A CARREIRA QUE NOS ESTÁ PROPOSTA
O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para Chegar ao céu


O QUE ESTUDAREMOS?
Estamos envolvidos em uma intensa Batalha Espiritual. Essa luta não é contra pessoas, mas sim contra principados e potestades no mundo espiritual. Portanto, nossas armas não podem ser de natureza humana ou carnal. Na Batalha Espiritual, utilizamos armas espirituais. Nesta lição, exploraremos a realidade dessa batalha e destacaremos as três principais armas espirituais à disposição do crente. Além disso, examinaremos o exemplo supremo de Jesus no uso dessas “armas espirituais”.

TEXTO ÁUREO – COMPARANDO TRADUÇÕES
As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo. (2Co 10.4,5 NVI). A palavra grega hopla, “armas”, é uma palavra genérica usada tanto para armas de defesa como de ataque. O termo “milícia” significa “campanha”. O ataque do inimigo contra os corintos fazia parte de uma grande campanha militar. Os poderes do inferno atacavam a igreja e era importante não ceder nenhum território. As armas da […] milícia cristã não são carnais. Os cristãos não usam, por exemplo, espadas, revólveres ou estratégias militares modernas para levar o evangelho por todo o mundo. O conflito entre as forças de Deus e as de Satanás é espiritual e precisa ser travado com armas espirituais. É colocando toda a armadura de Deus que os cristãos poderão se armar contra as investidas de Satanás; essa armadura consiste de paz, verdade, justiça, fé, oração, jejuem, amor, luz, a espada do Espírito e a salvação (Rm 13.12; 2Co 6.7; Ef 6.11, 13–17; 1Ts 5.8). As nossos armas espirituais são poderosas:
• Elas destroem a resistência do inimigo (10.4). Essas armas destroem fortalezas. A palavra grega ochuroma, encontra-se apenas aqui em todo o Novo Testamento. “Fortaleza” nos papiros tinha o significado de prisão. Essas fortalezas são muralhas que resistem, portas que se fecham, e paredes que aprisionam. Simon Kistemaker diz que essas fortalezas aparecem em formas múltiplas, mas são essencialmente a mesma: são sistemas, esquemas, estruturas e estratégias que Satanás máquina para frustrar e obstruir o progresso do evangelho de Cristo. O inimigo tem suas fortalezas. Essas fortalezas parecem inexpugnáveis. Mas as armas que usamos podem detonar essas muralhas, fazer ruir essas resistências.
• Elas anulam as estratégias do inimigo (10.4). Essas armas anulam sofismas. A palavra grega logismos significa raciocínio, reflexão, pensamento. A batalha é travada no campo das ideias. Essa guerra não é travada contra as pessoas em si, mas contra padrões de pensamentos, filosofias, teorias, visões e táticas. O diabo cega o entendimento dos incrédulos (4.4). Ele distorce a verdade, dissemina o erro e espalha a mentira. As nossas armas desmantelam esses sofismas, desnudam esses artifícios e aniquilam esses raciocínios falazes.

VERDADE PRÁTICA
Diante da batalha espiritual, temos poderosas armas espirituais à nossa disposição: a Palavra de Deus, a Oração e o Jejum. A verdade prática limita o nosso estudo a três armas em especifico: a Palavra de Deus, a Oração e o Jejum. Vamos estudar detalhadamente cada uma delas nos pontos da lição.









I. AS ARMAS DO CRENTE
1.1 As armas.
A LIÇÃO DIZ: De modo geral, podemos classificar as armas como instrumentos de ataque e de defesa. Nas Escrituras, os principais instrumentos de ataque são: espada (1 Sm 17.45); vara (Sl 23.4); funda (1 Sm 17.40); arco e flecha (2 Rs 13.15); lança (Js 8.18); e dardo (2 Sm 18.14). Os de defesa são: escudo (Ef 6.16), capacete (1Sm 17.5), couraça (1 Sm 17.5) e caneleiras (1 Sm 17.6). Essas armas eram usadas pelos exércitos antigos, bem como pelo exército de Israel, com a diferença de que este era instado a colocar a sua confiança no Senhor (Sl 20.7). Entretanto, para os cristãos, “armas” aqui tem um sentido metafórico, pois nosso combate não é de corpo a corpo com outra pessoa, mas contra o mal encabeçado pelo Diabo e seus demônios, que se valem do Mundo e da
Carne.
Texto para refletir:
Quanto ao mais, sejam fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Vistam-se com toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo. 12Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, mas contra os principados e as potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais. (Ef 6.10-12 NAA). Como podemos ficar firmes contra os ataques de tais inimigos? É impossível por nossa própria conta. Somente o poder de Deus pode nos defender da força, da maldade e da artimanha do diabo. Alguns cristãos são tão autoconfiantes que acreditam poderem ter êxito sozinhos, sem a força do Senhor. A outros falta tanta confiança em si mesmos que imaginam não ter nada a contribuir para sua vitória na guerra espiritual. Ambos estão enganados. Nos versículos 10 e 11, Paulo expressa a combinação adequada da capacitação divina (“fortaleçam-se no Senhor”) e da cooperação humana (“vistam toda a armadura de Deus”). O poder é, de fato, do Senhor, assim como a armadura. Sem essa armadura, estaremos fatalmente desprotegidos e expostos, mas, ainda assim, precisamos apanhá-la e vesti-la.
1.2 As estratégias do inimigo.
A LIÇÃO DIZ: Não podemos desprezar o conhecimento a respeito da força do Inimigo de nossas almas. O Novo Testamento revela o que o Diabo é capaz de fazer para ludibriar as pessoas: arrebatar a boa Palavra do coração (Mt 13.19); buscar altas posições com mentiras (At 5.3); usar pessoas para trair (Lc 22.3,4); escravizar (2 Tm 2.26); enfraquecer a fé do crente (Lc 22.32); enganar com doutrinas demoníacas (1 Tm 4.1). Alistamos, de forma complementa, a algumas ações do diabo na vida do povo de Deus: 1) ele furta a Palavra do coração (Lc 8.12); 2) ele semeia o joio no meio do trigo (Mt 13.24–30); 3) ele opõese ao pregador (Zc 3.1–5); 4) ele intercepta a resposta às orações dos santos (Dn 10); 5) ele oprime pessoas com enfermidades (Lc 13.10–17); 6) ele resiste à obra missionária (1Ts 2.8); 7) ele atormenta as pessoas em cujo coração não há espaço para o perdão (Mt 18.23–35); 8) ele usa a arma da dissimulação (2Co 11.14,15); 9) ele usa a arma da intimidação (1Pe 5.8); 10) ele age na disseminação de falsos ensinos (1Tm 4.1); e 11) ele ataca a mente dos homens (2Co 4.4). Destacamos, agora, algumas características desse terrível inimigo:
• Em primeiro lugar, é um inimigo invisível (Ef 6.11,12). O diabo e seus agentes são seres reais, porém invisíveis. Esse inimigo espreita-nos 24 horas por dia. Ele é como um leão que ruge ao nosso derredor. Ele escuta cada palavra que você fala, vê cada atitude que você toma e acompanha cada ato que você pratica escondido.
• Em segundo lugar, é um inimigo maligno (6.11,12). A Bíblia o chama de diabo, Satanás, assassino, ladrão, mentiroso, destruidor, tentador, maligno, serpente, dragão, Abadom e Apoliom. Seu intento é roubar, matar e destruir. Ele sabe que já está sentenciado à perdição eterna e quer levar consigo homens e mulheres.
• Em terceiro lugar, é um inimigo astuto (6.11). Ele usa ciladas, armadilhas e ardis. Ele agedissimuladamente como uma serpente. Ele disfarça-se. Ele transfigura-se em anjo de luz. Seus ministros parecem ser ministros de justiça. Ele usa voz mansa. Ele usa muitas máscaras.
• Em quarto lugar, é um inimigo persistente (6.13b). “E, havendo tudo feito, permanecer firmes”. O diabo e suas hostes não ensarilham suas armas. Ao ser derrotados, eles voltam com novas estratégias. Foi assim com Jesus no deserto, onde foi tentado (Lc 4.13). Elias fugiu depois de uma grande vitória. Sansão foi subjugado pelos filisteus depois de vencê-los. Davi venceu exércitos, mas caiu na teia da luxúria. Pedro caiu na armadilha da autoconfiança.
• Em quinto lugar, é um inimigo numeroso (6.12). Paulo fala de principados, poderios, príncipes deste mundo de trevas e exércitos espirituais do mal. O diabo e seus anjos estão tentando, roubando e matando pessoas em todo o mundo. Eles são numerosos.
• Em sexto lugar, é um inimigo oportunista (6.11,14). Mesmo depois que o vencemos, precisamos continuar firmes (6.11,14), porque ele sempre procura um novo jeito de atacar. Quando o crente deixa de usar toda a armadura de Deus, ele encontra uma brecha, entra e faz um estrago (4.26,27). Não podemos ter vitória nessa guerra se não usarmos todas as peças da armadura. Não podemos permitir que o inimigo nos encontre indefesos. O diabo e suas hostes buscam uma estratégia para nos atacar de súbito, sem nenhum aviso, sem nenhum sinal de tempestade.
1.3 O chefe de toda força do mal.
A LIÇÃO DIZ: O Diabo é denominado de “o deus deste século” (2 Co 4.4). Portanto, não podemos ignorar que o Inimigo tem um reino organizado com seus servos, emissários, principados e potestades (LC 11.17-22). A organização dos anjos caídos obedece a uma hierarquia, porque eles constituem um reino de trevas espirituais. Os demônios influenciam as nações e os povos para praticarem toda sorte de maldades e abominações contra Deus: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, contra essas classes: os principados, potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Ef 6.12). Ao que tudo indica, eles são unidos e organizados: Se Satanás expulsa Satanás, está dividido contra si mesmo. Como, então, subsistirá seu reino? (Mt 12.26 NVI). Portanto, devemos fazer uso de todas as armas que estão a nossa disposição em vigilância e oração.






II. AS TRÊS ARMAS ESPIRITUAIS DO CRISTÃO
2.1 A Palavra de Deus.
Por que a Palavra é uma arma tão poderosa? Existem várias razões para essa grandiosidade, mas vou me ater apenas a três: Crescimento, Maturidade e Eficácia. A primeira passagem encontra-se em 1 Pedro 2.2: “Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que por ele vos seja dado crescimento para salvação.” Permita-me mencionar três palavras para revelar a verdade contida aqui. Escreva-as na margem de sua Bíblia, perto deste versículo.
• A primeira é atitude. Pedro está descrevendo a atitude de uma criança recém-nascida. Assim como o bebê “avança” na mamadeira, você “avança” no Livro. O bebê tem que tomar leite para o sustento de sua vida física; você tem que ler as Escrituras para o sustento de sua vida espiritual.
• Mas ele também fala sobre seu apetite pela Palavra. Você deve desejá-la “ardentemente”. Você tem que ansiar pelo leite espiritual da Palavra de Deus.
• A terceira palavra: objetivo. Qual o objetivo da Bíblia? O texto nos diz: “para que por ele vos seja dado crescimento para salvação”. Por favor, note, não é para que você saiba. Certamente não se pode crescer sem saber, mas você pode saber e não crescer. A Bíblia não foi escrita para satisfazer a sua curiosidade, mas para o ajudar a se conformar à imagem de Cristo. Não para fazê-lo um pecador mais esperto, mas para fazê-lo como o Salvador. Não para preencher sua mente com uma coleção de fatos bíblicos, mas para transformar sua vida. A segunda passagem que precisamos checar é Hebreus 5.11-14: “A esse respeito temos muitas cousas que dizer, e difíceis de explicar, porquanto vos tendes tornado tardios em ouvir. Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes novamente necessidade de alguém que vos ensine de novo quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim vos tornastes como necessitados de leite, e não de alimento sólido. Ora, todo aquele que se alimenta de leite, é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.” A palavra-chave nesta passagem é tempo. Sublinhe-a em sua Bíblia. O escritor diz a seus ouvintes: quando por virtude do passar do tempo você deveria estar indo para a faculdade, você tem que voltar ao jardim da infância e aprender o abecedário todo novamente. Quando deveria estar comunicando a verdade a outros, você precisa ter alguém que comunique a verdade a você. Na verdade, ele diz, você ainda precisa de leite, não de alimento sólido. O alimento sólido é para os maduros. Quem são os maduros? Aqueles que vão para o seminário? O que pode derrotar qualquer um num duelo teológico? Quem sabe mais versículos bíblicos? Não; diz o autor que você é maduro se treinou a si mesmo através do uso constante das Escrituras para distinguir o bem do mal. A marca da maturidade espiritual não é o quanto você entende, mas o quanto você usa. Na esfera espiritual, o oposto de ignorância não é sabedoria, mas obediência. Assim, esta é a segunda razão pela qual a Palavra é uma arma indispensável. A Bíblia é o meio divino de desenvolver a maturidade espiritual. Não há outra maneira. Há uma terceira passagem, 2 Timóteo 3.16-17. “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” Paulo diz que toda Escritura é útil. Mas útil para quê? Ele menciona quatro coisas:
• Primeira, doutrina ou ensino. Isto é, ela irá estruturar seu pensamento. Isto é crucial porque se você não estiver pensando corretamente, não estará vivendo corretamente. Aquilo em que você acredita determina seu comportamento.
• Ele também diz que a Bíblia é útil para repreensão. Isto é, ela dirá onde você está fora dos limites. Ela mostra o que é pecado. Mostra o que Deus quer para sua vida. Ele provê seus
padrões.
• Terceiro, é útil para correção. Você tem um armário onde põe tudo aquilo para qual não consegue mais achar espaço em lugar algum? Você abarrota tudo lá e, um dia se esquece e abre a porta… brum! — cai tudo. “Puxa vida”, você diz, “tenho que arrumar isso aqui”. A Bíblia é assim. Ela abre as portas de sua vida e provê uma dinamite purificadora para o ajudar a limpar o pecado e a aprender a se conformar à vontade de Deus.
• Uma quarta vantagem da Bíblia é que ela é útil no treinamento para uma vida de justiça. Deus a usa para mostrar como se deve viver. Tendo-o corrigido nos aspectos negativos, Ele dá a você orientação positiva a se seguir na vida. A Palavra é um meio primário pelo qual podemos nos tornar servos eficazes de Jesus Cristo.
2.2 A Oração.
A LIÇÃO DIZ: Aliada ao estudo da Palavra, a oração é uma das mais importantes armas espirituais que o crente tem ao longo de sua jornada para o Céu. Voltemos novamente ao texto de Efésios 6. A Bíblia nos diz: Orem em todo tempo no Espírito, com todo tipo de oração e súplica, e para isto vigiem com toda perseverança e súplica por todos os santos. A oração não é mencionada como peça da armadura. Porém, não é exagero dizer que ela é a atmosfera em que o soldado deve viver e respirar. É em espírito de oração que o soldado deve vestir a sua armadura e enfrentar o inimigo. A Escritura e a oração são indissociáveis, como as duas principais armas que o Espírito coloca em nossas mãos. Nesse contexto, a oração cristã que prevalece é fundamentada em quatro pressupostos universais, indicados pelas quatro vezes em que a palavra “todos” ou “todas” é usada:
• Oração no Espírito em Todas as Ocasiões:
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a. Devemos orar no Espírito de forma regular e constante.
b. Essa conexão com o Espírito Santo nos permite acessar o trono de Deus e receber poder
e autoridade.
c. A oração é uma comunicação direta com o Pai, possibilitando que sejamos fortalecidos e capacitados.
• Diversidade de Formas de Oração:
a. Devemos orar com toda oração e súplica.
b. Reconhecemos que existem diversas formas de oração, cada uma adequada a diferentes
situações.
c. A variedade de expressões de oração nos permite abordar as necessidades específicas de
nossa vida espiritual.
• Perseverança na Oração:
a. Devemos orar com toda perseverança.
b. Assim como bons soldados permanecem alerta e não desistem, nossa oração deve ser
constante e resiliente.
c. A perseverança nos mantém firmes, mesmo diante das adversidades.
• Intercessão por Todos os Santos:
a. Devemos orar por todos os santos.
b. Interceder uns pelos outros fortalece os nossos laços como povo de Deus.
2.3 O Jejum.
A LIÇÃO DIZ: Aliado à Palavra de Deus e à oração, a prática do jejum é uma terceira arma espiritual do crente durante a jornada para o Céu. Jejum significa abstinência total ou parcial de alimento durante um determinado período, visando aprimorar o exercício da oração e da meditação. O jejum bíblico não pode ser visto como penitência, mas como um sacrifício vivo e agradável a Deus. Para que seja aceito, deve ser o jejum acompanhado de justas e piedosas intenções.
John Charles Ryle diz que jejum é a abstinência ocasional de alimentos, a fim de levar o corpo em sujeição ao espírito. Na Bíblia, o jejum é apresentado como prática de não se alimentar por certo tempo (1 Rs 21.9). Como prática religiosa, é voluntário, exige pureza de vida (Is 58.3-7) e exclui a exibição (Mt 6.16-18). O ensinamento de Jesus acerca do jejum.
• Jesus espera que jejuemos. E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas, porque desfiguram o rosto, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
• Jesus nos orienta a fazer da maneira correta. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Porém tu, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, para não pareceres aos homens que jejuas, mas sim a teu Pai, que está oculto.
• Jesus encoraja seus discípulos a jejuarem porque há uma recompensa da parte de Deus. teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará. Princípios que regem o jejum:
• Tenha sempre o um propósito. Ninguém não jejua por nada. O jejum bíblico é abster-se de alimentação com um propósito espiritual.
• Sempre separe tempo para orar e se alimentar com a palavra quando for jejuar. Tem pessoas que não entendem esse princípio bíblico e no período que estão jejuando, gastam todo o tempo assistindo séries, televisão, jogando vídeo game ou preso as redes sociais.
• O jejum combate os desejos da carne. Alguém corretamente disse que o caminho para o coração do homem é estomago. Veja o exemplo de Adão e Eva (Gn 3.1-6); Esaú (Hb 12.16). Priva-se de um dos desejos mais primitivos como o de comer, leva o homem ou a mulher de Deus a vencer os apetites carnais.
• O jejum é um sacrifício. Se o jejum não significa nada para você, não vai significar nada para Deus. Tem pessoas que querem jejuar 1h por dia, outras se abstém daquilo que não sentem falta. Por exemplo, uma pessoa que não gosta de doce, decide se abster de doce. O jejum como arma espiritual do cristão é importantíssimo porque por meio dele se pode desenvolver uma busca por Deus de modo mais íntimo, profundo e reverente. A negação do alimento é uma forma de esquecer por um momento a comida física e concentrar-se mais e mais em Deus, priorizando sua vontade. Os que se dedicam à prática do jejum aliado à oração fazem isso de modo humilde, revelando arrependimento sincero e quebrantamento perante Deus.






III. JESUS CRISTO: O NOSSO MAIOR MODELO
Então Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo. Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. O tentador aproximou-se dele e disse: “Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães”. Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus’”. Então o Diabo o levou à cidade santa, colocou-o na parte mais alta do templo e lhe disse: “Se és o Filho de Deus, joga-te daqui para baixo. Pois está escrito: “ ‘Ele dará ordens a seus anjos a seu respeito, e com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra’”. Jesus lhe respondeu: “Também está escrito: ‘Não ponha à prova o Senhor, o seu Deus’”. Depois, o Diabo o levou a um monte muito alto e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e o seu esplendor. E lhe disse: “Tudo isto te darei, se te prostrares e me adorares”. Jesus lhe disse: “Retire-se, Satanás! Pois está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus, e só a ele preste culto’”. Então o Diabo o deixou, e anjos vieram e o serviram. (Mt 4.1-11 NVI). Aprendemos com o texto em tela quatro formas que Jesus usou para vencer as tentações do diabo:
• Em primeiro lugar, ter uma vida de intimidade com Deus por meio do jejum e da oração (4.2). Jesus tinha prazer no Pai, e o Pai tinha prazer no filho. Quem ama a Deus, ora. Quem tem apetite pelo pão do céu, jejua. Quem anda com Deus, tem poder para resistir o diabo. O problema não é a presença do inimigo, mas a ausência de Deus.
• Em segundo lugar, ter uma vida cheia do Espírito Santo e ser guiado pelo Espírito (4.1). Estamos sempre cheios: do Espírito Santo ou de nós mesmos. Jesus viveu na plenitude do Espírito Santo e foi guiado pelo Espírito. Não vencemos a tentação na força da carne. Só quando somos cheios do Espírito e guiados pelo Espírito que alcançamos vitória nas tentações.
• Em terceiro lugar, ter a Palavra de Deus no coração e nos lábios. A Bíblia é a espada do Espírito. Nada de racionalizações: o que eu penso, o que eu acho, o que as pessoas falam. Jesus disse: Está escrito! A única arma que Jesus usou para vencer o diabo foi a Palavra de Deus.
• Em quarto lugar, ter uma atitude de resistir ao diabo. Não devemos subestimar o diabo, nem temê-lo, nem fugir dele, mas resistir a ele. O diabo precisou bater em retirada. Precisamos entender que o diabo já foi vencido, e aquele que o venceu nos assiste quando somos tentados (Hb 2.18). Estamos em Cristo. Sua vitória é a nossa vitória! Você não precisa enfiar a cabeça na coleira do diabo. Você não é mais escravo do pecado. Você foi tirado da potestade de Satanás, da casa do valente, do reino das trevas. Você agora está assentado com Cristo nas regiões celestes.

CONCLUSÃO
Amados, nós temos à nossa disposição as três armas que nos auxiliam na nossa jornada para o Céu: Palavra, oração e jejum. Foi por meio delas que os santos do Antigo Testamento foram vitoriosos, bem como os cristãos da Nova Aliança. Nesse particular, Jesus é o nosso exemplo, pois vivendo neste mundo sempre recorreu à Palavra, à oração e ao jejum. Se assim procedermos, jamais cederemos diante das tentações do Maligno, contudo manteremos nossa fidelidade para com Deus priorizando sua vontade.















