29 de junho de 2026 19:52

A REALIDADE DO DEUS DA BÍBLIA

O PADRÃO BÍBLICO PARA A VIDA CRISTÃ
Caminhando Segundo os Ensinos das Sagradas Escrituras

A REALIDADE DO DEUS DA BÍBLIA
O QUE VAMOS ESTUDAR?
Nesta segunda lição estudaremos a respeito de como a Bíblia Sagrada mostra a existência de Deus para o homem moderno. Veremos que a existência de um único Deus, em três pessoas, é um
dos pilares do Cristianismo. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO PRINCIPAL
Sem fé ninguém pode agradar a Deus, porque quem vai a ele precisa crer que ele existe e que recompensa os que procuram conhecê-lo melhor. (Hb 11.6 NTLH).
Fé é a confiança inabalável em que um dia Deus cumprirá todas as suas promessas e todas as profecias. Ao mesmo tempo, a fé é o convencimento interior, a prova que nos foi concedida pelo Espírito Santo acerca da realidade do mundo de Deus. Em um versículo muito bem construído, o escritor de Hebreus comunica o método de agradar a Deus, a necessidade de crer em sua existência e a certeza da oração respondida. Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam. (Hb 11.6 – NVI). Como adendo, ressalto que o pastor Walter Brunelli em sua Teologia Sistemática destaca que a definição de fé na Bíblia Sagrada tem múltiplos significados, por exemplo:
a. Fé como confiança em Deus. Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos. (Hb 11.1 – NVI).
b. Fé confessional. A fé que você tem, guarde-a para você mesmo diante de Deus. Bem- aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova. (Rm 14.22 – NAA).
c. Fé como dom espiritual. A um é dada, no mesmo Espírito, a fé (1Co 12.9 – NVI).
d. Fé como o conjunto de doutrinas do Evangelho. Antes vocês estavam separados de Deus e, na mente de vocês, eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês. Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação, desde que continuem alicerçados e firmes na fé, sem se afastarem da esperança do evangelho, que vocês ouviram e que tem sido proclamado a todos os que estão debaixo do céu. Esse é o evangelho do qual eu, Paulo, me tornei ministro. (Cl 1.21-23 – NVI).
e. Fé como fruto do Espírito. Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. (Gl 5.22 – ARC).
f. Fé como virtude cardeal. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior deles é o amor. (1Co 13.13 – NAA).
g. Fé salvadora. Porque pela graça vocês são salvos, mediante a fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus (Ef 2.8 – NAA).
RESUMO DA LIÇÃO
A Bíblia Sagrada mostra a existência de Deus para o homem moderno.
Os textos bíblicos não tentam provar a existência de Deus, pois ela é tão real e visível quanto a sua criação e a consciência do ser humano. Ou seja, de início, é preciso que se diga que a existência de Deus é a grande afirmação pressuposta pela Bíblia. A Bíblia não tenta provar a existência de Deus, ela simplesmente assume essa existência como um fato.
INTRODUÇÃO
A LIÇÃO DIZ: A existência de um único Deus em três pessoas é um dos pilares do Cristianismo. A partir dessa premissa, tudo o que veremos na sequência depende do entendimento de que Deus existe, que criou todas as coisas e se revelou a nós pela sua vontade.
A Declaração de Fé das Assembleias de Deus (2017, p.31), diz: Cremos, professamos e ensinamos que Deus é o Supremo Ser, Criador do céu e da terra. “Porque assim diz o SENHOR que criou os céus, o Deus que formou a terra e a estabeleceu” (Is 45.18); Ele é o Deus Pai de nosso Senhor Jesus Cristo: “[…] para que
creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus; e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.31). Ele é o Espírito doador e mantenedor de toda a vida: “O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todopoderoso me deu vida” (Jó 33.4). Ele é o único Deus verdadeiro: “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti, único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3), e não há outro além dEle: “Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim, não há deus […] que fora de mim não há outro; eu sou o Senhor, e não há outro” (Is 45.5,6). Ele é identificado na Bíblia como Deus: “Eu sou Deus, o Deus de teu pai” (Gn 46.3), Deus Altíssimo e Deus Todopoderoso, Jeová e Senhor, além de outros nomes. Deus é um ser pessoal, que possui atributos naturais, morais e de poder, qualidades e virtudes que lhe são próprias. A Declaração de Fé das Assembleias de Deus (2017, p.23), diz: CREMOS, professamos e ensinamos o monoteísmo bíblico, que Deus é uno em essência ou
substância, indivisível em natureza e que subsiste eternamente em três pessoas o Pai, o Filho e o Espírito Santo, iguais em poder, glória e majestade e distintas em função, manifestação e aspecto: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizandoas em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19). As Escrituras Sagradas claramente revelam que a Trindade é real e verdadeira. Uma só essência, substância, em três pessoas. Cada pessoa da santíssima Trindade possui todos os atributos divinos onipotência, onisciência, onipresença, soberania e eternidade. A Bíblia chama textualmente de Deus cada uma delas; 6 as Escrituras Sagradas, no entanto, afirmam que há um só Deus e que Deus é um: “Todavia para nós há um só Deus” (1 Co 8.6); “mas Deus é um” (Gl 3.20); “um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos” (Ef 4.6).
I. DEUS E SUA EXISTÊNCIA
1.1Deus existe.

A LIÇÃO DIZ: A fé cristã se baseia na certeza da existência de Deus. A Bíblia, em Gênesis
1.1, deixa claro não somente a existência dEle, mas igualmente o seu poder e a sua iniciativa por meio do ato da criação quando nem mesmo o tempo ainda era contado: “No princípio, criou Deus os céus e a terra.”
Deus é a causa não causada que causou todas as coisas. No princípio (antes do tempo, espaço e material) serem criados, o Deus eterno e soberano existia.
Eis alguns dos principais argumentos a favor da visão teísta cristã:
Argumento da Causa Primeira (Cosmológico). Este argumento afirma que a existência de Deus é necessária para explicar a origem do universo. Como William Lane Craig argumenta: “Se o universo teve um início, então ele teve uma causa que o trouxe à existência. Essa causa não pode ser algo dentro do universo, mas deve ser algo que transcende o universo uma Causa Primeira, que chamamos de Deus.”

Argumento do Design (Teleológico). Este argumento se concentra na complexidade e ordem observadas no universo, sugerindo que essas características apontam para um Designer inteligente. Ravi Zacharias afirma: “A complexidade e a beleza do mundo natural, desde o nível subatômico até a vastidão do cosmos, são testemunhas eloquentes do design inteligente de Deus.”

Argumento Moral (Moral). Este argumento sugere que a existência de uma moral objetiva e universal exige a existência de um legislador moral, ou seja, Deus. Como Norman Geisler observa: “Se não houver Deus, não há base para a moralidade objetiva e universal. A existência de um padrão moral implica a existência de um Ser moral supremo Deus.”

Argumento Ontológico (Filosófico). Este argumento, desenvolvido por filósofos como Alvin Plantinga, parte da ideia de que a mera concepção de Deus implica necessariamente sua existência: “Se é possível conceber um ser perfeito e supremo, então esse ser deve existir, pois a existência é uma propriedade maior do que a não existência.”

Argumento da Experiência Pessoal (Experiencial). Este argumento enfatiza a experiência pessoal de Deus como uma evidência convincente de Sua existência. Ravi Zacharias compartilha sua perspectiva: “A experiência pessoal de Deus, Sua presença em nossas vidas e as transformações que experimentamos através do relacionamento com Ele são testemunhas poderosas de Sua realidade.”

1.2 Uma revelação geral.

A LIÇÃO DIZ: O Deus Criador mostrou sua existência à humanidade por meio de sua criação, e essa revelação se baseia justamente na certeza de que os atos criativos dEle, ou seja, a sua obra, manifesta na natureza, têm a capacidade de, mesmo de forma limitada, mostrar que o homem e o mundo tiveram uma origem, que não são frutos de um acidente cósmico ou resultado de uma ação de forças impessoais.
A revelação geral referese à maneira pela qual Deus se revela através da criação, história, ordem
natural do mundo e constituição humana.

É uma revelação acessível a todas as pessoas, independentemente de sua religião ou fé, pois está presente na observação do universo, das leis naturais e da complexidade da vida.

Através da revelação geral, as pessoas podem chegar a fé na existência de um Criador inteligente e soberano.
1.3 Uma revelação específica. A revelação especial ou específica referese à maneira pela qual Deus se revela de forma única, pessoal e específica aos seres humanos, muitas vezes através de eventos, experiências ou comunicação direta.
Esta revelação é mais focalizada e específica do que a revelação geral e inclui eventos como a entrega das Tábuas da Lei a Moisés no Monte Sinai, bem como a encarnação de Jesus Cristo.

A Bíblia é frequentemente considerada a principal forma de revelação especial, pois contém os ensinamentos e a história da relação de Deus com a humanidade.

Através da revelação especial, Deus oferece orientação moral, salvação e um entendimento mais profundo de Seu caráter e propósito.

II. IDEIAS ACERCA DA PESSOA DE DEUS
2.1 Ateísmo.

A LIÇÃO DIZ: Na história da humanidade, é possível ver que há uma divisão entre aqueles que creem que Deus existe e que criou todas as coisas e os que não acreditam na sua existência e nem no seu poder. A estes que não creem, denominamos de “ateus” pessoas que discordam , em seus pensamentos e ações, da existência de um Ser poderoso e supremo, que fez todas as coisas e que intervém na história. Essa ideia de que não há Deus não é recente. O Salmos 53.1 mostra a seguinte verdade: “Disse o néscio no seu coração: Não há Deus”.
Uma definição alternativa e complementa. O termo ateísmo diz respeito a correntes de pensamento que negam ou desconsideram a existência de Deus. Esse termo deriva do substantivo ateu que, etimologicamente, significa “sem deus”, já que sua composição integra a palavra grega “theos”, que significa Deus e o prefixo “a”, que indica uma negação. Logo ateísmo denota a doutrina que congrega todos aqueles que duvidam ou os que estão convictos da inexistência de deuses. Vamos destacar algumas crenças em comuns partilhas pelos verdadeiros ateus:
Sobre Deus. Os verdadeiros ateus acreditam que apenas o cosmos existe. Deus não criou o homem; as pessoas criaram Deus.

Sobre o mundo. O universo é eterno. Se não foi eterno, então surgiu “do nada e por nada”. É autossuficiente e autoperpetuador.

Sobre o mal. Os ateus afirmam a realidade do mal e negam a realidade de Deus. Eles acreditam que os teístas são incoerentes ao tentar apegarse às duas realidades.

Sobre os seres humanos. O ser humano é matéria em movimento sem uma alma imortal. Não há mente a não ser o cérebro. Nem alma independente do corpo.

Sobre a ética. Não existem absolutos morais, certamente nenhum absoluto divinamente autorizado. Talvez existam alguns valores geralmente aceitos e duradouros.

Sobre o destino humano. A maioria dos ateus não vê destino eterno para as pessoas.

2.2 Panteísmo.

A LIÇÃO DIZ: O panteísmo é a ideia que mostra Deus como sendo participante de sua obra criada. Para o panteísta, o Senhor é tudo, e tudo é Ele.
O Panteísmo significa que tudo (“pan”) é Deus (“teísmo”). É a cosmovisão da maioria dos hindus, muitos budistas e outras religiões da Nova Era. Também é a cosmovisão da Ciência Cristã, Unidade Cristã e Cientologia. Segundo o panteísmo, Deus “é tudo em todos”. Deus permeia, abrange e se encontra em todas as coisas. Nada existe fora de Deus, e todas as coisas estão de alguma forma identificadas com Deus. O mundo é Deus, e Deus é o mundo. Mais precisamente, no entanto, no panteísmo tudo é Deus, e Deus é tudo.
Natureza de Deus. Deus e a realidade são impessoais. Personalidade, consciência e intelecto são características de manifestações inferiores de Deus, mas não devem ser confundidas com ele. Em Deus há a simplicidade absoluta de um ser. Não há partes. A multiplicidade pode fluir
dele, mas ele, por si só, é simples, não múltiplo.

Natureza do Universo: Os panteístas que supõem algum tipo de realidade para o universo concordam que ele foi criado ex deo, “de Deus”, não ex nihilo, “do nada”, como o teísmo afirma. Há apenas um “Ser” ou Existente no universo; os demais são uma emanação ou manifestação dele. É claro que os panteístas absolutos afirmam que o universo não é nem uma manifestação. Somos todos apenas parte de uma ilusão elaborada. A criação simplesmente não existe. Deus existe. Nada mais.

Deus em relação ao Universo: Ao contrário dos teístas, que veem Deus além e separado do universo, os panteístas acreditam que Deus e o universo são um. O teísta concede alguma realidade ao universo de multiplicidade, mas o panteísta não concede. Os que negam a existência do universo, é claro, não veem nenhuma relação entre Deus e o universo. Mas todos os panteístas concordam que toda realidade que existe é Deus.

Milagres. Uma implicação do panteísmo é que milagres são impossíveis. Pois, se tudo é Deus, e Deus é tudo, nada existe fora de Deus que poderia ser interrompido ou penetrado, o que a natureza de um milagre exige. Já que os panteístas concordam que Deus é simples (não tem partes) e é tudo o que existe, Deus não poderia fazer nenhum milagre, pois o milagre implica que Deus está de certa forma “fora” do mundo no qual “intervém”. O único sentido em que Deus “intervém” no mundo é pela penetração regular nele de acordo com repetidas leis espirituais superiores, tais como a lei do Carma. Logo, a cosmovisão panteísta elimina os milagres.

Destino humano. Quanto ao destino humano individual, a maioria dos panteístas, principalmente dos tipos orientais, acredita na reencarnação. Depois que a alma deixa o corpo, ela entra em outro corpo mortal para realizar seu Carma. Eventualmente o objetivo é deixar o corpo e, no caso da maioria dos panteístas, unirse a Deus. Isso é chamado de Nirvana e significa a perda da individualidade. A salvação final nesse tipo de sistema panteísta é da individualidade da pessoa, não nela.
2.3 Deísmo.
A LIÇÃO DIZ: O deísmo se baseia na perspectiva de que Deus criou todas as coisas, sendo Ele o TodoPoderoso. Entretanto, esse Deus limitouse a criar o mundo e os homens, mas não interfere na história, deixando, portanto, as criaturas viverem à sua própria sorte, de acordo com o seu próprio entendimento. A partir dessa visão, os homens têm liberdade para fazer o que desejarem, pois, para eles, Deus não intervirá na história nem nas ações dessas pessoas. A intervenção divina, não existe para o deísmo, pois Deus não se importa mais com a sua criação.

O deísmo é essencialmente a visão de que Deus existe, mas não está diretamente envolvido no mundo. O deísmo retrata Deus como o grande “relojoeiro” que criou o relógio, deu corda nele e o abandonou. Um deísta acredita que Deus existe e criou o mundo, mas não interfere em Sua criação. Os deístas negam a Trindade, a inspiração da Bíblia, a divindade de Cristo, milagres e qualquer ato sobrenatural de redenção ou salvação. O deísmo retrata Deus como indiferente e não envolvido.

Deus. Todos os deístas concordam que há um Deus. Esse Deus é eterno, imutável, inatingível, onisciente, onipotente, benévolo, verdadeiro, justo, invisível, infinito em resumo, completamente perfeito, sem que lhe falte nada.

Unidade de Deus. Deus é uma unidade absoluta, não uma trindade. Deus é apenas uma pessoa, não três. O conceito teísta cristão da Trindade é falso, até insignificante. Deus não existe como três pessoas iguais. Em comparação, os deístas afirmam que Deus é um em
natureza e um em pessoa.

Origem do Universo. O universo é a criação de Deus. Antes do universo existir, não havia nada exceto Deus. Ele criou tudo. Então, ao contrário de Deus, o mundo é finito. Teve um começo, mas Deus não tem princípio nem fim.

Revelação de Deus. Deus não se revela de qualquer outra maneira além da criação. O universo é a Bíblia do deísta. Somente ele revela a Deus. Todas as outras supostas revelações, quer verbais quer escritas, são invenções humanas.

Milagres. No Deísmo, milagres não acontecem. Ou Deus não pode intervir na natureza ou não quer. A imutabilidade das leis da natureza é geralmente o argumento base para os deístas que
acreditam que Deus não pode fazer milagres. Para os deístas, toda narrativa de milagres é
resultado da invenção ou superstição humana.

Destino Humano. Apesar de alguns deístas negarem que a humanidade sobreviva à morte em qualquer caso, muitos acreditam na vida pósmorte. Para a maioria desses deístas, a vida após a morte é de natureza imaterial; nela, as pessoas moralmente boas serão recompensadas por Deus e as moralmente más serão punidas.

2.4 Teísmo.

A LIÇÃO DIZ: O teísmo é a perspectiva de que Deus existe, criou todas as coisas, e que se envolve diretamente em sua criação.
Segundo Norman Geisler, Teísmo é a cosmovisão segundo a qual um Deus infinito e pessoal criou o universo e intervém milagrosamente. Deus é transcendente sobre o universo e imanente nele. Os que defendem a cosmovisão teísta têm crenças centrais comuns, por exemplo:
Deus existe além e dentro do mundo. O teísmo afirma a transcendência e a imanência de Deus. Deus existe além e independentemente do mundo, mas governa todas as partes do mundo como Causa sustentadora. O mundo foi criado por Deus e é conservado por ele.

O mundo foi criado ex nihilo. O mundo não é eterno. Foi criado pelo decreto de Deus. Sua existência é totalmente contingente e dependente. O universo não foi criado a partir de material preexistente (ex materia), como no dualismo ou materialismo, nem foi feito da essência de Deus (ex Deo), como no panteísmo. Ele foi criado por Deus, mas a partir do nada.

Milagres são possíveis. Apesar de operar seu universo de forma regular e ordenada pelas leis da natureza, Deus transcende essas leis. A natureza não é tudo. Há uma esfera sobrenatural. Esse sobrenatural pode invadir a esfera natural.

As pessoas são feitas à imagem de Deus. O teísmo acredita na criação da humanidade à imagem de Deus. Isso significa que o homem tem liberdade e dignidade, que devem ser tratadas com o maior respeito. A vida é sagrada.

Há uma lei moral. Essa lei tem autoridade absoluta, já q
ue vem de Deus. Ela está acima de
qualquer lei humana.
• Recompensas e castigo futuros. Cada vida individual, como toda a história, tem um fim ou objetivo. Ações morais humanas serão recompensadas ou castigadas. Não haverá reencarnação nem segunda chance após a morte. Cada pessoa será recompensada ou
castigada segundo a relação do indivíduo com Deus durante sua vida.
III. DEUS É AMOR E JUSTIÇA
3.1 O amor de Deus.
A LIÇÃO DIZ: A Bíblia mostra a boa vontade de Deus para com a humanidade em João 3.16. João nos mostra que o Pai proveu, em Jesus, a maior demonstração de amor possível de ser expressa: de entregar seu próprio Filho para morrer pelos seus inimigos. O amor de Deus quer dizer que eternamente Deus Se dá a outros. Esta definição entende o amor como a entrega de si mesmo para benefício de outros. Este atributo de Deus mostra que é parte de Sua natureza dar de Si mesmo a fim de dar bênção ou bem a outros .Nós imitamos este atributo comunicável de Deus primeiro amando a Deus em reciprocidade, e segundo, ao amar a outros imitando a maneira em que Deus os ama. Todas as nossas obrigações a Deus podem-se resumir nisto: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. … Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.37-38). Se amamos a Deus obedeceremos aos Seus mandamentos (1Jo 5.3) e, dessa maneira, faremos o que Lhe agrada. Amaremos a Deus, e não ao mundo (1Jo 2.15), e faremos isto porque Ele nos amou primeiro (1Jo 4.19). Um dos mais assombrosos fatos de toda a Bíblia é que assim como o amor de Deus inclui o dar-Se a Si mesmo para nos fazer felizes, nós podemos em reciprocidade damos nós mesmos e alegrar o coração de Deus. Isaías lhe promete ao povo de Deus: “Como um noivo que se alegra por sua noiva, assim teu Deus se alegrará por ti” (Is 62.5), e Sofonias diz ao povo de Deus: “O Senhor, teu Deus, está no meio de ti … ele se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no seu amor, regozijar
se-á em ti com júbilo” (Sof 3:17-18).
3.2 A justiça de Deus.
A LIÇÃO DIZ: Uma verdade com a qual precisamos lidar é que Deus é amor, mas também preza pela justiça. A palavra “justiça” traz a ideia de “dar a cada um aquilo que lhe é devido”. Deus não pode atribuir inocência a alguém que pratica a maldade e que é mau. A justiça de Deus quer dizer que Deus sempre age de acordo com o que é reto e Ele mesmo é a norma final do que é reto. Falando de Deus, Moisés diz: “Todos os seus caminhos são justos. É Deus fiel, que não comete erros; justo e reto ele é” (Dt 32.4, NVI). Abraão apela com êxito ao próprio caráter de justiça de Deus quando diz: “Não fará justiça o Juiz de toda a terra?” (Gn 18.25). Deus também fala e ordena o que é reto: “Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração” (Sl 19.8). E Deus diz de si mesmo: “Eu, o Senhor, digo o que é justo, e declaro o que é reto” (Is 45.19). Devido à justiça de Deus, é necessário que trate as pessoas conforme o que merecem. Assim, é necessário que Deus castigue o pecado, porque o pecado não merece recompensa; é mau e merece castigo. Quando Deus não castiga o pecado, parece indicar que é injusto, a menos que se possam ver outros meios de castigar o pecado. Por isso, Paulo diz que quando Deus enviou a Cristo como sacrifício para levar o castigo do pecado, fez isso “para assim demonstrar sua justiça. Anteriormente, em sua paciência, Deus tinha passado por alto os pecados; mas no tempo presente ofereceu a Jesus Cristo para manifestar sua justiça. Deste modo, Deus é justo e, ao mesmo tempo, aquele que justifica aos que têm fé em Jesus” (Rm 3.25-26). Quando Cristo morreu para pagar a pena de nossos pecados, mostrou que Deus era realmente justo, porque de fato aplicou castigo apropriado ao pecado, embora perdoou a Seu povo os Seus pecados.
3.3 A graça de Deus.
A LIÇÃO DIZ: Quando falamos de graça, estamos nos referindo a um favor que recebemos, mas que não merecemos, um ato de generosidade. A misericórdia, paciência e graça de Deus podem-se ver como três atributos separados, ou como aspectos específicos da bondade de Deus.
• A misericórdia de Deus é a bondade de Deus para com os que estão afligidos e angustiados.
• A graça de Deus é a bondade de Deus para com os que merecem só castigo.
• A paciência de Deus é a bondade de Deus ao reter o castigo dos que pecam por um período
de tempo. Em relação ao atributo da graça, percebemos que a Bíblia enfatiza que a graça de Deus – seu favor concedido àqueles que, em vez de merecerem tal favor, mereceriam apenas punição – nunca é uma obrigação. Ao contrário, Deus sempre a concede de maneira voluntária e generosa.

CONCLUSÃO
Diante das diversas opções de classificar Deus e sua existência, a Bíblia Sagrada mostra claramente que não estamos sozinhos, que o Senhor existe e que é pela fé que podemos nos achegar a Ele: “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus cria que ele existe e que é galardoador dos que o buscam” (Hb 11.6). Mesmo diante das nossas limitações para compreender, de forma completa, a revelação divina, podemos crer pela fé, no Deus Vivo e Verdadeiro. A afirmação de que “não estamos sozinhos” e que “o Senhor existe” é uma extraordinária lembrança da presença constante de Deus em nossas vidas. Além disso, a menção de nossas “limitações para compreender, de forma completa, a revelação divina” é um reconhecimento humilde de nossa incapacidade humana de entender completamente a magnitude de Deus. No entanto, apesar dessas limitações, podemos “crer pela fé, no Deus Vivo e Verdadeiro”. Portanto, embora nossa compreensão possa ser limitada, nossa fé em Deus não é restrita por essas limitações.

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