29 de junho de 2026 21:13

AS PROMESSAS DE DEUS

AS PROMESSAS DE DEUS
Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu.

O QUE ESTUDAREMOS?
Neste trimestre, estudaremos a respeito das promessas de Deus direcionadas ao seu povo ao longo da história. Nesta primeira lição, definiremos o que são as promessas de Deus e como elas estão fundamentadas. Além disso,identificaremos os tipos e propósitos das promessas. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO – COMPARAÇÃO DE TRADUÇÕES
O Senhor me disse: — Você está certo; eu também estou vigiando para que as minhas palavras se cumpram. (Jr 1.12 NTLH). Na Terra Santa, a amendoeira floresce em janeiro, dando a primeira indicação de que a primavera está chegando. A palavra em hebraico para amendoeira é saqed; enquanto a palavra “vigiar” ou “acordado” é soqed. Deus usou esse jogo de palavras para chamar a atenção de Jeremias para o fato de que ele está sempre acordado para velar sobre sua Palavra e cumpri-la. As afirmativas divinas são sólidas. Nem sempre posso confiar nos meus sentidos, porque eles são capazes de me iludir. Nem sempre posso confiar na minha mente, porque ela está sujeita a se equivocar. Nem sempre posso confiar no meu coração, porque ele é enganoso. Nem sempre posso confiar nas pessoas, porque elas se mostram falhas e imperfeitas. Mas sempre posso confiar em Deus e naquilo que ele diz. “Deus não é homem, para que minta, nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele dito, não o fará? Ou, havendo falado, não o cumprirá?”, declara a Bíblia (Nm 23.19).

VERDADE PRÁTICA
Deus faz suas promessas para que experimentamos um relacionamento mais próximo com Ele. Deus faz Suas promessas com o propósito de nos conduzir a um relacionamento mais profundo e íntimo com Ele. Não se trata apenas de conceder vitórias ou atender às nossas necessidades, mas de revelar Seu caráter e atrair nosso coração para mais perto d’Ele. Assim como Abraão, que experimentou a amizade com Deus ao crer em Suas palavras, somos chamados a conhecer e desfrutar da presença de Deus em nossa vida.

I. UM CONVITE DE DEUS
1.1 Um convite, uma promessa.
A LIÇÃO DIZ: Isaías 55 é um convite de Deus para Israel desfrutar de uma grande bênção divina. É uma promessa maravilhosa de redenção. A Bíblia diz em Isaías 55:1 “Ah! Todos vocês que têm sede, venham às águas; e vocês que não têm dinheiro, venham, comprem e comam! Sim, venham e comprem, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. 

2 Por que vocês gastam o dinheiro naquilo que não é pão, e o seu suor, naquilo que não satisfaz? Ouçam com atenção o que eu digo, comam o que é bom e vocês irão saborear comidas deliciosas.

3 Deem ouvidos e venham a mim; escutem, e vocês viverão. Porque farei uma aliança eterna com vocês, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi.

4 Eis que eu fiz dele uma testemunha aos povos, um príncipe e governador dos povos.

5 Eis que você chamará uma nação que você não conhece, e uma nação que nunca o conheceu virá correndo para junto de você, por causa do SENHOR, seu Deus, e do Santo de Israel, porque este o glorificou. As características do convite divino:
Quem é convidado: “Ó vós todos”. Não somente os judeus, aos quais a palavra da salvação foi enviada em primeiro lugar, mas a todos os homens em todos os lugares.
“Qual é a condição necessária para ser bem-vindo à graça do Evangelho? A resposta é simples: ter sede. Aqueles que desejam verdadeiramente a graça de Deus são os que a receberão de braços abertos. No entanto, essa sede não é física; é uma busca interior, uma ânsia da alma. Os bem-aventurados são aqueles que não estão satisfeitos com as superficialidades do mundo e seus prazeres passageiros. Eles não confiam em suas próprias obras de justiça, mas reconhecem sua necessidade profunda de Cristo e de Sua justiça. Esses
são os que têm sede espiritual.
Para onde são convidados: “Vinde às águas”. Vinde a Cristo, a ‘fonte aberta’, à rocha ferida. E, sim, vinde também às santas ordenanças, essas correntes que alegram a cidade do nosso Deus. Elas podem parecer simples como águas, mas para aqueles que creem em Cristo, são como vinho e leite, abundantemente revigorantes. Pensem nas águas curativas, nas águas vivas. Lembrem-se das palavras do nosso Salvador em João 7.37: ‘Se alguém tem sede, que venha a mim e beba’. A água da vida está disponível gratuitamente para quem desejar. Portanto, venham, sedentos de alma, e bebam dessa fonte inesgotável. Ela saciará vossas necessidades mais profundas.
Aquilo a que eles são convidados a fazer.

No versículo (1), encontramos a expressão: “… vinde e comprai… vinde… e comei”. Essa passagem destaca uma aparente contradição: como alguém sem dinheiro pode comprar? Por um lado, a falta de recursos financeiros parece indicar incapacidade e desamparo. Por outro lado, percebemos que nada pode ser obtido sem pagamento. Implicitamente, no contexto, o Servo (possivelmente referindo-se a Jesus Cristo) pagou o preço da compra, tornando possível a aquisição.”.
• A completude da provisão: As bênçãos consistem nas águas do Espírito, no vinho da alegria e no leite da boa Palavra de Deus. São uma dádiva da graça, obtida sem dinheiro e sem preço.
1.2 É preciso buscar ao Senhor.
A LIÇÃO DIZ: No versículo 6 do capítulo 55 aparece o seguinte imperativo: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”. Aqui, somos instados pela Palavra de Deus a buscar ao Senhor por meio da oração e de um relacionamento sincero, a fim de alcançarmos uma resposta dEle. No Novo Testamento, nosso Senhor ensinou que a quem pede será dado; quem busca encontrará; e quem bate, a porta será aberta (Mt 7.7). O Senhor Jesus, então, confirma: “Porque aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e, ao que bate, se abre” (Mt 7.8). Busquemos a Deus enquanto podemos fazer isso hoje! A chave para desfrutar da bênção segura e duradoura de Deus é simples: ‘Venha… venha… venha… ouça, ouça… venha a mim e dê ouvidos’ (versículos 1-3). Mas o que exatamente está envolvido nesse ato de vir?
Reconhecimento da Urgência: Enquanto o dia da oportunidade ainda dura (versículo 6), precisamos reconhecer a urgência. A oportunidade de nos aproximarmos de Deus não deve ser negligenciada.
Renúncia do Pecado: O processo envolve reconhecer e renunciar ao pecado (versículo 7). Isso significa abandonar nossos caminhos errados e nos voltarmos para Deus, que é compassivo e perdoador (versículo 7).
Submissão Total: Por fim, devemos submeter tudo o que pensamos e fazemos à vontade do Senhor (versículos 8-9). Isso significa alinhar nossas escolhas e ações com os princípios divinos.
1.3 É preciso se arrepender.
A LIÇÃO DIZ: Na busca sincera a Deus, devemos nos converter ao Senhor de todo o coração, pois Ele é poderoso em perdoar (Is 55.7). Quando o arrependimento impulsionado pelo Senhor acontece, os nossos pensamentos se alinham aos pensamentos do Senhor, que são maiores do que o nosso; seus caminhos, mais altos que os nossos (Is 55.8,9). Assim, toda pessoa que tem um encontro pessoal com o Senhor Jesus experimenta júbilo e florescimento espiritual no lugar de aridez e sequidão (Is 55.10-13). Há gloriosas promessas de Deus para o povo que teve um encontro verdadeiro com Ele por meio de Jesus, o Nosso Senhor. O pecado é um grande obstáculo que nos impede de ter um relacionamento intimo com Deus e desfrutar de suas promessas. No entanto, mediante o arrependimento, que envolve (a) Convicção de pecado;

(b) Quebrantamento verdadeiro e (c) Confissão sincera, alcançamos graça e misericórdia da parte de Deus. A barreira é desfeita, o pecado e perdoado e nos tornamos filhos e herdeiros de Deus. Lembre-se, arrependimento de verdade não é quando você chora (ainda que você possa chorar) é quando você muda (conversão).

APLICAÇÕES
• A maior e mais sublime de todas as promessas feitas por Deus é a nossa salvação em Cristo Jesus.
• Há promessas que só poderemos desfrutar se aceitarmos o convite de Deus.
• As promessas de Deus serão sempre infinitamente mais extraordinárias do que as promessas do pecado, do mundo e de Satanás.

II. AS PROMESSAS E SEUS FUNDAMENTOS
2.1 A Promessa na Bíblia.
A LIÇÃO DIZ: A palavra “promessa” está presente ao longo de toda a Bíblia. Portanto, podemos afirmar que a palavra “promessa” refere-se ao ato ou efeito de Deus comprometer-se com alguém em
relação a alguma coisa. Vamos definir o que é o que significa a expressão “promessa” em mais detalhes. Promessa é o compromisso oral ou escrito de realizar um ato ou de contrair uma obrigação. A promessa é, portanto, uma declaração que, embora diga respeito a fatos que irão ocorrer no futuro, gera, no presente, um compromisso, ou seja, um vínculo, uma obrigação. A promessa é um ato de vontade, é uma declaração de um querer que, entretanto, quando dirigido a outras pessoas, uma vez aceito, gera uma obrigação da parte de quem prometeu. A promessa de Deus é de cumprimento certo e inevitável, porque o seu autor é o Deus fiel, o Deus que não muda (Ml 3.6), o Deus em que não se encontra sombra de variação (Tg 1.17). Por isso, Jesus disse que os céus e a terra passarão, mas as Suas palavras não hão de passar (Mt 24.35; Lc.21.33). Deus não promete com falsidade, e nem promete qualquer coisa que não possa cumprir. As promessas divinas revestem-se de várias qualidades, sendo elas boas (1Rs 8.56), santas (Sl 105.42),
grandíssimas e preciosas (2Pe 1.4). Elas podem ser obtidas mediante a fé (Hb 11.33). Elas são conferidas aos que creem (Gl 3.22). Elas são herdadas mediante a fé e a paciência (Hb 6.12,15; 10.36). Elas se cumprem no devido tempo (Jr 33.14; At 7.17; Gl 4.4). Nenhuma das promessas divinas haverá de falhar (Js. 23.14; 1Rs 8.56).
2.2 Deus é infalível.
A LIÇÃO DIZ: Como vimos na leitura bíblica em Classe, em Isaías 55, o Deus Todo-Poderoso não falha em suas promessas. Essa afirmação está fundamentada em seus próprios atributos incomunicáveis, isto é, servimos a um Deus Onipotente, Onisciente e Onipresente. Com atributos incomunicáveis nos referimos aos atributos que ser humano algum pode ter, somente Deus. Por exemplo, o ser humano não tem todo o poder na terra, não conhece todas as coisas, nem pode estar em vários lugares ao mesmo tempo. O Deus Todo-Poderoso tem essas capacidades como constituintes de sua própria natureza. Por isso, Ele não falha e não muda. No estudo da teologia aprendemos que atributos de Deus são as qualidades ou características atribuídas a ele, a partir do ensino da Escritura Sagrada. Esses atributos são divididos em duas categorias principais: atributos comunicáveis e atributos incomunicáveis. Os atributos incomunicáveis são aqueles que afirmam a grandeza e a majestade absolutas de Deus. E pertencem somente a Deus, não tendo sido compartilhados com a humanidade. São atributos que se referem às características intrínsecas e inerentes à natureza de Deus. Alguns exemplos são onipotência, onisciência, onipresença, imutabilidade e eternidade. Quanto aos atributos comunicáveis são assim chamados porque, de alguma forma, são comunicados, compartilhados com os seres humanos e também porque são reflexo do caráter de Deus e que podem ser experimentados e vivenciados por nós. Alguns exemplos desses atributos são amor, bondade, misericórdia, graça, paciência, sabedoria e justiça. Portanto, quando expressamos algumas dessas qualidades em nossa vida, estamos refletindo o caráter de Deus. Estamos espelhando, refletindo a imagem e semelhança de Deus. Se conseguimos ser bons, justos, honestos, pacientes ou santos, tudo devemos a Deus, pois nada disso é inato em nós. Vamos definir os três principais atributos incomunicáveis de Deus para compreendermos porque suas promessas são infalíveis:
• A palavra onipotência não pode ser encontrada explicitamente na Bíblia, mas o ensino de que Deus é onipotente é facilmente percebido. A onipotência de Deus pode ser vista na obra da criação, bem como no ensino bíblico de que não há nada difícil para Ele (Gn 18.14; Jr 32.17); tudo se torna possível com Ele (Mt 19.26; Mc 10.27; Lc 18.27); nada pode impedir o seu propósito (Is 43.13); Ele conduz a História (Is 10.5,15; 28.2; 45.1; Jr 25.9; 27.6; 43.10) e possui o pleno controle de todas as coisas (Is 43.13; Dn 4.35; Am 9.2,3), até mesmo dos menores detalhes, como os cabelos de nossa cabeça (Mt 10.30; Lc 12.7). Em outras palavras, nada pode escapar do poder de Deus. Além do mais, Sua onipotência se revela indiretamente na promessa de que “tudo é possível ao que crê” (Mc 9.23; cf. Mt 17.20), e na declaração do apóstolo Paulo ao dizer: “Posso todas as coisas por meio daquele que me fortalece” (Fp 4.13).
• A palavra onipresença vem do latim omni, “todo”, e praesentia, “presença” ou “presente”. Assim, onipresente é a característica de quem está presente em toda parte. Obviamente essa qualidade só pertence a Deus, e Ele não a compartilha com nenhuma de suas criaturas. No sentido geral da onipresença de Deus, entendemos que é impossível alguém estar distante dele, ou fora de Sua presença. Sob esse aspecto, todos os homens, e mesmo Satanás e os demônios, estão sempre na presença de Deus. A doutrina da onipresença de Deus deve ser de grande conforto para todos os cristãos verdadeiros, pois ela garante que a presença e o cuidado pessoal Deus estarão sempre ao lado de Seu povo, ou seja, independentemente de onde estivermos ou de qualquer circunstância que possamos enfrentar, podemos ter a certeza da presença de nosso Deus.
• A palavra onisciência possui origem latina e é formada pela combinação de omni, “todo” ou “completo”, e scientia, que significa “conhecimento”. Logo, basicamente ser onisciente é saber de tudo. Deus sonda os pensamentos e as intenções do coração do homem (1Sm 16.7; 1Rs 8.39; 1Cr 28.9; Sl 139; Jr 17.10; Lc 16.15; Rm 8.27; Ap 2.23). Ele conhece exaustivamente o futuro, tanto quanto conhece o passado e o presente. A onisciência de Deus também abrange todas as possibilidades, ou seja, Ele tem ciência de todos os acontecimentos possíveis que nunca ocorreram, e sabe perfeitamente qual teria sido o impacto na História se cada uma dessas possibilidades tivessem sido concretizadas (1Sm 23.9-13; 2Rs 13.19; Sl 81.14-15; Is 48.18; Mc 11.21). Assim, o Deus onisciente conhece tudo e todos, sejam pessoas, animais, plantas e mesmo objetos, de modo que nenhum fato, pensamento ou possibilidade foge de Seu conhecimento. Ele conhece tudo em um grau infinito e não precisa obter nenhum tipo de informação, já que todo o conhecimento está em sua própria mente. Como um Deus tão grande assim falharia?
2.3 Deus zela por sua Palavra.
A LIÇÃO DIZ: Como vimos em Isaías 55, a Palavra que sai de Deus tem um propósito determinado para cumprir (v.11). Aqui está embasada a fidelidade de Deus é, por isso, Ele garante o cumprimento das suas promessas conforme estão expostas em sua poderosa Palavra. Consultemos o texto bíblico em Isaías 55: 10 Porque, assim como a chuva e a neve descem dos céus e para lá não voltam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, 11 assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei. A chuva é uma dádiva celestial, descida do céu, projetada para ser eficaz (não retornar… vazia), produzindo transformação (regar… fazer brotar) e transformando a morte em vida (semente) em alimento (pão). Mesmo assim, minha palavra (11) é sobrenatural em sua origem (sai da minha boca), eficaz em sua missão (não retorna… vazia) e instrumental para alcançar o que o Senhor deseja (o que eu desejo… o propósito para o qual a enviei). A Palavra de Deus não voltará vazia. É poderosa demais para isso. Quando Deus disse: “Haja luz”, o resultado imediato foi que “houve luz” (Gn 1.3). Quando Jesus disse: “Cala-te! Aquieta-te!” o vento cessou e o mar se acalmou (Mc 4.39). A Palavra de Deus sempre prosperará; Deus terá sucesso, e aqueles que receberem Sua Palavra também serão vencedores (1 Jo 5.4). Mais um texto significado dentro deste subponto é Josué 21.15: De todas as boas promessas do Senhor à nação de Israel, nenhuma delas falhou; todas se cumpriram.

III. TIPOS E PROPÓSITOS DAS PROMESSAS DE DEUS
3.1 Promessas incondicionais e condicionais.
A LIÇÃO DIZ: As promessas incondicionais são as que independem de circunstâncias, de tempo ou de atitudes do destinatário. Por exemplo: a Promessa do nascimento de Jesus proveniente de uma virgem (Is 9.6), o local do nascimento de Jesus, em Belém da Judeia (Mq 5.2); que Jesus seria chamado Emanuel, “Deus conosco” (Is 7.14). Há também promessas proféticas que ainda não se cumpriram, mas que, com absoluta certeza, aguardamos seu cumprimento, tais como: a promessa da ressurreição dos salvos em Cristo e a transformação dos vivos, no Arrebatamento da Igreja (1 Ts 4.13-17); e muitas outras profecias que haverão de se cumprir, e são absolutamente incondicionais, pois Deus é Fiel. Vamos considerar uma explicação mais detalhada:
• Existem promessas que são “gerais”, ou seja, dirigidas a todos os homens. Deus as proferiu para todo o ser humano e, por isso, se aplicam a toda a humanidade. As promessas feitas a
 Noé após o dilúvio, por exemplo, são desta espécie (Gn 8.22; 9.1-17). Deus prometeu não cessar, enquanto a terra durar, sementeira e sega, frio e calor, verão e inverno, dia e noite. Eis porque, como disse o Senhor Jesus, Deus, até o dia de hoje, continua a dar o sol e a chuva tanto sobre justos quanto sobre injustos (Mt 5.45), o que, à primeira vista, pareceria um contra senso, mas que é cumprimento de uma promessa geral, de uma promessa feita a todos os homens, indistintamente.
• Existem promessas que são “nacionais”, ou seja, dirigidas a uma nação em especial. Neste ponto, aliás, é bom que relembremos que, para Deus, a Terra é composta de três povos diferentes: os gentios, os judeus e a Igreja (1Co10.32 ARA).
• Há, ainda, as promessas “grupais”, ou seja, dirigidas a grupos que não chegam a constituir uma nação, mas que são agrupamentos de pessoas que estão ligados ou por laços de parentesco (tribos, clãs) ou, ainda, por vínculos de outra natureza (profissionais, gênero etc.). É o que se observa, por exemplo, na promessa feita aos recabitas (Jr 35.18,19), uma tribo que descendia de Recabe.
• Por fim, temos as chamadas promessas “individuais”, promessas feitas por Deus a indivíduos, única e exclusivamente a eles, e que, logicamente, não podem ser aplicadas a ninguém mais. Muitas são as promessas deste tipo na Bíblia. É o caso da promessa feita a Abrão, de que ele se faria uma grande nação (Gn 12.2). Hoje, lamentavelmente, a falta de conhecimento da Palavra de Deus por muitos crentes tem ocasionado a destruição de muitas vidas espirituais. Por não conhecerem a Bíblia, ouvem estes falsos pregadores que transportam muitas promessas individuais para a vida de cada um de seus ouvintes. Fazem aquilo que, muito sabiamente, o consultor doutrinário da CPAD, o pastor Antonio Gilberto, denominou de “…transformação indevida de fatos e eventos bíblicos em doutrina…” (A Palavra de Deus é o padrão do genuíno avivamento. Mensageiro da paz, ano 77, n. 1466, jul. 2007, p.21).
Mas há, ainda, um outro aspecto relevante a verificarmos nas promessas de Deus. Trata-se da circunstância de que não apenas se deve levar em conta a quem o Senhor dirigiu a promessa, mas, ainda, quais as condições estabelecidas para o cumprimento. Portanto, temos dois tipos de promessas de Deus: as condicionais e as incondicionais.
• A promessa de Deus é incondicional quando o Senhor faz uma declaração cujo cumprimento independe da vontade humana. Tais promessas derivam de um ato de vontade do Senhor que o próprio Deus quis manter acima da própria vontade humana, porquanto os pensamentos de Deus são mais altos que os pensamentos do homem (Is 55.8,9).
• Promessas condicionais. Deus faz promessas, mas algumas delas estão ligadas à nossa vontade. Embora não dependam exclusivamente de nós, Ele escolheu que essas promessas também envolvessem nossa participação. Um exemplo disso é a promessa da salvação: para que ela se torne real em nossas vidas, precisamos aceitar Jesus Cristo como nosso Salvador. Como diz em Marcos 16.16: “Quem crer e for batizado, será salvo; quem não crer, será condenado.” Essa salvação é uma promessa geral de Deus, dirigida a todos os seres humanos, mas sua realização depende da nossa decisão. É uma promessa condicional, baseada na nossa aceitação. Portanto, ao analisarmos as promessas nas Escrituras, é importante considerar não apenas a quem elas se dirigem, mas também se são condicionais ou incondicionais.
3.2 A importância de conhecer as promessas.
Deus, ao fazer promessas, dirige-Se a pessoas certas, bem como estabelece propósitos para que isto ocorra e somente dentro desta perspectiva é que as promessas se cumprirão e de modo inevitável. Muitos, hoje em dia, creem em promessas que não foram, em absoluto, dirigidas a elas, nem tampouco estão de acordo com o propósito de Deus. Tentam tomar aquilo que não é deles e o resultado não poderia ser outro: a decepção, indevida decepção, visto que Deus é fiel e não pode negar-Se a Si mesmo, de sorte que não serão caprichos ou invencionices humanas que mudarão o Seu caráter.

CONCLUSÃO
As promessas de Deus não falham, estão aí para que creiamos nelas e as vivenciemos, mas tudo de acordo com a Palavra do Senhor. Que neste trimestre, possamos ser fortalecidos na fé ao estudarmos quantas e quão grandiosas promessas Deus nos deixou, porque “de Deus mui firmes são as promessas, falhando tudo, não falharão. Se das estrelas o brilho cessa, mas as promessas brilharão” (estrofe do hino 459 da Harpa Cristã).

 

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