23 de junho de 2026 01:36

Bolsonaro quer ‘transformar o parlamento em um anexo do Palácio do Planalto’, diz Maia

O presidente da Câmara dos DeputadosRodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quarta-feira (27) que a intenção do presidente Jair Bolsonaro “é transformar o parlamento num anexo do Palácio do Planalto”. Maia também disse estimar que chegam a R$ 20 bilhões as emendas prometidas pelo governo a parlamentares que apoiarem Arthur Lira (PP-AL) à presidência da Câmara. As declarações foram dadas em “resposta” à fala de Bolsonaro na manhã desta quarta após reunião com deputados do PSL. O presidente da República disse ter a intenção de “influir na presidência da Câmara” por meio de parlamentares do partido. “É um alerta aos deputados e deputadas que a intenção do presidente é transformar o parlamento num anexo do Palácio do Planalto, o que enfraquece o mandato de cada deputado e de cada deputada e, principalmente, no protagonismo da Câmara dos Deputados nos debates com a sociedade”, afirmou Maia.

Bolsonaro: 'Vamos influir na presidência da Câmara'

Bolsonaro: ‘Vamos influir na presidência da Câmara’ O atual presidente da Câmara defendeu a candidatura do deputado Baleia Rossi (MDB-SP) – que tenta emplacar como sucessor – em contraposição ao nome de Arthur Lira (PP-AL), candidato apoiado por Bolsonaro.”Acho que a frase dele [Bolsonaro] hoje é a prova de que precisamos de um candidato que dialogue, que tenha equilíbrio como o Baleia. Que não seja de oposição ao governo, que o Baleia não é, mas que entenda que o Parlamento é outro poder”, disse Maia.“E, sendo outro poder, o fortalecimento de cada um dos mandatos se dá exatamente com a liberdade que o presidente da Câmara tem para construir as pautas, ouvindo a sociedade, ouvindo o governo, mas, principalmente, ouvindo cada um dos 512 deputados na Câmara”, prosseguiu.

Pagamento de emendas

Segundo Maia, as emendas prometidas pelo Planalto a parlamentares para apoiarem Lira devem custar R$ 20 bilhões, valor que “o governo e seu candidato não têm nenhuma condição de cumprir”. Essas emendas, diz o presidente da Câmara, são “extraorçamentárias”, ou seja, adicionais às emendas parlamentares que já constam na proposta de Orçamento de 2021 que tramita no Congresso. “Eu quero saber em que orçamento para o ano de 2021, com todo o problema do teto de gastos, se eles poderão cumprir, se vitoriosos [na eleição para presidente da Câmara], essa promessa. Eu acho que cada dia que passa as pessoas vão vendo que vão acabar sendo enganadas nesse toma lá dá cá”, disse.

Natuza Nery: ‘Semana é decisiva para a disputa à presidência da Câmara’

Para o presidente da Câmara, a promessa é uma “peça de ficção”, já que não há espaço fiscal no orçamento para o pagamento dessas emendas. “Além do toma lá dá cá, é uma peça de ficção você achar primeiro que o Parlamento vai estar disposto a isso”, disse.“A forma como ele [Bolsonaro] quer formar maioria aqui, eu acho que não vai dar certo. Vencendo ou perdendo, não vai dar certo porque o ambiente dessas promessas, do meu ponto de vista, não será cumprido em hipótese alguma porque não há esse espaço fiscal nem de 10, nem de 15, nem de 20 [bilhões] para cumprir.”

CPI da Saúde

Maia voltou a defender a necessidade de o Congresso investigar a atuação do governo federal em relação à pandemia do novo coronavírus. No início da semana, o presidente da Câmara afirmou ter “certeza” de que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, cometeu crimes na gestão da crise sanitária. “Eu acredito que esse é um tema que precisará, por parte do Parlamento, de uma grande investigação”, disse.

VÍDEO: 'Não tenho dúvida nenhuma que já tem crime', diz Maia sobre ações de Pazuello

VÍDEO: ‘Não tenho dúvida nenhuma que já tem crime’, diz Maia sobre ações de Pazuello.Partidos de oposição articulam a coleta das assinaturas necessárias para apresentar um pedido de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o tema. O número mínimo exigido é de 171 signatários. A decisão sobre a abertura de uma CPI cabe ao presidente da Câmara, mas Maia ressaltou que é preciso antes analisar se o pedido tem fundamento. Pelo regimento, requerimentos genéricos, que não indiquem objetivamente o que será investigado, devem ser arquivados. “Tem que avaliar o mérito da CPI. CPI tem que ter fato determinado. Eu não posso responder sem analisar se há fato determinado”, disse.

g1

MP quer que TCU investigue compra de alimentos pelo governo federal

Sede do TCUFELIPE MENEZES/METRÓPOLES

O subprocurador-geral do Ministério Público (MP) no Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Rocha Furtado, requisitou à presidência da corte a apuração de supostas irregularidades nos gastos de alimentação do governo federal em 2020. A solicitação é para verificar a “legalidade, legitimidade, moralidade, economicidade e razoabilidade desses gastos, diante dos indícios de desvirtuamento da utilização dos recursos públicos, bem como diante dos indícios de superfaturamento de alguns itens”. A informação é da CNN Brasil. Como mostrou reportagem do Metrópoles no último domingo (24/1), os gastos da União relacionados à alimentação totalizaram R$ 1,8 bilhão em 2020.

Na representação, Furtado cita que o valor das compras em 2020 foi 20% superior ao verificado em 2019. O subprocurador-geral destaca gastos de R$ 15 milhões com leite condensado e de R$ 2,2 milhões com chicletes. Para ele, ainda que as compras tenham sido legais, despesas realizadas representam uma “afronta” ao “princípio da moralidade administrativa”. O subprocurador-geral pede que, em caso de confirmação de irregularidades, o TCU apure os responsáveis pelas compras, aplique sanções e encaminhe as conclusões da investigação ao responsável pela relatoria das contas do governo.

Eleições no Congresso: governo prepara liberação de R$ 3 bi a 285 parlamentares, revela jornal

Congresso NacionalRAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

O governo federal irá destinar R$ 3 bilhões para senadores e parlamentares aplicarem em obras de infraestrutura nos estados em que foram eleitos. Segundo levantamento obtido pelo Estadão, o montante será repassado para 285 parlamentares e tem origem no Ministério do Desenvolvimento Regional.De acordo com o jornal, o dinheiro deve ser dividido entre 250 deputados e 35 senadores. Desse total, 208 parlamentares da Câmara já declararam apoio ao candidato à presidência da Casa Arthur Lira (Progressistas-AL). Lira é o candidato apoiado pelo Palácio do Planalto no pleito. Nesta quinta-feira (28/1), o próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu que “se Deus quiser” o deputado seria eleito para chefiar a Mesa Diretora. Lira, contudo, tentou se desprender do discurso do mandatário do país ao afirmar que “na presidência da Câmara ninguém influi“.A proximidade de Lira com o chefe do Executivo é, inclusive, alvo de críticas pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que já declarou que “Bolsonaro quer fazer do Parlamento um anexo do Palácio do Planalto“. Vale ressaltar que Maia apoia a candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP). Apesar da tentativa de descolamento da imagem de Bolsonaro, Lira está entre os parlamentares que mais receberão verbas para aplicar em obras regionais. São R$ 109,5 milhões destinados para projetos do partido e R$ 5 milhões para o município onde o pai do deputado, Benedito Lira, é prefeito, Barra de São Miguel (AL).

A reportagem mostra também que os senadores que defendem o voto em Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para a presidência do Senado estão, do mesmo modo, entre os beneficiados pelo repasse de verba.

São 22 parlamentares que anunciaram voto em Pacheco contemplados na ação. Pacheco é candidato lançado por Davi Alcolumbre (DEM-AP), com respaldo do governo Bolsonaro. Conforme documentos obtidos pelo jornal, a planilha inclui Alcolumbre na lista dos contemplados, com R$ 277 milhões. Também estariam incluídos: R$ 135 milhões para o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e R$ 125 milhões para Fernando Bezerra (MDB-PE), que é o líder do governo no Senado. Pacheco tem como principal rival ao pleito a senadora Simone Tebet (MDB-MS). Ela chega nessa reta final das eleições sem o apoio da sigla, que está em tratativas com Alcolumbre para conseguir cadeiras na Mesa Diretora do Senado.

Em livro, Cunha culpa Temer, Maia e Baleia Rossi por impeachment de Dilma

Eduardo Cunha afirma que Temer foi “militante” e “principal beneficiário” do impeachment de DilmaJonas Pereira/Agência Senado
 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em livro ainda a ser publicado, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB) culpa o ex-presidente Michel Temer (MDB) pelo impeachment de Dilma Roussef. O autor também aponta responsabilidade do atual presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do candidato a seu sucessor, deputado Baleia Rossi (MDB-SP), na articulação do processo. coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo teve acesso à introdução de “Tchau, Querida“, em que Cunha reúne suas principais memórias do período.

O autor diz que Temer foi o “militante mais importante e atuante” em todo o processo de afastamento de Dilma por causa das chamadas pedaladas fiscais. Sem sua atuação “não teria havido impeachment“, escreve. Segundo o livro, Rodrigo Maia foi o principal “articulador” do processo. As reuniões mais importantes sobre o afastamento de Dilma teriam acontecido na casa de Maia, que, inclusive, queria ser relator do processo, segundo Cunha.

“Não tinha limites para sua ambição e vaidade”, afirma o emedebista.

“Todos esses detalhes, reuniões, jantares, articulações, conversas, a obtenção dos votos necessários para a abertura do processo de impeachment serão contados nesse livro, de forma minuciosa“, diz a introdução.

Baleia Rossi também teria participado ativamente na articulação do impeachment.

“O que se pretende com esse livro não é contar a história do final já conhecido, mas sim levar ao leitor todos os fatos que ocorreram para que se chegasse a esse resultado, com informações inéditas, relatados em ordem cronológica e análise das condições históricas que levaram a esse processo de impeachment“, escreve Cunha. O ex-presidente da Câmara foi preso em 2016, meses depois do impeachment de Dilma. Foi condenado na operação Lava Jato por lavagem de dinheiro recebido por intermediar contrato da Petrobras para a compra de navios-sonda na África. Atualmente, cumpre prisão domiciliar.

poder360

Governo quer reduzir papel de municípios com app para programas sociais

Beneficiários exibem cartão do Bolsa Família Divulgação/Portal Brasil


25.jan.2021 (segunda-feira) – 8h00

O governo de Jair Bolsonaro tem planos para reduzir o papel dos municípios no cadastramento de beneficiários de programas sociais como o Bolsa Família. Segundo documentos obtidos pelo UOL, o objetivo é reduzir custos com as políticas de proteção social.

A ideia do Ministério da Cidadania é que os próprios beneficiários se inscrevam no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais) por meio de um aplicativo para celular. O sistema já foi usado pelos cidadãos ao se cadastrarem para receber o auxílio emergencial. De acordo com o UOL, a pasta realizou uma apresentação interna na qual listou os motivos para a mudança. Entre eles, reduzir custos de transferência de renda” e “mudar paradigma de programas assistenciais para programas de aumento da renda. O CadÚnico centraliza os dados de beneficiários do Bolsa Família e de outros programas sociais como o Minha Casa Minha Vida e o BPC (Benefício de Prestação Continuada). O sistema reúne informações sigilosas de mais de 77 milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade social e pobreza. Atualmente, os cidadãos são cadastrados nos programas sociais por meio dos Cras (Centros de Referência de Assistência Social) e de outros órgãos públicos criados para essa finalidade. Eles são entrevistados por servidores treinados. Com a mudança, caberá a cada pessoa fazer o download do aplicativo e informar os dados pessoais, enviar fotografia de documentos, foto pessoal para reconhecimento facial e preencher o cadastro.

O aplicativo deve integrar serviços de pagamento digital como o Pix. Deve ter também uma sessão de oferta de emprego, que usará os perfis dos cidadãos nas redes sociais para oferecer as vagas.

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Baleia diz que analisará pedidos de impeachment contra Bolsonaro e questiona Lira

Baleia Rossi (MDB-SP) usou o Twitter para cutucar seu principal adversário na disputa pela presidência da Câmara, Arthur Lira (PP-AL)Sérgio Lima/Poder360 – 6.jan.2021


24.jan.2021 (domingo) – 22h18

O deputado e candidato a presidente da Câmara pelo MDB de São Paulo, Baleia Rossi, declarou neste domingo (24.jan.2021) que analisaria com “equilíbrio” os pedidos de impeachment de Jair Bolsonaro. O emedebista ainda questionou se Arthur Lira (PP-AL) engavetaria as solicitações e se há “algo combinado” entre o Palácio do Planalto e o candidato pepista.

 

Baleia e Arthur Lira disputam a presidência da Câmara. O emedebista tem o apoio do atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas o deputado de Alagoas é o favorito na disputa pelos apoios declarados que têm. A declaração de Baleia ocorreu depois de questionamento do senador Ciro Nogueira (PP-PI) sobre fala da deputada e presidente do PT, Gleisi Hoffmann. A congressista disse neste domingo que o impeachment de Bolsonaro “faz parte do compromisso de Baleia Rossi” com partidos de esquerda.

A eleição para presidente da Câmara será em 1º de fevereiro, em votação presencial.

Quem vencer a disputa terá mandato de 2 anos à frente da Casa. Para ser eleito são necessários ao menos 257 votos, se todos os 513 deputados votarem.

poder36

Impeachment de Bolsonaro tem apoio de 53,6% da população, diz pesquisa

Presidente da República Jair Bolsonaro - AFP
Presidente da República Jair Bolsonaro AFP
POR IG – ÚLTIMO SEGUNDO

São Paulo – Neste domingo, nova pesquisa divulgada pelo Atlas Intel mostrou que mais da metade da população brasileira já apoia o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o levantamento, cerca de 53,6% dos entrevistados se disseram favoráveis à abertura do processo, 41,5 foram contrários e outros 4,9 não souberam responder. A pesquisa, realizada via internet entre os dias 20 e 24 de janeiro com 3.073 pessoas e que tem margem de erro de 2 ponto percentuais para mais ou para menos, mostrou que o patamar atingido é semelhante ao registrado no início da pandemia, quando Bolsonaro era alvo de protestos frequentes, e fica atrás apenas do índice registrado no último mês de maio, quando atingiu 58% após a saída de Sergio Moro do governo.

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“Em 2021, voltaremos a rodar Pernambuco todo”, afirma Marília

Durante uma entrevista à Rádio Folha, nesta segunda-feira, 25, a deputada federal Marília Arraes (PT) falou sobre a necessidade de um projeto de reconstrução democrática para Brasil, que passa pela independência do Legislativo e pelo fortalecimento do apoio popular e político ao Impeachment do presidente Jair Bolsonaro. A parlamentar também falou sobre os objetivos do seu mandato para a próxima legislatura, que começa no dia 1º de fevereiro. 

Para Marília, os atores políticos de Pernambuco precisam unir o apoio da população com o apoio político adquirido nas últimas eleições. “Meu objetivo para este ano é voltar a rodar o Estado. Vamos conversar com todos que fazem a política de Pernambuco e buscar uma unidade. É o momento de colocar o ego no bolso e pautar o melhor para o Estado.”, afirma. 

A deputada também expressou o seu sentimento sobre as primeiras manifestações pró-impeachment que aconteceram no último final de semana. Marília acredita que o apoio popular será fundamental para o afastamento do Presidente. “O Brasil está acordando e essas manifestações, com integrantes de todos os campos políticos, mostram que a população está contra essa política genocida.” A parlamentar também falou sobre a importância da independência do Legislativo. Marília criticou as ações não republicanas realizadas pelo Governo Federal desde o seu primeiro ano de mandato, por isso espera que o próximo presidente da Câmara dos Deputados não seja influenciado por Bolsonaro. 

“Acho que a solução para derrotar o Bolsonarismo e o Fascismo é uma unidade das oposições e a união do campo democrático. A formação de uma unidade pelo país. É preciso ter mais responsabilidade com o Brasil e as interferências do Governo Federal não são benéficas para o atual momento. É preciso apoio popular, mas também apoio da maioria dos parlamentares. Os parlamentares de centro-direita só vão mudar de opinião com a base popular, com o povo indo pras ruas. Para ir pras ruas, no entanto, é preciso ter vacina e uma política sanitária efetiva, fato que não está nos planos do presidente. Agora, com as etapas de vacinação e o início dessas manifestações, vamos avançar com o Impeachment”, finaliza Marília.

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Fora Bolsonaro: os cenários para a crise que se aprofunda

“A poio popular a Bolsonaro derrete, ao mesmo tempo em que parte importante da elite brasileira passa a falar abertamente em impeachment”, avalia o jornalista Rodrigo Vianna. “A direita quer a derrubada do capitão para fortalecer o projeto neoliberal, com Mourão e militares; a esquerda quer o impeachment e o fim do programa ultraliberal autoritário; quem ganha esse jogo?”, questiona.

Brasília- DF. 21-05-2020- Presidenta do PT, Gleisi Hoffmann e parlamentares da oposição durante entrevista após entrar com pedido de impeachment do Bolsonaro.
Brasília- DF. 21-05-2020- Presidenta do PT, Gleisi Hoffmann e parlamentares da oposição durante entrevista após entrar com pedido de impeachment do Bolsonaro. (Foto: LULA MARQUES)

Os sinais já vinham desde a virada do ano. Mas se agudizaram com o caos em Manaus e a incapacidade do governo federal de providenciar as vacinas… E os sinais vêm tanto do andar de baixo, quanto do andar de cima. A Globo, via Merval Pereira, porta-voz da família Marinho, já apoiara o afastamento do presidente. O Estadão, jornal que dialoga com parte da classe média paulistana e é gerido por um comitê de bancos, defendeu agora em editorial o afastamento imediato de Bolsonaro. A Folha abriu espaço para uma (boa) reportagem mostrando com gráficos e tabelas todos os crimes e atos inconstitucionais de Bolsonaro, que ensejam o pedido de impeachment. A elite econômica está atônita com a incapacidade do governo de estabelecer um horizonte razoável no combate à pandemia. Sem a vacina, comérco/serviços/turismo não voltam ao normal. Já os bancos não reclamam de Bolsonaro/Guedes, mas ligaram também o sinal de alerta porque o castelo de cartas pode se desfazer. As cúpulas dos partidos tradicionais de direita (PSDB, DEM e MDB) debatem o impeachment. E mesmo parlamentares do Centrão, informa o site Congresso em Foco, conversam sobre o tema. Até a Record e a Igreja Universal abandonaram a defesa incondicional do projeto de destruição sanitária do bolsonarismo. Isso tudo não significa que o impeachment é fato consumado. Não. O bolsonarismo tem capacidade de reagir e de negociar situações intermediárias, o que já fez em meados de 2020, ao se livrar de estridentes defensores do fechamento do STF (Sara Winter, Weintraub et caterva), colocando-se sob as rédeas do Centrão. Se Artur Lira virar presidente da Câmara – o que hoje parece provável – esse cenário de rendição ao Centrão estará mais forte. Mas a crise social e a incompetência absoluta movem os donos do dinheiro para a derrubada do capitão cloroquina e sua trupe mal ajambrada – que, além de tudo, ficaram sem o tutor Donald Trump. A burguesia quer alguma racionalidade. Já ensaiou a tática de colocar o capitão na coleira em 2020. Mas assim que ele se solta, corre pra morder os donos. Um perigo…

CENÁRIOS PARA A DIREITA

O cálculo da elite brasileira hoje é: o que custa mais? suportar o caos de Bolsonaro por dois anos, ou iniciar um impeachment que vai levar todo o ano de 2021? Ora, se o ano já está mesmo perdido para a Covid e o caos sanitário, melhor é adiantar o serviço e derrubar logo o presidente. A queda de Bolsonaro arruma o jogo para a direita. Entra Mourão, num governo de transição. O governo segue a ser dos militares. Mourão faz as reformas que Temer e Bolsonaro não finalizaram (Tributária, Administrativa), acalma o mercado, enterra as loucuras terraplanastes e toca o terror no andar de baixo. Em suma: um governo da “ordem”, para segurar o caos social.

No papel, é o mais racional.

Mas quem disse que Bolsonaro cai? Ah, o capitão vai dar muito trabalho… Ele não tem Mídia/Empresários tradicionais/Partidos liberais; mas segura no gogó, no zap e nos cargos a turba de evangélicos/militares/milicianos. Até quando? Ninguém se anima a derrubar governo com quase 40% de aprovação. Mas Bolsonaro desceu a ladeira esta semana. Pesquisa Ideia/Exame mostra o governo com 27% de ótimo/bom (em queda livre) e 45% de ruim/péssimo (aumento de 11 pontos, em apenas sete dias).  O apoio a Bolsonaro no Norte/Nordeste despencou: por causa da falta de oxigênio em Manaus, por causa do fim do auxílio emergencial e pela lambança generalizada nas vacinas. A direita tradicional, por isso, virou a chavinha e iniciou o processo de impeachment. Isso significa que o consórcio golpista de 2016, e que se juntou de novo em 2018 pra barrar a vitória de Lula/Haddad, se desfez momentaneamente. 

O que a esquerda deve fazer?

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MP investiga se secretário de saúde que questionou vacina ‘furou fila’ para receber dose no interior do AP

Secretário de saúde de Serra do Navio, Randolph Scooth, foi imunizado contra a Covid-19 — Foto: Prefeitura de Serra do Navio/Divulgação

Secretário de saúde de Serra do Navio, Randolph Scooth, foi imunizado contra a Covid-19

— Foto: Prefeitura de Serra do Navio/Divulgação

O secretário de Saúde do município de Serra do Navio, a 203 quilômetros de Macapá, Randolph Antônio Pinheiro da Silva, virou alvo nesta quinta-feira (21) de um inquérito instaurado pelo Ministério Público (MP) do Amapá para apurar se ele usou o cargo para ser vacinado contra a Covid-19. O secretário recebeu a dose na terça-feira (19), um dos primeiros na localidade. Pelas redes sociais, ele chegou a contestar eficiência do imunizante em outubro e em dezembro de 2020. Em nota, o MP detalhou que a promotora Thaysa Assum de Moraes, que atua na Promotoria de Justiça de Pedra Branca do Amapari, instaurou o inquérito e determinou que, ao ser notificado, o secretário tem 48 horas para encaminhar nome, critério e qualificação de cada pessoa vacinada no município até momento. A promotora suspeita que ele tenha infringido ordem de prioridade de vacinação. Ela ainda deve questionar se a esposa do secretário também recebeu indevidamente a imunização. À Rede Amazônica, afiliada da TV Globo no Amapá, Randolph disse, por telefone, que toda a equipe de frente do combate à Covid-19 foi vacinada em Serra do Navio e que tomou a vacina porque se considera linha de frente. Ele também disse que vai prestar todos os esclarecimentos ao Ministério Público.

Em relação à mulher dele também ter se imunizado, Randolph explicou que ela é assistente social, pós-graduada em saúde da criança e que trabalha na prefeitura na equipe de saúde que atende pacientes com Covid-19. Ele disse, ainda, que depois que a vacina foi aprovada pela Anvisa e de ele ter recebido recomendações médicos, mudou de opinião no que diz respeito às críticas que havia feito ao imunizante.

Ministério Público apura irregularidades na vacinação da Covid-19

Município recebeu 89 doses

Com uso emergencial aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 6 milhões de doses importadas da vacina CoronaVac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, começaram a ser distribuídas pelo país. A AstraZeneca, produzida pela Universidade de Oxford em parceria com a Fiocruz, também foi aprovada pela Anvisa e as primeiras doses devem chegar ao Brasil na sexta-feira (22). Serra do Navio recebeu 89 doses. O secretário de saúde foi um dos que receberam a 1ª aplicação. Nesta primeira etapa da vacinação, conforme os planos Estadual e Nacional de Imunização, só podem ser vacinados profissionais de saúde da linha de frente de combate à Covid-19, indígenas e idosos que estão em instituições de repouso e asilos.

Enfermeira Kátia Regina Marinho de Araújo foi a primeira vacinada contra a Covid-19 no Amapá, na terça-feira (19) — Foto: Victor Vidigal/G1

Enfermeira Kátia Regina Marinho de Araújo foi a primeira vacinada contra a Covid-19 no Amapá, na terça-feira (19) — Foto: Victor Vidigal/G1

MP investiga ato de improbidade

O MP ressalta que, se for constatado o ilícito, o caso pode configurar ato de improbidade, além de crime do artigo 268 do Código Penal, que prevê a responsabilização criminal daquele que pratica infração de medida sanitária preventiva. “É notória a insuficiência das doses da vacina da Covid-19 para imunização da população como um todo e por isso as autoridades públicas instituíram a ordem de prioridades. Caso sejam constatados os fatos noticiados, o Ministério Público velará pela restauração da legalidade e responsabilização dos envolvidos”, frisou a promotora.

Posts

Scooth atua no cargo desde o início da pandemia da Covid-19. Pelas redes sociais, ela informou que é do grupo de risco por ser bariátrico, cardíaco, e em novembro de 2020 ele escreveu que testou positivo para a Covid-19, mas que foi assintomático no período em que ficou infectado com o novo coronavírus. Também foi pela internet que ele questionou a eficácia da vacina CoronaVac, produzida em laboratório na China. Em outubro de 2020, Scooth compartilhou uma publicação que comentava que os chineses não tomaram a vacina, mas que eles queriam que os brasileiros tomassem, e escreveu “Vacina da China deixa eles tomarem…. Esse povo não mandou nada que preste para o mundo”. No entanto, os chineses foram imunizados com a CoronaVacEm outro post, no dia 30 de dezembro de 2020, ele escreveu: “Envenena o povo e vende a vacina. Da pra acreditar?”, se referindo à China, onde foi confirmado o primeiro caso de Covid-19, decorrente do SARS-CoV-2, o novo coronavírus.

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Maia: “Demora da vacina pode gerar abertura de impeachment contra Bolsonaro”

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a demora do início da vacinação contra a covid-19 no Brasil pode levar à abertura de um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi feita em entrevista ao portal Metrópoles divulgada nesta segunda-feira (11). Na avaliação de Maia, a vacinação contra o novo coronavírus gerou uma pressão da sociedade sobre Bolsonaro não vista nos últimos anos. “Talvez ele [Bolsonaro] sofra um processo de impeachment muito duro se não se organizar rapidamente. Porque o processo de impeachment, você sabe, é o resultado da pressão da sociedade”, afirmou Maia ao portal.Porém, o parlamentar disse que não abrirá processo de impeachment nas últimas semanas como presidente da Casa, que elegerá novo comando em 2 de fevereiro, e que esse papel caberá ao novo dirigente da Câmara. De acordo com ele, a abertura, no meio do recesso parlamentar e da disputa pelo comando do Congresso, só traria “desorganização”.

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Maia promove “briga de rua” com declarações contra Bolsonaro, diz Mourão

Michael Melo/Metrópoles
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou, em entrevista à Rádio Gaúcha, na manhã desta segunda-feira (11/1), que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), teria promovido uma “briga de rua” ao responsabilizar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pelas 200 mil mortes em decorrência da Covid-19.

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Entenda por que o cargo de presidente da Câmara é tão visado no jogo político

Com mandato de dois anos, presidente da Câmara tem poder de bater martelo sobre pautas que irão à votação no plenário, a chamada “ordem do dia”, espécie de cereja do bolo do jogo político – Edilson Rodrigues/Agência Senado

Ponto de destaque nas disputas nacionais, a corrida rumo à presidência da Câmara dos Deputados volta a mexer com o cenário político neste começo de 2021, quando um novo nome deverá ser eleito para suceder Rodrigo Maia (DEM-RJ) e conduzir a instituição no próximo biênio. O cargo é um dos mais estratégicos do país especialmente porque o ocupante da cadeira tem o poder de bater o martelo sobre as pautas que irão à votação no plenário da Casa, a chamada “ordem do dia”, uma espécie de cereja do bolo do jogo político. O analista e consultor político Antonio Augusto de Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), lembra ainda, por exemplo, que as principais proposições legislativas têm a Câmara como porta de entrada, ou seja, como primeira Casa de avaliação da medida. Não sendo chancelada pelos deputados, uma pauta tende a não prosperar. Esse rito ajuda a dar importância para o cargo de presidente, principal articulador político e regente do chamado “colégio de líderes”, que aglutina os cabeças de todas as bancadas partidárias. “Além disso, ele tem o poder da palavra, de passar a palavra, distribuir para relatores as matérias de plenário, conduzir os acordos. É chefe de Poder também, então, ele tem muito poder constitucional e regimental dos quais ele pode usufruir diretamente ou delegar pra que terceiros possam exercer”, acrescenta Queiroz.  Isso se dá porque o titular do cargo lidera a chamada “mesa diretora” da Casa, responsável por todos os trâmites administrativos e legislativos. Juntamente com a mesa do Senado, o órgão responde pela promulgação de emendas à Constituição e pode propor mudanças no regimento interno da instituição. O presidente também integra o Conselho de Defesa Nacional e o Conselho da República. Este último delibera, por exemplo, sobre a necessidade de se decretar intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio. O líder máximo da Câmara tem ainda a prerrogativa de encaminhar as conclusões das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) da Casa para outros órgãos, estimulando o surgimento de medidas a serem tomadas diante das acusações em questão. O presidente da Câmara também tem acesso a um orçamento anual de valores astronômicos – em 2020, por exemplo, foi de R$ 6,2 bilhões. Recebe o mesmo salário que os demais deputados, atualmente de R$ 33.763, mas tem o diferencial de morar em uma mansão, a “residência oficial”, e pode contar com um jato da Força Aérea Brasileira à sua disposição.

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João Campos reúne secretariado e inicia planejamento de sua gestão

 (Rodolfo Loepert/ Divulgação)

No primeiro domingo do ano, no Compaz Dom Helder Câmara, localizado na comunidade do Coque, o prefeito do Recife, o prefeito João Campos comandou a primeira reunião com secretárias e secretários de sua gestão. Na ocasião, foi discutido um plano para os primeiros meses do ano. “A primeira tarefa é apresentar as prioridades para os 100 primeiros dias, para o primeiro ano e depois para os próximos três anos”, contou João, prometendo ter uma série de entregas, realizações, autorizações já nos primeiros cem dias mostrando a sua atuação. João Campos também afirmou que irá anunciar, ao longo do mês de janeiro, um plano de austeridade, de redução de despesa da máquina pública, de cortes para poder garantir a boa sustentabilidade financeira do município. O gestor também considera que a conclusão positiva das etapas de transição e formação do secretariado evidenciam o resultado de um trabalho bem feito. João Campos pediu empenho ao time e disposição para encontrar alternativas para atender a população. “Tenham criatividade para pensar em formas de superar as barreiras das limitações econômicas. Nunca percam o brilho no olho, o coração e a intensidade no trabalho na hora de cumprir as missões”, salientou.

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Cerimônia de posse do prefeito, vice e vereadores de Santa Terezinha – PE

O prefeito eleito Delson Lustosa que recebeu as chaves da prefeitura do ex-prefeito Adarivan Santos. Delson mostrou autoconfiança nesta sua 3ª administração e também consciência das dificuldades. Disse que só vai se ausentar da cidade quando for buscar recursos para o município e já anunciou algumas emendas parlamentares e a construção de uma escola de mais de 4 milhões de reais e mas duas que vão ser construídas na zona rural, uma será na Lagoa do Mizael.

                                                        

Acessem e vejam na íntegra

A fonte da reportagens

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Marília Arraes faz balanço do mandato em 2020: “Ganhamos força e ainda mais energia”

A deputada federal Marília Arraes (PT) fez um balanço do seu mandato na Câmara Federal em 2020. A petista apresentou 409 proposições legislativas desde que assumiu o mandato de deputada federal, sendo 209 projetos de lei só neste último ano. A parlamentar também destinou mais de R$ 23 milhões em emendas parlamentares (individuais e de bancada) para Pernambuco ao longo dos últimos 12 meses.  

Sobre os projetos para enfrentamento da pandemia, Marília destacou que foi uma das coautoras da Lei Aldir Blanc, que garantiu o pagamento do auxílio financeiro ao setor cultural; apresentou Projeto de Lei para instituir o pagamento de um salário mínimo emergencial aos trabalhadores atingidos pelo Coronavírus e também o PL que determina a licença de mulheres grávidas, puérperas e pessoas do grupo de risco do trabalho, com a garantia do pagamento do salário, durante os meses em que durar a pandemia. 

Criticada durante a campanha para a Prefeitura do Recife pelos adversários pela destinação das suas emendas, Marília ressaltou que colocou mais de R$ 1 milhão em emendas para instituições que atuam no Recife, a exemplo do Hospital do Câncer de Pernambuco (R$ 110 mil), da Universidade Federal de Pernambuco (R$ 330 mil), do Centro de Recondicionamento de Computadores – CRC/Recife (R$ 330 mil) e da Fundação Altino Ventura (R$ 100 mil). Além disso, a parlamentar também destinou emendas para Granito, Serra Talhada, Bom Conselho, Salgueiro, Catende, Floresta, Paudalho, Tacaimbó, Araripina e Igarassu.

Para 2021, Marília Arraes promete foco no combate ao Governo Bolsonaro e um trabalho ostensivo de fiscalização e acompanhamento dos governos de Pernambuco e da Prefeitura do Recife. 

“Esse foi um ano desafiador, o período em que mais aprendi na vida, um ano de muita reflexão e muito trabalho. Tivemos todos os enfrentamentos do legislativo, contra um governo negacionista, que teve uma péssima atuação diante da maior crise sanitária da história recente do mundo. Além disso, disputamos a mais dura de todas as eleições. Fui escolhida pelo eleitorado recifense para disputar o segundo turno para a Prefeitura do Recife, quando 70% da população disse “não” à continuidade da gestão do PSB. Fizemos uma campanha dialogando diretamente com as pessoas, sem intermediários. Enfrentamos uma máquina gigantesca que jogou pesado com o poder econômico e através de todo tipo de ataques baixos e mentirosos, que incrementou a prática bolsonarista e colocou as Fake News na TV. Ganhamos força e ainda mais energia. Estou pronta para 2021. Estarei na linha de frente contra quaisquer que forem os desafios e seguirei do lado certo da história, onde sempre estive”, destacou Marília.

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Confira os nomes que vão compor o secretariado de João Campos na Prefeitura do Recife

m publicação emocionada em suas redes sociais, o prefeito eleito do Recife, João Campos (PSB), anunciou nesta quarta-feira (30) o cumprimento de umas de suas principais propostas de campanha: garantir 50% de mulheres em cargos de liderança da Prefeitura do Recife. Ao todo, a próxima gestão contará com 18 secretarias: 9 lideradas por mulheres e 9 lideradas por homens. A iniciativa faz o Recife largar na frente e ser a primeira capital a anunciar a composição do seu secretariado com metade de mulheres e metade de homens. 

Ainda nesta quarta, foram anunciados os secretários municipais que fecham a composição do quadro para a administração que se inicia em 2021: Glauce Medeiros (Mulher), Carlos Muniz (Governo e Participação Social), Rafael Dubeux (Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação), Erika Moura (Habitação), Cacau de Paula (Turismo e Lazer), Rodrigo Coutinho (Esportes), Carlos Ribeiro (Meio Ambiente e Sustentabilidade), Maria Eduarda (Saneamento) e Leonardo Bacelar (Política Urbana e Licenciamento).

Confira a lista completa do secretariado e as minibiografias de cada um:

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