A CARREIRA QUE NOS ESTÁ PROPOSTA
O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para Chegar ao céu.




O QUE ESTUDAREMOS?
Nesta lição, trataremos sobre a conduta cristã neste mundo enquanto aguardamos o grande Dia da Redenção. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO – COMPARANDO TRADUÇÕES Vivam com sabedoria entre os que são de fora e aproveitem bem todas as oportunidades. (Cl 4.5 NVT).
• Conduta Cristã e Observação do Mundo. O cristão deve se comportar com sabedoria em relação aos que estão fora da fé. É importante reconhecer que o comportamento cotidiano dos cristãos é constantemente observado pelos não crentes. O mundo tende a prestar maiatenção em como os cristãos vivem do que no que eles dizem. Como Edgar Guest costumava dizer: “Prefiro ver um sermão a ouvi-lo”. Isso não significa que os cristãos não devem confessar a Cristo verbalmente, mas é crucial que o comportamento deles esteja alinhado com suas
palavras.
• A Importância da Consistência. É essencial que os cristãos evitem qualquer inconsistência entre suas palavras e ações. Nunca deve haver uma oportunidade para que alguém diga: “Ele é maravilhoso no falar, mas péssimo no andar”. Portanto, destacamos a importância da integridade e da autenticidade na vida cristã.
• Aproveitando as Oportunidades para Testemunhar. “Aproveitar as oportunidades” é interpretado como “comprar as oportunidades”. Todos os dias, os cristãos têm várias oportunidades de testemunhar o poder salvador de Jesus Cristo. Quando essas oportunidades surgem, os cristãos devem estar preparados para aproveitá-las. A palavra “comprar” suger que há um custo envolvido. Independentemente do custo, os cristãos devem estar prontos para compartilhar seu precioso Salvador com aqueles que ainda não o conhecem.

VERDADE PRÁTICA
A jornada para o Céu deve ser feita com prudência e sabedoria num contexto de oposição à nossa maneira de viver. A verdade prática nos lembra que a nossa jornada para o céu é feita em um mundo hostil. Portanto, necessitamos de todas prudência e sabedoria para não cairmos nas armadilhas que estão a nossa frente.
• Apegos Terrenos e Busca por Tesouros Temporais:
1. A Bíblia nos adverte sobre a armadilha de nos apegarmos excessivamente às coisas deste mundo. O materialismo, a busca por riquezas e a acumulação de bens materiais podem nos distrair da verdadeira riqueza espiritual.
2. A jornada para o “Céu” requer prudência e sabedoria para discernir entre os tesouros eternos e os tesouros temporais. Devemos lembrar das palavras de Jesus: “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam” (Mt 6.19-20).
• Individualismo Versus Comunhão Fraterna:
1. A cultura contemporânea frequentemente promove o individualismo e a busca pelo sucesso pessoal. No entanto, como cristãos, somos chamados a viver em comunhãocom outros crentes, a compartilhar nossas cargas e a amar uns aos outros.
2. Na jornada para o “Céu”, devemos resistir à tentação de nos isolarmos e lembrar que somos parte do corpo de Cristo. O apóstolo Paulo nos exorta: “Assim, cada um de nós deve agradar ao próximo para o bem dele, a fim de edificá-lo” (Rm 15.2).
• Falsas Prioridades e Busca pela Verdadeira Vida:
1. O mundo muitas vezes nos distrai com preocupações passageiras e valores distorcidos. A busca por prazeres momentâneos, fama e sucesso pode nos afastar da verdadeira vida em Cristo.
2. A jornada para o “Céu” requer discernimento espiritual. Devemos buscar a vontade de Deus em todas as áreas de nossa vida e lembrar que a verdadeira vida está em conhecer a Jesus e seguir seus ensinamentos: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente” (Jo 10.10).
• Caminhos fáceis:
1. O mundo muitas vezes nos conduz a caminhos fáceis e confortáveis. A busca pelo “Céu” requer esforço, sacrifício e renúncia de nossa zona de conforto.
2. Na jornada para o “Céu”, devemos estar dispostos entrar pela porta estreita e pelo caminho apertado. Às vezes, isso significa deixar para trás o que é conveniente e seguir a voz do Espírito Santo. Como disse Jesus: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24).





I. O PADRÃO DE CONDUTA NA CAMINHADA CRISTÃ
1.1 Jesus como nosso padrão de conduta.
A LIÇÃO DIZ: A palavra “padrão” expressa uma norma determinada por consenso, ou por uma autoridade oficial, que se torna base de comparação consagrada como modelo a ser seguido. O Senhor Jesus ensinou o seguinte: “Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13-15). Ora, esse texto expressa que Ele é o nosso modelo de conduta, o nosso padrão de vida. O exemplo que Jesus deu aos seus discípulos: Estava sendo servido o jantar, e o Diabo já havia induzido Judas Iscariotes, filho de Simão, a trair Jesus. Jesus sabia que o Pai havia colocado todas as coisas debaixo do seu poder, e que viera de Deus e estava voltando para Deus; assim, levantou-se da mesa, tirou sua capa e colocou uma toalha em volta da cintura. Depois disso, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em sua cintura. Quando terminou de lavar-lhes os pés, Jesus tornou a vestir sua capa e voltou ao seu lugar. Então lhes perguntou: “Vocês entendem o que lhes fiz? Vocês me chamam ‘Mestre’ e ‘Senhor’, e com razão, pois eu o sou. Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, laveilhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz. (Jo 13.2-5, 12-15 NVI). A ação de Jesus ao lavar os pés de seus discípulos continha uma mensagem simbólica sobre a necessidade de receber a purificação possibilitada por sua auto-humilhação na cruz. No entanto, Ele tinha mais a ensinar, e isso envolvia algo bastante prático. Após lavar os pés dos discípulos, Jesus vestiu suas roupas e voltou ao seu lugar. Com exceção da tentativa de Pedro de impedir que Jesus lavasse seus pés, o lava-pés foi realizado em um silêncio constrangedor. Em seguida, Jesus começou a ensinar aos discípulos outra lição: “Vocês entendem o que eu fiz por vocês?” Essa pergunta era retórica, pois não houve resposta. Jesus continuou: Vocês me chamam de “Mestre” e “Senhor”, e com razão, pois é isso que eu sou. Pedro reconheceu Jesus como Mestre e Senhor, mas a princípio não quis permitir que ele lavasse seus pés. Jesus afirmou que os discípulos estavam certos em considerá-Lo como Mestre e Senhor, e que seu ato humilde não mudava isso. Ele era o professor deles, mas de um tipo diferente. Ele também era o Senhor deles, mas de um tipo diferente do que eles até então entendiam. Após afirmar que os discípulos o consideravam corretamente como Mestre e Senhor, Jesus acrescentou: “Agora que eu, o Senhor e Mestre de vocês, lavei os pés de vocês, vocês também devem lavar os pés uns dos outros.” A lição era simples: se Jesus, como Senhor e Mestre, não hesitou em lavar os pés deles, eles também não deveriam hesitar em servir uns aos outros com humildade. Mesmo em culturas diferentes daquela em que Jesus e seus discípulos viveram, sempre haverá oportunidades de serviço humilde. Jesus enfatizou: “Eu lhes dei o exemplo para que façam como eu fiz por vocês”.
• Nenhum pecado é tão ofensivo e prejudicial à alma quanto o orgulho. Nenhuma virtude é tão recomendada, por exemplo e preceito, quanto a humildade. “Cingi-vos todos de humildade” (1Pe 5.5). “O que se humilha será exaltado” (Lc 18.14). “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o fato de ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tomando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.5–8). Quero destacar mais uma passagem bíblica que deve ser lida em classe: Porque para isto mesmo vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando exemplo para que vocês sigam os seus passos. Ele não cometeu pecado, nem foi encontrado engano em sua boca. Pois ele, quando insultado, não revidava com insultos; quando maltratado, não fazia ameaças, mas se entregava àquele que julga retamente, carregando ele mesmo, em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Pelas feridas dele vocês foram sarados. (1Pe 2.21-24 NAA).
O termo traduzido aqui como exemplo dá a ideia de uma cartilha que traz modelos de caligrafia perfeita. O objetivo do aluno é reproduzir o modelo com toda precisão possível. Quanto maior o cuidado do aluno em copiar o modelo, melhor será sua caligrafia. Quanto menos se parecer
com o modelo, mais feia será a cópia. Encontramos segurança quando permanecemos fiéis ao
Original.
1.2 Fazendo a vontade de Deus.
A LIÇÃO DIZ: Como Filho de Deus, Jesus procurou agradar ao Pai na jornada desta vida, fazendo sempre a sua vontade (Jo 4.34; 6.38; 17.4). Não por acaso, nosso Senhor nos incentivou a buscar a vontade do Pai na oração que Ele ensinou aos discípulos, o “Pai Nosso” (Mt 6.10; cf. Mt
26.39,42). Aos olhos humanos, parece muito difícil andar no padrão divino de Cristo. Entretanto isso é possível quando buscamos o auxílio do alto, conforme oração ensinada por Ele (Mt 6.9-13). Logo, o cristão que deseja ir para o céu procura fazer a vontade de Deus, deixando de lado o caminho do egoísmo, do orgulho e da vaidade; procurando se aproximar e praticar a “Lei de Ouro” ensinada pelo nosso Senhor: “tudo o que vós quereis que os homens vos façam fazei-lo também vós” (Mt 7.12; cf. Rm 13.8,10). Como fazer a vontade de Deus:
• Obediência. Assim como Jesus, procure sempre agradar ao Pai, fazendo Sua vontade (Jo 4.34; 6.38; 17.4).
• Busca na Oração. Siga o exemplo de Jesus e busque a vontade do Pai em oração, como ensinado no “Pai Nosso” (Mt 6.10; cf. Mt 26.39,42).
• Dependência Divina. Busque auxílio do alto, confiando na ajuda de Deus (Mateus 6.9-13).
• Renúncia ao Egoísmo. Abandone o egoísmo, o orgulho e a vaidade, buscando a vontade divina.
• Pratique a “Lei de Ouro”. Faça aos outros o que você deseja que façam a você, seguindo o ensinamento de Jesus (Mt 7.12; cf. Rm 13.8,10).
1.3 Uma vida cristã bem-sucedida.
A LIÇÃO DIZ: O cristão possui um padrão que o levará a uma vida espiritual bem-sucedida. Sabemos que pessoas bem-sucedidas procuram espelhar-se em outras pessoas ilustres, equilibradas e resilientes (cf. 1 Co 11.1). Ora, em Cristo Jesus temos esse padrão e modelo. Ele foi resiliente, equilibrado e ilustre até a morte, de modo que o apóstolo Paulo escreveu sobre o nosso Senhor, exortando que o imitássemos: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2.5; cf. Mt 11.29).
Lendo esse trecho da lição, fui levado a pensar nas características do o Homem Bem-Sucedido à Luz da Bíblia.
• Coração Generoso:
1. O homem bem-sucedido, segundo a Bíblia, não tem um coração egoísta. Ele compreende que a verdadeira riqueza está em compartilhar com os outros.
2. Provérbios 11.25 nos ensina: O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá.
• Relacionamento com Deus:
1. O homem bem-sucedido busca um relacionamento íntimo com Deus. Ele anseia por conhecer o Criador e viver em comunhão com Ele.
2. Tiago 4.8 nos exorta a nos aproximarmos de Deus, e Ele se aproximará de nós.
• Humildade e Sabedoria:
1. A verdadeira prosperidade não é arrogância, mas humildade. O homem bem-sucedido reconhece sua dependência de Deus.
2. Provérbios 3.5-6 nos lembra de confiar no Senhor e não depender de nossa própria compreensão.
• Fé e Obediência:
1. O homem bem-sucedido vive pela fé e obedece aos mandamentos divinos. Ele sabe que a obediência traz bênçãos.
2. Deuteronômio 28.1-2 promete bênçãos para aqueles que obedecem ao Senhor.
• Amor ao Próximo:
1. A verdadeira prosperidade inclui amar e servir aos outros.
2. Mateus 22.39 nos instrui a amar nosso próximo como a nós mesmos.
• Contentamento e Gratidão:
1. O homem bem-sucedido não busca incessantemente mais, mas é grato pelo que tem.
Ele encontra contentamento em Deus.
2. 1 Timóteo 6.6 nos diz que a piedade com contentamento é grande ganho.
• Foco Eterno:
1. O homem bem-sucedido olha além desta vida terrena. Ele investe em tesouros no céu.
2. Mateus 6.20 nos encoraja a acumular tesouros no lugar certo.






II. FAZENDO A CAMINHADA COM PRUDÊNCIA E SABEDORIA
2.1 O que é prudência?
A LIÇÃO DIZ: Em Provérbios 9.10, quando se diz que o justo “crescerá em prudência”, o termo traz a ideia de ensino, instrução e capacidade para ensinar. No Novo Testamento, a palavra remete a algo que Deus derramou sobre nós, ou seja, “toda a prudência”, entendimento, conhecimento e amor à vontade de Deus (Ef 1.8). Então, podemos conceituar prudência como virtude que nos permite agir com cuidado e moderação diante de situações desafiadoras; é uma razão prática que nos permite discernir entre as escolhas mais adequadas para fazer o bem (Pv 16.16; cf. Tg 5.17).
Exortação Bíblica:
• A Bíblia nos exorta a viver prudentemente, não como néscios (Ef 5.15).
• A prudência nos capacita a discernir e escolher o caminho correto, honrando a Deus em todas as áreas da vida. Raiz Hebraica:
Em hebraico, a palavra para prudência é ותּיר ִהְז) zehirut). Essa raiz pode significar várias
coisas:
• Guardar-se: A pessoa prudente se protege.
• Atentar: Ela presta atenção aos detalhes.
• Ser Cauteloso: Age com discernimento.
• Resplendor: A prudência brilha como luz.
Essa palavra nos lembra que a prudência envolve mais do que evitar riscos; é uma busca pela vontade de Deus. Benefícios da Prudência:
O livro de Provérbios descreve os benefícios da prudência:
• Autocontrole para não revidar ofensas.
• Humildade para não exibir conhecimento.
• Tomada correta de decisões.
• Pensar antes de agir.
• Alcançar boa reputação e posição.
• Sujeição ao aprendizado e correção.
• Desviar-se do perigo por meio de soluções antecipadas.
2.2 Não andeis como néscios!
A LIÇÃO DIZ: Apóstolo Paulo diz que não devemos andar como néscios (Ef 5.15), cujo adjetivo asophos, traz a ideia de alguém insensato, tolo, ignorante e embotado. O desafio de viver em um mundo cheio de trevas e viver distintamente delas requer sabedoria e um andar cheio de cuidado: Vede, pois, com cuidado como andais, não como insensatos, mas como sábios. Os imperativos atuais “olhai” e “andai” apontam para uma necessidade contínua. A ideia de cuidar sugere algo que não é natural ou instintivo, mas um modo de vida que exige certa concentração. A vida cristã é uma vida pensativa e reflexiva que segue o caminho menos percorrido. Como em várias outras seções de aplicação nesta carta, o chamado é para caminhar, ou seja, viver, momento a momento, de uma determinada maneira (4.1, 17; 5.2, 8). Viver a vida em um ambiente repleto de escolhas ruins não é fácil, especialmente quando há esforços por toda parte para atrair a pessoa para essas escolhas ruins (Ef 4.14; 5.6). Portanto, o chamado é para viver com sabedoria. Os néscios são aqueles que, não possuindo percepção das coisas que pertencem a Deus e à salvação, não almejam alcançar um alvo mais elevado, e portanto não sabem, nem mesmo cuidam de saber, quais são os melhores meios para alcançá-lo. Consideram de muita importância o que é de pouco valor ou mesmo pode vir a ser prejudicial, e não apreciam o que é imprescindível.
Três Aplicações Práticas para Não Andar como Néscios
• Escolha Cuidadosa das Amizades:
Os Néscios frequentemente se associam com pessoas que os levam para caminhos destrutivos. Aquele que anda com os sábios será cada vez mais sábio, mas o companheiro dos tolos acabará mal. (Pv 13.20 NVI).
• Controle da Língua:
Os Néscios falam sem pensar, causando conflitos e ferindo os outros. Seja prudente com suas palavras. Até o insensato passará por sábio, se ficar quieto, e, se contiver a língua, parecerá que tem discernimento. (Pv 17.28 NVI).
• Escolhas Morais e Éticas:
Os Néscios seguem seus desejos imediatos, sem considerar as consequências. Tomam decisões sem considerar os princípios bíblicos. Efésios 5.15-16 nos exorta a andar com cuidado,
aproveitando bem o tempo, pois os dias são maus.
2.3 Andeis como sábios!
A LIÇÃO DIZ: O adjetivo que Paulo usa para qualificar quem caminha para o céu é “sábio”, do grego sophós, uma pessoa hábil, perita. Esse adjetivo descreve em essência a vida do cristão dirigida pelo Espírito Santo. O Pastor Osiel Gomes pontou de forma muito precisa como é que os sábios devem andar quando escreveu: Na prática, o andar do cristão se revela por meio de um viver que obedece à Palavra (Jo 14.15); no amor que ele tem para com o próximo (Mt 22.37-39); na busca pela santificação, pois, sem a ela, ninguém verá a Deus (Hb 12.14; 1 Pe 1.15,16); na humildade, quando coloca os outros como prioridade, e não ele mesmo (Fp 2.5-8); no coração aberto que tem para perdoar, sem qualquer resquício de mágoas (Mt 6.14- 15); no tratar com compaixão e agir com justiça; no preservar a comunhão entre os irmãos, sem jamais querer divisão no Corpo de Cristo, na doutrina e na batalha para preservar a unidade no Espírito (Ef 4.3).






III. VENCENDO OS DIAS MAUS
3.1 Remindo o tempo.
A LIÇÃO DIZ: Com a expressão “remindo o “tempo”, o apóstolo Paulo se refere ao cristão que se conduz de maneira proveitosa e sábia no contexto deste mundo (Ef 5.16; cf. Cl 4.5). Russell Shedd define a expressão ‘remir o tempo’ como aproveitar o tempo. O cristão deve usar o seu tempo (como pode usar seu dinheiro, sua capacidade, seu conhecimento, sua mente) para retirar de Satanás o tempo. Comprar “para libertar” do poder satânico aquilo que ele já escravizou no mundo. A característica do nosso século é gastar mais e mais tempo sem trazer benefício para o que é divino. Satanás tenta nos pressionar para que, pela falta de tempo, não pensemos nos valores reais. O Senhor deseja que resgatemos as horas para ele. Com certeza, as pessoas sábias têm consciência de que o tempo é um bem precioso. Todos nós temos a mesma quantidade de tempo ao nosso dispor: 60 minutos por hora, 24 horas por dia. As pessoas sábias empregam seu tempo de forma proveitosa.
3.2 Remindo o tempo e a Volta do Senhor.
A LIÇÃO DIZ: Quando se falava a respeito de remir o tempo entre os cristãos primitivos, estes tinham em mente a iminência da segunda vinda do Senhor Jesus, ou seja, esse esperado acontecimento poderia acontecer a qualquer momento (1 Co 15.51). Por isso, os cristãos eram
incentivados a procurar sabiamente aproveitar todas as oportunidades, em especial, no sentido de se prepararem espiritualmente para aquele dia. Assim, a perspectiva da iminente volta do nosso Senhor faz com que não percamos tempo com coisas banais; antes, nos exorta a viver de maneira sábia, santa e piedosa, pois o Senhor Jesus pode voltar a qualquer momento (1 Ts 4.15). O modo de andar sábio se preocupa em remir o tempo ou aproveitar as oportunidades. A cada dia novas portas se abrem diante de nós com inúmeras possibilidades. Remindo o tempo implica ter uma vida marcada por santidade, por atos de misericórdia e por palavras ajudadoras. O que torna isso mais urgente é o caráter mau dos dias em que vivemos. A expressão nos faz lembrar que o Espírito de Deus não agirá para sempre no homem. O dia da graça vai se findar. Depressa as oportunidades para adorar, testemunhar e servir vão se acabar para sempre.
3.3 Os dias são maus.
A LIÇÃO DIZ: Outra expressão que chama atenção é “os dias são maus” (Ef 5.16). Ela revela que estamos inseridos numa sociedade dominada pelo pecado, que pode tomar nosso tempo e nos levar à prática do mal. Não podemos nos conformar com essa possibilidade, não podemos ser
insensatos a tal ponto, mas entender “qual seja a vontade de Deus” (Ef 5.17). Desse modo, a vontade de Deus tem a ver com, como cristãos, aproveitarmos o tempo para fortalecer nossa vida espiritual, praticar o bem para com os outros, ler a Bíblia, orar, se consagrar e congregar (Gl 6.10; Hb 10.25). A expressão os dias maus se refere a esta era em que estamos vivendo, na qual Satanás exerce influência maléfica. Ao escrever para Timóteo, Paulo chama esses últimos dias de trabalhosos (2 Tm 3.1), um tempo marcado pelo baixo nível de moralidade e desprezo à verdadeira espiritualidade produzida pela Bíblia. Entendemos que os dias maus sempre foram enfrentados pela Igreja do Senhor, mas cada cristão deve estar consciente de que os dias maus irão se intensificar cada vez mais se opondo em tudo contra Deus, seus planos e seu povo. Por isso, Paulo escreveu: Por esta razão, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor. (Ef 5.17 NAA). A vontade de Deus se manifesta através dos mandamentos que Ele nos deu. Esses mandamentos servem como guias para a nossa vida e nos protegem do caos e da destruição que ocorrem quando vivemos sem Deus. É verdade que o pecador não consegue entender ou seguir a
vontade de Deus. Em vez disso, tende a seguir sua própria vontade, que não está alinhada com a vontade divina. No entanto, quando somos transformados em novas criaturas por meio de Cristo, passamos a reconhecer e a obedecer à vontade de Deus. Mesmo assim, como cristãos, ainda corremos o risco de cair na tentação de seguir nossa própria vontade. Por isso, precisamos constantemente de incentivo e exortação para permanecer obedientes aos mandamentos de Deus.

CONCLUSÃO
Para nos conduzirmos na jornada para o Céu com sucesso, precisamos viver em prudência e sabedoria, mediante o ensino das Escrituras Sagradas, acrescentando a fé em Jesus, sem tirar o olhar dEle (Hb 12.2), orando constantemente (1 Ts 5.17), sendo guiados pelo Espírito Santo (Jo 14.26), tendo o pensamento sempre voltado para as coisas de cima (Cl 3.1.1,2), vivendo na Igreja desenvolvendo comunhão uns com os outros, incentivando e promovendo a fé dos salvos (Hb 10.24,2). Agindo assim, chegaremos lá, pois a Canaã Celestial é logo ali.















