20 de abril de 2024 04:52

freitasnews16

A DOUTRINA QUE DA VIDA E EXPULSA DEMÔNIOS

O FUNDAMENTO DOS APÓSTOLOS E DOS PROFETAS
A Doutrina Bíblica como Base para uma Caminhada Cristã Vitoriosa

O QUE VAMOS ESTUDAR?
Nesta lição estudaremos a respeito da doutrina de Jesus Cristo. Veremos que ela dá vida ao crente e autoridade para expulsar os demônios. Vamos juntos, aprender a Palavra de Deus.
TEXTO PRINCIPAL
Eu sou a porta; quem entra por mim será salvo. Entrará e sairá, e encontrará pastagem. O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente. (Jo 10.9,10 – NVI). O versículo 9 é um daqueles versículos bastante simples para o aluno da escola dominical entender, e contudo nunca pode ser esgotado pelos estudiosos mais especializados.
• Cristo é a porta. O cristianismo não é um credo, nem uma igreja, antes é uma pessoa, e essa pessoa é o Senhor Jesus Cristo.
• Se alguém entrar por mim. A salvação só pode ser recebida através de Cristo. O batismo não serve, nem a ceia do Senhor. Devemos entrar por Cristo e pelo poder que ele dá. O convite é para qualquer pessoa. Cristo é o Salvador tanto do judeu como do gentio. Mas para ser salvo o indivíduo deve entrar. Ele deve receber Cristo pela fé. É um ato pessoal, e sem ele não há salvação. Os que entram são salvos da penalidade, do poder e, por fim, da presença do pecado.
• Depois da salvação, eles entrarão e sairão. Talvez o pensamento é que entram na presença de Deus pela fé para adorar e depois saem para o mundo para dar testemunho do Senhor. De qualquer forma, trata-se de um quadro de absoluta segurança e liberdade no serviço do Senhor. Os que entram acham pastagem.
• Cristo não é somente o Salvador e aquele que dá liberdade, mas é também o Sustentador e aquele que satisfaz. Suas ovelhas acham pastagem na palavra de Deus. O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir […]. Em primeira instância, o ladrão aqui é o fariseu (10.1). Esses líderes religiosos matavam e destruíam as pessoas que eles tinham roubado (Mt 23.15). O ladrão não tem outra agenda a não ser roubar, matar e destruir. Ele vem somente para isso. Esse é um retrato imediato dos fariseus. Também aponta para todos os líderes religiosos que oprimem e destroem o povo em vez de apascentá-lo. Essa é uma descrição clara do próprio diabo, inspirador de todos os falsos pastores.


RESUMO DA LIÇÃO
A doutrina de Jesus reflete o seu caráter, razão pela qual ela liberta e dá vida aos que creem e a obedecem. A doutrina de Jesus não é apenas intelectual, mas transformadora. Ela tem o poder de libertar as pessoas do pecado, da condenação e da morte espiritual, trazendo-lhes vida abundante e eterna. Isso é evidenciado na promessa de Jesus em João 8.32, onde Ele declara que a verdade liberta.


INTRODUÇÃO
A LIÇÃO DIZ: Por intermédio do ministério terreno de Jesus, podemos ver que doutrina e obras caminham unidas. As obras realizadas pelo Senhor Jesus revelam o seu caráter e a natureza da sua doutrina. Portanto, além de relacionar a doutrina de Cristo com suas obras, esta lição mostrará que ambas são inseparáveis e que as obras do Senhor são firmadas em quem Ele é. A doutrina de Cristo é o conjunto de ensinamentos que Ele revelou aos seus discípulos e ao mundo, por meio de suas palavras e ações. As obras de Cristo são as manifestações do seu poder, da sua autoridade, da sua misericórdia e do seu amor. As obras de Cristo são os sinais que Ele realizou para confirmar a sua doutrina. A doutrina e as obras de Cristo são inseparáveis, pois elas revelam quem Ele é: o Filho de Deus, o Messias prometido, o Salvador do mundo, o Senhor de tudo. A doutrina e as obras de Cristo são complementares, pois elas se iluminam mutuamente e nos conduzem ao conhecimento plenode Deus.


I. A AUTORIDADE DA DOUTRINA DE CRISTO
1.1 O conceito de autoridade.
Autoridade é a capacidade de influenciar, orientar, ordenar ou decidir sobre algo ou alguém. A autoridade pode ser exercida de diferentes formas e níveis, dependendo da origem, da finalidade e da legitimidade da mesma. A autoridade pode ser humana ou divina, temporal ou eterna, justa ou injusta, benéfica ou maléfica. A autoridade da doutrina de Cristo é a autoridade divina, eterna, justa e benéfica, que procede diretamente de Deus, o Pai, que a revelou ao seu Filho unigênito, Jesus Cristo, o Verbo encarnado. A autoridade da doutrina de Cristo é a autoridade suprema, que se impõe sobre toda a criação, sobre toda a história e sobre toda a humanidade.
1.2 Autoridade que habilita.
A LIÇÃO DIZ: A autoridade de Cristo confere todas as condições necessárias em favor do avanço de seu Reino, inclusive na difusão de sua doutrina. Eu lhes dei autoridade para pisarem sobre cobras e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo; nada lhes fará dano. (Lc 10.16 – NVI). Outro texto que vale apena conferir é Mateus 28.18-20 Então, Jesus aproximou-se deles e disse: “Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. Temos êxito em nossa missão porque ninguém tem mais autoridade do que Jesus, nem no céu, nem na terra, nem no inferno! Ao realizarmos a sua obra, estamos sob a sua autoridade.
1.3 Autoridade confirmada.
A LIÇÃO DIZ: A autoridade de Jesus faz dEle digno de ser ouvido e a sua doutrina digna de toda aceitação, haja vista ser ela de natureza divina. Há um texto bíblico no evangelho segundo Mateus que é bem apropriado para ocasião: Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, as multidões estavam maravilhadas com a sua doutrina, porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas. (Mt 7.28,29 – NAA). Por que as multidões ficaram maravilhadas?
• Ele falava a verdade (Jo 14.6; 18.37). Os pensamentos corruptos e evasivos caracterizavam os sermões de muitos dos escribas e fariseus (Mt 5.21).
• Ele apresentava assuntos de grande relevância, questões de vida, morte e eternidade (leia todo o sermão). Eles (fariseus e escribas) com frequência desperdiçavam seu tempo com trivialidades (Mt 23.23; Lc 11.42).
• Havia consistência e conteúdo edificante na pregação de Jesus. No entanto, os fariseus, como denuncia o Talmud, divagavam sem parar.
• Ele falava como aquele que amava os homens, como aquele que se preocupava com o bemestar eterno de seus ouvintes e apontava para o Pai e seu amor (5.44-48). A falta de amor por parte dos fariseus é evidente com base em passagens tais como (Mt 23.4,13-15; Mc 12.40; etc).
• Finalmente, e este aspecto é o mais importante, pois ele é especificamente declarado aqui (v.28), Ele falava “com autoridade” (Mt 5.18,26; etc.), porque sua mensagem vinha diretamente do coração e mente do Pai (Jo 8.26).

II. A DOUTRINA DE CRISTO DÁ VIDA AO HOMEM

2.1 Morte espiritual.
A LIÇÃO DIZ: Paulo ensina que o homem sem Deus se encontra morto em suas ofensas e pecados e nos mostra algumas características dessa condição, como por exemplo: cometer práticas ilícitas deliberadamente; viver de acordo com os padrões deste mundo que é inimigo de Deus; desobediência e seguir os desejos da carne. Somente o Espírito Santo pode reverter essa situação. Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência. Anteriormente, todos nós também vivíamos entre eles,  satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, éramos por natureza merecedores da ira. (Ef
2.1-3 – NVI). A morte a que Paulo se refere não é uma figura de linguagem, como na parábola do filho pródigo: “Este meu filho estava morto”. Pelo contrário, é uma declaração real da condição espiritual de todos que estão fora de Cristo. A causa da morte são as transgressões e os pecados. O salário do pecado é a morte (Rm 6.23). Morte é separação. Da mesma forma que a morte separa o corpo da alma, a morte espiritual separa o homem de Deus, a fonte da vida. É como se o mundo todo fosse um imenso cemitério e cada pedra tumular tivesse a mesma inscrição: “Morto por causa do pecado”. É importante ressaltar que o incrédulo não está apenas doente; ele está morto. Ele não necessita apenas de restauração, mas de ressurreição. Portanto, na esfera de maior importância (que não é nem o corpo, nem a mente, nem a personalidade, mas a alma), as pessoas sem Cristo não têm vida. Elas estão cegas para a glória de Jesus Cristo e surdas para a voz do Espírito Santo. Não têm amor por Deus, não têm consciência de sua realidade pessoal, não têm nenhuma ação do espírito em direção a Deus para clamar: “Aba, Pai”. Não têm anseio por comunhão com o povo de Deus – são tão indiferentes a ele quanto um cadáver.
2.2 A vida de Cristo.
A LIÇÃO DIZ: Jesus é o bom Pastor que “dá a vida pelas suas ovelhas” (Jo 10.11). Mas, afinal de contas, que vida é esta? O texto em Efésios 2.5 nos dar a resposta: deu-nos vida com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos. Deus tirou-nos da sepultura espiritual em que o pecado nos havia posto. Deus realizou uma poderosa ressurreição espiritual em nós por meio do poder do Espírito Santo. Quando cremos em Cristo, passamos da morte para a vida (Jo 5.24). Recebemos vida nova: a vida de Deus em nós. O texto de João 10.11 nos diz: — Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.
• Ele se deu voluntariamente. As pessoas não puderam tirar sua vida. Ele voluntariamente a entregou para tornar a reassumi-la (10.17). Não foi Judas que, por ganância, levou Jesus à cruz. Não foi Pedro que, por covardia, negou a Jesus que o levou à cruz. Não foi o Sinédrio judaico que, por inveja, julgou Jesus réu de morte e o levou à cruz. Não foi Pilatos que, por conveniência política, sentenciou Jesus à morte e o levou à cruz. Não foi a multidão ensandecida, insuflada pelos sacerdotes, que levou Jesus à cruz. Ele foi para a cruz voluntariamente. Ele se entregou por amor. Ele se deu voluntariamente.
• Ele se deu sacrificialmente. Ele não amou suas ovelhas apenas de palavras. Verteu seu sangue pelas ovelhas. Não havia outro meio mais ameno. Não havia outro caminho de salvação. Para salvar suas ovelhas, a lei de Deus que foi violada precisava ser obedecida. A justiça de Deus ultrajada precisava ser satisfeita. Somente o sacrifício de Cristo, o Cordeiro sem mácula, poderia salvar as ovelhas.
• Ele se deu vicariamente. Jesus morreu em lugar das ovelhas. Sua morte não apenas possibilitou a salvação das ovelhas, mas realmente a efetivou. O sacrifício de Cristo foi substitutivo. Ele morreu em lugar das ovelhas. Ele pagou sua dívida. Não morreu para abrandar o coração de Deus, mas como expressão do amor de Deus. Não foi a cruz que inundou o coração de Deus pelas ovelhas, mas foi o coração inundado de amor pelas ovelhas que providenciou a cruz. A cruz é o maior arauto do amor de Deus. Nela, Jesus morreu por pecadores. Nela, o Justo morreu pelos injustos. Nela, encontramos uma fonte de vida e salvação.
2.3 Doutrina de vida.
A LIÇÃO DIZ: Jesus disse que as suas palavras são “espírito e vida” (Jo 6.63). Esse texto reafirma a natureza espiritual e divina das palavras de Jesus e o fato de que as suas palavras produzem vida. O Senhor disse: “As palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida”. Ele pretendia asseverar que, aplicadas ao coração pelo Espírito Santo, suas palavras e seus ensinos são os meios apropriados para despertar o interesse pelas coisas de Deus e conceder vida espiritual.



III. A DOUTRINA DE CRISTO E OS DEMÔNIOS
3.1 A doutrina de Cristo e suas obras.
A LIÇÃO DIZ: Jesus se manifestou “para desfazer as obras do diabo” (1 Jo 3.8). Ele percorreu vários lugares anunciando “o evangelho do Reino” e “fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo” e anunciando “o evangelho do Reino” (Mt 9.35; At 10.38). O que o diabo tem feito é espalhar o pecado e a morte entre a humanidade. “Moralmente, sua obra é tentar para o pecado; fisicamente, é infligir doença; intelectualmente, seduzir para o erro. Ele ainda ataca a alma, o corpo e a mente do homem dessas três maneiras” (J. Stott). Essas são as suas obras. Jesus Cristo, o Filho de Deus, manifestou-se ao mundo com o específico propósito de destruir (no original, desfazer) essas obras, ou seja, soltar as amarras do pecado, dissolver seu poder e influência na vida dos pecadores (cf. 3.5).
3.2 Os demônios reconhecem Jesus.
A LIÇÃO DIZ: Os demônios conhecem a Jesus, sabem de sua natureza, reconhecem a sua divindade e se encurvam diante do seu poderio (Mt 8.28-34). Os demônios se submetem e respeitam tanto a Jesus como à sua autoridade. Leia o texto com atenção para entender o nosso comentário: Quando Jesus chegou à outra margem, à terra dos gadarenos, dois endemoniados foram ao seu encontro, saindo dentre os túmulos. Eles eram tão furiosos, que ninguém podia passar por aquele caminho. E eis que gritaram: — O que você quer conosco, Filho de Deus? Você veio aqui nos atormentar antes do tempo? Ora, uma grande manada de porcos estava pastandom não longe deles. Então os demônios pediram a Jesus com insistência: — Se você vai nos expulsar, mande-nos para a manada de porcos. Jesus disse: — Pois vão. E eles, saindo, entraram nos porcos; e eis que toda a manada se precipitou, despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, e morreram nas águas. Os que tratavam dos porcos fugiram e, chegando à cidade, anunciaram todas estas coisas e o que tinha acontecido com os endemoniados. Então a cidade toda saiu para encontrar-se com Jesus. E, ao vê-lo, pediram-lhe com insistência que se retirasse da terra deles. (Mt 8.28-34 – NAA). Por que Jesus atendeu ao pedido dos demônios? Por quatro razões pelo menos: Primeiro, para mostrar ao mundo que os demônios não são seres mitológicos, mas seres reais e malignos. Segundo, para mostrar o poder devastador dos demônios, capaz de levar à morte dois mil porcos. Terceiro, para mostrar os valores distorcidos do mundo, que ama mais os porcos do que as pessoas. Quarto, para mostrar que ele, Jesus, é quem tem autoridade. Os demônios ficam se ele permitir e
saem se ele mandar.
3.3 Os demônios são expulsos.
Sobre esse subponto podemos considerar:
• Poder sobre as forças espirituais. A capacidade de Jesus em expulsar demônios ressalta seu poder e autoridade sobre as forças espirituais do mal. Isso demonstra que Ele é superior a qualquer influência demoníaca e que o Reino de Deus triunfa sobre o reino das trevas.
• Libertação e cura. As ações de Jesus revelam seu desejo de libertar e curar as pessoas oprimidas pelo mal.
• Conflito espiritual. A expulsão de demônios também evidencia a realidade do conflito espiritual entre o bem e o mal. Isso nos leva a considerar a importância da vigilância espiritual e a compreensão da batalha espiritual que está presente no mundo.


CONCLUSÃO
Com a graça de Deus, concluímos mais uma lição! Desejo a todos uma ótima aula e final de semana extraordinário. Deus abençoe a todos.

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