29 de junho de 2026 19:52

O INÍCIO DA CAMINHADA

A CARREIRA QUE NOS ESTÁ PROPOSTA
O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para Chegar ao céu
 
O QUE ESTUDAREMOS?
Nesta vida, precisamos ter bem claro a ideia de início e fim para qualquer atividade que iniciamos. Na trajetória da caminhada com Cristo não é diferente. Há um início e, também, uma promessa de um desfecho glorioso. Esse desfecho é o alvo que deve estar sempre diante de nós quando nos encontrarmos diante dos obstáculos da nossa caminhada espiritual. Os desafios podem ser grandes, mas nada se compara com o desfecho reservado a cada peregrino que iniciou a sua jornada para Céu. A lição de hoje é uma excelente oportunidade para os alunos refletirem a respeito de sua trajetória como cristãos, desde quando ela iniciou até o momento presente.

TEXTO ÁUREO – COMPARANDO TRADUÇÕES
Jesus respondeu: “Eu lhe digo a verdade: quem não nascer de novo, não verá o reino de Deus (Jo 3.3 NVT). Vamos contextualizar a passagem bíblica em foco. Ela integra um texto narrativo que relata o encontro de Nicodemos com Jesus. Gostaríamos de alertar que muitos detalhes serão omitidos, pois consideraremos apenas os elementos que servirão como base para a compreensão dos objetivos da nossa lição. A narrativa de Nicodemos é bem inusitada e singular. Muitos dos judeus em Jerusalém professaram crer no Senhor, mas Jesus sabia que não era fé genuína que possuíam. Nicodemos foi exceção. O Senhor reconheceu nele um desejo sincero de conhecer a verdade. Nicodemos reconheceu que o Senhor era um mestre enviado por Deus, já que ninguém poderia efetuar tantos milagres sem a ajuda direta de Deus. Apesar de toda a sua educação, Nicodemos não reconheceu o Senhor como Deus manifesto em carne. Ele era como muitos dos nossos dias, que dizem que Jesus foi um grande homem, um professor maravilhoso, um exemplo por excelência. Todas essas afirmações ficam aquém da verdade completa. Jesus era e é Deus. À primeira vista, a resposta do Senhor Jesus não parece ter relação com o que Nicodemos acabara de falar. O Senhor disse: “Nicodemos, você veio a mim à procura de ensino, mas o que você realmente precisa é nascer de novo. Esse é o ponto de partida. Você precisa nascer de cima. Caso contrário, você nunca poderá ver o reino de Deus”. Assim como o primeiro nascimento é necessário para ter vida física, do mesmo modo o segundo nascimento é necessário para a vida divina. (A expressão nascer de novo pode também significar “nascer de cima”).
Nascimento físico não é o suficiente. Precisa haver um nascimento espiritual se quisermos entrar no reino de Deus. Esse nascimento espiritual é produzido pelo Espírito Santo de Deus quando uma pessoa crê no Senhor Jesus Cristo. Essa interpretação é sustentada pela expressão “nascido do Espírito” que aparece duas vezes nos versículos seguintes (v. 6,8). Mesmo se Nicodemos, de alguma maneira, pudesse ter entrado no ventre de sua mãe pela segunda vez e nascer, isso não corrigiria a natureza pecaminosa dentro dele. A expressão o que é nascido da carne é carne significa que crianças nascidas de pais humanos são concebidas em pecado e sem esperança, e inúteis no que tange a salvar a si mesmas. Em contrapartida, o que é nascido do Espírito é espírito. Um nascimento espiritual ocorre quando uma pessoa confia no Senhor Jesus.
Quando uma pessoa nasce de novo através do Espírito, ela recebe uma nova natureza e está apta para o reino de Deus. Portanto, sobre a importância do novo nascimento, declaramos: O novo nascimento é a necessidade mais premente e crucial de sua vida: é imprescindível que você nasça de novo. Sem o novo nascimento, sua vida, sua esperança e sua fé se tornam vazias. Sem o novo nascimento, você estará em desacordo com Deus no dia do juízo. Sem o novo nascimento, a palavra de Deus será um veredito de condenação no dia final. Sem o novo nascimento, as portas do céu permanecerão fechadas para você. Observação adicional: nascer da água e do Espírito Essa expressão foi interpretada de quatro maneiras principais:
• Batismo na água por João Batista e batismo no Espírito por Jesus. Todas as referências anteriores à “água” nesse Evangelho estão relacionadas ao ministério de batismo de João (1:26, 31, 33), e em 1:33 seu ministério de batismo com água é comparado ao ministério de batismo de Jesus com o Espírito. Nesse caso, Jesus estaria dizendo que a entrada no reino envolve a submissão ao batismo de João com água para arrependimento e ao batismo de Jesus com o Espírito.
• Batismo cristão na água e regeneração espiritual. Os leitores originais desse Evangelho teriam visto na referência à água uma alusão ao batismo cristão (em vez do batismo de João), de modo que a referência a nascer da água e do Espírito denotaria a submissão ao batismo
cristão, que na igreja primitiva estava ligado ao recebimento do Espírito (cf. Atos 2:38).
• Nascimento natural e regeneração espiritual. Nascer da água é uma metáfora para o nascimento humano natural, sendo a água uma alusão ao líquido amniótico ou ao sêmen. Jesus estava dizendo que, para entrar no reino, é preciso nascer tanto espiritual quanto fisicamente; tanto pelo Espírito quanto pela água. Em apoio a essa visão está o fato de que, em 3:6, Jesus contrasta o nascimento da carne (nascimento físico) com o nascimento do Espírito (regeneração espiritual).
• Somente a regeneração espiritual, descrita com uma metáfora dupla. Em outras partes desse Evangelho, a água funciona como uma metáfora para o Espírito (cf. 4:10, 13-15; 7:38), como também acontece em lugares do Antigo Testamento (por exemplo, Ezequiel 36:25-27). A expressão “água e o Espírito” é uma hendiádia, uma figura de linguagem que usa duas palavras diferentes para denotar uma coisa, algo sugerido pelo fato de que tanto “água” quanto “Espírito” são anartropos (sem o artigo) e regidos por uma única preposição (ex hydatos kai pneumatos, lit. “da água e do espírito”). Jesus está dizendo que, para entrar no reino, é preciso nascer da água, ou seja, do Espírito. Essa visão é preferível porque também é apoiada pelo fato de que, nessa passagem, Jesus usa várias expressões paralelas que estão todas relacionadas a ver e entrar no reino: 3:3: “nascido de novo/do alto”; 3:5: “nascido da água e do Espírito”; 3:7: “nascido de novo/do alto”; 3:8: “nascido do Espírito”. Se todas essas expressões são de fato paralelas e sinônimas, então “nascer de novo/do alto” e “nascer da água e do Espírito” significam o mesmo que “nascer do Espírito”.

VERDADE PRÁTICA
O Novo Nascimento marca o início da jornada do crente em Jesus Cristo. O texto destaca um conceito fundamental do cristianismo: o Novo Nascimento. Este termo é frequentemente usado para descrever a transformação espiritual que ocorre quando uma pessoa aceita Jesus Cristo como seu Salvador. Ou seja, uma mudança de vida que marca o início da jornada de fé de um crente. É importante notar que o Novo Nascimento é visto como apenas o começo dessa jornada. A vida cristã é um processo contínuo de aprendizado, crescimento e transformação, guiado pela fé em Jesus Cristo e pelo desejo de viver de acordo com Sua vontade.


INTRODUÇÃO
A LIÇÃO DIZ: Neste trimestre, estudaremos a Jornada do Cristão. Para iniciarmos a os nossos estudos, temos o propósito de compreender o início de nossa caminhada com Cristo e o quanto somos agraciados com a presença da Santíssima Trindade nessa trajetória. Conceituaremos também o Novo Nascimento e o estudaremos como uma experiência proveniente do Espírito Santo, conforme as Escrituras nos apresentam. Finalmente, mostraremos a importância do Novo Testamento no início dessa jornada de fé. Queremos relembrar os irmãos a divisão didática que fizemos da revista. A divisão a seguir é pessoal, portanto, você como professor pode ter uma opinião diferente da minha. Podemos dividir o conjunto de lições deste trimestre em três parte:
• Em primeiro lugar – O início da jornada. Esta divisão abrange da lição um até a lição de número dois.
• Em segundo lugar – A trajetória do peregrino, seus desafios e vitórias. Esta divisão estendese da lição quatro até a lição de número doze.
• Em terceiro lugar – O fim da caminhada, finalmente em casa. Esta divisão é composta pela
lição de número três e a lição de número treze. Nos pontos a seguir, conforme dito na introdução pelo comentarista, abordaremos os elementos primários do início da jornada cristã.

I. A CAMINHADA COM CRISTO
1.1 Compreendendo os dois caminhos.
A LIÇÃO DIZ: Na história humana, temos dois caminhos: o da vida natural e o da vida com Cristo. A expressão “início” refere-se ao ponto de partida ou ao começo de algo. É o momento ou lugar onde algo começa ou é originado. Em termos temporais, “início” é o oposto de “fim”.
• O início da história humana. (De maneira geral, a história humana pode ser dividida em três partes: origem, queda e redenção.). O primeiro livro da Bíblia apresenta a história da criação: “No princípio criou Deus…” Gênesis
1.1. Dia a dia prosseguiu a criação até ao sexto dia, quando “criou, pois, Deus o homem à Sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gn 1.27). No segundo capítulo de Gênesis, a criação do homem é mencionada um pouco mais pormenorizadamente: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente.” (Gn 2.7). O primeiro casal tinha habilidades extraordinárias, tais como: Espiritualidade, racionalidade, sociabilidade, livre arbítrio e criatividade.
O ser humano foi criado com o que denominamos de imortalidade condicional. A morte já existia, entretanto, apenas como uma possibilidade (Gn 2.17). A imortalidade estava condicionada à obediência às ordenanças de Deus. Portanto, ao pecar, o primeiro casal fez da morte uma realidade,
pois morreram espiritualmente (Gn 3.7-9) e fisicamente (Gn 5.3-4). Acrescentamos que aquele que morre fisicamente, estando na condição de morto espiritual, permanecerá eternamente separado de Deus. A isso chamamos de morte eterna (Mt 10.28; Ap 20.13-14). A “queda” do ser humano é uma expressão teológica usada para designar o momento em que o pecado entrou no mundo por meio do primeiro casal.
• O início da vida natural. A vida humana inicia-se na fecundação (está é a nossa posição). A seguir, estão as 5 principais teorias sobre o início da vida são:
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1. o início da vida ocorre no momento da fecundação;
2. o início da vida ocorre quando o embrião chega ao útero da mulher;
3. o início da vida ocorre com o começo da atividade cerebral;
4. o início da vida ocorre quando o feto pode sobreviver sozinho;
5. o início da vida ocorre com o nascimento do bebê.
Observação adicional: Sobre a origem da alma.
1. O preexistencialismo. Essa doutrina, preconiza que as almas das pessoas existem no céu muito antes dos corpos serem concebidos no ventre das mães, e que Deus depois traz a alma à terra, unindo-a ao corpo do bebê enquanto ele se desenvolve no útero. Mas essa tese não tem apoio de teólogos católicos nem protestantes, e se aproxima perigosamente das ideias de reencarnação encontradas nas religiões orientais; os mórmons creem nessa doutrina, ainda que não do mesmo modo das religiões orientais.
2. O traducionismo. Segundo o traducionismo, as almas são transmitidas pelos pais aos filhos na concepção. Alguns teólogos bem conhecidos criam nessa teoria; como Lutero, Culver, Strong e muitos outros.
3. O criacionismo. Na visão do criacionismo, (adotada pelas assembleias de Deus), cada alma é criada imediatamente por Deus. No princípio da criação, o corpo veio da terra e a alma veio de Deus, portanto, são duas substâncias diferentes. Cremos que há uma participação humana e divina do processo da gestação; o corpo é formado no ventre materno e a alma é criada e dada por Deus (Ec 12.7). Por diversas razões e fundamentados na bíblia cremos que a visão do criacionismo é a que mais se harmoniza com a bíblia, (Is 42.5; Zc 12.1).
• O início da vida Espiritual.
Segundo a Bíblia, o início da vida espiritual é marcado pelo que é conhecido como “novo nascimento” ou “nascimento espiritual”. Este conceito é mais claramente explicado em João 3, onde Jesus diz a Nicodemos: “Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.3). O novo nascimento não é um renascimento físico, mas uma transformação espiritual que ocorre quando uma pessoa aceita Jesus Cristo como seu Salvador. É um processo de arrependimento dos pecados e fé em Jesus Cristo. A partir desse ponto, a pessoa começa uma nova vida em Cristo.
1.2 Os três companheiros da nossa caminhada.
A LIÇÃO DIZ: Quando recebemos Jesus como Salvador, Deus passa a ser o nosso Pai (Ef 1.3-6). Além do Pai, temos também o seu Filho como aquEle que nos concede a vitória contra o pecado e toda a sorte de males (1 Co 15.57). Finalmente, temos agora o terceiro membro da trindade,
o Espírito Santo como nosso auxiliador e consolador (Jo 14.26). O envolvimento da Trindade no plano da redenção: Embora não exista na Bíblia o termo “Trindade”, é empregado como uma denominação teológica para o mistério do Pai, Filho e Espírito Santo como um só Deus mas, em três distintas pessoas (Mt 28.19). Gosto deste termo, pois não nos deixa fugir da ideia que é um só Deus. Na redenção do homem caído, deturpado pelo pecado, os membros da Trindade mostram uma distribuição de tarefas e responsabilidades. O Pai está por trás dos planos; Efésios 1.3-5 nos revela isto ao declarar que o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus nos elegeu e predestinou em Cristo para sermos filhos de adoção. Predestinar é destinar de antemão, é traçar um plano, um alvo. É aqui que começou a redenção com o Pai, na eternidade; não foi na cruz. A cruz foi parte do cumprimento do plano; Paulo diz a Timóteo que Deus nos salvou segundo o seu próprio propósito e graça antes dos tempos eternos, mas a salvação só chegou aos homens após o aparecimento de nosso Senhor Jesus (2 Tm 1.9,10). Jesus colocou-se como voluntário para encarnar como homem e morrer por cada um de nós. Esta voluntariedade é atestada pelo próprio Jesus quando afirmava que Ele mesmo dava sua vida (Jo 10.17,18) e por Paulo que afirmou acerca do Mestre bendito: “o qual se deu a si mesmo por nós” (Gl 1.4). A parte de Jesus se resume na encarnação, morte, ressurreição, ascensão e sacerdócio (Hb 7.25). O Pai planejou a redenção. O Filho pagou o preço e tornou-a disponível. Mas quem fará com que tudo isto se torne realidade na individualidade de cada ser humano? É o Espírito Santo! Sem Ele,
a obra da redenção não é completa. Ele convence o homem do pecado, da justiça e do juízo. Na jornada cristã, nunca estamos sozinhos:
• Presença da Trindade. A Trindade, composta por Deus Pai, Deus Filho (Jesus Cristo) e Deus Espírito Santo, está sempre conosco. Cada pessoa da Trindade desempenha um papel único em nossa jornada. Deus Pai nos criou e nos ama incondicionalmente, Jesus Cristo nos salvou
através de seu sacrifício na cruz, e o Espírito Santo habita em nós, nos guiando e fortalecendo em nossa caminhada de fé.
• A Igreja como Família de Deus. A igreja não é apenas um lugar para adorar; é uma comunidade, uma família espiritual. Como membros da família de Deus, somos chamados a amar, apoiar e encorajar uns aos outros.
• Líderes. Deus levanta líderes dentro da igreja para cuidar de Seu rebanho. Estes líderes, que podem ser pastores, presbíteros, diáconos, entre outros, são responsáveis por ensinar a Palavra de Deus, orientar os crentes e cuidar das necessidades espirituais da congregação. Eles são instrumentos de Deus para a edificação da igreja.

II. O NOVO NASCIMENTO
Novo nascimento é um ato exclusivo de Deus na vida do homem, transformando sua inclinação ao mal em uma disposição para fazer o bem, capacitando-o através do Espírito Santo a fazer aquilo que é correto diante dele. A verdade de que o homem precisa nascer de novo, isto é, a necessidade da regeneração, é um dos pontos centrais da teologia cristã. Infelizmente muitos cristãos não entendem corretamente o que é a regeneração ou o novo nascimento, e assim não percebem seu significado fundamental conforme exposto nas Escrituras. A pergunta de Nicodemos sobre como é possível o homem nascer de novo ainda permanece sendo a pergunta de muita gente (Jo 3.4).
2.1 No Nascimento e Regeneração – Expressões correlatas. A Bíblia utiliza tanto o temo “regeneração” como a expressão “novo nascimento” como sinônimos para se referir a transformação radical operada pelo Espírito Santo na vida dos redimidos. A palavra “regeneração” traduz o termo grego palingenesia no Novo Testamento. Esse termo é aplicado duas vezes. A primeira está no Evangelho de Mateus e refere à restauração escatológica (Mt 19.28), enquanto que a segunda está na Epístola de Paulo a Tito, onde o apóstolo a utilizou no contexto da salvação do homem (Tt 3.5). A expressão “novo nascimento” e outras correlatas a ela, como, “ser vivificado”, “nascido de Deus” etc., são também utilizadas no Novo Testamento para transmitir a mesma verdade, e servem    perfeitamente ao objetivo de indicar uma mudança drástica na vida do indivíduo.
2.2 O Novo Nascimento – Antigo e Novo Testamento
A doutrina acerca do novo nascimento é apresentada ao longo de toda a Bíblia. Mesmo no Antigo Testamento, as Escrituras apontam para a necessidade de o homem nascer de novo. Por exemplo, no salmo 51 encontramos o salmista Davi falando da condição natural do homem como pecador, ao dizer: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado concebeu minha mãe” (Sl 51.5). Logo em seguida, ao reconhecer a total depravação do homem, o salmista entende que apenas uma intervenção divina é capaz de capacitar o homem a fazer o que é correto diante de Deus, através
de um novo coração puro e a renovação de um espírito reto (Sl 51.10). Já no Novo Testamento, a doutrina da regeneração se torna ainda mais clara. O próprio Jesus falou sobre ela em sua conversa com o fariseu Nicodemos, advertindo-o sobre a necessidade de o homem nascer de novo (Jo 3). Os apóstolos também escreveram detalhadamente sobre esse tema (2 Co 5.17; Ef 2.5; 4.24; Cl 2.13; Tt 3.5; 1 Pe 1.3,23). Nascer de novo significa “nascer do alto” (Jo 3.3), isto é, ser nascido de Deus (Jo 1.13), ser gerado de Deus (1 Pe 1:3), ser vivificado por Ele (Ef 2.1-5), ser de novo gerado da semente incorruptível por Sua Palavra (1 Pe 1.23). O significado do novo nascimento é tão profundo e seu efeito tão radical, que o homem que nasce de novo é feito uma nova criatura (2 Co 5.17).
2.3 Quais os efeitos do novo nascimento?
Podemos mencionar, de forma bastante resumida, os principais efeitos da regeneração:
• Ao nascer de novo, o homem deixa de estar morto espiritualmente, preso em seus delitos e pecados. Tendo sido vivificado, ele passa a crer que Jesus Cristo é o seu Salvador, se arrepende de seus pecados, é declarado justo por Deus pelos méritos de Cristo e é adotado na família de Deus. Isso significa basicamente que ele sai da sepultura para se assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus (Ef 2.6).
• Ao nascer de novo, o homem é capacitado a se submeter à vontade de Deus e viver uma vida que o agrade. Ele passa a aceitar e compreender a mensagem do Evangelho, pois tem agora a mente de Cristo e consegue discernir o que antes era loucura para ele (1 Co 2.14-16). Assim, ele não está mais entre aqueles que amam mais as trevas do que a luz (Jo 3.19,20).
• Ao nascer de novo, o homem desfruta de uma viva esperança, tornando-se herdeiro em Cristo Jesus de uma herança incorruptível guardada nos céus (1 Pe 1.3,4). O regenerado possui o Espírito Santo como o selo, o penhor, a garantia da glorificação que ocorrerá no dia vindouro,
onde estará por toda a eternidade junto de Deus.
• Ao nascer de novo, o homem nunca mais será o mesmo. Isso não implica em elevada devoção através da santificação, um processo que dura toda sua vida. Dessa forma, ao invés das obras da carne ele demonstra em sua vida as evidências do fruto do Espírito. Ele agora é cidadão do céu, e tem uma vida condizente com a sua nova natureza. Logo, somente com o novo nascimento, somente sendo regenerado, o homem, que por natureza é filho da ira, pode ser transformado em cidadão dos céus, feito filho de Deus por meio de Jesus Cristo.
III. O NOVO TESTAMENTO E A CAMINHADA DE FÉ DO CRISTÃO
3.1 O Novo Testamento.
A LIÇÃO DIZ: O Antigo e o Novo Testamentos formam as Escrituras Sagradas do cristão. A Bíblia é dividida em duas grandes partes: Antigo e Novo Testamentos. O Antigo Testamento contém os livros escritos antes de Cristo e o Novo Testamento contém livros escritos a partir de Cristo.
A expressão Testamento revela um contrato feito por Deus que o homem pode aceitar ou rejeitar, mas jamais poderá alterá-lo. O Novo Testamento é composto por 27 livros. Foi escrito em grego; não no grego clássico dos eruditos, mas no do povo comum, chamado “Koiné”. Seus 27 livros também estão classificados em 4 grupos, conforme o assunto a que pertencem: (a) Biografia (os Evangelhos – 4 livros): Mateus a João;
(b) História (1 livro): Atos dos Apóstolos; (c) Epístolas (21 livros): Romanos a Judas; e, (d) Profecia (1 livro): Apocalipse.
3.2 O tema principal do Novo Testamento.
A LIÇÃO DIZ: O tema central do Novo Testamento é a pessoa de Jesus Cristo. Tomando o Senhor Jesus como o centro da Bíblia, podemos resumir que os 27 livros em quatro palavras referentes a Ele:
(a) Manifestação: Os Evangelhos, que tratam da manifestação de Cristo em carne (Jo 1.14); (b) Propagação: O Livro de Atos, que trata da propagação de Cristo (At 1.1-3);
(d) Explanação: As Epístolas, que são a explanação da doutrina de Cristo (Ef 3.4-11);
(e) Consumação: O Livro de Apocalipse, que trata da consumação de todas as coisas preditas, através de Cristo (Ap 1.4-8). Portanto, as Escrituras sem Jesus seriam como a física sem a matéria ou a matemática sem os números.
3.3 A importância do Novo Testamento na caminhada do cristão.
A LIÇÃO DIZ: O cristão deve começar sua jornada de fé pelo Novo Testamento. Este documento sagrado reflete o desenvolvimento da revelação divina, envolvendo a vida e o ministério de nosso Senhor Jesus Cristo, no qual se desdobra todo o plano arquitetado por Deus a respeito da nossa salvação. No Antigo Testamento temos a promessa; no Novo, o seu cumprimento (Hb 1.1,2). Nesse testamento, temos a consumação do plano do Pai em Jesus para que o ser humano fosse reconciliado com Ele e iniciasse uma nova jornada de fé (2 Co 5.19). Um novo convertido é frequentemente aconselhado a começar a leitura da Bíblia pelo Novo Testamento por várias razões:
• Foco em Jesus Cristo. O Novo Testamento centra-se na vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Para um novo convertido, entender a pessoa e a obra de Jesus é fundamental para a fé cristã.
• Facilidade de Compreensão. O Novo Testamento, especialmente os Evangelhos e as Epístolas, tendem a ser mais diretos e fáceis de entender do que muitos dos livros do Antigo Testamento.
• Ensinamentos Práticos. O Novo Testamento contém muitos ensinamentos práticos sobre como viver a vida cristã, como amar ao próximo, perdoar, e viver em comunidade.
• Contexto da Nova Aliança. O Novo Testamento estabelece a Nova Aliança em Cristo, que é a base da fé cristã. Isso ajuda os novos convertidos a entenderem a graça e a misericórdia de Deus manifestadas em Jesus. No entanto, é importante notar que tanto o Antigo quanto o Novo Testamento são partes integrantes da Bíblia e ambos são importantes para uma compreensão completa da fé cristã. O Antigo Testamento, com suas profecias, leis e histórias, prepara o cenário para a vinda de Cristo, que é revelada no Novo Testamento.
CONCLUSÃO
A jornada com Cristo tem início com o Novo Nascimento. Ela se estende por meio de uma longa peregrinação espiritual até o relacionamento perfeito com Jesus (Mt 16.24). Nessa peregrinação, os que começaram a nova vida com Cristo podem contar com a presença do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Assim, seremos guiados pelas palavras do Novo Testamento que tratam da vida, morte e ressureição do Senhor Jesus, em quem a nossa fé está fundamentada.
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