24 de junho de 2026 12:12

A RESPONSABILIDADE DA IGREJA COM OS MISSIONÁRIOS

ATÉ OS CONFINS DA TERRA
Pregando o Evangelho a Todos os Povos até a Volta de Jesus

O QUE ESTUDAREMOS?

Nesta lição, estudaremos a respeito da Responsabilidade que toda a igreja e todas as igrejas devem ter com os missionários. Os nossos objetivos são: Explicar o sistema de apoio da Igreja aos missionários; Relatar o cuidado integral dos missionários; Elencar maneiras práticas de se comprometer com os missionários. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.


TEXTO ÁUREO – COMPARANDO TRADUÇÕES
Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé (Gl 6.10 – NVI).O contexto imediato dessa passagem nos diz: E não nos cansemos de fazer o bem, porque no tempo certo faremos a colheita, se não desanimarmos. (Gl 6.9 – NAA). Não é apenas o pecado que cansa; fazer o bem também pode produzir cansaço. Nem sempre praticar o bem traz recompensas imediatas. Nem sempre quem recebe o bem reconhece e agradece a seu benfeitor. Por isso, muitos estão cansados na obra e da obra. Todavia, quem vive na prática do bem está de debaixo de uma promessa. A recompensa pode demorar, mas ela é certa. “… porque no tempo certo faremos a colheita, se não desanimarmos.” (6.9b). A semeadura muitas vezes é feita com lágrimas, mas a colheita é certa, segura e jubilosa (Sl 126.5,6). Ela pode demorar, mas não falhará. A recompensa da semeadura é prometida pelo próprio Deus.
Voltando ao nosso texto principal, podemos dividi-lo em três partes:
a. O tempo. Devemos fazer o bem sempre que tivermos oportunidade. Não podemos ser omissos como o sacerdote e o levita que passaram de largo diante do drama de um homem caído à beira do caminho. A necessidade do próximo é a oportunidade escancarada diante dos nossos olhos.
b. O alcance. Devemos fazer o bem a todos, e não apenas a um grupo seleto. Não deve existir barreira étnica, cultural nem religiosa para a prática do bem. Nosso amor deve estender-se a todos.
c. A prioridade. Devemos fazer o bem a todos, mas a prioridade é assistir os da família da fé.
APLICAÇÕES MISSIOLÓGICAS
a. O missionário. O texto enfatiza a importância de não desanimar ao fazer o bem. Essa mensagem pode ser aplicada à obra missionária, encorajando os missionários a perseverarem mesmo diante de desafios e dificuldades. A promessa de que haverá uma colheita no tempo certo serve como um estímulo para continuar semeando o bem e compartilhando a mensagem do evangelho.
b. A igreja. O texto destaca a importância de fazer o bem aos da família da fé. Na obra missionária, isso pode ser aplicado ao cuidado e apoio aos irmãos e irmãs na fé que estão envolvidos no trabalho missionário. Isso pode incluir o encorajamento mútuo, o compartilhamento de recursos e o suporte emocional.

VERDADE PRÁTICA
É papel da Igreja responsabilizar- se integralmente com o cuidado de seus missionários. Veremos, no decorrer da lição que esse cuidado integral refere-se a toda a esfera da vida do missionário, ou seja, área financeira, espiritual, emocional, física e social. Vamos explorar melhor essa questão nos pontos e subpontos.

INTRODUÇÃO
A LIÇÃO DIZ: Uma das importantes atribuições da Igreja é cuidar integralmente dos missionários, identificando, preparando, enviando e cuidando deles enquanto encerrarem a carreira. Esses cuidados ainda devem abranger o cônjuge e os filhos dos missionários, levando em consideração que todos precisam se adaptar em uma nova realidade transcultural para que o trabalho se desenvolva o mais próximo possível do planejado. Por isso, nesta lição, estudaremos a respeito da responsabilidade da igreja local para com o missionário e sua família. Os pontos mais importantes levantados na introdução são:
a. A Igreja como guardiã dos missionários. A igreja tem a importante atribuição de cuidar integralmente dos missionários, desde o processo de identificação e preparação até o encerramento de sua carreira missionária.
b. O cuidado abrangente. Os cuidados da Igreja devem se estender não apenas aos missionários, mas também aos seus cônjuges e filhos, reconhecendo que toda a família está envolvida e precisa se adaptar à nova realidade transcultural. Em suma, a responsabilidade da Igreja em cuidar integralmente dos missionários e suas famílias é uma tarefa crucial. Ao investir em identificação, preparação e cuidado contínuo, a Igreja demonstra seu compromisso em apoiar aqueles que se dedicam ao trabalho missionário, garantindo que eles possam cumprir sua missão de forma eficaz e com o apoio necessário. Que a igreja local seja um farol de amor e cuidado, encorajando e fortalecendo os missionários e suas famílias em sua jornada transcultural.

I. A IGREJA E O SISTEMA DE APOIO AOS MISSIONÁRIOS
1.1 A responsabilidade da igreja.
A LIÇÃO DIZ: O sistema de apoio missionário é uma responsabilidade básica e contínua das igrejas em todo lugar. Missões é uma tarefa urgente e intransferível da igreja de Cristo.
• Urgente porque o homem é pecador, o juízo e a condenação são uma realidade, a vida passa muito depressa e a morte é imprevisível.
• Intransferível porque a grande comissão não foi dada aos anjos, ao estado ou a qualquer outra instituição, mas sim a igreja. O texto, neste subponto, apresenta uma visão sobre o papel das igrejas no apoio aos missionários que atuam em diferentes contextos. O autor defende que as igrejas devem assumir a responsabilidade de formar, orientar, enviar e sustentar os missionários, seguindo os princípios bíblicos e a direção do Espírito Santo. O texto também destaca a importância da comunicação entre os missionários e as igrejas, bem como a necessidade de que o missionário seja de tal forma assistido ao ponto de que sua dedicação e tempo seja exclusivo para a missão.
Vamos aos pontos:
a. A igreja deve se conscientizar biblicamente de que o missionário é um obreiro formado pela igreja local e, por isso, está inteiramente sob a sua responsabilidade (At 11.19-26; At 13.1-5; 14.25-28; 16.1-8). A igreja que envia e cuida de seus missionários é bíblica.
b. Ele é um obreiro orientado pelo pastor da igreja e enviado para fazer a obra missionária conforme a visão que o Espírito Santo concede à igreja (At 6.6; 1.24). A igreja que envia e cuida de seus missionários deve ser sensível e obediente a voz do Espírito Santo.
c. Em contrapartida, é dever do missionário prestar relatórios periódicos sobre o desenvolvimento da obra no campo (At 15.4,12; 21.19). O missionário enviado não é autônomo, ele está na missão, mas ligado a sua igreja local. Portanto, é necessária uma prestação de contas.
d. todo o sistema de apoio missionário deve permitir que os missionários usem o máximo de seu tempo e energia no trabalho de missões. A igreja local, base missionária, deve prover todo o necessário para que o missionário use todo o seu na obra missionária.
1.2 O sistema de apoio e a “obra de fé”.
A LIÇÃO DIZ: Todo trabalho missionário é “uma obra de fé”, do começo ao fim. Então, qualquer que seja o sistema de apoio, os missionários devem confiar em Deus e depender da fidelidade do seu povo. A fé move montanhas, mas também move missionários. Esses homens e mulheres que deixam tudo para seguir o chamado de Deus precisam da fé para enfrentar os desafios e as dificuldades que encontram pelo caminho. Mas eles não estão sozinhos nessa jornada. Eles contam com o apoio de um povo fiel, que ora e se sacrifica por eles. Um exemplo inspirador de um missionário que depositou sua confiança em Deus e dependeu da fidelidade do seu povo é o apóstolo Paulo. Ele enfrentou inúmeras adversidades, desde perseguições e prisões até naufrágios e sofrimentos intensos, tudo por causa do amor ao evangelho. No entanto, Paulo não estava sozinho nessa jornada. Ele contou com o apoio valioso das igrejas que ele fundou ou visitou ao longo de seu ministério. Essas igrejas não apenas oravam fervorosamente por Paulo, mas também demonstravam seu compromisso prático ao enviar ofertas financeiras para sustentar sua obra. Paulo reconhecia e valorizava profundamente esse apoio, como podemos ver em suas cartas aos Filipenses (Fl 4.10-20) e aos Coríntios (2 Co 11.23-28). Essa parceria entre o apóstolo Paulo e as igrejas é um exemplo poderoso de como o sistema de apoio missionário deve funcionar. É uma demonstração tangível do amor, cuidado e compromisso mútuo entre o missionário e a igreja. Enquanto Paulo se dedicava incansavelmente à propagação do evangelho, as igrejas se uniam a ele em oração e provisão, compartilhando a responsabilidade de levar a mensagem de salvação a todos os povos.
1.3 O objetivo de Missões.
A LIÇÃO DIZ: É bom lembrar de que o objetivo de Missões é que Cristo seja conhecido e adorado em todo lugar.
Complementando o texto da lição, seguem-se os pontos:
a. Proclamar o evangelho. O objetivo central da obra missionária é compartilhar a mensagem do evangelho de Jesus Cristo com pessoas que ainda não o conhecem. Isso envolve transmitir a boa notícia da salvação pela fé em Jesus e convidar as pessoas a se arrependerem de seus pecados e se tornarem discípulos de Cristo.
b. Fazer discípulos. Além de proclamar o evangelho, a obra missionária visa fazer discípulos de Jesus Cristo.
c. Estabelecer igrejas locais. A obra missionária busca estabelecer igrejas locais nas áreas onde o evangelho é pregado. O objetivo é plantar igrejas onde os crentes possam se reunir regularmente, adorar a Deus, receber ensinamento bíblico, participar de comunhão e servir uns aos outros.

II. O CUIDADO INTEGRAL DOS MISSIONÁRIOS
2.1 O cuidado integral.
A LIÇÃO DIZ: Com cuidado integral queremos nos referir a toda a esfera da vida do missionário, ou seja, não somente na área financeira, mas também na área espiritual, emocional, física e social, ao acompanhamento pastoral enquanto ele está no campo, com amor e respeito, para que possa superar as dificuldades internas e externas que surgirem durante o ministério (At 17.14,15).
Porque o cuidado deve ser integral?
a. Porque o cuidado é a expressão do cumprimento do mandamento de Jesus de amar uns aos outros.
b. Porque os missionários executam uma tarefa de alto estresse, devido às mudanças, adaptações culturais e circunstâncias adversas (violência, pobreza social, guerra, catástrofes naturais, a família dos conjugues que não aceitam e/ou não entendem o chamado, etc.).
c. Porque eles atuam em posição estratégica para abertura de novos campos. A linha de frente da batalha espiritual.
d. Porque a obra missionária não é a tarefa particular do missionário, mas da igreja e ele não consegue nem deve agir sem apoio e cuidado dela. O Cuidado Integral do Missionário ameniza ansiedades, medos, sentimentos de incapacidade, insegurança, desmotivação, bem como choque cultural, apoio na diminuição ou resolução de conflitos de relacionamento com a cultura, filhos, esposa (o) e também contribui para um nível satisfatório de qualidade de vida e outros aspectos da vida espiritual, física e emocional.
2.2 Uma agenda quanto à volta do missionário.
A LIÇÃO DIZ: A igreja local deve ajudar a organizar a agenda do missionário durante o seu retorno para gozo de férias, no que diz respeito a visitas, consultas ou tratamentos médico odontológicos, período de lazer e descanso, bem como atividades de cunho administrativo. Todos precisamos de um período de descanso, sobretudo, um missionário. Existem várias razões pelas quais um missionário deve tirar férias. Aqui estão algumas delas:
a. Renovação física e mental. O trabalho missionário pode ser desgastante tanto fisicamente quanto mentalmente.
b. Prevenção do esgotamento. O esgotamento é um risco real para os missionários que estão constantemente envolvidos em atividades intensas e desafiadoras.
c. Fortalecimento dos relacionamentos familiares. O trabalho missionário muitas vezes envolve separação da família por longos períodos de tempo. Tirar férias proporciona a oportunidade de reunir-se com a família, fortalecer os laços familiares e desfrutar de momentos de qualidade juntos.
d. Renovação espiritual. As férias podem ser um tempo de renovação espiritual para o missionário. Ao afastar-se temporariamente das atividades ministeriais, o missionário pode buscar um tempo de intimidade com Deus, renovar sua fé e receber um novo direcionamento e inspiração para o seu trabalho.
e. Autocuidado e autorreflexão. Tirar férias é uma forma de autocuidado e autorreflexão. Permite que o missionário avalie seu próprio bem-estar físico, emocional e espiritual, identifique áreas que precisam de atenção e tome medidas para cuidar de si mesmo.


III. MANEIRAS PRÁTICAS DE SE COMPROMETER COM OS MISSIONÁRIOS
3.1 Comunicar as necessidades.
A necessidade de comunicar:
Como podemos compartilhar com os santos em suas necessidades, se não sabemos quais são elas? Como podemos ser hospitaleiros, se não sabemos quem precisa de um lugar para ficar, de uma palavra de consolo, de um abraço amigo, de recursos financeiros? Aqui entra a obrigação de comunicação das necessidades. Comunicar as nossas necessidades não é um sinal de fraqueza, mas de humildade e confiança. É reconhecer que somos dependentes de Deus e uns dos outros, e que não podemos viver isolados. É abrir o nosso coração para receber o amor e o cuidado dos nossos irmãos, que são instrumentos de Deus para nos abençoar. A comunicação das necessidades é essencial para que a igreja local possa se envolver deforma significativa e prática na vida dos santos. Quando compartilhamos nossas necessidades, abrimos espaço para que outros possam nos ajudar, orar por nós e nos apoiar em momentos difíceis.
3.2 Doar para suprir necessidades.
A Bíblia diz: Ajudem a suprir as necessidades dos santos (Rm 12.13a – NAA). Esse sentimento deve ser comum a toda igreja e todas as igrejas. Com toda certeza, os missionários, santos homens de Deus, devem ser alvos da nossa generosidade. O cristão não tem apenas o coração aberto, mas também o bolso. A generosidade é a marca do cristão. A Bíblia diz que devemos trabalhar para suprir nossas necessidades e ainda socorrer aos necessitados (Ef 4.28). Nosso papel não é acumular apenas para nós. A verdadeira riqueza é aquela que distribuímos. A semente que multiplica não é a que comemos, mas a que semeamos. Deus supre e multiplica a nossa sementeira para continuarmos semeando na seara dos necessitados. O princípio ensinado pelo Senhor Jesus é claro: “Mais bem-aventurado é dar que receber” (At 20.35). Qual foi a última vez que você ajudou a obra missionária, que você deu uma oferta? Lembre se, aqueles que foram salvos pela graça têm o coração aberto para amar e o bolso aberto para
contribuir!
3.3 Orar e jejuar pela causa.
A LIÇÃO DIZ: Já estudamos a respeito da importância da oração na causa missionária. Entretanto, o que desejamos reforçar aqui é a necessidade da oração conjugada com o jejum como uma maneira prática de a igreja local se comprometer com os missionários. Ora e jejuar com que finalidade?
a. Ore e jejue para que as portas sejam abertas (Cl 4.2,3). Portas abertas nem sempre são garantia de que os missionários chegarão aos corações das pessoas. Muitos missionários trabalham em países de acesso difícil. Mas “portas abertas” incluem mais do que somente acesso às nações e grupos de pessoas. Cada coração também necessita estar aberto e receptivo à verdade de Deus.

b. Ore e jejue por ousadia para testemunhar (Ef 6.19). Missionários são pessoas normais que temem dor e rejeição tanto quanto qualquer outra pessoa. Quando se deparam com oposição, eles precisam da força que vem de Deus para ajudá-los a permanecer firmes.
c. Ore e jejue por proteção (2 Ts 3.2). Portas abertas em países de difícil acesso podem também gerar perigo e dano pessoal para os missionários que entram naquelas áreas. Pessoas resistentes ao Evangelho podem expressar sua resistência de forma direta e, muitas vezes, nociva. Processo semelhante acontece em regiões isoladas do Brasil dominadas por maioria de outra religião.

CONCLUSÃO
Ao concluirmos este estudo, somos confrontados com a oportunidade de fazer a diferença na vida dos missionários e de suas famílias. O chamado para nos envolvermos na obra missionária é um convite para que nossos corações sejam movidos por compaixão e amor. Se verdadeiramente desejamos ser agentes de transformação, devemos estar dispostos a orar fervorosamente pelos missionários, assisti-los em suas necessidades e desafios.

Compartilhe: