ATÉ OS CONFINS DA TERRA
Pregando o Evangelho a Todos os Povos até a Volta de Jesus


O QUE ESTUDAREMOS?
A Igreja de Cristo tem um nobre propósito a desempenhar neste mundo: proclamar a mensagem de salvação até que Jesus Cristo volte. Essa é a sublime missão da Igreja. Nesta lição, os nossos objetivos são: Apontar o alvo da obra missionária; Conscientizar que cada cristão é responsável por essa missão.

TEXTO ÁUREO – COMPARANDO TRADUÇÕES
Eu não tenho o direito de ficar orgulhoso por anunciar o evangelho. Afinal de contas, fazer isso é minha obrigação. Ai de mim se não anunciar o evangelho! (1Co 9.16 – NTLH). Paulo diz que não se pode gloriar no fato de pregar o evangelho. Um constrangimento divino pesa sobre ele. Não é uma vocação que ele escolheu para si. Ele foi chamado pelo Senhor; Isso não significa que o apóstolo não estava disposto a pregar o evangelho, mas que a decisão de pregar não havia partido dele próprio, mas do Senhor. Mas o Senhor disse a Ananias: — Vá, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome diante dos gentios e reis, bem como diante dos filhos de Israel. Pois eu mesmo vou mostrar a ele quanto deve sofrer pelo meu nome. (At 9.15,16 – NAA). “Pois ai de mim se não pregar o evangelho.” Paulo evoca o lamento que os profetas do Antigo Testamento e os apóstolos do Novo Testamento proferiram. Como Paulo, esses homens eram dominados pela urgência de pronunciar a mensagem que Deus lhes havia dado. Jeremias disse que a Palavra de Deus era como um fogo em seu coração e em seus ossos (Jr 20.9) e Amós escreve que, porque Deus falou, ele precisa falar (Am 3.8). Pedro e João, em pé diante do Sinédrio, dizem a esse corpo regente que eles não podem deixar de falar sobre o que tinham visto e ouvido a respeito de Jesus Cristo (At 4.20). Todos nós devemos compartilhar do mesmo sentimento do apóstolo Paulo. Deus nos
convocou para proclamar as boas novas do evangelho (Mc 16.15,16). A obra é urgente! Nosso coração deve ser completamente tomado por esse sentimento. Ai de mim e ai de você se ficarmos calados.
VERDADE PRÁTICA
Pregar o Evangelho a toda a criatura não é uma opção, mas uma imposição divina. Vamos dividir o texto acima em três partes:
a. Mandato de Jesus. Quando Jesus comissionou seus discípulos a irem e pregarem o evangelho a todas as nações, Ele não estava simplesmente sugerindo uma boa ideia, mas estava dando uma ordem clara e direta. Em Mateus 28.19-20, Ele disse: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei.” Essa comissão é uma imposição divina para todos os que creem em Cristo.
b. Responsabilidade da Igreja. A responsabilidade de pregar o evangelho não recai apenas sobre os líderes da igreja, mas sobre todos os que fazem parte do corpo de Cristo. A igreja como um todo é chamada a ser testemunha de Cristo e a compartilhar as boas novas com o mundo.
c. Urgência da Missão. Além disso, a imposição divina de pregar o evangelho a toda a criatura reflete a urgência da missão. A Bíblia nos ensina que o juízo de Deus é certo, que Ele é justo, que somos pecadores, que a salvação é pela graça, mediante a fé; a vida passa muito depressa e a morte é imprevisível. Preguemos, portanto, o evangelho.

INTRODUÇÃO
A LIÇÃO DIZ: Nos tempos em que vivemos, a Igreja de Cristo, diretamente ou indiretamente, é pressionada a renunciar a sua missão primária. Entretanto, a vontade de Deus é que mantenhamos firmes a missão de proclamar a Cristo, principalmente, em lugares que Ele não foi anunciado. Os três pontos principais do texto são:
• A missão primária da Igreja de Cristo é proclamar a Cristo, principalmente, em lugares que Ele não foi anunciado.
• A Igreja de Cristo sofre pressões e distrações, diretas ou indiretas, que podem fazê-la renunciar a sua missão primária.
• A vontade de Deus é que a Igreja de Cristo mantenha firme a sua missão, apesar das dificuldades e dos desafios.
Enumerei algumas pressões e distração que podem ser aplicadas de forma geral a todas as igrejas. Pressões Distrações Oposição cultural e religiosa. Preocupações financeiras e administrativas. Restrições legais e políticas. Foco excessivo em questões internas da igreja. Perseguição e intolerância. Influência da mídia e entretenimento. Pressões sociais e culturais. Acomodação à cultura secular.
Conflitos étnicos e sociais.



I. O ALVO DA OBRA MISSIONÁRIA
1.1 O fundamento da realidade salvífica.
A LIÇÃO DIZ: Numa leitura atenta do livro do Apocalipse é possível perceber o propósito de Deus de redimir a humanidade desde o livro de Gênesis. Por exemplo, em Apocalipse 5 há o relato de uma grande multidão de pessoas redimidas pelo sangue de Jesus: “Digno és de tomar o livro e de abrir os seus selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação” (Ap 5.9). Isso aqui é o resultado produzido pela obra de Cristo no Calvário. Nesse sentido, anunciar essa realidade salvífica para todo ser humano é o alvo sublime de nossa missão.
A Bíblia resume a história da humanidade em cinco pontos, os quais estão contidos entre
Genesis e Apocalipse, eles são:
a. Criação (Gn 1,2).
b. Queda (Gn 3.1-6).
c. Promessa (Gn 3.15).
d. Redenção em Cristo (Gl 4.3-5).
e. Consumação (Ap 20-22).
Sobre o primeiro parágrafo do texto da lição, destacamos que antes do mundo ser criado, na mente eterna e onisciente de Deus, o plano da redenção já havia sido tracejado nos mínimos detalhes. Entre Gênesis 1 e Apocalipse 22, comtemplamos as ações redentivas na história. Sobre o segundo paragrafa do texto da lição, segue o seguinte comentário: O Cordeiro é digno por causa do sacrifício voluntário de sua própria vida na cruz. Sua morte não foi uma causalidade aleatória ou uma tragédia inevitável. Ele voluntariamente deu sua vida para pagar a penalidade pelo pecado, para satisfazer a justiça de Deus, para remover a maldição, para reconciliar o mundo com Deus e para restaurar a comunhão verdadeira do seu povo com Deus (14.4; 1Pe 1.18–19). O Cordeiro é adorado por quem Ele é: Leão de Judá, Raiz de Davi e Cordeiro que foi morto (5.5–7). Também é adorado por onde está: Ele está no trono (5.6). De igual forma, Ele é adorado pelo que fez: com o Seu sangue nos comprou para Deus e constituiu-nos reino e sacerdotes (5.9,10). Ainda Ele é adorado por aquilo que tem: a adoração de todo o universo (5.11–14). A expressão “de toda tribo, língua, povo e nação” ocorre repetidamente no Apocalipse com variações na sequência dos termos (7.9; 10.11; 11.9; 13.7; 14.6; 17.15). A palavra tribo transmite o significado de vínculos e descendência física, enquanto o termo língua tem uma conotação muito mais ampla e aponta para a comunicação linguística. A palavra que traduzi com povo remete a um grupo étnico da mesma descendência; e a expressão nação se refere a uma entidade política com m fronteiras geográficas distintas. Mas por causa da ocorrência frequente dessas quatro categorias no Apocalipse, é melhor interpretá-las como uma expressão idiomática que abrange tudo. Jesus chama seus seguidores, tantos os judeus quanto os gentios, de todos os possíveis lugares na face da terra, pois seu povo é a igreja universal. O plano da redenção não falhou! As ações de Cristo foram eficazes. O pecado, a morte e Diabo foram vencidos pelo Cordeiro. O livro do Apocalipse nos mostra por antecipação que deu tudo certo. Sobre o terceiro paragrafo do texto da lição afirmamos: Nossa missão é cooperar com Deus em seu plano eterno, trabalhando não em busca de vitória, trabalhamos vitoriosamente! Apocalipse 5 não apenas revela que o Cordeiro não falhou, mas também demonstra que a igreja cumpriu sua responsabilidade de forma exemplar.
1.2 Um propósito global.
A LIÇÃO DIZ: Em Mateus 28.18-20, a palavra “toda” traz a mesma conotação de alcance em que encontramos em Apocalipse 5. Isso reitera o princípio universal de nossa missão. Nesse caso, pregar o Evangelho a todos os povos para resultar em conversão de milhões de pessoas de todas as etnias é o propósito glorioso de Deus para a sua Igreja. Essa noção de universalidade, ou totalidade, relacionada ao alcance do Evangelho, nos responsabiliza como parte integrante desse poderoso e grandioso projeto de Deus: a obra missionária (1 Co 9.16). Diante dessa assertiva, nosso dever básico é o de proclamar o Evangelho a todos os povos. Vamos ao comentário do primeiro parágrafo: O comentarista faz uma ligação entre Mateus 28.18-20 e Apocalipse 5. Vamos olhar para texto de Mateus: Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: — Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que tenho ordenado a vocês. E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos. O texto nos ensina que (1) a igreja não pode ficar, deve “ir”. (2) A igreja pregar deve o evangelho. (3) A igreja deve discipular. (4) A grande comissão começa onde estamos. (5) Não há autoridade humana ou demoníaca que seja maior do que a de Jesus. (6) A missão já deu certo, porque o Senhor está com a sua igreja. O alvo da Grande Comissão é o mundo. Em apocalipse 5, vemos claramente que o mundo foi alcançado. Sobre o segundo paragrafa do texto da lição, segue o seguinte comentário: A mensagem que pregamos é frutífera. Os resultados são garantidos. O Salmista expressou muito bem essa verdade: Aqueles que saíram chorando, levando a semente para semear, voltarão cantando, cheios de alegria, trazendo nos braços os feixes da colheita (Sl 126.6 – NTLH). Sobre o terceiro paragrafa do texto da lição, segue o seguinte comentário: Primeiramente, a mensagem é direcionada a todos os homens. Não podemos selecionar as pessoas para as quais devemos pregar. Em segundo lugar, nosso dever é pregar e não salvar. Portanto, cumpramos com fidelidade a nossa missão.




II. PREGAR O EVANGELHO: A RESPONSABILIDADE DE TODO CRISTÃO
2.1 Qual é a nossa disposição?
A LIÇÃO DIZ: Como está a nossa disposição em levar o Evangelho a todo o mundo? Você sabia que a vinda do Senhor Jesus tem a ver com a execução dessa ordenança (Mt 24.14)? A luz dessa grande urgência evangélica, o que temos feito em prol do Reino de Deus (Ec 9.10; 2 Co 5.10; Ap 22.12)? Temos formado obreiros suficientes para cumprir a Grande Comissão? E os jovens crentes? Eles enxergam a grande urgência deste trabalho (Jo 4.35)? Estamos prontos a dar a vida por essa grande obra (At 20.24)? Essas perguntas contribuem para atentarmos uma grande realidade, ou seja, se a igreja não atender ao apelo divino da Grande Comissão, se houver omissão por parte de seus líderes, e se os crentes não se dispuserem a ir ao campo, e se o mundo não receber o Evangelho nesta dispensação da Graça, haverá um duro juízo contra os negligentes (Mt 24-45- 51; 25.14-30). Inevitavelmente, me recordei do profeta Ezequiel e de sua responsabilidade como atalaia de Deus. Você é um atalaia de Deus neste tempo. Isso resulta em responsabilidade e privilegio. E continuou: “Filho do homem, ouça atentamente e guarde no coração todas as palavras que eu lhe disser. Vá agora aos seus compatriotas que estão no exílio e fale com eles. Diga-lhes, quer ouçam quer deixem de ouvir: Assim diz o Soberano, o Senhor”. Ao fim dos sete dias a palavra do Senhor veio a mim: “Filho do homem”, disse ele, “eu o fiz sentinela para a nação de Israel; por isso ouça a palavra que digo e leve a eles a minha advertência. Quando eu disser a um ímpio que ele vai morrer, e você não o advertir nem lhe falar para dissuadi-lo dos seus maus caminhos para salvar a vida dele, aquele ímpio morrerá por sua iniquidade; mas para mim você será responsável pela morte dele. Se, porém, você advertir o ímpio e ele não se desviar de sua impiedade ou dos seus maus caminhos, ele morrerá por sua iniquidade, mas você estará livre dessa culpa. “Da mesma forma, quando um justo se desviar de sua justiça e fizer o mal, e eu puser uma pedra de tropeço diante dele, ele morrerá. Uma vez que você não o advertiu, ele morrerá pelo pecado que cometeu. As práticas justas dele não serão lembradas; para mim, porém, você será responsável pela morte dele. Se, porém, você advertir o justo e ele não pecar, certamente ele viverá porque aceitou a advertência, e você estará livre dessa culpa”. (Ez 3.10,11, 16-21 – NVI). O peso que Deus coloca sobre Ezequiel é apresentado por intermédio de quatro cenários hipotéticos.
a. A negligência do Atalaia. O primeiro caso envolve uma situação em que Deus manda o profeta entregar ao ímpio a sentença legal de morte que já pronunciara: Certamente morrerás! Caso ele não entregue a mensagem, será culpado do sangue do ímpio.
b. Obstinação do ímpio. O segundo caso é idêntico ao primeiro, exceto que o profeta entregou responsavelmente a sentença de morte, e seu aviso foi rejeitado. Enquanto o ímpio morre por sua maldade, a sentinela é absolvida da responsabilidade de sua morte.
c. O justo desviado. O terceiro caso apresenta a responsabilidade de Ezequiel em repreender o justo desviado a fim de que ele se arrependa e volte a praticar o bem. Caso ele morra, sem receber o aviso do atalaia, Deus responsabilizará o atalaia pela sua negligência.
d. O desviado que se arrepende. O quarto caso descreve o destino de uma pessoa desviada que se arrepende. O atalaia anunciou o perigo; o desviado atentou ao aviso, Deus teve misericórdia de ambos. O Deus de Israel é o perigo contra quem o povo deve ser avisado! Ele está vindo como juiz para passar a sentença de morte sobre seu povo.
APLICAÇÃO
1. Primeiro, como mensageiros das boas novas, temos a responsabilidade de anunciar a Palavra de Deus ao ímpio e aos desviados. Temos a mensagem que produz vida, aí de nós se nos calarmos.
2. Segundo, o salário do pecado é a morte. Deus punirá o homem inconverso pela sua perseverança em fazer o mal. A sentença é a morte eterna.
3. Terceiro, a voz de um atalaia ou pregador do evangelho simboliza a graça de Deus alcançando aqueles sob a sentença de morte.
2.2 “Pois me é imposta essa obrigação”.
A LIÇÃO DIZ: O apóstolo Paulo via a responsabilidade de pregar o Evangelho como uma obrigação imposta a ele (1 Co 9.16). A expressão “ai de mim se não pregar o evangelho” tem dois sentidos claros: 1) a obrigação; 2) a punição. Como comentamos essa passagem no Texto Áureo, quero enfatizar um outro versículo que aborda o mesmo assunto, o qual também foi escrito pelo mesmo autor: Sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes. Por isso estou disposto a pregar o evangelho também a vocês que estão em Roma. (Rm 1.14,15 – NVI). As palavras de Paulo “sou devedor” devem ser traduzidas de forma apropriada. Existem duas formas possíveis de se endividar: a primeira é pedir dinheiro emprestado a alguém; a segunda é receber dinheiro de um terceiro para dar a alguém. Se um amigo seu me desse dinheiro para dá-lo a você, eu estaria em dívida com você até entregá-lo. Seu amigo me colocou em dívida com você. É nesse segundo sentido que Paulo está em dívida – ele não tomou nada emprestado dos romanos que tivesse de devolver. Pelo contrário, Jesus Cristo lhe confiou o evangelho para oferecer a eles. É Jesus Cristo que fez de Paulo um devedor ao confiar-lhe o evangelho. Paulo estava em dívida com os romanos. Como apóstolo dos gentios, ele estava particularmente em dívida com o mundo gentio. Foi por estar ciente de sua dívida com eles que ele pôde escrever: “Por isso estou disposto a pregar o evangelho também a vocês que estão em Roma”. Da mesma forma, somos devedores ao mundo, embora não sejamos apóstolos. Uma vez que o evangelho chegou a nós, não temos permissão para guardá-lo para nós mesmos. Ninguém pode reivindicar monopólio do evangelho – a boa notícia é para ser compartilhada, temos a obrigação de
torná-la conhecida aos outros.
CONCLUSÃO
A proclamação da mensagem de salvação ao pecador é vista como um propósito divino, uma missão sagrada que não pode ser desviada. Isso nos leva ao primeiro ponto de reflexão: a importância da evangelização. A ideia de que evangelizar não é uma opção, mas sim uma imposição divina, nos leva a compreender a seriedade e a urgência desse chamado. É uma responsabilidade que decorre do que o Senhor Jesus fez em nossas vidas por meio do Espírito Santo. Em segundo lugar, a noção de que devemos pregar a boa notícia para todos os pecadores, em qualquer lugar, ressalta a universalidade e a abrangência da mensagem de salvação. Isso nos leva a refletir sobre a necessidade de levar essa mensagem a todos, independentemente de sua localização geográfica, cultura ou situação social. A missão de evangelizar transcende fronteiras e limitações humanas. Por fim, a afirmação de que esse é o mais nobre e sublime propósito da Igreja de Cristo nos leva a considerar a centralidade da evangelização na vida da comunidade cristã. Isso nos desafia a avaliar se estamos verdadeiramente comprometidos com esse propósito supremo, e nos lembra que a missão da igreja vai além de suas atividades internas, alcançando a necessidade premente de levar a mensagem de salvação a um mundo perdido.









