23 de junho de 2026 19:11

O PODER DE DEUS NA MISSÃO DA IGREJA

O CORPO DE CRISTO
Origem, Natureza e Vocação da Igreja no Mundo

Por meio desta lição, refletiremos nas palavras de Jesus Cristo aos discípulos, de que receberiam a virtude do Espírito Santo como um pré-requisito para serem suas testemunhas até os confins da terra. A doutrina bíblica do Espírito Santo nos mostra que o revestimento do poder do Alto é imprescindível à missão da Igreja, tanto no passado quanto no presente. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO – COMPARANDO TRADUÇÕES
Porém, quando o Espírito Santo descer sobre vocês, vocês receberão poder e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até nos lugares mais distantes da terra. (At 1.8 – NTLH). O livro de Atos é a dobradiça do Novo Testamento. Ele fecha os evangelhos e abre as epístolas. Atos não é apenas uma ponte que liga a vida de Cristo com o Cristo vivo ensinado nas epístolas; é também um elo de transição entre o judaísmo e o cristianismo, entre a lei e a graça. Atos pode ser sintetizado em três palavras: ascensão, descida e expansão. A ascensão de Cristo é seguida pela descida do Espírito, que por sua vez é seguida pela expansão do evangelho. O versículo presente no texto áureo é a referência mais importante do livro e, portanto, sua chave hermenêutica. Todo o restante do livro irá mostrar como o evangelho chegou até os confins da terra (Asia e Europa): Os “movimentos” do evangelho de Jerusalém até Roma estão narrados em seis partes e sinapizado pelos pequenos resumos de Lucas em 6.7; 9.31; 12.24; 16.5; e 19.20.

a. A primeira parte (1.1—6.7) relata a história da propagação das boas-novas sobre Jesus em Jerusalém pelos apóstolos.
b. A segunda (6.8—9.31) marca a primeira expansão geográfica para as vizinhas Judeia e Samaria (At 6.8), onde Estêvão e os helenistas desempenham o papel principal.
c. A terceira (9.32— 12.24) narra a primeira expansão aos gentios (Cornélio) e a conversão da figura-chave (Paulo) no que será sua expansão ainda maior.
d. Com Paulo agora sendo a figura central, a quarta parte (12.25—16.5) narra a expansão aos gentios na Asia, e como os líderes primitivos lidaram com o “problema” da inclusão dos gentios “sem a Lei”.
e. A quinta (16.6—19.20) destaca o salto do evangelho da Asia para a Europa; a igreja também é agora solidamente mais gentílica do que judaica.
f. A sexta (19.21—28.31) relata como Paulo (o apóstolo para os gentios) finalmente chegou a Roma (capital do mundo gentio) com as boas-novas — mas ele o fez, Lucas nos lembra, tendo passado em Jerusalém por urna serie de julgamentos muito parecidos com os de Jesus.


VERDADE PRÁTICA
O Espírito Santo é a força-motriz que movimenta a Igreja. Sem o poder do Espírito, a Igreja é incapaz de cumprir a sua missão.
O Espírito Santo é, de fato, a força motriz, mas a capacitação que provém dele não se resume à experiência de falar em línguas estranhas. É essencial compreendermos o propósito pelo qual somos revestidos de Seu poder. Portanto, nesse momento da aula, o professor precisa parar e refletir um pouco com todos sobre a finalidade do revestimento de poder (At 1.8). De forma equivocada, e não sei ao certo dizer o motivo, temos focado mais no sinal “falar em línguas” do que no propósito “ser testemunha”. Talvez a sua igreja local tenha dezenas, centenas ou até milhares de crentes batizados no Espírito Santo, mas infelizmente estão apegados apenas ao sinal (falando línguas estranhas no culto) e não ao propósito. Esse é o motivo pelo qual a campanha atrai poucas pessoas, os cultos de rua não são frequentados, não há evangelismo pessoal nem desejo de ganhar almas para Jesus. James Hastings destaca no oitavo versículo do capítulo um do livro de Atos três pontos importantes: a) o poder; b) a fonte do poder; c) o uso do poder. Há na língua grega duas palavras para poder: exousia e dunamis. A primeira refere-se ao poder no sentido de governo e autoridade; e a segunda significa habilidade e força. O poder que a igreja recebe não é político, intelectual ou
ministerial, mas um poder espiritual, pessoal e moral. A fonte desse poder é o Espírito Santo, e esse poder é dado para que a igreja seja testemunha de Cristo até aos confins da terra. “A palavra testemunha, no grego, corresponde a mártir, de sorte que ser testemunha implica na disposição íntima, não só de sofrer, mas até de sacrificar a própria vida pela Causa”.
INTRODUÇÃO
A LIÇÃO DIZ: Nesta lição focaremos nossa atenção no poder do Espírito Santo na missão da Igreja de Cristo. Aqui, mostraremos que o povo de Deus não pode abdicar do revestimento do poder pentecostal para obter êxito na sua missão na Terra. Assim, que a ação do Espírito Santo, e a
contemporaneidade de seus dons na Igreja, não se trata de uma mera opção, mas de algo imprescindível, a sua maior necessidade. Sem o Espírito Santo, a igreja local não anda nem cumpre sua vocação. Algumas declarações precisam ser feitas, a fim de que a nossa posição a respeito ação do Espírito Santo fique clara:
• Somos pentecostais. Com o termo “pentecostal” nos referimos ao crente que crê que a experiência do Espírito Santo que ocorreu com os apóstolos, no dia de Pentecostes, de acordo com o Livro de Atos, pode acontecer hoje também, ou seja, a experiência com o Espírito Santo hoje não é diferente da experimentada pelos cristãos do século I (At 2.1-12). William W. Menzies historiador pentecostal norte-americano, destaca oito grandes características que marcaram o movimento pentecostal: (1) Enchimento do Espírito Santo. (2) Compromisso com evangelismo e missões. (3) Uma fé firme. (4) Expectativa. (5) Realidade. (6) Adoração entusiástica. (7) Comunhão enriquecedora. (8) Autoridade da Bíblia.
• Somos continuístas. O continuísmo ensina que todos os dons extraordinários expressos nas Escrituras estão disponíveis para os nossos dias a qualquer cristão inserido na Igreja. Essas duas declarações resumem muito bem qual será a nossa posição nos pontos e subpontos da lição.

 

I. A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO SEGUNDO O EVANGELISTA LUCAS
1.1 Um ensino revelado nos escritos de Lucas.
A LIÇÃO DIZ: Tanto o Evangelho quanto o Livro de Atos, ambos escritos pelo evangelista Lucas, revelam o ministério do Espírito Santo na vida de Jesus e da primeira igreja como uma necessidade imperiosa. Como pentecostais, destacamos a nossa crença de que Lucas foi historiador e teólogo. Portanto, entendemos que Lucas-Atos são livros descritivos (narrativos) e prescritivos (doutrinários). Nos beneficiamos da teologia lucana de muitas maneiras, principalmente de sua teologia carismática.
Vejamos a importância do Espírito Santo na teologia lucana em dois pontos:
• A atuação do Espirito Santo no evangelho segundo Lucas. Ele agiu na vida do precursor de Jesus (Lc 1.15). Ele atuou na concepção de Jesus (Lc 1.35), como também agiu em Isabel e Zacarias (Lc 1.41-42,67). Ele desceu sobre Jesus no batismo (Lc 3.22). Ele guiou Jesus até o deserto para ser tentado pelo Diabo (Lc 4.1). Capacitou Jesus em seu ministério (Lc 4.14; 5.17). Ele é o dom de Deus aos Seus filhos (Lc 11.13). Ele foi exultado por Jesus quando os 70 voltam contando o sucesso da missão (Lc 10.21). Ele é o objeto da profecia bíblica (Is 61.1- 2; Lc 4.16-21). Ele é quem concede poder às pessoas (Lc 24.49).
• A atuação do Espirito Santo no livro de Atos. Atos 2.17-21 fala do derramamento do Espírito Santo como cumprimento da promessa de Deus sobre os últimos dias. Os versículos 38-40 apresentam o ponto em que o perdão dos pecados e o Espírito estão disponíveis para os que respondem ao chamado de Deus. Atos 3.22-26 indica que Jesus, como Moisés, é o Profeta prometido, a quem se deve prestar atenção (Dt 18.15). Atos 13.22,23 retrata Jesus como o Salvador prometido, o descendente de Davi. Atos 23.4-8 relata o julgamento de Paulo por causa de sua esperança na promessa de ressurreição. Atos 26.22,23 argumentam que os profetas e Moisés testificam de Cristo e das missões subsequentes de nosso Salvador.
1.2 O enchimento do Espírito como experiência necessária.
A LIÇÃO DIZ: O Senhor Jesus só começou o seu ministério depois de ser cheio do Espírito
Santo (Lc 3.21,22). Nosso Senhor fez a obra de Deus e a fez no poder do Espírito Santo. Ele foi capacitado pelo Espírito Santo (Lc 4.18,19) e dependeu dEle para exercer o ministério (Lc 5.17; Mt 12.28). Da mesma forma, a igreja só deveria iniciar o trabalho missionário quando fosse revestida desse mesmo poder. Por isso, podemos afirmar que, no contexto literário do evangelista Lucas, especialmente no Livro dos Atos dos Apóstolos, o Espírito Santo aparece como uma necessidade, não como opção. Primeiro exemplo – O ministério de Jesus e o poder do Espírito Santo: Ao ser todo o povo batizado, Jesus também foi batizado. E aconteceu que, enquanto ele orava, o céu se abriu, 22 o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba, e do céu veio uma voz, que dizia: — Tu és o meu Filho amado, em ti me agrado. (Lc 3.21,22 NAA) Enquanto Jesus orava, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre ele. Ele foi cheio do Espírito Santo. Quando oramos, Deus nos dá poder para cumprir nossa missão. Deus colocou sobre Jesus o Espírito Santo. Ali Jesus foi capacitado a enfrentar o diabo e vencê-lo. Ali Jesus foi cheio do Espírito Santo e passou quarenta dias orando e jejuando. Jesus enfrentou o diabo no deserto. Jesus luta contra Satanás na casa de Satanás, mas o Espírito Santo está sobre ele, e ele triunfa. Como homem, Jesus precisou ser revestido com o poder do Espírito Santo. Ele foi batizado com esse poder no Jordão. Foi guiado pelo Espírito Santo ao deserto. Retornou à Galileia no poder do Espírito Santo. Agiu no poder do Espírito na sinagoga. E foi ungido pelo Espírito para fazer o bem e curar todos os oprimidos do diabo (At 10.38). Segundo exemplo – O dia de Pentecoste e o poder que viria do alto: Mas vocês receberão poder, ao descer sobre vocês o Espírito Santo, e serão minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra. (At 1.8 NAA). O Espírito é o “poder do alto” (Lc 24.49), e ele viria para empoderar o povo de Deus para o seu chamado e envio para o mundo. Não lhes bastaria o poder do intelecto, da vontade ou da eloquência humana. Era preciso que o Espírito agisse neles, dentro deles e através deles. Desse modo, a luz desses dois exemplos não é difícil perceber que o enchimento do Espírito é uma experiência necessária.
1.3 O enchimento do Espírito como uma experiência concreta.
A LIÇÃO DIZ: Se por um lado Lucas apresenta o Espírito Santo como uma necessidade na vida da Igreja, por outro, ele mostra que o enchimento do Espírito ocorre como uma experiência concreta na vida do crente. Nesse sentido, o Livro de Atos retrata a experiência pentecostal como um acontecimento objetivo, não subjetivo. Ela podia ser “vista” e “ouvida” (At 5.32). Havia manifestações físicas que se tornavam reais para quem as tinha e visíveis para quem as presenciava. Em outras palavras, quem recebeu sabia que havia recebido (At 11.15-17). Dentre os muitos sinais, um se sobressaía sobre os demais – o falar em línguas desconhecidas (At 2.4; 10.44-46; 19.1-6). O Pentecostes não apenas proporcionou uma experiência tangível, mas também deixou marcas visíveis na igreja.
A igreja de Jerusalém possuía marcas genuínas que distinguem uma igreja cheia do Espírito Santo:
• Uma igreja cheia do Espírito é comprometida com a fidelidade à Palavra de Deus (At 2.42).
Uma igreja cheia do Espírito adora a Deus com entusiasmo (At 2.47).
• Uma igreja cheia do Espírito teme a Deus e experimenta os seus milagres (At 2.43);
Uma igreja cheia do Espírito tem a simpatia dos homens e a bênção do crescimento numérico
por parte de Deus (2.47).

II. O ESPÍRITO SANTO CAPACITANDO AS TESTEMUNHAS
2.1 Capacitando as testemunhas.
A LIÇÃO DIZ: No Livro de Atos, é possível perceber o ensino da capacitação do Espírito Santo sob diferentes perspectivas. Primeiramente, o Espírito capacitando líderes para o desempenho da obra de Deus (At 433). Nesse sentido, vemos o apóstolo Pedro sendo “cheio do Espírito Santo” quando foi confrontado pelos sacerdotes (At 4.8); o apóstolo Paulo quando é cheio do Espírito Santo para resistir a Elimas, o mágico (At 13.9). No contexto do texto acima, “capacitação” refere-se ao ato de habilitar ou equipar alguém com as habilidades, conhecimentos, autoridade ou poder necessários para realizar uma tarefa ou função específica. No Novo Testamento, a capacitação é vista como um dom do Espírito Santo, que permite aos indivíduos, seja Pedro, Paulo ou crentes comuns, desempenhar efetivamente suas funções na obra de Deus. Em relação aos apóstolos Pedro e Paulo, dois pontos notáveis de capacitação pelo Espírito
Santo são destacados:
• Pedro. O texto menciona que Pedro foi “cheio do Espírito Santo” quando confrontado pelos sacerdotes (At 4.8). Isso sugere que o Espírito Santo capacitou Pedro com coragem e sabedoria para enfrentar a oposição e defender a fé.
• Paulo. Paulo é descrito como sendo cheio do Espírito Santo para resistir a Elimas, o mágico (At 13.9). Isso indica que o Espírito Santo deu a Paulo discernimento e autoridade para resistir às forças do mal.
2.2 Pessoas simples capacitadas pelo Espírito.
A LIÇÃO DIZ: Vemos isso claramente quando Ananias, até então, um ilustre desconhecido, é convocado por Deus para impor as mãos naquele que seria o maior apóstolo de todos os tempos, Paulo (At 19.10,11). Assim também Estevão e Filipe, que haviam sido escolhidos para “servirem às mesas”, fazendo sinais e prodígios (At 6.8; 8.6). Fica patente que Deus não tinha uma classe privilegiada para fazer a sua obra. Ele possuía testemunhas capacitadas pelo Espírito Santo. O comentarista destaca que Deus não tinha uma classe privilegiada para fazer a Sua obra. Em vez disso, Ele capacitou todas as Suas testemunhas pelo Espírito Santo. Isso reforça a ideia de que o Espírito Santo está disponível para todos os crentes, independentemente de seu status ou posição. Em relação a Ananias, Estevão e Filipe, o texto destaca como eles foram capacitados pelo Espírito Santo:
Ananias. Foi convocado por Deus para impor as mãos em Paulo, demonstrando a capacitação do Espírito Santo para realizar tarefas divinamente ordenadas, mesmo quando parecem além de nossa capacidade natural.
Estevão. Estevão, inicialmente escolhido para “servir às mesas”, foi capacitado pelo Espírito Santo para realizar sinais e prodígios (At 6.8). Isso mostra que o Espírito Santo equipou Estevão com o poder e a autoridade para realizar milagres, mesmo em uma posição de serviço.
Filipe é um exemplo notável de como o Espírito Santo capacita os crentes para o evangelismo. Inicialmente escolhido para uma função de serviço, Filipe foi além disso ao ser capacitado pelo Espírito Santo para se tornar um evangelista eficaz. Isso é evidenciado em Atos 8, onde Filipe
prega o evangelho na cidade de Samaria e realiza sinais e prodígios, levando muitos a crer (At 8.6)
2.3 Capacitando a igreja. O Espírito Santo foi derramado sobre a Igreja para impulsioná-la, encorajá-la, guiá-la e capacitá-la na prática, testemunho e pregação do Evangelho. O Senhor Jesus disse que o Espírito Santo daria testemunho dele, o glorificaria e nos guiaria a toda a verdade. Ninguém pode viver o Evangelho, pregar o Evangelho e se deleitar na presença do Senhor Jesus se não estiver cheio do Espírito Santo. Foi isso que a Igreja do primeiro século experimentou. Os discípulos estavam tão convictos da fé em Jesus Cristo que não se importavam com prisões, açoites e nem reprovação das autoridades. O Espírito Santo sempre foi o impulsionador da Igreja. Ele foi derramado de uma vez para sempre sobre ela para capacitá-la, usá-la, guiá-la e impulsioná-la na adoração, submissão e obediência ao dono da Igreja, o Senhor Jesus. Sejamos crentes fervorosos, intrépidos e ousados!

III. O ESPÍRITO SANTO COMO FONTE GERADORA DE MISSÕES
3.1 O envio missionário.
A LIÇÃO DIZ: O capítulo 13 do livro de Atos dos apóstolos narra o envio dos primeiros missionários da igreja em Antioquia. O que chama a atenção nessa narrativa é a participação ativa do Espírito Santo no envio missionário. O Espírito Santo não age à parte da igreja, mas em sintonia com ela. É a igreja que jejua e ora. É a igreja que impõe as mãos e despede, mas é o Espírito quem envia os missionários. Assim, os missionários exercem seu ministério pelo Espírito Santo. Foi o próprio Espírito que enviou os missionários para o campo de trabalho (At 13.3,4). John Stott reforça essa verdade nos seguintes mtermos: Não seria certo dizer que o Espírito enviou, instruindo a igreja a fazê-lo, e que a igreja os enviou, por ter recebido instruções do Espírito? Esse equilíbrio é sadio e evita ambos
os extremos. O primeiro é a tendência para o individualismo, pelo qual uma pessoa alega direção pessoal e direta do Espírito, sem nenhuma referência à igreja. O segundo é a tendência para o institucionalismo, pelo qual todas as decisões são tomadas pela igreja sem nenhuma referência ao Espírito. Apesar de não podermos negar a validade da escolha pessoal, ela só é sadia e segura quando vinculada ao Espírito e à igreja. O texto bíblico de Atos 13-16 deixa claro que o Espírito Santo é o executivo da obra missionária. Ele separa, envia e orienta a igreja e os missionários. Considere os seguintes pontos:
• O Espírito Santo viu a necessidade urgente da obra missionária, e chamou com urgência os dois missionários, dizendo: “Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.” (At 13.2) Não podia ser para depois, pois havia urgência.
Em At 16.7, o texto diz que Paulo queria ir para Bitínia “mas o Espírito de Jesus não lho permitiu”. O Espírito Santo conhece as regiões prioritárias para missões.
Em At 16.6, o texto ainda diz que “foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia”. O Espírito Santo é o guia e o orientador da obra missionária.
3.2 A estratégia missionária.
A LIÇÃO DIZ: Em um mundo multicultural, a questão da estratégia missionária deve ser levada em conta. Não somente enviar, mas quem enviar, quando enviar e como enviar. Por exemplo, Paulo e Barnabé poderiam ter adotado a estratégia errada na obra missionária quando intentaram pregar na Ásia e Bitínia, mas foram impedidos pelo Espírito Santo (At 16.6,7). Não basta só o desejo de fazer missões, mas é preciso buscar a orientação do Espírito Santo a respeito de como isso deve ser feito. Aqui estão três pontos principais levantados pelo comentarista:
• Planejamento é essencial. Não é só uma questão de enviar pessoas, mas também de pensar em quem enviar, quando enviar e como enviar. É como montar um quebra-cabeça, todas as peças precisam se encaixar perfeitamente.
• Orientação Divina. Paulo e Barnabé, embora tivessem o desejo de pregar na Ásia e Bitínia, foram impedidos pelo Espírito Santo. Aprendemos que não basta apenas ter o desejo de fazer missões, é preciso buscar a orientação do Espírito Santo.
• Discernimento. O comentarista sugere que é possível adotar a estratégia errada na obra missionária. Portanto, precisamos de discernimento e sabedoria na escolha das estratégias missionárias. Estratégias que todo missionário deve utilizar:
• Oração. A oração é como o combustível que impulsiona a obra missionária.
• Evangelização. Nada substitui o poder da comunicação pessoal do evangelho.
• Fidelidade à Palavra. A estratégia missionária deve ser como uma âncora, firmemente ancorada na Palavra de Deus.
• Utilização dos Lares. Os lares e as estruturas comunitárias podem ser usados como plataformas para a evangelização, como pequenos faróis espalhados pela comunidade.
• Plantio de Igrejas. A estratégia de plantar igrejas que plantam igrejas é como plantar uma semente que cresce e dá frutos.
• Definição de Metas. Definir metas é como ter um destino claro em mente durante uma viagem.

CONCLUSÃO
Encerramos esta lição e, consequentemente, este trimestre, mostrando que o Pentecostes faz toda a diferença no cumprimento da vocação missionária da Igreja. Sem a ação do Espírito Santo, a igreja local está desabilitada para cumprir sua missão. O Espírito Santo é a força-motriz do Corpo de Cristo em sua dimensão local. Sem o Espírito Santo, a igreja não vai a lugar algum.

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