29 de junho de 2026 19:49

Entenda a disputa pela sucessão de Dino no Ministério da Justiça

Os atuais gestores do Ministério da Justiça convivem em um clima de incerteza sobre o futuro, com a aprovação do titular, Flávio Dino, para assumir uma vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF). Além de precisar de um nome para substituir o ministro, o governo ainda estuda dividir a pasta em duas, uma para a Justiça e outra para a Segurança Pública.O fatiamento também é visto como uma forma de ter mais um cargo para o governo distribuir politicamente. Com dois ministérios seria possível atender o PT e o Centrão.No começo da disputa pela vaga de Dino na pasta, o nome do atual secretário-executivo Ricardo Cappelli saiu na frente e poderia ser uma garantia da manutenção de quadros do PSB dentro do ministério, mas essa parece uma realidade a cada dia mais distante.

Nomes cogitados

No caso do PT, o nome da presidente do partido, Gleisi Hoffmann (PT-PR), chegou a ser cogitado para o Ministério da Justiça, mas logo foi descartado. Outro nome sugerido pela sigla é o da deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO), que é delegada da Polícia Civil e serviria para um eventual Ministério da Segurança Pública. Marco Aurélio de Carvalho, advogado fundador do Grupo Prerrogativas, também apareceu na corrida.Além deles, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, esteve cotado para a pasta e cumpriu agenda com o presidente na noite de quinta-feira. Outro nome cogitado por Lula é o do ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski, que seria um nome de peso, assim como na primeira gestão do petista, quando o jurista Márcio Thomaz Bastos atuou como ministro da Justiça. Lewandowski, inclusive, esteve com Lula na viagem para a 28ª Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP28) em Dubai, nos Emirados Árabes, no último mês. Há possibilidades ainda nos nomes da atual ministra de Planejamento, Simone Tebet, e do advogado-geral da União, Jorge Messias.

Posse em 2024

Dino será empossado no Supremo em 2024, já que a Corte realiza a última sessão em 19 de dezembro e entra de recesso no dia 20 deste mês. Em visita ao STF na quinta-feira, o ministro foi questionado sobre a data da posse e apontou para a sala de Luís Roberto Barroso, presidente da Corte: “É ele quem manda”. A data fixada para a posse é 22 de fevereiro.

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