A IGREJA DE CRISTO E O IMPÉRIO DO MAL
Como Viver Neste Mundo Dominado Pelo Espírito da Babilônia


Nesta lição, vamos estudar a respeito de um tema importantíssimo,
A RENOVAÇÃO COTIDIANA DO HOMEM INTERIOR. Pontando, os nossos objetos são: Refletir sobre as adversidades enfrentadas pelo homem interior; compreender que essas dificuldades na vida não podem ser comparadas à glória futura reservada aos cristãos; despertar os alunos para buscar o renovo espiritual e o fortalecimento do homem interior. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

Por isso nunca ficamos desanimados. Mesmo que o nosso corpo vá se gastando, o nosso espírito vai se renovando dia a dia. E essa pequena e passageira aflição que sofremos vai nos trazer uma glória enorme e eterna, muito maior do que o sofrimento. (2Co 4.16 – NTLH).
EXPRESSÃO QUE SE REFERE AOS (vv. 14,15) (ESPERANÇA NA RESSURREIÇÃO) Por isso CEDER AO DESANIMO, ABANDONAR O CHAMADO não desfalecemos; TUDO O QUE ESTÁ LIGADO A EXISTÊNCIA HUMANA (vv. 8-12) mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, A PARTE IMATERIAL DO HOMEM QUE RECEBEU VIDA ESPIRITUAL (Ef 2.1) o interior, contudo, A NECESSIDADE DE FORTALECIMENTO ESPIRITUAL se renova de dia em dia. Escrevendo para os irmãos de Éfeso, Paulo ora por renovação e fortalecimento espiritual! Leia o texto com muita atenção: O apóstolo faz uma súplica pedindo poder interior (vv. 16,17); amor fraternal (v. 17b); compreensão do amor de Cristo (vv.18,19) e a plenitude de Deus (v. 19b).Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito, para que Cristo habite no coração de vocês mediante a fé; e oro para que, estando arraigados e alicerçados em amor, vocês possam, juntamente com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus. (Ef 3.16-19 NVI).
Por instrumentalidade do Espírito Santo, os salvos experimentam a renovação interior em meio as adversidades externas. Para fins didáticos, o professor pode dividir a verdade prática em três pontos:
1. A instrumentalidade do Espírito Santo. A obra do Espírito Santo na vida do crente é fundamental para sua transformação e renovação interior, capacitando-o a enfrentar os desafios e dificuldades que surgem no mundo exterior.
2. A renovação dos salvos. Somente o crente salvo possui vida em seu homem interior, que antes estava morto pecados e delitos. (Ef 2.1). A renovação interior é um processo contínuo e progressivo, conduzido pelo Espírito Santo em nossas vidas.
3. As adversidades externas e sua incapacidade de desanimar o crente que busca renovo cotidianamente. É por meio da obra diária de renovação, fortalecimento e santificação operada pelo Espírito que o homem interior não desfalece frente as adversidades nesta vida. Eis alguns textos importantes: Da mesma maneira, também o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza. (Rm 8.26a – NAA). Digo, porém, o seguinte: vivam no Espírito e vocês jamais satisfarão os desejos da carne. (Gl 5.16 NAA).





I. O SOFRIMENTO EXTERIOR
1.1 A experiência de Paulo
A lição diz: O apóstolo Paulo é um exemplo de um homem que sofreu adversidades externas, mas não perdeu a solidez da vida espiritual. O livro histórico de Atos e as cartas paulinas contam-nos um pouco dos sofrimentos enfrentados pelo Apóstolo dos gentios. O H. D. Lopes sintetiza os sofrimentos de Paulo em um breve relato: O apóstolo Paulo enfrentou toda sorte de provações e sofrimentos desde sua conversão. Foi perseguido em Damasco, rejeitado em Jerusalém, esquecido em Tarso, apedrejado em Listra, açoitado e preso em Filipos, escorraçado de Tessalônica, enxotado de Beréia, chamado de tagarela em Atenas e de impostor em Corinto. Enfrentou feras em Éfeso, foi preso em Jerusalém, acusado em Cesaréia, enfrentou um naufrágio na viagem para Roma e foi picado por uma cobra em Malta. O próprio Apóstolo Paulo narra um pouco de seus sofrimentos em benefício do evangelho: Cinco vezes recebi dos judeus trinta e nove açoites. Três vezes fui golpeado com varas, uma vez apedrejado, três vezes sofri naufrágio, passei uma noite e um dia exposto à fúria do mar. Estive continuamente viajando de uma parte a outra, enfrentei perigos nos rios, perigos de assaltantes, perigos dos meus compatriotas, perigos dos gentios; perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, e perigos dos falsos irmãos. Trabalhei arduamente; muitas vezes fiquei sem dormir, passei fome e sede, e muitas vezes fiquei em jejum; suportei frio e nudez. Além disso, enfrento diariamente uma pressão interior, a saber, a minha preocupação com todas as igrejas. Quem está fraco, que eu não me sinta fraco. Quem não se escandaliza, que eu não me queime por dentro? (2Co 11.24-29 NVI).
[IMPORTANTE] Em 2 Coríntios 4.8-18, o apóstolo Paulo aponta algumas diferenças que existem entre o homem exterior e interior. Nessa passagem, fica evidente que o homem exterior é vazo de barro, mas o homem interior é revestido do poder de Deus. O exterior pode ser atribulado, mas o interior não fica angustiado. O exterior pode ficar perplexo, mas o interior não desanima. O homem exterior é perseguido, o homem interior, porém, não é desamparado. O exterior pode ser abatido, mas o interior jamais será destruído.
1.2 O exemplo do Apóstolo Paulo
A lição diz: Mesmo diante do sofrimento, o apóstolo não retrocede e tampouco nega a fé (2 Tm 4.7; Hb 10.39). Paulo não foi covarde diante do combate pela fé! Mesmo diante de tantos obstáculos, o seu desejo de servir a Cristo e cumprir o seu ministério sempre foi maior do que a vontade de desistir. Você, caro professor e aluno deve orar a Deus para que sua vontade de desistir nunca seja maior do que sua vontade de servir. Paulo, em um discurso proferido aos presbíteros de Éfeso, disse: Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, desde que eu complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus. (At 20.24 – NAA). A lição diz: Suas provações forjaram a confiança em Deus na sua vida e ministério (2 Co 1.9,10; Fp 4.12,13). As lutas exteriores foram pedagógicas: Paulo aprendeu a ser mais fiel, mas paciente, mais confiante, mais agradecido e mais satisfeito em Deus. A lição diz: Cônscio de sua vocação, o apóstolo declara: “por isso não desfalecemos; […] ainda que o nosso homem exterior se corrompa” (2 Co 4.16a). No capítulo 4 da segunda carta aos coríntios, Paulo revela as razões pelas quais ele não desiste, mesmo encarando tantos desafios, elas são:
• A grandeza do ministério que ele recebeu do Senhor. Por isso, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi dada, não desanimamos. (2Co 4.1 – NAA). Como forma de aplicação, digo a você estimado professor e aluno, – Valorize mais aquilo que Deus colocou sob sua responsabilidade, estime mais o seu chamado, aprecie mais a sua vocação.
• A esperança na ressurreição. pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. (2Co 4.17 – NVI).
1.3 A Esperança do crente
De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos. (2Co 4.8,9 – NVI). O apóstolo Paulo explica que, pelo fato de o tesouro ter sido confiado a vasos de barro, por um lado, parece haver derrota, mas, por outro, há vitória perpétua. A aparência externa é de absoluta fraqueza, mas na realidade há força incomparável.
a. Ao afirmar que em tudo somos atribulados, porém não angustiados, Paulo declara que é
atribulado o tempo todo por adversários e dificuldades, mas não é completamente impedido
de pregar a mensagem.
b. Perplexos, porém não desanimados. Do ponto de vista humano, Paulo muitas vezes não sabia se suas dificuldades teriam solução, mas o Senhor jamais permitiu que ele perdesse todas as esperanças. Jamais foi colocado em um lugar estreito do qual não havia saída.
c. Perseguidos, porém não desamparados. Havia momentos em que o apóstolo sentia a proximidade dos inimigos, mas em momento nenhum o Senhor o abandonou.
d. Abatidos, porém não destruídos, significa que Paulo recebeu os golpes de seus adversários em várias ocasiões, mas o Senhor o reergueu e lhe deu forças para levar adiante as novas gloriosas do evangelho. Nossa esperança está em Deus, que não menti, não age com falsidade, não falha, não é inconstante. Ele é todo poderoso, todo sábio e sempre estar conosco! A Bíblia declara: Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó. (Sl 103.14 – NVI). Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele mesmo lhes providenciará um escape, para que o possam suportar. (1Co 10.13,14 – NVI).





II. A RENOVAÇÃO DO HOMEM INTERIOR.
2.10 fortalecimento diário.
Vamos dividir esse subponto em três partes. [IMPORTANTE] É necessário a leitura do texto da lição. Como nosso homem interior é renovado cotidianamente? Eis a resposta:
a. A ação habilitadora e capacitadora do Espírito Santos. E eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, o Espírito da verdade. O mundo não pode recebê-lo, porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês. (Jo 14.16,17 – NVI). i. A palavra grega paracletos significa “advogado”, “consolador”, “a pessoa que traz para o lado a outra”, a fim de ajudá-la, protegê-la e livrá-la. A palavra parákletos é o ajudador ou defensor, um amigo no tribunal. D. A. Carson diz que, no grego secular, parakletos significa primariamente “assistente jurídico, advogado, isto é, alguém que ajuda outra pessoa no tribunal, como advogado, testemunha ou como representante”. O Espírito Santo jamais deixaria os discípulos. Daria a eles consolo, direção e poder. Nas horas mais amargas, daria consolo. Nas horas mais confusas, daria direção. Nas horas mais cruciais, daria poder.
b. As disciplinais espirituais. As disciplinas espirituais são meios de graça que o crente fiel pode utilizar como recurso para sua comunhão com Deus e seu crescimento, fortalecimento e renovo espiritual. Elas são: Leitura bíblica, oração, jejum, ações de graças, cânticos e louvores, prática do amor fraternal, prática do bem, etc.
c. Compromisso diário. Na renovação cotidiana do homem interior, temos uma responsabilidade.Que responsabilidade? Ser constante e perseverante em buscar o Senhor, bem como praticar diariamente as disciplinas espirituais.
2.2 O eterno peso de glória.
Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um eterno peso de glória, acima de toda comparação (2Co 4.17 – NAA). As aflições são pesadas e contínuas, mas vistas sob a perspectiva da eternidade são leves e momentâneas. No presente enfrentamos tribulação, mas no futuro estaremos na glória. Agora, há choro e dor, mas, então, Deus enxugará dos nossos olhos toda lágrima. Agora, a dor esmaga nosso corpo, aperta nosso peito e nos tira o fôlego, mas então, a dor não mais existirá. Agora gememos sob o peso da tribulação, mas, então, entraremos no gozo do Senhor. A tribulação por mais pesada e constante posta sob a ótica da eternidade torna-se leve e momentânea. Essa glória supera o sofrimento, tanto em intensidade quanto em duração. Professor, enfatize essa frase em negrito! Guarde-a no seu coração! Seja criativo, faça seus alunos internalizarem essa mensagem também. Você pode confeccionar um cartãozinho e entregar a cada um deles.
2.3 A visão da eternidade.
Assim, fixamos os olhos, [atentando] não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno. (2Co 4.18 – NVI). Nesse versículo, atentando não descreve apenas o ato de olhar; antes, transmite a ideia de considerar algo importante. As coisas que se veem não são o alvo de nossa existência. Aqui, referem-se principalmente às dificuldades, provações e sofrimentos que o apóstolo suportou. Eram elementos secundários de seu ministério; seu objetivo maior eram as coisas […] que se não veem. A glória de Cristo, a ressurreição do corpo e a recompensa reservada para o servo fiel no tribunal de Cristo são alguns exemplos. Devemos viver com os nossos olhos fitos na eternidade! Devemos orar por isso como fez Jonathan Edwards: – “Oh, Deus! Grave a eternidade nos meus olhos!” Jowett comenta: Enxergar as primeiras requer apenas o sentido da visão; enxergar as últimas requer percepção. O primeiro modo de visão é natural; o último, é mais espiritual. O primeiro se dá principalmente pelo intelecto; o último, pela fé […]. Esse contraste entre visão e percepção nos é apresentado ao longo de todas as Escrituras e somos ensinados repetidamente a comparar a escassez e mesquinhez da primeira com a plenitude e abundância da última.






III. OS DESAFIOS DE HOJE
3.1 Cultura secularista.
Cultura secularista é um termo que se refere a uma visão de mundo que não se baseia em nenhuma religião ou crença sobrenatural, mas sim na razão, na ciência e na ética humana. Sob uma ótica cristã protestante, algumas características da cultura secularista podem ser vistas como:
• Uma negação da autoridade e da revelação divina, presente na Bíblia Sagrada, como a única fonte de verdade e salvação.
• Uma rejeição da graça de Deus como o único meio de alcançar a salvação eterna.
• Uma relativização dos valores morais e éticos, que são determinados pela sociedade e pela cultura, e não por Deus.
• Uma desvalorização da espiritualidade e da oração, que são vistas como formas irracionais ou supersticiosas de lidar com os problemas da vida.
• Uma indiferença ou hostilidade em relação à religião e à fé cristã, que são consideradas como fontes de opressão, intolerância e violência. Esses são alguns desafios que os cristãos contemporâneos têm enfrentado! Muitos, por falta de renovação diária, estão cedendo a ação do “espirito da babilônia”. Não é pouco o número daqueles que sufocaram o homem interior e cedem ao secularismo. O apóstolo Paulo já advertia a mais de 2 mil anos atrás sobre o perigo de se ter uma mente secularizada: Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo. (Cl 2.8 – NVI).
3.2 Relativismo doutrinário.
O relativismo doutrinário é uma das estratégias utilizadas para atacar a vida espiritual dos crentes, buscando enfraquecer o fundamento da fé cristã. Essa abordagem procura desconstruir os princípios e verdades bíblicas, tornando a doutrina algo subjetivo e passível de interpretações diversas, o que compromete a solidez do homem interior e sua renovação espiritual. Essa relativização, aliada à ideologia secularista, tem impactos sérios na igreja, pois leva à
aceitação e tolerância do pecado, distorcendo os valores morais e espirituais. O cristão renovado, porém, não deve se conformar com essa inversão de valores, mas deve se posicionar firmemente contra ela, resistindo ao “espírito da Babilônia”, que busca subverter a verdade e a retidão. Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele. (Rm 12.2 – NTLH).
3.3 Batalha espiritual.
Quanto ao mais, sejam fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Vistam-se com toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo. (Ef 6.10,11 NAA). Todo verdadeiro filho de Deus aprende depressa que a vida cristã é uma guerra. As hostes de Satanás tentam impedir e obstruir a obra de Cristo e querem colocar cada crente fora de combate. Quanto mais atuante for o cristão no serviço do Senhor, mais sentirá os ataques ferozes do inimigo. O Diabo não desperdiça a sua munição com cristãos nominais. Além disso, é fato que, com a nossa própria força não somos capazes de vencer o Diabo. Portanto, a primeira admoestação é que devemos ser sempre fortalecidos no Senhor e nos abundantes recursos da sua força. Os melhores soldados de Deus são os que estão cientes da sua própria fraqueza e ineficácia e, por isso, se apoiam somente nele. “Deus […] escolheu as coisas fracas para envergonhar as fortes” (1Co 1:27b). A nossa fraqueza implora o socorro da força do seu poder. O segundo comando trata da necessidade da armadura divina. Os crentes devem revestir-se de toda a armadura para poder ficar firmes contra todas as ciladas do diabo. Precisa ser completamente revestido com a armadura; uma ou duas peças não bastam. Nada menos que todo o equipamento que Deus fornece servirá para nos manter invulneráveis. O diabo tem muitas estratégias — desânimo, frustração, confusão, falhas morais e erros doutrinários. Ele conhece o nosso ponto fraco e o ataca. Se não conseguir nos vencer de uma maneira, tentará de outra. Desse modo, vista-se com toda a armadura de Deus!
Chegamos ao final de mais uma lição. Esperamos que esse subsídio seja benção de Deus em sua. Agradecemos aos alunos da Ferramenta EBD por tornar esse trabalho possível. Pedimos aos irmãos baixaram o subsídio pelo You Tube que conheçam a plataforma da Ferramenta EBD. Deus abençoe a todos.


















