A CARREIRA QUE NOS ESTÁ PROPOSTA
O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para Chegar ao céu




O QUE ESTUDAREMOS?
Na lição desta semana, estudaremos a respeito do Inferno. Muitos evitam falar sobre este tema, entretanto, não falar a respeito desse assunto não evita que alguns caminhem em sua direção. Um dia todos vão experimentar a morte, independente da classe social a que pertençam, religião ou títulos, e sabemos que, depois da morte, segue-se o juízo: Céu ou Inferno. O Inferno é real e ele não foi preparado para o ser humano, por essa razão nos sentimos incomodados de falar a respeito dele. Contudo, a sua realidade é um alerta para nós ao longo de nossa carreira. Embora esse seja um assunto difícil de tratar na atualidade, o Inferno é um dos principais assuntos do Novo Testamento.

TEXTO ÁUREO – COMPARANDO TRADUÇÕES
— Depois ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: “Afastem-se de mim, vocês que estão debaixo da maldição de Deus! Vão para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos! (Mt 25.41 NTLH). Essa passagem descreve o castigo dos maus como consistindo de: a. separação (“Afastai-vos de mim”); b. associação (“preparado para o diabo e seus anjos”); c. fogo (“para o fogo eterno”).
• Em primeiro lugar, pois, inferno significa separação. Os maus ouvirão as terríveis palavras: “Afastem-se de mim, malditos”, o que é o oposto de “Vinde, benditos”. Além de 25.41, ver também 7.23; Lucas 13.27. Estes “irão” para o castigo eterno (25.46). Sua morada será “fora” do salão do banquete, da festa nupcial, da porta fechada (8.11, 12; 22.13; 25.10–13). Dentro está o Noivo. Dentro estão também todos os que aceitaram o convite antes que fosse tarde demais. Fora estão os filhos do reino que, havendo desprezado o chamado da graça, se põem a bater à porta em vão (Lc 13.28). Fora estão os cães (Ap 22.15). Os maus são lançados nas profundezas do abismo sem fundo (Ap 9.1,2; 11.7; 17.8; 20.1,3). E assim se afundam para sempre, infindavelmente longe da presença de Deus e do Cordeiro.
• Em segundo lugar, inferno significa associação, a mais repugnante de todas as companhias. Os maus habitarão para sempre com o diabo e seus anjos, para quem o fogo eterno foi preparado.
• Em terceiro lugar, o inferno é um lugar de fogo, de chamas. Esta é a linguagem de toda a Escritura (Is 33.14; 66.24; Mt 3.12; 5.22; 13.40,42, 50; 188.8,9; Mc 9.43–48; Lc 3.17; 16.19–31; Jd 7; Ap 14.10; 19.20; 20.10,14,15; 21.8). Esse fogo é inapagável. Ele devora por toda a eternidade. John Charles Ryle diz: “Tão certo quanto Deus é eterno, também o céu é um dia interminável,sem noite, e o inferno é uma noite interminável, sem dia”.

VERDADE PRÁTICA
O Inferno é um lugar real de dor, agonia e desespero. Sua realidade é um alerta para nós ao longo de nossa jornada. De acordo com pesquisas realizadas em 2014, 81% dos americanos adultos acreditam no céu, e 80% esperam ir para lá quando morrerem. Em comparação, cerca de 61% acredita no inferno, mas menos de 1% pensa que é provável que ele irá para lá. Em outras palavras, uma pequena maioria de americanos ainda acredita que o inferno existe, mas o medo genuíno do inferno é quase inexistente. Mesmo os evangélicos mais conservadores não parecem mais levar o inferno muito a sério. Durante décadas, muitos evangélicos têm minimizado verdades bíblicas inconvenientes, negligenciando qualquer tema que pareça exigir sombria reflexão. Doutrinas como a depravação humana, a ira divina, a excessiva pecaminosidade e a realidade do julgamento eterno desapareceram da mensagem evangélica. É um sério equívoco imaginar que nós melhoramos a Escritura ou intensificamos sua eficácia ao cegarmos suas pontas afiadas. A Escritura é uma espada, não um cotonete, e ela precisa ser totalmente desembainhada antes de poder ser posta ao uso a que se destina. “A palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hb 4.12). O evangelho é para ser uma afronta ao orgulho carnal, ofensivo às sensibilidades humanas, tolice aos olhos da sabedoria mundana e contrário a todos os julgamentos carnais. Não fazemos nenhum favor a ninguém quando minimizamos a verdade da ira de Deus ou negligenciamos mencionar a severidade do seu julgamento. Nós certamente não eliminamos a ameaça do inferno ao nos recusarmos a falar ou pensar sobre isso. Se nós verdadeiramente cremos no que a Bíblia ensina sobre o destino eterno dos incrédulos, de maneira alguma é “amoroso” permanecer em silêncio e recusar-se a soar o alarme apropriado. Portanto, declaramos em alto e bom som: – O inferno é real!








I. O PENSAMENTO HUMANO A RESPEITO DO INFERNO
1.1 Reencarnação.
Essa tem sido a visão mais popular. Os que ensinam essa concepção nos dizem que temos múltiplas e sucessivas vidas. No túmulo de Alan Kardec tem o seguinte lema: “Nascer, morrer, renascer e progredir sempre; está é a lei”. A Escritura não ensina reencarnação. Antes, ela diz: “aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hb 9. 27).
1.2 Materialista/Naturalista. Este grupo, embora menor, tem forte expressão. Eles nos dizem que não temos alma, que somos apenas corpo e que, ao morrer, deixamos de existir. Tomando as Escrituras como autoritativa, encontramos o Senhor Jesus dizendo: “E não temais os que matam o corpo e não podem matar a
alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” (Mt 10.28).
1.3 Universalistas. Alguns contemporâneos têm adotado essa visão. Entre eles o próprio Rob Bell. É também a =teoria exposta no livro A Cabana (William P. Young, Ed. Sextante, 2008). Eles ensinam que no final todos que estão no inferno serão salvos e o inferno esvaziado. Por pensarem que todas as religiões conduzem a Deus, entendem então que todas as pessoas serão salvas. Porém, não é isso que Jesus Cristo ensinou. Jesus disse que no dia do Juízo Final haverá separação eterna entre salvos e perdidos (Mt 25.31-46). Ele também ensinou que o destino dos perdidos será o inferno: “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno” (Mt 5.29). Jesus também afirmou: “Se alguém não permanecer em mim, será como o ramo que é jogado fora e seca. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e queimados” (Jo15.6).
1.4 Purgatório. Esta é a doutrina esposada pelo Catolicismo Romano. De fato, a não ser no Livro Apócrifo de 2 Macabeus 12.46, as Escrituras não reconhecem tal doutrina. O que ela ensina? Ouçamos o que diz o Catecismo Católico: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam, após a sua morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrarem na alegria do céu” (C.C, 1030 – 1032). Porém, a Bíblia é clara: Não há repescagem, nem segunda oportunidade depois da morte (Lc 16.26).
1.5 Aniquilacionismo.
É a crença de que os incrédulos não irão sofrer eternamente no inferno, mas que, após algum tempo, serão extintos e deixarão de existir. Embora homens de Deus como John Stott tenham crido nesta doutrina, à luz das Escrituras e da História da Igreja como registrada nas Confissões, a posição cristã tem sido de que os ímpios sofrerão eternamente no inferno. Ouça o que diz a Escritura: “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.” (Ap 20.10; Cf. 14. 99 -11; 19.20). 1.6 O pensamento Ortodoxo (Como cremos). Finalmente, há a ortodoxia cristã que aceita o inferno como uma realidade bíblica, um lugar de sofrimento inesgotável e consciente reservado para as almas dos incrédulos. Ali, em meio a indizíveis tormentos, os espíritos dos ímpios aguardam o dia da ressurreição, quando comparecerão diante do trono de Cristo e, uma vez julgados e condenados, serão afinal lançados em corpo e alma no lago de fogo, onde sofrerão suplícios inexprimíveis ao longo da eternidade sem fim.





II. COMO A PALAVRA INFERNO APARECE NA BÍBLIA
2.1 No Antigo Testamento
A LIÇÃO DIZ: No AT, o ensino sobre o destino das pessoas se concentrava mais para o lugar onde os corpos das pessoas iam, não para o destino da alma após a morte. Não há, portanto, um texto claro no AT a respeito da divisão do Sheol entre um lugar de castigo e outro de bênçãos. Assim,o Antigo Testamento aponta para o Novo. No Antigo Testamento, a palavra hebraica frequentemente traduzida como “inferno” é “Sheol”. Ela aparece cerca de 64 vezes. Sheol não se refere especificamente a um lugar de tormento eterno, mas sim à sepultura ou cova onde os mortos são enterrados. É importante notar que o conceito de vida após a morte não é tão desenvolvido no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento.
2.2 No Novo testamento.
A LIÇÃO DIZ: Três palavras gregas que aparecem no Novo Testamento foram traduzidas pela palavra “Inferno”: hades (traduz a hebraica Sheol), tártaro, geena.
• Hades. A Septuaginta (a tradução grega do Antigo Testamento) traduz Sheol por Hades. Hades é considerado o estado intermediário dos mortos; não é o inferno propriamente dito, mas um estágio intermediário para os mortos sem Cristo. É uma prisão temporária até o dia do juízo. Aqueles que morreram condenados estão lá, conscientes e em tormentos, plenamente cientes do motivo de estarem nesse lugar. A ideia do Hades como um lugar ardente de tormento para os ímpios é encontrada apenas uma vez na passagem do rico e Lázaro: “E no Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos […] porque estou atormentado nesta chama” (Lc 16.23-24).
• Geena; Geena é a forma grega da expressão hebraica gei-hinnom, que significa “vale de Hinom”. Biblicamente, era o nome de um vale ao sul de Jerusalém onde crianças eram sacrificadas em rituais pagãos, em um local chamado Tofete, que significa “altar”. Alguns reis de Israel, incluindo o rei Salomão, sacrificavam a ídolos nesse lugar. O rei Josias, no entanto, transformou o vale em um depósito de lixo. No mundo judaico contemporâneo de Jesus, acreditava-se que Geena era o lugar onde os ímpios sofreriam como castigo eterno. Nos evangelhos, o termo é traduzido por “inferno”: “Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?” (Mt 23.33). Geena é associado ao lago de fogo apocalíptico onde serão lançados a besta e o falso profeta: “Estes dois foram lançados vivos no ardente lago de fogo e de enxofre” (Ap 19.20) e aqueles cujos nomes não estão no livro da vida: “E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo” (Ap 20.15).
• Outros Nomes para Indicar o Inferno. Na Bíblia, há outras expressões para designar o lugar da maldição eterna. Tártaro é também traduzido por “inferno”: “Porque, se Deus não perdoou aos
anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo” (2 Pe 2.4). Há ainda muitas outras formas usadas para descrever o lugar de agonia eterna, como abismo, fornalha de fogo, trevas exteriores, fogo eterno, vergonha e desprezo eterno, e tormento eterno. Esse é o castigo eterno, também chamado de “fogo que nunca se apagará”. A palavra “inferno” na Bíblia engloba uma variedade de conceitos e locais associados aos mortos e ao julgamento. No Antigo Testamento, Sheol é um lugar mais neutro, enquanto no Novo Testamento, os termos Hades, Geena e Tártaro adicionam nuances de punição e julgamento. É crucial entender esses contextos para uma compreensão completa do que a Bíblia ensina sobre o destino final das almas.







III. A DOUTRINA BÍBLICA DO INFERNO
3.1 O conceito bíblico de Inferno.
A LIÇÃO DIZ: À luz de Mateus 25.41, o Inferno é um lugar real. O Deus justo e bom jamais faria um lugar como esse para o ser humano criado à sua imagem e semelhança (Gn 1.26), mas, sim, para o Diabo e seus anjos que se rebelaram contra Ele (2Pe 2.4; Jd 12.6; Ap 12.7). Entretanto, quando o ser humano despreza a Deus e sua Palavra, colocando-se sob o governo do deus deste século, o Diabo, será também sentenciado e destinado ao mesmo lugar que Satanás e seus demônios foram (2Co 4.4). O teólogo J. I. Packer afirmou: Cremos na “realidade do inferno como um estado de punição eterna, no qual a retribuição justa de Deus é diretamente experimentada… Cremos na certeza do inferno para todos os que o escolhem, através da rejeição de Jesus Cristo e de Sua oferta de vida eterna… Cremos na justiça do inferno como uma aflição justa da humanidade, causada por Deus, devido às nossas obras malignas e cruéis”. Sobre essa realidade, a Declaração de Fé das Assembleias de Deus (2017, pp. 197 – 199) é muito completa ao dizer: O destino dos incrédulos é a condenação eterna no Inferno. As Escrituras Sagradas revelam que o Inferno é “o lugar preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25.41); o lugar para o qual é destinada a alma dos ímpios e de todos os que rejeitam o plano de Deus para sua salvação.”
3.2 O que ensina a doutrina? (O subponto três é uma extensão deste, portanto, será comentado aqui). A LIÇÃO DIZ: A realidade do Inferno é um ensino integralmente bíblico (Mt 10.28; 23.33; Mc 9.43; Lc 12.5), descrito como um lugar de tristeza, vergonha, dor e extrema agonia. Isso porque o ser humano irá para o Inferno de maneira integral: corpo e alma. Assim, de acordo com o vasto ensino do Novo Testamento, todas as pessoas que desprezam Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas passarão a eternidade totalmente separadas de Deus, na presença do Diabo e seus demônios (Mt 25.41).
• O Inferno não é um lugar onde Satanás reina. O inferno não é uma casa, um castelo ou uma caverna onde Satanás elabora planos para destruir a igreja, dominar o mundo e causar miséria e dor àqueles que forem mandados para lá. O diabo não ocupa nenhuma posição de autoridade no inferno. O inferno é a ruína do diabo. O inferno é a sua futura prisão eterna e lugar de julgamento (Ap. 20.10).
• O Inferno não é um lugar onde os pecadores se divertem. Há quem pense e diga: “eu prefiro me divertir no inferno com os meus amigos a ir para o céu vestir aqueles roupões brancos, junto com um monte de pessoas religiosas e reprimidas”. O inferno não é um barzinho confortável e escuro, com som de música eletrônica ensurdecedora. O inferno não é uma festa. Jesus descreveu o inferno como um lugar de “choro e ranger de dentes” (Mt. 13.36-43). O inferno é um obscuro, eterno e sombrio lugar de julgamento (Mt. 25.41).
• O inferno não é temporário. Existe também a crença que o inferno é temporário e não eterno. Depois que a punição pelos pecados cometidos for concluída, a pessoa será recebida no céu ou será simplesmente aniquilada. Mas as Escrituras são bem claras a respeito da natureza eterna do inferno.
a. A perdição é eterna (2Tm. 1.9);
b. A punição é eterna (Mt. 25.46);
c. O fogo é eterno (Mt. 18.8).
No inferno não há um trabalho a ser realizado para diminuir a pena, nem a esperança de uma liberdade condicional.
• O inferno não é um lugar exclusivo para pessoas más. Há quem pense que o inferno é o lugar para onde vão as pessoas más. Sendo a definição de “pessoas más” aquelas que fizeram coisas piores do que nós, de acordo com a nossa perspectiva. O inferno é para Hitler, Stalin, Sadam Hussain, assassinos em série etc. E não para nós, pessoas normais, boas pessoas. Entretanto, o apóstolo Paulo escreveu que ninguém é justo, todos viraram as costas para Deus e se tornaram inúteis (Rm. 3.9-12). Todos somos maus e merecedores da condenação eterna. Todos somos igualmente pecadores e desesperadamente necessitados da misericórdia de Deus.

CONCLUSÃO
Os crentes, salvos em Cristo, estão livres dos horrores do sofrimento no inferno, mediante a morte expiatória de Jesus na cruz (Rm. 5.1 e 8.1). Todavia, devem estar alertas e vigilantes para não caírem em tentação e seguirem pelo caminho da condenação. Aos descrentes urge tomar providência para sua salvação, aceitando a Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador, enquanto há tempo oportuno: Pois ele diz: “Eu o ouvi no tempo favorável e o socorri no dia da salvação”. Digo-lhes que agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação! (2 Co 6.2 NVI).















