AS PROMESSAS DE DEUS
Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu










O QUE ESTUDAREMOS?
Nesta lição, tomamos Ef.6.10-17 e o Salmo 91 para estudar a promessa de proteção que Deus faz ao seu povo diante das investidas do Maligno contra as nossas vidas. Vamos juntos, aprender a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO – COMPARAÇÃO DE TRADUÇÕES
Pois ele ordenará a seus anjos que o protejam aonde quer que você vá. (Sl 91.11 NVT). Essa é a passagem que Satanás citou a Jesus durante a tentação no pináculo do templo (Lc 4.9 11). Jesus não negou que esses versículos se referiam a ele, mas negou seu uso como pretexto para tentar Deus. O Altíssimo não mandou Jesus se atirar do alto do templo. Caso tivesse feito isso, o Salvador teria agido de modo contrário à vontade divina, e, nesse caso, a promessa de proteção não se aplicaria. A promessa de proteção contida no Salmo 91 não é uma garantia de segurança sem condições, mas está intimamente ligada ao relacionamento de confiança e obediência ao Senhor. A proteção divina é um reflexo da fidelidade de Deus àqueles que andam em Seus caminhos. Quando Satanás sugere que Jesus se atire do pináculo do templo para que as Escrituras se cumpram, ele distorce o verdadeiro propósito da promessa. A proteção de Deus não é para aqueles que buscam tentar a Deus de forma imprudente ou desobediente, mas para aqueles que se submetem à Sua vontade e andam humildemente com Ele. Deus promete sua divina proteção a todos os que são fiéis à sua Palavra.
• Deus promete. A promessa divina é um compromisso sagrado feito pelo próprio Deus. Ele é fiel e imutável, e suas promessas são sempre verdadeiras. Quando Deus promete algo, podemos confiar plenamente que Ele cumprirá.
• sua divina proteção. A proteção de Deus não é apenas física, mas também espiritual e emocional. Ele nos guarda dos perigos visíveis e invisíveis, nos livra das ciladas do inimigo e nos fortalece em momentos de dificuldade. Essa proteção é um escudo que nos envolve, garantindo que, mesmo nas adversidades, não estamos sozinhos.
• a todos os que são fiéis à sua Palavra. A fidelidade à Palavra de Deus é a chave para vivermos sob sua proteção. Ser fiel implica obedecer, confiar e viver conforme os ensinamentos divinos. Essa fidelidade não apenas nos alinha com a vontade de Deus, mas também nos posiciona para receber suas bênçãos e proteção.






I. PROTEÇÃO ESPIRITUAL CONTRA O INIMIGO
1.1 Proteção contra o maior inimigo.
A LIÇÃO DIZ: Há uma batalha espiritual em que o cristão está diretamente envolvido. Nesta batalha, o Diabo é o nosso inimigo. Para enfrentá-lo, a Bíblia nos apresenta algumas diretrizes indispensáveis. O capítulo 6 da Epístola do apóstolo Paulo aos Efésios revela alguns ensinamentos muito importantes. Ele nos descreve as hostes espirituais da maldade e, ao mesmo tempo, quais armas o Senhor Deus nos disponibiliza para a nossa proteção (Ef 6.12-17). A nossa batalha é espiritual. A batalha espiritual é um conflito constante enfrentado pelos cristãos contra as forças das trevas. Embora o termo “batalha espiritual” não apareça diretamente na Bíblia, sua realidade é amplamente abordada nas Escrituras, sendo um tema presente do Gênesis ao Apocalipse. Desde a queda do homem em Gênesis 3, Satanás e seus demônios têm trabalhado para afastar a humanidade de Deus, sendo esse seu objetivo principal: destruir o povo de Deus e a obra divina. Também é verdade que o conceito de batalha espiritual é um dos mais mal compreendidos e distorcidos pelos cristãos da atualidade. Inclusive, a ideia errada de batalha espiritual tem sido amplamente utilizada com a finalidade de semear heresias no meio da Igreja. Portanto, devemos ter muito cuidado quando falamos sobre este assunto. Os neopentecostais dão muita ênfase a esse a batalha espiritual e acabam inventando muita coisa, consequentemente envergonhando o evangelho. A Bíblia confirma a existência da batalha espiritual e exorta a vigilância. Os inimigos são descritos por Paulo como principados, potestades e forças espirituais do mal, organizados sob a liderança de Satanás (Ef 6.12).
1.2 Os inimigos espirituais em Efésios.
A LIÇÃO DIZ: Em Efésios 6.10-12, o apóstolo Paulo nos mostra que os nossos inimigos são espirituais. As expressões que o apóstolo usa para esses inimigos são principados, governos do mal liderados pelos príncipes das trevas; potestades, poderes malignos que se levantam contra os servos de Deus; príncipes das trevas deste século, demônios que lideram outros demônios e combatem à Igreja do Senhor Jesus; hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais, legiões de demônios preparadas para destruir a vida espiritual dos crentes, das igrejas e do ambiente de adoração a Cristo. Satanás e seus demônios desenvolvem estratégias para tentar deter o avanço da Igreja de Cristo.
Vamos entender três pontos muito importantes:
• Erros que Devemos Evitar. Devemos, a todo custo, evitar os extremos. Primeiramente, não podemos supervalorizar o diabo. Muitos pregadores falam mais sobre o diabo do que sobre o evangelho; há igrejas em que os cultos giram em torno de supostas libertações demoníacas. Em segundo lugar, não podemos negar a sua existência. Não são poucos os que acreditam que o diabo é apenas uma lenda, um mito ou uma mera personificação do mal. Em terceiro lugar, é incorreto superestimar Satanás, pensando que ele é todo-poderoso; ele não é onipotente, onisciente nem onipresente. Por fim, não devemos subestimá-lo, pois, embora não tenha todo o poder, é engenhoso e ardiloso. Sem a ajuda de Deus, jamais poderemos vencê lo.
• Nosso Inimigo é Mestre em Armadilhas. No sertão, era comum o uso de uma armadilha para capturar passarinhos chamada “arapuca”. A arapuca era colocada em locais onde os passarinhos costumavam beber água. Para que ela fosse eficaz, era necessário observar atentamente o comportamento das aves e posicioná-la no lugar certo. Após isso, colocava-se a isca sob o caixote, e o restante era uma questão de esperar pacientemente pela primeira vítima. Quando o passarinho, atraído pela comida fácil, entrava debaixo da arapuca, o caixote caía rapidamente sobre ele, aprisionando-o e tirando-lhe a liberdade. De maneira similar, Satanás é um observador astuto, cheio de artimanhas e paciência. Ele conhece bem suas armadilhas e sabe escolher suas iscas com precisão. O diabo utiliza eficazmente a dúvida, o medo, a mágoa e a insatisfação para aprisionar o homem em suas mentiras.
• Ordem na Desordem. Jesus ensina que o reino espiritual da maldade é organizado (Mt 12.25 26). Paulo fala sobre a hierarquia das trevas (Ef 6.12). Nosso inimigo é numeroso, incansável e maligno. Satanás não brinca de ser satanás; ele não tem piedade e dedica todo o seu tempo, força e recursos para destruir os homens. Ele opera com um propósito determinado e uma estratégia bem estruturada, visando minar a fé e a vida de cada um daqueles que pertencem a Deus. Por isso, é essencial que estejamos alertas e preparados para resistir às suas investidas, confiando no poder e na proteção do Senhor.
• Malignidade. Satanás é descrito em várias formas na Bíblia, como diabo, assassino, mentiroso e destruidor. Seu objetivo é roubar, matar e destruir, e ele deseja levar consigo todos que possa, pois já está condenado à perdição eterna.
• Persistência. O diabo é persistente, voltando com novas estratégias mesmo após ser derrotado. Como vimos nas tentações de Jesus, ele não desiste facilmente e sempre busca novas formas de atacar (Lc 4.13). A batalha espiritual é contínua, e precisamos estar preparados para resistir firmemente.
• Numerosidade. Satanás e seus anjos são numerosos e atuam em todo o mundo. Eles formam uma hierarquia espiritual de trevas, e a luta contra eles não pode ser vencida com forças humanas, mas somente com a ajuda de Deus (Ef 6.12).
• Oportunismo. O diabo é oportunista e procura explorar qualquer brecha em nossa vida. Quando deixamos de usar toda a armadura de Deus, ele encontra maneiras de nos atacar subitamente, sem aviso (Ef 6.11-14). Precisamos estar sempre vigilantes e bem preparados.
1.3 As armas espirituais do crente.
A LIÇÃO DIZ: Para enfrentar as poderosas hostes espirituais da maldade, temos uma armadura espiritual, providenciada por Deus, descrita em Efésios 6.14-17. Uma armadura constituída pelas seguintes armas espirituais:
• Cinturão da Verdade (Ef 6.14a). O cinturão da verdade é a primeira peça mencionada e é fundamental para manter todas as outras partes da armadura juntas. A verdade, como Paulo descreve, possui uma dimensão objetiva e subjetiva. Objetivamente, a verdade se refere à revelação de Deus contida na Escritura, à verdade do evangelho, que orienta o crente em sua fé. Subjetivamente, ela é refletida em uma vida de sinceridade e integridade, onde o crente é guiado pela verdade de Deus, vivendo em honestidade e pureza diante do Senhor. Este cinturão simboliza a necessidade de estar fundamentado na verdade para resistir à mentira de Satanás, o pai da mentira (Jo 8.44). Assim, o crente é chamado a viver de forma íntegra, mantendo sua vida alinhada com os ensinamentos de Cristo.
• Couraça da Justiça (Ef 6.14b). A couraça da justiça protege o coração e os órgãos vitais, simbolizando a justiça que o crente tem em Cristo e a justiça que deve manifestar em sua vida diária. Objetivamente, a justiça se refere à justificação que o crente recebe através do sacrifício de Cristo, que o declara justo diante de Deus (2 Co 5.21). Subjetivamente, a justiça se manifesta na santificação, na prática diária de viver de acordo com os princípios de Deus. A couraça protege o crente dos ataques das acusações de Satanás, que tenta lembrar-lhe de seus pecados passados. Quando o crente vive em conformidade com a justiça de Cristo, ele se torna invulnerável às acusações do maligno.
• Calçados do Evangelho da Paz (Ef 6.15). Os calçados espirituais representam a prontidão para levar a mensagem do evangelho de paz. Como os soldados romanos usavam sandálias com cravos para garantir estabilidade nas batalhas, o crente deve estar firmemente preparado para caminhar e avançar na propagação das boas novas. O evangelho traz paz com Deus e com os outros (Ef 2.14-18), e o crente é chamado a ser um embaixador dessa paz. A prontidão de proclamar a salvação de Cristo é uma arma ofensiva na guerra espiritual, conquistando corações e vencendo as hostilidades do mundo.
• Escudo da Fé (Ef 6.16). O escudo da fé é essencial para apagar os dardos inflamados do maligno. A fé, tanto como confiança ativa em Deus quanto como crença nas doutrinas fundamentais da fé cristã, protege o crente dos ataques espirituais. Satanás lança dúvidas, tentações e mentiras contra o crente, mas a fé atua como um escudo que apaga as tentações e fortalece a confiança em Deus. A fé é a certeza de que Deus é fiel e capaz de cumprir Suas promessas, sendo uma defesa poderosa contra as flechas espirituais que visam abalar a esperança do crente.
• Capacete da Salvação (Ef 6.17a). O capacete da salvação protege a mente, simbolizando a certeza da salvação que o crente possui em Cristo. Não se trata apenas da salvação futura, mas da confiança na salvação presente, que nos capacita a enfrentar as lutas espirituais com coragem e confiança. O crente é chamado a ter uma mente renovada pela certeza de que a vitória final já está garantida, pois Cristo já conquistou a vitória sobre o mal na cruz. Quando a mente está firmada na salvação de Deus, ela se torna invulnerável aos ataques do inimigo, que tenta gerar dúvidas na mente do cristão.
• Espada do Espírito: A Palavra de Deus (Ef 6.17b). A espada do Espírito é a única arma ofensiva mencionada na armadura de Deus e é a Palavra de Deus. Assim como a espada corta e fere, a Palavra de Deus tem o poder de penetrar no coração e discernir os pensamentos e intenções do ser humano (Hb 4.12). A espada do Espírito não é apenas a Bíblia como um livro, mas a aplicação específica da Palavra de Deus em momentos de necessidade. Jesus usou as Escrituras para resistir à tentação de Satanás no deserto, mostrando como a Palavra de Deus pode ser usada para combater as mentiras do inimigo. O crente deve conhecer a Bíblia profundamente e estar preparado para usá-la em momentos de ataque espiritual, proclamando a verdade que destrói as fortalezas do mal.





II. A MARAVILHOSA PROTEÇÃO DE DEUS
2.1 A proteção de quem se relaciona com Deus.
A LIÇÃO DIZ: O Salmo 91 revela a proteção divina para os que se relacionam com Deus e andam em sua presença (v.1). É um salmo que afirma que Deus oferece descanso para a alma que se relaciona com Ele. Dessa maneira, o nosso relacionamento com Deus é de confiança e, por isso, Ele nos livrará do perigo, da insegurança e nos dará a proteção (vv.2-4). Nos períodos de intensas batalhas espirituais, contar com a proteção divina serve de consolo e segurança na hora da provação. Este salmo não tem título e nós não temos meios de determinar o nome de seu escritor ou a data de sua composição com rigor. Os doutores judeus consideram que quando o nome do autor não é mencionado, podemos designar o salmo ao último escritor mencionado; e, sendo assim, este é outro salmo de Moisés, o homem de Deus. Muitas expressões aqui utilizadas são semelhantes àquelas que Moisés utilizou em Deuteronômio; e o indício interno, a partir das expressões peculiares, o indicam como compositor. Mas lembre-se, isso é apenas uma suposição. Porém, se Moisés foi o escritor deste salmo, muitas expressões fazem sentido, principalmente quando pensamos no modo como Deus tirou o povo do Egito com pragas e juízos; bem como a forma sobrenatural como Deus guiou o seu povo pelo deserto.
Estruturas possíveis do Salmo 91:
a. Refúgio Seguro com o Senhor (vs. 1–8);
b. O Gracioso Cuidado Divino (vs. 9–13);
c. Palavra de Promessa Divina (vs. 14–16).
a. Confiança (1-8);
b. Triunfo (9-13);
c. Promessa de Fidelidade (14-16).
Percebe-se, de forma clara, que o conhecimento que o salmista tinha a respeito de Deus era profundo, motivo pelo qual ele tinha tanta confiança no Senhor. O conhecimento do salmista era tanto intelectual quanto relacional. Vamos analisar algumas palavras que ele utiliza para se referir a Deus:
• No hebraico, Elyon, o Altíssimo. Acredita-se que esse é um dos mais antigos nomes hebraicos de Deus. Melquisedeque era sacerdote de El Elyon, e não de Yahweh. O título “Altíssimo” é usado no livro de Salmos por vinte e uma vezes. Aparece por três vezes no livro de Daniel (Dn 7.22,25,27). No Novo Testamento, os demônios chamaram Jesus de Filho do Altíssimo (ver Mat. 5:7 e Luc. 8:28).
• No hebraico, Shaddai, Todo-Poderoso/Onipotente. Foi assim que o Senhor apresentou-se a Abraão (Gn 17.1). O patriarca já sabia ser Ele o Criador e o Mantenedor de todas as coisas. Avançando em sua comunhão com o Senhor, este se lhe apresenta como o Todo-Poderoso. Ou seja: Aquele que faz as coisas acontecerem. Aquele que tudo comanda; que não é surpreendido por nada; que tem poder suficiente para tornar cada decreto seu, realidade.
• No hebraico, Yahweh, SENHOR. Lemos em Êxodo 6:2,3: “Falou mais Deus a Moisés e lhe disse: Eu sou o SENHOR (no hebraico, Yahweh). Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como o Deus Todo-poderoso; mas pelo nome, O SENHOR (no hebraico, Yahweh), não lhes fui conhecido”. Esse termo aponta para auto-existência de Deus, “Eu Sou o que Sou”.
• No hebraico, Elohim, Deus. Termo que aparece no primeiro versículo da Bíblia caracterizando Deus como criador de todas as coisas.
2.2 Deus, o nosso refúgio e fortaleza.
A LIÇÃO DIZ: No versículo 4 do Salmo 91, duas expressões chamam a atenção. A primeira, “o laço do passarinheiro”; trata-se de uma referência aos ardis do Maligno para elaborar ciladas contra os servos de Deus. Outra expressão é “peste perniciosa”; que se refere à enfermidades malignas que ceifam muitas vidas. A palavra refúgio significa um lugar seguro, onde se pode escapar dos perigos e das ameaças. A palavra fortaleza significa um lugar forte, onde se pode resistir aos ataques e às adversidades. O salmista reconhece que Deus é o seu refúgio e a sua fortaleza, ou seja, Ele é o seu abrigo seguro e a sua fonte de força. Ele confia que Deus o livrará de todo mal e o sustentará em todas as situações. Ele expressa a sua fé e a sua dependência de Deus, que é o seu Deus pessoal e fiel. Destaco, no texto supracitado, as palavras “escapar” e “resistir”. Em Deus, assim crê o salmista, podemos encontrar uma saída, um escape, e também condições para fazer resistência, opor-nos ao mal e às tentações. Os versículos 3-6 descrevem vários perigos dos quais Deus livra os seus servos:
• Laço do passarinheiro/laço do caçador/perigos escondidos. O laço do passarinheiro na Bíblia é uma armadilha usada por caçadores para capturar pássaros. Essa armadilha era uma espécie de rede. A expressão é usada como uma metáfora para representar os perigos e as ciladas que os inimigos de Deus armam contra os seus servos.
• Peste perniciosa/veneno mortal/doenças mortais. Essa expressão é usada para falar dos males físicos ou espirituais que podem atingir os seres humanos.
• Terror noturno/pavor da noite/perigos da noite. O comentário de Beacon diz que é provavelmente o rápido ataque noturno comum no combate daquela época. O perigo que surge de surpresa, de forma inesperada.
• Seta ou fecha voa de dia. A seta que voa de dia na Bíblia é uma expressão que significa uma flecha lançada por um arqueiro que pode atingir o seu alvo. Essa expressão é usada de forma figurada para falar dos perigos e calamidades que podem acontecer aos homens.
• Peste que se propaga nas trevas/peste que se move sorrateira nas trevas/ peste que se espalha na escuridão. Essa é uma expressão que significa doenças perigosas que podem se tornar pragas ou epidemias.
• Mortandade que assola ao meio-dia/ praga que devasta ao meio-dia/ males que matam ao meio-dia. Mortandade que assola ao meio-dia é uma expressão bíblica que significa uma grande matança de pessoas ou animais que acontece de forma visível, mas incontrolável. O salmista usa essa expressão para contrastar com a peste que anda na escuridão, que é uma doença ou praga que se espalha de forma oculta e sorrateira. Nos versículos (7,8), o salmista usa uma linguagem hiperbólica para enfatizar a magnitude dos perigos que ele enfrenta e a eficácia da proteção divina. Caiam mil ao seu lado, e dez mil, à sua direita; você não será atingido.
2.3 A Onipotência de Deus.
A LIÇÃO DIZ: O Salmo 91 apresenta Deus como o Onipotente, aquEle que é o Todo-Poderoso. Essa é a base doutrinária para a proteção divina que, ao longo da Bíblia, é desenvolvida e ensinada. A definição precisa de onipotência é que Deus pode fazer “toda Sua santa vontade”. Ou seja, Deus pode fazer tudo o que é compatível com Seu caráter. A Bíblia nos ensina que Deus age conforme Sua natureza, e Sua vontade nunca entra em conflito com Sua perfeição. Ele é soberano e pode realizar qualquer coisa que deseja, mas sempre de acordo com o que é bom, justo e santo. Portanto, a onipotência de Deus é expressa não como uma capacidade de fazer qualquer coisa no sentido mais amplo e irracional, mas como a liberdade de agir de maneira plena e ilimitada dentro de Seu caráter santo. Ele não pode fazer coisas que contradizem Sua própria natureza, como mentir ou pecar. Isso é consistente com a compreensão de que o poder de Deus está sempre em harmonia com os outros atributos de Sua personalidade divina, como Sua santidade, sabedoria e justiça. Quando compreendemos o conceito de onipotência, percebemos que Deus não está em uma batalha de força com o diabo, pois nosso inimigo não possui todo o poder. Em nenhum momento da história, ele conseguiu prevalecer ou enfrentar o Todo-Poderoso em igualdade de condições. Portanto, não nenhum tipo de mal que seja maior ou igual a Deus. Ele pode nos livrar de todo e qualquer inimigo ou perigo.


III. PROMESSAS E PROTEÇÃO
3.1 Os inimigos serão derrotados.
A LIÇÃO DIZ: Ao longo da história, muitos inimigos têm se levantado contra os planos de Deus para sua Igreja. Contudo, há uma promessa gloriosa, relacionada com a doutrina das Últimas Coisas, em que todo império, potestade e força, que operam para o mal, serão aniquilados. O Senhor Jesus colocará todos os inimigos debaixo de seus pés, inclusive o último deles, a morte (1 Co 15.24-26). Por isso, tudo está sendo preparado para a vitória final de nosso Deus, cumprindo o que o Senhor Jesus disse a respeito da Igreja: as portas do Inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16.18). A célebre frase de Billy Graham resume perfeitamente este subponto: “Eu li a última página da Bíblia, tudo vai ficar bem.” Por mais que guerras aconteçam, ideologias malignas sejam disseminadas e o mundanismo ganhe força, Deus porá um fim a todo pecado e maldade. O mal não triunfará.
3.2 Segurança e vitória para os que temem o Senhor.
A LIÇÃO DIZ: Hoje, em nossa vida cristã, podemos esperar segurança e vitória em Deus. Por isso, devemos orar ao Senhor buscando proteção antes de sair de casa para realizar as nossas tarefas, antes de resolver algum negócio, antes de realizar alguma viagem (Sl 18.2). Naturalmente, devemos fazer a nossa parte, sendo prudente em tudo, tomando cuidado com a nossa segurança, porém, compreendendo que “se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Sl 127.1). O Senhor nosso Deus cuida de seu povo.
• Segurança e Vitória em Deus. A confiança no poder de Deus é fundamental para a caminhada do cristão. A vitória não vem de nossos próprios esforços, mas pela dependência do Senhor.
• A Importância da Oração e Prudência. O subponto sugere que devemos orar a Deus antes de sairmos para cumprir nossas tarefas diárias, buscar Sua proteção antes de resolver negócios ou realizar viagens. A oração se torna um meio de consagração do nosso dia e de entrega das nossas atividades nas mãos de Deus. Contudo, ele também destaca a necessidade de ser prudente e tomar as medidas necessárias para proteger a si mesmo, sem negligenciar a responsabilidade humana. O equilíbrio entre fé e prudência é essencial: confiar em Deus, mas também fazer a nossa parte.
3.3 A abrangência da proteção de Deus.
A LIÇÃO DIZ: Deus é onipotente, tem todo o poder em suas mãos; Deus é onipresente, não está preso ao tempo nem ao espaço. Nesse sentido, à luz dos textos que estudamos nesta lição, Efésios 6 e Salmos 91, Deus é apresentado como aquEle que protege o seu povo. Em muitas outras passagens bíblicas, Ele é apresentado como aquEle que domina sobre tudo e todos (Sl 33.6,9). Por isso, a promessa de proteção divina abrange a nossa vida e toda a nossa família. Onde estivermos, a bênção protetora de Deus se fará presente (Sl 46.1-5). Ele é poderoso para fazer cessar as guerras, desfazer as contendas e trazer calmaria à nossa vida (Sl 33.10-12). A abrangência da proteção de Deus:
• Proteção Espiritual. A proteção de Deus abrange, antes de tudo, a nossa vida espiritual. Ele nos guarda da tentação e da obra do inimigo.
• Proteção Física e Emocional. A proteção de Deus também se estende à nossa vida física e emocional. Em momentos de perigo, doença, insegurança ou quando enfrentamos dificuldades emocionais e psicológicas, podemos confiar na proteção divina. Deus é Aquele que nos guarda de perigos visíveis e invisíveis, como vemos em Salmos 91.10-11.
• Proteção Familiar. A proteção divina se estende também à nossa família. Deus não cuida apenas de cada indivíduo isoladamente, mas promete cuidar do Seu povo como um todo. Em Salmos 33.18, vemos que “o Senhor olha dos céus e vê toda a humanidade”. Ele nos guarda coletivamente.

CONCLUSÃO
Vamos recapitular:
• Cientes de que a luta do crente não é contra carne ou sangue, é preciso estar revestido de toda armadura de Deus para enfrentar as hostes espirituais da maldade.
• Nenhum ardil do Maligno prevalecerá contra os que estão guardados em Deus, à sombra do esconderijo do Altíssimo.
• Pela onipotência divina, o inimigo de nossas almas será derrotado e as portas do Inferno jamais prevalecerão contra a Igreja do Senhor.
REFERÊCIA BIBLIOGRAFICA
• ANDRADE, Claudionor de. Dicionário teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.
• VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE Jr.; William. Dicionário Vine. Rio de janeiro: CPAD,
2002.
• PERARMAN, Myer. Conhecendo as doutrinas da bíblia. Rio de Janeiro: Editora Vida, 2006.
• AGUIAR, Marcelo. Deus de promessas. Curitiba: Editora Betânia, 2023.









