28 de junho de 2026 10:04

Oito cidades brasileiras onde o frio surpreende; conheça a lista de ‘Suíças brasileiras’

O frio costuma ser associado às regiões Sul Sudeste, mas nem todas as cidades que ganham fama nacional ou regional por causa do clima mais ameno estão nessas regiões. Abaixo, o g1 lista destinos tradicionais e outros pouco conhecidos. Entre ele estão, surpreendentemente, duas localidades no Nordeste: Piatã (BA) Triunfo (PE).

Urupema (SC)

Localizada a aproximadamente 200 km de distância da capital Florianópolis, a cidade é reconhecida oficialmente como a capital nacional do frio desde dezembro de 2021. Por estar em uma altitude de 1.425 metros, é constantemente atingida por geadas e até mesmo registra a queda de neve. Além disso, possui a cascata que congela, uma cachoeira de 13 metros no Morro das Torres que congela no inverno devido às baixas temperaturas.

Sincelo deixou Morro das Torres em Urupema coberto de branco  — Foto: Marleno Muniz Farias/Prefeitura de Urupema

Sincelo deixou Morro das Torres em Urupema coberto de branco — Foto: Marleno Muniz Farias/Prefeitura de Urupema

Cascata congelou com o frio em Urupema (SC) — Foto: Marleno Muniz/Arquivo Pessoal

Cascata congelou com o frio em Urupema (SC) — Foto: Marleno Muniz/Arquivo Pessoal

Triunfo (PE)

Devido ao seu clima ameno e chuvoso, diferente do clima semiárido predominante no sertão, a cidade é conhecida como “Oásis do Sertão”. O município possui um patrimônio arquitetônico histórico preservado, com construções do século XIX e o Cine Teatro Guarany, construído em 1922 com rochas e óleo de baleia para estabilidade, sendo um cartão postal local.

Triunfo (PE) — Foto: Globo Repórter

Triunfo (PE) — Foto: Globo Repórter

Cine Teatro Guarany, Triunfo, Pernambuco — Foto: Demetrio Jereissati

Cine Teatro Guarany, Triunfo, Pernambuco — Foto: Demetrio Jereissati

Triunfo tem forte ligação histórica com o cangaço. Lampião usava a Casa Grande das Almas, localizada na fronteira entre Pernambuco e Paraíba, como esconderijo para enganar as polícias estaduais.

São Joaquim (SC)

Reconhecida por ser uma das cidades mais frias de SC, além do turismo no inverno, o clima favorece a plantação da maçãs. Foi eleita como capital nacional da fruta em 2019, após um decreto assinado pelo então presidente Jair Bolsonaro. Atualmente, 35% das maçãs do Brasil são produzidas na cidade.

Sexta-feira começou com geada e frio intenso em SC — Foto: Mycchel Legnaghi/São Joaquim Online

Sexta-feira começou com geada e frio intenso em SC — Foto: Mycchel Legnaghi/São Joaquim Online

Geada em São Joaquim, Serra de SC, no verão — Foto: Mycchel Legnaghi/Arquivo pessoal

Geada em São Joaquim, Serra de SC, no verão — Foto: Mycchel Legnaghi/Arquivo pessoal

A plantação de maçãs começou na década de 1970, impulsionada por uma política pública e o investimento de imigrantes japoneses, que trouxeram técnicas e mudas da maçã Fuji, adaptada ao clima da região. A amplitude térmica que pode variar de 5 ºC A 28 ºC é ideal para o cultivo, garantindo frutas mais doces, com melhor coloração e sabor.

Monte Verde (MG)

Localizada na Serra da Mantiqueira, é chamada de “Suíça mineira”. Com apenas 4 mil habitantes, a economia é movimentada pelo turismo de inverno devido ao frio. A cidade chega a receber 300 mil visitantes e por conta desse contexto, entrou em um ranking internacional de melhores destinos do mundo, sendo a única cidade brasileira na lista.

Em Monte Verde, distrito de Camanducaia (MG), os termômetros marcaram menos de 1°C.  — Foto: Nélson Pacheco

Em Monte Verde, distrito de Camanducaia (MG), os termômetros marcaram menos de 1°C. — Foto: Nélson Pacheco

Geada é registrada em Monte Verde, distrito de Camanducaia, MG — Foto: Edson de Oliveira/EPTV

Geada é registrada em Monte Verde, distrito de Camanducaia, MG — Foto: Edson de Oliveira/EPTV

Bom Jardim da Serra (SC)

Conhecida por paisagens como a Serra do Rio do Rastro, com temperaturas abaixo de zero no inverno, é conhecida como capital das águas por ter 35 cachoeiras com pelo menos 10 metros de altura e 14 rios que nascem no município, tornando-se afluentes do Rio Pelotas dentro do próprio território.

Ponto turístico de SC, Serra do Rio do Rastro é interditada por grande quantidade de neve — Foto: Reprodução

Ponto turístico de SC, Serra do Rio do Rastro é interditada por grande quantidade de neve — Foto: Reprodução

Bom Jardim da Serra, na Serra de SC — Foto: Sérgio Felipe Rodrigues/Arquivo Pessoal

Bom Jardim da Serra, na Serra de SC — Foto: Sérgio Felipe Rodrigues/Arquivo Pessoal

Por conta da vegetação praticamente intocada, a cidade também atrai turistas interessados em atividades ao ar livre, já que a topografia com cânions e mirantes proporcionam vistas que reforçam a imagem da cidade como um verdadeiro “jardim” na serra.

Piatã (BA)

Cachoeira do Chochó é a segunda mais visitada em Piatã (BA). — Foto: Açony Santos

Cachoeira do Chochó é a segunda mais visitada em Piatã (BA). — Foto: Açony Santos

Localizada na Chapada Diamantina, a 1.268 metros de altitude, é a cidade mais fria do Nordeste, com temperaturas que podem chegar a cerca de 10°C no inverno e até 2°C em alguns momentos. Uma curiosidade sobre Piatã é a existência de pinturas rupestres no município. Elas ficam no sítio arqueológico da Serra do Gentil e são registros pré-históricos datados do período paleolítico, com aproximadamente 10 a 12 mil anos de idade.

Urubici (SC)

Fica na cidade o Morro da Igreja, conhecido por ser o ponto mais frio do país, onde em 1996 foi registrado -17,8ºC. No local, está a Pedra Furada, uma formação rochosa em formato de janela que se tornou um dos cartões-postais do município.

Pomar congelado em Urubici (SC) — Foto: Gabriela Salvador/Reprodução

Morro de Igreja, em Bom Jardim da Serra, amanhace com 0ºC — Foto: Lucas Neves/Divulgação

Morro de Igreja, em Bom Jardim da Serra, amanhace com 0ºC — Foto: Lucas Neves/Divulgação

Para chegar até ela, é preciso agendamento, pois o acesso ao local é controlado pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio). O tempo máximo de permanência no mirante é de 15 minutos, e o horário recomendado para visitação é entre 10h e 15h para evitar neblina.

Campos do Jordão (SP)

Apelidada de “Suíça Brasileira”, é a cidade mais fria de São Paulo e um destino popular no inverno. Ganhou o apelido por conta da arquitetura com influência europeia (especialmente estilo enxaimel alemão). Seu clima frio foi considerado o melhor do mundo segundo o Congresso de Climatologia de Paris em 1957.

Imóveis de Campos do Jordão — Foto: Rosanetur

Imóveis de Campos do Jordão — Foto: Rosanetur

Moradores de Campos do Jordão já registraram neve — Foto: Arquivo Pessoal/Edmundo Rocha

Moradores de Campos do Jordão já registraram neve — Foto: Arquivo Pessoal/Edmundo Rocha

A cidade foi importante centro de tratamento para tuberculose no início do século XX, com sanatórios construídos para aproveitar seu clima favorável para doenças pulmonares. Com o avanço da medicina, a vocação turística da cidade se consolidou a partir da década de 1950.

g1.globo

Marina Silva revela preocupação com “ambiente bélico” mundial pré-COP30

  A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, fez um alerta nesta quinta-feira (24) sobre os desafios que antecedem a COP30, que será realizada no Brasil em pouco mais de seis meses. Durante uma palestra na faculdade FIA Business School, na zona oeste de São Paulo, a ministra demonstrou preocupação com o cenário internacional, classificado por ela como um “ambiente bélico”, que estaria minando os esforços globais de combate às mudanças climáticas. Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, critica o gasto de recursos com conflitos mundiais durante palestra em São Paulo.

“O contexto pré-COP é complexo e desfavorável. Um ambiente bélico, de guerras, mina recursos que poderiam estar sendo direcionados para o combate às mudanças climáticas. Isso é muito perigoso para os grandes problemas que precisamos enfrentar”, afirmou.

A ministra apontou, ainda, que a crise do multilateralismo — ou seja, a dificuldade de cooperação entre países — ameaça o sucesso da COP30. “Mesmo com todas as dificuldades, a COP será vitoriosa se conseguir fortalecer o multilateralismo climático”, disse ela. Marina também defendeu que a conferência seja uma oportunidade de reverter a fragmentação política internacional e de reafirmar compromissos concretos em prol da preservação da vida no planeta.

“Temos que construir uma ambiência favorável, mesmo num cenário desfavorável”, disse, destacando que o Brasil tem atuado com protagonismo ao apresentar um Plano Clima ambicioso, com metas de mitigação e adaptação e compromisso de não ultrapassar o limite de 1,5°C no aumento da temperatura média global.

“O desafio agora é implementar. Todos os países terão que trabalhar dobrado para dar conta do recado”, concluiu.

Marina Silva abandona audiência na CI após discussão com senadores Fonte: Agência Senado

A ida da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, à Comissão de Infraestrutura (CI) nesta terça-feira (27) foi marcada por tensão e divergências entre a gestora e alguns senadores. Ela foi cobrada pela demora na liberação de licenças ambientais. Após três horas e meia de debate e desentendimento com o senador Plínio Valério (PSDB-AM), a ministra se retirou da audiência. Marina foi convidada a partir de requerimento do senador Lucas Barreto (PSD-AP) para tratar da criação de unidades de conservação marinha no Norte. O convite surgiu pela preocupação do parlamentar de que a instituição dessas áreas impossibilitasse a prospecção e exploração de petróleo na Margem Equatorial no Amapá. Ao iniciar sua fala, o senador Plínio Valério disse que “a mulher merece respeito, a ministra não”. Marina Silva exigiu um pedido de desculpas e, como não foi atendida, retirou-se da audiência. Ela lembrou ainda que o senador, em outra ocasião, chegou a falar em “enforcá-la”.

— Sou ministra de Meio Ambiente, foi nessa condição que eu fui convidada e ouvir um senador dizer que não me respeita como ministra, eu não poderia ter outra atitude — disse Marina Silva em coletiva após a audiência.

Para o senador Rogério Carvalho (PT-SE), a fala de Plínio Valério não cabe num debate institucional:

— O debate político pode ser caloroso, pode expressar as divergências, os pontos de vista, mas manifestação de desrespeito é inaceitável. Anteriormente, a ministra já havia se desentendido com outros senadores. Ao presidente da CI, senador Marcos Rogério (PL-RO), ela disse que não é “uma mulher submissa”. Na sequência, ele a mandou se “pôr no seu lugar”.Também houve bate-boca com o senador Omar Aziz (PSD-AM) com relação a liberação da obra de pavimentação da BR-319 (Manaus-Porto Velho). Ao final da audiência, Marcos Rogério disse que a convocação da ministra deve ser posta em votação na próxima reunião deliberativa do colegiado.

Unidades de conservação

Ao tratar das unidades de conservação marinha no Norte, Marina Silva afirmou que a instituição dessas áreas não é impeditiva à pesquisa e à exploração de petróleo em águas profundas na margem Equatorial, mas há necessidade de licenciamento ambiental.  A criação da unidade de conservação no Amapá não incide sobre os blocos de petróleo e não foi criado agora para inviabilizar a Margem Equatorial — disse a ministra. De acordo com a gestora, o país tem um déficit de 10 milhões de hectares de unidades de conservação.

O pedido de criação dessas unidades de conservação data de 2005, segundo Marina Silva. As UCs, de acordo com a ministra, pretendem dar condições para populações tradicionais ribeirinhas, pescadores, comunidades indígenas, abarcando em torno de 24 mil pessoas. Ela reconheceu que até pouco tempo o governo do estado do Amapá estava de acordo com a criação das unidades de conservação, mas se iniciou “uma tensão muito forte no estado”, o que levou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) a suspender a última audiência pública.

O senador Lucas Barreto (PSD-AP), autor do requerimento para o convite à ministra, disse que foi surpreendido com a criação de quatro unidades de conservação com um 1,3 milhão de hectare no Amapá. Segundo o parlamentar, 74% de território amapaense já é área de proteção, onde “75% da floresta primária está de pé”. Ele salientou que só 11% do estado está liberado para atividade econômica. — Essas reservas não vão impedir petróleo, elas vão impedir que o Amapá se desenvolva. (…) Amapá é um estado que nós não estamos mais querendo aceitar a criação de reservas lá. O licenciamento novo ambiental foi aprovado por essa atitude lá. (…) Nós queremos esse direito de prospectar essa riqueza que tem na costa do Amapá — afirmou Lucas Barreto.

Criadas por lei, as unidades de conservação (UCs) são áreas protegidas destinadas à preservação e restauração da biodiversidade e dos recursos naturais, de forma a promover a sustentabilidade dos ecossistemas. — Uma unidade de conservação é criada dentro de uma estratégia, dentro de um plano, ela não é algo isolado. E essa ainda mais, que é um processo que vem desde 2005, passando por inúmeras audiências públicas, mobilizando centenas e centenas de pessoas e que vinha sendo um processo trabalhado, ombro a ombro com o governo do Estado, tanto é que duas dessas unidades de conservação estão sendo encaminhadas para serem criadas pelo governo federal e duas delas seriam criadas pelo próprio governo do estado— disse Marina Silva.

Petróleo

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Nordeste encara alagamentos perigosos e Norte e Sul têm chuvas intensas nesta segunda

De acordo com previsão do tempo realizada pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), esta segunda-feira, dia 19, será de chuvas intensas em ao menos três regiões do País. A área que será mais afetada será a Nordeste, com alagamentos que vão representar grande perigo para a população local.

O instituto acredita que os locais mais afetados no Nordeste vão ser a Mata Pernambucana, o Leste Alagoano e a região Metropolitana de Recife. As chuvas vão ser superiores a 60 mm/h ou acima de 100 mm/dia. Existe, portanto, grande risco de grandes alagamentos e transbordamentos de rios e grandes deslizamentos de encostas, em cidades com tais áreas de risco.Sendo assim, a população deve desligar aparelhos elétricos e quadro geral de energia e observar a alteração nas encostas. Além disso, assim que as chuvas começarem, as pessoas devem permanecer em locais fechados. Em caso de situação de inundação, ou similar, os moradores devem proteger seus pertences da água envoltos em sacos plásticos.A região Norte recebeu um alerta de perigo relacionado às chuvas para as seguintes áreas: Marajó, Baixo Amazonas, Norte de Roraima, Centro Amazonense, Norte do Amapá, Sudoeste Amazonense, Norte Amazonense, Sul de Roraima e Sul do Amapá.Segundo o instituto, as chuvas vão ficar entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia e os ventos vão ser bastante intensos (60-100 km/h). Sendo assim, existe risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.Por conta dos perigos, em caso de rajadas de vento, as pessoas não devem se abrigar debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, é importante que a população não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Se possível, também é recomendável que aparelhos elétricos e quadro geral de energia sejam desligados durante as tempestades.Já as áreas do Sul do País podem esperar chuvas entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia e ventos intensos (40-60 km/h). Existe, no entanto, baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas. As regiões Centro-Oeste e Sudeste não receberam nenhum alerta em relação às chuvas. O clima nas regiões vai seguir quente durante o dia e frio durante a noite, com a possibilidade de algumas pancadas de chuva.

istoe

MIDR fortalece cooperação regional no Mercosul para enfrentar desastres ambientais e crises sanitárias

  O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o MIDR, marcou presença em Montevidéu durante uma reunião da Comissão Especial de Emergência Sanitária e Ambiental do Parlamento do MERCOSUL. O encontro teve como foco discutir políticas de prevenção, adaptação e resposta a desastres ambientais e crises sanitárias. Ação importante para fortalecer a cooperação regional e proteger a população em eventos extremos. Quem representou o Brasil e o MIDR foi Armin Braun, diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres, o CENAD. Durante a exposição, ele destacou as capacidades brasileiras de resposta e prevenção a desastres naturais. Braun também reforçou a importância da integração entre as políticas nacionais e os mecanismos globais, principalmente frente às mudanças climáticas e seus impactos cada vez mais frequentes. Durante a reunião, o MIDR, através da Secretaria Nacional de Defesa Civil, apresentou o sistema “Defesa Civil Alerta” e relembrou atuações marcantes, como o apoio à região Serrana do Rio de Janeiro, em 2011, e ao estado do Rio Grande do Sul, no ano passado.

A ideia é avançar para uma estratégia coordenada entre os países do bloco, com ações de assistência humanitária, troca de informações confiáveis e resposta mais ágil diante das emergências. Para saber mais sobre as ações do Governo Federal em Defesa Civil, acesse http://mdr.gov.br.
Fonte: Brasil 61

Do calor às inundações: população já sente impactos do aquecimento global no Recife

Falar do clima é quase uma regra para quebrar o gelo quando alguém está com algum desconhecido em um elevador e transporte público. Apesar de parecer um ato simples, a conversa sobre o aumento das temperaturas e instabilidade do clima mostra como a população vem sentindo os impactos do aquecimento global. Neste domingo (16), comemora-se o Dia de Conscientização das Mudanças Climáticas, que levanta pontos sobre os impactos do estilo de vida do homem no planeta Terra e a urgência de agir diante das mudanças climáticas.O Recife é uma das cidades brasileiras mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas. De acordo com o Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU), o Recife é a capital brasileira  mais ameaçada pelo avanço do nível do mar.Essa vulnerabilidade decorre de fatores geográficos, socioeconômicos e ambientais que, combinados, aumentam os riscos associados ao aquecimento global. A localização costeira de Recife a torna suscetível à elevação do nível do mar e a eventos climáticos extremos, como inundações e deslizamentos.  “Nos últimos 15 anos, a taxa de aumento do nível do mar média do planeta foi cerca de 2,5 vezes superior à média de todos os séculos passados. Recife tem uma peculiaridade, que é a altitude média em relação ao nível do mar muito baixa. Então os efeitos da elevação do nível do mar, pelo aquecimento dos oceanos, pelo aquecimento do planeta, pela pelo reforço dos ventos também, fazem com que Recife seja uma cidade muito vulnerável”, explica Moacyr Araujo, coordenador científico da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima) e vice-reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).O coordenador científico destaca que a capital pernambucana está a apenas 4 metros acima do nível do mar e que a maré chega a 3 metros de altura, o que causa prejuízos à cidade, uma vez que dificulta o escoamento de água das chuvas. Com a elevação do nível do mar por conta do derretimento das geleiras, bairros recifenses podem se prejudicar ainda mais, entre eles a Várzea, Afogados e Ilha do Retiro, pontua Moacyr Araujo. A elevação de temperatura nos oceanos é uma consequência do aquecimento global e atinge diretamente o bem-estar da população e a frequência de eventos climáticos extremos. Dados do Sexto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC) apontam que o aquecimento das temperaturas do oceano é responsável por 40% do aumento global do nível do mar e que o oceano tem absorvido 90% do excesso de calor. Os outros 60% são causados pelo derretimento dos glaciares das montanhas e dos mantos de gelo da Antártida e da Groenlândia. Somente nos últimos 30 anos, o nível do mar aumentou 9 cm“O clima do Recife é muito influenciado pelo Oceano Atlântico Tropical e as condições que a gente está vendo desde 1990 é um aumento significativo. Ou seja, tem uma anomalia considerável de aproximadamente de quase 1°C da temperatura do Atlântico próximo a gente”, ressalta Thiago do Vale, meteorologista da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).Além disso, a cidade enfrenta desafios socioeconômicos, como alta desigualdade na distribuição de renda, acesso limitado a serviços de saúde e saneamento básico inadequado, que amplificam os impactos das mudanças climáticas nas comunidades mais vulneráveis.  “Nós temos praticamente 1 milhão de habitantes que moram em morros e encostas, regiões que estão muito suscetíveis a problemas de deslizamento relacionados a eventos extremos. O que nós estamos observando, não apenas aqui no no Brasil, mas no mundo todo, é que de fato existe um aumento significativo da frequência e da intensidade de eventos extremos”, destaca Moacyr Araujo.
 (Foto: Priscilla Melo/DP Foto)
O aquecimento global também acontece em decorrência do mal uso do solo, que acaba contaminado pelo chorume, gordura e fluidos como óleo de cozinha, que penetram devido ao acúmulo de lixo. Estas substâncias podem chegar aos lençóis freáticos, podendo causar contaminação da água potável e maior proliferação de bactérias e vírus que causam doenças como tétano, febre tifóide, desinteria e hepatite A.

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Calor leva o Brasil a estabelecer novo recorde de consumo de energia

Fevereiro de 2025 foi 1,59 °C acima da média estimada de 1850–1900 usada para definir o nível pré-industrial. Também foi o 19º mês, nos últimos 20 meses, em que a temperatura média global do ar na superfície foi mais de 1,5 °C acima do nível pré-industrial.

O limite de aquecimento de 1,5 °C estabelecido pelo Acordo de Paris, e já ultrapassado, foi definido a partir da análise de diversas simulações feitas sobre os efeitos que isso poderia gerar. Considerou-se que esse limite ainda seria administrável em relação às consequências dos eventos climáticos extremos. Ao ultrapassar de maneira contínua o limite de 1,5 °C, estamos adentrando em um cenário onde administrar as consequências das anomalias climáticas severas fica cada vez mais difícil.

Consumo de energia

Em janeiro deste ano, o Brasil atingiu um novo marco histórico de consumo de energia [Consumo de energia bate recorde]. Em 24 de janeiro, o consumo chegou a 102.740 MWh/h. Na semana encerrada no dia 28/02, o consumo máximo chegou a 106.100 MWh/h, conforme mostra a figura abaixo.

• Operador Nacional do Sistema Elétrico

Esse consumo ocorre no meio da tarde, nos horários de temperatura mais elevada, pelo maior uso de aparelhos de ar-condicionado, climatizadores, circuladores de ar e ventiladores.

Portanto, não se descarta a possibilidade de que esse valor seja superado pelo consumo nos primeiros dias de março, pois somente na próxima semana uma frente fria e uma frente polar que se segue deverão reduzir as temperaturas nas regiões sul, sudeste e parte do centro-oeste.

Pode faltar energia?

Com sucessivos recordes de consumo sendo batidos, é natural que se questione sobre a capacidade de nosso sistema de geração dar conta de um maior consumo. Quanto a isso, podemos ficar tranquilos, pois temos fontes diversificadas e em condições de atender a essa demanda. Também temos boa infraestrutura de linhas de transmissão, embora investimentos sejam necessários para melhor aproveitarmos a geração eólica que ocorre no Nordeste. O fato de nosso sistema de geração e transmissão ser quase que todo integrado constitui-se em um importante recurso que permite transferir excedentes de energia para regiões que tenham maior demanda. O ponto frágil pode estar em alguns sistemas de distribuição, a parte final que leva a energia das linhas de transmissão para o consumidor. Podem ocorrer falhas pontuais, caso as empresas de distribuição não tenham feito investimentos para atender a essa maior demanda.

cnnbrasil

Apac divulga alerta laranja de chuva para abertura do Carnaval 2025

O Carnaval de Pernambuco deve ser de chuvas com intensidades moderada a forte, segundo um comunicado emitido pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). O acumulado de chuvas deve cair a partir da madrugada desta quinta-feira (27), quando o Carnaval inicia oficialmente no Recife. O aviso emitido é de nível laranja, que significa risco moderado a alto. São esperadas chuvas mais significativas, de intensidade moderada a forte, com potencial de ultrapassar os 50 milímetros. De acordo com a Apac, as chuvas são causadas por um Sistema Meteorológico Zona de Convergência Intertropical (Zcit) em associação com um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (Vcan). O primeiro trata-se de um sistema que influencia o clima tropical, sendo um dos principais causadores de chuva no Brasil. Ele se forma pela convergência dos ventos alísios do hemisfério Norte e do hemisfério Sul e ocorre em regiões de baixa pressão atmosférica .Já o segundo fenômeno se caracteriza por uma circulação de ventos em sentido horário. Ele pode causar chuva e vento intensos, e pode durar de poucas horas até semanas. A Apac informa que as chuvas devem atingir principalmente a área entre o litoral e o agreste do estado.
diariodepernambuco

Paes descarta cancelar blocos por causa do calor, mas pede aos foliões: ‘Bebam mais água!’

Paes descarta cancelar blocos por causa do calor.

Rio de Janeiro deve enfrentar nesta semana temperaturas de até 41 graus. Diante desse prognóstico de calor extremo, a prefeitura convocou uma coletiva neste domingo (16) a fim de orientar a população. O prefeito Eduardo Paes (PSDdescartou cancelar blocos de rua por causa da onda de calor, mas pediu atenção aos foliões. “Nós não vamos, de maneira nenhuma, chegar aqui e dizer: ‘Gente, vamos suspender os blocos de carnaval no Rio de Janeiro’. Eles sempre tiveram uma temperatura de 70 graus à sombra”, declarou. “Ninguém quer vetar nada de ninguém, mas alguns cuidados devem ser tomados: beba mais água! Hidrate-se melhor!”, emendou. Segundo a Climatempo, os termômetros passarão dos 40°C na segunda (17) e na terça-feira (18). “Temos uma possibilidade enorme de chegar ao Nível de Calor (NC) 4”, alertou o prefeito.

Seria a 1ª vez do Rio no NC4. No fim de junho, o Centro de Operações e Resiliência (COR) adotou o Protocolo de Calor, em 5 estágios, para avisar sobre ondas de altas temperaturas. Nas mais intensas, ou no NC5, grandes eventos, como shows, poderão ser cancelados. morte de uma fã por exaustão térmica durante o show de Taylor Swift no Engenhão, em 2023, foi uma das razões para a criação dessa norma. Os índices NCs avaliam não só os termômetros, mas também a incidência de raios ultravioleta e a duração, em dias, das altas temperaturas. Ações no NC4 Se a cidade entrar em NC4, pontos de resfriamento serão abertos à população, como as Naves do Conhecimento e postos de saúde. Os endereços estão disponíveis no aplicativo do COR.

Outra medida, na rede municipal de ensino, é transferir as aulas de educação física para locais cobertos.

Por que está tão quente?

Entenda por que está tão quente

O prefeito Eduardo Paes — Foto: Reprodução/TV Globo

Cuidados com o calor

O Globo Comunidade deste domingo falou justamente sobre os cuidados com o calor extremo. O repórter Alexandre Henderson foi a Madureira para saber como estão lidando com o calor:

g1

As 10 praias mais bonitas do Brasil que você precisa conhecer

Praia dos Carneiros, em Tamandaré, no litoral sul de Pernambuco.

Viajar pelo Brasil é uma experiência cheia de encantos, e a beleza das praias é um dos maiores atrativos do país. Com tantas opções incríveis, é difícil escolher os melhores destinos, mas a Catraca Livre preparou uma seleção das praias mais bonitas do Brasil para ajudar você a planejar sua próxima aventura à beira-mar. Com cenários que variam entre águas cristalinas, areias douradas e imponentes formações naturais, as praias brasileiras são perfeitas. Da tranquilidade do Nordeste ao charme rústico do Sul, descubra aqui os lugares mais deslumbrantes para aproveitar o melhor do nosso litoral.

As 10 praias mais bonitas do Brasil

1 – Praia do Sancho (Fernando de Noronha, PE)

O arquipélago Fernando de Noronha é conhecido mundialmente por suas inúmeras belezas. A praia do Sancho é um dos passeios preferidos para quem visita a região. 

Praia do Sancho, em Fernando de Noronha, já foi eleita uma das mais bonitas do mundo.

Sua localização entre um enorme paredão de pedras garante a apreciação de paisagens deslumbrantes. Para aqueles que escolhem esse destino, é possível encontrar mirantes, trilhas, cachoeiras e atividades de mergulho.

2 – Jericoacoara (Jijoca de Jericoacoara, CE)

A Vila de Jericoacoara é considerada uma das mais bonitas da região, marcada por dunas, praias e mangues. As redes na beira do mar é uma particularidade que chama a atenção dos viajantes.

Centrinho da Vila de Jericoacoara

Além disso, é um lugar propício para realizar diversos esportes aquáticos, como windsurfe e kitesurfe.

3 – Praia de Muro Alto (Ipojuca, PE)

O nome faz referência à presença de um recife de corais, que formam um “muro”. A praia de Muro Alto é conhecida por sua tranquilidade e piscinas naturais de águas cristalinas.

    

Vista da bela praia de Muro Alto, no distrito de Porto de Galinhas.

Entre as principais atividades da região destacam-se, o passeio de barco e o snorkel, prática de mergulho para admirar a vida marinha.

4 – Praia do Pontal do Atalaia (Arraial do Cabo, RJ)

É considerada por muitos como o “Caribe brasileiro”. Com águas azuis e areia clara, as paisagens são um dos principais destaques da praia do Pontal do Atalaia, ideais para fazer belos registros fotográficos posando de maiô.

Escada que dá acesso à praia do Pontal do Atalaia.

O mirante e a escadaria que dá acesso às praias também são os principais cartões postais do local, sendo de costume um belo cenário para as fotos de quem está de passagem.

5 – Praia de Antunes (Maragogi, AL)

A praia de Antunes oferece boa infraestrutura.

Famosa por suas belezas naturais, a praia de Antunes está entre as preferidas para quem visita Maragogi. Entre as principais características, estão a faixa de areia extensa, os recifes de corais, mar calmo e águas mornas.

6 – Praia do Forte (Mata de São João, BA)

O mar azul, a areia branca e os coqueiros formam paisagens fascinantes na praia do Forte. É um dos destinos mais procurados do litoral da Bahia.

Praia do Forte está entre as mais bonitas do Brasil.

Lá é possível aventurar-se de caiaque, fazer diferentes trilhas e passear de quadriciclo, buggy ou jeep.

7 – Praia da Pipa (Tibau do Sul, RN)

A praia da Pipa é cercada por falésias, vegetação e piscinas naturais na maré baixa. Além disso, o passeio pela baía dos golfinhos é um dos principais desejos de quem visita a região.

Vista da praia da Pipa, em Tibau do Sul.

Geralmente, a vida noturna animada no local, com bares e restaurantes, também costuma  atrair os visitantes.

8 – Praia de Ipanema (Rio de Janeiro, RJ)

   A badalada praia de Ipanema, no Rio de Janeiro.

É o cartão postal do Rio de Janeiro, conhecido internacionalmente por sua beleza. No bairro carioca é possível caminhar na orla, andar de bicicleta e apreciar o pôr do sol do alto da Pedra do Arpoador.

9 – ‘Praias’ dos Lençóis Maranhenses (Barreirinhas, MA)

A beleza desse paraíso é considerada por muitos como única. Os Lençóis Maranhenses contam com praias formadad por lagoas de água doce entre as dunas de areia. Alguns são liberadas para o banho.

Região abriga rara beleza natural e espécies importantes, critérios exigidos para o reconhecimento internacional. A característica singular da região é responsável por atrair turistas de todo o mundo.

10 – Praia de João Fernandes (Búzios, RJ)

O litoral de Búzios abriga diversas praias, algumas com ondas próprias para o surfe e outras mais calmas, como a de João Fernandes.

Búzios têm algumas das praias mais bonitas do Rio de Janeiro

Na parte da noite, a diversão fica por conta dos bares, restaurantes e eventos que frequentemente fazem parte das atividades da Rua das Pedras, a mais badalada de Búzios.

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Onda de calor vem ai: saiba quais regiões do Brasil serão mais afetadas

247 – As regiões Sudeste e Nordeste do Brasil estão prestes a enfrentar temperaturas recordes na semana de 12 a 18 de fevereiro de 2025. Capitais como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória estão entre as que possuem maior probabilidade de registrar novas máximas históricas.  As informações são da CNN Brasil. Em São Paulo, os termômetros podem atingir entre 34°C e 35°C nos dias 13 e 14 de fevereiro, superando o recorde anterior de 33,9°C registrado em 22 de janeiro deste ano. No Rio de Janeiro, a expectativa é de que as temperaturas alcancem até 39°C até o final da semana, ultrapassando a marca de 38,7°C registrada entre 20 e 21 de janeiro. Belo Horizonte também poderá experimentar máximas entre 34°C e 35°C nos dias 14 e 15 de fevereiro, superando o recorde anterior de 34,4°C registrado em 21 de janeiro. Vitória segue a mesma tendência, com previsões de até 37°C, acima dos 36,2°C registrados anteriormente.   O mês de janeiro de 2025 já foi considerado o mais quente da história, reforçando a tendência de temperaturas elevadas neste início de ano. A Climatempo alerta que essas condições podem trazer impactos significativos para a população, incluindo aumento no consumo de energia devido ao uso intensivo de aparelhos de ar-condicionado e pressão sobre os sistemas de saúde locais, que precisam atender a mais casos de doenças relacionadas ao calor.  Especialistas apontam que a frequência e intensidade das ondas de calor têm aumentado significativamente nos últimos anos, principalmente devido às mudanças climáticas globais. Esse fenômeno altera padrões climáticos e eleva as médias de temperatura em várias regiões do mundo, incluindo o Brasil. Onda de calor vem ai: saiba quais regiões do Brasil serão mais afetadas

 Brasil 247

Destruição e evacuação em massa: grande incêndio florestal atinge Los Angeles, nos EUA

Um incêndio florestal em rápida expansão e com múltiplos focos atingiu a cidade de Los Angeles, na costa oeste dos Estados Unidos, nesta quarta-feira, 8. O primeiro foco de incêndio atingiu Pacific Palisades, uma área nobre da cidade entre Santa Monica e Malibu, ainda na terça-feira, 7. O Departamento de Bombeiros de Los Angeles a emitir uma ordem de evacuação obrigatória para uma grande região, o que ocasionou a evacuação de mais de 30 mil pessoas. Uma área de pelo menos 1,2 mil hectares (cerca de 1,2 mil campos de futebol) foi consumida pelas chamas em Pacific Palisades. Um segundo incêndio começou próximo a Pasadena, no norte de Los Angeles, e multiplicou de tamanho em poucas horas, atingindo 1 mil hectares. A prefeita de Los Angeles, Karen Bass, afirmou que a expectativa é que as rajadas de ventos na cidade piorem nesta quarta.

Repórter da CNN mostra estragos causados por incêndio nos EUA | CNN NOVO DIA

Ventos de 80 km/h e chuva com granizo causam estragos em SP

PlatôBR: As reais chances de o G20 avançar no combate à fome

 Num mundo conectado tecnologicamente, o ganho de escala pode fazer a diferença entre um negócio bem-sucedido ou não. E, nesse sentido, a cúpula do G20, que termina nesta terça-feira, 19, no Rio de Janeiro, pode ser um marco. O grupo reúne presidentes das maiores economias do mundo. Trata-se, portanto, de dois terços da população do planeta e de cerca de 85% de tudo o que é produzindo no mundo (PIB). Por isso, um comunicado no palco do G20 reverbera no mundo e, mais, pode abrir caminho para alavancar recursos para projetos com impacto na vida de milhares de pessoas, além de evitar grandes tragédias e promover desenvolvimento. O encontro conta, também, com a participação de representantes de economias fora do bloco, somando, no total, 55 delegações e 15 organismos internacionais, como os bancos de desenvolvimento. E é, daí, que pode vir a diferença. Pela primeira vez, além da pauta econômica, que foi a base para criação do G20 no final dos anos 1990, o Brasil, que preside o grupo em 2024, estabeleceu três frentes com reflexos sociais para ganhar espaço no debate com os presidentes: i) criação da Aliança Global contra a fome e a pobreza; ii) enfrentamento às mudanças climáticas; e iii) reformas na governança de organismos internacionais, como a ONU (Organização das Nações Unidas). Houve uma longa discussão para que esses temas estivessem presentes na declaração dos chefes de Estado, cujo teor foi divulgado nesta segunda — e, como era previsto, com ressalvas do governo do argentino Javier Milei a alguns pontos.“As reformas dos bancos multilaterais, se forem implementadas, podem aumentar e, muito, a quantidade de recursos para projetos de desenvolvimento”, diz uma fonte do governo envolvida nos debates. Pelo menos oito instituições financeiras internacionais aderiram à Aliança Global de Combate à Fome e à Pobreza, proposta brasileira que foi encampada pelos demais países. Na prática, isso pode potencializar a aplicação de recursos na causa, fazendo com que o dinheiro que seria diluído em várias frentes diferentes seja concentrado, dando escala aos projetos.

O mesmo vale para investimentos em infraestrutura, na transição energética e na prevenção a eventos climáticos, que provocaram enormes tragédias pelo mundo recentemente. No Brasil, o Rio Grande do Sul, que foi parcialmente destruído por enchentes no início do ano, mostrou ao mundo o impacto da falta de políticas e investimentos em projetos de infraestrutura.

“Com consenso dentro do G20 sobre essas questões, as chances de elas avançarem são maiores porque o grupo tem muito peso internacionalmente”, diz o interlocutor oficial, realçando que o G20, como fórum de cooperação econômica internacional, tem papel importante para pautar governos e organismos multilaterais.

Ao contrário de entidades como a ONU, o G20 não tem um estatuto que imponha regras fixas de funcionamento. Ele é muito mais um espaço de articulação internacional. Mas o fato de uma questão obter consenso no grupo e constar de documentos oficiais facilita discussões em outras esferas. É o caso da Convenção Quadro da ONU, um tratado para questões do meio ambiente e desenvolvimento. “Havendo acerto no G20, outros debates correm mais rápido”, afirma o interlocutor do governo.

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Com financiamento adequado, cidades podem gerar US$ 23,9 trilhões em retornos até 2050

 Líderes de governos locais que participam dos eventos relacionados ao encontro do G20 no Brasil afirmam que o investimento em soluções urbanas, como transporte de baixa emissão, por exemplo, pode ajudar na geração de empregos e impulsionar o crescimento econômico nas cidades.  A estimativa é de que, com financiamento direcionado, os municípios podem contribuir de forma eficaz com medidas sustentáveis, com a geração de US$ 23,9 trilhões em retornos até 2050. Em meio a esse cenário, gestores públicos locais se unem com o intuito de apresentar propostas à cúpula do G20, que se reúne esta semana no Brasil. No entanto, além de pedirem apoio ao grupo, os municípios precisam contribuir com medidas que ajudem nas questões sustentáveis, como explica o especialista em meio ambiente, Chales Dayler. 

“Uma questão que podemos pensar é o investimento em mobilidade urbana, no sentido de fomentar o uso de transporte público, de forma que passe a atrair mais a população. Uma outra solução está voltada para a adaptação, como trabalhar com drenagem urbana, no sentido de que a água infiltre no local das chuvas, ou seja, um trabalho com infiltração da água e não com a condução. Temos que trabalhar também junto às cidades a questão da recuperação de áreas degradadas”, considera.  

Como as cidades podem contribuir para diminuir as mudanças climáticas?

Algumas medidas que podem ser internalizadas pelos municípios também constam no 5.º Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas que, entre outros pontos, trata do potencial transformador das cidades e seus governos. As principais delas são:

  • Melhor acesso e controle dos recursos locais; redução do risco de desastres e proteção social;
  • Diversificação de rendimentos, bens e meios de subsistência; melhor infraestrutura; acesso a fóruns de tecnologia e tomada de decisões; práticas modificadas de culturas, pecuária e aquicultura;
  • Manutenção de zonas úmidas e espaços verdes urbanos; silvicultura costeira; gestão de bacias hidrográficas e reservatórios; 
  • Fornecimento de habitação, infraestruturas e serviços adequados; gestão do desenvolvimento em zonas de inundação e em outras áreas de risco;
  • Planos de adaptação subnacionais e locais; diversificação económica; programas de melhoria urbana; 
  • Programas de gestão municipal de recursos hídricos; planejamento e preparação para desastres.

Mercado de Carbono: o que muda no texto aprovado pelo Senado

Entretanto, de acordo com a página oficial do G20 Brasil 2024, em 2018, por exemplo, somente 8% dos cerca de US$ 5 trilhões necessários para financiar iniciativas climáticas chegaram às cidades mais pobres, o que revela a falta de investimento adequado.

Fonte: Brasil 61

COP30: Brasil intensifica preparativos a um ano da cúpula climática em Belém

247 – O Brasil se prepara para sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, que será realizada de 10 a 21 de novembro de 2025, em Belém (PA). A expectativa é de que mais de 60 mil pessoas, incluindo chefes de Estado, empresários, investidores, ativistas e delegações dos 193 países-membros da ONU, participem do evento. Em meio à contagem regressiva de um ano para o início da cúpula, o governo federal intensifica os preparativos para garantir que a conferência ocorra de forma eficiente e que a cidade esteja pronta para receber visitantes de todo o mundo.

Investimentos e Infraestrutura – O governo federal estima um investimento de R$4,7 bilhões para a realização da COP30, utilizando recursos do Orçamento Geral da União, do BNDES e de Itaipu. O valor está sendo aplicado em obras de infraestrutura, transporte, alojamento e preparação de espaços para receber a conferência. “As obras serão um verdadeiro legado para a população”, afirma o secretário extraordinário da COP30, Valter Correia. “As melhorias em saneamento básico, infraestrutura urbana e transporte público, por exemplo, impactarão diretamente a qualidade de vida dos habitantes de Belém.” As obras incluem a reforma do Complexo Ver-o-Peso e do Mercado de São Brás, além da construção do Parque Linear São Joaquim, que somam investimentos de R$ 299 milhões. Já a adequação da infraestrutura da Base Aérea de Belém conta com aporte federal de R$ 25,8 milhões, visando acomodar o aumento do fluxo aéreo durante o evento. Outros projetos em andamento são a reforma do Parque Linear da Doca, para reorganização do tráfego na Avenida Visconde de Souza Franco, e a obra na Avenida Tamandaré, que está com 22% de execução concluída. No total, a construção e reforma dessas áreas representam investimentos de R$ 366 milhões, oriundos de Itaipu.

Parques –  O Parque da Cidade será o principal local da COP30, ocupando uma área de 500 mil metros quadrados no antigo aeroporto da cidade. O espaço, que está com 70% das obras concluídas, abrigará a conferência e será entregue à população como um dos grandes legados do evento. O projeto inclui museu da aviação, centro de economia criativa, boulevard gastronômico, trilhas ecológicas e esportivas, áreas verdes, um lago artificial e diversas instalações para lazer, arte e cultura. Outro ponto em destaque é o Porto Futuro II, onde cinco galpões cedidos pela Companhia Docas do Pará (CDP) estão sendo transformados em um complexo de lazer e gastronomia, com um polo de bioeconomia que busca atrair visitantes e fomentar o turismo sustentável na região. Até o momento, mais de 50% das obras do Porto Futuro II já foram concluídas.

Hotelaria e Hospedagem – A demanda por acomodações é uma das principais preocupações da organização da COP30, dado o grande número de participantes esperados. Para isso, estão sendo construídos novos hotéis em Belém, e diversas instalações antigas passam por reformas e modernizações. Entre as iniciativas para atender à demanda, destaca-se a construção da Vila Líderes, um projeto com cerca de 500 quartos de padrão cinco estrelas, que funcionará como centro administrativo após o evento. Correia também destacou o apoio das plataformas de hospedagem para expandir a oferta de acomodações temporárias em Belém. “Dois hotéis de alto padrão estão sendo construídos na área portuária da cidade, e estamos em contato com plataformas de hospedagem para viabilizar o aluguel de casas e apartamentos para os visitantes. Além disso, serão contratados dois navios cruzeiros para hospedar cerca de 5 mil pessoas durante a conferência”, explicou o secretário.

Sustentabilidade e Segurança – A sustentabilidade é um dos pilares centrais para a organização da COP30, e o governo brasileiro está implementando práticas de baixo impacto ambiental, como o uso de energia renovável, gestão de resíduos e preservação de áreas verdes. Para garantir que os objetivos sustentáveis sejam cumpridos, foi contratada uma consultoria especializada para monitorar e implementar ações de sustentabilidade em todas as fases da organização do evento. A segurança dos participantes também é prioridade para o governo. O estado do Pará está reforçando seu contingente policial e investindo em sistemas de vigilância de última geração, controle de acesso e patrulhamento intensivo nas áreas do evento. As medidas visam garantir um ambiente seguro e monitorado durante todo o período da COP30.

Legado – Para além da estrutura física e logística, o evento deixa um legado significativo para a cidade e sua população. O secretário Valter Correia enfatizou que os investimentos em infraestrutura e urbanização terão impacto direto na vida dos moradores de Belém. “A COP30 não é apenas um evento temporário, mas uma transformação que ficará para a cidade. Desde a criação de empregos até a qualificação de mão de obra, o evento representa uma mudança positiva para Belém e para a Amazônia”, finalizou.

2024 será ano mais quente já registrado no mundo, afirmam cientistas da UE

É “praticamente certo” que este ano substituirá 2023 como o mais quente do mundo desde o início dos registros, disse o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S) da União Europeia nesta quinta-feira. Os dados foram divulgados antes da cúpula climática da ONU COP29, a ser realizada na próxima semana no Azerbaijão, onde os países tentarão chegar a um acordo sobre um grande aumento no financiamento para combater as mudanças climáticas. A vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos reduziu as expectativas para as negociações. O C3S afirmou que, de janeiro a outubro, a temperatura média global foi tão alta que 2024 certamente será o ano mais quente do mundo – a menos que a anomalia de temperatura no restante do ano caia para quase zero.”A causa fundamental e subjacente do recorde deste ano é a mudança climática”, disse à Reuters o diretor do C3S, Carlo Buontempo.”O clima está esquentando, de modo geral. Está esquentando em todos os continentes, em todas as bacias oceânicas. Portanto, estamos fadados a ver esses recordes sendo quebrados”, afirmou ele.

Os cientistas disseram que 2024 também será o primeiro ano em que o planeta estará mais de 1,5ºC mais quente do que no período pré-industrial de 1850-1900, quando os seres humanos começaram a queimar combustíveis fósseis em escala industrial.

As emissões de dióxido de carbono provenientes da queima de carvão, petróleo e gás são a principal causa do aquecimento global.

Sonia Seneviratne, cientista climática da universidade pública de pesquisa ETH Zurich, disse que não se surpreendeu com o marco e pediu aos governos na COP29 que concordem com uma ação mais forte para retirar suas economias dos combustíveis fósseis emissores de CO2.”Os limites estabelecidos no Acordo de Paris estão começando a desmoronar devido ao ritmo muito lento das ações climáticas em todo o mundo”, disse Seneviratne.No Acordo de Paris de 2015, os países concordaram em tentar impedir que o aquecimento global ultrapasse 1,5°C, para evitar suas piores consequências.O mundo ainda não ultrapassou essa meta – que se refere a uma temperatura média global de 1,5ºC ao longo de décadas – mas o C3S agora prevê que o mundo ultrapasse a meta de Paris por volta de 2030. Os registros do C3S datam de 1940 e são cruzados com os registros de temperatura global que remontam a 1850.

Pernambuco vai ter muito calor e chuvas abaixo da média até janeiro de 2025, diz APAC

As altas temperaturas, além de pouca chuva, devem continuar atingindo Pernambuco até janeiro de 2025. É o que diz a previsão da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) para os próximos três meses. Embora esse período seja tradicionalmente seco na Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata e Agreste do Estado, além de representar o início da pré-estação chuvosa no Sertão, o prognóstico da agência fala em um período mais quente que o normal nessas regiões. Segundo a Apac, o trimestre entre novembro e janeiro vai sofrer com “chuva abaixo do normal e temperaturas acima da média histórica em todas as regiões do Estado“.Foi observado pela agência, também, um resfriamento na porção sul e aquecimento na porção norte do Oceano Atlântico Tropical, o que desfavorece a formação de chuvas no Nordeste. De acordo a Apac, outra motivação para o período seco seria a porcentagem da chance de ocorrência do fenômeno La Niña (responsável pelas chuvas no Nordeste) em sua fase fraca, que é de 75%.Além disso, especialmente no Sertão, também é esperada uma estação de chuvas menos intensa, com pancadas isoladas seguidas de períodos secos.

Veja a previsão para o três próximos meses abaixo

  • Novembro: 

Apac
Previsão do tempo para Novembro.l – Apac
  • Dezembro:

Divulgação/Apac
Previsão do tempo para dezembro de 2025. – Divulgação/Apac
  • Janeiro:

Divulgação/Apac
Tabela mostrando a previsão do tempo para janeiro. – Divulgação/Apac

Aquecimento Global: Venezuela se tornou o primeiro país a perder todas as suas geleiras

A Venezuela acaba de anunciar oficialmente o derretimento de sua última geleira. A imponente La Corona, um dos destinos turísticos mais procurados por brasileiros e outros visitantes do mundo inteiro entre as décadas de 1950 e 1980, que cobria 4,5 quilômetros quadrados no Parque de Serra Nevada, foi reclassificada pelos cientistas como um simples campo de gelo.O triste comunicado, feito recentemente, representa uma derrota (mais uma na América do Sul!) contra as mudanças climáticas. Mais que uma atração turística, La Corona, que ficava próxima ao Pico Humboldt, a quase 5 mil metros de altitude, era um símbolo da natureza, e sua queda representa um impacto real na vida do país e por consequência ao nosso planeta.

Na primeira década do século passado, o país ostentava seis geleiras, que cobriam uma área total de mil quilômetros quadrados, e, em 1956, o Clube Andino Venezuelano organizou um campeonato de esqui cross-country nas montanhas do Pico Espejo, no estado de Mérida. O que restou de tudo isso, em 2024, foi um “um pedaço de gelo com 0,4% do seu tamanho original”, afirmou o professor Julio Cesar Centeno, da Universidade dos Andes, à AFP.

Por que La Corona não é mais uma geleira?

Para ser conceituada como geleira, a massa de gelo deve ter pelo menos 10 hectares.Para ser conceituada como geleira, a massa de gelo deve ter pelo menos 10 hectares.Fonte:  Getty Images 

Segundo os padrões internacionais, uma geleira precisa medir pelo menos 10 hectares, o equivalente a 0,1 quilômetro quadrado. Esse padrão já havia sido perdido, desde 2011, pelas geleiras existentes nos picos El León, La Concha, El Toro e Bolívar. Uma pesquisa feita nos últimos cinco anos indicou uma perda de 98% na coberta glacial da Venezuela entre 1953 e 2019, sendo de 17% nos últimos quatro anos da série analisada. Em uma tentativa desesperada para “proteger” a geleira, autoridades do governo venezuelano tentaram cobrir o que restou de gelo com uma cobertura de polipropileno, como as utilizadas em países alpinos para proteger as pistas de esqui durante o verão. Anunciada pelo presidente Nicolás Maduro, a medida visa “salvar as geleiras de Mérida”.A operação, que envolveu 35 rolos de manto, cada um com 2,75 metros de largura por 80 metros de comprimento, levados para o pico em helicópteros militares, é considerada inútil, visto que restam apenas 2 hectares dos 450 que ligavam Humboldt ao pico Bonpland.

Qual o resultado do plano da Venezuela para salvar sua geleira?

Além de não salvar a geleira, as mantas podem poluir o parque.Além de não salvar a geleira, as mantas podem poluir o parque.Fonte:  Getty Images 

O mirabolante plano de salvação, não conseguiu evitar o desastre ambiental e provocou protestos entre os cientistas e conservacionistas. “Estão ‘protegendo’ uma geleira que não existe mais”, diz Centeno. “É uma coisa ilusória, uma alucinação, é completamente absurdo”, conclui. Considerada imprudente, a iniciativa tem potencial para contaminar todo o ecossistema do parque, à medida que o tecido “protetor” se decompõe em microplásticos com o tempo. “Esses microplásticos são praticamente invisíveis, vão para o solo e de lá vão para as plantações, para as lagoas, para o ar, então as pessoas vão acabar comendo e respirando isso”, alerta Centeno. Mantenha-se atualizado sobre os impactos das mudanças climáticas em nosso planeta, aqui no TecMundo e descubra como o derretimento do gelo polar está mudando duração do ano na Terra.

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RAJADA DE VENTOS EM SP FOI MAIS FORTE JÁ REGISTRADA DESTE 1995

São Paulo – A rajada de vento que atingiu a zona sul da cidade de São Paulo durante a tempestade desta sexta-feira (11/10) chegou à velocidade de 107 km/h e foi a mais forte já registrada pela Defesa Civil de São Paulo desde 1995, quando teve início a série histórica de dados do órgão. Em meio ao temporal, a cobertura de um shopping chegou a sair voando e atingiu um carro que passava pelo estacionamento do local. O recorde anterior era de 3 de novembro de 2023, quando a região metropolitana teve ventos de 103,7km/h. Na época, os estragos na rede elétrica impactaram o fornecimento de luz por mais de uma semana em vários bairros da Grande São Paulo.  A Vila Andrade e no Guarapiranga, na zona sul da capital paulista, foram alguns dos bairros que amanheceram sem luz. Com semáforos apagados, os pedestres que precisavam atravessar a Av. Giovanni Gronchi na manhã deste sábado (12/10) tinham que pedir ajuda aos motoristas. Não havia funcionários da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) quando a reportagem do Metrópoles passou no local. O presidente da Enel, concessionária responsável pelo fornecimento de energia na capital paulista, convocou uma coletiva de imprensa para falar sobre as medidas que a empresa está tomando desde o início da noite de ontem. Em novembro de 2023, a Enel chegou a ser multada pela demora no reestabelecimento de energia. Os ventos fortes desta sexta também impactaram o funcionamento do Aeroporto de Congonhas, que teve operações de pousos e decolagens suspensas por causa da tempestade. Segundo a Aena, concessionária que administra o terminal, seis pousos foram desviados para outros aeroportos e duas decolagens foram suspensas, no período entre 19h53 e 20h12 desta sexta. No Aeroporto Campo de Marte, as rajadas chegaram a 88,9km/h às 19h44, segundo monitoramento do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). Pelo menos quatro pessoas morreram em todo o estado durante as chuvas desta sexta. Em Bauru, no interior paulista, a queda de um muro deixou três pessoas, entre elas uma criança, e um cachorro, mortos. Em São Paulo, uma pessoa morreu no Campo Limpo, zona sul, após a queda de uma árvore. O Corpo de Bombeiros registrou 142 chamadas para queda de árvores na região metropolitana entre a meia-noite e às 8h da manhã desta sexta.

metropoles

Rios se formam no Saara após tempestades raras

Intensas chuvas inundaram diversas áreas do deserto. Fenômeno, que não ocorria há pelo menos 30 anos, está ligado à seca na Amazônia.Uma rara sequência de tempestades inundou áreas do deserto do Saara nas últimas semanas, no norte da África, e deixou rios de água em meio às palmeiras e dunas de areia.

Em 10 de setembro, ao menos 20 pessoas morreram no Marrocos e na Argélia como consequência das chuvas. A distribuição de água potável e a infraestrutura de estradas e rede elétrica foram danificadas. As chuvas também atingiram algumas das regiões que sofreram um terremoto há um ano. O Saara é considerado um dos lugares mais áridos do mundo e raramente recebe chuvas no final do verão. Segundo a representante da Diretoria Geral de Meteorologia do Marrocos, Houssine Youabeb, este tipo de precipitação não era vista há décadas na região. “Faz 30 a 50 anos que não chove tanto em um espaço de tempo tão curto”, disse.

Chuvas alteram clima na região

Essas chuvas, classificada por meteorologistas como uma tempestade extratropical, podem mudar o curso do clima da região nos próximos meses. Elas fazem com que o ar retenha mais umidade, causando mais evaporação e, consequentemente, mais tempestades, afirmou Youabeb. Em média, o deserto marroquino registra menos de 250 milímetros de chuva por ano. Em algumas regiões, a precipitação não passa de uma dezena de milímetros anualmente. Segundo o governo marroquino, porém, apenas dois dias de chuva em setembro foram suficientes para disparar esta taxa. Em Tagounite, um vilarejo a cerca de 450 quilômetros ao sul da capital, por exemplo, foram registrados mais de 100 milímetros de chuvas em um período de 24 horas.Após as chuvas, a água jorrou pelas areias do Saara em meio a castelos e à flora do deserto. Satélites da Nasa identificaram a formação de rios de água enchendo o Lago Iriqui, que estava seco há 50 anos.

Tempestade acontece após anos de seca extrema

A tempestade chega na região após seis anos consecutivos de seca, que forçaram o racionamento de água em diversas áreas do Marrocos. A abundância de chuvas provavelmente ajudará a abastecer os aquíferos subterrâneos, que são usados para fornecer água às comunidades do deserto. Os reservatórios represados da região registraram enchimento a taxas recordes durante todo o mês de setembro. Não está claro, porém, até que ponto as chuvas de setembro ajudarão a aliviar a seca na região. Segundo a Nasa, em setembro, a tempestade que atinge o deserto está associada a um ciclone extratropical, um evento extremamente raro na região. “O sistema se formou sobre o Oceano Atlântico e se estendeu para o sul, puxando a umidade da África equatorial para o norte do Saara”, escreveu a agência. Ainda segundo a Nasa, uma pesquisa realizada por Moshe Armon, do Instituto de Ciências da Terra da Universidade Hebraica de Jerusalém, indicou que, dos mais de 38 mil eventos de precipitação no Saara nas últimas duas décadas, apenas 30% deles ocorreram durante o verão. Desses, quase nenhum estava associado a um ciclone extratropical, como ocorre agora.

Chuva no deserto está associada à seca na Amazônia

Uma análise publicada pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites, da Universidade Federal do Alagoas em agosto, mostra que ventos fortes e constantes vindos do sudeste do planeta, somado a uma anomalia na temperatura dos oceanos, também contribuem para a chuva no Saara e conectam o deserto à seca na Amazônia. “Com o [oceano] Atlântico Norte mais quente, ventos alísios [constantes] de sudeste têm mantido a ZCIT [Zona de Convergência Intertropical] muito afastada da Amazônia, inibindo as chuvas e beneficiando o Saara. Esse é apenas um dos impactos indiretos que a posição da ZCIT na África pode ter no clima da Amazônia”, escreve o laboratório.

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Bombeiros controlam focos de fogo em Bom Jesus da Lapa, Guanambi, Juazeiro e Lençóis

Equipes do corpo de bombeiros militares foram acionados neste terça-feira (08) em mais uma ação da Operação Florestal 2024. Os bombeiros atuaram em focos de incêndio nas cidades de Bom Jesus da LapaGuanambiJuazeiro e Lençóis

Agentes atuando na região | Foto: Divulgação / CBMBA)

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Furacão Milton atinge categoria 5 e ameaça a Flórida

O Centro de Furacões dos EUA anunciou em seu último boletim que o furacão Milton voltou para a categoria 5, colocando-o no nível máximo da escala utilizada para medir a intensidade de um furacão. “O Milton pode ser o pior furacão a atingir a Flórida nos últimos 100 anos”, afirmou o presidente dos EUA,  Joe Biden, pedindo para que os habitantes das áreas de evacuação fujam o quanto antes. Biden adiou suas viagens para Alemanha e Angola em razão do evento climático. Algumas horas antes, o furacão tinha sido rebaixado da categoria 5 para a 4, a mesma do Helene, que matou mais de 230 pessoas, sendo o segundo mais mortal a atingir os EUA nas últimas cinco décadas, ficando atrás apenas do Katrina, em 2005, com mais de 1,8 mil vítimas.

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88% da população adota medidas de conservação do meio ambiente, aponta pesquisa

Há ações que fazem parte da educação, mas que refletem na saúde do meio ambiente, como evitar jogar lixo na rua, por exemplo. Outras são hábitos que a sociedade passou a adotar por um senso coletivo de cuidado com a natureza, como evitar desperdícios de toda forma.  O que notamos nas ruas e nos hábitos da população, agora foi comprovado por uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento Sustentabilidade & Opinião Pública mostra que 88% da população adota com frequência mais de 5 práticas sustentáveis. 92% dos entrevistados pela pesquisa disseram evitar jogar lixo nas ruas; 91% também evitam o desperdício de água. Outras práticas sustentáveis que aparecem na rotina do brasileiro, segundo a pesquisa, são: evitar o desperdício de comida e de energia, que 90% e 88% dos entrevistados disseram adotar, e reduzir a produção de lixo, que entrou na rotina de 77% dos entrevistados. Práticas como reuso da água e de embalagens de produtos e separação do lixo para reciclagem são adotadas por mais de 62% dos entrevistados sempre, ou com muita frequência. Dados que para o superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, são reflexo da educação ambiental pela qual que a população vem passando.“Esse indicador vem evoluindo de forma paulatina, que à medida que a agenda entra num plano de governo, é tratada com mais intensidade dentro do seu ambiente familiar e educacional, esse indicador vai evoluindo. Isso reflete as ações, necessidades, a economia de energia, como gerenciar de melhor forma seus resíduos, economizar água. São linhas que estão sendo desenvolvidas e aprimoradas pela população de uma forma geral.”

Produtos sustentáveis

O levantamento da CNI também questionou os brasileiros sobre a preferência pelo uso de produtos que protegem o meio ambiente. E o resultado foi que caiu de 28% para 24% — entre 2022 e 2024 — o percentual de pessoas que não consumiam produtos ambientalmente sustentáveis. Hoje, 4 em cada 10 brasileiros consomem produtos que utilizam espécies da biodiversidade brasileira e as pessoas também disseram ser mais fácil encontrar produtos ambientalmente sustentáveis — percentual que passou de 26% em 2022 para 31% em 2024.

Fonte: Brasil 61

Calor de até 44ºC: o que esperar do clima no Brasil em outubro

247 – O mês de outubro promete trazer calor intenso em várias regiões do Brasil, com temperaturas que podem alcançar até 44ºC em algumas localidades. De acordo com o último boletim divulgado pela NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA), o clima brasileiro vive um momento de transição, informa o UOL. A variação da temperatura da superfície das águas do Pacífico Equatorial Central-Leste está no limite da neutralidade, com oscilações entre +0,2ºC e -0,4ºC.  A NOAA aponta que há uma probabilidade de 71% de o fenômeno La Niña entrar em atividade até novembro, permanecendo até março do próximo ano. Esse fenômeno climático afeta diretamente o padrão de chuvas e temperaturas em diversas regiões do Brasil. “O que a gente tem observado e os modelos de previsão do mundo inteiro indicam é que La Niña este ano está atrasado, já era para estar um pouco mais avançado no tempo, e a previsão é que seja uma La Niña fraca”, comentou Francis Lacerda, do Instituto Agronômico de Pernambuco, em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia.

A volta das chuvas

Com o término da estação seca, o Centro-Sul do Brasil começará a vivenciar mais temporais localizados, conforme apontou a MetSul Meteorologia. Nos estados do Centro-Oeste e Sudeste, as chuvas serão irregulares, intensas em algumas áreas, enquanto outras podem permanecer praticamente secas. Essa instabilidade, resultado da combinação de calor e umidade, provocará chuvas fortes, mas de caráter localizado. Em regiões como Mato Grosso, Tocantins e Pará, a média de precipitação ficará abaixo do esperado. No entanto, para estados como São Paulo, Minas Gerais e partes do Rio de Janeiro, além do norte do Rio Grande do Sul, a previsão é de que o volume de chuva fique acima da média. Ainda assim, a seca permanece como um problema para o Paraná, onde as precipitações devem continuar abaixo do normal. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê que a região central do Brasil começará a registrar mais chuvas a partir da segunda quinzena de outubro. Já o sudoeste do Amazonas e do Pará, além do norte de Rondônia, verão chuvas ligeiramente acima da média. Por outro lado, grande parte do Nordeste, bem como o norte de Minas Gerais e Goiás, enfrentará chuvas próximas ou abaixo do normal, prolongando o período de estiagem em algumas áreas. Com a chegada de La Niña, mesmo em sua versão mais fraca, as condições climáticas serão determinantes para o avanço das chuvas e o comportamento das temperaturas nos próximos meses.

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INMET faz alerta de PERIGO POTENCIAL para vendaval em 49 cidades de Pernambuco.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta devendaval para várias regiões de Pernambuco. O aviso, disponível no site do Inmet, é válido até terça-feira, 1º de outubro, e abrange 49 cidades. O grau de severidade é classificado como “perigo em potencial”, com ventos variando entre 40 km/h e 60 km/h. De acordo com o Inmet, há baixo risco de queda de galhos de árvores, mas é importante tomar precauções. As orientações incluem evitar se abrigar debaixo de árvores devido ao risco de queda e descargas elétricas, e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

Cidades atingidas pelo alerta

  • Afogados da Ingazeira;
  • Afrânio;
  • Araripina;
  • Belém do São Francisco;
  • Betânia;
  • Bodocó;
  • Brejinho;
  • Cabrobó;
  • Calumbi;
  • Carnaíba;
  • Carnaubeira da Penha;
  • Cedro;
  • Custódia;
  • Dormentes;
  • Exu;
  • Flores;
  • Floresta;
  • Granito;
  • Iguaracy;
  • Ingazeira;
  • Ipubi;
  • Itacuruba;
  • Itapetim;
  • Lagoa Grande;
  • Mirandiba;
  • Moreilândia;
  • Orocó;
  • Ouricuri;
  • Parnamirim;
  • Petrolina;
  • Quixaba;
  • Salgueiro;
  • Santa Cruz;
  • Santa Cruz da Baixa Verde;
  • Santa Filomena;
  • Santa Maria da Boa Vista;
  • Santa Terezinha;
  • São José do Belmonte;
  • São José do Egito;
  • Serrita;
  • Sertânia;
  • Solidão;
  • Tabira;
  • Terra Nova;
  • Trindade;
  • Triunfo;
  • Tuparetama;
  • Verdejante.

Em setembro, INMET fez alerta de vendaval e baixa umidade em PE

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu, no dia 11 de setembro, alertas para municípios de Pernambuco sobre o perigo de baixa umidade e a possibilidade de vendaval com risco em potencial.

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