A Bahia registrou 785 focos de queimadas no período de 1º a 26 de agosto, última segunda-feira. O levantamento é feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora a situação em todo o Brasil. De acordo com os dados detectados pelo Inpe, a situação é mais crítica no oeste do estado. Do total de incêndios, 506 ocorreram na região. Cocos, município com área de 10.140,572 km, segundo o Censo 2022, acumula o maior número de focos de calor no mês. Há três dias, a cidade registra grandes queimadas em uma propriedade rural.
Registros de queimadas no oeste da Bahia em agosto — Foto: Reprodução/TV Oeste
Na sequência, os maiores focos foram detectados em:
Cenário nacional
De janeiro para cá, a Bahia somou 3.265 focos de queimadas. Com isso, o estado é o segundo da região Nordeste com o maior registro de ocorrências, através apenas do Maranhão (6.658 queimadas).Em comparação com todo o país, o território baiano fica na 11ª posição. Os estados do Mato Grosso (21.694), Pará (14.794) Amazonas (12.696) lideram
índice geral.
Queimadas chegaram mais cedo na Bahia
Os incêndios florestais podem ser favorecidos por um fator natural: a combinação entre falta de chuva, ventos fortes e altas temperaturas. Na Bahia, esse fenômeno é esperado entre os meses de julho e outubro, mas, em 2024, os problemas chegaram mais cedo. Somente no mês de junho, os bombeiros registraram 40 ocorrências no município de Luís Eduardo Magalhães. Naquele mês, pelo menos 305 focos de incêndio foram detectados pelo Inpe em todo o estado — número 10% maior do que a média histórica do mês. À época, o comandante da 2ª Companhia de Bombeiros da cidade, o aspirante Denison Amaro, disse que o aumento na ocorrência de queimadas se deve especialmente ao calor. Isso porque as altas temperaturas causam ressecamento da vegetação e, por consequência, a queda de material orgânico no solo. Soma-se a isso a diminuição da umidade relativa do ar e o resultado é o que se observa nas cidades: mais focos de incêndio. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) até emitiu alerta de baixa umidade para cidades do oeste baiano nesta terça-feira (27). Outras regiões, como o centro norte e o centro sul baiano, também receberam o aviso.
Incêndios no sudoeste
Chama atenção o número de incêndios criminosos em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. Conforme apurado pela TV Sudoeste, afiliada da TV Bahia na região, o município registrou 118 queimadas de janeiro a julho deste ano, 41 delas apenas no último mês.
Aumento de incêndios em cidade no sudoeste da Bahia
O Corpo de Bombeiros destaca que muitas ocorrências são fruto de ações criminosas. A limpeza irregular de terrenos é uma das principais causas desses incêndios tanto na zona urbana quanto na zona rural. “As pessoas utilizam do fogo, por exemplo, para queima de lixo, para limpeza de seus terrenos, seus lotes… Às vezes para comercialização de lotes se acaba removendo esse combustível, que é a vegetação”, ressaltou o major Florinato Sertão, comandante da Brigada Florestal do Corpo de Bombeiros na cidade. Como ele pontua, todas essas práticas são coibidas pelos órgãos e entidades ligadas ao meio ambiente.
Em sua sétima onda de calor do ano, o Brasil registrou na terça-feira, 24, novos recordes de temperatura em algumas localidades e tem previsão para marcas inéditas em várias capitais nos próximos dias, de acordo com o Climatempo.A tarde de terça-feira foi até agora a mais quente de 2024 na cidade de São Paulo, por exemplo. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 35,4ºC na estação do Mirante de Santana, na Zona Norte. Já no interior paulista, algumas cidades passaram dos 40ºC.
Segundo o Climatempo, com o calor intenso, cinco cidades ainda podem alcançar novas máximas de temperatura do ano ao longo da semana. Veja quais são e as previsões para os próximos dias:
São Paulo: Até agora, recorde de 35,4ºC em 24 de setembro. Para esta quarta-feira, 25, a previsão é de 36ºC; Rio de Janeiro: Recorde de 39,5ºC em 17 de janeiro. A expectativa é que a cidade se aproxime dessa marca na quinta-feira, 26; Belo Horizonte: Recorde de 34,4ºC em 3 de setembro. O recorde pode ser igualado na próxima sexta-feira, 27; Campo Grande: Recorde de 39,8ºC em 24 de setembro. A previsão é de 40ºC nesta quarta-feira; Brasília: Recorde de 33,5ºC em 23 de setembro. A expectativa para esta quarta-feira é de 34ºC.
Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) apontam que, da área central do país – onde estão localizados estados como Mato Grosso e Goiás – até o litoral nordestino, como em áreas do Ceará e Rio Grande do Norte, há alerta de perigo para baixa umidade do ar e presença de vendavais, ao longo desta semana. Este cenário, segundo o meteorologista do INMET, Heráclito Alves, favorece o surgimento de queimadas, assim como a expansão do fogo nas áreas que já são atingidas. “Durante esse período, de agosto e setembro, que costuma ter estiagem, normalmente ocorre essa baixa umidade. Então, vários dias seguidos com baixa umidade já é um fator que favorece a ocorrência de queimadas. Além disso, temos as temperaturas. Tem áreas no Centro-Oeste do país em que as temperaturas podem chegar a 38°C, 42°C. O vento ajuda a propagar, estender essas queimadas, ou intensificar as que já existem”, explica.
De acordo com o INMET, a área destacada em amarelo indica que a umidade do ar fica entre 30% e 20% (perigo potencial). Já na área com a cor laranja, a variação é entre 20% e 12% (perigo). O aviso na cor vermelha, por sua vez, indica que a área conta com umidade do ar abaixo de 12% (grande perigo).
Queimadas pelo Brasil
De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), ao longo de 2024, até esta terça-feira (17), o Brasil registrava 188.623 focos de queimadas. Apenas o estado do Mato Grosso respondia por 41.527 deles. No Pará, a quantidade chegava a 33.066, enquanto no Amazonas era de 19.996. O tenente-coronel Anderson Ventura, do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, destaca que, apesar da prática de colocar fogo em vegetação ser vedada por lei, mais de 90% dos incêndios florestais são causados pela atividade humana.
“As pessoas fazem uso do fogo para, por exemplo, limpar lotes, queimar lixos. As pessoas também usam [fogo] para se aquecer, quando vão acampar, fazem uma fogueirinha. Depois não apagam ela corretamente e perdem o controle. Tem rituais religiosos que envolvem fogo. O uso do fogo faz parte das atividades humanas. Só que nesse período de agora, agosto, setembro, se a população pudesse não usar o fogo, seria o ideal. Não use o fogo para nada”, recomenda.
Ações contra queimadas
Em meio a essa situação, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino autorizou a abertura de crédito extraordinário ao governo federal para ajudar no combate aos incêndios florestais que atingem, sobretudo, a Amazônia e o Pantanal, e na contratação imediata de brigadistas. De acordo com informações disponibilizadas pelo STF, esse crédito deve ficar fora da meta fiscal do governo, estabelecida pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Além disso, o governo federal deverá destinar R$ 514,5 milhões para ações emergenciais de combate aos efeitos dos incêndios e à situação de estiagem presente em parte do Norte do país e na Amazônia Legal. Já o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Polícia Federal, deverá cobrir despesas com equipe policial, com atuação em investigações in loco. Também serão destinados valores ao Fundo Nacional de Segurança Pública para que a Força Nacional de Segurança Pública possa atuar, durante cem dias, com 180 novos profissionais.
As secas severas na região da floresta amazônica brasileira estão alterando drasticamente a vida dos moradores, com a mobilidade sendo dificultada pelos níveis recordes de baixa em trechos do rio Amazonas.
Na cidade de Manacapuru, perto da capital do Amazonas, Manaus, a seca afetou a navegação no rio Solimões, que se transforma no rio Amazonas logo abaixo e é vital para o transporte de todos os tipos de mercadorias que entram e saem da cidade.Reservatórios de São Paulo sofrem com seca e entram em estado de alerta
Barcos encalhados em bancos de areia se tornaram uma visão comum, dificultando o transporte de produtos locais, como peixes, bananas e cassava, além de interromper a logística para trazer itens básicos como alimentos e água de fora.
“Colocamos o barco aqui e quando foi no outro dia, o barco amanheceu já em terra. Aí não tivemos condição de tirar ele”, disse o pescador Josué Oliveira.O pescador Francisco da Silva, que classificou a situação como crítica, observou que a água já começou a ficar verde, um sinal de que em breve poderá se tornar insegura para beber.“Nós vamos beber ela mesmo”, disse ele, acrescentando que não será mais possível obter suprimentos de outras áreas com o rio secando. “Não vai passar nada.” De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta Precoce de Desastres Naturais (Cemaden), a seca atual é a mais intensa e generalizada que o Brasil já registrou desde que os registros começaram em 1950.Uma estação chuvosa fraca na região centro-norte piorou a situação com o aumento das temperaturas atmosféricas e mudanças no uso da terra que substituíram áreas de floresta por pastagens. No domingo, o Supremo Tribunal Federal autorizou que o governo federal abra crédito extraordinário para atender às demandas causadas pelas queimadas e pelos incêndios da Amazônia e do Pantanal neste ano, sem que os recursos sejam limitados pelo arcabouço fiscal ou sejam computados para fins de cálculo das metas fiscais.
BRASÍLIA – O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, anunciou nesta segunda-feira, 16, a primeira ação de dano climático protocolada em nome do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) por danos no Parque Nacional do Jamanxim, no Pará. Os alvos são cinco fazendeiros que, segundo o ministro, teriam cometido diversos atos ilícitos ambientais na região. “Hoje anunciamos uma ação muito importante, primeira grande ação de dano climático que vamos apresentar representando o ICMBio. Será apresentada na Justiça Federal contra vários infratores no Parque Nacional Jamanxim, no Pará, na ordem R$ 635 milhões“, disse o ministro em um evento na sede da AGU, em Brasília. A ação já foi protocolada na Justiça Federal. O nome dos réus não foi divulgado, bem como a peça protocolada pela AGU, para evitar reações dos réus antes de o assunto ser despachado com o juiz responsável.
Alvos teriam cometido diversos atos ilícitos ambientais na região do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará
A procuradora-chefe da Procuradoria Nacional de Defesa do Clima e do Meio Ambiente da AGU, Mariana Cirne, disse que “nunca esteve tão evidente a necessidade de incluirmos o clima em nossas vidas”. “Estamos abrindo uma nova etapa, levando em consideração as unidades de conservação”, afirmou. A ação por dano climático tem como objetivo buscar o ressarcimento por todos os danos, desde a devastação do bioma até a emissão de gases de efeito estufa, por exemplo. É a primeira ação do tipo protocolada pela AGU em nome do ICMBio, responsável por mais de 600 áreas de conservação ambiental no País. A ação foi anunciada pela Advocacia-Geral da União no momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem sendo pressionado a liderar uma reação contra as insistentes queimadas que assolam o País nas últimas semanas. Nesta segunda-feira, 16, Brasília amanheceu tomada de fumaça por causa de incêndios no Parque Nacional de Brasília. A Polícia Federal investiga este caso.
Como o Estadão mostrou, o governo Lula foi alertado sobre a seca, a maior desde o início da série histórica há 74 anos, e o risco de escalada dos incêndios florestais. Uma série de documentos incluindo ofícios, notas técnicas, atas de reuniões e processos judiciais mostra que a gestão petista tinha ciência do que estava por vir desde o início do ano. O Ministério do Meio Ambiente afirmou, após a publicação da reportagem, que o governo se antecipou, mas que ninguém esperava eventos nas proporções atuais. Disse ainda que não é possível controlar a situação se o “povo” continuar provocando incêndios.
‘Tolerância zero’ Jorge Messias disse que Lula e o governo passam uma mensagem de que há “tolerância zero contra infratores ambientais” por meio da ação de dano climático protocolada em nome do ICMBio por danos no Parque Nacional do Jamanxim.
“A mensagem que vamos passar hoje com o anúncio desta ação por dano climático contra diversos infratores é muito forte, do presidente Lula: daqui para frente, governo federal terá tolerância zero contra infratores ambientais. que fique muito claro isso. não toleraremos de forma alguma qualquer infração ambiental”, afirmou o ministro.
Apesar de se tratar de um caso específico – uma ação de punição pelos danos climáticos no Parque Nacional do Jamanxim (PA) -, o ministro Jorge Messias fez questão de ressaltar que a ação demonstra “com muita clareza à sociedade” essa posição do governo para “responsabilizar todos os infratores ambientais”. “Como sabemos que a degradação do meio ambiente e as ações que colocam em risco se dão pela mão do homem, temos que alcançar as pessoas. Uma questão fundamental e que demonstraremos com muita clareza à sociedade é que vamos responsabilizar todos os infratores ambientais”, afirmou.
” A medida tomadas pelo governo federal em relação aos danos climático por pessoas que colocam fogo promocionalmente são maleável, quantos anos de cadeia em regime fechados”.
Um passo importante para melhorias na governança e distribuição da água no Brasil foi dado nesta terça-feira, 10 de setembro, com a retomada do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Essa foi a primeira reunião do conselho desde que o presidente Lula assinou o decreto que reestrutura o colegiado, em março deste ano. Dessa forma, o Governo Federal reafirmou o compromisso com a gestão responsável dos recursos hídricos, reconhecendo a importância estratégica para o desenvolvimento sustentável e para a qualidade de vida da população brasileira. Giuseppe Vieira, secretário Nacional de Segurança Hídrica do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, comemorou a retomada do conselho.“É um momento marcante, porque o Conselho Nacional de Recursos Hídricos é a instância máxima da gestão de recursos hídricos de nosso país. A retomada do conselho é extremamente importante pelo seu papel de ser um órgão, uma estrutura deliberativa para garantir um melhor caminho que as políticas públicas devem seguir com relação à preservação, bom uso e boa gestão dos recursos hídricos a nível nacional. ”Paulo Varella, presidente do Fórum Nacional de Órgãos Gestores das Águas e secretário do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte, também comemorou e disse que a união será fundamental para que o objetivo seja alcançado. “Apesar de estarmos aqui discutindo diretrizes, são essas diretrizes que vão nortear as políticas públicas do ministério, do nosso país, evidentemente que em um grande trabalho de união entre Governo Federal, governos estaduais, comitês de bacias, a sociedade civil, esse é o desafio. Nós temos que unificar esforços, canalizar sinergias, nós temos que destruir barreiras e construir pontes.”
Para saber mais sobre as ações do Governo Federal em Segurança Hídrica, acesse http://mdr.gov.br.
Fonte: Brasil 61
A área de floresta nativa queimada na Amazônia aumentou 132% em agosto de 2024 em relação ao mesmo mês de 2023, segundo relatório do Monitor do Fogo, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e da rede MapBiomas.
O aumento de incêndios em áreas de floresta mostra uma mudança de cenário na Amazônia, no qual o clima seco e o calor passaram a influenciar as áreas devastadas pelo fogo em uma floresta até então reconhecida por ser tipicamente úmida.
Os dados divulgados nesta quinta-feira (12) apontam que umterço da área afetada pelas chamas é composta por vegetação nativa, ou seja, áreas que não foram desmatadas e depois incendiadas para limpeza antes de plantio ou criação de gado, como é mais comum na ocupação irregular na região.
🔥 Isso mostra um aumento na área da “floresta de pé” atingida pelo fogo: em 2019, 12% da área atingida era de vegetação nativa, enquanto neste ano o percentual é de 34%. É o maior índice de fogo na floresta nos últimos cinco anos.
“Em agosto de 2024 tivemos um aumento expressivo da área afetada por incêndios. Normalmente são registradas queimadas em áreas agropecuárias com grande destaque para as áreas de pasto. Neste ano parece que o clima tem impactado a tendência, infelizmente, deixando as florestas mais inflamáveis e suscetíveis aos incêndios”, afirma Ane Alencar, diretora de Ciência do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).
O aumento de 132% representa 685.829 hectares de florestas nativas destruídos pelo fogo neste mês, enquanto no ano anterior foram 295.777 hectares, e em 2019, 207.259 hectares.
🛰️ 🔥🪵 O Monitor do Fogo faz um mapeamento mensal das áreas afetadas por queimadas no Brasil com base em imagens do satélite Sentinel 2, abrangendo o período a partir de 2019.
Mudança de cenário?
No começo do mês, em sessão na Comissão de Meio Ambiente do Senado, Marina Silva já havia citado o percentual da área de florestas de pé afetada pelo fogo e feito um alerta sobre os riscos e mudança de cenário.
“Significa que nós estamos num processo severo de mudança do clima, a floresta entrando num processo de perda de umidade e se tornando vulnerável a incêndio. Seja por ignição humana ou até no futuro, se isso permanecer, por fenomenos naturais, em função da incidência de raios. É uma química altamente deletéria, inimaginável”, disse Marina Silva em sessão no Senado.
📈 Em agosto deste ano, o fogo aumentou 38% em áreas agropecuárias em comparação ao mesmo mês de 2023. Foram queimados cerca de 1,1 milhão de hectares neste ano, contra 806.772 hectares no ano passado.
A análise do Monitor do Fogo para os oito primeiros meses de cada ano aponta que agosto é sempre o mês com maior área atingida pelas queimadas, marcando o início da “temporada do fogo” na Amazônia.Em 2024, porém, o aumento no acumulado destes oito primeiros meses foi de 54% em relação a 2023, com destaque para o crescimento das queimadas em áreas de floresta.
Florestas públicas na mira
Ainda segundo o levantamento, as Florestas Públicas Não Destinadas (FPNDs), que são o principal alvo de grilagem na Amazônia, tiveram o maior aumento entre as categorias fundiárias: 175%. A área queimada nessas florestas passou de 308.570 hectares em 2023 para 849.521 hectares em 2024. As FPNDs representaram 16% de toda a área queimada no bioma nesse período.Queimadas recordes e seca severa dos rios marcam o Dia da Amazônia. Já as Terras Indígenas (TIs) concentraram 24% de todas as queimadas na Amazônia nos primeiros oito meses de 2024, sendo a categoria fundiária mais afetada. Em comparação com o mesmo período de 2023, quando 937.148 hectares foram queimados, houve um aumento de 39%, atingindo 1.300.646 hectares este ano. Logo em seguida, vêm os imóveis rurais privados cadastrados no CAR e no SIGEF, que somaram 23% da área queimada entre janeiro e agosto. Em 2023, essas propriedades tiveram 696.586 hectares queimados, enquanto em 2024 o número subiu para 1.233.888 hectares, representando um aumento de 77%.
O Brasil é um país que detém 12% das reservas de água doce do mundo. Está aí parte da estratégia usada para ter se tornado uma potencial alimentar global. Mas a seca vem se impondo cada vez mais, como ocorre agora, com o país atravessando um dos períodos mais críticos de seca, temperaturas elevadas e queimadas que se alastram de forma generalizada em todos os biomas. Mudanças climáticas são cíclicas, afirma uma parte de pesquisadores em todo o mundo. Mas em que medida? “Essa é uma pergunta bastante frequente. O importante hoje é o seguinte: se é cíclico ou não, o que a ciência consegue demonstrar com bastante solidez é que o quadro está mudando. Esse é um fato”, diz o agrônomo e doutor Cornélio Zolin, pesquisador da área de recursos hídricos da Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop (MT). “Que está mudando é inquestionável. E a reflexão é: o que nós vamos fazer em relação a essas mudanças” Zolin coloca que há um componente cíclico muito provável no mundo, juntamente com um componente antrópico, ou seja de mudança do uso dos recursos naturais. “É essa sinergia de fatores que nos coloca nesses cenários cada vez mais desafiadores.” O que explica o calor que transformará o Brasil no país mais quente do mundo? Nos últimos 20 anos, o Brasil enfrentou várias secas severas, impactando fortemente a produção rural, de acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA), criado há uma década. Para a produção de alimentos, por exemplo, a seca na safra 2020/2021, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, levou a perdas agrícolas da ordem de R$ 2807 bilhões estimados para os 10 anos seguintes, com destaque para cultivos como soja, milho e café. A seca daquele ano colocou o Brasil à beira do colapso energético, sendo considerada a pior delas em 90 anos, em termos de redução dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas do Centro-Oeste e do Sul, de onde vêm 70% da energia hidráulica do país.
Mas não foi apenas nesse momento, no ciclo 2020/21, que a seca trouxe consequências. Em anos anteriores, dois outros momentos foram preocupantes: entre 2012 e 2015 houve uma grande seca no Sudeste, principalmente em São Paulo, com forte impacto no abastecimento de água; e entre 2014 e 2017 houve uma estiagem severa no Nordeste, conhecida como a “seca do século”, afetando gravemente a agricultura e o abastecimento.
Agora novamente. Desde o ano passado, o Brasil enfrenta uma das piores secas das últimas décadas, especialmente agravada pelo fenômeno climático El Niño. Este evento contribuiu para a intensificação de condições secas em várias regiões, resultando em grandes impactos na agricultura, pecuária e no abastecimento de água. De acordo com o Monitor de Secas há cerca de 200 municípios em estado severo ou extremo em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Amazonas. Há risco para cultivos essenciais, como café, mandioca, milho, sorgo, girassol, entre outros por falta de água.
Em janeiro de 2024, do total de 5.565 municípios brasileiros, 2.083 relataram que pelo menos 40% de suas áreas agroprodutivas foram afetadas. No Mato Grosso, São Paulo e Goiás, várias cidades viram até 80% de suas terras agrícolas impactadas.A seca de 2023 foi severamente influenciada pelo fenômeno La Niña, que provocou anomalias climáticas, especialmente no Sul, Centro-Oeste e parte do Sudeste. A falta de chuvas intensificou-se no início do ano, prejudicando a produção agrícola e o abastecimento de água. No Sul, a estiagem prolongada impactou cultivos importantes como milho, soja e trigo, gerando uma quebra de safra significativa.
No Nordeste, embora a seca tenha sido menos intensa do que em anos anteriores, áreas do semiárido ainda sofreram com a escassez de água, afetando principalmente pequenos agricultores e pecuaristas. O Centro-Oeste, por sua vez, experimentou uma estiagem crítica em estados como Mato Grosso e Goiás, que comprometeu a produção de grãos, elevando os preços de commodities como a soja.
Agora, em 2024, a seca tem se intensificado por conta do fenômeno El Niño, especialmente nas regiões Centro-Oeste, Norte e parte do Sudeste. Confira o que apontava o Monitor de Secas entre janeiro e julho deste ano:
Região Norte: O Amazonas e o Acre estão enfrentando condições de seca severa, que já se prolonga por meses. Culturas essenciais, como a mandioca, estão sofrendo uma redução significativa na produtividade. O oeste do Amazonas, em especial, registrou secas extremas que afetam diretamente a agricultura e a subsistência das comunidades locais.
Centro-Oeste: Estados como Mato Grosso e Goiás apresentam áreas críticas, com mais de 70% das regiões agrícolas afetadas pela estiagem. A produção de grãos como soja e milho está sendo duramente atingida, e muitos produtores estão recorrendo a sistemas de irrigação, aumentando os custos operacionais.
Região Sudeste: Estados como São Paulo e Minas Gerais têm sofrido com seca moderada a extrema em várias localidades, impactando culturas como café e cana-de-açúcar. Em São Paulo, cerca de 80 municípios continuam em condição de seca severa, com destaque para a redução das chuvas e das reservas hídricas.
Um incêndio no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros já destruiu 10 mil hectares do bioma, informou neste domingo, 8, a administração da unidade de preservação do local. O parque, em Goiás, é uma das principais áreas de preservação do cerrado. Em nota, a administração do parque disse que não sabia “o que ou quem” provocou o incêndio, iniciado na última quinta-feira. O comunicado informa que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o PrevFogo, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), trabalham juntamente com o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás para conter a chamas.As equipes informaram que dois aviões do ICMBio atuam na região. A chefe do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (PNCV), Nayara Stachesk, disse ao portal de notícias G1 que os aviões são utilizados para lançar água, enquanto os brigadistas atuam na linha do fogo.A Rede Contrafogo, que articula brigadas de voluntários, e o Instituto Biorregional do Cerrado (IBC) também atuam na região. Segundo Stachesk, são mais de 55 brigadistas e voluntários trabalhando no combate às chamas.“Estão na linha cerca de 25 brigadistas do ICMBio, 25 do PrevVogo, cinco bombeiros militares e dois voluntários. Hoje devem entrar outros cinco voluntários da Aliança da Terra”, informou.“A linha está num lugar de difícil acesso. A gente não está deixando a linha sem ninguém, mas isso cansa muito o brigadista, que tem que andar 10, 20 quilômetros para chegar até o fogo”, disse a chefe do PNCV. Ela explicou que o Corpo de Bombeiros não pôde enviar um helicóptero porque a aeronave se acidentou em julho deste ano.
Incêndio deve aumentar
A linha de fogo está localizada entre o chamado Paralelo 14 e Simão Correa. O trânsito da rodovia GO-118, que liga Alto Paraíso de Goiás a Teresina de Goiás foi interrompido no sábado. Mesmo que alguns focos de incêndio da região já tenham sido debelados, Stachesk alerta que o incêndio não foi controlado e ainda deve aumentar. O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, conhecido como “berço das águas”, está sob risco de perder cerca de 34% do fluxo dos rios até 2050, segundo um estudo realizado pelo Instituto Cerrados. De acordo com monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram detectados, até este sábado, 48.966 focos de queimada no bioma em 2024, números que ficam atrás apenas da Amazônia, com 79.175 focos. A seca recorde no Brasil e possíveis ações criminosas fizeram com que os incêndios florestais nas últimas semanas acumulassem 152.383 focos, uma quantidade 103% maior que a do mesmo período em 2023.
O Brasilregistrou, em agosto deste ano, 68.635 focos de queimadasem agosto. Com isso, o período se tornou o parâmetro para o pior resultado do mês desde 2010, quando 90.444 focos ativos foram detectados pelo satélite de referência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O levantamento dos dados é possível através do “Programa Queimadas”, do próprio Instituto. Os números do governo federal colocam o período como o quinto pior mês de agosto no total de focos de queimadas para o Brasil. Se observado o ano de 2023, quando o país teve 28.056 focos no mesmo período, o número é maior do que o dobro. A média de queimadas para o mês é de 46.529 focos. O melhor ano e com menos focos de incêndio foi o de 2013, com 21 mil focos contabilizados em todo o país. Comparando à taxa do mesmo mês do ano passado (17.373), o número também representa um aumento 120%. Ainda segundo dados do Inpe, 18.620 focos foram registrados no Cerrado desde 1º de agosto até o último sábado (31). A taxa representa mais que o dobro de focos quando comparada com o mês de agosto de 2023, quando 6.850 focos foram contabilizados. O bioma também vem registrando altas taxas de desmatamento desde o ano passado, e desde o começo do ano já contabiliza 40.496 focos no total, um aumento de 70% quando comparado com o mesmo período de 2023 (no intervalo de 1º de janeiro até 31 agosto)
A fumaça das queimadas que tem encoberto cidades do Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país causa preocupação não só entre ambientalistas, mas também entre médicos e especialistas em saúde.Isso porque ela é composta por gases tóxicos, como monóxido de carbono (CO) e material particulado fino (PM2.5), ou seja, partículas minúsculas que são suspensas no ar.Todos esses componentes são altamente prejudiciais à nossa saúde, e podem agravar doenças respiratórias, como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), e aumentar o risco de doenças cardiovasculares.
“A exposição prolongada a esses compostos tóxicos pode gerar uma crise de saúde pública”, diz Margareth Dalcolmo, médica pneumologista e presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.
“Estamos vendo um aumento das hospitalizações por problemas respiratórios e cardiovasculares, e os efeitos a médio e longo prazo ainda não podem ser mensurados. Isso terá um impacto enorme sobre a economia da saúde.”Seguindo a mesma linha do alerta da especialista, um relatório inédito da Organização Meteorológica Mundial (OMM) sobre qualidade do ar, publicado nesta quinta-feira (5), destacou como toda essa exposição vem cada vez mais intensificando os riscos à saúde humana.Segundo o estudo, que traz dados até 2023 e não cita o Brasil, as concentrações de PM2.5 no último ano foram influenciadas justamente por eventos extremos, como incêndios florestais, o que agravou a poluição em várias regiões, incluindo a América do Norte e a Índia.
“Os primeiros oito meses de 2024 mostraram a continuidade dessas tendências, com ondas de calor intensas e secas persistentes aumentando o risco de incêndios florestais e poluição do ar”, ressalta Ko Barrett, secretário-geral adjunto da OMM.
Mas o que há de fato na fumaça dessas queimadas e por que ela é tão nociva para nosso organismo?
Em geral, essa mistura tóxica inclui os seguintes compostos:
Material particulado (PM2.5)
Monóxido de carbono (CO)
Compostos Orgânicos Voláteis (COVs)
Óxidos de nitrogênio (NOx) e ozônio
Metais pesados
Veja a seguir uma explicação sobre cada um desses materiais e como eles impactam nosso corpo.
Quando o escritor Euclides da Cunha embarcou rumo ao Acre em 1904, ele não imaginava que aquelas águas turvas e cheias pelas quais navegava estariam tão vazias um século depois. Nem mesmo a dona Raimunda Souza, de 62 anos, que mora na região do RioMacauã, no interior do Estado, pensou que um dia pudesse sofrer tanto com a seca dos rios como nos dias de hoje. “É muito verão, maior do que o poderia [ser]”, diz em entrevista ao Terra, em referência ao verão amazônico, que se estende de julho a novembro, ao contrário do verão no restante do País, que começa em novembro. Em visita à casa de dona Raimunda, que mora com seus filhos e o marido, Antônio Souza, de 70 anos, me aventurei e fui até a beira do rio Macauã. Chamo de aventura, porque o rio está tão seco que é necessário descer um extenso barranco até chegar ao local.
Amazônia pode ter seca histórica em 2024
Foto: Adrielle Farias/Terra
“De uns anos pra cá, ‘tá’ secando mais, é mais forte. Esse ano foi mais forte. Em agosto, [a gente] era acostumado com friagem. De uns tempos pra cá, eu não vejo mais. O verão tá muito forte, a poeira também”, lamenta. Para ela, outro problema que tem se agravado é a fumaça proveniente das queimadas, já que convive com problemas respiratórios e, no momento, enfrenta dificuldades para dormir: “Muito cheiro de fogo, de fumaça, fica abafado”.Não é novidade, no entanto, que o verão na Amazônia tem se intensificado com o passar dos anos. Em setembro do ano passado estive ao lado de Raimundão, primo de Chico Mendes, na Reserva Extrativista na qual ele vive no interior do Acre. A situação era a mesma: uma crise hídrica sem precedentes em uma região que em outro momento havia sido abundante.
Amazônia pode ter seca histórica em 2024
Foto: Adrielle Farias/Terra
Daniela Dias, coordenadora de projetos da SOS Amazônia, explica que, neste ano, os rios começaram a secar antes do previsto. “A gente pode considerar isso em uma perspectiva bem lógica: a seca veio antes do que o esperado e de maneira mais intensa pela falta de chuva, e o calor extremo acaba fazendo com que haja essa mudança na dinâmica dos rios, os levando a estarem mais secos. Isso demonstra a tendência de piora que há, caso a gente não consiga priorizar a recuperação das bacias hidrográficas”, descreve. Mas existe relação entre os rios secos, queimadas e os altos níveis de poluição? Segundo a especialista, a bacia amazônica não age apenas no abastecimento das cidades, mas é também “um berço” de espécies e fundamental para a manutenção da floresta.
[A bacia amazônica] é um regulador das chuvas e necessário para sobrevivência das comunidades ribeirinhas, que tendem a ser os principais atores a manter a floresta em pé e a saúde das águas.Em suma, quanto mais se desmata, mais o calor se agrava e mais a bacia hidrográfica fica desregulada. Apesar de o verão ser um fenônmeno natural, esses fatores externos afetam a regulação do clima e alteram a sua normalidade. Daniela diz que, caso não sejam elaborados planos de mitigação e adaptação climática, a tendência é de piora. “Nós não podemos confundir o natural com o extremo. A forma com que o modelo de produção e exploração de bens naturais se intensificou nas últimas décadas colocou os bens da natureza apenas enquanto elemento de mercado, sem considerar os serviços ecossistêmicos”, critica.
Amazônia pode ter seca histórica em 2024
Foto: Adrielle Farias/Terra
Amazônia pode viver seca histórica
O Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden) aponta que o Brasil está atingindo uma seca história este ano, já que até o momento esta é a pior desde 1950. O Rio Madeira, por exemplo, que é um dos maiores do mundo, atingiu seu menor nível em 60 anos nesta semana, chegando a 1,02 metro. “Nós não tínhamos, décadas atrás, extensões de pasto tão grandes, índices de desmatamento tão altos. As cidades cresceram de maneira desordenada”, afirma a coordenadora do SOS Amazônia.Com o nível das águas baixo, municípios do interior do Acre, por exemplo, sofrem com a dificuldade de deslocamento pelos rios. A cidade de Marechal Thaumaturgo é um exemplo representativo, segundo o ativista Khelven Castro, que cita também que os aeroportos estão fechados por causa da fumaça.”A gente percebe que o Estado não está preparado para mitigação das mudanças climáticas. As comunidades ribeirinhas extrativistas utilizam os rios para trafegar. Eles precisam desse acesso para conseguir ir para suas comunidades. O rio gira em torno dessa vivência”, diz o membro do SOS Amazônia.
Barcos encalhados em Marechal Thaumaturgo
Foto: Khelven Castro
Segundo Khelven, que mora em Rio Branco, capital do Acre, ele ainda não conseguiu voltar para sua casa. Sem a possibilidade de trafegar por barcos e com os aeroportos fechados, ele aguarda enquanto outras alternativas não aparecem.
Prejuízo também para estudantes
O Acre também enfrenta outro problema: os municípios isolados precisam de soluções para os alunos da rede pública. Aberson Carvalho, secretário de Educação do Estado do Acre, diz que é preciso agir com previsibilidade. Houve mudança até no cardápio da merenda escolar: a prioridade são alimentos enlatados. “São municípios de difícil acesso, que não têm acesso por terra, só vai por água ou via aérea. Normalmente, tem uma logística diferenciada, mas quando a gente perde o transporte fluvial, é preciso encontrar outra solução. Estamos encaminhando alimentação para três meses”, conta.
Em agosto, o Brasil teve o maior número de focos de queimadas desde 2010. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 68.635 casos, sendo que, destes, mais de 80% ocorreram na Amazônia e no Cerrado. Em Rio Branco, o nível da fumaça ficou tão elevado que a prefeitura decidiu suspender as atividades escolares até que tudo volte à normalidade.Rio Branco tem o pior índice de qualidade do ar, de acordo com o IQAir. No momento, a capital acreana se encontra na classificação “perigoso”, ou seja, a pior em toda escala. No monitoramento realizado na quarta-feira, 4, a qualidade do ar marcava 450 µg/m3 (microgramas por metro cúbico), sendo que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é 15 µg/m3. Na terça-feira, 2, o índice chegou a marcar preocupantes 700 µg/m3.
O ano de 2024 já é o mais quente já registrado nos últimos 100 mil anos, com temperaturas recordes. Agora, uma onda de incêndios atinge o interior de São Paulo e já deixou 48 cidades da região em alerta máximo para queimadas.
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde dá orientações e recomendações para evitar a exposição da população à fumaça intensa e neblina, causadas por queimada. O monitoramento de áreas sob influência de queima de biomassa é um dos campos de atuação da Vigilância em Saúde Ambiental e Qualidade do Ar (Vigiar) e da Sala de Situação Nacional de Emergências Climáticas em Saúde, coordenado pelo Ministério da Saúde. Além dos esforços de combate ao fogo, é fundamental que a população seja orientada sobre maneiras de se proteger e evitar, dentro do possível, a exposição aos poluentes.
O Ministério da Saúde recomenda as seguintes orientações para a população:
Aumentar a ingestão de água e líquidos ajuda a manter as membranas respiratórias úmidas e, assim, mais protegidas;
Reduzir ao máximo o tempo de exposição. Recomenda-se permanência dentro de casa, em local ventilado, com ar-condicionado ou purificadores de ar;
As portas e as janelas devem permanecer fechadas durante os horários com elevadas concentrações de partículas, para reduzir a penetração da poluição externa;
Evitar atividades físicas em horários de elevadas concentrações de poluentes do ar, e entre 12h e 16h, quando as concentrações de ozônio são mais elevadas;
Uso de máscaras do tipo cirúrgica, pano, lenços ou bandanas podem reduzir a exposição às partículas grossas, especialmente para populações que residem próximas à fonte de emissão (focos de queimadas). Isso melhora o desconforto das vias aéreas superiores. Já as máscaras de modelos respiradores tipo N95, PFF2 ou P100 são adequadas para reduzir a inalação de partículas finas por toda a população;
Crianças menores de 5 anos, idosos a partir de 60 anos e gestantes devem redobrar a atenção para as recomendações descritas acima para a população em geral. Além disso, devem estar atentas a sintomas respiratórios ou outras ocorrências de saúde e buscar atendimento médico o mais rapidamente possível.
Brasília amanhece encoberta por fumaça causada por incêndios florestais dos últimos dias – Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fumaça das queimadas é tóxica e pode causar problemas respiratórios imediatamente
O médico alergista e imunologista Raphael Coelho, membro da Comissão De Biodiversidade, Poluição e Clima da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), compartilha também algumas orientações para as pessoas que residem em áreas afetadas pelas queimadas. Confira:
“Meio ambiente é o conjunto de elementos, processos e dinâmicas biológicos, físicos e químicos que criam condições e mantêm a vida no planeta Terra, compreendendo também os seres humanos e as dinâmicas sociais, culturais e econômicas. O meio ambiente é composto pela biosfera, hidrosfera, atmosfera e litosfera. É dele que retiramos os elementos essenciais para a nossa sobrevivência, como água, ar, alimentos e matérias-primas, um dos motivos pelos quais a sua conservação se faz tão importante.
Tópicos deste artigo 1 – Resumo sobre o meio ambiente 2 – O que é meio ambiente? 3 – Composição do meio ambiente 4 – Importância do meio ambiente 5 – Problemas ambientais 6 – Preservação do meio ambiente 7 – Preservação do meio ambiente x conservação ambiental 8 – Meio ambiente e sustentabilidade 9 – Meio ambiente no Brasil 10 – Acordos internacionais sobre o meio ambiente 11 – Conceitos relacionados ao meio ambiente 12 – Dia Mundial do Meio Ambiente Resumo sobre o meio ambiente O meio ambiente diz respeito ao conjunto de elementos e processos biológicos, químicos e físicos responsáveis pela vida no planeta Terra.
Compreende os seres humanos e as transformações que eles impõem aos espaços naturais. É composto pela biosfera, hidrosfera, atmosfera e litosfera.É importante porque é dele que retiramos os recursos necessários para nossa subsistência. Preservação e conservação ambiental têm significados distintos. A preservação ambiental tem como objetivo proteger totalmente da influência externa determinada área. A conservação prevê o uso racional dos recursos naturais para que não se esgotem. Os temas relacionados ao meio ambiente no Brasil são tratados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), criado em 1992. O Dia do Meio Ambiente é celebrado em 05 de junho.
O que é meio ambiente? Meio ambiente é definido como o conjunto de elementos e processos biológicos, químicos e físicos que orientam e criam as condições necessárias para a manutenção da vida no planeta Terra. Essa é uma das principais e mais abrangentes definições para o termo, utilizada tanto pela Organização das Nações Unidas (ONU) como pela legislação ambiental brasileira.
Do ponto de vista da Geografia, o meio ambiente compreende também todo o espaço natural e o espaço geográfico, aquele espaço dinâmico que se encontra em processo de modificação pela ação antrópica. Assim, devemos levar em consideração que os seres humanos e a sua organização social e econômica são parte do meio ambiente, interagindo com ele e modificando-o de acordo com a sua necessidade.
Composição do meio ambiente A composição do meio ambiente é compreendida com base em quatro grandes esferas que comportam, cada uma, dinâmicas específicas fundamentais para a vida e para a manutenção do equilíbrio ambiental. É importante lembrarmos ainda que essas esferas não estão, de maneira alguma, isoladas entre si. Muito pelo contrário, são a sua coexistência e a sua interdependência que caracterizam e definem o meio ambiente.
Biosfera: consiste no conjunto de todos os ecossistemas existentes no nosso planeta, o que abarca as mais diversas formas de vida que habitam a Terra nos ambientes terrestre, de água doce e de água salgada.
Hidrosfera: representa todos os corpos d’água (doce ou salgada) do planeta Terra. Além disso, considera-se parte da hidrosfera a água em qualquer estado físico: sólido, presente na forma de geleiras e calotas polares; líquido, como mares, rios, lagos, águas superficiais e de subsuperfície; e também gasoso, que corresponde à água presente na atmosfera na forma de vapor.
O selo será conferido às instituições de ensino que contribuam com iniciativas de preservação, promovam a conscientização sobre as causas e os efeitos das mudanças climáticas e adotem práticas para minimizar a produção de lixo e resíduos
O Estado do Rio de Janeiro vai ganhar o selo “Escola Amiga do Clima” para reconhecer as instituições que demonstram compromisso com a preservação ambiental. É o que prevê o Projeto de Lei 308/23, do deputado Flávio Serafini (Psol), que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em segunda discussão, nesta terça-feira (27/08). O “Selo Escola Amiga do Clima” será conferido às instituições de ensino que comprovadamente contribuam com iniciativas de preservação do meio ambiente, promovam a conscientização sobre as causas e os efeitos das mudanças climáticas e adotem práticas para minimizar a produção de lixo e resíduos, o desperdício de recursos e a emissão de gases de efeito estufa. As escolas interessadas em obter o selo deverão encaminhar um pedido à Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS) ou outro órgão que venha a sucedê-la. Uma vez obtido o selo, as escolas poderão divulgar sua participação na iniciativa, e, em contrapartida, as peças publicitárias sobre o “Selo Escola Amiga do Clima” poderão citar e fazer publicações com as instituições participantes. O selo terá validade de dois anos, podendo ser renovado mediante nova avaliação pela SEAS.“Mesmo com alunos e professores vivendo consequências das mudanças climáticas no dia a dia – enchentes, deslizamentos, falta de água e de luz, ondas de calor – o tema ainda é abordado de maneira superficial e desatualizada. Não somos ensinados a nos tornarmos agentes de mudança desde já, sendo que nossas ações e nossas vozes impactam a realidade e podem transformar positivamente o mundo“, justificou Serafini.
Cidades sufocadas pelas queimadas e pela fumaça. Rios expostos e animais morrendo pela falta de água. O setor hidrelétrico em alerta devido à baixa nos reservatórios. O ar tão seco que é difícil respirar. Esse é o cenário causado pelo pior período seco já enfrentado por mais da metade do país nos últimos 40 anos, segundo levantamento exclusivo do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden) feito a pedido do g1.
(CORREÇÃO: Na publicação desta reportagem, o g1 errou ao informar que mais da metade dos estados enfrenta a pior seca em 80 anos. A informação foi divulgada pelo Cemaden, que posteriormente corrigiu o período para 44 anos. O dado foi corrigido às 13h47)
➡️ Das 27 unidades da federação, 16 estados e o Distrito Federal enfrentam a pior estiagem já vista no período de maio a agosto, desde os anos 1980. Na lista estão:
Amazonas
Acre
Rondônia
Mato Grosso
Pará
Mato Grosso do Sul
Goiás
Minas Gerais
São Paulo
Paraná
Rio de Janeiro
Espírito Santo
Bahia
Piauí
Maranhão
Tocantins
O Cemaden é ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) e é responsável pelo fornecimento de dados ao governo federal sobre o cenário. Ana Paula Cunha, especialista no monitoramento de secas do órgão, explica que, além de extensa pelo país, é a primeira vez em anos de monitoramento que se observa uma seca tão longa. A gente nunca tinha visto de forma tão expandida pelo país, fora dos estados do semiárido, uma seca tão longa. Já são 12 meses de duração. Isso é um cenário muito preocupante. — Ana Paula Cunha, especialista em secas e pesquisadora do Cemaden.
Mais da metade do país enfrenta a pior seca em 44 anos — Foto: Arte/g1
Cronologia da seca
➡️ Os primeiros registros foram feitos em junho de 2023, com a chegada do El Niño, que mudou os ciclos de chuva pelo país.
➡️ Ali, a expectativa era de que o período chuvoso em outubro de 2023 pudesse amenizar o impacto, mas não foi isso que aconteceu. Com muitos bloqueios atmosféricos, que impediram que as frentes frias avançassem, o índice ficou abaixo da média em quase todo o país, com exceção do Rio Grande do Sul. A região Norte viveu a pior seca já vista até então.
➡️ No início de 2024, os especialistas estavam esperançosos por uma trégua, mas isso não aconteceu. O El Niño se encerrou, mas o aquecimento do Atlântico Tropical Norte, reflexo do aquecimento global, fez com que o padrão de chuvas continuasse alterado e, com isso, ela seguiu abaixo da média.
➡️ Enquanto tudo isso acontecia, o país bateu recorde de temperaturas máximas. Isso tornou tudo ainda mais seco porque faz aumentar a evapotranspiração, que é o movimento das águas dos rios evaporarem. Em geral, elas se transformam em umidade e, depois, voltam ao rio com chuva. Mas isso não estava acontecendo.
Seca no Amazonas afeta navegação — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Agora, o Brasil completa 12 meses sob o efeito de seca na maior parte do mapa. O ranking do Cemaden aponta que, em vários trechos, 16 estados registraram o pior índice no período em 44 anos, mas a estiagem se prolonga por quase todas as unidades da federação, com exceção do Rio Grande do Sul, porém com intensidade menor.
Hoje, mais de 3,8 mil cidades estão com alguma classificação de seca (de fraca a excepcional). O índice de seca é calculado com base no índice de chuva, variando conforme a proximidade ou distância da média e período.
🚨 Para se ter uma noção, o número de cidades nessa situação aumentou quase 60% entre julho e agosto e, segundo o Cemaden, os números de agosto ainda são uma prévia e até o fim do mês o cenário pode piorar.
Provocando ondas de até quatro metros, uma ressaca no mar do Rio de Janeiro alagou a orla do Leblon, na zona sul da cidade, nessa terça-feira (13). O fenômeno, que interditou o trânsito na região, também provocou a morte de um idoso em outro bairro litorâneo da capital fluminense. Em imagens publicadas no X, antigo Twitter, é possível observar a água se espalhando pela pista, após uma forte onda atingir um trecho do famoso calçadão. Outros registros mostram a calçada e a via tomadas por areia trazida pelo mar.
VEJA VÍDEO
Para realizar procedimentos de limpeza e manutenção, o Centro de Operações Rio (COR) bloqueou o trânsito nos túneis Vice-Presidente José de Alencar, Santa Bárbara e Rebouças, além do Elevado Presidente Itamar Franco, ao longo da madrugada.
De acordo com aviso emitido pela Marinha do Brasil, a ressaca deve durar até a noite desta quarta-feira (14).
Um idoso, de 75 anos, morreu após ser arrastado por uma onda em praia no Leme, na manhã dessa terça. Segundo o g1, a vítima estava em um mirante, quando foi atingido pela água e levado para o oceano.Apesar de ter sido socorrido por bombeiros do quartel de Copacabana, o homem foi levado em estado grave para o Hospital Miguel Couto e não resistiu aos ferimentos.
Após a ocorrência, o acesso ao mirante foi suspenso por questões de segurança.
ORIENTAÇÕES PARA PREVENIR ACIDENTES
Ajudando a prevenir novos incidentes, o COR listou uma série de recomendações para os indivíduos que estejam na área litorânea durante o período de ressaca:
Evitar o banho de mar;
Evitar a prática de esportes no mar;
Não permanecer em mirantes na orla ou em locais próximos ao mar durante o período de ressaca;
Os pescadores devem evitar navegar durante o período de ressaca;
Evitar trafegar de bicicleta na orla, caso as ondas estejam atingindo a ciclovia;
Não entrar no mar para resgatar vítimas de acidente. Neste caso, é importante acionar imediatamente as equipes do Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
O Governo de Pernambuco assumiu o compromisso de atender as metas de assegurar a 99% da população água potável e a 90% coleta e tratamento de esgotos até 2033 – e 2037 em alguns municípios da Região Metropolitana do Recife -, em cumprimento ao Novo Marco Regulatório do Saneamento. Faltam pouco mais de 9 anos não apenas para atingir esses índices, como também para eliminar os racionamentos de água e reduzir as perdas de 40% para 25% do volume produzido.
Estes números traduzem o tamanho do desafio que o Estado tem pela frente. Para enfrentá-lo, o governo estadual contratou o BNDES para elaborar a modelagem da prestação privada desses serviços, trabalho que vem sendo acompanhado pela Secretaria de Projetos Estratégicos.
Diante deste cenário, o Crea Pernambuco fará um evento para conhecer os detalhes desse processo, que terá impacto direto na população ao longo das próximas décadas. Assim, o Conselho pernambucano realizará, no próximo dia 13 de agosto, o seminário “O Futuro do Saneamento em Pernambuco”. O evento é coordenado pelo Comitê Tecnológico Permanente (CTP) do Crea, em mais uma ação do eixo “Um projeto para Pernambuco e o Brasil”. Será aberto ao público, das 15h às 18h, no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco, no Recife. Para participar, basta se inscrever gratuitamente .
O Governo de Pernambuco assumiu o compromisso de atender as metas de assegurar a 99% da população água potável e a 90% coleta e tratamento de esgotos até 2033. – Divulgação
O seminário terá os seguintes palestrantes: o engenheiro civil Leo Heller, que é ex-Relator Especial da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos à Água Potável e ao Esgotamento Sanitário, com vasta bagagem sobre o assunto; o engenheiro civil e especialista em Gestão de Serviços de Água e Saneamento, Antonio Miranda, membro do CTP; o também engenheiro civil e secretário de Projetos Estratégicos do Governo de Pernambuco, Rodrigo Ribeiro; e o especialista em Direito Administrativo e diretor presidente da Compesa, Alex Campos. A mediação será realizada pela engenheira civil e consultora Fernandha Batista, também membro do CTP.
A abertura do evento ficará por conta do presidente do Crea-PE, Adriano Lucena, e do presidente da Fiepe, Bruno Veloso. Segundo Lucena, a proposta deste debate não se encerra neste evento: “A ideia é que este encontro seja a semente de um grande movimento em Pernambuco. Nós queremos a participação da sociedade civil e das entidades ligadas ao saneamento básico e ao bem-estar da população. Estamos convocando todas as frentes para fortalecer o debate e conseguir o compromisso do Governo do Estado para um acompanhamento de perto, pelo Crea, de todo esse processo”, afirma Adriano Lucena.“A iniciativa do Crea Pernambuco em promover um debate sobre modelos de gestão para o saneamento básico é muito oportuna, porque essa é uma discussão internacional já de algum tempo e que vem recebendo muita atenção no Brasil nos últimos dois ou três anos”, observa Leo Heller. Segundo ele, isso já vem ocorrendo em alguns estados, que estão preparando o terreno para incrementar a participação privada no serviço de saneamento. “Isso vem ocorrendo de forma muito acrítica, sem se considerar as consequências de decisões que são tomadas hoje, que vão perdurar por 30, 35 anos”, pontua Heller
Saneamento básico será tema de um seminário promovidop pelp CREA-PE. – Divulgação
A intenção da sua palestra é, segundo o próprio Heller, mostrar elementos críticos da decisão pela privatização dos serviços, tanto do ponto de vista conceitual, quanto do ponto de vista empírico, prático, além de chamar a atenção sobre a importância de se fazer uma discussão aprofundada antes de qualquer tomada de decisão.“A minha percepção é de que, em muitos estados, a implementação dos modelos de privatização do serviço de água e esgoto ocorreu e vem ocorrendo de forma açodada, sem participação popular, sem um aprofundamento dos prós e contras por parte dos promotores desse modelo”, destaca o palestrante.“A nossa expectativa é de que esse seminário seja de fato um marco no acompanhamento da modelagem, chamando a atenção de vários atores fundamentais que estão ausentes desse processo, contribuindo para a formulação desta política pública fundamental para a saúde e qualidade de vida da população pernambucana”, alerta Antonio Miranda, palestrante e coordenador do seminário. Segundo ele, “o Crea tem o máximo interesse em colaborar e em acompanhar de perto todo o processo”.No evento, o secretário Rodrigo Ribeiro vai trazer o posicionamento do Governo do Estado sobre esta questão. “O que o Governo está fazendo através da modelagem é manter a Compesa focada na produção e no tratamento da água, que carece de investimentos que se aproximam de R$ 10 bilhões para a universalização, e atrair a iniciativa privada privada para ampliar os investimentos na distribuição e na cobertura de esgotamento sanitário”, adianta Ribeiro.O secretário ainda destaca que busca “encontrar alternativa para captar recursos através da concessão, o que é um desafio grande, mas que a gente entende como possível e viável”. Ribeiro informa que a modelagem que está sendo discutida é uma concessão parcial do serviço.“A Compesa, assim como as demais companhias de saneamento do País, tem o grande desafio de cumprir as metas estabelecidas pelo marco do saneamento. Para que essa exigência seja cumprida em todo o estado de Pernambuco (172 municípios e Fernando de Noronha), o Governo de Pernambuco precisará investir R$ 23,6 bilhões, sendo R$ 10,7 bilhões para água e R$ 12,9 bilhões para esgotamento sanitário”, contabiliza Alex Campos.
Segundo ele, a companhia, com o apoio do Governo do Estado, estabeleceu estratégias para o alcance dos objetivos propostos. “A captação de recursos para fazer frente aos desafios dos investimentos necessários está na ordem do dia da alta gestão da companhia, que busca oportunidades como aporte do Tesouro do Estado, linhas de financiamento do Governo Federal, bancos públicos e internacionais, recursos próprios e da iniciativa privada”, enumera o presidente da Compesa, adiantado que para alcançar esse objetivo, os trabalhos já foram iniciados para assegurar cerca de R$ 2,2 bilhões.
A engenheira civil Fernandha Batista, membro do CTP, será a mediadora do seminário. Segundo ela, “a sociedade não acompanha exatamente o que foi estabelecido no Marco do Saneamento, quatro anos atrás”, sendo portanto o seminário uma importante oportunidade. Um tema que abrange tantas vertentes precisa de uma condução técnica, que leve em conta a realidade socioeconômica do nosso estado. Por isso, é muito importante a participação de todos e todas neste debate, se possível presencialmente. Para os que não puderem estar no auditório da Fiepe, o Crea fará a transmissão ao vivo pelo seu canal do YouTube, o TV Crea-PE.
CREA-PE fará semeinário para debater a questão do saneamento básico em Pernmabuco. – Divulgaçãojc.
A Educação Ambiental está prevista na Constituição Federal de 1988 e deve ser promovida em todos os níveis de ensino no Brasil. Mas, na prática, ainda não é uma realidade. Na opinião do ambientalista e professor da Universidade de Brasília (UnB) José Francisco Gonçalves, os problemas ambientais precisam ser discutidos em sala de aula com mais seriedade. Para ele, não basta ter lei, é preciso que ela seja aplicada na prática. No entanto, isso só será possível se os currículos escolares deixarem de ser estáticos. “Esses temas deveriam ser abordados em várias séries do ensino fundamental e nas três séries do ensino médio em diversos níveis de complexidade, porque ele pode ser abordado também em níveis de complexidade e níveis de exemplos de como aqueles fenômenos colocados em sala de aula retratam fenômenos que enxergamos no nosso dia a dia, como, por exemplo, a intensificação das chuvas, das catástrofes”, analisa.
O Ministério da Educação (MEC) pretende alterar a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) na tentativa de assegurar a inserção de temas relacionados às mudanças do clima, à proteção da biodiversidade e aos riscos e emergências socioambientais no contexto atual do Brasil. De acordo com a pasta, caberá às instituições de ensino desenvolver ações de estudos, pesquisas e experimentações para o desenvolvimento de instrumentos e metodologias para efetivar as ações educadoras de prevenção, mitigação e adaptação relacionadas ao tema.
Trabalhos em sala de aula
A pedagoga e consultora educacional Ana Paula Flôres acredita que efetivar as políticas de meio ambiente dependem de uma boa estrutura escolar, para que os alunos tenham interesse em aprender e participar.
“Para que eu possa ter êxito nos trabalhos dentro de sala de aula, eu preciso fazer o aluno entender que a educação ambiental está ao redor dele, está em tudo que ele faz. O caderno que ele escreve, a folha do caderno que ele escreve, advém de onde? Ele precisa ter essa consciência de que é preciso arrancar uma árvore para poder fazer aquele papel. Porém, ele também precisa entender que eu posso reciclar aquele papel para não precisar arrancar uma outra árvore”, explica.Pensando na preocupação com o meio ambiente e no sistema educacional, algumas instituições de ensino desenvolvem ações de conscientização ambiental, como é o caso do Centro Educacional do Lago, que fica em Brasília (DF). O vice-diretor Vitor Rios Valdes diz que o colégio procura desenvolver atividades que estimulem o conhecimento e o interesse do aluno com a causa.“A gente tem, por exemplo, o projeto de agrofloresta, que é um projeto que vai tratar de temas ambientais e do manejo da terra e de questões de botânica, nutrição, alimentação. A gente tenta manter uma agrofloresta na escola, tem um projeto de gastronomia que aproveita parte desses recursos, desses insumos que são produzidos na agrofloresta. Então, tem um ciclo completo dos estudantes desde o planejamento do manejo da terra, de forma ecológica e sustentável. Até a produção do alimento, a preparação do alimento por outro grupo de estudantes e o consumo ali por eles”, explica.
Leis precisam ser aplicadas
Para George Humbert, advogado especialista em direito ambiental e presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Sustentabilidade (IBRADES), é preciso prevenir antes de pensar em políticas de danos. “Não é o licenciamento, avaliação de impacto ambiental, as multas, enfim, outras medidas não sistêmicas isoladas e que ocorrem depois de danos já causados que irão manter o meio ambiente ecologicamente equilibrado para as futuros e presentes gerações, mas sim a educação ambiental, que é o que pode induzir as pessoas às práticas sustentáveis e ajudar no combate, se versando também com o tema das mudanças climáticas no combate à seca, ao desmatamento, a poluição, enfim, às questões relacionadas à matéria”, avalia.
Na opinião do advogado, é necessário fazer mais. Não basta mudar a legislação ou criar projetos, é preciso efetivar a política de educação ambiental, que já existe.
Governo do Estado afirma que estiagem pode ser mais severa neste ano do que no ano passado. A estiagem no Amazonas pode ser a maior dos últimos anos, segundo o Governo do Estado. Atualmente, 10 mil pessoas estão sendo afetadas pelo problema, que causa o isolamento de comunidades e o desabastecimento, devido à seca dos rios. O cenário é esperado em todo o Estado nesta época, e há previsão de que a estiagem seja pior do que em 2023, quando o Rio Negro teve a pior seca da história ao atingir 13,59 metros. Até o momento, 20 cidades já estão em situação de emergência. Em Manaus, o Rio Negro desceu 54 centímetros no mês de julho. Neste ano, o fenômeno começou mais cedo. Em 16 de julho de 2023, o Rio Tarauacá, que banha a cidade de Envira, media 8,55 metros. Nesta terça-feira, 16, um ano depois, o mesmo rio está com 5,26 metros. Em alguns trechos, é possível percorrer a pé o trajeto entre as duas margens do Rio Jurupari. No fim de semana, as águas mediam 1,22 metro. No ano passado, mediam 6,77 metros. No Acre, a seca também é um problema, ainda que, em fevereiro, o Estado tenha batido recorde de cheia.
A orientação da Defesa Civil do Amazonas é que a população se abrigue na sede dos municípios mais afetados, para que possam receber alimentos, e evitem ficar isoladas.
A Defesa Civil do Amazonas discutiu estratégias na 1ª Reunião do Gabinete de Gestão Integrada, promovida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), nesta terça-feira, 16, para se antecipar às eleições de outubro, diante dos efeitos da estiagem severa que atinge a região. A reunião definiu como será o trabalho das autoridades para garantir a votação. O secretário adjunto de Defesa Civil, Coronel Clóvis, destacou a importância do trabalho colaborativo e preventivo do GGI: “Estamos nos antecipando aos desafios que a estiagem pode trazer, garantindo que nossa resposta seja ágil e eficiente”, destacou.
247 – O Ministério Público está investigando doze fazendeiros identificados como pontos de início do fogo que tem devastado o Pantanal. A investigação, conduzida pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul, busca determinar as causas dos incêndios que destruíram mais de 700 mil hectares do bioma, uma área seis vezes maior que a cidade do Rio de Janeiro. Caso seja provado que os incêndios foram intencionais, os proprietários podem responder por crime ambiental.
Segundo o g1, a investigação utiliza satélites para monitorar e identificar pontos de fogo desde maio até 30 de junho. Foram identificados 20 pontos de início das chamas, localizados em fazendas, uma terra indígena e outras áreas isoladas. Entre as fazendas identificadas, quatro já tinham histórico de envolvimento em incêndios no Pantanal em anos anteriores. O fogo iniciado nessas propriedades se alastrou para mais de 177 fazendas no bioma, atingindo inclusive áreas do Pantanal na Bolívia. Os proprietários estão sendo investigados por incêndio sem autorização ambiental, pois há permissões para queimadas controladas em algumas áreas, mas estas ficam suspensas durante a temporada seca.
A Polícia Militar Ambiental fiscalizou as áreas identificadas e apresentou relatórios ao Ministério Público, que também ouvirá os responsáveis pelas fazendas. Se comprovada a intencionalidade, os proprietários responderão por crime ambiental. Desde 2022, o Ministério Público investiga incêndios na região e já aplicou mais de R$ 24 milhões em multas.
O inverno começou e, apesar das altas temperaturas registradas em grande parte do Brasil, julho será o mês mais frio de 2024. De acordo com MetSul, um dos principais geradores de informação meteorológica do Conesul, a frente fria deve chegar depois de uma sequência de temperaturas “muito acima da média”, como ocorreu em junho. O inverno, caracterizado pelo clima seco, pode ter aumento de chuvas nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, além do sul da Região Norte, o interior da Região Nordeste e o oeste da Região Sul. Em contrapartida, em partes do Brasil, como no Pantanal, a estiagem chegou mais cedo e de forma intensa. A região já registra níveis baixos nos principais rios e aumento de queimadas superior ao esperado.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse nesta sexta-feira, 28, que “Orçamento não vai faltar” no combate aos incêndios no Pantanal. Tebet foi ao Mato Grosso do Sul (seu Estado natal) junto da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.Segundo a ministra do Planejamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou que “não faltarão recursos ou orçamento, ainda que com crédito extraordinário”. Tebet disse que ela e Marina têm “carta branca” do petista para liderarem os esforços no combate aos incêndios.“Ele Lula deixou o seguinte recado. Diga ao povo do MS que todos os ministérios necessários estão envolvidos (e são 8 até agora) e que não faltará recursos ou orçamento, ainda que com crédito extraordinário, para que possamos ter mais efetivos, brigadistas, aeronaves, veículos e mais recursos para que possamos combater o incêndio. Lula nos deu carta branca, especialmente à Marina, para que possamos não medir esforços”, declarou Tebet.
“Estamos em uma das piores situações”, diz Marina Silva sobre incêndios no Pantanal
Ela concedeu entrevista após segunda reunião da sala de situação de crise com outros ministros.
Apesar da disponibilização de recursos para combater os incêndios, a ministra do Planejamento defendeu que haja uma campanha de conscientização e de punição às pessoas que promovem queimadas criminosas.“Orçamento não vai faltar, mas nenhum dinheiro do Brasil ou de organismos internacionais será suficiente se não tivermos uma campanha de conscientização e responsabilização contra os incêndios criminosos”, declarou.Marina enumerou os motivos que levaram aos incêndios no Pantanal nas últimas semanas. Segundo a ministra, uma junção “perversa” das mudanças climáticas, escassez hídrica severa e desmatamento “está deixando o Pantanal em chamas”.Tebet disse que os incêndios registrados no Pantanal têm “a mão do homem criminoso”.“Além dos efeitos climáticos, tem aqui a mão do homem criminoso. Sabemos que muitos casos são acidentais, alguém que está manejando e deixa o fogo se alastrar. Mas tem muito da mão do homem criminoso. Conheço do assunto, sou do agronegócio e sou desta terra”, afirmouA ministra do Meio Ambiente disse, ainda, que o governo federal vem fazendo um trabalho “previdente” em relação às queimadas em todo o País e elogiou a atuação conjunta com o governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB).
Nesta sexta-feira, 28, a Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou um novo protocolo que classifica níveis de calor a partir das temperaturas e da umidade. Parecido com o sistema usado para monitorar as chuvas na capital fluminense, a medida também indica quais providências deverão ser tomadas na cidade em cenários de risco. Em casos extremos, shows de grande porte poderão ser cancelados pelo município. O plano montado pela Prefeitura, em parceria com o Centro de Operações Rio (COR) e as secretarias de Saúde, Ambiente e Clima, classificará os índices de Nível de Calor 1 (NC1) a Nível de Calor 5 (NC5), conforme o jornal O Globo.
Os estágios operacionais também levam em consideração a exposição aos raios UV.Nos três primeiros níveis, a previsão é que a cidade siga operando na normalidade. É só a partir do NC4 que ações que visam resguardar a saúde da população deverão ser tomadas. Nesse estágio se enquadram as temperaturas excessivas com previsão de duração de, pelo menos, três dias seguidos. Para alertar aos cariocas, o protocolo prevê o envio de mensagens através de aplicativos e redes sociais. A gestão municipal ainda indicará, através dos canais de comunicação, locais públicos com temperaturas mais amenas para que a população permaneça. Esses espaços são chamados de “ilhas de resfriamento”.O último e mais crítico estágio apresenta medidas ainda mais drásticas. No NC5, as mesmas ações usadas para o NC4 deverão ser mantidas. Somado a isso, todas as atividades de risco feitas ao ar livre deverão ser suspensas no Rio. Isso inclui shows, atividades esportivas e até mesmo o serviço de limpeza urbana.O nível mais extremo de calor será caracterizado pela prefeitura em dias que houver previsão de mais de 44ºC por pelo menos duas horas durante três dias consecutivos.
Além da suspensão de atividades e da orientação para a permanência em “ilhas de resfriamento”, o comitê divulgará boletins meteorológicos a cada 6 horas e um boletim epidemiológico em até 72 horas após o fim da fase. Uma das motivações foi a morte trágica de Ana Clara Benevides, de 23 anos. A jovem aguardava a primeira apresentação da turnê da cantora Taylor Swift no Estádio Nilton Santos quando passou mal e morreu em decorrência do calor extremo. O caso aconteceu em novembro do ano passado, quando o Rio enfrentava um evento climático intenso com elevação drástica de temperatura. As novas medidas serão publicadas de forma detalhada em um decreto no Diário Oficial Municipal da próxima segunda-feira, 1º.
As fortes chuvas que caem em Pernambuco nas últimas 24h provocaram, neste sábado (15), vários transtornos, inundações de rios, alagamentos e deslizamentos de barreiras em diversos municípios do Estado. De acordo com a Defesa Civil de Pernambuco, houve deslizamento de barreiras em Joaquim Nabuco, Olinda, Rio Formoso e São Lourenço da Mata, todas sem vítimas. Quanto aos alagamentos, os locais atingidos são: Jaboatão dos Guararapes, Recife e São José da Coroa Grande. Atualmente, os danos humanos estão somados a 87 desalojados e 24 desabrigados. A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, informou que segue monitorando a situação das fortes chuvas que caem no Estado. “Estamos acompanhando os impactos das chuvas que estão atingindo o Grande Recife e as regiões do Agreste e das Zonas da Mata Norte e Sul. A APAC, a Defesa Civil de Pernambuco e o Corpo de Bombeiros Militar estão de prontidão monitorando as chuvas intensas e fazendo resgates em algumas áreas alagadas na RMR”, disse Raquel em suas redes sociais.
Transtornos no Recife
Entre os transtornos provocados pelas fortes chuvas, a Prefeitura do Recife informou que o Túnel Augusto Lacerda, no bairro de Boa Viagem, precisou ser interditado no começo da madrugada por causa do acúmulo de água. Perto das 7h, o túnel foi novamente liberado para a passagem de veículos. Uma família, formada por dois adultos e quatro crianças, precisou ser resgatada pelo Corpo de Bombeiros após ficar ilhada na Rua Santa Joana, no bairro de Areias. Uma viatura viatura de busca e salvamento conseguiu retirar a família do local por volta das 6h45 deste sábado. O Corpo de Bombeiros informou que houve resgates semelhantes nos bairros do Ipsep e Coqueiral, no Recife, e em Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes. Mas não informou detalhes das ocorrências.Também houve o registro de duas quedas de árvores: na Rua Palmares, em Santo Amaro, e na Rua Capitão Gregório de Caldas com a Avenida Recife, em Areias.No início da tarde deste sábado, a Prefeitura do Recife emitiu um alerta do Centro de Operações (COP), indicando que a cidade está em estágio de ‘atenção’ em relação às chuvas. “Identificamos algumas ocorrências por causa das chuvas, como alagamentos. Dependendo de onde você esteja, sua rotina pode ser impactada. Nossas equipes seguem trabalhando para reverter a situação”, dizia o comunicado.Ainda segundo a orientação da gestão municipal, a população deve, se puder, evitar deslocamentos pela cidade, além de seguir as orientações da CTTU e também da Defesa Civil. Em suas redes sociais, o prefeito do Recife, João Campos, informou que o “Centro de Operações da Prefeitura do Recife (COP) está atuando na coordenação das ações das secretarias e órgãos municipais desde o primeiro momento com chuvas mais intensas, que já registram mais de 154 milímetros. Volume que representa 42,3% de todo o previsto para o mês inteiro”, escreveu. “Até agora, a Prefeitura do Recife abriu seis abrigos provisórios, que estão acolhendo 123 pessoas; mais de 220 mil alertas por WhatsApp e 40 mil por SMS foram enviados para famílias que residem em áreas de risco e temos mais 2.827 profissionais atuando neste momento”, informou João Campos.
Jaboatão dos Guararapes
Em Jaboatão dos Guararapes, segundo a Defesa Civil do município, 79 ocorrências foram registradas, sendo a maior parte referentes a colocação de lonas (42). Houve 10 deslizamentos, todos sem vítimas. O monitoramento da situação está sendo acompanhado em tempo real, na Sala Integrada de Monitoramento da Defesa Civil.Na comunidade Brasil Novo (Sapolândia), com a subida das águas, 30 pessoas que ficaram desalojadas (16 adultos e 14 crianças) foram retiradas de suas casas pelo Corpo de Bombeiros, com apoio da Defesa Civil, e transportadas pela Prefeitura do Jaboatão ao abrigo localizado em Cajueiro Seco.O volume acumulado de chuvas chegou a 146,2 milímetros e, diante da continuidade das chuvas, da Secretaria de Infraestrutura também estão nas ruas trabalhando para que entulhos arrastados pelas águas não bloqueiem seu escoamento. No local, as pessoas receberão todo o suporte necessário durante o período em que estiverem sob os cuidados da Secretaria de Assistência Social. O prefeito Mano Medeiros acompanha a operação de perto.
Apac
De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), as fortes chuvas estão sendo causadas pela ação do sistema meteorológico conhecido como Distúrbio Ondulatório de Leste (DOL). A previsão é de continuidade de chuvas de moderada a forte na Região Metropolitana do Recife, Mata Sul e Mata Norte. Já no Agreste do Estado, a previsão é de chuva moderada. A Apac também informou que os rios Sirinhaém, em Engenho Bento (Joaquim Nabuco); Siriji, em Vicência; e Piranji, em São Benedito do Sul, atingiram a cota de inundação. Já o rio Capibaribe Mirim, em Timbaúba, atingiu a cota de alerta. “Em função das chuvas significativas que ocorreram em Pernambuco nas últimas 24h, foram emitidos 15 alertas para os rios da Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata e Agreste. Nenhuma comporta foi aberta e não ocorreu nenhuma operação de barragem durante o período. A elevação (dos rios) ocorreu pelas chuvas significativas que caíram no estado”.
NÚMEROS DA DEFESA CIVIL
Para qualquer situação de risco em virtude das chuvas, o recomendado é entrar em contato com a Defesa Civil do seu município. Confira os números:
Recife 0800.081.3400
Abreu e Lima: (81) 99933.6380
Araçoiaba: (81) 3543.8983
Cabo de Santo Agostinho: 0800.281.8531
Camaragibe: (81) 2129.9564, (81) 99945.3015 e 153
Igarassu: (81) 99460-9073
Itamaracá: (81) 3181-2490 e 199
Ipojuca: (81) 99231.8607 (telefone e WhatsApp)
Itapissuma: (81) 98844-5216
Jaboatão dos Guararapes: (81) 3461.3443 e (81) 99195.6655