AS PROMESSAS DE DEUS
Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu





O QUE ESTUDAREMOS?
Nesta lição, nos aprofundaremos nas promessas de Cristo específicas para a sua Igreja. Nós, pentecostais, cremos na contemporaneidade de cada uma delas. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO – COMPARAÇÃO DE TRADUÇÕES
Agora eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha igreja, e as forças da morte não a conquistarão. (Mt 16.11 NVT). Eclesiologia é o ramo da teologia que estuda a natureza, a origem, a estrutura e a missão da igreja cristã. Ela busca compreender a natureza da igreja como o corpo de Cristo, sua relação com Deus e com os crentes, sua função na sociedade e sua missão de proclamar o evangelho e fazer discípulos. A eclesiologia também aborda questões relacionadas à liderança eclesiástica, as ordenanças, à adoração e à comunhão dos santos. Em resumo, a eclesiologia busca compreender o significado e o propósito da igreja dentro do plano de Deus para a redenção da humanidade. Sobre a igreja, vejamos o que diz a Declaração de Fé das Assembleias de Deus (2017, p. 119120): Cremos, professamos e ensinamos que a Igreja é a assembleia universal dos santos de todos os lugares e de todas as épocas, cujos nomes estão escritos nos céus […]. A Igreja foi fundada por nosso Senhor Jesus Cristo, pois Ele mesmo disse: “sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). Essa pedra é o próprio Cristo: “Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina” (At 4.11), tendo a doutrina dos apóstolos por fundamento e Jesus a principal pedra de esquina: “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina” (Ef 2.20). Ela, a Igreja, é a coluna e firmeza da verdade. É a comunidade do Senhor. Além de assembleia universal dos crentes em Jesus, o vocábulo “igreja” refere se a um grupo de crentes em cada localidade geográfica. Ensinamos que a Igreja é una e indivisível: um só corpo, um só Espírito, uma só fé e um só batismo. A Igreja envolve um mistério que não foi revelado no Antigo Testamento, mas que foi manifesto aos
santos na nova aliança. Nos círculos teológicos, a questão da origem exata da Igreja do Novo Testamento tem sido alvo de muitos debates. Alguns têm adotado uma abordagem bastante ampla, e sugerem que a Igreja existe desde o início da raça humana, incluindo todas as pessoas que já exerceram fé nas promessas de Deus, a partir de Adão e Eva (Gn 3.15). Outros apoiam um início veterotestamentário para a Igreja, especificamente nos relacionamentos pactuais entre Deus e o seu povo, a partir dos patriarcas e continuando durante o período mosaico. Muitos estudiosos preferem uma origem neotestamentária para a Igreja, mas neste contexto também há diferenças de opinião. Alguns, por exemplo, acreditam que a Igreja foi fundada quando Cristo começou publicamente seu ministério e chamou os 12 discípulos. Sobejam os pontos de vista, inclusive o de alguns ultradispensionalistas, que acreditam não ter a Igreja começado realmente antes do ministério e viagens missionárias do apóstolo Paulo. A maioria dos estudiosos, quer sejam seus antecedentes pentecostais, evangélicos ou modernistas, acreditam que as evidências bíblicas são favoráveis ao dia de Pentecostes, em Atos 2, para a inauguração da Igreja. Inclusive, o texto áureo destaca essa verdade, pois a expressão “edificarei” trata de um tempo futuro.


VERDADE PRÁTICA
As promessas de Deus para a Igreja são gloriosas: promessas de vida eterna, de poder e glorificação final do nosso corpo. Vamos analisar palavra por palavra de forma expositiva esse texto:
• As promessas de Deus para a Igreja são gloriosas:
a. As promessas: Refere-se às garantias e declarações divinas feitas por Deus, assegurando bênçãos e recompensas futuras.
b. de Deus: Especifica a origem das promessas, que vêm diretamente de Deus, o Criador e Soberano.
c. para a Igreja: Destinatário das promessas, que é a comunidade dos fiéis, o corpo de Cristo.
d. são gloriosas: Indica a natureza dessas promessas, sendo magníficas, esplêndidas.
• promessas de vida eterna:
a. promessas: Novamente, refere-se às garantias divinas.
b. de vida eterna: Especifica uma das promessas, a de viver para sempre, sem fim, na presença de Deus.
• de poder e glorificação final do nosso corpo:
a. de poder: Indica a promessa de receber força e autoridade divina, capacitação para viver e atuar de acordo com a vontade de Deus.
b.e glorificação final do nosso corpo: Refere-se à transformação e aperfeiçoamento final que nossos corpos experimentarão, livres de qualquer imperfeição e plenamente glorificados, semelhante ao corpo ressuscitado de Cristo.






I. A NATUREZA DA PROMESSA DE DEUS PARA A IGREJA
1.1 A promessa de sinais sobrenaturais.
A LIÇÃO DIZ: O Evangelho de Mateus 28.18-20 revela o estabelecimento da Grande Comissão de Cristo para seus discípulos. Nesta comissão, três palavras resumem a tarefa: Ide, Ensine e Batize (v.19). Em Marcos 16 temos uma promessa de que sinais sobrenaturais ocorreriam para confirmar a obra da Grande Comissão (v.17). Vamos ao texto bíblico: E disse-lhes: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. Estes sinais acompanharão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal nenhum; imporão as mãos sobre os doentes, e estes ficarão curados”. (Mc 16.16,17 NVI). Jesus descreve aqui certos milagres que acompanhariam aqueles que acreditassem no evangelho. Ao lermos os versículos, a pergunta óbvia é: “Será que esses sinais existem hoje? O pensamento cessaionista sobre os sinais sobrenaturais é bem explicado nas palavras do= Hernandes Dias Lopes:
B. B. Warfield, em conexão com esses dons especiais diz: “Esses dons eram parte das credenciais dos apóstolos, como os agentes autoritativos de Deus, na fundação da igreja… tais dons necessariamente desapareceram, com os apóstolos”. Crisóstomo e Agostinho também eram da opinião que esses dons, com a morte dos apóstolos, cessaram de existir. Essa também era a opinião de Jonathan Edwards: “Esses dons extras foram dados para a fundação e estabelecimento da igreja no mundo. Contudo, desde que o cânon das Escrituras se completou e a igreja foi plenamente fundada e estabelecida, esses dons extraordinários cessaram de existir. O grande problema com essa posição é ausência de fundamentação bíblica. Em vez de demonstrar texto bíblico, ele cita nomes de pregadores. Outro argumento extremamente frágil é dizer que os sinais eram partes das credencias apostólicas. Em todo o novo testamento, é possível ver outros irmãos que não são apóstolos realizando grandes sinais e maravilhas. Estevão não era apóstolo (At 6.8). Felipe não era apostolo (At 8.5-7). A igreja de Corinto, seguindo essa mesma linha, vivenciava operação de sinais e maravilhas. Diante do exposto, alguém pode dizer: Esse texto de Marcos não faz parte dos melhores manuscritos, portanto, não pode ser usado para defender uma doutrina. Mesmo que a parte final do capítulo 16 de Marcos não estivesse na Bíblia, isso não mudaria o fato da realidade e da contemporaneidade dos sinais sobrenaturais. Resumindo, não há nenhum texto bíblico que indique que essa promessa se restringe à igreja primitiva. Além disso, Jesus afirmou em Mateus 28.20 que estaria com os crentes todos os dias até o fim dos tempos. Isso é uma garantia para a igreja de todos os tempos. Portanto, essa promessa é real e atual.
1.2 A promessa de revestimento de poder.
A LIÇÃO DIZ: Com base na promessa de Cristo para seus discípulos, em Atos 1, nosso Senhor faz uma promessa de capacitação espiritual para a proclamação do Evangelho de Cristo: “Recebereis a virtude do Espírito” (v.8). É a promessa do batismo no Espírito Santo para capacitar o crente na transmissão das Boas-Novas de Salvação. Além de poder para proclamar, a capacitação do Espírito também nos forja como “testemunhas de Cristo” em nossa família, bairro, cidades e nações (v.8). Portanto, estamos diante de uma promessa de capacitação espiritual para a evangelização. O Batismo no Espírito Santo é a externalização de uma experiência reconhecível, audível e visível. Sendo uma experiência subsequente à salvação e completamente diferente ato da regeneração ou novo nascimento (Jo 20.21,22; 1Co 3.16; 6.19; 2Co 6.16; Gl 4.6). O Batismo no Espírito Santo não é modismo, pelo contrário, é uma promessa feita pelo Pai (Jl 2.28; At 1.4), confirmada pelo Filho (Mt 3.11) e manifestada pelo Divino Consolador (At 2.1-4). O que significa a expressão “Batismo no Espírito Santo”? “É um revestimento e derramamento de poder do Alto, com evidência física inicial de línguas estranhas, conforme o Espírito Santo concede, pela instrumentalidade do Senhor Jesus, para o ingresso do crente numa vida de mais profunda adoração e eficiente serviço para Deus” (GILBERTO, Antônio). O conhecido teólogo Myer Pearlman define o Batismo com o Espírito Santo como: “a imersão no poder energizante do Espírito Divino” (PEARLMAN, Myer). O teólogo J. Rodman Williams se expressa da seguinte maneira: “O batismo em água significa literalmente ser imergido na água, colocado embaixo dela, ou até mesmo ficar ensopado nela. Com efeito, ser batizado no Espírito Santo é ficar totalmente envolvido no Espírito dinâmico do Deus vivo” (WILLIAMS, J. Rodman). O saudoso pastor e missionário Eurico Bergstén diz que: “A palavra batismo tem o sentido de mergulhar, imersão, o que realmente condiz com a maravilhosa experiência de submergir na plenitude do Espírito Santo” (BERGSTÉN, Eurico). Essa promessa também é real e atual. Ela diz respeito a nós, igreja do Senhor.
1.3 Promessas espirituais para uma instituição espiritual.
A LIÇÃO DIZ: A Igreja é denominada no Novo Testamento como Corpo de Cristo (Cl 1.24), o Templo de Deus (1 Co 3.16), a Noiva de Cristo (Ef 5.25-27). Assim, uma instituição espiritual tem promessas espirituais para serem confirmadas em seu ministério no mundo (Mc 16.18-20; At 1.6-8). Três pontos que devemos considerar:
• Origem. A origem da igreja está fundamentada na obra redentora de Jesus Cristo. Ele mesmo disse em Mateus 16.18: “Sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. A igreja tem sua origem na morte e ressurreição de Cristo, e foi estabelecida no dia de Pentecoste.
• Natureza. A natureza da Igreja é espiritual, pois ela é formada por pessoas que nasceram de novo pela fé em Jesus. A Igreja é santa, pois ela é separada do pecado e consagrada a Deus. A Igreja é universal, pois ela abrange todos os salvos em Cristo, de todas as nações, línguas e culturas. A Igreja é local, pois ela se reúne em comunidades específicas, para adorar a Deus, edificar uns aos outros e testemunhar do evangelho.
• Vocação. A vocação da Igreja é glorificar a Deus em tudo o que faz. A Igreja é chamada a ser o sal da terra e a luz do mundo, influenciando positivamente a sociedade com os valores do Reino de Deus. A Igreja é enviada a pregar o evangelho a toda criatura, fazendo discípulos de todas as nações. A Igreja é equipada com dons espirituais, para servir uns aos outros e ao próximo com amor. A Igreja é esperançosa, pois ela aguarda a volta de Cristo, que a levará para a glória eterna. Vamos tentar explicar o que são promessas espirituais, já que vimos a natureza espiritual da igreja: Promessas espirituais são garantias divinas que se referem ao desenvolvimento, crescimento e bem-estar da nossa vida espiritual, em vez de aspectos materiais. Elas estão centradas na relação entre Deus e os crentes, prometendo bênçãos que fortalecem a fé e o caráter cristão. São chamadas de promessas espirituais porque se aludem a aspectos não materiais da vida cristã. Elas abrangem a nossa relação com Deus, a transformação interior e a esperança futura. Essas promessas focam na nossa caminhada espiritual, vida eterna, crescimento na fé, e são concedidas pelo Espírito Santo. Elas transcendem as promessas temporais ou materiais, dirigindo-se a nossa saúde espiritual e ao nosso destino eterno. Aqui estão algumas características das promessas espirituais:
• Vida Eterna: A promessa de viver para sempre com Deus.
• Presença do Espírito Santo: A garantia de que o Espírito Santo habitará e guiará os crentes.
• Paz Interior: A paz que excede todo entendimento, prometida por Jesus.
• Transformação Espiritual: O crescimento e a conformação à imagem de Cristo.





II. AS PROMESSAS DE DEUS PARA A IGREJA
2.1 Promessa de vida eterna.
A LIÇÃO DIZ: O estabelecimento da Grande Comissão do nosso Senhor, como vimos em Mateus 28 e em Marcos 16, constatamos que a primeira e grande promessa da Igreja é a de vida eterna, a salvação em Cristo Jesus. Essa promessa é para todo “aquele que nele crê”. Ora, “aquele que nele crê” é salvo pelo Senhor e, consequentemente, torna-se membro do Corpo de Cristo, a Igreja do Deus vivo, desde o primeiro dia de seu arrependimento e fé (Jo 3.16; Jo 5.24). Quando a Bíblia fala da vida eterna, refere-se a um dom de Deus que vem somente “em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23). Este presente está em contraste com a “morte” que é o resultado natural do pecado. O dom da vida eterna vem para aqueles que creem em Jesus Cristo, o qual é “a ressurreição e a vida” (Jo 11.25). O fato dessa vida ser eterna indica que ela é perpétua – ou seja, continua sem fim para todo o sempre. É um erro, no entanto, ver a vida eterna como simplesmente uma progressão interminável de anos. Uma palavra comum do Novo Testamento para “eterno” é aiónios, que carrega a ideia de qualidade assim como quantidade. De fato, a vida eterna não está realmente associada a “anos”, pois é independente do tempo. A vida eterna pode funcionar fora e além do tempo, bem como dentro do tempo. Por essa razão, pode-se pensar que a vida eterna seja algo que os cristãos experimentam agora. Os crentes não precisam “esperar” pela vida eterna porque não é algo que começa quando morrem. Ao invés, a vida eterna começa no momento em que uma pessoa exerce fé em Cristo. É a nossa posse atual. João 3.36 diz: “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna…” Observe que o crente “tem” (presente) esta vida (o verbo está no tempo presente no grego também). O foco da vida eterna não está em nosso futuro, mas em nossa posição atual em Cristo. A definição mais clara da vida eterna vem da afirmação de Jesus em Sua oração sacerdotal: “E esta é a vida eterna: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3). Nesta declaração, o sentido da vida eterna está centrado em três palavras: “vida” (zoe), “eterna” (aionios) e “conhecimento” (ginosko). Em outra referência, o apóstolo João explica de forma clara: “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1 Jo 5.11–12). Como você pode saber que tem a vida eterna? Em primeiro lugar, confesse o seu pecado diante do nosso Deus santo. Então aceite a provisão de Deus de um Salvador em seu favor. “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10.13). Jesus Cristo, o Filho de Deus, morreu pelos seus pecados e ressuscitou no terceiro dia. Acredite nessa boa notícia; confie no Senhor Jesus como o seu Salvador e você será salvo (At 16.31; Rm 10.9-10).
2.2 Promessa de Poder.
A LIÇÃO DIZ: Uma vez salvo em Cristo, e membro de seu Corpo, de acordo com o que lemos em Atos 1, temos uma gloriosa promessa de poder do alto para sermos instrumentos vivos em que os sinais e os milagres de Deus possam confirmar a Palavra que Ele nos entregou. Essa promessa foi feita em Atos dos Apóstolos (At 1.5,8), foi experimentada naquele tempo (At 10.44-46; 19.6) e, ao longo da história da Igreja, tem sido confirmada novamente na vida de milhares de servos de Deus que experimentam o Batismo no Espírito todos os dias e recebem dons espirituais preciosos para fazer a obra de Deus com fé e ousadia. O mesmo Senhor que batizou em Atos dos Apóstolos ainda batiza hoje! Vamos complementar aquilo que já tratamos no subponto dois do ponto um. Portanto, cabe-nos responder a seguinte pergunta: O que não é o Batismo com o Espírito Santo? A Bíblia nos adverte a não crer em todo espírito. O apóstolo João diz: “Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1 Jo 4.1).
• O batismo no Espírito Santo não é aprender a falar em línguas. Falar em línguas não é algo aprendido, mas sim recebido, conforme dizem as Escrituras: “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2.4). Devemos ter cuidado, pois as línguas não são aprendidas, mas podem ser imitadas.
• O batismo no Espírito Santo não é para os ímpios. A Bíblia diz: “o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós” (Jo 14.17).
• O batismo no Espírito Santo não é o mesmo que o batismo no corpo de Cristo. Muitos não compreendem devidamente o batismo com o Espírito Santo por não fazerem uma exegese correta de 1 Coríntios 12.13. Paulo não faz aqui nenhuma referência ao batismo com o Espírito Santo, nem ao batismo em águas.
• O batismo no Espírito Santo não é uma experiência exclusiva dos dias apostólicos. A Bíblia contraria veementemente essa ideia, e um texto muito esclarecedor é Atos 2.38-39. Agora, com todo esse esclarecimento em mente e considerando a atualidade da promessa de revestimento, é nosso dever não nos prender exclusivamente ao sinal de falar em línguas, mas focar no propósito: ser testemunhas e pregar o evangelho. Por ignorância, descuido e relaxamento, estamos perdendo de vista o objetivo principal pelo qual devemos buscar e viver essa promessa de revestimento. Se você é batizado, isso não aconteceu simplesmente para que você fale em línguas, mas para que você seja uma testemunha de Jesus onde Ele lhe chamar.
2.3 A promessa da glorificação do nosso corpo.
A LIÇÃO DIZ: A Palavra de Deus nos mostra que quando o nosso Senhor arrebatar a sua Igreja, “seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” (1 Jo 3.2). Quando nosso corpo for glorificado, o “veremos face a face” e o conheceremos como também Ele nos conhece (1 Co 13.12). Que promessa gloriosa! Embora a Bíblia não descreva em detalhes os corpos glorificados que receberemos no céu, sabemos que serão como o corpo ressurreto de Jesus. Nossos corpos humanos são descritos em 1 Coríntios 15.42–53 como perecíveis, desonrosos e fracos, tudo devido ao pecado. Nossos corpos glorificados serão imperecíveis, honrosos e fortes. Nossos novos corpos não serão mais corpos
“naturais”, sujeitos à decadência e à morte; viveremos em “vitória sobre o pecado e a morte”, conquistada por Cristo em nosso favor (1 Co 15.57). Como corpos imperecíveis, eles não sofrerão mais de doença e morte. Nossos novos corpos serão honrosos, pois não serão envergonhados ou vergonhosos por causa do pecado. Nossos corpos terrenos são “fracos” de muitas maneiras. Não só estamos sujeitos às leis naturais da gravidade e tempo/espaço, mas também somos enfraquecidos pelo pecado e suas tentações. Nossos corpos glorificados serão fortalecidos pelo Espírito que nos possui, e a fraqueza não existirá mais. Assim como nossos corpos terrenos são perfeitamente adequados para a vida na terra, nossos corpos ressuscitados serão adequados para a vida na eternidade.






III. CONDIÇÕES PARA VIVER AS PROMESSAS DE DEUS
Inicie cada ponto com uma pergunta. Você crer? Você é fiel? Você é obediente?
3.1 É preciso crer.
A LIÇÃO DIZ: As Escrituras mostram que perseverar na fé em Deus é condição indispensável para viver o tempo do cumprimento de suas promessas (At 2.1). Nestes últimos dias, precisamos reanimar a nossa fé nas promessas de Deus. É tempo de confiar no Senhor e se fortalecer na força do seu poder (Ef 6.10)! Crer é mais do que simplesmente acreditar; é ser persuadido, confiar plenamente e obedecer. Baseando-se no Dicionário Vine e no Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, a palavra “crer” (pisteuõ) envolve confiança e obediência. Atente para a seguinte ilustração: Existia um equilibrista muito bom, ele era o melhor equilibrista do mundo, muitas pessoas sempre iam ver suas apresentações e um dia ele amarrou uma corda de um lado ao outro de um precipício de mais de 100 metros de altura. uma queda seria fatal, e ele iria atravessar sem nenhuma proteção ou equipamento de segurança. Então milhares de pessoas foram assistir. Antes de começar ele perguntou “quem acredita que eu consigo ir e voltar sem nenhuma proteção?”. E todos levantaram às mãos dizendo que acreditavam que ele conseguiria. E então ele foi o voltou. Depois ele perguntou “quem acredita que eu consigo ir e voltar sem nenhuma proteção e com os olhos vendados?” E todos levantaram às mãos dizendo que acreditavam que ele conseguiria. E então ele foi o voltou com os olhos vendados. E então para finalizar o show ele perguntou “quem acredita que eu consigo ir e voltar sem nenhuma proteção, com os olhos vendados, e levando uma pessoa dentro de um carrinho de mão?” E todos levantaram às mãos dizendo que acreditavam que ele conseguiria. E então ele falou “então eu preciso de um voluntário” e então ninguém levantou a mão.
3.2 É preciso ser fiel.
A LIÇÃO DIZ: Uma vez que cremos no Senhor, devemos nos apresentar a Ele de maneira fiel. A fidelidade é caracterizada pela firmeza e pela certeza de propósitos, por uma atitude e uma conduta justas, pela devoção de alguém a uma pessoa ou a uma causa, pela incorruptibilidade, pela sinceridade, pela confiabilidade, pelo cumprimento das promessas e votos feitos e pela lealdade sincera. As ideias contrárias à fidelidade são a infidelidade, a falsidade, a volubilidade, a duplicidade, a indignidade, etc. Homens Fiéis da Bíblia. José (Gn 39.22,23); Moisés (Nm 12.7; Hb 4.2); Davi (1 Sm 22.14); Hananias (Ne 7.2); Abraão (Ne 9.8; Gl 3.9); Daniel (Dn 6.4); Paulo (At 20.20,27); Timóteo (1 Co 4.17); Tíquico (Ef 6.21); Epafras (Cl 1.17); Onésimo (Cl 4.9); Silvano (1 Pe 5.12); Ântipas (Ap 2.13).
3.3 É preciso obedecer a Deus.
A LIÇÃO DIZ: Obedecer é a condição para que Deus cumpra suas promessas na vida de alguém ou de um povo, bem como de sua Igreja. Há tanto valor para Deus na obediência que a Bíblia diz que é melhor obedecer que oferecer sacrifícios (1 Sm 15.22) Dizer que obedecer é melhor do que sacrificar significa que as formalidades externas de adoração e serviço não possuem valor quando não estão acompanhadas de um compromisso sincero e obediente ao Senhor. Sem um espírito completamente submisso a Deus, as práticas exteriores de devoção não passam de aparências de religiosidade e são inúteis, por melhores que pareçam ser. O princípio bíblico de que obedecer é melhor do que sacrificar, nos ensina que há um jeito certo de servir a Deus. Algumas pessoas pensam que podem obter o favor e a aprovação de Deus à sua própria maneira, através das decisões e obras de suas próprias vontades. Mas servir a Deus envolve, antes de tudo, obediência total à vontade de Deus. Portanto, são os obedientes, isto é, aqueles que
obedecem de coração que desfrutam das bençãos e promessas de Deus.

CONCLUSÃO
As promessas de Deus para a Igreja de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo são de grande valor espiritual. A Igreja é “o Corpo de Cristo” na terra. É um organismo vivo, integrado por todos os que são membros desse corpo espiritual. Por meio de Cristo, são muitas as promessas do Senhor para todos os que fazem a Igreja. A maior delas é, certamente, a da garantia de que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). Outra promessa de grande valor é a de estar no meio da Igreja todos os dias (Mt 28.20).

Ser um professor de Escola Bíblica Dominical é algo glorioso, eu sei, mas não é uma tarefa nada fácil…















