


INTRODUÇÃO
Nesta lição, estuaremos as características do avivamento pessoal. Ressaltaremos a importância da vida devocional. Por fim, mostraremos que o avivamento pessoal influência nosso comportamento interpessoal, sobretudo, no contexto familiar. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO ÁUREO
O teu amor é melhor do que a vida! Por isso os meus lábios te exaltarão. Eu te bendirei enquanto viver, e em teu nome levantarei as minhas mãos. (Sl 63.3,4 NVI). O teu amor é melhor do que a própria vida, e por isso eu te louvarei. Enquanto viver, falarei da tua bondade e levantarei as mãos a ti em oração. (Sl 63.3,4 NTLH).
VERDADE PRÁTICA
A presença do Espírito Santo é uma realidade em todos os dias da vida de um crente avivado. Quero destacar algumas razões pelas quais a presença do Espírito Santo precisa ser diária e constante na vida do crente:
1. Em primeiro lugar, o Espírito constantemente nos leva a um quebrantamento pessoal
por meio da convicção de pecados e do arrependimento. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. (Jo 17.8 NVT). 2. Em segundo lugar, o Espírito nos confere convicção de salvação. O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus. (Rm 8.16 NVI).3. Em terceiro lugar, o Espírito no dar entendimento espiritual. Mas o homem natural não aceita as verdades do Espírito de Deus. Elas lhe parecem loucura, e ele não consegue entendê-las, pois apenas quem é espiritual consegue avaliar corretamente o que diz o Espírito. (1 Co 2.14 NVT).4. Em quarto lugar, o Espírito nos concede poder Espiritual. Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra. (At 1.8 NVI).
I. O AVIVAMENTO NA VIDA DO SALMISTA
1.1 O título do Salmo 63: Salmo de Davi, quando estava no deserto de Judá.
Este salmo foi escrito provavelmente quando Davi estava fugindo de Absalão. É certo que na época em que o escreveu, ele era rei (v. 11) e era perseguido impiedosamente por aqueles que procuravam matá-lo. Davi não deixou de cantar por estar no deserto, pois não havia deserto em seu coração, embora houvesse deserto ao redor. O salmista Davi era um crente avivado que adorava apesar das circunstâncias contrárias. O cristão passa por apertos e provações durante sua peregrinação nesta terra, porém se o seu espirito for fervoroso e avivado, ele pode cantar como o profeta Habacuque: Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na videira; ainda que a colheita da oliveira decepcione, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas desapareçam do aprisco, e nos currais não haja mais gado, mesmo assim eu me alegro no SENHOR, e exulto no Deus da minha salvação. (Hc 3.17,18 NAA). 1.2 O salmo 63 e suas lições. 1.2.1 O cristão avivado tem sede Deus. Ó Deus, tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a minha alma tem sede de ti! Todo o meu ser anseia por ti, numa terra seca, exausta e sem água. (v.1 NVI). Algumas versões traduzem o início desse versículo assim: “eu te busco de madrugada”. O anelo do salmista era tão grande que ele consagrava as primeiras horas do dia a Deus. A sede é um desejo insaciável por aquilo que é um dos elementos mais essenciais da vida. Não lhe cabe racionalização, esquecimento, menosprezo, superação por indiferença. A sede precisa ser saciada. O homem rende-se ao seu poder. A mesma coisa se dá com o desejo divino que a graça de Deus cria nos regenerados. Só o próprio Deus pode satisfazer a apetência da alma avivada pelo Espírito Santo. 1.2.2 O cristão avivado tem experiências com Deus. Eu te vi em teu santuário e contemplei teu poder e tua glória. (v.2 NVT). Davi se lembra e menciona os dois atributos que lhe deixaram mais impressionado quando ele estivera extasiado em adoração no lugar santo: poder e glória. O rei Davi não tinha sede de água ou outra coisa terrena, mas só das manifestações espirituais. 1.2.3 O cristão avivado é capaz de louvar em circunstância adversas. Eu te bendirei enquanto viver, e em teu nome levantarei as minhas mãos. (v.4 NVI). O louvor é dado ao Senhor e as mãos são levantadas, seja no palácio ou no deserto, na mesa farta ou nas privações, no tempo de paz ou nas perseguições. 1.2.4 O cristão avivado tem plena satisfação em Deus. A minha alma se fartará, como de tutano e de gordura; e a minha boca te louvará com alegres lábios. (v.5 ARC). Os hebreus gostavam de gordura mais do que nós, e a mais alta ideia de provisão festiva está englobada nestas duas palavras: tutano e gordura. O salmista fala que a alma esperançosa em Deus e cheia do favor divino é como se alimentasse do melhor do melhor, das finas iguarias do banquete de rei.
II. O AVIVAMENTO ESPIRITUAL DO CRENTE
2.1 Reservando tempo para estar a sós com Deus.
O culto público oferecido pela a igreja é bíblico e edificante. Porém, o cristão avivado não limita sua espiritualidade aos dias da semana em que participa dos cultos que ocorrem no templo. Não! Pelo contrário, ele tem uma vida devocional com Deus. A vida devocional é indispensável. Sua importância é singular. Destaco que a vida devocional é diferente do estudo pessoal. O estudo pessoal é o tempo que reservado para ler a Bíblia e orar quando se tem a responsabilidade de pregar e ensinar. O momento devocional é mais íntimo, é diário e constante. O momento devocional é o tempo que dedicamos a Deus para ouvi-lo falar conosco sem intermediários humanos. Quando eu era criança, havia uma brincadeira muito divertida chamada “pau na lata”. Tudo o que precisávamos eram duas latas, dois pedaços de pau parecidos com um taco e uma bola pequena. Me recordo da rua cheia de crianças, dos gritos de alegria e da hora que corria com muita pressa. Sempre que a noite avança, minha mãe pedia para minhas irmãs irem me chamar. Elasfaziam isso com muita vontade. Vinham me dar o seguinte recado: – Murilo, mamãe está te chamando. Se você não for agora, vai levar uma pisa (risos). Sabe qual era a minha resposta? – vou já. Elas retornavam para casa e prestavam o relatório nos detalhes – ele disse que não vai vir, mainha. Dar uma pisa nele. Minha mãe as mandava novamente irem me chama, mas eu respondia: – vou já. Todavia, chegava uma hora que não era mais a voz de minhas irmãs que eu escutava, mas a voz de minha mãe enfurecida: Muuuuuuuurilo, passe para casa agora. Nesse momento, a brincadeira terminava, as latas eram derrubadas, os tacos eram jogados no chão e bola era guardada. Muitas vezes, estamos ouvindo apenas os pregadores, os servos de Deus levantados por Ele para anunciar a sua Palavra, e nossa resposta é: vou já! Eles dizem: devemos perdoar, abandonar o pecado, adorar, orar, buscar a Deus; e respondemos: vou já. Mas quando Deus fala diretamente conosco, derrubamos as latas, deixamos os tacos no chão e obedecemos. Saulo de Tarso que o diga. Portanto, apesar de ser importante, concluímos que é insuficiente, para alma avivada, ter contato com Deus e sua palavra apenas no culto de domingo ou quando se tem a responsabilidade de pregar. 2.2 Os inimigos da vida devocional. 2.2.1 O primeiro inimigo: Falta de Tempo. As pessoas, geralmente usam a seguinte desculpa: não tenho tempo para o momento devocional, porque minha vida é muito corrida. Pense comigo por um breve momento. Você teve tempo de comer, dormir, beber água e ir ao banheiro. Por que você teve tempo para essas coisas? Porque elas são necessidades essências. O crente avivado trata o momento devocional como uma necessidade essencial. 2.2.2 O segundo inimigo: Preguiça. A preguiça é pecado e ela anda de mãos dadas com a procrastinação. O crente avivado não é relaxado com as coisas espirituais. 2.2.3 O terceiro inimigo: Distração. Devemos tomar muito cuidado com celular, jogos eredes sociais. Mencionei aqui apenas algumas distrações que podem afastá-lo da vida pessoal com Deus. 2.2.4 O quarto inimigo: Pecado. O pecado nos faz ter vergonha de Deus. Geralmente, quando o crente erra, ele se afasta de Deus, da palavra e da vida de oração. 2.2.5 O quinto inimigo: Falta de Vontade. Quando o crente não tem vontade de se alimentar da Palavra de Deus é porque está cheio de outra coisa. O crente que está frio no sentido espiritual, está farto de alimento estragado, como: Netflix, entremetimento, pecado. Por isso, não deseja alimento espiritual. 2.3 Os elementos da vida devocional O crente avivado, todos os dias, ler e medita nas Escrituras, pois é exatamente igual ao homem descrito pelo salmista: Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite. (Sl 1.1,2 NVI). O crente avivado segue a orientação do apostolo Paulo a risca, sobre ter uma vida de oração: Orem continuamente. (1 Ts 5.17 NVI).
IIII. A VIDA PESSOAL E FAMILIAR DO CRENTE AVIVADO
3.1 O aspecto individual.
Quando penso no avivamento pessoal no contexto familiar, um versículo me vem a mente: Da mesma forma, suas boas obras devem brilhar, para que todos as vejam e louvem seu Pai, que está no céu. (Mt 5.17 NVT). A vida do crente avivado deve ser um testemunho exemplar que conduz seus familiares, crentes e descrentes, a conhecerem e louvarem a Deus. O comentarista da lição destaca algumas qualidades que devem ser cultivadas: integridade (Mt 5-37i Tg 2.12); prudência no falar e no agir (Pv 25.11; Ec 3.1,7); cuidado na saúde física e emocional (3 Jo 1.2). 3.2 Os cônjuges. O crente avivado, no contexto do casamento, porta-se com fidelidade, amor e respeito. O homem deve amar sua mulher assim como Jesus ama a igreja. Sua conduta, em relação a ela é de amor sacrificial, provedor e abnegado. A mulher, tem a missão dada por Deus de ser uma companheira sábia que edifica o lar. Ela,em sujeição ao seu marido, o auxiliar em sua responsabilidade dada por Deus. Ambos, entendem que o casamento é indissolúvel, bem como é um ambiente crescimento espiritual para ambos. 3.3 Os filhos devem honrar os pais. Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, porque isso é o certo a fazer. (Ef 6.1 NVT). “Honrar” os pais significa muito mais do que simplesmente obedecer a eles. Significa mostrar respeito e amor por eles, cuidar deles enquanto precisarem de nós e procurar honrá-los pela maneira como vivemos. O filho deve aprender a obedecer ao pai e à mãe, não apenas porque são seus pais, mas porque Deus assim o ordenou. A desobediência aos pais é uma forma de rebelião contra Deus. Isso não faz parte do comportamento de um crente avivado.
CONCLUSÃO
O cristão deve continuamente remover as cinzas de seu altar e colocar mais lenha para que o fogo não venha apagar. A prática da adoração, leitura, meditação e oração não pode ser negligenciada, pois são o alimento da vida espiritual .SALMO 63 Salmo de Davi. Quando se encontrava no deserto de JudO anseio por Deus expresso neste salmo é semelhante àquele dos Salmos 42,43 e 84.Embora contenha alguns elementos afins aos salmos de queixa, contudo é mais bem visto como um cântico de regozijo em Deus. Por causa da referência a “cedo” (v. 1; a AV, NKJV e a NEB seguem o texto latino neste respeito) e a “noite” (v. 6), este salmo era usado como uma oração matutina nos primeiros tempos cristãos. O título situa o salmo num período quando Davi era um fugitivo, e por causa da referência a “o rei”, no versículo 11, é bem provável que o período seja o da rebelião de Absalão, e não o da perseguição de Saul. 1. Anelo por Deus (vs. 1–5) O salmo começa com uma confissão de absoluta confiança em Deus. A fé sempre se firma na relação pessoal com o Deus vivo. O verbo traduzido “buscar”, em hebraico, vem de um
substantivo que significa “aurora”, e por causa desta conexão, muitas versões o têm traduzido por “buscar cedo”. Nos demais usos deste verbo no Antigo Testamento, a idéia de buscar a Deus bem cedo não está presente, e daí a tradução da NIV (“buscar ansiosamente”) parece aproximar-se do alvo. Como no Salmo 42.1,2, o salmista se compara à terra seca que anseia por água, e assim é sua alma que suspira por seu Deus. Gregório Nazianzo (ca. De 330–389) o expressou bem: “Sede por Deus, estar sedento de” (Deus sitit, sitiri). Ele anseia por ver seu povo desejando-o ardentemente. A experiência pregressa com Deus vitaliza sua presente relação (vs. 2,3). Ele volve os olhos para os tempos quando, no tabernáculo, tivera uma visão de Deus. É bem provável que esta seja semelhante à visão de Isaías (Is 6.1–3). O conteúdo da visão é sumariado nas palavras: “teu poder”, “tua glória”, “teu amor”. Esse amor, em particular, é preferível a qualquer tipo de vida sem o favor de Deus, e ele leva o salmista a cantar seu louvor. O verbo traduzido “glorificar” é normalmente usado para louvar a Deus por seus poderosos atos de triunfo (cf. Sl 106.47; 117.1; 145.4; 147.12), e a NIV usa uma variedade de verbos para comunicar o significado (“glorificar”, “exaltar”, “enaltecer”). O louvor contínuo do Senhor é seu compromisso, quando lhe dirige sua oração (vs. 4,5). O ato de erguer as mãos era uma expressão externa do coração soerguido (cf. Sl 28.2; 1Tm 2.8). Areferência a bater palmas ou abrir as mãos pode sugerir a espera em Deus a fim de receber suas bênçãos. O salmista tem de fato recebido ricamente, se enchendo de “as riquezas de bens” (lit., “medula, gordura”). A linguagem pode ter sido emprestada do ritual de sacrifício, mas a gordura dos sacrifícios nunca era comida (ver Lv 3.16,17). A ideia é que a presença de Deus é como as
comidas mais ricas, e um coração satisfeito transbordará de louvor. Para os cristãos de hoje, a diretriz neotestamentária é que através de Jesus “ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor – fruto dos lábios que confessam seu nome” (Hb 13.15). 2. Confiança na Proteção de Deus (vs. 6–10) O pensamento do versículo 1 é expandido para descrever o anseio por Deus mesmo durante as horas de trevas (v. 6). Nos tempos veterotestamentários, para propósitos cívicos e militares, a noite era dividida em três vigílias. A palavra “lembrar” é usada no sentido de “meditar”, como faz paralelo com outra palavra hebraica (NIV, “pensar em”) que é usada em outros lugares para meditação (ver Sl 1.2). “Socorro” (v. 7), no contexto, significa “livramento”. A certeza da proteção divina fornece base para cânticos jubilosos. Muitos outros crentes têm passado por experiências semelhantes às do salmista, inclusive Paulo e Silas (At 16.25). “Sombra de suas asas” se refere em geral ao cuidado protetor que Deus tem para com seu servo. Deus convidara seu povo pactual a aderir a ele (ver especialmente Dt 10.20; 11.22; 13.4; 30.20; Js 22.5; 23.8), e o salmista reconhece que está respondendo desta forma (v. 8). Ele é um servo leal que está andando no caminho de Deus e temendo-o. Consequentemente, ele é mantido no domínio seguro de seu Deus. A promessa no evangelho é de um Salvador que guarda seu povo para que ninguém o arranque de suas mãos (Jo 10.28). Uma vindicação final jaz diante do salmista, quando seus inimigos forem postos diante do juízo divino (vs. 9,10). Os que agora buscam sua vida descobrirão que suas próprias vidas serão tomadas. A linguagem do versículo 10 descreve uma batalha militar e suas consequências, com corpos mortos sendo abandonados no campo como carniça para os animais. 3. Alegria em Deus (v. 11) O salmo termina com uma nota de jubilosa confiança. Davi faz referência a si mesmo como “o rei”, pois mesmo enquanto fugia de Jerusalém, ainda sabe que ele é o rei divinamente designado. Em seu regozijo, ele se juntará a “todos quantos juram pelo nome de Deus” (heb., “por ele”). Esta é uma referência à prática de fazer juramentos no nome de Deus (cf. Dt 6.13; 10.20; 1Rs 8.31). Os mentirosos são aqueles inimigos cuja destruição já foi descrita (vs. 8,9). Suas vozes serão silenciadas, enquanto as vozes dos fiéis ecoarão em cântico de júbilo.
PB. MURILO ALENCAR
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