




Ao falar mais detalhadamente do Dia do Senhor, Sofonias foi além, ampliando a sua visão para incluir a destruição de todas as nações (vs. 18).
Vejam os adjetivos empregados para esse grande dia – vs. 14 a 16:
- O grande dia do Senhor.
- O dia do Senhor.
- Dia de indignação.
- Dia de tribulação.
- Dia de angústia.
- Dia de alvoroço.
- Dia de assolação.
- Dia de trevas.
- Dia de escuridão.
- Dia de nuvens.
- Dia de densas trevas.
- Dia de trombeta.
- Dia de alarido contra as cidades fortificadas e contra as torres altas.
Nesse dia, os homens se angustiariam e andariam como cegos. Isso tudo porque pecaram. A razão de ser do julgamento do Senhor contra Judá é apresentada em termos gerais. Nem sua prata nem seu ouro os poderiam livrar desse dia pressupunha o seu amor pactual que havia redimido um povo para fazer dele a sua propriedade pessoa. Como nem ouro nem prata os poderiam livrar, eles seriam consumidos pelo fogo do zelo do Senhor e assim toda a terra seria consumida, bem assim com todos os moradores da terra. •
“Está perto o grande Dia do Senhor; está perto e muito se apressa. Atenção! O Dia do Senhor é amargo, e nele clama até o homem poderoso [NVI: até os guerreiros gritarão]. Aquele dia é dia de indignação, dia de angústia e dia de alvoroço e desolação, dia de escuridade e negrume, dia de nuvens e densas trevas [NVI: Aquele dia será um dia de ira, dia de aflição e angústia, dia de sofrimento e ruína, dia de trevas e escuridão, dia de nuvens e negridão], dia de trombeta e de rebate contra as cidades fortes e contra as torres altas [NVI: dia de toques de trombeta e gritos de guerra contra as cidades fortificadas e contra as torres elevadas]”. Sofonias repete que está perto o dia da ira do Senhor, e descreve de maneira bastante enfática os horrores da destruição e da batalha. Esse dia será bem amargo para os perversos e eles procurarão uma maneira de escapar, um raio de luz para iluminar seus caminhos e suas mentes desnorteadas e seus corações angustiados, mas não encontrarão. As cidades fortificadas serão invadidas e as torres de defesa serão derrubadas. Pode-se notar a alusão à fumaça de uma cidade que foi queimada pelo invasor. Isso pode ser uma metáfora para o julgamento do final dos tempos, mas aqui, em especial, parece se referir à invasão de um exército inimigo. Se ele fala de cidades fortificadas sendo invadidas e destruídas (‘dia de trombeta e de rebate contra as cidades fortes e contra as torres altas’ ou ‘dia de toques de trombeta e gritos de guerra contra as cidades fortificadas e contra as torres elevadas’) Como é um dia de indignação, alvoroço e angústia, é porque as misericórdias do Senhor se esgotaram para com aquele povo porque a iniquidade era grande ou porque eles as rejeitaram. Embora não seja mencionado claramente o nome do invasor, muito provavelmente trata-se uma invasão babilônica.
• Sf 1: 17-18: “Trarei angústia sobre os homens, e eles andarão como cegos, porque pecaram contra o Senhor; e o sangue deles se derramará como pó, e a sua carne será atirada como esterco [NVI: suas entranhas como lixo]. Nem a sua prata nem o seu ouro os poderão livrar no dia da indignação do Senhor, mas, pelo fogo do seu zelo, a terra será consumida [NVI: o mundo inteiro será consumido], porque, certamente, fará destruição total e repentina de todos os moradores da terra”.Os versículos retratam um severo sofrimento, muita dor e aflição. Os homens ficarão desnorteados e parecerão cegos, sem esperanças e sem ter para onde fugir, pois o ataque parece ser repentino. Os cadáveres serão deixados nas ruas, como lixo ou esterco. “Nem a sua prata nem o seu ouro os poderão livrar” indica que ninguém poderá usar este recurso para se livrar da sentença do Senhor, ainda que seja para comprar comida, pois Sofonias escreve em seguida: ‘pelo fogo do seu zelo, a terra será consumida’, o que pode indicar destruição de plantações e pomares pelo fogo provocado pelo exército inimigo.
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