25 de junho de 2026 01:41

ORANDO, CONTRIBUINDO E FAZENDO MISSÕE

ATÉ OS CONFINS DA TERRA
Pregando o Evangelho a Todos os Povos até a Volta de Jesus

O QUE ESTUDAREMOS?

Nesta lição, vamos estudar sobre as várias formas de fazer missões hoje: orando, contribuindo e indo. Os nossos objetivos são: Expressar a importância da oração pela causa de Missões; Pontuar a benção de contribuir para Missões; Refletir a respeito da vocação missionária.

TEXTO ÁUREO – COMPARANDO TRADUÇÕES
Em seguida, ouvi o Senhor dizer: — Quem é que eu vou enviar? Quem será o nosso mensageiro? Então respondi: — Aqui estou eu. Envia-me a mim! (Is 6.8 – NTLH).
a. A visão.
No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele. Cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: “Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” Os umbrais das portas se moveram com a voz do que clamava, e o templo se encheu de fumaça. (Is 6.1-4 –NAA). Quem foi que Isaias viu assentado no Trono? Você sabia aquele que está assentado no trono é Jesus? Não? Vamos a prova bíblica. Por esta razão eles não podiam crer, porque, como disse Isaías noutro lugar: “Cegou os seus olhos e endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos nem entendam com o coração, nem se convertam, e eu os cure”. Isaías disse isso porque viu a glória de Jesus e falou sobre ele. (Jo 12.39-41 – NVI).
• Todo missionário, antes falar sobre Jesus, precisa ter um encontro com Ele.
b. A experiência.
Então eu disse: — Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos! Então um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que havia tirado do altar com uma pinça. Com a brasa tocou a minha boca e disse: — Eis que esta brasa tocou os seus lábios. A sua iniquidade foi tirada, e o seu pecado, perdoado. (Is 6.5-7 – NAA). A visão produz uma convicção profunda do pecado no profeta e o conduz à confissão.
• Todo missionário precisa ter uma experiência real e verdadeira experiência de conversão. Ele deve ser um crente salvo e santo proclamando o evangelho com ousadia.
c. A disponibilidade para o serviço. Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: — A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Eu respondi: — Eis-me aqui, envia-me a mim. (Is 6.8 – NAA). Isaías primeiro viu o Senhor de longe, mas agora ele está perto o suficiente para ouvir a reflexão divina. O profeta descobre que estar unido a Deus significa entrar para uma sociedade missionária: ele foi trazido para perto para ser enviado.
• Todo missionário que tem experiência com Deus, tem o seu coração alinhado com os projetos divinos. Por essa razão, o missionário chamado se entrega sem reservas, por completo.
d. A comissão. Então ele disse: — Vá e diga a este povo: “Ouçam; ouçam, mas sem entender. Vejam; vejam, mas sem perceber.” Torne insensível o coração deste povo, endureça-lhes os ouvidos e feche os olhos deles, para que não venham a ver com os olhos, ouvir com os ouvidos e entender com o coração, e se convertam, e sejam curados. Então eu perguntei: “Até quando, Senhor?” Ele respondeu: “Até que as cidades estejam em ruínas e fiquem sem habitantes, as casas fiquem sem moradores e a terra esteja em ruínas e devastada, e o SENHOR afaste dela o povo, e no meio da terra sejam muitos os lugares abandonados. Mas, se ainda ficar a décima parte dela, tornará a ser destruída. Como o
terebinto e como o carvalho, dos quais, depois de derrubados, ainda fica o toco, assim a santa semente será o seu toco.” (Is 6.9-13 – NAA). Isaias foi comissionado a levar uma mensagem de juízo e de esperança. A mensagem não provinha de seu coração, mas da boca de Deus.
• O missionário comissionado e enviado deve ser um proclamador das verdades divinas, e
não dos pensamentos do seu coração.

Nem todos são chamados para ir ao campo missionário, mas todos têm a responsabilidade de orar e contribuir com essa obra.
Vamos dividir a verdade prática em três partes:
1. Chamado e Responsabilidade. O texto ressalta que nem todos são chamados para ir ao campo missionário, mas todos têm a responsabilidade de orar e contribuir com essa obra. Isso nos leva a refletir sobre a importância de reconhecermos que cada indivíduo tem um papel único no cumprimento da missão. Alguns são chamados para ir fisicamente, enquanto outros são chamados para apoiar através da oração e contribuição financeira. Ambos os papéis são igualmente valiosos e necessários para o avanço do Reino de Deus.
2. Oração como Fundamento. A responsabilidade de orar é destacada no texto como uma forma essencial de contribuição para a obra missionária. Ao orarmos, estamos participando ativamente da obra de Deus e fortalecendo aqueles que estão no campo. O Apóstolo Paulo contava com as orações das igrejas: Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos. Orem também por mim, para que, quando eu falar, seja-me dada a mensagem a fim de que, destemidamente, torne conhecido o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador preso em correntes. Orem para que, permanecendo nele, eu fale com coragem, como me cumpre fazer. (Ef 6.18-20 – NVI).
3. Contribuição Financeira. Além da oração, o texto menciona a responsabilidade de contribuir com a obra missionária. Isso nos leva a refletir sobre a importância de investir recursos financeiros na propagação do evangelho. Ao investirmos financeiramente na obra missionária, estamos demonstrando nosso compromisso com a expansão do Reino de Deus e ajudando a suprir as necessidades práticas dos missionários. A igreja de Filipos era comprometida com o sustento financeiro da obra a missionária: Como vocês sabem, filipenses, nos seus primeiros dias no evangelho, quando parti da
Macedônia, nenhuma igreja partilhou comigo no que se refere a dar e receber, exceto vocês; pois, estando eu em Tessalônica, vocês me mandaram ajuda, não apenas uma vez, mas duas, quando tive necessidade. Não que eu esteja procurando ofertas, mas o que pode ser creditado na conta de vocês. Recebi tudo, e o que tenho é mais que suficiente. Estou amplamente suprido, agora que recebi de Epafrodito os donativos que vocês enviaram. São uma oferta de aroma suave, um sacrifício aceitável e agradável a Deus. O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus. (Fl 4.15-19 – NVI). A celebre frase, sintetiza muito bem tudo o que falamos até aqui. Missões se fazem com os pés dos que vão, com os joelhos dos que ficam e com as mãos dos que contribuem.

A LIÇÃO DIZ: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura” (Mc 16.15; cf. Mt 28.19; At 1.8). Essa passagem bíblica e outras referências ao longo do Novo Testamento mostram que a prioridade da Igreja do Senhor Jesus Cristo é com a evangelização do mundo. Segundo o Aurélio, prioridade é: (1) Qualidade do que está em primeiro lugar, ou do que aparece primeiro; primazia; (2) Preferência dada a alguém relativamente ao tempo de realização de seu direito, com preterição do de outros; primazia. (3) Qualidade duma coisa que é posta em primeiro lugar, numa série ou ordem. Qual é a prioridade da igreja? Glorificar a Deus por meio de missões.
a. Jesus na oração sacerdotal diz que o Pai é glorificado com a obra missionária (Jo 17.1- 26).
b. Jesus priorizou tanto missões que deu Sua própria vida (Jo 3.16).
c. Jesus antes de ir para o Pai, deixou uma grande ordem para a igreja:
i. Fazer discípulos de todas as nações (Mt 28.19-20).
ii. Pregar o Evangelho a toda Criatura (Mc 16.15-16).
d. Essa prioridade foi cumprida com a igreja primitiva a risca:
i. Iniciou-se no dia de pentecostes (Atos 2.14-47) três mil almas foram salvas.
ii. Pedro e João priorizaram a pregação, fizeram missões (Atos 3.1,12; 4.1-4, 13)
iii. Pregavam todos os dias nas casas e no templo (Atos 5.42)
iv. Pregaram aos samaritanos (Atos 8.4-14)
v. Paulo priorizou missões, isso ninguém duvida. Por meio de seu ministério o evangelho chegou aos confins da terra.
A igreja de Jesus, em nossos dias, deve de igual modo priorizar a obra missionário. Pregar o evangelho de Jesus é uma missão indispensável.
A LIÇÃO DIZ: Esse compromisso com o chamado à evangelização mundial exige três ações distintas: orar, contribuir e ir (exercer o chamado).
O texto ressalta que o compromisso com a evangelização mundial requer três ações distintas:
ORAÇÃO, CONTRIBUIÇÃO E IR.
A dinâmica das missões é tão abrangente que até as crianças podem se envolver na obra missionária, orando e sendo ensinadas a contribuir.

I. ORANDO PELA CAUSA DE MISSÕES
1.1 A importância da oração na obra missionária.
A LIÇÃO DIZ: Embora considerado um “gigante na fé”, o apóstolo Paulo não dispensava as orações das igrejas, pois possuía um profundo senso de necessidade dessa disciplina espiritual. Para o apóstolo Paulo, a oração é uma disciplina interligada à obra missionária (Ef 6.18-20). Preste muito atenção no versículo bíblico presente neste ponto, pois ele revela duas necessidades:
a. A necessidade de o missionário orar. A oração não é mencionada como peça da armadura de Deus citada no contexto da passagem. Porém, não é exagero dizer que ela é a atmosfera em que o soldado/missionário deve viver e respirar. É em espírito de oração que o soldado/missionário deve vestir a sua armadura e enfrentar o inimigo. A oração não deve ser esporádica, mas, sim, contínua; um hábito, e não um ato isolado.
b. A necessidade de a igreja orar pelo missionário. A oração empodera a mensagem daqueles que estão compartilhando o evangelho de forma clara e sem medo. Veja o que o texto diz: E orem também por mim, para que, no abrir da minha boca, me seja dada a palavra, para com ousadia tornar conhecido o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias, para que, em Cristo, eu seja ousado para falar, como me cumpr azer. (Ef 6.19,20 – NAA).
1.2 Interceder.
O pastor Claudionor de Andrade, em seu dicionário teológico diz: Interceder é suplicar em favor de outrem. A intercessão pressupõe sofrer com os que sofrem; chorar com os que choram; e, tomar, como se fossem nossas, as dores alheias. É dizer a Deus que nos importamos com o sofrimento do próximo. Somos um exército, precisamos orar uns pelos outros e orar por todos os santos. Quando um soldado cai, tornamo-nos mais vulneráveis. Precisamos uns dos outros. Precisamos orar uns pelos outros. Nenhum soldado, ao entrar em combate, ora só por si mesmo, mas também por seus companheiros. Eles constituem um exército, e o sucesso de um é o sucesso de todos. A oração,
para o êxito missionário é indispensável. Devemos orar pelo missionário enviado, orar pelos que
contribuem e orar pelos que oram.
1.3 Despertar a igreja local para a obra missionária.
A LIÇÃO DIZ: A disciplina da oração missionária aumenta o desejo de o crente fazer algo no sentido de levar a salvação para os perdidos e, até mesmo, de ser enviado ao campo missionário. Nesse aspecto, é interessante destacar que os mesmos crentes que deveriam orar por ceifeiros em Mateus 9.35-38 são os que foram enviados por Jesus para ceifa em Mateus 10. Por isso, um grande líder de missões certa vez disse: “Se mais crentes se pusessem de joelhos em oração, mais crentes se poriam em pé na evangelização”.
Veja o andamento do texto bíblico:
Então Jesus disse aos seus discípulos: — A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, peçam ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.Tendo Jesus chamado os seus doze discípulos, deu-lhes autoridade sobre espíritos imundos para os expulsar e para curar todo tipo de doenças e enfermidades. Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelote, e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu. Os discípulos oraram para o Pai mandar ceifeiros e eles foram a resposta das próprias orações.


II. CONTRIBUINDO PARA MISSÕES
2.1 O sustento dos missionários.
Em 1 Coríntios 9.1-14, Paulo defendeu o direito do obreiro de ser sustentado pela igreja e o direito de recusar o suporte financeiro. Primeiro ele construiu a base para dizer que é direito seu, que é legal e bíblico receber o salário da igreja. Depois, ele usou outro argumento, a liberdade e o direito que tem de abrir mão do seu sustento por uma causa maior. Warren Wiersbe diz que nos versículos 1–14 Paulo evidencia cinco argumentos para provar seu direito de receber o sustento financeiro da igreja de Corinto: Seu apostolado (9.1–6), sua experiência (9.7), a lei do Antigo Testamento (9.8–12), a prática do Antigo Testamento (9.13) e o ensino de Jesus (9.14). O último argumento que Paulo usa é provavelmente o mais forte, pois se trata de uma palavra do próprio Senhor Jesus: “Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho, que vivam do evangelho” (9.14). Talvez Paulo esteja citando o que Jesus mencionou em Mateus 10.10 e Lucas 10.7 – “[…] digno é o trabalhador do seu salário”. Paulo diz que esse é um princípio fundamental que a igreja não pode negligenciar. Essa não é uma ordem qualquer, mas um mandamento direto do Senhor Jesus. Aquele que trabalha no ministério deve viver do ministério. A ordem é revestida da mais alta autoridade, visto que veio de Cristo. Dessa maneira, Paulo fecha o seu argumento dizendo que receber sustento da igreja era um direito legítimo e bíblico que lhe pertencia como apóstolo.
2.2 Contribuir para missões é juntar tesouros no céu. Contribuir para missões é mais do que simplesmente doar dinheiro. É uma oportunidade de investir em algo eterno. Ao financiar a obra missionária, estamos escolhendo investir no Reino de Deus, colocando nosso coração e recursos naquilo que realmente importa. Essa escolha revela quem domina o nosso coração: se é o tesouro do céu, ou o tesouro da terra. Essa atitude de cooperação financeira na propagação do Evangelho traz resultados extraordinários que serão reconhecidos na eternidade.
2.3 Contribuir para missões é um privilégio.
A LIÇÃO DIZ: Não há privilégio maior do que saber que por meio de nossa cooperação financeira, Bíblias estão chegando a lugares que nunca ouviram falar do Evangelho, vidas estão sendo alcançadas na África, na Europa, no outro lado do mundo. Participar dessa cooperação é um privilégio espiritual. Se não podemos participar de maneira presencial, podemos fazer de maneira financeira. Assim, podemos cooperar na propagação do Evangelho até os confins do mundo (Fp 4.14-20). Cinco motivos para contribuir com a obra missionária:
a. Sua oferta chega em a lugares que você não pode ir. Embora você possa nunca ter saído do seu país ou da região onde mora, sua oferta alcança os lugares mais remotos e escondidos.
b. Alcançar vidas para o Reino. Mesmo que você não pregue para multidões, sua contribuição permite que outros levem a mensagem a quem você não pode alcançar pessoalmente.
c. Demonstrar o nosso amor pelas almas. O amor exige ação. Contribuir com missões é uma forma de agir em favor daqueles que precisam.
d. Obediência. A missão foi dada a todos nós: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16.15).
e. Levar paz e esperança. A missão também envolve ajuda humanitária, como fornecer comida, remédios e educação. Sua contribuição tem levado paz ao presente de outras pessoas e esperança para um futuro melhor.

III. A CHAMADA PARA IR
3.1 Deus quer usar cada crente.
A LIÇÃO DIZ: Todo cristão deve estar pronto para ir e fazer o trabalho missionário. Deus deseja usar a sua Igreja em todos os lugares. Não devemos romantizar o chamado e a vocação ao ponto acharmos que fazer missões é trilhar um caminho de rosas ou uma viagem de passeio. Missão é guerra, é batalha espiritual. Veja o que Jesus disse aos seus discípulos quando os enviou ao campo missionário: — Eis que eu os envio como ovelhas para o meio de lobos […]. Tenham cuidado com os homens, porque eles os entregarão aos tribunais e os açoitarão nas suas sinagogas. Por minha causa vocês serão levados à presença de governadores e de reis, para lhes servir de testemunho, a eles e aos gentios […]. Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai entregará o filho. Haverá filhos que se levantarão contra os
seus pais e os matarão. Todos odiarão vocês por causa do meu nome […]. (Mt 10.16- 23 – NAA).Deus quer usar cada crente (ação individual); Deus quer usar a sua igreja (ação coletiva). Você está disponível.
3.2 A chamada missionária.
A LIÇÃO DIZ: Não existe um único padrão de chamada missionária, mas é de suma importância reconhecer que a chamada para qualquer tipo de serviço relacionado ao Reino de Cristo vem do próprio Deus. Importante: É a igreja que separa e envia o missionário, mas é Deus quem faz a escolha. O missionário precisa ter a convicção de que é Deus quem o está chamando. E a igreja precisa ter sensibilidade para ouvir a voz do Espírito, a fim de não enviar missionários com base em preferências humanas ou habilidades pessoais, mas sim de acordo com a vontade do Espírito. Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé; Simeão, chamado Níger; Lúcio, de Cirene; Manaém, que tinha sido criado com Herodes, o tetrarca; e Saulo. Enquanto eles estavam adorando o Senhor e jejuando, o Espírito Santo disse: — Separem-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando e orando, e impondo as mãos sobre eles, os despediram. (At 13.1-3 – NAA).
3.3 Caráter e testemunho na obra missionária.
A LIÇÃO DIZ: Além de ser chamado por Deus, é preciso fazer a diferença no cumprimento do “Ide” de Jesus (Mt 5.13-16). A grosso modo, Caráter é o conjunto de traços e qualidades morais que definem a personalidade de uma pessoa. Refere-se à maneira como uma pessoa pensa, age e se comporta, baseada em seus valores, princípios e ética Sob uma perspectiva cristã, o caráter cristão é caracterizado por uma transformação interior que resulta em uma conduta justa e piedosa. É marcado por virtudes como amor, bondade, paciência, humildade, fidelidade, honestidade, autodomínio e perdão. O caráter cristão não se baseia apenas em uma conduta externa, mas também em uma motivação interna de amar a Deus e ao próximo. É uma expressão do relacionamento pessoal com Deus e do desejo de glorificá-Lo em todas as áreas da vida.
3.4 O perfil do vocacionado.
1. Ter convicção de sua chamada para obra de Deus e especificamente para o trabalho missionário, que exige muita dedicação e renúncia por parte do missionário.
2. Enxergar a obra missionária com olhos espirituais, ou seja, precisa ter visão de Deus. Assim estará consciente da realidade que enfrentará e que o inimigo é real e fará de tudo para impedir a obra.
3. Ser experimentado na obra do Senhor, ou seja, ser uma pessoa dedicada aos trabalhos da igreja. Se o missionário foi um obreiro relaxado, preguiçoso e sem atitude, dificilmente conseguirá se sobressair no campo missionário.
4. Ter atitude de servo. Ao encarar o trabalho missionário, deverá estar ciente de que não será servido, mas servirá muito a mais a comunidade a que for enviado.
5. Se colocar como pessoa de fibra, dinâmico e audacioso. Haverá situações que exigirão muito do obreiro.
6. Não ser ambicioso e vaidoso querendo posições e reconhecimento dos homens. Deverá buscar reconhecimento do Senhor Jesus e a única motivação deve ser em ganhar vidas para o Senhor.
7. Amar incondicionalmente as pessoas e a obra de Deus.
8. Maturidade desenvolvida através de íntima comunhão com o Senhor Jesus e experiência na vida cristã, sabendo enfrentar qualquer situação que se formar. O missionário não pode ser neófito, precisa de experiência na obra e isso começa e se desenvolve na igreja local. Querer adquirir experiência inicial da fé cristã no campo missionário seria quase um “suicídio” ministerial e espiritual.
9. Ser doutrinado dentro das Sagradas Escrituras, ou seja, firmado na Palavra genuína de Deus. Crentes vacilantes, que vivem somente por revelação, sonhos e adivinhações, jamais deveriam ir ao campo de batalha, pois lhes falta o essencial que é estar ancoradona Palavra de Deus.
10.Ser cheio do Espírito Santo é imprescindível para o sucesso na obra missionaria. Haverá momentos em que a única solução será confiar inteiramente no milagre e no sobrenatural de Deus.
11.Ser conhecedor e buscar os dons espirituais, pois são através deles que as fortalezas de Satanás caem por terra.

A LIÇÃO DIZ: Nosso propósito é que, a partir desta lição, cada aluno tome uma atitude de fé e se comprometa com a obra missionária. Que se coloque à disposição para se dedicar, ao menos, em uma modalidade da obra missionária: orar, contribuir ou ir. A minha oração é: Que esta lição não seja apenas mais um momento de aprendizado, mas sim um ponto de partida para uma vida de compromisso com a obra missionária.

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