freitasnews16

Pantanal: queimadas crescem 980% e previsão é de seca extrema

O número de foco de incêndios no Pantanal nos primeiros meses deste ano chegaram a 1.026, um aumento de 980% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o maior registrado desde 2020, quando o bioma passou pelas maiores queimadas da sua história.Ainda no final do período de chuvas, a região não chegou no período de maior risco para incêndios, que costumam ocorrer a partir de julho, com pico nos meses de agosto e setembro.“O que mais preocupa é que mesmo no que era período de chuva a gente teve esse aumento nos focos de calor”, Vinícius Silgueiro, coordenador do Núcleo de Inteligência Territorial do Instituto Centro de Vida, em Mato Grosso, destacando um dos piores inícios de ano em focos de calor desde o início da série histórica em 1998.Silgueiro alerta, ainda, que a região deve passar por mais uma seca extremamente forte este ano, depois do período chuvoso ter tido uma média de precipitação 60% abaixo da média, de acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).Os novos recordes de focos de incêndio vem depois de uma explosão de queimadas no final de 2023. Enquanto o início do ano passado foi dentro do esperado, os efeitos do El Niño no segundo semestre atrasaram o período chuvoso e levaram a uma explosão de queimadas em novembro, quando já deveria estar chovendo. Foram 4.134 focos registrados quando a média para o mês é de 584.

“Temos um cenário de chuvas abaixo da média no verão. Os meses de maior risco eram agosto e setembro, mas ano passado novembro foi um mês atípico, foi muito incêndio e este ano já superou 2020 em quantidade de área queimada nos primeiros meses do ano”, explica Felipe Augusto Dias, diretor técnico da ONG SOS Pantanal.

A previsão para o segundo semestre é uma nova seca extremamente forte, isso com os rios da região já muito abaixo das médias históricas. De acordo com dados do Centro de Hidrografia da Marinha, a medição do rio Paraguai na cidade de Ladário (MS), no último dia 3 de junho apontava para 1,40 metro de altura. Em 2023, estava em 3,55 metros.A falta de chuvas deixa a vegetação mais seca, os rios baixos diminuem a área de inundação no Pantanal, o que também deixa a terra mais seca e propensa a queimadas. Dados da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostram que a área queimada em 2024 já é maior que a queimada no mesmo período de 2020.Na quarta-feira, em uma entrevista no Palácio do Planalto, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, alertou para o que chamou de uma “seca terrível” no Pantanal este ano, e os riscos de incêndios graves causados por matéria orgânica acumulada.“O que estamos trabalhando no Pantanal são os desdobramentos desses eventos climáticos relacionados a fenômenos naturais. Nós não conseguimos a cota de cheia do Pantanal. A Agência Nacional de Águas (ANA), no dia 13, estabeleceu situação crítica hídrica em toda a bacia do rio Paraguai. Isso é a primeira vez que está acontecendo”, disse a ministra.

Leia mais…

Auxílio Reconstrução: Governo decide incluir mais cidades do RS para receber Pix de R$ 5,1 mil

O ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, anunciou que o governo federal irá incluir na Medida Provisória (MP) que estabelece o Auxílio Reconstrução municípios que até então não tinham sido declarados em situação de emergência. A inclusão das prefeituras aptas a receber o benefício de R$ 5.100 será assinada nesta quinta-feira, 6, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O anúncio ocorreu durante coletiva de imprensa nesta tarde no Rio Grande do Sul. Além do ministro e de Lula, participam os ministros Paulo Pimenta (Secretaria Extraordinária da Presidência da República para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul), Nísia Trindade (Saúde), Luiz Marinho (Trabalho), Jader Filho (Cidades).Góes afirmou que, após a assinatura da MP por Lula em maio, outros municípios, que ainda não estavam em situação de calamidade, entraram em tal situação. “A MP que assina hoje vai alcançar todos os municípios que a Defesa Civil Nacional junto com a Defesa do governo do Estado e municipais entenderam atender o regramento da situação de emergência e calamidade”, disse o ministro. “O que significa que municípios a partir de hoje que não foram alcançados pela MP também passarão a receber Auxílio Reconstrução para aqueles casos que tiveram sido atingidos pelo evento e também outros benefícios que são alcançados pela situação de emergência e calamidade”, detalhou. Para o ministro, essa atualização da MP será uma “correção importante”. De acordo com o chefe do Desenvolvimento Regional, até o momento, foram aprovados 161 mil benefícios às famílias atingidas pelas enchentes. De acordo com a Caixa, desde o lançamento do benefício, cerca de R$ 510 milhões já foram pagos a 99,8 mil famílias. A previsão é que, nas próximas duas semanas, o benefício atinja 240 mil famílias“As regiões mais aglomeradas, mais densas, já foram alcançadas. Agora, a gente tem que refinar isso para chegar aos locais mais distantes”, disse.

Leia mais…

Capital da Índia registra mais de 50ºC nesta quarta-feira; estudantes desmaiam em escola

Nos últimos dias, a Índia está enfrentando uma “onda de calor severa”, informou os serviços de meteorologia. A capital indiana, Nova Delhi, registrou nesta quarta-feira, 29, a temperatura de 52,3ºC, recorde histórico.

Um dia antes, os termômetros da cidade tinham marcado 49,9 ºC. Um caminhão municipal precisou borrifar água em ruas da cidade para aliviar a onda de calor. Segundo a agência de notícias Reuters, estudantes desmaiaram em uma escola pública no estado de Bihar, no leste do país, devido ao calor. Imagens da ANI mostram uma menina deitada no banco de uma sala de aula enquanto os professores borrifam água em seu rosto e a abanam com um livro. “O desequilíbrio eletrolítico está causando desmaios, vômitos e tonturas”, disse Rajnikanth Kumar, médico do hospital que trata os estudantes. Conforme os serviços de meteorologia, a previsão é de que as temperaturas comecem a diminuir a partir da próxima quinta-feira, 30, no noroeste e centro da Índia. O país declara uma “onda de calor severa” quando a temperatura máxima é 6,5 ºC mais alta do que o normal. Em 2024, países da Ásia tiveram um verão mais quente. Cientistas afirmam que essa situação tem sido agravada pelas alterações climáticas provocadas pelo homem.

Ciclone na Índia

Na última segunda-feira, um grande ciclone atingiu as costas de Índia e Bangladesh, e deixou ao menos 16 pessoas mortas e cortou a energia de milhões de pessoas.

terra

Governo federal lança auxílio para vítimas do RS

O governo federal iniciou nesta segunda-feira (20/5) a operacionalização do Auxílio Reconstrução de R$ 5.100, em parcela única, destinado às famílias afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul. O auxilio foi criado em medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última quarta-feira.O valor do auxílio será pago por família. São 369 os municípios gaúchos habilitados a receber, por terem os estados de emergência ou calamidade pública reconhecidos pela Defesa Civil nacional até 15 de maio. A lista dos municípios e as instruções dos próximos passos estão publicadas no site oficial do Auxílio Reconstrução — www.gov.br/auxilioreconstrucao.

A operacionalização será feita em três etapas.

PREFEITURAS – A primeira depende integralmente das prefeituras dos municípios afetados. Elas precisam enviar ao Governo Federal dados sobre as localidades assoladas pelas enchentes e sobre as famílias desalojadas ou desabrigadas. Para isso, há duas planilhas distintas a serem preenchidas, que podem ser baixadas no site oficial. Essa fase começa hoje mesmo. Depois de preenchidas, essas planilhas deverão ser enviadas de volta ao Governo, no próprio site. Para evitar fraudes, só funcionários habilitados pelos municípios a se conectarem ao sistema transfere.Gov poderão fazer esse envio. Para tanto, eles deverão acessar o site oficial do Auxílio, usando a mesma senha do transfere.Gov.

FAMÍLIAS – A segunda fase será feita pelas famílias. A pessoa identificada pela prefeitura como responsável pela família precisará entrar no site com a senha do gov.br e confirmar o cadastro. Caso haja erro de cadastro, seja de nome, CPF, endereço, as prefeituras deverão receber os cidadãos para corrigir. Na medida em que forem confirmados pelos responsáveis, os dados serão cruzados com outros cadastros já existentes — como os da Previdência, trabalho e assistência —, para atestar endereços e CPFs. Feita a conferência, o nome do responsável pela família é liberado para receber o pagamento.

PAGAMENTO – A terceira e última fase é o pagamento em si. A Caixa Econômica Federal receberá a lista dos nomes aptos e fará o depósito na conta. As famílias não precisam se preocupar em abrir contas no banco. A CAIXA identificará se o responsável já possui conta, poupança ou corrente, e realizará o crédito automaticamente. Caso o beneficiário não possua conta, a CAIXA se encarregará de abrir uma Poupança Social Digital para receber o Auxílio Reconstrução, que poderá ser movimentada pelo aplicativo CAIXA Tem. O Governo Federal espera fazer os primeiros pagamentos ainda neste mês. Mas, dadas as muitas dificuldades por que passam os municípios gaúchos, tudo vai depender da velocidade com que os dados forem enviados pelas prefeituras e confirmados pelas famílias. Segundo o ministro Paulo Pimenta, do Ministério Extraordinário para Reconstrução do Rio Grande do Sul, a pasta instalará seu gabinete em Porto Alegre e prestará consultoria às prefeituras, para ajudá-las a acessar as políticas públicas do projeto de reconstrução.

agencianossa

Brasil tem apenas oito cidades dentro dos padrões de excelência de perda de água potável

O Brasil ainda apresenta um quadro crítico de brasileiros sem acesso à água tratada nem sequer para lavar as mãos. Enquanto isso, boa parte da água ainda é perdida antes mesmo de chegar à casa das pessoas. Um estudo do Instituto Trata Brasil revela que apenas oito cidades brasileiras cumprem os padrões de excelência dos índices de perdas de água potável, ou seja, que se preocupa com o desperdício e a qualidade da água.

Entre os municípios que atendem aos padrões de excelência, três são da região Centro-Oeste e cinco do Sudeste: Aparecida de Goiânia (GO), Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Petrópolis (RJ), Campinas (SP), Limeira (SP), São José do Rio Preto (SP) e Taboão da Serra (SP).

Para a presidente-executiva do Trata Brasil, Luana Pretto, esse resultado está muito abaixo do desejado para o Brasil atingir as metas de universalização dos serviços até 2033. “Se o tema é priorizado, existe um compromisso com essa agenda, um plano estruturado de saneamento básico, que tenha a previsão correta de quais obras precisam ser realizadas, qual é o volume de recursos necessário — uma análise em relação a qual é a melhor forma de modelo de gestão para que esses investimentos aconteçam”, avalia.  Segundo o estudo, a água perdida no país poderia abastecer mais de 17 milhões de pessoas que residem em áreas sem acesso aos serviços básicos de saneamento por cerca de um ano e meio.

Marco Legal do Saneamento

A partir da aprovação do novo Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026), que aconteceu em 15 de julho de 2020, foram estabelecidas metas de universalização: todos os municípios brasileiros devem atender a 99% da população com serviços de água potável — e ao menos 90% dos habitantes com coleta e tratamento de esgoto até 2033.  Mas isso dificilmente será alcançado, na opinião do especialista em saneamento da Imagem Geosistemas Diogo Reis

Para o especialista, mesmo com avanços significativos, o nível de investimento brasileiro ainda está muito abaixo do necessário para alcançar resultados mais positivos. Ele acredita que uma boa parceria com a iniciativa privada poderia render melhores resultados.

“A iniciativa privada tem uma capacidade de investimento mais rápida, tem uma certa  celeridade — e a possibilidade de fazer aportes maiores na expansão da infraestrutura. A gente tem visto aí nos próprios leilões os lances que as empresas privadas, os consórcios têm dado nos leilões. Eles têm um ágio bem alto com relação ao previsto, então acho que eles podem contribuir muito na aceleração dessa expansão, muito pela capacidade de investimento. Se comparado às próprias empresas públicas”, analisa.

Cidades com menor índice de perda de água

Apesar dos números nacionais serem preocupantes, oito cidades têm como prioridade o controle das perdas de água e são exemplos positivos para outros municípios do país. Os dados mostram que eles já se encontram nos padrões de excelência estabelecidos como meta, conforme Portaria 490/2021 do MDR. Ou seja, 25% em perdas na distribuição (IN049) e de 216 L/ligação/dia em perdas volumétricas (IN051). Conforme o estudo do Trata Brasil, casos como esses devem ser exemplos na busca de fomentar políticas públicas, projetos e inovações, visando a implantação de programas estruturados de redução de perdas de água.  O levantamento aponta que a universalização do saneamento básico está diretamente atrelada aos esforços para eficiência no controle de perdas de água. Ou seja, o combate às perdas será imprescindível para o acesso pleno do recurso a todos os brasileiros.
Fonte: Brasil 61

Estados do Nordeste anunciam envio de equipes e materiais para o RS

O Consórcio Nordeste, grupo formado pelos nove estados da região, anunciou o envio de recursos humanos e equipamentos para auxiliar os esforços de busca, socorro e o atendimento à população atingida pelas tempestades no Rio Grande do Sul. Segundo o consórcio, cada estado disponibilizou recursos, incluindo dezenas de bombeiros militares, binômios (dupla formada por bombeiro e cão farejador), embarcações, viaturas e enfermeiros. Estão sendo enviados também Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como luvas, roupas técnicas, cordas e outros.

O estado já conta om mais de 50 mortos e mais de 20 mil pessoas desabrigadas 

O Rio Grande do Sul já registra 56 mortes devido às fortes chuvas que atingem o estado desde o início da semana. De acordo com boletim da Defesa Civil, 281 municípios foram afetados deixando 8.296 pessoas em abrigos e 24.666 cidadãos desalojados. O número de desaparecidos chega a 67. Há ainda 74 feridos.Os trabalhos de resgate têm sido dificultados por cortes de energia elétrica e de telecomunicações. Diversas comunidades do interior do estado encontram-se isoladas por alagamentos e ocorrências nas estradas. Até a noite desta sexta-feira (3), ao menos 128 trechos de 68 rodovias estavam total ou parcialmente bloqueados, incluindo estradas e pontes.”Os nove governos do Nordeste deixam seus efetivos à disposição do Governo do Rio Grande do Sul para que juntos possamos combater os efeitos deste desastre natural que atinge nossos irmãos gaúchos”, disse o consórcio em nota. De acordo com as previsões, o mau tempo não deve dar trégua ao longo do fim de semana. Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou novo alerta de perigo de chuvas intensas para o Rio Grande do Sul e a região sul de Santa Catarina.

jc.

Restaurante de Goiânia doará 100% da venda de hambúrgueres para ajudar vítimas das enchentes no RS

Toda venda do Burger Pão Carne e Queijo, que custa R$ 39,90 será revertida em doação

O restaurante Melt Cozinha de Fogo, localizado em Goiânia, doará 100% das vendas de um dos hambúrgueres do cardápio para ajudar as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul (RS). Segundo o proprietário Juliano Carrilho, a ação acontecerá durante todo o domingo (5). O horário de funcionamento será das 11h às 22h. Carrilho explicou que toda a venda do Burger Pão Carne e Queijo, que custa R$ 39,90 será revertida em doação. De acordo com o proprietário, será entregue um relatório com o total das vendas ao governo do estado afetado.

“Nem todas as pessoas entram na conta e ajuda, mas se ela tiver algo em troca, participam”, disse Carrilho.O estabelecimento ressaltou que não tem problema se o cliente quiser comer outra coisa, mas que seria de grande valia se ele considere levar o Buger para ajudar as vítimas das enchentes. Carrilho disse que a ação tem o objetivo de incentivar as pessoas a doarem e a ajudarem aqueles que precisam. Conforme divulgou o restaurante nas redes sociais, “estamos distantes da região, e a forma mais eficaz no momento é arrecadar o dinheiro”.

terra

Novo balanço confirma 55 mortes e mais de meio milhão de pessoas afetadas pelas chuvas

O último boletim divulgado pela Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul, atualizado às 18h deste sábado (3), confirmou 55 pessoas mortas, 107 feridas e 74 desaparecidas em todo o estado, por causa das fortes chuvas que atingem a região desde a última terça-feira 30.

Municípios afetados: 317

Pessoas em abrigos: 13.324

Desalojados: 69.242

Afetados: 510.585

Feridos: 107

Desaparecidos: 74

Óbitos confirmados: 55

Bento Gonçalves (3)

Boa Vista do Sul (2)

Bom Princípio (1)

Canela (2)

Caxias do Sul (4)

Encantado (1)

Farroupilha (1)

Forquetinha (2)

Gramado (6)

Itaara (1)

Lajeado (1)

Montenegro (1)

Pantano Grande (1)

Paverama (2)

Pinhal Grande (1)

Putinga (1)

Salvador do Sul (2)

Santa Cruz do Sul (3)

Santa Maria (6)

São João do Polêsine (1)

São Vendelino (2)

Segredo (1)

Serafina Corrêa (2)

Taquara (2)

Três Coroas (1)

Vale do Sol (1)

Venâncio Aires (3)

Vera Cruz (1)

Óbitos em investigação: 7

Caxias do Sul (1)

Pinhal Grande (1)

Santa Cruz do Sul (1)

Santa Maria (1)

Três Coroas (3)

Alertas

Para aumentar o nível de prevenção, as pessoas podem se cadastrar para receberem os alertas meteorológicos da Defesa Civil estadual. Para isso, é necessário enviar o CEP da localidade por SMS para o número 40199. Em seguida, uma confirmação é enviada, tornando o número disponível para receber as informações sempre que elas forem divulgadas. Também é possível se cadastrar via aplicativo Whatsapp. Para ter acesso ao serviço, é necessário se registrar pelo telefone (61) 2034-4611 ou clicando aqui. Em seguida, é preciso interagir com o robô de atendimento enviando um simples “Oi”. Após a primeira interação, o usuário pode compartilhar sua localização atual ou qualquer outra do seu interesse para, dessa forma, receber as mensagens que serão encaminhadas pela Defesa Civil estadual.

terra

Fumaça provoca aumento na procura por atendimento médico no Cosme e Silva

Mesmo sem registros de incêndio, moradores da capital paulista sentiram uma grande fumaça no céu. Segundo pesquisadores, a provável origem são as queimadas na Amazônia.

 

A estiagem severa que afeta todo o Estado e o número cada vez maior de incêndios têm provocado um aumento exponencial da presença de pacientes que procuram as unidades de saúde em decorrência de problemas respiratórios. No último final de semana (23 e 24 de março), Boa Vista foi tomada por uma intensa nuvem de fumaça, o que levou 37 pessoas ao atendimento médico relacionado a problemas respiratórios no Pronto Atendimento Cosme e Silva, que é a principal referência no atendimento de emergência médica da zona Oeste da cidade. A intensa fumaça não só prejudica a visibilidade de quem trafega pela cidade, mas também reduz consideravelmente a qualidade do ar. De acordo com dados do Pronto Atendimento Cosme e Silva, de janeiro até o dia 24 de março deste ano, foram realizados 1.711 atendimentos a pacientes com problemas respiratórios. No mesmo período do ano passado, o número não chegou a 600 atendimentos. Somente em janeiro de 2024, foram contabilizados 305 atendimentos, número que saltou para 772 atendimentos no mês de fevereiro. No mês de março (até o dia 24), foram 634 atendimentos. “As pessoas que têm asma, bronquite e alergia são as que mais sofrem nesse período, devido ao acúmulo de fumaça na cidade e a falta de chuvas para amenizar essa situação”, afirmou a médica Clínico Geral e diretora do Cosme e Silva, Moema Gonçalves.

Fumaça em Boa Vista Willian Roth Secom Roraima 4

O principal fator que tem contribuído para esse cenário é o El Niño, fenômeno climático que provoca o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Há grandes expectativas para que o inverno roraimense inicie no fim de abril, no entanto, até esse momento acontecer, a população pode adotar ações para minimizar os efeitos da inalação de fumaça:

Evitar a exposição à fumaça ou fazer uso de máscara (no caso de ser necessária exposição ao ar livre);

– Manter-se hidratado, aumentando a ingestão de líquido principalmente para crianças e idosos;

– Manter as portas e janelas de casa fechadas, evitando a entrada da fumaça;

– Caso utilize a central de ar, é recomendável umedecer o ambiente com uma toalha molhada ou um recipiente com água, uma vez que o equipamento refrigerado diminui a umidade do local.

“Em caso de complicações mais graves, evite a automedicação e procure o pronto atendimento de imediato”, completou Moema.

SERVIÇO

O Pronto Atendimento Cosme e Silva é uma unidade que funciona 24 horas e é referência para atendimento médico de emergência na zona Oeste de Boa Vista. Está localizada na rua Delman Veras, sem número, bairro Pintolândia.

RORAIMA

saude.rr.gov.br

Goiânia foi a terceira capital do país que mais aqueceu em 2023

Goiânia foi a terceira capital do país que mais aqueceu em 2023, com +3,64°C. Segundo dados divulgados pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a cidade só fica atrás de Brasília (+4,06°C) e Belo Horizonte (+4,23°C). Vale lembrar que 2023 é considerado pelos especialistas como o ano mais quente da história. Ainda segundo o Cemaden, Turmalina, em Minas Gerais, foi o município com a maior elevação de temperatura, até 5,52 graus Celsius acima da média das máximas diárias. Mas cidades do Vale do Jequitinhonha, também em Minas, ocupam 18 dos 20 primeiros lugares no ranking do calor — as exceções são a vizinha baiana Urandi (14º lugar) e a também mineira Confins (17º).As temperaturas foram colhidas de estações meteorológicas e de satélites pelos especialistas. Os dados se referem à média das temperaturas máximas diárias, e os municípios brasileiros mais quentes foram ranqueados pelas maiores altas de temperatura. No geral, novembro e dezembro foram os meses com temperaturas mais altas, segundo o balanço.O aumento da temperatura global, em conjunto com a influência mais intensa do El Niño no ano passado, são responsáveis pelas mudanças climáticas observadas em todo o mundo. No Vale do Jequitinhonha, o aumento da temperatura pode ser atribuído à escassa circulação de ar, à degradação do solo, ao desmatamento, à escassez de recursos hídricos e à distância da região costeira. As variações nas temperaturas, registradas acima ou abaixo do esperado, são denominadas anomalias, pois se desviam do padrão climatológico normal. Esse padrão é calculado com base em dados de pelo menos 30 anos para determinar o que é considerado normal para cada localidade em cada período do ano.

Goiânia teve terceiro outubro mais quente em dez anos com média de 35,8ºC

Outubro de 2023 teve média de temperatura máxima, em Goiânia, de 35,8ºC. Segundo informações do gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), André Amorim, é o terceiro mês de outubro mais quente desde 2013. O décimo mês mais quente dos últimos dez anos foi em 2015, com média máxima de 37,1ºc. Em segundo lugar, 2017, com 36,1ºC. Em 2013, início do levantamento, foi a temperatura média máxima mais amena: 32,4ºC. De lá para cá: 2014 (34,9º); 2016 (33,3º); 2018 (33ºC); 2019 (35,1º); 2020 (34,7ºC); 2021 (33,3ºC) e 2022 (33,6º).

terra

Aquecimento Global: oque é, causas, o que estudar sobre

O que é o Aquecimento Global?

Primeiro é necessário compreender o que é Aquecimento Global. Conforme a professora Rafaela nos disse, o Aquecimento Global é uma consequência do Efeito Estufa, que por sua vez é a capacidade natural do planeta de armazenar calor. Esse é um processo, inicialmente, natural e essencial para a vida na Terra. Entretanto, ele vem sendo agravado por conta da emissão de gases como o CO2 (Dióxido de Carbono), metano e outros, que também são tóxicos. Estes gases são liberados, principalmente, pelos combustíveis fósseis e pela pecuária.Com a intensificação desmedida do Efeito Estufa, acontece o Aquecimento Global. Em resumo, Aquecimento Global é o aumento anormal da temperatura do planeta causado por ações humanas.

Aquecimento global e o surgimento de doenças

Além das consequências visíveis e que podem ser sentidas na pele, o Aquecimento Global também traz perigos que não são perceptíveis em um primeiro momento. A professora nos conta que com o derretimento das geleiras e as temperaturas elevadas, organismos microscópicos danosos a saúde humana (patógenos) entram em circulação.Rafaela cita como exemplo, as doenças transmitidas por mosquitos, pois estes animais estão ficando mais resistentes ao calor e aumentando sua população, como consequência, contaminam mais pessoas.

A professora cita outras consequências relacionadas à saúde:

Pesquisas comprovam que doenças respiratórias, cardiovasculares e renais também aumentam em número de casos quando a temperatura aumenta. Já Alagamentos, enchentes e faltas d’água podem aumentar a transmissão de doenças parasitárias, como leptospirose, esquistossomose e diarreias.

Causas do Aquecimento Global

Vários fatores têm intensificado o Aquecimento Global, dentre eles, a professora destaca o desmatamento, o aumento das construções civis de concreto e asfalto. Por conta dessas ações, a capacidade de absorver calor fica maior que a de refletir.

A educadora também cita as causas já comentadas, como a emissão de gases estufa, realizados pela pecuária e queima de combustíveis fósseis. Estes são os fenômenos, agravados pós-revolução industrial, que figuram entre as principais causas do efeito estufa.

Entenda mais um pouco sobre Aquecimento Global neste vídeo do Brasil Escola:

Como Aquecimento Global cai em provas de Vestibular?

A forma de cobrar este tema vai depender da banca organizadora do exame. Mas, o Aquecimento Global não deixa de ser um tema recorrente em diversos exames. 

Nesse sentido, a dica da professora é atentar-se ao estilo da banca. Ela diz que na Fuvest, por exemplo, são exigidos conhecimento mais técnicos sobre causas e consequências. Ao passo que na Unicamp, é comum o tema vir associado às questões socioeconômicas que comprovem ou expliquem sua existência. 

Por fim, a educadora conselha:

É fundamental que os estudantes tenham habilidades de relacionar não só as causas e consequências, como também as propostas de soluções, desde as esferas locais (dar preferência às bicicletas em vez de carros particulares, por exemplo), até as grandes discussões em Conferências sobre as Mudanças climáticas, como o que estabeleceram o Protocolo de Kyoto ou o Acordo de Paris de 2015. Filmes e séries para entender o Aquecimento Global. Como o estudo não é feito apenas de leituras e teorias, pedimos a Rafaela, professora de geografia, nos passar uma lista de filmes e séries que ajudam a compreender melhor o Aquecimento Global.

Confira:

Cowspiracy: O Segredo da Sustentabilidade; 

Uma Verdade Inconveniente;

Nosso Planeta; 

Captando o Sol; 

O Amanhã é hoje; 

A última hora; 

Solo fértil; Mission blue; 

O degelo; 2067; 

A Era da estupidez; 

Em busca dos corais; 

Seremos história? 

O Dia depois de amanhã.

terra

Brasil usa mais agrotóxicos que Estados Unidos e China juntos

Intensificação da pulverização aérea com agrotóxicos é uma das preocupações nos territórios vizinhos às plantações – Alberto César Araújo/Amazônia Real
O Brasil já usa mais agrotóxicos em suas lavouras do que a China e os Estados Unidos juntos. Isso é o que mostra um levantamento da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês).Os dados divulgados pela FAO são referentes a 2021. Naquele ano, segundo a agência, foram aplicadas 719,5 mil toneladas de venenos contra pestes em lavouras nacionais. No mesmo ano, a China, que tem quase sete vezes mais habitantes que o Brasil, aplicou 244 mil toneladas. Já os EUA aplicaram 457 mil toneladas. Juntos, eles uasaram 701 mil toneladas.

De acordo com os dados da FAO, o Brasil é o país que mais usa agrotóxicos no mundo. É seguido justamente pelos EUA. A Indonésia, que usou 283 mil toneladas de veneno em suas lavouras – menos da metade do Brasil –, vem em terceiro lugar.

Dados da FAO mostram os países líderes em uso de agrotóxicos em lavouras no mundo / Reprodução/elaboração Gerson Teixeira (Abra) O Brasil usa 10,9 kg de agrotóxicos para cada hectare de lavoura (10 mil m2). Já os EUA usam 2,85 kg/ha; a China, 1,9 kg/ha.Em 2021, foram usados no Brasil 3,31 kg de agrotóxicos por pessoa. Nos EUA, foram 1,36 kg per capita; e na China, 0,17 kg per capita.

Modelo do agronegócio

Para Gerson Teixeira, engenheiro agrônomo e diretor da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra), dados como esse mostram como a agricultura nacional tem se tornado dependente dos agrotóxicos devido a escolhas de métodos de produção.Em entrevista ao Brasil de Fato, Teixeira explicou que o Brasil, décadas atrás, optou por um modelo de produção agropecuária voltado à exportação, principalmente de soja. Isso tornou o país o segundo maior exportador de produtos agrícolas do mundo, segundo a FAO, atrás só dos EUA. Acontece que lavouras de soja são altamente dependentes do uso de fertilizantes e agrotóxicos, ressaltou Teixeira. Isso aumentou o consumo desse tipo de veneno no Brasil.Em 1990, segundo a FAO, o Brasil consumia 51,1 mil toneladas de agrotóxicos por ano. Em 31 anos, essa quantidade aumentou 1.300%.”A agricultura brasileira pensava que a soja transgênica reduziria a necessidade do veneno e dos fertilizantes”, afirmou Teixeira. “Na verdade, aumentou a dependência dos dois. “Dados do Banco Mundial tabulados por Teixeira apontam que o Brasil também já é o segundo maior consumidor de fertilizantes do mundo quando considerados a quantidade de quilos aplicados por hectares de lavouras, ficando atrás da China. Do total de fertilizantes utilizados na agricultura nacional, 87% é importado, de acordo com a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Segundo a FAO, o Brasil é o maior importador de fertilizantes do mundo. Consome 18% das importações mundiais. Os EUA consomem 13% e a China, 5%.Dados do Banco Mundial indicam quais países mais usam fertilizantes por área de lavoura / Reprodução/elaboração Gerson Teixeira (Abra)O Brasil também é líder nas importações de agrotóxicos. Foram 283 mil toneladas importadas durante o ano de 2022, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).Dados do Ibama mostram aumento da importação de agrotóxicos pelo Brasil desde 2008 / Reprodução/elaboração Gerson Teixeira (Abra)

Riscos à saúde

Por conta do uso crescente de agrotóxicos no país, a cada dois dias, uma pessoa morre por intoxicação por uso desse tipo de veneno no Brasil. Uma a cada cinco vítimas é criança ou adolescentes de até 19 anos. Esse dado consta num relatório publicado em 2022 pela rede ambientalista europeia Friends of the Earth Europe.De acordo com a entidade, empresas agroquímicas europeias como a Bayer e a Basf trabalham conjuntamente com o agronegócio brasileiro para disseminar o uso de veneno no Brasil, desconsiderando os malefícios causados por eles à população.Larissa Bombardi, professora do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), escreveu em seu livro Agrotóxicos e Colonialismo Químico (editora Elefante) que a Europa concentra um terço da produção de agrotóxicos no mundo. Autoridades europeias, porém, já proibiram o uso de 269 tipos de defensivos por conta dos danos causados por eles à saúde. Em países como Brasil, os banimentos não chegam a 30.Entre os 10 mais vendidos por aqui, cinco são proibidos na União Europeia, ressaltou Bombardi. “Enquanto a área plantada no país cresceu 29% de 2010 a 2019, o uso de agrotóxicos cresceu 78%”, disse ela, em palestra feita em Curitiba, no ano passado.”Essa forma de agricultura faz mal à população e ao planeta”, disse ela. “Só a reforma agrária com foco na agroecologia oferece uma solução.”A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) participa da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida e tem várias ações em parceria com a sociedade civil organizada e movimentos sociais para alertar para o perigo dos agrotóxicos e para buscar aumentar o controle e reduzir seu uso.

Edição: Nicolau Soares

brasildefato

Fundo Amazônia tem R$ 3 bi para utilizar em novos projetos, afirma BNDES

Foto: Fundo amazônia/Divulgação

São Paulo, 01 – O Fundo Amazônia tem R$ 3 bilhões em caixa para financiar novos projetos. O número foi anunciado nesta quinta-feira, 1.º, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que administra o fundo, e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Somente em 2023, o fundo recebeu R$ 726 milhões em doações de países estrangeiros, o montante é um dos maiores desde que foi criado em 2008. Ainda de acordo com o balanço divulgado nesta quinta-feira, caso todos os projetos protocolados para pedir recursos do fundo e que ainda estão em análise sejam aprovados, haverá a demanda por R$ 2,2 bilhões dos R$ 3 bilhões hoje disponíveis. Criado em 2008, durante o segundo mandato do presidente Lula, o Fundo Amazônia capta recursos estrangeiros para financiar ações de proteção da Floresta Amazônica. A preservação da floresta é uma das principais bandeiras do governo Lula nas agendas no exterior

Doações concretizadas em 2023:

– Reino Unido: R$ 497 milhões

– Alemanha: R$ 186 milhões

– Suíça: R$ 28 milhões

– Estados Unidos: R$ 15 milhões

Além das doações já recebidas, o Fundo Amazônia aguarda o repasse de R$ 3,1 bilhões anunciados pelos doadores, mas que ainda não foram repassados. Entre os países com recursos a repassar estão os Estados Unidos, a União Europeia, Dinamarca, Reino Unido e Noruega. “Doações de países são sempre complexas, demoram sempre muito tempo, porque têm uma tramitação nos países. Na realidade o que está claro é que os países estão trabalhando para viabilizar”, afirmou o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. O Fundo Amazônia foi retomado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano passado, após ter sido suspenso pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Depois de ficar sem aprovar novos projetos nesse período, o Fundo Amazônia financiou no ano passado R$ 1,3 bilhão em recursos para projetos e chamadas públicas específicas. O valor foi o maior desde a criação do mecanismo. Antes disso, o maior montante tinha sido utilizado em 2017, quando foram empregados R$ 693 milhões.“É praticamente 4 vezes e meia a média histórica do Fundo Amazônia. Isso se deve exatamente ao fato de a gente ter construído uma estratégia que permitiu que a gente desse esse salto necessário”, disse a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello.

Mesmo com o financiamento recorde, no mês de outubro o Amazonas teve 3.858 focos de incêndio, o maior número para o mês desde 1998, quando começou a série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia. Os amazonenses sofreram em 2023 com a maior seca em 121 anos. O transporte fluvial foi interrompido e nuvens de fumaça tomaram Manaus, causadas pelo recorde de queimadas no Estado. O agravamento da seca no 2º semestre por causa do El Niño já era projetado pela comunidade científica internacional. O governo, porém, não conseguiu estruturar um planejamento à altura do problema ao longo do ano. Também motiva críticas sobre a necessidade de preparar melhor o País para eventos climáticos extremos.

Pressionado pela crise ambiental, o Comitê Orientador do Fundo Amazônia chegou a aprovar a ampliação dos recursos disponíveis para os nove Estados da Amazônia Legal atuarem no combate a incêndios florestais e queimadas ilegais. O total empenhado passou de R$ 315 milhões para R$ 405 milhões.

Recursos para BR-319

As autoridades também foram questionadas a respeito de uma declaração dada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, de que pretendia captar recursos do Fundo Amazônia para financiar obras da rodovia BR-319, que cruza a Floresta Amazônica. A obra é contestada por ambientalistas por causa dos possíveis impactos nocivos ao meio ambiente. A diretora afirmou, no entanto, que no seu entendimento os recursos do fundo não podem ser utilizados nesse tipo de iniciativa. “Na nossa avaliação ela é inadequada inclusive para o perfil dos recursos do Fundo Amazônia”, disse “São ações ou de enfrentamento ao desmatamento, ou de restauro florestal ou de geração de emprego e renda sustentável para manter a floresta em pé. Então, não seria adequado e necessário.”

jornaldebrasilia

Após forte temporal, Rio tem sensação térmica de quase 60ºC, diz prefeitura

Segundo o Centro de Operações Rio, a sensação térmica máxima foi de 58,4ºC na região de Guaratiba, na zona oeste da capital fluminense

Após forte temporal no Rio de Janeiro, que resultou em mortes e alagamentos, a segunda-feira trouxe calor intenso e máxima de 39,2°C na região da Barra da Tijuca/Rio Centro. A sensação térmica chegou a 58,4ºC em Guaratiba, na zona oeste. Após as fortes chuvas que provocaram ao menos 12 mortes e fizeram a Prefeitura do Rio de Janeiro decretar estado de emergência, um calor intenso se abateu sobre a capital fluminense nesta segunda-feira, 15. Segundo o Centro de Operações Rio (COR), órgão de previsão meteorológica, a sensação térmica máxima foi de 58,4ºC na região de Guaratiba, na zona oeste do Rio, às 12h20. Ainda segundo o órgão municipal, a temperatura máxima no começo da tarde desta segunda foi registrada na região da Barra da Tijuca/Rio Centro, com os termômetros marcando 39,2ºC. A expectativa é de que o calor se mantenha até quinta-feira, 18, quando a Região Metropolitana do Rio de Janeiro volta a ter previsão de pancadas de chuva durante a tarde. Segundo o COR, a frequência de chuvas intensas na cidade do Rio de Janeiro tem aumentado nos últimos anos. Desde 1997, foram 175 dias com registro de chuva muito forte entre dezembro a abril, época mais chuvosa na região. Destes, 101 são a partir do ano 2010, o que representa uma média de sete dias de chuva forte por ano nos últimos 13 anos, ante cinco dias de chuva forte por ano, em média, nos 13 anos anteriores.

Temporal no RJ

Nesta segunda-feira, o governador Cláudio Castro confirmou que 12 mortes foram registradas após a passagem do temporal pela Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que chegou a entrar em estágio operacional número 4: o segundo mais alto na escala de riscos. O temporal alagou vias e afetou a operação de linhas de ônibus e do metrô no Grande Rio. O Hospital Ronaldo Gazolla, na capital, teve o subsolo inundado e ficou sem energia. Alguns concursos e provas marcados para o domingo, 14, foram cancelados.A Defesa Civil da cidade registrou mais de 30 bolsões d’água nas principais vias, 15 pontos de alagamento e cinco quedas de árvores. A Avenida Brasil ficou alagada nos dois sentidos, na altura de Irajá, e foi interditada durante a madrugada de domingo.Atualmente, dois moradores seguem desaparecidos: Elaine Cristina Souza Gomes, que sumiu após o carro em que estava cair no Rio Botas, em Belford Roxo, e um homem, ainda não identificado, arrastado pela correnteza no Chapadão. Os bombeiros dão sequência às buscas.

terra.