29 de junho de 2026 19:52

IDE […] ENSINAI […] BATIZANDO-AS.

Mat. Cap. 28.v19 

Estas palavras são consideradas como a grande comissão de Cristo (isto é, sua ordem, instrução e tarefa primárias – juntamente com a autoridade para realizála). Esta ordem se aplica a todos os seus seguidores de todas as gerações. Em suas instruções finais, Cristo declara o objetivo e a responsabilidade de sua igreja (isto é, todos os seus seguidores fiéis – individualmente, em congregações locais e como uma comunidade mundial). Eles devem levar sua mensagem às pessoas de todas as nações e culturas.

(1) A igreja deve ir por todo o mundo e proclamar a mensagem de Cristo, como Ele revelou em seu próprio ensino e através do ensino dos seus apóstolos (isto é, aqueles que Ele nomeou pessoalmente para estabele cer a sua igreja original e a sua mensagem, veja At 14.4, nota), descrito ao longo de todo o Novo Testamento (veja Ef 2.20). Esta tarefa inclui a responsabilidade de enviar missionários a todas as nações (At 13.1-4).
(2) A pregação do evangelho está centrada no “arrependimento e a remissão dos pecados” (Lc 24.47; veja 26.28), na promessa de receber “o dom do Espírito Santo” (At 2.38) e no incentivo de viver de uma forma que é muito diferente do mundo espiritualmente corrupto (At 2.40). Também devemos pregar com a expectativa da volta de Jesus para buscar a sua igreja (At 3.19-20; 1Ts 1.10)
(3) O principal propósito da comissão de Cristo era fazer discípulos (gr. mathëteusate) – “aprendizes” seguidores disciplinados que vivem conforme as suas ordens e estão continuamente crescendo em seu relacionamento com Ele. Fazer discípulos é a única ordem direta nesta passagem (a palavra “ide” poderia ser traduzida como “ao você ir”). Muitas pessoas falam sobre a grande comissão como uma chamada para a evangelização (isto é, espalhar a mensagem de Cristo a respeito do perdão e da nova vida, com o objetivo de que as pessoas respondam positivamente e aceitem a Cristo). Mas as palavras de Cristo neste trecho são realmente uma comissão para o aspecto mais profundo do discipulado – que vai além do evangelismo e implica no sólido ensinamento e contínuo crescimento e progresso espiritual. O Evangelismo eficaz não pode ser separado do verdadeiro discipulado. Cristo não pretende que seus seguidores simplesmente conquistem conversões ao cristianismo; Ele quer que eles preparem e orientem outras pessoas que seguirão fielmente a Cristo e também levarão outros a Ele. Se as pessoas que inicialmente aceitam a Cristo não crescerem além deste ponto, elas, quase certamente, abandonarão a sua fé, e é provável que se tornem espiritualmente endurecidas para com Deus. As energias e esforços espírituais da igreja não devem ser focados apenas na ampliação do número de membros, mas em fazer verdadeiros discípulos – seguidores de Cristo por toda a vida, que evitam o mal, seguem os mandamentos de Cristo e buscam seus propósitos com todo o coração, mente e vontade (veja 22.37, nota; cf. Jo 8.31).
(4) Cristo ordena que nos concentremos em alcançar homens e mulheres espiritualmente perdidos com sua mensagem de esperança; Ele não nos chama para “cristianizar” a sociedade ou dominar o mundo. Em bora devamos nos esforçar para fazer uma diferença positiva na terra, devemos entender que o sistema do mundo continuará a ser desafiador para com Deus até que Ele retorne à terra para o tempo final, no qual Ele destruirá o mal e julgará os ímpios. Até então, o povo de Deus deve se separar das crenças, comportamentos e estilos de vida corruptos que são comuns no mundo, dedicando-se inteiramente a Deus e aos seus propósitos (Rm 13.12; 2Co 6.14). Ainda assim, os cristãos não devem hesitar em expor o mal e a vergonha do mundo, de modo a encorajarem uns aos outros a evitálo (Ef 5.11-12).
(5) Aqueles que creem em Cristo – os que aceitam a sua mensagem pela fé e ativamente confiam suas vidas a Ele – devem ser “batizados” com água. (A palavra traduzida como “batizado” literalmente significa ser imerso e saturado.) Este ato de obediência serve como uma confissão pública da fé em Cristo – um sinal de que a pessoa está se identificando com Jesus no que diz respeito à sua morte, sepultamento (ao ser mergulhado na água; veja Cl 2.12) e ressurreição (ao sair da água). Este ato representa a promessa espiritual de uma pessoa de renunciar ao pecado e à imoralidade, morrer para a sua própria natureza pecaminosa e, com a ajuda de Deus, ser levantada para viver uma nova vida (veja Rm 6.4), totalmente comprometida com Cristo e seus propósitos (veja At 22.16).
(6) Cristo estará com seus seguidores obedientes através da presença e do poder do Espírito Santo (cf. v. 20; 1.23; 18.20). Eles serão capazes de cumprir a missão de levar a mensagem de Cristo a todos os povos e a todas as nações somente depois de serem “revestidos de poder” do alto (Lc 24.49; veja At 1.8).

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