13 de junho de 2024 07:14

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DESENVOLVENDO UMA CONSCIÊNCIA DE SANTIDADE O QUE ESTUDAREMOS?

A CARREIRA QUE NOS ESTÁ PROPOSTA
O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para Chegar ao céu

Nesta lição, veremos a perspectiva bíblica de santificação, bem como os estágios da santificação. Veremos também que a santidade é acompanhada da justiça, atributos divinos que não se contradizem.

TEXTO ÁUREO – COMPARANDO TRADUÇÕES
Esforcem-se para viver em paz com todos e procurem ter uma vida santa, sem a qual ninguém verá o Senhor. (Hb 12.14 NVT). Procurem ter paz com todos e se esforcem para viver uma vida completamente dedicada ao Senhor, pois sem isso ninguém o verá. (Hb 12.14 NTLH). Observação que precisa ser feita: Muitos pentecostais, neopentecostais e até mesmo pessoas do meio evangélico tradicional interpretam Hebreus 12.14 de forma errada. O texto diz: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Quando leem este versículo, logo concluem que a santidade é um pré-requisito para a salvação. Mas não é isso que o texto está ensinando. Se a santificação fosse condição para a salvação, a salvação seria por obras. Somos salvos para a santificação e não pela santificação de vida, como deixa claro o v.10 de Efésios 2. Na verdade, o texto de Hebreus. 12.14 está nos ensinando que a santificação é um resultado da salvação. Comentário do texto: Neste texto bíblico, o Escritor Sagrado nos apresenta duas condições indispensáveis para vermos o Senhor. Ver o Senhor é, sem dúvida, o sonho de todos os homens. Porém, ninguém Conteúdo licenciado para José Freitas Souza – contemplará a face do Senhor de qualquer maneira. É preciso seguir a paz com todos e a santificação. Paz e santidade são duas condições sine qua non, uma expressão latina que significa “condição sem a qual não…” Ou seja, sem estas condições, o homem não verá o Senhor. Portanto, vamos seguir a
paz com todos e a santificação.
• Seguir a Paz com todos.
i. A primeira coisa que devemos seguir para vermos ao Senhor é a paz com todos. A paz é sinônimo de harmonia, prosperidade, tranquilidade e vivência pacífica com Deus, consigo mesmo e com os homens. Algumas pessoas podem não querer paz conosco; porém, devemos perdoar estas pessoas, a fim de que tenhamos paz interior. Em Rm 12.18 Paulo diz: “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.”
ii. Em Mc 9.50 Jesus Cristo também disse: “Tende sal em vós mesmos e paz, uns com os outros.”
iii. Em 2Co 13.11 o apóstolo Paulo ainda nos aconselha, dizendo: “… vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco.”
iv. Em 2Tm 2.22 Paulo aconselha Timóteo, dizendo: “Foge, também, dos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor.”
• A Santificação.
i. A segunda coisa que devemos seguir para ver o Senhor é a santificação. Santificação é sinônimo de consagração a Deus e separação das trevas, do mal e do pecado. Em Lv 10.10 o Senhor ordenou ao seu povo que fizesse “diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo”.
ii. Em Lv 19.2 o Senhor disse a Moisés: “Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo.”
iii. Em Rm 6.22 Paulo afirma: “Mas, agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.” Conteúdo licenciado para José Freitas Souza –
iv. Em 1Ts 4.7 a Palavra de Deus afirma: “Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação.”
Comentário para Refletir: Este versículo expressa tanto o objetivo da Igreja como as suas limitações com relação ao
mundo. O verbo diokete (òicókete), seguir, traz em si não apenas o desejo de paz, mas a disposição de ir longe para obtê-la. O substantivo hagiasmon (áyiaapóv), santificação, é uma advertência implícita de que não devemos buscar a paz a ponto de comprometer a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. Por isso, Westcott observou: “O cristão busca a paz com todos igualmente, mas busca a santidade também, e esta não pode ser sacrificada por aquela”.

VERDADE PRÁTICA
Na jornada para o Céu, devemos estar conscientes a respeito da necessidade de ter uma vida santa para nos encontrarmos com o Senhor O peregrino, em sua trajetória, deve estar cônscio de que a santificação não somente é
possível, mas também esperada por Deus em nossa vida. Portanto, consideremos três pontos importantes:
A Possibilidade da Santificação. A Bíblia afirma que a santificação é possível. Quando aceitamos Jesus como nosso Salvador. Leia com muita atenção o texto bíblico: Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos e, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus. Assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus. (1Co 6.9-11 NVI).
A Expectativa de Deus. A vontade de Deus é que sejamos santificados, abstendo-nos da imoralidade sexual (1 Ts 4.3). A vontade de Deus, nesse contexto, refere-se ao desejo ou propósito divino.
O Chamado à Santidade. Pedro nos lembra que, assim como Deus é santo, devemos ser santos em tudo o que fizermos (1 Pe 1.14-16). Portanto, a santificação não apenas é possível, mas também é parte essencial da nossa jornada de fé.

I. A PERSPECTIVA BÍBLICA DA SANTIFICAÇÃO
A santidade, no aspecto bíblico, pode ser definida como atributo de Deus (Pai, Filho e Espírito), pelo qual Ele é moralmente puro e perfeito, separado e acima do que é mau e imperfeito (Êx 15.11; Sl 29.2; Hb 12.10). Qualidade do membro do povo de Deus que o leva a se separar dos pagãos, a não seguir os maus costumes deste mundo, pertencer somente a Deus e a ser completamente fiel a Ele (1 Ts 3.13).
1.1 Santificação no Antigo Testamento.
A LIÇÃO DIZ: Do hebraico qõdesh, santidade é um substantivo masculino que significa
“sacralidade”, “posto à parte”, que pode se referir a Deus, aos lugares, coisas, algo à parte, separado. Essa palavra deriva da raiz verbal hebraica qadash, que traz a ideia de “consagrar”, “santificar”, “preparar”, “dedicar”, “ser consagrado”, “ser santo”, “ser santificado”, “ser separado”. No AT, o termo “santificação” é, primacialmente, um termo técnico de ritual de culto. Guarda a acepção tanto de limpeza (e.g., lavagem das vestes como preparação para um encontro com a presença de Deus, Êx 19.10,14) quanto de consagração, dedicação ao serviço de Deus (relativamente a sacerdotes, vestes, implementos do culto, Êx 19.22; assim como a guerreiros em preparação para guerra santa, Is 13.3; a primogênitos, Dt 15.19; e ofertas para o templo, 2Sm 8.11). Contudo, o significado de santificação e santidade se estende além do ritual para a esfera moral. Pode ser entendida (negativamente) como abstenção da corrupção, assim como (positivamente) implementação dos mandamentos de Deus. Em suma, a santificação é o ato ou processo pelo qual as pessoas ou as coisas são purificadas e dedicadas a Deus, ritual e moralmente.
1.2 No Novo Testamento.
A LIÇÃO DIZ: O verbo grego hagiadzô, quer dizer “santificar”, traz a ideia de “tornar santo”, “purificar ou consagrar”, “venerar”, “ser santo”. Esse termo abrange o sentido de o crente tornar-se puro, de modo a estar purificado e santificado por obra graciosa do Espírito Santo (1 Co 6.11). Nesse sentido, no Novo Testamento, a santidade operada na vida do crente é uma obra autêntica do alto (Ef 5.26; 1 Ts 5.23). No Novo Testamento, embora haja reflexos ocasionais do sentido puramente cultual da santificação (Mt 23.19) ou consagração (1 Co 7.14; 1 Tm 4.5), os conceitos de santidade e
santificação enfatizam principalmente seu significado moral. Isso fica evidente no confronto de Jesus com os escribas e fariseus em relação aos preceitos de purificação (Mt 15.19-20). Da mesma forma, os apóstolos continuam a sustentar que as pessoas devem ser santificadas pela purificação do Conteúdo licenciado para José Freitas Souza – coração (At 15.9) e da consciência (Hb 9.14), bem como viver ativamente a santificação em sua conduta moral (1 Pe 1.15, cf. 1 Ts 4.1ss). O crente é escolhido e chamado à santificação. Essa é a vontade de Deus para nós (1 Ts 4.3), e sem santificação, ninguém verá o Senhor (Hb 12.14). Assim, ao longo de toda a vida, o crente não deve mais ser dominado pelas paixões humanas, mas sim unicamente pela vontade de Deus (1 Pe 4.2). A santificação abrange tanto a alma quanto o corpo, sendo expressa em “fazer o bem” (1 Pe 2.15, 20; 3.6,17; 3 Jo 11) e em “boas obras” (2 Tm 2.21; 1 Pe 2.12; ver também Mt 25.31-46), que, na verdade, são o objetivo da salvação de Deus para o homem (Ef 2.10; Tt 2.14; 3.1). Conforme o entendimento moral desse conceito, a santificação do crente é vista principalmente no Novo Testamento como obra de Deus Pai (cf. Jo 10.36), de Cristo (Jo 17.19; 1 Co 1.30; Ef 5.26; Hb 2.11; 10.10,14; 13.2) e, especialmente, do Espírito Santo (Rm 15.16; 2 Ts 2.13; 1 Pe 1.2; cf. 1 Co 6.11). Ela é entendida principalmente como um evento salvífico que ocorreu no passado, pelo qual todos os crentes foram santificados de uma vez por todas (Hb 10.29, referindo-se à cruz de Cristo; e 1 Co 6.11, quanto ao batismo). Os crentes podem ser chamados normalmente de “santificados” (1 Co 1.2; At 20.32; 26.18; Rm 15.16; referindo-se a um indivíduo, Hb 20.29; 2 Tm 2.21) ou “santos”. Também é vista como uma obra em processo e futura de Deus (1 Ts 5.23; Ap 22.11, cf. Jo 15.2).

1.3 A santidade exigida pela Palavra.
A LIÇÃO DIZ: Em nossa jornada cristã rumo ao Céu, a Palavra de Deus exige santidade em todas as áreas de nossa vida. Isso porque a palavra da verdade nos santifica (Jo 17.17). Ao se falar da exigência da santidade pela Palavra, não quer dizer que ela esteja cobrando de nós, nesta vida, uma exigência absoluta, perfeita; isso é impossível em nosso corpo mortal. Afinal, somos seres falíveis, humanos e pecadores. Paulo falou que pela graça de Deus se tornou um homem santo (1 Co 15.10). Nós podemos dizer o mesmo, pois somente por meio do Espírito Santo de Deus em nossas vidas e da graça do Senhor podemos ser capacitados para desenvolver um padrão de vida santa que agrade a Deus em todos os sentidos. A Bíblia diz: Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: “Sejam santos, porque eu sou santo”. (1Pe 3.15,16 NVI). Em vez de imitar o mundo ímpio com seus modismos, nossa vida deve reproduzir o caráter santo daquele que nos chamou. Deus é santo em todos os seus caminhos. A fim de sermos como Conteúdo licenciado para José Freitas Souza – ele, precisamos ser santos em tudo o que fazemos e dizemos. Nesta vida e no porvir, jamais seremos tão santos quanto ele, mas devemos ser santos porque ele é. Nenhum aspecto da nossa vida está excluído desse imperativo divino. Todo o nosso procedimento deve resplandecer o caráter de Deus, a santidade daquele que nos chamou do pecado para a salvação.
Outro texto bíblico relevante sobre o tema deste subponto é: Que o próprio Deus da paz os santifique inteiramente. Que todo o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam preservados irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele que os chama é fiel, e fará isso. (1Ts 5.23,24 NVI). Por esse e por outros versículos, fica evidente que somos seres compostos de três partes. O espírito é a parte que nos capacita a ter comunhão com Deus. A alma é o centro das emoções, dos desejos, das afeições e tendências (Jo 12.27). O corpo é a casa onde habitamos (2Co 5.1). Todos esses componentes precisam ser conservados íntegros, ou seja, sãos e inteiros. Certo comentarista sugere que a conservação é necessária pelas seguintes razões:
O espírito precisa ser protegido: a) de tudo o que possa maculá-lo (2Co 7.1); b) de tudo o que possa impedir o testemunho do Espírito Santo quanto ao relacionamento entre os santos e Deus (Rm 8.16); c) de tudo o que possa interferir na adoração que Deus procura (Jo 4.23; Fp 3.3).
• A alma precisa ser protegida contra: a) os pensamentos impuros (Mt 15.18–19; Ef 2.3); b) os apetites carnais que lutam contra a alma (1Pe 2.11); c) contendas e disputas (Hb 12.15).
• O corpo precisa ser protegido: a) da imundícia (1Ts 4.3–8); b) das impurezas (Rm 6.19). Muitos há que estão satisfeitos com um cristianismo parcial, havendo áreas de sua vida que ainda são mundanas. As admoestações apostólicas tocam todos os cantinhos de nossa natureza, de modo que nenhum pode escapar à purificação.

II. A SANTIFICAÇÃO E SEUS ESTÁGIOS
2.1 A realidade da santificação.
A LIÇÃO DIZ: A partir do que estudamos sobre os termos bíblicos a respeito da santificação, podemos afirmar que se trata de um ato, um estado é um processo pelo qual o pecador se torna santo (Rm 6.19-22; 1 Ts 4.1-7). Em primeiro lugar, a santificação é um ato de separação do mundo. Em Conteúdo licenciado para José Freitas Souza – segundo, ela é um processo cujo propósito é levar o cristão a se tornar semelhante ao nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 8.29). Assim, a santificação busca aperfeiçoar o crente de modo que a imagem de Cristo se reflita plenamente em sua vida (2 Co 7.1; Ef 4.12,13; 5.26). Duas palavras ganham destaque nesse subponto: Ato e Processo.
• Ato de Separação do Mundo. A santificação começa com um ato decisivo de separação do mundo. Quando somos chamados por Deus, Ele nos retira do reino das trevas e nos transporta para o reino do Seu Filho amado (Cl 1.13). Esse ato inicial de santificação é muitas vezes associado ao momento da conversão e ao batismo, onde publicamente declaramos nossa separação do pecado e nosso compromisso com Cristo. Esse ato é evidenciado em Romanos 6.19-22, onde Paulo exorta os crentes a apresentarem seus membros como servos da justiça para santificação. Aplicação Devocional: Devemos refletir diariamente sobre nossa separação do mundo. Devemos renunciar às práticas pecaminosas e adotar um estilo de vida que honre a Deus. A santificação começa com a decisão consciente de viver para Cristo, abandonando os antigos caminhos e hábitos pecaminosos.
• Processo de Tornar-se Semelhante a Cristo. A santificação é um processo contínuo cujo propósito é levar o cristão a se tornar semelhante ao nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 8.29). Este processo envolve crescimento espiritual e maturidade, onde gradualmente nos despojamos do velho homem e nos revestimos do novo (Ef 4.22-24). Este aperfeiçoamento é uma obra do Espírito Santo em nossas vidas, que nos transforma à imagem de Cristo. Aplicação Devocional: Submeta-se ao processo de santificação. Isso exige disciplina espiritual e um coração disposto a ser moldado por Deus. Pratique as disciplinas espirituais como leitura bíblica, oração, jejum e serviço. Permita que o Espírito Santo revele áreas de sua vida que precisam ser transformadas e esteja disposto a obedecer à Sua direção.
2.2 Três estágios da santificação.
Destaco que essa primeira fase reflete o pensamento teológico de William MacDonald. Não concordo com a nomenclatura “santificação pré-conversão”, prefiro usar a expressão “influência da santificação”. No entanto, achei interessante destacar esse conceito neste subsídio. Conteúdo licenciado para José Freitas Souza – quatro fases na santificação do NT: 1) pré-conversão; 2) posicional; 3) prática ou progressiva; 4) perfeita.
Mesmo antes de ser salva, a pessoa é posta à parte numa posição privilegiada. Assim, em 1Coríntios 7.14 lemos que o marido descrente é santificado pela esposa cristã. Eis a santificação pré-conversão. Na verdade, a presença do cristão em um lar incrédulo exerce influência santificadora. Conforme foi mencionado anteriormente, santificar significa separar. Aqui, não quer dizer que o marido incrédulo é salvo ou santificado por sua esposa. Antes, significa que é separado e colocado em posição de privilégio exterior. Tem a felicidade de possuir uma esposa cristã que ora por ele. A vida e o testemunho dessa mulher influenciam esse lar para Deus. Do ponto de vista humano, existe maior probabilidade de que esse homem casado com uma cristã piedosa seja salvo do que se fosse casado com uma incrédula. Nas palavras de Vine: “Ele se vê sob uma influência espiritual que contém a possibilidade da conversão”. O mesmo princípio se aplica, evidentemente, à esposa incrédula cujo marido é crente. Nesse caso, a esposa incrédula é santificada.
Quando a pessoa nasce de novo, é santificada posicionalmente, em virtude de sua união com Cristo. Isso significa que ela é posta à parte do mundo para Deus (cf. At 26.18; 1Co 1.2; 6.11; 2Ts 2.13; Hb 10.10,14).
Existe ainda a santificação progressiva, na qual o crente é posto à parte do mundo, do pecado e do próprio eu, para Deus. Trata-se de um processo pelo qual ele se torna cada vez mais parecido com Cristo. É essa santificação que Paulo pede em sua oração a favor dos tessalonicenses. Encontramos exemplos dela em 1Tessalonicenses 4.3–4 e 2Timóteo 2.21. É produzida pelo Espírito Santo quando somos obedientes à palavra de Deus (Jo 17.17; 2Co 3.18). Ela deve continuar durante toda a vida do crente sobre a terra. Ele nunca chegará à perfeição, porém esse é o alvo para o qual deve sempre avançar.
• A santificação definitiva é um mistério que transcende nossa compreensão. A Bíblia nos revela que, após o fim dos tempos, experimentaremos uma transformação gloriosa. Nesse momento, receberemos um corpo imortal, livre de qualquer mancha do pecado. 
2.3 O alvo da santificação.
A LIÇÃO DIZ: Segundo o estudo dos três estágios da santificação, percebemos que o propósito da santificação é tornar o crente perfeitamente coerente com a plenitude do caráter divino (Mt 5.8). Nesse aspecto, todo crente regenerado é chamado por Deus para ouvir, guardar e praticar seus mandamentos, de modo que seja a sua santa habitação de Deus (Jo 14.23).
Propósito da Santificação: Alinhamento ao Caráter Divino. A santificação não é apenas um processo superficial de melhoria moral, mas uma transformação profunda que nos conforma à imagem de Deus.
• Proposito da Santificação: Obediência e Comunhão com Deus A verdadeira santificação implica não apenas em ouvir a Palavra de Deus, mas também em obedecê-la e aplicá-la em nossa vida diária.
Propósito da Santificação: A Habitação de Deus no Crente. O objetivo da santificação é que sejamos a santa habitação de Deus (Jo 14.23). Quando guardamos e praticamos os mandamentos de Jesus, Ele promete fazer morada em nós. Esta presença contínua de Deus em nossas vidas é o ápice da santificação, pois nos torna templos vivos do Espírito Santo.

III. O JULGAMENTO DO DEUS SANTO
3.1 O Deus Santo.
A LIÇÃO DIZ: A Bíblia revela Deus como o Santo de Israel (Is 1.4), com um nome Santo (Is 57.15); os serafins declaram a sua santidade (Is 6.3) e, em santidade, ninguém pode se igualar a Deus (1 Sm 2.2). Desse modo, a Bíblia afirma enfaticamente que Deus é Santo. Assim, Ele é o nosso parâmetro para uma vida de santidade, conforme registra o texto bíblico: “Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (Lv 19.2; cf. 1 Pe 1.16). Portanto, à luz da santidade de Deus, somos chamados a ser santos em nossa jornada. A santidade de Deus quer dizer que ele está separado do pecado e dedicado a manter em alto sua honra. Esta definição contém tanto uma qualidade relacional (separação) e uma qualidade moral (a separação é do pecado ou mal, e a devoção é ao bem da honra ou glória de Deus). Quando a Escritura chama Deus de santo, ou quando chama as pessoas individuais da Deidade de santas (como ela frequentemente o faz: Lv 11.44, 45; Js 24.19; 1Sm 2.2; Sl 99.9; Is 1.4; 6.3; 41.14, 16, 20; 57.15; Ez 39.7; Am 4.2; Jo 17.11; At 5.3–4, 32; Ap 15.4), a palavra significa tudo a  respeito de Deus que o coloca separado de nós e faz dele objeto de nossa reverência, adoração e temor. Ela cobre todos os aspectos de sua grandeza transcendente e perfeição moral, e, assim, é um atributo de todos os seus atributos, salientando a “divindade” de Deus em cada ponto. Cada faceta da natureza de Deus e cada aspecto de seu caráter podem apropriadamente ser chamados santos, precisamente porque ele o é.
3.2 Santidade exigida a todos os crentes.
A LIÇÃO DIZ: Como membros do Corpo de Cristo neste mundo, comprados pelo seu precioso sangue, somos exortados e convocados a andar em santidade (Hb 12.14). Empenhamo-nos a nos consagrarmos a Deus em verdadeira santidade (Rm 12.1)! Querido irmão ou irmã, a busca pela santidade não é uma tarefa fácil, mas é uma jornada que Deus nos convida a trilhar em todas as áreas de nossa vida, pois essa é a santidade exigida de todos os crentes. Vamos explorar como podemos viver essa santidade de forma prática e devocional:
• No Trabalho:
a. Seja honesto e íntegro em suas atividades profissionais.
b. Trate seus colegas com amor e respeito.
c. Ore por sabedoria e discernimento em suas decisões.
• Na Faculdade:
a. Estude com dedicação, buscando a excelência.
b. Seja um exemplo de ética e integridade acadêmica.
c. Ore por discernimento em suas escolhas acadêmicas.
• Na Família:
a. Ame e honre seus pais, irmãos e filhos.
b. Seja paciente e compreensivo.
c. Ore pela unidade e paz em sua casa.
• No Namoro e no Casamento:
a. Mantenha relacionamentos puros e respeitosos.
b. Priorize o diálogo e a comunicação.
c. Ore para que Deus seja o centro de seu relacionamento.
• Na Forma de Vestir:
a. Escolha roupas modestas e que não causem tropeço aos outros.
b. Lembre-se de que sua aparência reflete seu coração.
• Nas Amizades:
a. Escolha amigos que compartilhem seus valores e princípios.
b. Seja um amigo leal e compassivo.
c. Ore por discernimento ao escolher suas amizades.
3.3 Santidade e justiça de Deus.
A LIÇÃO DIZ: Biblicamente, a santidade e a justiça são atributos divinos que se relacionam.
Caráter de Deus. A justiça de Deus é um reflexo de Seu caráter santo e perfeito. Deus é intrinsecamente justo e Seus atos fluem de Sua natureza justa (Dt 32.4; Sl 89.14). A justiça de Deus implica que Ele age de maneira reta e imparcial, sempre fazendo o que é correto e bom.
Padrão Divino. A justiça de Deus estabelece o padrão pelo qual todas as ações e pensamentos são julgados. A lei de Deus, conforme revelada nas Escrituras, é a expressão de Sua justiça e é o padrão para a conduta humana (Sl 19.7-9; Rm 7.12).
Redenção e Justiça. A justiça de Deus também é revelada na obra redentora de Cristo. Deus enviou Seu Filho para satisfazer as demandas de Sua justiça por meio do sacrifício expiatório de Jesus na cruz (Rm 3.21-26). Desta forma, Deus é justo e justificador daqueles que têm fé em Jesus (Rm 3.26). Aplicação Devocional:
Confiança no Juízo de Deus. Saber que Deus é justo e que Seu juízo é perfeito deve trazer conforto e confiança aos crentes, especialmente em meio às injustiças deste mundo. Podemos confiar que Deus corrigirá todas as coisas no tempo certo (Sl 9.7-8; Rm 12.19).
Viver Justamente. Como reflexo da justiça de Deus, somos chamados a praticar a justiça em nossas vidas diárias. (Is 1.17; Mt 5.6).
• Proclamar a Justiça de Deus. Devemos ser testemunhas da justiça de Deus, proclamando o Evangelho que revela a justiça de Deus através da fé em Jesus Cristo (Rm 1.16-17). 

CONCLUSÃO
O Novo Testamento, coloca em alto relevo, a vida de santidade. Os evangelhos, Atos dos apóstolos, as epístolas paulinas e gerais, bem como o livro do Apocalipse nos ensinam sobre essa temática. Portanto, concluindo, quero destacar sete razões viver em santidade:
Primeira razão. Devemos ser santos porque a voz de Deus, nas Escrituras Sagradas, assim nos ordena claramente. Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem (1 Pe 1.15 NVI).
Segunda razão. Devemos ser santos porque essa é a grandiosa finalidade e propósito daquilo que Cristo veio fazer no mundo. Paulo escreveu aos coríntios: E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. (2 Co 5.15 NVI). Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras. (Tt
2.14 NVI)
Terceira razão. Devemos ser santos, porque essa é a única evidência segura de que possuímos fé salvadora em nosso Senhor Jesus Cristo. A fé autêntica sempre haverá de manifestar-se pelos seus frutos; ela santificará, operará por meio do amor, vencerá o mundo e purificará o coração. Como veem, a fé por si mesma, a menos que produza boas obras, está morta. (Tg 2.14 NVT).
Quarta razão. Devemos ser santos porque essa é a única prova de que amamos o Senhor Jesus Cristo com sinceridade. Aqueles que aceitam meus mandamentos e lhes obedecem são os que me amam. (Jo 14.21 NVT).
• Quinta razão. Devemos ser santos por ser essa a única evidência segura de que somos verdadeiros filhos de Deus. Porque todos que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. (Rm 8.14 NVT).
Sexta razão. Devemos ser santos por ser essa a maneira mais provável de fazer o bem ao próximo. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus. (Mt 5.16 NVI).
• Sétima razão. Em último lugar, devemos ser santos porque sem a santidade na terra nunca estaremos preparados para desfrutar do céu. O céu é um lugar santo. O Senhor do céu é um Ser santo. Os anjos são criaturas santas. A santidade está estampada em tudo quanto existe no céu. O livro de Apocalipse expressa: Nela jamais entrará algo impuro, nem ninguém que pratique o que é vergonhoso ou enganoso, mas unicamente aqueles cujos nomes estão escritos no livro da vida do Cordeiro. (Ap 21.27 NVI).

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