A CARREIRA QUE NOS ESTÁ PROPOSTA
O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para Chegar ao céu




O QUE ESTUDAREMOS?
Nesta lição, estudaremos o céu na perspectiva bíblica como morada eterna reservada para os cristãos. Veremos a descrição do Céu segundo o livro do Apocalipse, bem como o fim da carreira cristã. Após uma vida de perseverança na fé, renúncia aos prazeres desse mundo e bom ânimo diante das tribulações, os cristãos desfrutarão do repouso eterno ao lado de Deus. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO – COMPARANDO TRADUÇÕES
Nossa cidadania, no entanto, vem do céu, e de lá aguardamos ansiosamente a volta do Salvador, o Senhor Jesus Cristo. (Fl 3.20 NVT). O apóstolo Paulo, nesta passagem de sua carta aos Filipenses, destaca duas verdades fundamentais sobre a esperança cristã:
• Em primeiro lugar, o céu é a nossa Pátria (3.20). O apóstolo Paulo diz: “Pois a nossa Pátria está nos céus…” (3.20). Paulo utiliza o substantivo politeuma, “pátria”, que não se encontra em parte alguma do Novo Testamento. Essa palavra descreve, sobretudo, a conduta dos crentes filipenses no mundo. Se a pátria deles está nos céus, a conduta deles também deveria ser compatível com essa cidadania.
• Em segundo lugar, a segunda vinda de Jesus é a nossa esperança (3.20). O apóstolo ainda afirma: “… de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”. Três verdades devem ser aqui destacadas:
i. Aquele que vem é o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Ele é o Salvador e o Senhor. Nele nossa salvação foi realizada e consumada. Ele venceu a morte, ressuscitou, ascendeu ao céu e voltará.
ii. Aquele que vem está no céu, assentado à destra do Pai. Jesus está no céu em uma posição de honra. Ele está no trono e tem o livro da História em suas mãos. Ele governa e reina soberanamente sobre a Igreja e todo o Universo.
iii. Aquele que vem é o conteúdo da nossa esperança. A Igreja é a comunidade da esperança. Somos um povo que vive com os pés no presente, mas com os olhos no futuro. Vivemos cada dia na expectativa da iminente volta de Jesus. F. F. Bruce diz que cada geração sucessiva da Igreja desfruta o privilégio de viver como se fosse a geração que haverá de saudar o retorno de Cristo.

VERDADE PRÁTICA
O crente deve viver a vida cristã com a mente voltada para o céu como sua legítima esperança. A vida cristã não é meramente terrena ou temporal, mas eterna e celestial. Os crentes são chamados a viver suas vidas com uma perspectiva celestial, mantendo seus olhos fixos no céu como sua verdadeira casa. Isso não significa negligenciar suas responsabilidades terrenas, mas sim entender que sua existência final transcende o aqui e agora. O céu é apresentado como a legítima esperança do crente. Esta esperança não é uma mera fantasia ou desejo, mas uma certeza concreta baseada na promessa de Deus. Muitos personagens bíblicos são verdadeiros exemplos fé nesse quesito.
• Por causa da expectativa de habitar em uma cidade superior, Abraão contentou-se em viver em uma tenda (Hb 11.13–16).
• Por causa da expectativa da recompensa do céu, Moisés dispôs-se a abrir mão dos tesouros do Egito (Hb 11.24–26).
• Por causa da expectativa de ganhar a Cristo e ser encontrado nele, Paulo considerou tudo o que ele tinha – sua herança judaica, sua posição como fariseu, sua retidão legal – como perda.







I. CÉU: O ALVO DE TODO CRISTÃO
1.1 Definindo céu.
A LIÇÃO DIZ: Nas traduções da Bíblia em língua portuguesa, a palavra shamayim foi traduzida por “altura”; e ouranós, como “algo elevado”. Ambas as palavras são usadas para se
referir a três locais distintos. Vamos focar no termo hebraico:
• Primeiro, shãmayim é a palavra hebraica habitual para se referir ao “céu” e à “esfera do céu”. É nesta esfera onde os pássaros voam. Quando o cabelo de Absalão ficou preso nos galhos de uma árvore, ele ficou dependurado entre o “céu” e a terra (2 Sm 18.9). É nesta área, bem alta do chão, mas abaixo das estrelas e corpos celestes, que está o foco da visão: “E, levantando Davi os seus olhos, viu o anjo do SENHOR, que estava entre a terra e o céu, com a espada desembainhada na sua mão estendida contra Jerusalém” (1 Cr 21.16).
• Segundo, shãmayim também descreve o local onde estão localizados o Sol, a Lua e as estrelas: “E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite” (Gn 1.14). Esta imagem é repetida muitas vezes no relato da Criação e nas passagens poéticas.
• Terceiro, a expressão “céu e terra” denota a criação toda. Este uso da palavra aparece em Gn 1.1: “No princípio, criou Deus os céus e a terra”.
• Quarto, o “céu” é o lugar da habitação de Deus: “Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles” (Sl 2.4; cf. Dt 4.39). Observe Dt 26.15: “Olha desde a tua santa habitação, desde o céu, e abençoa o teu povo, a Israel”. Outra expressão que representa o lugar da habitação de Deus é, literalmente, “os céus dos céus”. Isto não indica altura, mas um absoluto, ou seja, o domicílio de Deus é um âmbito singular não identificado com a criação física: “Eis que os céus e os céus dos céus são do SENHOR, teu Deus, a terra e tudo o que nela há” (Dt 10.14).
O que é o céu:
• O Céu é a Habitação de Deus. “Porventura Deus não se encontra nas alturas do céu? E veja quão elevadas estão as mais altas estrelas!” (Jó 22.12). Veja também Deuteronômio 26.15.
• O Céu é a Sala do Trono de Deus. “O Senhor estabeleceu o Seu trono no céu, e o Seu reino domina sobre tudo” (Sl 103.19).
Veja também Isaías 66.1.
• O Céu é o Lugar da Plena Glória de Deus. “Enquanto eu olhava, tronos foram colocados e o Ancião de Dias assentou-se. As Suas vestimentas eram brancas como a neve, o cabelo da Sua cabeça era branco como a lã, o Seu trono estava inflamando com fogo, e as suas rodas estavam todas em chamas. Um rio de fogo estava fluindo, saindo de diante d’Ele…” (Dn 7.9,10).
Veja também Atos 7.55.
• O Céu é o Lar dos Mortos Justos (Crentes). “Porque sabemos que se esta tenda terrena na qual moramos for destruída, temos um edifício de Deus, uma casa eterna no céu, que não é construída por mãos humanas” (2 Co 5.1).
• O Céu é o Lar Futuro de Todos os Crentes “Depois disto olhei e havia diante de mim uma grande multidão que ninguém conseguia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, de pé diante do trono. Estavam usando vestimentas brancas e seguravam palmas em suas mãos. E clamavam em alta voz: A salvação pertence ao nosso Deus, o Qual Se assenta no trono…” (Ap 7.9,10).
1.2 O céu conforme o ensino de Paulo.
A LIÇÃO DIZ: O apóstolo Paulo foi arrebatado até o terceiro céu. Não por acaso, esse céu está enfatizado nas cartas do apóstolo como lugar celestial, o lar dos salvos em Cristo Jesus, onde temos um destino assegurado: o de estar para sempre com o Senhor (1 Ts 4.17; cf. Ef 1.3,20; 2.6). A grande confusão que ronda o mundo evangélico em relação a quantos céus existe é por conta da cultura judaica, pois de acordo com os ensinamentos Judaicos no Talmud o universo é composto de sete céus, como abaixo:
1. Vilon (וילון(, veja também (Isaías 40:22)
2. Raki’a (רקיע(, veja também (Gênesis 1:17)
3. Shehaqim (שחקים(, veja (Salmos 78:23)
4. Zebul (זבול(, veja (Isaías 63:15, I Reis 8:13)
5. Ma’on (מעון(, veja (Deuteronômio 26:15, Salmos 42:9)
6. Machon (מכון(, veja (I Reis 7:30, Deuteronômio 28:12)
7. Araboth (ערבות(, o sétimo céu onde os Ofanins (ou Tronos na mitologia cristã) e os Hayyoth
(ou Serafins na mitologia cristã) residem. No subponto 1, vimos que a palavra céu é plural, ou seja, polissêmica. Todavia, antes de tratarmos sobre o Céu na concepção de Paulo, é importante ressaltar que ele não fará isso na esteira do judaísmo, mas, sim, pela revelação divina, visto que ele mesmo salientou que o evangelho que pregava não era fruto dos rabinos de seus dias, nem de algum tipo de pesquisa humana, mas recebeu por revelação da parte de Cristo Jesus (Gl 1.11,12). O Comentário Bíblico Beacon (2006, v. 8, p. 479), falando do terceiro céu, diz: Embora a literatura judaica fale de sete céus, o NT nada diz sobre isso. Assim, a referência dificilmente seria ao terceiro dentre sete céus. Bengel sugere que Paulo pensava em três céus: um na atmosfera da terra, um segundo no espaço exterior e o terceiro no reino espiritual, onde Deus reside. Portanto, o que podemos dizer do terceiro céu na visão de Paulo é que se trata do lugar onde moram Deus, os seres celestiais e os salvos que morrem (Is 66.1; Mt 24.36; 2 Co 5.1).
1.3 O alvo do cristão.
A LIÇÃO DIZ: Depois de salvo, não pertencemos mais a este mundo. Por isso, Paulo ensina
que prossegue para o alvo, isto é, a linha de chegada que o atleta alcança o prêmio (1 Co 9.24; 2 Tm 4.8). A palavra alvo, tem diversos significados, ela pode ser entendida como metas, objetivos. No original, refere-se a uma fita colocada na linha de chegada de uma corrida. Sendo o céu o nosso alvo, então o que fazer para não perder o foco? O Apóstolo Paulo, em suas cartas, usa a analogia de um atleta para nos ensinar como fazer isso.
• Manter nossos olhos no prêmio e não olhar para trás. Paulo nos lembra da importância de manter nossos olhos fixos no prêmio, que é a vida eterna com Cristo. Em Filipenses 3.13-14, ele escreve: “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” Esta passagem nos encoraja a deixar para trás as coisas do passado e a avançar com determinação para o prêmio eterno, assim como um atleta mantém o foco na linha de chegada e não olha para trás.
• Ser resoluto em nossa jornada de fé e não recuar. Paulo nos encoraja a sermos firmes e constantes em nossa jornada de fé. Em 1 Coríntios 9.24, ele escreve: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.” Esta passagem nos lembra que a jornada de fé requer esforço e determinação, assim como um atleta treina para ganhar uma corrida.
• Não se distrair com assuntos mundanos. Por último, Paulo nos aconselha a não nos deixarmos distrair pelos assuntos mundanos. Em 1 Coríntios 9.25, ele escreve: “Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível.” Esta passagem nos lembra que, como atletas de Cristo, devemos evitar as distrações mundanas que podem nos desviar de nosso objetivo espiritual.






II. A DESCRIÇÃO DO CÉU SEGUNDO O LIVRO DO APOCALIPSE
2.1 O novo céu e a nova terra. E vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. (Ap 21.1 NAA). Aqui, o estado eterno é chamado de novo céu e nova terra, que não devem ser confundidos
com os novos céus e nova terra descritos em Isaías 65.17–25. A passagem do AT trata do milênio, pois o pecado e a morte ainda estão presentes. Os dois elementos serão totalmente excluídos do estado eterno. Segundo o pr. Antônio Gilberto, no Estado Eterno haverá:
• Governo perfeito. O homem não tem sabido, nem podido governar bem a Terra. Todas as tentativas humanas nesse sentido fracassaram: dos gregos, através da cultura; dos romanos, através da força e da justiça; e dos governantes dos nossos tempos, através da ciência e da política. Mas Cristo exercerá um governo perfeito, no seu tempo. Nunca haverá desordem, insatisfação, injustiça.
• Habitantes perfeitos – “Nunca mais haverá qualquer maldição” (Ap 22.3). Não haverá mais pecado, o que resultará em santidade perfeita. Foi o pecado que trouxe toda sorte de maldição (ler Gn 3.17; Gl 3.13).
• Serviço perfeito – “Os seus servos o servirão” (Ap 22.3). O maior privilégio do homem é servir a Deus. O trabalho para Deus será então perfeito. Culto perfeito. Atividades perfeitas. Quantas maravilhas não aguardam os salvos!
• Comunhão perfeita – “Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles” (Ap 21:3). O novo céu e a nova Terra é a restauração da convivência completa e perfeita entre Deus e os homens, que havia antes que o pecado causasse o atual estado de divisão que existe entre Deus e a humanidade. Como povo de Deus, desfrutaremos comunhão mais próxima com Ele do que jamais imaginamos. Deus mesmo estará com todos os seus santos num relacionamento mais íntimo e afetuoso. Somente na Nova Jerusalém, esta comunhão será restabelecida por completo, ocorrendo aquilo que é dito pelo apóstolo João, de vermos Deus como Ele é (1Jo 3.2).
• Visão perfeita – “Contemplarão a sua face” (Ap 22.4). Somente com uma visão perfeita é possível contemplar a face de nosso Senhor. Nenhum homem neste mundo viu a face do Senhor. Nem mesmo Moisés que teve uma íntima comunhão com Deus. Para ele Deus disse: “Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá” (Êx 33.20). A esperança dos fiéis é de contemplar a face de Deus (Salmos 11:7; 17:15). Os vencedores terão este privilégio diante do trono de Deus e do Cordeiro – “Os seus servos o servirão, contemplarão a sua face” (Ap 22:3,4).
• Identificação perfeita – “E nas suas frontes está o nome dele” (Ap 22:4). Nome na Bíblia fala de caráter; daquilo que a pessoa de fato é. Haverá então uma perfeita identificação entre Deus e os seus remidos. No Antigo Testamento o sumo sacerdote levava gravadas numa lâmina de ouro puro, sobre a sua coroa sagrada, as palavras: “Santidade ao Senhor” (Êx 39.30). Mas no Estado Eterno, onde a santidade é perfeita, o próprio nome de Deus estará sobre a fronte dos seus filhos.
• Conhecimento Perfeito. Hoje, conhecemos a Deus apenas em parte, mas no Novo Céu e na Nova Terra o nosso conhecimento será perfeito dentro do plano humano, em glória (cf 1Co 13.12).
• Interação perfeita – “E reinarão pelos séculos dos séculos” (Ap 22.5). No Estado Eterno, ou seja, no Novo Céu e na Nova Terra todos juntos, harmonicamente, e sempre, reinaremos. Isso jamais será conseguido aqui, mas no perfeito Estado Eterno, sim! Quantas coisas preciosas tem o Senhor reservadas à Sua amada Igreja. Concordo com o grande mestre, o pr. Antônio Gilberto, quando diz: “Se pudéssemos todos apreciar de fato, pela visão do Espírito, o que é o Céu, a eterna bem-aventurança dos salvos, teríamos tanto desejo de ir para lá, e nos desprenderíamos tanto das coisas daqui, que o Diabo não teria um só torcedor; um só amigo seu na terra. Inúmeros crentes por não terem essa visão estão demasiadamente presos às coisas deste mundo, que jaz no Maligno (1João 5.19)”.
2.2 A linda cidade como nossa nova morada. Além de um novo Céu e de uma nova Terra, há uma nova Cidade. A santa Cidade, a Nova Jerusalém, descerá do Céu, de Deus. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, preparada como uma noiva enfeitada para o seu noivo. (Ap 21.2 NAA); O que é a Nova Jerusalém? É o local que substituirá o Éden como morada de Deus com os homens.
• Ela tem a glória de Deus (Ap 21.11). A glória de Deus é uma característica típica dos lugares santos, e, por isso, a Nova Jerusalém é o lugar santo por excelência e nela não haverá necessidade de templo, pois o seu Templo será o próprio Deus.
• Ela tem muro e doze portas. A Cidade tem doze portas, com os nomes das doze tribos de Israel e o muro da Cidade, doze fundamentos, com os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. Isto, naturalmente, é uma linguagem figurada para nos mostrar que o fundamento, a razão de ser da convivência eterna com Deus é a salvação na pessoa bendita de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Pode, também, significar que a Igreja que ali está, foi a Igreja que ensinou e que viveu de acordo com a doutrina dos apóstolos. Com relação ao “muro”, simboliza a segurança absoluta em que estarão os seus habitantes; simboliza que a Cidade é organizada.
• Ela tem uma riqueza incomparável. A Cidade é descrita como contendo pedras preciosas e ouro; os muros são feitos e ornados de pedras preciosas; as ruas, de ouro. Os remidos pisarão em ruas de ouro, ou seja, os valores materiais, aquilo que os homens tanto veneram e buscam em nossa vida secular, nada representam na vida celestial.
• Ela não necessita de sol nem de luz. Ela não necessitará de sol nem de luz, porque será iluminada pela glória divina; terá o Cordeiro como sua lâmpada (Ap 21.23).
• Ela apresenta o rio puro da água da vida. O rio é claro como cristal, o qual procede do trono de Deus e do Cordeiro e, no meio da praça, a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, cujas folhas são para a saúde das nações (Ap 22:1,2). Esta linguagem, que é figurada, fala-nos da eternidade de que desfrutarão os habitantes desta santa Cidade. No Éden, o homem possuía uma eternidade condicional, embora, enquanto obedecesse ao Senhor, jamais morreria. Aqui, porém, a situação é bem diferente: o homem tem a vida eterna, esta dádiva que é recebida por todos aqueles que creem em Jesus Cristo (João 3:16; 17:3;1João 2:25; 5:11,12).
• Nela há grande alegria, pureza e santidade (Ap 21.4,27). Lá só haverá alegria, infinitamente superior a tudo o que já sentimos nesta vida. Também nela não haverá pecado e nem pecadores – “E não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira, mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro” (Ap 21:27).
• Nela serviremos ao Senhor continuamente (Ap 22.3). Alguns pensam que no Céu, na eternidade com Cristo, na Santa Cidade, não haverá trabalho. Esquecem-se de que Deus, sendo perfeito em tudo, trabalha (João 5.17; Is 64.4). Aqueles que tiverem sido servos do Senhor aqui hão de continuar a servi-lo ali: “os seus servos o servirão”.







III. CÉU: O FIM DA JORNADA CRISTÃ
3.1 Estaremos onde Deus está.
A LIÇÃO DIZ: Em Apocalipse 21, há uma concretização da jornada cristã em que o crente estará onde Deus habita, conforme o nosso Senhor disse que viria e nos levaria para estarmos com o Pai (Jo 14.3). Nesse lugar, habitaremos com Deus em seu tabernáculo, pois nós seremos o seu povo e Ele o nosso Deus (Ap 21.3). Concordo plenamente com Wayne Grudem, que mais importante de que toda a beleza material da cidade celestial, mais importante do que a comunhão que gozaremos eternamente com todo o povo de Deus de todas as nações e de todos os períodos da história, mais importante do que estar livre da dor e tristeza e sofrimento físico – muito mais importante do que qualquer uma dessas coisas será o fato de que estaremos na presença de Deus gozando de comunhão sem nenhuma barreira com Ele. “Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povo de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Ap 21.3,4).
3.2 As lágrimas cessarão. Algumas pessoas entendem a declaração “Deus enxugará de seus olhos toda lágrima” de forma completamente errada. Elas pensam que essa frase ensina que após o juízo final, na instauração do estado eterno, Deus eliminará a memória dos redimidos para que eles jamais se lembrem de suas vidas na presente era. Essas pessoas defendem que na eternidade, no novo céu e na nova terra, não teremos mais lembranças de nossa vida terrena. Por isso que muita gente ensina que após a ressurreição não nos lembraremos mais de nossos familiares e amigos. Quem pensa assim diz que não seria possível desfrutarmos de uma felicidade eterna se ainda nos lembrarmos das coisas que vivemos neste mundo. Como não existe um versículo bíblico que diz que Deus apagará a memória dos redimidos, essas pessoas enxergam esse conceito na declaração “Deus enxugará de seus olhos toda lágrima”. Mas esse tipo de interpretação é realmente errado. A Bíblia é clara ao afirmar que após a ressurreição continuaremos com nossas lembranças; nós reconheceremos uns aos outros (Lc 16.19-31; 1 Ts 4.13-18). Mas então em que sentido Deus enxugará dos nossos olhos toda lágrima? Quando o texto bíblico diz que “Deus enxugará de seus olhos toda lágrima”, isso significa que a dor e o sofrimento pelos efeitos do pecado desaparecerão. Essa declaração traz a ideia de Deus como um Pai atencioso que se preocupa em consolar e enxugar as lágrimas de seus filhos que choram. Continuaremos sendo quem somos e permaneceremos com as nossas lembranças, mas jamais ficaremos angustiados, tristes e abatidos novamente. Viveremos num estado de plena satisfação com Deus, desfrutando de sua presença gloriosa para sempre.
3.3 O Céu como repouso eterno.
A LIÇÃO DIZ: A expressão “repouso” nada tem a ver com tédio, pois no Céu haverá constante atividades: adoração (Ap 19.1-8); serviço (Ap 22.3); ilimitada aprendizagem (1 Co 13.12). Trata-se de uma dimensão completamente distinta do que conhecemos atualmente. Por isso, quando afirmamos que o Céu será um lugar de repouso ou de descanso é pelo fato de que o crente descansará de suas fadigas, cansaço e exaustão presentes hoje (Ap 14.13); estaremos plenamente satisfeitos em comunhão uns com os outros e com o nosso Senhor (Mt 8.11; Ap 19.9). O Céu é descrito nas Escrituras Sagradas como lugar de repouso, no sentido de que os salvos participarão da verdadeira paz, da alegria e comunhão perfeita com Deus, não estando mais sujeitos às intempéries desta vida, do velho sistema, que era sujeito aos sofrimentos e morte.

CONCLUSÃO
Como buscar o céu? Primeiro, não deixe seu coração ir atrás das coisas deste mundo, como seu bem principal. Não se entregue à posse de coisas terrenas para satisfazer sua alma. Este é o inverso de buscar o céu. Você não deve se permitir em praticar a sensualidade, ou o mundanismo, ou a busca dos prazeres ou honras do mundo, ou ocupar seus pensamentos ou tempo acumulando o pó da terra. Segundo, contente-se em passar por todas as dificuldades no caminho para o céu. Embora o caminho esteja à sua frente, e você possa percorrê-lo se desejar, ainda assim é um caminho ascendente e cheio de muitas dificuldades e obstáculos. Esteja disposto, então, a submeter-se ao trabalho, enfrentar a labuta e superar a dificuldade. O que é tudo isso em comparação com o doce descanso que está no final de sua jornada? Esteja disposto a lutar contra a inclinação natural da carne e do sangue e avançar para o prêmio. A cada passo será cada vez mais fácil ascender; e quanto mais alto for sua subida, mais você será animado pela gloriosa perspectiva da uma visão mais próxima daquela cidade celestial onde em pouco tempo você estará para sempre em repouso. Terceiro, em todo o seu caminho, que seus olhos estejam fixos em Jesus, que foi para o céu como seu precursor. Olhe para Ele. Contemple sua glória no céu, para que uma visão dela possa instigá-lo com mais fervor a desejar estar lá. Olhe para Ele em seu exemplo.















