8 de setembro de 2026 21:14

ESTER, A PORTADORA DAS BOAS-NOVAS

O DEUS QUE GOVERNA O MUNDO E CUIDA DA FAMÍLIA
Os ensinamentos Divinos nos Livros de Rute e Ester para a Nossa Geração

O QUE ESTUDAREMOS?
O drama dos judeus nos dias do rei Assuero estava chegando ao fim. O rei editou um decreto concedendo o direito de defesa para as comunidades judaicas de todas as províncias persas. Ester agiu como difusora de boas-novas e Mardoqueu foi engrandecido em todo o império.

TEXTO ÁUREO – COMPARAÇÃO DE TRADUÇÕES
Para os judeus houve felicidade, alegria, júbilo e honra. (Et 8.16 NAA). As quatro palavras “felicidade”, “alegria”, “jubilo”, “honra” (v. 16) são as antíteses das quatro palavras “luto”, “jejum”, “choro” e “lamentação” em Ester 4.3 que nos diz: Em todas as províncias aonde chegava à palavra do rei e a sua lei, havia entre os judeus grande luto, com jejum, choro e lamentação; e muitos se deitavam em pano de saco e em cinza. Como frequentemente enfatizamos em nossas lições, Deus é o Mestre das reviravoltas. Ele transforma situações aparentemente impossíveis, move os corações dos reis e altera destinos conforme Sua vontade. Quando chega o momento de executar Seus planos, para nós, meros mortais, pode parecer que levará anos e mais anos. No entanto, o Senhor age de forma surpreendente, transformando as circunstancias da noite para o dia. Portanto, independentemente da dificuldade ou aparente impossibilidade da sua situação, confie: Deus tem a solução.


VERDADE PRÁTICA
O Senhor é poderoso para transformar trevas em luz, tristeza em alegria, angústia em júbilo, humilhação em honra.
Vamos considerar quatro pontos:
• Transformar trevas em luz. Quando o texto diz que o Senhor é poderoso para transformar
trevas em luz, estamos lembrando da Sua capacidade de trazer esperança e iluminar os momentos mais sombrios das nossas vidas. Ele não apenas nos tira das trevas, mas também nos guia para um caminho de luz e entendimento.
• Tristeza em alegria. A tristeza é uma emoção universal, mas o Senhor tem o poder de transformá-la em alegria. Ele não apenas enxuga nossas lágrimas, mas também nos dá razões para sorrir. A alegria que Ele oferece não é superficial; é uma alegria profunda e duradoura que transcende as circunstâncias.
• Angústia em júbilo. A angústia pode nos sufocar, mas o Senhor é capaz de transformá-la em júbilo. Ele nos dá motivos para celebrar, mesmo quando tudo parece difícil. O júbilo não é apenas uma emoção momentânea; é uma expressão de gratidão e louvor pelo que Deus faz em nossas vidas.
• Humilhação em honra. Às vezes, nos sentimos humilhados, rejeitados ou menosprezados. No entanto, o Senhor é aquele que nos levanta e nos honra. Ele restaura nossa dignidade e nos coloca em um lugar de honra. Ele não apenas nos aceita, mas também nos eleva para cumprir o propósito que Ele tem para nós.

I. O PEDIDO DE DEFESA AOS JUDEUS E A CONCESSÃO DO REI
1.1 A humildade de Ester e sua súplica.
A LIÇÃO DIZ: Assuero foi devidamente informado da gravidade do decreto redigido por Hamã e assinado com seu anel. No dia 13 do décimo segundo mês, o mês de adar (entre fevereiro e março de nosso calendário), os inimigos dos judeus poderiam matá-los em todas as 127 províncias do extenso Império Persa. O que poderia ser feito para evitar esse extermínio em massa? De maneira reverente e com toda humildade, Ester suplicou ao rei que revogasse sua ordem, pondo fim ao intento de Hamã. Assuero fez ver à rainha que já havia tomado as medidas que estavam ao seu alcance, como o enforcamento de Hamã, mas que não poderia revogar o decreto assinado (Et 8.7,8). Havia, ainda, um desafio para os judeus. Confiar em Deus não nos isenta de fazer a nossa parte (Js 1.3-9). Mas Ester tornou a implorar ao rei, chorando aos seus pés, que revogasse o plano maligno de Hamã, o agagita, contra os judeus (Et 8.3 NVI). Embora Hamã tenha desaparecido, o decreto continua vigorando. Esse era o problema com os decretos medo-persas: uma vez publicados, não podiam ser revogados. Vejamos Daniel 6, onde encontramos palavras similares repetidas três vezes: Agora, ó rei, emite o decreto e assina-o para que não seja alterado, conforme a lei dos medos e dos persas, que não pode ser revogada”. E foram logo falar com o rei acerca do decreto real: “Tu não publicaste um decreto ordenando que nestes trinta dias todo aquele que fizer algum pedido a qualquer deus ou a qualquer homem, exceto a ti, ó rei, será lançado na cova dos leões?” O rei respondeu: “O decreto está em vigor, conforme a lei dos medos e dos persas, que não pode ser revogada”. Mas os homens lhe disseram: “Lembra-te, ó rei, de que, segundo a lei dos medos e dos persas, nenhum decreto ou edito do rei pode ser modificado”. (Dn 6.8, 12, 15 NVI). Apesar de Hamã estar morto, o decreto permanece inalterado. Foi escrito, será feito e é irrevogável. Os judeus enfrentarão sua sentença. Ester, ciente disso, Ester tinha mais um plano. Agora, vejamos Assuero, o poderoso rei. Ele estende o cetro à rainha, indicando que está pronto para ouvir: Se for do agrado do rei, se posso contar com o seu favor, e se ele considerar justo, que se escreva uma ordem revogando as cartas que Hamã, filho do agagita Hamedata, escreveu para que os judeus fossem exterminados em todas as províncias do império. (Et 8.5 NVI). Então o rei Assuero diz a Ester e a Mardoqueu: O rei Xerxes respondeu à rainha Ester e ao judeu Mardoqueu: Mandei enforcar Hamã e dei os seus bens a Ester porque ele atentou contra os judeus. Escrevam agora outro decreto em nome do rei, em favor dos judeus, como melhor lhes parecer, e selem-no com o anel-selo do rei, pois nenhum documento escrito em nome do rei e selado com o seu anel pode ser revogado. (Et 8.7 8 NVI). “Aqui está a caneta”, disse o rei, “Escreva outro decreto—anulando o primeiro.” Não é incrível? Você acha que não vale a pena insurgir-se contra leis injustas? Acha que é inútil tomar posição a favor da vida no útero e contra o aborto? Este é um exemplo clássico, mostrando por que devemos nos opor com firmeza e lutar em prol da verdade, embora pareça que as leis existentes nunca mudam.
1.2 Segurança jurídica.
A LIÇÃO DIZ: Apesar de todos os aspectos tirânicos, autoritários e excêntricos dos reis da Pérsia, como o próprio Assuero, havia um limite para suas ações: o império da lei dos medos e persas. Em países democráticos, como o Brasil, todos os aspectos da vida pública e privada são regrados por um ordenamento jurídico, sob uma Constituição, que a todos vincula. Isso é necessário para que haja previsibilidade e segurança jurídica. Nenhuma pessoa ou Poder está acima da Constituição Federal. Ninguém pode agir de modo a violá-la. As alterações constitucionais possíveis somente podem ser feitas pelo Parlamento, onde atuam os representantes eleitos pelo povo. Essa, pelo menos, é a moldura constitucional. Oremos pelas autoridades de nosso país (1 Tm 2.1,2). Lennox diz: Uma das mais antigas funções da lei é estabelecer limites para os poderes do governo. E pelo visto, a monarquia constitucional medo-persa é um avanço em relação à monarquia absoluta, embora ainda estivesse longe da democracia desenvolvida mais tarde na Grécia. Não havia separação de poderes. Em essência, eram as mesmas pessoas que legislavam, governavam e julgavam. Mas foi um passo na direção certa. Em teoria, pelo menos, oferecia proteção contra os excessos de um déspota.
Como funciona a democracia no Brasil:
• Poder Executivo:
1. O Poder Executivo é liderado pelo presidente da República, eleito a cada quatro anos
pelo voto popular desde 1989.
2. Suas principais funções incluem:
a. Administrar o interesse público.
b. Executar as leis.
c. Propor planos de ação nacional.
d. Sancionar ou vetar leis aprovadas pelo Congresso.
e. Nomear ministros e administrar o orçamento do país.
f.Ser o chefe supremo das Forças Armadas.
• Poder Legislativo:
1. O Congresso Nacional é composto por duas casas: o Senado Federal e a Câmara dos
Deputados.
2. Os membros do Legislativo são eleitos diretamente pelo povo.
3. Suas funções incluem:
a. Elaborar, discutir e aprovar leis.
b. Fiscalizar o Poder Executivo.
c. Representar os interesses da população.
• Poder Judiciário:
1. É composto por juízes e ministros indicados pelo presidente e aprovados pelo Senado.
2. Suas funções incluem:
a. Interpretar e aplicar as leis.
b. Julgar casos e conflitos.
c. Garantir a justiça e a constitucionalidade das ações.
O equilíbrio entre esses poderes é fundamental para o Estado Democrático de Direito. Eles atuam como freios e contrapesos, evitando abusos e garantindo que nenhum deles se sobreponha aos demais. Assim, nossa democracia se sustenta na separação de poderes e na busca constante pela justiça e igualdade.
1.3 O direito de defesa.
A LIÇÃO DIZ: Assuero não podia revogar seu decreto, mas emitiu outro; uma espécie de contraordem, que permitia aos judeus exercerem seu direito de defesa diante de seus inimigos, no dia assinalado no decreto anterior (Et 8.8-13). O texto nos faz entender que havia, em todo o reino, grupos sistematicamente hostis aos judeus (Et 8.11,13; 9.1,2,5). Em uma situação em que o primeiro decreto não poderia ser diretamente revogado, uma estratégia foi empregada para anular seu efeito. O primeiro decreto havia retirado dos judeus a proteção do império e, ao mesmo tempo, garantido financiamento para a ação militar contra eles. No entanto, o segundo decreto permitiu que os judeus formassem suas próprias milícias, eliminando assim a proteção real (embora não os recursos) daqueles que haviam sido contratados para lutar contra eles. Com a retirada da proteção real, a ação contra os inimigos dos judeus já não seria considerada uma rebelião contra a Coroa. Essa medida colocou o grupo liderado por Hamã na mesma situação dos judeus, tornando-o um alvo que poderia ser atacado sem temer represálias do governo. Este capítulo começa com a rainha Ester em prantos (Et 8.3), mas termina com os judeus se regozijando e comemorando (vv. 15-17).

II. A RAINHA ESTER ESCREVE BOAS NOTÍCIAS PARA O SEU POVO
2.1 A comemoração dos judeus.
A LIÇÃO DIZ: O dia 14 do décimo segundo mês foi de grande festa para os judeus de todo o Império Persa. O sentimento de alívio pelo grande livramento tomou conta do povo judeu e precisava ficar marcado. Mardoqueu registrou os fatos e escreveu cartas para os judeus de todas as províncias, instituindo uma festa comemorativa, a Festa de Purim. Hamã havia lançado sorte (pur) para matar os judeus no dia 13. Agora, o dia 14 seria estabelecido como um dia de festa, um feriado nacional a ser inscrito na história judaica, para comemorar o livramento que Deus dera ao povo judeu (Et 9.20-28). O “dia D” chegou para os judeus, o dia determinado pelo decreto de Hamã para o extermínio do povo escolhido de Deus no império. Porém, o decreto de Mardoqueu havia transformado aquele dia de destruição num dia de livramento. Os judeus tinham permissão de resistir ao inimigo e haviam tido nove meses para se preparar para o confronto. O povo do império que odiava os judeus esperava uma vitória, mas “sucedeu o contrário, pois os judeus é que se assenhorearam dos que os odiavam” (Et 9.1). E triste quando uma nação (ou uma igreja) se esquece de seus heróis e dos acontecimentos providenciais que a mantiveram com vida. Como é fácil para uma nova geração crescer e deixar de dar o devido valor aos benefícios que as gerações passadas lutaram e se sacrificaram para obter! Os judeus não cometeram esse erro. Antes, estabeleceram a Festa de Purim para lembrar a seus filhos, ano após ano, que Deus havia salvado Israel da destruição.

2.2 A carta e o decreto de Ester.
A LIÇÃO DIZ: Depois da primeira carta enviada por Mardoqueu, Ester e o primo escreveram uma segunda carta, confirmando a instituição da Festa de Purim, com dois dias de duração. Era a primeira vez que a rainha Ester se dirigia ao seu povo. Ao sair de sua pena, a instituição da festa estava fundamentada, agora, em um decreto real (Et 9.32). A festa entrou definitivamente no calendário judeu e é comemorada até os dias de hoje. O nome “Purim” é o plural do termo babilônio pur, que significa “sorte”. Tem origem no fato de Hamã ter lançado sortes para determinar o dia em que os judeus deveriam ser destruídos (Et 9.24; 3.7). Apesar de essa nova festa não ter recebido a sanção divina, os judeus determinaram que seria comemorada de geração em geração (9.26 28). Apesar de Purim não ser uma festa cristã, sem dúvida os cristãos devem se alegrar com seus amigos judeus, pois todas as bênçãos espirituais que recebemos vieram por intermédio do povo de Israel. Esse povo deu ao mundo o conhecimento do verdadeiro Deus vivo, as Escrituras e o Salvador. Os primeiros cristãos foram judeus que creram em Cristo, como também o foram os primeiros missionários. Jesus foi um judeu que morreu na Páscoa, uma festa judaica, e ressuscitou dos mortos em outro dia santo dos judeus, a Festa das Primícias. O Espírito Santo desceu dos céus sobre um grupo de cristãos judeus em Pentecostes, um dia santo judaico. “A salvação vem dos judeus” (Jo 4.22). A Igreja não existiria sem os judeus.
2.3 A exaltação de Mardoqueu.
A LIÇÃO DIZ: Depois da morte dos inimigos dos judeus, Assuero engrandeceu ainda mais a Mardoqueu, pondo-lhe como o segundo maior do reino; posição que era ocupada por Hamã (Et 10.3). O relato bíblico encerra com um testemunho notável de Mardoqueu: ele foi um homem público exemplar e próspero, trabalhando para o bem de todo o seu povo. O propósito de Deus é usar seus servos em todas as áreas da vida. Tudo o que fizermos deve ser feito para a glória de Deus (1 Co 10.31). Por vezes, quando as pessoas são pro movidas a um cargo elevado, esquecem suas raízes e não fazem caso das necessidades do povo em geral. Mardoqueu não era esse tipo de pessoa. Seus atos políticos foram registrados nos anais oficiais do império, porém aquilo que ele realizou por seu povo foi registrado pelo Senhor e será recompensado. O livro de Ester chegou ao fim. Deus transformou a morte em vida, as trevas em luz, a perspectiva de inferno em certeza de céu. O reino de Assuero passou, embora o império do mal ainda permaneça ao nosso redor em diferentes formas. Aqui na Terra, ainda estamos constantemente envolvidos numa batalha de vida e morte com as forças do mal. Mas nem sempre será assim. Vem o dia quando nosso Rei irá retornar para reclamar seu trono e estes dias de império do mal acabarão. Aguardamos esse dia.

III. A MULHER É CHAMADA POR DEUS PARA SER RELEVANTE NO MUNDO
3.1 Uma mulher notável.
A LIÇÃO DIZ: Mardoqueu e Ester exerceram um papel de altíssima relevância no Império Persa, principalmente em relação ao povo judeu. Para isso, não foi preciso disputa ou inversão de papéis. Ester chegou ao cargo de rainha sob profundo respeito, obediência e honra ao primo Mardoqueu, que lhe havia criado como filha. Na condição de rainha, soube ser humilde, prudente e muito equilibrada. Quando mergulhamos na história de Mardoqueu e Ester, encontramos[ lições profundas sobre relevância, obediência e equilíbrio. Vamos explorar esses pontos:
• Relevância sem Disputa. Mardoqueu e Ester não buscaram posições de poder por meio de intrigas ou conspirações. Sua relevância não veio da competição desenfreada, mas sim da fidelidade a Deus e ao próximo. Às vezes, ansiamos por destaque e influência, mas a verdadeira relevância está em servir com amor e integridade, independentemente do cargo que ocupamos.
• O Papel de Mardoqueu. Mardoqueu, o primo de Ester, desempenhou um papel crucial. Ele a criou como filha e a guiou com sabedoria. Sua influência não estava na coroa, mas na orientação amorosa que ofereceu.
• Ester: Humildade e Prudência. Ester, ao se tornar rainha, não se deixou levar pelo poder. Ela permaneceu humilde e prudente.

1. A humildade nos permite reconhecer que não somos autossuficientes. Deus nos capacita para nossas tarefas, e nossa posição não deve nos afastar dEle.
2. A prudência de Ester a levou a agir com sabedoria. Ela não tomou decisões impulsivas, mas buscou discernimento e oração.
• Equilíbrio na Realeza. Ester não se tornou uma rainha arrogante. Ela equilibrou sua posição com compaixão e coragem. Como cristãos, também enfrentamos desafios em nossas esferas de influência. O equilíbrio entre autoridade e amor é essencial.
3.2 A banal “guerra dos sexos”.
A LIÇÃO DIZ: Deus não entra em disputas banais, como a tal “guerra dos sexos”, que visa instilar ódio e aversão entre homens e mulheres. O Criador nos fez macho e fêmea, com constituição e papéis distintos, os quais estão claramente revelados nas Escrituras (Gn 1.27; 2.15-18). No final, julgará a todos conforme as leis perfeitas e justas que estabeleceu. Deus não é afetado por partidarismos e ideologias sexistas. Por isso, chama homens e mulheres para serem relevantes no mundo. A mulher tem muito a contribuir no reino de Deus e no bem-estar de toda a sociedade. Vamos explorar esses pontos com respeito e sensibilidade:
• A Dualidade Criada: Macho e Fêmea. Deus, em Sua infinita sabedoria, criou a humanidade à Sua imagem e semelhança. Ele deliberadamente fez macho e fêmea (Gn 1.27). Essa dualidade não é acidental; ela reflete a diversidade e complementaridade que encontramos na criação. Homens e mulheres têm papéis distintos, mas igualmente importantes.
• Papéis Revelados nas Escrituras. No Jardim do Éden, Deus confiou a Adão e Eva responsabilidades específicas. Adão foi chamado a cultivar e guardar o jardim, enquanto Eva foi sua auxiliadora (Gn 2.15-18).
• Relevância no Mundo. Homens e mulheres têm um papel vital na sociedade e no reino de Deus. Juntos, contribuímos para o bem-estar de todos. A mulher, com sua sensibilidade, compaixão e força, tem muito a oferecer. Ela não é menos relevante; é uma parceira essencial na obra divina.
3.3 O contexto cristão.
A LIÇÃO DIZ: Além das mulheres da Bíblia, diversas mulheres exerceram papéis importantes em toda a história da Igreja, tais como: Catarina von Bora, Susannah Wesley, Sarah Kalley, Corrie ten Boom e Ruth Graham. No contexto assembleiano: Celina Martins Albuquerque, Lina Nyström, Zélia Brito, Frida Vingren, Signe Carlson, Elisabeth Nordlund, Florência Silva Pereira, Albertina Bezerra Barreto, Ruth Doris Lemos, Wanda Freire Costa, dentre tantas outras. Muitas mulheres notáveis permanecem em atuação em solo brasileiro e em todo o mundo. É inspirador observar como mulheres têm desempenhado papéis significativos na história da Igreja e em movimentos cristãos ao redor do mundo. Suas contribuições, muitas vezes silenciosas e persistentes, moldaram a fé e a comunidade de maneiras profundas. Vamos destacar algumas dessas mulheres notáveis:
• Além das mulheres da Bíblia, em toda a História da Igreja, muitas mulheres exerceram papéis importantes, como Catarina von Bora (1499-1552), esposa de Lutero; uma mulher cheia de ousadia e coragem que muito contribuiu para o movimento da Reforma sem deixar de cumprir o seu papel de esposa e mãe — teve seis filhos (Ulrich e Dalferth, 2017, p. 11, 31).
• Susannah Wesley. Susanna Wesley (1669–1742), que foi mãe de John e Charles Wesley e outros 17 filhos. Susanna foi uma mulher disciplinada e metódica, uma dedicada educadora dos próprios filhos, ministrando-lhes principalmente a fé cristã. John Wesley foi o fundador do Movimento Metodista. Charles Wesley, além de pregador, é considerado o maior compositor de hinos sacros de toda a História: escreveu cerca de 9 mil hinos. A vida de Susanna Wesley tem inspirado ministérios de mulheres até nossos dias
• Sarah Kalley. Sarah Kalley (1825–1907), missionária e musicista escocesa. Ela foi esposa de Robert Kalley e contribuiu intensamente para o ministério do marido, sendo considerada o fundadora da Escola Dominical no Brasil em 19 de agosto de 1855 (Gilberto, 2002, p. 135)
• Corrie ten Boom. Corrie ten Boom (1892–1983) é outra mulher de Deus, cuja história é contada no livro O Refúgio Secreto. Corrie foi uma mulher cristã que, juntamente com a sua família, enfrentou os horrores da perseguição nazista, dedicando-se à proteção de judeus na Holanda.
• Ruth Graham. Ruth Graham (1920–2007), poeta e escritora, esposa do evangelista Billy Graham (1918–2018). Ruth foi mãe de cinco filhos. O próprio marido costumava dar testemunho da sua profunda dedicação a Deus, da sua vida piedosa e do cuidado que Ruth tinha com o lar. Ela renunciou a sua própria carreira profissional por entender o propósito de Deus na sua vida.
• Mulheres no Contexto Assembleiano. No contexto assembleiano, temos Celina Martins Albuquerque (1876 1966), que foi a primeira pessoa a receber o batismo no Espírito Santo entre os membros da Igreja Batista de Belém (Pará) ao crer na doutrina pentecostal pregada por Gunnar Vingren (1879–1933) e Daniel Berg (1884–1963). Integrou, portanto, o grupo de fundadores da Missão da Fé Apostólica (depois Assembleia de Deus) em 18 de junho de 1911 (Araujo, 2007, p. 7). O que mais impressiona na síntese biográfica da irmã Celina, disponível no excelente Dicionário do Movimento Pentecostal, é a sua perseverança espiritual. Em primeiro lugar, por dedicar-se aos cultos de oração na sua casa, devido a uma enfermidade nos lábios que a impedia de ir ao templo. Em segundo lugar, pela sua fé, que a levou a receber a cura de que precisava. Em terceiro lugar, pelo seu fervor espiritual e o desejo ardente de receber o batismo com o Espírito Santo. Certo dia, após o culto de oração no templo, foi para casa e continuou orando juntamente com outra irmã, quando começou a falar em novas línguas na primeira hora da madrugada. Em quarto lugar, porque por toda a vida a irmã Celina conservou a sua fé e devoção, sendo também intensamente dedicada à evangelização pessoal. Irmã Celina foi uma mulher simples, das muitas que, mesmo anônimas, fizeram e fazem história nas Assembleias de Deus no Brasil — assim como em muitas outras igrejas. Temos também Lina Nyström, esposa do missionário Samuel Nystron (1891–1960), pioneiro do ensino pentecostal no Brasil. Na biografia do marido (Nelson, 2008), é retratada como
esposa exemplar, muito hospitaleira e dedicada ao serviço cristão. Foi a fiel companheira de Samuel Nystron nos 30 anos das suas intensas atividades no Brasil (Araujo, p. 510). O Dicionário do Movimento Pentecostal apresenta ainda:
a. Frida Vingren, esposa do pioneiro Gunnar Vingren, que contribuiu de maneira destacada para a implantação e progresso da obra pentecostal no Brasil, principalmente na produção de literaturas, além de ter sido autora e tradutora de diversos hinos da Harpa Cristã. Conforme Araujo (2011, p. 109), são 24 hinos com o seu nome (16 versões e 8 autorias), todos de grande valor espiritual. Quanto à vida no contexto familiar, o testemunho do filho Ivar dá conta de que Frida “foi muito amorosa, muito dedicada à família; esforçava-se muito por seus filhos, fazia tudo por eles, deixando na memória de todos uma recordação muito boa”.
b. Zélia Brito, ativa participante da obra de evangelização nos subúrbios do Rio de Janeiro, ao lado de vários crentes, como Paulo Leivas Macalão, que, mais tarde, viria a ser o seu esposo.
c. Signe Carlson, missionária com atuação na área social.
d. Elisabeth Nordlund, missionária dedicada à área da música.
e. Florência Silva Pereira, obreira ativa nos primórdios da obra pentecostal no Nordeste.
f. Albertina Bezerra Barreto, fundadora do Círculo de Oração na AD em Recife-PE, em 1942.
g. Ruth Doris Lemos, missionária com atuação na área da música e do ensino teológico, tendo fundado, junto com o marido João Kolenda, o Instituto Bíblico das Assembleias de Deus, o
IBAD, em Pindamonhangaba-SP.
• Mulheres Atuais. Hoje, muitas mulheres continuam a servir em ministérios, liderança de igrejas, missões e educação teológica. Seu compromisso com a fé, a justiça social e o discipulado continuam a impactar comunidades locais e globais. Que possamos reconhecer e celebrar essas mulheres notáveis, lembrando que Deus usa pessoas de todas as origens para cumprir Seus propósitos.


CONCLUSÃO
Que o Deus Eterno continue levantando mulheres corajosas, que estejam dispostas a fazer a sua vontade, ainda que isso lhes exija renúncias. Os exemplos de Rute e Ester continuam — e continuarão — produzindo grande inspiração, pois são registros inspirados pelo Deus da providência. O Deus que tudo provê continua agindo em favor do seu povo. A Ele seja a glória para sempre!

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