29 de junho de 2026 19:53

A CIDADE CELESTIAL

A CARREIRA QUE NOS ESTÁ PROPOSTA
O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para Chegar ao céu

 

O QUE ESTUDAREMOS?
A Pátria Celestial é o ponto de chegada de todos salvos em Cristo que foram iluminados pela Palavra de Deus e provaram de uma tão grande salvação. A nossa morada não está aqui, mas no Céu. Por isso, ao longo desta lição, estudaremos a realidade bíblica do Paraíso e da Cidade Celestial, e o eterno e perfeito estado dos salvos.

TEXTO ÁUREO – COMPARANDO TRADUÇÕES Mas nós somos cidadãos do céu e estamos esperando ansiosamente o nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que virá de lá. (Fl 3.20 NTLH).
• Texto paralelo: De fato, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir.(Hb 13.14 NAA).Enquanto os falsos mestres tinham os seus pensamentos voltados aos assuntos terrenos(3.19), os crentes deveriam desejar fervorosamente o seu lar. Quando Paulo falava sobre serem cidadãos dos céus, os filipenses lembravam-se de algo. Filipos era uma colônia romana; aqueles que moravam em Filipos tinham a sua cidadania em Roma, embora a maioria dos filipenses jamais tivesse estado naquela cidade. A cidadania romana era altamente estimada durante a época de Paulo. Os cristãos em Filipos, tão orgulhos de sua cidadania romana (At 16.20,21), deveriam valorizar ainda mais a sua cidadania nos céus, onde o Senhor Jesus Cristo vive. Os crentes deveriam considerar a si mesmos como “moradores estrangeiros” vivendo temporariamente em um país estrangeiro, com seu lar em outro lugar. Um dia eles iriam experimentar todos os privilégios especiais de sua cidadania celestial, porque Cristo iria voltar como seu Salvador. Os crentes estão esperando o Salvador voltar do céu para a terra, em sua segunda vinda. Enquanto estavam na terra, os crentes eram cidadãos de seu país (os filipenses eram cidadãos de Roma, estando, portanto, sob o governo de César); contudo, a lealdade absoluta deveria ser dedicada ao único Salvador verdadeiro, o Senhor Jesus Cristo, que governa nos céus, onde todos os crentes possuem a sua cidadania definitiva.

VERDADE PRÁTICA
A cidade celestial é o alvo de toda a nossa jornada que iniciou com o Novo Nascimento e se consumará com a entrada pelos portões celestiais. Os patriarcas e o grande legislador do Antigo Testamento, Moisés, demonstraram por meio de ações concretas e visíveis que tinham como grande objetivo alcançar a cidade celestial. Por causa da expectativa de habitar em uma cidade superior, Abraão contentou-se em viver em uma tenda:
• Hebreus 11.13-16: “Todos estes morreram na fé (Abraão, Isaque e Jacó), sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as, e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Porque os que dizem isto, claramente mostram que buscam uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar. Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade.” Por causa da expectativa da recompensa do céu, Moisés dispôs-se a abrir mão dos tesouros do Egito:
• Hebreus 11.24-26: “Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado; tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa.” Uma evidência visível e concreta de que compartilhamos o mesmo objetivo e esperança que influenciou notavelmente os personagens bíblicos mencionado está registrada em:
• 1 João 3.3: “E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.”
Por causa da esperança de vivermos com Cristo no céu, devemos buscar uma vida de santidade hoje.

I. O PARAÍSO ETERNO
1.1 O que é o Paraíso?
O LIVRO DE APOIO: O Paraíso, teologicamente, é considerado como estado de bênção e comunhão com Deus depois da morte do salvo (Lc 23.43).
• O significado de paraíso no Antigo Testamento. A palavra paraíso no Antigo Testamento vem do hebraico pardes. Dependendo da tradução bíblica, essa palavra foi traduzida como “bosque”, “jardim”, “mata” ou “pomar”. Essa palavra é derivada de uma antiga palavra persa para “jardim cercado”. Essa palavra hebraica para paraíso aparece originalmente no Antigo Testamento apenas em três ocasiões (Ne 2.8; Ec 2.5; Ct 4.13). Mas em todas elas seu significado indica literalmente um jardim ou pomar. O Jardim do Éden sempre foi considerado como o primeiro paraíso. Por esse motivo a Septuaginta traduz sua designação hebraica com a palavra grega paradeisos, que literalmente significa “paraíso”. Mas curiosamente a palavra paraíso jamais é aplica no Antigo Testamento no sentido escatológico, isto é, como designação
da morada do povo de Deus após a morte (estado intermediário) ou após a ressurreição (estado eterno).
• O significado de paraíso no Novo Testamento. No Novo Testamento a palavra paraíso traduz o grego paradeisos. Assim como no Antigo Testamento, essa palavra também ocorre somente três vezes (Lc 23.43; 2 Co 12.4; Ap 2.7). Mas em todas essas ocorrências a palavra paraíso é usada no sentido escatológico, seja em seu estado intermediário, seja em seu estado final.
a. O Senhor Jesus Cristo usou essa palavra enquanto estava crucificado (Lc 23.43). Ele disse ao ladrão que naquele mesmo dia eles estariam juntos no paraíso. Obviamente então o significado de paraíso nesse contexto implica no lugar de bem-aventurança para onde vão as almas dos redimidos imediatamente após a morte.
b. Essa mesma ideia também está presente na história do rico e Lazaro, apesar de a palavra paraíso não ser empregada literalmente. Nessa história contada por Jesus a expressão “seio de Abraão” carrega o significado de paraíso (Lc 16.19-31).
c. A segunda aplicação da palavra paraíso no Novo Testamento foi feita pelo apóstolo Paulo. Falando na terceira pessoa, ele diz ter tido uma experiência de ser arrebatado até o paraíso. Lá ele ouviu palavras inefáveis que não lhe foi permitido repetir (2 Co 12.2-4). Nesse caso novamente a palavra paraíso significa o céu com sua glória. Esse é o local da morada de Deus juntamente com seus anjos e com os santos que já morreram. Na mesma passagem o apóstolo usa a expressão “terceiro céu” como sinônimo de paraíso.
d. No livro do Apocalipse está a única passagem bíblica em que a palavra paraíso é aplicada como referência principal ao lugar preparado por Deus para o seu povo após a consumação dos séculos (Ap 2.7). Essa passagem traz a maravilhosa promessa de que Cristo dará de comer da árvore da vida que está no meio do paraíso de Deus ao que
vencer. Esse texto fala das bênçãos da salvação em toda sua plenitude, quando Deus habitará com seu povo por toda eternidade.
• O paraíso final. Portanto, o paraíso virá em sua forma final por ocasião da consumação dos séculos. Diferentemente do Jardim do Éden que foi perdido por causa do pecado, o paraíso futuro jamais será destruído. Isso porque ele foi conquistado e garantido pelo próprio Filho de Deus.

1.2 O que é a Cidade Eterna?
A LIÇÃO DIZ: Depois do julgamento final, após o Milênio (Ap 20), e a purificação da Terra por meio de fogo (2 Pe 3.10), surgirá a Nova Jerusalém, que figura como a Cidade Eterna de Deus (Ap 3.12; 21; 22).
Vamos estabelecer alguns pontos doutrinários importantes aqui:
• Primeiro, quanto a ordem cronológica. A Nova Jerusalém descerá do céu após o Milênio, e não durante o Milênio.
• O “Novo Céu e nova Terra” não se referem a outro planeta e outros céus, embora alguns teólogos acreditem nisso. Contudo, com base na referência bíblica utilizada pelo autor em 2 Pedro 3.10, ele acredita que este novo céu e nova terra são os que existem atualmente, mas serão renovados. A Nova Jerusalém é a cidade celestial que foi feita para ser o local onde Deus habitará juntamente com os homens que lhe foram fiéis e aceitaram a sua oferta de submissão e obediência à sua Palavra. É o local que substituirá o Éden como morada de Deus com os homens. Ela é explicitamente mencionada e revelada no capítulo 21 do livro do Apocalipse, mas, antes da visão do apóstolo João, já havia referências a ela nas Escrituras. O próprio Jesus já havia mencionado existir um lugar que seria por Ele preparado para que os seus servos nele habitassem para sempre com o Senhor (Jo 14.1-3). O objetivo de Deus é fazer com que tenhamos, novamente, um lugar onde possamos habitar com Deus, e a Nova Jerusalém é este local. Mas, se bem analisarmos, veremos que o Senhor é tão maravilhoso que, ao invés de tão somente substituir o Éden, proporcionou um lugar melhor do que o Éden.
 1.3 Quando a eternidade começará?
A LIÇÃO DIZ: De acordo com o estudo atento de Apocalipse, depois do Arrebatamento da Igreja, ocorrerá a Grande Tribulação por um período de sete anos, em seguida nosso Senhor retornará gloriosa e triunfantemente por ocasião de sua Segunda Vinda e implantará o Reino Milenial. Depois do Milênio, entraremos no glorioso Estado Eterno (Ap 21; 22). Aqui, devemos cuidar para não confundir o Milênio com o Estado Eterno. Este caracteriza a eternidade sem fim em que passamos com Deus; aquele é um período em que Jesus reinará por mil anos na Terra e, ao final desse período, pessoas serão julgadas diante do Trono Branco, o Juízo Final (Ap 20.11-15). Aguardemos piedosamente o Reino Eterno, o Novo Céu, a Nova Terra e a Nova Jerusalém! Ao nos referirmos ao começo da eternidade, estamos falando isso do ponto de vista do homem, posto que, em relação a Deus, sabemos que de eternidade a eternidade Ele é Deus (Sl 90.2). Deus sempre existiu, de maneira que nunca podemos aplicar a Ele o conceito de tempo; tudo em relação a Ele é atemporal, não estando sujeito aos limites do tempo, pois é o Criador do tempo. Quando nos voltamos para a questão do começo da eternidade, estamos falando sobre isso em relação aos salvos em Cristo e às promessas que Deus tem para eles em relação à sua eternidade, o que envolve a escatologia cristã, tratando do assunto pertinente às últimas coisas. Nós que somos mortais recebemos a imortalidade e uma vida eterna por causa da vida que vivemos em Cristo Jesus, quando a mortalidade não terá mais poder sobre a imortalidade. A nossa imortalidade começou no momento que passamos a estar em Cristo Jesus, recebendo a vida eterna (Jo 5.24), porém, sua concretização se dará no futuro, quando Cristo se manifestar (1 Co 15.53,54). Paulo esclarece isso muito bem em 2 Timóteo 1.10: “[…] e manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho” (ARA).

II. O ETERNO E PERFEITO ESTADO
2.1 O estado perfeito à luz da doutrina bíblica.
A LIÇÃO DIZ: De Gênesis a Apocalipse, há um propósito divino na consumação dos séculos, onde tudo ocorrerá por ocasião da Segunda Vinda de Cristo Jesus, após o Milênio, em que serão estabelecidos um Novo Céu e uma Nova Terra (Ap 21.1). O professor deverá tomar muito cuido para não misturar textos que descrevem o Milênio e os textos que descrevem o estado perfeito/eterno. A história humana está se encaminhando para um fim determinado por Deus. De Gênesis a Apocalipse, encontramos o início e o fim da história e da realidade tal como a conhecemos hoje. A história humana pode ser dividida em quatro pontos principais:
• Criação (Gn 1-2). No princípio, Deus criou os céus e a terra. (Gn 1.1 NAA).
• Queda. Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o SENHOR Deus tinha feito. E ela perguntou à mulher: “Foi isto mesmo que Deus disse: ‘Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim’?” Respondeu a mulher à serpente: “Podemos comer do fruto das árvores do jardim, mas Deus disse: ‘Não comam do fruto da árvore que está no meio do jardim, nem toquem nele; do contrário vocês morrerão’ ”. Disse a serpente à mulher: “Certamente não morrerão! Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês, como Deus, serão conhecedores do bem e do mal”. Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter  discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que comeu também. (Gn 3.1-6 NVI).
• Promessa. Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar”. (Gn 3.15 NVI).
• Redenção. Assim também nós, quando éramos menores, estávamos escravizados aos princípios elementares do mundo. Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da Lei, a fim de redimir os que estavam sob a Lei, para que recebêssemos a adoção de filhos. (Gl 4.3-5 NVI).
• Consumação (Ap 21-22). Aquele que dá testemunho destas coisas diz: “Sim, venho em breve!” Amém. Vem, Senhor Jesus! A graça do Senhor Jesus seja com todos. Amém. (Ap 22.20 NVI). No tempo da consumação, a Bíblia deixa bem claro que o destino final dos ímpios, do Diabo e de seus anjos será completamente diferente do estado final dos justos.
2.2 O estado perfeito à luz de Apocalipse 22.1-5.
A LIÇÃO DIZ: O livro do Apocalipse traz alguns símbolos que descrevem de maneira mais vívida o divino estado perfeito de todas as coisas. São símbolos que comunicam a singularidade desse novo estado: a) um rio; b) a árvore; c) a ausência de males; d) a presença de Deus. Aqui, novamente, entra a difícil questão de interpretar os detalhes. Eles são simbólicos ou literais? O comentarista crer que o rio e a arvore são simbólicos, mas outros teólogos assembleianos,
acreditam ser literais. Só saberemos quanto estivermos lá. O professor deve ter a humildade de reconhecer que não sabe tudo, porquanto no âmbito escatológico, não somos detentores da verdade absoluta. É importante ter cuidado para não se envolver em debates intermináveis sobre detalhes e perder o foco da aula. Vou deixar expor, apenas alguns pontos daquilo que acredito ser ponto pacifico nas ponderações teológicas. Como será a vida no estado eterno:
• Uma vida de comunhão com Ele. Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face (1 Co 13.12). Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é (Jo 3.2). Voltarei e vos recebereipara mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também (Jo 14.3). Contemplarão a sua face (Ap 22.4).
• Uma vida de descanso. Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham (Ap 14.13).
• Uma vida de total entendimento. … agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido (1 Co 13.12).
• Uma vida de santidade. Nela, nunca jamais penetrará cousa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no livro da vida do Cordeiro (Ap
21.27).
• Uma vida de alegria. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras cousas passaram (Ap 21.4).
• Uma vida de serviço. Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão (Ap 22.3).
• Uma vida de abundância. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida (Ap 21.6).
• Uma vida de glória. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação (2 Co 4.17). Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória (Cl 3.4).
• Uma vida de adoração. Depois destas cousas, ouvi no céu uma como grande voz de numerosa multidão, dizendo: Aleluia! A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Deus (Ap 19.1). Nenhum indivíduo redimido jamais poderia entender completamente a glória do futuro que lhe está proposto. João resumiu a glória prevista ao dizer: “Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele” (Jo 3.2). A glória da nossa esperança é que seremos transformados à Sua semelhança, sem pecado, sem morte, experimentando um perfeito desenvolvimento.

III. O ESTADO FINAL DE TODOS OS SANTOS
3.1 O que todo crente salvo deve esperar?
A LIÇÃO DIZ: O cristão que vive neste mundo sabe que, aqui, ele é peregrino nesta jornada, pois está consciente de que o seu lar, a sua verdadeira cidade, é a celestial de onde o nosso grande e maravilhoso Deus habita (Ap 21.3,22; 22.3). Em síntese, este subponto, complementa aquilo que já abordamos na verdade prática, mas acrescentamos:
• Consciência de Peregrinidade. O cristão é lembrado de sua natureza temporária neste mundo e da existência de uma morada eterna, reforçando a ideia de que a vida terrena é apenas uma passagem.
• Identidade Celestial. A verdadeira identidade do cristão não está atrelada às realidades terrenas, mas sim à cidade celestial, o que pode influenciar suas escolhas e valores diários.
• Destino Final. A menção da cidade celestial onde Deus reside destaca o destino final e glorioso que aguarda o cristão, incentivando-o a viver com propósito e esperança na promessa divina de uma eternidade com Ele.
3.2 Viveremos todos em unidade.
A LIÇÃO DIZ: Viveremos na Nova Cidade sem qualquer tipo de segregação, discriminação e diferença de classes, pois seremos um só povo em Cristo Jesus. No contexto atual, é desafiador conceber os detalhes de uma vida perfeita na eternidade. Pense comigo: Unidade perfeita implica em ausência de corrupção, egoísmo, maldade, orgulho, ira, inveja, cobiça, ganância… Percebe como é complexo visualizar uma vida nessas condições? Posso
assegurar que será infinitamente melhor do que o melhor que conseguimos imaginar.
3.3 Finalmente em casa.
A LIÇÃO DIZ: Sabemos que Nossa morada final não é aqui neste mundo. Os cristãos que verdadeiramente mantêm comunhão com Cristo e sua Palavra cultivam em seu coração o desejo de ir para a casa, como anelava o apóstolo dos gentios (2 Co 5.8; Fp 1.21,23). Conta-se que uma garotinha da zona rural caminhava por uma estrada de terra tarde da noite. O caminho estava mergulhado na escuridão, sem iluminação pública, e a luz da lua estava encoberta pelas nuvens. No trajeto para casa, ela encontrou um fazendeiro conhecido de seu pai, que lhe perguntou: “Você está perdida?” Ela respondeu: “Não.” Ele questionou: “Você não tem uma lanterna e está tão escuro, como sabe onde é sua casa?” Ela apontou para uma pequena luz ao longe, além do cemitério, e disse: “Ali é minha casa. Mantenho meu olhar fixo naquela luz e assim não me perco no caminho.” Moral da história: Nossa verdadeira casa encontra-se além do cemitério, após a sepultura. O peregrino que segue sua jornada com os olhos fixos em Cristo, a Luz do Mundo, não se desviará em sua caminhada rumo ao lar celestial.

CONCLUSÃO
O Apocalipse encerra a história humana da mesma forma que o livro de Gênesis a iniciou: no Paraíso. Mas existe uma diferença inconfundível no livro de Apocalipse: o mal foi eliminado para sempre. Gênesis descreve Adão e Eva caminhando e falando com Deus; Apocalipse descreve as pessoas adorando a Deus face a face. Gênesis descreve um jardim com uma serpente do mal; Apocalipse descreve uma cidade perfeita, sem qualquer influência maligna. Aguardamos ansiosamente a sua vinda.

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