12 de junho de 2024 15:33

freitasnews16

CONFESSANDO E ABANDONANDO O PECADO O QUE ESTUDAREMOS?

A CARREIRA QUE NOS ESTÁ PROPOSTA
O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para Chegar ao céu

Atualmente, muitos acreditam que não é preciso confessar o pecado por denominá-lo mera fraqueza ligada ao ambiente e aos aspectos hereditários. Nesta lição, veremos que a Bíblia não ensina assim. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.


TEXTO ÁUREO – COMPARANDO TRADUÇÕES
Quem tenta esconder os seus pecados não terá sucesso na vida, mas Deus tem misericórdia de quem confessa os seus pecados e os abandona. (Pv 28.13 NTLH). Considere a importância da confissão: Há dois tipos de perdão: o judicial e o paternal. A confiança em Cristo como Senhor e Salvador traz o perdão da penalidade do pecado, isto é, o perdão judicial. A confissão de pecados traz o perdão paternal (1Jo 1.9), por meio do qual crescemos no relacionamento com Deus, o Pai.


VERDADE PRÁTICA
Para desfrutar um caminho de restauração e reconciliação com Deus, precisamos confessar o pecado e abandoná-lo de uma vez por todas. (Nada de confissão pela metade, ela deve ser verdadeira e completa). A única saída para o pecado escondido é confessá-lo e abandoná-lo. Não basta confessar. É preciso também abandonar o pecado. Não é arrependimento atrás de arrependimento, mas arrependimento seguido de frutos de arrependimento. Quem confessa e deixa o pecado tira um fardo das costas e encontra não apenas misericórdia, mas também restauração. Confissão é concordar com Deus que pecamos. Confissão implica rompimento com a prática de pecado. Confissão desemboca em perdão. Confissão abre uma fonte de cura para a alma e de renovo para o coração.

I. A CONFISSÃO DE PECADO
1.1 Definição.
O LIVRO DE APOIO DIZ: Vamos fazer uso de dois verbos hebraicos que expressam o significado de confissão. O primeiro é הדי) yadah) — cujo significado pode ser visto como “dar graças”, “louvar”, “reconhecer” ou “confessar”. Logo se nota que o seu uso visava expressar gratidão a Deus. No caso do segundo verbo, הדוֹה) hodah), tem também o significado de “dar graças”, “agradecer” ou “louvar”, semelhantemente ao verbo yadah, mas seu real sentido vai depender do uso que se faz dele, em especial no contexto de confissão de pecados, denotando o ato de admitir ou reconhecer diante de Deus que pecamos ou erramos. “Confessar é alguém admitir que é culpado daquilo que é acusado, como resultado de uma convicção interna” (W. E. Vine). Confessar o pecado quer dizer abandonar a tentativa de ocultar ou desculpar diante de Deus o pecado cometido. Confessar é um ato que vai além da mera verbalização de palavras. Confessar é admitir é reconhecer nossas falhas, erros e pecados. No contexto bíblico, a confissão é um elemento fundamental na relação entre o homem e Deus. Em 1 João 1:9, a Bíblia nos diz: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. Aqui, a confissão é vista não apenas como um reconhecimento de nossas falhas, mas também como um passo em direção à purificação e renovação espiritual. A confissão, portanto, é um ato de fé. É uma demonstração de nossa crença na misericórdia e no amor de Deus, e na Sua promessa de perdão. A confissão é um ato de libertação. Ao admitir nossos erros, somos libertados do peso da culpa.
1.2 A confissão bíblica de pecado.
A LIÇÃO DIZ: O ensino bíblico geral da confissão de pecado traz a ideia de reconhecê-lo e fazer a sua confissão, pois o perdão depende desse ato (Sl 32.5; 1 Jo 1.9). Essa confissão pode ser no momento da conversão; ou depois dela, quando pecados cometidos podem ser contra Deus ou contra um irmão (Mt 5.21,22). Importante ressaltar, porém, que, segundo o ensino bíblico, era tão somente depois da confissão de pecados que se poderia viver verdadeiramente uma vida de oração e comunhão com Deus (Ne 1.6; SI 66.18; Lc 18.9-14). A confissão de pecados e a necessidade de seu abandono não é algo criado por líderes, um conselho de teólogos ou pastores, mas trata-se de uma recomendação bíblica, ou seja, há base bíblica para tal exigência. Há diversas passagens na Bíblia que tratam dessa temática, como, por exemplo, Provérbios 28.13, Salmos 32.5, Tiago 5.16 e 1 João 1.9. 1.3 O símbolo da confissão de pecado.
A LIÇÃO DIZ: No ato da confissão de pecados, a pessoa reconhece de maneira autônoma os pecados cometidos e que, por isso, se encontra indigna de estar na presença de Deus. Ela reconhece a sua natureza pecaminosa diante do Altíssimo (Rm 3.10-12). Então, em arrependimento sincero e em confissão, busca o que lhe é garantido por meio da Palavra de Deus: o perdão. Assim, quem experimenta o ato sincero e humilde da confissão de pecado alcança a misericórdia de Deus (Pv 28.13). Então, a alma é consolada e a vida espiritual é restaurada. Características da verdadeira confissão:
• A verdadeira confissão é marcada por uma convicção profunda. O indivíduo deve estar plenamente consciente de seu pecado, ou seja, convencido do mal que cometeu.
• A autêntica confissão é acompanhada por uma intensa contrição. A pessoa que admite suas falhas deve estar atormentada, abalada e aflita, não porque seu pecado foi descoberto, mas
porque cometeu o pecado.
• A legítima confissão deve ser acompanhada de um verdadeiro arrependimento. Arrependimento não é apenas emoção e choro, mesmo que o arrependido chore e seja envolvido por intensa emoção. O verdadeiro arrependimento ocorre quando mudamos e paramos de praticar o pecado.

II. O PERIGO DO PECADO NÃO CONFESSADO
2.1 Os males dos pecados não confessados.
A LIÇÃO DIZ: Quando lemos e analisamos Provérbios 28.13, percebemos que a confissão de pecado não se trata apenas de um ensino judaico, mas também cristão. A Epístola de João corrobora com a necessidade de se confessar o pecado, deixá-lo e alcançar o perdão (1 Jo 1.9). De acordo com a Bíblia, as consequências do pecado não confessado incluem:
• Separação de Deus. Em Isaías 59.2, a Bíblia diz: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça”. O pecado não confessado cria uma barreira entre nós e Deus.
• Culpa e Sofrimento Interior. No Salmo 32.3-4, o rei Davi fala sobre o peso da culpa que sentiu quando não confessou seus pecados: “Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio”.
• Prejuízo à Oração. Em Isaías 59.2, a Bíblia sugere que o pecado não confessado pode impedir que nossas orações sejam ouvidas por Deus.
• Perda de Bênçãos. Em Jeremias 5.25, a Bíblia diz: “As vossas iniquidades desviam estas coisas, e os vossos pecados afastam de vós o bem”. O pecado não confessado pode nos impedir de receber as bênçãos de Deus.
• Condenação Eterna. Em Romanos 6.23, a Bíblia diz: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor”. O pecado não confessado, se não for tratado, pode levar à condenação eterna, que é a separação eterna de Deus.
• Dureza de Coração. O pecado não confessado pode levar à dureza de coração. Quanto mais uma pessoa se recusa a confessar e se arrepender de seus pecados, mais seu coração pode se tornar insensível à voz do Espírito Santo. Isso é mencionado em Hebreus 3.13: “Mas exortaivos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado”. 2.2 As consequências do pecado de Adão e Eva. (Os nossos pecados afetam as outras pessoas. O pecado de Adão e Eva afetou toda a humanidade).
A LIÇÃO DIZ: A realidade bíblica do pecado pode ser vista no primeiro casal, Adão e Eva, quando pecou e, por isso, recebeu sentenças devidas (Gn 3.14-19). Além disso, nossos primeiros pais perderam o direito de viver no ambiente mais perfeito e belo que Deus criou (Gn 3.24). Por isso na vida de Adão e Eva há consequências trágicas do pecado, tais como: alteração da condição física de ambos; a transição da natureza imortal para mortal; diversas tensões no gênero humano e na natureza. Assim, sabemos que as consequências do pecado de nossos primeiros pais não se limitaram a eles, mas perpassaram a todo o gênero humano e natural (Rm 5.12-14). De acordo com a Bíblia, as consequências do pecado de Adão e Eva foram significativas e tiveram um impacto duradouro não apenas sobre eles, mas sobre toda a humanidade.
• Morte Espiritual. O pecado resultou em morte espiritual imediata, que é a separação de Deus. Isso é evidente na vergonha e no medo que Adão e Eva sentiram após o pecado, escondendose de Deus (Gn 3.8-10).
• Morte Física. Deus disse a Adão que, porque ele comeu do fruto, ele certamente morreria (Gn 2.17). Embora Adão e Eva não tenham morrido fisicamente naquele dia, a morte entrou em sua existência (Gn 5.5).
• Expulsão do Jardim do Éden. Como resultado direto de seu pecado, Adão e Eva foram expulsos do Jardim do Éden, um lugar de perfeita comunhão com Deus (Gn 3.23-24).
• Dificuldades no Parto. Deus disse a Eva que aumentaria grandemente suas dores de parto (Gn 3.16).
• Relações Tensas. Deus disse a Eva que seu desejo seria para o seu marido, e ele a governaria. Isso tem sido interpretado como uma mudança nas relações de gênero, introduzindo conflito (Gn 3.16).
• Maldição sobre a Terra. Deus disse a Adão que a terra seria amaldiçoada por causa dele e que ele teria que trabalhar duro para tirar o sustento dela (Gn 3.17-19).
2.3 As consequências do pecado de Davi. (As consequências do pecado permanecem, mesmo depois do arrependimento e do perdão).
A LIÇÃO DIZ: O rei Davi pagou um alto preço com o seu pecado. A Bíblia mostra que, por
isso, a espada não sairia da sua casa (2 Sm 12.10-12). O impacto do pecado é arrasador, provocando uma tempestade avassaladora em nossas vidas. Embora Deus tenha perdoado o pecado de Davi, as consequências de suas ações não foram suspensas. Davi sofreu quatro vezes mais pelo que fez a Urias. O filho que ele teve com Bate-Seba morreu, Amnom foi morto por ordem de Absalão, Absalão foi morto por Joabe e Adonias foi morto por ordem de Salomão. Quatro filhos de Davi morreram porque a violência não se afastou de sua casa. O que Davi fez a Urias voltou para ele de maneira ainda mais severa. O pecado não vale a pena. Ele oferece um momento de prazer, mas entrega uma vida inteira de tristeza. Promete liberdade, mas escraviza. Promete vida, mas traz morte. O pecado sempre leva você mais longe do que gostaria de ir, retém você mais tempo do que gostaria de ficar e custa mais do que gostaria de pagar. O pecado é um engano. Sua aparência pode ser atraente, mas esconde a feiura da tragédia. Sua isca pode parecer apetitosa, mas esconde o anzol da morte. Seu banquete pode ser repleto de delícias, mas aqueles que se deleitam nele encontram apenas a morte. Fuja do pecado. Não siga os desejos de seu coração corrupto. Evite ambientes perigosos. Mantenha-se vigilante. A liberdade tem seu preço, e esse preço é a vigilância constante.

III. CONFISSÃO DE PECADO: UM CAMINHO DE CURA E RESTAURAÇÃO
3.1 Confessando o pecado a Deus.
A LIÇÃO DIZ: Segundo o ensino bíblico, a confissão de pecados deve primeiramente ser dirigida a Deus, por intermédio de seu Filho, pois só Ele pode perdoar os nossos pecados (Sl 51.3,4; Mt 9.2,6).
Se confessarmos os nossos pecados (1Jo 1.9a). Vamos analisar 1Jo 1.9. “Confessar”, na língua grega, significa literalmente “dizer a mesma coisa”, ou seja, concordar com o que outra pessoa está dizendo. Daí o sentido de “confessar”, “admitir”, “concordar”. O contexto deixa claro que confessar nossos pecados significa concordar com o diagnóstico de Deus a nosso respeito, que somos pecadores e que temos cometido pecados, e assim verbalizar essa concordância com tristeza e pesar. Essa verdade não tem somente uma implicação geral, mas também implicações bem práticas e diárias. Quando o Espírito Santo vem falar à nossa consciência, apontando nossos pecados contra a lei de Deus, a reação correta é concordarmos imediatamente com ele, declarando sem reservas nossa culpa e maldade, colocando-nos nas mãos daquele que é fiel e justo para nos perdoar. Muito embora a doutrina católico-romana ensine a necessidade da confissão auricular a um sacerdote para a absolvição, o contexto da nossa passagem deixa claro o ensinamento de João: devemos confessar nossos pecados a Deus, primeiramente, pois somente ele pode nos perdoar e remover nossa culpa. Outras passagens das Escrituras nos ensinam que, em determinadas ocasiões, é necessário confessar nossa culpa às pessoas que foram prejudicadas pelos nossos pecados, para que seja restaurada a comunhão que havia sido interrompida pelo nosso erro (Lc 15.21). Um bom princípio é que a confissão deve ser tão extensa quanto o estrago feito pelo pecado. Se o nosso pecado afetou apenas o nosso relacionamento com Deus, ninguém além do Senhor precisa saber dele, a não ser que queiramos, voluntariamente, compartilhar com alguém para que ore por nós (cf. Tg 5.16). Se envolveu outras pessoas, elas deverão saber de nosso arrependimento e ouvir nossa confissão. As Escrituras também nos ensinam que certos pecados exigem uma reparação, além da confissão. Em alguns casos, Deus exerceu, ou determinou que exercessem a disciplina, mesmo quando o faltoso admitiu e confessou sua culpa. Quando o pecado cometido por algum crente tiver implicações além da sua própria pessoa, envolver outros, cair no conhecimento público, trouxer vergonha à igreja e desonra ao nome do Senhor, é preciso que medidas sejam tomadas para sanar esses males. E isso mesmo no caso do crente em questão admitir suas culpas, e confessá-las. Um crente genuinamente arrependido aceitará de bom grado a disciplina e a reparação que sua falta porventura requerer.

3.2 Alcançando cura e restauração.
A LIÇÃO DIZ: Não há nada mais consolador do que confessar o pecado e deixá-lo definitivamente, pois assim encontraremos descanso para a alma. Todo esse processo de confissão e abandono de pecado revela a eficácia do ministério da reconciliação de Deus por meio de Jesus Cristo (2 Co 5.18). Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. A fim de andar diariamente em comunhão com Deus e com nossos irmãos em Cristo, precisamos confessar nossos pecados: pecados de comissão, de omissão, de pensamento, de atos, pecados secretos e pecados públicos. Precisamos trazê-los à tona e colocá-los diante de Deus, chamá-los pelos seus devidos nomes, posicionar-nos do lado de Deus contra eles e abandoná-los. A verdadeira confissão implica abandonar os pecados: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28:13). Ao proceder desse modo, podemos apropriar-nos da promessa de que Deus é fiel e justo para nos perdoar. É fiel no sentido de que prometeu perdoar e cumprirá sua promessa. É justo para nos perdoar porque encontrou uma base justa para o perdão na obra vicária do Senhor Jesus Cristo na cruz. Além de garantir o perdão, Deus nos purifica de toda injustiça. João fala de um perdão paternal, e não judicial. O perdão judicial se refere ao perdão do castigo pelos pecados; o cristão o recebe quando crê no Senhor Jesus Cristo. É chamado de “judicial” porque é concedido por Deus em seu papel de Juiz. Mas e quanto aos pecados que a pessoa comete depois da conversão? No tocante ao castigo, o preço já foi pago pelo Senhor Jesus na cruz do Calvário. No tocante à comunhão na família de Deus, porém, o santo que pecou precisa receber o perdão paternal de Deus, ou seja, seu perdão como Pai, obtido pela confissão do pecado. Precisamos do perdão judicial apenas uma vez, pois ele é suficiente para pagar o castigo pelos nossos pecados passados, presentes e futuros. Mas precisamos do perdão paternal ao longo de toda a vida cristã. Ao confessarmos os nossos pecados, devemos crer, com base na autoridade da palavra de Deus, que ele nos perdoa. E, se ele nos perdoa, devemos estar dispostos a perdoar a nós mesmos.

CONCLUSÃO
Em nossa caminhada rumo ao Céu, é possível que, como cristãos, possamos tropeçar e cometer pecados que ofendem a santidade de Deus e prejudicam nossos irmãos. No entanto, podemos nos apoiar na orientação de homens escolhidos por Deus para nos guiar na importância de seguir os passos necessários para a restauração espiritual, ou seja, o arrependimento e a confissão. É crucial lembrar que os pecados não confessados levam à morte, portanto, a melhor ação é confessar e abandonar nossos pecados para alcançar a misericórdia do Senhor (Provérbios 28:13). Afinal, somente Deus tem o poder de perdoar pecados, nenhuma pessoa possui tal autoridade. Portanto, mesmo em meio às falhas, temos a oportunidade de buscar a misericórdia divina através da confissão sincera e do arrependimento genuíno. Isso nos permite continuar nossa jornada espiritual com um coração purificado e uma consciência limpa, sempre lembrando que a graça e o perdão de Deus estão ao nosso alcance.

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