A PROVA DA VOSSA FÉ
Vencendo a Incredulidade para uma Vida Bem-Sucedide
O QUE VAMOS ESTUDAR?
Você crê que o Espírito Santo é Deus? Se sua resposta foi afirmativa, com certeza você não terá dificuldades em trabalhar o conteúdo dessa lição com seus alunos. Os nossos objetivos são: DESTACAR a atuação do Espírito Santo nas Escrituras; SABER que o Espírito Santo é o Consolador; COMPREENDER a atuação do Espírito Santo na revelação e na inspiração das Escrituras Sagradas. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO PRINCIPAL
E eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, o Espírito da verdade. O mundo não pode recebê-lo, porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês. (Jo 14.16,17 – NVI). Referências ao Espírito Santo no Evangelho de João:
— Tenho dito isso enquanto ainda estou com vocês. Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse ensinará a vocês todas as coisas e fará com que se lembrem de tudo o que eu lhes disse. (Jo 14.25,26 NAA).
— Quando, porém, vier o Consolador, que eu enviarei a vocês da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim. E vocês também testemunharão, porque estão comigo desde o princípio. (Jo 15.26,27 – NAA). Mas eu lhes digo a verdade: é melhor para vocês que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vocês; mas, se eu for, eu o enviarei a vocês. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque eles não creem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me verão mais; do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado. (Jo 16.7- 11 – NAA). Porém, quando vier o Espírito da verdade, ele os guiará em toda a verdade. Ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que ouvir e anunciará a vocês as coisas que estão para acontecer. Ele me glorificará, porque vai receber do que é meu e anunciará isso a vocês. (Jo 16.13,14 – NAA). Jesus se referiu ao Espírito Santo como uma pessoa. Aplicar a uma mera influência ou um sentimento interior a linguagem utilizada por Jesus é uma maneira ilógica de entender suas palavras.

RESUMO DA LIÇÃO
Somente por meio da ação do Espírito Santo o ser humano pode reconhecer o pecado, assim também como a justiça e o juízo divino. Parafraseando o texto de João 16.5-11, podemos dizer que: Quando Espírito vier, provará que o mundo está errado sobre o pecado, a justiça e o julgamento. Ele viria até os discípulos e, por meio da pregação deles, provaria que o mundo estava errado. Duas reações são esperadas: Esperam-se duas reações: o arrependimento e a salvação, ou a obstinação e a condenação, dependendo da resposta daqueles que estavam errados. O Espírito convence o mundo do pecado de falhar em crer em Cristo. Ele foi digno de crença. Não havia nada nele que tornasse impossível aos homens crer. Mas eles se recusaram. E a presença do Espírito Santo no mundo é testemunho do seu crime. O Salvador declarou ser justo, mas os homens disseram que ele tinha um demônio. Deus deu a palavra final. Ele disse de fato: “Meu Filho é justo, e o provarei, ressuscitando-o dentre os mortos e levando-o de volta para o céu”. O Espírito Santo testemunha o fato de que Cristo estava certo e o mundo errado. A presença do Espírito Santo também convence o mundo do juízo vindouro. O fato de ele estar aqui significa que o Diabo já foi condenado na cruz e que todos os que recusam o Salvador compartilharão do seu terrível julgamento num dia ainda futuro.



INTRODUÇÃO
A LIÇÃO DIZ: Infelizmente muitos crentes têm um conceito errado a respeito da Terceira Pessoa da Trindade. Segundo Stanley Horton, o “Espírito Santo tem sido negligenciado no decurso dos séculos”. Eu me lembro de duas situações embaraçosas que ocorreram em contextos diferentes. A primeira foi em uma aula de discipulado. Perguntei aos alunos quem era o Espírito Santo. Um silêncio mprolongado tomou a sala. Até que uma irmã respondeu: “Ele é um passarinho”. Eu perguntei: “Um passarinho?” – “Sim”, ela respondeu. “Ele é uma pomba.” Rimos todos juntos. Em seguida, comecei a ministrar a aula. A segunda situação ocorreu em uma classe da Escola Dominical quando estávamos discutindo a doutrina da Trindade. Um irmão começou a falar sobre a personalidade do Espírito Santo e explicou, naquela ocasião, que ele é ciumento. Em seguida, para minha surpresa, acrescentou: “É por isso que sempre oro em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, porque se eu falar apenas o nome de Jesus, o Espírito Santo não vai gostar, ele ficará enciumado.” Esses dois exemplos nos mostram o quanto o povo de Deus desconhece a pessoa do Espírito Santo. Somos pentecostais e enfatizamos a doutrina do Espírito Santo. No entanto, infelizmente, a ignorância sobre quem ele é ainda é muito grande em nosso meio. Nesta lição, vamos aprender um pouco mais sobre a terceira pessoa da Trindade.





I. O ESPÍRITO SANTO NAS ESCRITURAS SAGRADAS
1.1 No Antigo Testamento.
Se o ponto culminante da missão do Espírito Santo acontece no Novo Testamento, em especial a partir do Livro de Atos, por que gastar tempo estudando-o no Antigo Testamento onde sua ação parece ser tão limitada, tão discreta?
a. Porque a compreensão do Novo Testamento só é possível conhecendo sua base de sustentação que é o Antigo Testamento;
b. O Novo Testamento não surgiu do “nada”;
c. A fé cristã não nasceu sem ligações com o passado;
d. Sua herança e seus fundamentos estão na saga da história de Israel como povo escolhido de Deus e cuja história encontra-se no Antigo Testamento. Após participar na criação, lê-se o Espírito continuamente levando adiante, e com êxito, os propósitos de Deus, como um vento (ruwach) impetuoso que sai para cumprir aquilo que lhe foi designado, com exatidão inquestionável. Sua Pessoa é tratada com discrição, porém, sua atuação no Antigo Testamento é eficazmente clara. Sua presença é conhecida pelo sucesso ou pela verdadeira proclamação mensagem de Deus. O Espírito Santo vinha sobre as pessoas temporariamente. Elas não o buscavam, ele vinha como e quando Deus queria para cumprir exclusivamente os seus propósitos. Vejamos alguns exemplos:
a. O Espírito Santo contendeu com o pecado humano. Em Gênesis 6.3 Deus diz que o Seu
Espírito “não agirá para sempre no homem” por causa de sua maldade. A palavra “agirá” é a palavra דוןּ, diyn (heb), que tem sentido de “contender”, “julgar”, “advogar”, “pleitear”.
b. O Espírito Santo habilitou pessoas ao serviço. Em Números 11.16-17 e 25-30 diz que Deus designou auxiliares para Moisés colocando sobre eles o “Espírito” (ruwach) e estes profetizaram no arraial”.
c. Espírito Santo levantou libertadores da opressão. Quando Israel estava em perigo de ser aniquilado por seus opressores, “o Espírito do Senhor” veio sobre vários líderes para que o livrasse. Exemplo: Otniel (Jz 3:7-11), Gideão (Jz 6:34), Jefté (Jz 11:29-33) e de Sansão (Jz 14:6, 19, 15:14), sendo este último “incitado” (“estimulado”, “incomodado”) pelo Espírito (Jz 13:25).
d. O Espírito Santo falou pelos profetas. Em meio às falhas dos reis em levar adiante os propósitos de Deus, são levantados por ele profetas para exortar, chamar ao arrependimento, orientar reis e revelar a vontade de Deus para Seu povo.
1.2 No Novo Testamento.
obra do Espírito Santo no Novo Testamento é diferente da que vimos no Antigo Testamento. Ele agora habita nos corações dos crentes: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros” (Jo 14.16-18) No Antigo Testamento Joel (2.28) profetizou que o Espírito Santo seria derramado sobre os filhos de Israel. No dia de Pentecostes esta profecia se cumpriu (At 2.1-4, 9-11 cf. 16-21). Este evento marcou o primeiro derramamento do Espírito Santo “sobre toda a carne” (Jl 2.8) em Jerusalém, após a ressurreição de Jesus. Ele inaugurou a “Igreja que é o corpo na qual Jesus, através do Espírito Santo, opera os seus atos poderosos para encher o mundo todo com a mensagem do Evangelho”.
Muitas são as manifestações do Espírito Santo reveladas no Novo Testamento. Por exemplo:
a. O batismo com o Espírito Santo.
b. O Espírito Santo guia o homem ao conhecimento de Jesus.
c. O Espírito Santo revela a verdade.
d. O Espírito Santo intercede pelo crente.
e. O Espirito Santo santifica o crente.
f. O Espírito Santo faz o crente produzir fruto espiritual.
g. O Espírito Santo dá vários dons espirituais.
1.3 O Espírito Santo e Jesus.
Há dez eventos em que o Espírito Santo está conectado com a Pessoa e a Obra de Cristo:
a. Seu nascimento (Mt 1.18-20).
b. Seu Batismo (Mt 3.13-17).
c. Sua tentação (Mt 4,1: “conduziu”, Marcos 1:12: “impeliu”, Lucas 4:1: “encheu e levou”).
d. Seu início do ministério evangélico (Lucas 4:14-21, “Então, pela virtude do Espírito, voltou Jesus para a Galiléia…”).
e. A expulsão de demônios (Mt 12.22-28).
f. Sua alegria (Lc 10.21: “Naquela mesma hora se alegrou Jesus no Espírito Santo…”).
g. Sua expiação (Hebreus 9:13-14: “que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus”).
h. Sua ressurreição (Rm 8.11: “E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós…”).
i. A doação/envio do Espírito Santo (At 1.4-5).



II. O ESPÍRITO SANTO COMO CONSOLADOR
2.1 Paracleto.
Em “João 14.16”, Jesus chama o Espírito Santo de “Consolador”. Trata-se da tradução da palavra grega parakletos, que significa literalmente “alguém chamado para ficar ao lado de outro para ajudar”. Parakletos é um termo muito rico de sentido, significando Consolador, Fortalecedor, Conselheiro, Socorro, Advogado, Aliado, Amigo. O Espirito Santo como Consolador. Consolador no grego significa “chamado juntamente para assistir”. A ideia de consolação também se expressa pelo termo conforto, originado em duas palavras no latim que significam “com força”. Normalmente, associamos o ato de confortar a dar alívio, tranquilizar, consolar, o que, até certo ponto, não deixa de ser verdade. Mas o conforto real nos fortalece para encarar a vida com coragem e cabeça erguida, nos fortalecendo com a finalidade de
que não venhamos a parar ou desistir.
2.2 A presença permanente de Cristo.
A LIÇÃO DIZ: Jesus tinha que concluir seu ministério para que pudesse estar presente com seus discípulos por meio do Espírito que guia o ser humano à toda a verdade a respeito de Cristo. Tendo como missão convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8-11). Preste muita atenção neste ponto da lição. O Espírito Santo nos guia em toda a verdade, certo? Ele trabalha em nossos corações para que sejamos esclarecidos sobre o pecado, a justiça e o juízo. Se a nossa resposta for arrependimento, conversão e obediência, nos tornamos morada do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Você é morada de Deus? Vamos ver o que a Bíblia diz: — Se vocês me amam, guardarão os meus mandamentos. E eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Consolador, a fim de que esteja com vocês para sempre: é o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Vocês o conhecem, porque ele habita com vocês e estará em vocês. (Jo 14.15-17 – NAA). Jesus respondeu: — Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e o meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada. (Jo 14.23 – NAA).
2.3 A batalha da vida cristã.
A LIÇÃO DIZ: Enfrentamos três inimigos: o mundo, a carne e o Diabo. Mas o Espírito Santo está conosco nos dando coragem, forças para lutar e vencer estes inimigos. Sem a sua ação, não teríamos condições para encarar tão ferozes inimigos que a todo o momento querem nos destruir. O Espírito Santo ajuda o crente a mortificar os seus desejos carnais (Gl 5.16-18). Esse subponto nos lembra, pelo menos, três coisas importante:
a. Estamos em guerra. O texto destaca a realidade da luta espiritual que os crentes enfrentam, identificando o mundo, a carne e o Diabo como adversários.
b. O papel do Espírito Santo. O texto ressalta a presença e ação do Espírito Santo como um auxílio vital nessa batalha espiritual.
c. A transformação interior: Ao mencionar a ajuda do Espírito Santo para mortificar os desejos carnais, o texto destaca a obra transformadora do Espírito em nossas vidas, capacitando-nos a viver de acordo com os princípios de Deus e a resistir às tentações da carne. Na carta aos Romanos 8.5, o apóstolo Paulo escreveu: Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem vive de acordo com o Espírito, tem a mente voltada
para o que o Espírito deseja.




III. A PESSOALIDADE E A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO
3.1 Pessoalidade.
a. Intelecto (1 Co 2.11). Ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus (1 Co 2.11). Intelecto é a faculdade que promove a capacidade compreender, inteligência, entendimento. O Espírito Santo conhece os segredos da mente de Deus e revela a igreja de Cristo.
b. Sensibilidade (Ef 5.25-30). Sensibilidade tem o sentido de emoção, sentimento. É a faculdade de sentir compaixão, simpatia, ternura, piedade. O Espírito Santo pode ser entristecido pelas nossas ações e modo de viver.
c. Vontade (1 Co 12.11). Vontade é a faculdade do querer, da escolha, de livremente praticar ou deixar de praticar certos atos. A vontade do Espírito Santo pode ser vista no meio da igreja (1) na repartição dos dons (1 Co 12.11); (2) Nas decisões eclesiásticas da igreja (At 15.28); (3) Na obra missionária (At 13.2). 3.2 O Espírito Santo é Deus.
a. Onipotência.
O anjo respondeu: — O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus. E Isabel, sua parenta, igualmente está grávida, apesar de sua idade avançada, sendo este já o sexto mês de gestação para aquela que diziam ser estéril. Porque para Deus não há nada impossível. (Lc 1.35,37 – NAA). pelo poder de sinais e maravilhas e por meio do poder do Espírito de Deus. Assim, desde Jerusalém e arredores, até o Ilírico, proclamei plenamente o evangelho de Cristo. (Rm 15.19 – NVI).
b. Onisciência.
Deus, porém, revelou isso a nós por meio do Espírito. Porque o Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus. (1Co 2.10 – NAA). Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe conheces os meus pensamentos. Observas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos. A palavra ainda nem chegou à minha língua, e tu, Senhor, já a conheces toda. (Sl 139.2-4 – NAA).
c. Onipresença.
Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda ali a tua mão me guiará, e a tua mão direita me susterá. Se eu digo: “As trevas, com certeza, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite”, até as próprias trevas não te serão escuras, e a noite é tão clara como o dia. Para ti, as trevas e a luz são a mesma coisa. (Sl 139.7-12 – NAA).
d. Eternidade.
muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo! (Hb 9.14 – NAA).

CONCLUSÃO
Hoje, ao final deste estudo, somos desafiados a refletir sobre a grandiosidade do Espírito Santo. Ele não é apenas uma influência ou uma força misteriosa, mas é Deus, a terceira pessoa da Trindade. Sua presença em nossas vidas é real e transformadora. Ele nos guia, consola, fortalece e revela a verdade sobre Cristo. Ao compreendermos a divindade do Espírito Santo, somos levados a um lugar de reverência e adoração. Que impacto tremendo isso deveria ter em nossas vidas! Ele merece nossa devoção, nossa obediência e nossa entrega total.

















