A PROVA DA VOSSA FÉ
Vencendo a Incredulidade para uma Vida Bem-Sucedida
O QUE VAMOS ESTUDAR?
Nesta lição, estudaremos a cerca de um dos maiores sinais apresentados por Jesus, algo que Ele mesmo viveu. Trataremos a respeito da ressurreição de Jesus. Os nossos objetivos são:
DESTACAR as teorias a respeito da ressurreição; SABER quais são as evidências da ressurreição de Jesus; COMPREENDER a natureza da ressurreição de Jesus.

TEXTO PRINCIPAL
Mas Deus redimirá a minha vida da sepultura e me levará para si. (Sl 49.15 – NVI). Na minha modesta opinião, acredito que existem textos mais apropriados para serem utilizados como texto principal para esta lição em particular, tais como:
Declaração do próprio Jesus: Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Então ele colocou sua mão direita sobre mim e disse: “Não tenha medo. Eu sou o Primeiro e o Último. Sou Aquele que Vive. Estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre! E tenho as chaves da morte e do Hades. (Ap 1.17,18 – NVI).
Declaração do apóstolo Paulo:
Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze. Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido. Depois apareceu a Tiago e, então, a todos os apóstolos; depois destes apareceu também a mim, como a um que nasceu fora de tempo. (1Co 15.3-8 – NVI). O relato do historiador, teólogo e doutor Lucas: Ele não está aqui! Ressuscitou! (Lc 24.6 – NVI). No entanto, como não sou o comentarista e ele pode ter escolhido o texto por razões que não consegui perceber, e além disso, é essa passagem bíblica que vocês irão ler em classe, farei um comentário sucinto. O texto expressa a fé dos antigos (o pensamento verotestamentário), sobre duas ações exclusivas de Deus. A redenção e a transladação e/ou a vida após a morte. Um homem não pode redimir outro (ver v. 7), mas Deus é capaz de realizar tal façanha (v. 15). A ressurreição do corpo será a redenção final de seus santos. O uso do verbo “levar” é importante por seu uso na trasladação de Enoque (Gn 5.24) e Elias (2Rs 2.5), respectivamente. Redenção e ser levado à própria presença de Deus são obras divinas. O salmista expressa a certeza de que Deus remirá sua alma do poder da morte, ou seja, livrará sua alma do estado desencarnado e a reunirá ao corpo ressurreto.

RESUMO DA LIÇÃO
A ressurreição de Jesus é a garantia de que todos os que morreram em Cristo um dia também ressuscitarão. Há muitos textos nas Escrituras que comprovam a declaração feita no Resumo da Lição. Por exemplo:
Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, na companhia dele, os que dormem. (1Ts 4.14 – NAA). Se em vocês habita o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou Cristo dentre os mortos vivificará também o corpo mortal de vocês, por meio do seu Espírito, que habita em vocês. (Rm 8.11 – NAA). porque sabemos que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus dentre os mortos,
também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará com vocês. (2Co 4.14 – NVI).

INTRODUÇÃO
A LIÇÃO DIZ: Na lição deste domingo, estudaremos a respeito da fé na ressurreição de Jesus Cristo. Veremos que se o Filho de Deus não ressuscitasse vã seria a nossa fé. Por que seria vã? Em primeiro lugar, porque o Senhor Jesus havia prometido que ressuscitaria dentre os mortos no terceiro dia. Se não havia ressuscitado nessa ocasião, era um impostor ou se havia equivocado. De qualquer modo, não era digno de confiança. Em segundo lugar, sem a ressurreição de Cristo, não pode haver salvação. Se o Senhor Jesus não havia ressuscitado dentre os mortos, era impossível saber se sua morte havia sido de mais valor que a de qualquer outra pessoa. Ao ressuscitá-lo dentre os mortos, porém, Deus testificou sua satisfação total com a obra redentora de Cristo. Se a mensagem apostólica fosse falsa, a fé também seria vã. De nada adiantaria crer em uma mensagem falsa ou vazia. Consegue perceber a importância dessa doutrina?







I. TEORIAS A RESPEITO DA RESSURREIÇÃO
Vamos modificar esse ponto, certo? Nosso objetivo é ser mais instrutivo. Portanto, vamos enriquece-lo com conteúdo.
Muitas teorias foram propostas tentando demonstrar que a ressurreição de Jesus Cristo foi uma fraude. Uma vez que muitos dos fatos com respeito à ressurreição são inegáveis, muitos desses esforços envolveram uma interpretação diferente desses fatos, buscando uma explicação lendária, mítica ou naturalista. Poucos céticos negam esses eventos essenciais — o julgamento, a crucificação, o sepultamento, os guardas, o selo ou o sepulcro vazio — porque a evidência histórica que respalda esses eventos é muito forte. Eles simplesmente negam que esses eventos significam
que um morto voltou à vida. A sua atitude pode ser resumida como “Sim, mas deve haver alguma outra explicação”.
1.1 Explicação Natural: A Teoria do Mito. Muitos discutem se a ressurreição de Jesus foi um evento real e histórico ou apenas um mito que segue o padrão de vários deuses de fertilidade que “morrem e ressuscitam” de antigas religiões pagãs (por exemplo, Osíris, Adônis, Ísis). Na realidade, muitos professores universitários, autores liberais e céticos da internet afirmaram que a interpretação da Bíblia sobre a morte e ressurreição de Cristo derivou de religiões pagãs “ocultas”. Porém, discordamos dessa teoria pelas seguintes razões:
a. É improvável que Paulo — com seu rígido monoteísmo e suas raízes judaicas — tivesse se baseado em religiões pagãs. Ele advertiu com frequência as primeiras igrejas cristãs contra essa mesma prática.
b. A morte e a ressurreição de Jesus Cristo ocorreram na história, em um momento e lugar historicamente especificados. Por outro lado, as religiões ocultas eram, em essência, não históricas. Elas são retratos atemporais de eventos anuais na natureza, e não eventos especificamente datados que ocorreram de fato.
1.2 A Teoria do Sepulcro Errado
Esta teoria pressupõe que quando as mulheres retornaram, na manhã de domingo, para honrar a Cristo, foram ao sepulcro errado. O professor Kirsopp Lake, um dos iniciadores dessa teoria, afirma que as mulheres não sabiam onde Jesus havia sido sepultado, e, por equívoco, foram ao sepulcro errado. Como resultado de chegar a um sepulcro vazio, ficaram convencidas de que Jesus havia ressuscitado. O professor Lake, em sua teoria, não satisfaz as exigências dos nossos dois princípios de investigação. Em primeiro lugar, ele ignora praticamente todas as evidências. Em segundo lugar, constrói a teoria em total acordo com uma noção pré-concebida. Na verdade, Lake distorce as evidências para adequá-las à sua teoria. Para crer na teoria do sepulcro errado, seria preciso dizer que não apenas as mulheres foram ao sepulcro errado, mas também que Pedro e João foram ao sepulcro errado, e que os judeus, então, foram ao sepulcro errado, seguidos pelo Sinédrio judaico e os romanos. Teríamos, então, que dizer que os guardas retornaram ao sepulcro errado. E, por fim, teríamos que dizer que o anjo apareceu no sepulcro errado. Seria necessária uma grande dose de fé (e uma fé cega) para crer em algo tão absurdo.
1.3 A Teoria da Lenda.
Alguns afirmam que os relatos da ressurreição são lendas, que surgiram anos depois da época de Cristo. Na realidade, isso seria impossível. Os relatos da ressurreição circularam e foram escritos pelas testemunhas oculares originais. Paulo narrou que em meados dos anos 50 d.C. havia quase 500 testemunhas oculares ainda vivas. E, como vimos, isso já era conhecido no período entre três e oito anos após a época de Cristo.
1.4 A Teoria da Ressurreição Espiritual
Essa teoria afirma que o corpo de Cristo deteriorou no sepulcro, e que a sua verdadeira ressurreição foi espiritual. Os adeptos das Testemunhas de Jeová adotam uma forma dessa teoria. Em vez de crer que o corpo de Jesus deteriorou no sepulcro, no entanto, eles creem que Deus destruiu o corpo no sepulcro e que Jesus ressuscitou em um corpo não material. Essas duas teorias de “ressurreição espiritual” têm problemas intransponíveis. Quando os seus discípulos, espantados, pensaram que estavam vendo um espírito, Jesus os admoestou: “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; tocai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” (Lc 24.39). Posteriormente, Cristo comeu peixe com os seus seguidores, demonstrando ainda mais a sua carne. Mateus registra que quando eles encontraram Jesus, abraçaram os seus pés e o adoraram (veja Mt 28.9). Não é possível abraçar os pés de um espírito!
1.5 A Teoria da Alucinação.
Uma das teorias mais difundidas para contradizer a ressurreição de Cristo é a de que as testemunhas apenas pensaram que tinham visto o Jesus ressuscitado. De acordo com essa teoria, elas estariam tendo alucinações. Também segundo essa teoria, todas as aparições de Cristo depois da ressurreição podem ser refutadas. A teoria da alucinação, de maneira alguma explica o sepulcro vazio, o selo rompido, os guardas e, em especial, as ações subsequentes dos sumos sacerdotes. Para explicar esses fatos, outra teoria naturalista deve ser proposta juntamente com a alucinação. Uma alucinação não se senta e come com você, nem pode ser tocada e abraçada à vontade por vários indivíduos. As muitas supostas alucinações constituiriam um milagre muito maior do que o milagre da ressurreição.
1.6 A Teoria Muçulmana da Substituição
O Alcorão afirma que Jesus não foi crucificado na cruz. Em vez de permitir que Jesus, que era um dos servos de Alá, fosse crucificado, Alá teve respeito pelo seu profeta e o salvou, crucificando, em seu lugar, um espectador que foi transformado em uma pessoa parecida com Jesus. Isso é conhecido como a “teoria da substituição” (Surah 4.157). Tipicamente, Judas Iscariotes ou Simão, o cireneu, é considerado o substituto de Jesus. Em vez de ser crucificado, Jesus subiu aos céus, onde permanece vivo, até o seu retorno à terra, antes do fim dos tempos. A teoria muçulmana da substituição tem sérios problemas históricos. Em primeiro lugar, o Antigo Testamento predisse a morte do Messias (veja Is 53.5-10; Sl 22.16; Dn 9.26; Zc 12.10), e ao morrer, Jesus cumpriu essas profecias (veja Mt 4.14; 5.17,18; 8.17; Jo 4.25,26; 5.39). Em segundo lugar, Jesus predisse a sua própria morte, muitas vezes, durante todo o seu ministério (veja Jo 2.19-21; Mt 12.40; Mc 8.31). Ele nunca predisse que outra pessoa assumiria o seu lugar. Todas as predições da ressurreição de Jesus, tanto no Antigo Testamento como no Novo, estão baseadas no fato de que Ele morreria pessoalmente (veja Sl 16.10; Is 26.19; Dn 12.2; Mt 12.40).




II. EVIDÊNCIAS DA RESSURREIÇÃO DE JESUS
2.1 Fato Número 1: O Selo Romano É Rompido.
Na manhã de Páscoa, o selo que representava o poder e a autoridade do Império Romano estava rompido. Ninguém nega este fato. As consequências de romper o selo eram severas. O FBI e a CIA do Império Romano eram chamados para encontrar a pessoa ou as pessoas responsáveis. Depois de presos, receberiam severa punição. Os discípulos de Cristo teriam rompido esse selo? Dificilmente! Depois da prisão de Jesus, eles mostraram sinais de covardia e se esconderam. Pedro até mesmo negou que conhecesse Cristo.
2.2 Fato Número 2: O Sepulcro Está Vazio.
Outro fato óbvio daquela manhã de domingo foi o sepulcro vazio. Ninguém nunca negou que o sepulcro estivesse vazio. É significativo que, depois da ressurreição, os discípulos de Cristo, repentinamente encorajados, não partiram para Atenas ou Roma, para pregar que Ele havia ressuscitado, mas retornaram à cidade de Jerusalém onde, se aquilo que estavam afirmando fosse falso, a sua mensagem seria refutada com facilidade. Cada um dos discípulos, com exceção de João, teve a morte de um mártir. Eles foram perseguidos porque tenazmente se apegaram às suas crenças e declarações. Como escreveu Paul Little: “Os homens morrerão pelo que creem ser verdade, ainda que possa ser falso. No entanto, eles não morrem pelo que sabem ser uma mentira”. Se os discípulos tivessem roubado o corpo de Jesus, teriam sabido que a sua declaração de ressurreição era falsa. Apesar disso, eles nunca enfraqueceram nem hesitaram no seu compromisso com o Jesus ressuscitado.
2.3 Fato Número 3: A Grande Pedra É Removida.
A primeira coisa que impressionou as pessoas que vieram ao sepulcro naquela manhã de domingo foi a posição incomum em que a pedra de uma tonelada e meia a duas toneladas tinha sido colocada diante da entrada. Todos os autores do Evangelho mencionam a remoção da enorme pedra. Se os discípulos tivessem vindo e andado na ponta dos pés em volta dos guardas adormecidos, por que teriam movido a pedra de uma tonelada e meia a duas toneladas para cima do talude, afastando-a do sepulcro, em uma posição que parecia como se alguém a tivesse retirado dali? O esforço desnecessário teria sido ruidoso e teria consumido tempo e energia valiosos. Esses soldados teriam que ser surdos para não ouvir uma movimentação desta natureza.
2.4 Fato Número 4: A Guarda Romana se Ausenta, sem Permissão.
A guarda romana fugiu. Eles deixaram o local pelo qual estavam responsáveis. Este é um fato muito estranho, que precisa ser explicado. O Dr. George Currie, que estudou cuidadosamente a disciplina militar dos romanos, narra que a pena de morte era aplicada por várias falhas no dever, como desertar, perder as armas ou deixá-las de lado, informar o inimigo dos planos do exército, recusar-se a proteger um oficial, e abandonar a vigília da noite. Às falhas acima, poderíamos acrescentar “adormecer em serviço”. Se não ficasse claro qual dos soldados havia falhado no dever, então eram lançadas sortes para ver quem seria punido com a morte pela falha dos guardas. Uma maneira de executar um guarda era despi-lo de suas vestes e queimá-lo vivo, em um fogo iniciado com as vestes. A história da disciplina e segurança romanas testifica o fato de que se o sepulcro não estivesse vazio, os soldados nunca teriam deixado a sua posição. O medo da ira de seus superiores e a consequente pena de morte significava que eles prestavam muita atenção aos mínimos detalhes de seu trabalho.
2.5 Fato Número 5: As Vestes Mortuárias Falam por si Só.
Embora não houvesse nenhum corpo no sepulcro de Jesus naquela manhã de domingo, o túmulo não estava literalmente vazio. Ele continha um fenômeno espantoso. Depois de visitar o sepulcro e ver a pedra rolada, as mulheres correram de volta a contaram aos discípulos. Então Pedro e João saíram correndo. João correu mais rápido que Pedro, mas, ao chegar ao sepulcro, não entrou. Em vez disso, ele se abaixou e olhou o interior do sepulcro, e viu algo tão assombroso que imediatamente creu que Cristo de fato havia ressuscitado dos mortos. Ele olhou para o lugar onde o corpo de Jesus estivera. Ali estavam as vestes mortuárias, no formato do corpo, ligeiramente murchas e vazias — como a crisálida vazia do casulo de uma lagarta. Essa visão faria com que qualquer pessoa se tornasse crente! Ele nunca se esqueceu disso. A primeira coisa que se fixou na mente dos discípulos não foi o sepulcro vazio, mas as vestes vazias — imperturbadas em sua forma e posição. Michael Green observou: “Não é de admirar que eles ficassem convencidos e maravilhados. Nenhum ladrão de sepulturas teria sido capaz de encenar algo tão notável. Nem isso lhe teria passado pela cabeça. Um ladrão simplesmente teria tomado o corpo, as vestes e todo o resto”.
1.6 Fato Número 6: As Aparições Confirmadas de Cristo. Um dos mais antigos relatos de uma aparição de Cristo após a ressurreição é feito por Paulo, em 1 Coríntios 15.3-8: “Primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e que foi visto por Cefas e depois pelos doze. Depois, foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. Depois, foi visto por Tiago, depois, por todos os apóstolos e, por derradeiro de todos, me apareceu também a mim, como a um abortivo.” Destacamos a variedade de testemunhas, variedade de locais e a inclusão de testemunhas hostis como Saulo de Tarso. Considere Tiago, o irmão de Jesus. O registro do Evangelho indica que nenhum dos irmãos de Jesus creu nEle durante a sua vida (veja Jo 7.5; Mc 3.21-35). Na verdade, eles tentaram atrair Jesus a uma cilada mortal, em uma festividade pública em Jerusalém. Mas posteriormente Tiago se tornou um seguidor de seu irmão, uniu-se ao grupo dos cristãos perseguidos, e veio a se tornar um líder importante na igreja e um de seus primeiros mártires, como confirmam Josefo, Hegésipo e Clemente de Alexandria. O que causou tal mudança em sua atitude? A melhor explicação histórica é que Jesus, ressuscitado, também apareceu a Tiago.




III. A NATUREZA DA RESSURREIÇÃO DE JESUS
3.1 Uma ressurreição literal.
Não resta dúvidas quanto a esse assunto, a ressurreição foi literal! A ressurreição de Jesus foi o evento mais importante da história da humanidade. A ressurreição de Cristo é uma doutrina fundamental para a Fé Cristã. Sem a ressurreição de Jesus não há Evangelho, não há Cristianismo, não há Igreja, não há salvação e não há esperança de vida eterna. A questão é que a ressurreição de Jesus não foi uma simples restauração de seu corpo físico que tinha sido tirado da cruz e sepultado. Na ressurreição houve uma transformação de sua humanidade. Na verdade Jesus ressuscitou num corpo totalmente glorificado, não mais preso às leis da física e muito menos sujeito à morte (cf. Filipenses 3:21; Hebreus 7:16-24). S. Kistemaker explica esse fato de forma quase poética. Ele diz que quando Jesus nasceu em Belém, José registrou seu nascimento e Ele tornou-se um cidadão de Israel. Quando Jesus morreu fora de Jerusalém na sexta-feira à tarde, o escrivão da cidade registrou Jesus como morto. Então na ocasião da ressurreição Ele não era mais um cidadão da terra e sim um cidadão do céu.
3.2 Os discípulos no caminho de Emaús.
A LIÇÃO DIZ: Nos relatos dos Evangelhos, podemos observar que as pessoas para as quais o Senhor apareceu viram o seu corpo, conversaram com Ele e até mesmo chegaram a tocar em seu corpo. Não se tratava, portanto, de uma visão ou sonho, mas de um encontro real.
3.3A ressurreição de Jesus foi ímpar.
A LIÇÃO DIZ: A ressurreição de Jesus difere de todas as outras narradas nas Escrituras Sagradas. Pois, Ele é o Deus que se fez carne (Jo 1.14). O que morreu por nossas transgressões (Rm 4.25) e ressuscitou para nossa justificação” (Rm 4.25).
Acrescento:
a. Cumprimento das Escrituras: A ressurreição de Jesus cumpriu profecias do Antigo Testamento, demonstrando a continuidade e a fidelidade de Deus para com seu plano de redenção.
b. Vitória sobre a morte. A ressurreição de Jesus foi única porque ele venceu a morte, algo que nenhum outro líder religioso reivindicou ou realizou. Isso confirma sua divindade e poder sobre a vida e a morte.
c. Fundamento da fé cristã. A ressurreição de Jesus é o fundamento da fé cristã, pois confirma a promessa da vida eterna e a esperança da ressurreição dos mortos para os crentes.
d. Transformação da história. A ressurreição de Jesus transformou a história da humanidade, inaugurando uma nova era de redenção e reconciliação entre Deus e a humanidade.
e. Testemunho do poder de Deus. A ressurreição de Jesus é um testemunho do poder de Deus para transformar o que está morto em vida, tanto espiritualmente quanto fisicamente.
CONCLUSÃO
Concluímos afirmando que:
a. A ressurreição prova que o bem é mais forte que o mal. Certa feita Jesus dirigiu-se aos Seus inimigos, dizendo que o diabo era o pai deles (Jo 8.44). As forças que crucificaram Jesus pertenciam ao mal, e se não houvesse ressurreição, o mal teria prevalecido.
b. A ressurreição prova que o amor é mais forte que o ódio. Jesus é o amor de Deus encarnado. Todavia, aqueles que O crucificaram estavam tomados de um ódio virulento. Esse ódio chegou ao extremo de chamar Jesus de endemoninhado e afirmar que Ele agia pelo poder do Conheça o curso para pregadores iniciantes: O Pregador e a Pregação maioral dos demônios. Se a ressurreição não tivesse acontecido, o ódio teria triunfado sobre o amor.
c. A ressurreição prova que a vida é mais forte que a morte. Jesus é a vida. Sua vida não lhe foi tirada, Ele espontaneamente a deu. Se Sua vida tivesse sido tirada Dele e se Ele não tivesse ressuscitado, a morte teria a última palavra.

















