23 de junho de 2026 14:23

LIÇÃO 12 – CRIANDO FILHOS SAUDÁVEIS


Você quer aprender a criar filhos saudáveis, felizes e fiéis a Deus? Você quer conhecer os segredos da família de Jesus e descobrir como aplicá-los na sua vida? Não perca o conteúdo desta aula. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO ÁUREO
Jesus ia crescendo em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens. (Lc 2.52 NVI).
CRESCIMENTO MENTAL OU INTELECTUAL E crescia Jesus em sabedoria,
CRESCIMENTO FÍSICO e em estatura,
CRESCIMENTO ESPIRITUAL e em graça para com Deus
CRESCIMENTO SOCIAL e os homens.
Comentando essa passagem, William MacDonald diz: “Aqui a narrativa de Lucas passa
silenciosamente por cima dos dezoito anos que o Senhor Jesus passou em Nazaré como o filho de um carpinteiro. Esses anos nos ensinam a importância de preparação e treinamento, a necessidade de paciência e o valor do trabalho diário”. (MACDONALD, 2011). Nessa passagem (Lc 2.52), há algumas verdades que a maioria dos comentaristas ignora. Destacamos duas delas, que são:
a. O papel de José e Maria, com certeza, foi fundamental para o desenvolvimento Jesus em todas as áreas mencionadas no versículo (Lc 2.52). Jesus era o filho de Deus, mas também de Maria e José.
b. Um lar de pessoas humildes e simples, nos aspectos intelectual e financeiro, foi o ambiente onde Jesus foi bem educado. José e Maria não tinham grande relevância social em seus dias,
mas tinham bom testemunho no céu e na terra.
VERDADE PRÁTICA
A vontade de Deus é que os pais eduquem seus filhos de acordo com os princípios divinos, afim de que eles cresçam de maneira saudável e equilibrada. Destacamos dois pontos importantes levantados pela verdade prática:
a. Educar os filhos é um ato de obediência a Deus. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar. (Dt 6.6,7 NVI).
b. A educação dos filhos de acordo com os princípios divinos tem como objetivo que eles cresçam de maneira saudável e equilibrada. Ensine a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele. (Pv 22.6 NAA). Porque desde criança você conhece as Sagradas Letras, que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra. (2 Tm 2.15,16 NVI).


I. UMA FAMÍLIA NORMAL

1.1 Maria, mãe de Jesus.
Maria foi escolhida por Deus para protagonizar o papel mais importante que uma mulher poderia receber. Foi uma missão singular e única na história das mulheres em todos os tempos. Ela recebeu a missão de ser mãe de Jesus. Em seu ventre, ela acolheu, sob a graça do Espírito Santo, aquele que veio ao mundo para salvar a humanidade perdida. O anjo, encarregado de levar as novas a Maria, não é enviado a Roma, a sede do poder político. Não é enviado a Jerusalém, a sede do poder religioso. Não é enviado ao palácio, para falar aos poderosos ou aos ricos daquela época. Mas é enviado a uma jovem pobre, noiva de um homem pobre, numa cidade pobre, marcada pelo desprezo. Hendriksen diz, com razão, que o ventre que guardará o maior de todos os tesouros não é o de uma princesa, mas de uma virgem comprometida a casar-se com o carpinteiro da aldeia de Nazaré, um pequeno vilarejo da Galileia, considerado por alguns com desdém (Jo 1.46). Sobre Maria, a mãe de Jesus, vamos destacar algumas verdades:
a. Maria não é redentora. Nos ensinos do Novo Testamento não existe nenhuma base para considerar Maria como redentora, ou mediadora entre Jesus e os homens.
b. Maria não é mediadora. Não se pode negar a honra e os privilégios que Deus concedeu a Maria de Nazaré. Mas a ela, não se deve render culto ou adoração. Jesus disse: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” (Mt 4.10). Portanto, Maria não intercessora e nem tem autoridade suprema como alguns defendem.
c. Maria, é uma mulher de qualidades admiráveis (Lc 1.38). Maria era uma mulher de família, recatada, temente, obediente e disposta a viver o projeto de Deus.
1.2 José, pai adotivo de Jesus. 
Você entregaria a criação e os cuidados do seu filho a uma pessoa que não fosse de sua confiança? Claro que não! José, era conhecido no céu e tinha um bom testemunho diante de Deus ao ponto de ser escolhido para ser o pai-guardião de Jesus, o Cristo. José não é mencionado no evangelho de Marcos, e é aludido apenas em “João” 1.45 e 6.42. “Mateus” declara que ele descendia de Davi (Mt 1.20). Temos poucas informações a respeito de
José, mas elas são suficientes para saber que: 1) ele foi um homem de fé e bom caráter, 2) marido
amoroso e pai dedicado.
a. José era um justo (Mt 1.19). Justo é aquele que é avaliado segundo os padrões de retidão e não é achado em falta. Diz-se daquele que é honesto, integro, respeitável.
b. José era um homem de fé e maturidade espiritual (Mt 1.20; 2.13). Ele sabia discernir o que era um sonho de barriga cheia e o que era uma revelação dada por Deus. José teve fé suficiente para confiar no Senhor mesmo diante de um pedido tão difícil.
c. José foi um esposo amoroso (Mt 1.19, 24,25). José amava Maria, pois mesmo em face de uma possível traição, ele não a expos a vergonha. Depois de receber um esclarecimento divino sobre a situação, José recebe Maria como sua esposa e espera até o nascimento da criança para ter relações conjugais com ela.
d. José é um pai dedicado. Ele o levou a Jerusalém, para as cerimônias da purificação (Lc 2.22);fugiu para o Egito, a fim de protegê-lo, ainda menino pequeno, dos maus propósitos de Herodes (Mt. 2.13). Além disso, José levava Jesus anualmente a Jerusalém, durante os festejos da páscoa (Lc 2.41).
e. A morte de José. Visto que não há qualquer menção a José, durante o período do ministério terreno de Jesus, muitos estudiosos supõem que José já havia falecido, antes de Jesus atingir os trinta anos de idade. E, embora isso seja uma especulação (pois a Bíblia nada declara a respeito), trata-se de uma especulação válida, porquanto, já crucificado, Jesus instruiu ao apóstolo amado, João, para que cuidasse de Sua mãe (Jo 19.26), o que teria sido desnecessário se José ainda estivesse vivo.
1.3 Os meios irmãos de Jesus.
Marcos menciona por nome quatro irmãos de Jesus, bem como um número indeterminado de irmãs. Não é este o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, José, Judas e Simão? As suas irmãs não vivem aqui entre nós? (Mc 6.3 NAA). Tiago, José, Simão e Judas, Mt 13.55, Mc 6.3, que aparecem em companhia de Maria, Mt 12.47–50; Mc 3.31–35; Lc 8.19–21, foram juntos para Cafarnaum no princípio da vida pública de Jesus, Jo 2.12, mas não creram nele senão no fim da sua carreira, Jo 7.4,5. Depois da ressurreição, eles estavam em companhia dos discípulos, At 1.14, e mais tarde os seus nomes aparecem na lista dos obreiros cristãos, 1 Co 9.5. Tiago, um deles, salientou-se como líder na igreja de Jerusalém, At 12.17; 15.13; Gl 1.19; 2.9, e foi autor da epístola que traz o seu nome. (Veja maiores informações sobre os irmãos de Jesus no apêndice 01, após a conclusão do subsídio).

II. O MODO DE CRIAÇÃO DE JESUS
2.1 Um lar amoroso.
Que fique bem claro, tudo o que levantaremos neste subponto é fruto de uma reflexão teológica. Podemos afirmar, com muita segurança, que o lar onde Jesus nasceu e cresceu foi um ambiente de amor, cuidado, proteção e temor ao Senhor. Como podemos afirmar isso? Baseando nas informações bíblicas que temos a respeito de José e Maria. Portanto, constamos que: 1) Eles foram pais protetores e cuidadosos; 2) eram pais obedientes e sensíveis à voz de Deus; 3) eram conhecedores e cumpridores da Lei do Senhor. Desse modo, levando em consideração o que foi abordado anteriormente sobre a família de Jesus, pretendemos destacar algumas lições importantes para os pais da atualidade.
a. Antes de cuidar da espiritualidade dos filhos, os pais devem estar atentos para o próprio testemunho. Eles também devem cuidar da sua situação espiritual.
b. Para se ter sucesso na educação dos filhos, conforme a vontade de Deus, os pais devem ser conhecedores das Escrituras.
c. O relacionamento dos pais com o Senhor e a sua devoção e prática espiritual influenciam direta e indiretamente os seus próprios filhos.
2.2 Uma educação exemplar. Não temos informações bíblicas específicas que mostrem o relacionamento de José e Maria com seus demais filhos. Porém, levando em consideração o cuidado que eles tiveram com Jesus, podemos tomá-los como pais exemplares na criação dos filhos. Veja os seguintes pontos:
a. José e Maria educaram Jesus de acordo com a lei de Moisés, que era a revelação de Deus para o povo de Israel. Completando-se o tempo da purificação deles, de acordo com a Lei de Moisés, José e Maria o levaram a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor (como está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor”) (Lc 2.22,23 NVI).
b. José e Maria cumpriram os ritos e as prescrições da lei, como a circuncisão, a purificação, a apresentação e a oferta do primogênito (Lc 2.21,24).
c. José e Maria celebraram as festas religiosas, como a Páscoa, que recordava a libertação do Egito e a aliança com Deus. Todos os anos seus pais iam a Jerusalém para a festa da Páscoa. Quando ele completou doze anos de idade, eles subiram à festa, conforme o costume. (Lc 2.41,42 NVI).
d. José e Maria ensinaram Jesus a respeitar e a amar a Deus e ao próximo, conforme os mandamentos (Lc 2.52).
Portanto, de fato, José e Maria foram zelosos no cuidado e na educação de seus filhos. Eles se preocuparam com desenvolvimento deles em todas as áreas importantes da vida.

 

III. O TRÍPLICE DESENVOLVIMENTO DE JESUS
E Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens. (Lc 2.52 NAA).
a. Jesus crescia em estatura. Algumas traduções trazem “estatura corporal”. O termo grego helikia (cf. Lc 19:3) pode significar ambas as coisas, idade e estatura corporal. O termo referese ao crescimento exterior, físico. O Filho de Deus certamente também poderia ter entrado na vida humana como o primeiro Adão, já adulto. Mas para que adquirisse a nossa natureza, Jesus percorreu todas as faixas etárias. O crescimento físico é natural, a não ser que a criança tenha alguma enfermidade.
b. Jesus crescia em sabedora. A sabedoria é o conhecimento correto e bom colocado em prática. Portanto a sabedoria vem por meio da obediência. Diferente do crescimento físico, a sabedoria não é algo que acontece naturalmente. É necessário busca, diligência, influência e tutores. Os pais, a Escritura Sagrada, a vida e a oração representaram os ricos recursos que haviam sido proporcionados ao menino Jesus para amadurecer em direção de um saber claro e saudável.
c. Jesus crescia em graça para com Deus. O fato de Ele ter avançado no favor de Deus indica claramente que houve crescimento moral e espiritual. Em cada estágio Ele era perfeito para aquele estágio, mas a perfeição de uma criança é inferior à perfeição de um homem; é a diferença entre inocência perfeita e santidade perfeita.
d. Jesus também cresceu em graça diante das pessoas. Afinal, de agora em diante o rapaz de doze anos mantinha cada vez mais contato social. Os pais devem se preocupar com o desenvolvimento de seus filhos em todas as áreas
importantes da vida. Por exemplo:
• Quando os filhos não crescem em sabedoria, se tornam especialista no inútil. Há pais que não se importam com o crescimento intelectual de seus filhos e, portanto, as crianças crescem atrofiadas na área do saber que é relevante.
• Quando os filhos não crescem espiritualmente, mesmo crescendo em sabedoria, eles têm a tendência de serem desonesto, orgulhos e carnais.
• Quando os filhos não crescem em graça para com os homens, eles têm a tendência de serem depressivos, solitários e infelizes.


A família é uma instituição divina, criada por Deus para a glória dele e o bem-estar dos seres humanos. Esse é o lugar onde aprendemos os valores morais, espirituais e sociais que nos orientam na vida. É também o espaço onde experimentamos o amor, a comunhão, a proteção e o cuidado de Deus e o cuidado de uns para com os outros. Por isso, a família deve ser preservada, honrada e edificada segundo os princípios da Palavra de Deus.

APÊNDICE 01
Alguns, pretendendo preservar a doutrina da perpétua virgindade de Maria, inventada pelos homens, apresentam as seguintes explicações: 1. Esses «irmãos» de Jesus eram seus primos, e não irmãos no sentido literal, como podem indicar as palavras grega e hebraica para «irmãos». Alguns sugerem que eram filhos de Alfeu e de Maria, a irmã de Jesus. 2. Seriam filhos de José mediante um casamento anterior. 3. Seriam filhos de José mediante um casamento posterior; e José teria contraído essas núpcias a fim de criar os filhos de um irmão seu, já falecido. Todas essas
ideias tiveram início bem cedo na história eclesiástica, e até hoje perduram.
Os argumentos enumerados abaixo favorecem a ideia de que os irmãos e as irmãs de Jesus eram
filhos de José e Maria, em seu sentido literal.
1. João 7:5 parece excluir «seus irmãos» do número dos «doze», mesmo porque não eram realmente filhos de Alfeu, pai de Tiago, o apóstolo. Atos 1:14 também os menciona em separado dos doze. Portanto, esses homens (os irmãos) não poderiam, realmente, ser primos de Jesus e estar no número dos doze apóstolos. Os nomes Tiago, Judas e Simão eram nomes muito comuns, e é provável que alguns dos primos de Jesus tivessem os mesmos nomes de seus irmãos literais. As Escrituras também indicam que seus irmãos não tiveram fé nele senão após a sua ressurreição (João 7:5).
2. Das quinze vezes em que esses irmãos são mencionados (dez nos evangelhos, uma em Atos e algumas vezes nos escritos de Paulo) quase sempre são mencionados em companhia de Maria, mãe de Jesus. É estranho que os primos de Jesus andassem sempre em companhia de sua tia, que nesse caso seria Maria, mãe de Jesus, em vez de andarem em companhia de sua própria família.
3. Em nenhuma porção das Escrituras é indicado que eles fossem primos de Jesus ou filhos somente de José, e não de Maria. Tais suposições são especulações humanas para estabelecer e firmar uma teologia humana.
4. A não ser por motivo de preconceito teológico, não há razão para não acolhermos essas palavras em seu sentido mais natural, isto é, eram filhos de José e Maria, em sentido literal. A elevação de Maria à estatura de deusa é uma tradição romanista, contrária ao próprio tratamento de Jesus à sua mãe (Mat. 12:47, onde ele não reconhece qualquer relação especial, devido à ligação física) e contrária à ideia que diz que Jesus era o único de sua espécie entre os homens, posição essa que ele jamais dividiu com sua mãe. Finalmente, devemos notar que a doutrina da perpétua virgindade de Maria não é apoiada nas Escrituras. A preservação dessa doutrina forma a base dos argumentos
que explicam erroneamente esses «irmãos», como se não fossem irmãos literais de Jesus; e também não goza de base alguma nas Escrituras. Parece razoável que uma doutrina dessa natureza, caso tivesse tanta importância como alguns afirmam, pelo menos fosse apoiada por uma pequena afirmação bíblica nesse sentido.1

ABRA A JAULA – PB. MURILO ALENCAR

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