7 de setembro de 2026 07:43

Rios se formam no Saara após tempestades raras

Intensas chuvas inundaram diversas áreas do deserto. Fenômeno, que não ocorria há pelo menos 30 anos, está ligado à seca na Amazônia.Uma rara sequência de tempestades inundou áreas do deserto do Saara nas últimas semanas, no norte da África, e deixou rios de água em meio às palmeiras e dunas de areia.

Em 10 de setembro, ao menos 20 pessoas morreram no Marrocos e na Argélia como consequência das chuvas. A distribuição de água potável e a infraestrutura de estradas e rede elétrica foram danificadas. As chuvas também atingiram algumas das regiões que sofreram um terremoto há um ano. O Saara é considerado um dos lugares mais áridos do mundo e raramente recebe chuvas no final do verão. Segundo a representante da Diretoria Geral de Meteorologia do Marrocos, Houssine Youabeb, este tipo de precipitação não era vista há décadas na região. “Faz 30 a 50 anos que não chove tanto em um espaço de tempo tão curto”, disse.

Chuvas alteram clima na região

Essas chuvas, classificada por meteorologistas como uma tempestade extratropical, podem mudar o curso do clima da região nos próximos meses. Elas fazem com que o ar retenha mais umidade, causando mais evaporação e, consequentemente, mais tempestades, afirmou Youabeb. Em média, o deserto marroquino registra menos de 250 milímetros de chuva por ano. Em algumas regiões, a precipitação não passa de uma dezena de milímetros anualmente. Segundo o governo marroquino, porém, apenas dois dias de chuva em setembro foram suficientes para disparar esta taxa. Em Tagounite, um vilarejo a cerca de 450 quilômetros ao sul da capital, por exemplo, foram registrados mais de 100 milímetros de chuvas em um período de 24 horas.Após as chuvas, a água jorrou pelas areias do Saara em meio a castelos e à flora do deserto. Satélites da Nasa identificaram a formação de rios de água enchendo o Lago Iriqui, que estava seco há 50 anos.

Tempestade acontece após anos de seca extrema

A tempestade chega na região após seis anos consecutivos de seca, que forçaram o racionamento de água em diversas áreas do Marrocos. A abundância de chuvas provavelmente ajudará a abastecer os aquíferos subterrâneos, que são usados para fornecer água às comunidades do deserto. Os reservatórios represados da região registraram enchimento a taxas recordes durante todo o mês de setembro. Não está claro, porém, até que ponto as chuvas de setembro ajudarão a aliviar a seca na região. Segundo a Nasa, em setembro, a tempestade que atinge o deserto está associada a um ciclone extratropical, um evento extremamente raro na região. “O sistema se formou sobre o Oceano Atlântico e se estendeu para o sul, puxando a umidade da África equatorial para o norte do Saara”, escreveu a agência. Ainda segundo a Nasa, uma pesquisa realizada por Moshe Armon, do Instituto de Ciências da Terra da Universidade Hebraica de Jerusalém, indicou que, dos mais de 38 mil eventos de precipitação no Saara nas últimas duas décadas, apenas 30% deles ocorreram durante o verão. Desses, quase nenhum estava associado a um ciclone extratropical, como ocorre agora.

Chuva no deserto está associada à seca na Amazônia

Uma análise publicada pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites, da Universidade Federal do Alagoas em agosto, mostra que ventos fortes e constantes vindos do sudeste do planeta, somado a uma anomalia na temperatura dos oceanos, também contribuem para a chuva no Saara e conectam o deserto à seca na Amazônia. “Com o [oceano] Atlântico Norte mais quente, ventos alísios [constantes] de sudeste têm mantido a ZCIT [Zona de Convergência Intertropical] muito afastada da Amazônia, inibindo as chuvas e beneficiando o Saara. Esse é apenas um dos impactos indiretos que a posição da ZCIT na África pode ter no clima da Amazônia”, escreve o laboratório.

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Bombeiros controlam focos de fogo em Bom Jesus da Lapa, Guanambi, Juazeiro e Lençóis

Equipes do corpo de bombeiros militares foram acionados neste terça-feira (08) em mais uma ação da Operação Florestal 2024. Os bombeiros atuaram em focos de incêndio nas cidades de Bom Jesus da LapaGuanambiJuazeiro e Lençóis

Agentes atuando na região | Foto: Divulgação / CBMBA)

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Furacão Milton atinge categoria 5 e ameaça a Flórida

O Centro de Furacões dos EUA anunciou em seu último boletim que o furacão Milton voltou para a categoria 5, colocando-o no nível máximo da escala utilizada para medir a intensidade de um furacão. “O Milton pode ser o pior furacão a atingir a Flórida nos últimos 100 anos”, afirmou o presidente dos EUA,  Joe Biden, pedindo para que os habitantes das áreas de evacuação fujam o quanto antes. Biden adiou suas viagens para Alemanha e Angola em razão do evento climático. Algumas horas antes, o furacão tinha sido rebaixado da categoria 5 para a 4, a mesma do Helene, que matou mais de 230 pessoas, sendo o segundo mais mortal a atingir os EUA nas últimas cinco décadas, ficando atrás apenas do Katrina, em 2005, com mais de 1,8 mil vítimas.

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88% da população adota medidas de conservação do meio ambiente, aponta pesquisa

Há ações que fazem parte da educação, mas que refletem na saúde do meio ambiente, como evitar jogar lixo na rua, por exemplo. Outras são hábitos que a sociedade passou a adotar por um senso coletivo de cuidado com a natureza, como evitar desperdícios de toda forma.  O que notamos nas ruas e nos hábitos da população, agora foi comprovado por uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento Sustentabilidade & Opinião Pública mostra que 88% da população adota com frequência mais de 5 práticas sustentáveis. 92% dos entrevistados pela pesquisa disseram evitar jogar lixo nas ruas; 91% também evitam o desperdício de água. Outras práticas sustentáveis que aparecem na rotina do brasileiro, segundo a pesquisa, são: evitar o desperdício de comida e de energia, que 90% e 88% dos entrevistados disseram adotar, e reduzir a produção de lixo, que entrou na rotina de 77% dos entrevistados. Práticas como reuso da água e de embalagens de produtos e separação do lixo para reciclagem são adotadas por mais de 62% dos entrevistados sempre, ou com muita frequência. Dados que para o superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, são reflexo da educação ambiental pela qual que a população vem passando.“Esse indicador vem evoluindo de forma paulatina, que à medida que a agenda entra num plano de governo, é tratada com mais intensidade dentro do seu ambiente familiar e educacional, esse indicador vai evoluindo. Isso reflete as ações, necessidades, a economia de energia, como gerenciar de melhor forma seus resíduos, economizar água. São linhas que estão sendo desenvolvidas e aprimoradas pela população de uma forma geral.”

Produtos sustentáveis

O levantamento da CNI também questionou os brasileiros sobre a preferência pelo uso de produtos que protegem o meio ambiente. E o resultado foi que caiu de 28% para 24% — entre 2022 e 2024 — o percentual de pessoas que não consumiam produtos ambientalmente sustentáveis. Hoje, 4 em cada 10 brasileiros consomem produtos que utilizam espécies da biodiversidade brasileira e as pessoas também disseram ser mais fácil encontrar produtos ambientalmente sustentáveis — percentual que passou de 26% em 2022 para 31% em 2024.

Fonte: Brasil 61

Calor de até 44ºC: o que esperar do clima no Brasil em outubro

247 – O mês de outubro promete trazer calor intenso em várias regiões do Brasil, com temperaturas que podem alcançar até 44ºC em algumas localidades. De acordo com o último boletim divulgado pela NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA), o clima brasileiro vive um momento de transição, informa o UOL. A variação da temperatura da superfície das águas do Pacífico Equatorial Central-Leste está no limite da neutralidade, com oscilações entre +0,2ºC e -0,4ºC.  A NOAA aponta que há uma probabilidade de 71% de o fenômeno La Niña entrar em atividade até novembro, permanecendo até março do próximo ano. Esse fenômeno climático afeta diretamente o padrão de chuvas e temperaturas em diversas regiões do Brasil. “O que a gente tem observado e os modelos de previsão do mundo inteiro indicam é que La Niña este ano está atrasado, já era para estar um pouco mais avançado no tempo, e a previsão é que seja uma La Niña fraca”, comentou Francis Lacerda, do Instituto Agronômico de Pernambuco, em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia.

A volta das chuvas

Com o término da estação seca, o Centro-Sul do Brasil começará a vivenciar mais temporais localizados, conforme apontou a MetSul Meteorologia. Nos estados do Centro-Oeste e Sudeste, as chuvas serão irregulares, intensas em algumas áreas, enquanto outras podem permanecer praticamente secas. Essa instabilidade, resultado da combinação de calor e umidade, provocará chuvas fortes, mas de caráter localizado. Em regiões como Mato Grosso, Tocantins e Pará, a média de precipitação ficará abaixo do esperado. No entanto, para estados como São Paulo, Minas Gerais e partes do Rio de Janeiro, além do norte do Rio Grande do Sul, a previsão é de que o volume de chuva fique acima da média. Ainda assim, a seca permanece como um problema para o Paraná, onde as precipitações devem continuar abaixo do normal. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê que a região central do Brasil começará a registrar mais chuvas a partir da segunda quinzena de outubro. Já o sudoeste do Amazonas e do Pará, além do norte de Rondônia, verão chuvas ligeiramente acima da média. Por outro lado, grande parte do Nordeste, bem como o norte de Minas Gerais e Goiás, enfrentará chuvas próximas ou abaixo do normal, prolongando o período de estiagem em algumas áreas. Com a chegada de La Niña, mesmo em sua versão mais fraca, as condições climáticas serão determinantes para o avanço das chuvas e o comportamento das temperaturas nos próximos meses.

brasil247

INMET faz alerta de PERIGO POTENCIAL para vendaval em 49 cidades de Pernambuco.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta devendaval para várias regiões de Pernambuco. O aviso, disponível no site do Inmet, é válido até terça-feira, 1º de outubro, e abrange 49 cidades. O grau de severidade é classificado como “perigo em potencial”, com ventos variando entre 40 km/h e 60 km/h. De acordo com o Inmet, há baixo risco de queda de galhos de árvores, mas é importante tomar precauções. As orientações incluem evitar se abrigar debaixo de árvores devido ao risco de queda e descargas elétricas, e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

Cidades atingidas pelo alerta

  • Afogados da Ingazeira;
  • Afrânio;
  • Araripina;
  • Belém do São Francisco;
  • Betânia;
  • Bodocó;
  • Brejinho;
  • Cabrobó;
  • Calumbi;
  • Carnaíba;
  • Carnaubeira da Penha;
  • Cedro;
  • Custódia;
  • Dormentes;
  • Exu;
  • Flores;
  • Floresta;
  • Granito;
  • Iguaracy;
  • Ingazeira;
  • Ipubi;
  • Itacuruba;
  • Itapetim;
  • Lagoa Grande;
  • Mirandiba;
  • Moreilândia;
  • Orocó;
  • Ouricuri;
  • Parnamirim;
  • Petrolina;
  • Quixaba;
  • Salgueiro;
  • Santa Cruz;
  • Santa Cruz da Baixa Verde;
  • Santa Filomena;
  • Santa Maria da Boa Vista;
  • Santa Terezinha;
  • São José do Belmonte;
  • São José do Egito;
  • Serrita;
  • Sertânia;
  • Solidão;
  • Tabira;
  • Terra Nova;
  • Trindade;
  • Triunfo;
  • Tuparetama;
  • Verdejante.

Em setembro, INMET fez alerta de vendaval e baixa umidade em PE

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu, no dia 11 de setembro, alertas para municípios de Pernambuco sobre o perigo de baixa umidade e a possibilidade de vendaval com risco em potencial.

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Bahia registra mais de 700 focos de queimadas em agosto

A Bahia registrou 785 focos de queimadas no período de 1º a 26 de agosto, última segunda-feira. O levantamento é feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora a situação em todo o Brasil. De acordo com os dados detectados pelo Inpe, a situação é mais crítica no oeste do estado. Do total de incêndios, 506 ocorreram na região. Cocos, município com área de 10.140,572 km, segundo o Censo 2022, acumula o maior número de focos de calor no mês. Há três dias, a cidade registra grandes queimadas em uma propriedade rural.

Registros de queimadas no oeste da Bahia em agosto — Foto: Reprodução/TV Oeste

Registros de queimadas no oeste da Bahia em agosto — Foto: Reprodução/TV Oeste

Na sequência, os maiores focos foram detectados em:

Cenário nacional

De janeiro para cá, a Bahia somou 3.265 focos de queimadas. Com isso, o estado é o segundo da região Nordeste com o maior registro de ocorrências, através apenas do Maranhão (6.658 queimadas).Em comparação com todo o país, o território baiano fica na 11ª posição. Os estados do Mato Grosso (21.694), Pará (14.794) Amazonas (12.696) lideram

índice geral.

Queimadas chegaram mais cedo na Bahia

Os incêndios florestais podem ser favorecidos por um fator natural: a combinação entre falta de chuva, ventos fortes e altas temperaturas. Na Bahia, esse fenômeno é esperado entre os meses de julho e outubro, mas, em 2024, os problemas chegaram mais cedo. Somente no mês de junho, os bombeiros registraram 40 ocorrências no município de Luís Eduardo Magalhães. Naquele mês, pelo menos 305 focos de incêndio foram detectados pelo Inpe em todo o estado — número 10% maior do que a média histórica do mês. À época, o comandante da 2ª Companhia de Bombeiros da cidade, o aspirante Denison Amaro, disse que o aumento na ocorrência de queimadas se deve especialmente ao calor. Isso porque as altas temperaturas causam ressecamento da vegetação e, por consequência, a queda de material orgânico no solo. Soma-se a isso a diminuição da umidade relativa do ar e o resultado é o que se observa nas cidades: mais focos de incêndio. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) até emitiu alerta de baixa umidade para cidades do oeste baiano nesta terça-feira (27). Outras regiões, como o centro norte e o centro sul baiano, também receberam o aviso.

Incêndios no sudoeste

Chama atenção o número de incêndios criminosos em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. Conforme apurado pela TV Sudoeste, afiliada da TV Bahia na região, o município registrou 118 queimadas de janeiro a julho deste ano, 41 delas apenas no último mês.

Aumento de incêndios em cidade no sudoeste da Bahia

O Corpo de Bombeiros destaca que muitas ocorrências são fruto de ações criminosas. A limpeza irregular de terrenos é uma das principais causas desses incêndios tanto na zona urbana quanto na zona rural. “As pessoas utilizam do fogo, por exemplo, para queima de lixo, para limpeza de seus terrenos, seus lotes… Às vezes para comercialização de lotes se acaba removendo esse combustível, que é a vegetação”, ressaltou o major Florinato Sertão, comandante da Brigada Florestal do Corpo de Bombeiros na cidade. Como ele pontua, todas essas práticas são coibidas pelos órgãos e entidades ligadas ao meio ambiente.

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Onda de calor pode quebrar recordes de temperatura em várias cidades do País;

Em sua sétima onda de calor do ano, o Brasil registrou na terça-feira, 24, novos recordes de temperatura em algumas localidades e tem previsão para marcas inéditas em várias capitais nos próximos dias, de acordo com o Climatempo.A tarde de terça-feira foi até agora a mais quente de 2024 na cidade de São Paulo, por exemplo. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 35,4ºC na estação do Mirante de Santana, na Zona Norte. Já no interior paulista, algumas cidades passaram dos 40ºC.

Segundo o Climatempo, com o calor intenso, cinco cidades ainda podem alcançar novas máximas de temperatura do ano ao longo da semana.  Veja quais são e as previsões para os próximos dias:

São Paulo: Até agora, recorde de 35,4ºC em 24 de setembro. Para esta quarta-feira, 25, a previsão é de 36ºC;
Rio de Janeiro: Recorde de 39,5ºC em 17 de janeiro. A expectativa é que a cidade se aproxime dessa marca na quinta-feira, 26;
Belo Horizonte: Recorde de 34,4ºC em 3 de setembro. O recorde pode ser igualado na próxima sexta-feira, 27;
Campo Grande: Recorde de 39,8ºC em 24 de setembro. A previsão é de 40ºC nesta quarta-feira;
Brasília: Recorde de 33,5ºC em 23 de setembro. A expectativa para esta quarta-feira é de 34ºC.

terra

Baixa umidade do ar e ventos potencializam queimadas do centro ao nordeste do Brasil

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) apontam que, da área central do país – onde estão localizados estados como Mato Grosso e Goiás – até o litoral nordestino, como em áreas do Ceará e Rio Grande do Norte, há alerta de perigo para baixa umidade do ar e presença de vendavais, ao longo desta semana. Este cenário, segundo o meteorologista do INMET, Heráclito Alves, favorece o surgimento de queimadas, assim como a expansão do fogo nas áreas que já são atingidas. “Durante esse período, de agosto e setembro, que costuma ter estiagem, normalmente ocorre essa baixa umidade. Então, vários dias seguidos com baixa umidade já é um fator que favorece a ocorrência de queimadas. Além disso, temos as temperaturas. Tem áreas no Centro-Oeste do país em que as temperaturas podem chegar a 38°C, 42°C. O vento ajuda a propagar, estender essas queimadas, ou intensificar as que já existem”, explica. 

De acordo com o INMET, a área destacada em amarelo indica que a umidade do ar fica entre 30% e 20% (perigo potencial). Já na área com a cor laranja, a variação é entre 20% e 12% (perigo). O aviso na cor vermelha, por sua vez, indica que a área conta com umidade do ar abaixo de 12% (grande perigo). 

Queimadas pelo Brasil 

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), ao longo de 2024, até esta terça-feira (17), o Brasil registrava 188.623 focos de queimadas. Apenas o estado do Mato Grosso respondia por 41.527 deles. No Pará, a quantidade chegava a 33.066, enquanto no Amazonas era de 19.996. O tenente-coronel Anderson Ventura, do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, destaca que, apesar da prática de colocar fogo em vegetação ser vedada por lei, mais de 90% dos incêndios florestais são causados pela atividade humana.

 “As pessoas fazem uso do fogo para, por exemplo, limpar lotes, queimar lixos. As pessoas também usam [fogo] para se aquecer, quando vão acampar, fazem uma fogueirinha. Depois não apagam ela corretamente e perdem o controle. Tem rituais religiosos que envolvem fogo. O uso do fogo faz parte das atividades humanas. Só que nesse período de agora, agosto, setembro, se a população pudesse não usar o fogo, seria o ideal. Não use o fogo para nada”, recomenda.

Ações contra queimadas

Em meio a essa situação, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino autorizou a abertura de crédito extraordinário ao governo federal para ajudar no combate aos incêndios florestais que atingem, sobretudo, a Amazônia e o Pantanal, e na contratação imediata de brigadistas. De acordo com informações disponibilizadas pelo STF, esse crédito deve ficar fora da meta fiscal do governo, estabelecida pela Lei de Responsabilidade Fiscal.  Além disso, o governo federal deverá destinar R$ 514,5 milhões para ações emergenciais de combate aos efeitos dos incêndios e à situação de estiagem presente em parte do Norte do país e na Amazônia Legal. Já o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Polícia Federal, deverá cobrir despesas com equipe policial, com atuação em investigações in loco. Também serão destinados valores ao Fundo Nacional de Segurança Pública para que a Força Nacional de Segurança Pública possa atuar, durante cem dias, com 180 novos profissionais.

Fonte: Brasil 61

Seca na Amazônia dificulta transporte de mercadorias e afeta vida de moradores

As secas severas na região da floresta amazônica brasileira estão alterando drasticamente a vida dos moradores, com a mobilidade sendo dificultada pelos níveis recordes de baixa em trechos do rio Amazonas.

Na cidade de Manacapuru, perto da capital do Amazonas, Manaus, a seca afetou a navegação no rio Solimões, que se transforma no rio Amazonas logo abaixo e é vital para o transporte de todos os tipos de mercadorias que entram e saem da cidade.Reservatórios de São Paulo sofrem com seca e entram em estado de alerta

Barcos encalhados em bancos de areia se tornaram uma visão comum, dificultando o transporte de produtos locais, como peixes, bananas e cassava, além de interromper a logística para trazer itens básicos como alimentos e água de fora.

“Colocamos o barco aqui e quando foi no outro dia, o barco amanheceu já em terra. Aí não tivemos condição de tirar ele”, disse o pescador Josué Oliveira.O pescador Francisco da Silva, que classificou a situação como crítica, observou que a água já começou a ficar verde, um sinal de que em breve poderá se tornar insegura para beber.“Nós vamos beber ela mesmo”, disse ele, acrescentando que não será mais possível obter suprimentos de outras áreas com o rio secando. “Não vai passar nada.” De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta Precoce de Desastres Naturais (Cemaden), a seca atual é a mais intensa e generalizada que o Brasil já registrou desde que os registros começaram em 1950.Uma estação chuvosa fraca na região centro-norte piorou a situação com o aumento das temperaturas atmosféricas e mudanças no uso da terra que substituíram áreas de floresta por pastagens. No domingo, o Supremo Tribunal Federal autorizou que o governo federal abra crédito extraordinário para atender às demandas causadas pelas queimadas e pelos incêndios da Amazônia e do Pantanal neste ano, sem que os recursos sejam limitados pelo arcabouço fiscal ou sejam computados para fins de cálculo das metas fiscais.

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Governo Lula move ação de R$ 635 milhões contra fazendeiros por danos climáticos

BRASÍLIA – O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, anunciou nesta segunda-feira, 16, a primeira ação de dano climático protocolada em nome do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) por danos no Parque Nacional do Jamanxim, no Pará. Os alvos são cinco fazendeiros que, segundo o ministro, teriam cometido diversos atos ilícitos ambientais na região. “Hoje anunciamos uma ação muito importante, primeira grande ação de dano climático que vamos apresentar representando o ICMBio. Será apresentada na Justiça Federal contra vários infratores no Parque Nacional Jamanxim, no Pará, na ordem R$ 635 milhões“, disse o ministro em um evento na sede da AGU, em Brasília. A ação já foi protocolada na Justiça Federal. O nome dos réus não foi divulgado, bem como a peça protocolada pela AGU, para evitar reações dos réus antes de o assunto ser despachado com o juiz responsável.

Alvos teriam cometido diversos atos ilícitos ambientais na região do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará

A procuradora-chefe da Procuradoria Nacional de Defesa do Clima e do Meio Ambiente da AGU, Mariana Cirne, disse que “nunca esteve tão evidente a necessidade de incluirmos o clima em nossas vidas”. “Estamos abrindo uma nova etapa, levando em consideração as unidades de conservação”, afirmou. A ação por dano climático tem como objetivo buscar o ressarcimento por todos os danos, desde a devastação do bioma até a emissão de gases de efeito estufa, por exemplo. É a primeira ação do tipo protocolada pela AGU em nome do ICMBio, responsável por mais de 600 áreas de conservação ambiental no País. A ação foi anunciada pela Advocacia-Geral da União no momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem sendo pressionado a liderar uma reação contra as insistentes queimadas que assolam o País nas últimas semanas. Nesta segunda-feira, 16, Brasília amanheceu tomada de fumaça por causa de incêndios no Parque Nacional de Brasília. A Polícia Federal investiga este caso.

Como o Estadão mostrou, o governo Lula foi alertado sobre a seca, a maior desde o início da série histórica há 74 anos, e o risco de escalada dos incêndios florestais. Uma série de documentos incluindo ofícios, notas técnicas, atas de reuniões e processos judiciais mostra que a gestão petista tinha ciência do que estava por vir desde o início do ano. O Ministério do Meio Ambiente afirmou, após a publicação da reportagem, que o governo se antecipou, mas que ninguém esperava eventos nas proporções atuais. Disse ainda que não é possível controlar a situação se o “povo” continuar provocando incêndios.

‘Tolerância zero’
Jorge Messias disse que Lula e o governo passam uma mensagem de que há “tolerância zero contra infratores ambientais” por meio da ação de dano climático protocolada em nome do ICMBio por danos no Parque Nacional do Jamanxim.

“A mensagem que vamos passar hoje com o anúncio desta ação por dano climático contra diversos infratores é muito forte, do presidente Lula: daqui para frente, governo federal terá tolerância zero contra infratores ambientais. que fique muito claro isso. não toleraremos de forma alguma qualquer infração ambiental”, afirmou o ministro.

Apesar de se tratar de um caso específico – uma ação de punição pelos danos climáticos no Parque Nacional do Jamanxim (PA) -, o ministro Jorge Messias fez questão de ressaltar que a ação demonstra “com muita clareza à sociedade” essa posição do governo para “responsabilizar todos os infratores ambientais”. “Como sabemos que a degradação do meio ambiente e as ações que colocam em risco se dão pela mão do homem, temos que alcançar as pessoas. Uma questão fundamental e que demonstraremos com muita clareza à sociedade é que vamos responsabilizar todos os infratores ambientais”, afirmou.

” A medida tomadas pelo governo federal em relação aos danos climático por pessoas que colocam fogo promocionalmente são maleável, quantos anos de  cadeia em regime fechados”.

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Um passo importante para a governança e distribuição da água no Brasil

Um passo importante para melhorias na governança e distribuição da água no Brasil foi dado nesta terça-feira, 10 de setembro, com a retomada do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Essa foi a primeira reunião do conselho desde que o presidente Lula assinou o decreto que reestrutura o colegiado, em março deste ano. Dessa forma, o Governo Federal reafirmou o compromisso com a gestão responsável dos recursos hídricos, reconhecendo a importância estratégica para o desenvolvimento sustentável e para a qualidade de vida da população brasileira. Giuseppe Vieira, secretário Nacional de Segurança Hídrica do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, comemorou a retomada do conselho.“É um momento marcante, porque o Conselho Nacional de Recursos Hídricos é a instância máxima da gestão de recursos hídricos de nosso país. A retomada do conselho é extremamente importante pelo seu papel de ser um órgão, uma estrutura deliberativa para garantir um melhor caminho que as políticas públicas devem seguir com relação à preservação, bom uso e boa gestão dos recursos hídricos a nível nacional. ”Paulo Varella, presidente do Fórum Nacional de Órgãos Gestores das Águas e secretário do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte, também comemorou e disse que a união será fundamental para que o objetivo seja alcançado. “Apesar de estarmos aqui discutindo diretrizes, são essas diretrizes que vão nortear as políticas públicas do ministério, do nosso país, evidentemente que em um grande trabalho de união entre Governo Federal, governos estaduais, comitês de bacias, a sociedade civil, esse é o desafio. Nós temos que unificar esforços, canalizar sinergias, nós temos que destruir barreiras e construir pontes.”

Para saber mais sobre as ações do Governo Federal em Segurança Hídrica, acesse http://mdr.gov.br.
Fonte: Brasil 61

Área de floresta nativa atingida pelo fogo na Amazônia cresce 132% em agosto, aponta relatório

A área de floresta nativa queimada na Amazônia aumentou 132% em agosto de 2024 em relação ao mesmo mês de 2023, segundo relatório do Monitor do Fogo, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e da rede MapBiomas.

O aumento de incêndios em áreas de floresta mostra uma mudança de cenário na Amazônia, no qual o clima seco e o calor passaram a influenciar as áreas devastadas pelo fogo em uma floresta até então reconhecida por ser tipicamente úmida.

Os dados divulgados nesta quinta-feira (12) apontam que um terço da área afetada pelas chamas é composta por vegetação nativa, ou seja, áreas que não foram desmatadas e depois incendiadas para limpeza antes de plantio ou criação de gado, como é mais comum na ocupação irregular na região.

🔥 Isso mostra um aumento na área da “floresta de pé” atingida pelo fogo: em 2019, 12% da área atingida era de vegetação nativa, enquanto neste ano o percentual é de 34%. É o maior índice de fogo na floresta nos últimos cinco anos.

“Em agosto de 2024 tivemos um aumento expressivo da área afetada por incêndios. Normalmente são registradas queimadas em áreas agropecuárias com grande destaque para as áreas de pasto. Neste ano parece que o clima tem impactado a tendência, infelizmente, deixando as florestas mais inflamáveis e suscetíveis aos incêndios”, afirma Ane Alencar, diretora de Ciência do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).

O aumento de 132% representa 685.829 hectares de florestas nativas destruídos pelo fogo neste mês, enquanto no ano anterior foram 295.777 hectares, e em 2019, 207.259 hectares.

🛰️ 🔥🪵 O Monitor do Fogo faz um mapeamento mensal das áreas afetadas por queimadas no Brasil com base em imagens do satélite Sentinel 2, abrangendo o período a partir de 2019.

Mudança de cenário?

No começo do mês, em sessão na Comissão de Meio Ambiente do Senado, Marina Silva já havia citado o percentual da área de florestas de pé afetada pelo fogo e feito um alerta sobre os riscos e mudança de cenário.

“Significa que nós estamos num processo severo de mudança do clima, a floresta entrando num processo de perda de umidade e se tornando vulnerável a incêndio. Seja por ignição humana ou até no futuro, se isso permanecer, por fenomenos naturais, em função da incidência de raios. É uma química altamente deletéria, inimaginável”, disse Marina Silva em sessão no Senado.

📈 Em agosto deste ano, o fogo aumentou 38% em áreas agropecuárias em comparação ao mesmo mês de 2023. Foram queimados cerca de 1,1 milhão de hectares neste ano, contra 806.772 hectares no ano passado.

A análise do Monitor do Fogo para os oito primeiros meses de cada ano aponta que agosto é sempre o mês com maior área atingida pelas queimadas, marcando o início da “temporada do fogo” na Amazônia.Em 2024, porém, o aumento no acumulado destes oito primeiros meses foi de 54% em relação a 2023, com destaque para o crescimento das queimadas em áreas de floresta.

Florestas públicas na mira

Ainda segundo o levantamento, as Florestas Públicas Não Destinadas (FPNDs), que são o principal alvo de grilagem na Amazônia, tiveram o maior aumento entre as categorias fundiárias: 175%. A área queimada nessas florestas passou de 308.570 hectares em 2023 para 849.521 hectares em 2024. As FPNDs representaram 16% de toda a área queimada no bioma nesse período.Queimadas recordes e seca severa dos rios marcam o Dia da Amazônia. Já as Terras Indígenas (TIs) concentraram 24% de todas as queimadas na Amazônia nos primeiros oito meses de 2024, sendo a categoria fundiária mais afetada. Em comparação com o mesmo período de 2023, quando 937.148 hectares foram queimados, houve um aumento de 39%, atingindo 1.300.646 hectares este ano. Logo em seguida, vêm os imóveis rurais privados cadastrados no CAR e no SIGEF, que somaram 23% da área queimada entre janeiro e agosto. Em 2023, essas propriedades tiveram 696.586 hectares queimados, enquanto em 2024 o número subiu para 1.233.888 hectares, representando um aumento de 77%.

g1

Com 12% da reserva global de água doce, Brasil tem cada vez mais secas intensas

O Brasil é um país que detém 12% das reservas de água doce do mundo. Está aí parte da estratégia usada para ter se tornado uma potencial alimentar global. Mas a seca vem se impondo cada vez mais, como ocorre agora, com o país atravessando um dos períodos mais críticos de seca, temperaturas elevadas e queimadas que se alastram de forma generalizada em todos os biomas. Mudanças climáticas são cíclicas, afirma uma parte de pesquisadores em todo o mundo. Mas em que medida? “Essa é uma pergunta bastante frequente. O importante hoje é o seguinte: se é cíclico ou não, o que a ciência consegue demonstrar com bastante solidez é que o quadro está mudando. Esse é um fato”, diz o agrônomo e doutor Cornélio Zolin, pesquisador da área de recursos hídricos da Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop (MT). “Que está mudando é inquestionável. E a reflexão é: o que nós vamos fazer em relação a essas mudanças” Zolin coloca que há um componente cíclico muito provável no mundo, juntamente com um componente antrópico, ou seja de mudança do uso dos recursos naturais. “É essa sinergia de fatores que nos coloca nesses cenários cada vez mais desafiadores.”
O que explica o calor que transformará o Brasil no país mais quente do mundo?
Nos últimos 20 anos, o Brasil enfrentou várias secas severas, impactando fortemente a produção rural, de acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA), criado há uma década. Para a produção de alimentos, por exemplo, a seca na safra 2020/2021, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, levou a perdas agrícolas da ordem de R$ 2807 bilhões estimados para os 10 anos seguintes, com destaque para cultivos como soja, milho e café. A seca daquele ano colocou o Brasil à beira do colapso energético, sendo considerada a pior delas em 90 anos, em termos de redução dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas do Centro-Oeste e do Sul, de onde vêm 70% da energia hidráulica do país.

Mas não foi apenas nesse momento, no ciclo 2020/21, que a seca trouxe consequências. Em anos anteriores, dois outros momentos foram preocupantes: entre 2012 e 2015 houve uma grande seca no Sudeste, principalmente em São Paulo, com forte impacto no abastecimento de água; e entre 2014 e 2017 houve uma estiagem severa no Nordeste, conhecida como a “seca do século”, afetando gravemente a agricultura e o abastecimento.

Agora novamente. Desde o ano passado, o Brasil enfrenta uma das piores secas das últimas décadas, especialmente agravada pelo fenômeno climático El Niño. Este evento contribuiu para a intensificação de condições secas em várias regiões, resultando em grandes impactos na agricultura, pecuária e no abastecimento de água. De acordo com o Monitor de Secas há cerca de 200 municípios em estado severo ou extremo em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Amazonas. Há risco para cultivos essenciais, como café, mandioca, milho, sorgo, girassol, entre outros por falta de água.

Em janeiro de 2024, do total de 5.565 municípios brasileiros, 2.083 relataram que pelo menos 40% de suas áreas agroprodutivas foram afetadas. No Mato Grosso, São Paulo e Goiás, várias cidades viram até 80% de suas terras agrícolas impactadas.A seca de 2023 foi severamente influenciada pelo fenômeno La Niña, que provocou anomalias climáticas, especialmente no Sul, Centro-Oeste e parte do Sudeste. A falta de chuvas intensificou-se no início do ano, prejudicando a produção agrícola e o abastecimento de água. No Sul, a estiagem prolongada impactou cultivos importantes como milho, soja e trigo, gerando uma quebra de safra significativa.

No Nordeste, embora a seca tenha sido menos intensa do que em anos anteriores, áreas do semiárido ainda sofreram com a escassez de água, afetando principalmente pequenos agricultores e pecuaristas. O Centro-Oeste, por sua vez, experimentou uma estiagem crítica em estados como Mato Grosso e Goiás, que comprometeu a produção de grãos, elevando os preços de commodities como a soja.

Agora, em 2024, a seca tem se intensificado por conta do fenômeno El Niño, especialmente nas regiões Centro-Oeste, Norte e parte do Sudeste. Confira o que apontava o Monitor de Secas entre janeiro e julho deste ano:

Região Norte: O Amazonas e o Acre estão enfrentando condições de seca severa, que já se prolonga por meses. Culturas essenciais, como a mandioca, estão sofrendo uma redução significativa na produtividade. O oeste do Amazonas, em especial, registrou secas extremas que afetam diretamente a agricultura e a subsistência das comunidades locais​.

Centro-Oeste: Estados como Mato Grosso e Goiás apresentam áreas críticas, com mais de 70% das regiões agrícolas afetadas pela estiagem. A produção de grãos como soja e milho está sendo duramente atingida, e muitos produtores estão recorrendo a sistemas de irrigação, aumentando os custos operacionais​.

Região Sudeste: Estados como São Paulo e Minas Gerais têm sofrido com seca moderada a extrema em várias localidades, impactando culturas como café e cana-de-açúcar. Em São Paulo, cerca de 80 municípios continuam em condição de seca severa, com destaque para a redução das chuvas e das reservas hídricas​.

forbes.com.br

Cerrado em chamas: incêndio destrói 10 mil hectares na Chapada dos Veadeiros

Um incêndio no  Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros já destruiu 10 mil hectares do bioma, informou neste domingo, 8, a administração da unidade de preservação do local. O parque, em Goiás, é uma das principais áreas de preservação do cerrado. Em nota, a administração do parque disse que não sabia “o que ou quem” provocou o incêndio, iniciado na última quinta-feira. O comunicado informa que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o PrevFogo, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), trabalham juntamente com o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás para conter a chamas.As equipes informaram que dois aviões do ICMBio atuam na região. A chefe do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (PNCV), Nayara Stachesk, disse ao portal de notícias G1 que os aviões são utilizados para lançar água, enquanto os brigadistas atuam na linha do fogo.A Rede Contrafogo, que articula brigadas de voluntários, e o Instituto Biorregional do Cerrado (IBC) também atuam na região. Segundo Stachesk, são mais de 55 brigadistas e voluntários trabalhando no combate às chamas.“Estão na linha cerca de 25 brigadistas do ICMBio, 25 do PrevVogo, cinco bombeiros militares e dois voluntários. Hoje devem entrar outros cinco voluntários da Aliança da Terra”, informou.“A linha está num lugar de difícil acesso. A gente não está deixando a linha sem ninguém, mas isso cansa muito o brigadista, que tem que andar 10, 20 quilômetros para chegar até o fogo”, disse a chefe do PNCV. Ela explicou que o Corpo de Bombeiros não pôde enviar um helicóptero porque a aeronave se acidentou em julho deste ano.

Incêndio deve aumentar

A linha de fogo está localizada entre o chamado Paralelo 14 e Simão Correa. O trânsito da rodovia GO-118, que liga Alto Paraíso de Goiás a Teresina de Goiás foi interrompido no sábado. Mesmo que alguns focos de incêndio da região já tenham sido debelados, Stachesk alerta que o incêndio não foi controlado e ainda deve aumentar. O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, conhecido como “berço das águas”, está sob risco de perder cerca de 34% do fluxo dos rios até 2050, segundo um estudo realizado pelo Instituto Cerrados. De acordo com monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram detectados, até este sábado, 48.966 focos de queimada no bioma em 2024, números que ficam atrás apenas da Amazônia, com 79.175 focos. A seca recorde no Brasil e possíveis ações criminosas fizeram com que os incêndios florestais nas últimas semanas acumulassem 152.383 focos, uma quantidade 103% maior que a do mesmo período em 2023.

terra.

Brasil registra mais de 68 mil focos de queimadas em agosto, pior resultado em 14 anos

Brasil registrou, em agosto deste ano, 68.635 focos de queimadas em agosto. Com isso, o período se tornou o parâmetro para o pior resultado do mês desde 2010, quando 90.444 focos ativos foram detectados pelo satélite de referência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O levantamento dos dados é possível através do “Programa Queimadas”, do próprio Instituto. Os números do governo federal colocam o período como o quinto pior mês de agosto no total de focos de queimadas para o Brasil. Se observado o ano de 2023, quando o país teve 28.056 focos no mesmo período, o número é maior do que o dobro. A média de queimadas para o mês é de 46.529 focos. O melhor ano e com menos focos de incêndio foi o de 2013, com 21 mil focos contabilizados em todo o país. Comparando à taxa do mesmo mês do ano passado (17.373), o número também representa um aumento 120%. Ainda segundo dados do Inpe, 18.620 focos foram registrados no Cerrado desde 1º de agosto até o último sábado (31). A taxa representa mais que o dobro de focos quando comparada com o mês de agosto de 2023, quando 6.850 focos foram contabilizados. O bioma também vem registrando altas taxas de desmatamento desde o ano passado, e desde o começo do ano já contabiliza 40.496 focos no total, um aumento de 70% quando comparado com o mesmo período de 2023 (no intervalo de 1º de janeiro até 31 agosto)

jovempan

PM2.5, CO, COV e NOx: o que há na fumaça tóxica das queimadas e por que ela é nociva para nosso organismo

A fumaça das queimadas que tem encoberto cidades do Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país causa preocupação não só entre ambientalistas, mas também entre médicos e especialistas em saúde.Isso porque ela é composta por gases tóxicos, como monóxido de carbono (CO) e material particulado fino (PM2.5), ou seja, partículas minúsculas que são suspensas no ar.Todos esses componentes são altamente prejudiciais à nossa saúde, e podem agravar doenças respiratórias, como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), e aumentar o risco de doenças cardiovasculares.

“A exposição prolongada a esses compostos tóxicos pode gerar uma crise de saúde pública”, diz Margareth Dalcolmo, médica pneumologista e presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.

“Estamos vendo um aumento das hospitalizações por problemas respiratórios e cardiovasculares, e os efeitos a médio e longo prazo ainda não podem ser mensurados. Isso terá um impacto enorme sobre a economia da saúde.”Seguindo a mesma linha do alerta da especialista, um relatório inédito da Organização Meteorológica Mundial (OMM) sobre qualidade do ar, publicado nesta quinta-feira (5), destacou como toda essa exposição vem cada vez mais intensificando os riscos à saúde humana.Segundo o estudo, que traz dados até 2023 e não cita o Brasil, as concentrações de PM2.5 no último ano foram influenciadas justamente por eventos extremos, como incêndios florestais, o que agravou a poluição em várias regiões, incluindo a América do Norte e a Índia.

“Os primeiros oito meses de 2024 mostraram a continuidade dessas tendências, com ondas de calor intensas e secas persistentes aumentando o risco de incêndios florestais e poluição do ar”, ressalta Ko Barrett, secretário-geral adjunto da OMM.

Mas o que há de fato na fumaça dessas queimadas e por que ela é tão nociva para nosso organismo?

Em geral, essa mistura tóxica inclui os seguintes compostos:

  1. Material particulado (PM2.5)
  2. Monóxido de carbono (CO)
  3. Compostos Orgânicos Voláteis (COVs)
  4. Óxidos de nitrogênio (NOx) e ozônio
  5. Metais pesados

Veja a seguir uma explicação sobre cada um desses materiais e como eles impactam nosso corpo.

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No Acre, população tem que lidar com seca histórica enquanto respira fumaça

Quando o escritor Euclides da Cunha embarcou rumo ao Acre em 1904, ele não imaginava que aquelas águas turvas e cheias pelas quais navegava estariam tão vazias um século depois. Nem mesmo a dona Raimunda Souza, de 62 anos, que mora na região do Rio Macauã, no interior do Estado, pensou que um dia pudesse sofrer tanto com a seca dos rios como nos dias de hoje. “É muito verão, maior do que o poderia [ser]”, diz em entrevista ao Terra, em referência ao verão amazônico, que se estende de julho a novembro, ao contrário do verão no restante do País, que começa em novembro. Em visita à casa de dona Raimunda, que mora com seus filhos e o marido, Antônio Souza, de 70 anos, me aventurei e fui até a beira do rio Macauã. Chamo de aventura, porque o rio está tão seco que é necessário descer um extenso barranco até chegar ao local. 

Amazônia pode ter seca histórica em 2024
Amazônia pode ter seca histórica em 2024

Foto: Adrielle Farias/Terra

“De uns anos pra cá, ‘tá’ secando mais, é mais forte. Esse ano foi mais forte. Em agosto, [a gente] era acostumado com friagem. De uns tempos pra cá, eu não vejo mais. O verão tá muito forte, a poeira também”, lamenta. Para ela, outro problema que tem se agravado é a fumaça proveniente das queimadas, já que convive com problemas respiratórios e, no momento, enfrenta dificuldades para dormir: “Muito cheiro de fogo, de fumaça, fica abafado”.Não é novidade, no entanto, que o verão na Amazônia tem se intensificado com o passar dos anos. Em setembro do ano passado estive ao lado de Raimundão, primo de Chico Mendes, na Reserva Extrativista na qual ele vive no interior do Acre. A situação era a mesma: uma crise hídrica sem precedentes em uma região que em outro momento havia sido abundante

Amazônia pode ter seca histórica em 2024
Amazônia pode ter seca histórica em 2024

Foto: Adrielle Farias/Terra

Daniela Dias, coordenadora de projetos da SOS Amazônia, explica que, neste ano, os rios começaram a secar antes do previsto. “A gente pode considerar isso em uma perspectiva bem lógica: a seca veio antes do que o esperado e de maneira mais intensa pela falta de chuva, e o calor extremo acaba fazendo com que haja essa mudança na dinâmica dos rios, os levando a estarem mais secos. Isso demonstra a tendência de piora que há, caso a gente não consiga priorizar a recuperação das bacias hidrográficas”, descreve. Mas existe relação entre os rios secosqueimadas e os altos níveis de poluição? Segundo a especialista, a bacia amazônica não age apenas no abastecimento das cidades, mas é também “um berço” de espécies e fundamental para a manutenção da floresta.

[A bacia amazônica] é um regulador das chuvas e necessário para sobrevivência das comunidades ribeirinhas, que tendem a ser os principais atores a manter a floresta em pé e a saúde das águas.Em suma, quanto mais se desmata, mais o calor se agrava e mais a bacia hidrográfica fica desregulada. Apesar de o verão ser um fenônmeno natural, esses fatores externos afetam a regulação do clima e alteram a sua normalidade. Daniela diz que, caso não sejam elaborados planos de mitigação e adaptação climática, a tendência é de piora. “Nós não podemos confundir o natural com o extremo. A forma com que o modelo de produção e exploração de bens naturais se intensificou nas últimas décadas colocou os bens da natureza apenas enquanto elemento de mercado, sem considerar os serviços ecossistêmicos”, critica. 

Amazônia pode ter seca histórica em 2024
Amazônia pode ter seca histórica em 2024
Foto: Adrielle Farias/Terra

Amazônia pode viver seca histórica

Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden) aponta que o Brasil está atingindo uma seca história este ano, já que até o momento esta é a pior desde 1950. O Rio Madeira, por exemplo, que é um dos maiores do mundo, atingiu seu menor nível em 60 anos nesta semana, chegando a 1,02 metro. “Nós não tínhamos, décadas atrás, extensões de pasto tão grandes, índices de desmatamento tão altos. As cidades cresceram de maneira desordenada”, afirma a coordenadora do SOS Amazônia.Com o nível das águas baixo, municípios do interior do Acre, por exemplo, sofrem com a dificuldade de deslocamento pelos rios. A cidade de Marechal Thaumaturgo é um exemplo representativo, segundo o ativista Khelven Castro, que cita também que os aeroportos estão fechados por causa da fumaça.”A gente percebe que o Estado não está preparado para mitigação das mudanças climáticas. As comunidades ribeirinhas extrativistas utilizam os rios para trafegar. Eles precisam desse acesso para conseguir ir para suas comunidades. O rio gira em torno dessa vivência”, diz o membro do SOS Amazônia. 

Barcos encalhados em Marechal Thaumaturgo
Barcos encalhados em Marechal Thaumaturgo

Foto: Khelven Castro

Segundo Khelven, que mora em Rio Branco, capital do Acre, ele ainda não conseguiu voltar para sua casa. Sem a possibilidade de trafegar por barcos e com os aeroportos fechados, ele aguarda enquanto outras alternativas não aparecem.

Prejuízo também para estudantes

O Acre também enfrenta outro problema: os municípios isolados precisam de soluções para os alunos da rede pública. Aberson Carvalho, secretário de Educação do Estado do Acre, diz que é preciso agir com previsibilidade. Houve mudança até no cardápio da merenda escolar: a prioridade são alimentos enlatados. “São municípios de difícil acesso, que não têm acesso por terra, só vai por água ou via aérea. Normalmente, tem uma logística diferenciada, mas quando a gente perde o transporte fluvial, é preciso encontrar outra solução. Estamos encaminhando alimentação para três meses”, conta.

Em agosto, o Brasil teve o maior número de focos de queimadas desde 2010. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 68.635 casos, sendo que, destes, mais de 80% ocorreram na Amazônia e no Cerrado. Em Rio Branco, o nível da fumaça ficou tão elevado que a prefeitura decidiu suspender as atividades escolares até que tudo volte à normalidade.Rio Branco tem o pior índice de qualidade do ar, de acordo com o IQAir. No momento, a capital acreana se encontra na classificação “perigoso”, ou seja, a pior em toda escala. No monitoramento realizado na quarta-feira, 4, a qualidade do ar marcava 450 µg/m3 (microgramas por metro cúbico), sendo que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é 15 µg/m3. Na terça-feira, 2, o índice chegou a marcar preocupantes 700 µg/m3. 

terra

Alerta máximo para queimadas: veja perigo da fumaça para saúde e o que fazer para se proteger

O ano de 2024 já é o mais quente já registrado nos últimos 100 mil anos, com temperaturas recordes. Agora, uma onda de incêndios atinge o interior de São Paulo e já deixou 48 cidades da região em alerta máximo para queimadas. 

Diante desse cenário, o Ministério da Saúde dá orientações e recomendações para evitar a exposição da população à fumaça intensa e neblina, causadas por queimada. O monitoramento de áreas sob influência de queima de biomassa é um dos campos de atuação da Vigilância em Saúde Ambiental e Qualidade do Ar (Vigiar) e da Sala de Situação Nacional de Emergências Climáticas em Saúde, coordenado pelo Ministério da Saúde. Além dos esforços de combate ao fogo, é fundamental que a população seja orientada sobre maneiras de se proteger e evitar, dentro do possível, a exposição aos poluentes.

O Ministério da Saúde recomenda as seguintes orientações para a população:

  • Aumentar a ingestão de água e líquidos ajuda a manter as membranas respiratórias úmidas e, assim, mais protegidas;
  • Reduzir ao máximo o tempo de exposição. Recomenda-se permanência dentro de casa, em local ventilado, com ar-condicionado ou purificadores de ar;
  • As portas e as janelas devem permanecer fechadas durante os horários com elevadas concentrações de partículas, para reduzir a penetração da poluição externa;
  • Evitar atividades físicas em horários de elevadas concentrações de poluentes do ar, e entre 12h e 16h, quando as concentrações de ozônio são mais elevadas;
  • Uso de máscaras do tipo cirúrgica, pano, lenços ou bandanas podem reduzir a exposição às partículas grossas, especialmente para populações que residem próximas à fonte de emissão (focos de queimadas). Isso melhora o desconforto das vias aéreas superiores. Já as máscaras de modelos respiradores tipo N95, PFF2 ou P100 são adequadas para reduzir a inalação de partículas finas por toda a população;
  • Crianças menores de 5 anos, idosos a partir de 60 anos e gestantes devem redobrar a atenção para as recomendações descritas acima para a população em geral. Além disso, devem estar atentas a sintomas respiratórios ou outras ocorrências de saúde e buscar atendimento médico o mais rapidamente possível.
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília amanhece encoberta por fumaça causada por incêndios florestais dos últimos dias – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fumaça das queimadas é tóxica e pode causar problemas respiratórios imediatamente

O médico alergista e imunologista  Raphael Coelho, membro da Comissão De Biodiversidade, Poluição e Clima da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), compartilha também algumas orientações para as pessoas que residem em áreas afetadas pelas queimadas. Confira: 

jc

Meio ambiente

“Meio ambiente é o conjunto de elementos, processos e dinâmicas biológicos, físicos e químicos que criam condições e mantêm a vida no planeta Terra, compreendendo também os seres humanos e as dinâmicas sociais, culturais e econômicas. O meio ambiente é composto pela biosfera, hidrosfera, atmosfera e litosfera. É dele que retiramos os elementos essenciais para a nossa sobrevivência, como água, ar, alimentos e matérias-primas, um dos motivos pelos quais a sua conservação se faz tão importante.

Tópicos deste artigo
1 – Resumo sobre o meio ambiente
2 – O que é meio ambiente?
3 – Composição do meio ambiente
4 – Importância do meio ambiente
5 – Problemas ambientais
6 – Preservação do meio ambiente
7 – Preservação do meio ambiente x conservação ambiental
8 – Meio ambiente e sustentabilidade
9 – Meio ambiente no Brasil
10 – Acordos internacionais sobre o meio ambiente
11 – Conceitos relacionados ao meio ambiente
12 – Dia Mundial do Meio Ambiente
Resumo sobre o meio ambiente
O meio ambiente diz respeito ao conjunto de elementos e processos biológicos, químicos e físicos responsáveis pela vida no planeta Terra.

Compreende os seres humanos e as transformações que eles impõem aos espaços naturais. É composto pela biosfera, hidrosfera, atmosfera e litosfera.É importante porque é dele que retiramos os recursos necessários para nossa subsistência. Preservação e conservação ambiental têm significados distintos. A preservação ambiental tem como objetivo proteger totalmente da influência externa determinada área. A conservação prevê o uso racional dos recursos naturais para que não se esgotem. Os temas relacionados ao meio ambiente no Brasil são tratados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), criado em 1992. O Dia do Meio Ambiente é celebrado em 05 de junho.

O que é meio ambiente?
Meio ambiente é definido como o conjunto de elementos e processos biológicos, químicos e físicos que orientam e criam as condições necessárias para a manutenção da vida no planeta Terra. Essa é uma das principais e mais abrangentes definições para o termo, utilizada tanto pela Organização das Nações Unidas (ONU) como pela legislação ambiental brasileira.

Do ponto de vista da Geografia, o meio ambiente compreende também todo o espaço natural e o espaço geográfico, aquele espaço dinâmico que se encontra em processo de modificação pela ação antrópica. Assim, devemos levar em consideração que os seres humanos e a sua organização social e econômica são parte do meio ambiente, interagindo com ele e modificando-o de acordo com a sua necessidade.

Composição do meio ambiente
A composição do meio ambiente é compreendida com base em quatro grandes esferas que comportam, cada uma, dinâmicas específicas fundamentais para a vida e para a manutenção do equilíbrio ambiental. É importante lembrarmos ainda que essas esferas não estão, de maneira alguma, isoladas entre si. Muito pelo contrário, são a sua coexistência e a sua interdependência que caracterizam e definem o meio ambiente.

Biosfera: consiste no conjunto de todos os ecossistemas existentes no nosso planeta, o que abarca as mais diversas formas de vida que habitam a Terra nos ambientes terrestre, de água doce e de água salgada.

Hidrosfera: representa todos os corpos d’água (doce ou salgada) do planeta Terra. Além disso, considera-se parte da hidrosfera a água em qualquer estado físico: sólido, presente na forma de geleiras e calotas polares; líquido, como mares, rios, lagos, águas superficiais e de subsuperfície; e também gasoso, que corresponde à água presente na atmosfera na forma de vapor.

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Rio pode ganhar selo para reconhecer escolas com atuação pelo meio ambiente

O selo será conferido às instituições de ensino que contribuam com iniciativas de preservação, promovam a conscientização sobre as causas e os efeitos das mudanças climáticas e adotem práticas para minimizar a produção de lixo e resíduos

O Estado do Rio de Janeiro vai ganhar o selo “Escola Amiga do Clima” para reconhecer as instituições que demonstram compromisso com a preservação ambiental. É o que prevê o Projeto de Lei 308/23, do deputado Flávio Serafini (Psol), que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em segunda discussão, nesta terça-feira (27/08). O “Selo Escola Amiga do Clima” será conferido às instituições de ensino que comprovadamente contribuam com iniciativas de preservação do meio ambiente, promovam a conscientização sobre as causas e os efeitos das mudanças climáticas e adotem práticas para minimizar a produção de lixo e resíduos, o desperdício de recursos e a emissão de gases de efeito estufa. As escolas interessadas em obter o selo deverão encaminhar um pedido à Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS) ou outro órgão que venha a sucedê-la. Uma vez obtido o selo, as escolas poderão divulgar sua participação na iniciativa, e, em contrapartida, as peças publicitárias sobre o “Selo Escola Amiga do Clima” poderão citar e fazer publicações com as instituições participantes. O selo terá validade de dois anos, podendo ser renovado mediante nova avaliação pela SEAS.Mesmo com alunos e professores vivendo consequências das mudanças climáticas no dia a dia – enchentes, deslizamentos, falta de água e de luz, ondas de calor – o tema ainda é abordado de maneira superficial e desatualizada. Não somos ensinados a nos tornarmos agentes de mudança desde já, sendo que nossas ações e nossas vozes impactam a realidade e podem transformar positivamente o mundo“, justificou Serafini.
diariodorio

Mais da metade dos estados no país enfrenta o pior período de seca em 44 anos, diz Cemaden

Cidades sufocadas pelas queimadas e pela fumaça. Rios expostos e animais morrendo pela falta de água. O setor hidrelétrico em alerta devido à baixa nos reservatórios. O ar tão seco que é difícil respirar. Esse é o cenário causado pelo pior período seco já enfrentado por mais da metade do país nos últimos 40 anos, segundo levantamento exclusivo do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden) feito a pedido do g1.

(CORREÇÃO: Na publicação desta reportagem, o g1 errou ao informar que mais da metade dos estados enfrenta a pior seca em 80 anos. A informação foi divulgada pelo Cemaden, que posteriormente corrigiu o período para 44 anos. O dado foi corrigido às 13h47)

➡️ Das 27 unidades da federação, 16 estados e o Distrito Federal enfrentam a pior estiagem já vista no período de maio a agosto, desde os anos 1980. Na lista estão:

  • Amazonas
  • Acre
  • Rondônia
  • Mato Grosso
  • Pará
  • Mato Grosso do Sul
  • Goiás
  • Minas Gerais
  • São Paulo
  • Paraná
  • Rio de Janeiro
  • Espírito Santo
  • Bahia
  • Piauí
  • Maranhão
  • Tocantins

 

O Cemaden é ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) e é responsável pelo fornecimento de dados ao governo federal sobre o cenário. Ana Paula Cunha, especialista no monitoramento de secas do órgão, explica que, além de extensa pelo país, é a primeira vez em anos de monitoramento que se observa uma seca tão longa. A gente nunca tinha visto de forma tão expandida pelo país, fora dos estados do semiárido, uma seca tão longa. Já são 12 meses de duração. Isso é um cenário muito preocupante. — Ana Paula Cunha, especialista em secas e pesquisadora do Cemaden.

Mais da metade do país enfrenta a pior seca em 44 anos — Foto: Arte/g1

Mais da metade do país enfrenta a pior seca em 44 anos — Foto: Arte/g1

Cronologia da seca

  1. ➡️ Os primeiros registros foram feitos em junho de 2023, com a chegada do El Niño, que mudou os ciclos de chuva pelo país.
  2. ➡️ Ali, a expectativa era de que o período chuvoso em outubro de 2023 pudesse amenizar o impacto, mas não foi isso que aconteceu. Com muitos bloqueios atmosféricos, que impediram que as frentes frias avançassem, o índice ficou abaixo da média em quase todo o país, com exceção do Rio Grande do Sul. A região Norte viveu a pior seca já vista até então.
  3. ➡️ No início de 2024, os especialistas estavam esperançosos por uma trégua, mas isso não aconteceu. O El Niño se encerrou, mas o aquecimento do Atlântico Tropical Norte, reflexo do aquecimento global, fez com que o padrão de chuvas continuasse alterado e, com isso, ela seguiu abaixo da média.
  4. ➡️ Enquanto tudo isso acontecia, o país bateu recorde de temperaturas máximas. Isso tornou tudo ainda mais seco porque faz aumentar a evapotranspiração, que é o movimento das águas dos rios evaporarem. Em geral, elas se transformam em umidade e, depois, voltam ao rio com chuva. Mas isso não estava acontecendo.
Seca no Amazonas afeta navegação — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Seca no Amazonas afeta navegação — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Agora, o Brasil completa 12 meses sob o efeito de seca na maior parte do mapa. O ranking do Cemaden aponta que, em vários trechos, 16 estados registraram o pior índice no período em 44 anos, mas a estiagem se prolonga por quase todas as unidades da federação, com exceção do Rio Grande do Sul, porém com intensidade menor.

Hoje, mais de 3,8 mil cidades estão com alguma classificação de seca (de fraca a excepcional)O índice de seca é calculado com base no índice de chuva, variando conforme a proximidade ou distância da média e período.

🚨 Para se ter uma noção, o número de cidades nessa situação aumentou quase 60% entre julho e agosto e, segundo o Cemaden, os números de agosto ainda são uma prévia e até o fim do mês o cenário pode piorar.

“Cadê as autoridades? Vai fica deste jeito?”

Ressaca faz mar avançar na orla do Leblon com ondas de até 4 metros; veja vídeo

Provocando ondas de até quatro metros, uma ressaca no mar do Rio de Janeiro alagou a orla do Leblon, na zona sul da cidade, nessa terça-feira (13). O fenômeno, que interditou o trânsito na região, também provocou a morte de um idoso em outro bairro litorâneo da capital fluminense. Em imagens publicadas no X, antigo Twitter, é possível observar a água se espalhando pela pista, após uma forte onda atingir um trecho do famoso calçadão. Outros registros mostram a calçada e a via tomadas por areia trazida pelo mar.

VEJA VÍDEO

Para realizar procedimentos de limpeza e manutenção, o Centro de Operações Rio (COR) bloqueou o trânsito nos túneis Vice-Presidente José de Alencar, Santa Bárbara e Rebouças, além do Elevado Presidente Itamar Franco, ao longo da madrugada.

De acordo com aviso emitido pela Marinha do Brasil, a ressaca deve durar até a noite desta quarta-feira (14).

Um idoso, de 75 anos, morreu após ser arrastado por uma onda em praia no Leme, na manhã dessa terça. Segundo o g1, a vítima estava em um mirante, quando foi atingido pela água e levado para o oceano.Apesar de ter sido socorrido por bombeiros do quartel de Copacabana, o homem foi levado em estado grave para o Hospital Miguel Couto e não resistiu aos ferimentos.

Após a ocorrência, o acesso ao mirante foi suspenso por questões de segurança.

ORIENTAÇÕES PARA PREVENIR ACIDENTES

Ajudando a prevenir novos incidentes, o COR listou uma série de recomendações para os indivíduos que estejam na área litorânea durante o período de ressaca:

  • Evitar o banho de mar;
  • Evitar a prática de esportes no mar;
  • Não permanecer em mirantes na orla ou em locais próximos ao mar durante o período de ressaca;
  • Os pescadores devem evitar navegar durante o período de ressaca;
  • Evitar trafegar de bicicleta na orla, caso as ondas estejam atingindo a ciclovia;
  • Não entrar no mar para resgatar vítimas de acidente. Neste caso, é importante acionar imediatamente as equipes do Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

diariodonordeste

Crea-PE promove debate sobre o “O Futuro do Saneamento em Pernambuco”

O Governo de Pernambuco assumiu o compromisso de atender as metas de assegurar a 99% da população água potável e a 90% coleta e tratamento de esgotos até 2033 – e 2037 em alguns municípios da Região Metropolitana do Recife -, em cumprimento ao Novo Marco Regulatório do Saneamento. Faltam pouco mais de 9 anos não apenas para atingir esses índices, como também para eliminar os racionamentos de água e reduzir as perdas de 40% para 25% do volume produzido.

Estes números traduzem o tamanho do desafio que o Estado tem pela frente. Para enfrentá-lo, o governo estadual contratou o BNDES para elaborar a modelagem da prestação privada desses serviços, trabalho que vem sendo acompanhado pela Secretaria de Projetos Estratégicos.

Diante deste cenário, o Crea Pernambuco fará um evento para conhecer os detalhes desse processo, que terá impacto direto na população ao longo das próximas décadas. Assim, o Conselho pernambucano realizará, no próximo dia 13 de agosto, o seminário “O Futuro do Saneamento em Pernambuco”. O evento é coordenado pelo Comitê Tecnológico Permanente (CTP) do Crea, em mais uma ação do eixo “Um projeto para Pernambuco e o Brasil”. Será aberto ao público, das 15h às 18h, no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco, no Recife. Para participar, basta se inscrever gratuitamente .

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O Governo de Pernambuco assumiu o compromisso de atender as metas de assegurar a 99% da população água potável e a 90% coleta e tratamento de esgotos até 2033. – Divulgação

O seminário terá os seguintes palestrantes: o engenheiro civil Leo Heller, que é ex-Relator Especial da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos à Água Potável e ao Esgotamento Sanitário, com vasta bagagem sobre o assunto; o engenheiro civil e especialista em Gestão de Serviços de Água e Saneamento, Antonio Miranda, membro do CTP; o também engenheiro civil e secretário de Projetos Estratégicos do Governo de Pernambuco, Rodrigo Ribeiro; e o especialista em Direito Administrativo e diretor presidente da Compesa, Alex Campos. A mediação será realizada pela engenheira civil e consultora Fernandha Batista, também membro do CTP.

A abertura do evento ficará por conta do presidente do Crea-PE, Adriano Lucena, e do presidente da Fiepe, Bruno Veloso. Segundo Lucena, a proposta deste debate não se encerra neste evento: “A ideia é que este encontro seja a semente de um grande movimento em Pernambuco. Nós queremos a participação da sociedade civil e das entidades ligadas ao saneamento básico e ao bem-estar da população. Estamos convocando todas as frentes para fortalecer o debate e conseguir o compromisso do Governo do Estado para um acompanhamento de perto, pelo Crea, de todo esse processo”, afirma Adriano Lucena.“A iniciativa do Crea Pernambuco em promover um debate sobre modelos de gestão para o saneamento básico é muito oportuna, porque essa é uma discussão internacional já de algum tempo e que vem recebendo muita atenção no Brasil nos últimos dois ou três anos”, observa Leo Heller. Segundo ele, isso já vem ocorrendo em alguns estados, que estão preparando o terreno para incrementar a participação privada no serviço de saneamento. “Isso vem ocorrendo de forma muito acrítica, sem se considerar as consequências de decisões que são tomadas hoje, que vão perdurar por 30, 35 anos”, pontua Heller

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Saneamento básico será tema de um seminário promovidop pelp CREA-PE. – Divulgação

A intenção da sua palestra é, segundo o próprio Heller, mostrar elementos críticos da decisão pela privatização dos serviços, tanto do ponto de vista conceitual, quanto do ponto de vista empírico, prático, além de chamar a atenção sobre a importância de se fazer uma discussão aprofundada antes de qualquer tomada de decisão.“A minha percepção é de que, em muitos estados, a implementação dos modelos de privatização do serviço de água e esgoto ocorreu e vem ocorrendo de forma açodada, sem participação popular, sem um aprofundamento dos prós e contras por parte dos promotores desse modelo”, destaca o palestrante.“A nossa expectativa é de que esse seminário seja de fato um marco no acompanhamento da modelagem, chamando a atenção de vários atores fundamentais que estão ausentes desse processo, contribuindo para a formulação desta política pública fundamental para a saúde e qualidade de vida da população pernambucana”, alerta Antonio Miranda, palestrante e coordenador do seminário. Segundo ele, “o Crea tem o máximo interesse em colaborar e em acompanhar de perto todo o processo”.No evento, o secretário Rodrigo Ribeiro vai trazer o posicionamento do Governo do Estado sobre esta questão. “O que o Governo está fazendo através da modelagem é manter a Compesa focada na produção e no tratamento da água, que carece de investimentos que se aproximam de R$ 10 bilhões para a universalização, e atrair a iniciativa privada privada para ampliar os investimentos na distribuição e na cobertura de esgotamento sanitário”, adianta Ribeiro.O secretário ainda destaca que busca “encontrar alternativa para captar recursos através da concessão, o que é um desafio grande, mas que a gente entende como possível e viável”. Ribeiro informa que a modelagem que está sendo discutida é uma concessão parcial do serviço.A Compesa, assim como as demais companhias de saneamento do País, tem o grande desafio de cumprir as metas estabelecidas pelo marco do saneamento. Para que essa exigência seja cumprida em todo o estado de Pernambuco (172 municípios e Fernando de Noronha), o Governo de Pernambuco precisará investir R$ 23,6 bilhões, sendo R$ 10,7 bilhões para água e R$ 12,9 bilhões para esgotamento sanitário”, contabiliza Alex Campos.

Segundo ele, a companhia, com o apoio do Governo do Estado, estabeleceu estratégias para o alcance dos objetivos propostos. “A captação de recursos para fazer frente aos desafios dos investimentos necessários está na ordem do dia da alta gestão da companhia, que busca oportunidades como aporte do Tesouro do Estado, linhas de financiamento do Governo Federal, bancos públicos e internacionais, recursos próprios e da iniciativa privada”, enumera o presidente da Compesa, adiantado que para alcançar esse objetivo, os trabalhos já foram iniciados para assegurar cerca de R$ 2,2 bilhões.

A engenheira civil Fernandha Batista, membro do CTP, será a mediadora do seminário. Segundo ela, “a sociedade não acompanha exatamente o que foi estabelecido no Marco do Saneamento, quatro anos atrás”, sendo portanto o seminário uma importante oportunidade. Um tema que abrange tantas vertentes precisa de uma condução técnica, que leve em conta a realidade socioeconômica do nosso estado. Por isso, é muito importante a participação de todos e todas neste debate, se possível presencialmente. Para os que não puderem estar no auditório da Fiepe, o Crea fará a transmissão ao vivo pelo seu canal do YouTube, o TV Crea-PE.

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CREA-PE fará semeinário para debater a questão do saneamento básico em Pernmabuco. – Divulgaçãojc.

Prevista na Constituição, educação ambiental precisa de mais efetividade nas escolas, apontam pedagogos

A Educação Ambiental está prevista na Constituição Federal de 1988 e deve ser promovida em todos os níveis de ensino no Brasil. Mas, na prática, ainda não é uma realidade. Na opinião do ambientalista e professor da Universidade de Brasília (UnB) José Francisco Gonçalves, os problemas ambientais precisam ser discutidos em sala de aula com mais seriedade. Para ele, não basta ter lei, é preciso que ela seja aplicada na prática. No entanto, isso só será possível se os currículos escolares deixarem de ser estáticos. “Esses temas deveriam ser abordados em várias séries do ensino fundamental e nas três séries do ensino médio em diversos níveis de complexidade, porque ele pode ser abordado também em níveis de complexidade e níveis de exemplos de como aqueles fenômenos colocados em sala de aula retratam fenômenos que enxergamos no nosso dia a dia, como, por exemplo, a intensificação das chuvas, das catástrofes”, analisa.

O Ministério da Educação (MEC) pretende alterar a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) na tentativa de assegurar a inserção de temas relacionados às mudanças do clima, à proteção da biodiversidade e aos riscos e emergências socioambientais no contexto atual do Brasil. De acordo com a pasta, caberá às instituições de ensino desenvolver ações de estudos, pesquisas e experimentações para o desenvolvimento de instrumentos e metodologias para efetivar as ações educadoras de prevenção, mitigação e adaptação relacionadas ao tema.

Trabalhos em sala de aula

A pedagoga e consultora educacional Ana Paula Flôres acredita que efetivar as políticas de meio ambiente dependem de uma boa estrutura escolar, para que os alunos tenham interesse em aprender e participar.

“Para que eu possa ter êxito nos trabalhos dentro de sala de aula, eu preciso fazer o aluno entender que a educação ambiental está ao redor dele, está em tudo que ele faz. O caderno que ele escreve, a folha do caderno que ele escreve, advém de onde? Ele precisa ter essa consciência de que é preciso arrancar uma árvore para poder fazer aquele papel. Porém, ele também precisa entender que eu posso reciclar aquele papel para não precisar arrancar uma outra árvore”, explica.Pensando na preocupação com o meio ambiente e no sistema educacional, algumas instituições de ensino desenvolvem ações de conscientização ambiental, como é o caso do Centro Educacional do Lago, que fica em Brasília (DF). O vice-diretor Vitor Rios Valdes diz que o colégio procura desenvolver atividades que estimulem o conhecimento e o interesse do aluno com a causa.“A gente tem, por exemplo, o projeto de agrofloresta, que é um projeto que vai tratar de temas ambientais e do manejo da terra e de questões de botânica, nutrição, alimentação. A gente tenta manter uma agrofloresta na escola, tem um projeto de gastronomia que aproveita parte desses recursos, desses insumos que são produzidos na agrofloresta. Então, tem um ciclo completo dos estudantes desde o planejamento do manejo da terra, de forma ecológica e sustentável. Até a produção do alimento, a preparação do alimento por outro grupo de estudantes e o consumo ali por eles”, explica.

Leis precisam ser aplicadas

Para George Humbert, advogado especialista em direito ambiental e presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Sustentabilidade (IBRADES), é preciso prevenir antes de pensar em políticas de danos. “Não é o licenciamento, avaliação de impacto ambiental, as multas, enfim, outras medidas não sistêmicas isoladas e que ocorrem depois de danos já causados que irão manter o meio ambiente ecologicamente equilibrado para as futuros e presentes gerações, mas sim a educação ambiental, que é o que pode induzir as pessoas às práticas sustentáveis e ajudar no combate, se versando também com o tema das mudanças climáticas no combate à seca, ao desmatamento, a poluição, enfim, às questões relacionadas à matéria”, avalia.

Na opinião do advogado, é necessário fazer mais. Não basta mudar a legislação ou criar projetos, é preciso efetivar a política de educação ambiental, que já existe.

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