O FUNDAMENTO DOS APÓSTOLOS E DOS PROFETAS
A Doutrina Bíblica como Base para uma Caminhada Cristã Vitoriosa



O QUE VAMOS ESTUDAR?
Nesta lição, estudaremos a respeito das falsas doutrinas. Nosso objetivo demonstrar a importância de ensinar as Escrituras Sagradas com sabedoria, pois a “doutrina de demônios” é uma leitura errada da Bíblia, promovida e produzida por Satanás (1 Tm 4.1) com o propósito de fazer o crente apostatar da fé e se tornar um hipócrita.
TEXTO PRINCIPAL
Filhinhos, vocês são de Deus e venceram os falsos profetas, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo. Eles procedem do mundo; por essa razão, falam da parte do mundo, e o mundo os ouve. Nós somos de Deus. Quem conhece a Deus nos ouve; quem não é de Deus não nos ouve. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro. (1Jo 4.4-6 – NAA). João faz uma transição dos falsos profetas para os verdadeiros crentes. Os falsos profetas são governados pelo espírito do anticristo; os verdadeiros crentes procedem de Deus, são de Deus e são habitados por Deus. Os verdadeiros crentes vencem os falsos profetas porque o Deus que neles está é maior do que o espírito do engano que habita nos falsos profetas. Simon Kistemaker diz que os falsos profetas “são do mundo”. Eles tiram seus princípios, cuidados, objetivos e existência do mundo de hostilidade, no qual Satanás governa como príncipe (Jo 12.31). Pensamentos satanicamente inspirados são atraentes para as mentes mundanas, diz Augustus Nicodemus. Os falsos profetas procedem do mundo, e os verdadeiros crentes procedem de Deus; o mundo ouve os falsos profetas enquanto os verdadeiros crentes ouvem o ensinamento dos apóstolos, ouvem a Palavra de Deus.

RESUMO DA LIÇÃO
Na atualidade encontramos muitas ideologias e falsas doutrinas, por isso precisamos conhecer a Palavra de Deus para não ser enganados por elas.
• Importância do discernimento. Vivemos em um tempo em que o certo e o errado se tornaram relativos. As falsas doutrinas e as inúmeras ideologias do tempo presente constituem um verdadeiro desafio para a igreja, sobretudo para os jovens.
• Valor da Palavra de Deus. O texto destaca a importância de conhecer a Palavra de Deus como um meio de proteção contra ideologias enganosas. Isso nos leva a refletir sobre o valor da sabedoria e orientação que a Bíblia pode oferecer em meio a um mundo cheio de influências malignas.
• Responsabilidade pessoal. Ao mencionar a necessidade de conhecer a Palavra de Deus, o texto nos lembra da responsabilidade individual de buscar esse conhecimento. Todos nós temos a responsabilidade buscar sabedoria e discernimento por meio do estudo da Palavra de Deus.

INTRODUÇÃO
A LIÇÃO DIZ: Esta lição tem como objetivo ressaltar que não podemos nos deixar enganar pela sutileza das falsas doutrinas. O apóstolo Paulo chama essas de “doutrinas de demônios”, identificando o espírito do Anticristo que atua por detrás dessas falsas doutrinas. Como identificamos uma doutrina falsa? Conhecendo a verdadeira. Nisto, ressaltamos o valor de conhecer a Verdade para desmascarar a mentira. Sempre é um bom caminho iniciar fazendo definições. A falta de boas definições é perigosa. Pensamos que a melhor maneira de definir a palavra doutrina é buscar seu significado nas línguas originais da Bíblia. O Antigo Testamento foi escrito originalmente em hebraico e aramaico; o Novo Testamento foi escrito em grego. A palavra doutrina, tal como conhecemos em nosso idioma, vem da língua latina (doctrina) e significa ensino.
• No Antigo Testamento, a palavra doutrina traz a ideia de um corpo de ensinamentos revelados. Temos duas palavras no Antigo Testamento que trazem a ideia de doutrina. A primeira é a palavra leqach (lê-se lecar) que significa “o que é recebido” e aparece em Dt 32.2; Jó 11.4; Pv 4.2; Is 29.24.[5] A segunda palavra é o substantivo torah. Esta palavra é bem conhecida por nós. Ela transmite a ideia de um corpo de ensino. Seu significado é instrução, ditame, direção, lei. Esta palavra é usada para se referir aos cinco primeiros livros da Bíblia, também chamados de Pentateuco.
• No Novo testamento temos também duas palavras. A primeira é a palavra didaskalía que é uma palavra polissêmica. Ela significa tanto o ato como o conteúdo. Em Rm 12.7; Rm 15.4; 2Tm 3.16 a palavra significa instrução, ensino num sentido ativo. Num sentido mais passivo (aquilo que é ensinado), a palavra aparece em Mc 7.7; Cl 2.22; 1Tm 1.10; 4.6; 2Tm 3.10; Tt 1.9. A segunda palavra é didaquê. Esta palavra também significa tanto o ato de ensinar como o conteúdo do ensino. Ela se refere ao ensino de Jesus (Mt 7.28: “… estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina e que seu ensino era de origem divina (Jo 7.16,17). Com o significado de ensino como uma atividade, instrução, a palavra aparece em Mc 4.2; 1Co 14.6; 2Tm 4.2. Em um sentido passivo (o que é ensinado), ensino, instrução, ela aparece em Mt 16.12; Mc 1.27; Jo 7.16,17 [in loco]; Rm 16.17; Ap 2.14.







I. DOUTRINA DE DEMÔNIOS
A Bíblia nos apresenta três tipos de sistemas doutrinários. As Escrituras abordam a doutrina de Deus, as doutrinas de demônios e as doutrinas de homens. Hoje, vamos focar apenas em uma destas três.
1.1 Doutrinas de demônios, o que são?
A LIÇÃO DIZ: A expressão “doutrinas de demônios” é uma referência a todo ensino que influencia as pessoas a se posicionarem contra Deus e à sua Palavra. Essa expressão, aparece no texto Sagrado em 1 Timóteo 4.1: O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios. A expressão últimos tempos não se refere apenas a um período escatológico do fim, mas compreende todo o período da era cristã, inaugurado por Jesus em sua primeira vinda e que se consumará na segunda. Esse tempo do fim será caracterizado pela manifestação de falsos profetas (Mt 24.11) e falsos cristos que enganarão muitos (Mc 13.22), culminando na apostasia e na manifestação do homem da iniquidade (2Ts 2.4). Ensinos de demônios não significam ensinamentos sobre demônios, mas doutrinas inspiradas por demônios, ou que têm sua fonte no mundo demoníaco.
1.2 A doutrina dos demônios e as suas produções.
A LIÇÃO DIZ: A “doutrina de demônios” é promovida e produzida por Satanás (1 Tm 4.1) com o propósito de fazer o crente apostatar da fé e se tomar um hipócrita (v. 2).
Vamos detalhar o texto:
À primeira vista, a situação é bem clara. Certos mestres começam a difundir seus pontos de vista equivocados, e algumas pessoas ingênuas lhes dão ouvidos, são levadas por eles e, consequentemente, abandonam a fé apostólica. Mas Paulo vai mais a fundo e explica a Timóteo a dinâmica espiritual básica. A primeira causa do erro é diabólica. Aqueles que “[abandonam] a fé” fazem isso porque seguem “espíritos enganadores e doutrinas de demônios”. Falando sob a influência do Espírito da verdade, Paulo declara que os falsos mestres estão sob a influência de espíritos enganadores. Não levamos esse fato suficientemente a sério. As Escrituras retratam o diabo não apenas como o tentador, atraindo as pessoas ao pecado, mas também como o enganador, seduzindo as pessoas para o erro. Por que pessoas inteligentes e instruídas engolem as especulações fantásticas de várias falsas religiões e filosofias? É porque não existe apenas um Espírito da verdade, mas também um espírito da mentira. Segundo, o erro tem uma causa humana. O diabo normalmente não engana as pessoas de forma direta. Ideias inspiradas por demônios ganham acesso ao mundo e à igreja por meio de agentes humanos. Os falsos mestres, embora seduzidos por espíritos enganadores, são eles mesmos enganadores intencionais, por mais ilusórias que possam ser suas máscaras de aprendizado e religiosidade. Eles mesmos não acreditam no que estão ensinando. A terceira e mais básica causa do erro é moral. As mentiras hipócritas dos falsos mestres remontam agora à violação de sua própria “consciência”, que “está morta como se tivesse sido queimada com ferro em brasa” (NTLH). A consciência deles foi cauterizada e, portanto, anestesiada e amortecida, de modo que a voz da consciência está sufocada e, por fim, silenciada. A sequência sombria de eventos na jornada dos falsos mestres foi agora revelada. É uma trajetória descendente perigosa que vai de ouvidos surdos e de uma consciência cauterizada à mentira deliberada, ao engano de demônios e à ruína de outros.
1.3 O enfrentamento às doutrinas de demônios.
A LIÇÃO DIZ: O texto no qual Paulo trata sobre “doutrina de demônios” oferece a forma pela qual a Igreja é orientada a enfrentá-la e vencê-la. O texto foi escrito enquanto a igreja em Éfeso estava sofrendo com os ataques e os danos das falsas doutrinas. Paulo incentiva Timóteo a pregar, viver e se desenvolver na Palavra. Logo, a referência feita às “doutrinas de demônios” é parte da seção em que o jovem pastor foi desafiado a pregar diante da avalanche de falsos ensinamentos que a igreja estava recebendo. Texto bíblico utilizado como base 1 Timóteo 4.6,7: Se você transmitir essas instruções aos irmãos, será um bom ministro de Cristo Jesus, nutrido com as verdades da fé e da boa doutrina que tem seguido. Rejeite, porém, as fábulas profanas e tolas, e exercite-se na piedade. Paulo contrasta o falso mestre com o verdadeiro pastor e mostra qual é o papel do pastor que vela pela verdade e cuida do rebanho. Algumas verdades são aqui ressaltadas. Em primeiro lugar, a atitude do pastor em relação às falsas doutrinas (4.6,7). O pastor da igreja precisa se posicionar em relação aos falsos mestres e seus ensinos perigosos. O que ele deve fazer?
• Alertar a igreja sobre os enganos das falsas doutrinas. – Expondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus… (4.6a). O pastor precisa advertir o povo de Deus do perigo das falsas doutrinas e da apostasia religiosa. Hoje muitos pastores não gostam de combater as heresias. Mas, expor e alertar os irmãos sobre esses perigos é o que torna um bom ministro de Cristo.
• Seguir a sã doutrina. – … alimentado com a palavra da fé e da boa doutrina que tens seguido (4.6b). Primeiro o pastor se alimenta da Palavra, depois alimenta o rebanho com a Palavra. Primeiro o pastor é um estudante que aprende a Palavra, depois é um mestre que ensina a Palavra. Primeiro ele se debruça sobre os livros, depois se levanta diante da congregação para ensinar. Só ensina bem quem aprende bem. Não podemos combater a heresia se não estivermos calçados com a sã doutrina. Não podemos combater o erro se não estivermos comprometidos com a verdade. Não podemos enfrentar as falsas doutrinas se não permanecermos na sã doutrina. Cabe ao ministro do evangelho combater a mentira e promover a verdade; denunciar as heresias e anunciar o evangelho; desmascarar as falsas doutrinas e colocar em relevo a sã doutrina.
• Rejeitar as fábulas. Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas caducas… (6.7). A palavra grega modos, traduzida aqui por fábulas, provavelmente corresponde a histórias míticas que foram forjadas sobre fatos do Antigo Testamento, mormente as genealogias, mais tarde transformadas em intricados sistemas filosóficos gnósticos. Os falsos mestres gostam de introduzir novidades estranhas às Escrituras em seus ensinos. Eles se apartam da verdade e preenchem esse espaço com esquisitices como fábulas profanas alimentadas por pessoas ensandecidas. Essas tradições apóstatas estão em oposição às Escrituras e as contradizem. Essa mesma advertência é feita a Tito (Tt 1.14) e repetida a Timóteo (1.4; 2Tm 4.4). Em segundo lugar, o compromisso do pastor em relação à piedade pessoal. – … exercita-te, pessoalmente, na piedade. Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser (4.7b,8).
• O pastor é um homem que precisa ter reverência a Deus. A vida do pastor é a vida de seu ministério. Sua piedade pessoal é o fundamento de sua autoridade espiritual. Mais que o cuidado com o corpo, o pastor precisa cuidar de sua reputação. Concordo com Warren Wiersbe quando ele diz que precisamos cuidar do corpo, e o exercício faz parte desse cuidado. O corpo é o templo do Espírito Santo que deve ser usado para sua glória (1Co 6.19,20) e também é instrumento para seu serviço (Rm 12.1,2). Contudo, os exercícios beneficiam o corpo apenas nesta vida, ao passo que o exercício da piedade é proveitoso hoje e na eternidade. Paulo não pede que Timóteo escolha entre um e outro. Devemos praticar ambos, mas nos concentrar na piedade. Em resumo, a vida santa de um pastor e sua fidelidade em seguir a orientação de Deus é um muro de proteção ao redor da igreja.








II. A SEDUÇÃO DAS FALSAS DOUTRINAS
Sedução é o ato de atrair alguém, muitas vezes de forma enganosa ou manipuladora, com o objetivo de influenciar ou conquistar essa pessoa.
2.1 A sedução da idolatria.
A LIÇÃO DIZ: A idolatria é a fonte da sedução das falsas doutrinas. A idolatria é mais do que a adoração a ídolos; é tudo o que ocupa o Lugar de Deus em nossas vidas. A idolatria pode seduzir o homem ao oferecer-lhe a ilusão de poder, segurança ou significado através da adoração de algo ou alguém que não é Deus. Ela pode apelar para os desejos humanos de controle, conforto ou propósito, levando as pessoas a depositarem sua devoção em ídolos materiais, ideias falsas ou até mesmo em si mesmas. A sedução da idolatria muitas vezes se baseia na promessa de satisfação imediata ou na busca de significado e valor fora de Deus, levando as pessoas a desviarem sua lealdade do verdadeiro Criador para objetos ou conceitos criados.
• A idolatria seduz o homem ao fazer com que ele busque segurança e proteção em amuletos ou objetos materiais, em vez de confiar em Deus.
• A idolatria seduz o homem ao prometer-lhe poder e controle através da adoração de figuras de autoridade ou líderes humanos, em detrimento da submissão a Deus.
• A idolatria seduz o homem ao oferecer-lhe a ilusão de felicidade e realização através da busca desenfreada por riquezas e bens materiais, em vez de encontrar contentamento na presença de Deus.
2.2 A sedução do relativismo.
A LIÇÃO DIZ: O relativismo é a crença que afirma não existir verdades absolutas, pois a verdade depende do ponto de vista de cada pessoa. Por exemplo, no que se refere aos princípios morais, o relativismo propõe que não há princípio moral imutável e nem absoluto. O relativismo prega a inexistência de uma verdade absoluta, e os seus adeptos defendem crenças relativas e flexíveis, sempre obedecendo à circunstância, ao ambiente e à necessidade dos envolvidos. O relativismo pode seduzir o homem ao oferecer-lhe a ilusão de liberdade absoluta, ao afirmar que não existem verdades universais e que cada indivíduo pode determinar sua própria verdade. Isso pode levar as pessoas a acreditarem que estão livres de qualquer padrão moral ou ético, o que resulta em comportamento pecaminoso. Além disso, o relativismo pode seduzir as pessoas ao promover a ideia de que não há consequências objetivas para suas ações, o que pode levar a uma falta de consideração pelas repercussões de seus atos sobre si mesmas e sobre os outros.
2.3 A sedução do hedonismo.
O hedonismo é uma filosofia que defende o prazer como o bem supremo e a finalidade da vida humana. O homem é seduzido pelo hedonismo porque busca a satisfação de seus desejos e a felicidade imediata, sem se preocupar com as consequências éticas, morais ou sociais de suas ações. O hedonismo também engana o homem, pois nem sempre o que parece prazeroso é realmente benéfico para ele. Além disso, o hedonismo pode levar ao egoísmo, à ganância, à violência e ao vício, que são fontes de sofrimento e infelicidade.






III. NÃO SE DEIXE ENGANAR
3.1 A falsa doutrina não pode ser uma surpresa para a Igreja.
A LIÇÃO DIZ: A Igreja pode até sofrer com os ataques dos falsos mestres, mas o nosso Deus conhece todas as coisas e Ele bondosamente nos alerta, mediante a sua Palavra, sobre os perigos que nos cercam. A Igreja tem todas as condições necessárias para que não venha a ser enganada pelas seduções dos falsos ensinos. Estas são algumas das muitas ferramentas que estão à disposição da igreja para que ela não seja enganada por falsas doutrinas:
• A presença do Espírito Santo, que guia a igreja na verdade e no discernimento espiritual.
• O ensino sólido das Escrituras, que fornece um alicerce firme para a compreensão da verdade e a identificação de falsos ensinos.
• A comunhão e o ensino mútuo entre os membros da igreja, que permitem a correção fraterna e o fortalecimento mútuo na fé.
• Líderes espirituais maduros e comprometidos com a verdade, que orientam e protegem a igreja contra falsas doutrinas.
3.2 Desmascarando o engano doutrinário.
A LIÇÃO DIZ: Os que disseminam engano são desmascarados à medida que são descobertos
em sua maldade.
Vejamos as características dos falsos mestres:
• O herege. O herege é a pessoa que ensina o que descaradamente contradiz um ensino essencial da fé cristã. O herege é o mais proeminente e talvez o mais perigoso dos falsos mestres. Pedro advertiu contra ele em sua segunda carta. “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição” (2Pe 2.1).
• O charlatão. O charlatão é a pessoa que usa o cristianismo como um meio de enriquecimento pessoal. O charlatão só está interessado na fé cristã na medida em que esta pode encher a sua carteira. Ele usa sua posição de liderança para se beneficiar da riqueza dos outros. “Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade, é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas, altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro” (1Tm 6.3-5).
• O metido a profeta. O profeta afirma ser dotado por Deus para trazer nova revelação que não está nas Escrituras — novas e autoritativas palavras de predição, ensino, repreensão ou encorajamento. Na realidade, porém, ele é comissionado e fortalecido por Satanás com o propósito de enganar e perturbar a igreja de Cristo. João fez uma advertência urgente sobre ele. “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1Jo 4.1).
• O divisor usa a falsa doutrina para perturbar ou destruir uma igreja. Ele alegremente divide irmão de irmão e irmã de irmã. Judas advertiu sobre ele: “No último tempo, haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões. São estes os que promovem divisões, sensuais, que não têm o Espírito. Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo, guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna” (Jd 1.18-21).
• O bajulador é o falso mestre que não se importa com o que Deus quer, mas se importa com tudo que os homens querem. Ele quer agradar a homens mais do que a Deus. Paulo pensava nele como um “coçador de ouvidos”: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2Tm 4.3-4).
3.3 Como se proteger do engano.
• Apegarmo-nos à Palavra de Deus como nossa bússola infalível é essencial para nos proteger do engano.
• Devemos orar constantemente, buscando o discernimento do Espírito Santo para distinguir a verdade da mentira.
• Em comunhão com outros crentes, devemos buscar um ensino sólido e edificante, avaliando tudo à luz das Escrituras.
• É importante estarmos atentos às artimanhas dos falsos mestres, mantendo nossos corações e mentes firmemente ancorados na verdade de Cristo.


CONCLUSÃO
Nossa busca pela verdade deve ser incessante e nossa fé inabalável, para que possamos resistir a todo engano e permanecer firmes no caminho da verdade e da vida.

















