França à Grécia.  Cientistas dizem que as mudanças climáticas causadas por atividades humanas estão causando ondas mais intensas, frequentes e generalizadas.

correiobraziliense

Inverno deve ser mais quente do que a média na maior parte do País

 O inverno tem início na próxima sexta-feira, 20, às 23h42, pelo horário de Brasília, em meio ao feriado prolongado de Corpus Christi. A estação deve apresentar temperaturas médias a mais altas na maior parte do País, especialmente nas regiões entre o Paraná, o Sudeste, e o Centro-Oeste, onde os principais desvios de temperatura são esperados.

“Podemos ter eventos de onda de frio mais intensos, que podem avançar até a região central, mas não serão frequentes”, afirma Paulo Lombardi, meteorologista da Tempo OK. Segundo ele, o fim do inverno, principalmente, será marcado por temperaturas acima do normal, por causa da atuação de uma área de alta pressão na costa do Sul e do Sudeste.

No mapa da empresa de meteorologia, é possível observar que a maior parte do País será afetada por temperatura acima ou muito acima da média, incluindo as Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e parte do Norte. Durante o inverno, são esperados dias mais secos principalmente nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, o que intensifica o alerta para a incidência de queimadas e para cuidados com a saúde.

Mais frio

Espera-se também que muitas áreas do Sudeste e do Centro-Oeste possam sentir fortes ondas de frio que eventualmente avançam pelo interior do País. “O sul de Minas Gerais, o Estado de São Paulo e o centro-sul de Mato Grosso do Sul são as áreas mais suscetíveis à geada quando ocorre a passagem das fortes massas de ar frio, de origem polar”, afirma a empresa Climatempo. Neste ano, no Hemisfério Sul, não haverá a influência de fenômenos como El Niño e La Niña. “A temperatura da água do mar na porção central e leste do Oceano Pacífico equatorial, na Costa do Peru, deve manter-se próxima da média. De modo geral, o inverno de 2025 tende a ser mais próximo das condições climáticas médias”, acrescenta a Climatempo.

istoe

Proteção dos oceanos desemboca na COP30

A primeira Conferência dos Oceanos das Nações Unidas terminou em 9 de junho de 2017, em Nova York, com um “chamado para a ação”: estados-membros deveriam unir esforços em uma década (de 2021 a 2030) considerada decisiva para a promoção da sustentabilidade marinha. O período estratégico entra agora em sua segunda metade, as Nações Unidas acabam de encerrar a terceira conferência — em Nice, França, na última sexta-feira —, e a sensação é de que ainda falta agilidade para impulsionar a proteção oceânica. Tal cenário acaba por desembocar as atenções para o Brasil, anfitrião da próxima conferência do clima, a COP30, em novembro. São agendas administrativamente distintas, é bem verdade. Trabalha-se, por exemplo, com a possibilidade de realização de uma grande COP dos Oceanos no próximo ano, novamente nos Estados Unidos. Mas no dia a dia da crise ambiental não há separações. Basta acompanhar a situação de alerta extremo enfrentada por comunidades ribeirinhas e países insulares em razão do aumento das temperaturas dos oceanos. São também os ecossistemas marinhos o grande “ar-condicionado” da Terra, absorvendo 91% do calor gerado pelos gases de efeito estufa. 

Leia mais…

Congresso marcha rumo ao retrocesso ambiental em ano de COP-30

Era fim de tarde do dia 21 de maio quando o Davi Alcolumbre entrou no plenário e sentou na sua cadeira de presidente do Senado. Ao reabrir a sessão, resolveu agilizar os trâmites e passar o trator para aprovar as indicações de nomes para embaixadas de 12 países. A pressa era clara, Alcolumbre tinha como foco o projeto que pode beneficiar seu capital político nos próximos anos: as mudanças no marco de licenciamento ambiental.

A proposta, criada em 2004, afrouxa regras ambientais e favorece negócios de baixo e médio risco ambiental, como barragens de rejeito e obras do governo federal. O texto também cria um modelo de declaração de auto consentimento, em que o empresário poderá realizar uma obra apenas afirmando que terá um baixo impacto ao meio ambiente. O projeto ainda cria novas modalidades de licenciamento, que podem beneficiar o governo federal e, principalmente, Alcolumbre. Uma delas é a Licença Ambiental Especial (LAE), com duração de 12 meses, que libera obras emergenciais ou estratégicas para o governo. O tema é um dos principais pontos de impasse entre o Congresso Nacional e os ambientalistas.

A licença, capitaneada por uma emenda apresentada pelo presidente do Senado, deve beneficiar a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, no Amapá. A ideia é avalizada pelo Palácio do Planalto, pressionado por Davi Alcolumbre e pela ala econômica, mas na contramão do que prega o Ministério do Meio Ambiente.

Entre idas e vindas – e críticas internas – o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deu o aval para a exploração de petróleo na região da Bacia do Amazonas, entre o Amapá e o Pará. Internamente, o governo vê como chance de encontrar um “novo Pré-Sal” com a geração de milhares de barris de petróleo e gás natural na região.

Leia mais…